Prévia do material em texto
PROJETO DAS ATIVIDADES INTEGRADORAS DO SEGUNDO PERÍODO DAS ENGENHARIAS Escola Politécnica Eliomar Marçal Pires Haissa Ketley Amorim dos Santos Henrique de Oliveira Patrício Henrique Junio Casim Coelho Lucas de Oliveira Araújo Rodrigues Mariany Stefane Teodora Nathan Gomes Guimarães Thayna Jyuri Komatsuzaki PROJETO ANÁLISE DE UM BLOCO DE ALUMÍNIO DE UM MOTOR A COMBUSTÃO Relatório técnico apresentado ao Docente da Disciplina de Materiais de Construção Mecânica, para a conclusão do Projeto Integrador, do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais – Unileste. Orientador: Tarcísio Reis de Oliveira CORONEL FABRICIANO 2020 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 5 1.1 Requisitos 5 1.2 Objetivos 6 1.2.1 Objetivos Geral 6 1.2.2 Objetivos Específicos 6 2 DESENVOLVIMENTO 6 2.1 MATERIAIS E MÉTODOS 7 2.1.1 BLOCO DE MOTOR EM ALUMÍNIO E SUAS LIGAS 7 2.1.2 BLOCO DE MOTOR EM FERRO FUNDIDO 9 2.1.3 BLOCO DE MOTOR EM MATERIAL CERÂMICO 10 2.1.4 ENSAIOS DESTRUTIVOS E NÃO DESTRUTIVOS NO BLOCO DE MOTOR 11 ENSAIO POR LÍQUIDO PENETRANTE 11 ENSAIO POR TRAÇÃO 14 GRÁFICO DO ENSAIO DE TRAÇÃO NO ALUMÍNIO 15 GRÁFICO DO ENSAIO DE TRAÇÃO NO FERRO FUNDIDO 17 GRÁFICO DO ENSAIO DE TRAÇÃO NO METERIAL CERÂMICO 18 3 CONCLUSÃO GERAL 19 5 CONCLUSÃO ESPECÍFICA 19 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 22 Projeto Integrador – 5º período: Escola Politécnica Centro Universitário do Leste de Minas Gerais 14 1 INTRODUÇÃO A indústria automobilística nos tempos atuais, tem se preocupado muito em projetar motores que atendam à legislação vigente para controlar o nível de emissão de poluentes. Desde então um desafio que os Engenheiros tem enfretado em seus projetos, é a busca por motores com alto desempenho, com baixo consumo e reduzida emissão de poluentes é uma necessidade. Considerado um dos componentes mais importantes, e que agrega maior peso ao motor, o bloco tem se tornado alvo principal de pesquisas na busca por motores mais eficientes. A legislação criada para controlar o nível de emissão de poluentes para motores exige que sejam utilizadas maiores pressões de combustão e que se tenha um baixo consumo de óleo lubrificante, aumentando a solicitação estrutural do bloco e reduzindo a tolerância para deformações nos cilindros (NEVES et al., 2000). Para o projeto de blocos de motores, peso, resistência mecânica, custos com fundição, usinagem e considerações ambientais são vitais na escolha do material para sua fabricação. Nessa perspectiva, apresentaremos na presente, um estudo superficial de um bloco de motor a combustão, abordando três possibilidades de materias que podem ser usados em sua fabicação visando tempo de vida útil e custo, assim também como alguns ensaios destrutíveis e não destrutiveis, que podem ser aplicados em seu processo de fabricação. 1.1 Requisitos O desenvolvimento dessa atividade integradora consiste na aplicação dos conhecimentos em Materias de Construção Mecânica, na escolha do material a ser usado na construção de um bloco de motor a combustão, visando o melhor custo x benefício, e durabilidade (tempo de vida útil). Conhecimentos estes adquiridos em aula ministada pelo professor Tarcísio, e também através de pesquisas e dicussões em grupos. 1.2 Objetivos 1.2.1 Objetivos Geral · Permitir ao estudante adquirir e aplicar conhecimentos necessários para o desenvolvimento de trabalho prático. 1.2.2 Objetivos Específicos O bloco de motor é um dos componentes mais complexos do motor. A utilização de modelos numéricos dá agilidade e maior economia ao desenvolvimento e otimização de produtos, possibilitando avaliar as tensões e deslocamentos exatamente nos pontos de interesse do componente. Baseando nessas informações, os objetivos específicos deste são: · Promover o autodesenvolvimento do estudante projeto · Apresentar relatórios de forma escrita · Desenvolver a criatividade e a autonomia · Desenvolver a habilidade de trabalho em equipe · Definição de critérios para análises durante fabricação ode um bloco de motor. 