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Aula 02
Parasitologia p/ EBSERH (Biomédico)
Professor: Thaiana Cirqueira
26274965572 - roger mendonça
Parasitologia 
Teoria e exercícios comentados 
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AULA 02: Parasitologia 
 
SUMÁRIO PÁGINA 
1. Helmintos 2 
2. Trematoda 2 
2.1 Fascíola Hepática 3 
2.2 Schistosoma mansoni 6 
3. Cestoda 10 
3.1 Teníase 10 
4. Nematoda 16 
4.1 Enterobius vermiculares 16 
4.2 Trichuris trichiura 18 
4.3 Ascaris lumbricoides 22 
4.4 Ancilostomídeos 25 
4.5 Strongyloides stercoralis 30 
4.6 Filariose 34 
5. Coleta da amostra 37 
6. Métodos de diagnóstico em parasitologia 38 
7. Questões de Concurso 52 
8. Gabarito 55 
9. Referências Bibliográficas 56 
 
Olá concurseiros! 
 
Agora vamos para a nossa segunda aula de parasitologia. Gostaria 
de pedir uma atenção especial para esta aula, pois o conteúdo dela 
geralmente é muito cobrado nos concursos. Fiquem atentos, vamos dar 
início a segunda parte, iniciaremos pelo estudo dos helmintos. 
 
 
 
 
 
 
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1. HELMINTOS 
 
Helmintos ou vermes são pertencentes ao reino Animalia. Possuem 
quatro filos, entretanto só dois possuem interesse clínico para medicina 
humana, os Platelmintos (vermes achatados) e os Nemaltelmintos 
(vermes cilíndricos). 
Dentro deles, existem três classes de nosso interesse, que são elas: 
 
 TREMATODA: achatados - Filo Platelmintos. 
 CESTODA: corpo alongado construído por segmentos, e possuem 
ventosas. – Filo Platelmintos. 
 NEMATODA: cilíndricos – Filo Nematelmintos. 
 
 
Vamos estudar os principais parasitas que causam patologia no 
homem dentro destas três classes. Fiquem atentos... esse assunto 
despenca em prova. Estudem com atenção os ciclos de cada parasita, 
pois a partir deles que perguntas são feitas em prova. Fiquem atentos 
também aquelas palavras chaves que deixo grifada para vocês, elas são 
importantes! Caneta na mão, e vamos ao trabalho! 
 
2. Trematoda 
 
São vermes planos em forma de folha. Eles possuem um sugador 
muscular oral, apresentam um sistema digestivo incompleto, podem 
apresentar sexos separados, mas alguns se apresentam hermafroditas, 
ou seja, têm órgãos sexuais masculinos e femininos no mesmo corpo. 
Uma parte do ciclo de vida de todos os trematodos ocorre fora do corpo 
humano, e usam como primeiro hospedeiro intermediário o caramujo (ou 
outro molusco). 
 Os seres humanos são infectados após a ingestão de larvas, 
entretanto, podem ainda infectar atravessando a pele. 
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 2.1. Fascíola Hepática 
 
 
A fasciolose é um processo inflamatório crônico do fígado e dutos 
biliares. Parasita o boi, ovelha, cabra, porco e, raramente, o homem. 
No homem, por não ser o hospedeiro normal do parasito, o número de 
formas presentes costuma não ser elevado. 
As lesões causadas por esse parasita são de dois tipos: 
a) lesões provocadas pela migração de formas imaturas no 
parênquima hepático; 
b) lesões ocasionadas pelo verme adulto nas vias biliares. 
 
Morfologia: 
 
 Ovo: O ovo é amarelo, operculado e grande. 
 
 Verme adulto: O parasito adulto é hermafrodito, tem formato 
de folha, mede cerca de três centímetros de comprimento por 
1,5cm de largura e tem cor castanho-acinzentada. O tegumento 
apresenta-se coberto por espinhos recorrentes disseminados na 
porção anterior do helminto. Na extremidade anterior possui uma 
ventosa oral da qual segue uma faringe curta e dela partem ramos 
de cada lado até a extremidade posterior. Logo abaixo da ventosa 
oral está localizada a ventosa ventral ou acetábulo. Junto a esta, 
nota-se a abertura do poro genital. 
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Imagem 1. Fascíola hepática - ovo 
 
 
 
 
Imagem 2. Fascíola hepática – verme adulto 
 
 
 
Ciclo de Vida: 
 
 
Imagem 3. Ciclo de vida Fascíola Hepática. 
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É do tipo heteroxênico, uma vez que necessita de hospedeiro 
intermediário, Lymnaea sp. Os vermes adultos põem ovos operculados 
que juntamente com a bile, passam para o intestino e são eliminados com 
as fezes. 
O ovo entrando em contato com a água e estimulado pela luz solar 
e libera o miracídio. O muco produzido pelo molusco atrai o miracídio, 
que nada aleatoriamente na água, e ao perceber o muco se dirige a ele. A 
vida média do miracídio é de seis horas. Quando penetra no molusco 
Lymnaea, cada miracídio forma um esporocisto, que dá origem a várias 
rédias que dão origem as cercárias. 
Logo que sai do caramujo, nada alguns minutos e depois perde a 
cauda e com a secreção das glândulas cistogênicas, encista-se, aderindo 
na vegetação aquática ou indo para o fundo d'água, formando a 
metacercária (cercária encistada, forma infectante). O homem (ou 
animal) infecta-se ao beber água ou comer verdura com metacercárias. 
Estas desencistam-se no intestino delgado, perfuram a parede caem 
na cavidade peritoneal, perfuram a cápsula hepática e começam a migrar 
pelo parênquima hepático. Dois meses depois estão nos ductos biliares. 
Iniciando um novo ciclo com a liberação pela bile. 
 
Sintomatologia: Os humanos, como são hospedeiros acidentais, 
a carga parasitária é bem menor e, consequentemente, as lesões 
também. Podem aparecer hepatite traumática pela migração do parasita, 
dores abdominais, alterações nas proteínas séricas e das células 
sanguíneas, com o aparecimento de anemia. 
 
Diagnóstico: Pode ser feita a pesquisa de ovos nas fezes ou na bile 
(tubagem). Entretanto, como a produção de ovos no homem é pequena, 
pode haver resultados falso-negativos, mesmo com a presença do 
parasito. O diagnóstico sorológico oferece maior segurança, apesar de 
não possuir sensibilidade muito elevada. Os métodos sorológicos mais 
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indicados são: intradermorreação, imunofluorescência, reação de fixação 
do complemento e ELISA. 
 
Prevenção: Cuidados com a ingestão de água e alimentos 
contaminados com metacercárias. Esta patologia está muito ligada à 
ingestão de agrião contaminado! Cuidado com os animais e destruição 
dos caramujos também são formas de prevenção. 
 
Tratamento: Albendazol, Bithionol, Deidroemetina. 
 
 
2.2 Schistosoma mansoni 
 
 
Schistosoma mansoni é parasita causador da esquistossomose, 
conhecida popularmente no Brasil como “xistose”, “doença do caramujo”, 
“barriga-d’água”. É uma doença que tem como seu hospedeiro 
intermediário o caramujo, Biomphalaria. 
Na fase parasitária, o esquistossomo vive geralmente nas veias que 
ligam o intestino ao fígado das pessoas. A presença desses vermes e de 
uma grande quantidade de ovos podem provocarum rompimento dessas 
veias. Além disso, ocorre um aumento no volume abdominal devido ao 
crescimento desproporcional do fígado e do baço, causado pelo 
vazamento de plasma através das veias rompidas. Por isso, a 
esquistossomose é também conhecida como barriga-d'água. 
 
Morfologia: 
 
 Ovo: Mede cerca de 50µm de comprimento por 60 de largura, sem 
opérculo, com um formato oval, e na parte mais larga apresenta um 
epísculo voltado para trás. O que caracteriza o ovo maduro é a 
presença de um miracídio visível pela transparência da casca. O ovo 
é a forma usualmente encontrada nas fezes. 
 
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 Imagem 4. S. mansoni – Ovo espículado 
 
 Cercaria: As cercarias apresentam comprimento total de 500µm, 
cauda bifurcada. Duas ventosas estão presentes. A ventosa oral 
apresenta as terminações das chamadas glândulas de penetração: 
quatro pares pré-acetabulares e quatro pares pós-acetabulares, e 
abertura que se conecta com o chamado intestino primitivo, 
primórdio do sistema digestivo. A ventosa ventral, ou acetábulo, é 
maior e possui musculatura mais desenvolvida. 
 
 
 
 Imagem 5. S. mansoni – Cercaria 
 
 Verme Adulto: Possuem sexos separados. A fêmea mede cerca de 
1,5 cm de comprimento e o macho cerca de 1 cm. O macho possui 
um canal onde a fêmea se abriga na época da reprodução, chamado 
canal ginecóforo. Possui ventosa oral, acetábulo. 
 
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Imagem 6. S. mansoni – Verme Adulto 
 
 
Ciclo de vida: 
 
 
Imagem 7. Ciclo de vida do Schistosoma mansoni. 
 
