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Prática HISTÓRIA E MEMÓRIA

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Questões resolvidas

Leia o excerto de texto a seguir: “[...] existem nas lembranças de uns e de outros, zonas de sombra, silêncios, ‘não-ditos’. As fronteiras desses silêncios e ‘não-ditos’ com o esquecimento definitivo e o reprimido inconsciente não são evidentemente estanques e estão em perpétuo deslocamento.” Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: POLLAK, Michael. Memória, esquecimento, silêncio. Estudos históricos, Rio de Janeiro, vol. 2, n. 3, p. 3 - 15, 1989. p. 6. Disponível em:. Acesso em: 20/08/2018.
De acordo com os conteúdos do livro-base, História e memória: diálogos e tensões, no que se refere ao (s) esquecimento (s) como fenômenos que também devem ser analisados ao trabalharmos as relações entre história e memória, analise as afirmacoes abaixo, marcando V para as verdadeiras e F para as falsas:
I. ( ) A narração memorial se mostra seletiva, pois traz algumas lembranças à tona e deixa de lado outras, ocasionando o fenômeno do esquecimento.
II. ( ) Além do esquecimento involuntário (de coisas que parecem insignificantes) há o “esquecimento de ocultação”, ou seja, um esquecimento voluntário, de coisas que se desejam esquecer.
III. ( ) Na constituição das nações o processo de esquecer não ocorre pois, para se constituir uma identidade nacional, todos os fatores do passado são levados em conta.
IV. ( ) Para o historiador tem pouca importância a análise sobre quem deseja esquecer de algo, sobre o que/quem se quer esquecer, e por que se busca esquecer.
A V - V - F – F
B V – V – V - F
C V – F - V - F
D V – F – F - F
E F – V – V - F

Leia o excerto de texto: “No estudo histórico da memória histórica é necessário dar uma importância especial às diferenças entre sociedades de memória essencialmente oral e sociedades de memória essencialmente escrita”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: LE GOFF, Jacques. História e memória. Trad. Bernardo Leitão et al. 6ª ed. Campinas: Editora da Unicamp, 2012. P.409.
Considerando o excerto de texto e os conteúdos do livro-base História & Memória: diálogos e tensões sobre a trajetória da memória ao longo do tempo, conforme a visão de Jacques Le Goff, relacione corretamente os seguintes elementos às suas respectivas características:
( ) Com a invenção da imprensa e maior difusão da escrita e dos livros, a memória encontrou mais espaço de registro e difusão.
( ) Memória em expansão, com os novos meios tecnológicos de registro e difusão, tais como a fotografia, o vídeo e o computador.
( ) Em sociedades sem o uso da escrita, o aprendizado e a transmissão da memória estão mais ligados aos cantos e versos, dando base muitas vezes aos mitos de origem.
A 1 – 3 – 2
B 2 – 3 – 1
C 1 – 3 – 2
D 2 – 1 – 3
E 3 – 2 – 1

Leia a seguinte passagem de texto: “A lembrança é uma experiência eminentemente individual, mas o fato de crer no compartilhamento de lembranças origina essa memória compartilhada, o que estaria na base da função política da memória ou daquilo que se denomina hoje como ‘políticas de memória’”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: FERREIRA, M. L. M. Políticas da memória e políticas do esquecimento. Aurora - revista de arte, mídia e política. n. 10, p. 102-118, p. 2011. p. 106. Disponível em: . Acesso em 20/08/18.
A partir da passagem de texto e dos conteúdos do livro-base, História e memória: diálogos e tensões, a respeito das políticas de memória é possível afirmar:
A As políticas de memória e sua promoção são atos e ações desvinculados de relações de poder em diferentes contextos.
B Por questões de ética, ao historiador não cabe questionar quem produz memórias e políticas de memória, quais os interesses envolvidos e que tipos de memórias são difundidas.
C O Brasil é um país sem memória, pois não houve em sua trajetória projetos diferenciados que buscaram instituir determinados tipos de memória.
D A construção de memórias compartilhadas carece de função política, pois o Estado e as instituições públicas não têm atuação nesse processo.
E As memórias públicas - geradas a partir de políticas de memória- comumente sofrem enquadramentos, gerando memórias homogeneizantes que deixam de lado memórias conflitantes e contradições.

Leia o seguinte trecho de texto: “O filme [histórico] quer mais do que apenas ensinar a lição de que a história ‘dói’, ele quer que você, o espectador, vivencie a dor (e os prazeres) do passado”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSENSTONE, R. A . A história nos filmes, os filmes na história. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2015. p. 34.
A partir da leitura do trecho de texto e dos conteúdos do livro-base História e memória: diálogos e tensões, referentes ao uso do cinema para trabalhar as relações entre memória e história, nas aulas da disciplina de História, analise as afirmações a seguir:
I. Assim como a história é produzida pelos historiadores, os filmes também constituem possíveis interpretações sobre o passado.
II. Os filmes, em especial os filmes históricos, constituem fontes neutras em relação ao seu contexto de produção, reproduzindo de forma fiel o passado que retratam.
III. Embora os historiadores se interessem mais pela memória produzida em filmes de temática histórica, obras de outros gêneros, como a ficção científica, apresentam potencial de análise para compreender o momento histórico de sua produção.
IV. Os filmes históricos podem ser analisados por duas perspectivas: a partir da reflexão sobre seu período de produção e a partir de uma leitura cinematográfica da história, ou seja, de como o passado é lido pelo cinema.
A I, II e III
B I, II e IV
C I, III e IV
D C Os esforços para construção de uma memória oficial rechaçam uma formalização que implica em transmissão e expressão pública dessa memória, ou seja, não há propagação de uma ideologia nesse processo.
E D Ao criar uma memória oficial, um grupo político cria uma identidade social, que dificilmente passa pela distinção com outros grupos opositores/adversários.

