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Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CIÊNCIAS CONTÁBEIS 
 
 
 
 
 
MATERIAL INSTRUCIONAL DE APOIO 
PARA A DISCIPLINA DE 
CIÊNCIAS CONTÁBEIS INTEGRADA 
 
 
MATERIAL ALUNO 
 
 
 
2020 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
2 
 
CQA/UNIP – Comissão de Qualificação e Avaliação da UNIP 
 
 
 
 
 
 
 
CIÊNCIAS CONTÁBEIS 
 
 
 
 
 
MATERIAL INSTRUCIONAL DE APOIO PARA A DISCIPLINA DE 
CIÊNCIAS CONTÁBEIS INTEGRADA 
 
Christiane Mazur Doi 
Doutora em Engenharia Metalúrgica e de Materiais, Mestra em Ciências - 
Tecnologia Nuclear, Engenheira Química e Licenciada em Matemática, com 
Aperfeiçoamento em Tópicos de Estatística. Professora titular da Universidade 
Paulista. 
 
Cristiane Nagai 
Mestre em Controladoria e Contabilidade, Contadora e Advogada. Professora 
adjunta da Universidade Paulista. 
 
Maria José Teixeira 
Mestra em Ciências Contábeis e Bacharela em Ciências Contábeis. Professora 
adjunta e Coordenadora Geral Técnica do curso de Ciências Contábeis da 
Universidade Paulista. 
 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
3 
ÍNDICE REMISSIVO 
 
Questão 1 Estrutura das Demonstrações Contábeis 
Questão 2 Estrutura das Demonstrações Contábeis. 
Questão 3 Estrutura das Demonstrações Contábeis. 
Questão 4 Estrutura das Demonstrações Contábeis. 
Questão 5 Contabilidade Societária. 
Questão 6 Contabilidade Societária. 
Questão 7 Contabilidade Societária. 
Questão 8 Contabilidade Societária. 
Questão 9 Contabilidade societária. 
Questão 10 Contabilidade societária. 
Questão 11 Contabilidade societária. 
Questão 12 Contabilidade societária. 
Questão 13 Contabilidade Gerencial. 
Questão 14 Contabilidade Gerencial. 
Questão 15 Contabilidade Gerencial. 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
4 
Questão 16 Contabilidade Gerencial. 
Questão 17 Contabilidade Gerencial. 
Questão 18 Controladoria e orçamentos. 
Questão 19 Controladoria e orçamentos. 
Questão 20 Controladoria e orçamentos. 
Questão 21 Contabilidade Financeira. 
Questão 22 Contabilidade Financeira. 
Questão 23 Contabilidade Financeira. 
Questão 24 Contabilidade Financeira. 
Questão 25 Contabilidade Avançada. 
Questão 26 Contabilidade Avançada. 
Questão 27 Contabilidade Avançada. 
Questão 28 Contabilidade Avançada. 
Questão 29 Contabilidade Avançada. 
Questão 30 Contabilidade Avançada. 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
5 
Questão 31 Contabilidade Avançada. 
Questão 32 Normas Internacionais de Contabilidade. 
Questão 33 Normas Internacionais de Contabilidade. 
Questão 34 Normas Internacionais de Contabilidade. 
Questão 35 Normas Internacionais de Contabilidade. 
Questão 36 Normas Internacionais de Contabilidade. 
Questão 37 Perícia. Avaliação. Arbitragem. 
Questão 38 Perícia. Avaliação. Arbitragem. 
Questão 39 Perícia. Avaliação. Arbitragem. 
 
 
 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
6 
Questão 1. A DLPA - Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados - é uma 
demonstração contábil cujo objetivo é mostrar todas as alterações ocorridas, durante o 
exercício, na conta Lucros ou na conta Prejuízos Acumulados. 
Com relação à DLPA, julgue as afirmativas a seguir. 
I. A DLPA apresenta o resultado do exercício e sua transferência para o Patrimônio 
Líquido. 
II. Na DLPA, são evidenciados as transferências para reservas, os dividendos, a parcela 
dos lucros incorporada ao capital e o saldo de Lucros ou Prejuízos Acumulados no final 
do exercício. 
III. A DLPA deverá indicar eventuais aumentos de capital em dinheiro e poderá ser incluída 
na Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido. 
Está correto o que se afirma em 
 
A. I, apenas. B. I e II, apenas. C. I e III, apenas. D. II e III, apenas. E. I, II e III. 
 
 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
7 
Questão 2. Da contabilidade da Cia. Penedo, foram extraídos os dados a seguir, durante o 
exercício de 2013. 
• Valor do Patrimônio Líquido em 31/12/2012: R$580.000,00. 
• Valor do Patrimônio Líquido em 31/12/2013: R$950.000,00. 
• Ajuste positivo de exercícios anteriores: R$30.000,00. 
• Dividendos propostos aos acionistas: R$140.000,00. 
• Constituição da Reserva Legal: R$18.000,00. 
• Aumento de capital em dinheiro: R$120.000,00. 
• Constituição da Reserva Estatutária: R$36.000,00. 
Considerando exclusivamente essas informações, é possível concluir que o lucro líquido do 
exercício gerado pela companhia, em 2013, corresponde a 
 
A. 414.000,00 B. 390.000,00 C. 384.000,00 D. 360.000,00 E. 330.000,00 
 
 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
8 
Questão 3.1 O Balanço Patrimonial de 31/12/2012 apresentava a composição a seguir para 
o Patrimônio Líquido da Empresa Internacional S.A. 
• Capital Social: R$4.000.000,00 
• Reserva Legal: R$760.000,00 
• Reserva Estatutária: R$200.000,00 
• Reserva para Expansão: R$120.000,00 
O Lucro Líquido apurado em 2013 foi R$1.200.000,00 e a empresa fez a destinação a seguir 
desse valor. 
• Reserva legal: de acordo com a Lei Nº 6.404/76 e alterações posteriores. 
• Reserva para Expansão aprovada pela assembleia: 10% do Lucro Líquido. 
• Dividendos Mínimos Obrigatórios: o estatuto prevê 30% do Lucro Líquido ajustado nos 
termos da Lei Nº 6.404/76 e alterações posteriores. 
Com base nessas informações, a quantia que a Empresa Internacional S.A. apresentou no 
passivo como dividendos a distribuir e o valor total do Patrimônio Líquido, em 31/12/2013, 
foram, respectivamente, em reais 
 
A. 348.000,00 e 5.932.000,00. 
B. 342.000,00 e 5.938.000,00. 
C. 1.040.000,00 e 5.240.000,00. 
D. 348.000,00 e 5.892.000,00. 
E. 312.000,00 e 5.968.000,00. 
 
 
 
1 (FCC/2015 – com adaptações). 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
9 
Questão 42. A Empresa Trovoada S.A. apresentou as demonstrações contábeis a seguir, com 
os valores expressos em reais. 
 
 
 
Sabendo-se que as despesas financeiras somente serão pagas na data de vencimento dos 
empréstimos existentes em 31/12/2014, que não houve pagamento de empréstimos em 2014, 
que o terreno foi vendido à vista e que os equipamentos foram adquiridos à vista, o fluxo de 
caixa gerado pelas Atividades Operacionais no ano de 2014 foi, em reais, 
 
A. 66.000,00. B. 80.000,00. C. 50.000,00. D. 36.000,00. E. 56.000,00. 
 
2 (FCC/2015 – com adaptações). 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
10 
Questão 5.3 Conforme o Art. 248 da Lei Nº 6.404/76, atualizado pela Lei Nº 11.638/2007 e 
pela Lei Nº 11.941/2009, os Investimentos em Controladas, Coligadas e em outras sociedades 
que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo 
Método de Equivalência Patrimonial. De acordo com a legislação vigente, para determinação 
do valor do investimento por esse método, aplica-se o percentual no: 
A. Capital Social sobre o valor do Lucro Líquido da Coligada e da Controlada, não se 
computando os resultados não realizados. 
B. Capital Social sobre o valor do Patrimônio Líquido da Coligada e da Controlada, somando-
se a este montante os resultados não realizados líquidos dos efeitos fiscais. 
C. Patrimônio Líquido sobre o valor do Capital Social da Coligada e da Controlada, subtraindo-
se desse montante os resultados não realizados líquidos decorrentes dos efeitos fiscais. 
D. Capital Social sobre o valor do Patrimônio Líquido da investidora, subtraindo-se desse 
montante os resultados não realizados decorrentes de negócios com a Companhia, 
Coligadas ou Controladas. 
E. Capital Social sobre o valor do Patrimônio Líquido da Coligada e da Controlada, não se 
computando os resultados não realizados decorrentes de negócios com a companhia, 
Coligadas ou Controladas. 
 
1. Introdução teórica 
 
1.1. Investimentos avaliados pelo Método da Equivalência Patrimonial 
 
O Art. 248 da Lei N°6.404/76, com as alterações produzidas pela Lei N° 11.941/2009, 
trata da avaliação dos Investimentos em Coligadas e Controladas. 
 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas 
ou em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo 
grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da 
equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas (Redação dada 
pela Lei N° 11.941, de 2009): 
I - o valor do patrimônio líquido da coligada ou da controlada será determinado 
com base em balanço patrimonial ou balancete de verificação levantado, com 
observância das normas desta Lei, na mesma data, ou até 60 (sessenta) dias, 
no máximo, antes da data do balanço da companhia; no valor de patrimônio 
líquido não serão computados os resultados não realizados decorrentes de 
negócios com a companhia, ou com outras sociedades coligadas à companhia, 
ou por ela controladas; 
 
3Questão 14 – Enade 2015. 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
11 
II - o valor do investimento será determinado mediante a aplicação, sobre o 
valor de patrimônio líquido referido no número anterior, da porcentagem de 
participação no capital da coligada ou controlada; 
III - a diferença entre o valor do investimento, de acordo com o número II, e 
o custo de aquisição corrigido monetariamente; somente será registrada como 
resultado do exercício: 
a) se decorrer de lucro ou prejuízo apurado na coligada ou controlada; 
b) se corresponder, comprovadamente, a ganhos ou perdas efetivos; 
c) no caso de companhia aberta, com observância das normas expedidas pela 
Comissão de Valores Mobiliários. 
§ 1º Para efeito de determinar a relevância do investimento, nos casos deste 
artigo, serão computados como parte do custo de aquisição os saldos de 
créditos da companhia contra as coligadas e controladas. 
§ 2º A sociedade coligada, sempre que solicitada pela companhia, deverá 
elaborar e fornecer o balanço ou balancete de verificação previsto no número 
I. 
 
O Pronunciamento Técnico CPC 18 (R2) – Investimento em Coligada, em Controlada e 
em Empreendimento Controlado em Conjunto – confirma o teor da Lei N° 6.404/76 ao 
estabelecer, no item 10, a aplicação do método da equivalência patrimonial nos investimentos 
em coligadas, em empreendimentos controlados em conjunto e em controladas. 
As definições de sociedades controladas e sociedades coligadas estão contidas no Art. 
243 da Lei N° 6.404/76 e reproduzidas a seguir. 
• Sociedade controlada. São controladas as sociedades nas quais a controladora, 
diretamente ou por meio de outras controladas, é titular de direitos de sócio que lhe 
asseguram, de modo permanente, preponderância nas deliberações sociais e poder de 
eleger a maioria dos administradores. 
• Sociedade coligada. São coligadas as sociedades nas quais a investidora tenha influência 
significativa. Considera-se que há influência significativa quando a investidora detém ou 
exerce o poder de participar nas decisões das políticas financeira ou operacional da 
investida, sem controlá-la. É presumida influência significativa quando a investidora for 
titular de 20% ou mais do capital votante da investida. 
Há, entretanto, uma diferença entre a Lei N° 6.404/76 e o Pronunciamento Técnico – 
CPC 18 (R2) – na definição de coligada. O item 5 do referido pronunciamento determina que 
se o investidor mantiver direta ou indiretamente, por meio de controladas, por exemplo, 20% 
ou mais do poder de voto da investida, presume-se que ele tenha influência significativa, a 
menos que possa ser claramente demonstrado o contrário. A Lei N° 6.404/76, por sua vez, 
não faz menção às participações indiretas e, consequentemente, considera que as empresas 
são coligadas somente por participações diretas. 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
12 
Há, também, as sociedades que fazem parte de um mesmo grupo ou que estão sob 
controle comum. O Art. 265 da Lei N° 6.404/76 determina que a sociedade controladora e 
suas controladas podem constituir, nos termos desse artigo, grupo de sociedade, mediante 
convenção pela qual se obriguem a combinar recursos ou esforços para a realização dos 
respectivos objetos, ou a participar de atividades ou empreendimentos comuns. O 
Pronunciamento Técnico – CPC 18 (R2), item 3, define empreendimento controlado em 
conjunto (joint venture) como um acordo por meio do qual as partes, que detêm o controle 
em conjunto do acordo contratual, têm direitos sobre os ativos líquidos. 
O pronunciamento técnico CPC 18 (R2) estabelece, também, que o investimento deve 
ser inicialmente reconhecido pelo custo e o seu valor contábil será ajustado pelo 
reconhecimento da participação do investidor nos lucros ou prejuízos do período, nas 
distribuições recebidas e nas variações de saldo dos componentes dos outros resultados 
abrangentes. 
Para Montoto (2015), avaliar por equivalência patrimonial significa, na prática, 
contabilizar, no instante da aquisição da participação societária, o valor de custo e, na primeira 
demonstração financeira elaborada após a aquisição, atualizar o saldo do investimento em 
função das variações no patrimônio líquido da investida. 
Para Santos et al (2015), de acordo com a legislação societária, uma vez identificados 
os investimentos que devem ser avaliados pela equivalência patrimonial, será efetuada a 
equivalência patrimonial dos investimentos mediante os seguintes procedimentos: 
(a) apura-se o valor dos investimentos após a equivalência patrimonial, multiplicando-se o 
patrimônio líquido da empresa investida pelo percentual de participação da investidora no 
capital da investida; 
(b) obtém-se o valor da equivalência patrimonial pela diferença entre o valor após equivalência 
(item a) e o saldo do investimento existente no item razão contábil. 
 
1.2. Resultados não realizados 
 
Como determina o Art. 248 da Lei N° 6.404/76, no valor do patrimônio líquido, não 
serão computados os resultados não realizados decorrentes de negócios com a companhia ou 
com outras sociedades coligadas à companhia ou por ela controladas. 
Os resultados não realizados ocorrem quando são efetuadas operações de venda de 
ativos entre investidora e investida e entre controladora e controlada, com lucros ou prejuízos. 
Na data da elaboração do balanço, se esses ativos ainda não tiverem sido vendidos a terceiros 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
13 
e, portanto, ainda constarem no balanço patrimonial das empresas compradoras, os 
resultados não realizados devem ser eliminados. 
O Pronunciamento Técnico – CPC 18 (R2) – fixou tratamento diferenciado para os 
resultados não realizados para coligadas e controladas. Os itens 28 e 28A classificam as 
operações em transações ascendentes (upstream) e descendentes (downstream). Uma 
transação é ascendente (upstream) quando a coligada vende para a investidora ou quando a 
controlada vende para a controladora. Uma transação é descendente (downstream) quando 
a investidora vende para a coligada ou a controladora vende para a controlada. 
 O referido pronunciamento, com a interpretação dada pela Interpretação Técnica – 
ICPC 09 (R2), determina as regras a seguir para a eliminação dos resultados não realizados. 
• Nas operações de venda de ativos da investidora para uma coligada (downstream), a 
eliminação dos lucros não realizados deve ser feita no resultado individual da investidora, 
na linha de resultado da equivalência patrimonial, da seguinte forma: aplicar o percentual 
de participação sobre o Lucro Líquido da coligada e contabilizar como Resultado de 
Equivalência Patrimonial; aplicar o percentual de participação sobre os lucros não 
realizados e contabilizar como conta redutora do Resultado de Equivalência Patrimonial em 
contrapartida de conta redutora de investimentos. 
• Nas operações de venda da coligada (ou empreendimento controlado em conjunto) para 
sua investidora (upstream),os lucros não realizados por operação de ativos ainda em 
poder da investidora devem ser eliminados da seguinte forma: aplicar o percentual de 
participação sobre o Lucro Líquido da coligada, deduzido o total do lucro que for 
considerado como não realizado pela investidora, e contabilizá-lo como Resultado de 
Equivalência Patrimonial. 
• Nas operações de venda da controladora para uma controlada (downstream), os lucros 
não realizados devem ser totalmente eliminados no resultado individual da controladora, 
deduzindo-se 100% do lucro contido no ativo ainda em poder da controlada, da seguinte 
forma: aplicar o percentual de participação sobre o Lucro Líquido da controlada e 
contabilizá-lo como Resultado de Equivalência Patrimonial; contabilizar o total dos lucros 
não realizados como conta redutora do Resultado de Equivalência Patrimonial em 
contrapartida de conta redutora de Investimentos. 
• Nas operações de venda da controlada para a controladora (upstream), o lucro deve ser 
reconhecido na controlada normalmente. No caso de coligada e de empreendimento 
controlado em conjunto, adotar o mesmo procedimento. Nas demonstrações individuais 
da controladora, o cálculo da equivalência patrimonial deve ser feito deduzindo-se, do 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
14 
patrimônio líquido da controlada, 100% do lucro contido no ativo ainda em poder da 
controladora. 
 