 
O Schistosoma mansoni, ao atingir a fase adulta de seu ciclo 
biológico no sistema vascular do homem e de outros mamíferos, alcança 
as veias mesentéricas, principalmente a veia mesentérica inferior, 
migrando contra a corrente circulatória; fêmeas fazem a postura no nível 
da submucosa. Os ovos colocados pelas fêmeas nos tecidos levam cerca 
de uma semana para tornarem-se maduros (miracídio formado). Os 
ovos que conseguirem chegar à luz intestinal vão para o exterior junto 
com o bolo fecal e têm uma expectativa de vida de 24 horas (fezes 
líquidas) a cinco dias (fezes sólidas). Alcançando a água, os ovos liberam 
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o miracídio, estimulado pelos seguintes fatores: temperaturas mais altas, 
luz intensa e oxigenação da água. 
A capacidade de penetração restringe-se a cerca de oito horas após 
a eclosão. Após a penetração ocorrem várias alterações em um período 
de 48 horas, assim o miracídio transforma-se em esporocisto. 
Ocorre uma série de transformações até o esporocisto se 
transformar em cercaria, quando isso acontece, para a cercaria ser 
liberada do caramujo, há a necessidade de uma série de estímulos 
externos, como luminosidade e temperatura. 
Após liberadas, as cercarias podem viver por 36 a 48 horas, sua 
maior atividade infecciosa ocorre nas primeiras oito horas de vida. As 
cercarias são capazes de penetrar na pele e nas mucosas do homem. A 
cercaria após a penetração perde a cauda, e entram no sistema 
sanguíneo por invasão de veia, atingindo os pulmões, que posteriormente 
dirigem-se para o sistema porta hepático. Neste local, se alimentam e se 
desenvolvem transformando-se em machos e fêmeas após cerca de 28 
dias de penetração. Daí migram acasalados para o território da veia 
mesentérica inferior, onde farão ovoposição. Os ovos são depositados nos 
tecidos em torno de 35 dias de infecção (imaturos ainda) e a formação do 
miracídio (ovo maduro) demanda seis dias. Os primeiros ovos são vistos 
nas fezes cerca de 42 dias após a infecção do hospedeiro. 
 
Sintomatologia: O parasitismo pelo S. mansoni pode apresentar-se 
assintomático. Porém, quando sintomático na fase aguda da doença pode 
apresentar dermatite urticariforme, pápulas eritematosas, e prurido 
(devido a penetração da cercaria pela pele). Com cerca de 3 a 7 semanas 
de exposição pode surgir febre, anorexia, dor abdominal, mal-estar, 
cefaleia, diarreia, fezes mucosanguinolentas, náuseas, vômitos, tosse 
seca e hepatomegalia. 
Os ovos são os elementos fundamentais da patogenia da 
esquistossomose, pois em grande número, principalmente na parede do 
intestino, podem provocar hemorragias e áreas de necrose, levando a 
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uma enterocolite aguda. No fígado e em outros órgãos, os ovos causam a 
formação de granulomas. A fase crônica apresenta três formas clínicas: 
forma intestinal, hepatointestinal e hepatoesplênica compensada e 
descompensada. As complicações da doença se caracterizam por fibrose 
hepática, hipertensão portal, ascite, insuficiência hepática severa, 
hemorragia digestiva, comprometimento do sistema nervoso central e de 
outros órgãos. 
Transmissão: A infecção pelo S. mansoni ocorre pela penetração 
ativa das cercarias na pele e mucosa do homem. 
Diagnóstico: Pesquisa de ovos do parasito através do Exame 
Parasitológico de Fezes. Outros métodos que podem ser utilizados são: 
biópsia retal, eclosão de miracídios, métodos imunológicos e PCR. 
 
 
3. Cestoda 
 
A classe Cestoda compreende um interessante grupo de parasitos, 
hermafroditas, de tamanhos variados, encontrados em animais 
vertebrados. Apresentam o corpo achatado dorsoventralmente, são 
providos de órgãos de adesão na extremidade mais estreita, a anterior, 
sem cavidade geral, e sem sistema digestório. 
Os cestódeos mais frequentemente encontrados parasitando os 
humanos pertencem à família Taenidae, na qual são destacadas Taenia 
solium e T. saginata. 
 
 
3.1 Teníase 
 
Essas espécies, popularmente conhecidas como solitárias, são 
responsáveis pelo complexo teníase-cisticercose. O complexo teníase-
cisticercose constitui um sério problema de saúde pública em países onde 
existem precárias condições sanitárias, socioeconômicas e culturais, que 
contribuem para a transmissão. 
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Didaticamente, a teníase e a cisticercose são duas entidades mórbidas 
distintas, causadas pela mesma espécie, porém com fase de vida 
diferente. A teníase é uma alteração provocada pela presença da forma 
adulta da Taenia solium ou da Taenia saginata no intestino delgado do 
hospedeiro definitivo, os humanos. 
Já a cisticercose (vulgarmente denominada canjiquinha) é a 
alteração provocada pela presença de formas larvárias da Taenia 
solium, denominada Cysticercus cellulosae, nos tecidos de hospedeiros 
intermediários normais, respectivamente suínos e bovinos. Na cisticercose 
humana, o homem está como hospedeiro intermediário anômalo. 
 
Morfologia: 
 
 Verme Adulto: 
 
A T. saginata e T. solium apresentam corpo achatado, 
dorsoventralmente em forma de fita, dividido em escólex ou cabeça, 
colo ou pescoço e estróbilo ou corpo. São de cor branca leitosa com a 
extremidade anterior bastante afilada de difícil visualização. 
Dentro do estróbilo observa-se a formação de alguns segmentos, 
chamadosproglotes, dentro encontramos os órgãos, inclusive os genitais 
feminino e masculino, sendo assim as tênias são hermafroditas. As 
proglotes são subdivididas em jovens (órgãos genitais imaturos), 
maduras (órgãos genitais maduros) e grávidas (fecundada). 
 
 Ovo: Esféricos, morfologicamente indistinguíveis, medindo cerca de 
30mm de diâmetro. São constituídos por uma casca protetora, 
embrióforo. Internamente, encontra-se o embrião hexacanto ou 
oncosfera. 
 
 Cisticerco: O cisticerco da T. solium é constituído de uma vesícula 
translúcida com líquido claro, contendo invaginado no seu interior um 
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escólex com quatro ventosas, rostelo e colo. O cisticerco da T. saginata 
apresenta a mesma morfologia diferindo apenas pela ausência do 
rostelo. Estas larvas podem atingir até 12mm de comprimento, após 
quatro meses de infecção. No sistema nervoso central humano, o 
cisticerco pode se manter viável por vários anos. Durante este tempo, 
observam-se modificações anatômicas e fisiológicas até a completa 
calcificação da larva. 
 
Habitat: Tanto a T. solium como a T. saginata, na fase adulta ou 
reprodutiva, vivem no intestino delgado humano; já o cisticerco da T. 
solium é encontrado no tecido subcutâneo, muscular, cardíaco, 
cerebral e no olho de suínos e acidentalmente em humanos e cães. O 
cisticerco da T. saginata é encontrado nos tecidos dos bovinos. 
 
Ciclo de vida: 
 
 
Imagem 8. Ciclo de vida da Tênia. 
 
Os humanos parasitados eliminam as proglotes grávidas cheias de 
ovos para o exterior. Estas proglotes se rompem no solo liberando os 
ovos. Um hospedeiro intermediário próprio (suíno para T. solium e 
bovino para T. saginata) ingere os ovos. Dentro do corpo o 
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embrióforo libera as oncosferas. Em seguida estes, penetram nas 
vênulas e atingem as veias e os linfáticos mesentéricos. Através da 
corrente circulatória, são transportadas por via sanguínea a todos os 
órgãos e tecidos do organismo até atingirem o local de implantação por 
bloqueio do capilar. Posteriormente, atravessam a parede do vaso, 
instalando-se nos tecidos vizinhos. As oncosferas desenvolvem-se para 
cisticercos em qualquer tecido mole. A oncosfera transforma-se em um 
pequeno cisticerco delgado e translúcido, que começa a crescer atingindo 
ao final de quatro ou cinco meses de infecção 12mm de comprimento. 
Permanecem viáveis nos músculos por alguns meses e o cisticerco da T. 
solium, no SNC, alguns anos. A infecção humana ocorre pela ingestão de 
carne crua ou malcozida de porco ou de boi infectado. O cisticerco 
ingerido sofre a ação do suco gástrico, envagina-se e fixa-se, através do 
escólex, na mucosa do intestino delgado, transformando- se em uma 
tênia adulta, que pode atingir até oito metros em alguns meses. Três 
meses após a ingestão do cisticerco, inicia-se a eliminação de proglotes 
grávidas. 
 
Transmissão: 
 
 Teníase: O hospedeiro definitivo (humanos) infecta-se ao ingerir 
carne suína ou bovina, crua ou malcozida infetada. 
 
