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LIVRO APRENDER MAIS -ANOS FINAIS - EXERCÍCIOS

Caderno de Língua Portuguesa do Projeto Aprender Mais para o Ensino Fundamental — Anos Finais. Reúne sequências didáticas e atividades de reensino para consolidar gêneros textuais, ortografia, compreensão de leitura e expressão oral e escrita, com produção final para avaliação.

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W
BA
9 35
Língua Portuguesa
Edição 2011
aprender mais
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAISENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
Eduardo Henrique Accioly Campos
GOVERNADOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Anderson Stevens Leônidas Gomes
SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO
Margareth Zaponi
SECRETÁRIA EXECUTIVA DE GESTÃO DA REDE 
Paulo Dutra
SECRETÁRIO EXECUTIVO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL
Hugo Monteiro Ferreira
GERENTE DE POLÍTICAS EDUCACIONAIS DA EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL 
Rosiane Salviano Feitona
CHEFE DE UNIDADE
Wanda Maria Braga Cardoso
ELABORAÇÃO - EQUIPE TÉCNICA DE ENSINO
Aurélio Molina
SECRETÁRIO EXECUTIVO DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO
APRESENTAÇÃO
uma educação pública de qualidade para todos os estudantes. A escola possui o importante 
papel de sistematizar o conhecimento socialmente construído para que os (as) alunos (as) 
construam suas aprendizagens nas diversas áreas de conhecimento. 
Nesse contexto, o professor é agente primordial no processo de construção do 
conhecimento junto aos estudantes. É o professor quem observa, mais de perto, as 
necessidades dos (as) alunos (as) em relação aos conteúdos ministrados em sala de aula.
Em função disso, a Secretaria de Educação desenvolveu, em 2009, o PROJETO 
APRENDER MAIS com o objetivo de atender aos (as) estudantes da 4ª série/5º ano, 8ª série/9º 
ano do Ensino Fundamental e do 3º ano do Ensino Médio das escolas estaduais que 
apresentavam defasagem e/ou dificuldades de aprendizagens. Os resultados obtidos foram 
bastante positivos, de forma que em 2011, a Secretaria de Educação está reeditando este 
Projeto.
Esta iniciativa está em consonância com a LDB – 9394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da 
Educação Nacional, que estabelece como dever do Estado garantir padrões mínimos de 
qualidade do ensino e a obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao 
período letivo, para casos de baixo rendimento escolar, como política educacional.
É imprescindível que, ao identificar as dificuldades e possibilidades dos estudantes, o 
professor trabalhe atividades pedagógicas desenvolvendo dinâmicas de sala de aula que 
possibilitem ao (a) estudante construir o seu próprio conhecimento. A problematização de 
situações didáticas que estimulem a compreensão, interpretação, análise e síntese das novas 
aprendizagens, priorizando as diferentes linguagens devem ser desenvolvidas com dinâmicas 
diversificadas, utilizando materiais existentes na escola – jogos pedagógicos, revistas e livros, 
entre outros.
Apresentamos o material do APRENDER MAIS para o desenvolvimento de ações para 
reensino, em horários complementares, de forma concomitante aos estudos realizados no 
cotidiano da escola.
Desta forma, conseguiremos fortalecer a educação de Pernambuco, contribuindo, por 
conseguinte, para o desenvolvimento do nosso Estado. Pois, quanto mais qualidade 
oferecermos em sala de aula, mais preparados estarão os estudantes para se desenvolverem 
profissionalmente e atuarem na sociedade.
Contamos com todos!
ANDERSON GOMES 
Secretário de Educação do Estado 
A Secretaria de Educação desenvolve ações para garantir o compromisso da oferta de 
ORIENTAÇÕES
Este caderno reúne um conjunto de atividades pedagógicas da área de conhecimento de 
Língua Portuguesa com o objetivo de serem aplicadas em sequências didáticas para o ensino 
de conteúdos curriculares em que os alunos apresentem necessidades e dificuldades em 
conceitos que não foram consolidados a partir de diagnóstico das necessidades dos seus 
alunos e alunas. 
O trabalho com sequências didáticas permite a elaboração de contextos de produção de 
uso da linguagem de forma mais próxima da realidade, por meio de atividades e exercícios 
múltiplos e variados com a finalidade de ajudar o aluno a consolidar melhor um determinado 
gênero textual, uma regra ortográfica, compreensão de leitura, noções, técnicas e instrumentos 
que desenvolvam suas capacidades de expressão oral e escrita em diversas situações de 
comunicação. Uma sequência didática é um conjunto de atividades escolares organizadas de 
maneira sistemática, em torno de um determinado conteúdo. Ela também serve para dar 
acesso aos alunos a práticas de linguagens novas ou de difícil apreensão. Por exemplo, o 
professor poderá organizar módulos, constituídos por várias atividades ou exercícios, 
utilizando, assim, instrumentos necessários para esse domínio de maneira sistemática e 
aprofundada. O professor poderá solicitar aos alunos uma produção final, pode por em prática 
os conhecimentos adquiridos nas oportunidades de reensino e aferir os progressos alcançados 
por alunos e alunas. Esta produção final poderá servir, também, para uma avaliação do tipo 
somativo, que incidirá sobre os aspectos trabalhados durante a sequência.
Dessa forma, as sequências didáticas devem esclarecer quais são os elementos próprios 
da situação de comunicação em questão, levar o aluno a ter contato com os mais variados 
gêneros textuais e exercitá-los no domínio discursivo de suas particularidades. As etapas da 
sequência didática estão assim representadas:
1. Apresentação da proposta de trabalho com um gênero textual, sempre 
associada a questões de interesses do aluno;
2. Partir dos conhecimentos prévios dos alunos;
3. Estabelecer contato inicial com o gênero textual em estudo;
4. Ampliação do repertório, com leitura e análise de vários textos do gênero 
escolhido;
5. Propor a escrita de um texto no gênero, como forma de diagnosticar o que 
os alunos sabem sobre ele e o que precisa ainda ser aprendido;
6. Organização e sistematização do conhecimento: estudo detalhado dos 
elementos constitutivos do gênero, suas situações de produção e 
circulação;
7. Produção de um texto coletivo, tendo o professor como mediador, para 
tornar o gênero e seus elementos um conteúdo partilhado pela classe;
8. Produção individual de um texto o mais próximo possível do gênero 
estudado;
9. Revisão e reescrita do texto individual, respeitando elementos do gênero, 
coesão e coerência a correção ortográfica e gramatical.
03
LÍNGUA PORTUGUESA | PROJETO APRENDER MAIS
ORIENTAÇÕES
Este caderno reúne um conjunto de atividades pedagógicas da área de conhecimento de 
Língua Portuguesa com o objetivo de serem aplicadas em sequências didáticas para o ensino 
de conteúdos curriculares em que os alunos apresentem necessidades e dificuldades em 
conceitos que não foram consolidados a partir de diagnóstico das necessidades dos seus 
alunos e alunas. 
O trabalho com sequências didáticas permite a elaboração de contextos de produção de 
uso da linguagem de forma mais próxima da realidade, por meio de atividades e exercícios 
múltiplos e variados com a finalidade de ajudar o aluno a consolidar melhor um determinado 
gênero textual, uma regra ortográfica, compreensão de leitura, noções, técnicas e instrumentos 
que desenvolvam suas capacidades de expressão oral e escrita em diversas situações de 
comunicação. Uma sequência didática é um conjunto de atividades escolares organizadas de 
maneira sistemática, em torno de um determinado conteúdo. Ela também serve para dar 
acesso aos alunos a práticas de linguagens novas ou de difícil apreensão. Por exemplo, o 
professor poderá organizar módulos, constituídos por várias atividades ou exercícios, 
utilizando, assim, instrumentos necessários para esse domínio de maneira sistemática e 
aprofundada. O professor poderá solicitar aos alunos uma produção final, pode por em prática 
os conhecimentos adquiridos nas oportunidades de reensino e aferir os progressos alcançados 
por alunos e alunas. Esta produção final poderá servir, também, para uma avaliação do tipo 
somativo, que incidirá sobre os aspectos trabalhados durante a sequência.
Dessa forma, as sequências didáticas devem esclarecer quais são os elementos próprios 
da situação de comunicação em questão, levar o aluno a ter contato com os mais variados 
gêneros textuais e exercitá-los no domínio discursivo de suas particularidades. As etapas da 
sequência didáticaestão assim representadas:
1. Apresentação da proposta de trabalho com um gênero textual, sempre 
associada a questões de interesses do aluno;
2. Partir dos conhecimentos prévios dos alunos;
3. Estabelecer contato inicial com o gênero textual em estudo;
4. Ampliação do repertório, com leitura e análise de vários textos do gênero 
escolhido;
5. Propor a escrita de um texto no gênero, como forma de diagnosticar o que 
os alunos sabem sobre ele e o que precisa ainda ser aprendido;
6. Organização e sistematização do conhecimento: estudo detalhado dos 
elementos constitutivos do gênero, suas situações de produção e 
circulação;
7. Produção de um texto coletivo, tendo o professor como mediador, para 
tornar o gênero e seus elementos um conteúdo partilhado pela classe;
8. Produção individual de um texto o mais próximo possível do gênero 
estudado;
9. Revisão e reescrita do texto individual, respeitando elementos do gênero, 
coesão e coerência a correção ortográfica e gramatical.
03
LÍNGUA PORTUGUESA | PROJETO APRENDER MAIS
Por fim, ao usar uma sequência didática, algumas questões devem ser formuladas:
Qual o gênero será abordado?
Quais as regras ortográficas que determinados alunos não compreenderam? 
O que os alunos e alunas respondem sobre esse conteúdo?
Que forma assumirá a produção? Gravação? Uma peça de teatro?
Quem participará, todos os alunos? Em grupos?
Veja, por exemplo, o livro texto da BCC (Base Curricular Comum), a qual se encontra 
organizada a partir de eixos teórico-metodológicos da língua, devendo servir como referencial à 
avaliação do desempenho dos alunos, atualmente conduzida pelo Sistema de Avaliação 
Educacional do Estado de Pernambuco (SAEPE), que apresenta, através da Matriz de 
Referência, os descritores, conforme explicitado no quadro a seguir. Após a leitura, consulte as 
OTMs - Orientações Teórica Metodológicas, as quais são concebidas como referenciais 
estruturadores das práticas de ensino da Língua Portuguesa. Elas estão disponíveis no site da 
Secretaria, www.educacao.pe.gov.br . Consulte também os materiais pedagógicos e atividades 
do GESTAR II, disponíveis no site do MEC, www.mec.gov.br .
04
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
É dentro dessa perspectiva que se garante um espaço privilegiado para desenvolver um 
trabalho com os gêneros textuais, manifestações das práticas discursivas que se estabeleceram 
no decorrer dos anos, para cumprir determinados propósitos comunicativos, e que continuam 
em mudança. Em todos os âmbitos de atuação do ser humano, desde as relações pessoais até o 
universo artístico, jurídico, escolar etc., há gêneros que preenchem determinadas funções 
sociais, como: o bilhete, o poema, a lei, o e-mail, o requerimento, a fábula, a piada, a história 
em quadrinhos, o blog, o conto, o diário, o debate, a receita, a notícia, a reportagem, a 
entrevista, o resumo, a biografia, o seminário, a peça de teatro, a letra de música etc. Cada 
gênero tem características e especificidades próprias, modos específicos de produção, 
circulação e recepção, além de implicações ideológicas particulares.
Dessa forma, torna-se necessário trazer para a sala de aula as múltiplas práticas de 
linguagem, materializadas nos gêneros textuais, através de situações de ensino e 
aprendizagem desafiadoras. Contudo, apenas trazer gêneros variados para dentro da sala de 
aula não garante a construção e a ampliação de capacidade de leitura, escrita, oralidade e 
análise da língua. Ao serem levados de outras esferas para o ambiente escolar, os gêneros são 
tratados conforme os objetivos da escola, relativos ao ensino e aprendizagem. Por exemplo, ao 
lermos um poema fora da escola, não temos de responder a questões de leitura, o que é 
bastante comum quando se lê um poema em sala de aula. A escolarização não é um problema 
em si, pois é função da escola tratar os gêneros segundo as necessidades de ensino e 
aprendizagem dos alunos. No entanto, deve-se ter o cuidado de, na escolarização dos gêneros, 
procurar não artificializar as práticas de leitura/escuta e produção, sem perder de vista o que é 
necessário aprender.
Nesse contexto, consideramos de suma importância levar os alunos a refletirem sobre 
como se constituem esses gêneros, partindo dos aspectos mais amplos, como, por exemplo, o 
contexto em que são produzidas as notícias, os critérios para considerar determinados fatos 
passíveis de serem noticiados, até aspectos mais pontuais, como o uso do tempo presente nos 
títulos das notícias, para dá a impressão de se tratar de acontecimentos recentes.
Refletindo sobre como e por que razão um determinado gênero é produzido, o aluno 
estará mais habilitado a lê-lo de forma crítica e a produzi-lo de forma mais adequada, quando 
for solicitado. É nesse âmbito que se integram as práticas pedagógicas de compreensão 
(leitura/escuta), análise lingüística e produção (escrita/oral), conforme vêm apontando 
pesquisas sobre ensino de língua materna e documentos oficiais que orientam esse processo 
de ensino.
Para produzir um trabalho com os gêneros textuais nos diversos eixos de ensino, 
acreditamos que as práticas de leitura/escuta na escola devem ultrapassar a identificação 
manifesta, explorando-se estratégias de levantamento e checagem de hipótese, inferências, 
comparações, sínteses e extrapolações, além de outras.
Em relação à produção oral e escrita, é necessário pensar em orientações claras sobre 
as condições de produção e circulação dos gêneros: qual o objetivo para elaborar o texto, qual o 
gênero, quem é o interlocutor, em que suporte será veiculado etc. Diante disso, torna-se 
necessário promover oportunidades para as etapas de planejamento, produção, revisão e 
reescrita/refacção.
Importa, ainda, observar a necessidade de familiaridade com o tema do texto a ser 
produzido, o que implica um trabalho prévio de discussão, de leitura de outros textos sobre o 
tema, de levantamento de idéias principais, dúvidas e eventuais polêmicas. 
05
LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
Por fim, ao usar uma sequência didática, algumas questões devem ser formuladas:
Qual o gênero será abordado?
Quais as regras ortográficas que determinados alunos não compreenderam? 
O que os alunos e alunas respondem sobre esse conteúdo?
Que forma assumirá a produção? Gravação? Uma peça de teatro?
Quem participará, todos os alunos? Em grupos?
Veja, por exemplo, o livro texto da BCC (Base Curricular Comum), a qual se encontra 
organizada a partir de eixos teórico-metodológicos da língua, devendo servir como referencial à 
avaliação do desempenho dos alunos, atualmente conduzida pelo Sistema de Avaliação 
Educacional do Estado de Pernambuco (SAEPE), que apresenta, através da Matriz de 
Referência, os descritores, conforme explicitado no quadro a seguir. Após a leitura, consulte as 
OTMs - Orientações Teórica Metodológicas, as quais são concebidas como referenciais 
estruturadores das práticas de ensino da Língua Portuguesa. Elas estão disponíveis no site da 
Secretaria, www.educacao.pe.gov.br . Consulte também os materiais pedagógicos e atividades 
do GESTAR II, disponíveis no site do MEC, www.mec.gov.br .
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ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
É dentro dessa perspectiva que se garante um espaço privilegiado para desenvolver um 
trabalho com os gêneros textuais, manifestações das práticas discursivas que se estabeleceram 
no decorrer dos anos, para cumprir determinados propósitos comunicativos, e que continuam 
em mudança. Em todos os âmbitos de atuação do ser humano, desde as relações pessoais até o 
universo artístico, jurídico, escolar etc., há gêneros que preenchem determinadas funções 
sociais, como: o bilhete, o poema, a lei, o e-mail, o requerimento, a fábula, a piada, a história 
em quadrinhos, o blog, o conto, o diário, o debate, a receita, a notícia, a reportagem, a 
entrevista, o resumo, a biografia, o seminário, a peça de teatro, a letra de música etc. Cada 
gênero tem características e especificidades próprias, modos específicos de produção, 
circulação e recepção,além de implicações ideológicas particulares.
Dessa forma, torna-se necessário trazer para a sala de aula as múltiplas práticas de 
linguagem, materializadas nos gêneros textuais, através de situações de ensino e 
aprendizagem desafiadoras. Contudo, apenas trazer gêneros variados para dentro da sala de 
aula não garante a construção e a ampliação de capacidade de leitura, escrita, oralidade e 
análise da língua. Ao serem levados de outras esferas para o ambiente escolar, os gêneros são 
tratados conforme os objetivos da escola, relativos ao ensino e aprendizagem. Por exemplo, ao 
lermos um poema fora da escola, não temos de responder a questões de leitura, o que é 
bastante comum quando se lê um poema em sala de aula. A escolarização não é um problema 
em si, pois é função da escola tratar os gêneros segundo as necessidades de ensino e 
aprendizagem dos alunos. No entanto, deve-se ter o cuidado de, na escolarização dos gêneros, 
procurar não artificializar as práticas de leitura/escuta e produção, sem perder de vista o que é 
necessário aprender.
Nesse contexto, consideramos de suma importância levar os alunos a refletirem sobre 
como se constituem esses gêneros, partindo dos aspectos mais amplos, como, por exemplo, o 
contexto em que são produzidas as notícias, os critérios para considerar determinados fatos 
passíveis de serem noticiados, até aspectos mais pontuais, como o uso do tempo presente nos 
títulos das notícias, para dá a impressão de se tratar de acontecimentos recentes.
Refletindo sobre como e por que razão um determinado gênero é produzido, o aluno 
estará mais habilitado a lê-lo de forma crítica e a produzi-lo de forma mais adequada, quando 
for solicitado. É nesse âmbito que se integram as práticas pedagógicas de compreensão 
(leitura/escuta), análise lingüística e produção (escrita/oral), conforme vêm apontando 
pesquisas sobre ensino de língua materna e documentos oficiais que orientam esse processo 
de ensino.
Para produzir um trabalho com os gêneros textuais nos diversos eixos de ensino, 
acreditamos que as práticas de leitura/escuta na escola devem ultrapassar a identificação 
manifesta, explorando-se estratégias de levantamento e checagem de hipótese, inferências, 
comparações, sínteses e extrapolações, além de outras.
Em relação à produção oral e escrita, é necessário pensar em orientações claras sobre 
as condições de produção e circulação dos gêneros: qual o objetivo para elaborar o texto, qual o 
gênero, quem é o interlocutor, em que suporte será veiculado etc. Diante disso, torna-se 
necessário promover oportunidades para as etapas de planejamento, produção, revisão e 
reescrita/refacção.
Importa, ainda, observar a necessidade de familiaridade com o tema do texto a ser 
produzido, o que implica um trabalho prévio de discussão, de leitura de outros textos sobre o 
tema, de levantamento de idéias principais, dúvidas e eventuais polêmicas. 
05
LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
As atividades de análise lingüística propostas buscam, como primazia, a produção de 
sentidos e a reflexão sobre o fenômeno da linguagem. Não propomos, nessas atividades, a 
memorização de nomenclaturas nem a resolução de exercícios de classificação 
morfossintática. Então, julgamos necessário oportunizar ao aluno a reflexão sobre as regras de 
uso e funcionamento da língua, ajudando-o a construir definições a partir do trabalho com o 
texto ou a atividade. Dessa maneira, é fundamental que as suas falas sejam valorizadas e 
sistematizadas de forma coletiva.
É papel da escola propiciar o desenvolvimento de capacidades amplas de 
leitura/escuta, escrita, oralidade e análise linguística, além de uma exploração adequada da 
diversidade textual em sala de aula, a qual pode contribuir para que os alunos sejam cada vez 
mais capazes de compreender e elaborar gêneros diversos, em várias situações de interação 
social.
Supomos que algumas sequências parecerão mais atraentes para uma determinada 
turma de alunos que outras e algumas demandarão mais trabalho que outras. De outra forma, 
uma sequência que tenha sido planejada para uma etapa de escolaridade (ciclo/série) pode ser 
utilizada para alunos de outra fase (ciclo/série), desde que o professor faça as adaptações 
necessárias. Assim, a intervenção do professor com eventuais alterações e ampliações, será 
sempre bem aceita, atuando nesta empreitada como co-autor nessa incessante busca do que é 
aprender e ensinar.
Na esteira dessas considerações, a aprendizagem dos alunos é o objetivo maior da 
proposta de trabalho de reforço escolar sugerida por esta gerência. Compreende-se, dessa 
forma, uma ação que deve consolidar e ampliar conhecimentos, enriquecer as experiências 
culturais e sociais dos alunos e auxiliá-los a vencer obstáculos em sua aprendizagem, 
favorecendo o sucesso na escola e na vida.
Como toda ação pedagógica, o reforço exige um cuidadoso planejamento, a definição 
das metas, a escolha de alternativas e o envolvimento dos interessados. Este caderno aponta 
alguns caminhos, propõe ações, e discute assuntos que consideramos importantes para que o 
reforço complemente com êxito o trabalho desenvolvido em sala de aula e, sobretudo, seja uma 
ação articulada ao projeto educativo, compondo o plano pedagógico da escola.
06
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
TRABALHANDO COM GÊNEROS
 Tomamos como ponto de partida para realização desse trabalho a visão bakhtiniana 
sobre gêneros do discurso. Bakhtin postula que tudo o que comunicamos só se faz possível 
através de gêneros. Um dos aspectos mais interessantes dos gêneros, que alude de forma direta 
à questão do “uso” é o fato de que devemos considerar o gênero como meio social de produção 
e de recepção do discurso. Assim, a vivência das situações de comunicação e o contato com os 
diferentes gêneros que surgem no cotidiano, exercitam a competência linguística do 
falante/ouvinte produtor de textos. Essa competência é inerente ao ser humano social que 
interage, comunica, cria e recria. Na medida em que um indivíduo avança em grau de 
escolaridade, ele tende a tornar-se cada vez mais proficiente na operacionalização de variadas 
categorias textuais. Sendo assim, pretendemos desenvolver a competência linguístico-
discursiva e pragmática dos nossos alunos como cidadãos co-construtores do seu espaço na 
sociedade.
I – CRÔNICA 
A Crônica, por ser um texto curto, leve, lírico ou humorístico, e algumas vezes crítico, 
aborda o dia-a-dia de nossa sociedade. Acreditamos que esse gênero pode ser experimentado 
pelos alunos nas aulas de língua materna, uma vez que a crônica é um dos gêneros mais 
utilizados pelos livros didáticos, sem prescindir da sua circulação no domínio midiático, como 
jornais e revistas.
Objetivos: (re) conhecer características do gênero crônica, relacionando-as às 
temáticas do cotidiano; reconhecer algumas estratégias discursivas de produção de sentido, 
como marcas da oralidade – uso de gíria, variantes linguísticas, repetições; paragrafação; 
perceber a relação de sentido entre os tempos verbais; produzir crônica a partir de um fato, 
destacando a particularidade sobre o cotidiano como ponto de partida para a produção.
Normalmente, a crônica representa um diálogo explícito entre o produtor do texto e o 
leitor. Em alguns casos, ela é escrita na primeira pessoa, realçando a impressão do autor sobre 
um determinado assunto, definindo seu ponto de vista, o que resulta em uma maior interação 
com o leitor. A linguagem utilizada não tem rebuscamento, assumindo, algumas vezes, um tom 
informal. As tipologias textuais predominantes são a narrativa e a descritiva, no entanto outras 
sequências tipológicas podem surgir no texto, como a argumentativa e expositiva.
Assim, a produção de crônicas pelos alunos deve ser orientada com atenção, 
organizando o tempo em uma familiarização mais cuidadosa com o gênero para que eles 
conheçam as estratégias utilizadas pelos cronistas na elaboração destes textos. É interessante 
sensibilizar os alunos para que percebam o quehá de particular, de único, de fascinante, de 
engraçado nas situações corriqueiras pelas quais passamos.
 BAKHTIN, M. A Estética da Criação Verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
07
LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
As atividades de análise lingüística propostas buscam, como primazia, a produção de 
sentidos e a reflexão sobre o fenômeno da linguagem. Não propomos, nessas atividades, a 
memorização de nomenclaturas nem a resolução de exercícios de classificação 
morfossintática. Então, julgamos necessário oportunizar ao aluno a reflexão sobre as regras de 
uso e funcionamento da língua, ajudando-o a construir definições a partir do trabalho com o 
texto ou a atividade. Dessa maneira, é fundamental que as suas falas sejam valorizadas e 
sistematizadas de forma coletiva.
É papel da escola propiciar o desenvolvimento de capacidades amplas de 
leitura/escuta, escrita, oralidade e análise linguística, além de uma exploração adequada da 
diversidade textual em sala de aula, a qual pode contribuir para que os alunos sejam cada vez 
mais capazes de compreender e elaborar gêneros diversos, em várias situações de interação 
social.
Supomos que algumas sequências parecerão mais atraentes para uma determinada 
turma de alunos que outras e algumas demandarão mais trabalho que outras. De outra forma, 
uma sequência que tenha sido planejada para uma etapa de escolaridade (ciclo/série) pode ser 
utilizada para alunos de outra fase (ciclo/série), desde que o professor faça as adaptações 
necessárias. Assim, a intervenção do professor com eventuais alterações e ampliações, será 
sempre bem aceita, atuando nesta empreitada como co-autor nessa incessante busca do que é 
aprender e ensinar.
Na esteira dessas considerações, a aprendizagem dos alunos é o objetivo maior da 
proposta de trabalho de reforço escolar sugerida por esta gerência. Compreende-se, dessa 
forma, uma ação que deve consolidar e ampliar conhecimentos, enriquecer as experiências 
culturais e sociais dos alunos e auxiliá-los a vencer obstáculos em sua aprendizagem, 
favorecendo o sucesso na escola e na vida.
Como toda ação pedagógica, o reforço exige um cuidadoso planejamento, a definição 
das metas, a escolha de alternativas e o envolvimento dos interessados. Este caderno aponta 
alguns caminhos, propõe ações, e discute assuntos que consideramos importantes para que o 
reforço complemente com êxito o trabalho desenvolvido em sala de aula e, sobretudo, seja uma 
ação articulada ao projeto educativo, compondo o plano pedagógico da escola.
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ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
TRABALHANDO COM GÊNEROS
 Tomamos como ponto de partida para realização desse trabalho a visão bakhtiniana 
sobre gêneros do discurso. Bakhtin postula que tudo o que comunicamos só se faz possível 
através de gêneros. Um dos aspectos mais interessantes dos gêneros, que alude de forma direta 
à questão do “uso” é o fato de que devemos considerar o gênero como meio social de produção 
e de recepção do discurso. Assim, a vivência das situações de comunicação e o contato com os 
diferentes gêneros que surgem no cotidiano, exercitam a competência linguística do 
falante/ouvinte produtor de textos. Essa competência é inerente ao ser humano social que 
interage, comunica, cria e recria. Na medida em que um indivíduo avança em grau de 
escolaridade, ele tende a tornar-se cada vez mais proficiente na operacionalização de variadas 
categorias textuais. Sendo assim, pretendemos desenvolver a competência linguístico-
discursiva e pragmática dos nossos alunos como cidadãos co-construtores do seu espaço na 
sociedade.
I – CRÔNICA 
A Crônica, por ser um texto curto, leve, lírico ou humorístico, e algumas vezes crítico, 
aborda o dia-a-dia de nossa sociedade. Acreditamos que esse gênero pode ser experimentado 
pelos alunos nas aulas de língua materna, uma vez que a crônica é um dos gêneros mais 
utilizados pelos livros didáticos, sem prescindir da sua circulação no domínio midiático, como 
jornais e revistas.
