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Relatorio SP1 UN1 - Modulo Dor

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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MINEIROS 
UNIDADE BÁSICA DAS BIOCIÊNCIAS 
CURSO DE MEDICINA 
 
 
 
SP1. O DOCE AMARGO 
 
 
Beatriz Gomes Neves 
Gabriela de Lima Rezende 
Hélio Souza Cortez 
Jéssica Thayna Resende Figueiredo 
Leonardo Santos Assis 
Luciana Dorneles Siqueira 
Maria Eduarda Giacomin da Cruz 
Matheus Teixeira Silva 
Pedro Lucas de Oliveira Franco 
Tânia Pacheco dos Santos 
 
 
 
Mineiros-GO 
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2020 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MINEIROS 
UNIDADE BÁSICA DAS BIOCIÊNCIAS 
CURSO DE MEDICINA 
 
 
 
SP1. O DOCE AMARGO 
 
Relatório apresentado à disciplina de Tutoria da 
Unidade I, do 5º período, do curso de medicina, 
como requisito parcial para obtenção de nota, sob 
orientação do Professor Dr Bruno Debona. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Mineiros-GO 
2020 
SUMÁRIO 
1. INTRODUÇÃO .................................................................................................. 4 
2. OBJETIVOS ........................................................................................................... 4 
2.1 Objetivo Geral ................................................................................................... 5 
2.2 Objetivos Específicos ........................................................................................ 5 
3.DISCUSSÃO ............................................................... Erro! Indicador não definido. 
4.CONCLUSÃO ............................................................ Erro! Indicador não definido. 
5. REFERÊNCIA........................................................... Erro! Indicador não definido. 
 
 
 
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1. INTRODUÇÃO 
Segundo Neto (2009) A dor é uma experiência vivenciada por quase todos os seres 
humanos, pois constitui um instrumento de proteção que possibilita a detecção de estímulos 
físicos e químicos nocivos, estabelece situações com limiares específicos e organizados, além 
de sensibilizar sistemas que protegem o indivíduo contra futuras lesões, de acordo com vários 
mecanismos. Muitas, se não a maioria das enfermidades do corpo cursam com dor, 
enfermidades como a queimadura citada no texto da atual semana problema até mesmo dores 
crônicas como o câncer. 
O comitê de taxonomia da Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP) 
conceitua dor com o “experiência sensitiva e emocional desagradável decorrente ou descrita em 
termos de lesões teciduais reais ou potenciais”. A dor é subjetiva, cada indivíduo aprende a 
descrevê-la individualmente, com base em suas experiências. A definição, porém, é 
inapropriada, uma vez que não se aplica às crianças na fase pré-verbal, aos indivíduos com 
transtornos cognitivos e a outras condições particulares. Tem, no entanto, o mérito de reforçar 
o conceito de que, como outras modalidades sensitivas conscientes, a dor inclui a participação 
de mecanismos relacionados aos aspectos discriminativos, às emoções e ao simbolismo das 
sensações em geral (NETO, 2009). 
A capacidade de diagnosticar diferentes doenças depende, em grande parte, do 
conhecimento médico das diferentes qualidades de dor (GUYTON, 2017). Por esse motivo, a 
presente relatório trará à tona temas associados dor e suas bases fisiológicas e vias neurológicas, 
bem como a compreensão dos riscos associados a overdose medicamentosa e automedicação. 
Por fim será feito uma breve abordagem acerca de queimaduras. 
 
 
 
 
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2. OBJETIVOS 
 
2.1 Objetivo Geral 
 
 Compreender os mecanismos da dor nociceptiva. 
 
2.2 Objetivos Específicos 
• Definir os tipos de dor; 
• Entender as vias da dor (receptor, vias e áreas encefálicas); 
• Identificar os neurotransmissores envolvidos no processo da dor; 
• Definir dor nociceptiva e não nociceptiva; 
• Explicar nociceptores e o limiar da dor; 
• Compreender o mecanismo de modulação da dor da origem até a interpretação; 
• Entender o mecanismo de arco-reflexo; 
• Estudar a farmacologia do paracetamol (classe, farmacocinética, 
farmacodinâmica, toxicidade); 
• Revisar o mecanismo de ação dos AINES e a cascata do ácido araquidônico; 
• Citar os riscos de automedicação; 
• Explicar os graus de queimaduras e como tratá-las. 
 
