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13
Centro Universitário Estácio do Ceará
CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA
CARLOS EDUARDO COSTA MELO
GESKAIS LADY DA CRUZ
JEFETER PEREIRA DA SILVA
METODOLOGIA DO ENSINO DO HANDEBOL
TECNICAS E POSICIONAMENTOS DEFENSIVOS DO HANDEBOL
	
FORTALEZA
2020
Centro Universitário Estácio do Ceará
CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA
CARLOS EDUARDO COSTA MELO
GESKAIS LADY DA CRUZ
JEFETER PEREIRA DA SILVA
METODOLOGIA DO ENSINO DO HANDEBOL
TECNICAS E POSICIONAMENTOS DEFENSIVOS DO HANDEBOL
Trabalho da disciplina Metodologia do Ensino do Handebol para Graduação no Curso de Bacharelado em Educação Física do Centro Universitário Estácio do Ceará.
Profa: Dra. Maria Aldeisa Gadelha
FORTALEZA
2020
	
	
	
	
	1 INTRODUÇÃO
	08
	2 REFERENCIAL TEORICO
	14
	3 METODOLOGIA
	14
	4 CONCLUSÃO
	21
	5 REFERÊNCIAS
	22
	APÊNDICE A – PLANO DE AULA
	24
1 INTRODUÇÃO
 Marcação
É a ação onde o jogador realiza para tentar dominar o adversário com a finalidade de neutralizar em seus movimentos, gestos ou jogadas, evitando assim, sua progressão, infiltração, arremesso a gol ou a continuação de sua ação ofensiva.
A aplicabilidade da marcação obedece a uma série de objetivos 
 •Controlar o adversário;
 •Impedir a progressão e penetração do adversário; 
 •Interceptar a bola;
 • Evitar o arremesso;
 • Pressionar constantemente o adversário de posse de bola.
Todos esses objetivos levam a um controle do adversário para que ele não tenha a tranquilidade de organizar as jogadas no sentido de tentar a finalização em nossa meta defensiva e por outro lado um adversário sendo pressionado constantemente tem a maior possibilidade de cometer erros na construção de suas jogadas ofensivas.
Durante as ações defensivas precisamos de algumas posturas diante do adversário: Posição básica defensiva:
 Postura que deve ser adotada pelos jogadores de defesa, posicionados e preparados no sentido de intervir na necessidade uma ação defensiva com rapidez. 
Deslocamento defensivo:
É a ação de se deslocar de um lugar para outro na defesa sendo para marcar um adversário ou mesmo para se posicionar melhor no combate ao seu par. 
Trajetória: 
É a ação que o jogador realiza deslocando-se em uma determinada direção. 
Mudança de direção: 
É a ação de alterar a trajetória de um deslocamento. 
Troca de ritmo:
É a ação de aumentar ou diminuir a velocidade durante a trajetória ou deslocamento no combate ao adversário. Durante as ações para uma boa marcação é imprescindível um grau de atenção e concentração. 
Para reagir ou até mesmo sair no momento oportuno para realizar a interceptação da bola ou mesmo ao combate direto do seu par. 
Precisamos entender que para que o adversário não finalize contra o nosso gol precisamos ter uma defesa forte e segura. 
A defesa de nosso gol é de responsabilidade de toda a defesa e não só do goleiro para isso precisamos: 
•  Pressionar o adversário constante com as mãos, braços e tronco: 
•  Executar a marcação por impedimento travando o braço de arremesso e o quadril do adversário; 
•  O deslocamento lateral deve ser deslizante, pois ao cruzar as pernas na hora do deslocamento pode levar a uma queda, procurando sempre manter o equilíbrio. 
•  Caso você chegue atrasado para dar o combate, tente recuar acompanhando as ações do adversário sempre molestando o mesmo para induzi-lo ao erro. 
A posição básica é de fundamental importância para os deslocamentos no acompanhamento do adversário em suas ações ofensivas, sendo necessário ter uma visão de todo o jogo para que não se tenha surpresas com jogadas ofensivas. 
O controle visual é utilizado quando o adversário está à distância, apenas preparando a finalização e não oferecendo perigo de lançamento ou mesmo de uma penetração, o defensor deve observar os movimentos de seu par e a trajetória da bola.