Tendo em vista a dada citação e os conteúdos do livro-base História e memória: diálogos e tensões, analise as seguintes proposições relacionadas à questão da memória na Idade Média:
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta:
I. Os sistemas de memorização se manifestaram em verdadeiros tratados da memória, sendo utilizados para lembrar o paraíso ou o inferno. Os modos de lembrar na Idade Média foram marcados pelas imagens, datas e comemorações cristãs.
II. A memória e a mnemotécnica (as técnicas de memorização) foram cristianizadas no medievo.
A A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
B As asserções I e II são proposições falsas.
C As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da primeira.
D As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da primeira.
E A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.

De acordo com os conteúdos do livro-base, História e memória: diálogos e tensões, no que se refere à criação de museus e outros lugares de memória na contemporaneidade, analise as asserções abaixo:
Agora, marque a alternativa que contém apenas as asserções corretas:
I. Processos políticos significativos, como a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos, levaram a uma negação da memória e dos lugares de memória.
II. Após o século XVIII e com a formação dos Estados-Nação no século XIX, novas bases de institucionalização da memória surgiram, iniciava-se assim um período de demarcação de memórias das nações.
III. Novos suportes e formas de demarcação da memória surgiram. Além dos museus, temos festas e datas relacionadas a episódios históricos, selos, moedas, medalhas comemorativas, memoriais, entre outros.
IV. A construção de museus distancia-se da noção de construção de memórias de povos e nações para formação de identidades nacionais.
A I, II e III
B I, III e IV
C I e II
D II e III
E III e IV

A partir do excerto citado e dos conteúdos do livro-base, História e memória: diálogos e tensões, a respeito das noções e relações entre memória e identidade, é possível afirmar:
A partir do excerto citado e dos conteúdos do livro-base, História e memória: diálogos e tensões, a respeito das noções e relações entre memória e identidade, é possível afirmar:
A As identidades coletivas ou individuais são atributos imutáveis no tempo e no espaço.
B Na construção da identidade de indivíduos ou grupos os rituais de memória, a cultura e as crenças são vetores descartáveis para a socialização e a identificação.
C No mundo globalizado cada vez mais os indivíduos têm identidades únicas, fixando-se apenas em um ou em outro pertencimento.
D Identidades comunitárias ou políticas se constroem e são atualizadas sem cessar, a partir das interações entre os indivíduos, grupos e suas ideologias.
E Na construção das identidades tensões e relações de poder são deixadas de lado, bem como os dados da memória.

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Questões resolvidas

Leia o excerto de texto a seguir: “[...] existem nas lembranças de uns e de outros, zonas de sombra, silêncios, ‘não-ditos’. As fronteiras desses silêncios e ‘não-ditos’ com o esquecimento definitivo e o reprimido inconsciente não são evidentemente estanques e estão em perpétuo deslocamento.” Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: POLLAK, Michael. Memória, esquecimento, silêncio. Estudos históricos, Rio de Janeiro, vol. 2, n. 3, p. 3 - 15, 1989. p. 6. Disponível em:. Acesso em: 20/08/2018.
De acordo com os conteúdos do livro-base, História e memória: diálogos e tensões, no que se refere ao (s) esquecimento (s) como fenômenos que também devem ser analisados ao trabalharmos as relações entre história e memória, analise as afirmacoes abaixo, marcando V para as verdadeiras e F para as falsas:
I. ( ) A narração memorial se mostra seletiva, pois traz algumas lembranças à tona e deixa de lado outras, ocasionando o fenômeno do esquecimento.
II. ( ) Além do esquecimento involuntário (de coisas que parecem insignificantes) há o “esquecimento de ocultação”, ou seja, um esquecimento voluntário, de coisas que se desejam esquecer.
III. ( ) Na constituição das nações o processo de esquecer não ocorre pois, para se constituir uma identidade nacional, todos os fatores do passado são levados em conta.
IV. ( ) Para o historiador tem pouca importância a análise sobre quem deseja esquecer de algo, sobre o que/quem se quer esquecer, e por que se busca esquecer.
A V - V - F – F
B V – V – V - F
C V – F - V - F
D V – F – F - F
E F – V – V - F