 
 
 
 
 
 
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3. DISCUSSÃO 
Segundo Guyton (2017) a dor primariamente se divide em Dor rápida e dor lenta 
classificadas de acordo com a velocidade com que o estimo é sentido, sendo a dor rápida sentida 
em cerca de 0,1 segundo pós a aplicação do estimulo e a dor lenta de 1 segundo ou mais após a 
aplicação do estimulo. 
A dor rápida também é descrita por meio de vários nomes alternativos, como dor 
pontual, dor em agulhada, dor aguda e dor elétrica. Esse tipo de dor é sentido quando agulha é 
introduzida na pele, quando a pele é cortada por faca, ou quando a pele é agudamente queimada. 
Ela também é sentida quando a pele é submetida a choque elétrico. A dor pontual rápida não é 
sentida nos tecidos mais profundos do corpo (GUYTON, 2017). 
A dor lenta também tem vários nomes, como dor em queimação, dor persistente, dor 
pulsátil, dor nauseante e dor crônica. Esse tipo de dor geralmente está associado à destruição 
tecidual. Ela pode levar a sofrimento prolongado e quase insuportável e pode ocorrer na pele e 
em quase todos os órgãos ou tecidos profundos (GUYTON, 2017). 
Além dessa divisão segundo o tempo com que o estímulo é sentido, proposta por Guyton 
(2017), alguns autores como Peixoto (2015) propõem que tal divisão pode ser expandida. 
Segundo Peixoto (2015) a dor também pode se quanto a semiologia, sendo classificada em dor 
somática, dor visceral, dor neuropática, dor psicogênica. 
Dor Somática é aquela identificada facilmente pelo paciente, normalmente associada a 
um trauma. Dor visceral é aquela sentida nos tecidos mais profundos. Dor neuropática é 
resultante de dano ao SNC. Dor Psicogênica está associada a presença de fatores psicológicas. 
As classificações de dor segundo Peixoto (2015) serão melhor discutidas posteriormente. 
Sendo assim, faz-se importante também compreender as vias neurologias da dor desde 
a ação nas terminações livres até a área encefálica onde o estimo é direcionado 
Receptores da dor 
Os receptores para dor são terminações nervosas livres. Eles existem dispersos nas 
camadas superficiais da pele, bem como em certos tecidos internos, como o periósteo, as 
paredes das artérias, as superfícies articulares e a foice e o tentório da abóbada craniana. A 
maioria dos outros tecidos profundos está suprida com terminações nervosas para a dor. Porém, 
lesões teciduais extensas podem se somar e causar dor lenta e crônica na maioria dessas áreas 
(GUYTON, 2017). 
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Os receptores para dor se adaptam muito pouco e algumas vezes não se adaptam. Em 
certas circunstâncias, a excitação das fibras dolorosas fica progressivamente maior, à medida 
que o estímulo persiste, em especial para a dor lenta persistente nauseante. Esse aumento da 
sensibilidade dos receptores para dor é chamado hiperalgesia. A ausência de adaptação dos 
receptores para dor possibilita que a pessoa fique ciente da presença de estímulo lesivo, 
enquanto a dor persistir (GUYTON, 2017). 
Estímulos que excitam os receptores 
 A dor pode ser desencadeada por vários tipos de estímulos que são classificados como 
estímulos dolorosos mecânicos, térmicos e químicos. A dor rápida é desencadeada por tipos de 
estímulos mecânicos e térmicos, enquanto a dor crônica pode ser desencadeada pelos três tipos 
de estímulo. Algumas das substâncias que excitam o tipo químico de dor são: bradicinina, 
serotonina, histamina, íons potássio, ácidos, acetilcolina e enzimas proteolíticas. Já as 
prostaglandinas e a substância P aumentam a sensibilidade das terminações nervosas, porém 
não excitam diretamente essas terminações. As substâncias químicas são importantes para a 
estimulação do tipo de dor lenta e persistente que ocorre após lesão tecidual (GUYTON, 2017). 
Vias 
 São utilizadas duas vias que correspondem principalmente