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Aula 02 Parasitologia p/ EBSERH (Biomédico) Professor: Thaiana Cirqueira 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 1 de 56 AULA 02: Parasitologia SUMÁRIO PÁGINA 1. Helmintos 2 2. Trematoda 2 2.1 Fascíola Hepática 3 2.2 Schistosoma mansoni 6 3. Cestoda 10 3.1 Teníase 10 4. Nematoda 16 4.1 Enterobius vermiculares 16 4.2 Trichuris trichiura 18 4.3 Ascaris lumbricoides 22 4.4 Ancilostomídeos 25 4.5 Strongyloides stercoralis 30 4.6 Filariose 34 5. Coleta da amostra 37 6. Métodos de diagnóstico em parasitologia 38 7. Questões de Concurso 52 8. Gabarito 55 9. Referências Bibliográficas 56 Olá concurseiros! Agora vamos para a nossa segunda aula de parasitologia. Gostaria de pedir uma atenção especial para esta aula, pois o conteúdo dela geralmente é muito cobrado nos concursos. Fiquem atentos, vamos dar início a segunda parte, iniciaremos pelo estudo dos helmintos. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 2 de 56 1. HELMINTOS Helmintos ou vermes são pertencentes ao reino Animalia. Possuem quatro filos, entretanto só dois possuem interesse clínico para medicina humana, os Platelmintos (vermes achatados) e os Nemaltelmintos (vermes cilíndricos). Dentro deles, existem três classes de nosso interesse, que são elas: TREMATODA: achatados - Filo Platelmintos. CESTODA: corpo alongado construído por segmentos, e possuem ventosas. – Filo Platelmintos. NEMATODA: cilíndricos – Filo Nematelmintos. Vamos estudar os principais parasitas que causam patologia no homem dentro destas três classes. Fiquem atentos... esse assunto despenca em prova. Estudem com atenção os ciclos de cada parasita, pois a partir deles que perguntas são feitas em prova. Fiquem atentos também aquelas palavras chaves que deixo grifada para vocês, elas são importantes! Caneta na mão, e vamos ao trabalho! 2. Trematoda São vermes planos em forma de folha. Eles possuem um sugador muscular oral, apresentam um sistema digestivo incompleto, podem apresentar sexos separados, mas alguns se apresentam hermafroditas, ou seja, têm órgãos sexuais masculinos e femininos no mesmo corpo. Uma parte do ciclo de vida de todos os trematodos ocorre fora do corpo humano, e usam como primeiro hospedeiro intermediário o caramujo (ou outro molusco). Os seres humanos são infectados após a ingestão de larvas, entretanto, podem ainda infectar atravessando a pele. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Igor Realce Igor Realce Igor Realce Igor Realce Igor Realce Igor Realce Igor Realce Igor Realce Igor Realce Igor Realce Igor Realce Igor Realce Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 3 de 56 2.1. Fascíola Hepática A fasciolose é um processo inflamatório crônico do fígado e dutos biliares. Parasita o boi, ovelha, cabra, porco e, raramente, o homem. No homem, por não ser o hospedeiro normal do parasito, o número de formas presentes costuma não ser elevado. As lesões causadas por esse parasita são de dois tipos: a) lesões provocadas pela migração de formas imaturas no parênquima hepático; b) lesões ocasionadas pelo verme adulto nas vias biliares. Morfologia: Ovo: O ovo é amarelo, operculado e grande. Verme adulto: O parasito adulto é hermafrodito, tem formato de folha, mede cerca de três centímetros de comprimento por 1,5cm de largura e tem cor castanho-acinzentada. O tegumento apresenta-se coberto por espinhos recorrentes disseminados na porção anterior do helminto. Na extremidade anterior possui uma ventosa oral da qual segue uma faringe curta e dela partem ramos de cada lado até a extremidade posterior. Logo abaixo da ventosa oral está localizada a ventosa ventral ou acetábulo. Junto a esta, nota-se a abertura do poro genital. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 4 de 56 Imagem 1. Fascíola hepática - ovo Imagem 2. Fascíola hepática – verme adulto Ciclo de Vida: Imagem 3. Ciclo de vida Fascíola Hepática. