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SAÚDE DO IDOSO – AULA 2 ÚLCERA DE PRESSÃO · São lesões na pele, tecidos subjacentes ou ambos ocasionadas pelo aumento da pressão extrínseca sobre a superfície corpórea · Antigamente eram chamadas de “escaras”. · A úlcera de pressão tem risco aumentado de morte em 2 vezes. COM O ENVELHECIMENTO OCORRE: · Lentificação da renovação epidérmica · Adelgaçamento dermoepidérmica · Colágeno diminuído · Menos elasticidade · Diminuição das glândulas sudoríparas e sebáceas · Redistribuição da gordura subcutânea para regiões mais profundas · Maior exposição das proeminências ósseas -idoso é mais magro/desnutrido · Capacidade do tecido em distribuir pressão é menor · Redução da vascularização local. Todas essas alterações podem contribuir para o desenvolvimento da úlcera de pressão. PREDISPOSIÇÃO AO APARECIMENTO DA ÚLCERA: · Idade · Doenças crônicas degenerativas: doença de Parkinson, doenças demências, doenças osteoarticulares, AVC e outras (tudo isso faz o paciente ficar mais acamado). · Incontinência urinária/fecal · Desnutrição · Umidade (urina, fezes) · Quedas e fraturas (que leva a imobilidade) · AVC e demência · Imobilidade ETIOLOGIA: Fatores Extrínsecos: · Pressão (intensidade e duração) · Fricção · Cisalhamento · Umidade A lesão isquêmica da úlcera de pressão se desenvolve quando a pressão extrínseca sobre a pele excede a pressão média de enchimento capilar, que é de 32 mmHg, causando a redução do fluxo sanguíneo e da oxigenação tecidual no local. A pressão sobre a região ou sobre o grande Trocanter de um indíviduo, em decúbito dorsal ou lateral, atinge 100 a 150 mmHg. Sentado a pressão sobre o sacro pode exercer 300 mmHg OBS: Além de comprometer a circulação sanguínea a pressão externa aumentada, gera oclusão da circulação linfática local e a formação de edema Fatores Intrínsecos: · Hipovitaminose · Infecção · Desnutrição · Incontinência · Idade avançada · Hipotensão postural · Imobilidade · Peso · Fármacos · Nutrição · Temperatura elevada CLASSIFICAÇÃO DAS ÚLCERAS DE PRESSÃO: · EPUAP (EUROPEAN PRESSURE ULCER ADIVISORY PANEL) – classifica a úlcera em grau ou estágio. · PUSH (PRESSURE ULCER STATUS FOR HEALING) A ferramenta mede 3 componentes para cicatrização: · Tamanho · Quantidade de exudato · Tipo de tecido OBS.: A úlcera será classificada como indeterminada quando for tão complexa/grave que não terá graduação adequada para a mesma. Escala de EPUAP: Estágio I: · Eritema não branqueável em pele intacta. · É um eritema de pele intacta que não embranquece após a remoção da pressão (digito pressão). · Se fizer prevenção isso não irá abrir. OBS.: Faz a digito pressão e esbranquiçou, significa que tem um tecido e é viável fazer prevenção para que não abra uma úlcera, mas ainda não é estágio I. Estágio II: · É uma perda parcial da espessura dérmica (abrasão, bolha ou úlcera rasa). · Ferida superficial rasa (sem crosta). · Se estendem além da epiderme ou derme. · A queimadura faz com que surgisse na pele um flictema (bolha - fechado ou aberto) Estágio III: · Perda total da espessura da pele. · Pode ser visível o tecido adiposo e subcutâneo. · Não estão expostos os ossos, tendões ou músculos. · Pode incluir deslocamento e túneis. · A profundidade varia com a localização anatômica. OBS.: As vezes se vê uma úlcera superficial com uma crosta, e quando se retira a crosta encontra alguns labirintos ali, que são os deslocamento e túneis. Estágio IV: · Perda total da espessura dos tecidos com exposição óssea dos tendões ou dos músculos. · Pode estar presente tecido necrótico. · Pode atingir fáscia, tendão e cápsula articular. · Formação de trajetos. OBS: Úlcera na ORELHA, OCCIPITAL, MALEOLO E ASA DO NARIZ são grau IV, pois são lugares que não possuem tecido subcutâneo, não são vascularizados. Aqui já considera estagio IV independente da hiperemia ou não. OBS.: No tratamento da ulcera lembrar de usar analgesia antes do curativo 30 a 40 minutos. Escala preditiva de BRADEN:** (PROVA) · Quando o paciente entra no hospital essa escala é aplicada. · É uma ferramenta de avaliação de risco do paciente com relação ao acometimento de ulceras. · É um instrumento composto por 6 subescalas: · Percepção sensorial · Umidade · Atividade · Mobilidade · Nutrição · Fricção e cisalhamento Escala de PUSH: no qual avaliamos a cicatrização, o comprimento, a largura, o tipo de tecido. PREVENÇÃO: · Inspeção sistemática – diária. · Limpar a pele regulamente. · Usar loções umectantes – óleo de dersani. · Evita massagem de conforto (fricção). · Evitar expor a pele a umidade. · Suporte nutricional adequado. · Mobilidade sempre, mudança de decúbito que pode ser de 2/2h ou de 4/4horas. Estimular a deambulação. · Utilização de colchões de adequação de pressão (de espuma altamente especifico, caixa de ovo pode ser usado, colchão pneumático). · Alternar locais onde pode ficar o paciente. · Manter proteção na área de maior risco. · Equipe de enfermagem treinada. TRATAMENTO: · Curativos tópicos: · Filmes de polímero · Hidrogeis · Curativos hidrocoloides · Alginatos · Biomembranas · Gaze embebida com solução salina · Fatores de crescimento · Desbridamento · Terapia cirúrgica · Fitoscar: agente cicatrizante muito eficiente no combate a úlcera de pressão na fase inicial. INTERVENÇÃO NUTRICIONAL EM PACIENTES IDOSOS: · A intervenção nutricional pode aumentar ou garantir o aporte de nutrientes quando a ingestão de alimentos não é suficiente. · Recomenda-se a intervenção nutricional para pacientes idosos que: · Está em risco nutricional. · Pacientes com múltiplas morbidades ou fragilidade. · Pct em risco de ulceras de pressão. OBS.: Pesquisas indicam que ômega 3 e vitamina E (3X/dia) auxiliam no tratamento da fragilidade geriátrica – teoria ainda em estudo.