2 DESENVOLVIMENTO Considerado elemento estrutural mais importante, o bolo é também dos mais complexos do motor. É nos cilindros, parte integrante de sua estrutura, que acontece a compressão e explosão da mistura ar-combustível, necessária para a produção de energia gerada pelo motor. Localizado entre o cárter e o cabeçote, o bloco aloja, entre outros, o virabrequim, os pistões e as bielas. A função destes componentes é transformar a energia térmica gerada durante a combustão em energia mecânica, gerada com o deslocamento do pistão (devido ao aumento de pressão no cilindro). Este trabalho é transformado em torque útil pelo virabrequim e está disponível no eixo do motor. A seguir, na figura 1, é apresentado um bloco de motor genérico, conforme ilustrado. Figura 1: Bloco de Motor a Combustão Para desenvolvimento e estudo de um bloco de motor a combustão, foi discutido e escolhido, três tipos de materiais, a serem aplicados em sua fabricação, que são: o Alumínio e suas ligas, Ferro Fundido e o Cerâmico. Assim também como algumas possibilidades de ensaios destrutivos e não-destrutivos, usados no estudo das propriedades mecânicas e estruturais do bloco, contruídos nesses materiais. Isto, visando o tempo de vida útil de um bloco durante seu uso, e o custo na sua construção. 2.1 MATERIAIS E MÉTODOS 2.1.1 BLOCO DE MOTOR EM ALUMÍNIO E SUAS LIGAS O alumínio, dado ser considerado um elemento bastante “popular”, está presente em quase todas as esferas das atividades humanas. As diversas aplicações em vários setores da indústria (transportes, construção civil, eletroeletrônicos, petroquímica, metalúrgica, entre outras), além da presença frequente em nosso dia-a-dia (móveis, eletrodomésticos, brinquedos, utensílios de cozinha, embalagens de alimentos, latas de refrigerante, produtos de higiene, cosméticos e produtos farmacêuticos) mostram claramente a sua importância econômica para o mundo atual, sendo por esse motivo o alvo de nossas pesquisas. O alumínio, por suas excelentes propriedades físico-químicas – entre as quais se destacam o baixo peso específico, a resistência à corrosão, a alta condutibilidade térmica e elétrica e a infinita reciclagem - apresenta uma ampla variedade de utilização, que o torna o metal não ferroso mais consumido no mundo é um metal que possui excelente combinação de propriedades úteis resultando numa adequabilidade técnica para um campo extraordinário de aplicações em engenharia, pode ser facilmente transformado, através de todos processos metalúrgicos normais, sendo assim viável à indústria manufatureira em qualquer forma que seja requerida. Os investimentos em fundição recém anunciados por quatro grandes montadoras nacionais apontam à tendência brasileira de adoção do alumínio na fabricação de motores mais compactos, leves, eficientes e econômicos em vez dos motores fabricação com ferro fundido. “Para competirem no mercado, todas as montadoras procuram fabricar veículos mais econômicos e com melhor qualidade. Como o motor de ferro fundido é muito pesado, o que significa maior peso bruto do carro e um consumo de combustível acima do propiciado pelo motor de alumínio, a substituição é uma tendência”, diz Horácio Tuyoshi Natsumeda, diretor da Honda Automóveis do Brasil. O alumínio é um metal leve, macio e resistente. É muito maleável, muito dúctil, apto para a mecanização e fundição, além de ter uma excelente resistência à corrosão e durabilidade devido