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 5 de 56 É do tipo heteroxênico, uma vez que necessita de hospedeiro intermediário, Lymnaea sp. Os vermes adultos põem ovos operculados que juntamente com a bile, passam para o intestino e são eliminados com as fezes. O ovo entrando em contato com a água e estimulado pela luz solar e libera o miracídio. O muco produzido pelo molusco atrai o miracídio, que nada aleatoriamente na água, e ao perceber o muco se dirige a ele. A vida média do miracídio é de seis horas. Quando penetra no molusco Lymnaea, cada miracídio forma um esporocisto, que dá origem a várias rédias que dão origem as cercárias. Logo que sai do caramujo, nada alguns minutos e depois perde a cauda e com a secreção das glândulas cistogênicas, encista-se, aderindo na vegetação aquática ou indo para o fundo d'água, formando a metacercária (cercária encistada, forma infectante). O homem (ou animal) infecta-se ao beber água ou comer verdura com metacercárias. Estas desencistam-se no intestino delgado, perfuram a parede caem na cavidade peritoneal, perfuram a cápsula hepática e começam a migrar pelo parênquima hepático. Dois meses depois estão nos ductos biliares. Iniciando um novo ciclo com a liberação pela bile. Sintomatologia: Os humanos, como são hospedeiros acidentais, a carga parasitária é bem menor e, consequentemente, as lesões também. Podem aparecer hepatite traumática pela migração do parasita, dores abdominais, alterações nas proteínas séricas e das células sanguíneas, com o aparecimento de anemia. Diagnóstico: Pode ser feita a pesquisa de ovos nas fezes ou na bile (tubagem). Entretanto, como a produção de ovos no homem é pequena, pode haver resultados falso-negativos, mesmo com a presença do parasito. O diagnóstico sorológico oferece maior segurança, apesar de não possuir sensibilidade muito elevada. Os métodos sorológicos mais 26274965572 26274965572 - roger mendonça Igor Realce Igor Realce Igor Realce Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 6 de 56 indicados são: intradermorreação, imunofluorescência, reação de fixação do complemento e ELISA. Prevenção: Cuidados com a ingestão de água e alimentos contaminados com metacercárias. Esta patologia está muito ligada à ingestão de agrião contaminado! Cuidado com os animais e destruição dos caramujos também são formas de prevenção. Tratamento: Albendazol, Bithionol, Deidroemetina. 2.2 Schistosoma mansoni Schistosoma mansoni é parasita causador da esquistossomose, conhecida popularmente no Brasil como “xistose”, “doença do caramujo”, “barriga-d’água”. É uma doença que tem como seu hospedeiro intermediário o caramujo, Biomphalaria. Na fase parasitária, o esquistossomo vive geralmente nas veias que ligam o intestino ao fígado das pessoas. A presença desses vermes e de uma grande quantidade de ovos podem provocarum rompimento dessas veias. Além disso, ocorre um aumento no volume abdominal devido ao crescimento desproporcional do fígado e do baço, causado pelo vazamento de plasma através das veias rompidas. Por isso, a esquistossomose é também conhecida como barriga-d'água. Morfologia: Ovo: Mede cerca de 50µm de comprimento por 60 de largura, sem opérculo, com um formato oval, e na parte mais larga apresenta um epísculo voltado para trás. O que caracteriza o ovo maduro é a presença de um miracídio visível pela transparência da casca. O ovo é a forma usualmente encontrada nas fezes. