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UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL JOÃO ANTÔNIO HARTMANN NUNES RENATA FERRAZ CERETTA RELATÓRIO DE VISITA AO LABORATÓRIO Santa Cruz do Sul – RS 2020 IDENTIFICAÇÃO Nome do aluno I: João Antônio Hartmann Nunes Matrícula do aluno I: 113947 Curso do aluno I: Engenharia Química Nome do aluno II: Renata Ferraz Ceretta Matrícula do aluno II: 114229 Curso do aluno II: Engenharia Química SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ................................................................................................... 4 2 OBJETIVO .......................................................................................................... 4 3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .......................................................................... 4 3.1. M.R.U.V ....................................................................................................... 5 4 MATERIAL E MÉTODOS .................................................................................... 6 4.1. MATERIAL ................................................................................................... 6 4.2. MÉTODOS ................................................................................................... 6 5 RESULTADOS .................................................................................................... 7 6 DISCUSSÕES ..................................................................................................... 9 7 CONCLUSÃO ...................................................................................................... 9 8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................... 10 1.INTRODUÇÃO O presente relatório tem como objetivo descrever e explicar as atividades e os experimentos propostos durante o laboratório experimental de física do dia cinco de maio de dois mil e vinte. Foram realizados três diferentes tipos de experimento envolvendo Movimento Retilíneo Uniforme, Movimento Retilíneo Uniforme Variado e Ondas. Neste relatório, foi escolhido tratar sobre o Movimento Retilíneo Uniforme (M.R.U.). Foram prepostas, pela professora, questões de direcionamento, as quais tem como objetivo auxiliar o roteiro do relatório. Estas questões foram devidamente respondidas e adicionadas ao presente relatório como forma de comprovação teórica da prática laboratorial. 2.OBJETIVOS Estudar o Movimento Retilíneo Uniforme dos corpos, o qual possui aceleração nula e velocidade constante. Entender, na prática, conceitos teóricos da física, tais quais velocidade, tempo, espaço, ângulo e movimento. Aprender a utilizar equipamentos de medição de tempo e espaço como o multicronômetro, a bolha de nivelação e a rampa. Exercitar a capacidade de raciocínio lógico, cálculo e aplicação de fórmulas no cotidiano. 3.FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Através de pesquisas e experimentos científicos ao longo de suas vidas, Galileu Galilei e Isaac Newton descobriram que um corpo, ao ser impulsionado por uma força, continua em um movimento retilíneo até que uma força contrária o faça parar. Sendo assim, se fosse possível anular todas as forças contrárias ao movimento de um corpo, este se moveria infinitamente em uma trajetória reta. Tais estudos proporcionaram a criação da Primeira Lei de Newton, ou Lei da Inércia, a qual diz que “todo corpo continua em seu estado de repouso ou de movimento uniforme em uma linha reta, a menos que seja forçado a mudar aquele estado por forças aplicadas sobre ele”. Surgia, aí, a primeira menção acadêmica ao Movimento Retilíneo Uniforme. 3.1 M.R.U. O Movimento Retilíneo Uniforme dos corpos caracteriza-se por possuir aceleração nula e velocidade constante, o que significa que a velocidade é dada pela fórmula geral da velocidade média: intervalo de tempo sob deslocamento. A função horária dos corpos em M.R.U. se dá pela fórmula X(t)=X0+v.t, onde “X” representa a posição, “X0” a posição inicial, “t” o tempo de movimento e “v” a velocidade, sendo essa última igual à velocidade média. Para calcular e observar o M.R.U., faz-se necessária a indicação de um ponto de referência. Se um móvel se aproxima do ponto referencial, seu movimento é visto como regressivo. Caso o móvel se afaste do ponto de referência, seu movimento é progressivo. Gráfico do mov. Progressivo Gráfico do mov. Regressivo 4.MATERIAL E MÉTODOS 4.1.MATERIAL · Nível bolha; · Plano inclinado; · Fuso elevador; · Multicronômetro; · Disparador; · Ímã encapsulado; · Esfera metálica (embutida no plano inclinado). 4.2.MÉTODOS Para a correta realização do experimento foram distribuídas orientações iguais a todos os alunos. O método se deu da seguinte forma: · Foi posicionado e ajustado o nível bolha no plano inclinado; · A base do plano inclinado, em seguida, foi nivelada utilizando o nível bolha; · Posicionou-se um fuso elevador na parte esquerda do plano para averiguação e modificação do ângulo de inclinação. O ângulo utilizado para o experimento foi de dez graus; · Após, foi ligado e configurado o multicronômetro para que este marcasse quatro intervalos de tempo (sem contar o tempo inicial de zero segundos); · A esfera existente dentro da reta do plano inclinado foi posicionada, com a ajuda do imã (que a induziu magneticamente), na posição inicial da prática; · Ao mesmo tempo em que a contagem do multicronômetro foi iniciada, o ímã foi retirado de perto da esfera, e esta última começou a descer a rampa graças à ação da gravidade; · A cada 100mm o multicronômetro era acionado, marcando ao fim o tempo de descida de 400mm (4 intervalos); · Por fim, os dados coletados pelo multicronômetro foram anotados e a parte teórica do experimento foi iniciada. 