Objetivos: (re) conhecer características do gênero crônica, relacionando-as às 
temáticas do cotidiano; reconhecer algumas estratégias discursivas de produção de sentido, 
como marcas da oralidade – uso de gíria, variantes linguísticas, repetições; paragrafação; 
perceber a relação de sentido entre os tempos verbais; produzir crônica a partir de um fato, 
destacando a particularidade sobre o cotidiano como ponto de partida para a produção.
Normalmente, a crônica representa um diálogo explícito entre o produtor do texto e o 
leitor. Em alguns casos, ela é escrita na primeira pessoa, realçando a impressão do autor sobre 
um determinado assunto, definindo seu ponto de vista, o que resulta em uma maior interação 
com o leitor. A linguagem utilizada não tem rebuscamento, assumindo, algumas vezes, um tom 
informal. As tipologias textuais predominantes são a narrativa e a descritiva, no entanto outras 
sequências tipológicas podem surgir no texto, como a argumentativa e expositiva.
Assim, a produção de crônicas pelos alunos deve ser orientada com atenção, 
organizando o tempo em uma familiarização mais cuidadosa com o gênero para que eles 
conheçam as estratégias utilizadas pelos cronistas na elaboração destes textos. É interessante 
sensibilizar os alunos para que percebam o que há de particular, de único, de fascinante, de 
engraçado nas situações corriqueiras pelas quais passamos.
 BAKHTIN, M. A Estética da Criação Verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
07
LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
CRÔNICA I | A minha São Paulo de 1985
A lembrança mais forte é a de um cortejo 
passando pela esquina da Avenida Brasil com a rua 
onde eu morava, nos Jardins, a caminho do Aeroporto 
de Congonhas, saudado com lenços brancos por 
centenas de milhares de pessoas de rosto contraído, 
algumas chorando. Dava-se adeus a uma esperança, 
Tancredo Neves, o presidente que não chegou a ser. Ele 
havia sofrido sua longa agonia no Instituto do Coração, 
e o povo da cidade despedia-se dele com emoção. 
Aquela cidade vinha sendo 
agredida, mas o traço civilizado resistia nela 
bravamente. Nos muros das ruas por onde o esquife 
passava já havia, sim, algumas pichações, ainda com 
humor, como aquela frase "Rendam-se, terráqueos!", 
ou a outra, "Liberte o gay que existe em vossa senhoria", 
e a misteriosa e onipresente"Cão fila km 29", que até os 
órgãos de segurança andaram investigando.
São Paulo, a principal meta das migrações 
que despovoaram os campos e incharam as cidades na 
década anterior, criando necessidades insolúveis, 
tentava manter seus costumes, localizáveis nos 
entremeios da elegância, do trabalho, da tradição, da 
cultura diversa, da solidariedade entre vizinhos. 
A violência ainda não impedia que 
houvesse, por exemplo, carros conversíveis de sucesso, 
como o Escort, e muros baixos nas residências. Não se 
usava o insufilm que esconde as pessoas dentro dos 
automóveis, para dificultar assaltos, dificultando 
também a cordialidade; dava-se adeusinho de um carro 
para outro, não raro uma piscada tinha êxito. À noite, 
podia-se ser surpreendido por uma brincadeira boba de 
adolescentes: quando passavam de carro por algum 
ajuntamento, eles baixavam a calça e colavam o 
bumbum no vidro das janelas, gritando para chamar 
atenção. O trânsito era ruim, mas não a ponto de 
infestarem a cidade com motoboys. Rodízio só havia o 
das churrascarias. 
Podia-se andar nas ruas à noite. Grande 
número de cinemas era de rua; os shopping centers, 
ainda poucos, eram focados nas compras, mal 
despertavam para o filão do entretenimento e da 
comida rápida. Muita gente ia a pé dos teatros da Bela 
Vista ou do centro para os restaurantes da área. 
Poucas pessoas bebiam vinho. Os jornais não 
dedicavam a ele um espaço semanal, porque não era 
cult, conhecê-lo não era então uma meta de status da 
classe média. Padarias não faziam o sucesso 
gastronômico de hoje nem eram tratadas pelo 
diminutivo afetuoso de "padá". Comida japonesa não 
era comum, havia que buscá-la no bairroda Liberdade e 
em alguns enclaves de Pinheiros. Restaurantes finos 
abriam-se para as tendências mundiais, mas a cozinha, 
mesmo a internacional, era mais brasileira, se é que me 
entendem. 
Novidades? Inaugurado o Aeroporto de 
Cumbica. Descobre-se que o procurado médico nazista 
Joseph Mengele viveu nos arredores da cidade; 
exumam-se seus ossos. Em junho o governo cria uma lei 
folgazã, antecipando para a segunda-feira todo feriado 
que caísse no meio da semana. Quanto tempo durou? 
Penso no verso de Manuel Bandeira: "Tão Brasil!". 
Tanta coisa não havia. Fashion Week, por 
exemplo. As moças podiam usar um ridículo laçarote de 
chiffon na cabeça, moda copiada da personagem Viúva 
Porcina, da telenovela que fazia enorme sucesso, 
Roque Santeiro. Não havia telefone celular, jogos de 
computador, televisão a cabo, DVD. A moeda era o 
cruzeiro, de inflação esquizofrênica. 
Isso não impedia que a paulicéia dançasse 
desvairada em casas noturnas com nomes esquisitos 
como Napalm, Madame Satã, Rose Bom Bom ou 
Aeroanta sucessos do rock pesado estrangeiro, mas 
também das bandas brasileiras, gritando "a gente 
somos inútil" ou "nós vamos invadir sua praia". As 
menininhas ingênuas dançavam marcadinho com os 
Menudos. E Cazuza cantava com um travo amargo: "O 
tempo não pára..." 
(ANGELO, Ivan. In: Veja São Paulo 20 anos, 
Edição Especial de Aniversário, 07 de setembro de 2005).
LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
08
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
CRÔNICA II | A Bola
O pai deu uma bola de presente ao filho. 
Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua 
primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial 
de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. 
Mas era uma bola.
O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e 
disse “Legal!” Ou o que os garotos dizem hoje em dia 
quando gostam do presente ou não querem magoar o 
velho. Depois começou a girar a bola, à procura de 
alguma coisa.
— Como é que liga? – perguntou.
— Como, como é que liga? Não se liga.
O garoto procurou dentro do papel de 
embrulho.
— Não tem manual de instrução?
O pai começou a desanimar e a pensar que os 
tempos são outros. Que os tempos são decididamente 
outros.
— Não precisa manual de instrução.
— O que é que ela faz?
— Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.
— O quê?
— Controla, chuta...
— Ah, então é uma bola.
— Claro que é uma bola. Uma bola, bola. Uma bola 
mesmo. Você pensou o quê?
— Nada, não.
O garoto agradeceu, disse “Legal” de novo, e 
dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a 
bola nova ao lado, manejando os controles de um 
videogame. Algo chamado Monster Ball, em que times 
de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em 
forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que 
tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no 
jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava 
ganhando da máquina.
O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas 
embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, 
como antigamente, e chamou o garoto.
— Filho, olha.
O garoto disse “Legal”, mas não desviou os 
olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a 
cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de 
couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de 
instrução fosse uma boa idéia, pensou. Mas em inglês, 
para a garotada se interessar.
(VERÍSSIMO, Luis Fernando. A bola. Comédias da vida privada; 
edição especial para escolas. Porto Alegre: L&PM, 1996.p.96-7).
09
CRÔNICA I | A minha São Paulo de 1985
A lembrança mais forte é a de um cortejo 
passando pela esquina da Avenida Brasil com a rua 
onde eu morava, nos Jardins, a caminho do Aeroporto 
de Congonhas, saudado com lenços brancos por 
centenas de milhares de pessoas de rosto contraído, 
algumas chorando. Dava-se adeus a uma esperança, 
Tancredo Neves, o presidente que não chegou a ser. Ele 
havia sofrido sua longa agonia no Instituto do Coração, 
e o povo da cidade despedia-se dele com emoção. 
Aquela cidade vinha sendo 
agredida, mas o traço civilizado resistia nela 
bravamente. Nos muros das ruas por onde o esquife 
passava já havia, sim, algumas pichações, ainda com 
humor, como aquela frase "Rendam-se, terráqueos!", 
ou a outra, "Liberte o gay que existe em vossa senhoria", 
e a misteriosa e onipresente"Cão fila km 29", que até os 
órgãos de segurança andaram investigando.
São Paulo, a principal meta das migrações 
que despovoaram os campos e incharam as cidades na 
década anterior, criando necessidades insolúveis, 
tentava manter seus costumes, localizáveis nos 
entremeios da elegância, do trabalho, da tradição, da 
cultura diversa, da solidariedade entre vizinhos. 
A violência ainda não impedia que 
houvesse, por exemplo, carros conversíveis de sucesso, 
como o Escort, e muros baixos nas residências. Não se 
usava o insufilm que esconde as pessoas dentro dos 
automóveis, para dificultar assaltos, dificultando 
também a cordialidade; dava-se adeusinho de um carro 
para outro, não raro uma piscada tinha êxito. À noite, 
podia-se ser surpreendido por uma brincadeira boba de 
adolescentes: quando passavam de carro por algum 
ajuntamento, eles baixavam a calça e colavam o 
bumbum no vidro das janelas, gritando para chamar 
atenção. O trânsito era ruim, mas não a ponto de 
infestarem a cidade com motoboys. Rodízio só havia o 
das churrascarias. 
Podia-se andar nas ruas à noite. Grande 
número de cinemas era de rua; os shopping centers, 
ainda poucos, eram focados nas compras, mal 
despertavam para o filão do entretenimento e da 
comida rápida. Muita gente ia a pé dos teatros da Bela 
Vista ou do centro para os restaurantes da área. 
Poucas pessoas bebiam vinho. Os jornais não 
dedicavam a ele um espaço semanal, porque não era 
cult, conhecê-lo não era então uma meta de status da 
classe média. Padarias não faziam o sucesso 
gastronômico de hoje nem eram tratadas pelo 
diminutivo afetuoso de "padá". Comida japonesa não 
era comum, havia que buscá-la no bairro da Liberdade e 
em alguns enclaves de Pinheiros. Restaurantes finos 
abriam-se para as tendências mundiais, mas a cozinha, 
mesmo a internacional, era mais brasileira, se é que me 
entendem. 
Novidades? Inaugurado o Aeroporto de 
Cumbica. Descobre-se que o procurado médico nazista 
Joseph Mengele viveu nos arredores da cidade; 
exumam-se seus ossos. Em junho o governo cria uma lei 
folgazã, antecipando para a segunda-feira todo feriado 
que caísse no meio da semana. Quanto tempo durou? 
Penso no verso de Manuel Bandeira: "Tão Brasil!". 
Tanta coisa não havia. Fashion Week, por 
exemplo. As moças podiam usar um ridículo laçarote de 
chiffon na cabeça, moda copiada da personagem Viúva 
Porcina, da telenovela que fazia enorme sucesso, 
Roque Santeiro. Não havia telefone celular, jogos de 
computador, televisão a cabo, DVD. A moeda era o 
cruzeiro, de inflação esquizofrênica. 
Isso não impedia que a paulicéia dançasse 
desvairada em casas noturnas com nomes esquisitos 
como Napalm, Madame Satã, Rose Bom Bom ou 
Aeroanta sucessos do rock pesado estrangeiro, mas 
também das bandas brasileiras, gritando "a gente 
somos inútil" ou "nós vamos invadir sua praia". As 
menininhas ingênuas dançavam marcadinho com os 
Menudos. E Cazuza cantava com um travo amargo: "O 
tempo não pára..." 
(ANGELO, Ivan. In: Veja São Paulo 20 anos, 
Edição Especial de Aniversário, 07 de setembro de 2005).
LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
08
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
CRÔNICA II | A Bola
O pai deu uma bola de presente ao filho. 
Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua 
primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial 
de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. 
Mas era uma bola.
O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e 
disse “Legal!” Ou o que os garotos dizem hoje em dia 
quando gostam do presente ou não querem magoar o 
velho. Depois começou a girar a bola, à procura de 
alguma coisa.
— Como é que liga? – perguntou.
— Como, como é que liga? Não se liga.
O garoto procurou dentro do papel de 
embrulho.
— Nãotem manual de instrução?
O pai começou a desanimar e a pensar que os 
tempos são outros. Que os tempos são decididamente 
outros.
— Não precisa manual de instrução.
— O que é que ela faz?
— Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.
— O quê?
— Controla, chuta...
— Ah, então é uma bola.
— Claro que é uma bola. Uma bola, bola. Uma bola 
mesmo. Você pensou o quê?
— Nada, não.
O garoto agradeceu, disse “Legal” de novo, e 
dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a 
bola nova ao lado, manejando os controles de um 
videogame. Algo chamado Monster Ball, em que times 
de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em 
forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que 
tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no 
jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava 
ganhando da máquina.
O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas 
embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, 
como antigamente, e chamou o garoto.
— Filho, olha.
O garoto disse “Legal”, mas não desviou os 
olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a 
cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de 
couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de 
instrução fosse uma boa idéia, pensou. Mas em inglês, 
para a garotada se interessar.
(VERÍSSIMO, Luis Fernando. A bola. Comédias da vida privada; 
edição especial para escolas. Porto Alegre: L&PM, 1996.p.96-7).
09
SUGESTÕES DE ATIVIDADES
I - Eixo de Ensino | LEITURA E ORALIDADE
1. Divida a turma em pequenos grupos e dê a cada grupo o título de uma das duas 
crônicas que serão lidas. Em seguida, informe aos alunos que irão trabalhar ler 
um texto com aquele título, para logo após, cada grupo explicará oralmente 
qual seria o assunto do texto. Após a análise pelo grupo, um representante irá 
apresentar para toda sala uma síntese oral de suas hipóteses sobre o assunto 
do texto.
2. Material didático: Tiras com os títulos das crônicas “A minha São Paulo de 
1985” e “A bola”.
3. Comentários: O número de aulas nesta sequência é variável. Dependerá do 
número de alunos e do ritmo deles.
II - Eixo de Ensino | LEITURA
1. Entregue a cada grupo o texto correspondente ao seu título. Oriente cada 
equipe para fazer a leitura de seu texto. Após a leitura, comente sobre o grupo 
que mais se aproximou da temática da crônica, e pergunte a essa equipe como 
eles conseguiram se aproximar do tema.
2. Material didático: Cópias das crônicas “A minha São Paulo de 1985” e “A 
bola”.
3. Comentários: Com esta atividade, além de estarmos verificando as hipóteses 
iniciais dos alunos sobre o tema, estamos também solicitando que eles 
justifiquem em que pistas do título se apoiaram para construir tais hipóteses.
.
III – Eixo de ensino | LEITURA
1. Solicite que uma pessoa de cada equipe faça a leitura do seu texto em voz alta. 
Após a leitura, pergunte o que os textos têm em comum, em que são 
parecidos. Oriente-os para observarem o tema, a extensão, linguagem, a 
presença ou não de humor. Sistematize em um painel ou cartaz as respostas 
dos alunos e procure construir, junto com eles, uma definição provisória de 
crônica, que será retoma mais adiante.
2. Material didático: Cópias das crônicas “A minha São Paulo de 1985” e “A 
bola”. Papel madeira ou cartolina para o cartaz.
3. Comentários: Essa atividade procura despertar a atenção dos alunos para as 
características do gênero em estudo, tais como o humor, saudosismo, 
lembranças, a extensão curta e a abordagem de temas do cotidiano. É 
interessante fazer uma comparação da crônica com outro gênero (notícia, 
LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
10
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
fábula, conto de fadas) para que fiquem mais evidentes as suas 
características.
IV – Eixo de ensino | ESCRITA
1. Baseando-se no texto lido, peça aos alunos que desenhem algo relacionado ao 
texto e, abaixo do desenho, uma palavra ou expressão que tenha relação com 
ele. Concluída esta atividade, uma pessoa da equipe mostra seu desenho, e 
justifica o porquê de tê-lo feito, assim como a relação da palavra ou frase 
escrita com a crônica lida.
2. Material didático: Papel ofício Giz de cera ou lápis de cor.
3. Comentários: Essa atividade propicia aos alunos visualização do ambiente, o 
cenário ou o fato que serviu de inspiração para o cronista.
V – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICA
1. Escreva no quadro a definição de crônica (“Relato – literário/jornalístico – 
breve de fatos do cotidiano, que pode ter caráter crítico, lírico e/ou 
humorístico”). Os alunos deverão dizer se a definição serve para os textos lidos 
anteriormente e por quê. Após esse momento, retome a definição provisória 
que foi construída entre eles e compare as duas, solicitando que os alunos a 
ampliem e mudem o que for necessário naquela definição elaborada por estes. 
É interessante mostrar o modo de circulação das crônicas – jornal diário, 
revistas etc. e o perfil de alguns autores.
Com base na crônica “A minha São Paulo de 1985”, de Ivan Ângelo, pergunte:
? • Que acontecimento deu origem à crônica? É um fato comum ou 
incomum nas grandes cidades?
? • Como o autor inicia a crônica? Expõe logo o acontecimento que 
originou a crônica? Por quê? Isso faz alguma diferença para o 
desenvolvimento do texto?
? • Liste as idéias apresentadas em cada parágrafo do texto.
? • Como o autor finaliza sua crônica? Há alguma ligação entre a frase 
que encerra e a que inicia a crônica?
? • Há uma 'mensagem' que o autor quer passar com esse texto? Existe, 
na crônica, alguma frase que sintetize essa idéia?
? • Qual o sentido produzido na última expressão do texto “o tempo não 
pára”? Por quê?
? • Os períodos que descrevem a cidade no passado e no presente são 
logos ou curtos? Isso tem a ver com o ritmo do tempo? Por quê?
? • Você gostou da crônica? Por quê?
11
SUGESTÕES DE ATIVIDADES
I - Eixo de Ensino | LEITURA E ORALIDADE
1. Divida a turma em pequenos grupos e dê a cada grupo o título de uma das duas 
crônicas que serão lidas. Em seguida, informe aos alunos que irão trabalhar ler 
um texto com aquele título, para logo após, cada grupo explicará oralmente 
qual seria o assunto do texto. Após a análise pelo grupo, um representante irá 
apresentar para toda sala uma síntese oral de suas hipóteses sobre o assunto 
do texto.
2. Material didático: Tiras com os títulos das crônicas “A minha São Paulo de 
1985” e “A bola”.
3. Comentários: O número de aulas nesta sequência é variável. Dependerá do 
número de alunos e do ritmo deles.
II - Eixo de Ensino | LEITURA
1. Entregue a cada grupo o texto correspondente ao seu título. Oriente cada 
equipe para fazer a leitura de seu texto. Após a leitura, comente sobre o grupo 
que mais se aproximou da temática da crônica, e pergunte a essa equipe como 
eles conseguiram se aproximar do tema.
2. Material didático: Cópias das crônicas “A minha São Paulo de 1985” e “A 
bola”.
3. Comentários: Com esta atividade, além de estarmos verificando as hipóteses 
iniciais dos alunos sobre o tema, estamos também solicitando que eles 
justifiquem em que pistas do título se apoiaram para construir tais hipóteses.
.
III – Eixo de ensino | LEITURA
1. Solicite que uma pessoa de cada equipe faça a leitura do seu texto em voz alta. 
Após a leitura, pergunte o que os textos têm em comum, em que são 
parecidos. Oriente-os para observarem o tema, a extensão, linguagem, a 
presença ou não de humor. Sistematize em um painel ou cartaz as respostas 
dos alunos e procure construir, junto com eles, uma definição provisória de 
crônica, que será retoma mais adiante.
2. Material didático: Cópias das crônicas “A minha São Paulo de 1985” e “A 
bola”. Papel madeira ou cartolina para o cartaz.
3. Comentários: Essa atividade procura despertar a atenção dos alunos para as 
características do gênero em estudo, tais como o humor, saudosismo, 
lembranças, a extensão curta e a abordagem de temas do cotidiano. É 
interessante fazer uma comparação da crônica com outro gênero (notícia, 
LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDERMAIS
10
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
fábula, conto de fadas) para que fiquem mais evidentes as suas 
características.
IV – Eixo de ensino | ESCRITA
1. Baseando-se no texto lido, peça aos alunos que desenhem algo relacionado ao 
texto e, abaixo do desenho, uma palavra ou expressão que tenha relação com 
ele. Concluída esta atividade, uma pessoa da equipe mostra seu desenho, e 
justifica o porquê de tê-lo feito, assim como a relação da palavra ou frase 
escrita com a crônica lida.
2. Material didático: Papel ofício Giz de cera ou lápis de cor.
3. Comentários: Essa atividade propicia aos alunos visualização do ambiente, o 
cenário ou o fato que serviu de inspiração para o cronista.
V – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICA
1. Escreva no quadro a definição de crônica (“Relato – literário/jornalístico – 
breve de fatos do cotidiano, que pode ter caráter crítico, lírico e/ou 
humorístico”). Os alunos deverão dizer se a definição serve para os textos lidos 
anteriormente e por quê. Após esse momento, retome a definição provisória 
que foi construída entre eles e compare as duas, solicitando que os alunos a 
ampliem e mudem o que for necessário naquela definição elaborada por estes. 
É interessante mostrar o modo de circulação das crônicas – jornal diário, 
revistas etc. e o perfil de alguns autores.
Com base na crônica “A minha São Paulo de 1985”, de Ivan Ângelo, pergunte:
? • Que acontecimento deu origem à crônica? É um fato comum ou 
incomum nas grandes cidades?
? • Como o autor inicia a crônica? Expõe logo o acontecimento que 
originou a crônica? Por quê? Isso faz alguma diferença para o 
desenvolvimento do texto?
? • Liste as idéias apresentadas em cada parágrafo do texto.
? • Como o autor finaliza sua crônica? Há alguma ligação entre a frase 
que encerra e a que inicia a crônica?
? • Há uma 'mensagem' que o autor quer passar com esse texto? Existe, 
na crônica, alguma frase que sintetize essa idéia?
? • Qual o sentido produzido na última expressão do texto “o tempo não 
pára”? Por quê?
? • Os períodos que descrevem a cidade no passado e no presente são 
logos ou curtos? Isso tem a ver com o ritmo do tempo? Por quê?
? • Você gostou da crônica? Por quê?
11
? • Como você faria uma ilustração para ser publicada no jornal, junto 
com essa crônica?
2. Material didático: Quadro, piloto/giz. Cópias da crônica
3. Comentários: Nessa atividade, os alunos são confrontados entre a definição 
preliminarmente de crônica e com uma definição mais ampla. Isso faz com 
que o aluno se prepare para leitura da próxima crônica, avaliando se é 
humorística, lírica, informativa etc.
Os alunos devem perceber que a abertura da crônica tematiza uma das 
grandes questões abordadas na crônica: o saudosismo, lembranças de uma 
cidade ideal, tranqüila, que será, no decorrer do texto, contrastado com uma 
cidade moderna, agitada.
Observar o olhar lírico e poético lançado pelo cronista sobre lembranças de 
uma cidade de outrora para uma grande cidade com toda a modernidade.
VI – Eixo de ensino | ANÁLISE LINGUÍSTICA
1. Escolha uma outra crônica, de forma que não tenha semelhança com as duas 
aqui trabalhadas. Distribua-a com cada grupo e solicite que os alunos façam a 
leitura nos seus grupos. Após a leitura, questione o grande grupo sobre: Quais 
as diferenças e semelhanças entre os textos lidos anteriormente e este último? 
Verifique se eles perceberam os seguintes aspectos: (a) tema tratado; (b) fato 
real ou ficção; (c) ponto de vista – crítico, humorístico, lírico etc.; (d) 
linguagem utilizada – informal, formal, semiformal; (e) variações linguísticas; 
(f) predominância de diálogos ou de comentários do cronista; (g) coesão e 
coerência estabelecidos nos tempos verbais; e outros questionamentos que o 
professor achar conveniente e pertinente com o nível do grupo.
2. Material didático: Cópias da nova crônica escolhida pelo professor. Papel 
madeira ou cartolina para o cartaz.
3. Comentários: As crônicas podem ser literárias, quando se baseia em fatos 
mais universais do nosso cotidiano, ou jornalísticas, quando poderá se 
construir a partir de manchetes de jornal, de uma situação mais factual. 
É interessante que os alunos levantem um bom número de diferenças e 
semelhanças presentes nos dois textos, destacando-as em um cartaz. Isso 
facilitará o momento da produção escrita.
VII – Eixo de ensino | ANÁLISE LINGUÍSTICA E ESCRITA
1. Escreva no quadro um trecho com predominância mais na narrativa da crônica 
analisada acima, como: “Grande número de cinemas era de rua; os shopping 
centers, ainda poucos, eram focados nas compras, mal despertavam para o 
filão do entretenimento e da comida rápida. Muita gente ia a pé dos teatros da 
12
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
Bela Vista ou do centro para os restaurantes da área.”
Destaque também um trecho com tipologia descritiva: 
 “As moças podiam usar um ridículo laçarote de chiffon na cabeça, moda 
copiada da personagem Viúva Porcina, da telenovela que fazia enorme 
sucesso, Roque Santeiro. Não havia telefone celular, jogos de computador, 
televisão a cabo, DVD. A moeda era o cruzeiro, de inflação esquizofrênica.” 
Após realizada a leitura compartilhada dos trechos da crônica, conduza a 
discussão para que os alunos percebam em qual dos trechos o mais relevante é 
contar um certo fato (trecho narrativo) e em qual dos textos o que predomina é 
a descrição de características ( trecho descritivo).
Exponha dialogicamente sobre a função da tipologia narrativa e descritiva na 
construção dos sentidos do gênero crônica. Nesse gênero, a narração faz a 
história avançar, familiariza o leitor com os fatos, porém não requer precisão e 
concisão, tal como a notícia; já a descrição (re) cria o cenário, o clima, as 
sensações envolvidas no acontecimento, expondo a visão do cronista.
2. Material didático: Cópias da crônica.
3. Comentários: O propósito desta atividade é analisar as sequências textuais 
(tipologia) predominantes na crônica.
VIII – Eixo de ensino | LEITURA
1. Para atividade de casa, oriente os alunos para assistirem a um telejornal e 
anotar dados sobre uma notícia que mais se destacou para ele.
Na próxima aula, peça para que os alunos apresentem oralmente a notícia 
escolhida. Peça que eles comparem o modo como foi narrada a mesma notícia 
por diferentes colegas, para que todos percebam que um mesmo fato pode ser 
narrado e também compreendido de diferentes maneiras.
2. Material didático: Caderno e lápis.
3. Comentários: Há uma grande possibilidade que muitos alunos tragam a 
mesma notícia. Assim, fica interessante ver como um mesmo fato pode ser 
contado por pessoas diferentes. Que aspectos da notícia serão enfatizados 
pelo aluno? Por que isso acontece?
É fundamental, nesse momento, chamar a atenção do aluno para os diferentes 
olhares lançados sobre um mesmo fato, habilidade já utilizada pelos 
cronistas.
IX – Eixo de ensino | Leitura e Escrita
1. Levando em consideração que muitos alunos trarão a mesma notícia, sugira 
que estes levantem olhares diferentes sobre esse fato: humorístico/irônico; 
crítico/lírico. Retome com eles as crônicas lidas em sala de aula e o modo 
como os autores lidos trabalharam com o lírico – saudosismo, lembranças, 
crítica.
13
LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
? • Como você faria uma ilustração para ser publicada no jornal, junto 
com essa crônica?
2. Material didático: Quadro, piloto/giz. Cópias da crônica
3. Comentários: Nessa atividade, os alunos são confrontados entre a definição 
preliminarmente de crônica e com uma definição mais ampla. Isso faz com 
que o aluno se prepare para leitura da próxima crônica, avaliando se é 
humorística, lírica, informativa etc.
Os alunos devem perceber que a abertura da crônica tematiza uma das 
grandes questões abordadas na crônica: o saudosismo, lembranças de uma 
cidade ideal, tranqüila, que será, no decorrer do texto, contrastado com uma 
cidade moderna, agitada.