 Cisticercose: É adquirida pela ingestão acidental de ovos viáveis da 
T. solium que foram eliminados nas fezes de portadores do parasita. 
 
 
 
 
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Somente a T. solium é capaz de causar a 
cisticercose humana! 
 
 
Sintomatologia: 
 
 Teníase: Devido ao longo período em que a T. solium ou T. saginata 
parasitam o homem, elas podem causar fenômenos tóxicos alérgicos, 
através de substâncias excretadas, provocar hemorragias através da 
fixação na mucosa, e inflamação. Tonturas, astenia, apetite excessivo, 
náuseas, vômitos, alargamento do abdômen, dores de vários graus de 
intensidade em diferentes regiões do abdômen e perda de peso são 
alguns dos sintomas observados, assim como obstrução intestinal 
pelas proglotes. 
 
 Cisticercose: a cisticercose humana é responsável por graves 
alterações nos tecidos, e grande variedade de manifestações. E uma 
doença pleomórfica pela possibilidade de alojar-se o cisticerco em 
diversas partes do organismo. A cisticercose cardíaca pode resultar em 
palpitações e ruídos anormais ou dispnéia quando os cisticercos se 
instalam nas válvulas. A cisticercose ocular pode levar a catarata. Na 
neurocisticerose pode ocorrer: crises epilépticas, síndrome de 
hipertensão intracraniana, cefaléias, meningite cisticercótica, distúrbios 
psíquicos, forma apoplética ou endartentica e síndrome medular. 
 
Diagnóstico: É feito pela pesquisa de proglotes e, mais raramente, de 
ovos de tênia nas fezes pelos métodos rotineiros ou pelo método de 
Graham. Para o diagnóstico específico, há necessidade de se fazer o 
método de tamização. Sorologicamente, pode se fazer o ELISA de captura 
com anti-soro policlonais formados tanto contra a larva como contra os 
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produtos excretados-secretados, é considerado um método simples e 
sensível. Pesquisa de imunoglobulinas no soro e no líquor, e diagnóstico 
por imagem através da Tomografia Computadorizada e Ressonância 
Magnética também podem ser utilizados. 
 
Prevenção: Medidas de saneamento básico, cuidados de higiene 
com os animais (boi e porco), cuidado no cozimento das carnes. 
 
Tratamento: Niclosamida ou o praziquantel para teníase. Já para a 
cisticersose tratamento com eficácia ainda está em estudo. 
 
 
 
01) (IDECAN -Farmacêutico - Bioquímico - Pref. Gonçalves 
Dias/MA – 2011). A teníase e a cisticercose são duas entidades 
mórbidas distintas, causadas pela mesma espécie, porém com fase 
de vida diferente. Como se dá a denominação da larva da Taenia 
solium? 
A) Cysticercus cellulosae 
B) Cysticercus bovis 
C) Cercocisticerco 
D) Microcisticerco 
Comentário: A cisticercose é a alteração provocada pela presença de 
formas larvária da Taenia solium, denominada Cysticercus cellulosae. 
Resposta: Letra A. 
 
 
 
 
 
 
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4. Nematoda 
 
Dentro deste grupo são encontrados representantes com os mais 
diversos tipos de vida e hábitat. São em geral, vermes com simetria 
bilateral, sem segmentação verdadeira, cilíndricos, alongados, tamanho 
variável, tubo digestivo completo, com abertura anal ou cloacal terminal 
ou próxima da extremidade posterior; sexos, em geral, separados, sendo 
o macho menor que a fêmea, possui corpo revestido por cutícula acelular, 
lisa ou com estriações. 
 
4.1 Enterobius vermiculares 
 
Enterobíase também conhecida como oxiúro, é causada pelo 
helminto intestinal Enterobius vermiculares. A enterobíase é uma 
parasitose muito comum. Acometendo mais crianças em idade escolar. 
 
 Morfologia: 
 
 Verme adulto: O E. vermicularis apresenta uma fêmea e um 
macho na sua fase adulta. Possuem uma cor branca, filiformes. Na 
extremidade anterior, lateralmente a boca notam-se expansões 
vesiculosas muito típicas, chamadas "asas cefálicas".A boca é 
pequena, seguida de um esôfago também típico: é claviforme, 
terminando em um bulbo cardíaco. 
 
 
 
Imagem 9. Enterobius vermiculares – verme adulto fêmea – asas cefálicas. 
 
 
 
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 Ovo: Mede cerca de 50pn de comprimento por 20pm de largura. 
Apresenta o aspecto grosseiro de um D, pois um dos lados é 
sensivelmente achatado e o outro é convexo. Possui membrana 
dupla, lisa e transparente. No momento em que sai da fêmea, já 
apresenta no seu interior uma larva. 
 
 
Imagem 10. Enterobius vermiculares – ovo 
 
 
 
Ciclo de Vida: 
 
 
Imagem 11. Ciclo de vida Enterobius vermiculares. 
 
 
É do tipo monoxênico. Após o acasalamento, os machos são 
eliminados com as fezes e morrem. Já as fêmeas, repletas de ovos, se 
desprendem do ceco e dirigem-se para o ânus (principalmente à 
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noite). Os ovos eliminados, já embrionados, se tomam infectantes em 
poucas horas e são ingeridos pelo hospedeiro. No intestino delgado, as 
larvas rabditóides eclodem e sofrem duas mudas no trajeto intestinal 
até o ceco. Chegando, transformam-se em vermes adultos. Um a dois 
meses depois as fêmeas são encontradas na região perianal. Não havendo 
reinfecção, o parasitismo extingue-se o ciclo. 
 
Sintomatologia: As infecções brandas são assintomáticas. A 
sintomatologia ocorre quando as fêmeas causam irritação na região 
perianal, podendo causar prurido (prurido anal). 
 
Diagnóstico: Através do exame de fita gomada, também chamado 
Graham. 
 
Transmissão: Ocorre através do contato entre pessoas, ou com 
fômites contaminados e às vezes pela inalação de poeira contaminada por 
ovos. 
 Prevenção: Higiene pessoal, tratamento familiar, cuidado na 
lavagem de roupas e aspiração de poeira. 
 
 Tratamento: Pomada de pitantel ou mebendazol. 
 
4.2 Trichuris trichiura 
 
A tricuríase é uma verminose causada pelo parasito Trichuris 
trichiura, um nematódeo de aproximadamente 4 cm de comprimento, que 
habita o intestino grosso dos indivíduos infectados. 
 
Morfologia: 
 
 Ovo: Os ovos de Trichuris trichiura têm coloração marrom e medem 
de 50 a 55 µm de comprimento por 22 a 25 µm. Apresentam forma 
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de barril por possuírem dois tampões lipídicos nas extremidades. A 
casca mostra três camadas uma externa que dá a coloração, uma 
intermediária quinosa e uma interna vitlínea a qual fornece 
resistência. 
 
Imagem 12. Trichuris trichiura- ovo. 
 
 
 Verme adulto: Os vermes adultos medem cerca de 3 a 5cm de 
tamanho, sendo o macho pouco menor que a fêmea; tem cor 
branca ou rósea e em ambos os sexos, a parte anterior do corpo é 
afilada e mais longa que a posterior, que é mais larga. O macho 
apresenta a extremidade posterior enrolada ventralmente em 
espiral. Assemelham-se com um chicote (cauda) com um cabo 
(corpo). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Imagem 13. Trichuris trichiura- verme adulto. 
 
 
Ciclo de vida: 
 
Imagem 14. Ciclo de vida Trichuris trichiura. 
 
Ciclo monoxênico. Indivíduo infectado libera milhares de ovos do 
parasita na evacuação. As fezes entram em contato com o solo, aonde os 
ovos encontram um local propício para amadurecer. Após cerca de 2 ou 3 
semanas, os ovos passam a conter um embrião do verme capaz de 
infectar quem o consumir. A ingestão de ovos que foram eliminados 
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recentemente nas fezes não é capaz de contaminar outras pessoas, pois o 
embrião no seu interior precisa deste tempo de 2 semanas de 
amadurecimento no solo para poder completar o seu ciclo de vida. Uma 
vez ingeridos, os ovos do parasito conseguem atravessar o estômago e 
eclodem ao chegar ao intestino delgado, liberando as larvas do verme. 
Após se tornarem vermes adultos e migrarem para o intestino grosso, a 
fêmea do parasito é capaz de colocar mais de 20 mil ovos por dia, que 
serão eliminados pelas fezes, dando início a um novo ciclo. 
 
Sintomatologia: As maiorias dos pacientes não apresentam 
sintomatologia. Quando há, os sintomas mais comuns são de diarreia 
crônica, que pode ou não vir acompanhada de muco ou sangue misturado 
às fezes, distensão abdominal, enjoos, perda de peso, flatulência e 
anemia. Um sinal físico comum é o alargamento da ponta dos dedos e da 
unha. Outro sinal típico, geralmente presente em crianças com 
contaminação maciça, é o prolapso retal, uma protusão de parte do reto 
através do ânus. Nestes casos, é comum conseguirmos ver vermes 
aderidos à mucosa do reto que está exteriorizado. 
 
