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Antopologia: identidade e diversidade

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A frase “ninguém nasce mulher; torna-se mulher”, da filósofa Simone de Beauvoir, ficou muito conhecida em diferentes meios. Essa frase foi escrita no contexto do seu livro O segundo sexo (1980), que traz elementos precursores da noção de gênero, fundamentais para as Ciências Humanas e a antropologia compreenderem, em particular, a maneira como homens e mulheres se servem de forma convencional das diferenças sexuais.
A partir do exposto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. Não se nasce mulher: torna-se mulher, assim como se torna homem, pois é o conjunto da civilização que define a forma, os comportamentos, as atitudes e a maneira como o macho e a fêmea biológica devem se conduzir.
II. Nada no ser humano, nem mesmo seu corpo, é uma base estável e transparente para garantir o reconhecimento universal e inequívoco das diferenças, uma vez que a leitura do corpo é produzida historicamente e depende das convenções culturais.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.

Oracy Nogueira distinguiu dois tipos de preconceito racial. Segundo a concepção do autor, existem traços específicos no preconceito de marca e de origem.
Nesse sentido, analise as afirmativas a seguir:
I. O preconceito de marca se exerce em relação à aparência, isto é, quando leva em consideração traços físicos, a cor e a fisionomia.
II. O preconceito de origem remete à apreciação negativa do indivíduo em razão de sua descendência.
III. O preconceito de origem está relacionado às marcas da pele e a outros sinais vistos como negativos.
IV. O preconceito de marca remete à apreciação negativa da aparência, por isso pode ser dissimulado, a depender da posição social e prestígio dos indivíduos.
I, II e IV, apenas.

A partir do exposto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
Leia o excerto a seguir: “De fato, não há nada espontaneamente visível na cor da pele, no formato do nariz, na espessura dos lábios ou dos cabelos, ou mais fácil de ser discriminado nesses traços do que em outros, como o tamanho dos pés, a altura, a cor dos olhos ou a largura dos ombros. Tais traços só têm significado no interior de uma ideologia preexistente e apenas por causa disso funcionam como critérios e marcas classificatórias.”
I. Alguém só pode ser classificado a partir da cor se, em um determinado contexto social, a cor tiver algum significado.
II. A cor, em si, não representa nada, mas a cor como critério para classificar as pessoas depende diretamente de ideologias racistas.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.

A partir do exposto, considere uma perspectiva antropológica sobre as desigualdades de classe e analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
O Brasil é um país profundamente desigual. Algumas narrativas, contudo, procuram explicar as desigualdades sociais como uma condição relacionada à capacidade individual e ao esforço próprio.
I. A ideia de escolha e de esforço próprio deve ser considerada uma ideia que corrobora a desigualdade na sociedade brasileira, pois a possibilidade de escolha e o potencial individual são limitados pelas relações de classe.
II. No Brasil, as relações de classe envolvem variados aspectos estruturais que reduzem a integração das pessoas no contexto do desenvolvimento social e econômico nacional.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.

A partir do exposto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
Índio foi um conceito criado no processo de colonização europeia para denominar diferentes povos, com suas culturas, línguas, costumes e valores.
I. Etnia é uma categoria antropológica utilizada para referir a população ou grupo social distinto de outros grupos por sua especificidade cultural, linguística e por compartilhar história e origens comuns.
II. Para a antropologia, os índios têm costumes, línguas, crenças e tradições culturais que compõem um tecido social único e homogêneo, o qual cobria todo o território nacional antes do descobrimento.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a asserção II é uma proposição falsa.

A partir do exposto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
Leia o excerto a seguir: “[...] embora o corpo biológico seja o local da sexualidade, estabelecendo os limites daquilo que é sexualmente possível, a sexualidade é mais que simplesmente o corpo.”
I. A sexualidade, de uma perspectiva antropológica, decorre de processos biológicos e forças inerentes aos organismos, como os hormônios, os genes e os 'instintos'.
II. A sexualidade vai além de um fenômeno meramente fisiológico, ou seja, é um fenômeno marcado pelas relações sociais e pela cultura em que estamos inseridos.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.

A partir do exposto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
Na sociedade brasileira, pode-se notar que os marcadores das diferenças como cor/raça se articulam na produção e reforço das desigualdades de classe.
I. Os exemplos de racismo no Brasil são variados e compõem um complexo quadro estruturante das relações na nossa sociedade.
II. Todos convivem em harmonia no Brasil e as diferenças de lugares sociais ocupados no mercado de trabalho e no acesso aos bens somente dependem do mérito individual.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a asserção II é uma proposição falsa.