Observar o olhar lírico e poético lançado pelo cronista sobre lembrançasde 
uma cidade de outrora para uma grande cidade com toda a modernidade.
VI – Eixo de ensino | ANÁLISE LINGUÍSTICA
1. Escolha uma outra crônica, de forma que não tenha semelhança com as duas 
aqui trabalhadas. Distribua-a com cada grupo e solicite que os alunos façam a 
leitura nos seus grupos. Após a leitura, questione o grande grupo sobre: Quais 
as diferenças e semelhanças entre os textos lidos anteriormente e este último? 
Verifique se eles perceberam os seguintes aspectos: (a) tema tratado; (b) fato 
real ou ficção; (c) ponto de vista – crítico, humorístico, lírico etc.; (d) 
linguagem utilizada – informal, formal, semiformal; (e) variações linguísticas; 
(f) predominância de diálogos ou de comentários do cronista; (g) coesão e 
coerência estabelecidos nos tempos verbais; e outros questionamentos que o 
professor achar conveniente e pertinente com o nível do grupo.
2. Material didático: Cópias da nova crônica escolhida pelo professor. Papel 
madeira ou cartolina para o cartaz.
3. Comentários: As crônicas podem ser literárias, quando se baseia em fatos 
mais universais do nosso cotidiano, ou jornalísticas, quando poderá se 
construir a partir de manchetes de jornal, de uma situação mais factual. 
É interessante que os alunos levantem um bom número de diferenças e 
semelhanças presentes nos dois textos, destacando-as em um cartaz. Isso 
facilitará o momento da produção escrita.
VII – Eixo de ensino | ANÁLISE LINGUÍSTICA E ESCRITA
1. Escreva no quadro um trecho com predominância mais na narrativa da crônica 
analisada acima, como: “Grande número de cinemas era de rua; os shopping 
centers, ainda poucos, eram focados nas compras, mal despertavam para o 
filão do entretenimento e da comida rápida. Muita gente ia a pé dos teatros da 
12
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
Bela Vista ou do centro para os restaurantes da área.”
Destaque também um trecho com tipologia descritiva: 
 “As moças podiam usar um ridículo laçarote de chiffon na cabeça, moda 
copiada da personagem Viúva Porcina, da telenovela que fazia enorme 
sucesso, Roque Santeiro. Não havia telefone celular, jogos de computador, 
televisão a cabo, DVD. A moeda era o cruzeiro, de inflação esquizofrênica.” 
Após realizada a leitura compartilhada dos trechos da crônica, conduza a 
discussão para que os alunos percebam em qual dos trechos o mais relevante é 
contar um certo fato (trecho narrativo) e em qual dos textos o que predomina é 
a descrição de características ( trecho descritivo).
Exponha dialogicamente sobre a função da tipologia narrativa e descritiva na 
construção dos sentidos do gênero crônica. Nesse gênero, a narração faz a 
história avançar, familiariza o leitor com os fatos, porém não requer precisão e 
concisão, tal como a notícia; já a descrição (re) cria o cenário, o clima, as 
sensações envolvidas no acontecimento, expondo a visão do cronista.
2. Material didático: Cópias da crônica.
3. Comentários: O propósito desta atividade é analisar as sequências textuais 
(tipologia) predominantes na crônica.
VIII – Eixo de ensino | LEITURA
1. Para atividade de casa, oriente os alunos para assistirem a um telejornal e 
anotar dados sobre uma notícia que mais se destacou para ele.
Na próxima aula, peça para que os alunos apresentem oralmente a notícia 
escolhida. Peça que eles comparem o modo como foi narrada a mesma notícia 
por diferentes colegas, para que todos percebam que um mesmo fato pode ser 
narrado e também compreendido de diferentes maneiras.
2. Material didático: Caderno e lápis.
3. Comentários: Há uma grande possibilidade que muitos alunos tragam a 
mesma notícia. Assim, fica interessante ver como um mesmo fato pode ser 
contado por pessoas diferentes. Que aspectos da notícia serão enfatizados 
pelo aluno? Por que isso acontece?
É fundamental, nesse momento, chamar a atenção do aluno para os diferentes 
olhares lançados sobre um mesmo fato, habilidade já utilizada pelos 
cronistas.
IX – Eixo de ensino | Leitura e Escrita
1. Levando em consideração que muitos alunos trarão a mesma notícia, sugira 
que estes levantem olhares diferentes sobre esse fato: humorístico/irônico; 
crítico/lírico. Retome com eles as crônicas lidas em sala de aula e o modo 
como os autores lidos trabalharam com o lírico – saudosismo, lembranças, 
crítica.
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LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
Conduza os grupos a uma discussão em torno de que tipo de crônica poderia 
ser elaborado a partir da notícia que trouxeram, o que relataria etc. Os grupos 
devem socializar essa discussão.
Após esse momento, comece a elaborar, em conjunto, o parágrafo inicial de 
uma crônica, baseando-se na notícia discutida. Pergunte aos alunos qual 
título mais adequado teria essa crônica e inicie, no quadro, a escrita dessa 
parte do texto. Em seguida, o professor faz a leitura. Se houver alguma 
divergência para elaborar o parágrafo coletivamente, explique que isso se deve 
porque a crônica traz um olhar muito pessoal e que eles terão uma 
oportunidade em elaborar uma individualmente.
2. Material didático: quadro, piloto/giz.
3. Comentários: Se a notícia não for interessante para produzir uma crônica, 
mude-a e escolha outra.
Alerte os alunos para o fato de que o olhar lançado dependerá muito da notícia 
lida. Algumas notícias levarão nosso olhar para o lado humorístico (por 
exemplo, um ladrão que fica entalado em uma janela ao tentar fugir da 
polícia), enquanto outras direcionam um olhar mais crítico (um gari que 
devolve uma grande soma de dinheiro encontrado, no mesmo dia em que se 
descobre um novo escândalo de dinheiro público).
X – Eixo de ensino | LEITURA E ESCRITA
1. Peça que cada aluno escolha uma das notícias discutidas em sala ou mesmo a 
que ele trouxa para escrever uma crônica baseada nela.
Retome, oralmente, as características da crônica com os alunos. Sugira aos 
alunos a anotarem livremente algumas idéias para a crônica, de forma que 
encontrem a melhor. Essas anotações funcionam como um roteiro provisório. 
Esclareça aos alunos que os cronistas também escrevem, reescrevem a 
abandonam algumas idéias no momento de criar seus textos.
2. Material didático: anotações sobre as notícias. Caderno, lápis/caneta.
3. Comentários: é fundamental resgatar as características da crônica, bem como 
aspectos relacionados à organização do texto ( paragrafação, ortografia, 
coesão, coerência etc.)
XI – Eixo de ensino | ESCRITA. ANÁLISE LINGUÍSTICA
1. Após avaliar as crônicas, entregue-as a cada autor e peça a reescrita final do 
texto. É necessário esclarecer o aluno, com clareza, a situação a ser corrigida. 
Em relação à ortografia, por exemplo, as palavras com grafia errada podem ser 
circuladas para que o aluno as procure no dicionário.
Se o texto produzido não tiver as características de uma crônica, é preciso 
apontar o que precisa ser alterado e também ler novamente, com a turma, as 
14
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
características da crônica no painel, antes da reescrita do texto. 
Como sugestão, elabore um painel com o título “E a notícia vira crônica...” e 
coloque as crônicas produzidas pelos alunos, para que fiquem expostas e 
possam ser lidas por todos da escola.
2. Comentários: É importante que o material produzido pelos alunos circule, seja 
lido por outras pessoas. Ao saber que seus textos serão lidos por outros 
colegas, a perspectiva de produção é outra. O texto terá outra finalidade, a 
relação do aluno com sua produção escrita será ressignificada dentro dessa 
perspectiva.
Outras sugestões para produção de crônicas literárias: utilizar a imagem de 
uma revista; observar o comportamento dos colegas na hora do recreio ou 
saída da escola no final do turno para produzirem uma crônica.
Para obter mais informações, procure o apêndice.
15
LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
Conduza os grupos a uma discussão em torno de que tipo de crônica poderia 
ser elaborado a partir da notícia que trouxeram, o que relataria etc. Os grupos 
devem socializar essa discussão.
Após esse momento, comece a elaborar,em conjunto, o parágrafo inicial de 
uma crônica, baseando-se na notícia discutida. Pergunte aos alunos qual 
título mais adequado teria essa crônica e inicie, no quadro, a escrita dessa 
parte do texto. Em seguida, o professor faz a leitura. Se houver alguma 
divergência para elaborar o parágrafo coletivamente, explique que isso se deve 
porque a crônica traz um olhar muito pessoal e que eles terão uma 
oportunidade em elaborar uma individualmente.
2. Material didático: quadro, piloto/giz.
3. Comentários: Se a notícia não for interessante para produzir uma crônica, 
mude-a e escolha outra.
Alerte os alunos para o fato de que o olhar lançado dependerá muito da notícia 
lida. Algumas notícias levarão nosso olhar para o lado humorístico (por 
exemplo, um ladrão que fica entalado em uma janela ao tentar fugir da 
polícia), enquanto outras direcionam um olhar mais crítico (um gari que 
devolve uma grande soma de dinheiro encontrado, no mesmo dia em que se 
descobre um novo escândalo de dinheiro público).
X – Eixo de ensino | LEITURA E ESCRITA
1. Peça que cada aluno escolha uma das notícias discutidas em sala ou mesmo a 
que ele trouxa para escrever uma crônica baseada nela.
Retome, oralmente, as características da crônica com os alunos. Sugira aos 
alunos a anotarem livremente algumas idéias para a crônica, de forma que 
encontrem a melhor. Essas anotações funcionam como um roteiro provisório. 
Esclareça aos alunos que os cronistas também escrevem, reescrevem a 
abandonam algumas idéias no momento de criar seus textos.
2. Material didático: anotações sobre as notícias. Caderno, lápis/caneta.
3. Comentários: é fundamental resgatar as características da crônica, bem como 
aspectos relacionados à organização do texto ( paragrafação, ortografia, 
coesão, coerência etc.)
XI – Eixo de ensino | ESCRITA. ANÁLISE LINGUÍSTICA
1. Após avaliar as crônicas, entregue-as a cada autor e peça a reescrita final do 
texto. É necessário esclarecer o aluno, com clareza, a situação a ser corrigida. 
Em relação à ortografia, por exemplo, as palavras com grafia errada podem ser 
circuladas para que o aluno as procure no dicionário.
Se o texto produzido não tiver as características de uma crônica, é preciso 
apontar o que precisa ser alterado e também ler novamente, com a turma, as 
14
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
características da crônica no painel, antes da reescrita do texto. 
Como sugestão, elabore um painel com o título “E a notícia vira crônica...” e 
coloque as crônicas produzidas pelos alunos, para que fiquem expostas e 
possam ser lidas por todos da escola.
2. Comentários: É importante que o material produzido pelos alunos circule, seja 
lido por outras pessoas. Ao saber que seus textos serão lidos por outros 
colegas, a perspectiva de produção é outra. O texto terá outra finalidade, a 
relação do aluno com sua produção escrita será ressignificada dentro dessa 
perspectiva.
Outras sugestões para produção de crônicas literárias: utilizar a imagem de 
uma revista; observar o comportamento dos colegas na hora do recreio ou 
saída da escola no final do turno para produzirem uma crônica.
Para obter mais informações, procure o apêndice.
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LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
II – FÁBULAS 
A fábula é um dos gêneros textuais mais antigos conhecidos pelo homem. Atribui-se a 
Esopo (século VI a. C.), um escravo grego, a elaboração e difusão dessa narrativa na Grécia. As 
fábulas que lhe são atribuídas sugerem normas de conduta que são exemplificadas pela ação 
dos animais (mas também de homens, deuses e mesmo coisas inanimadas). Esopo partia da 
cultura popular para compor seus escritos. Os seus animais falam, cometem erros, são sábios 
ou tolos, maus ou bons, exatamente como os homens. A intenção de Esopo, em suas fábulas, 
era mostrar como os seres humanos podiam agir, para bem ou para mal, sugerindo uma verdade 
ou provocando uma reflexão de ordem moral, destacada geralmente no final do texto. Com o 
passar do tempo, não foi diferente. Diversos autores recriaram essas fábulas e hoje, aqui no 
Brasil, temos exemplos de uma verdadeira recriação e intertextualidade desse gênero, com 
destaque para Monteiro Lobato e o contemporâneo Millor Fernades.
Pode-se afirmar que o uso de fábulas em sala de aula propicia discussões relevantes 
acerca de questões morais e éticas, normas de comportamento etc., ampliando essa idéia ao se 
fazer a relação com o cotidiano do aluno, com as polêmicas atuais. Recaindo o olhar para o 
aspecto essencial no ensino de língua materna, vislumbra-se a exploração da construção 
discursiva das fábulas: a apresentação das ações de cada personagem pode revelar muito do 
seu caráter, de sua postura ética diante da vida; expressões utilizadas para se referiri aos 
personagens podem sinalizar um ponto de vista a respeito de cada um.
Baseados na discussão sobre essa temática, a qual favorece desenvolver habilidades 
orais dos alunos, estimulando-os a se posicionarem criticamente diante do texto lido, 
explicando e defendendo pontos de vista, podemos desenvolver várias estratégias de leitura, 
desde a antecipação, localizando as informações, até a inferência e a generalização, 
provocando o aluno a resgatar os seus conhecitos prévios.
Em relação a produção, os alunos poderão criar fábulas, paródias de fábulas. Articula-
se a produção de textos às reflexões sobre os usos linguístiocs peculiares desse gênero.
Objetivos: levar o aluno a compreender e produzir fábulas, refletindo sobre sua função 
social, suas características linguístico-discursivas e seu conteúdo temático; ativar 
conhecimentos prévios e levantar hipóteses; observar a coerência global do texto na atividade 
ao recontar fábula; refletir sobre o uso de certas expressões linguísticas para se refrir aos 
animais e seus efeitos de sentido; criar títulos; reconhecer a moral em diferentes fábulas; 
planejar a escrita de fábulas dentro das características desse gênero.
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LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
II – FÁBULAS 
A fábula é um dos gêneros textuais mais antigos conhecidos pelo homem. Atribui-se a 
Esopo (século VI a. C.), um escravo grego, a elaboração e difusão dessa narrativa na Grécia. As 
fábulas que lhe são atribuídas sugerem normas de conduta que são exemplificadas pela ação 
dos animais (mas também de homens, deuses e mesmo coisas inanimadas). Esopo partia da 
cultura popular para compor seus escritos. Os seus animais falam, cometem erros, são sábios 
ou tolos, maus ou bons, exatamente como os homens. A intenção de Esopo, em suas fábulas, 
era mostrar como os seres humanos podiam agir, para bem ou para mal, sugerindo uma verdade 
ou provocando uma reflexão de ordem moral, destacada geralmente no final do texto. Com o 
passar do tempo, não foi diferente. Diversos autores recriaram essas fábulas e hoje, aqui no 
Brasil, temos exemplos de uma verdadeira recriação e intertextualidade desse gênero, com 
destaque para Monteiro Lobato e o contemporâneo Millor Fernades.
Pode-se afirmar que o uso de fábulas em sala de aula propicia discussões relevantes 
acerca de questões morais e éticas, normas de comportamento etc., ampliando essa idéia ao se 
fazer a relação com o cotidiano do aluno, com as polêmicas atuais. Recaindo o olhar para o 
aspecto essencial no ensino de língua materna, vislumbra-se a exploração da construção 
discursiva das fábulas: a apresentação das ações de cada personagem pode revelar muito do 
seu caráter, de sua postura ética diante da vida; expressões utilizadas para se referiri aos 
personagens podem sinalizar um ponto de vista a respeito de cada um.
Baseados na discussão sobre essa temática, a qual favorece desenvolver habilidades 
orais dos alunos, estimulando-os a se posicionarem criticamente diante do texto lido, 
explicando e defendendo pontos de vista, podemos desenvolver várias estratégias de leitura, 
desde a antecipação, localizando as informações, até a inferência e a generalização, 
provocando o aluno a resgatar os seus conhecitos prévios.
Em relação a produção,os alunos poderão criar fábulas, paródias de fábulas. Articula-
se a produção de textos às reflexões sobre os usos linguístiocs peculiares desse gênero.
Objetivos: levar o aluno a compreender e produzir fábulas, refletindo sobre sua função 
social, suas características linguístico-discursivas e seu conteúdo temático; ativar 
conhecimentos prévios e levantar hipóteses; observar a coerência global do texto na atividade 
ao recontar fábula; refletir sobre o uso de certas expressões linguísticas para se refrir aos 
animais e seus efeitos de sentido; criar títulos; reconhecer a moral em diferentes fábulas; 
planejar a escrita de fábulas dentro das características desse gênero.
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LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
FÁBULA I | A raposa e as uvas
Certa raposa esfaimada encontrou uma 
parreira carregadinha de lindos cachos maduros, coisas 
de fazer vir água na boca. Mas tão altos, que nem 
pulando.
O matreiro bicho torceu o focinho:
— Estão verdes – murmurou. – Uvas verdes, só para 
cachorros.
E foi-se. Nisto, deu o vento e uma folha caiu. 
A raposa, ouvindo o barulhinho, voltou depressa, e pôs-
se a farejar.
MORAL: Quem desdenha, quer comprar.
(LOBATO, Monteiro. Fábulas. São Paulo, Brasiliense, 1991.)
FÁBULA I I| A raposa e as uvas
De repente a raposa, esfomeada e gulosa, 
fome de quatro dias e gula de todos os tempos, saiu do 
areal do deserto e caiu na sombra deliciosa do parreiral 
que descia por um precipício a perder de vista. Olhou e 
viu, além de tudo, à altura de um salto, cachos de uvas 
maravilhosos, uvas grandes, tentadoras. Armou o salto, 
retesou o corpo, saltou, o focinho passou a um palmo 
das uvas. Caiu, tentou de novo, não conseguiu. 
Descansou, encolheu mais o corpo, deu tudo que tinha, 
não conseguiu nem roçar as uvas gordas e redondas. 
Desistiu, dizendo entre dentes, com raiva: "Ah, 
também, não tem importância. Estão muito verdes." E 
foi descendo, com cuidado, quando viu à sua frente 
uma pedra enorme. Com esforço empurrou a pedra até o 
local em que estavam os cachos de uva, trepou na 
pedra, perigosamente, pois o terreno era irregular e 
havia o risco de despencar, esticou a pata e. . . 
conseguiu ! Com avidez colocou na boca quase o cacho 
inteiro. E cuspiu. Realmente as uvas estavam muito 
verdes!
MORAL: A frustração é uma forma de julgamento tão 
boa como qualquer outra.
( FERNANDES, Millôr. Fábulas fabulosas. 14. Ed. Rio de Janeiro: 
Nórdica, 1997.)
FÁBULA ORIGINAL | A raposa e as uvas
CUma raposa entrou faminta em um terreno 
onde havia uma parreira, cheia de uvas maduras, cujos 
cachos se dependuravam, muito alto, em cima de sua 
cabeça. A raposa não podia resistir à tentação de 
chupar aquelas uvas, mas, por mais que pulasse, não 
conseguia abocanhá-las. Cansada de pular, olhou mais 
uma vez os apetitosos cachos e disse:
— Estão verdes... 
MORAL: É fácil desdenhar daquilo que não se alcança.
(ESOPO. Fábulas. São Paulo: Martin Claret, 2006)
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ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
SUGESTÕES DE ATIVIDADES
I – Eixo de ensino | ORALIDADE
1. Distribua tirar de papel com nomes de virtudes, de animais, de objetos, de 
plantas, de fabulistas, de títulos de fábulas famosas e morais de fábulas. Em 
seguida, organize os alunos em grupos por categorias: (a) fabulistas; (b) 
animais, objetos e plantas; (c) títulos de fábulas; (d) morais de fábulas.
2. Material didático: Tiras de cartolinas preenchidas.
3. Comentários: O número de aulas vai depender do número de alunos e do ritmo 
de trabalho deles.
Essa atividade propicia a ativação dos conhecimentos prévios dos alunos 
sobre o gênero fábula.
II – Eixo de ensino | ORALIDADE E ESCRITA
1. Provoque discussões sobre as tiras recebidas pelos alunos com o propósito 
deles levantarem hipóteses sobre o gênero textual a ser trabalhado. As 
questões podem girar em torno de: “Com o título que tem em mãos, você 
saberia contar uma história?”, “Quem é Monteiro Lobato?”
Logo após, os grupos receberão tiras em branco, nas quais escreverão 
peculiaridades da fábula, lerão em voz alta e afixarão no painel de 
características sobre o gênero fábula. Como sugestões de perguntas, seguem: 
(a) Para que são contadas e escritas as fábulas? (b) Que tipos de personagens 
são mais comuns? (c) Como finalizam a maioria das fábulas?
2. Material didático: Tiras de cartolina preenchidas. Tiras de cartolina em branco. 
Cartolina.
3. Comentários: O ideal é que esse painel inicial nesta etapa seja retomado, 
reconstruído e reformulado ao longo da sequência, devendo manter-se afixado 
na sala durante essa atividade.
Organize o painel, junto com os alunos, usando alguns critérios para dividi-lo e 
melhor organizar a caracterização das fábulas: objetivo, tipos de personagens 
etc.
III – Eixo de ensino | ORALIDADE E ANÁLISE LINGUÍSTICA
1. Retome o aspecto “moral da história”, interaja com seus alunos o que seria 
moral, levantando perguntas, tais como: (a) Quando utilizamos a expressão 
“Moral da história...”?; (b) Qual o sentido de “moral”?; (c) Por que uma boa 
parte das fábulas termina com uma moral?
Sistematize no quadro algumas contribuições dos alunos. Após essa 
interação, escreva no quadro o significado da palavra 'moral' (“conjunto das 
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LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
FÁBULA I | A raposa e as uvas
Certa raposa esfaimada encontrou uma 
parreira carregadinha de lindos cachos maduros, coisas 
de fazer vir água na boca. Mas tão altos, que nem 
pulando.
O matreiro bicho torceu o focinho:
— Estão verdes – murmurou. – Uvas verdes, só para 
cachorros.
E foi-se. Nisto, deu o vento e uma folha caiu. 
A raposa, ouvindo o barulhinho, voltou depressa, e pôs-
se a farejar.
MORAL: Quem desdenha, quer comprar.
(LOBATO, Monteiro. Fábulas. São Paulo, Brasiliense, 1991.)
FÁBULA I I| A raposa e as uvas
De repente a raposa, esfomeada e gulosa, 
fome de quatro dias e gula de todos os tempos, saiu do 
areal do deserto e caiu na sombra deliciosa do parreiral 
que descia por um precipício a perder de vista. Olhou e 
viu, além de tudo, à altura de um salto, cachos de uvas 
maravilhosos, uvas grandes, tentadoras. Armou o salto, 
retesou o corpo, saltou, o focinho passou a um palmo 
das uvas. Caiu, tentou de novo, não conseguiu. 
Descansou, encolheu mais o corpo, deu tudo que tinha, 
não conseguiu nem roçar as uvas gordas e redondas. 
Desistiu, dizendo entre dentes, com raiva: "Ah, 
também, não tem importância. Estão muito verdes." E 
foi descendo, com cuidado, quando viu à sua frente 
uma pedra enorme. Com esforço empurrou a pedra até o 
local em que estavam os cachos de uva, trepou na 
pedra, perigosamente, pois o terreno era irregular e 
havia o risco de despencar, esticou a pata e. . . 
conseguiu ! Com avidez colocou na boca quase o cacho 
inteiro. E cuspiu. Realmente as uvas estavam muito 
verdes!
MORAL: A frustração é uma forma de julgamento tão 
boa como qualquer outra.
( FERNANDES, Millôr. Fábulas fabulosas. 14. Ed. Rio de Janeiro: 
Nórdica, 1997.)
FÁBULA ORIGINAL | A raposa e as uvas
CUma raposa entrou faminta em um terreno 
onde havia uma parreira, cheia de uvas maduras, cujos 
cachos se dependuravam, muito alto, em cima de sua 
cabeça. A raposa não podia resistir à tentação de 
chupar aquelas uvas, mas, por mais que pulasse, não 
conseguia abocanhá-las. Cansada de pular, olhou mais 
uma vez os apetitosos cachos e disse:
— Estão verdes... 
MORAL: É fácil desdenhar daquilo que não se alcança.
(ESOPO. Fábulas. São Paulo: Martin Claret, 2006)
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ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
SUGESTÕES DE ATIVIDADES
I – Eixo de ensino | ORALIDADE
1. Distribua tirar de papel com nomes de virtudes, de animais, de objetos, de 
plantas, de fabulistas, de títulos de fábulas famosas e morais de fábulas. Em 
seguida, organize os alunos em grupos por categorias: (a) fabulistas; (b) 
animais, objetos e plantas; (c) títulos de fábulas; (d) morais de fábulas.
2. Material didático: Tiras de cartolinas preenchidas.
3. Comentários: O número de aulas vai depender do número de alunos e do ritmo 
de trabalho deles.Essa atividade propicia a ativação dos conhecimentos prévios dos alunos 
sobre o gênero fábula.
II – Eixo de ensino | ORALIDADE E ESCRITA
1. Provoque discussões sobre as tiras recebidas pelos alunos com o propósito 
deles levantarem hipóteses sobre o gênero textual a ser trabalhado. As 
questões podem girar em torno de: “Com o título que tem em mãos, você 
saberia contar uma história?”, “Quem é Monteiro Lobato?”
Logo após, os grupos receberão tiras em branco, nas quais escreverão 
peculiaridades da fábula, lerão em voz alta e afixarão no painel de 
características sobre o gênero fábula. Como sugestões de perguntas, seguem: 
(a) Para que são contadas e escritas as fábulas? (b) Que tipos de personagens 
são mais comuns? (c) Como finalizam a maioria das fábulas?
2. Material didático: Tiras de cartolina preenchidas. Tiras de cartolina em branco. 
Cartolina.
3. Comentários: O ideal é que esse painel inicial nesta etapa seja retomado, 
reconstruído e reformulado ao longo da sequência, devendo manter-se afixado 
na sala durante essa atividade.
Organize o painel, junto com os alunos, usando alguns critérios para dividi-lo e 
melhor organizar a caracterização das fábulas: objetivo, tipos de personagens 
etc.
III – Eixo de ensino | ORALIDADE E ANÁLISE LINGUÍSTICA
1. Retome o aspecto “moral da história”, interaja com seus alunos o que seria 
moral, levantando perguntas, tais como: (a) Quando utilizamos a expressão 
“Moral da história...”?; (b) Qual o sentido de “moral”?; (c) Por que uma boa 
parte das fábulas termina com uma moral?
Sistematize no quadro algumas contribuições dos alunos. Após essa 
interação, escreva no quadro o significado da palavra 'moral' (“conjunto das 
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LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
regras, preceitos etc. característicos de determinado grupo social que os 
estabelece e defende”).
Provoque os alunos a responderem essa pergunta: Por que se diz que a fábula 
tem um caráter moralizante?
2. Material didático: quadro, piloto/giz.
3. Comentários: Essa atividade leva os alunos a familiarizarem-se com o conceito 
de 'moral'. Demonstrar a diferença desse conceito, para que não confundam 
com o de 'ética'. Enquanto a moral tem um caráter prático, dizendo como nos 
portar dentro de um conjunto de valores, regras de comportamento, costumes 
estabelecidos por uma sociedade, a ética possui um caráter reflexivo, pois a 
ela recorremos para avaliar nosso comportamento. Entende-se como uma 
espécie de “juízo da moral”.