Leia o excerto de texto: “No estudo histórico da memória histórica é necessário dar uma importância especial às diferenças entre sociedades de memória essencialmente oral e sociedades de memória essencialmente escrita”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: LE GOFF, Jacques. História e memória. Trad. Bernardo Leitão et al. 6ª ed. Campinas: Editora da Unicamp, 2012. P.409.
Considerando o excerto de texto e os conteúdos do livro-base História & Memória: diálogos e tensões sobre a trajetória da memória ao longo do tempo, conforme a visão de Jacques Le Goff, relacione corretamente os seguintes elementos às suas respectivas características:
( ) Com a invenção da imprensa e maior difusão da escrita e dos livros, a memória encontrou mais espaço de registro e difusão.
( ) Memória em expansão, com os novos meios tecnológicos de registro e difusão, tais como a fotografia, o vídeo e o computador.
( ) Em sociedades sem o uso da escrita, o aprendizado e a transmissão da memória estão mais ligados aos cantos e versos, dando base muitas vezes aos mitos de origem.
A 1 – 3 – 2
B 2 – 3 – 1
C 1 – 3 – 2
D 2 – 1 – 3
E 3 – 2 – 1

Leia a seguinte passagem de texto: “A lembrança é uma experiência eminentemente individual, mas o fato de crer no compartilhamento de lembranças origina essa memória compartilhada, o que estaria na base da função política da memória ou daquilo que se denomina hoje como ‘políticas de memória’”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: FERREIRA, M. L. M. Políticas da memória e políticas do esquecimento. Aurora - revista de arte, mídia e política. n. 10, p. 102-118, p. 2011. p. 106. Disponível em: . Acesso em 20/08/18.
A partir da passagem de texto e dos conteúdos do livro-base, História e memória: diálogos e tensões, a respeito das políticas de memória é possível afirmar:
A As políticas de memória e sua promoção são atos e ações desvinculados de relações de poder em diferentes contextos.
B Por questões de ética, ao historiador não cabe questionar quem produz memórias e políticas de memória, quais os interesses envolvidos e que tipos de memórias são difundidas.
C O Brasil é um país sem memória, pois não houve em sua trajetória projetos diferenciados que buscaram instituir determinados tipos de memória.
D A construção de memórias compartilhadas carece de função política, pois o Estado e as instituições públicas não têm atuação nesse processo.
E As memórias públicas - geradas a partir de políticas de memória- comumente sofrem enquadramentos, gerando memórias homogeneizantes que deixam de lado memórias conflitantes e contradições.

Leia o seguinte trecho de texto: “O filme [histórico] quer mais do que apenas ensinar a lição de que a história ‘dói’, ele quer que você, o espectador, vivencie a dor (e os prazeres) do passado”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSENSTONE, R. A . A história nos filmes, os filmes na história. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2015. p. 34.
A partir da leitura do trecho de texto e dos conteúdos do livro-base História e memória: diálogos e tensões, referentes ao uso do cinema para trabalhar as relações entre memória e história, nas aulas da disciplina de História, analise as afirmações a seguir:
I. Assim como a história é produzida pelos historiadores, os filmes também constituem possíveis interpretações sobre o passado.
II. Os filmes, em especial os filmes históricos, constituem fontes neutras em relação ao seu contexto de produção, reproduzindo de forma fiel o passado que retratam.
III. Embora os historiadores se interessem mais pela memória produzida em filmes de temática histórica, obras de outros gêneros, como a ficção científica, apresentam potencial de análise para compreender o momento histórico de sua produção.
IV. Os filmes históricos podem ser analisados por duas perspectivas: a partir da reflexão sobre seu período de produção e a partir de uma leitura cinematográfica da história, ou seja, de como o passado é lido pelo cinema.
A I, II e III
B I, II e IV
C I, III e IV
D C Os esforços para construção de uma memória oficial rechaçam uma formalização que implica em transmissão e expressão pública dessa memória, ou seja, não há propagação de uma ideologia nesse processo.
E D Ao criar uma memória oficial, um grupo político cria uma identidade social, que dificilmente passa pela distinção com outros grupos opositores/adversários.

Tendo em vista a dada citação e os conteúdos do livro-base História e memória: diálogos e tensões, analise as seguintes proposições relacionadas à questão da memória na Idade Média:
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta:
I. Os sistemas de memorização se manifestaram em verdadeiros tratados da memória, sendo utilizados para lembrar o paraíso ou o inferno. Os modos de lembrar na Idade Média foram marcados pelas imagens, datas e comemorações cristãs.
II. A memória e a mnemotécnica (as técnicas de memorização) foram cristianizadas no medievo.
A A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
B As asserções I e II são proposições falsas.
C As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da primeira.
D As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da primeira.
E A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.

