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1. SINONÍMIA: 
Espermocitograma, espermometria, seminograma e espermocultura. 
2. APLICABILIDADE 
O exame e solicitado pelo médico urologista, médico especializado em reprodução e médico 
endocrinologista. 
O exame e processado por biomédicos e profissionais de análises clínicas especializados em 
reprodução. 
3. APLICAÇÃO CLÍNICA 
O espermograma por ter três finalidades, como para avaliação de fertilidade, para avaliação de 
esterilidade pós-vasectomia e identificação de agentes infecciosos (espermocultura). 
4. PRINCÍPIO DO TESTE 
O método consiste em estudo das propriedades físicas e químicas do sêmen, contagem de células 
e de espermatozóides de preferência em câmara de Makler, estudo de sua motilidade e morfologia, 
contagem dos espermatozóides, cultura em meios apropriados, identificação do microrganismo e 
antibiograma, se solicitado e Contagem de leucócitos no esperma. 
Será feito exame macroscópico logo após a liquefação do líquido seminal em banho Maria a 37ºC 
durante 1 hora, porém não há inconveniente executá-lo logo após a colheita, devendo mencionar as 
condições em que o exame foi realizado, ele é feito para obter o resultado do volume, cor, pH, 
viscosidade, tempo de liquefação e liquefação. O exame microscópio será realizado 1 hora após a 
colheita em liquefação a 37°C em banho maria para obter o resultado da motilidade, vitalidade, índice 
de motilidade, contagem global dos espermatozóides, no qual e usado a câmara de Neubauer. 
5. AMOSTRA 
A amostra deve seguir os critérios de avaliação que são quantidade de amostra adequada, 
identificação correta, não ter usado preservativo, lubrificante e saliva para coletar a amostra, 
recipiente adequado para amostra e estéril. 
O preparo do paciente para todos os casos, são lavar o pênis com água e sabão neutro, 
principalmente a glande e o prepúcio e lavar também as mãos. 
Para a avaliação de fertilidade, o paciente deve estar em abstinência sexual (relações sexuais ou 
masturbações) entre 3 a 5 dias partindo de um dia com apenas uma relação sexual, o paciente de 
urinar e após coletar o material por masturbação com o cuidado de não perder nenhum volume da 
ejaculação total, o material não pode ser coletado em preservativo, pois a presença de espermicida 
paralisa todos os espermatozóides. Para avaliação de esterilidade pós-vasectomia, não há 
necessidade de abstenção sexual e pode ser coletado por masturbação ou em preservativo. Para 
identificação de agentes infecciosos, desinfetar também as mãos duas vezes com álcool 70º e não 
há necessidade de abstinência sexual, após urinar e coletar o material por masturbação para um 
frasco rigorosamente estéril, tomando o máximo cuidado para não contaminá-lo acidentalmente, ele 
não pode ser coletado em preservativo e o material não deve ser transportado para evitar 
contaminação exógena. 
 
PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO - POP 
RA – POP – 001 Elaborado por: Juliana Oliveira de Barros Data: 08/04/2020 
ESPERMOGRAMA COMPLETO 
 
6. REAGENTES E MATERIAIS 
Solução salina para diluição, Corante eosina e reagentes para coloração de Gram, nigrosina, bastão 
de vidro, fita reativa para determinar o pH, reagente de Leishman, tubos de ensaio e estantes, pipetas 
e ponteiras, câmara de Neubauer, lâmina e lamínula, microscópio, espectrofotômetro, banho maria, 
fitas reativas, placas de Petri, alça de platina, Ágar, estufa e capela. 
7. PROCEDIMENTO/TÉCNICA 
7.1 Exames macroscópicos: 
7.1.1 Liquefação e tempo de liquefação 
Após a ejaculação no recipiente de coleta com o material, o sêmen é tipicamente uma massa 
coagulada, com o recipiente já no laboratório, espere uma hora para observar se houve liquefação 
completa do coágulo, caso isso não ocorra, registre e preparar uma solução salina tamponado com 
fosfato e depois dilua o sêmen com 10 Ul/ml dessa solução, logo em seguida pegue o bastão de vidro 
e misture, depois leva a amostra para a incubadora a 37°C por 10 minutos. 
7.1.2 pH 
Pegue a amostra e misture bem com o bastão de vidro, em seguida espalhe uma gota do sêmen 
uniformemente na fita e aguarde em média 30 segundos, para fazer a comparação de cor da área do 
reagente com a faixa de calibração para obter o resultado. 
7.1.3 Viscosidade 
Pegue a pipeta descartável e aspire suavemente uma parte da amostra e deixa que ela caia pela 
gravidade, sempre observando o comprimento do fio. 
Para realizar esse procedimento com outra técnica, pegue o bastão de vidro e insira na amostra e ao 
retirar observe o comprimento do fio que formará. 
7.1.4 Volume 
Pegue a pipeta graduada e aspire todo o sêmen para medir a quantidade correta do volume. 
7.1.5 Cor 
Faça a análise e verifique a cor e registre como branco opaco, cinza claro, marrom-avermelhada e 
amarela. 
7.2 Exame Microscópio: 
7.2.1 Motilidade 
Misture bem a amostra e remova uma alíquota imediatamente após a mistura, não permitindo que os 
espermatozoides fiquem fora de suspensão, misturar novamente a amostra de sêmen antes de 
remover a alíquota replicada, para cada réplica, prepare uma preparação úmida com 
aproximadamente 20 µm de profundidade, espere a amostra parar de derivar (em média 60 
segundos) e examine a lâmina com ampliação de × 200 ou × 400 e avalie aproximadamente 200 
espermatozoides por repetição para a porcentagem de diferentes categorias móveis e compare os 
valores da réplica para verificar se eles estão bem próximos. 
Se a diferença entre as porcentagens for aceitável, relate a porcentagem média para cada grau de 
motilidade (Progressiva, Não Progressiva e Imotilidade). Se a diferença for muito alta, pegue duas 
novas alíquotas da amostra de sêmen, e faça duas novas preparações e repita a avaliação e relate 
a porcentagem média de cada grau de motilidade para o número inteiro mais próximo. 
A motilidade é classificada da seguinte forma: 
• Motilidade progressiva: espermatozoides que se movem ativamente em direção reta ou em 
um grande círculo, independentemente da velocidade. 
 