IV– Eixo de ensino | LEITURA, ORALIDADE E ESCRITA
1. Distribua fábulas diferentes entre os alunos para leitura individual e 
socialização nos grupos com o objetivo de debaterem sobre os valores morais 
contidos na narrativa. Após a leitura, leve os alunos a responderem as 
questões: (a) Que virtudes ou vícios a fábula enfatiza?; (b) Quais personagens 
os representam? Por quê?; (c) No modo de vida da sociedade atual pode-se 
aplicar a moral da fábula?; (d) O texto traz valores que são princípios 
essenciais para a convivência humana, válidos para qualquer época, lugar e 
cultura?; (e) Pode-se dizer que ao longo do tempo a mudança dos valores 
morais deu um 'aspecto atrasado' aos princípios éticos trazidos pelas fábulas?
Após a discussão dessas perguntas, os alunos sistematizarão, em um cartaz, 
as principais conclusões, para depois socializarem no grande grupo.
2. Material didático: Cópias de fábulas diversas. Cartolina. Piloto
3. Nesse momento, os alunos estarão refletindo sobre os valores éticos e morais 
pertinentes nas fábulas e de que forma as alegorias os representam.
Nesse momento, revise com os alunos o texto do cartaz, para, se necessário 
for, fazer alguma correção.
V – Eixo de ensino | ORALIDADE
1. Escolha alguns títulos e morais de fábulas e escreva-os em tiras de cartolinas. 
Distribua-as com os alunos. Pergunte se eles já conhecem os títulos da história 
e se já conhecem a moral que finaliza as fábulas. Leve os alunos a perceberem 
que é comum os provérbios encerrarem fábulas.
Questione o que pensam sobre esses provérbios, sobre o seu caráter 
moralizante, de ensinamento.
Logo após, com base nos títulos e provérbios recebidos, os grupos tentarão 
recontar ou criar oralmente a fábula. Em seguida, os alunos receberão a 
20
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
história original e compararão quanto à adequação ao título e à moral 
recebida.
Promova uma discussão, após esse momento, sobre características comuns 
encontradas na produção oral dos alunos, ampliando o painel.
2. Material didático: Tiras de cartolina, piloto. Cópia de fábulas
3. Comentários: O professor deverá conhecer as fábulas que tiveram seus títulos 
e morais selecionados e ter uma cópia de uma delas.
O propósito é explorar a coerência entre o título, a moral e a fábula criada, de 
forma a desafiar os alunos a criar uma narrativa dentro do gênero fábula tendo 
como sinalizadores o título e a moral.
Mostre a importância, na hora da contação das fábulas, de utilizar os recursos 
não-verbais, como gestos, pausas etc. Nesse momento, auxilie a turma a se 
organizar quanto ao tempo necessário para planejar, ensaiar e apresentar o 
texto.
VI – Eixo de ensino | LEITURA, ANÁLISE LINGUÍSTICA
1. Distribua com os alunos a fábula “A raposa e as uvas” nas versões de Monteiro 
Lobato e de Millôr Fernandes. Eles irão ler e refletir sobre a estrutura, a 
linguagem e o (re) dimensionamento da temática em momentos históricos 
diferentes.
Em seguida, levá-los a refletir sobre a moral das duas fábulas (a diferença nas 
duas fábulas, o caráter de ensinamento na versão de Monteiro Lobato e a 
presença do humor na versão de Millôr Fernandes, a atualização dos 
provérbios, o recurso da paródia para “distorcer a moral clássica” da primeira 
versão.
Para promover a discussão, proponha perguntas do tipo: (a) Como cada fábula 
inicia sua narração?; (b) Qual a atuação da raposa em cada uma?; (c) O que 
resolve fazer a raposa, em cada fábula, ao encontrar o empecilho para comer 
as uvas?; (d) Como termina cada fábula?; (e) Qual das duas versões é mais 
engraçada? Por quê?
2. Material didático: Cópias da fábula A raposa e as uvas, nas versões de 
Monteiro Lobato e de Millôr Fernandes. Cartolina, piloto.
3. Comentários: Comente com os alunos que a fábula “A raposa e as uvas” 
original foi escrita por Esopo, antes de Cristo. Mostre para os alunos o recurso 
utilizado na produção de Millôr Fernandes: a paródia. Essa diferença 
produzida nas partes da narrativa por este autor muda sobremaneira algumas 
nuances: (a) na orientação - caracterização de personagens, tempo e espaço 
da narrativa; (b) na complicação – o fato que gera a narrativa; nessa fábula, as 
uvas estarem inacessíveis; (c) na resolução – a conseqüência da complicação; 
na fábula, a s ações da raposa após ser mal sucedida na tentativa de pegar as 
uvas; (d) na avaliação- na fábula, destaca-se a moral.
21
LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
regras, preceitos etc. característicos de determinado grupo social que os 
estabelece e defende”).
Provoque os alunos a responderem essa pergunta: Por que se diz que a fábula 
tem um caráter moralizante?
2. Material didático: quadro, piloto/giz.
3. Comentários: Essa atividade leva os alunos a familiarizarem-se com o conceito 
de 'moral'. Demonstrar a diferença desse conceito, para que não confundam 
com o de 'ética'. Enquanto a moral tem um caráter prático, dizendo como nos 
portar dentro de um conjunto de valores, regras de comportamento, costumes 
estabelecidos por uma sociedade, a ética possui um caráter reflexivo, pois a 
ela recorremos para avaliar nosso comportamento. Entende-se como uma 
espécie de “juízo da moral”.
IV– Eixo de ensino | LEITURA, ORALIDADE E ESCRITA
1. Distribua fábulas diferentes entre os alunos para leitura individual e 
socialização nos grupos com o objetivo de debaterem sobre os valores morais 
contidos na narrativa. Após a leitura, leve os alunos a responderem as 
questões: (a) Que virtudes ou vícios a fábula enfatiza?; (b) Quais personagens 
os representam?Por quê?; (c) No modo de vida da sociedade atual pode-se 
aplicar a moral da fábula?; (d) O texto traz valores que são princípios 
essenciais para a convivência humana, válidos para qualquer época, lugar e 
cultura?; (e) Pode-se dizer que ao longo do tempo a mudança dos valores 
morais deu um 'aspecto atrasado' aos princípios éticos trazidos pelas fábulas?
Após a discussão dessas perguntas, os alunos sistematizarão, em um cartaz, 
as principais conclusões, para depois socializarem no grande grupo.
2. Material didático: Cópias de fábulas diversas. Cartolina. Piloto
3. Nesse momento, os alunos estarão refletindo sobre os valores éticos e morais 
pertinentes nas fábulas e de que forma as alegorias os representam.
Nesse momento, revise com os alunos o texto do cartaz, para, se necessário 
for, fazer alguma correção.
V – Eixo de ensino | ORALIDADE
1. Escolha alguns títulos e morais de fábulas e escreva-os em tiras de cartolinas. 
Distribua-as com os alunos. Pergunte se eles já conhecem os títulos da história 
e se já conhecem a moral que finaliza as fábulas. Leve os alunos a perceberem 
que é comum os provérbios encerrarem fábulas.
Questione o que pensam sobre esses provérbios, sobre o seu caráter 
moralizante, de ensinamento.
Logo após, com base nos títulos e provérbios recebidos, os grupos tentarão 
recontar ou criar oralmente a fábula. Em seguida, os alunos receberão a 
20
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
história original e compararão quanto à adequação ao título e à moral 
recebida.
Promova uma discussão, após esse momento, sobre características comuns 
encontradas na produção oral dos alunos, ampliando o painel.
2. Material didático: Tiras de cartolina, piloto. Cópia de fábulas
3. Comentários: O professor deverá conhecer as fábulas que tiveram seus títulos 
e morais selecionados e ter uma cópia de uma delas.
O propósito é explorar a coerência entre o título, a moral e a fábula criada, de 
forma a desafiar os alunos a criar uma narrativa dentro do gênero fábula tendo 
como sinalizadores o título e a moral.
Mostre a importância, na hora da contação das fábulas, de utilizar os recursos 
não-verbais, como gestos, pausas etc. Nesse momento, auxilie a turma a se 
organizar quanto ao tempo necessário para planejar, ensaiar e apresentar o 
texto.
VI – Eixo de ensino | LEITURA, ANÁLISE LINGUÍSTICA
1. Distribua com os alunos a fábula “A raposa e as uvas” nas versões de Monteiro 
Lobato e de Millôr Fernandes. Eles irão ler e refletir sobre a estrutura, a 
linguagem e o (re) dimensionamento da temática em momentos históricos 
diferentes.
Em seguida, levá-los a refletir sobre a moral das duas fábulas (a diferença nas 
duas fábulas, o caráter de ensinamento na versão de Monteiro Lobato e a 
presença do humor na versão de Millôr Fernandes, a atualização dos 
provérbios, o recurso da paródia para “distorcer a moral clássica” da primeira 
versão.
Para promover a discussão, proponha perguntas do tipo: (a) Como cada fábula 
inicia sua narração?; (b) Qual a atuação da raposa em cada uma?; (c) O que 
resolve fazer a raposa, em cada fábula, ao encontrar o empecilho para comer 
as uvas?; (d) Como termina cada fábula?; (e) Qual das duas versões é mais 
engraçada? Por quê?
2. Material didático: Cópias da fábula A raposa e as uvas, nas versões de 
Monteiro Lobato e de Millôr Fernandes. Cartolina, piloto.
3. Comentários: Comente com os alunos que a fábula “A raposa e as uvas” 
original foi escrita por Esopo, antes de Cristo. Mostre para os alunos o recurso 
utilizado na produção de Millôr Fernandes: a paródia. Essa diferença 
produzida nas partes da narrativa por este autor muda sobremaneira algumas 
nuances: (a) na orientação - caracterização de personagens, tempo e espaço 
da narrativa; (b) na complicação – o fato que gera a narrativa; nessa fábula, as 
uvas estarem inacessíveis; (c) na resolução – a conseqüência da complicação; 
na fábula, a s ações da raposa após ser mal sucedida na tentativa de pegar as 
uvas; (d) na avaliação- na fábula, destaca-se a moral.
21
LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
VII – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGÜÍSTICA
1. Os alunos deverão indicar no texto o processo de referenciação – expressões 
utilizadas para designar cada personagem ou lugar – e de adjetivação – como 
são descritos os personagens e outros elementos da narrativa: a raposa, os 
cachos e as uvas nas duas versões das fábulas. 
Oriente-os a sistematizarem no quadro essas diferenças, para que percebam a 
mudança na linguagem e os efeitos de sentido pretendidos pelos autores, 
através de questões, como: (a) Em que versão a raposa parece mais faminta? 
Por quê?; (b) Em que versão a linguagem está mais próxima da atualidade? 
Exemplifique.
2. Material didático: Cópias da fábula A raposa e as uvas, nas versões de 
Monteiro Lobato e de Millôr Fernandes.
3. Comentário: É importante levar os alunos a refletir sobre as possíveis 
intenções do autor ao usar alguns adjetivos e como essas escolhas se 
relacionam com a moral pretendida. Na maioria das vezes, o uso dos artigos 
definidos ou indefinidos ( uma raposa/a raposa) ou a forma de nomear os 
personagens ( cordeiro/cordeirinho ) revelam aspectos importantes para 
compreender o humor e a ironia entre efeitos de sentido.
VIII – Eixo de ensino | LEITURA, ANÁLISE LINGUÍSTICA E ESCRITA.
1. Distribua com os alunos a fábula “O leão e o rato”, de La Fontaine. Após 
fazerem a leitura, mostre-os as expressões utilizadas para designar os 
personagens ( leão – o rei das selvas; o grandalhão ).
Em seguida, os alunos escreverão, em um cartaz, as expressões que designam 
personagens, respondendo as questões: (a) Por que o leão é chamado dessa 
forma?; (b) Esse fato ajudou a conhecer melhor o personagem e sua atuação 
na fábula? Explique.
2. Material didático: cópias da fábula “O leão e o rato” (Anexo I). Cartolina, 
piloto.
3. Comentários: Nessa atividade, poderá ser utilizada uma outra fábula. O 
importante é destacar a cadeia referencial dos personagens – expressões 
usadas para designar um personagem ao decorrer do texto. A cadeia 
referencial pode sinalizar sobre as mudanças nas personagens ou na maneira 
como o narrador as encara ao longo da narrativa.
IX – Eixo de ensino | ESCRITA.
1. Distribua aos alunos diversas fábulas, sem o título e sem a moral. Proponha os 
alunos a produzirem um título e uma moral para as fábulas recebidas.
Após a produção, escreva no quadro as sugestões dos alunos e depois 
compare-as com os títulos e as morais originais.
22
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
2. Material didático: Cópias de diversas fábulas. Lápis, papel. Quadro, piloto/giz.
3. Para que o aluno produza o título, é necessário que identifique a unidade 
temática do texto. Discuta, com seus alunos, as produções elaboradas por eles 
e leve-os a perceber quais títulos melhor se articulam ao tema da fábula. Da 
mesma forma se dá com a produção da moral.
X – Eixo de ensino | LEITURA, ANÁLISE LINGUÍSTICA E ORALIDADE.
1. Distribua tiras aos alunos pedindo que eles recuperem aspectos 
característicos do gênero fábula. Através das respostas trazidas nas tiras, o 
professor deverá trazer o painel da caracterização para que os alunos retomem 
as características iniciais sobre o texto, ampliando com outras características 
que surgiram no decorrer dessa atividade.
2. Material didático: Papel ofício, lápis/caneta. Painel.
3. Comentários: professor, traga para o centro das discussões outras 
características do gênero fábula, como: (a) quem produz? (b) quem escuta/lê, 
atualmente, e quem escutou/leu em outras épocas? (c) onde pode ser 
encontrado esse gênero? (d) que outros textos usam fábulas? (propagandas, 
poemas, músicas etc.)
XI – Eixo de ensino | ESCRITA.
1. Agora, os alunos deverão produzir uma fábula, utilizando outras alegorias – 
animais, objetos ou algum elemento de referência do seu cotidiano que 
simbolize alguma virtude ou vício. Retome o painel da caracterização.
O professor deverá solicitar a (re) escrita dos textos produzidos, destacando aorganização textual-discursiva dos textos (pontuação, discurso direto e 
indireto, elementos da narrativa, marcadores de tempo-espaço, adjetivação, 
cadeia referencial, figuras de linguagem, dentre outros aspectos que o 
professor julgar necessário e pertinente).
2. Material didático: Painel da caracterização. Papel, lápis/caneta.
3. Comentários: dessas produções elaboradas pelos alunos poderá sair alguma 
paródia referentes à vida cotidiana, com personagens reais, que representem 
vícios e virtudes, como alguns artistas, políticos ou outras pessoas 
conhecidas. Os alunos poderão os mais variados cenários voltados para o 
humor etc. É importante manter a essência do gênero, destacando o 
ensinamento com o uso de alegorias, como animais, objetos, plantas, para 
representar vícios e virtudes humanas.
Outra forma de produção é solicitar aos alunos que parodiem uma mesma 
fábula e, daí, eleger a melhor versão.
23
LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
VII – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGÜÍSTICA
1. Os alunos deverão indicar no texto o processo de referenciação – expressões 
utilizadas para designar cada personagem ou lugar – e de adjetivação – como 
são descritos os personagens e outros elementos da narrativa: a raposa, os 
cachos e as uvas nas duas versões das fábulas. 
Oriente-os a sistematizarem no quadro essas diferenças, para que percebam a 
mudança na linguagem e os efeitos de sentido pretendidos pelos autores, 
através de questões, como: (a) Em que versão a raposa parece mais faminta? 
Por quê?; (b) Em que versão a linguagem está mais próxima da atualidade? 
Exemplifique.
2. Material didático: Cópias da fábula A raposa e as uvas, nas versões de 
Monteiro Lobato e de Millôr Fernandes.
3. Comentário: É importante levar os alunos a refletir sobre as possíveis 
intenções do autor ao usar alguns adjetivos e como essas escolhas se 
relacionam com a moral pretendida. Na maioria das vezes, o uso dos artigos 
definidos ou indefinidos ( uma raposa/a raposa) ou a forma de nomear os 
personagens ( cordeiro/cordeirinho ) revelam aspectos importantes para 
compreender o humor e a ironia entre efeitos de sentido.
VIII – Eixo de ensino | LEITURA, ANÁLISE LINGUÍSTICA E ESCRITA.
1. Distribua com os alunos a fábula “O leão e o rato”, de La Fontaine. Após 
fazerem a leitura, mostre-os as expressões utilizadas para designar os 
personagens ( leão – o rei das selvas; o grandalhão ).
Em seguida, os alunos escreverão, em um cartaz, as expressões que designam 
personagens, respondendo as questões: (a) Por que o leão é chamado dessa 
forma?; (b) Esse fato ajudou a conhecer melhor o personagem e sua atuação 
na fábula? Explique.
2. Material didático: cópias da fábula “O leão e o rato” (Anexo I). Cartolina, 
piloto.
3. Comentários: Nessa atividade, poderá ser utilizada uma outra fábula. O 
importante é destacar a cadeia referencial dos personagens – expressões 
usadas para designar um personagem ao decorrer do texto. A cadeia 
referencial pode sinalizar sobre as mudanças nas personagens ou na maneira 
como o narrador as encara ao longo da narrativa.
IX – Eixo de ensino | ESCRITA.
1. Distribua aos alunos diversas fábulas, sem o título e sem a moral. Proponha os 
alunos a produzirem um título e uma moral para as fábulas recebidas.
Após a produção, escreva no quadro as sugestões dos alunos e depois 
compare-as com os títulos e as morais originais.
22
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
2. Material didático: Cópias de diversas fábulas. Lápis, papel. Quadro, piloto/giz.
3. Para que o aluno produza o título, é necessário que identifique a unidade 
temática do texto. Discuta, com seus alunos, as produções elaboradas por eles 
e leve-os a perceber quais títulos melhor se articulam ao tema da fábula. Da 
mesma forma se dá com a produção da moral.
X – Eixo de ensino | LEITURA, ANÁLISE LINGUÍSTICA E ORALIDADE.
1. Distribua tiras aos alunos pedindo que eles recuperem aspectos 
característicos do gênero fábula. Através das respostas trazidas nas tiras, o 
professor deverá trazer o painel da caracterização para que os alunos retomem 
as características iniciais sobre o texto, ampliando com outras características 
que surgiram no decorrer dessa atividade.
2. Material didático: Papel ofício, lápis/caneta. Painel.
3. Comentários: professor, traga para o centro das discussões outras 
características do gênero fábula, como: (a) quem produz? (b) quem escuta/lê, 
atualmente, e quem escutou/leu em outras épocas? (c) onde pode ser 
encontrado esse gênero? (d) que outros textos usam fábulas? (propagandas, 
poemas, músicas etc.)
XI – Eixo de ensino | ESCRITA.
1. Agora, os alunos deverão produzir uma fábula, utilizando outras alegorias – 
animais, objetos ou algum elemento de referência do seu cotidiano que 
simbolize alguma virtude ou vício. Retome o painel da caracterização.
O professor deverá solicitar a (re) escrita dos textos produzidos, destacando a 
organização textual-discursiva dos textos (pontuação, discurso direto e 
indireto, elementos da narrativa, marcadores de tempo-espaço, adjetivação, 
cadeia referencial, figuras de linguagem, dentre outros aspectos que o 
professor julgar necessário e pertinente).
2. Material didático: Painel da caracterização. Papel, lápis/caneta.
3. Comentários: dessas produções elaboradas pelos alunos poderá sair alguma 
paródia referentes à vida cotidiana, com personagens reais, que representem 
vícios e virtudes, como alguns artistas, políticos ou outras pessoas 
conhecidas. Os alunos poderão os mais variados cenários voltados para o 
humor etc. É importante manter a essência do gênero, destacando o 
ensinamento com o uso de alegorias, como animais, objetos, plantas, para 
representar vícios e virtudes humanas.
Outra forma de produção é solicitar aos alunos que parodiem uma mesma 
fábula e, daí, eleger a melhor versão.
23
LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
O leão e o rato | Jean de La Fontaine
Um rato, bastante perturbado, 
sai da sua toca. Quando olha 
para frente, dá de cara com um 
leão! Para sua sorte, o rei da 
selva ou teve piedade ou não 
estava com fome naquela hora, 
pois nada fez ao bicho, 
deixando-o ir embora. Mas o 
bem que o leão fez foi bem pago. 
Quem diria que, um dia, ele iria 
precisar daquele insignificante 
ratinho! E foi o que aconteceu. 
Ao passar pela extensa floresta, 
o leão caiu numa rede enganosa! 
Logo ele que não conhecia a 
traição por ser forte e corajoso! 
Fez de tudo: rugiu, esforçou-se, 
porém não conseguiu fugir.
E não é que aparece o rato para 
acudir o grandalhão das selvas?
— Mas como você poderá me 
ajudar com esse pequeno 
tamanho? – pergunta o leão.
O rato não responde, e começa a 
roer as grades da prisão.
 Com seus dentes finos, rompe os fios que prendem o leão. Ele consegue libertar 
aquele que um dia lhe fez bem, pagando, assim, uma dívida com o leão. Com isso, 
deixa uma lição para as pessoas: de serem sempre gratos com quem lhes ajuda. E 
mais: mostra que o trabalho, quando feito com paciência, tem melhor resultado do 
que a força e a imprudência daqueles que, nervosos, tentam realizar suas 
obrigações.
(La Fontaine, Jean de Fábulas de Esopo. Adaptação: Lúcia Tulchinski. São Paulo: Scipione, 2008)
ANEXO I
Para obter mais informações, procure o apêndice.
24
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
25
LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
III – CARTA DO LEITOR
A 'Carta do Leitor' é um gênero que circula no domínio jornalístico, veicula em revistas 
e jornais de circulação regional e nacional em uma seção específica para este fim. Caracteriza-
se como uma carta aberta dirigida a destinatários desconhecidos. Do ponto de vista 
organizacional geral, a carta do leitor se assemelha às cartas pessoais, que por sua vez advém 
do gênero epistolar, o qual obedece a elementos que contribuem para a unidade interna do 
texto. As características que permeiam este gênero: texto com intencionalidade persuasiva; 
com formato semelhante ao da carta pessoal, apresentando data, vocativo, corpo do texto,expressão cordial de despedida, assinatura, cidade de origem, sendo que nem todas essas 
partes são encontradas na carta do leitor. Esses elementos contribuem para a unidade interna 
do texto. Nessas seções, encontramos elementos identificadores de lugar, tempo, destinatário, 
remetente, saudação, despedida, dentre outros, que podem variar de acordo com o tipo de 
carta – carta pessoal, carta comercial, carta do leitor, carta aberta etc. – sendo cada uma com 
características diferentes. Esta diversidade se dá em razão dos propósitos comunicativos 
desses gêneros.
Na sua produção e versão final, a carta do leitor é composta dos elementos estruturais 
pertinentes a esse gênero. Contudo, ao chegar à redação, essa carta é editada antes da sua 
publicação, por uma questão de espaço físico do jornal/revista, pertinência ao tema, 
prolixidade, dentre outros. Assim como a carta poderá não ser publicada, até pela quantidade 
de cartas com o mesmo tema, ficando a editora a decidir qual a mais viável para publicação. 
Dessa forma, a relação de poder entre o leitor (interlocutor da carta) e o jornal/revista (editor) é 
assimétrica: o jornal ou revista é que decide o que será publicado, de que forma e quando.
Nessas cartas, o leitor/interlocutor reivindica, solicita, critica, agradece ou elogia algo 
que foi publicado ou mesmo algum fato da comunidade, regional ou nacional. A linguagem é 
clara e objetiva, estilo simples, pessoal (emprego dos pronomes e verbos na 1ª pessoa) ou mais 
impessoal (empregando pronomes e verbos na 3ª pessoa) ou ainda a possibilidade de utilizar os 
dois tipos de linguagem ao mesmo tempo; menor ou maior impessoalidade, de acordo com a 
intenção do autor, no entanto são produzidas no registro formal da língua. Quando se trata de 
alguma reclamação ou reivindicação, é necessário convencer os leitores e/ou ouvintes a aceitar 
O leão e o rato | Jean de La Fontaine
Um rato, bastante perturbado, 
sai da sua toca. Quando olha 
para frente, dá de cara com um 
leão! Para sua sorte, o rei da 
selva ou teve piedade ou não 
estava com fome naquela hora, 
pois nada fez ao bicho, 
deixando-o ir embora. Mas o 
bem que o leão fez foi bem pago. 
Quem diria que, um dia, ele iria 
precisar daquele insignificante 
ratinho! E foi o que aconteceu. 
Ao passar pela extensa floresta, 
o leão caiu numa rede enganosa! 
Logo ele que não conhecia a 
traição por ser forte e corajoso! 
Fez de tudo: rugiu, esforçou-se, 
porém não conseguiu fugir.
E não é que aparece o rato para 
acudir o grandalhão das selvas?
— Mas como você poderá me 
ajudar com esse pequeno 
tamanho? – pergunta o leão.
O rato não responde, e começa a 
roer as grades da prisão.
 Com seus dentes finos, rompe os fios que prendem o leão. Ele consegue libertar 
aquele que um dia lhe fez bem, pagando, assim, uma dívida com o leão. Com isso, 
deixa uma lição para as pessoas: de serem sempre gratos com quem lhes ajuda. E 
mais: mostra que o trabalho, quando feito com paciência, tem melhor resultado do 
que a força e a imprudência daqueles que, nervosos, tentam realizar suas 
obrigações.
(La Fontaine, Jean de Fábulas de Esopo. Adaptação: Lúcia Tulchinski. São Paulo: Scipione, 2008)
ANEXO I
Para obter mais informações, procure o apêndice.
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ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
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LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
III – CARTA DO LEITOR
A 'Carta do Leitor' é um gênero que circula no domínio jornalístico, veicula em revistas 
e jornais de circulação regional e nacional em uma seção específica para este fim. Caracteriza-
se como uma carta aberta dirigida a destinatários desconhecidos. Do ponto de vista 
organizacional geral, a carta do leitor se assemelha às cartas pessoais, que por sua vez advém 
do gênero epistolar, o qual obedece a elementos que contribuem para a unidade interna do 
texto. As características que permeiam este gênero: texto com intencionalidade persuasiva; 
com formato semelhante ao da carta pessoal, apresentando data, vocativo, corpo do texto, 
expressão cordial de despedida, assinatura, cidade de origem, sendo que nem todas essas 
partes são encontradas na carta do leitor. Esses elementos contribuem para a unidade interna 
do texto. Nessas seções, encontramos elementos identificadores de lugar, tempo, destinatário, 
remetente, saudação, despedida, dentre outros, que podem variar de acordo com o tipo de 
carta – carta pessoal, carta comercial, carta do leitor, carta aberta etc. – sendo cada uma com 
características diferentes. Esta diversidade se dá em razão dos propósitos comunicativos 
desses gêneros.
Na sua produção e versão final, a carta do leitor é composta dos elementos estruturais 
pertinentes a esse gênero. Contudo, ao chegar à redação, essa carta é editada antes da sua 
publicação, por uma questão de espaço físico do jornal/revista, pertinência ao tema, 
prolixidade, dentre outros. Assim como a carta poderá não ser publicada, até pela quantidade 
de cartas com o mesmo tema, ficando a editora a decidir qual a mais viável para publicação. 
Dessa forma, a relação de poder entre o leitor (interlocutor da carta) e o jornal/revista (editor) é 
assimétrica: o jornal ou revista é que decide o que será publicado, de que forma e quando.
Nessas cartas, o leitor/interlocutor reivindica, solicita, critica, agradece ou elogia algo 
que foi publicado ou mesmo algum fato da comunidade, regional ou nacional. A linguagem é 
clara e objetiva, estilo simples, pessoal (emprego dos pronomes e verbos na 1ª pessoa) ou mais 
impessoal (empregando pronomes e verbos na 3ª pessoa) ou ainda a possibilidade de utilizar os 
dois tipos de linguagem ao mesmo tempo; menor ou maior impessoalidade, de acordo com a 
intenção do autor, no entanto são produzidas no registro formal da língua. Quando se trata de 
alguma reclamação ou reivindicação, é necessário convencer os leitores e/ou ouvintes a aceitar 
os pontos de vista expostos, convencendo as pessoas a acreditarem no que é dito e aderirem ao 
que se reivindica. Assim, as sequências argumentativas e expositivas são mais freqüentes. 