Diagnóstico: através de exame parasitológico de fezes que irá 
pesquisar a presença de ovos. 
 
Transmissão: Um indivíduo se contamina com o Trichuris 
trichiura quando ingere acidentalmente ovos do parasita contidos em 
alimentos, água ou no solo. 
 
Prevenção: Higiene pessoal e cuidado com a higiene dos alimentos 
ingeridos. 
 
Tratamento: Mebendazol. 
 
 
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4.3 Ascaris lumbricoides 
 
Na família Ascarididae, subfamília Ascaridinae, são encontradas 
espécies de grande importância clínica representadas principalmente pelo 
Ascaris lumbricoides, que parasitam o intestino delgado de humanos e 
suínos. Este parasita causa a Ascaridíase, verminose intestinal humana 
mais disseminada no mundo. 
 
Morfologia: 
 
 Ovo: Originalmente são brancos e adquirem cor castanha devido ao 
contato com as fezes. São grandes, com cerca de 50 pm de 
diâmetro, ovais e com cápsula espessa, em razão da membrana 
externa mamilonada. 
 
 
Imagem 15. Ascaris lumbricoides – ovo 
 
 
 Verme adulto: As formas adultas são longas, robustas, cilíndricas 
e apresentam as extremidades afiladas. Possuem machos e fêmeas, 
sendo as fêmeas um pouco maior. 
 
 
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Imagem 16. Ascaris lumbricoides – verme adulto 
 
 
 
Habitat: Em infecções moderadas, os vermes adultos são 
encontrados no intestino delgado, principalmente no jejuno e íleo, mas, 
em infecções intensas, estes podem ocupar toda a extensão do intestino 
delgado. 
 
 
Ciclo de Vida: 
 
 
 
 
Imagem 17. Ciclo de vida Ascaris lumbricoides. 
 
É do tipo monoxênico. A contaminação ocorre por ingestão de ovos 
de A. lumbricoides. Chegando ao intestino delgado, cada ovo se rompe 
liberando uma larva. Cada larva penetra no revestimento intestinal e cai 
na corrente sanguínea, atingindo fígado, coração e pulmões, onde sofre 
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algumas mudanças de cutícula e aumenta de tamanho. Permanece nos 
alvéolos pulmonares podendo causar sintomas semelhantes ao da 
pneumonia. Ao abandonar os alvéolos passam para os brônquios, 
traqueia, laringe e faringe (onde provocam tosse com o movimento que 
executam). Em seguida, são deglutidas (depois do movimento da tosse) e 
atingem o intestino delgado, onde crescem e se transformam em vermes 
adultos. Após o acasalamento, a fêmea inicia a liberação dos ovos. Cerca 
de 15.000 por dia. Os ovos são eliminados com as fezes. Todo esse ciclo 
dura cerca de 2 meses. 
Dentro de cada ovo, dotado de casca protetora, ocorre o 
desenvolvimento de um embrião que, após algum tempo, origina uma 
larva infectante. Ovos contidos nas fezes contaminam a água de consumo 
e os alimentos utilizados pelo homem. 
 
Sintomatologia: A maioria das infecções é assintomática. Em várias 
situações podem surgir sintomas dependendo do órgão atingido. A 
ascaridíase pode causar dor abdominal, diarreia, náuseas e falta de 
apetite. Quando há um grande número de vermes pode haver quadro de 
obstrução intestinal. A larva pode contaminar as vias respiratórias, 
fazendo o indivíduo apresentar tosse, catarro com sangue ou até crise de 
asma. Se as larvas obstruírem o colédoco pode haver icterícia obstrutiva. 
 
Diagnóstico: Através do Exame Parasitológico de fezes, EPF, onde 
se encontram os ovos do parasita, geralmente utiliza-se o método de 
sedimentação espontânea, entretanto, o método de Kato-Katz é bastante 
eficiente e recomendado pela Organização Mundial de Saúde para 
inquéritos epidemiológicos. 
 
Prevenção: Condições de higiene e saneamento básico, cuidados 
com os alimentos e água. 
 
 Tratamento: Albendazol, mebendazol. 
 
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4.4 Ancilostomídeos 
 
A família dos ancilostomídeos é uma das mais importantes famílias 
de Nematoda. A infecção pelos parasitas desencadeia um processo 
patológico crônico, mas que em alguns casos pode resultar até em 
morte. Doença conhecida como ancilostomose, ancilostomíase ou 
amarelão. 
Existem mais de 100 espécies descritas, mas apenas três são 
agentes etiológicos das ancilostomoses humanas: Ancylostoma 
duodenale, Necator americanus e Ancylostoma ceylanicum, sendo este 
último menos comum em humanos. 
 
 Ovos: Os ovos dos helmintos causadores da ancilostomíase 
possuem forma ovalada, casca fina e transparente e um espaço 
largo e claro entre a casca e o conteúdo dos ovos. 
 
 Larvas: As larvas rabditóide apresentam bulbo esofageano 
(esôfago do tipo rabditóide) e vestibulo bucal longo. Já as larvas 
filarióide apresentam esôfago cilíndrico (do tipo filarióide) e cauda 
pontiaguda. 
 
 Vermes Adultos: Os vermes adultos alcançam aproximadamente 
um centímetro de comprimento sendo que as fêmeas são um pouco 
maiores que os machos. Possuem o corpo cilíndrico, rígido, somente 
afilado nas extremidades. Os machos apresentam na extremidade 
posterior uma expansão chamada de bolsa copuladora. Na porção 
anterior encontramos a cápsula bucal, que permite a distinção entre 
os dois parasitas. 
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Imagem 18. Ovo de ancilostomídeo Imagem 19. Larva de ancilostomídeo 
 
 Imagem 20. Ancylostoma duodenales Imagem 21. Necator americanos 
 
 
Ciclo de vida: 
 
 
Imagem 22. Ciclo de ancilostomídeo. 
 
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Ciclo monoxênico. Possui duas fases bem definidas, a primeira que 
se desenvolve no meio exterior, é de vida livre, e a segunda, que se 
desenvolve no hospedeiro definitivo, obrigatoriamente de vida parasitária. 
 Os ovos dos ancilostomídeos depositados pelas fêmeas no intestino 
delgado do hospedeiro são eliminadas pelas fezes. No meio exterior, os 
ovos necessitam de um ambiente propício, precisam principalmente de 
boa oxigenação, alta umidade e temperatura elevada. São condições 
indispensáveis para que se processe a embrionia, formação da larva de 
primeiro estádio (L1), do tipo rabditoide, dentro do ovo, após sua eclosão 
e com o contato com o meio ambiente ocorre outra transformação, larva 
de segundo estádio (L2), também rabditoide, havendo mais uma 
transformação no meio externo ela se transforma em larva de terceiro 
estádio (L3), larva filarióide, denominada larva infectante. A infecção para 
o homem ocorre quando a filarióide penetra ativamente, através da pele, 
conjuntiva e mucosas, ou passivamente por via oral. Da pele, as larvas 
alcançam a circulação sanguínea e/ou linfática, e chegam ao coração, 
indo pelas artérias pulmonares, para os pulmões. 
Atingindo os alvéolos, as larvas migram para os bronquíolos, dos 
brônquios atingem a traqueia, faringe e laringe quando, então, são 
ingeridas, alcançando o intestino delgado, seu hábitat final. Durante a 
migração pelos pulmões, ocorre mudanças transformando-se em larva do 
quarto estádio (L4), ocorre a transformação em larva do quinto estádio 
(L5) quando chegam no intestino delgado, a larva começa a exercer o 
parasitismo hematófago, fixando a cápsula bucal na mucosa do duodeno, 
posteriormente há a mutação para vermes adultos. Os espécimes adultos, 
exercendo o hematofagismo, iniciam a cópula, seguida de postura. 
 Quando a penetração das L3 acontece por via oral, principalmente 
através de ingestão de alimentos ou água, as larvas chegam ao estômago 
e migram para o intestino delgado. A altura do duodeno, as larvas 
penetram na mucosa, atingindo as células de Lieberkühn, onde mudam 
para L4. Em seguida, as larvas voltam a luz do intestino, se fixam a 
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mucosa e iniciam o repasto sanguíneo, devendo depois mudar para L5, 
com a diferenciação posterior para adultos, a cópula tem início e os ovos. 
 
Sintomatologia: Hipersensibilidade com irritação local, 
prurido, edema (devido à penetração do verme através da pele). 
Presença de focos hemorrágicos pulmonares (onde as larvas perfuram as 
paredes alveolares), edema e presença de líquido na luz alveolar. O 
indivíduo apresenta um quadro semelhante à pneumonia, 
com tosse, febre. Hemorragias intestinais (devido às dilacerações da 
mucosa intestinal), anemias, cólicas abdominais. 
 
Transmissão: Penetração ativa das larvas filarióides infestantes na 
pele ou mucosas, principalmente nas regiões dos pés, pernas, nádegas e 
mãos, como também pela ingestão das larvas junto com os alimentos. 
 