Ser negro até o fim do século 19, no Brasil, significava ser visto como escravo, uma vez que o sistema legal autorizava a dominação e exploração da população negra no país. Porém, atualmente, ser negro passou a ser uma marca de orgulho e resistência, especialmente a partir da atuação dos movimentos sociais, ainda que persistam diversas formas de desigualdade que afetam a população negra no Brasil.
A partir do exposto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. Os sistemas de classificação estão inseridos em um contexto mais amplo de disputas relacionadas ao modo de classificar e definir os sentidos e significados atribuídos a cada classificação.
II. As categorias classificatórias não são fixas e os seus significados se alteram ao longo do tempo, dependendo de disputas sobre seus significados e usos.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.

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Questões resolvidas

A frase “ninguém nasce mulher; torna-se mulher”, da filósofa Simone de Beauvoir, ficou muito conhecida em diferentes meios. Essa frase foi escrita no contexto do seu livro O segundo sexo (1980), que traz elementos precursores da noção de gênero, fundamentais para as Ciências Humanas e a antropologia compreenderem, em particular, a maneira como homens e mulheres se servem de forma convencional das diferenças sexuais.
A partir do exposto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. Não se nasce mulher: torna-se mulher, assim como se torna homem, pois é o conjunto da civilização que define a forma, os comportamentos, as atitudes e a maneira como o macho e a fêmea biológica devem se conduzir.
II. Nada no ser humano, nem mesmo seu corpo, é uma base estável e transparente para garantir o reconhecimento universal e inequívoco das diferenças, uma vez que a leitura do corpo é produzida historicamente e depende das convenções culturais.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.

Oracy Nogueira distinguiu dois tipos de preconceito racial. Segundo a concepção do autor, existem traços específicos no preconceito de marca e de origem.
Nesse sentido, analise as afirmativas a seguir:
I. O preconceito de marca se exerce em relação à aparência, isto é, quando leva em consideração traços físicos, a cor e a fisionomia.
II. O preconceito de origem remete à apreciação negativa do indivíduo em razão de sua descendência.
III. O preconceito de origem está relacionado às marcas da pele e a outros sinais vistos como negativos.
IV. O preconceito de marca remete à apreciação negativa da aparência, por isso pode ser dissimulado, a depender da posição social e prestígio dos indivíduos.
I, II e IV, apenas.

A partir do exposto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
Leia o excerto a seguir: “De fato, não há nada espontaneamente visível na cor da pele, no formato do nariz, na espessura dos lábios ou dos cabelos, ou mais fácil de ser discriminado nesses traços do que em outros, como o tamanho dos pés, a altura, a cor dos olhos ou a largura dos ombros. Tais traços só têm significado no interior de uma ideologia preexistente e apenas por causa disso funcionam como critérios e marcas classificatórias.”
I. Alguém só pode ser classificado a partir da cor se, em um determinado contexto social, a cor tiver algum significado.
II. A cor, em si, não representa nada, mas a cor como critério para classificar as pessoas depende diretamente de ideologias racistas.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.

A partir do exposto, considere uma perspectiva antropológica sobre as desigualdades de classe e analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
O Brasil é um país profundamente desigual. Algumas narrativas, contudo, procuram explicar as desigualdades sociais como uma condição relacionada à capacidade individual e ao esforço próprio.
I. A ideia de escolha e de esforço próprio deve ser considerada uma ideia que corrobora a desigualdade na sociedade brasileira, pois a possibilidade de escolha e o potencial individual são limitados pelas relações de classe.
II. No Brasil, as relações de classe envolvem variados aspectos estruturais que reduzem a integração das pessoas no contexto do desenvolvimento social e econômico nacional.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.

A partir do exposto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
Índio foi um conceito criado no processo de colonização europeia para denominar diferentes povos, com suas culturas, línguas, costumes e valores.
I. Etnia é uma categoria antropológica utilizada para referir a população ou grupo social distinto de outros grupos por sua especificidade cultural, linguística e por compartilhar história e origens comuns.
II. Para a antropologia, os índios têm costumes, línguas, crenças e tradições culturais que compõem um tecido social único e homogêneo, o qual cobria todo o território nacional antes do descobrimento.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a asserção II é uma proposição falsa.