Outras vezes, é necessário relatar fatos ou ações em uma seqüência temporal e causal, quando 
prevalecem as sequências narrativas.
O uso da carta do leitor em sala de aula proporciona ao aluno o contato com um gênero 
escrito. A introdução deste gênero no espaço escolar favorece a descoberta da função sua 
social, criando oportunidades para uma reflexão sobre o porquê das pessoas escolherem este 
gênero para expressar suas opiniões, comentar algo etc., qual a sua importância no efetivo 
contato entre o veículo e leitor etc., quais temas são mais recorrentes.
Objetivos: familiarizar-se com o gênero carta do leitor, buscando compreender 
e refletir sobre as usas especificidades, assim como produzi-lo 
adequadamente; perceber elementos estruturadores do gênero carta do leitor; 
ler e produzir cartas do leitor, levantando os pontos de vista e argumentos para 
criticar, elogiar, sugerir, indagar, solicitar ou denunciar.
26
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
SUGESTÕES DE ATIVIDADES
I – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADE
1. Organize a turma em grupos e distribua exemplares de jornais, revistas e gibis. 
Oriente para que os alunos busquem a seção 'carta do leitor' e observem 
criteriosamente para verificar em que parte desses suportes são publicadas as 
cartas dos leitores. Questione-os: (a) Vocês encontraram a seção em que as 
pessoas expõem suas idéias, sua opinião, reivindicação, reclamação etc.? (b) 
Encontraram o nome que identifica essa seção? (c) Nessa seção, há alguma 
informação sobre as pessoas que escrevem para eles? Quais?
Faça uma tabela no quadro ou cartolina para escrever os dados de cada 
suporte identificado por seção:
Logo em seguida, explore os diversos nomes identificados na seção de carta do 
leitor. Alguns meios de comunicação apresentam essa seção como: “Correio 
do Cebolinha” ou algum outro personagem do gibi ou mesmo o nome do leitor, 
no caso dos gibis, outros veículo divulgam endereço para correspondência e o 
nomedo leitor. É interessante levar o aluno a fazer essa comparação e análise 
para provocar uma reflexão de como funcionam os diferentes meios de 
comunicação, mesmo com o nome da mesma seção.
2. Recursos didáticos: Exemplares de jornais, revistas e gibis; Cartolina. Quadro. 
Piloto/Giz.
3. Comentários: O número de aulas dependerá do número de alunos e ritmo 
destes. As respostas deverão ser afixadas em local visível de maneira que eles 
percebam as diversas identificações encontradas nos veículos de 
comunicação à seção 'Carta do Leitor', assim como outros elementos 
identificadores dos leitores, como: sexo, idade, lugar de onde escrevem, 
profissão etc.)
II – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICA.
1. Mostre aos alunos, no mínimo, 2 modelos de carta do leitor de cada suporte de 
mídia. Incentive-os a lerem as cartas, logo após, pergunte em que veículo elas 
foram publicadas. Mostre aos alunos exemplares de carta pessoal e carta do 
leitor, com o intuito de identificar as características destes gêneros. Após 
observarem os gêneros, pergunte: (a) A carta enviada pelo leitor à redação de 
Nome da
Revista
Nome do
Gibi
Nome do
Jornal
Nome / Suporte
Nome da Seção
Identificação
do remetente
27
LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
os pontos de vista expostos, convencendo as pessoas a acreditarem no que é dito e aderirem ao 
que se reivindica. Assim, as sequências argumentativas e expositivas são mais freqüentes. 
Outras vezes, é necessário relatar fatos ou ações em uma seqüência temporal e causal, quando 
prevalecem as sequências narrativas.
O uso da carta do leitor em sala de aula proporciona ao aluno o contato com um gênero 
escrito. A introdução deste gênero no espaço escolar favorece a descoberta da função sua 
social, criando oportunidades para uma reflexão sobre o porquê das pessoas escolherem este 
gênero para expressar suas opiniões, comentar algo etc., qual a sua importância no efetivo 
contato entre o veículo e leitor etc., quais temas são mais recorrentes.
Objetivos: familiarizar-se com o gênero carta do leitor, buscando compreender 
e refletir sobre as usas especificidades, assim como produzi-lo 
adequadamente; perceber elementos estruturadores do gênero carta do leitor; 
ler e produzir cartas do leitor, levantando os pontos de vista e argumentos para 
criticar, elogiar, sugerir, indagar, solicitar ou denunciar.
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ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
SUGESTÕES DE ATIVIDADES
I – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADE
1. Organize a turma em grupos e distribua exemplares de jornais, revistas e gibis. 
Oriente para que os alunos busquem a seção 'carta do leitor' e observem 
criteriosamente para verificar em que parte desses suportes são publicadas as 
cartas dos leitores. Questione-os: (a) Vocês encontraram a seção em que as 
pessoas expõem suas idéias, sua opinião, reivindicação, reclamação etc.? (b) 
Encontraram o nome que identifica essa seção? (c) Nessa seção, há alguma 
informação sobre as pessoas que escrevem para eles? Quais?
Faça uma tabela no quadro ou cartolina para escrever os dados de cada 
suporte identificado por seção:
Logo em seguida, explore os diversos nomes identificados na seção de carta do 
leitor. Alguns meios de comunicação apresentam essa seção como: “Correio 
do Cebolinha” ou algum outro personagem do gibi ou mesmo o nome do leitor, 
no caso dos gibis, outros veículo divulgam endereço para correspondência e o 
nome do leitor. É interessante levar o aluno a fazer essa comparação e análise 
para provocar uma reflexão de como funcionam os diferentes meios de 
comunicação, mesmo com o nome da mesma seção.
2. Recursos didáticos: Exemplares de jornais, revistas e gibis; Cartolina. Quadro. 
Piloto/Giz.
3. Comentários: O número de aulas dependerá do número de alunos e ritmo 
destes. As respostas deverão ser afixadas em local visível de maneira que eles 
percebam as diversas identificações encontradas nos veículos de 
comunicação à seção 'Carta do Leitor', assim como outros elementos 
identificadores dos leitores, como: sexo, idade, lugar de onde escrevem, 
profissão etc.)
II – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICA.
1. Mostre aos alunos, no mínimo, 2 modelos de carta do leitor de cada suporte de 
mídia. Incentive-os a lerem as cartas, logo após, pergunte em que veículo elas 
foram publicadas. Mostre aos alunos exemplares de carta pessoal e carta do 
leitor, com o intuito de identificar as características destes gêneros. Após 
observarem os gêneros, pergunte: (a) A carta enviada pelo leitor à redação de 
Nome da
Revista
Nome do
Gibi
Nome do
Jornal
Nome / Suporte
Nome da Seção
Identificação
do remetente
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LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
jornais, revistas, gibis, rádio, TV etc., é semelhante às que ele envia para um 
amigo? 
Neste momento, apresente um exemplo da carta pessoal e outro da carta do 
leitor. Continue interagindo com seu aluno, perguntando: (a) O que podemos 
ver na carta pessoal? (b) Como escreve o remetente para que possamos 
perceber de onde a carta é e quando foi produzida ( Local e data)? (c) O que se 
percebe no conteúdo da carta após a saudação? De que forma a carta foi 
concluída ( Despedida e assinatura)? (d) Ao ler a carta, podemos perceber o 
propósito dela?
Faça anotações nas margens da carta pessoal dos pontos comentados pelos 
alunos. Em seguida, convide-os a observarem a carta do leitor, oriente-os de 
que eles irão observar agora a carta do leitor e levante as seguintes questões: 
(a) Como a carta é iniciada? (b) Como o remetente interage com a redação da 
revista/jornal/gibi? (c) Como essas mídias identificam o remetente? (d) Qual o 
propósito dessas cartas?
Registre a fala dos alunos nas margens da carta analisada, o fim de que 
identifiquem elementos, como: solicitações, elogios, reclamações, sugestões, 
respostas etc. possivelmente presentes nesses gêneros.
2. Recursos didáticos: Cartolina. Piloto/Giz. Quadro. Exemplares: carta pessoal ( 
Anexo 1) e carta do leitor ( Anexo 2) ou cartas apresentadas pelo professor.
3. Comentários: Utilize esse momento para refletir com os alunos que, apesar do 
advento da internet, como o e-mail, as cartas ainda são utilizadas por 
interlocutores/leitores. Oriente o aluno a perceber a estrutura do gênero 
textual carta: (a) Local das saudações, vocativo; (b) corpo do texto – sequência 
argumentativa, narrativa, descritiva; (c) fecho da carta, despedidas. Provocar 
uma reflexão acerca dos seguintes elementos: lugar, tempo, destinatário, 
remetente, saudação, despedida, entre outros, e que podem ser explanados 
pelos seus produtores/leitores em diferentes posições nas cartas. O propósito 
comunicativo da carta é o que vai definir essa diversidade de modelos.
III – Eixo de ensino | ESCRITA, LEITURA, ORALIDADE E ANÁLISE LINGÜÍSTICA.
1. Neste momento, iremos confrontar as características e especificidades dos 
gêneros textuais 'carta do leitor' e 'carta pessoal'. Então, pergunte aos seus 
alunos quais elementos são semelhantes e/ou diferentes que estão presentes 
nestes gêneros em tela. Elabore um quadro, seguindo este modelo:
Semelhanças Diferenças
Carta do leitor Carta Pessoal Carta do leitor Carta Pessoal
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ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
Busque evidenciar as características e especificidades dos gêneros 
trabalhados, explorando os pontos levantados pelos alunos.
2. Recursos didáticos: Cartolina. Piloto
3. Inicie uma discussão oral baseando-se nos pontos listados nas tabelas. 
Pontue no quadro as respostas dos alunos para que os mesmos observem as 
especificidades do gênero trabalhado nos modelos de carta.
IV – Eixos de ensino | LEITURA.
1. Divida a turma em grupos, distribua um exemplar de uma carta do leitor 
“Meninos” (Anexo 1), enviada a um jornal pernambucano. Logo após, lance as 
perguntas: (a) Do que trata o leitor em sua carta? (b) O que o leitor quer 
mostrar? (c) Há alguma reivindicação ou denúncia implícita, nas entrelinhas? 
Qual? (d) O leitor convence você a acreditar na situação apresentada?
Nesse momento, vocêpoderá utilizar outras cartas do leitor, com enfoque de 
outras estratégias mobilizadas pelo leitor para expor suas idéias.
2. Recursos didáticos: Carta do leitor (Anexo 1). Outras cartas de leitores.
3. Comentários: Aproveite esse momento para enfocar a importância dos 
argumentos dos remetentes, sua importância para o convencimento do 
público leitor.
V – Eixos de ensino | ESCRITA E ORALIDADE.
1. Trabalhe com seus alunos a temática da comunidade ou bairro em que mora, 
levantando algum problema que eles gostariam de denunciar, ou mesmo 
reivindicar alguma obra para melhoria da comunidade, utilizando-se da seção 
carta do leitor.
Cada grupo lançará seu tema e o professor deverá colocar no quadro e, por fim, 
oriente-os a escolherem um dos temas levantados para que possam produzir 
uma carta à redação do jornal.
No momento da produção, leve os alunos a refletirem sobre: (a) O problema a 
ser abordado; (b) estratégias argumentativas para convencer o jornal a 
divulgar a denúncia ou reivindicação, como também convencer os leitores 
daquela mídia de comunicação.
Após a produção dessa carta, aproveite o momento para orientá-los quanto a 
forma do preenchimento do envelope e postá-lo, junto com o texto, no correio.
2. Recursos didáticos: caneta, papel, envelope de carta.
3. Comentários: O professore deverá escolher, em conjunto com os alunos, um 
jornal de grande circulação na cidade ou estado. Lembramos que os jornais 
regionais e nacionais já disponibilizam espaços interativos em sites oficiais 
para leitões ou alguma comunidade poder se manifestar. Assim, outra opção é 
utilizar o laboratório de informática e produzir um e-mail com as mesmas 
características da carta do leitor.
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LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
jornais, revistas, gibis, rádio, TV etc., é semelhante às que ele envia para um 
amigo? 
Neste momento, apresente um exemplo da carta pessoal e outro da carta do 
leitor. Continue interagindo com seu aluno, perguntando: (a) O que podemos 
ver na carta pessoal? (b) Como escreve o remetente para que possamos 
perceber de onde a carta é e quando foi produzida ( Local e data)? (c) O que se 
percebe no conteúdo da carta após a saudação? De que forma a carta foi 
concluída ( Despedida e assinatura)? (d) Ao ler a carta, podemos perceber o 
propósito dela?
Faça anotações nas margens da carta pessoal dos pontos comentados pelos 
alunos. Em seguida, convide-os a observarem a carta do leitor, oriente-os de 
que eles irão observar agora a carta do leitor e levante as seguintes questões: 
(a) Como a carta é iniciada? (b) Como o remetente interage com a redação da 
revista/jornal/gibi? (c) Como essas mídias identificam o remetente? (d) Qual o 
propósito dessas cartas?
Registre a fala dos alunos nas margens da carta analisada, o fim de que 
identifiquem elementos, como: solicitações, elogios, reclamações, sugestões, 
respostas etc. possivelmente presentes nesses gêneros.
2. Recursos didáticos: Cartolina. Piloto/Giz. Quadro. Exemplares: carta pessoal ( 
Anexo 1) e carta do leitor ( Anexo 2) ou cartas apresentadas pelo professor.
3. Comentários: Utilize esse momento para refletir com os alunos que, apesar do 
advento da internet, como o e-mail, as cartas ainda são utilizadas por 
interlocutores/leitores. Oriente o aluno a perceber a estrutura do gênero 
textual carta: (a) Local das saudações, vocativo; (b) corpo do texto – sequência 
argumentativa, narrativa, descritiva; (c) fecho da carta, despedidas. Provocar 
uma reflexão acerca dos seguintes elementos: lugar, tempo, destinatário, 
remetente, saudação, despedida, entre outros, e que podem ser explanados 
pelos seus produtores/leitores em diferentes posições nas cartas. O propósito 
comunicativo da carta é o que vai definir essa diversidade de modelos.
III – Eixo de ensino | ESCRITA, LEITURA, ORALIDADE E ANÁLISE LINGÜÍSTICA.
1. Neste momento, iremos confrontar as características e especificidades dos 
gêneros textuais 'carta do leitor' e 'carta pessoal'. Então, pergunte aos seus 
alunos quais elementos são semelhantes e/ou diferentes que estão presentes 
nestes gêneros em tela. Elabore um quadro, seguindo este modelo:
Semelhanças Diferenças
Carta do leitor Carta Pessoal Carta do leitor Carta Pessoal
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ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
Busque evidenciar as características e especificidades dos gêneros 
trabalhados, explorando os pontos levantados pelos alunos.
2. Recursos didáticos: Cartolina. Piloto
3. Inicie uma discussão oral baseando-se nos pontos listados nas tabelas. 
Pontue no quadro as respostas dos alunos para que os mesmos observem as 
especificidades do gênero trabalhado nos modelos de carta.
IV – Eixos de ensino | LEITURA.
1. Divida a turma em grupos, distribua um exemplar de uma carta do leitor 
“Meninos” (Anexo 1), enviada a um jornal pernambucano. Logo após, lance as 
perguntas: (a) Do que trata o leitor em sua carta? (b) O que o leitor quer 
mostrar? (c) Há alguma reivindicação ou denúncia implícita, nas entrelinhas? 
Qual? (d) O leitor convence você a acreditar na situação apresentada?
Nesse momento, você poderá utilizar outras cartas do leitor, com enfoque de 
outras estratégias mobilizadas pelo leitor para expor suas idéias.
2. Recursos didáticos: Carta do leitor (Anexo 1). Outras cartas de leitores.
3. Comentários: Aproveite esse momento para enfocar a importância dos 
argumentos dos remetentes, sua importância para o convencimento do 
público leitor.
V – Eixos de ensino | ESCRITA E ORALIDADE.
1. Trabalhe com seus alunos a temática da comunidade ou bairro em que mora, 
levantando algum problema que eles gostariam de denunciar, ou mesmo 
reivindicar alguma obra para melhoria da comunidade, utilizando-se da seção 
carta do leitor.
Cada grupo lançará seu tema e o professor deverá colocar no quadro e, por fim, 
oriente-os a escolherem um dos temas levantados para que possam produzir 
uma carta à redação do jornal.
No momento da produção, leve os alunos a refletirem sobre: (a) O problema a 
ser abordado; (b) estratégias argumentativas para convencer o jornal a 
divulgar a denúncia ou reivindicação, como também convencer os leitores 
daquela mídia de comunicação.
Após a produção dessa carta, aproveite o momento para orientá-los quanto a 
forma do preenchimento do envelope e postá-lo, junto com o texto, no correio.
2. Recursos didáticos: caneta, papel, envelope de carta.
3. Comentários: O professore deverá escolher, em conjunto com os alunos, um 
jornal de grande circulação na cidade ou estado. Lembramos que os jornais 
regionais e nacionais já disponibilizam espaços interativos em sites oficiais 
para leitões ou alguma comunidade poder se manifestar. Assim, outra opção é 
utilizar o laboratório de informática e produzir um e-mail com as mesmas 
características da carta do leitor.
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LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
Outro fator importante é incentivar a leitura no jornal em que fora enviado a 
carta ou e-mail, para daí, verificarem se foi publicado. É o momento para 
verificar o que acontece com as cartas ao serem publicadas, ou seja, a edição 
que sofrem esses textos.
VI – Eixo de ensino | LEITURA, ORALIDADE E ESCRITA.
1. O professor poderá trabalhar com gibis, incentivando os alunos a produzirem 
textos direcionados a redação desta revista. Levante questões sobre qual 
personagem de história em quadrinhos ele gostaria de contar uma história e, 
dessa forma, enviar para a redação da revista. Daí, eles produziriam seus 
textos enviando sugestões para a editora. Lembrando que as cartas deverão 
ser postadas.
2. Recurso didático: gibis (que contenham seção carta do leitor), papel, 
caneta/lápis, envelope.
3. Comentários: Os alunos poderão comentar matérias exibidas em edições 
anteriores ou sugerir novas histórias. As cartas deverão ser revisadas em seu 
conteúdo, na sua ortografia e na organização do texto. Não esqueça que esta 
atividade poderá ser desenvolvida através do e-mail.
Para obter mais informações, procure o apêndice
ANEXO I ANEXO II ANEXO III
Fonte: Jornal doCommércio, 02/06/09
Fonte: Jornal do Commércio, 03/06/09 Fonte: google/imagens/cartas - acesso 01/06/09
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ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
IV – O POEMA
O poema, texto literário, se diferencia da 
prosa pela sua organização no suporte utilizado 
para a produção escrita. Geralmente apresenta-
se em versos, cada um apresentando e extensão 
desejada pelo poeta com objetivo de destacar um 
certo ritmo durante a leitura do texto. É bom 
lembrar que poema e poesia são unidades 
distintas. Podemos dizer que a poesia se desvela 
como uma expressão cultural e criativa do 
homem, que pode se manifestar em qualquer 
obra de arte, como: um poema, um conto, um 
romance, uma pintura, uma escultura, uma 
música etc. enquanto o poema é um gênero que 
materializa a visão do poeta sobre o mundo 
através da expressão poética.
Trabalhar com poemas em sala de aula é 
incentivar a leitura e a produção textual de 
fruição. Para tanto, deve-se envolver o aluno em 
um clima propício para a expressão artística para 
que o mesmo se sinta estimulado a produzir tais textos. O poema é uma (re) criação da 
realidade, composto, geralmente, por versos, que podem ser agrupados em duas ou mais 
estrofes, tem presença do ritmo e musicalidade. Poderá ter rimas, assonâncias e aliterações. É 
comum o uso de metáforas, onomatopéias e neologismos. 
A linguagem do poema tem uma singularidade particular. Assim, cada palavra 
utilizada, cada comparação, um sinal de pontuação a disposição dos versos na página, dentre 
outras características, apresentam uma relevância comum, uma razão de ser. Portanto, é 
interessante sensibilizar os alunos para apreciar o enfoque poético, de forma que se interessem 
pelo gênero e leiam com prazer.
No momento da produção desses textos, o professor deverá intervir apenas no ponto de 
vista gramatical (ortografia, concordância, coesão etc.). Devemos reconhecer que o poeta 
escolhe as palavras estrategicamente para expressar suas emoções e sentimentos.
Objetivos: Entrar em contato com poemas, reconhecendo-os como expressões da 
subjetividade; perceber como os recursos não-verbais (entonação, pausas, ritmo, expressão 
facial, gestos) utilizados na leitura soa fundamentais no processo de (re) construção de 
sentidos; usar pistas textuais para (re)construir interpretações possíveis na leitura de poemas; 
verificar a organização estrutural do poema (estrofes e versos) como importante recurso na 
construção dos sentidos e na condução da leitura a ser realizada; observar recursos linguísticos 
peculiares a poemas, como: rimas, ritmo, metáforas; produzir e revisar poemas.
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LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
Outro fator importante é incentivar a leitura no jornal em que fora enviado a 
carta ou e-mail, para daí, verificarem se foi publicado. É o momento para 
verificar o que acontece com as cartas ao serem publicadas, ou seja, a edição 
que sofrem esses textos.
VI – Eixo de ensino | LEITURA, ORALIDADE E ESCRITA.
1. O professor poderá trabalhar com gibis, incentivando os alunos a produzirem 
textos direcionados a redação desta revista. Levante questões sobre qual 
personagem de história em quadrinhos ele gostaria de contar uma história e, 
dessa forma, enviar para a redação da revista. Daí, eles produziriam seus 
textos enviando sugestões para a editora. Lembrando que as cartas deverão 
ser postadas.
2. Recurso didático: gibis (que contenham seção carta do leitor), papel, 
caneta/lápis, envelope.
3. Comentários: Os alunos poderão comentar matérias exibidas em edições 
anteriores ou sugerir novas histórias. As cartas deverão ser revisadas em seu 
conteúdo, na sua ortografia e na organização do texto. Não esqueça que esta 
atividade poderá ser desenvolvida através do e-mail.
Para obter mais informações, procure o apêndice
ANEXO I ANEXO II ANEXO III
Fonte: Jornal do Commércio, 02/06/09
Fonte: Jornal do Commércio, 03/06/09 Fonte: google/imagens/cartas - acesso 01/06/09
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ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
IV – O POEMA
O poema, texto literário, se diferencia da 
prosa pela sua organização no suporte utilizado 
para a produção escrita. Geralmente apresenta-
se em versos, cada um apresentando e extensão 
desejada pelo poeta com objetivo de destacar um 
certo ritmo durante a leitura do texto. É bom 
lembrar que poema e poesia são unidades 
distintas. Podemos dizer que a poesia se desvela 
como uma expressão cultural e criativa do 
homem, que pode se manifestar em qualquer 
obra de arte, como: um poema, um conto, um 
romance, uma pintura, uma escultura, uma 
música etc. enquanto o poema é um gênero que 
materializa a visão do poeta sobre o mundo 
através da expressão poética.
Trabalhar com poemas em sala de aula é 
incentivar a leitura e a produção textual de 
fruição. Para tanto, deve-se envolver o aluno em 
um clima propício para a expressão artística para 
que o mesmo se sinta estimulado a produzir tais textos. O poema é uma (re) criação da 
realidade, composto, geralmente, por versos, que podem ser agrupados em duas ou mais 
estrofes, tem presença do ritmo e musicalidade. Poderá ter rimas, assonâncias e aliterações. É 
comum o uso de metáforas, onomatopéias e neologismos. 
A linguagem do poema tem uma singularidade particular. Assim, cada palavra 
utilizada, cada comparação, um sinal de pontuação a disposição dos versos na página, dentre 
outras características, apresentam uma relevância comum, uma razão de ser. Portanto, é 
interessante sensibilizar os alunos para apreciar o enfoque poético, de forma que se interessem 
pelo gênero e leiam com prazer.
No momento da produção desses textos, o professor deverá intervir apenas no ponto de 
vista gramatical (ortografia, concordância, coesão etc.). Devemos reconhecer que o poeta 
escolhe as palavras estrategicamente para expressar suas emoções e sentimentos.
Objetivos: Entrar em contato com poemas, reconhecendo-os como expressões da 
subjetividade; perceber como os recursos não-verbais (entonação, pausas, ritmo, expressão 
facial, gestos) utilizados na leitura soa fundamentais no processo de (re) construção de 
sentidos; usar pistas textuais para (re)construir interpretações possíveis na leitura de poemas; 
verificar a organização estrutural do poema (estrofes e versos) como importante recurso na 
construção dos sentidos e na condução da leitura a ser realizada; observar recursos linguísticos 
peculiares a poemas, como: rimas, ritmo, metáforas; produzir e revisar poemas.
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LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
SUGESTÕES DE ATIVIDADES
 I – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADE.
1. Prepare a sala disponibilizando diversos poemas em murais, quadro, paredes, 
caixas surpresas, bexigas, em cordão etc. Poderá colocar um som ambiente e 
pedir que os alunos circulem livremente, lendo os poemas.
Logo em seguida, proponha que alguns alunos leiam o poema que mais 
gostaram. Peça que os alunos justifiquem suas escolhas. Pergunte aos alunos 
se eles reconhecem o gênero que leram. Indague se foi uma notícia, uma 
receita, uma carta etc. Em seguida, leia um poema, destacando a entonação 
pertinente, com ênfase em algumas palavras, a expressão facial e os gestos, as 
pausas etc. Mostre para os alunos que essa é a maneira ideal para se declamar 
um poema. 
2. Recursos didáticos: Poemas vários afixados em murais, paredes, colocados 
em caixas, cordões etc.
3. Comentários: O número de aulas necessárias nesta sequência dependerá do 
número de alunos na turma e do ritmo de trabalho deles. 
O primeiro momento dessa atividade versa sobre uma leitura de deleite, de 
prazer, de descoberta. P professor poderá utilizar poemas que despertam a 
atenção do aluno. No anexo, há algumas sugestões.
É interessante organizar a sala antes dos alunos entrarem. Utilize papéis 
coloridos e letras grandes afixados nas paredes. Lembre-se que a leitura 
expressiva de poemas é essencial para ativar o gosto pela leitura desse gênero. 
Durante a sequência de aulas, deixe os poemas afixados nos locais escolhidos 
no momento inicial, deixando espaço para ospoemas trazidos pelos alunos e 
até produzidos, posteriormente, por eles.
II – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADE.
1. Organize a sala em grupos e peça que eles escolham um poema e depois, um 
colega do grupo para fazer a leitura expressiva do poema selecionado. Eles 
deverão dispor de algum tempo para ensaiar. Destaque os recursos não-
verbais que os alunos poderão utilizar no momento da declamação.
2. Recursos didáticos: Cópia de poemas escolhidos pelos alunos.
3. Comentários: Nesse instante, o professor deverá visitar os grupos e verificar 
como estão os ensaios de declamação, até para melhor poder orientá-los. 
Ajude-os a perceber qual a melhor entonação, quando haver pausas, algum 
outro gesto etc. Os alunos poderão visitar a biblioteca e escolher outros 
poemas. 
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ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
III – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADE.
1. Aproveite os poemas trazidos pelos alunos e peça que eles desenhem algo que 
represente o poema escolhido. Em seguida, cada aluno deverá apresentar na 
frente da sala o seu desenho e os demais alunos deverão inferir de que trata o 
poema. Após algumas hipóteses levantadas, o aluno deve ler o poema. Prepare 
um mural, com o título “Belos Poemas”, e afixe os poemas trazidos pelos 
alunos. 
