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Crescimento
Prof Viviane
O controle de 
esfíncteres
 Um marco do desenvolvimento 
infantil;
 O início precoce, sem respeitar a 
maturação da criança, aumenta o 
risco para o aparecimento de 
disfunções, como enurese, 
encoprese, constipação e recusa 
em ir ao banheiro.
 Considera-se um início precoce o 
processo educativo realizado a 
partir de idade em torno dos 18 
meses. Por sua vez, é tido como 
um treinamento tardio o processo 
realizado após os 36 meses.
Padrão de sono e dificuldades para 
dormir
 Os recém-nascidos dormem tanto durante o 
dia quanto à noite, mas, depois de algumas 
semanas, o sono diurno começa a diminuir.
 Bebês que não desenvolvem uma 
regularidade evidente de sono e vigília 
podem estar demonstrando algum problema, 
como uso de droga pela mãe durante a 
gravidez ou dano cerebral (BRASIL, 2002).
Padrão de sono e 
dificuldades para 
dormir
 A rotina para um sono tranquilo 
deve ser estabelecida para as 
crianças o mais cedo possível. É 
importante que, ao anoitecer, o 
movimento da casa seja 
modificado. Menos barulho e 
menos iluminação são 
fundamentais para manter um 
ambiente mais sereno. 
Exame físico na 
Pediatria
 Peso
 Estatura / comprimento
 PC, PT, Circunferência abdominal
 Importância: ganho ponderal 
satisfatório (quando RN), 
avaliação do crescimento, 
classificação do estado 
nutricional, detecção precoce de 
micro ou macrocefalia.
Exame físico na 
Pediatria
 Sempre observar sinais de maus 
tratos, má higiene, abandono ou 
negligência, anotar no prontuário 
tomar as providências.
Exame físico geral
 Observar mucosa, pele e anexos
 Estado de hidratação
 Palidez
 Cianose
 Icterícia
 Vérnix caseoso
 Exantemas
 Dermatoses
Cabeça
 Crânio: conformação, simetria e forma, 
abaulamentos; tamanho, aspecto e tensão 
da fontanela, tumorações, crepitações.
 Face: expressão, simetria.
 Olhos: formato, simetria, mobilidade, 
distância. Coloração da esclera, conjuntiva, 
presença de secreções. Tamanho das 
pupilas, reação à luz.
 Orelhas: implantação, forma, secreção, dor, 
intertrigo. 
 Nariz: tamanho, formato, secreção, lesões, 
presença de epistaxe. 
 Boca: simetria, lesões labiais e mucosas, 
dentes (higiene, cáries, oclusão, perda de 
dentes). Na língua avaliar macroglossia, 
anquiloglossia.
 PESCOÇO: abaulamentos, 
mobilidade, tumorações, cadeias 
ganglionares. Palpação da tireóide
(tamanho, consistência e 
presença de nódulos). 
Linfoadenomegalias: cervicais 
anterior e posterior, 
submandibulares, retro e pré-
auriculares, submentuais.
 TÓRAX: formato, simetria, retrações, abaulamentos, mamilos. Sexo 
feminino – estadiar o desenvolvimento mamário; linfonodos supra-
claviculares.
 Aparelho respiratório: Freqüência respiratória, ritmo respiratório, 
padrão respiratório, dispnéia. Abaulamentos ou retrações durante 
movimentos respiratórios. Palpação do frêmito tóraco-vocal. 
Percussão. Ausculta pulmonar – murmúrio vesicular, presença de 
ruídos adventícios (crepitação, sibilos, roncos, estertores); estridor 
respiratório.
 Aparelho cardiovascular: Precórdio – localização do ictus cordis
(localização, extensão e intensidade), presença de frêmitos. 
Ausculta cardíaca – ritmo, intensidade das bulhas cardíacas, 
presença de sopros, desdobramentos e extra-sístoles. Pulsos e PA 
(atentar em GNDA, crianças obesas e adolescentes). Perfusão 
periférica: avaliar enchimento capilar.
 Focos de ausculta cardíaca: pulmonar, aórtico, tricúspide e mitral
ABDOME:
Avaliar forma, simetria, aspecto, movimentos peristálticos, 
abaulamentos difusos e localizados, depressões difusas ou 
localizadas, diástases, presença de circulação venosa anômala. 
Avaliar distensão. Avaliar ruídos adventícios. Observar linfonodos 
paraumbilicais, inguinais e femorais.