à camada protetora de óxido. É o segundo metal mais maleável, sendo o primeiro o ouro, e o sexto mais dúctil. Considerando a quantidade e o valor do metal empregado, o uso do alumínio excede o de qualquer outro metal, exceto o aço. É um material importante em múltiplas atividades econômicas. Analisando as propriedades do Alumínio, Tabela 1 abaixo, percebe-se que este possui excelentes propriedades físico-químicas, entre as quais se destacam o peso especifico, resistência à corrosão, alta condutibilidade térmica e elétrica e infinita reciclagem; apresenta, ainda, uma ampla variedadede utilização, que o torna o metal não ferroso mais consumido no mundo. Tabela 1: Dados do Alumío 2.1.2 BLOCO DE MOTOR EM FERRO FUNDIDO Características como: elevada resistência mecânica, boa condutividade térmica, tenacidade, ductilidade e capacidade de amortecimento de vibrações são de extrema importância para aplicações em blocos de motores, coletores de escape e outras. Atualmente, os materiais disponíveis para fabricação de blocos em ferro fundido são: ferro fundido cinzento, ferro fundido vermicular, (MARQUARD, 1998). Considera-se ferro fundido a liga ferrosa com teor de carbono acima de, aproximadamente, 2%. Face à influência do silício nesta liga, o ferro fundido é normalmente considerado uma liga ternária Fe-C-Si, pois o silício está freqüentemente presente em teores superiores ao do próprio carbono (CHIAVERINI, 1996). Os ferros fundidos mais conhecidos e utilizados podem ser divididos em cinco grupos principais: brancos, cinzentos, maleáveis, dúcteis ou nodulares, mesclados e vermiculares. Devido aos requisitos do projeto, para a obtenção de blocos de motores utilizam-se apenas os ferros fundidos cinzentos e, mais recentemente, os ferros fundidos vermiculares. Até meados dos anos 70, toda a fabricação de blocos de motores, eram em ferro fundido. Abaixo na tabela 2, é apresentado algumas características do ferro fundido. Tabela 2: Dados do Ferro Ferro Fundido 2.1.3 BLOCO DE MOTOR EM MATERIAL CERÂMICO Atualmente a cerâmica vem ganhando espaço no mercado automotivo, apesar de ainda não houver um motor feito completamente pelo material, estudos vem sendo feitos para que isso possa ocorrer no futuro, algumas montadoras já veem utilizando a cerâmica em partes do motor, como pistões, por se tratar de um material mais leve, o carro ganha autonomia nas pistas. A ceramica apresenta boas propriedades mecânicas uteis para um motor a combustão, como: Resistência á flexão, resistência química, resistência compressiva, resistência a corrosão, resistência a temperatura, resistência a desgastes, mais leve que os outros metais utilizados pelas montadoras e são isolantes, tanto térmicos quanto elétricos. O fato de ser um isolante, permite que o motor trabalhe com uma eficiência maior, devido a isso, o motor consegue trabalhar próximo do processo diabático, Porém ainda é um pouco restrito o uso desse material, por se tratar de um material caro e quebradisso. Desde que o motor convencional vem recebendo essas modificações, nós percebemos ganhos em, desempenho, baixo consumo de combustivel, lubrificação desnecessárias, um peso menor, e menos emissão de poluição. Na tabela 3 abaixo, um comparativo da cerâmica com outros materiais: Tabela 3: Comparativo do Material Cerâmico 2.1.4 ENSAIOS DESTRUTIVOS E NÃO DESTRUTIVOS NO BLOCO DE MOTOR ENSAIO POR LÍQUIDO PENETRANTE O ensaio por Líquido Penetrante é considerado um dos melhores métodos de teste para detectar descontinuidades superficiais de materiais isentos de porosidade, como: metais ferrosos e não ferrosos, alumínio, ligas metálicas, cerâmicas, vidros, certos tipos de plásticos ou materiais organo-sintéticos. Líquidos penetrantes também são