2. Indicações bibliográficas 
 
• BRASIL. Lei N° 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre as Sociedades por Ações. 
Disponível em <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6404compilada.htm>. Acesso 
em 29 set. 2016. 
• COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS – CPC. Pronunciamento Técnico CPC 18 (R2) 
– Investimento em Coligada, em Controlada e em Empreendimento Controlado em 
Conjunto. Disponível em <http://static.cpc.mediagroup.com.br/Documentos/ 
263_CPC_18_(R2)_rev%2008.pdf>. Acesso em 29 set. 2016. 
• COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS – ICPC 09 (R2) - Demonstrações Contábeis 
Individuais, Demonstrações Separadas, Demonstrações Consolidadas e Aplicação do 
Método da Equivalência Patrimonial. Disponível em 
<http://static.cpc.mediagroup.com.br/Documentos/494_ICPC09(R2).pdf>. Acesso em 29 
set. 2016. 
• MONTOTO, E. Contabilidade geral e avançada esquematizado. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 
2015. 
• SANTOS, J. L. et al. Manual de práticas contábeis: aspectos societários e tributários. São 
Paulo: Atlas, 2015. 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6404compilada.htm
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
15 
Questão 6. A Cia. Canadá assumiu o controle da Cia. Toronto ao adquirir 70% das ações 
ordinárias pelo valor de R$350.000,00 em 31/12/2013. Nessa data, o patrimônio líquido da 
Cia. Toronto era composto apenas pelo capital social no valor de R$ 500.000,00, representado 
por 500.000 mil ações ordinárias ao valor nominal de R$1,00 por ação. 
Durante o 1º semestre de 2014, a Cia. Toronto obteve lucro de R$ 200.000,00, do qual 
destinou 30% à distribuição de dividendos entre os acionistas. A Cia. Canadá, ao efetuar o 
fechamento do balanço em 30/06/2014, em decorrência da avaliação de seu investimento na 
Cia. Toronto, deverá efetuar quais registros em sua contabilidade? 
A. Creditar Resultado de Equivalência Patrimonial no valor de R$ R$140.000,00 e creditar 
Investimentos no valor de R$ 42.000,00. 
B. Creditar Resultado de Equivalência Patrimonial no valor de R$98.000,00 e creditar Receita 
de Dividendos no valor de R$42.000,00. 
C. Debitar Investimentos no valor de R$140.000,00 e creditar a conta Caixa no valor de 
R$42.000,00. 
D. Creditar Receita de Dividendos no valor de R$21.000,00 e debitar a conta Investimentos 
no valor de R$98.000,00. 
E. Creditar a conta Investimentos no valor de R$200.000,00 e debitar a conta Caixa no valor 
de R$60.000,00. 
 
 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
16 
Questão 7. O objetivo do CPC Nº 18 (R2) - Investimento em Coligadas, em Controladas e 
em Empreendimento Controlado em Conjunto - é estabelecer a contabilização de 
investimentos em coligadas e em controladas e definir os requisitos para a aplicação do 
método da equivalência patrimonial. De acordo com essa norma, avalie as afirmativas a seguir. 
I. Influência significativa é o poder de participar das decisões sobre políticas financeiras 
e operacionais de uma investida, desde que haja, obrigatoriamente, o controle 
individual ou o controle conjunto dessas políticas. 
II. O Método de Equivalência Patrimonial é o método de contabilização por meio do qual 
o investimento é inicialmente reconhecido pelo custo e, a partir daí, ajustado para 
refletir a alteração pós-aquisição na participação do investidor sobre os ativos líquidos 
da investida. 
III. Pelo Método da Equivalência Patrimonial, as distribuições recebidas da investida 
reduzem o valor contábil do investimento. 
IV. Se o investidor mantém, direta ou indiretamente, vinte por cento ou mais do poder de 
voto da investida, presume-se que ele tenha influência significativa. 
Está correto o que se afirma apenas em 
 
A. I, II e IV. B. I, III e IV. C. II, III e IV. D. III e IV. E. II e IV. 
 
 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
17 
Questão 84. O Patrimônio Líquido contábil da Empresa Riacho Fundo S.A., em 31/12/2012, 
era R$10.000.000,00. A Cia. Grande Rio adquiriu, em 31/12/2012, 40% das ações da Empresa 
Riacho Fundo S.A., pagando à vista o valor de R$6.000.000,00 e passando a ter influência 
significativa sobre a empresa investida. Sabe-se que, na data da aquisição das ações, o valor 
justo líquido dos ativos e passivos identificáveis da Empresa Riacho Fundo S.A. era 
R$12.000.000,00 e que a diferença para o Patrimônio Líquido contábil decorre do valor 
contabilizado pelo custo e o valor justo de um terreno. 
No período de 01/01/2013 a 31/12/2013, a Empresa Riacho Fundo S.A. reconheceu as 
mutações a seguir em seu Patrimônio Líquido 
• Lucro líquido de 2014: R$900.000,00 
• Pagamento de dividendos: R$200.000,00. 
Com base nessas informações, o valor reconhecido em Investimentos em Coligadas, no 
Balanço Patrimonial individual da Cia. Grande Rio, em 31/12/2014, foi, em reais, 
A. 4.280.000,00. B. 6.280.000,00. C. 5.080.000,00 D. 4.360.000,00. E. 6.360.000,00. 
 
 
 
4 (FCC/2015 – com adaptações). 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
18 
Questão 95. A Demonstração do Resultado do ano de 2017 da empresa Só-Negar S.A. é 
apresentada a seguir: 
 
 
As seguintes informações são conhecidas: 
I. A empresa Controlar S.A. detém 100% do capital da empresa Só-Negar S.A. 
II . A empresa Só-Negar realizou uma venda no valor de R$ 5.000,00 para a empresa Controlar 
S.A., sendo que o Custo dos Produtos Vendidos foi R$ 3.000,00. Desta forma, a margem bruta 
nessa venda foi 40%. 
III . A empresa Controlar S.A. ainda mantém em seu estoque o valor de R$ 1.500,00 das 
compras que fez da empresa Só-Negar S.A. 
Com base nessas informações, em 2017, o resultado 
A. de equivalência patrimonial reconhecido pela empresa Controlar S.A. foi R$ 1.700,00. 
B. não realizado considerado pela empresa Só-Negar S.A. foi R$ 2.000,00. 
C. de equivalência patrimonial reconhecido pela empresa Controlar S.A. foi R$ 1.100,00. 
D. de equivalência patrimonial reconhecido pela empresa Controlar S.A. foi R$ 300,00, 
negativo. 
E. líquido da empresa Só-Negar S.A. foi reduzido em R$ 900,00. 
 
 
 
5 Ano: 2018 Banca: FCC Órgão: SEFAZ-SC Prova: FCC - 2018 - SEFAZ-SC - Auditor-Fiscal da Receita Estadual 
- Auditoria e Fiscalização (Prova 3) 
 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/fcc
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/sefaz-sc
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/fcc-2018-sefaz-sc-auditor-fiscal-da-receita-estadual-auditoria-e-fiscalizacao-prova-3
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/fcc-2018-sefaz-sc-auditor-fiscal-da-receita-estadual-auditoria-e-fiscalizacao-prova-3Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
19 
Questão 106. 
Texto associado 
 Em 31/12/2016, a Cia. Brasileira adquiriu, à vista, 40% das ações da Cia. Francesa. O 
valor pago pela aquisição foi R$ 7.000.000,00 e a Cia. Brasileira passou a ter influência 
significativa na administração. Na data da aquisição, o Patrimônio Líquido contábil da Cia. 
Francesa era R$ 10.000.000,00 e o valor justo líquido dos ativos e passivos identificáveis era 
R$ 15.000.000,00, sendo esta diferença decorrente da avaliação a valor justo de um ativo 
intangível com vida útil indefinida que a Cia. Francesa detinha. 
 No período de 01/01/2017 a 31/12/2017, a Cia. Francesa apurou lucro líquido de R$ 
500.000,00. Sabe-se que, em 2017, a Cia. Francesa realizou uma venda no valor de R$ 
100.000,00 para a Cia. Brasileira com margem de lucro de 50% sobre as vendas, e estas 
mercadorias adquiridas da Cia. Francesa ainda estão no estoque da Cia. Brasileira. A alíquota 
de imposto de renda para a Cia. Francesa é 34% e esta distribuiu dividendos totais no valor 
de R$ 150.000,00. 
O impacto reconhecido na Demonstração do Resultado individual de 2017 da Cia. Brasileira, 
referente ao investimento na Cia. Francesa, foi, em reais, 
 
A. 120.000,00. 
B. 180.000,00. 
C. 186.800,00. 
D. 167.000,00. 
E. 126.800,00. 
 
 
6 Ano: 2018 Banca: FCC Órgão: SEFAZ-GO Prova: FCC - 2018 - SEFAZ-GO - Auditor-Fiscal da Receita Estadual 
 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes?advanced_filter_toggle_input=on&discipline_ids%5B%5D=35&my_questions=all&page=5&q=&subject_ids%5B%5D=15379#question-937763-text
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/fcc
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/sefaz-go
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/fcc-2018-sefaz-go-auditor-fiscal-da-receita-estadual
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
20 
Questão 117. Um equipamento foi adquirido, em 01/01/2012, por R$1.200.000,00, com 
pagamento à vista. A empresa adquirente definiu a vida útil desse equipamento em 10 anos 
e estimou o valor residual em R$120.000,00. Em 01/01/2013, a empresa reavaliou a vida útil 
do equipamento para 6 anos e o valor residual foi estimado para R$192.000,00. Com base 
nessas informações e sabendo-se que a empresa adota o método das quotas constantes para 
o cálculo da depreciação, o valor contábil do equipamento apresentado no Balanço Patrimonial 
da empresa, em 31/12/2014, foi, em reais, 
 
A. 792.000,00. B. 876.000,00. C. 672.000,00. D. 728.000,00. E. 840.000,00. 
 
 
 
7 (FCC/2015). 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
21 
Questão 12.8 
A Cia. Irlanda apropria mensalmente a sua depreciação por meio do método das quotas 
constantes (depreciação linear). 
 
Ativo Imobilizado da Cia. Irlanda em 31/12/2011 
 
*Os computadores adquiridos em 04/01/2010 já tinham sido utilizados há exatos três anos pelo 1º proprietário. 
 
Observa-se que existe legislação específica para a depreciação de bens usados adquiridos, 
conforme Regulamento do Imposto de Renda, DL 9580/2018, que determina a apropriação 
da metade do tempo usual ou o prazo de vida útil restante (dos dois o maior) para os bens 
usados adquiridos. 
O critério utilizado é de que, independentemente do dia de aquisição, sua quota mensal de 
depreciação será apropriada integralmente. Todos os bens estão em uso, todos os meses são 
considerados de 30 dias, e o ano é de 360 dias. 
A apropriação da depreciação é realizada sem considerar qualquer expectativa de valor 
residual. 
Com base na situação acima descrita, o saldo da conta de Depreciação Acumulada em 
31/12/2011 da Cia. Irlanda foi de 
A. R$1.634.000,00. 
B. R$1.642.000,00. 
C. R$1.662.000,00. 
D. R$1.682.000,00. 
E. R$1.692.000,00. 
 
1. Introdução teórica 
 
Depreciação de bens adquiridos usados 
 
 
8 Questão 10 – Enade 2012 – adaptado. 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
22 
À medida que a empresa utiliza seus ativos, incorre uma despesa. No caso de itens 
registrados no Imobilizado, a empresa, ao utilizá-los, gera uma despesa denominada 
depreciação. A depreciação representa o consumo dos ativos de longo prazo e há diversos 
métodos para seu cálculo, a exemplo do método da linha reta (ou quotas constantes). 
Pelo método da linha reta, o valor da despesa de depreciação é obtido pela divisão do 
valor depreciável (custo do ativo menos seu valor residual) do bem pelo seu tempo de vida 
útil estimado. Conforme explica Almeida (2014), valor residual de um ativo é um valor 
estimado que a entidade obteria com a venda do ativo após deduzir as despesas estimadas 
de venda, caso o ativo já tivesse a idade e a condição para o fim de sua vida útil. 
O registro contábil da depreciação implica débito na conta de despesa de depreciação 
com contrapartida em depreciação acumulada. O valor contábil do bem é obtido pela diferença 
entre seu custo de aquisição e sua depreciação acumulada. 
Ao se adquirir um bem usado que será classificado no ativo imobilizado, o cálculo da 
depreciação será realizado utilizando-se o tempo de vida útil maior entre (a) a metade da vida 
útil do bem ou (b) o restante da vida útil do bem, como mostrado no exemplo a seguir. 
• Veículo adquirido com 3 anos de uso. 
• Tempo de vida útil estimada para o veículo adquirido novo: 8 anos. 
• Metade da vida útil do veículo: 4 anos. 
• Restante da vida útil do veículo: 5 anos. 
• O veículo será, portanto, depreciado durante o prazo de 5 anos. 
A fim de atender ao princípio da competência, o reconhecimento da despesa de 
depreciação deve ser realizado mensalmente, a partir do momento em que o imobilizado 
esteja instalado, posto em serviço ou em condições de produzir conforme art. 305, § 2º do 
Decreto Nº 9.580, de 22 de novembro de 2018, conhecido como Regulamento do Imposto de 
Renda (RIR/18). No mesmo sentido, o item 55 do CPC 27 – Ativo Imobilizado dispõe que a 
depreciação do ativo se inicia quando ele está disponível para uso, ou seja, quando está no 
local e em condições de funcionamento na forma pretendida pela administração. 
 
2. Indicações bibliográficas 
 
• ALMEIDA, M. C. Curso de Contabilidade Introdutória em IFRS e CPC. São Paulo: Atlas, 
2014. 
• BRASIL. Presidência da República. Decreto Nº 9.580 de 22 de novembro de 2018. 
Regulamenta a tributação, a fiscalização, a arrecadação e a administração do Imposto 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
23 
sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza. Disponível em 
<https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-
2018/2018/decreto/d9580.htm>. Acesso em 08 fev. 2020. 
• COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS – CPC. Pronunciamento CPC 27: Ativo 
Imobilizado. Disponível em 
<http://static.cpc.mediagroup.com.br/Documentos/316_CPC_27_rev%2006.pdf>. Acesso 
em 19 ago. 2014. 
 
 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
24 
Questões 13 e 14 
Questão 13.9 
Suponha que determinada empresa atinge seu ponto de equilíbrio contábil (lucro zero) 
vendendo 250 unidades de seu produto, conforme discriminado na tabela abaixo. 
 
Demonstração do lucro (no ponto de equilíbrio) 
Vendas: 250 unidades a R$8,00 R$2.000,00 100% 
(-) Custos variáveis: 250 unidades a R$2,00 R$500,00 25% 
(-) Despesas variáveis: 250 unidades a R$0,80 R$200,00 10% 
= Lucro marginal R$1.300,00 65% 
(-) Custos fixos (R$1.300,00) 65% 
= Lucro operacional R$0 0% 
 
A empresa deseja avaliar o impacto de aumentar, simultaneamente, no próximo período, os 
custos fixos para R$1.500,00, o preço de venda unitário para R$10,00, o custo variável por 
unidade para R$4,00 e as despesas variáveis para R$1,00. Além disso, ela deseja alcançar 
lucro operacional de R$500,00. 
Considerando que essa empresa implemente todas as alterações projetadas para o próximo 
período, para atingir seu novo ponto de equilíbrio (econômico), ela deverá vender 
A. 260 unidades. 
B. 300 unidades.C. 360 unidades. 
D. 400 unidades. 
E. 600 unidades. 
 