• Motilidade não progressiva: todos os outros padrões de motilidade com ausência de 
progressão, como, nadar em pequenos círculos, força flagelar quase deslocando a cabeça, 
ou quando somente uma batida flagelar pode ser observada. 
• Imotilidade: Quando não há movimento. 
7.2.2 Vitalidade 
É usado a técnica de coloração eosina para aumentar o contraste entre o fundo e as cabeças dos 
espermatozoides, o que os torna mais fáceis de discernir. 
Primeiro prepare a eosina Y, dissolvendo 0,67 g de eosina Y e 0,9 g de cloreto de sódio em 100 ml 
de água purificada com aquecimento suave. Segundo prepare a eosina-nigrosina, adicionando 10 g 
de nigrosina à solução de 100 ml de eosina Y. Depois ferva a suspensão e deixar esfriar até a 
temperatura ambiente e filtre através de papel de filtro para remover os precipitados grosseiros e 
gelatinosos e armazene em um frasco de vidro escuro e selado. Agora misture bem a amostra de 
sêmen e remova uma alíquota de 50 µl de sêmen e misturar com um volume igual de suspensão de 
eosina-nigrosina em um tubo de ensaio, e aguardar 30 segundos, depois misture novamente o sêmen 
antes de remover uma alíquota replicada, misturar com eosina-nigrosina, para cada suspensão, fazer 
um esfregaço em uma lâmina de vidro e deixar secar ao ar. Examine imediatamente após a secagem 
ou posteriormente após a montagem com um meio de montagem não aquoso permanente, examine 
cada lâmina com ampliação × 1000 e imersão em óleo. Registrar o número de células coradas 
(mortas) ou não coradas (vitais) com o auxílio de um contador de laboratório e avalie 200 
espermatozoides em cada réplica, a fim de obter um erro de amostragem aceitavelmente baixo. 
Se a diferença entre as porcentagens for aceitável, relatar a porcentagem média de espermatozoides 
vitais. Se a diferença for muito alta, fazer duas novas preparações a partir de duas alíquotas frescas 
da amostra de sêmen e repetir a avaliação. Relatar a porcentagem média de espermatozoidesvitais 
para o número inteiro mais próximo. 
7.2.3 Contagem Global dos espermatozóides e Total de Espermatozóides Ejaculado 
Examine uma preparação bem misturada e não diluída de sêmen liquefeito em uma lâmina de vidro 
sob uma lamela, para determinar a diluição apropriada e as câmaras apropriadas a serem usadas. 
Misture o sêmen e prepare diluições com fixador, depois carregue a câmara do hemocitômetro de 
Neubauer e deixe os espermatozoides assentarem em uma câmara úmida e avalie as amostras 
dentro de 10 a 15 minutos, conte pelo menos 200 espermatozoides por replicado e compare as 
contagens replicadas para ver se estão bem próximas. Se assim for, proceder com os cálculos; se 
não, preparar novas diluições. Calcule a concentração em espermatozoides por ml e calcule o 
número total de espermatozoides por ejaculação. 
7.2.4 Morfologia 
Prepare o esfregaço de sêmen em uma lâmina, fixe e faça a colação da lâmina, depois monte a com 
uma lamínula e examine a lâmina na ampliação × 1000 com imersão em óleo. Avalie cerca de 200 
espermatozoides por repetição para uma percentagem de formas normais ou de formas anormais e 
compare os valores da réplica para ver se eles estão razoavelmente próximos em caso afirmativo, 
prossiga com os testes e se não, reler as lâminas. 
 