Logo após, pergunte aos alunos o que é um poema. Elenque no quadro as 
respostas. Inicie a leitura do poema “Aquarela”, de Toquinho/Vinícius de 
Moraes, e discuta com os alunos qual o possível assunto do texto. Peça que 
eles opinem sobre o presente e o futuro abordados no poema, de que forma 
vêem expressas essas idéias. Esse poema foi musicado por Toquinho. É 
interessante colocar a forma musicada, em CD, para que os alunos apreciem o 
efeito dessa musicalidade e verificar as multiformas de abordagem de um 
poema.
2. Recursos didáticos: Poemas trazidos pelos alunos. Cópias do poema/música 
“Aquarela” (Anexos). Quadro, piloto/giz. Cartolina. Música do poema (CD), 
aparelho de som.
3. Comentários: O mural com os poemas deverá ficar durante toda a sequência 
dessas aulas. Essa ação poderá motivar os alunos a valorizar os exemplares 
coletados por eles mesmos. Tente discutir com os alunos sobre a definição de 
poema. Isso leva os alunos a refletirem sobre o gênero. Indague-os por que os 
poemas são escritos, de que eles falam, para que servem.
IV – Eixo de Ensino | LEITURA E ORALIDADE.
1. Para trabalhar a compreensão do texto, “Aquarela”, elabore algumas 
perguntas, como: (a) Que faz o autor nas três primeiras estrofes? Como surgiu 
a gaivota e o que ela faz? (b) Por que o autor utiliza a expressão “Numa folha 
qualquer”? (c) Qual o sentido da expressão “navio de partida”? (d) Na visão do 
autor como é o “futuro”? Descreva-o com exemplos retirados do texto. (e) Qual 
a relação do título com o texto do poema?
Tente valorizar as respostas dos alunos. Trabalhe com as rimas, palavras que 
terminam com o mesmo som. Escreva no quadro os pares dessas palavras. 
Discuta com os alunos se as rimas enriquecem o poema, tornando-o mais 
interessante para o leitor e por quê.
Organize a turma em pequenos grupos e entregue a cada um o poema 
“Canteiros”, de Cecília Meireles (Anexo III). Fragmente o poema, deixando 
lacunas para as seguintes palavras contidas no poema: SAUDADE – 
FELICIDADE – INVENTO – CONTENTAMENTO – DIA – ALEGRIA – 
FRAMBOESA – TRISTEZA – VIDA – PARECIDA. Objetiva-se fazer com que o 
aluno produza efeitos de sentido no texto e que rimem com o que está na 
estrofe.
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LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
SUGESTÕES DE ATIVIDADES
 I – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADE.
1. Prepare a sala disponibilizando diversos poemas em murais, quadro, paredes, 
caixas surpresas, bexigas, em cordão etc. Poderá colocar um som ambiente e 
pedir que os alunos circulem livremente, lendo os poemas.
Logo em seguida, proponha que alguns alunos leiam o poema que mais 
gostaram. Peça que os alunos justifiquem suas escolhas. Pergunte aos alunos 
se eles reconhecem o gênero que leram. Indague se foi uma notícia, uma 
receita, uma carta etc. Em seguida, leia um poema, destacando a entonação 
pertinente, com ênfase em algumas palavras, a expressão facial e os gestos, as 
pausas etc. Mostre para os alunos que essa é a maneira ideal para se declamar 
um poema. 
2. Recursos didáticos: Poemas vários afixados em murais, paredes, colocados 
em caixas, cordões etc.
3. Comentários: O número de aulas necessárias nesta sequência dependerá do 
número de alunos na turma e do ritmo de trabalho deles. 
O primeiro momento dessa atividade versa sobre uma leitura de deleite, de 
prazer, de descoberta. P professor poderá utilizar poemas que despertam a 
atenção do aluno. No anexo, há algumas sugestões.
É interessante organizar a sala antes dos alunos entrarem. Utilize papéis 
coloridos e letras grandes afixados nas paredes. Lembre-se que a leitura 
expressiva de poemas é essencial para ativar o gosto pela leitura desse gênero. 
Durante a sequência de aulas, deixe os poemas afixados nos locais escolhidos 
no momento inicial, deixando espaço para os poemas trazidos pelos alunos e 
até produzidos, posteriormente, por eles.
II – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADE.
1. Organize a sala em grupos e peça que eles escolham um poema e depois, um 
colega do grupo para fazer a leitura expressiva do poema selecionado. Eles 
deverão dispor de algum tempo para ensaiar. Destaque os recursos não-
verbais que os alunos poderão utilizar no momento da declamação.
2. Recursos didáticos: Cópia de poemas escolhidos pelos alunos.
3. Comentários: Nesse instante, o professor deverá visitar os grupos e verificar 
como estão os ensaios de declamação, até para melhor poder orientá-los. 
Ajude-os a perceber qual a melhor entonação, quando haver pausas, algum 
outro gesto etc. Os alunos poderão visitar a biblioteca e escolher outros 
poemas. 
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ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
III – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADE.
1. Aproveite os poemas trazidos pelos alunos e peça que eles desenhem algo que 
represente o poema escolhido. Em seguida, cada aluno deverá apresentar na 
frente da sala o seu desenho e os demais alunos deverão inferir de que trata o 
poema. Após algumas hipóteses levantadas, o aluno deve ler o poema. Prepare 
um mural, com o título “Belos Poemas”, e afixe os poemas trazidos pelos 
alunos. 
Logo após, pergunte aos alunos o que é um poema. Elenque no quadro as 
respostas. Inicie a leitura do poema “Aquarela”, de Toquinho/Vinícius de 
Moraes, e discuta com os alunos qual o possível assunto do texto. Peça que 
eles opinem sobre o presente e o futuro abordados no poema, de que forma 
vêem expressas essas idéias. Esse poema foi musicado por Toquinho. É 
interessante colocar a forma musicada, em CD, para que os alunos apreciem o 
efeito dessa musicalidade e verificar as multiformas de abordagem de um 
poema.
2. Recursos didáticos: Poemas trazidos pelos alunos. Cópias do poema/música 
“Aquarela” (Anexos). Quadro, piloto/giz. Cartolina. Música do poema (CD), 
aparelho de som.
3. Comentários: O mural com os poemas deverá ficar durante toda a sequência 
dessas aulas. Essa ação poderá motivar os alunos a valorizar os exemplares 
coletados por eles mesmos. Tente discutir com os alunos sobre a definição de 
poema. Isso leva os alunos a refletirem sobre o gênero. Indague-os por que os 
poemas são escritos, de que eles falam, para que servem.
IV – Eixo de Ensino | LEITURA E ORALIDADE.
1. Para trabalhar a compreensão do texto, “Aquarela”, elabore algumas 
perguntas, como: (a) Que faz o autor nas três primeiras estrofes? Como surgiu 
a gaivota e o que ela faz? (b) Por que o autor utiliza a expressão “Numa folha 
qualquer”? (c) Qual o sentido da expressão “navio de partida”? (d) Na visão do 
autor como é o “futuro”? Descreva-o com exemplos retirados do texto. (e) Qual 
a relação do título com o texto do poema?
Tente valorizar as respostas dos alunos. Trabalhe com as rimas, palavras que 
terminam com o mesmo som. Escreva no quadro os pares dessas palavras. 
Discuta com os alunos se as rimasenriquecem o poema, tornando-o mais 
interessante para o leitor e por quê.
Organize a turma em pequenos grupos e entregue a cada um o poema 
“Canteiros”, de Cecília Meireles (Anexo III). Fragmente o poema, deixando 
lacunas para as seguintes palavras contidas no poema: SAUDADE – 
FELICIDADE – INVENTO – CONTENTAMENTO – DIA – ALEGRIA – 
FRAMBOESA – TRISTEZA – VIDA – PARECIDA. Objetiva-se fazer com que o 
aluno produza efeitos de sentido no texto e que rimem com o que está na 
estrofe.
33
LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
Logo após, sistematize as respostas no quadro, fazendo listas das palavras 
para cada estrofe. Abra uma discussão com os alunos, utilizando as palavras 
escolhidas e verifique se deixaram o texto coerente e se rimam com o final do 
verso anterior. Discuta com os alunos a característica da rima.
2. Recursos didáticos: Cópias do poema “Aquarela” (Anexo I). Cópias do poema 
“Canteiros” (Anexo III), lacunado.
3. Comentários: Lembrar que um poema é passível de muitas interpretações, 
assim como existem poemas sem rimas, com o mesmo valor que os demais.
Para a atividade de preenchimento das lacunas, o professor poderá utilizar 
outros poemas, de forma que não fique resumido só a preencher lacunas em 
busca de rima, mas produzir efeitos de sentido. O interessante é promover a 
interação com o que o texto diz, com coerência.
V – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGÜÍSTICA E ESCRITA.
1. Distribua cópias do poema original e peça que os alunos façam uma leitura 
silenciosa, destacando em quantas estrofes o poema está dividido. Abra uma 
discussão com os alunos sobre por que o poema se divide em estrofes. Cada 
estrofe remete a que cena da história contada? 
Utilize, agora, o poema “Por que Deus permite que as mães vão-se embora?”, 
de Carlos Drummond de Andrade, (Anexo II) e trabalhe com os alunos a 
respeito da construção do poema sem estrofes. Leve os alunos a refletirem que 
o poema pode vir com várias estruturas e que a sua temática pode ser, além de 
outros temas, voltada para um desabafo.
Em seguida, distribua com os alunos cópias do poema “Os bichinhos e o 
homem” de Vinícius de Moraes (Anexo I), e peça para que eles analisem a 
temática desse poema. Como o supostamente feio (moscas, baratas, 
besouros, carrapatos etc.) podem fazer parte de um poema de uma maneira 
criativa e com coerência, haja vista que as palavras não estão soltas, pois na 
última estrofe, esses bichos têm a sua função para o homem. Levar o aluno a 
refletir sobre o que o texto diz.
2. Recursos materiais: Cópias do poema “Aquarela”, de Toquinho/Vinícius 
(Anexo I).Cópias do poema “Os bichinhos e o homem” de Vinícius de Moraes 
(Anexo I) e do poema “Por que as mães vão-se embora?”, de Carlos Drummond 
de Andrade (Anexo II).
3. Comentários: O interessante com essa atividade a explorar as estrofes como 
um recurso de organização do texto, das temáticas tratadas. Essas estrofes 
servem para dá ritmo ao poema. No entanto, observa-se que Drummond não 
utiliza em seu poema o recurso das estrofes, mas de versos dispostos 
aleatoriamente, sugerindo uma interação próxima com o leitor, com a sua 
beleza própria. Mostrar para os alunos que uma construção de um texto 
poético não deverá ficar preso a forma de sua estrutura.
34
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
VI – Eixo de ensino | ORALIDADE E ESCRITA.
1. Proponha para os alunos a elaborarem um poema, baseados em algo que lhes 
chame a atenção. Os alunos poderão utilizar jornais, revistas ou fotos para que 
estimulem a enxergá-los de um jeito diferente do comum. Pensar nas imagens 
ou objetos em outras perspectivas, como por exemplo, a derrubada de uma 
árvore para poder construir uma mesa para a casa de alguém que não a tenha.
Oriente os alunos e faça as intervenções formais do texto. No final, peça que 
cada aluno leia o seu texto.
2. Recursos didáticos: Jornais, revistas, fotos, objetos diversos.
3. Comentários: Nessa atividade objetiva-se estimular o olhar poético sobre uma 
cena comum. Caso alguns alunos apresentem alguma dificuldade, instigue-os 
a ver objetos e cenas sob outra perspectiva. Mostre que os poemas nem 
sempre tem formas fixas, que não precisa de rima. Afixe os poemas em um 
mural de produções dos alunos.
Para obter mais informações, procure o apêndice.
Aquarela
Composição: Toquinho / Vinicius de Moraes / G.Morra / M.Fabrizio
Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo...
Corro o lápis em torno
Da mão e me dou uma luva
E se faço chover
Com dois riscos
Tenho um guarda-chuva...
Se um pinguinho de tinta
Cai num pedacinho
Azul do papel
Num instante imagino
Uma linda gaivota
A voar no céu...
Vai voando
Contornando a imensa
Curva Norte e Sul
Vou com ela
Viajando Havaí
Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela
Branco navegando
É tanto céu e mar
Num beijo azul...
Entre as nuvens
Vem surgindo um lindo
Avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar...
Basta imaginar e ele está
Partindo, sereno e lindo
Se a gente quiser
Ele vai pousar...
Numa folha qualquer
Eu desenho um navio de partida
Com alguns bons amigos
Bebendo de bem com a vida...
De uma América a outra
Eu consigo passar num segundo
Giro um simples compasso
E num círculo eu faço o mundo...
Um menino caminha
E caminhando chega no muro
E ali logo em frente
A esperar pela gente
O futuro está...
E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar...
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá...
Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
(Que descolorirá!)
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo
(Que descolorirá!)
Giro um simples compasso
Num círculo eu faço
O mundo
(Que descolorirá!)...
Imagem extraída do vídeo AQUARELA do site
www.mundodacrianca.com.br
Nossa irmã, a mosca
É feia e tosca
Enquanto que o mosquito
É mais bonito
É mais bonito
Nosso irmão, besouro
Que é feito de couro
Mal sabe voar
Mal sabe voar
Nossa irmã, a barata
Bichinha mais chata
É prima da borboleta
Que é uma careta
Que é uma careta
Nosso irmão, o grilo
Que vive dando estrilo
Só pra chatear
Só pra chatear
E o bicho-do-pé
Que gostoso que ele é
Quando dá coceira
Coça que não é brincadeira
E o nosso irmão carrapato
Que é um outro bicho chato
E primo-irmão do bacilo
Que é irmão tranqüilo
Que é irmão tranqüilo
E o homem que pensa tudo saber
Não sabe o jantar que os bichinhos vão 
ter
Quando o seu dia chegar
Quando o seu dia chegar
A
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LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
Os Bichinhos e o Homem
Vinicius de Moraes | Composição: Vinicius de Moraes / Toquinho
Logo após, sistematize as respostas no quadro, fazendo listas das palavras 
para cada estrofe. Abra uma discussão com os alunos, utilizando as palavras 
escolhidas e verifique se deixaram o texto coerente e se rimam com o final do 
verso anterior. Discuta com os alunos a característica da rima.
2. Recursos didáticos: Cópias do poema “Aquarela” (Anexo I). Cópias do poema 
“Canteiros” (Anexo III), lacunado.
3. Comentários: Lembrar que um poema é passível de muitas interpretações, 
assim como existem poemas sem rimas, com o mesmo valor que os demais.
Para a atividade de preenchimento das lacunas, o professor poderá utilizar 
outros poemas, de forma que não fique resumido só a preencher lacunas em 
busca de rima, mas produzir efeitos de sentido. O interessante é promover a 
interação com o que o texto diz, com coerência.
V – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGÜÍSTICA E ESCRITA.
1. Distribua cópias do poema original e peça que os alunos façam uma leitura 
silenciosa, destacando em quantas estrofes o poema está dividido.Abra uma 
discussão com os alunos sobre por que o poema se divide em estrofes. Cada 
estrofe remete a que cena da história contada? 
Utilize, agora, o poema “Por que Deus permite que as mães vão-se embora?”, 
de Carlos Drummond de Andrade, (Anexo II) e trabalhe com os alunos a 
respeito da construção do poema sem estrofes. Leve os alunos a refletirem que 
o poema pode vir com várias estruturas e que a sua temática pode ser, além de 
outros temas, voltada para um desabafo.
Em seguida, distribua com os alunos cópias do poema “Os bichinhos e o 
homem” de Vinícius de Moraes (Anexo I), e peça para que eles analisem a 
temática desse poema. Como o supostamente feio (moscas, baratas, 
besouros, carrapatos etc.) podem fazer parte de um poema de uma maneira 
criativa e com coerência, haja vista que as palavras não estão soltas, pois na 
última estrofe, esses bichos têm a sua função para o homem. Levar o aluno a 
refletir sobre o que o texto diz.
2. Recursos materiais: Cópias do poema “Aquarela”, de Toquinho/Vinícius 
(Anexo I).Cópias do poema “Os bichinhos e o homem” de Vinícius de Moraes 
(Anexo I) e do poema “Por que as mães vão-se embora?”, de Carlos Drummond 
de Andrade (Anexo II).
3. Comentários: O interessante com essa atividade a explorar as estrofes como 
um recurso de organização do texto, das temáticas tratadas. Essas estrofes 
servem para dá ritmo ao poema. No entanto, observa-se que Drummond não 
utiliza em seu poema o recurso das estrofes, mas de versos dispostos 
aleatoriamente, sugerindo uma interação próxima com o leitor, com a sua 
beleza própria. Mostrar para os alunos que uma construção de um texto 
poético não deverá ficar preso a forma de sua estrutura.
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ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
VI – Eixo de ensino | ORALIDADE E ESCRITA.
1. Proponha para os alunos a elaborarem um poema, baseados em algo que lhes 
chame a atenção. Os alunos poderão utilizar jornais, revistas ou fotos para que 
estimulem a enxergá-los de um jeito diferente do comum. Pensar nas imagens 
ou objetos em outras perspectivas, como por exemplo, a derrubada de uma 
árvore para poder construir uma mesa para a casa de alguém que não a tenha.
Oriente os alunos e faça as intervenções formais do texto. No final, peça que 
cada aluno leia o seu texto.
2. Recursos didáticos: Jornais, revistas, fotos, objetos diversos.
3. Comentários: Nessa atividade objetiva-se estimular o olhar poético sobre uma 
cena comum. Caso alguns alunos apresentem alguma dificuldade, instigue-os 
a ver objetos e cenas sob outra perspectiva. Mostre que os poemas nem 
sempre tem formas fixas, que não precisa de rima. Afixe os poemas em um 
mural de produções dos alunos.
Para obter mais informações, procure o apêndice.
Aquarela
Composição: Toquinho / Vinicius de Moraes / G.Morra / M.Fabrizio
Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo...
Corro o lápis em torno
Da mão e me dou uma luva
E se faço chover
Com dois riscos
Tenho um guarda-chuva...
Se um pinguinho de tinta
Cai num pedacinho
Azul do papel
Num instante imagino
Uma linda gaivota
A voar no céu...
Vai voando
Contornando a imensa
Curva Norte e Sul
Vou com ela
Viajando Havaí
Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela
Branco navegando
É tanto céu e mar
Num beijo azul...
Entre as nuvens
Vem surgindo um lindo
Avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar...
Basta imaginar e ele está
Partindo, sereno e lindo
Se a gente quiser
Ele vai pousar...
Numa folha qualquer
Eu desenho um navio de partida
Com alguns bons amigos
Bebendo de bem com a vida...
De uma América a outra
Eu consigo passar num segundo
Giro um simples compasso
E num círculo eu faço o mundo...
Um menino caminha
E caminhando chega no muro
E ali logo em frente
A esperar pela gente
O futuro está...
E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar...
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá...
Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
(Que descolorirá!)
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo
(Que descolorirá!)
Giro um simples compasso
Num círculo eu faço
O mundo
(Que descolorirá!)...
Imagem extraída do vídeo AQUARELA do site
www.mundodacrianca.com.br
Nossa irmã, a mosca
É feia e tosca
Enquanto que o mosquito
É mais bonito
É mais bonito
Nosso irmão, besouro
Que é feito de couro
Mal sabe voar
Mal sabe voar
Nossa irmã, a barata
Bichinha mais chata
É prima da borboleta
Que é uma careta
Que é uma careta
Nosso irmão, o grilo
Que vive dando estrilo
Só pra chatear
Só pra chatear
E o bicho-do-pé
Que gostoso que ele é
Quando dá coceira
Coça que não é brincadeira
E o nosso irmão carrapato
Que é um outro bicho chato
E primo-irmão do bacilo
Que é irmão tranqüilo
Que é irmão tranqüilo
E o homem que pensa tudo saber
Não sabe o jantar que os bichinhos vão 
ter
Quando o seu dia chegar
Quando o seu dia chegar
A
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LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
Os Bichinhos e o Homem
Vinicius de Moraes | Composição: Vinicius de Moraes / Toquinho
Fonte: http://www.literatus.blogspot.com
Anexo II
Canteiros 
(Cecília Meireles)
Quando penso em você fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa, menos a felicidade
Correm os meus dedos longos em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego já me traz contentamento
Pode ser até manhã, cedo claro feito dia
mas nada do que me dizem me faz sentir alegria
Eu só queria ter no mato um gosto de framboesa
Para correr entre os canteiros e esconder minha tristeza
Que eu ainda sou bem moço para tanta tristeza
E deixemos de coisa, cuidemos da vida,
Pois se não chega a morte ou coisa parecida
E nos arrasta moço, sem ter visto a vida.
Fonte: http://www.aindamelhor.com/poesia/poesias11-cecilia-meireles.php - acessado em 01/06/09.
Anexo III
36
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
V – NOTÍCIA DE JORNAL IMPRESSO
O gênero textual notícia alcança 
todas as camadas sociais, movimentando 
informações e, de certa forma, contribuindo 
para a formação de opinião dos leitores. Daí 
ser, esse gênero, um importante instrumento 
n o p r o c e s s o d e f o r m a ç ã o d o 
leitor/interlocutor. Por ser um texto que 
divulga, para grande contingente da 
população, um fato noticioso, este deve ser 
marcado pelo ineditismo, improbabilidade, 
interesse, apelo, empatia e o factual. Para 
os jornais, quanto mais pessoas se 
identificarem com a (s) personagem (ns) e a 
situação da notícia, mais jornais serão 
vendidos. 
O texto da notícia de jornal impresso 
é organizado da seguinte forma: título, 
“lead” e corpo. A função do título é despertar no leitor o interesse pela leitura da notícia. Assim, 
este deve apresentar uma mensagem sucinta e, algumas vezes, surpreendente, destacando-se 
graficamente do texto que se segue. A importância do título é tanta que o título mais importante 
de cada caderno do jornal é chamado de 'manchete'. O lead - do inglês que significa 'guia' ou 'o 
que vem a frente' – sempre é encontrado no primeiro parágrafo. Refere-se a um breve relato dos 
fatos e deve apresentar informações essenciais que, na teoria do jornalismo, são as perguntas 
básicas contidas nesta etapa que deverão ser respondidas na elaboração de uma matéria: o 
quê, quem, quando, onde, como e por quê. Já no corpo do texto da notícia, que correspondem 
aos demais parágrafos, são detalhados os fatos introduzidos pelo lead com ampliação de novas 
informações, organizadas em ordem cronológica ou de importância. 
Lembrar que as fotografias e as legendas têm sua parte na construção de sentidos do 
gênero notícia. Geralmente, os jornais direcionados à população menos escolarizada, utilizama imagem como resumo da notícia. Algumas vezes a leitura das notícias resume-se à leitura do 
título e da imagem, seja pela pressa ou interesse em ver determinada notícia. Então, a concisão 
do título e a escolha estratégica das imagens como fonte de informação características desse 
gênero que norteiam a seleção, por parte do leitor, de quais notícias serão lidas na íntegra.
A organização interna do texto se caracteriza pela presença de períodos curtos, frases 
na ordem direta, vocabulário usual, descrições objetivas, utilização de verbos introdutores de 
opinião, como falar, dizer, afirmar, assegurar, expressões circunstanciais de tempo, espaço, 
causa etc. que orientam as informações básicas sobre o fato noticiado que está presente no 
lead. Essas características podem ser exploradas no eixo da análise lingüística, assim como na 
leitura e para a produção do gênero.
É importante trabalhar com notícias atuais e sempre observar aspectos relacionados às 
condições de produção, como: leitor; posicionamento ideológico do jornal, que compõe a sua 
linha editorial, em que a notícia foi publicada, a parcialidade da notícia, entre outros pontos.
37
LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
Fonte: http://www.literatus.blogspot.com
Anexo II
Canteiros 
(Cecília Meireles)
Quando penso em você fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa, menos a felicidade
Correm os meus dedos longos em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego já me traz contentamento
Pode ser até manhã, cedo claro feito dia
mas nada do que me dizem me faz sentir alegria
Eu só queria ter no mato um gosto de framboesa
Para correr entre os canteiros e esconder minha tristeza
Que eu ainda sou bem moço para tanta tristeza
E deixemos de coisa, cuidemos da vida,
Pois se não chega a morte ou coisa parecida
E nos arrasta moço, sem ter visto a vida.
Fonte: http://www.aindamelhor.com/poesia/poesias11-cecilia-meireles.php - acessado em 01/06/09.
Anexo III
36
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
V – NOTÍCIA DE JORNAL IMPRESSO
O gênero textual notícia alcança 
todas as camadas sociais, movimentando 
informações e, de certa forma, contribuindo 
para a formação de opinião dos leitores. Daí 
ser, esse gênero, um importante instrumento 
n o p r o c e s s o d e f o r m a ç ã o d o 
leitor/interlocutor. Por ser um texto que 
divulga, para grande contingente da 
população, um fato noticioso, este deve ser 
marcado pelo ineditismo, improbabilidade, 
interesse, apelo, empatia e o factual. Para 
os jornais, quanto mais pessoas se 
identificarem com a (s) personagem (ns) e a 
situação da notícia, mais jornais serão 
vendidos. 
O texto da notícia de jornal impresso 
é organizado da seguinte forma: título, 
“lead” e corpo. A função do título é despertar no leitor o interesse pela leitura da notícia. Assim, 
este deve apresentar uma mensagem sucinta e, algumas vezes, surpreendente, destacando-se 
graficamente do texto que se segue. A importância do título é tanta que o título mais importante 
de cada caderno do jornal é chamado de 'manchete'. O lead - do inglês que significa 'guia' ou 'o 
que vem a frente' – sempre é encontrado no primeiro parágrafo. Refere-se a um breve relato dos 
fatos e deve apresentar informações essenciais que, na teoria do jornalismo, são as perguntas 
básicas contidas nesta etapa que deverão ser respondidas na elaboração de uma matéria: o 
quê, quem, quando, onde, como e por quê. Já no corpo do texto da notícia, que correspondem 
aos demais parágrafos, são detalhados os fatos introduzidos pelo lead com ampliação de novas 
informações, organizadas em ordem cronológica ou de importância. 
Lembrar que as fotografias e as legendas têm sua parte na construção de sentidos do 
gênero notícia. Geralmente, os jornais direcionados à população menos escolarizada, utilizam 
a imagem como resumo da notícia. Algumas vezes a leitura das notícias resume-se à leitura do 
título e da imagem, seja pela pressa ou interesse em ver determinada notícia. Então, a concisão 
do título e a escolha estratégica das imagens como fonte de informação características desse 
gênero que norteiam a seleção, por parte do leitor, de quais notícias serão lidas na íntegra.
A organização interna do texto se caracteriza pela presença de períodos curtos, frases 
na ordem direta, vocabulário usual, descrições objetivas, utilização de verbos introdutores de 
opinião, como falar, dizer, afirmar, assegurar, expressões circunstanciais de tempo, espaço, 
causa etc. que orientam as informações básicas sobre o fato noticiado que está presente no 
lead. Essas características podem ser exploradas no eixo da análise lingüística, assim como na 
leitura e para a produção do gênero.
É importante trabalhar com notícias atuais e sempre observar aspectos relacionados às 
condições de produção, como: leitor; posicionamento ideológico do jornal, que compõe a sua 
linha editorial, em que a notícia foi publicada, a parcialidade da notícia, entre outros pontos.
37
LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
Objetivos: compreender a notícia impressa como um relevante instrumento de reflexão 
sobre os fatos da nossa realidade social; interagir oralmente acerca dos diversos temas 
apresentados nas notícias lidas; identificar notícias, diferenciando-as de outros gêneros; 
discutir sobre as temáticas mais frequentes nas notícias, além das outras seções que compõem 
o jornal impresso; inferir e levantar hipóteses sobre as temáticas das noticias a partir da leitura 
dos títulos de notícias e das imagens relacionadas às notícias; identificar as características 
peculiares do gênero, como: recursos gráficos – tipos e tamanho de letras, de imagens, 
informações no lead; analisar e comparar a mesma notícia em um jornal popular e um jornal 
direcionado a uma elite, observando aspecto como vocabulário, extensão e ordem das frases, 
parcialidade no tratamento do tema etc.; produzir notícias com as características desse gênero.