Questão 14.10 
A empresa Alfa acumula vendas no valor de R$1.000.000,00, obtendo um lucro bruto de 
R$200.000,00. O preço de venda do único produto produzido pela empresa é de R$1.000,00 
e o seu custo variável é de R$300,00. 
Nessa situação, o grau de alavancagem operacional da empresa Alfa é igual a 
A. 5,5. B. 5,0. C. 4,5. D. 4,0. E. 3,5. 
 
 
9Questão 27 – Enade 2012. 
10Questão 29 – Enade 2012. 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
25 
1. Introdução teórica 
 
1.1. Análise custo/volume/lucro 
 
Ao analisarmos o comportamento dos custos, separando-os, por exemplo, em fixos e 
em variáveis, muitas outras possibilidades de análise surgem quanto aos gastos e às receitas 
da empresa, quanto ao volume do que é produzido, quanto ao que pode ser alterado, quanto 
ao que pode ser adicionado etc. 
Segundo Padoveze (2006), esse ferramental de análise econômica é denominado 
análise de custo/volume/lucro e conduz a três importantes conceitos: margem de 
contribuição, ponto de equilíbrio e alavancagem operacional. 
De acordo com Crepaldi e Crepaldi (2014), essa análise é um instrumento utilizado para 
projetar o lucro que seria obtido em diversos níveis possíveis de produção e vendas, bem 
como para analisar o impacto sobre o lucro de modificações no preço de venda, nos custos 
ou em ambos. Ela é baseada no custeio variável. Por meio da análise, pode-se estabelecer 
qual a quantidade mínima que a empresa deve produzir e vender para que não incorra em 
prejuízo. 
 
1.2. Margem de contribuição 
 
Margem de contribuição representa o preço de venda diminuído dos custos e das 
despesas variáveis, isto é, representa a contribuição que a empresa obtém em cada unidade 
vendida para cobrir os custos e as despesas fixas. 
Em outras palavras, pode-se entender margem de contribuição como a parcela do preço 
de venda que ultrapassa os custos e as despesas variáveis e que contribui para a absorção 
dos custos fixos e, ainda, para a formação do lucro (CREPALDI e CREPALDI, 2014). 
A informação obtida com a margem de contribuição auxilia os gestores a decidirem se 
devem diminuir ou expandir uma linha de produção, a avaliarem alternativas provenientes da 
produção e de propagandas especiais, a analisarem estratégias de preço, serviços ou produtos 
e a avaliarem desempenho. 
 
1.3. Ponto de equilíbrio 
 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
26 
No caso de a empresa desejar conhecer a quantidade mínima a ser vendida para que 
seja capaz de cumprir financeiramente com seus custos e suas despesas fixas, além dos custos 
e das despesas variáveis em que necessariamente incorre para fabricar/vender o produto, 
deve-se calcular o denominado ponto de equilíbrio, que representa o volume de atividade 
operacional em que o total da margem de contribuição da quantidade vendida/produzida 
iguala-se aos custos e às despesas fixas. 
Em outras palavras, o ponto de equilíbrio mostra o nível de atividade ou o volume 
operacional quando a receita total das vendas se iguala ao somatório dos custos variáveis 
totais, dos custos e das despesas fixas. 
O ponto de equilíbrio evidencia os parâmetros que mostram a capacidade mínima em 
que a empresa deve operar para não ter lucro ou prejuízo. Quanto maiores forem as vendas 
acima do ponto de equilíbrio, maior será a margem de segurança da empresa. 
 
1.3.1. Tipos de ponto de equilíbrio 
 
De acordo com Parisi e Megliorini (2011), o ponto de equilíbrio pode ser analisado sob 
três aspectos distintos: contábil, financeiro e econômico. 
O ponto de equilíbrio contábil é o mais tradicional e o resultado obtido a partir da 
fórmula para encontrá-lo pode ser interpretado como a quantidade mínima a ser produzida 
pela empresa de modo que seja capaz de cobrir despesas e custos fixos, não obtendo lucro 
ou prejuízo. 
Conforme Parisi e Megliorini (2011), uma empresa que esteja trabalhando no ponto de 
equilíbrio contábil não atende às expectativas dos proprietários no que se refere à 
remuneração do capital nela investido, pois gera resultado econômico negativo, dada a não 
consideração do custo de oportunidade do capital nela investido. 
A fórmula do ponto de equilíbrio contábil é a que segue. 
 
Ponto de equilíbrio contábil =
Custos Fixos + Despesas Fixas
Margem de contribuição unitária
 
 
Diferentemente do ponto de equilíbrio contábil, o ponto de equilíbrio econômico 
considera que a margem de contribuição deva ser suficiente para cobrir os custos e as 
despesas fixos e o custo de oportunidade do capital investido na empresa. 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
27 
Para Parisi e Megliorini (2011), o ponto de equilíbrio econômico indica o mínimo que 
uma empresa deve produzir e vender para cobrir os juros sobre capital de terceiros 
(empréstimos e financiamentos) e remunerar o investimento realizado pelos proprietários. Em 
outras palavras, o lucro líquido do exercício é predeterminado e o ponto de equilíbrio 
econômico indicará a quantidade de vendas necessária para que se atinja tal lucro. 
Geralmente, o lucro líquido predeterminado é o custo de oportunidade, ou seja, a lucratividade 
mínima esperada pelo investidor (CREPALDI e CREPALDI, 2014). 
A fórmula do ponto de equilíbrio econômico é a que segue. 
 
Ponto de equilíbrio econômico = 
Custos Fixos + Despesas Fixas + Custo de Oportunidade
Margem de contribuição unitária
 
 
Por fim, o ponto de equilíbrio financeiro considera que a margem de contribuição deva 
ser suficiente para cobrir os custos e as despesas desembolsáveis – caso em que seriam 
excluídos dos custos e das despesas fixos os valores de custos e despesas não caixa, a 
exemplo da depreciação e amortização – e também os pagamentos de juros e amortizações 
de dívidas. A quantidade de produtos nesse ponto indica a necessidade de a empresa produzir 
e vender de modo que lhe seja possível obter os recursos necessários para cobrir os 
pagamentos demandados por suas operações. 
A fórmula do ponto de equilíbrio financeiro é a que segue. 
 
Ponto de equilíbrio financeiro = 
Custos Fixos Desembolsáveis
Margem de contribuição unitária
 
 
1.4. Alavancagem operacional 
 
Alavancagem operacional significa a possibilidade de acréscimo do lucro total por meio 
do aumento da quantidade produzida e vendida, buscando a maximização do uso dos custos 
e das despesas fixas. De outro modo, representa o grau de sensibilidade do lucro às variações 
no percentual de vendas. Seu cálculo é dado pela divisão da margem de contribuição pelo 
lucro. 
Se, por exemplo, temos R$113.080,00 de margem de contribuição e R$66.758,74 de 
lucro, a alavancagem é de 1,69. Isso significa que o lucro da empresa cresce 1,69 vezes mais 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
28 
rápido do que suas vendas. Se a empresa aumentar suas vendas em 30%, seu lucro 
aumentará em 50,7% (1,69x30%). 
Importante destacar que o efeito da alavancagem operacional está relacionado com os 
gastos fixos da empresa. Para produtos com alta alavancagem operacional, caracterizados por 
altos custos fixos e baixos custos variáveis, pequenas alterações no volume de vendas 
resultam em grandes mudanças nos lucros. Ao contrário, para produtos com baixa 
alavancagem operacional, caracterizados por baixos custos fixos e altos custos variáveis, 
mudanças no volume de vendas não resultam em grandes mudanças nos lucros. 
Quanto maior o grau de alavancagem, mais perto a empresa encontra-se do ponto de 
equilíbrio. Por esse motivo, o grau de alavancagem operacional é uma medida de risco 
operacional. Quando a empresa está próxima do ponto de equilíbrio, o lucro operacional 
aproxima-se de zero, aumentando, portanto, o grau de alavancagem operacional. 
 
2. Indicações bibliográficas 
 
• CREPALDI, S. A.; CREPALDI, G. S. Contabilidade gerencial: teoria e prática. 7. ed. São 
Paulo: Atlas, 2014. 
• PADOVEZE,C. L. Curso básico gerencial de custos. 2. ed. São Paulo: Pioneira Thomson 
Learning, 2006. 
• PARISI, C.; MEGLIORINI, E. (Org.). Contabilidade gerencial. São Paulo: Atlas, 2011. 
 
 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
29 
Questão 15.11 
A empresa Rainha fabrica atualmente três produtos, de acordo com as informações 
apresentadas no quadro seguir. 
 
Produto 
Horas/máquinas 
necessárias para uma 
unidade de produto 
Margem de 
contribuição 
unitária 
Margem de 
contribuição por 
horas/máquina 
Branco 6 horas R$36,00 R$6,00 
Laranja 4 horas R$28,00 R$7,00 
Verde 2 horas R$20,00 R$10,00 
 
A capacidade total de horas/máquina necessária e a produção máxima semanal para satisfazer 
a demanda estão explicitadas no quadro seguinte. 
 
Produto Horas/máquina Demanda máxima semanal 
Branco 900 150 unidades 
Laranja 600 150 unidades 
Verde 300 150 unidades 
 
Considerando que a capacidade das máquinas é limitada em 1.752 horas semanais e que o 
MIX de produção é função da capacidade das máquinas e da demanda de mercado, o MIX 
que maximiza os resultados, na sequência de classificação dos produtos, é 
A. branco 142 unidades; verde 150 unidades; laranja 150 unidades. 
B. branco 142 unidades; laranja 150 unidades; verde 150 unidades. 
C. laranja 150 unidades; branco 142 unidades; verde 150 unidades. 
D. verde 150 unidades; laranja 150 unidades; branco 142 unidades. 
E. branco 150 unidades; laranja 150 unidades; verde 142 unidades. 
 
1. Introdução teórica 
 
Margem de contribuição e fator limitativo 
 
Em situações em que não existam fatores que limitem a capacidade produtiva da 
empresa, os produtos que possuem maior margem de contribuição devem ser os incentivados 
 
11Questão 13 – Enade 2012. 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
30 
em termos de produção e venda, pois, quanto maior a margem de contribuição, maior a 
contribuição de cada unidade vendida no pagamento dos custos fixos mensais da empresa. 
No entanto, diversas variáveis, internas ou externas, podem afetar o fluxo operacional 
da empresa, impondo restrições à produção e à venda de seus produtos. Quando uma 
restrição afeta o volume de vendas a ser produzido ou vendido, o conceito adequado é avaliar 
a margem de contribuição de cada produto, de acordo com as restrições encontradas, sem 
ser de forma isolada. 
Em outras palavras, quando há limitações da capacidade produtiva da empresa, a 
variável que passa a ser importante é a razão entre a margem de contribuição unitária e o 
fator limitativo da capacidade produtiva (NEVES e VICECONTI, 2003). 
 
2. Indicação bibliográfica 
 
• NEVES, S. das; VICECONTI, P. E. V. Contabilidade de custos: um enfoque direto e objetivo. 
7. ed. São Paulo: Frase, 2003. 
 
 
 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
31 
Questão 16.12 
Uma empresa fabrica 2 produtos, sendo que o produto X corresponde a 75% das vendas e o 
produto Y a 25% das vendas. O produto X é vendido por R$40,00, tendo custos e despesas 
variáveis de R$20,00 e custos e despesas fixas de R$4,00. O produto Y é vendido por R$30,00, 
tendo custos e despesas variáveis de R$14,00 e custos e despesas fixas de R$6,00. 
Sob essas condições, a margem de contribuição conjunta para os produtos X e Y será de 
A. R$14,50. 
B. R$19,00. 
C. R$23,00. 
D. R$23,50. 
E. R$37,50. 
 
1. Introdução teórica 
 
Modelo de decisão da margem de contribuição – vários produtos 
 
Ao produzir e vender diversos produtos e serviços, é necessário que a empresa adote 
um modelo de decisão de margem de contribuição de modo que lhe seja possível decidir quais 
ofertas de produtos são mais rentáveis, maximizando, ao final, seu lucro. 
Além de apurar a contribuição de cada produto na absorção dos custos fixos, é 
necessário analisar se existe alguma restrição no processo industrial que impeça a empresa 
de atender à demanda do mercado. 
 
2. Indicação bibliográfica 
 
• DANTAS, J. A. O vendedor de sorvetes, a margem de contribuição e o ponto de equilíbrio. 
Disponível em <http://www.sebraesp.com.br/index.php/161-produtos-
online/empreendedorismo/publicacoes/artigos/6280-o-vendedor-de-sorvetes-a-margem-
de-contribuicao-e-o-ponto-de-equilibrio>. Acesso em 15 abr. 2015. 
 
 
12Questão 32 – Enade 2012. 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
32 
Questão 17.13 
A Indústria Metalúrgica Sem Fronteiras S.A. fabrica 10.000 unidades mensais de determinada 
peça cujo custo está discriminado no quadro a seguir. 
 
Custos 10.000 peças Unitário 
Materiais R$50.000,00 R$5,00 
Mão de obra direta R$30.000,00 R$3,00 
Custos indiretos variáveis R$20.000,00 R$2,00 
Custos fixos R$100.000,00 R$10,00 
Custo Total R$200.000,00 R$20,00 
 
Essa empresa recebe uma proposta de comprar a peça diretamente de um fornecedor por 
R$11,00 cada; porém, nesse caso, incorreria nos seguintes custos adicionais: 
• Fretes de R$2,00 por unidade; 
• Mão de obra indireta adicional para recepção, inspeção e manuseio das peças de 
R$20.000,00 mensais. 
Se parar de fabricar a peça, a empresa não conseguirá eliminar todos os custos atuais 
relacionados à fabricação do produto, restando, ainda, 40% dos custos fixos. 
Caso a empresa deixe de fabricar a peça e passe a comprá-la do fornecedor, seu custo unitário 
será de: 
A. R$19,00. 
B. R$21,00. 
C. R$23,00. 
D. R$25,00. 
E. R$27,00. 
 
1. Introdução teórica 
 
Comprar versus fabricar 
 
Muitas são as empresas que buscam a terceirização de alguns produtos e de seus 
componentes com o objetivo de diminuir custos em tarefas que não sejam o negócio fim. 
Outras metas buscadas com a implantação da terceirização (conhecida também como 
outsourcing) são os aumentos da produtividade, da capacidade de inovação e da vantagem 
 
13Questão 12 – Enade 2012. 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
33 
competitiva, tendo em vista que os maiores esforços e o foco da organização são direcionados 
aos seus processos-chave. 
Decisões como a de terceirizar ou não parte da produção têm como base um modelo 
de análise de gestão de custos que envolve o levantamento dos custos das alternativas 
“comprar” ou “fabricar”, a análise acerca dos custos fixos, a utilização da capacidade ociosa e 
as avaliações dos custos adicionais por adquirir de terceiros e das quantidades envolvidas e 
da qualidade, do tempo e do fornecedor alternativo. 
Nesse sentido, a empresa pode estar diante de um custo unitário de comprar menor 
do que o de fabricar, o que, aparentemente, seria a melhor solução no intuito de reduzir 
custos. No entanto, a resposta raramente é tão óbvia, conforme alertam Horngren et al 
(2004), pois é necessário analisar a diferença do custo futuro esperado entre as alternativas. 
 
2. Indicação bibliográfica 
 
• HORNGREN, C. T.; SUNDEM, G. L.; STRATTON, W. O. Contabilidade Gerencial. São Paulo: 
Pearson Prentice Hall, 2004. 
 
 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
34 
Questão 18.14 Uma empresa fez sua projeção de vendas para janeiro, fevereiro e março do 
próximo ano, conforme quadro a seguir. 
 