8. VALORES DE REFERÊNCIA 
Propriedades físicas: 
Tempo de Liquefação < 60 minutos 
Liquefação Completa 
pH 7,0 – 8,5 
Volume 1,5 – 5,0 mL 
Cor Branco opaco, Cinza claro e Amarelo 
Viscosidade Normal (até 2,0 cm) 
Contagem: 
Contagem Global de Espermatozóides > 15 milhões/mL 
Total de Espermatozoides Ejaculado > 39 milhões/mL 
Motilidade: 
Motilidade ≥ 40% 
Progressivos ≥ 32% 
Variáveis de Movimento: 
Velocidade Curvilíneas > 40 μm 
Velocidade em Linha Reta > 30 μm 
Velocidade Média de Progressão > 28 μm 
Amplitude de Deslocamento Lateral 1,8 a 4,0 μm 
Linearidade 58% 
Repetidão 8,0 – 14,0 Hz 
Frequência de Oscilação ≥ 58% 
Vitalidade: 
Formas Vivas 58% 
 
Morfologia > 4,0 
Total de espermatozoides analisados 200 
 
 
 
 
 
 
 
Aspermia Ausência de células da espermiogênese e espermatozóides. 
Azoospermia 
É a condição em que não se encontram os espermatozóides, mas veem-se 
células da espermiogênese mais ou menos maduras. 
Necrospermia Morte completa dos espermatozóides. 
Oligospermia Diminuição global dos espermatozóides. (casos anormais). 
Teratospermia Alteração generalizada da cabeça dos espermatozoides. 
Normospermia Global de espermatozóides normais. 
Hiperespermia Aumento da global de espermatozóides. (Geralmente não é patológica) 
Normo, Hiper e Hipocinesia Estão relacionados com a motilidade dos espermatozóides. 
Astenospermia 
Diminuição dos espermatozóides móveis, fato que geralmente acompanha a 
hipocinesia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9. MODELO DE LAUDO 
 
Laboratório de Reprodução 
 
Número de Controle: 
 
Código de Autenticação: 
 
Laudo de Espermograma 
Nome: Indicação: 
 
Data do Exame: Data de Nascimento: 
 
Hora Aproximada: 
 
Resultado 
 
Valores de Referência 
 
 
PROPRIEDADE FÍSICAS E QUÍMICAS 
Tempo de Liquefação 
Liquefação 
pH 
Volume 
Cor 
Viscosidade 
 
EXAME QUANTITATIVO 
Contagem Global de Espermatozóides 
Total de Espermatozoides Ejaculado 
 
DISTRIBUIÇÃO DE MOTILIDADE 
Motilidade 
Progressivos 
Não Progressivos 
Imóveis 
 
VARIÁVEIS DE MOVIMENTO 
Velocidade Curvilíneas 
Velocidade em Linha Reta 
Velocidade Média de Progressão 
Amplitude de Deslocamento Lateral 
Linearidade 
Repetidão 
Frequência de Oscilação 
 
VITALIDADE 
Formas Vivas 
 
MORFOLOGIA 
Kruger % 
 
Total de espermatozoides analisados 
 
 
< 60 minutos 
Completa 
7,0 – 8,5 
1,5 – 5,0 mL 
Branco opaco, Cinza claro e Amarelo 
Normal (até 2,0 cm) 
 
 
> 15 milhões/mL 
> 39 milhões/mL 
 
 
≥ 40% 
≥ 32% 
 
 
 
 
> 40 μm 
> 30 μm 
> 28 μm 
1,8 a 4,0 μm 
58% 
8,0 – 14,0 Hz 
≥ 58% 
 
 
58% 
 
 
> 4,0 
 
200 
 
 
 
 
 
10. BIBLIOGRAFIA 
 
1. MANUAL DE LABORATÓRIO DA OMS: Exame e processamento do sêmen humano. 5th 
ed. Rio de Janeiro: Programa Nacional de Controle de Qualidade, 2010. 
2. MACEDO, Phelipe. Slide: avaliação Seminal. Rio de Janeiro: IBMR, 2020. 
3. DALES, EDUARDO. Espermograma. Clínica Dale. Disponível em:< 
http://eduardodale.com.br/espermograma>. Acessado em: 06/04/2020. 
4. FEIJÓ, C. et al. Espermograma. Cap. 4. Rio de Janeiro, 2010. 
5. MADUREIRA, Ângela. Espermograma. Rio de Janeiro. 
6. SOUZA, A. et al. Líquidos corporais II: POP de Espermograma. Associação de educação 
cultural de goiás, Goiânia, 2010. 
http://eduardodale.com.br/espermograma

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