A partir do exposto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
Leia o excerto a seguir: “[...] embora o corpo biológico seja o local da sexualidade, estabelecendo os limites daquilo que é sexualmente possível, a sexualidade é mais que simplesmente o corpo.”
I. A sexualidade, de uma perspectiva antropológica, decorre de processos biológicos e forças inerentes aos organismos, como os hormônios, os genes e os 'instintos'.
II. A sexualidade vai além de um fenômeno meramente fisiológico, ou seja, é um fenômeno marcado pelas relações sociais e pela cultura em que estamos inseridos.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.

A partir do exposto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
Na sociedade brasileira, pode-se notar que os marcadores das diferenças como cor/raça se articulam na produção e reforço das desigualdades de classe.
I. Os exemplos de racismo no Brasil são variados e compõem um complexo quadro estruturante das relações na nossa sociedade.
II. Todos convivem em harmonia no Brasil e as diferenças de lugares sociais ocupados no mercado de trabalho e no acesso aos bens somente dependem do mérito individual.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a asserção II é uma proposição falsa.

Ser negro até o fim do século 19, no Brasil, significava ser visto como escravo, uma vez que o sistema legal autorizava a dominação e exploração da população negra no país. Porém, atualmente, ser negro passou a ser uma marca de orgulho e resistência, especialmente a partir da atuação dos movimentos sociais, ainda que persistam diversas formas de desigualdade que afetam a população negra no Brasil.
A partir do exposto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. Os sistemas de classificação estão inseridos em um contexto mais amplo de disputas relacionadas ao modo de classificar e definir os sentidos e significados atribuídos a cada classificação.
II. As categorias classificatórias não são fixas e os seus significados se alteram ao longo do tempo, dependendo de disputas sobre seus significados e usos.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.

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· a 1
1 em 1 pontos
	
	
	
	A frase “ninguém nasce mulher; torna-se mulher”, da filósofa Simone de Beauvoir, ficou muito conhecida em diferentes meios. Essa frase foi escrita no contexto do seu livro O segundo sexo (1980), que traz elementos precursores da noção de gênero, fundamentais para as Ciências Humanas e a antropologia compreenderem, em particular, a maneira como homens e mulheres se servem de forma convencional das diferenças sexuais.
 
BEAUVOIR, S. O segundo sexo . Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.
A partir do exposto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. Não se nasce mulher: torna-se mulher, assim como se torna homem, pois é o conjunto da civilização que define a forma, os comportamentos, as atitudes e a maneira como o macho e a fêmea biológica devem se conduzir.
Pois:
II. Nada no ser humano, nem mesmo seu corpo, é uma base estável e transparente para garantir o reconhecimento universal e inequívoco das diferenças, uma vez que a leitura do corpo é produzida historicamente e depende das convenções culturais.
 
A seguir, assinale a alternativa correta.
	
	
	
	
	Resposta Selecionada:
 
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
Resposta Correta:
 
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
Feedback da resposta:
Resposta correta. A alternativa está correta, pois as asserções I e II são proposições verdadeiras, e a asserção II justifica a I. A noção de gênero recobre os processos culturais de diferenciação das formas de masculinidade e de feminilidade, que variam de cultura para cultura e, portanto, revela que o corpo não é uma base estável e transparente para a determinação dos valores, atitudes e comportamentos definidos para homens e mulheres.
	
	
	
· Pergunta 2
1 em 1 pontos
	
	
	
	Leia o excerto a seguir:
 
“Considera-se como preconceito racial uma disposição (ou atitude) desfavorável, culturalmente condicionada, em relação aos membros de uma população, aos quais se têm como estigmatizados, seja devido à aparência, seja devido a toda ou parte da ascendência étnica que se lhes atribui ou reconhece”.
NOGUEIRA, O. Preconceito racial de marca e preconceito racial de origem: sugestão de um quadro de referência para a interpretação do material sobre relações raciais no Brasil. In : Tempo Social , v. 19, n.1, nov. 2006. p. 292.
Oracy Nogueira distinguiu dois tipos de preconceito racial. Segundo a concepção do autor, existem traços específicos no preconceito de marca e de origem. Nesse sentido, analise as afirmativas a seguir:
I. O preconceito de marca se exerce em relação à aparência, isto é, quando leva em consideração traços físicos, a cor e a fisionomia.
II. O preconceito de origem remete à apreciação negativa do indivíduo em razão de sua descendência.
III. O preconceito de origem está relacionado às marcas da pele e a outros sinais vistos como negativos.
IV. O preconceito de marca remete à apreciação negativa da aparência, por isso pode ser dissimulado, a depender da posição social e prestígio dos indivíduos.
Está correto o que se afirma em:
	