 Cicatriz umbilical: aspecto, tumoração, secreção. Palpação 
superficial e profunda: sensibilidade, tensão, tumorações, 
visceromegalias. 
 Fígado: tamanho, consistência, bordas. (Hepatomegalia). 
 Baço: tamanho, sensibilidade (esplenomegalia). Palpar no 
quadrante superior esquerdo, sendo melhor palpado durante a 
inspiração. Percussão: timbre, delimitação das vísceras, 
sensibilidade localizada. Ausculta: timbre e presença dos 
ruídos hidroaéreos. Ascite. Avaliar presença de hérnias.
 Massas palpáveis: tumor de Wilms, neuroblastoma.
 GENITAIS: palpação de região inguinal – gânglios, 
tumorações e pulso femoral. 
 Meninos – forma do pênis, exposição da glande, 
localização da uretra, presença dos testículos, forma da 
bolsa escrotal, avaliar estadiamento puberal. Plicomas.
 Meninas – tamanho do clitóris, lábios maiores e menores, 
orifício uretral e hímen. Leucorréia, hiperemia vulvar, 
lesões verrucosas. Avaliar estadiamento puberal.
 REGIÃO ANAL E SACROCOCCÍGEA: localização, fissuras, 
prolapso retal, fístulas, condições de higiene. Presença de 
lesões. Toque retal. Anormalidades da coluna 
lombossacra. Avaliar presença de oxiúros; Avaliar 
dermatite de fraldas e intertrigo.
EXTREMIDADES: simetria, mobilidade, desvios, 
crepitação, dor. 
 Recém-nascido: manobra de Ortolani e Barlow. 
 Crianças maiores – avaliar a coluna na posição 
ereta.
 Lesões de piodermite
 Edemas (cacifo positivo)
 Comprometimento articular
 Manchas residuais
 Pés planos; geno-valgo e geno-varo
 Baqueteamento digital
Divisão da adolescência
 Pré-adolescência ou Adolescência Menor / Fase Pré-puberal ( 10/11 aos 14 anos).
 Adolescência Intermediária ou Média / Fase Puberal / Puberdade ( 14 aos 17 anos)
 Maior/ Fase Pós-Puberal / Pós-puberdade (17 aos 20 anos)
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a adolescência é um período da vida, que começa aos 10 
e vai até os 19 anos, 11 meses e 29 dias, e segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente 
começa aos 12 e vai até os 18 anos, onde acontecem diversas mudanças físicas, psicológicas e 
comportamentais. Nessa fase ocorrem pelo menos três fenômenos importantes do 
desenvolvimento humano: do ponto de vista biológico, a puberdade, com o amadurecimento 
sexual e reprodutor; do ponto de vista social a passagem da infância para a vida adulta, com a 
função de papéis adultos e a autonomia em relação aos pais; e, do ponto de vista psicológico, a 
estruturação de uma identidade definitiva para a subjetividade (projeto de vida).
Coluna 
vertebral
Desvios: escoliose, cifose, 
cifoescoliose, lordose.
Material de Bolso 
para a Pediatria
 Estetoscópio
 Garrote
 Caneta azul e vermelha
 Termômetro digital
 Relógio
 Bloco de notas
 Aparelho de aferição de PA com 
manguitos apropriados a cada idade.
 Carimbo
Objetivos do exame 
físico e evolução na 
Pediatria
 Realizar a Sistematização da Assistência de 
Enfermagem. 
 Elaborar diagnósticos e intervenções de enfermagem às 
crianças em estado crítico. 
 Avaliar a assistência de enfermagem prestada às 
crianças hospitalizadas.
 Administrar dietas, medicamentos e hemoterapia.
 Realizar sondagens: gástrica, entérica e vesical. 
 Realizar curativos nos diversos tipos de feridas. 
 Coletar amostras de materiais para exames 
laboratoriais. 
 Promover oxigenoterapia. 
 Registrar dados dos menores no Balanço hídrico. 
Objetivos do exame 
físico e evolução na 
Pediatria
 Realizar cuidados de enfermagem com cateteres venosos e 
drenos.
 Avaliar a dor e intervenções. 
 Prestar cuidados com a pele da criança. 
 Realizar e orientar às mães sobre o teste do pezinho. 
 Acompanhar a desinfecção terminal e concorrente dos leitos. 
 Reconhecer o papel do enfermeiro.
 Realizar os curativos nas feridas. 