5.RESULTADOS Após a realização do experimento foi solicitado que os estudantes respondessem um questionário teórico acerca da prática em questão para expor e explicar os resultados. Foram respondidas nove questões, estando essas, com suas respectivas respostas, abaixo. 1. Por que é importante nivelar a base do plano inclinado? Para que, matematicamente, não haja interferência nos valores do ângulo da rampa e da velocidade da esfera. 2. Em cada uma das descidas, as medições do tempo para cada intervalo não se repetiram. Qual a principal razão disso? A não repetição dos valores deve-se ao fator humano, ao tempo de reação cerebral, uma vez que seria necessário pausar o cronômetro no segundo exato em todas as descidas para elas coincidirem. 3. Com base nos seus conhecimentos, qual a influência do ângulo da rampa no tempo de descida da esfera? O ângulo interfere na velocidade de descida, quanto maior o ângulo maior a velocidade e, consequentemente, menor o tempo de descida. 4. Com base nos dados obtidos construa o gráfico de espaço (S) x Tempo (s) da esfera. 5. Qual o significado físico do coeficiente angular do gráfico? O coeficiente angular do gráfico representa a velocidade da esfera. Quanto maior o coeficiente for, maior será a velocidade, pois a esfera percorrerá mais espaço em menos tempo. 6. Calcule a velocidade média da esfera para o trajeto de 0 a 400mm. Velocidade Média Total: 0,086m/s 7. Calcule a velocidade média para cada intervalo percorrido pela esfera. Intervalo – Delta S (m) Tempo Médio (s) Velocidade (m/s) 0,000 a 0,100 1,4s 0,071m/s 0,100 a 0,200 1,06s 0.094m/s 0,200 a 0,300 1,12s 0,08m/s 0,300 a 0,400 1,02s 0,098m/s 8. As velocidades encontradas para cada intervalo foram aproximadamente as mesmas? Elas coincidem com a velocidade média? Sim, as velocidades encontradas em cada intervalo são aproximadas entre si e da velocidade média total. 9. Você acredita que ao realizar o experimento com 10°, o comportamento da esfera será igual ou diferente em comparação com experimento realizado com o ângulo de 20°? Justifique sua resposta. Ao diminuir o ângulo do experimento a esfera irá deslocar-se mais lentamente do que antes, uma vez que isso aproxima a esfera da posição de repouso horizontal e diminui a força gravitacional que age sobre ela. 10. Crie uma tabela e anote osvalores encontrados. Posição – S (m) Descida 1 – t (s) Descida 2 – t (s) Descida 3 – t (S) 0,000 0,00000 0,00000 0,00000 0,100 1,41141 1,4585201 1,338445 0,200 2,3446499 2,59213 2,4784699 0,300 3,541935 3,684925 3,566545 0,400 4,6906299 4,67096 4,499395 11. Repita a descida da esfera mais duas vezes. Em seguida, calcule a média dos tempos obtidos. Posição – S (m) Tempo médio – t (s) 0,000 0,000 0,100 1,4027917 0,200 2,47174993 0,300 3,5978016 0,400 4,6203283 6.DISCUSSÕES Com base nesses questionamentos e nos resultados apresentados após o experimento, discutiu-se acerca da aplicação prática do M.R.U. em laboratório e na natureza. Concluiu-se que, na natureza, dificilmente veríamos um movimento exatamente retilíneo e uniforme devido ao desvio padrão natural. Pensa-se, então, que o M.R.U. poderia ser reproduzido com perfeição em laboratório, o que não se torna verdade levando em consideração o fator de erro humano (especialmente ao contabilizar o tempo de movimento). Dessa forma, a discussão em questão levou à conclusão de que o movimento retilíneo uniforme é um conceito teórico interessante e digno de investigação, pesquisa e aplicação prática, mas que dificilmente pode ser reproduzido com perfeição naturalmente, exceto com o uso de máquinas e inteligências artificiais. Percebeu-se, também, que uma variação mínima de ângulo, nível ou tempo de reação consegue alterar completamente o curso do experimento e dos resultados, o que é esperado teórica e estatisticamente. 7.CONCLUSÃO Com o término do experimento prático e a resolução das indagações teóricas, conclui-se que os objetivos destacados no início foram alcançados com sucesso por ambos os estudantes. Além disso, novos questionamentos e conclusões surgiram após a observação dos detalhes da experimentação e dos fatores que a envolviam. Os conceitos de velocidade, tempo, espaço, ângulo e movimento foram explicados didaticamente e tornaram-se de mais fácil compreensão acadêmica durante a realização do experimento. Aprender a utilizar os equipamentos e objetos solicitados, destaca-se, também se mostrou de grande valia para o futuro profissional dos alunos, bem como a possibilidade de exercitar o raciocínio lógico e a dedução. Infere-se, portanto, que a atividade prática em questão permitiu aprofundar conhecimentos trabalhados anteriormente em aula e ampliar a capacidade de percepção lógica do ambiente que nos cerca. 8.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS · Autor desconhecido. MRU – Uma breve história. Blog Entendendo Física – Movimento Uniforme. Local e data desconhecidos. Disponível em http://entfisica.blogspot.com/p/convite.html. Acesso em: 20 mai. 2020 · ALVES, Cleverson. Fundamentação Teórica do MRU. Blog Passei Direto. Curitiba, PR. Data de postagem desconhecida. Disponível em: https://www.passeidireto.com/arquivo/37069238/3-fundamentacao-teorica. Acesso em: 19 mai. 2020. · HELERBROCK, Rafael. Rede Omnia. Movimento Uniforme. Blog Brasil Escola. Goiânia, GO. 2020. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/fisica/movimento-uniforme.htm. Acesso em 20 mai. 2020. 2