	
	
	
	Resposta Selecionada:
 
I, II e IV, apenas.
Resposta Correta:
 
I, II e IV, apenas.
Feedback da resposta:
Resposta correta. A alternativa está correta, pois as afirmativas I, II e IV se apresentam de maneira adequada. Segundo Oracy Nogueira, o preconceito de marca se exerce em relação à aparência, isto é, determina uma apreciação negativa das marcas físicas, estabelecendo possíveis formas de dissimulação do preconceito a partir da manipulação dessas marcas. Por outro lado, o preconceito de origem se relaciona com as concepções hierarquizantes e julgamento de grupos sociais e indivíduos em razão da descendência.
	
	
	
· Pergunta 3
1 em 1 pontos
	
	
	
	Leia o excerto a seguir:
 
“De fato, não há nada espontaneamente visível na cor da pele, no formato do nariz, na espessura dos lábios ou dos cabelos, ou mais fácil de ser discriminado nesses traços do que em outros, como o tamanho dos pés, a altura, a cor dos olhos ou a largura dos ombros. Tais traços só têm significado no interior de uma ideologia preexistente e apenas por causa disso funcionam como critérios e marcas classificatórias”.
GUIMARÃES, A. S. A. Racismo e Anti-Racismo no Brasil . São Paulo: Editora 34, 1999. p. 44.
 A partir do exposto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. Alguém só pode ser classificado a partir da cor se, em um determinado contexto social, a cor tiver algum significado.
Pois:
II. A cor, em si, não representa nada, mas a cor como critério para classificar as pessoas depende diretamente de ideologias racistas.
A seguir, assinale a alternativa correta.
	
	
	
	
	Resposta Selecionada:
 
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
Resposta Correta:
 
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
Feedback da resposta:
Resposta correta. A alternativa está correta, pois a asserção I é uma proposição verdadeira, uma vez que a classificação da cor isolada de um contexto cultural não significa nada. Por outro lado, o uso de categorias de cor atende e se apoia nas ideologias racistas, portanto a asserção II é uma proposição verdadeira e justifica a I.
	
	
	
· Pergunta 4
1 em 1 pontos
	
	
	
	O Brasil é um país profundamente desigual. Algumas narrativas, contudo, procuram explicar as desigualdades sociais como uma condição relacionada à capacidade individual e ao esforço próprio. Nesse sentido, ressaltam as desigualdades vivenciadas pelas pessoas e grupos sociais como uma questão de escolha individual, como se a pobreza, a miséria e o desalento fossem apenas um problema para pessoas negligentes que não são capazes de lutar pelos próprios objetivos.
A partir do exposto, considere uma perspectiva antropológica sobre as desigualdades de classe e analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. A ideia de escolha e de esforço próprio deve ser considerada uma ideia que corrobora a desigualdade na sociedade brasileira, pois a possibilidade de escolha e o potencial individual são limitados pelas relações de classe.
Pois:
II. No Brasil, as relações de classe envolvem variados aspectos estruturais que reduzem a integração das pessoas no contexto do desenvolvimento social e econômico nacional.
	
	
	
	
	Resposta Selecionada:
 
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
Resposta Correta:
 
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
Feedback da resposta:
Resposta correta. A alternativa está correta, pois a asserção I é uma proposição verdadeira, uma vez que a antropologia observa que a ideia de escolha e mérito é produto de um contexto social que procura reforçar e justificar as desigualdades sociais. Nesse sentido, a asserção II também é uma proposição verdadeira e justifica a I, pois mostra que as desigualdades de classe, no Brasil, são estruturantes e reduzem as possibilidades de integração no desenvolvimento nacional.
	
	
	
· Pergunta 5
1 em 1 pontos
	
	
	
	Índio foi um conceito criado no processo de colonização europeia para denominar diferentes povos, com suas culturas, línguas, costumes e valores. A categoria acabou por uniformizar povos e culturas diversas, sem considerar suas características. A antropologia procura desconstruir conceitos essencialistas e observa a diversidade entre os povos a partir dos marcadores sociais das diferenças, incluindo a categoria etnia.
A partir do exposto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. Etnia é uma categoria antropológica utilizada para referir a população ou grupo social distinto de outros grupos por sua especificidade cultural, linguística e por compartilhar história e origens comuns.
Pois:
II. Para a antropologia, os índios têm costumes, línguas, crenças e tradições culturais que compõem um tecido social únicoe homogêneo, o qual cobria todo o território nacional antes do descobrimento.
A seguir, assinale a alternativa correta.
	