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Igor Realce Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 7 de 56 Imagem 4. S. mansoni – Ovo espículado Cercaria: As cercarias apresentam comprimento total de 500µm, cauda bifurcada. Duas ventosas estão presentes. A ventosa oral apresenta as terminações das chamadas glândulas de penetração: quatro pares pré-acetabulares e quatro pares pós-acetabulares, e abertura que se conecta com o chamado intestino primitivo, primórdio do sistema digestivo. A ventosa ventral, ou acetábulo, é maior e possui musculatura mais desenvolvida. Imagem 5. S. mansoni – Cercaria Verme Adulto: Possuem sexos separados. A fêmea mede cerca de 1,5 cm de comprimento e o macho cerca de 1 cm. O macho possui um canal onde a fêmea se abriga na época da reprodução, chamado canal ginecóforo. Possui ventosa oral, acetábulo. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 8 de 56 Imagem 6. S. mansoni – Verme Adulto Ciclo de vida: Imagem 7. Ciclo de vida do Schistosoma mansoni. O Schistosoma mansoni, ao atingir a fase adulta de seu ciclo biológico no sistema vascular do homem e de outros mamíferos, alcança as veias mesentéricas, principalmente a veia mesentérica inferior, migrando contra a corrente circulatória; fêmeas fazem a postura no nível da submucosa. Os ovos colocados pelas fêmeas nos tecidos levam cerca de uma semana para tornarem-se maduros (miracídio formado). Os ovos que conseguirem chegar à luz intestinal vão para o exterior junto com o bolo fecal e têm uma expectativa de vida de 24 horas (fezes líquidas) a cinco dias (fezes sólidas). Alcançando a água, os ovos liberam 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 9 de 56 o miracídio, estimulado pelos seguintes fatores: temperaturas mais altas, luz intensa e oxigenação da água. A capacidade de penetração restringe-se a cerca de oito horas após a eclosão. Após a penetração ocorrem várias alterações em um período de 48 horas, assim o miracídio transforma-se em esporocisto. Ocorre uma série de transformações até o esporocisto se transformar em cercaria, quando isso acontece, para a cercaria ser liberada do caramujo, há a necessidade de uma série de estímulos externos, como luminosidade e temperatura. Após liberadas, as cercarias podem viver por 36 a 48 horas, sua maior atividade infecciosa ocorre nas primeiras oito horas de vida. As cercarias são capazes de penetrar na pele e nas mucosas do homem. A cercaria após a penetração perde a cauda, e entram no sistema sanguíneo por invasão de veia, atingindo os pulmões, que posteriormente dirigem-se para o sistema porta hepático. Neste local, se alimentam e se desenvolvem transformando-se em machos e fêmeas após cerca de 28 dias de penetração. Daí migram acasalados para o território da veia mesentérica inferior, onde farão ovoposição. Os ovos são depositados nos tecidos em torno de 35 dias de infecção (imaturos ainda) e a formação do miracídio (ovo maduro) demanda seis dias. Os primeiros ovos são vistos nas fezes cerca de 42 dias após a infecção do hospedeiro. Sintomatologia: O parasitismo pelo S. mansoni pode apresentar-se assintomático. Porém, quando sintomático na fase aguda da doença pode apresentar dermatite urticariforme, pápulas eritematosas, e prurido (devido a penetração da cercaria pela pele). Com cerca de 3 a 7 semanas de exposição pode surgir febre, anorexia, dor abdominal, mal-estar, cefaleia, diarreia, fezes mucosanguinolentas, náuseas, vômitos, tosse seca e hepatomegalia. Os ovos são os elementos fundamentais da patogenia da esquistossomose, pois em grande número, principalmente na parede do intestino, podem provocar hemorragias e áreas de necrose, levando a 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 10 de 56 uma enterocolite aguda. No fígado e em outros órgãos, os ovos causam a formação de granulomas. A fase crônica apresenta três formas clínicas: forma intestinal, hepatointestinal e hepatoesplênica compensada e descompensada. As complicações da doença se caracterizam por fibrose hepática, hipertensão portal, ascite, insuficiência hepática severa, hemorragia digestiva, comprometimento do sistema nervoso central e de