2 REFERENCIAL TEORICO
HISTÓRIA DO HANDEBOL
As primeiras referências aos jogos com bola aparecem na Odisseia com Homero, cabendo ao historiador grego Heródoto, atribuir a origem dos jogos aos líbios. Os jogos entre gregos e romanos eram determinados de acordo com a forma e como eram desenvolvidos, exemplos disso era o Phenide e o Ludere Raptum que consideravam as ações de tentar o arremesso, desequilibrar o adversário ou o desarme numa tentativa de tomar-lhe a bola. Alguns autores escrevem que na China já existiam atividades com bola e que o Kemari teria dado origem ao Handebol. Que consistia em um jogo com uma bola de couro cheia de pelos de animais, com o objetivo de levá-la para o campo do adversário sem deixá-la cair. Imagina-se que Handebol seja a combinação de vários tipos de jogos populares de fácil assimilação de movimentos e utilização do correr, saltar, bloquear e arremessar. O jogo de handebol passou por várias transformações a partir de sua criação no século XIX. O esporte teve como base de seu início os jogos denominados Raffballspied, Hazena, Handbold e Torball. O jogo de “Urânia”, praticado na antiga Grécia com uma bola do tamanho de uma maçã, usando as mãos, mas sem balizas, é citado por Homero na Odisséia. Também os Romanos, segundo Cláudio Galeno (130-200 DC), conheciam um jogo praticado com as mãos, o “Harpastum”. Mesmo durante a idade média, eram os jogos com bola praticados como lazer por rapazes e moças. Na França, o Rabelais (1494-1533) citava uma espécie de handebol (esprés jouaiant â la balle, à la paume). Em meados do século passado (1848), o professor dinamarquês Holger Nielsen criou, no Instituto de Ortrup, um jogo denominado “Haandbold”, determinando capítulo 1 • 12 suas regras. Na mesma época, os Tchecos conheciam jogo semelhante denominado “Hazena”. Fala-se também de um jogo similar na Irlanda e no “El Balon” do uruguaio Gualberto Valetta, como precursores do handebol. Todavia o Handebol, como se joga hoje, foi introduzido na última década do século passado, na Alemanha, como “Raftball”. Quem o levou para o campo, em 1912, foi o alemão Hirschmann, então Secretário da Federação lnternacional de Futebol. O período da I Grande Guerra (1915-1918) foi decisivo para o desenvolvimento do jogo, quando um professor de ginástica, o berlinense Max Heiser, criou um jogo ao ar livre para as operárias da Fábrica Siemens, derivado do “Torball”, e quando os homens começaram a praticá-lo houve a necessidade de o campo de jogo ser aumentado para as medidas do campo de futebol. Em 1919, o professor alemão Karl Schelenz reformulou o “Torball”, alterando seu nome para “Handball” com as regras publicadas pela Federação Alemã de Ginástica para o jogo com 11 jogadores. Schelenz levou o jogo como competitivo para a Áustria, Suíça, além da Alemanha. Em 1920, o Diretor da Escola de Educação Física da Alemanha tornou o jogo desporto oficial. A divulgação na Europa deste novo desporto não foi difícil, visto que Karl Schelenz era professor na então famosa, Universidade de Berlim onde seus alunos, principalmente os estrangeiros, difundiram as regras então propostas para vários países. Por sua vez, existia na Tchecoslováquia desde 1892 um jogo praticado num campo de 45x30m e com 7 jogadores que também era jogado com as mãos e o gol era feito em balizas de 3x2m. Este jogo, o “Hazena”, segundo os livros, foi regulamentado pelo Professor Kristof Antonin, porém, somente em 1921 suas regras foram publicadas e divulgadas por toda a Europa. Mas, foi o Handebol jogado no campo de futebol, que chamamos de “Handebol de Campo”, que teve maior popularidade, tanto que foi incluído nos Jogos Olímpicos realizados em Berlim em 1936. A primeira vez que o Handebol de salão foi disputado em uma olimpíada foi em 1936 (Berlim), posteriormente retirado, retornando apenas em 1972 (Munique), já na sua nova versão (de 7 jogadores). Em 1976 (Montreal), o Handebol feminino também passou a fazer parte dos Jogos Olímpicos. O handebol de areia, considerado o jogo limpo teve suas regras desenvolvidas pelos holandeses. Após algumas sugestões e trocas de experiências, Itália e Holanda elaboraram as novas regras que seriam oficializadas pela IHF(Federação Internacional de Handebol). O handebol de areia é conhecido como jogo limpo, pois possui pouco contato físico. As primeiras competições oficiais de handebol de areia foram organizadas pelos italianos em 1993, na praia de Giulianova. capítulo 1 • 13 No Brasil, o handball de areia surgiu na década de 1980. Essa modalidade era praticada nas praias brasileiras como uma recreação de verão. Por ser um esporte diferente deveria ter suas próprias regras, mas como ainda não tinha se tornado uma competição oficial, utilizava as dimensões de uma quadra e as regras do handball de salão. O professor Manoel Luiz Oliveira participou do congresso internacional de handball realizado em Amsterdam na Holanda, onde apresentou a modalidade ao COB – Comitê Olímpico Brasileiro e sugeriu sua inclusão no festival olímpico de verão em 1996. 
