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Resenha Crítica DIREITO CONSTITUCIONAL INTERVENCAO - OK

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Resenha Crítica
Intervenção Federal sofrida na segurança pública no Rio de Janeiro e seus aspectos legais e doutrinários.
Intervenção federal, Constituição Federal de 1988, interventor Segurança Pública. Poder de Polícia, controle de constitucionalidade.
A forma federativa do Estado baseia- se no princípio da autonomia política das entidades que o compõe, A federação é a União de entes jurídicos dotados, cada um deles de autonomia política. 
Portanto no Estado Federal a regra é o exercício da autonomia política pelos entes federados, assegurados pelas competências que lhe são indicados na Constituição Federal, sem a intervenção do outro.
As normas que disciplinam, os procedimentos de intervenção, classificam-se como elementos de estabilização Constitucional, Funciona como medida para restabelecer o respeito da ordem pública, e nesse sentido a intervenção é considerado como meio de controle da constitucionalidade, o que justifica que durante a intervenção a Constituição não poderá ser emendada ou alterada (art. 60 ,1 da CRFB/88)
Segundo Alexandre de Morais, atual Ministro da STF, que o problema de intervenção, consiste em medidas excepcional de supressão temporária da autonomia de determinado ente federativo, fundada em hipótese taxativamente previstas no texto constitucional, e que visa à unidade e a preservação da autonomia da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
A intervenção é de competência da União, Estados membros, a intervenção não pode ser praticada pelos municípios. A União possui competência para intervir em defesa do Estado Federal, em aspecto jurídicos, mas não possui competência para intervir nos municípios localizados nos estados membros.
Só possui competência a União para intervir nos municípios, se estiver localizado em território Federal, e o Estado possui competência para intervir nos municípios situados em seu território, as intervenções só tornarão efetivas de acordo com a Constituição Federal.
Além do que a Constituição outorga as entidades federadas a autonomia, com princípio básico de forma de estado federado, portanto a intervenção é uma medida excepcional, coercitiva, nas hipóteses na Constituição, como exercício do princípio da ordem (art. 34 e 35 CRFB/88), em obediência a carta da República por parte dos entes federativos.
O chefe do Poder Executivo (o Presidente da República) e governador de Estado, que tem competência exclusiva para decretar intervenção federal.
A Intervenção Federal espontânea de ofício, nas hipóteses, quando decretada, autorizada pelo Chefe do Executivo, que age por juízo discricionariedade, decide pela intervenção de ofício e a executa independente da provocação de outro órgão. 
A intervenção provocada de acordo com o artigo (34, IV CC, artigo 36, inciso I) da CRFB/88, ocorre por solicitação de algum órgão no qual a Constituição conferir tal competência, nesse caso o Chefe do poder Executivo não poderá tomar iniciativa, de ofício a medida.
Pois a intervenção depende da manifestação da vontade dos órgãos, que recebe tal incumbência constitucional. A provocação pode ser através de solicitação ou requisição.
A intervenção provocada por solicitação de acordo com o artigo (34, inciso IVCC, artigo 36, I) da CRFB. O Presidente da República após solicitação, solicita ao poder Legislativo ou Executivo coacto, ato discricionário (STF), pleno ms-21041/001.
A intervenção provocada por requisição, nas hipóteses, sendo coagido ou impedido, de acordo com os (artigos 34 incisos IV, CC, artigos 36 incisos I), o Presidente da República requisita o Poder judiciário, a requisição será feita pelo Supremo Tribunal Federal.
No caso de desobediência à ordem ou decisão judicial, a requisição será do STF (assunto constitucional) e casos provenientes de justiça militar, da União ou justiça do trabalho, independente do assunto (artigo 34, inciso IV), o Tribunal Superior Federal a União, sobrepõe tais órgãos judiciários.
Caso o STF entender que for cabível, requisitará a Intervenção Federal, ao Presidente da República que estará obrigado a decretá-la, pois se trata de hipótese de requisição. 