outros órgãos. Transmissão: A infecção pelo S. mansoni ocorre pela penetração ativa das cercarias na pele e mucosa do homem. Diagnóstico: Pesquisa de ovos do parasito através do Exame Parasitológico de Fezes. Outros métodos que podem ser utilizados são: biópsia retal, eclosão de miracídios, métodos imunológicos e PCR. 3. Cestoda A classe Cestoda compreende um interessante grupo de parasitos, hermafroditas, de tamanhos variados, encontrados em animais vertebrados. Apresentam o corpo achatado dorsoventralmente, são providos de órgãos de adesão na extremidade mais estreita, a anterior, sem cavidade geral, e sem sistema digestório. Os cestódeos mais frequentemente encontrados parasitando os humanos pertencem à família Taenidae, na qual são destacadas Taenia solium e T. saginata. 3.1 Teníase Essas espécies, popularmente conhecidas como solitárias, são responsáveis pelo complexo teníase-cisticercose. O complexo teníase- cisticercose constitui um sério problema de saúde pública em países onde existem precárias condições sanitárias, socioeconômicas e culturais, que contribuem para a transmissão. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 11 de 56 Didaticamente, a teníase e a cisticercose são duas entidades mórbidas distintas, causadas pela mesma espécie, porém com fase de vida diferente. A teníase é uma alteração provocada pela presença da forma adulta da Taenia solium ou da Taenia saginata no intestino delgado do hospedeiro definitivo, os humanos. Já a cisticercose (vulgarmente denominada canjiquinha) é a alteração provocada pela presença de formas larvárias da Taenia solium, denominada Cysticercus cellulosae, nos tecidos de hospedeiros intermediários normais, respectivamente suínos e bovinos. Na cisticercose humana, o homem está como hospedeiro intermediário anômalo. Morfologia: Verme Adulto: A T. saginata e T. solium apresentam corpo achatado, dorsoventralmente em forma de fita, dividido em escólex ou cabeça, colo ou pescoço e estróbilo ou corpo. São de cor branca leitosa com a extremidade anterior bastante afilada de difícil visualização. Dentro do estróbilo observa-se a formação de alguns segmentos, chamadosproglotes, dentro encontramos os órgãos, inclusive os genitais feminino e masculino, sendo assim as tênias são hermafroditas. As proglotes são subdivididas em jovens (órgãos genitais imaturos), maduras (órgãos genitais maduros) e grávidas (fecundada). Ovo: Esféricos, morfologicamente indistinguíveis, medindo cerca de 30mm de diâmetro. São constituídos por uma casca protetora, embrióforo. Internamente, encontra-se o embrião hexacanto ou oncosfera. Cisticerco: O cisticerco da T. solium é constituído de uma vesícula translúcida com líquido claro, contendo invaginado no seu interior um 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 12 de 56 escólex com quatro ventosas, rostelo e colo. O cisticerco da T. saginata apresenta a mesma morfologia diferindo apenas pela ausência do rostelo. Estas larvas podem atingir até 12mm de comprimento, após quatro meses de infecção. No sistema nervoso central humano, o cisticerco pode se manter viável por vários anos. Durante este tempo, observam-se modificações anatômicas e fisiológicas até a completa calcificação da larva. Habitat: Tanto a T. solium como a T. saginata, na fase adulta ou reprodutiva, vivem no intestino delgado humano; já o cisticerco da T. solium é encontrado no tecido subcutâneo, muscular, cardíaco, cerebral e no olho de suínos e acidentalmente em humanos e cães. O cisticerco da T. saginata é encontrado nos tecidos dos bovinos. Ciclo de vida: Imagem 8. Ciclo de vida da Tênia. Os humanos parasitados eliminam as proglotes grávidas cheias de ovos para o exterior. Estas proglotes se rompem no solo liberando os ovos. Um hospedeiro intermediário próprio (suíno para T. solium e bovino para T. saginata) ingere