3 METODOLOGIA
 Formas de marcação
A marcação é estudada com uma forma de manter seu adversário sob vigilância constante com objetivo de impedir os movimentos ou ações táticas. O defensor deve ter atenção ao seu correspondente (o atleta que ele marca diretamente é chamado de par) e ficar em observação aos atletas que se posicionam aos lados de seu correspondente (são denominados de ímpares, em relação a marcador).
Marcação por observação:
Quando acontece o acompanhamento do adversário através do olhar. Essa técnica acontece a partir do momento em que a equipe adversária inicia a sua ação ofensiva.
Marcação por contato:
O marcador deve utilizar a posição das pernas precisa estar organizada de acordo com o prolongamento do plano anteroposterior, o tronco deverá ficar reto para que o defensor faça um encaixe no oponente e o braço de arremesso seja segurado na altura dos quadris. Neste momento o atacante sofre uma restrição do seu espaço para deslocar-se e jogar.
Marcação por aproximação:
Quando o defensor atua na linha de passe do ataque, tentando pegar a bola antes mesmo que ela chegue ao atacante neutralizando o perigo para sua defesa.
Marcação de impedimento:
Esse tipo de marcação é utilizado para impedir o defensor de penetrar no campo adversário e tentar finalizar. O defensor deverá travar o braço de arremesso e o quadril do adversário evitando a finta, o passe ou o arremesso.
Marcação do Pivô:
Caso esta marcação seja feita por trás, o defensor deve estar colocado entre o pivô e o gol. Sua posição básica, o marcador deve estar com os joelhos semiflexionados, a perna oposta ao braço de execução do atacante e a outra próxima a linha dos seis metros. O braço contrário à procedência da bola deverá estar estendido para frente, entre o pivô e a bola. O outro deverá estar em contato com o quadril do pivô, através da palma da mão.
Interceptação:
A interceptação dos passes é ação de prever a movimentação do adversário e interferir de tal maneira a provocar mudança de atitude na ação técnica, ou mesmo recuperando a posse de bola.
Flutuação:
Neste meio tático o marcador deve se posicionar na direção do seu atacante correspondente (par), e no momento que o passe é executado a este jogador, o defensor deverá se antecipar com o objetivo de impedir ou mesmo de dificultar a progressão do atacante a sua meta defensiva Pode ocorrer quando o defensor está posicionado na primeira linha defensiva e seu correspondente (par) na segunda linha ofensiva.
Antecipação:
É o ato de prever a ação do adversário no sentido de promover uma mudança de atitude na ação tática ou mesmo recuperando a posse de bola. O defensor deve permanecer nessa posição enquanto o atacante correspondente não estiver na fase de preparação do passe, o defensor deverá se deslocar na direção em que o atacante realizará o passe com objetivo de recuperar a bola.
Cobertura:
Esta ação se resume em ajudar o companheiro de equipe desempenhando a sua função no decorrer do jogo. A cobertura consiste do defensor em ocupar o espaço deixado pelo companheiro, no caso em que o defensor tenha a necessidade de deslocar-se para o lado na marcação de um atacante. Este espaço precisa ser ocupado antes que o adversário se beneficie deste espaço vazio com o objetivo de finalizar ao gol.