Prevenção: Melhores condições de saneamento básico, utilizar 
calçados, cuidados e higienização dos alimentos, e higienização pessoal. 
 
Diagnóstico: pesquisa de ovos nas fezes, através dos métodos de 
sedimentação espontânea, método de Willis, entre outros. Ou pesquisa de 
larvas, utilizando os métodos de Baermann- Moraes ou método de Rugai. 
 
Tratamento: Atualmente, o uso de vermífugos a base de pirimidinas 
(pamoato de pirantel) e de benzimidazóis (mebendazole albendazol) têm 
sido os mais indicados. 
 
 
 
 
 
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 LARVA MIGRANS CUTÂNEA – BICHO GEOGRÁFICO 
 
A. braziliense é o agente causador da Larva Migrans Cutânea, 
conhecida como bicho geográfico. Parasitam cães e gatos, porém 
podem parasitar o homem acidentalmente. 
A contaminação do homem se dá quando há um contato da pele com 
o solo contaminado por larvas, habitualmente, quando andamos 
descalços sobre terreno arenoso. Praias, principalmente aquelas onde 
há fezes de cães e gatos na areia, são locais propícios para conterem 
larvas de helmintos. 
As larvas 3º estágio conseguem penetrar a camada mais superficial da 
pele humana, mas não conseguem atravessar as camadas 
subjacentes. Sem conseguir invadir mais profundamente, os vermes 
passam se movimentar ao acaso por baixo da pele, formando um 
pequeno túnel que dá origem a desenhos na pele, parecendo um 
mapa, daí o nome popular de bicho geográfico. 
Outros vermes podem causar também esta patologia: Dirofilaria 
immitis, Angiostrongylus, Gnathstoma e o Anisakis spp. Mas o mais 
comum é o A. braziliense. 
 
 
Imagem 23. Paciente com Larva Migrans Cutânea. 
 
 
 
 
 
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4.5 Strongyloides stercoralis 
 
A estrongiloidíase é uma verminose causada pelo 
nematoide Strongyloides stercoralis. Costuma habitar o intestino delgado 
dos indivíduos infectados e, na maioria dos pacientes com sistema 
imunológico sadio, não provoca sintomas relevantes. 
 
Morfologia: 
 
 Ovo: São elípticos, de parede fina e transparente, praticamente 
idênticos aos dos ancilostomídeos. Excepcionalmente, os ovos 
podem ser observados nas fezes de indivíduos com diarreia grave 
ou após utilização de laxantes. 
 
 Larva rabditoide: mede aproximadamente 0,25 mm, possui 
esôfago rabtitóide, vestíbulo bucal curto e primórdio genital visível. 
 
 A larva filarióide: mede cerca de 0,5 mm e contém esôfago 
cilíndrico que se estende quase até a metade do corpo da larva. 
Possui vestíbulo bucal e a cauda termina como uma pequena 
bifurcação. Não possuem bainha. 
 
 Verme adulto: O macho e a fêmea possuem boca com três 
pequenos lábios, esôfago do tipo rabditóide e vestíbulo bucal curto. 
A fêmea é maior (1,5 mm) e possui extremidade posterior delgada 
e voltada ventralmente, apresentando duas espículas pequenas. 
 
 
 
 
 
 
 
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Imagem 24. S. stercoralis – larva rabditóide 
 
 
Imagem 25. S. stercoralis – larva filarióide 
 
Ciclo e vida: 
 
 
Imagem 26. Ciclo de vida S. stercoralis. 
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A infecção humana ocorre quando há penetração da pele por larvas 
filarióides de Strongyloides stercoralis, geralmente por contato direto com 
o solo contaminado por fezes humanas. Além da invasão da pele, a 
estrogiloidíase também pode ser adquirida pela via oral. 
Após a penetração na pele, atingem o sistema circulatório chegando 
aos pulmões. Uma vez nos pulmões, elas migram em direção à parte 
superior das vias aéreas, sendo inconscientemente engolidas ao 
chegarem próximos à faringe, caindo no sistema gastrointestinal. Quando 
chegam ao intestino delgado, as larvas amadurecem e evoluem 
exclusivamente para a forma de fêmeas adultas. Cada fêmea produz 
ovos e assim, liberando novas larvas rabditóides ainda dentro dos 
intestinos. As novas larvas são excretadas juntos com as fezes, 
reiniciando o ciclo de transmissão do verme. 
As larvas rabtidóides lançadas ao ambiente junto com as fezes 
podem contaminar outras pessoas ou evoluir para vida adulta no meio 
ambiente, desta vez, tornando-se macho ou fêmea. 
 
Sintomatologia: A maioria dos pacientes infectados 
pelo Strongyloides stercoralis não apresentam sintomas relevantes. 
Quando há sintomas, o quadro mais comum é de dor abdominal, que 
pode ou não vir acompanhada de vômitos, enjoos, diarreia ou perda de 
apetite. Lesões na pele no local da penetração das larvas também são um 
achado comum, assim como o prurido. Sintomas respiratórios ocorrem 
em cerca de 10% dos pacientes, como tosse, garganta irritada, falta de 
ar, febre e até expectoração sanguinolenta são alguns dos sintomas 
possíveis, quadros semelhantes à asma ou pneumonia também podem 
ocorrer. 
 
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Diagnóstico: O diagnóstico da estrongiloidíase é feito através do 
exame parasitológico de fezes, geralmente são usados os métodos de 
enriquecimento Rugai e Baermann - Moraes. 
 
Prevenção: Usar sempre calçados, praticar a higiene pessoal como 
lavar as mãos corretamente e cuidados de higiene com os alimentos. 
 
Tratamento: O de primeira escolha é o Ivermectina, podendo 
também ser utilizado o Cambendazol, Albendazol e Tiabendazol. 
 
02) (IDECAN- Biomédico - HC -UFPE – Hospital das Clínicas 
da Universidade Federal de Pernambuco – 2014). Uma das 
mais importantes razões para o estudo dos micro-organismos é a 
compreensão das doenças que causam e os meios de controle, para 
isso é importante o conhecimento dos mecanismos de transmissão 
utilizados por eles. 
Relacione adequadamente os organismos aos respectivos mecanismos de 
transmissão. 
1. Entamoeba histolytica 
2. Espécies de Plasmodium 
3. Ancylostoma duodenale 
4. Strongyloides stercoralis. 
 
 
( ) Mosquito Anopheles. 
( ) Indireto (fecal-oral). 
( ) Penetração direta na pele através do solo contaminado. 
( ) Penetração direta na pele, autoinfecção. 
 
A sequência está correta em: 
A) 2, 1, 4, 3. 
B) 1, 2, 4, 3. 
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C) 2, 1, 3, 4. 
D) 1, 4, 3, 2. 
E) 4, 2, 1, 3. 
 
Comentário: Esta é uma questão que avalia o seu conhecimento de 
forma ampla na parasitologia, entretanto como já estudamos todos esses 
parasitas ficará fácil responder. A transmissão pela E. histolytica ocorre 
pela ingestão de alimentos contaminados, o parasita causador da malária 
(Plasmodium spp.) tem como vetor de transmissão o mosquito 
Anopheles, Ancylostoma duodenale através de infecção na pele, e 
Strongyloides stercoralis a transmissão ocorre quando indivíduo pisa em 
solo contaminado descalço sendo a porta de acesso para o parasita entrar 
pela pele. Resposta: Letra A. 
 
 
4.6 Filariose 
 
A filariose ou elefantiase é a doença causada pelo parasita 
nemátodes Wuchereria bancrofti. Ele se aloja nos vasos linfáticos 
causando linfedema. 
Esta doença é também conhecida como elefantíase, devido ao 
aspecto de perna de elefante do paciente com esta doença. Tem como 
transmissor os mosquitos dos gêneros geralmente Culex. Quando o 
nematódeo obstrui o vaso linfático, o edema é irreversível, por isso a 
importância da prevenção com mosquiteirose repelentes, além de evitar 
o acúmulo de águas paradas em pneus velhos, latas, potes e outros. 
 
Morfologia: 
 
 Verme adulto: Corpo delgado e branco-leitoso. Mede de 3,5 a 4 
cm. Extremidade anterior afilada e posterior enrolada ventralmente. 
As fêmeas são maiores que os machos e possuem órgãos genitais 
duplos, com execssão da vagina que se exterioriza. 
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 Microfilária. Esta forma também é conhecida como embrião. A 
fêmea grávida faz a postura de microfilárias, que possuem uma 
membrana extremamente delicada e que funciona como uma 
‘bainha flexível’. 
 
 Larvas: São encontradas no inseto vetor. 
 