os ovos. Dentro do corpo o 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 13 de 56 embrióforo libera as oncosferas. Em seguida estes, penetram nas vênulas e atingem as veias e os linfáticos mesentéricos. Através da corrente circulatória, são transportadas por via sanguínea a todos os órgãos e tecidos do organismo até atingirem o local de implantação por bloqueio do capilar. Posteriormente, atravessam a parede do vaso, instalando-se nos tecidos vizinhos. As oncosferas desenvolvem-se para cisticercos em qualquer tecido mole. A oncosfera transforma-se em um pequeno cisticerco delgado e translúcido, que começa a crescer atingindo ao final de quatro ou cinco meses de infecção 12mm de comprimento. Permanecem viáveis nos músculos por alguns meses e o cisticerco da T. solium, no SNC, alguns anos. A infecção humana ocorre pela ingestão de carne crua ou malcozida de porco ou de boi infectado. O cisticerco ingerido sofre a ação do suco gástrico, envagina-se e fixa-se, através do escólex, na mucosa do intestino delgado, transformando- se em uma tênia adulta, que pode atingir até oito metros em alguns meses. Três meses após a ingestão do cisticerco, inicia-se a eliminação de proglotes grávidas. Transmissão: Teníase: O hospedeiro definitivo (humanos) infecta-se ao ingerir carne suína ou bovina, crua ou malcozida infetada. Cisticercose: É adquirida pela ingestão acidental de ovos viáveis da T. solium que foram eliminados nas fezes de portadores do parasita. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Igor Realce Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 14 de 56 Somente a T. solium é capaz de causar a cisticercose humana! Sintomatologia: Teníase: Devido ao longo período em que a T. solium ou T. saginata parasitam o homem, elas podem causar fenômenos tóxicos alérgicos, através de substâncias excretadas, provocar hemorragias através da fixação na mucosa, e inflamação. Tonturas, astenia, apetite excessivo, náuseas, vômitos, alargamento do abdômen, dores de vários graus de intensidade em diferentes regiões do abdômen e perda de peso são alguns dos sintomas observados, assim como obstrução intestinal pelas proglotes. Cisticercose: a cisticercose humana é responsável por graves alterações nos tecidos, e grande variedade de manifestações. E uma doença pleomórfica pela possibilidade de alojar-se o cisticerco em diversas partes do organismo. A cisticercose cardíaca pode resultar em palpitações e ruídos anormais ou dispnéia quando os cisticercos se instalam nas válvulas. A cisticercose ocular pode levar a catarata. Na neurocisticerose pode ocorrer: crises epilépticas, síndrome de hipertensão intracraniana, cefaléias, meningite cisticercótica, distúrbios psíquicos, forma apoplética ou endartentica e síndrome medular. Diagnóstico: É feito pela pesquisa de proglotes e, mais raramente, de ovos de tênia nas fezes pelos métodos rotineiros ou pelo método de Graham. Para o diagnóstico específico, há necessidade de se fazer o método de tamização. Sorologicamente, pode se fazer o ELISA de captura com anti-soro policlonais formados tanto contra a larva como contra os 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 15 de 56 produtos excretados-secretados, é considerado um método simples e sensível. Pesquisa de imunoglobulinas no soro e no líquor, e diagnóstico por imagem através da Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética também podem ser utilizados. Prevenção: Medidas de saneamento básico, cuidados de higiene com os animais (boi e porco), cuidado no cozimento das carnes. Tratamento: Niclosamida ou o praziquantel para teníase. Já para a cisticersose tratamento com eficácia ainda está em estudo. 