Orçamento de vendas 
 Jan Fev Mar 
Demanda esperada (quantidade) 10.000 12.000 15.000 
Preço de venda 2,00 2,00 2,00 
Vendas Brutas (R$) 20.000,00 24.000,00 30.000,00 
 
Suponha que todas as vendas dessa empresa sejam parceladas da seguinte forma: 
• 1ª parcela (à vista), correspondente a 30% da venda; 
• 2ª parcela (prazo de 30 dias), correspondente a 30% da venda; 
• 3ª parcela (prazo de 60 dias), correspondente a 40% da venda. 
Considerando a política de recebimento e os dados apresentados, verifica-se que a empresa 
espera receber, no mês de março, o montante de 
A. R$8.000,00. B. R$22.200,00. C. R$24.200,00. D. R$29.600,00. E. R$30.000,00. 
 
1. Introdução teórica 
 
Planejamento de vendas 
 
 O planejamento de vendas é fundamental para que a empresa alcance o sucesso 
esperado em seus negócios. A preparaçãode um planejamento de vendas visa a prever, com 
antecipação, o valor das receitas que a empresa espera receber em determinado período 
futuro e, em consequência, estabelecer planos de ações para que seus objetivos sejam 
alcançados. 
O planejamento de vendas (projeção de vendas ou orçamento de vendas) é, 
basicamente, uma estimativa da quantidade de vendas e, consequentemente, do faturamento 
que uma empresa pode obter no futuro. A projeção de vendas pode ser feita mediante análise 
das vendas anteriores da empresa como ferramenta no planejamento de curto, médio e longo 
prazos. 
Para Schubert (2005), os números de um orçamento não têm a obrigação de coincidir 
com os números que serão obtidos à medida que a realização da empresa avança sobre o 
 
14Questão 19 – Enade 2015. 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
35 
período orçado. Os números das previsões tendem a aproximar-se dos números realizados. 
De acordo com Horngren et al (2004), o orçamento de vendas é um ponto de partida para a 
elaboração do orçamento geral, porque os níveis de estoques, as compras e as despesas 
operacionais são engrenados ao nível previsto de vendas. A previsão de vendas acurada é 
essencial para um orçamento eficaz. 
 Após o orçamento de vendas, podem ser preparados o orçamento de compras e o 
orçamento de despesas operacionais, e pode ser prevista, mês a mês, a posição de caixa. A 
precisão dos programas estimados de produção e das tabelas de custo depende do 
detalhamento e da exatidão, em valor e em quantidade, da previsão de vendas. 
O planejamento de vendas influencia diretamente a projeção do fluxo de caixa. O fluxo 
de caixa é um instrumento financeiro que realiza o controle da movimentação financeira, ou 
seja, a captação e a aplicação de recursos em determinado período de tempo. A segurança 
do orçamento de caixa depende, principalmente, do grau de exatidão do orçamento de 
vendas. Qualquer erro significativo na projeção do faturamento afeta diretamente o fluxo de 
caixa. Um dos itens mais representativos na formação do fluxo de caixa é o recebimento de 
clientes proveniente de vendas à vista e a prazo. É evidente que oferecer prazos de pagamento 
maiores facilita as vendas, mas provoca alterações na gestão financeira, pois, quanto maior o 
prazo de pagamento concedido aos clientes, menor a eficiência de geração de caixa da 
empresa, o que revela menor capacidade de pagamento de suas obrigações. 
 
2. Indicações bibliográficas 
 
• BORGES, L. Como fazer projeção de vendas. Disponível em <http://blog.luz.vc/como-
fazer/como-fazer-projecao-de-vendas/>. Acesso em 24 fev. 2016. 
• HORNGREN, C. T. et al. Contabilidade de custos: uma abordagem gerencial. 11. ed. São 
Paulo: Prentice Hall, 2004. v. 1. 
• SCHUBERT, P. Orçamento empresarial integrado: metodologia, elaboração, controle e 
acompanhamento. 3. ed. São Paulo: Freitas Bastos, 2005. 
• TREASY. Projeção do fluxo de caixa. Disponível em 
<https://www.treasy.com.br/blog/projecao-de-fluxo-de-caixa>. Acesso em 04 out. 2016. 
 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
36 
Questão 1915. O sucesso de toda empresa, depende de um bom processo orçamentário. 
Assim são feitas as análises e os planos estratégicos. Para elaborar um orçamento empresarial 
é preciso analisar o ramo de atividade da empresa e assim buscar informações como um todo 
para elaborar o melhor orçamento a fim de buscar a lucratividade e menos riscos. Sobre os 
conceitos acerca de orçamento, assinale dentre as alternativas a seguir a que 
estiver INCORRETA: 
 
A. Orçamento Estático: a filosofia do orçamento estático está em romper com o passado, 
ou seja, nunca deixar o orçamento a partir das observações dos dados do passado, 
pois estes podem conter ineficiências que poderiam ser perpetuadas. 
B. O Orçamento Contínuo tem por objetivo analisar, naquele período em que foi 
elaborado, o que deu certo e o que deu errado e assim projetar um novo orçamento a 
fim de diferenciar o que deu errado, contudo analisar detalhadamente as receitas e as 
despesas para ter base para a elaboração do período futuro. O orçamento contínuo 
cobre em torno de 12 meses, sendo que se pode revisa-lo mensalmente, 
trimestralmente e semestralmente, resultando em um orçamento mais claro e 
detalhado. 
C. O processo de elaboração do orçamento em uma organização, seja pública ou privada, 
é parte importante no planejamento e controle financeiro. Na busca das empresas por 
diferenciação no mercado, o orçamento deve ser visto não só como instrumento de 
gestão, mas também como uma ferramenta estratégica. 
D. O Orçamento Flexível objetiva auxiliar a empresa a calcular sua capacidade e assim 
prever seus custos para vários níveis de atividades. O orçamento flexível somente 
torna-se eficaz quando a empresa consegue calcular o que cada empregado produz o 
que cada máquina ou computador produz e o que cada metro quadrado a fábrica 
produz, assim os gestores conseguem se preparar para o inesperado. 
E. As principais etapas para uma empresa elaborar o orçamento empresarial são: 
orçamento de vendas, orçamento de produção ou fabricação, orçamento dos custos de 
matéria-prima, orçamento dos custos de mão-de-obra direta, orçamento dos custos 
indiretos de fabricação, despesas de vendas e administrativas, projeção dos financeiros. 
 
 
15 (Ano: 2016 Banca: IESES Órgão: BAHIAGÁS Prova: IESES - 2016 - BAHIAGÁS - Analista de Processos 
Organizacionais - Administração) 
 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/ieses
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/bahiagas
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/ieses-2016-bahiagas-analista-de-processos-organizacionais-administracao
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/ieses-2016-bahiagas-analista-de-processos-organizacionais-administracao
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
37 
Questão 2016. O orçamento empresarial tem como finalidade: 
 
A. atribuir poderes aos diversos segmentos administrativos. 
B. definir as funções de planejamento e controle dos ativos. 
C. definir as metas rotineiras e não rotineiras no âmbito empresarial. 
D. traduzir, em termos monetários, o planejamento das atividades da empresa, que é 
retratado, de forma integrada, nos aspectos econômicos e financeiros. 
 
 
 
16 (Ano: 2016 Banca: UECE-CEV Órgão: DER-CE Prova: UECE-CEV - 2016 - DER-CE - Engenharia Mecânica) 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/uece-cev
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/der-ce
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/uece-cev-2016-der-ce-engenharia-mecanica
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
38 
Questão 21. A Indústria Aquarius S.A. adquiriu, em 01/01/2011, um equipamento para seu 
parque fabril no valor de R$400.000,00, cuja vida útil foi estimada em 10 anos, sem valor 
residual. No final de 2013, a indústria tomou conhecimento que foi lançado, no mercado, um 
novo equipamento com tecnologia reconhecidamente superior, gerando indícios de que o 
equipamento em uso sofreu relevante desvalorização. 
Estudos realizados pela empresa identificaram que o valor justo líquido de despesas a ser 
obtido na venda do equipamento era de R$180.000,00 e o valor em uso projetado pelo do 
valor presente de fluxos de caixa futuros esperados era de R$240.000,00. 
Após a avaliação desse equipamento, em 31/12/2013, e em atendimento ao CPC 01 (R1) – 
Redução ao Valor Recuperável de Ativos, o valor recuperável do equipamento e o valor da 
perda por impairment, serão, respectivamente, iguais a 
 
A. R$180.000,00 e R$100.000,00. 
B. R$240.000,00 e R$40.000,00. 
C. R$400.000,00 e R$160.000,00. 
D. R$240.000,00 e R$280.000,00. 
E. R$180.000,00 e R$60.000,00. 
 
 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
39 
Questão 22. Uma sociedade empresarial, em outubro de 2013, adquiriu 12 toneladas de 
determinadamatéria-prima por R$60.000,00 a tonelada. Ao final do exercício, a empresa 
mantinha em seu estoque apenas 1/4 dessa matéria-prima, cuja cotação no mercado era de 
R$55.000,00 a tonelada. De acordo com as projeções econômicas, há forte possibilidade de, 
já em 2014, ocorrer recuperação da cotação do produto no mercado, quando, então, espera-
se que ele atinja o preço unitário de R$70.000,00, caso se mantenham estáveis algumas 
variáveis econômicas no futuro. 
No fechamento do balanço, em 31/12/2013, a empresa deverá avaliar os estoques pelo valor 
realizável líquido de acordo com o CPC Nº 16 (R1) – Estoques. 
Com base nas informações, para o fechamento do balanço, em 31/12/2013, assinale a 
alternativa que mostra o procedimento contábil que a empresa deverá adotar. 
A. Reconhecer uma receita de R$30.000,00, considerando a potencialidade de benefícios 
futuros. 
B. Contabilizar R$30.000,00 no patrimônio líquido, na conta outros resultados abrangentes e 
a débito de estoques. 
C. Reconhecer despesas com perdas estimadas para redução ao valor realizável líquido no 
valor de R$15.000,00, creditando igual valor diretamente na conta de estoques. 
D. Reconhecer despesas com perdas estimadas para redução ao valor realizável líquido no 
valor de R$45.000,00 a crédito de lucros acumulados. 
E. Reconhecer despesas com perdas estimadas para redução ao valor realizável líquido no 
valor de R$15.000,00, creditando igual valor em conta redutora de estoques. 
 
 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
40 
Questão 2317. Uma empresa apresentou, em seu Balanço Patrimonial de 31/12/2013, o saldo 
de R$560.000,00 na conta Provisões, o qual era composto pelos valores a seguir. 
 
 
 
Para a elaboração das demonstrações contábeis de 31/12/2014, foram obtidas as informações 
a seguir sobre os diversos processos que a empresa está respondendo. 
 
 
 
Com base nessas informações, a empresa reconheceu, na Demonstração de Resultados de 
2014, 
A. despesa com provisão no valor de R$80.000,00. 
B. despesa com provisão no valor de R$240.000,00. 
C. ganho líquido com provisão no valor de R$160.000,00. 
D. despesa com provisão no valor de R$40.000,00. 
E. ganho líquido com provisão no valor de R$320.000,00. 
 
 
 
17 (FCC/2015 – com adaptações). 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
41 
Questão 24.18 
A Demonstração do Valor Adicionado (DVA) tem por finalidade evidenciar a riqueza criada pela 
entidade e sua distribuição durante determinado período. Seus dados, em sua grande maioria, 
são obtidos principalmente a partir da Demonstração do Resultado. 
A respeito desse tema, avalie as afirmações a seguir. 
I. A DVA da empresa informa a riqueza criada pelos usuários externos em determinado 
período e a forma como tais riquezas foram distribuídas. 
II. O valor adicionado representa a riqueza criada pela empresa, medida, de forma geral, 
pela diferença entre o valor das vendas e os insumos adquiridos de terceiros, incluindo 
também o valor adicionado recebido em transferência, ou seja, produzido por terceiros e 
transferido à entidade. 
III. A receita de venda de mercadorias, de produtos e de serviços representa os valores 
reconhecidos na contabilidade pelo regime de competência e incluídos na demonstração 
do resultado do período. 
IV. A DVA apresenta a distribuição da riqueza criada para os agentes que contribuíram para 
a sua geração, incluindo os sócios acionistas. 
É correto apenas o que se afirma em 
A. I e II. 
B. I e III. 
C. II e IV. 
D. I, III e IV. 
E. II, III e IV. 
 
1. Introdução teórica 
 
Demonstração do Valor Adicionado 
 
A Demonstração do Valor Adicionado (DVA), componente do balanço social, é um 
instrumento complementar na análise da situação econômico-financeira das empresas. Tem 
por finalidade evidenciar a riqueza criada pela entidade e sua distribuição durante determinado 
período. 
 
18Questão 24 – Enade 2012. 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
42 
Conforme consta no Pronunciamento Técnico CPC 09 - Demonstração do Valor 
Adicionado, a elaboração da DVA deve observar a Estrutura Conceitual Básica para Elaboração 
e Apresentação das Demonstrações Contábeis e seus dados, em sua maioria, devem ser 
obtidos a partir da demonstração do resultado. 
A DVA é formada por duas partes: (i) composição do valor adicionado gerado pela 
empresa e (ii) distribuição do valor adicionado aos diversos elementos que contribuíram para 
sua obtenção. 
As receitas de vendas de produtos, mercadorias e serviços auferidos pela empresa, 
excluídos os insumos adquiridos de terceiros, são itens que representam composição do valor 
adicionado. Em outras palavras, o valor adicionado representa a riqueza criada pela empresa, 
medida pela diferença entre o valor das vendas e o valor dos insumos adquiridos de terceiros. 
Compreende também o valor adicionado recebido em transferência, isto é, aquele produzido 
por terceiros e transferido à entidade. 
A segunda parte da DVA evidencia como o valor adicionado foi distribuído entre o 
quadro de pessoal da empresa (sob a forma de remuneração direta, benefícios e FGTS), qual 
é a parcela do governo (sob a forma de impostos, taxas e contribuições), qual é a remuneração 
dos financiadores externos de capital (pagamento de juros, por exemplo) e qual é a 
remuneração atribuída aos sócios e acionistas (sob a forma de dividendos ou juros sobre o 
capital próprio). 
 
2. Indicação bibliográfica 
 
• COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS – CPC. Pronunciamento Técnico CPC 09 – 
Demonstração do Valor Adicionado. 2014. Disponível em 
<http://static.cpc.mediagroup.com.br/Documentos/175_CPC_09.pdf>. Acesso em 24 jun. 
2014. 
 
 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
43 
Questão 25.19 
A Cia Alfa e a Cia Beta apresentavam os seguintes balanços patrimoniais em 31/12/X0: 
 
Em 01/01/X1, a Cia Alfa adquiriu 90% de participação da Cia Beta por R$ 19.800. Na data, o 
valor de mercado do terreno é de R$ 12.000 e na negociação foi atribuído um valor de R$ 
5.000 para a marca da empresa. Assinale o valor da conta “Participações de não 
Controladores” no balanço patrimonial consolidado em 01/01/X1 com base na NBC TSP 17 – 
Demonstrações Contábeis Consolidadas, considerando apenas os dados apresentados. 
A. R$ 1.500. 
B. R$ 1.700. 
C. R$ 1.980. 
D. R$ 2.200. 
 
 
19 Ano: 2019 Banca: CONSULPLAN Órgão: CFC Prova: CONSULPLAN - 2019 - CFC - Bacharel em Ciências 
Contábeis - 2º Exame 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/consulplan
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/cfc
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/consulplan-2019-cfc-bacharel-em-ciencias-contabeis-2-exame
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/consulplan-2019-cfc-bacharel-em-ciencias-contabeis-2-exame
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44 
Questão 26.20 
Com relação à Consolidação das Demonstrações Contábeis, assinale a alternativa correta: 
A. A consolidação das demonstrações contábeis é uma técnica contábil que consiste na 
unificação das demonstrações contábeis de todas as controladas da empresa com o 
objetivo de comparar a situação econômico-financeira das controladas com a da 
controladora. 
B. A consolidação das demonstrações contábeis consiste em subtrair do saldo contábil do 
grupo econômico todos os saldos das contas contábeis das controladas. 
C. As empresas que são obrigadas a efetuarem a consolidação das demonstrações contábeis, 
devem fazê-la, mas não podem publicar esta consolidação, devendo permanecer estes 
dados em poder do grupo econômico e fornecendo-os ao órgão competente apenas 
quando solicitado. 
D. As demonstrações contábeis consolidadas devem: combinar itens similares de ativos, 
passivos, patrimônio líquido, receitas, despesas e fluxos de caixa da controladora com os 
de suas controladas. 
E. A responsabilidade pela consolidaçãodas demonstrações contábeis é da sociedade 
controlada que apresentar o maior Patrimônio Líquido 
 
 
20 Ano: 2018 Banca: IBFC Órgão: Câmara Municipal de Araraquara - SP Prova: IBFC - 2018 - Câmara 
Municipal de Araraquara - SP - Contador 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/ibfc
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/camara-municipal-de-araraquara-sp
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/ibfc-2018-camara-municipal-de-araraquara-sp-contador
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/ibfc-2018-camara-municipal-de-araraquara-sp-contador
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45 
Questão 27.21 A Consolidação das demonstrações contábeis objetiva informar aos seus 
usuários os resultados das operações e a posição financeira do Grupo empresarial; portanto 
ficam submetidas ao processo de consolidação integral, as empresas as quais o investidor 
tenha investimentos classificados como: 
A. investimentos disponíveis para venda. 
B. controlada em conjunto. 
C. investimentos com influência significativa. 
D. coligada. 
E. controlada. 
 