utilizados para a detecção de vazamentos em tubos, tanques, soldas e componentes. Importante ressaltar, que este ensaio pode ser empregado nos trê tipos de materiais propostos. Para realizar este ensaio, é necessário que a peça a ser testada esteja “limpa”, sem poeiras, óleos ou graxas. Na figura 2, observa-se o Bloco a ser ensaiado, já limpo e livres de impurezas que possam interferir no resultado do teste. Figura 2 . Bloco do Motor a ser ensaiado. O líquido penetrante é aplicado com pincel, pistola, com lata de aerossol ou mesmo por imersão da peça no tanque contendo o líquido, aguarda-se um certo tempo para que ocorra a penetração. Este método está baseado no fenômeno da capilaridade, que é o poder de penetração de um líquido em áreas extremamente pequenas devido a sua baixa tensão superficial. O poder de penetração é uma característica muito importante uma vez que a sensibilidade do ensaio é extremamente dependente do mesmo. Na figura 3, podemos observar o líquido penetrante que será aplicado no bloco. É válido informar que existem vários fabricantes/fornecedores deste produto. No nosso teste usamos o fabricado pela Metal Chek. Figura 3. Frasco de Líquido Penetrante (Aerosol) Na figura 4, temos o bloco do motor já envolvido com o líquido penetrante. Figura 4. Bloco do Motor com o líquido penetrante aplicado Após aproximadamente 20 minutos da aplicação do líquido penetrante, foi feita a remoção deste penetrante. A remoção pode ser feita por meio de lavagem a água ou por solventes. Em nosso ensaio, removemos por lavagem a água. Após esse processo, é feito a aplicação do revelador. A aplicação de um revelador (pó branco) irá mostrar a localização para deteccao de trincas superficiais e descontinuidades com precisão e grande simplicidade, embora suas dimensões sejam ligeiramente ampliadas. Na figura 5, temos o frasco do Revelador, que assim como o líquido penetrante, existem vários fornecedores/fabricantes deste produto, e no nosso teste, usamos o fabricado pela Metal Chek. Figura 5. Frasco do Revelador (Aerosol) Nas figuras 6 & 7, respectivamente temos o bloco lavado e já com o revelador aplicado, e algumas descontinuidades encontradas. Figura 6. Bloco com o revelador aplicado. Figura 7. Descontinuidades encontradas no ensaio (Poros e Trincas) ENSAIO POR TRAÇÃO O ensaio de tração consiste em submeter um corpo de prova com geometria previamente definida e padronizado conforme normas (ASTM, ASME, ABNT e outras), a um esforço crescente na direção axial do corpo de prova, até que o mesmo venha a se romper. Os esforços utilizados para realização do ensaio são medidos na própria máquina onde o ensaio é realizado. No Brasil a norma mais usual para determinação das propriedades mecânicas de laminados, extrudados e fundido de Alumínio e suas ligas, é a norma ABNT NBR 7549. Nela encontramos os métodos para determinar essas propriedades. Devido a dificuldade de acessar um laboratório para executar o ensaio de tração, é importante mencionar que os resultados aqui descritos, são resultados obtidos através de pesquisas na literatura e internet. Para a escolha das dimensões do corpo de prova a ser submetido ao ensaio, é também levado em consideração a capacidade da máquina utilizada. A própria máquina onde se executa o teste, mensura os esforços, cargas, e assim nos fornece um gráfico de tensão-deformação. A partir desse gráfico podemos obter propriedades mecânicas importantes do alumínio, tais como: Módulo de Elasticidade, Limite N, Limite de Resistência e Módulo de Tenacidade. Para realizar o ensaio, o corpo de prova é fixado pelas extremidades. O meio do objeto, conhecido como a parte útil é a porção efetivamente utilizada para medição do alongamento, é nela que a máquina aplica