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novos conceitos relacionados à GD, tais como microgrids e VPPs, que introduzem novas formas de funcionamento dos sistemas para geração de energia. Foram discutidos também diversos desafios de comunicação relacionados à GD, considerando aspectos como escalabilidade, confiabilidade, segurança e gerência da rede.
Foram comentados ainda os principais projetos de redes elétricas inteligentes que incluem a geração distribuída de energia no Brasil e no Mundo. Temas atuais na área de redes e sistemas distribuídos, como computação em nuvem e redes definidas por software, podem ser aplicados a novas soluções de redes de comunicação que darão suporte a redes elétricas inteligentes e GD, como já vem sendo proposto em trabalhos recentes publicados na literatura.
Como ainda não existem soluções completas e consolidadas, há bastante espaço para pesquisa e desenvolvimento em arquiteturas de rede e modelos e protocolos de comunicação que possam ser usados nas redes elétricas do futuro.
Caso a geração seja maior do que o consumo, serão gerados créditos energéticos, com validade de 60 meses, que poderão ser utilizados em períodos futuros com maior consumo. Tais créditos podem ainda ser aproveitados em outras unidades consumidoras, desde que localizadas dentro da área de concessão da mesma distribuidora.
Uma das principais vantagens de um sistema de geração distribuída é a eliminação das baterias, o que reduz bastante o investimento nos sistemas de geração. Em momentos onde a geração é maior do que o consumo, em vez de ser armazenada em bancos de bateria, a energia excedente é injetada na rede da concessionária.
Outra vantagem é que o “prosumidor” continua conectado à rede de distribuição, o que garante a disponibilidade de energia a qualquer momento, mesmo quando o sistema não está gerando.
Finalmente, a geração distribuída também beneficia o sistema energético como um todo. Como a geração ocorre junto aos pontos de consumo, as perdas com a transmissão de energia são praticamente eliminadas.
UNIDADE 7. Avaliação Econômica em Projetos – Parte I
O estudo de viabilidade de qualquer negócio é iniciado pela esfera econômica. Dentre as várias alternativas de investimentos, é possível a identificação do projeto mais viável que possua bom retorno e que o investidor tenha afinidade.
Para mostrar sua consistência, é preciso que seja feito com base em estimativas coerentes e confiáveis dos elementos de custos e de receitas, o que permitirá montar um fluxo de caixa projetado.
Para tanto, inicialmente, se analisa se o lucro projetado é positivo, resultado do fato de que as saídas projetadas necessitam ser menores do que as entradas. Quando a decisão de investimento está baseada somente na análise comparativa das receitas entrantes e de saídas referentes aos custos e despesas, resultando em lucro, trata-se de viabilização econômica.
Ainda deve-se considerar que quando a decisão de investir for baseada na disponibilidade de recursos, com a finalidade de se obter o equilíbrio entre as entradas e saídas, será considerado o fluxo de caixa, que na verdade é a própria viabilidade financeira.
Resumindo, um estudo de viabilidade econômico-financeira procura caracterizar um empreendimento que proporciona lucro aos investidores, sendo capaz de evitar saldos negativos, de forma a proporcionar um fluxo de caixa positivo ao longo da vida útil do empreendimento.
As ferramentas mais usadas para uma análise de viabilidade de um projeto são: • Taxa Interna de Retorno (TIR); • Valor Presente Líquido (VPL); • Período de Retorno do Investimento (Payback); • Índices de Retorno.
A análise por meio destas ferramentas permite identificar o lucro e se a Taxa de Retorno do projeto estudado é maior do que a Taxa Mínima de Atratividade (TMA), também conhecida como custo de oportunidade.
A decisão de em qual projeto deve-se investir resume-se em escolher um projeto entre diversas alternativas, após um estudo embasado na engenharia econômica. Porém, se houver apenas um projeto em estudo, sua rentabilidade precisa ser comparada com o rendimento de aplicações financeiras disponíveis ao empreendedor ao mesmo volume de recursos.
