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AULA 5: A história do examinando A coleta da história e dados do indivíduo são de grande importância para o psicodiagnóstico. Pois há pacientes que não são possíveis a utilização de testes devido a algum grau comprometimento e depende do objetivo do psicólogo. As avaliações deste tipo costumam ser mais interpretativo e formal. Podemos avaliar a história como história pessoal, história da doença e história clínica. Estas servem para obter informações, organiza-las e saber o estado mental do paciente. É necessário também observar no primeiro contato o comportamento deste paciente, sintomas relacionados a história clínica. A história clinica é a caracterização de sintomas ou comportamentos em uma determinada época até o momento atual. Portanto devemos examinar a história pessoal para identificar o começo destes sintomas e também o comportamento da mesma em ambientes diferentes e em interações sociais Muitas vezes é necessário saber que fatos que mais incomodam o paciente para que o profissional seja cauteloso para lidar com essas situações e que o paciente não se sinta “acoado” para o processo. O cliente pode ficar na posição defensiva, negando a queixa que o levou para o exame. Porem devemos levar em conta que os encaminhamentos podem ocorrer pela a família por exemplo, sobre algo para eles não é adequado. Porem independentemente associam a alguma mudança de comportamento. No texto a autora diz sobre fazer uma investigação sobre a vida do paciente e suas condições. Ela diz sobre examinar as suas atitudes com outras pessoas e por redes sociais. Portanto é necessária cautela para que não haja uma invasão de privacidade afim de assustar o paciente se relatado algo na sessão pelo psicólogo, os fatos nas redes podem ser observados porem preciso do consentimento do paciente dessa observação. Em questão da sexualidade se não trazidos pelo paciente, o psicólogo deve abordar com naturalidade. A história pessoal deve levar em consideração o tipo e a idade do paciente. Devemos saber o que é essencial para o psicodiagnóstico e dados que podem servir de explicação sobre o transtorno atual. Na história pré-natal e perinatal é importante entender como foi esta gestação para o casal física e psicologicamente. Se necessário, perguntar sobre os aspectos nutricionais, se houve dificuldades e transtornos na gravidez (como por exemplo um parto difícil) para saber se algo pode ter relação com o caso. E claro perguntar o que os pais acham do seu filho, aparência, sexo, para assim analisar a percepção e sua ligação afetiva. Observar se os pais possuíam participação na rotina da criança e se existiam terceiros. A rivalidade entre irmãos e a competição de afeto dos pais, pelo fato de que possa de alguma maneira ter afetado no comportamento atual da criança. Perguntar sobre a época dos controles dos esfíncteres afim de entender como foi resolvido, as dificuldades e a reação dos pais quanto a problemas enfrentados. Afim de entender se havia algum comportamento alterado na criança ou algo que poderia ser interpretado como ansiedade, considerar aspectos como chupar dedo, roer unha, temores noturnos ou até enurese na criança. O contexto escolar da criança deve ser investigado com o propósito de analisar se há inter-relação com outros eventos. Na adolescência, onde a interação social é importante, analisaremos o papel de desempenho do paciente no grupo. Os interesses e papeis de liderança dos grupos devem ser considerados. A relação entre os pais e seus conflitos com outras pessoas, seus passatempos e a expectativa sobre seu futuro profissional e questões sexuais. É importante saber de que maneira o indivíduo se sente nesta fase e como ele se enxerga na sociedade. Na vida adulta é questionado sobre história conjugal, suas atitudes sobre as mudanças da vida, vida profissional, planos de vida, êxitos e fracassos e entre outros. Examinar as relações sociais a partir da qualidade e duração das relações interpessoais, pois permite determinar comportamentos do paciente e porque possui certas dificuldades. Mesmo quando o paciente é adulto, dependendo do caso, é necessário faça uma entrevista com o familiar ou alguém de seu convívio para verificar se alguns fatos não foram relatados e a outra visão da história relatada. A avaliação dinâmica é feita a partir de casos muito específicos, onde não faz parte da sessão pois não procura os efeitos do acontecimento e suas interações. Nesta entrevista buscamos por meio de sua história, situação atual de vida e conteúdo de eventos perturbadores, a vulnerabilidade no desenvolvimento anterior, a sua queixa, conflitos e causas de sintomas neste paciente