De acordo com os conteúdos do livro-base, História e memória: diálogos e tensões, no que se refere à criação de museus e outros lugares de memória na contemporaneidade, analise as asserções abaixo:
Agora, marque a alternativa que contém apenas as asserções corretas:
I. Processos políticos significativos, como a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos, levaram a uma negação da memória e dos lugares de memória.
II. Após o século XVIII e com a formação dos Estados-Nação no século XIX, novas bases de institucionalização da memória surgiram, iniciava-se assim um período de demarcação de memórias das nações.
III. Novos suportes e formas de demarcação da memória surgiram. Além dos museus, temos festas e datas relacionadas a episódios históricos, selos, moedas, medalhas comemorativas, memoriais, entre outros.
IV. A construção de museus distancia-se da noção de construção de memórias de povos e nações para formação de identidades nacionais.
A I, II e III
B I, III e IV
C I e II
D II e III
E III e IV

A partir do excerto citado e dos conteúdos do livro-base, História e memória: diálogos e tensões, a respeito das noções e relações entre memória e identidade, é possível afirmar:
A partir do excerto citado e dos conteúdos do livro-base, História e memória: diálogos e tensões, a respeito das noções e relações entre memória e identidade, é possível afirmar:
A As identidades coletivas ou individuais são atributos imutáveis no tempo e no espaço.
B Na construção da identidade de indivíduos ou grupos os rituais de memória, a cultura e as crenças são vetores descartáveis para a socialização e a identificação.
C No mundo globalizado cada vez mais os indivíduos têm identidades únicas, fixando-se apenas em um ou em outro pertencimento.
D Identidades comunitárias ou políticas se constroem e são atualizadas sem cessar, a partir das interações entre os indivíduos, grupos e suas ideologias.
E Na construção das identidades tensões e relações de poder são deixadas de lado, bem como os dados da memória.

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Questão 1/10 - História e Memória
Leia o excerto de texto a seguir: 
“[...] existem nas lembranças de uns e de outros, zonas de sombra, silêncios, ‘não-ditos’. As fronteiras desses silêncios e ‘não-ditos’ com o esquecimento definitivo e o reprimido inconsciente não são evidentemente estanques e estão em perpétuo deslocamento.” 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: POLLAK, Michael. Memória, esquecimento, silêncio. Estudos históricos, Rio de Janeiro, vol. 2, n. 3, p. 3 - 15, 1989. p. 6. Disponível em:<http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf>. Acesso em: 20/08/2018. 
De acordo com os conteúdos do livro-base, História e memória: diálogos e tensões, no que se refere ao (s) esquecimento (s) como fenômenos que também devem ser analisados ao trabalharmos as relações entre história e memória, analise as afirmações abaixo, marcando V para as verdadeiras e F para as falsas:
I. (  ) A narração memorial se mostra seletiva, pois traz algumas lembranças à tona e deixa de lado outras, ocasionando o fenômeno do esquecimento.
II. ( ) Além do esquecimento involuntário (de coisas que parecem insignificantes) há o “esquecimento de ocultação”, ou seja, um esquecimento voluntário, de coisas que se desejam esquecer.
III. (   ) Na constituição das nações o processo de esquecer não ocorre pois, para se constituir uma identidade nacional, todos os fatores do passado são levados em conta.
IV. (   ) Para o historiador tem pouca importância a análise sobre quem deseja esquecer de algo, sobre o que/quem se quer esquecer, e por que se busca esquecer. 
Agora, assinale a alternativa que contém a sequência correta:
Nota: 10.0
	
	A
	V -  V - F – F
Você acertou!
As afirmativas I e II estão corretas: “[...] a narração memorial é seletiva, pois traz à tona algumas lembranças e deixa de lado outras. [...] Como pondera Joutard (2007, p. 223), “o esquecimento é de duas ordens: há o esquecimento daquilo que parece ser insignificante e não merece ser relembrado, involuntário; e há o ‘esquecimento de ocultação’, o esquecimento voluntário, aquele do qual não se quer ter lembranças, pois ele perturba a imagem que se tem de si”. Já as afirmativas III e IV são falsas: “Os processos de esquecer, silenciar e ocultar estão, aliás, na base da constituição das nações: para formar uma nação, é preciso que os indivíduos agreguem o que têm em comum e esqueçam tantas outras diferenças. [...] É sempre necessário analisarmos o que se quer esquecer, bem como quem se deseja esquecer e por quê. Esse processo se mostra mais evidente na censura imposta por regimes autoritários e também revolucionários ou contra revolucionários que pretendem simbolicamente um rompimento com o passado, [...]”.  (livro-base, p. 130, 131).
	
	B
	V – V – V - F
	
	C
	V – F - V - F
	
	D
	V – F – F - F
	
	E
	F – V – V - F
Questão 2/10 - História e Memória
Leia o excerto de texto:
“No estudo histórico da memória histórica é necessário dar uma importância especial às diferenças entre sociedades de memória essencialmente oral e sociedades de memória essencialmente escrita”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: LE GOFF, Jacques. História e memória. Trad. Bernardo Leitão et al. 6ª ed. Campinas: Editora da Unicamp, 2012. P.409.
Considerando o excerto de texto e os conteúdos do livro-base História & Memória: diálogos e tensões sobre a trajetória da memória ao longo do tempo, conforme a visão de Jacques Le Goff, relacione corretamente os seguintes elementos às suas respectivas características:
1. Memória étnica
2. Progressos da memória na Idade Moderna
3. Desenvolvimento contemporâneo da memória
(  ) Com a invenção da imprensa e maior difusão da escrita e dos livros, a memória encontrou mais espaço de registro e difusão.
(  ) Memória em expansão, com os novos meios tecnológicos de registro e difusão, tais como a fotografia, o vídeo e o computador.
(  ) Em sociedades sem o uso da escrita, o aprendizado e a transmissão da memória estão mais ligados aos cantos e versos, dando base muitas vezes aos mitos de origem.
Agora selecione a alternativa que apresenta a sequência correta:
Nota: 10.0
	