 Revisar cálculos, diluições e rediluições de medicamentos em 
pediatria. Conhecer os cuidados no preparo, no 
armazenamento e na administração de medicamentos em 
pediatria. 
 e incentivar o aleitamento materno às mães dos lactentes 
retidos na unidade Pediátrica.
Saúde Bucal
A incorporação de hábitos de higiene bucal, o controle da ingestão de 
açúcares e a alimentação saudávelfeita pela família resultarão em saúde 
bucal para a criança e, consequentemente, melhor qualidade de vida para 
todos. 
Uma das principais doenças bucais, a cárie dentária, quando ocorre em 
crianças menores de 3 anos, torna-se um importante alerta de risco, pois 
há maior probabilidade de que as crianças desenvolvam cárie na dentição 
decídua e também na dentição permanente (BRANDÃO et al., 2006).
A síndrome da cárie de mamadeira tem por característica o fato de se 
associar ao uso de chupetas adoçadas, além de estar também associada ao 
uso incontrolado e irrestrito do aleitamento, principalmente no turno da 
noite. 
Dentição 
A idade média normal para o nascimento dos primeiros dentes de leite é por volta de 
6 meses de idade. Um atraso pode ser considerado normal em torno de mais de 6 ou 8 
meses. Pode acontecer de dentes de leite que erupcionan (nascem) antes do prazo 
normal, ou seja, logo após o nascimento, são chamados de "dente natal", ou por volta 
de 2 a 3 meses de idade, "dente neonatal ". 
Para ajudar o rompimento dos dentinhos e melhorar esse desconforto, devemos 
oferecer ao bebê, alimentos mais duros e mordedores de borracha para massagear 
a gengiva.
ERUPÇÃO(nascimento) DENTES SUPERIORES / DENTES INFERIORES Incisivos Centrais 
8 meses 6 meses Incisivos Laterais 10 meses 9 meses Caninos 20 meses 18 meses 1º 
Molar 16 meses 16 meses 2º Molar 29 meses 27 meses
Dentição
 Para ajudar o rompimento dos 
dentinhos e melhorar esse 
desconforto, devemos oferecer ao 
bebê, alimentos mais duros e 
mordedores de borracha para 
massagear a gengiva.
 Importância da dentição: Para a 
saúde geral, crescimento e 
desenvolvimento; Atuam na 
mastigação, facilitando a 
digestão; São elementos 
fundamentais para a pronúncia 
das palavras (fonação); Grande 
influência na estética.
Recomendações para crianças de 0 a 3 anos 
sobre a dentição
Crianças que são amamentadas 
possuem menor probabilidade de 
desenvolver lesões de cárie do 
que aquelas que utilizam 
aleitamento artificial (CAPLAN, 
2008).
Quando a amamentação não for 
possível e o uso da mamadeira se 
fizer necessário, os pais e os 
cuidadores devem ser orientados 
a não colocar açúcar no leite, no 
suco ou no chá dos bebês.
Devem alimentar a criança 
sentada no colo, nunca deitada 
no berço, para evitar que ela 
durma com a mamadeira na 
boca, pois tal hábito pode 
ocasionar o desenvolvimento da 
cárie precoce da infância (cárie 
da mamadeira noturna).
Os pais devem ser orientados 
quanto à necessidade de higiene 
bucal das crianças após o uso de 
xaropes.
Especial atenção deve ser dada à 
limpeza bucal da criança antes 
que ela durma.
Os pais e os cuidadores devem 
ser orientados a não colocar 
açúcar em frutas e sucos, 
possibilitando que a criança 
aprecie o sabor natural dos 
alimentos. 
Higiene bucal de 0 a 3 anos
 Para bebês sem dentes: a limpeza deve ser iniciada a partir dos 
primeiros dias de vida, com a finalidade de remover o leite 
estagnado em seu interior e nas comissuras labiais, massagear a 
gengiva e acostumá-lo à manipulação da boca. A limpeza pode ser 
realizada com uma gaze ou fralda limpa – embebida em água 
potável que deve ser passada delicadamente na gengiva e em toda a 
mucosa oral do bebê pelo menos uma vez ao dia (KUHN, 2002).
 Para bebês em fase de erupção dos incisivos (de 6 a 18 meses): gaze 
ou fralda umedecida em água potável, duas vezes ao dia.
 Para bebês de 18 a 36 meses: com a erupção dos molares decíduos 
(ao redor dos 18 meses), deve-se iniciar o uso da escova dental 
macia, duas vezes ao dia. O uso do fio dental está indicado quando 
os dentes estão juntos, sem espaços entre eles, uma vez ao dia.