 
21 Ano: 2018 Banca: IBADE Órgão: Câmara de Porto Velho - RO Prova: IBADE - 2018 - Câmara de Porto Velho 
- RO - Contador 
 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/ibade
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/camara-de-porto-velho-ro
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/ibade-2018-camara-de-porto-velho-ro-contador
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/ibade-2018-camara-de-porto-velho-ro-contador
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46 
Questão 28.22 Situação hipotética: A Cia JOBOATÃO possui 60% de ações da Cia 
PETROLINA. As companhias apresentaram seus balanços para fins de consolidação, conforme 
abaixo: 
 
Considerando que a Cia JABOATÃO não possui outros investimentos e que não houve lucro 
não realizado nas transações entre as duas companhias e diante do balanço apresentado para 
fins de consolidação, pode-se afirmar: 
A. O valor o ativo circulante consolidado é de R$ 175.000,00. 
B. O valor do passivo circulante consolidado é de R$ 75.000,00. 
C. O valor do ativo não circulante consolidado é de R$ 165.000,00. 
D. O valor do patrimônio líquido consolidado é de R$ 234.000,00. 
E. O valor do passivo não circulante consolidado é de R$ 90.000,00. 
 
 
22 Ano: 2019 Banca: INAZ do Pará Órgão: CORE-PE Prova: INAZ do Pará - 2019 - CORE-PE - Contador 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/inaz-do-para
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/core-pe
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/inaz-do-para-2019-core-pe-contador
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47 
Questão 29.23 
Com relação à consolidação de demonstrações contábeis, julgue o item a seguir. 
I Trata-se de procedimento obrigatório para todas as sociedades por ações, abertas ou 
fechadas, e, ainda, para entidades limitadas, quando existirem investimentos em controladas, 
sem qualquer exceção. 
II É admissível uma defasagem de até sessenta dias entre as datas das demonstrações 
contábeis das empresas consolidadas e da empresa consolidadora, desde que satisfeitas as 
demais condições exigíveis. 
III Devem ser excluídos das demonstrações os custos de estoque e os lucros ou prejuízos 
relativos a resultados ainda não realizados de negócios entre sociedades. 
IV Os resultados relativos ao goodwill decorrente de operações intragrupo devem ser 
evidenciados na consolidação. 
Estão certos apenas os itens 
A. I e II. 
B. I e IV. 
C. II e III. 
D. I, III e IV. 
E. II, III e IV. 
 
 
23 Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SEFAZ-RS Prova: CESPE - 2019 - SEFAZ-RS - Auditor Fiscal da Receita 
Estadual - Bloco II 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/cespe
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/sefaz-rs
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/cespe-2019-sefaz-rs-auditor-fiscal-da-receita-estadual-bloco-ii
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/cespe-2019-sefaz-rs-auditor-fiscal-da-receita-estadual-bloco-ii
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
48 
Questão 30.24 As Cias. A e B apresentavam os seguintes balanços patrimoniais em 
31/12/2017: 
 
 
Na data, o terreno da Cia. A tinha valor justo de R$ 200.000, enquanto o terreno da Cia. B 
tinha valor justo de R$ 150.000. 
Em 02/01/2018, os sócios das duas empresas fazem uma fusão, constituindo a Cia. ABC. 
Assinale a opção que indica o valor do patrimônio líquido da Cia. ABC na data da fusão. 
A. R$150.000,00 
B. R$250.000,00 
C. R$290.000,00 
D. R$320.000,00 
E. R$460.000,00 
 
 
 
24 Provas: FGV - 2018 - AL-RO - Analista Legislativo - Contabilidade 
Disciplina: Contabilidade Geral - Assuntos: 4. Fusão, incorporação e cisão 
https://www.aprovaconcursos.com.br/questoes-de-concurso/prova/fgv-2018-al-ro-analista-legislativo-contabilidade
https://www.aprovaconcursos.com.br/questoes-de-concurso/disciplina/contabilidade-geral
https://www.aprovaconcursos.com.br/questoes-de-concurso/questoes/assunto/4.+Fus%C3%A3o%2C+incorpora%C3%A7%C3%A3o+e+cis%C3%A3o
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
49 
Questão 31.25 A Cia. M é controlada pela Cia. K. As duas empresas apresentavam os 
seguintes balanços patrimoniais em 31/12/2017. 
 
 
 
Em 02/01/2018, os sócios da Cia. K resolvem incorporar a Cia. M, que deixa de existir. Na 
data, os estoques da Cia. M tinham valor justo de R$ 60.000. 
Assinale a opção correta em relação ao balanço patrimonial da Cia. K, depois de realizada a 
incorporação da Cia. M. 
 
A. O ativo total era de R$ 80.000. 
B. O passivo total era de R$ 50.000. 
C. O capital social era de R$ 80.000. 
D. A reserva de lucros era de R$ 30.000. 
E. O ajuste da avaliação patrimonial era de R$ 30.000. 
 
 
 
 
25 Ano: 2018 Banca: FGV Órgão: AL-RO Prova: FGV - 2018 - AL-RO - Analista Legislativo - Contabilidade 
 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/fgv
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/al-ro
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/fgv-2018-al-ro-analista-legislativo-contabilidade
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
50 
Questões 32 e 33 
Questão 32.26 
Pelas características qualitativas da informação contábil-financeira útil, são identificados os tipos de 
informação que muito provavelmente são reputados como os mais úteis para investidores, credores 
por empréstimos e outros credores, existentes e em potencial, para tomada de decisões acerca da 
entidade que reporta com base na informação de seus relatórios contábil-financeiros (informação 
contábil-financeira). 
As demonstrações contábeis retratam os efeitos patrimoniais e financeiros das transações e outros 
eventos, por meio do seu grupamento em classes amplas de acordo com as características econômicas. 
Essas classes são denominadas elementos das transações contábeis. Os elementos diretamente 
relacionados à mensuração da posição patrimonial e financeira no Balanço Patrimonial são os ativos, 
os passivos e o patrimônio líquido. 
COMITÉ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS. Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-
Financeiro: CPC 00 (R1). Brasília, 2011 (com adaptações). 
 
Tendo como referência o exposto, suponha que uma indústria de alta tecnologia tenha 
descontinuado a produção de um componente eletrônico que era vendido a outras indústrias 
para a fabricação de microcomputadores e que a máquina instalada nessa linha de produção 
tenho sido concebida especialmente para fabricar esse componente. Considere, ainda, que 
dada a impossibilidade do uso desse componente em outras linhas de produção ou de sua 
venda no mercado de usados, o contador tenha baixado a máquina do ativo da empresa, cujo 
valor contábil na data da baixa era de R$1.300.000,00. 
Com base na situação apresentada,faça o que se pede nos itens a seguir. 
a) Justifique a decisão do contador de baixar a máquina do ativo da empresa, 
fundamentando-se na definição de ativo segundo as normas contábeis adotadas no Brasil. 
b) Supondo que o contador não tivesse baixado a máquina do ativo, descreva a consequência 
para a utilidade e a qualidade das informações contábeis reportadas pela empresa. Embase 
sua resposta nas Características Qualitativas Fundamentais. 
 
Questão 33.27 
As Características Qualitativas Fundamentais, previstas na Estrutura Conceitual para 
Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis, são a relevância e a 
representação fidedigna. 
No que diz respeito a essas características, avalie as afirmativas a seguir. 
 
26Questão Discursiva 5 – Enade 2015. 
27Questão 15 – Enade 2015. 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
51 
I. A informação contábil-financeira é relevante quando capaz de fazer diferença, com valor 
preditivo e/ou confirmatório, nas decisões. 
II. A informação pode ser capaz de fazer diferença em uma decisão ainda que alguns usuários 
decidam não a levar em consideração. 
III. Para ser representação fidedigna, a realidade retratada deve ser completa e neutra, e estar 
livre de erro. 
É correto o que se afirma em 
A. I, apenas. 
B. II, apenas. 
C. I e III, apenas. 
D. II e III, apenas. 
E. I, II, III. 
 
1. Introdução teórica 
1.1. Aspectos gerais da Estrutura Conceitual 
O Comitê de Pronunciamentos Contábeis emitiu, em 2011, o Pronunciamento 
Conceitual Básico (R1), que trata da Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de 
Relatório Contábil-Financeiro, também denominado de CPC 00. 
De acordo com o prefácio desse pronunciamento, o International Accounting Standards 
Board (IASB), organização internacional que publica e atualiza as normas internacionais de 
contabilidade, está em pleno processo de atualização de sua Estrutura Conceitual, cujo projeto 
está sendo conduzido em fases, como reproduzido abaixo. 
 
À medida que um capítulo é finalizado, itens da Estrutura Conceitual para 
Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis, que foi emitido em 
1989, vão sendo substituídos. Quando o projeto da Estrutura Conceitual for 
finalizado, o IASB terá um único documento, completo e abrangente, 
denominado Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório 
Contábil-Financeiro (The Conceptual Framework for Financial Reporting). 
 
A Estrutura Conceitual está dividida em quatro capítulos, conforme segue. 
• Capítulo 1 – Objetivo do relatório contábil-financeiro de propósito geral. 
• Capítulo 2 – A entidade que reporta a informação (dado a ser acrescentado futuramente). 
• Capítulo 3 – Características qualitativas da informação contábil-financeira útil. 
• Capítulo 4 – Estrutura Conceitual para elaboração e apresentação das demonstrações 
contábeis (1989): texto remanescente. 
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52 
O objetivo das demonstrações contábeis, segundo as determinações do 
Pronunciamento Conceitual Básico (R1) – (CPC 00), é fornecer informações que sejam úteis 
na tomada de decisões econômicas e nas avaliações por parte dos usuários em geral, não 
tendo o propósito de atender à finalidade ou à necessidade específica de determinados grupos 
de usuários. Essas regulamentações satisfazem, portanto, as necessidades comuns da maioria 
dos seus usuários. 
Segundo o Pronunciamento (CPC 00), os usuários utilizam as demonstrações contábeis 
para tomadas de decisões econômicas, tais como: 
 
a. decidir quando comprar, manter ou vender instrumentos patrimoniais; 
b. avaliar a administração da entidade quanto à responsabilidade que lhe tenha 
sido conferida e quanto à qualidade de seu desempenho e de sua prestação de 
conta; 
c. avaliar a capacidade de a entidade pagar seus empregados e proporcionar-lhes 
outros benefícios; 
d. avaliar a segurança quanto à recuperação dos recursos financeiros emprestados 
à entidade; 
e. determinar políticas tributárias; 
f. determinar a distribuição de lucros e dividendos; 
g. elaborar e usar estatísticas da renda nacional; ou 
h. regulamentar as atividades das entidades. 
 
Cabe ressaltar que a Estrutura Conceitual apresentada nesse pronunciamento 
estabelece conceitos que fundamentam a elaboração e a apresentação de demonstrações 
contábeis destinadas a usuários externos e não define normas ou procedimentos para 
qualquer questão particular sobre aspectos de mensuração ou divulgação. Nada nessa 
Estrutura Conceitual substitui qualquer Pronunciamento Técnico, Interpretação ou Orientação. 
Se algum conflito for observado, sempre as exigências do Pronunciamento Técnico, da 
Interpretação ou da Orientação específicos devem prevalecer sobre a Estrutura Conceitual. 
 
1.2. Elementos das demonstrações contábeis 
 
O capítulo 4, Estrutura Conceitual para a Elaboração e a Apresentação das 
Demonstrações Contábeis do Pronunciamento Conceitual Básico (R1) – (CPC 00), determina 
que 
 
as demonstrações contábeis retratam os efeitos patrimoniais e financeiros das 
transações e outros eventos, por meio do grupamento dos mesmos em classes 
amplas de acordo com as suas características econômicas. Essas classes 
amplas são denominadas de elementos das demonstrações contábeis. Os 
elementos diretamente relacionados à mensuração da posição patrimonial e 
financeira no balanço patrimonial são os ativos, os passivos e o patrimônio 
líquido. Os elementos diretamente relacionados com a mensuração do 
desempenho na demonstração do resultado são as receitas e as despesas. 
 
Os elementos das demonstrações contábeis são definidos do modo a seguir. 
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53 
• Ativo: é um recurso controlado pela entidade, como resultado de eventos passados, e do 
qual se espera que fluam futuros benefícios econômicos para a entidade. O benefício 
econômico futuro incorporado a um ativo é o seu potencial em contribuir, direta ou 
indiretamente, para o fluxo de caixa ou equivalentes de caixa para a entidade. 
• Passivo: é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos passados, cuja 
liquidação se espera que resulte na saída de recursos da entidade capazes de gerar 
benefícios econômicos. 
• Patrimônio Líquido: é o interesse residual nos ativos da entidade depois de deduzidos 
todos os seus passivos. É representado pelo capital social (recursos aportados pelos 
sócios), pelas reservas de retenções de lucros e pelas reservas que representam ajustes 
para manutenção do capital. 
• Receitas: são aumentos nos benefícios econômicos durante o período contábil, sob a 
forma de entrada de recursos ou de aumento de ativos ou diminuição de passivos, que 
resultam em aumentos do patrimônio líquido. 
• Despesas: são decréscimos nos benefícios econômicos durante o período contábil, sob a 
forma de saída de recursos ou de redução de ativos ou acréscimos de passivos, que 
resultam em decréscimo do patrimônio líquido. 
 
1.3. Características qualitativas da informação contábil-financeira útil 
 
 Conforme Pronunciamento Conceitual Básico (R1) do Comitê de Pronunciamentos 
Contábeis (CPC 00), as características qualitativas da informação contábil-financeira útil 
identificam os tipos e as informações importantes nas decisões de investidores, de credores 
por empréstimos e de outros credores existentes ou em potencial. 
 Para que a informação contábil-financeira seja útil, ela precisa ser relevante e 
representar com fidedignidade o que se propõe a representar. A utilidade da informação 
contábil-financeira será melhorada se ela for comparável, verificável, tempestiva e 
compreensível. As características qualitativas dividem-se, portanto, em fundamentais e de 
melhoria. 
 
1.3.1. Características qualitativas fundamentais 
 
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54 
 As características qualitativas fundamentais são a relevância e a representação 
fidedigna,descritas abaixo. 
• Relevância: de acordo com o item QC6 do CPC 00, a informação contábil-financeira é 
relevante quando é capaz de fazer diferença nas decisões que possam ser tomadas pelos 
usuários, ainda se eles decidirem não a levar em consideração ou se já tiverem tomado 
ciência de sua existência por outras fontes. O item QC7 complementa que a informação 
contábil-financeira é capaz de fazer diferença nas decisões se tiver valor preditivo, valor 
confirmatório ou ambos. A informação contábil tem valor preditivo se puder ajudar os 
usuários a aumentarem a probabilidade de predizer futuros resultados e tem valor 
confirmatório se retroalimentarem ou servirem de feedback para a confirmação ou a 
alteração das avaliações prévias. 
• Representação fidedigna: a realidade é representada fidedignamente, segundo o item 
QC12 do CPC 00, quando apresenta três atributos: é completa, neutra e livre de erros. 
o Completa: o retrato da realidade econômica é completo quando inclui toda a 
informação necessária para que o usuário compreenda o fenômeno que está sendo 
retratado, incluindo todas as descrições e as explicações necessárias. 
o Neutra: um retrato neutro da realidade econômica, de acordo com o item QC14 
do CPC 00, é desprovido de viés na seleção ou na apresentação da informação 
contábil-financeira. A realidade econômica não pode ser manipulada de modo que 
seja recebida pelos usuários de modo favorável ou desfavorável. 
o Livre de erros: a realidade econômica é livre de erros quando não há omissões ou 
erros no fenômeno retratado e quando o processo utilizado para produzir a 
informação reportada foi selecionado e aplicado também livre de erros. 
 