	A
	1 – 3 – 2
	
	B
	2 – 3 – 1
Você acertou!
Comentário: A sequência correta é 2-3-1 conforme síntese das ideias de Jacques Le Goff apresentada no quadro da p. 54 do livro-base:
1) A memória étnica: Em sociedades sem o uso da escrita. Nestas, o aprendizado e a transmissão da memória estariam mais ligados aos cantos e versos, dando base muitas vezes aos mitos de origem; 2) Progressos da memória na Idade Moderna: Com a invenção da imprensa e maior difusão da escrita e dos livros, a memória encontrou mais espaço de registro e difusão; 3) Desenvolvimentos contemporâneos da memória: A memória em expansão, com os novos meios tecnológicos de registro e difusão, tais como a fotografia, o vídeo e o computador (livro-base p. 54).
	
	C
	1 – 3 – 2
	
	D
	2 – 1 – 3
	
	E
	3 – 2 – 1
Questão 3/10 - História e Memória
Confira o excerto de texto abaixo: 
“O lugar e o papel ocupados pela História na educação básica brasileira, na atualidade, derivam, pois, de transformações na política educacional e no ensino de História, conquistadas a partir de lutas pela democracia nos anos 1980, da promulgação da Constituição Federal de 1988 e da implantação da nova LDB ”. 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: FONSECA, S. G. A história na educação básica: conteúdos, abordagens e metodologias. In: ANAIS DO I SEMINÁRIO NACIONAL: CURRÍCULO EM MOVIMENTO – Perspectivas Atuais Belo Horizonte, novembro de 2010. p. 1-13. p. 1. Disponível em: < http://portal.mec.gov.br/docman/dezembro-2010-pdf/7168-3-4-historia-educacao-basica-selva/file>. Acesso em: 20/08/18. 
Considerando o excerto dado e os conteúdos do livro-base História e memória: diálogos e tensões, a respeito das transformações no ensino de História no Brasil e a abordagem do estudo do campo da memória nas salas de aula, assinale a alternativa correta:
Nota: 10.0
	
	A
	Na década de 1930, durante o governo de Getúlio Vargas, intelectuais e governo se aliaram para rejeitar uma educação e ensino de História voltados a interesses políticos e a uma glorificação nacional. 
	
	B
	Entre 1945 e 1964, período no qual o país viveu um momento democrático, não houve avanços na formação de professores e criação de cursos universitários para o estudo da História. Esses foram criados no período da Ditadura Militar.
	
	C
	No período da Ditadura Militar, entre 1964 até o fim da década de 1980, o ensino de História foi particularizado e destacado no currículo nacional, seguindo uma abordagem crítica e problematizadora dos conteúdos.
	
	D
	Com a redemocratização e durante a década de 1990, houve uma revisão no ensino de História, maior diálogo com a produção acadêmica e a inclusão do trabalho com grupos tradicionalmente excluídos da memória nacional.
Você acertou!
“Nos anos de 1980, com o processo de reabertura política e a proliferação de diversos movimentos sociais e intelectuais, ocorreram vários debates sobre o retorno da História como disciplina escolar obrigatória em todos os níveis de ensino, bem como a respeito de uma maior aproximação entre a história produzida no mundo acadêmico e o ensino de História nas escolas. [...] Na década de 1990, como continuidade a esse processo, os debates a respeito da LBDEN [...] impulsionaram uma revisão do ensino de História, bem como lutas pelo reconhecimento da memória de grupos tradicionalmente excluídos. [...] A redemocratização do Brasil na década de 1980 abriu espaço para o questionamento de modelos de ensino enraizados na educação, entre eles o ensino de História. O modelo de ensino dessa disciplina até então predominante foi questionado. Assim, buscou-se maior aproximação com a historiografia, que desde a década anterior vinha demonstrando especial apreço pelos sujeitos tradicionalmente marginalizados do passado. (livro-base, p. 249).
	
	E
	Na década de 1990 foi mantidoe renovado o ensino das disciplinas de Educação Moral e Cívica (EMC) e Organização Social e Política Brasileira (OSPB) nos diferentes níveis de ensino.
Questão 4/10 - História e Memória
Leia a seguinte passagem de texto: 
“A lembrança é uma experiência eminentemente individual, mas o fato de crer no compartilhamento de lembranças origina essa memória compartilhada, o que estaria na base da função política da memória ou daquilo que se denomina hoje como ‘políticas de memória’”. 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: FERREIRA, M. L. M. Políticas da memória e políticas do esquecimento. Aurora - revista de arte, mídia e política. n. 10, p. 102-118,  p. 2011.  p. 106. Disponível em: <https://revistas.pucsp.br/index.php/aurora/article/view/4500/3477>. Acesso em 20/08/18. 
A partir da passagem de texto e dos conteúdos do livro-base, História e memória: diálogos e tensões, a respeito das políticas de memória é possível afirmar:
Nota: 10.0
	
	A
	As políticas de memória e sua promoção são atos e ações desvinculados de relações de poder em diferentes contextos.
	