Em caso de coação ao judiciário local (Estadual), cabe ao tribunal de justiça local que provocará o STF, que por sua vez requisitará ao Presidente da República, os demais poderes (Executivo, Legislativo) o Judiciário local não tem competência para provocar diretamente o Presidente da República.
Se o descumprimento for de ordem da decisão da Justiça Eleitoral, a requisição caberá ao TSE, se for se for Justiça Federal ou Estadual, cabe requisição ao STJ, porque decisões em tese, somente estavam sujeitas ao recurso especial, ao STF são recursos extraordinários.
No caso recusa à execução de lei Federal (artigo, 34VI CF/88) e de ofensa aos Princípios Constitucionais Sensíveis, a intervenc1ao dependerá de representação interventiva do Procurador Geral da Justiça, perante o Supremo Tribunal Federal (artigo 36, III, CF/88), com a redação dada pela Emenda Constitucional, N.45/2004. 
Ao judiciário cabe somente realizar o controle da constitucionalidade da medida de afastamento da autonomia do Ente Federado.
Caso seja negado provimento à representação, o STF determinará o arquivamento de processo a decretação de intervenção. O decreto não reduzirá o afastamento de autonomia, pois a suspensão do ato impregnado foi apenas para estabelecer o restabelecimento da normalidade, assim a intervenção preventiva limitar-se à a suspender a execução.
A intervenção será sempre temporária, e encerados seus motivos causadores, as autoridades afastadas de seus cargos retornarão, exceto se a houver de impedimento legal. (Artigo 34, inciso) CRFB/88.
O judiciário pode fiscalizar em caso se ocorrer violação de norma Constitucionais, que regulem o procedimento interventivo, também quando houver a suspensão de intervenção, que tinha sido determinado pelo Congresso Nacional, caso contrário perde sua legitimidade e torna inconstitucional.
A Constituição Federal, em seu artigo 144, estabelece que a segurança pública é dever do Estado, direito e responsabilidades de todos, sendo exercida para a preservação da ordem pública e preservação de seu patrimônio, através da Polícia Federal, rodoviária federal, Civil, militar, corpo de bombeiro militar.
No caso da intervenção Militar no Rio de Janeiro em 16 de Janeiro no ano de 2018, que foi decretado pelo Presidente da República à época Michael Temer ,o interventor pediu através de requisição, requisitos necessários, recursos financeiros, tecnológicos, financeiros, estruturais humanos no Estado do rio de Janeiro, necessários a execução do objetivo da intervenção, para a execução do controle operacional de todo os órgãos estaduais da segurança pública, prevista no artigo 144 da CRFB/88 e título V da Constituição do Estado do rio de janeiro. 
A decisão foi instituída por meio do decreto n. 9288, outorgado pelo Presidente da República, no diário oficial no mesmo dia, com o objetivo de amenizar a situação de segurança interna, com término em 31 de 2019, foi nomeado 1ª época como interventor o coronel Walter Souza Braga.
Constata-se que a existência do controle político sobre o decreto interventivo, que a Constituição federal, não discrimina amiúde, os meios e as prioridades cabíveis e possíveis a serem tomadas pelo Presidente da República, entendendo-se que os principais objetivos e deveres e adequar aos critérios estabelecidos e equilibrados, pelo biônimo da necessidade, e proporcionalidade à lesão Constitucional, no intuito de promover a paz e ordem pública.
Conclui-se que o Estado se definiu em uma situação emergencial, de legalidade extraordinária, no qual o Presidente da república, dotados de poderes especiais, assegurados pela Constituição, justificando tais atos para que a ordem em conjuntura da crise institucional, que a paz e a ordem pública fossem restabelecidas.
JURISPRUDÊNCIA:
STJ – Intervenção Federal número 87
PR (2004/0018829-5) Relator: Ministro Benedito Gonçalves Reguist. Supremo Tribunal Federal consiste em julgá-lo, se procedente, os ofícios