1.3.2. Características qualitativas de melhoria 
 
 As características qualitativas de melhoria são a comparabilidade, a verificabilidade, a 
tempestividade e a compreensibilidade, conforme explicações a seguir. 
• Comparabilidade: permite que os usuários identifiquem e compreendam similaridades e 
diferenças entre os itens. 
• Verificabilidade: significa que diferentes observadores chegam a um mesmo consenso 
sobre determinada informação reportada, embora não cheguem necessariamente a um 
completo acordo. Segundo o Pronunciamento Conceitual Básico (R1), a verificação pode 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
55 
ser direta ou indireta. A verificação direta está relacionada à constatação fidedigna do 
montante ou está relacionada a outra representação por meio de uma observação direta, 
como, por exemplo, por meio da contagem de caixa. A verificação indireta implica checar 
os dados de entrada do modelo ou da fórmula e recalcular os resultados obtidos pela 
aplicação do mesmo método. O exemplo dado por Santos et al (2015) é a verificação do 
valor contábil dos estoques pela verificação dos dados de entrada (quantidades e custos) 
e pelo recálculo do saldo final dos estoques, utilizando a mesma premissa adotada no fluxo 
do custo (por exemplo, usando o método PEPS). 
• Tempestividade: nos termos do item QC29 do CPC 00, tempestividade significa ter 
informação disponível para tomadores de decisão a tempo de ser possível influenciá-los 
em suas decisões. Em geral, a informação mais antiga é a que tem menos utilidade. 
Contudo, certa informação pode ter o seu atributo tempestividade prolongado após o 
encerramento do período contábil em decorrência de alguns usuários que, por exemplo, 
necessitarem identificar e avaliar tendências. 
• Compreensibilidade: segundo o item QC31 do CPC 00, classificar, caracterizar e 
apresentar a informação com clareza e concisão tornam-na compreensível. Certos 
fenômenos são inerentemente complexos, mas a exclusão de informações sobre tais 
fenômenos dos relatórios contábil-financeiros, apesar de tornar a informação mais 
facilmente compreendida, implicaria relatórios incompletos e potencialmente distorcidos. 
Desse modo, o item QC32 do Pronunciamento Conceitual Básico (R1) explica que os 
relatórios contábil-financeiros são elaborados para usuários que têm conhecimento 
razoável de negócios e de atividades econômicas. 
 
2. Indicações bibliográficas 
 
• COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS. Estrutura conceitual para elaboração e 
divulgação de relatório contábil-financeiro. Disponível em 
<http://static.cpc.mediagroup.com.br/Documentos/147_CPC00_R1.pdf>. Acesso em 17 
nov. 2016. 
• SANTOS, J. L. dos, et al. Manual de práticas contábeis: aspectos societários e tributários. 
3. ed. São Paulo: Atlas, 2015. 
 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
56 
Questão 34.28 
As áreas do conhecimento embasam-se em pressupostos e métodos científicos de diversas 
escolas de pensamento. Especificamente na área da contabilidade, as escolas de pensamento 
norte-americana e italiana são as principais correntes em que se fundamenta a contabilidade 
brasileira. Acerca dessas escolas, assinale a opção correta. 
A. A italiana enfatiza a abordagem informacional, enquanto a escola norte-americana confere 
grande importância à sistematização do plano de contas. 
B. A norte-americana adota a visão estabelecida pelo neopatrimonialismo, enquanto a escola 
italiana assume como principal foco a geração das informações contábeis para seus 
diversos usuários. 
C. A italiana prioriza as necessidades dos usuários das informações contábeis, enquanto a 
escola norte-americana demonstra excessiva preocupação em caracterizar a contabilidade 
como ciência. 
D. A norte-americana considera prioritário o conhecimento da teoria das contas, enquanto a 
escola italiana enfatiza a área de auditoria para garantir maior confiabilidade às 
informações geradas. 
E. A norte-americana considera a contabilidade uma fornecedora de informações econômicas 
relevantes para os diversos usuários, enquanto a escola italiana defende que a 
contabilidade deve estudar apenas os eventos que afetam o patrimônio das entidades. 
 
1. Introdução teórica 
 
1.1. A evolução do pensamento contábil 
 
A história da contabilidade indica que a preocupação do homem em controlar suas 
propriedades e suas riquezas foi um dos principais fatores para o avanço da teoria e da 
aplicação da ciência contábil. 
Para Iudícibus (2015), a preocupação com as propriedades e a riqueza é uma constante 
no homem da antiguidade (como hoje também o é), e ele teve de aperfeiçoar seus 
instrumentos de avaliação da situação patrimonial à medida que as atividades se 
desenvolveram em dimensão e em complexidade. 
 
28Questão 10 – Enade 2015. 
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57 
A evolução da contabilidade foi marcada pelo surgimento de várias escolas de 
pensamento contábil, e a obra de Luca Pacioli, publicada em 1494, representou a expressão 
do início da era moderna da Contabilidade. 
O livro de Pacioli, intitulado Summa de arithmetica, geometria, proportioni et 
proportionalitá e publicado em Veneza em 1494, apenas dois anos após a chegada de Colombo 
à América, era fundamentalmente um tratado de matemática, mas incluía uma seção sobre o 
sistema de escrituração por partidas dobradas, denominado Particularis de Computis et 
Scripturis. Essa seção foi o primeiro material publicado que descrevia o sistema de partidas 
dobradas e apresentava o raciocínio sobre o qual se baseavam os lançamentos contábeis 
(HENDRIKSEN, 2012). 
O surgimento do método das partidas dobradas e a sua divulgação por meio da obra 
de Luca Pacioli foram impulsos vigorosos para a expansão da escola italiana por toda a Europa 
e para o seu domínio no cenário contábil até o início do século XX. Em 1920, com a ascensão 
mundial dos Estados Unidos, surge a escola norte-americana. 
O Brasil, por não ter uma escola de pensamento contábil genuinamente nacional, sofreu 
a influência das duas escolas. No período de 1915 a 1964, a contabilidade brasileira foi 
influenciada pela escola italiana. A partir de 1964, com a chegada das empresas de auditoria 
anglo-americanas, a contabilidadebrasileira passou a ser a influenciada pela escola norte-
americana. 
Vale notar que o Decreto N° 2.627, primeira Lei das Sociedades por Ações, publicado 
em 1940, foi redigido segundo os princípios da escola italiana, e a Lei N° 6.404, a nova Lei 
das Sociedades por Ações, publicada em 1976, foi totalmente inspirada na escola norte-
americana. 
 
1.2. Escola italiana 
 
A escola italiana foi a primeira escola do pensamento de contabilidade que exerceu 
influência no cenário contábil mundial. Acontecimentos marcantes de naturezas diversas, nas 
esferas política, social e econômica, envolveram a Itália durante o século XV e XVI. Várias 
cidades italianas, como Veneza, Florença, Gênova e Pisa, destacavam-se pelo 
desenvolvimento do comércio na Europa e tornaram-se pontos de origem e pontos de chegada 
para grandes rotas comerciais do oriente. 
Nesse cenário, Luca Pacioli, convivendo e aprendendo com os mercadores da época, 
escreveu e publicou a obra Summa de arithmetica, geometria, proportioni et proportionalitá, 
na qual expôs o método das partidas dobradas. 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
58 
Iudícibus (2015) menciona que é fácil entender o motivo pelo qual a Contabilidade teve 
seu progresso, como disciplina, em cidades italianas como Veneza, Gênova, Florença e Pisa. 
Essas e outras cidades europeias estavam em plenas atividades mercantis, econômicas e 
culturais a partir do século XIII até o início do século XVII. 
Várias correntes de pensamento contábil foram desenvolvidas na escola italiana. 
Sá (2010) comenta que as diversas correntes doutrinárias receberiam como 
denominação o que imaginavam ser a matéria e o objetivo predominante de estudos da 
contabilidade, conforme descrito a seguir. 
 
• Os contistas imaginavam que a contabilidade deveria dedicar-se ao estudo 
das contas. 
• Os personalistas defendiam o estudo dos aspectos de direitos e das 
obrigações que envolviam os donos da riqueza e tudo o que com esta se 
relacionasse. 
• Os controlistas admitiam que o objetivo era estudar a matéria sob o ângulo 
do controle da riqueza e o que de forma correlata com este se relacionasse. 
• Os aziendalistas admitiam que a instituição, a empresa, são os objetos de 
nosso estudo e que a contabilidade nada mais faz que inserir-se em um 
complexo de matérias que se aplicam ao campo celular social. 
• Os reditualistas observaram a predominância do lucro como objetivo, 
• Os patrimonialistas reconheceram que o objeto de estudos da contabilidade 
é o patrimônio, enquanto riqueza gerida para cumprir o fim aziendal. 
• Os neopatrimonialistas admitem que o objeto de estudos é o patrimônio 
das células sociais, mas estudado sob a ótica de funções sistemáticas, e 
estas em relação à eficácia (SÁ, 2010). 
 
Cada uma dessas escolas e correntes teve sua influência intelectual. Algumas delas 
ainda exercem influências em diversas partes do mundo. 
 No Brasil, o pensamento determinante é o patrimonialismo. 
O patrimonialismo foi criado por Vincenzo Masi, em 1923, e é tido como a principal 
corrente do pensamento da escola italiana. Considera o patrimônio como objeto de estudo da 
contabilidade e divide-se em estática patrimonial, dinâmica patrimonial e relevação 
patrimonial. O patrimonialismo estuda os critérios, os métodos e os instrumentos necessários 
para a mensuração e o levantamento das demonstrações contábeis. Com base nas lições de 
Masi, o Sá (2010) organizou o neopatrimonialismo como escola, com as finalidades de 
ampliação e reforço do pensamento masiano, admitindo que, no patrimônio, tudo se 
transforma, tudo se relaciona, tudo se organiza em sistemas, tudo busca a eficácia e nada 
pode estar alheio aos continentes da riqueza das células sociais. Com isso, esse pensador 
estabeleceu um processo lógico de construção de uma teoria geral que pudesse alimentar 
todas as demais. 
A partir de 1920, a escola italiana começa a entrar em declínio. Segundo Iudícibus 
(2015), os defeitos da escola europeia estão substanciados: 
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59 
 
1) na relativa falta de pesquisa indutiva sobre a qual efetuar generalizações 
mais eficazes; 
2) em se preocupar demasiadamente com a demonstração de que a 
Contabilidade é ciência, quando o mais importante é conhecer bem as 
necessidades informativas dos vários usuários da informação contábil e 
construir um sistema contábil de informação adequado; 
3) na excessiva ênfase na teoria das contas, isto é, no uso exagerado das 
partidas dobradas, inviabilizando, em alguns casos, a flexibilidade, 
necessária, principalmente, na Contabilidade Gerencial; 
4) na falta de aplicação de muitas das teorias expostas; 
5) na queda de nível de algumas das principais faculdades, principalmente 
italianas, superpovoadas de alunos, com professores mal remunerados, 
dando expansão mais à imaginação do que à pesquisa séria de campo e de 
grupo. 
 
Com a decadência da escola italiana, surge a escola norte-americana, que se destacou 
pela proposta de novas ideias para a aplicação da contabilidade. Enquanto a escola italiana 
estudava, de modo geral, apenas a teoria contábil, a escola norte-americana focou-se na 
prática contábil. 
 
1.3. Escola norte-americana 
 
A escola norte-americana começa a ganhar projeção a partir do início do século XX. A 
economia mundial foi estruturalmente modificada em função da consolidação do modelo 
capitalista. 
Segundo Iudícibus (2015), o surgimento das gigantescas corporations, o 
aprimoramento do mercado de capitais e o ritmo de desenvolvimento que os Estados Unidos 
experimentaram representaram terreno fértil para o avanço das teorias e das práticas 
contábeis norte-americanas no início do século XX. Além disso, os Estados Unidos herdaram 
da Inglaterra a tradição no campo de auditoria. 
O mercado mundial precisava de novas informações e a contabilidade, para adequar-
se aos novos padrões, teve de desenvolver um modo de operação mais aprimorado e completo 
para atender a um número cada vez maior de usuários da informação contábil, preocupados 
na garantia da segurança de seus investimentos. 
A quebra da bolsa de Nova York, em 1929, foi outro fator que contribuiu para o 
desenvolvimento da contabilidade nos Estados Unidos. 
Segundo Hendriksen (2012), a crise do mercado de ações de New York em 1929 gerou 
“ondas de choque” que continuaram a ser sentidas por seis décadas. Antes dessa crise, os 
investimentos na Bolsa de Valores de New York estavam em pleno crescimento, com a 
quadruplicação do volume médio negociado de 1922 a 1929. A partir de outubro de 1929, e 
em curto espaço de tempo, a expansão terminou e iniciou-se a grande depressão. 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
60 
A quebra da bolsa causou forte abalo na contabilidade e nas demonstrações contábeis 
e deixou explícito que as empresas adotavam diferentes métodos contábeis e que não havia 
regras definidas e padronizadas. Assim, contadores, auditores e a própria bolsa de valores 
foram alvo de severas críticas por parte dos investidores. 
Isso obrigou o governo norte-americano a tomar medidas reparadoras, que culminaram 
na criação da SEC (Securities and Exchange Commission), comissão que dispunha de poderes 
para fiscalizar as empresas abertas, para determinar procedimentos contábeis e para 
estabelecer a forma de as demonstrações financeiras serem feitas (as quais, obrigatoriamente, 
deveriam a ela ser entregues). A SEC também ficou incumbida de emitir procedimentos 
práticos de contabilidade e de auditoria. 
Adiciona-se, ainda, como fator decisivo no desenvolvimento da contabilidade nos 
Estados Unidos, o surgimento de associações profissionais responsáveis pela promoção de 
estudos, pesquisas e procedimentos de normas de contabilidade. 
Iudícibus (2015) comenta que a evolução da Contabilidade nos Estados Unidos apoia-
se em sólido embasamento, como os apresentados a seguir. 
 
1) O grandeavanço e o refinamento das instituições econômicas e sociais. 
2) O investidor médio deseja estar permanentemente bem informado, 
colocando pressões não percebidas no curtíssimo prazo, mas frutíferas no 
médio e longo prazos, sobre os elaboradores de demonstrativos financeiros, 
no sentido de que evidenciem tendências; 
3) O governo, as universidades e os institutos de contadores empregam 
grandes quantias para pesquisas sobre princípios contábeis. 
4) O Instituto dos Contadores Públicos Americanos tem sido órgão atuante em 
matéria de pesquisa contábil, desde muitas décadas. 
5) Mais recentemente, a criação do Financial Accounting Standards Board 
(FASB), em 1.973, mesmo ano da criação do IASC, hoje IASB, e, há muitos 
anos, da SEC (a CVM deles), tem propiciado grandes avanços nas pesquisas 
sobre procedimentos contábeis. 
 
 
2. Indicações bibliográficas 
 
• HENDRIKSEN, E. S; BREDA, M. F. V. Teoria da Contabilidade. São Paulo: Atlas, 2012. 
• IUDÍCIBUS, S. de. Teoria da Contabilidade. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2015. 
• SÁ, A. L. Teoria da Contabilidade. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2010. 
 
 
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61 
Questão 35.29 
Em janeiro de 2015, uma empresa solicitou empréstimo a determinada instituição financeira 
para pagamento em dez meses. Foi registrado na contabilidade o valor recebido em conta do 
Ativo e o valor total do empréstimo em conta do Passivo. Os encargos financeiros incidentes 
sobre o empréstimo foram debitados em uma conta redutora do Passivo, denominada 
“Encargos Financeiros a Transcorrer”, tendo sido essa conta posteriormente apropriada para 
despesas financeiras, no resultado, à medida do tempo transcorrido. 
Nessa situação, esse registro contábil dos encargos financeiros tem por base o princípio da 
A. entidade. 
B. prudência 
C. continuidade 
D. competência 
E. atualização monetária. 
 