	B
	Por questões de ética, ao historiador não cabe questionar quem produz memórias e políticas de memória, quais os interesses envolvidos e que tipos de memórias são difundidas.
	
	C
	O Brasil é um país sem memória, pois não houve em sua trajetória projetos diferenciados que buscaram instituir determinados tipos de memória.
	
	D
	A construção de memórias compartilhadas carece de função política, pois o Estado e as instituições públicas não têm atuação nesse processo. 
	
	E
	As memórias públicas - geradas a partir de políticas de memória-  comumente sofrem enquadramentos, gerando memórias homogeneizantes que deixam de lado memórias conflitantes e contradições.
Você acertou!
A afirmação de que o Brasil é um país sem memória se tornou comum. Entretanto, ao examinarmos mais de perto essa questão, percebemos que existem projeto diferenciados que pretendem instituir determinado tipo de memória (pública), [...]. Comumente há um enquadramento da memória - sobretudo da memória pública - que fica mais evidente nas datas comemorativas. As memórias conflitantes, divididas, cedem lugar a memórias homogeneizantes, [...]”. (livro-base, p. 151).
Questão 5/10 - História e Memória
Leia o seguinte trecho de texto: 
“O filme [histórico] quer mais do que apenas ensinar a lição de que a história ‘dói’, ele quer que você, o espectador, vivencie a dor (e os prazeres) do passado”. 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSENSTONE, R. A. A história nos filmes, os filmes na história. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2015. p. 34. 
A partir da leitura do trecho de texto e dos conteúdos do livro-base História e memória: diálogos e tensões, referentes ao uso do cinema para trabalhar as relações entre memória e história, nas aulas da disciplina de História, analise as afirmações a seguir:
I. Assim como a história é produzida pelos historiadores, os filmes também constituem possíveis interpretações sobre o passado.
II. Os filmes, em especial os filmes históricos, constituem fontes neutras em relação ao seu contexto de produção, reproduzindo de forma fiel o passado que retratam.
III. Embora os historiadores se interessem mais pela memória produzida em filmes de temática histórica, obras de outros gêneros, como a ficção científica, apresentam potencial de análise para compreender o momento histórico de sua produção.
IV. Os filmes históricos podem ser analisados por duas perspectivas: a partir da reflexão sobre seu período de produção e a partir de uma leitura cinematográfica da história, ou seja, de como o passado é lido pelo cinema. 
Agora, assinale a alternativa que contém as afirmações corretas:
Nota: 10.0
	
	A
	I, II e III
	
	B
	I, II e IV
	
	C
	I, III e IV
Você acertou!
A afirmativa II é incorreta, pois: “O professor deve ter em mente que nenhum filme é neutro em relação ao momento histórico de sua produção. Pelo contrário, sempre traz objetivos que podem estar explícitos ou implícitos na narrativa fílmica. Já as afirmações I, III e IV são corretas, visto que: “Com relação aos filmes históricos, eles podem ser pensados de duas formas ou de acordo com dois eixos temáticos: uma leitura histórica do filme – ou seja, analisar o filme à luz de seu período de produção – e uma leitura cinematográfica da história – como o passado é lido pelo cinema. [...] Assim como a história produzida pelos historiadores, os filmes também constituem interpretações sobre o passado, porém com linguagens diferentes, tendo em vista as questões postas pelo presente. [...] Embora os historiadores se interessem muito mais pelos filmes históricos, é importante destacarmos que não são apenas as produções que tratam da história que podem ser utilizadas em sala de aula. Obras cinematográficas de ficção científica, dramas, documentários, entre outros gêneros, também apresentam potencial de análise. Tais filmes expressam, por trás de seus enredos, medos, desejos, preocupações, expectativas de futuro ou problemas que são típicos do momento histórico vivido [...].” (livro-base, p. 270-272).
	
	D
	I e II
	
	E
	III e IV
Questão 6/10 - História e Memória
Leia a citação a seguir: 
“A exaltação do grupo nacional fornece ao sujeito um objetivo para suas necessidades de vínculo, embasamento para sua autoestima e orgulho pessoal, ao mesmo tempo que equilibra este vínculo pela difamação das nações rivais. Este fenômeno não é próprio apenas do nacionalismo. Podemos observá-lo nas comunidades religiosas, nas seitas e em toda a coletividade que se encontra em rivalidade com outras”. 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ANSART, Pierre. História e memória dos ressentimentos. In: BRESCIANI, S.; NAXARA, M. (Org.). Memória e (res) sentimento: indagações sobre uma questão sensível. Campinas: Editora da Unicamp, 2004. p. 125-126. 
A partir da citação de texto e dos conteúdos do livro-base, História e memória: diálogos e tensões, sobre as noções de memória oficial e não-oficial, é possível afirmar que:
Nota: 10.0
	
	A
	A manipulação, controle, ocultamento e mesmo esquecimento de processos históricos é uma característica das memórias não-oficiais, visto que as memórias oficiais são fiéis ao passado e o expressam integralmente.
	
