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CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ DE SANTA CATARINA GRADUAÇÃO: PSICOLOGIA SUMÁRIO 1. APRESENTAÇÃO 2. INTRODUÇÃO 3. INÍCIO DO EXISTENCIALISMO 3.1 AUGE DO EXISTENCIALISMO FEITA POR JEAN PAUL SARTRE 3.2 INFLUÊNCIA DO EXISTENCIALISMO 4. PRINCIPAIS AUTORES E CONCEITOS 4.1 JEAN-PAUL SARTRE 4.2 SOREN KIERKEGAARD 4.3 FRIEDRICH NIETZSHE 4.4 MARTIN HEIDEGGER 4.5 SIMONE DE BEAUVOIR 4.6 MAURICE MERLEAU-PONTY 4.7 KARL JASPERS 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. APRESENTAÇÃO Este trabalho foi desenvolvido pelos alunos do curso de psicologia, da Instituição de Ensino Estácio de Sá, cujo a disciplina é Introdução a Psicologia ministrada pela professora Eloisa Petry. ALUNOS: ✓ Cristiano Koch ✓ Rayssa Rodrigues ✓ Thais Cardoso ✓ Victoria Inês Machado Cardoso ✓ Vinicius da Silveira Silva 2. INTRODUÇÃO A IMPORTÂNCIA DE ESTUDAR A HISTÓRIA DA PSICOLOGIA E IDEIAS DO MOVIMENTO EXISTENCIALISTA. O objetivo de estudar tal disciplina, antes de tudo, é entender a produção histórica da ciência psicológica. Partindo desse pensamentos podemos analisar a psicologia que estamos fazendo e qual trajetória tem feito, atentando-nos para a psicologia com a relação humana e, entendendo seus problemas atuais e também suas possibilidades de transformações, percebendo que a psicologia pode ser considerada como ciência psicológica, pois tem como prática social estudar os serem e suas origens, históricas e filosóficos. Assim como, fizemos um trabalho com o objetivo de apresentar informações sobre as principais funções referente as ideias do movimento existencialista. Nele abordaremos suas principais referências filosóficas como: Sören Kierkegaard (1813-1855) Considerado o “Pai do Existencialismo, Jean-Paul Sartre (1905-1980) Um dos maiores representantes do existencialismo. Dentre outros que nos mostram ideias extraídas da literatura, escritas por autores aos quais se atribui um forte cunho existencial, mostrando-nos como tal ideia teve impacto na época de seu auge, após a segunda guerra mundial no século XX, expondo que o existencialismo é um movimento que distingue o livre arbítrio, a liberdade e a existência individual. Essa teoria busca ressaltar a Individualidade, o cotidiano, o sentimento, o ser humano como um todo e não em partes; o homem tomado por suas decisões racionais e buscando o significado de sua vida em um mundo irracional. 3. INICIO DO EXISTENCIALISMO O Existencialismo com sua pluralidade de pensamento focado nos seres humanos, é estudado com diferentes discursos por muitos pensadores. Tem o seu auge após a segunda guerra mundial no século XX com o importante filosofo Jean Paul Sartre, porém, antes dele, Soren Aabye Kierkegaard e Friedrich Wilhelm Nietzsche constroem a base metodológica do existencialismo no século XIX. O existencialismo é um movimento que distingue o livre arbítrio, a liberdade e a existência individual. Essa teoria busca ressaltar a Individualidade, o cotidiano, o sentimento, o ser humano como um todo e não em partes; o homem tomado por suas decisões racionais e buscando o significado de sua vida em um mundo irracional. Alguns dos conceitos que abordam os muitos pensadores existencialistas são: o absurdo da vida em que o sujeito era “jogado” no mundo com ausência de um sentido, a não ser aquele que damos a ele; a angústia como reflexo da liberdade humana e o desespero por ter a possibilidade do homem perder aquilo o torna ser quem ele é; a felicidade e a tristeza por fazer parte de uma decisão pessoal, pois o indivíduo tem liberdade de escolha. Um atleta ao se acidentar entra em desespero, pois não conseguirá participar do campeonato - este exemplo condiz que o homem necessita de coisas externas para se sentir quem é, portanto, o homem está vivendo em um constante desespero. 