1. Introdução teórica 
 
1.1. Conceitos de Princípios de Contabilidade 
 
Os Princípios de Contabilidade são normas gerais de observância obrigatória, cujo 
objetivo é orientar os profissionais de contabilidade no exercício de sua profissão. 
Representam a base teórica e doutrinária que sustenta e fundamenta a contabilidade. 
Com a finalidade de unificar os princípios de contabilidade, o Conselho Federal de 
Contabilidade publicou a Resolução CFC N° 750/93, atualizada pela Resolução CFC N° 
1.282/10, que dispõe sobre os Princípios de Contabilidade. 
Segundo a Resolução CFC N° 750/93, com redação dada pela Resolução CFC N° 
1.282/10, 
 
os Princípios de Contabilidade representam a essência das doutrinas e teorias 
relativas à Ciência da Contabilidade, consoante o entendimento predominante 
nos universos científico e profissional de nosso País. Concernem, pois, à 
Contabilidade no seu sentido mais amplo de ciência social, cujo objeto é o 
patrimônio das entidades. 
 
 
29Questão 11 – Enade 2015. 
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62 
1.2. Revogação da Resolução CFC N° 750/93 
 
Os Princípios de Contabilidade aprovados pela Resolução N° 750/93 tiveram 
significativa importância para a melhoria da estrutura teórica e doutrinária da contabilidade 
no Brasil. Entretanto, em virtude das mudanças socioeconômicas ocorridas ao longo do tempo 
no cenário nacional e do processo de convergência das normas brasileiras às normas 
internacionais de contabilidade, essa resolução deixava, cada vez mais, de atender à unicidade 
de conceitos indispensáveis ao adequado às necessidades dos usuários da contabilidade em 
geral. 
 Assim, o Conselho Federal de Contabilidade, por meio da Norma Brasileira de 
Contabilidade – NBC TSP Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Informação 
Contábil de Propósito Geral pelas Entidades do Setor Público –, emitida em 23/09/2016 com 
efeitos aplicados a partir de 01/01/2017, revogou a Resolução CFC N° 750/93 e, 
consequentemente, a Resolução CFC N° 1.282/10. 
O fato de a Resolução CFC N° 750/93 ter sido revogada não significa que os princípios 
de contabilidade deixaram de existir. Em 2008, para a melhor adequação dos princípios de 
contabilidade aos padrões internacionais, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis emitiu o 
Pronunciamento Conceitual Básico – Estrutura Conceitual para Elaboração e Apresentação das 
Demonstrações Contábeis, aprovado pelo Conselho Federal de Contabilidade por meio da 
Resolução CFC N° 1.121/08 que aprovou a NBC TG Estrutura Conceitual. Esse pronunciamento 
introduziu reflexões para a revogação da Resolução N° 750/93. Decidiu-se, no entanto, pela 
não revogação da resolução, que seria realizada futuramente, quando houvesse a revisão de 
seu conteúdo para adaptação à norma brasileira de contabilidade. 
Em 2011, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis preparou uma revisão desse 
pronunciamento, o que deu origem ao Pronunciamento Conceitual Básico (R1), também 
conhecido como CPC 00. Em função dessa revisão, o Conselho Federal de Contabilidade 
revogou a Resolução CFC N° 1.121/08 sendo substituída pela Resolução CFC N° 1.374/11. 
Com a aprovação desses instrumentos, passaram a existir duas orientações sobre as 
características da informação contábil, uma vez que a Resolução CFC N° 750/93 continuava 
em vigor, conforme explicitado. 
Costa, citado por Girotto, conclui que a 
 
recente revogação da Resolução Nº 750/1993 não implica na extinção dos 
princípios contábeis no Brasil. Na verdade, após a aprovação da Resolução 
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63 
1.374/2011, o Brasil passou a contar com uma Estrutura Conceitual (EC/11). 
Enquanto a Resolução Nº 750/1993 era estruturada em ‘princípios’, a EC/11 é 
estruturada em capítulos, como, por exemplo, o do objetivo ou o das 
características qualitativas. De maneira geral, podemos ver que todos os 
princípios mencionados na Resolução Nº 750/1993 também estão na EC, com 
exceção do da prudência. O ‘de/para’ da Resolução Nº 750/1993 é apresentado 
a seguir, com os respectivos parágrafos da Estrutura Conceitual entre 
parênteses: continuidade (4.1), oportunidade (QC12 e QC19), registro do valor 
original e outras bases de mensuração (4.54 a 4.56), competência (OB17 a 
OB20). Em relação ao princípio da entidade, a EC faz menção à “entidade que 
reporta a informação”. É importante destacar que uma versão revisada da EC 
deverá ser emitida em breve pelo International Accounting Standards Board 
(Iasb). A versão revisada dedicará um capítulo ao conceito de ‘entidade’ e deve 
reintroduzir o conceito de ‘prudência’, que não significa antecipar as ‘más 
notícias’ e postergar as ‘boas notícias’, mas, sim, exigir cautela em julgamentos 
sob condições de incerteza. Concluindo, existem formas diferenciadas de 
estruturar os conceitos fundamentais que temos em Contabilidade, mas 
tenham certeza de que sempre estarão vivos e continuarão sendo a estrela-
guia para o desenvolvimento dos pronunciamentos e das decisões a serem 
tomadas pelos profissionais (COSTA apud GIROTTO, S/D). 
 
1.3. Princípios de Contabilidade 
 
Para a adequada análise da questão, formalizada antes de a Resolução Nº 750/1993 
ter sido revogada, faz-se necessário recorrer a ela. De acordo com tal Resolução, são Princípios 
de Contabilidade: o Princípio da Entidade, o Princípio da Continuidade, o Princípio da 
Oportunidade, o Princípio do Registro pelo Valor Original, o Princípio da Competência e o 
Princípio da Prudência. 
O Princípio da Entidade reconhece o patrimônio como objeto da Contabilidade, afirma 
a autonomia patrimonial e prevê a necessidade da diferenciação de um patrimônio particular 
do patrimônio de outras pessoas. Dispõe que o patrimônio da empresa não se confunde com 
o patrimônio dos seus sócios ou proprietários, assim como não se misturam as transações de 
uma empresa com as de outra, ainda que sejam do mesmo grupo empresarial. É oportuno 
destacar que o Capítulo 2, intitulado “A Entidade que Reporta a Informação”, ainda não foi 
acrescentadoà Resolução CFC N° 1.374/2011. Nessa resolução, constam apenas o título e a 
indicação de que esse capítulo será acrescentado futuramente. Uma revisão está prevista pelo 
International Accounting Standards Board (IASB), que dedicará o Capítulo 2 ao conceito da 
Entidade. 
O Princípio da Continuidade pressupõe que a entidade continuará em operação no 
futuro e, portanto, a mensuração e a apresentação dos componentes do patrimônio levam em 
conta que a atividade da empresa ocorrerá por tempo indeterminado. Quando existirem claras 
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64 
evidências de descontinuidade, a entidade deve avaliar seu patrimônio a valores de liquidação, 
como menciona o item 4.1 da Resolução CFC N° 1.374/2011, reproduzido a seguir. 
As demonstrações contábeis normalmente são elaboradas tendo como 
premissa que a entidade está em atividade (going concern assumption) e irá 
manter-se em operação por um futuro previsível. Desse modo, parte-se do 
pressuposto de que a entidade não tem a intenção, nem tampouco a 
necessidade, de entrar em processo de liquidação ou de reduzir materialmente 
a escala de suas operações. Por outro lado, se essa intenção ou necessidade 
existir, as demonstrações contábeis podem ter que ser elaboradas em bases 
diferentes e, nesse caso, a base de elaboração utilizada deve ser divulgada. 
 
O Princípio da Oportunidade refere-se ao processo de mensuração e apresentação dos 
componentes patrimoniais para a produção de informações fidedignas e tempestivas. As 
transações devem ser registradas no momento em que ocorrem e na sua totalidade, sem 
qualquer falta ou qualquer excesso. A representação fidedigna e a tempestividade estão 
previstas, respectivamente, nos itens QC12 e QC19 da Resolução CFC N° 1.374/2011. 
 
QC 12. Os relatórios contábil-financeiros representam um fenômeno econômico 
em palavras e números. Para ser útil, a informação contábil-financeira não tem 
só que representar um fenômeno relevante, mas tem também que representar 
com fidedignidade o fenômeno que se propõe representar. Para ser 
representação perfeitamente fidedigna, a realidade retratada precisa ter três 
atributos. Ela tem que ser completa, neutra e livre de erro. É claro, a perfeição 
é rara, se de fato alcançável. O objetivo é maximizar referidos atributos na 
extensão que seja possível. 
 
QC 19. Comparabilidade, verificabilidade, tempestividade e compreensibilidade 
são características qualitativas que melhoram a utilidade da informação que é 
relevante e que é representada com fidedignidade. As características 
qualitativas de melhoria podem também auxiliar a determinar qual de duas 
alternativas que sejam consideradas equivalentes em termos de relevância e 
fidedignidade de representação deve ser usada para retratar um fenômeno. 
 
O Princípio do Registro pelo Valor Original determina que os componentes do 
patrimônio devem ser, inicialmente, registrados pelos valores originais das transações, ou 
seja, pelo custo histórico, expresso em moeda nacional. A Resolução CFC N° 1.374/2011 
determina, nos itens 4.54 e 4.55, o que segue. 
 
4.54. Mensuração é o processo que consiste em determinar os montantes 
monetários por meio dos quais os elementos das demonstrações contábeis 
devem ser reconhecidos e apresentados no balanço patrimonial e na 
demonstração do resultado. Esse processo envolve a seleção da base específica 
de mensuração. 
 
4.55. Um número variado de bases de mensuração é empregado em diferentes 
graus e em variadas combinações nas demonstrações contábeis. Essas bases 
incluem o que segue: 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
65 
(a) Custo histórico. Os ativos são registrados pelos montantes pagos em 
caixa ou equivalentes de caixa ou pelo valor justo dos recursos entregues para 
adquiri-los na data da aquisição. Os passivos são registrados pelos montantes 
dos recursos recebidos em troca da obrigação ou, em algumas circunstâncias 
(como, por exemplo, imposto de renda), pelos montantes em caixa ou 
equivalentes de caixa se espera serão necessários para liquidar o passivo no 
curso normal das operações. 
(b) Custo corrente. Os ativos são mantidos pelos montantes em caixa ou 
equivalentes de caixa que teriam de ser pagos se esses mesmos ativos ou 
ativos equivalentes fossem adquiridos na data do balanço. Os passivos são 
reconhecidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa, não 
descontados, que se espera seriam necessários para liquidar a obrigação na 
data do balanço. 
(c) Valor realizável (valor de realização ou de liquidação). Os ativos são 
mantidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa que poderiam ser 
obtidos pela sua venda em forma ordenada. Os passivos são mantidos pelos 
seus montantes de liquidação, isto é, pelos montantes em caixa ou 
equivalentes de caixa, não descontados, que se espera serão pagos para 
liquidar as correspondentes obrigações no curso normal das operações. 
(d) Valor presente. Os ativos são mantidos pelo valor presente, descontado, 
dos fluxos futuros de entradas líquidas de caixa que se espera seja gerado pelo 
item no curso normal das operações. Os passivos são mantidos pelo valor 
presente, descontado, dos fluxos futuros de saídas líquidas de caixa que se 
espera serão necessários para liquidar o passivo no curso normal das 
operações. 
 
O Princípio da Competência determina que os efeitos das transações e de outros 
eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem, independentemente do 
recebimento ou do pagamento. Esse princípio pressupõe, também, a simultaneidade da 
confrontação de receitas e de despesas correlatas. Portanto, as despesas e as receitas devem 
ser registradas de acordo com o fato gerador e incluídas na apuração do resultado da empresa 
no período em que ocorrerem, simultaneamente quando existir correlação delas, 
independentemente do pagamento ou do recebimento. A aplicação desse princípio visa a 
evitar que as despesas e as receitas de um período provoquem alterações no resultado de 
outros exercícios, conforme item OB17 da Resolução CFC N° 1.374/201. 
 
OB17. O regime de competência retrata com propriedade os efeitos de 
transações e outros eventos e circunstâncias sobre os recursos econômicos e 
reivindicações da entidade que reporta a informação nos períodos em que ditos 
efeitos são produzidos, ainda que os recebimentos e pagamentos em caixa 
derivados ocorram em períodos distintos. Isso é importante em função de a 
informação sobre os recursos econômicos e reivindicações da entidade que 
reporta a informação, e sobre as mudanças nesses recursos econômicos e 
reivindicações ao longo de um período, fornecer melhor base de avaliação da 
performance passada e futura da entidade do que a informação puramente 
baseada em recebimentos e pagamentos em caixa ao longo desse mesmo 
período. 
 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
66 
O Princípio da Prudência determina a adoção do menor valor para os componentes do 
ativo e do maior valor para os componentes do passivo, sempre que se apresentem 
alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o 
patrimônio líquido. Esse princípio impõe, quando da existência de opções igualmente 
aceitáveis, a escolha daquela que resulte na obtenção do menor patrimônio líquido, ou seja, 
em condições de incerteza, deve-se exigir cautela nos julgamentos e na apuração dos valores. 
Para as receitas, deve-se considerar a receita de menor valor. Para as despesas, deve-
se considerar a despesa de maior valor. Ou seja, na existência de passivos sujeitos à 
atualização monetária, havendo formas alternativas de cálculos para a obtenção dos novos 
valores atualizados, deve-se sempre optar por aquela forma que resulte em maior valor para 
o passivo, e, consequentemente, que registre uma despesa maior. Cabe lembrar que o 
Princípio da Prudência ainda não consta da Resolução CFC Nº 1.374/2011. Esse princípio será 
acrescentadofuturamente. A revisão prevista pelo International Accounting Standards Board 
(IASB) deverá reintroduzir o conceito da Prudência. 
 
2. Indicações bibliográficas 
 
• CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Resolução CFC N° 750, de 29 de dezembro de 
1993. Brasília. Disponível em <http://www2.cfc.org.br/sisweb/sre/detalhes_sre.aspx? 
Codigo=1993/000750&arquivo=RES_750.DOC>. Acesso em 15 dez. 2016. 
• _____________.Resolução CFC N° 1.282, de 28 de maio de 2010. Brasília. Disponível em 
<http://www2.cfc.org.br/sisweb/sre/detalhes_sre.aspx?Codigo=2010/001282& 
arquivo=Res_1282.doc>. Acesso em 15 dez. 2016. 
• ____________.Resolução CFC N° 1.374, de 08 de dezembro de 2011. Brasília. Disponível 
em <http://www2.cfc.org.br/sisweb/sre/detalhes_sre.aspx?Codigo=2011/ 
001374&arquivo=Res_1374.doc>. Acesso em 29 jun. 2017. 
• ___________.NBCTSP – Estrutura Conceitual, de 23 de setembro de 2016. Brasília. 
Disponível em <http://www2.cfc.org.br/sisweb/sre/detalhes_sre.aspx?Codigo=2016/ 
NBCTSPEC&arquivo=NBCTSPEC.doc>. Acesso em 29 jun. 2017. 
• GIROTTO, M. Revogação da Resolução N° 750/1993: contexto e considerações. Disponível 
em <http://cfc.org.br/noticias/revogacao-da-resolucao-no-7501993-contexto-e-
consideracoes/>. Acesso em 29 jun. 2017. 
• IUDÍCIBUS, S. de. Teoria da Contabilidade. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2015. 
 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
67 
Questão 36.30 
No Brasil, as normas internacionais de contabilidade tiveram como marco regulatório as 
publicações da Lei N° 11.638/2007 e da Lei N° 11.941/2009, que determinaram a adoção 
inicial aos padrões internacionais de contabilidade nas empresas brasileiras. 
Nesse sentido, a legislação societária determina que, no Balanço Patrimonial, os ativos e os 
passivos decorrentes de operações de longo prazo devem ser ajustados a valor presente, e, 
os demais, ajustados, quando houver 
A. efeito relevante. 
B. provisões de perdas. 
C. reversão de reservas. 
D. ajuste de avaliação patrimonial. 
E. teste de recuperabilidade de ativos. 
 