SUGESTÕES DE ATIVIDADES
I – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADE.
1. Organize a sala e afixe, em locais diversos, várias notícias recentes e peça que 
os alunos circulem e leiam as notícias expostas. Após alguns minutos, tempo 
que dê para eles lerem um bom número de notícias, e oriente para que eles 
parem na notícia que mais impressionou.
Logo em seguida, pergunte: (a) como é chamado esse texto que você acabou 
de ler? (b) Você estava lendo uma história em quadrinhos? Por que não? (c) 
Qual a função desses textos que você leu? Onde podemos encontrar textos 
assim? (d) por que essa notícia o impressionou?
Após esse momento, forme pequenos grupos e distribua a crônica “Os 
jornais”, de Rubem Braga (ANEXO I). Leia junto com os alunos, abra um 
momento de discussão acerca das temáticas das notícias a partir das 
seguintes perguntas: (a) Quais tipos de notícias têm predominado nos jornais? 
Por quê? (b) Qual o significado das expressões “Será o mundo assim, uma bola 
confusa, onde acontecem unicamente desastres e desgraças?” e “ A 
impressão que a gente tem, lendo os jornais(...) é que o 'lar é um local 
destinado (...) à prática de 'uxoricídio'”. (c) O que significa o termo 
'uxoricídio'?
2. Recursos didáticos: Páginas do Recortes de notícias. Cópia da crônica de 
Rubem Braga (ANEXO I). Dicionário.
3. Comentários: O número de aulas nessa sequência dependerá do número de 
alunos na turma e do ritmo de trabalho destes. 
Deixe os alunos descobrirem o nome do gênero. Estimule a produção oral dos 
alunos, de forma que eles ativem o máximo seus conhecimentos prévios sobre 
o gênero, como também seu nível de argumentação. Exponha notícias de 
diversas temáticas (políticas, esportivas, televisivas, nacionais, internacionais 
etc.) e diversos jornais.
Sistematize as respostas dos alunos em um cartaz sobre a característica inicial 
do gênero. Esse cartaz deverá ficar exposto na sala. 
38
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
Informe ao aluno que os textos informativos vêm expressos em gêneros, como 
a reportagem, artigo de revista e que cadatexto tem um nome específico, com 
estrutura e função social diferentes. O objetivo da utilização da crônica limita-
se à exploração do tema.
II – Eixo de ensino | LEITURA.
1. Distribua um jornal impresso a cada grupo e trabalhe com os alunos a idéia de 
jornal como suporte que contém vários gêneros. Escreva no quadro as 
seguintes perguntas: (a) Um jornal é composto por vários cadernos, então, 
quantos cadernos têm o jornal que vocês estão lendo? (b) Quais temas são 
encontrados nesses cadernos? (c) Os cadernos publicados são os mesmos 
todos os dias da semana? (d) A extensão dos cadernos varia de acordo com os 
dias da semana? (e) A notícia é apenas um dos gêneros encontrados no jornal. 
Que outros gêneros podermos encontrar? (f) Qual é o texto que predomina no 
jornal? (g) Por que são utilizados diferentes tipos de letras nos títulos dos 
textos? (h) A organização gráfica do jornal (ilustrações, fotografias, gráficos, 
cabeçalhos de seções etc.) permite uma melhor localização das informações?
Os grupos deverão dispor de um tempo para responder as perguntas e, depois, 
escolher um membro do grupo para socializar as respostas.
2. Recursos didáticos: Diversos jornais usados e completos. Quadro, piloto/giz. 
Papel, lápis/caneta.
3. Comentários: É um bom momento para os alunos analisarem o jornal e 
conhecerem os cadernos que o compõem, como também perceber os 
diferentes tipos de letras, os gêneros textuais do domínio jornalístico, as 
seções, entre outros. Provavelmente os alunos irão observar que os anúncios e 
as notícias predominam, tornando-se um excelente momento para refletir 
sobre o porquê desse formato.
III – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICA.
1. Organize a sala em grupos e distribua a notícia “Suspeito de realizar sequestro 
dá aula de crime a crianças” do Jornal do Commércio (Anexo I). Leia com os 
alunos a notícia e faça perguntas orais para levantar hipóteses, fazer 
inferências e ativar o conhecimento prévio dos alunos, tais como: (a) Quem é o 
suspeito? (b) Onde, como e para quem ele dá aulas? (c) O Suspeito agiu 
sozinho? Quem o ajudou? (d) Você concorda com a forma do suspeito agir, 
tanto com as crianças, como seu modo diante da sociedade? (e) Por que o 
título da notícia está no presente do indicativo se o fato aconteceu dias antes?
Registre as informações dos grupos em um cartaz. 
2. Recursos didáticos: Cópias da notícia “Suspeito de realizar sequestro dá aula 
de crime a crianças” (Anexo I). Cartolina, piloto.
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LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
Objetivos: compreender a notícia impressa como um relevante instrumento de reflexão 
sobre os fatos da nossa realidade social; interagir oralmente acerca dos diversos temas 
apresentados nas notícias lidas; identificar notícias, diferenciando-as de outros gêneros; 
discutir sobre as temáticas mais frequentes nas notícias, além das outras seções que compõem 
o jornal impresso; inferir e levantar hipóteses sobre as temáticas das noticias a partir da leitura 
dos títulos de notícias e das imagens relacionadas às notícias; identificar as características 
peculiares do gênero, como: recursos gráficos – tipos e tamanho de letras, de imagens, 
informações no lead; analisar e comparar a mesma notícia em um jornal popular e um jornal 
direcionado a uma elite, observando aspecto como vocabulário, extensão e ordem das frases, 
parcialidade no tratamento do tema etc.; produzir notícias com as características desse gênero.
SUGESTÕES DE ATIVIDADES
I – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADE.
1. Organize a sala e afixe, em locais diversos, várias notícias recentes e peça que 
os alunos circulem e leiam as notícias expostas. Após alguns minutos, tempo 
que dê para eles lerem um bom número de notícias, e oriente para que eles 
parem na notícia que mais impressionou.
Logo em seguida, pergunte: (a) como é chamado esse texto que você acabou 
de ler? (b) Você estava lendo uma história em quadrinhos? Por que não? (c) 
Qual a função desses textos que você leu? Onde podemos encontrar textos 
assim? (d) por que essa notícia o impressionou?
Após esse momento, forme pequenos grupos e distribua a crônica “Os 
jornais”, de Rubem Braga (ANEXO I). Leia junto com os alunos, abra um 
momento de discussão acerca das temáticas das notícias a partir das 
seguintes perguntas: (a) Quais tipos de notícias têm predominado nos jornais? 
Por quê? (b) Qual o significado das expressões “Será o mundo assim, uma bola 
confusa, onde acontecem unicamente desastres e desgraças?” e “ A 
impressão que a gente tem, lendo os jornais(...) é que o 'lar é um local 
destinado (...) à prática de 'uxoricídio'”. (c) O que significa o termo 
'uxoricídio'?
2. Recursos didáticos: Páginas do Recortes de notícias. Cópia da crônica de 
Rubem Braga (ANEXO I). Dicionário.
3. Comentários: O número de aulas nessa sequência dependerá do número de 
alunos na turma e do ritmo de trabalho destes. 
Deixe os alunos descobrirem o nome do gênero. Estimule a produção oral dos 
alunos, de forma que eles ativem o máximo seus conhecimentos prévios sobre 
o gênero, como também seu nível de argumentação. Exponha notícias de 
diversas temáticas (políticas, esportivas, televisivas, nacionais, internacionais 
etc.) e diversos jornais.
Sistematize as respostas dos alunos em um cartaz sobre a característica inicial 
do gênero. Esse cartaz deverá ficar exposto na sala. 
38
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
Informe ao aluno que os textos informativos vêm expressos em gêneros, como 
a reportagem, artigo de revista e que cada texto tem um nome específico, com 
estrutura e função social diferentes. O objetivo da utilização da crônica limita-
se à exploração do tema.
II – Eixo de ensino | LEITURA.
1. Distribua um jornal impresso a cada grupo e trabalhe com os alunos a idéia de 
jornal como suporte que contém vários gêneros. Escreva no quadro as 
seguintes perguntas: (a) Um jornal é composto por vários cadernos, então, 
quantos cadernos têm o jornal que vocês estão lendo? (b) Quais temas são 
encontrados nesses cadernos? (c) Os cadernos publicados são os mesmos 
todos os dias da semana? (d) A extensão dos cadernos varia de acordo com os 
dias da semana? (e) A notícia é apenas um dos gêneros encontrados no jornal. 
Que outros gêneros podermos encontrar? (f) Qual é o texto que predomina no 
jornal? (g) Por que são utilizados diferentes tipos de letras nos títulos dos 
textos? (h) A organização gráfica do jornal (ilustrações, fotografias, gráficos, 
cabeçalhos de seções etc.) permite uma melhor localização das informações?
Os grupos deverão dispor de um tempo para responder as perguntas e, depois, 
escolher um membro do grupo para socializar as respostas.
2. Recursos didáticos: Diversos jornais usados e completos. Quadro, piloto/giz. 
Papel, lápis/caneta.
3. Comentários: É um bom momento para os alunos analisarem o jornal e 
conhecerem os cadernos que o compõem, como também perceber os 
diferentes tipos de letras, os gêneros textuais do domínio jornalístico, as 
seções, entre outros. Provavelmente os alunos irão observar que os anúncios e 
as notícias predominam, tornando-se um excelente momento para refletir 
sobre o porquê desse formato.
III – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICA.
1. Organize a sala em grupos e distribua a notícia “Suspeito de realizar sequestro 
dá aula de crime a crianças” do Jornal do Commércio (Anexo I). Leia com os 
alunos a notícia e faça perguntas orais para levantar hipóteses, fazer 
inferências e ativar o conhecimento prévio dos alunos, tais como: (a) Quem é o 
suspeito? (b) Onde, como e para quem ele dá aulas? (c) O Suspeito agiu 
sozinho? Quem o ajudou? (d) Você concorda com a forma do suspeito agir, 
tanto com as crianças, como seu modo diante da sociedade? (e) Por que o 
título da notícia está no presente do indicativo se o fato aconteceu dias antes?
Registre as informações dos grupos em um cartaz. 
2. Recursos didáticos: Cópias da notícia “Suspeito de realizar sequestro dá aula 
de crime a crianças” (Anexo I). Cartolina, piloto.
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LÍNGUAPORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
3. Comentários: Os jornais utilizam no título das notícias de jornais impressos o 
verbo no presente do indicativo com o propósito de estabelecer uma maior 
aproximação entre o leitor com o fato, assim como evidencia que a notícia é 
recente.
Para caracterizar o gênero “notícia”, faça com os alunos uma reflexão sobre o 
lead, que é o primeiro parágrafo do texto.
IV – Eixo de ensino | LEITURA E ESCRITA.
1. Entregue aos grupos uma imagem retirada de uma notícia de jornal. Os alunos 
deverão fazer a leitura da imagem e elaborar um possível título daquela 
notícia. Logo após, leia o título original para verificar o grupo que mais se 
aproximou.
Em seguida, distribua com os grupos uma legenda de uma foto de alguma 
notícia, com legendas diferentes para cada grupo. Cada grupo faz a leitura e, 
depois, poderá desenhar ou recortar de algum jornal ou revista uma imagem 
que represente aquela legenda. Ao término dessa tarefa, cada grupo socializa 
sua produção.
2. Recursos didáticos: Fotos de notícias. Recortes de legendas de fotos de 
notícias e suas imagens. Revistas. Lápis de cores diversas, tesouras, cola, 
papel ofício.
3. Comentários: Explorar a relação da imagem com o fato noticiado. Mostrar para 
os alunos que a utilização de uma foto ou ilustração é uma das características 
de várias notícias. É interessante colocar as características encontradas no 
cartaz de caracterização. 
V – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICA.
1. Distribua com cada grupo uma notícia sobre um mesmo fato, publicada em 
jornais diferentes. Escolha um jornal de cunho popular, outro voltado para um 
público de maior escolaridade. Os alunos deverão ler as notícias e escrever as 
diferenças encontradas. Faça as seguintes perguntes: (a) Quais os fatos que 
merecem destaques nas duas notícias? (b) Verificou se há diferenças na 
apresentação dos fatos? A linguagem utilizada pelos jornalistas é diferente? 
(c) Por que essas diferenças existem?
Socialize oralmente as conclusões de cada grupo.
Leve em conta que os jornais poderão utilizar vocabulário usual ou informal. 
As frases tendem a ser curtas para facilitar a leitura. No entanto, no jornal 
popular é considerável a presença do humor ou do sensacionalismo na 
abordagem de certas notícias, o que contraria a máxima da imparcialidade 
característica desse gênero.
2. Recursos didáticos: Notícias de jornais diversos.
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ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
3. Comentários: Essa atividade propicia o aluno a refletir acerca da relação jornal 
e público-alvo, fazendo com que essa relação marque a escrita de uma 
determinada notícia. O público-alvo de uma notícia é um item fundamental a 
se levar em conta. Observa-se, com isso, a escolha lexical e a ideologia de cada 
jornal. 
Cada fase da caracterização deverá ser anotada em um cartaz, para 
posteriormente, ser utilizada pelo aluno na produção final.
VI – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGÜÍSTICA.
1. Nessa atividade, discuta com os alunos se eles sabem o que é uma greve e 
quem poderá fazê-la. Logo em seguida, entregue a cada grupo um papel com 
os seguintes números: 1.700 – 22h – 190 mil – 5h às 8h30 e 16h às 20h – 
12% - 4% - 8% - 50% - 80% .
Questione seus alunos sobre o que se referem esses números em relação ao 
contexto de uma greve. Após esse momento, distribua aos seus alunos a 
notícia “Metrô do Recife em greve por 2 dias”, do Jornal do Commércio 
(ANEXO II) , e mande eles lerem a notícias e localizar os dados relacionados a 
cada número analisado anteriormente. Os grupos deverão socializar suas 
respostas e verificar se as hipóteses e inferências levantadas sobre os 
números se aproximaram dos fatos relativos a notícia. 
Abra uma discussão com os alunos sobre esses números, assim: (a) Será que a 
notícia funcionaria com o mesmo impacto sem a presença desses números? 
(b) Por que há essa exposição de números na notícia e em outras?
É importante levantar questões acerca da relação do título com o texto. A 
palavra 'Metrô' do título se refere a quê? Quem está em greve? O Metrô ou os 
funcionários? Por que não utilizar a expressão 'funcionários do Metrô em 
greve'?
2. Recursos didáticos: Papel com os números. Cópias da notícia “Metrô do 
Recife em greve por 2 dias”, do Jornal do Commércio (ANEXO II). Papel, lápis.
3. Comentários: Os números na notícia exercem uma função discursiva de suma 
importância, pois dá credibilidade e confiabilidade ao fato noticiado. No caso 
dessa notícia, os números dão credibilidade e precisão ao fato. É interessante 
trabalhar com os alunos a questão da economia do espaço para noticiar os 
fatos. No caso do título, a utilização do termo 'metrô' acompanhado dos 
funcionários, que efetivamente é que estão em greve, surte o mesmo efeito, 
sobretudo mais contundente, pois o que interessa para a população é o fato do 
meio de transporte 'metro' não funcionar em tais horários por conta da greve 
dos funcionários do mesmo.
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LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
3. Comentários: Os jornais utilizam no título das notícias de jornais impressos o 
verbo no presente do indicativo com o propósito de estabelecer uma maior 
aproximação entre o leitor com o fato, assim como evidencia que a notícia é 
recente.
Para caracterizar o gênero “notícia”, faça com os alunos uma reflexão sobre o 
lead, que é o primeiro parágrafo do texto.
IV – Eixo de ensino | LEITURA E ESCRITA.
1. Entregue aos grupos uma imagem retirada de uma notícia de jornal. Os alunos 
deverão fazer a leitura da imagem e elaborar um possível título daquela 
notícia. Logo após, leia o título original para verificar o grupo que mais se 
aproximou.
Em seguida, distribua com os grupos uma legenda de uma foto de alguma 
notícia, com legendas diferentes para cada grupo. Cada grupo faz a leitura e, 
depois, poderá desenhar ou recortar de algum jornal ou revista uma imagem 
que represente aquela legenda. Ao término dessa tarefa, cada grupo socializa 
sua produção.
2. Recursos didáticos: Fotos de notícias. Recortes de legendas de fotos de 
notícias e suas imagens. Revistas. Lápis de cores diversas, tesouras, cola, 
papel ofício.
3. Comentários: Explorar a relação da imagem com o fato noticiado. Mostrar para 
os alunos que a utilização de uma foto ou ilustração é uma das características 
de várias notícias. É interessante colocar as características encontradas no 
cartaz de caracterização. 
V – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICA.
1. Distribua com cada grupo uma notícia sobre um mesmo fato, publicada em 
jornais diferentes. Escolha um jornal de cunho popular, outro voltado para um 
público de maior escolaridade. Os alunos deverão ler as notícias e escrever as 
diferenças encontradas. Faça as seguintes perguntes: (a) Quais os fatos que 
merecem destaques nas duas notícias? (b) Verificou se há diferenças na 
apresentação dos fatos? A linguagem utilizada pelos jornalistas é diferente? 
(c) Por que essas diferenças existem?
Socialize oralmente as conclusões de cada grupo.
Leve em conta que os jornais poderão utilizar vocabulário usual ou informal. 
As frases tendem a ser curtas para facilitar a leitura. No entanto, no jornal 
popular é considerável a presença do humor ou do sensacionalismo na 
abordagem de certas notícias, o que contraria a máxima da imparcialidade 
característica desse gênero.
2. Recursos didáticos: Notícias de jornais diversos.
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ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
3. Comentários: Essa atividade propicia o aluno a refletir acerca da relação jornal 
e público-alvo, fazendo com que essa relação marque a escrita de uma 
determinada notícia. O público-alvo de uma notícia é um item fundamental a 
se levar em conta. Observa-se, com isso, a escolha lexical e a ideologia de cada 
jornal. 
Cada fase da caracterização deverá ser anotada em um cartaz, para 
posteriormente, ser utilizada pelo aluno na produção final.
VI – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGÜÍSTICA.
1. Nessa atividade, discuta com os alunos se eles sabem o que é uma greve e 
quem poderáfazê-la. Logo em seguida, entregue a cada grupo um papel com 
os seguintes números: 1.700 – 22h – 190 mil – 5h às 8h30 e 16h às 20h – 
12% - 4% - 8% - 50% - 80% .
Questione seus alunos sobre o que se referem esses números em relação ao 
contexto de uma greve. Após esse momento, distribua aos seus alunos a 
notícia “Metrô do Recife em greve por 2 dias”, do Jornal do Commércio 
(ANEXO II) , e mande eles lerem a notícias e localizar os dados relacionados a 
cada número analisado anteriormente. Os grupos deverão socializar suas 
respostas e verificar se as hipóteses e inferências levantadas sobre os 
números se aproximaram dos fatos relativos a notícia. 
Abra uma discussão com os alunos sobre esses números, assim: (a) Será que a 
notícia funcionaria com o mesmo impacto sem a presença desses números? 
(b) Por que há essa exposição de números na notícia e em outras?
É importante levantar questões acerca da relação do título com o texto. A 
palavra 'Metrô' do título se refere a quê? Quem está em greve? O Metrô ou os 
funcionários? Por que não utilizar a expressão 'funcionários do Metrô em 
greve'?
2. Recursos didáticos: Papel com os números. Cópias da notícia “Metrô do 
Recife em greve por 2 dias”, do Jornal do Commércio (ANEXO II). Papel, lápis.
3. Comentários: Os números na notícia exercem uma função discursiva de suma 
importância, pois dá credibilidade e confiabilidade ao fato noticiado. No caso 
dessa notícia, os números dão credibilidade e precisão ao fato. É interessante 
trabalhar com os alunos a questão da economia do espaço para noticiar os 
fatos. No caso do título, a utilização do termo 'metrô' acompanhado dos 
funcionários, que efetivamente é que estão em greve, surte o mesmo efeito, 
sobretudo mais contundente, pois o que interessa para a população é o fato do 
meio de transporte 'metro' não funcionar em tais horários por conta da greve 
dos funcionários do mesmo.
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LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
VII – Eixo de ensino | ESCRITA.
1. Peça para os alunos produzirem uma notícia a partir de um fato de sua 
comunidade. Poderá ser em grupo, de maneira que cada um fique com uma 
função, das imagens, manchetes, títulos, legendas etc.
Em outro momento, faça a análise das produções, junto com os alunos, 
orientados pelas informações do cartaz de caracterização do gênero notícia. 
Após a revisão, oriente-os quanto à reescrita.
2. Recursos didáticos: Papel e lápis. Gravuras e fotos.
3. Comentários: Os alunos deverão ficar atentos quanto ao cartaz com a 
caracterização do gênero, como uma orientação. Se o professor julgar 
necessário, escolher algumas notícias produzidas pelos alunos e colocar em 
um painel, de forma que todos da escola possam ler.
Para obter mais informações, procure o apêndice.
Anexo I
Fo
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e:
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ci
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ju
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o 
de
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.
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Anexo II
Fonte: Jornal do Commércio, 06 de junho de 2009.
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ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
VII – Eixo de ensino | ESCRITA.
1. Peça para os alunos produzirem uma notícia a partir de um fato de sua 
comunidade. Poderá ser em grupo, de maneira que cada um fique com uma 
função, das imagens, manchetes, títulos, legendas etc.
Em outro momento, faça a análise das produções, junto com os alunos, 
orientados pelas informações do cartaz de caracterização do gênero notícia. 
Após a revisão, oriente-os quanto à reescrita.
2. Recursos didáticos: Papel e lápis. Gravuras e fotos.
3. Comentários: Os alunos deverão ficar atentos quanto ao cartaz com a 
caracterização do gênero, como uma orientação. Se o professor julgar 
necessário, escolher algumas notícias produzidas pelos alunos e colocar em 
um painel, de forma que todos da escola possam ler.
Para obter mais informações, procure o apêndice.
Anexo I
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Anexo II
Fonte: Jornal do Commércio, 06 de junho de 2009.
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ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
VI – TIRA EM QUADRINHOS
A tira em quadrinho surgiu no espaço do suporte de jornal, estendendo-se, 
posteriormente, para revistas, livros didáticos, sites etc. Esse gênero discursivo propicia 
análises em diversas perspectivas, haja vista representar pequenas narrativas e por se 
estruturar a partir de dois códigos – o verbal e o não-verbal -, aproveitando a combinação entre 
falas, expressões e gestos das personagens, além de privilegiar a situação contextual pelo seu 
aspecto Assim, a Tira em quadrinhos lida com duas importantes modalidades de 
comunicação: palavras e imagens. Uma modalidade deve estar em harmonia com a outra para 
que haja uma comunicação eficaz.
Nesse gênero, os personagens agem, dialogam e pensam, sendo suas falas e 
pensamentos apresentados através de balões. Apresenta um grau acentuado de informalidade 
e de interatividade, tais como o uso de interjeições, pontuação expressiva – exclamações, 
reticências, interrogações alongadas etc. -, além de outros recursos gráficos, como o uso de 
negrito, tamanhos e formatos diversos de letras, de certos símbolos – estrelas, que representam 
dor; formatos diferentes de balões – em forma de nuvem, para pensamentos e sonhos; balões 
pontilhados para falas sussurradas.
A Tira se caracteriza por ter uma narrativa contada em poucos quadros, geralmente de 
um a cinco e traz no seu bojo um caráter humorístico e crítico, alcançado através de estratégias 
específicas, como a quebra de expectativa, que consiste em um final inesperado, provocando o 
riso. Assim, a leitura de tiras exige a ativação de estratégias de leitura, que ativem 
conhecimentos de mundo, inferências, relações entre textos para a construção de sentidos.
As temáticas trabalhadas são, por excelência, variadas, voltadas para públicos leitores 
diferenciados, desde adultos até crianças. Algumas tiras realizam sátira política e social com 
personagens que corporificam estereótipos, alguns modos de pensar e de agir comuns em 
nossa sociedade.
Dessa forma, acreditamos que o caráter satírico desse gênero incentiva na formação de 
leitores nessa série, por possibilitar o estabelecimento de relações entre a temática e a crítica 
social subentendida na história narrada, de maneira que se discutam, em sala de aula, 
questões éticas, políticas, culturais, sociais etc. 
interacional. 
45
LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
44
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
No âmbito linguístico-discursivo, o registro informal de linguagem é o mais comum, 
aproximando-se da conversa cotidiana. A pontuação utilizada nessas tiras, geralmente assume 
um caráter expressivo que apontam emoções sentidas pelos personagens. Normalmente não há 
narrador, assim o leitor só conta com a expressão facial e corporal dos personagens, junto à 
pontuação utilizada e o que é dito pelos personagens. Outro recurso importante para manter a 
interatividade e o envolvimento entre leitor e texto são as onomatopeias, pois tentam imitar os 
sons produzidos pelos personagens e os ruídos que ocorrem no contexto da história. 
Portanto, ao promover o estudo do gênero tiras, na perspectiva lingüístico-discursiva, 
estaremos contribuindo na formação de leitores críticos, de forma lúdica e com humor.
Objetivos: refletir sobre a relação entre texto verbal, não-verbal e imagens na 
construção de sentidos; perceber estratégias de produção de humor quebra de expectativa, 
ironia, duplo sentido etc.; ler criticamente tiras, refletindo sobre a crítica social apresentada; 
produzir final coerente de tira, articulando entre a imagem e texto verbal e efeito de humor; 
produzir tiras como atividade de produção e reescrita de texto.
SUGESTÕES DE ATIVIDADES
I – Eixo de ensino | LEITURA, ORALIDADE E ANÁLISE LINGUÍSTICA.
1. Distribua para os alunos tarjas com nomes de personagens de tiras em 
quadrinhos ( Turma da Mônica, Hagar, Mafalda, Níquel Náusea etc.) e 
solicite que eles se organizem em grupos de acordo com o nomedos 
personagens recebidos. Questione se os alunos conhecem os personagens 
que receberam, onde podemos encontrá-los, de que personagem mais 
gostam e o porquê.
Em seguida, distribua tiras variadas para os alunos. Estes irão fazer a leitura 
de suas tiras e analisá-las para verificar suas características estruturais e 
linguísticas. Provoque-os com as perguntas: (a) Onde podemos encontrar as 
tiras? (b) Que elementos linguísticos constituem as tiras? (c) Quais recursos 
gráficos estão presentes nas tiras? (d) As tiras utilizam recursos do humor para 
fazer crítica social? – trabalhar a função social da crítica.
No momento da análise, os grupos receberão tarjas para anotarem as 
características formais, estruturais, linguísticas e discursivas do gênero para 
montagem do painel de caracterizações.
2. Recursos didáticos: Tarjas em cartolina com nomes de personagens de tiras 
em quadrinhos. Cartolina, piloto. Cópias de tiras em quadrinhos. Tarjas de 
cartolina.
3. Comentários: O número de aulas nessa sequência dependerá do número de 
alunos na turma e do ritmo de trabalho destes.
Essa atividade, a princípio, servirá para organizar os grupos e introduzi-los no 
universo dos personagens das tiras em quadrinhos. Para que a atividade tenha 
VI – TIRA EM QUADRINHOS
A tira em quadrinho surgiu no espaço do suporte de jornal, estendendo-se, 
posteriormente, para revistas, livros didáticos, sites etc. Esse gênero discursivo propicia 
análises em diversas perspectivas, haja vista representar pequenas narrativas e por se 
estruturar a partir de dois códigos – o verbal e o não-verbal -, aproveitando a combinação entre 
falas, expressões e gestos das personagens, além de privilegiar a situação contextual pelo seu 
aspecto Assim, a Tira em quadrinhos lida com duas importantes modalidades de 
comunicação: palavras e imagens. Uma modalidade deve estar em harmonia com a outra para 
que haja uma comunicação eficaz.