esforços crescentes na sua direção axial, sendo medidas as deformações correspondentes. Abaixo, segue exemplos de gráficos obtidos no ensaio de tração e sua interpretação. GRÁFICO DO ENSAIO DE TRAÇÃO NO ALUMÍNIO Figura 8. Gráfico de Tensão x Deformação no Alumínio Conforme ABAL – Associação Brasileira do Alumínio, segue abaixo algumas propriedades mecânicas encontradas em alguns ensaios de tração. Limite de Resistencia a Tração É a máxima tensão que o material resiste antes de haver sua ruptura. Para o alumínio puro recozido, essa razão é de aproximadamente 48MPa (4,9 kg/mm2). O valor aumenta em função da liga, do trabalho a frio e do tratamento térmico (quando possível). Limite de Escoamento Consiste na tensão em que o material começa a deformar-se plasticamente e que para o alumínio é de 0,2% do comprimento original medido em um corpo-de-prova normal. É importante definir este grau de deformação permanente porque as ligas de alumínio não possuem limite de escoamento tão pronunciado como a maioria dos aços.O limite do alumínio puro é de aproximadamente 12,7 Mpa (1,3 kg/mm2). Módulo de Elasticidade (YOUNG) O módulo de elasticidade do alumínio do alumínio é de 7030 kg/mm2. A adição de outros materiais nas ligas não altera esse valor consideravelmente, que pode chegar a até 7500 kg/mm2. Portanto, o índice do alumínio representa um terço do módulo de elasticidade do aço. Essa propriedade dá ao alumínio a vantagem de dar às estruturas de alumínio uma elevada capacidade de amortecer golpes e reduzir as tensões produzidas pela variação da temperatura. Conforme observado na figura 7, analisando a curva do ensaio, pode-se verificar que o Alumínio, trata-se de um material Dúctil, resistente a fratura, com um Baixo módulo de Elásticidade. GRÁFICO DO ENSAIO DE TRAÇÃO NO FERRO FUNDIDO Figura 9. Propriedades Mecânicas do ferro fundido Como se pode observar, em princípio, as propriedades fundamentais dos ferros fundidos cinzentos são a resistência à tração, resistência à compressão e dureza. A resistência à tração é a mais importante e o próprio agrupamento dos ferros fundidos em classes por diversas normas é feito com base nos valores de limite de resistência à tração. A dureza varia, nos ferros fundidos em geral, desde os valores correspondentes a 100 Brinell para os ferros fundidos cinzentos ou de grande usinabilidade até 600 Brinell para ferros fundidos coquilhados. A interpretação das determinações de dureza pode levar a julgamentos errôneos sobre a qualidade do material, em face da presença de grande quantidade de grafita que se esmaga com facilidade. Para ferros fundidos com dureza Brinell até 500 recomenda-se o uso do processo Brinell com esfera de 10 mm e carga de 3000 Kg; quando a dureza é superior a 500, recomenda-se o método Rockwell, escala C. GRÁFICO DO ENSAIO DE TRAÇÃO NO METERIAL CERÂMICO Resistência à fratura: Em temperatura ambiente, sejam as cerâmicas do tipo cristalina ou não cristalina, as cerâmicas quase sempre sofrem fratura antes de sofrerem qualquer tipo de deformação plástica, como resposta à uma carga de tração. Isso evidencia seu elevado nível de fragilidade. Comportamento elástico: A tensão-deformação elástico dos materiais cerâmicos ocorre de forma linear. Dureza: Essa é sem dúvida a propriedade mecânica de maior destaque nas cerâmicas. Essa característica confere aos materiais cerâmicos sua grande utilidade em processos de abrasão e corte. Os materiais cerâmicos são considerados os materiais de mais elevado nível de dureza em todo o mundo. Fluência: A exposição à variações nas temperaturas tende a promover deformações em alguns materiais. As cerâmicas tendem a sofrer tais variações, caracterizadas como fluência, quando expostas à altas temperaturas. 