 
 
Imagem 27. W. bancrofti – Microfilária 
 
 
Ciclo de vida: 
 
 
Imagem 28. Ciclo de vida W. bancrofti. 
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É do tipo heteroxênico. A fêmea do Culex ao exercer o 
hematofagismo em pessoas parasitadas, ingere microfilárias que no 
estômago do mosquito, após poucas horas, perdem a bainha, atravessam 
a parede do estômago do inseto, caem na cavidade geral e migram para o 
tórax, onde se alojam nos músculos torácicos e transformam-se em uma 
larva L1. Após alguns dias ocorre a primeira muda e se transforma em L2, 
ocorre outra muda e se transforma em L3, esta migra até o aparelho 
picador do inseto. O inseto durante a picada libera as larvas L3, que 
penetram na pele do hospedeiro, migram para os vasos linfáticos, 
tornam-se vermes adultos e, sete a oito meses depois, as fêmeas 
grávidas produzem as primeiras microfilárias. 
 
Sintomas: Muitas vezes apresentam a forma assintomática da 
doença, embora apresentem microfilárias no sangue e sejam portadores, 
podendo disseminar a contaminação. Quando sintomáticos apresentam 
febre elevada, dor de cabeça, urticária, intolerância a luz, dores 
musculares, zonas do corpo afetado extremamente dilatadas, tecido 
afetado áspero e grosso, ulcerações, inflamação dos vasos linfáticos, mal-
estar. 
 
Diagnóstico: Esfregaços de sangue obtidos durante a noite para 
visualização do parasita. 
 
Prevenção: Tratamento dos infectados para eliminar a microfilária 
do sangue, interrompendo a transmissão e combate ao inseto 
transmissor. 
 
 
 
 
 
 
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5. COLETA DA AMOSTRA 
 
As amostras devem ser colhidas sem contato com o vaso sanitário e 
devem ser utilizados recipientes limpos, isentos de água, urina (destrói 
motilidade dos trofozoítos) ou outro contaminante, e posteriormente 
transferir a amostra coletada para o frasco coletor fornecido pelo 
laboratório. 
Realizar a identificação do frasco e enviá-lo imediatamente para o 
laboratório de análise, caso isso não ocorra, será necessário conservar o 
material. 
 
o Conservantes: 
 MIF - mercúrio, iodo e formol – é o mais popular. 
 Formol 10% - proibido mercúrio neste. 
 Formol tamponado 
 SAF – acetado de sódio, ácido acético glacial, formol e água 
destilada – bom para trofozoítos em fezes diarreicas. 
 
Quando as amostras são coletadas em dias alternados elas podem 
misturar-se e serem homogenizadas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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6. MÉTODOS DIAGNÓSTICOS EM PARASITOLOGIA 
 
O exame parasitológico de fezes (EPF) é utilizado no diagnóstico de 
parasitos intestinais, através das formas parasitárias eliminadas nas 
fezes. É composto por duas etapas: exame macroscópico e exame 
microscópico. 
O exame macroscópico permite a verificação da consistência das 
fezes, do odor, dos elementos anormais, como, muco e sangue, e de 
vermes adultos ou parte deles. 
Na microscopia podemos visualizar ovos e larvas de helmintos, 
cistos, trofozoítos ou oocistos de protozoários. 
O exame direto é um procedimento simples, o material na análise é 
obtido diretamente da amostra fecal, sem conservantes. Devido a pouca 
concentração do material analisado pode ocorrer alguns falsos-negativos. 
 
 Exame Direto: 
 
Exame Direto resume-se em: colocar duas a três gotas de salina a 
0,85% em uma lâmina, tocar com a ponta de um palito em vários pontos 
das fezes, transferindo uma pequena porção para a lâmina de 
microscopia, espalhar fazendo um esfregaço, para a identificação cora-se 
a preparação com LUGOL, o uso de lamínula é facultativo. Examinar ao 
microscópio nas objetivas de 10x e 40x. 
 
 
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 Métodos: 
 
Os métodos podem ser qualitativos (definem a presença ou não do 
parasito) e quantitativos (faz a contagem dos ovos nas fezes, permitindo 
assim saber a intensidade do parasitismo). 
Muitas vezes o número de formas parasitárias eliminadas com as 
fezes é pequeno, havendo necessidade de recorrer a processos de 
enriquecimento para concentrá-las. 
As formas parasitárias têm peso e sobrevida diferentes, então, não 
há um método capaz de detectá-las todas ao mesmo tempo. Alguns 
métodos são mais abrangentes, como por exemplo, a sedimentação 
espontânea e métodos de centrifugação, os quais geralmente são 
utilizados nas rotinas laboratoriais quando não tem a suspeita clínica do 
paciente, já outros métodos são específicos para determinados parasitas. 
Os principais processos de enriquecimento são: 
 
o Método de Hoffman, Pons e Janer 
 
Também conhecido como método de Lutz. 
Indicação: Permite o encontro de ovos e larvas de helmintos, e, de 
cistos de protozoários. 
Princípio do método: Sedimentação espontânea em água 
(combinação da gravidade e sedimentação). 
Procedimento: Colocar cerca de 5g de fezes, coletadas de várias 
partes do bolo fecal, em copo graduado ou béquer, completar com 50 a 
60 ml de água e misturar. Preparar a suspensão com 100 ml de água 
corrente. Filtrar essa suspensão com gaze dobrada em quatro, recolhendo 
em um cálice cônico. Deixar a suspensão de repouso de 2 a 24h, 
posteriormente. Com uma pipeta fixada em bulbo de borracha colher um 
pouco do sedimento e depositá-lo em lâmina com uma gota de lugol. 
Examinar com as objetivas de 10x e 40x. 
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Tem a vantagem de ser barato e a desvantagem de ser demorado. 
É o método mais utilizado nas rotinas. 
 
 
Imagem 28. Método de sedimentação espontânea em cálice cônico. 
 
o Método de Ritchie 
 
Indicação: Permite a detecção de cistos de protozoários, ovos e 
larvas de helmintos (eficiência na pesquisa de cistos de Giardia lamblia). 
Princípio: Centrífugo-sedimentação. 
Procedimento: Colocar q ou 2 g de fezes coletadas de todo o bolo 
em 10 ml de água ou salina 0,85%, homogeneizar. Após, filtrar a 
suspensão através de gaze dobrada 4 vezese receber o filtrado em tubo 
cônico de centrífuga. Centrifugar a amostra a aproximadamente 2500 
rpm por cerca de 2 minutos. Repetir estas etapas de homogeneização e 
centrifugação, descartando o sobrenadante, até a obtenção de um 
sobrenadante límpido. Após lavagem, descartar o sobrenadante e 
acrescentar 5mL de formaldeído, e deixar em repouso por 5 min. 
Depois, acrescentar 2 mL de acetato de etila e agitar a solução 
rigorosamente por cerca de 30 segundos, a solução deve ser centrifugada 
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por cerca de 2 minutos a aproximadamente 2500 rpm. Em seguida, no 
tubo centrifugado, com a formação de quatro fases, três delas devem ser 
descartadas, sendo mantido apenas o sedimento para visualização em 
microscópio. 
 Considerado o teste com a maior eficiência por deixar o produto 
analisado mais límpido. 
03) (IDECAN -Farmacêutico - Bioquímico - Pref. 
Simonésia/MG - 2016). O método de concentração de Ritchie 
para exames parasitológicos de fezes é utilizado para: 
a) evidenciar ovos leves de helmintos. 
b) fixar protozoários intestinais nas formas cíclicas. 
c) evidenciar cistos de protozoários e ovos de helmintos. 
d) pesquisar larvas de Ancilostomídeos e Strongyloides stercoralis 
através do hidrotropismo. 
Comentário: Como vimos a técnica de Ritchie tem como finalidade a 
detecção de cistos de protozoários, e ovos de helmintos. Resposta: 
Letra C. 
 
 
o Método de Blagg 
 
Também conhecido como o método MIFC. 
Indicação: Permite a detecção de cistos de protozoários, ovos e 
larvas de helmintos. 
Princípio: Centrífugo-sedimentação. 
Procedimento: Igual do método de Ritchie, trocando o formaldeído 
por MIF. 
 
 
 
 
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o Método Coprotest 
 
Indicação: quantificação de ovos de helmintos, ou seja, é um 
método quantitativo! 
Princípio: concentração em formol acetato de etila. 
Procedimento: é um método comercial, utilizamos através do 
coprotest comercial, logo as instruções são de acordo com o fabricante. 
Mas geralmente segue o seguinte protocolo: homogeneizar o material 
fecal em uma suspenção com 11ml de água. Transferir 7ml da suspensão 
obtida para um tubo de centrífuga, adicionar uma gota de detergente 
doméstico e 3ml de acetato de etila comercial, homogenizar através de 
agitação manual vigorosa, após centrifugar durante 2 minutos a 
1.500rpm. Descartar o sobrenadante e ressuspender o sedimento a 7ml, 
com água destilada e realizar uma nova centrifugação. Ressuspender o 
sedimento a 1ml com água destilada, preparar a lâmina para observação 
e contagem dos ovos ao microscópio. 
 
o Método de Willis 
 
Indicação: Pesquisa de ovos leves (principalmente ancilostomídeos). 
Princípio: Flutuação espontânea. Fundamenta-se na propriedade 
que alguns ovos têm de flutuarem na superfície de uma solução de 
densidade elevada e de aderirem ao vidro. 
Procedimento: Colocar 1 a 2g de fezes em um frasco de Borrel, 
béquer ou cuba e homogeneízar com um pouco de solução saturada de 
Cloreto de Sódio, completar o volume até a borda do frasco. Na borda 
do frasco colocar uma lâmina, a qual deverá estar em contato com o 
líquido. Deixar em repouso por 30 minutos. Ao fim, corar com lugol e 
examinar com objetiva 10x. 
 