1. Introdução teórica 
 
 Até o advento da Lei N° 11.638/07, não existia, na legislação societária, cuja base é a 
Lei N° 6.404/76, a obrigatoriedade de registro, a valor presente, dos direitos e das obrigações 
da entidade. 
 A Lei N° 11.638/2007 introduziu, como critério de avaliação de ativos e passivos, a 
obrigatoriedade de ajustar os ativos e os passivos decorrentes de operações de longo prazo a 
valor presente. 
 O Art. 183 da Lei N° 6.404/76, que trata dos critérios de avaliação do ativo, inciso VIII, 
determina que 
os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo serão 
ajustados a valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito 
relevante. (Incluído pela Lei N° 11.638, de 2007 e vide Lei N° 12.973, de 2014)
 . 
 
Já, o Art. 184 da mesma lei, que trata dos critérios de avaliação do passivo, em seu 
inciso III, determina que 
 
as obrigações, os encargos e os riscos classificados no passivo não circulante 
serão ajustados ao seu valor presente, sendo os demais ajustados quando 
 
30Questão 12 – Enade 2015. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11638.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L12973.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L12973.htm#art4
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
68 
houver efeito relevante. (Redação dada pela Lei Nº 11.941, de 2009 e vide Lei 
Nº 12.973, de 2014). 
 
 Conclui-se, portanto, que todos os itens classificados no ativo realizável a longo prazo 
e no passivo não circulante devem ser ajustados a valor presente e os demais ativos e passivos 
de curto prazo somente devem ser ajustados a valor presente caso esse ajuste tenha efeito 
relevante nas demonstrações contábeis. 
 O termo relevante é definido pelo CPC 00 – Estrutura Conceitual para Elaboração e 
Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro – como a capacidade de a informação fazer 
diferença em uma decisão tomada pelos usuários da contabilidade. A informação contábil-
financeira só será capaz de fazer diferença nas decisões se estiver revestida de valor preditivo, 
de valor confirmatório ou de ambos. 
 A informação contábil tem valor preditivo se puder ajudar os usuários a aumentar a 
probabilidade de predizer futuros resultados e tem valor confirmatório se retroalimentar, servir 
de feedback para confirmar ou alterar as avaliações prévias. 
 Os requisitos básicos a serem observados quando da apuração do Ajuste a Valor 
Presente (AVP) são estabelecidos pelo CPC 12 – Ajuste a Valor Presente. 
 De acordo com esse Pronunciamento Técnico, o Ajuste a Valor Presente tem como 
objetivo demonstrar o valor presente de um fluxo de caixa futuro. Para determinar o valor 
presente de um fluxo de caixa, são exigidas três informações: o valor do fluxo futuro 
(considerando todos os termos e as condições contratados), a data do referido fluxo financeiro 
e a taxa de desconto aplicável à transação. 
 O conceito de valor presente está associado ao valor do dinheiro no tempo. 
 Para Martins et al (2013), a aplicação do ajuste a valor presente corrige o aspecto de 
tratar transações a prazo e à vista da mesma forma. O objetivo é determinar as parcelas de 
ativo e de passivo que não correspondem ao preço efetivo da transação, mas ao ajuste por 
conta do valor do dinheiro no tempo. 
 O item 9 do Pronunciamento Técnico CPC 12 determina que 
 
ativos e passivos monetários com juros implícitos ou explícitos embutidos 
devem ser mensurados pelo seu valor presente quando do seu reconhecimento 
inicial, por ser este o valor de custo original dentro da filosofia de valor justo 
(fair value). Por isso, quando aplicável, o custo de ativos não monetários deve 
ser ajustado em contrapartida; ou então a conta de receita, despesa ou outra 
conforme a situação. 
 
 Com a aplicação do Ajuste a Valor Presente (AVP), ao se expurgarem os juros 
embutidos nos valores das operações a prazo, esperam-se eliminar as distorções nas 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11941.htm#art37
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L12973.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L12973.htm#art5
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
69 
demonstrações contábeis provocadas pela falta do reconhecimento das despesas e receitas 
financeiras incluídas nas operações apurando resultados distorcidos. 
 Esse posicionamento é confirmado pelo item 2 do Pronunciamento Técnico CPC 12: 
 
a utilização de informações com base no valor presente concorre para o 
incremento do valor preditivo da Contabilidade; permite a correção de 
julgamentos acerca de eventos passados já registrados; e traz melhoria na 
forma pela qual eventos presentes são reconhecidos. Se ditas informações são 
registradas de modo oportuno, à luz do que prescreve a Estrutura Conceitual 
para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis, 
Pronunciamento Conceitual Básico deste CPC, em seus itens 26 e 28, obtêm-
se demonstrações contábeis com maior grau de relevância - característica 
qualitativa imprescindível. 
 
2. Indicação bibliográfica 
 
• BRASIL. Lei N° 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre as sociedades por ações. 
Disponível em <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6404consol.htm>. Acesso em 
17 fev. 2017. 
• COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS. Pronunciamento Conceitual Básico (R1), 
CPC 00. Disponível em <http://static.cpc.mediagroup.com.br/Documentos/ 
147_CPC00_R1.pdf>. Acesso em 17 fev. 2017. 
• ________________________. Pronunciamento técnico CPC 12 – Ajuste a valor presente. 
Disponível em <http://static.cpc.mediagroup.com.br/Documentos/219_CPC_12.pdf>. 
Acesso em 17 fev. 2016. 
• ________________________. Pronunciamento técnico CPC 25 – Provisões, Passivos 
Contingentes e Ativos Contingentes. Disponível em 
<http://static.cpc.mediagroup.com.br/Documentos/304_CPC_25_rev%2006.pdf>.Acesso 
em 17 fev. 2016. 
• MARTINS, E. et al. Manual de Contabilidade Societária. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2013. 
• SANTOS, J. L. et al. Manual de práticas contábeis: aspectos societários e tributários. 3. 
ed. São Paulo: Atlas, 2015. 
 
 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
70 
Questão 37.31 
O planejamento da perícia é a etapa do trabalho pericial que antecede as diligências, pesquisas, 
cálculos e respostas aos quesitos. Nessa etapa, o perito do juízo estabelece a metodologia dos 
procedimentos periciais a serem aplicados, elaborando-a a partir do conhecimento do objeto da perícia. 
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. NBC TP 01. Perícia contábil. Brasília, 2015. 
 
Entre os objetivos do planejamento da perícia, inclui-se 
I. conhecer o objeto e a finalidade da perícia, a fim de permitir a adoção de procedimentos 
que conduzam à revelação da verdade; 
II. definir a natureza, a oportunidade e a extensão dos procedimentos a serem aplicados, em 
consonância com o objeto da perícia; 
III. identificar fatos importantes para a solução da demanda, de forma que não passem 
despercebidos ou não recebam a atenção necessária. 
É correto o que se afirma em 
A. I, apenas. 
B. II, apenas. 
C. I e II, apenas. 
D. II e III, apenas 
E. I, II, III 
 
1. Introdução teórica 
 
1.1. Conceitos e objeto da perícia contábil 
 
Entende-se por perícia o trabalho de notória especialização feita com o objetivo de 
obter prova ou opinião para orientar uma autoridade formal no julgamento de um fato ou 
para desfazer um conflito de interesses de pessoas (MAGALHÃES, 2017). 
A perícia contábil é um instrumento que consiste em produzir provas técnicas sobre 
determinadas questões contábeis duvidosas ou controvertidas com o objetivo de esclarecer, 
por meio de laudo pericial, a veracidade sobre os fatos contestados, fornecendo ao juiz 
informações técnicas que o ajudem a sustentar sua decisão no julgamento e a solucionar o 
litígio. 
 
31Questão 24 – Enade 2015. 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
71 
A perícia judicial pode ser solicitada para efeito de prova ou opinião que exija 
conhecimento dessa área profissional, com o objetivo de auxiliar o juiz de direito no 
julgamento de uma lide, conforme prevê o Art. 156 do Código de Processo Civil: “quando a 
prova do fato depender de conhecimento técnico e científico, o juiz será assistido por perito...”. 
A perícia contábil está contida em um dos gêneros de prova pericial. Trata-se de uma 
das provas técnicas à disposição das pessoas naturais e jurídicas, com o objetivo de reunir 
provas sobre determinados fatos ou sobre questões patrimoniais controvertidas (ORNELAS, 
2011). 
O Conselho Federal de Contabilidade, com o objetivo de dar suporte às questões 
relacionadas à perícia contábil, editou a Norma Brasileira de Contabilidade - NBC TP 01, em 
27/02/2015. Essa norma, em seu item 2, conceitua perícia contábil conforme segue. 
 
2. A perícia contábil constitui o conjunto de procedimentos técnico-científicos 
destinados a levar à instância decisória elementos de prova necessários a 
subsidiar a justa solução do litígio ou constatação de fato, mediante laudo 
pericial contábil e/ou parecer técnico-contábil, em conformidade com as 
normas jurídicas e profissionais e com a legislação específica no que for 
pertinente. 
 
Os juízes nem sempre são conhecedores de todos os assuntos técnicos nos diferentes 
ramos do saber. Para subsidiar o juiz com informações, cálculos numéricos e esclarecimentos 
sobre os pontos controvertidos, essa autoridade, à sua livre escolha, pode nomear um perito, 
de sua total confiança, que apresente capacidade técnica e reconhecidos conhecimentos sobre 
a matéria da perícia, que o habilitem a executar a prova pericial. É no momento da nomeação 
que o juiz designa o prazo para que o perito entregue o laudo pericial, e é, portanto, nesse 
momento, que se inicia o envolvimento desse profissional com o processo. 
O objeto da perícia contábil é o patrimônio das entidades físicas ou jurídicas. É na 
contabilidade que o perito contábil encontra os meios disponíveis para buscar esclarecimentos 
e provas sobre a matéria examinada. 
A perícia contábil tem por objeto central os fatos contábeis relacionados à causa 
(aspecto patrimonial), os quais devem ser verificados. Por isso, são submetidos à apreciação 
técnica do perito certos limites essenciais, ou “características essenciais”, independentemente 
dos procedimentos a serem adotados (MARCELO, 2013). 
 
1.2. Planejamento do trabalho pericial 
 
O planejamento do trabalho judicial inicia-se com a leitura atenta dos autos do 
processo, ocasião em que o perito deve, também, identificar a época dos fatos alegados e 
relatados pelas partes. É fundamental que o perito junte todos os documentos que servirão 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
72 
de suporte para elaboração do laudo pericial. Em decorrência da própria leitura dos autos, o 
perito deve recorrer à pesquisa bibliográfica, incluindo a leitura de livros, artigos técnicos, leis 
e normas contábeis, a fim de consolidar o conhecimento necessário para a completa 
finalização do trabalho judicial. 
Costa (2017) esclarece que, à medida que o perito desenvolve a leitura dos autos, ele 
deve transcrever os elementos mais importantes nos papéis de trabalho, de forma a evidenciar 
as etapas da perícia e o tempo necessário para cada atividade. 
O Item 30 da Norma Brasileira de Contabilidade – NBC TP 01 – define planejamento da 
forma abaixo. 
 
30. O planejamento da perícia é a etapa do trabalho pericial que antecede as 
diligências, pesquisas, cálculos e respostas aos quesitos, na qual o perito do 
juiz estabelece a metodologia dos procedimentos periciais a serem aplicados, 
elaborando-o a partir do conhecimento do objeto da pesquisa. 
 
 A referida norma também trata, no item 31, dos objetivos do planejamento da perícia. 
 
31. Os objetivos do planejamento da perícia são: 
(a) Conhecer o objeto e a finalidade da perícia, a fim de permitir a adoção de 
procedimentos que conduzam à revelação da verdade, a qual subsidiará o 
juízo, o árbitro ou o interessado a tomar a decisão a respeito da lide. 
(b) Definir a natureza, a oportunidade e a extensão dos procedimentos a serem 
aplicados, em consonância com o objeto da perícia. 
(c) Estabelecer condições para que o trabalho seja cumprido no prazo 
estabelecido. 
(d) Identificar potenciais problemas e riscos que possam vir a ocorrer no 
andamento da perícia. 
(e) Identificar fatos importantes para a solução da demanda, de forma que não 
passem despercebidos ou não recebam a atenção necessária. 
(f) Identificar a legislação aplicável ao objeto da perícia. 
(g) Estabelecer como ocorrerá a divisão das tarefas entre os membros da 
equipe de trabalho, sempre que o perito necessitar de auxiliares. 
(h) Facilitar a execução e a revisão dos trabalhos. 
 
2. Indicações bibliográficas 
 
• CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE - CFC. Norma Brasileira de Contabilidade - NBC 
TP 01, de 27 de fevereiro de 2015. Disponível em 
<http://www1.cfc.org.br/sisweb/sre/detalhes_sre.aspx?Codigo=2015/NBCTP01>. Acesso 
em 11 mai. 2017. 
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
73 
• Código de Processo Civil. Disponível em <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-
2018/2015/lei/l13105.htm>. Acesso em 04 jun. 2017. 
• COSTA, J. C. D. Perícia contábil: aplicação prática. São Paulo, Atlas, 2017. 
• MARCELO, C. Objeto e finalidade da perícia contábil (2013). Disponível em 
<http://blogdoprofessorclaudiomarcelo.blogspot.com.br/2013/07/objeto-e-finalidade-da-
pericia-contabil.html>. Acesso em 13 mai. 2017. 
• MAGALHÃES, A. de D. F. Perícia Contábil. São Paulo: Atlas, 2017. 
• ORNELAS, M. M. G. Perícia Contábil. 5. ed. São Paulo, Atlas, 2011. 
• ZANNA, R. D. Prática de perícia contábil. 4. ed. São Paulo, IOB. Folhamatic, 2013. 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm
http://blogdoprofessorclaudiomarcelo.blogspot.com.br/2013/07/objeto-e-finalidade-da-pericia-contabil.html
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 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
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Questão 3832. Acerca dos procedimentos em perícia contábil e suas definições, no que se 
refere às normas vigentes de auditoria: 
A. indagação é a busca de informações mediante entrevista com conhecedores do objeto 
ou fato relacionado à perícia. 
B. arbitramento é o ato de atestar a informação trazida ao laudo pericial contábil pelo 
perito-contador, conferindo-lhe caráter de autenticidade pela fé pública atribuída a este 
profissional. 
C. mensuração é a determinação de valores ou a solução de controvérsia por critério 
técnico. 
D. certificação é a pesquisa que busca trazer ao laudo pericial contábil ou parecer pericial 
contábil o que está oculto por quaisquer circunstâncias. 
E. investigação é o ato de qualificação e quantificação física de coisas, bens, direitos e 
obrigações. 
 
 
32 (Ano: 2018 Banca: FCC Órgão: Prefeitura de São Luís - MA Prova: FCC - 2018 - Prefeitura de São Luís - MA 
- Auditor Fiscal de Tributos I - Geral) 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/fcc
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/prefeitura-de-sao-luis-ma
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/fcc-2018-prefeitura-de-sao-luis-ma-auditor-fiscal-de-tributos-i-geral
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/fcc-2018-prefeitura-de-sao-luis-ma-auditor-fiscal-de-tributos-i-geral
 Material Específico – Ciências Contábeis – CQA/UNIP 
75 
Questão 3933. 
 
De acordo com a NBC TP 01 – PERÍCIA CONTÁBIL, julgue os itens a seguir como Verdadeiros 
(V) ou Falsos (F) e, em seguida, assinale a opção CORRETA. 
 
I. O laudo pericial contábil e o parecer técnico-contábil têm por limite o próprio objeto da 
perícia deferida ou contratada. 
II. A perícia contábil é de competência exclusiva de contador em situação regular perante o 
Conselho Regional de Contabilidade de sua jurisdição. 
III. Os procedimentos periciais contábeis visam a fundamentar o laudo pericial contábil e o 
parecer técnico-contábil e abrangem, total ou parcialmente, segundo a natureza e a 
complexidade da matéria, exame, vistoria, indagação, investigação, arbitramento, 
mensuração, avaliação e certificação. 
A sequência CORRETA é: 
A. V, V, V. 
B. V, F, F. 
C. F, V, V. 
D. F, F, F. 
 
33 (Ano: 2017 Banca: CFC Órgão: CFC Prova: CFC - 2017 - CFC - Bacharel em Ciências Contábeis - 2º Exame) 
 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/cfc
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/cfc
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/cfc-2017-cfc-bacharel-em-ciencias-contabeis-2-exame

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