3 CONCLUSÃO GERAL Após pesquisas e estudos, execução de ensaios (nesse caso, foi possível executar somente o ensaio de Líquido Penetrante bloco de alumínio ), conclui-se que: mediante aos resultados encontrados nos ensaios, faz-se valer a literatura através da prática. O ensaio de líquido penetrante, sendo executado de maneira correta, nos fornece resultados que nos auxiliam na manutenção, controle de processo de fabricação e até no estudo de durabilidade do bloco. Sendo que, podemos ver se no bloco existem trincas, poros de maneira superficial, que possam ter sidos ocasionadas por mau uso, tempo de vida útil ou até mesmo no processo de fabricação. Nessa perspectiva, o ensaio por líquido penetrante, se torna um ensaio recomendado, pois se trata de um ensaio de baixo custo, rápido e muito confiável. Conforme já mencionado anteriormente, os resultados de Ensaio de Tração aqui trazidos, tratam de resultados encontrados na literatura, pois o grupo autor deste não teve acesso um laboratório de mecânica, para se realizar os ensaios. Desta forma, não foi possível obter as propriedades mecânicas do bloco estudado. Propriedades essas, que são importância neste estudo. O ensaio de tração conforme literatura, se trata de um ensaio extremamente importante devido aos dados que obtemos com este. Porém necessita de acesso a um laboratório com equipamentos adequados e devidamente calibrados, o que em alguns casos, torna o ensaio inviável, pois se tratam de equipamentos caros. 5 CONCLUSÃO ESPECÍFICA Após estudos e pesquisas relacionados ao tema proposto, podemos concluir que: BLOCOS EM ALUMÍNIO X BLOCO EM FERRO FUNDIDO Os motores de alumínio ganham espaço na indústria automobilística, praticamente todas as marcas optam por blocos em alumínio, as vantagens são: - Redução de peso, num motor PSA 1.6 por exemplo existe uma redução na ordem dos 20kg - Proporciona também melhor controle de temperatura do motor e menor tempo para aquecimento, com benefício directo ao consumo. - Redução de necessidade de compra de componentes e, consequentemente, custo logístico e operações de montagem - Os blocos de alumínio tendem a ter menos juntas. Desvantagens em comparação com o motor de ferro fundido - A tendência do alumínio a distorcer sobre pressão pode danificar os furos do cilindro e alargar folgas, o que pode prejudicar a potência do motor. Apesar de isso ser difícil acontecer devido ao facto de o alumínio dificilmente sobreaquecer demasiado. Vantagem da Utilização do Alumínio ao invés do Ferro fundido - Redução de peso, num motor PSA 1.6 por exemplo existe uma redução na ordem dos 20kg - Proporciona também melhor controle de temperatura do motor e menor tempo para aquecimento, com benefício direto ao consumo. - Redução de necessidade de compra de componentes e, consequentemente, custo logístico e operações de montagem - Os blocos de alumínio tendem a ter menos juntas. Desvantagem - A tendência do alumínio a distorcer sobre pressão pode danificar os furos do cilindro e alargar folgas, o que pode prejudicar a potência do motor. Apesar de isso ser difícil acontecer devido ao facto de o alumínio dificilmente sobreaquecer demasiado. Conforme resultados na literatura, referentes ao ansaio de tração, podemos concluir que o Alumínio, trata-se de um material Dúctil, resistente a fratura, com um Baixo módulo de Elásticidade. Sendo assim, para a aplicação desejada (no bloco de um motor), o Alumínio torna-se uma excente alternativa, pois, por ser um material dúctil, ele se torna resistente a tração, esforço esse, que um bloco é submetido constamente, e também pelo seu baixo Módulo de Elásticidade, por este dar ao Alumínio a capacidade Elevada de armotecer os golpes, assim como reduzir tensões