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o Método de Faust 
 
Indicação: Pesquisa de cistos e alguns oocistos de protozoários, 
permitindo, também, o encontro de ovos leves. 
Princípio: Centrífugo-flutuação com solução de sulfato de zinco. 
Procedimento: Diluir 2 a 3g de fezes em 20 ml de água e 
homogeneizar. Filtrar em gaze dobrada em quatro e transferir para um 
tubo de Wasserman. Centrifugar por um minuto a 2.500 rpm, e depois 
desprezar o líquido sobrenadante e ressuspender o sedimento em água, 
repetir esse procedimento até que o sobrenadante ficar claro. Desprezar o 
sobrenadante claro e ressuspender o sedimento com uma solução de 
sulfato de zinco a 33%, densidade de 1,18 g/ml. Centrifugar novamente 
por um minuto a 2.500 rpm. Os cistos e os ovos leves presentes estarão 
na superfície do sedimento e com uma alça de platina recolher e colocar 
nem uma lâmina junto com uma gota de Lugol e cobrir com lamínula. O 
material deve ser examinado imediatamente, pois o sulfato de zinco pode 
deformar os cistos e os ovos. 
 
04) (IDECAN- Farmacêutico Bioquímico - Pref. Pancas/ES – 
2014). Qual o exame parasitológico de fezes que precisa utilizar 
uma centrífuga? 
a) Método de Lutz. 
b) Método de Craig. 
c) Método de Willis. 
d) Método de Faust. 
e) Método de BaermamǦMoraes. 
Comentário: Mole né? A técnica de Faust como o nome do próprio 
princípio diz (centrifugo-flutuação), é necessária uma centrífuga para a 
realização. Resposta: Letra D. 
 
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o Método de Baermann-Moraes 
 
Indicação: Pesquisa de larvas Strongyloides stercoralis e de 
anciolostomídeos. 
Princípio: hidrotropismo e termotropismo positivos 
Procedimento: Encher o funil com água aquecida a 40-45 °C. Abrir a 
pinça de Mohr, deixando escorrer uma pequena quantidade de água para 
evitar a formação de bolhas de ar na haste e no tubo de látex. Colocar 8 a 
10 g de fezes sobre gaze dobrada quatro vezes e, se necessário, juntar 
mais água, até que as fezes fiquem submersas. Deixar em repouso 
durante 1 hora. Abrir a pinça novamente e coletar parte do líquido em 
vidro de relógio. Deixar em repouso durante alguns minutos, pois desta 
forma as larvas migrarão para o centro do vidro de relógio. Examinar este 
sedimento entre lâmina e lamínula e lugol com aumento de 20x. As larvas 
que saem do material migram para a água quente; por densidade, se 
depositam no fundo do funil. 
 
 
Imagem 29. Método de Baermann-Moraes. 
 
 
 
 
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05) (VUNESP - Analista em Saúde - Biomédico/ Bioquímico 
- Pref. São José dos Campos/SP- EBSERH – 2015). “A técnica 
do funil de_______ é um método sensível e confiável para a 
recuperação de _______ e de__________ larvas de outros a partir 
de uma amostra de fezes”. Assinale a alternativa que completa, 
correta e respectivamente, as lacunas da frase anterior. 
A) Faust … Schistosoma mansoni … helmintos 
B) Stoll … ancilostomídeos … protozoários 
C) Baermann … Strongyloides … nematoides 
D) Kato-Katz … Enterobius vermiculares … helmintos 
E) Harada-Mori … Ascaris lumbricoides … trofozoítos 
 
Comentário: A técnica de Baermann- Moraes é indicada para a 
pesquisa de Strongyloides stercoralis e de ancilostomídeos. Resposta: 
Letra C. 
 
o Método de Rugai 
 
Indicação: Pesquisa de larvas Strongyloides stercoralis. 
Princípio: Hidrotropismo e termotropismo positivos 
Procedimento: Retirar a tampa do recipiente que acondiciona as fezes 
e envolvê-lo em gazes, fazendo uma pequena “trouxa”. Colocar o material 
assim preparado, com a abertura voltada para baixo,num cálice de 
sedimentação, contendo água aquecida (45ºC), em quantidade suficiente 
para entrar em contato com as fezes. Deixar em repouso por uma hora, 
posteriormente coletar o sedimento no fundo do cálice, com ajuda de uma 
pipeta e transferir para uma lâmina, corar com lugol. 
 
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Imagem 30. Método de Rugai. 
 
 
o Método de Kato-Katz 
 
É um método semi- quantitativo! 
Indicação: Verificar a concentração dos ovos de helmintos 
(principalmente S. mansoni). 
Princípio: Esfregaço espesso de celofane 
Procedimento: Preparar uma solução verde-malaquita (essa solução 
tema a finalidade de conservar as fezes e clarificar as formas 
parasitárias). Cortar o papel celofane semipermeável em pedaços de 
24mm por 30 mm e deixa-los mergulhados na solução verde-malaquita 
por 24h. Assim teremos a lamínula de celofane. 
Colocar a amostra fecal sobre papel absorvente e comprimir a tela 
metálica, fazendo com que parte passe através da malha. Remover os 
excessos que passam pela malha e transferi-los para o centro do cartão 
colocando sobre lâmina. Após, remover com cuidado o cartão deixando as 
fezes em lâmina, cobrir com a lamínula de celofane. Deixar a prepação 
em repouso em temperatura ambiente por 1 a 2 horas e examinar ao 
microscópio. 
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 Cálculo: o número de ovos presentes no material fecal 
(lâmina) multiplicado pelo fator 23 resultará no número de 
ovos por grama de fezes. 
 
 
Imagem 31. Esquema do processamento de amostras pelo método Kato-Katz. 
 
o Método da Fita Gomada 
 
Também chamado de método de Graham. 
Indicação: Pesquisa de ovos de Enterobius vermicularis, Taenia 
saginata e Taenia solium. 
Procedimento: Uma fita adesiva é colocada ao fundo de um tubo de 
ensaio com a parte colante voltada para fora. A prega anal do paciente é 
então aberta e assim é encostando diversas vezes a parte colante naquela 
região perianal. A fita adesiva é então colocada em lâmina e observada 
em microscópio. 
 
 
o Método de Tamisação 
 
Indicação: Pesquisa de helmintos adultos e proglotes de Tênia. 
Procedimento: Emulsionar as fezes com água, coar a emulsão 
através de peneira metálica. Necessário jato de água corrente para 
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realizar esta atividade de coar em pia. São encontrados frequentemente 
na superfície das fezes vermes adultos de helmintos e proglotes de tênia. 
Processos macroscópicos são vantajosos, pois, algumas vezes, são 
encontrados vermes adultos e ausência de ovos. 
 
06) (COPEVE/UFAL - Biomédico - Biomedicina – UNCISAL- 
EBSERH- 2015). A solicitação de um exame parasitológico de 
fezes fará com que, na maioria das vezes, o material seja 
submetido ao método de Lutz, que é o mais simples e barato; 
porém, algumas vezes, é preciso solicitar exames confirmatórios 
que exibam o máximo de sensibilidade. Dadas as afirmativas, 
I. O método de Faust baseia-se na flutuação dos ovos “leves” de 
parasitas em solução salina. 
II. O método de Willis baseia-se na flutuação dos ovos leves de 
parasitas em solução saturada de sulfato de zinco. 
III. O método de Baermann-Moraes permite a detecção de larvas 
vivas estimuladas pelo calor brando. 
IV. O método da tamisação consiste em desmanchar o bolo fecal em 
água e depois passá-lo numa peneira. 
 
Verifica-se que estão corretas 
A) I e II, apenas. B) I e IV, apenas. C) II e III, apenas D) III e 
IV, apenas. E) I, II, III e IV. 
 
Comentário: O método de Faust é baseado na flutuação dos 
parasitas em solução saturada de sulfato de zinco, e o método de Willis 
de flutuação em solução de Cloreto de Sódio. Os itens III e IV estão 
corretos, descrevem exatamente a metodologia usada por cada método, 
Baermann-Moraes por termotropismo e Tamisação através da técnica de 
emulsionar as fezes e peneirar o bolo fecal para a pesquisa dos vermes 
adultos e proglotes de Tenia. Resposta: Letra D. 
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07) (FAFIPA - Serviço de Biomedicina - Pref. Londrina/PR- 
EBSERH – 2015). É correto detectar a presença de formas 
evolutivas de Entamoeba histolytica em fezes humanas na rotina 
laboratorial, por meio dos seguintes métodos: 
A) Faust e Kato. 
B) Faust e sedimentação por centrifugação. 
C) Baermann e hematoxilina férrica. 
D) Kato e hematoxilina férrica. 
E) Faust e Baermann. 
Comentário: Como estudamos, cada método tem uma indicação 
específica, no caso da questão, as opções apresentadas para pesquisa de 
cisto de protozoários – Entamoeba histolytica – são os métodos de Faust 
e sedimentação por centrifugação (método de Ritchie). Vejam que a 
questão não colocou o nome da técnica, colocou a metodologia para você 
realizar a associação. Fique atento! Resposta: Letra B. 
 