	
	
	
	Resposta Selecionada:
 
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a asserção II é uma proposição falsa.
Resposta Correta:
 
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a asserção II é uma proposição falsa.
Feedback da resposta:
Resposta correta. A alternativa está correta, pois a asserção I é uma proposição verdadeira, uma vez que considera corretamente o uso da categoria antropológica de etnia ao defini-la como um agrupamento em função da especificidade cultural, linguística, história e origens comuns. A asserção II é uma proposição falsa, pois desconsidera a diversidade étnica que compõe o território nacional e os variados costumes, línguas, crenças e tradições culturais indígenas. 
	
	
	
· Pergunta 6
0 em 1 pontos
	
	
	
	Leia o excerto a seguir:
 
“[...] embora o corpo biológico seja o local da sexualidade, estabelecendo os limites daquilo que é sexualmente possível, a sexualidade é mais que simplesmente o corpo. [...] estou sugerindo que o órgão mais importante nos humanos é aquele que está entre as orelhas. A sexualidade tem tanto a ver com nossas crenças, ideologias e imaginações quanto com o nosso corpo físico”.
 
WEEKS, J. O corpo e a sexualidade. In : LOURO, G. L. O corpo educado : pedagogias da sexualidade. 2. ed. Autêntica: Belo Horizonte, 2000. p. 25.
A partir do exposto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. A sexualidade, de uma perspectiva antropológica, decorre de processos biológicos e forças inerentes aos organismos, como os hormônios, os genes e os “instintos”.
Pois:
II. A sexualidade vai além de um fenômeno meramente fisiológico, ou seja, é um fenômeno marcado pelas relações sociais e pela cultura em que estamos inseridos.
 
A seguir, assinale a alternativa correta.
	
	
	
	
	Resposta Selecionada:
 
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
Resposta Correta:
 
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
Feedback da resposta:
Sua resposta está incorreta. A alternativa está incorreta, pois a asserção I é uma proposição falsa e a asserção II é uma proposição verdadeira. A asserção I mostra como a antropologia concebe a sexualidade como um domínio constituído culturalmente e que vai além do aspecto fisiológico. Assim, a asserção I é uma proposição falsa ao reforçar uma perspectiva naturalizante e biológica da sexualidade, sem considerar os valores culturais e convenções que informam a constituição da sexualidade como um domínio significativo para os seres humanos.
	
	
	
· Pergunta 7
1 em 1 pontos
	
	
	
	Na sociedade brasileira, pode-se notar que os marcadores das diferenças como cor/raça se articulam na produção e reforço das desigualdades de classe. Isso fica evidente nos dados de desemprego das pessoas negras e no acesso aos direitos e bens da civilização (educação, saúde, moradia e saneamento). Muitos autores chamaram atenção para essas evidências em busca de desconstruir a ideia de que o Brasil era um país de convivência racial harmoniosa.
A partir do exposto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. Os exemplos de racismo no Brasil são variados e compõem um complexo quadro estruturante das relações na nossa sociedade.
Pois:
II. Todos convivem em harmonia no Brasil e as diferenças de lugares sociais ocupados no mercado de trabalho e no acesso aos bens somente dependem do mérito individual.
 
A seguir, assinale a alternativa correta.
	
	
	
	
	Resposta Selecionada:
 
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a asserção II é uma proposição falsa.
Resposta Correta:
 
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a asserção II é uma proposição falsa.
Feedback da resposta:
Resposta correta. A alternativa está correta, pois a asserção I é uma proposição verdadeira, já que o texto evidencia como o racismo se apresenta de modo complexo e estruturante das relações no Brasil e na distribuição de oportunidades sociais. Dessa maneira, a asserção II é uma proposição falsa, uma vez que desconsidera os fatores estruturantes dessas relações e atribui a responsabilidade pelo sucesso apenas ao empenho dos indivíduos.
	