produzidas por um aumento de temperaturas (condição essa, que o motor está submetido constantemente). BLOCOS EM MATERIAL CERÂMICOS Os estudos e pesquisas sobre as tendências dos novos materiais automotivos permitem afirmar que hoje não há um candidato único à substituição do aço e que a escolha se faz de forma cada vez mais múltipla entre outros metais, como por exemplo, alumínio, plásticos, cerâmicos ou materiais poliméricos. Apesar do futuro mostrar a necessidade de inovação representada na produção de materiais alternativos, alguns novos apresentam ainda restrição quanto ao custo e produção industrial como é o caso dos materiais cerâmicos. Atualmente as previsões apontam para uma maior participação dos materiais cerâmicos nos componentes veiculares, mas ainda há necessidade de maior investimento da indústria automotiva em tecnologias de fabricação, que tornem os materiais cerâmicos mais baratos e XXIV Encontro Nac. de Eng. de Produção - Florianópolis, SC, Brasil, 03 a 05 de nov de 2004 ENEGEP 2004 ABEPRO 4194 de maior facilidade/agilidade produtiva, principalmente em se tratando de uma indústria em que fatores como o tempo e agilidade de fabricação são vitais para sua sobrevivência. A cerâmica tem se mostrado eficiente em diversas aplicações na indústria desse setor com a intensificação do seu uso limitada pelo alto custo que envolve sua fabricação. Finalizando, pode-se dizer que a substituição de materiais na indústria automobilística é uma realidade mas tal processo necessita ainda de maiores investimento em P&D. Vantagens do material cerâmico:• dureza-peso; • resistência à fratura; • propriedades físicas particulares (por exemplo, condutividade de materiais); • resistência à corrosão; • características de processo (por exemplo, fundição). Sendo assim, podemos concluir que, se tratando do material cerâmico aplicado na industria automotiva, ele só perde no quesito de custo, pois suas propriedades mecânicas são mais satisfatórias que os demais materiais. 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ARIETA FILHO, F. G. Aços, Composições e Propriedades. Tribo Systens. São Paulo, p. 69. 2014. JUNIOR, MANSUETO LUIZ ASSUNÇÃO. Análise dos mecanismos de falha que influenciam redução da vida útil do inserto do postiço central do ferramental de injeção de Alumínio por HPDC (HIGH PRESSURE DIE CASTING). Desertação de Mestrado, Minas Gerais, p. 01- 135, 23 abr. 2015. ENSAIOS não Destrutivos e Inspeção. São Paulo: ABENDI, 2013. Disponível em: https://abendi.org.br/abendi/default.aspx?c=17. Acesso em: 8 abr. 2020. ALUMÍNIO: Características Químicas e Físicas: Propriedades Mecânicas. São Paulo: ABAL, 2018. Disponível em: http://abal.org.br/aluminio/caracteristicas-quimicas-e-fisicas/propriedades-mecanicas/#accordion6. Acesso em: 10 abr. 2020. BARCELOS, David Jonhson. Laboratório de Mecânica Aplicada I: Ensaio de Tração. L, Minas Gerais, 2020. CHIAVERINI, Vicente. Aços e ferros fundidos: características gerais, tratamentos térmicos e principais tipos. São Paulo: Associação Brasileira de Metais, 1987. DAWSON, Steve e WÜRTEMBERG, J. M. Experiências Práticas com Ferro Fundido de Grafita Compactada como Material para Componentes Automotivos. 26º Simpósio Internacional sobre Tecnologia Automotiva e Automação – ISATA. Aachen, 1994 NEVES, Fausto Luiz Cardoso de Sousa e ZAVALA, Paulo Alexandre Galarce. Redução do Tempo do Ciclo Através do Uso de Análises Computacionais. São Paulo: SAE Brasil, 2000. SOUZA SANTOS, A B. de; SUGIYAMA, N. & PIESKE, A. Efeito de algumas variáveis de processo na estrutura e propriedades de ferro fundido nodular. Metalurgia, 1974. SOUZA SANTOS, A B; CASTELLO BRANCO, C H. Metalurgia dos ferros fundidos cinzentos e nodulares, São Paulo, IPT, 1989.