Goleiro
o goleiro do handebol é o último jogador da defesa e sua escolha está relacionada às seguintes qualidades: velocidade de reação, flexibilidade, agilidade, altura, domínio de bola e coordenação e as características psicológicas. O goleiro não tem só a função defensiva, deve orientar aos companheiros e iniciar o contra-ataque.
Princípios e características da ação do goleiro
O goleiro deve adotar uma posição para intervenção oportuna com rapidez e segurança, a partir do momento que é solicitado para a defesa. A posição básica deve ter a cabeça erguida, observando e acompanhando a trajetória da bola; o tronco com ligeira inclinação para frente em posição cômoda ou natural; as mãos abertas, espalmadas e voltadas para frente; as pernas com abertura lateral, ligeiramente flexionada em posição simétrica e o braço e antebraço pode ser descrita em quatro formas diferentes. Posição dos braços do goleiro em relação a posição
central, braços abertos e orientados para a lateral, o cotovelo deverá estar com uma leve semi flexão.
Goleiro posição básica
- Posição dos braços do goleiro em relação a posição central, braço na horizontal e antebraço na vertical formando um ângulo de 90 graus, o cotovelo deverá estar com uma leve semi flexão.
- Braço e antebraço estendido para cima em forma de “V”.
- Posição dos braços estendidos em “V” para baixo.
Tipos de defesa executadas pelos goleiros
· Defesa em "X"= A defesa em "X", comumente utilizada em lances onde o atacante está cara-acara com o goleiro. Este salta com os dois pés juntos afastando as pernas no ar fazendo o mesmo com os braços, formando a figura de um "X".
· Defesa em "Y"= A defesa em "Y" é quando o goleiro mantém uma perna de apoio no solo e lança a outra perna junto aos braços na direção da bola.
4 CONCLUSÃO
Conclui-se que com aplicação dos meios técnicos e táticos defensivos do handebol os alunos. A execução da aula de Educação Física tendo o handebol como conteúdo principal, pôde se notar que houve certo interesse, da parte dos alunos, em participar da aula, seja por curiosidade ou por conveniência, tendo como consequência positiva a motivação em comparecer em mais aulas como esta, pois por meio dela podemos desenvolver diferentes movimentos corporais que permitem que os alunos utilizem para a sua vida escolar e lazer.   
5 REFERÊNCIAS
· BARBANTI, V.; Treinamento físico: bases científicas. 3ªed. Balieiro editores Ltda. São Paulo. 2001
· BARELA, J., A.; Fundamentos de handebol: apostila didática. Departamento de Educação Física. Unesp/Rio Claro. 1998
· BAYER, C.; Tecnica del balonmano: la formacion del jugador. Editorial Hispano Europea S. A.. Barcelona (España). 1987
· EHRET, A .; SPÄTE, D.; SCHUBERT, R.; ROTH, K.; Manual de handebol: treinamento de base para crianças e adolescentes. Trad. e revisão científica: Pablo Juan Greco. Editora Phorte. São Paulo. 2002
· MECCHIA, J. M.; Estudo da contribuição do goleiro de handebol como último defensor e primeiro atacante. (Mestrado) São Paulo: USP, 1983. 95p.
· THIENGO, C. R.; SILVA E. C.; Avaliação da estatura e agilidade de crianças praticantes de futsal na categoria mirim. Caderno de Resumos do XXVII Simpósio Internacional de Ciências do Esporte "Atividade Física: da ciência básica para ação efetiva", São Paulo, p. 274, 2004.
· WEINECK, J.; Treinamento ideal. Trad. Maria Romano Carvalho. 9ª ed. Manole. São Paulo. 1999.
· DIETRICH, Knaut. Os grandes jogos: metodologia e prática. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1988
· Simões, Antônio Carlos. Handebol defensivo: conceitos técnicos e táticos – São Paulo: Phorte,2008.
· TENROLLER, Carlos Alberto. Handebol: teoria e prática – Rio d e Janeiro: Sprint,2004 Pesquisado em 02.05.2017 .

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