	
	
· Pergunta 8
0 em 1 pontos
	
	
	
	O racismo é uma forma de discriminação pautada no conceito de que existem grupos humanos que são superiores aos outros, por suas características físicas e outros traços de comportamento. Essa noção tem diferentes motivações e impactos no mundo contemporâneo. Nesse sentido, tem-se a ideia de raça contínua a ser usada para pensar uma realidade complexa e inquietante.
A partir do exposto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. Raça é um conceito que não deve ser usado, pois seu significado é informado por saberes biológicos que já foram contestados, visto que não existem diferenças genéticas significativas entre os seres humanos. Logo, se não existem raças, não pode existir racismo.
Pois:
II. Raça é um marcador biológico, mas constitui um marcador da diferença que generaliza atributos considerados negativos para grupos sociais que são objetos de relações de poder que os inferiorizam. Nesse sentido antropológico, raça designa a existência de um fenômeno cultural e histórico complexo.
A seguir, assinale a alternativa correta.
	
	
	
	
	Resposta Selecionada:
 
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
Resposta Correta:
 
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
Feedback da resposta:
Sua resposta está incorreta. A alternativa está incorreta, pois a asserção I é uma proposição falsa e a asserção II é uma proposição verdadeira. A problematização do racismo não depende da crença na ideia de raças biologicamente definidas, mas é um meio de pensar nas variadas relações sociais que mobilizam a categoria como marcador social da diferença e hierarquiza as pessoas e grupos sociais a partir das suas características. Assim, a asserção II é uma proposição verdadeira ao problematizar como o uso da categoria, de uma perspectiva antropológica, permite dar visibilidade a persistência do fenômeno do racismo.
	
	
	
· Pergunta 9
0 em 1 pontos
	
	
	
	Especificamente, a antropóloga Margareth Mead (2015) pesquisou as concepções de adolescência e juventude em Samoa, na Polinésia, apontando o contraste com as concepções de juventude presentes na sociedade norte-americana. Na sociedade norte-americana, predomina-se a concepção segundo a qual o período da adolescência até a passagem para a vida adulta é marcado por dificuldades e tensões; em Samoa, por outro lado, a passagem da infância para a adolescência era tranquila e sem angústias emocionais ou crises.
 
MEAD, M.; BENEDICT, R.; SAPIR, E. A adolescência em Samoa. In : CASTRO, C. (org.). Cultura e personalidade . Rio de Janeiro: Zahar, 2015.
 
Considerando o exposto, assinale a alternativa correta referente à concepção adotada pela antropologia para pensar a juventude enquanto marcador social da diferença.
 
 
	
	
	
	
	Resposta Selecionada:
 
A juventude possui características universais de rebeldia, mudanças e crises provocadas por profundas alterações hormonais.
Resposta Correta:
 
As concepções de juventude são constituídas culturalmente. Cada cultura atribui um significado específico para a fase de idade e para as transições dentro do ciclo de vida.
Feedback da resposta:
Sua resposta está incorreta. A alternativa está incorreta, pois, no enunciado, mostra-se que a juventude não é uma categoria transparente e de significado inequívoco em todos os contextos culturais. Também não se mostra que a juventude se caracteriza por um momento de transição conturbado para a vida adulta, determinado pela natureza, uma vez que a antropologia evidencia que, em outras culturas, essa experiência não ocorre, pois se informa por outros valores e convenções culturais.
	
	
	
· Pergunta 10
1 em 1 pontos
	
	
	
	Ser negro atéo fim do século 19, no Brasil, significava ser visto como escravo, uma vez que o sistema legal autorizava a dominação e exploração da população negra no país. Porém, atualmente, ser negro passou a ser uma marca de orgulho e resistência, especialmente a partir da atuação dos movimentos sociais, ainda que persistam diversas formas de desigualdade que afetam a população negra no Brasil.
A partir do exposto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. Os sistemas de classificação estão inseridos em um contexto mais amplo de disputas relacionadas ao modo de classificar e definir os sentidos e significados atribuídos a cada classificação.
Pois:
II. As categorias classificatórias não são fixas e os seus significados se alteram ao longo do tempo, dependendo de disputas sobre seus significados e usos.
A seguir, assinale a alternativa correta.
 
	
	
	
	
	Resposta Selecionada:
 
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
Resposta Correta:
 
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
Feedback da resposta:
Resposta correta. A alternativa está correta, pois a asserção I é uma proposição verdadeira, uma vez que os sistemas de classificação estão inseridos em um contexto mais amplo de disputas relacionadas ao modo de classificar, portanto, estão sujeitos a mudanças e alterações de sentidos. Desse modo, a asserção II também é uma proposição verdadeira e justifica a I.
	
	
	
Sábado, 6 de Junho de 2020 01h07min03s BRT

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