 
Imagem 32. Esquema de metodologias indicadas para cada parasita e suas formas 
observadas na pesquisa. 
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 Esfregaços sanguíneos 
 
Dois esfregaços são utilizados: espesso e o estirado. Entretanto, a 
combinação de ambos em uma mesma lâmina pode oferecer melhores 
resultados. Essas preparações são indicadas para as hemoparasitoses. 
 
o Esfregaços estirados 
 
Os esfregaços estirados são geralmente empregados para estudo 
das hemácias, mas também são utilizados para estudo diferencial dos 
diferentes estágios das espécies de Plasmodium. Quando a densidade dos 
parasitas for alta, esses efsregaços não apresentam bons resultados em 
comparação quando a densidade dos parasitas for bixa como os da 
malária. 
 
Procedimento: Colocar em um extremidade da lâmina gota de 
sangue fresco, com extensora, estirara a gota para o lado oposto, fazer 
ângulo de 30 a 45º entra a extensora e o sangue. Dessa maneira as 
células não sendo sobrepostas ou amontoadas. O esfregaço deverá ter no 
mínimo 2 cm de comprimento, ocupando a parte central da lâmina e 
deixando as margens livres. 
 
o Esfregaços espessos (gota espessa) 
 
Os esfregaços espessos são preparações que usam uma 
quantidades relativamente grandes de sangue em peguena áreaa qual é 
desemoglobinada para oferecer melhires resultados ao exame 
microscopico. 
 
Procedimento: Colocar em um extremidade da lâmina 3 a 4 gotas 
de sangue fresco, com a ponta de outra lâmina e com movimentos 
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circulares e contínuos reunir as gotas criando uma área de 2 cm de 
diâmetro. O Resultado final será uma borda fina e um centro espesso. 
Deixar secar a temperatura ambiente e oisteriormente mergulhar em 
água corrente ou solução salina a 0,85%, para que se produza hemólise. 
 
As colorações dos esfregaços podem ser: Giemsa, Field, Leishman, 
ou Wright. 
 
08) (FAFIPA - Serviço de Biomedicina - Pref.Londrina/PR- 
EBSERH – 2015). São exemplos de parasitoses humanas que 
podem ser identificadas no sangue: 
A) Malária e esquistossomose. 
B) Leishmaniose e ascaridíase. 
C) Doença de Chagas e Leishmaniose. 
D) Estrogiloidíase e esquistossomose. 
E) Esquistossomose e Doença de Chagas. 
Comentário: A metodologia de esfregaço de lâmina é indicada para 
detecção dos parasitas T.cruzi, causador da Doença de Chagas, 
Plasmodium spp., causador da Malária e Leishmania spp., causador da 
Leishmaniose que são encontrados no sague dos indivíduos infectados. 
Resposta: Letra C. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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7. Lista de Questões Apresentadas. 
 
 
 
 
01. (IDECAN -Farmacêutico - Bioquímico - Pref. Gonçalves 
Dias/MA – 2011). A teníase e a cisticercose são duas entidades 
mórbidas distintas, causadas pela mesma espécie, porém com fase 
de vida diferente. Como se dá a denominação da larva da Taenia 
solium? 
a) Cysticercus cellulosae 
b) Cysticercus bovis 
c) Cercocisticerco 
d) Microcisticerco 
 
02. (IDECAN- Biomédico - HC -UFPE – Hospital das Clínicas 
da Universidade Federal de Pernambuco – 2014). Uma das 
mais importantes razões para o estudo dos micro-organismos é a 
compreensão das doenças que causam e os meios de controle, para 
isso é importante o conhecimento dos mecanismos de transmissão 
utilizados por eles. 
 
Relacione adequadamente os organismos aos respectivos mecanismos de 
transmissão. 
 
1.Entamoeba histolytica 
2. Espécies de Plasmodium 
3. Ancylostoma duodenale 
4. Strongyloides stercoralis. 
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( ) Mosquito Anopheles. 
( ) Indireto (fecal-oral). 
( ) Penetração direta na pele através do solo contaminado. 
( ) Penetração direta na pele, autoinfecção. 
 
A sequência está correta em: 
A) 2, 1, 4, 3. 
B) 1, 2, 4, 3. 
C) 2, 1, 3, 4. 
D) 1, 4, 3, 2. 
E) 4, 2, 1, 3. 
 
03. (IDECAN -Farmacêutico - Bioquímico - Pref. 
Simonésia/MG - 2016). O método de concentração de Ritchie 
para exames parasitológicos de fezes é utilizado para: 
a) evidenciar ovos leves de helmintos. 
b) fixar protozoários intestinais nas formas cíclicas. 
c) evidenciar cistos de protozoários e ovos de helmintos. 
d) pesquisar larvas de Ancilostomídeos e Strongyloides stercoralis 
através do hidrotropismo. 
Comentário: Como vimos a técnica de Ritchie tem como finalidade a 
detecção de cistos de protozoários, e ovos de helmintos. Resposta: 
Letra C. 
 
4. (IDECAN- Farmacêutico Bioquímico - Pref. Pancas/ES – 2014). 
Qual o exame parasitológico de fezes que precisa utilizar uma centrífuga? 
a) Método de Lutz. 
b) Método de Craig. 
c) Método de Willis. 
d) Método de Faust. 
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e) Método de BaermamǦMoraes. 
 
5. (VUNESP - Analista em Saúde - Biomédico/ Bioquímico - 
Pref. São José dos Campos/SP- EBSERH – 2015). “A técnica do 
funil de_______ é um método sensível e confiável para a 
recuperação de _______ e de__________ larvas de outros a partir 
de uma amostra de fezes”. Assinale a alternativa que completa, 
correta e respectivamente, as lacunas da frase anterior. 
a) Faust… Schistosoma mansoni … helmintos 
b) Stoll … ancilostomídeos … protozoários 
c) Baermann … Strongyloides … nematoides 
d) Kato-Katz … Enterobius vermiculares … helmintos 
e) Harada-Mori … Ascaris lumbricoides … trofozoítos 
 
6. (COPEVE/UFAL - Biomédico - Biomedicina – UNCISAL- 
EBSERH- 2015). A solicitação de um exame parasitológico de 
fezes fará com que, na maioria das vezes, o material seja 
submetido ao método de Lutz, que é o mais simples e barato; 
porém, algumas vezes, é preciso solicitar exames confirmatórios 
que exibam o máximo de sensibilidade. Dadas as afirmativas, 
V. O método de Faust baseia-se na flutuação dos ovos “leves” de 
parasitas em solução salina. 
VI. O método de Willis baseia-se na flutuação dos ovos leves de 
parasitas em solução saturada de sulfato de zinco. 
VII. O método de Baermann-Moraes permite a detecção de larvas 
vivas estimuladas pelo calor brando. 
VIII. O método da tamisação consiste em desmanchar o bolo fecal em 
água e depois passá-lo numa peneira. 
 
Verifica-se que estão corretas 
A) I e II, apenas. B) I e IV, apenas. C) II e III, apenas D) III e 
IV, apenas. E) I, II, III e IV. 
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7. (FAFIPA - Serviço de Biomedicina - Pref. Londrina/PR- 
EBSERH – 2015). É correto detectar a presença de formas 
evolutivas de Entamoeba histolytica em fezes humanas na rotina 
laboratorial, por meio dos seguintes métodos: 
a) Faust e Kato. 
b) Faust e sedimentação por centrifugação. 
c) Baermann e hematoxilina férrica. 
d) Kato e hematoxilina férrica. 
e) Faust e Baermann. 
 
8. (FAFIPA - Serviço de Biomedicina - Pref. Londrina/PR- 
EBSERH – 2015). São exemplos de parasitoses humanas que 
podem ser identificadas no sangue: 
a) Malária e esquistossomose. 
b) Leishmaniose e ascaridíase. 
c) Doença de Chagas e Leishmaniose. 
d) Estrogiloidíase e esquistossomose. 
e) Esquistossomose e Doença de Chagas. 
 
 
 
 
8. GABARITO 
 
 
 
1 2 3 4 5 6 7 8 
A A C D C D B C 
 
 
 
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9. Referências Bibliográficas. 
 
Neves, D. Parasitologia Humana. Atheneu, 2009. 
 
Cinerman, B. Parasitologia Humana. Atheneu, 2000. 
 
Spicer, W. Bacteriologia, Micologia e Parasitologia Clínicas. 
Guanabara, 2000. 
 
De Carli, G. Diagnóstico Laboratorial das Parasitoses Humanas 
Métodos e Técnicas. Medsi, 1994. 
 
 
 
 
 
 
 
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