Nesse gênero, os personagens agem, dialogam e pensam, sendo suas falas e 
pensamentos apresentados através de balões. Apresenta um grau acentuado de informalidade 
e de interatividade, tais como o uso de interjeições, pontuação expressiva – exclamações, 
reticências, interrogações alongadas etc. -, além de outros recursos gráficos, como o uso de 
negrito, tamanhos e formatos diversos de letras, de certos símbolos – estrelas, que representam 
dor; formatos diferentes de balões – em forma de nuvem, para pensamentos e sonhos; balões 
pontilhados para falas sussurradas.
A Tira se caracteriza por ter uma narrativa contada em poucos quadros, geralmente de 
um a cinco e traz no seu bojo um caráter humorístico e crítico, alcançado através de estratégias 
específicas, como a quebra de expectativa, que consiste em um final inesperado, provocando o 
riso. Assim, a leitura de tiras exige a ativação de estratégias de leitura, que ativem 
conhecimentos de mundo, inferências, relações entre textos para a construção de sentidos.
As temáticas trabalhadas são, por excelência, variadas, voltadas para públicos leitores 
diferenciados, desde adultos até crianças. Algumas tiras realizam sátira política e social com 
personagens que corporificam estereótipos, alguns modos de pensar e de agir comuns em 
nossa sociedade.
Dessa forma, acreditamos que o caráter satírico desse gênero incentiva na formação de 
leitores nessa série, por possibilitar o estabelecimento de relações entre a temática e a crítica 
social subentendida na história narrada, de maneira que se discutam, em sala de aula, 
questões éticas, políticas, culturais, sociais etc. 
interacional. 
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ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
No âmbito linguístico-discursivo, o registro informal de linguagem é o mais comum, 
aproximando-se da conversa cotidiana. A pontuação utilizada nessas tiras, geralmente assume 
um caráter expressivo que apontam emoções sentidas pelos personagens. Normalmente não há 
narrador, assim o leitor só conta com a expressão facial e corporal dos personagens, junto à 
pontuação utilizada e o que é dito pelos personagens. Outro recurso importante para manter a 
interatividade e o envolvimento entre leitor e texto são as onomatopeias, pois tentam imitar os 
sons produzidos pelos personagens e os ruídos que ocorrem no contexto da história. 
Portanto, ao promover o estudo do gênero tiras, na perspectiva lingüístico-discursiva, 
estaremos contribuindo na formação de leitores críticos, de forma lúdica e com humor.
Objetivos: refletir sobre a relação entre texto verbal, não-verbal e imagens na 
construção de sentidos; perceber estratégias de produção de humor quebra de expectativa, 
ironia, duplo sentido etc.; ler criticamente tiras, refletindo sobre a crítica social apresentada; 
produzir final coerente de tira, articulando entre a imagem e texto verbal e efeito de humor; 
produzir tiras como atividade de produção e reescrita de texto.
SUGESTÕES DE ATIVIDADES
I – Eixo de ensino | LEITURA, ORALIDADE E ANÁLISE LINGUÍSTICA.
1. Distribua para os alunos tarjas com nomes de personagens de tiras em 
quadrinhos ( Turma da Mônica, Hagar, Mafalda, Níquel Náusea etc.) e 
solicite que eles se organizem em grupos de acordo com o nome dos 
personagens recebidos. Questione se os alunos conhecem os personagens 
que receberam, onde podemos encontrá-los, de que personagem mais 
gostam e o porquê.
Em seguida, distribua tiras variadas para os alunos. Estes irão fazer a leitura 
de suas tiras e analisá-las para verificar suas características estruturais e 
linguísticas. Provoque-os com as perguntas: (a) Onde podemos encontrar as 
tiras? (b) Que elementos linguísticos constituem as tiras? (c) Quais recursos 
gráficos estão presentes nas tiras? (d) As tiras utilizam recursos do humor para 
fazer crítica social? – trabalhar a função social da crítica.
No momento da análise, os grupos receberão tarjas para anotarem as 
características formais, estruturais, linguísticas e discursivas do gênero para 
montagem do painel de caracterizações.
2. Recursos didáticos: Tarjas em cartolina com nomes de personagens de tiras 
em quadrinhos. Cartolina, piloto. Cópias de tiras em quadrinhos. Tarjas de 
cartolina.
3. Comentários: O número de aulas nessa sequência dependerá do número de 
alunos na turma e do ritmo de trabalho destes.
Essa atividade, a princípio, servirá para organizar os grupos e introduzi-los no 
universo dos personagens das tiras em quadrinhos. Para que a atividade tenha 
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ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
êxito, é importante distribuir não só tiras de humor, mas também tiras que 
fazem crítica social. Se necessário, leve para a sala alguns suportes onde 
essas tiras se ancoram, como: gibis, jornais e revistas, livros até na internet.
II – Eixo de ensino | LEITURA E ESCRITA.
1. Distribua aos grupos tiras de personagens diversos, coladas em um papel. Os 
alunos deverão enfocar os personagens através do seu comportamento e das 
suas atitudes. Logo em seguida, eles irão analisar as tiras, identificando e 
listando traços da personalidade de cada personagem enfocado. Após essa 
análise, os alunos farão uma lista e apresentarão para a sala. Promova uma 
discussão acerca dessas personalidades. 
Em seguida, selecione três tiras de personagens diferentes e distribua aos 
alunos. O último balão destas tiras deverá estar vazio. Estimule os alunos, em 
grupo, a fazerem um final para as tiras, completando o balão, utilizando o 
humor e a produção de sentido do texto. 
Para finalizar essa atividade, utilize as tiras originais e mostre aos alunos para 
que eles façam a comparação com os finais que produziram, verificando se 
produziram humor através das quebras de expectativas.
2. Recursos didáticos: Tiras em quadrinhos diversos. Papel, lápis e caneta.
3. Comentários: É interessante trabalhar um pouco a história dos personagens 
das tiras. Observe se os alunos percebem quando se dá a quebra de 
expectativa, e, por conseguinte, como se constrói o humor a partir dessa 
quebra. Veja o caso, por exemplo, da tiraem quadrinho de Mônica, Cebolinha 
e Cascão, no Anexo II.
III– Eixo de ensino | ESCRITA.
1. Com a sala organizada em grupos, distribua algumas tiras com seus balões 
sem nenhuma fala. Como já foi trabalhado sobre os personagens, peça para os 
alunos produzir as falas dos personagens, verificando a coerência que se 
estabelece dos elementos verbais e não-verbais, produzindo humor e sentido.
2. Recursos didáticos: Cópias de tiras. Papel, lápis e caneta.
3. Comentários: Lembre aos alunos que a produção do texto verbal das tiras é 
próxima da conversação informal, pois se assemelha ao diálogo face a face, 
como pode ser verificado no anexo I.
IV – Eixo de ensino | ANÁLISE LINGUÍSTICA E ESCRITA.
1. Nessa atividade, entregue aos grupos tiras com presença da linguagem não-
verbal nos primeiros balões e, no último quadro, com um balão vazio, no qual 
os alunos darão voz, fazendo a leitura dos elementos não-verbais, além de 
47
LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
provocar o humor e sentido. Depois, produzirão a linguagem verbal no último 
balão.
Veja nos anexos II e III exemplos de tira com predominância da linguagem 
não-verbal.
2. Recursos didáticos: Cópias de tiras. Papel, caneta, lápis.
3. Comentários: Essa atividade propicia o trabalho com a leitura do texto verbal e 
não-verbal, formas características desse gênero, que vai além das entrelinhas, 
toda a leitura das imagens, efeitos gráficos etc.
V – Eixo de ensino | ESCRITA E ANÁLISE LINGUÍSTICA.
1. Solicite aos grupos que escolham o personagem de que mais gostaram. Após 
esse momento, oriente-os a ampliar os diálogos presentes nas tiras escolhidas, 
desenvolvendo uma história, com final a cargo dos alunos.
Com as produções feitas, os alunos socializarão a produção de texto de cada 
grupo. Em seguida, peça aos alunos que produzam suas tiras, criando 
personagens, dando-lhes nomes, características pessoais e ideológicas, que 
produzam histórias com críticas sociais, de forma humorada.
2. Recursos didáticos: Papel, lápis.
3. Comentários: Oriente-os quanto aos gestos, à expressão, os objetos, os 
cenários como recursos que reproduzem as imagens das tiras. Trabalhe a 
reescrita, pois esse trabalho deverá ser afixado em um painel, na sala.
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ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
êxito, é importante distribuir não só tiras de humor, mas também tiras que 
fazem crítica social. Se necessário, leve para a sala alguns suportes onde 
essas tiras se ancoram, como: gibis, jornais e revistas, livros até na internet.
II – Eixo de ensino | LEITURA E ESCRITA.
1. Distribua aos grupos tiras de personagens diversos, coladas em um papel. Os 
alunos deverão enfocar os personagens através do seu comportamento e das 
suas atitudes. Logo em seguida, eles irão analisar as tiras, identificando e 
listando traços da personalidade de cada personagem enfocado. Após essa 
análise, os alunos farão uma lista e apresentarão para a sala. Promova uma 
discussão acerca dessas personalidades. 
Em seguida, selecione três tiras de personagens diferentes e distribua aos 
alunos. O último balão destas tiras deverá estar vazio. Estimule os alunos, em 
grupo, a fazerem um final para as tiras, completando o balão, utilizando o 
humor e a produção de sentido do texto. 
Para finalizar essa atividade, utilize as tiras originais e mostre aos alunos para 
que eles façam a comparação com os finais que produziram, verificando se 
produziram humor através das quebras de expectativas.
2. Recursos didáticos: Tiras em quadrinhos diversos. Papel, lápis e caneta.
3. Comentários: É interessante trabalhar um pouco a história dos personagens 
das tiras. Observe se os alunos percebem quando se dá a quebra de 
expectativa, e, por conseguinte, como se constrói o humor a partir dessa 
quebra. Veja o caso, por exemplo, da tira em quadrinho de Mônica, Cebolinha 
e Cascão, no Anexo II.
III– Eixo de ensino | ESCRITA.
1. Com a sala organizada em grupos, distribua algumas tiras com seus balões 
sem nenhuma fala. Como já foi trabalhado sobre os personagens, peça para os 
alunos produzir as falas dos personagens, verificando a coerência que se 
estabelece dos elementos verbais e não-verbais, produzindo humor e sentido.
2. Recursos didáticos: Cópias de tiras. Papel, lápis e caneta.
3. Comentários: Lembre aos alunos que a produção do texto verbal das tiras é 
próxima da conversação informal, pois se assemelha ao diálogo face a face, 
como pode ser verificado no anexo I.
IV – Eixo de ensino | ANÁLISE LINGUÍSTICA E ESCRITA.
1. Nessa atividade, entregue aos grupos tiras com presença da linguagem não-
verbal nos primeiros balões e, no último quadro, com um balão vazio, no qual 
os alunos darão voz, fazendo a leitura dos elementos não-verbais, além de 
47
LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
provocar o humor e sentido. Depois, produzirão a linguagem verbal no último 
balão.
Veja nos anexos II e III exemplos de tira com predominância da linguagem 
não-verbal.
2. Recursos didáticos: Cópias de tiras. Papel, caneta, lápis.
3. Comentários: Essa atividade propicia o trabalho com a leitura do texto verbal e 
não-verbal, formas características desse gênero, que vai além das entrelinhas, 
toda a leitura das imagens, efeitos gráficos etc.
V – Eixo de ensino | ESCRITA E ANÁLISE LINGUÍSTICA.
1. Solicite aos grupos que escolham o personagem de que mais gostaram. Após 
esse momento, oriente-os a ampliar os diálogos presentes nas tiras escolhidas, 
desenvolvendo uma história, com final a cargo dos alunos.
Com as produções feitas, os alunos socializarão a produção de texto de cada 
grupo. Em seguida, peça aos alunos que produzam suas tiras, criando 
personagens, dando-lhes nomes, características pessoais e ideológicas, que 
produzam histórias com críticas sociais, de forma humorada.
2. Recursos didáticos: Papel, lápis.
3. Comentários: Oriente-os quanto aos gestos, à expressão, os objetos, os 
cenários como recursos que reproduzem as imagens das tiras. Trabalhe a 
reescrita, pois esse trabalho deverá ser afixado em um painel, na sala.
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ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
Anexo I
Anexo III
Anexo II
 Fonte: www.monica.com.br/comics/tirinhas.htm - acessado em 01/06/09
 Fonte: www.monica.com.br/comics/tirinhas.htm - acessado em 01/06/09
 Fonte: www.monica.com.br/comics/tirinhas.htm - acessado em 01/06/09
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LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
APÊNDICE
I – CRÔNICAS
As crônicas podem ser encontradas em jornais, revistas e internet. Algumas delas são compiladas 
em livros. A seguir, algumas obras, como:
ANDRADE, Carlos Drummond de et al. Crônicas I. São Paulo: Ática, 2002.
ASSIS, Machado de. Fuga do Hospício. São Paulo: Ática, 203. (Coleção Para Gostar de Ler).
BORBA FILHO, Hermilo. Louvações, encantamento e outras crônicas. Recife: Bagaço, 2000.
NOVAIS, Carlos Eduardo et al. Crônicas 6. São Paulo: Ática, 2002.
SÁ, Jorge de. Crônica. São Paulo: Ática.
SABINO, Fernando. Cara ou coroa? São Paulo: Ática, 2000. ( Coleção Para Gostar de Ler).
VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comédias para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
Sites:
http://www.almacarioca.com.br/cronicas.htm
http://www.wikipedia.org/wiki/Cr%C3%B3nica
http://www.tvcultura.com.br/aloescola/literatura/cronicas/index.htm
http://www.pensador.info/p/cronicas_de_luiz_fernando_verissimo/1/
Pesquisa:
CANDIDO, Antonio et al. A Crônica: o gênero, sua fixação e suas transformações no Brasil. 
Campinas/Rio de Janeiro: UNICAMP, 1992.
II – FÁBULA
As fábulas poderão ser encontradas em:
ESOPO. Fábulas. São Paulo; Martin Claret, 2006.
FERNANDES, Millôr. Fábulas fabulosas. Rio de Janeiro: Nórdica, 1997.
FERNANDES, Millôr. Novas Fábulas Fabulosas. Rio de Janeiro: Desiderata, 2007.
LA FONTAINE, Jean de. Fábulas. São Paulo: Martin Claret, 2005.
LOBATO, Monteiro. Fábulas. São Paulo; Brasiliense, 1995.
MORAVIA, Alberto. Histórias da pré-história. Tradução de Nilson Moulin. São Paulo: Editora 34, 
2003.
Sites:
http://www.contandohistoria.com/fabulas.htm.
http://criancas.uol.com.br/historias/fabulas/
http://www.helenamonteiro.com/fabulas/fabulas.htmhttp://www.angela-lago.com.br/3FabulaA.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A1bula
http://www.metaforas.com.br/infantis/default.asp
Pesquisa:
DEZOTTI, Maria Celeste Consolin. A tradição da fábula: de esopo a La Fontaine. São Paulo: IMESP, 
2003.
FÁVERO, Leonor Lopes. Paródia e dialogismo. In: BARROS, Diana Luz Pessoa & FIORIN, José Luiz 
(org.). Dialogismo, polifonia e intertextualidade: em torno de Mikhail Bakhtin. São Paulo: EDUSP, 
2003.
Sites:
BAGNO, Mascos. Fábulas fabulosas. Disponível em: http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2002/
http://www.redebrasil.tv.br/salto/boletins2005/
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ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
Anexo I
Anexo III
Anexo II
 Fonte: www.monica.com.br/comics/tirinhas.htm - acessado em 01/06/09
 Fonte: www.monica.com.br/comics/tirinhas.htm - acessado em 01/06/09
 Fonte: www.monica.com.br/comics/tirinhas.htm - acessado em 01/06/09
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LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
APÊNDICE
I – CRÔNICAS
As crônicas podem ser encontradas em jornais, revistas e internet. Algumas delas são compiladas 
em livros. A seguir, algumas obras, como:
ANDRADE, Carlos Drummond de et al. Crônicas I. São Paulo: Ática, 2002.
ASSIS, Machado de. Fuga do Hospício. São Paulo: Ática, 203. (Coleção Para Gostar de Ler).
BORBA FILHO, Hermilo. Louvações, encantamento e outras crônicas. Recife: Bagaço, 2000.
NOVAIS, Carlos Eduardo et al. Crônicas 6. São Paulo: Ática, 2002.
SÁ, Jorge de. Crônica. São Paulo: Ática.
SABINO, Fernando. Cara ou coroa? São Paulo: Ática, 2000. ( Coleção Para Gostar de Ler).
VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comédias para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
Sites:
http://www.almacarioca.com.br/cronicas.htm
http://www.wikipedia.org/wiki/Cr%C3%B3nica
http://www.tvcultura.com.br/aloescola/literatura/cronicas/index.htm
http://www.pensador.info/p/cronicas_de_luiz_fernando_verissimo/1/
Pesquisa:
CANDIDO, Antonio et al. A Crônica: o gênero, sua fixação e suas transformações no Brasil. 
Campinas/Rio de Janeiro: UNICAMP, 1992.
II – FÁBULA
As fábulas poderão ser encontradas em:
ESOPO. Fábulas. São Paulo; Martin Claret, 2006.
FERNANDES, Millôr. Fábulas fabulosas. Rio de Janeiro: Nórdica, 1997.
FERNANDES, Millôr. Novas Fábulas Fabulosas. Rio de Janeiro: Desiderata, 2007.
LA FONTAINE, Jean de. Fábulas. São Paulo: Martin Claret, 2005.
LOBATO, Monteiro. Fábulas. São Paulo; Brasiliense, 1995.
MORAVIA, Alberto. Histórias da pré-história. Tradução de Nilson Moulin. São Paulo: Editora 34, 
2003.
Sites:
http://www.contandohistoria.com/fabulas.htm.
http://criancas.uol.com.br/historias/fabulas/
http://www.helenamonteiro.com/fabulas/fabulas.htm
http://www.angela-lago.com.br/3FabulaA.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A1bula
http://www.metaforas.com.br/infantis/default.asp
Pesquisa:
DEZOTTI, Maria Celeste Consolin. A tradição da fábula: de esopo a La Fontaine. São Paulo: IMESP, 
2003.
FÁVERO, Leonor Lopes. Paródia e dialogismo. In: BARROS, Diana Luz Pessoa & FIORIN, José Luiz 
(org.). Dialogismo, polifonia e intertextualidade: em torno de Mikhail Bakhtin. São Paulo: EDUSP, 
2003.
Sites:
BAGNO, Mascos. Fábulas fabulosas. Disponível em: http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2002/
http://www.redebrasil.tv.br/salto/boletins2005/
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ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
III – CARTA DO LEITOR
As cartas do leitor podem ser encontradas em jornais, revistas e alguns gibis. Abaixo alguns sites de 
revistas:
Sites:
http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT787092-2119,00.html
http://www.terra.com.br/istoe/
http://www.cartanaescola.com.br/
http://www.revistaveja.com.br
Pesquisa:
BRONCKART, Jean-Paul. Sequências e outras formas de planificação.In: Atividades de linguagem, 
textos e discursos. São Paulo:EDUSP, 1999.
LEAL, Telma Ferraz. Produção de textos na escola: a argumentação em textos escritos por 
crianças.Recife: UFPE, 2004. (Tese de Doutorado)
MELO, Cristina Teixeira Vieira de. Carta à redação: uma abordagem discursiva. Campinas/SP: 
UNICAMP, 1999.
IV – POEMA
Seguem algumas sugestões onde encontrar poemas:
Livros:
CAPPARELLI, Sergio & GRUSZYNSKI, Ana Cláudia. Poemas para crianças. Porto Alegre:L&PM 
Editores, 2003.
MEIRELLES, Cecília. Ou isto ou aquilo. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
MORAES, Vinicius de. A arca de Noé. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.
PAES, José Paulo. Poemas para Brincar. São Paulo: Ática, 2000.
Sites:
http://www.recadosonline.com/poemas.html
http://www.pensador.info/p/poemas_famosos/1/
http://www.contos.poesias.nom.br/poetasfamosos/poetasfamosos.htm
http://jornaldepoesia.jor.br/infan.html
http://www.sobresites.com/poesia/
Pesquisa:
CAMARGO, Luís. A poesia infantil no Brasil.Disponível em < 
http://www.blocosonline.com.br/literatura/prosa/artigos/art021.htm> acesso em 28/05/2009.
LYRA, Pedro. Conceito de Poesia. São Paulo: Ática, 1986.
PINHEIRO, Hélder. Poesia na sala de aula. João Pessoa/PB: Idéia, 2002.
V – NOTÍCIA DE JORNAL IMPRESSO
As notícias podem ser encontradas em jornais e revistas, em programas de rádio, TV e sites. Muitos 
Jornais possuem suas notícias publicadas na internet.
Pesquisa:
BARBOSA, J.P. Do professor suposto pelos PCNs ao professor real de língua portuguesa: são os 
PCNs praticáveis? In: ROJO, Roxane (org.). A prática da linguagem em sala de aula: praticando os 
PCNs. São Paulo: EDUC; Campinas: Mercado de Letras, 2000.
FARIA, Maria Alice. Como usar o jornal em sala de aula.São Paulo: Contexto, 1996.
________. O jornal em sala de aula. São Paulo: Contexto, 1997.
________. Para ler e fazer jornal na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2002.
http://www.jornalescolar.org.br
http://www.jornaldenoticias.com/
http://www.estadao.com.br/home/index.shtm
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LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
VI – TIRA EM QUADRINHOS
Algumas sugestões onde encontrar esse gênero textual:
Livros:
QUINO. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
SOUZA, Maurício de. Mônica: superaventuras. Rio de janeiro: Globo, 2003.
Sites:
http://www.mafalda.net/
http://www.mafalda.com.br
http://www.tirasdoedi.blogspot.com/
http://www.sobresites.com/quadrinhos/tiras.htm
http://www.monica.com.br/comics/tirinhas/tira232.htm
http://www.comunicacaoempresarial.com.br/comunicacaoempresarial/humor/tiras.htm
Pesquisa:
www.gel.org.br/.../piadas-e-tiras-em-quadrinhos-119.pdf?...
www.filologia.org.br/.../a_heterogeneidade_de_discursiva_e_o_humor_nas_tiras_em_jose_ricardo_car
valho.pdf
Livros:
AGUILERA, Vanderci de Andrade. Tira cômica: uma leitura na escola. Estudos Linguísticos XXVI. 
Anais de Seminários do GEL, 1997.
IANNONE, Leila R. & IANNONE, Roberto A. O mundo das histórias em quadrinhos. São Paulo; 
Moderna, 1994.
MENDONÇA, Márcia. Um gênero quadro a quadro: a história em quadrinhos. In: DIONISIO, Ângela; 
MACHADO, Anna Raquel; BEZERRA, Maria Auxiliadora (orgs.). Gêneros textuais e ensino. Rio de 
Janeiro: Lucerna, 2003.
POSSENTI, Sírio. Os humores da língua: análises linguísticas de piadas. Campinas/SP: Mercado de 
Letras, 2002.
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ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
III – CARTA DO LEITOR
As cartas do leitor podem ser encontradas em jornais, revistas e alguns gibis. Abaixo alguns sites de 
revistas:
Sites:
http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT787092-2119,00.html
http://www.terra.com.br/istoe/
http://www.cartanaescola.com.br/
http://www.revistaveja.com.br
Pesquisa:
BRONCKART, Jean-Paul. Sequências e outras formas de planificação.In: Atividades de linguagem, 
textos e discursos. São Paulo:EDUSP, 1999.
LEAL, Telma Ferraz. Produção de textos na escola: a argumentação em textos escritos por 
crianças.Recife: UFPE, 2004. (Tese de Doutorado)
MELO, Cristina Teixeira Vieira de. Carta à redação: uma abordagem discursiva. Campinas/SP: 
UNICAMP, 1999.
IV – POEMA
Seguem algumas sugestões onde encontrar poemas:
Livros:
CAPPARELLI, Sergio & GRUSZYNSKI, Ana Cláudia. Poemas para crianças. Porto Alegre:L&PM 
Editores, 2003.
MEIRELLES, Cecília. Ou isto ou aquilo. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
MORAES, Vinicius de. A arca de Noé. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.
PAES, José Paulo. Poemas para Brincar. SãoPaulo: Ática, 2000.
Sites:
http://www.recadosonline.com/poemas.html
http://www.pensador.info/p/poemas_famosos/1/
http://www.contos.poesias.nom.br/poetasfamosos/poetasfamosos.htm
http://jornaldepoesia.jor.br/infan.html
http://www.sobresites.com/poesia/
Pesquisa:
CAMARGO, Luís. A poesia infantil no Brasil.Disponível em < 
http://www.blocosonline.com.br/literatura/prosa/artigos/art021.htm> acesso em 28/05/2009.
LYRA, Pedro. Conceito de Poesia. São Paulo: Ática, 1986.
PINHEIRO, Hélder. Poesia na sala de aula. João Pessoa/PB: Idéia, 2002.
V – NOTÍCIA DE JORNAL IMPRESSO
As notícias podem ser encontradas em jornais e revistas, em programas de rádio, TV e sites. Muitos 
Jornais possuem suas notícias publicadas na internet.
Pesquisa:
BARBOSA, J.P. Do professor suposto pelos PCNs ao professor real de língua portuguesa: são os 
PCNs praticáveis? In: ROJO, Roxane (org.). A prática da linguagem em sala de aula: praticando os 
PCNs. São Paulo: EDUC; Campinas: Mercado de Letras, 2000.
FARIA, Maria Alice. Como usar o jornal em sala de aula.São Paulo: Contexto, 1996.
________. O jornal em sala de aula. São Paulo: Contexto, 1997.
________. Para ler e fazer jornal na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2002.
http://www.jornalescolar.org.br
http://www.jornaldenoticias.com/
http://www.estadao.com.br/home/index.shtm
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LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS
VI – TIRA EM QUADRINHOS
Algumas sugestões onde encontrar esse gênero textual:
Livros:
QUINO. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
SOUZA, Maurício de. Mônica: superaventuras. Rio de janeiro: Globo, 2003.
Sites:
http://www.mafalda.net/
http://www.mafalda.com.br
http://www.tirasdoedi.blogspot.com/
http://www.sobresites.com/quadrinhos/tiras.htm
http://www.monica.com.br/comics/tirinhas/tira232.htm
http://www.comunicacaoempresarial.com.br/comunicacaoempresarial/humor/tiras.htm
Pesquisa:
www.gel.org.br/.../piadas-e-tiras-em-quadrinhos-119.pdf?...
www.filologia.org.br/.../a_heterogeneidade_de_discursiva_e_o_humor_nas_tiras_em_jose_ricardo_car
valho.pdf
Livros:
AGUILERA, Vanderci de Andrade. Tira cômica: uma leitura na escola. Estudos Linguísticos XXVI. 
Anais de Seminários do GEL, 1997.
IANNONE, Leila R. & IANNONE, Roberto A. O mundo das histórias em quadrinhos. São Paulo; 
Moderna, 1994.
MENDONÇA, Márcia. Um gênero quadro a quadro: a história em quadrinhos. In: DIONISIO, Ângela; 
MACHADO, Anna Raquel; BEZERRA, Maria Auxiliadora (orgs.). Gêneros textuais e ensino. Rio de 
Janeiro: Lucerna, 2003.
POSSENTI, Sírio. Os humores da língua: análises linguísticas de piadas. Campinas/SP: Mercado de 
Letras, 2002.
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