3.1 AUGE DO EXISTENCIALISMO FEITA POR JEAN PAUL SARTRE O existencialismo permeava entre aqueles que sofriam pelas grandes guerras que aconteciam durante o movimento no século XX, este período foi marcado por revoluções, genocídios, crise econômicas, desemprego, destruição, guerras e sofrimento humano. O progresso da razão defendida pelo iluminismo como desenvolvimento da humanidade foi falho visto pelo cenário de guerra. O existencialismo é contrário a este tipo de filosofia e ao idealismo alemão. No período de pós-guerra, a filosofia de Jean Paul Sartre – referência para o existencialismo sendo o nome mais conhecido – foi influência na França, dizia que as experiências concretas trazem para as nossas vidas consequências, ou seja, o indivíduo carrega a responsabilidade de escolha e a consequência dessa escolha. Para Jean Paul Sartre, o homem é extremamente livre, independentemente de suas ações, mesmo se estiver em cárcere, pois o homem possui a escolha de aceitar a prisão ou se rebelar, mesmo sabendo das consequências de ser coagido através da força ou até a morte. Além da angústia que pesa sobre o homem a posição de escolha, mesmo que gravíssima, e o desespero por poder perder tudo, também existe o desamparo. Sartre diz que todo o ser humano é desamparado, não existe uma muleta, nem desculpas ou alguém para culpar por suas escolhas. 3.2 INFLUÊNCIA DO EXISTENCIALISMO O existencialismo sofreu influência da fenomenologia, cuja existência precede a essência, sendo dividido em duas vertentes, um vertente existencialismo ateu onde negam a natureza humana, e também o existencialismo ateu enfrenta a angústia da morte sem recorrer a uma esperança de alguma forma sendo salvo por um Deus representado por Jean-Paul Sartre. Já o existencialismo cristão estabelece Deus como responsável pelo juízo das atitudes do homem, a fidelidade à prática de princípios religiosos supera todo o princípio moral criado pela sociedade, representado por Karl Barth, Gabriel Marcel e Karl Jaspers.Com toda essa ideia de o existencialismo do homem legislar o seu destino e, com isso, a angústia gerada, muitas pessoas irão criticar essa filosofia por promover justamente essa não escapatória. Sartre então cria a conferência “O existencialismo é Humanismo” feita por ele em Paris, em 1946, para explicar sua doutrina e também defendê-la de algumas acusações. O existencialismo era acusado de incitar pessoas a permanecerem no quietismo de desespero; por acentuarem a infâmia humana, mostrando em tudo o sórdido, o equívoco, o viscoso e por descurar certo número de belezas, o lado luminoso da natureza humana; por não atender à solidariedade humana, por trancar o homem entre quatro paredes e, por fim, a crítica cristã pelo existencialismo negar a realidade divina, suprimindo Deus e os valores dele derivados, restando a gratuidade, podendo assim cada qual fazer o que lhe apetecer. 4. OS PRINCIPAIS AUTORES E CONCEITOS 4.1 Jean-Paul Sartre Um dos maiores representantes do existencialismo, Sartre (1905-1980) foi filósofo, escritor e crítico francês. Considerado por muitos o símbolo do “intelectual engajado”, Sartre adaptava sempre sua ação às suas ideias, e o fazia sempre como ato político. Foi aquele intelectual cujo pensamento influenciou tendências e atitudes, pronunciando-se sobre acontecimentos políticos, sociais e culturais de seu tempo. O termo sartriano tornou-se sinônimo de livre-pensador. Mundialmente conhecido pela afirmação de que “a existência precede a essência” Para ele, estamos condenados a ser livres: “Condenado porque não se criou a si próprio; e, no entanto, livre, porque uma vez lançado ao mundo, é responsável por tudo quanto fizer.” 4.2 Sören Kierkegaard Considerado o “Pai do Existencialismo”,Sören Kierkegaard (1813-1855) foi um filósofo dinamarquês. Fez parte da linha do existencialismo cristão, no qual defende, sobretudo, o livre-arbítrio e a irredutibilidade da existência humana. Da mesma maneira que outros existencialistas, Kierkegaard focou na preocupação pelo indivíduo e pela responsabilidade pessoal. Segundo ele: “Ousar é perder o equilíbrio momentaneamente. Não ousar é perder-se.” 4.3 Friedrich Nietzshe Muitos filósofos existencialistas não se identificavam com o movimento e nunca utilizaram o termo “existencialismo”. O filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard (século XIX) e o filósofo alemão Friedrich Nietzsche são considerados filósofos PRÉ- EXISTENCIALISTAS, tendo sido os precursores do movimento. Friedrich Nietzsche (1844-1900) foi um filósofo alemão que viveu no final do século XIX e que desafiou os fundamentos do cristianismo e a moralidade tradicional. Ele se interessava pelo engrandecimento do indivíduo e valorizava a vida, a criatividade, o poder e as realidades do mundo em que vivemos, e não as de algum mundo além do nosso. Ele falava da “morte de Deus” e previa a dissolução da religião tradicional e da metafísica. Friedrich Nietzsche acreditava que o impulso dominante inerente a todos os seres vivos, inclusive o homem, é a VONTADE DE PERMANECER VIVO. Isso significa a vontade de ter poder sobre todas as forças que tornam a vida difícil ou impossível. Também argumentava que os seres humanos devem se esforçar para controlar seu ambiente e, portanto, fazer uma distinção até maior entre os homens e a as raças inferiores de animais. 