	B
	As memórias podem ser classificadas como oficiais quando partem de grupos ou indivíduos ligados a formas de poder. Assim tratam-se de memórias institucionalizadas, “enquadradas”, pois procuram fixar um passado oficial.
Você acertou!
“[...] narrativas que se pretendiam ou se intitulavam como históricas (como relatos que buscavam afirmar uma busca pela “verdade dos fatos”, pelo que “realmente teria acontecido”) não podem ser vistas como dissociadas de uma criação de memória. Contudo, partindo de grupos ou indivíduos ligados a formas de poder, trata-se de memórias institucionalizadas, oficiais, que definem em seus contextos o que pode o que não pode ser pesquisado, narrado, dito – portanto, trata-se de memórias enquadradas. (livro-base, p. 121). 
	
	C
	Os esforços para construção de uma memória oficial rechaçam uma formalização que implica em transmissão e expressão pública dessa memória, ou seja, não há propagação de uma ideologia nesse processo.
	
	D
	Ao criar uma memória oficial, um grupo político cria uma identidade social, que dificilmente passa pela distinção com outros grupos opositores/adversários. O outro é visto de forma positiva.
	
	E
	A construção de memórias oficiais reforça a existência de outras memórias, nota-se uma convivência pacífica entre memórias oficiais e memórias concorrentes/subterrâneas.
Questão 7/10 - História e Memória
Leia a citação de texto abaixo: 
“A história oral é uma forma específica de discurso: história evoca uma narrativa do passado, oral indica um meio de expressão. No desenvolvimento da história oral como um campo de estudo, muita atenção tem sido dedicada às suas dimensões narrativa e linguística.” 
Após estaavaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: PORTELLI, A. A história oral como gênero. Projeto história, São Paulo, n. 22, 9-36, 2001. p. 10. 
A partir da referida citação de texto e dos conteúdos do livro-base História e memória: diálogos e tensões, a respeito da História Oral podemos afirmar que:
Nota: 10.0
	
	A
	A história oral amplamente aceita como técnica moderna de documentação para a pesquisa histórica, antecede a invenção do gravador.
	
	B
	Atualmente o uso da metodologia da história oral vem decaindo cada vez mais, visto seu alto grau de subjetividade.
	
	C
	No Brasil atual ainda é difícil encontrar grupos de pesquisa e laboratórios nas universidades que se dedicam a pesquisar e constituir acervos de história oral.
	
	D
	Desde o ascender da escola positivista até a década de 1960 a oralidade como fonte histórica foi relegada à marginalidade. 
Você acertou!
O século XIX assistiu à ascensão da tradição documental em detrimento da tradição oral. [...] Da ascensão da escola positivista até os anos 1960, a oralidade como fonte histórica foi relegada à marginalidade. Nas últimas décadas do século XX, com a pluralização de temas e metodologias de produção de conhecimento histórico, a recorrência à memória e o uso da metodologia da história oral entraram em cena. (livro-base, p. 180).
	
	E
	Até os dias de hoje, a história oral se limita em registrar a história de pessoas ilustres das sociedades ocidentais.
Questão 8/10 - História e Memória
Leia a citação de texto a seguir: 
“[...] a memória estava no centro da psicologia agostiniana, que considerava que a inteligência humana era composta de intelligentia, de amor e de memoria. A memória era a memória do pecado e de Deus, a memória como distração e como consciência, a ponte entre a perfeição intemporal do Criador e a natureza temporal e múltipla da criatura humana imperfeita.” 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: GEARY, Patrick. Memória. In: LE GOFF, J.; SCHMITT, J.C. Dicionário temático do Ocidente Medieval. 2 v. Bauru/SP: EDUSC, 2002. v. 2. p. 167. 
Tendo em vista a dada citação e os conteúdos do livro-base História e memória: diálogos e tensões, analise as seguintes proposições relacionadas à questão da memória na Idade Média:
I. Os sistemas de memorização se manifestaram em verdadeiros tratados da memória, sendo utilizados para lembrar o paraíso ou o inferno. Os modos de lembrar na Idade Média foram marcados pelas imagens, datas e comemorações cristãs.
PORQUE
II. A memória e a mnemotécnica (as técnicas de memorização) foram cristianizadas no medievo. 
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta:
Nota: 10.0
	
	A
	A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
	
	B
	As asserções I e II são proposições falsas.
	
	C
	As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da primeira.
Você acertou!
“Os sistemas de memorização, que se manifestaram em verdadeiros tratados da memória, eram utilizados então para lembrar o paraíso ou o inferno. Surgiram, assim, as liturgias de recordação dos mortos, dos santos. A memória e a mnemotécnica foram, portanto, cristianizadas. A memória coletiva foi repartida entre uma memória litúrgica e uma memória laica de pouca penetração cronológica. Os modos de lembrar na Idade Média seriam marcados pelas imagens cristãs, pelas datas e comemorações cristãs (Natal, Quaresma, Páscoa, etc.). (livro-base, p. 89).
	