Como a TMA é a taxa de juros que representa o mínimo que o investidor deseja obter, as rentabilidades destas aplicações servirão de base para definir a TMA.
O processo de avaliação envolve três etapas:
• Projeção do fluxo de caixa;
• Cálculo da TMA;
• Aplicação de técnicas de avaliação.
Após definir o horizonte da análise, coletar dados relevantes, elaborar as estimativas de fluxo de caixa e obter a TMA, o passo seguinte à elaboração da perspectiva do investimento consiste na análise dos ganhos oferecidos pela decisão.
Para melhor análise, é importante considerar o momento em que ocorrem as receitas e os gastos e trazê-los para o mesmo período, por meio de um fluxo de caixa descontado.
A seguir são apresentados os principais parâmetros associados a uma análise econômico-financeira de um projeto, que auxiliam na tomada de decisões financeiras.
Payback é uma ferramenta de grande uso no mundo dos negócios para auxiliar nas tomadas de decisões, decorrente do seu fácil entendimento e aplicabilidade. O tempo necessário para recuperar o investimento é geralmente medido pelo pagamento de volta ou payback, uma palavra que vem do inglês.
Payback é definido como o período de tempo necessário para recuperar o capital investido, ou seja, é o período de tempo necessário para que os lucros de um investimento consigam cobrir o capital empregado.
Este método consiste em apurar o tempo necessário para que um investimento cubra os dispêndios iniciais. Existe um tempo para recuperar o que foi investido e somente depois que o valor dos lucros se equipararem ao investimento inicial é que se pode afirmar que tal empreendimento está tendo retorno.
UNIDADE 8. Avaliação Econômica em Projetos – Parte II
De acordo com as avaliações econômicas de projetos energéticos no atual cenário brasileiro, deve ser utilizada a Teoria de Opções Reais (TOR), para o detalhamento do projeto de integração no cenário da viabilidade econômico-financeira, face à aleatoriedade dos parâmetros envolvidos, o que causa incertezas.
O método do VPL vem sofrendo críticas por ignorar opções implícitas em projetos (abandono, estratégia de crescimento e espera por melhores condições – timing de investimento, por exemplo), levando a erros significativos quanto à incerteza e/ou flexibilidades que são relevantes no projeto.
Na Teoria de Opções Reais, é considerada a natureza estocástica da evolução dos preços (ou de qualquer outra variável do modelo), com um modelo estocástico, enquanto no método do VPL, o preço para calcular a receita é o preço atual do mercado, uma sequência, ou um valor esperado do preço na data em que o projeto iniciará a sua operação.
Quando aplicada a projetos de investimentos, a TOR integra estratégia e finanças, considerando analiticamente as flexibilidades gerenciais e as opções implícitas nos projetos.
O princípio de neutralidade ao risco é uma boa ferramenta por permitir a superação de dois problemas de importância presentes nas técnicas tradicionais do VPL, que são: • Determinação da taxa de desconto; e • Estimativa das probabilidades dos diversos cenários futuros.
A regra de decisão pelo valor crítico é derivada de um processo de otimização sob incerteza, sendo os dois métodos mais usados a seguir relembrados, que dão resultados equivalentes: • Contingent claims; e • Programação dinâmica.
Para isso, é necessário utilizar técnicas mais sofisticadas da teoria de probabilidade e técnicas de otimização dinâmica sob incerteza, nas quais a Teoria das Opções Reais possui sofisticadas ferramentas matemáticas, que consideram as flexibilidades gerenciais existentes nas oportunidades de investimento.
Isto representa uma evolução na metodologia de análise de projetos para diversas aplicações em vários segmentos industriais, inclusive no segmento cloro-soda e projetos a serem desenvolvidos no Setor Elétrico Brasileiro.
A seguir, faremos uma avaliação econômica através

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