4.4 Martin Heidegger A partir da obra de Kierkegaard e da crítica à história da filosofia, Heidegger (1889- 1976) vai desenvolver a ideia de que o ser humano pode experimentar uma existência autêntica ou inautêntica. O que determinará esta existência será sua atitude face à morte e as escolhas que tomará diante a finitude de sua vida. Só o ser humano existe efetivamente, uma vez que os demais seres e objetos apenas são. É a investigação sobre essa pergunta que evidencia o caráter existencialista de seu pensamento em Ser e tempo (1927). 4.5 Simone de Beauvoir Companheira de Sartre, Simone de Beauvoir (1908-1986) foi filósofa, escritora, professora e feminista francesa nascida em Paris. Personalidade ousada e libertária para sua época, Simone cursou filosofia e enveredou pelos caminhos do existencialismo e da defesa da liberdade feminina. Segundo ela: “Não se nasce mulher: torna-se”. Essa frase corrobora sua tendência existencialista, cuja existência precede a essência, essa última sendo algo que se constrói durante a vida. Uma de suas ideias mais polêmicas está relacionada com o casamento e a maternidade. Para ela, o casamento é uma instituição problemática e falida da sociedade moderna. E a maternidade, é uma espécie de escravidão, onde a mulher abdica de sua vida tendo a obrigação de casar, procriar e cuidar da casa. Sendo assim, para Simone a mulher deve ter autonomia.Cheia de ideias polêmicas, Beauvoir conquistou muitos admiradores e por outro lado, pessoas que abominam suas ideias. A grande questão é que ela teve um papel preponderante nas ideologias feministas do século XX. 4.6 Maurice Merleau-Ponty Maurice Merleau-Ponty (1908-1961) foi filósofo e professor francês. Fenomenólogo existencialista, junto a Sartre, fundou a revista filosófica e política “Os Tempos Modernos”. Centrou sua filosofia na existência humana e no conhecimento.Trouxe temas como a angústia, a responsabilidade e a liberdade. Para ele, “A Filosofia é um despertar para ver e mudar o nosso mundo.” 4.7 Karl Jaspers Filósofo existencialista, professor e psiquiatra alemão, Karl Theodor Jaspers (1883- 1969), acreditava na fusão entre a fé filosófica e a crença religiosa. Defendeu que não somos um eu predeterminado, e o que podemos tornar-nos seria melhor entendido pelas “situações limite”, isto é, momentos nos quais questionamos nossa vida como um todo, como aqueles em que experimentamos medo, angústia ou pavor. Propôs que sua concepção que a fé é a expressão máxima da liberdade humana, sendo o único caminho que leva à certeza existencial e à transcendência do ser. 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Nesse trabalho abordamos as principais informações sobre o movimento existencialista e concluímos que o homem veio ao mundo com ausência de sentido, e através de suas decisões racionais, busca um significado em um mundo irracional. Esse trabalho tem um grande aprofundamento nas escolhas e no peso que elas trazem, como por exemplo a felicidade e a tristeza, a angústia, o desespero, o desamparo como consequências da responsabilidade em cima de cada decisão/escolha, e a necessidade de coisas externas para se sentir quem é. 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS https://www.todamateria.com.br/existencialismo/amp/ https://m.mundoeducacao.bol.uol.com.br/amp/filosofia/existencialismo.htm https://guiadoestudante.abril.com.br/especiais/jean-paul-sartre/amp/ https://www.todamateria.com.br/simone-de-beauvoir/ https://www.educabras.com/vestibular/materia/filosofia/aulas/o_existencialismo https://www.ex-isto.com/2019/06/existencialismo-contexto.html?m=1 https://tecnoblog.net/236041/guia-normas-abnt-trabalho-academico-tcc/ http://www.scielo.br/pdf/epsic/v3n2/a03v03n2.pdf https://www.todamateria.com.br/existencialismo/amp/ https://m.mundoeducacao.bol.uol.com.br/amp/filosofia/existencialismo.htm https://guiadoestudante.abril.com.br/especiais/jean-paul-sartre/amp/ https://www.todamateria.com.br/simone-de-beauvoir/ https://www.educabras.com/vestibular/materia/filosofia/aulas/o_existencialismo https://www.ex-isto.com/2019/06/existencialismo-contexto.html?m=1 https://tecnoblog.net/236041/guia-normas-abnt-trabalho-academico-tcc/ http://www.scielo.br/pdf/epsic/v3n2/a03v03n2.pdf