Uso de bicos 
e chupetas –
crianças de 0 
a 3 anos
Deve-se desestimular este hábito, pois a sucção da chupeta ou da mamadeira 
pode acarretar alterações bucais em crianças, como más oclusões e alterações 
no padrão de deglutição.
Para se evitar o uso da chupeta, deve-se recomendar a técnica correta de 
amamentação, não retirando a criança do seio logo que ela já esteja satisfeita, 
especialmente se ela continuar sugando. Caso o hábito já esteja instalado, 
deve-se procurar removê-lo o quanto antes para prevenir as alterações e 
possibilitar sua reversão natural.
A fluoretação das águas de abastecimento público tem sido uma importante 
medida de promoção de saúde, sendo responsável pela queda nos índices de 
cárie tanto no Brasil como no mundo. Sendo esta a fonte principal de ingestão 
de flúor, não se recomenda o uso de suplementação de flúor no pré-natal nem 
na puericultura em locais onde exista água de abastecimento fluoretada.
Recomenda-se que o creme dental fluoretado somente aos 18 meses, com o 
incentivo para a criança cuspir a pasta após a escovação. Caso a criança 
demonstre que gosta de ingerir o creme dental, este não deve ser usado até os 
3 anos.
Recomendações para crianças de 3 a 6 
anos
 Deve-se reforçar a importância do controle da ingestão de açúcar, evitando 
principalmente seu uso frequente (entre as refeições), o que está fortemente 
relacionado com a ocorrência de lesões de cárie.
 A responsabilidade pela higiene bucal continua sendo dos pais/cuidadores, 
porém a criança deve ser estimulada a já escovar seus dentes, com 
supervisão, possibilitando assim o desenvolvimento das suas capacidades 
motoras. A escovação noturna (antes de dormir) deve ser realizada pelos pais.
 Deve-se estimular o hábito de uso de creme dental fluoretado (tomando-se 
cuidados para evitar sua ingestão), haja vista ser este um importante método 
de prevenção de cárie, pelo contato frequente com o flúor 
Recomendações para crianças de 6 a 9 
anos
 Em torno dos 6 a 7 anos, iniciam-se as trocas dentárias.
 Esta é a fase ideal para a participação das crianças em programas educativos 
preventivos, com atividades lúdicas. O enfoque familiar é de suma importância, 
uma vez que o aprendizado se dá, também, por meio da observação do 
comportamento dos pais.
 Deve-se perguntar à criança e aos pais/cuidadores se as gengivas dela sangram 
durante a escovação, devendo ser explicado a eles que, se isso ocorre, há 
presença de inflamação, razão pela qual a higiene bucal deve ser intensificada.
 Para crianças sem atividade de cárie, é importante o uso diário de creme dental 
fluoretado. Estudos têm demonstrado que a escovação com dentifrício fluoretado 
é um método eficaz e simples de prevenção de cárie.
Para indivíduo com alta atividade de cárie, além do uso diário do creme dental 
fluoretado, recomenda-se bochecho com solução de flúor
Recomendações para crianças de 9 a 10 
anos
 Deve-se assegurar informações sobre os 
riscos com acidentes e traumatismos 
dentários em brincadeiras comuns da 
referida faixa etária, estimulando o uso 
de proteção.
 Ao se aproximar da adolescência, a 
criança começa a experimentar hábitos 
que são nocivos à sua saúde. Deve-se 
dar-lhe informações sobre os riscos do 
álcool e do fumo para a sua saúde 
geral, hábitos que, por sinal, podem lhe 
causar mau hálito, manchas nos dentes, 
doença de gengiva e câncer bucal.
 Deve-se orientar que as crianças levem 
frutas e alimentos salgados para o 
lanche na escola.
Referências:
 WONG, D.L, Enfermagem Pediátrica: 
elementos essenciais a intervenção 
efetiva. 5 ed., Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 1999.
 Fonseca, Ariadne da Silva. 
Enfermagem Pediátrica. São Paulo: 
Martinari, 2013
 Sapira’s Art & Science of Bedside
Diagnosis - Jane M. Orient, 3rd edition. 
Semiologia Médica - Celmo Celeno
Porto, 6 edição.
 Ministério da Saúde, MS. Caderno de 
Atenção Básica nº 33. Saúde da 
Criança: Crescimento e 
Desenvolvimento. Brasília, DF, 2012.