	D
	As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da primeira.
	
	E
	A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
Questão 9/10 - História e Memória
Observe a imagem a seguir:
 
Após esta avaliação, caso queira observar detalhadamente a imagem, ela está disponível em: <https://commons.wikimedia.org/wiki/Museo_del_Prado#/media/File:Museo_del_Prado_2016_(25185969599).jpg>. Acesso em: 20/08/2018.   
A imagem acima é da chamada “Puerta de Velázquez”, na fachada do bicentenário Museu do Prado, localizado na cidade de Madrid, Espanha. De acordo com os conteúdos do livro-base, História e memória: diálogos e tensões, no que se refere à criação de museus e outros lugares de memória na contemporaneidade, analise as asserções abaixo:
I. Processos políticos significativos, como a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos, levaram a uma negação da memória e dos lugares de memória.
II. Após o século XVIII e com a formação dos Estados-Nação no século XIX, novas bases de institucionalização da memória surgiram, iniciava-se assim um período de demarcação de memórias das nações.
III. Novos suportes e formas de demarcação da memória surgiram. Além dos museus, temos festas e datas relacionadas a episódios históricos, selos, moedas, medalhas comemorativas, memoriais, entre outros.
IV. A construção de museus distancia-se da noção de construção de memórias de povos e nações para formação de identidades nacionais. 
Agora, marque a alternativa que contém apenas as asserções corretas:
Nota: 10.0
	
	A
	I, II e III
	
	B
	I, III e IV
	
	C
	I e II
	
	D
	II e III
Você acertou!
As afirmativas II e III são corretas, já as afirmativas III e IV são incorretas, pois: “Após processos históricos significativos como a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos no século XVIII, foram formuladas novas bases de institucionalização da memória, em grande parte ligadas a acontecimentos políticos e de representação de povos e seus Estados-Nação. Do final do século XVIII até o século XX, ocorreu a instituição de datas e festas comemorativas relacionadas à episódios históricos. Esse período delimitou o início de um domínio de demarcação de memórias; além disso, novos suportes foram configurados, tais como medalhas, selos, moedas, monumentos como as estátuas de figuras históricas, memoriais, pinturas de episódios históricos, entre outros. [...]. A efetivação de suportes de materialização e exteriorização da memória, como os painéis em azulejo presentes ainda hoje na Estação Ferroviária da cidade do Porto {*imagem no livro do painel representando o infante D. Henrique na conquista de Ceuta}, em Portugal, demonstra como as nações procuraram erigi-los para manter certos ideais vivos e presentes na memória coletiva de um povo. Museus também passaram a ser construídos. Muitos surgiram ainda no final do século XVIII, como o Museu do Prado, em Madrid (1785). [...] Museus dedicados à memória folclórica foram abertos na Escandinávia (Le Goff, , 2003). No Brasil, ainda com D. João VI, houve a criação de um Museu Nacional, no campo de Santana, [...]”. (livro-base, p. 99-101).
	
	E
	III e IV
Questão 10/10 - História e Memória
Confira o seguinte extrato de texto: 
“Nas últimas décadas, o estudo das identidades tornou-se lugar-comum no campo das ciências sociais, sobretudo a partir dos anos 90. As mudanças históricas ocorridas nesse período conduziram à emergência do estudo das identidades como um referencial de compreensão e explicação das mudanças sociais, marcada por sociedades cada vez mais heterogêneas, culturas híbridas e grupos complexamente diversificados”. 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: SOUSA, B. de O. A Memória como Elemento de Construção de uma Identidade Cultural. In: Anais eletrônicos do I Congresso Nacional de História da Universidade Federal de Goiás, Campus Jataí. Goiânia: FUNAPE, 2008. Disponível em: <http://www.congressohistoriajatai.org/anais2008/doc%20(10).pdf> p. 4. Acesso em: 20/08/18. 
A partir do excerto citado e dos conteúdos do livro-base, História e memória: diálogos e tensões, a respeito das noções e relações entre memória e identidade, é possível afirmar:
Nota: 10.0
	
	A
	As identidades coletivas ou individuais são atributos imutáveis no tempo e no espaço.
	
	B
	Na construção da identidade de indivíduos ou grupos os rituais de memória, a cultura e as crenças são vetores descartáveis para a socialização e a identificação.C
	No mundo globalizado cada vez mais os indivíduos têm identidades únicas, fixando-se apenas em um ou em outro pertencimento.
	
	D
	Identidades comunitárias ou políticas se constroem e são atualizadas sem cessar, a partir das interações entre os indivíduos, grupos e suas ideologias.
Você acertou!
“[...] a identidade não é como uma substância, um atributo imutável do indivíduo ou das coletividades. As identidades comunitárias ou políticas se elaboram, são construídas e atualizadas incessantemente com as interações entre os indivíduos, os grupos e suas ideologias. Assim, um indivíduo pode estar ligado a vários grupos de pertencimento.” (livro-base, p. 213).
	
	E
	Na construção das identidades tensões e relações de poder são deixadas de lado, bem como os dados da memória.

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