01) (IDECAN -Farmacêutico - Bioquímico - Pref. Gonçalves Dias/MA – 2011). A teníase e a cisticercose são duas entidades mórbidas distintas, causadas pela mesma espécie, porém com fase de vida diferente. Como se dá a denominação da larva da Taenia solium? A) Cysticercus cellulosae B) Cysticercus bovis C) Cercocisticerco D) Microcisticerco Comentário: A cisticercose é a alteração provocada pela presença de formas larvária da Taenia solium, denominada Cysticercus cellulosae. Resposta: Letra A. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Igor Realce Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 16 de 56 4. Nematoda Dentro deste grupo são encontrados representantes com os mais diversos tipos de vida e hábitat. São em geral, vermes com simetria bilateral, sem segmentação verdadeira, cilíndricos, alongados, tamanho variável, tubo digestivo completo, com abertura anal ou cloacal terminal ou próxima da extremidade posterior; sexos, em geral, separados, sendo o macho menor que a fêmea, possui corpo revestido por cutícula acelular, lisa ou com estriações. 4.1 Enterobius vermiculares Enterobíase também conhecida como oxiúro, é causada pelo helminto intestinal Enterobius vermiculares. A enterobíase é uma parasitose muito comum. Acometendo mais crianças em idade escolar. Morfologia: Verme adulto: O E. vermicularis apresenta uma fêmea e um macho na sua fase adulta. Possuem uma cor branca, filiformes. Na extremidade anterior, lateralmente a boca notam-se expansões vesiculosas muito típicas, chamadas "asas cefálicas".A boca é pequena, seguida de um esôfago também típico: é claviforme, terminando em um bulbo cardíaco. Imagem 9. Enterobius vermiculares – verme adulto fêmea – asas cefálicas. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 17 de 56 Ovo: Mede cerca de 50pn de comprimento por 20pm de largura. Apresenta o aspecto grosseiro de um D, pois um dos lados é sensivelmente achatado e o outro é convexo. Possui membrana dupla, lisa e transparente. No momento em que sai da fêmea, já apresenta no seu interior uma larva. Imagem 10. Enterobius vermiculares – ovo Ciclo de Vida: Imagem 11. Ciclo de vida Enterobius vermiculares. É do tipo monoxênico. Após o acasalamento, os machos são eliminados com as fezes e morrem. Já as fêmeas, repletas de ovos, se desprendem do ceco e dirigem-se para o ânus (principalmente à 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 18 de 56 noite). Os ovos eliminados, já embrionados, se tomam infectantes em poucas horas e são ingeridos pelo hospedeiro. No intestino delgado, as larvas rabditóides eclodem e sofrem duas mudas no trajeto intestinal até o ceco. Chegando, transformam-se em vermes adultos. Um a dois meses depois as fêmeas são encontradas na região perianal. Não havendo reinfecção, o parasitismo extingue-se o ciclo. Sintomatologia: As infecções brandas são assintomáticas. A sintomatologia ocorre quando as fêmeas causam irritação na região perianal, podendo causar prurido (prurido anal). Diagnóstico: Através do exame de fita gomada, também chamado Graham. Transmissão: Ocorre através do contato entre pessoas, ou com fômites contaminados e às vezes pela inalação de poeira contaminada por ovos. Prevenção: Higiene pessoal, tratamento familiar, cuidado na lavagem de roupas e aspiração de poeira. Tratamento: Pomada de pitantel ou mebendazol. 4.2 Trichuris trichiura A tricuríase é uma verminose causada pelo parasito Trichuris trichiura, um nematódeo de aproximadamente 4 cm de comprimento, que habita o intestino grosso dos indivíduos infectados. Morfologia: Ovo: Os ovos de Trichuris trichiura têm coloração marrom e medem de 50 a 55 µm de comprimento por 22 a 25 µm. Apresentam forma 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 19 de 56 de barril por possuírem dois tampões lipídicos nas extremidades. A casca mostra três camadas uma externa que dá a coloração, uma intermediária quinosa e uma interna vitlínea a qual fornece resistência. Imagem 12. Trichuris trichiura- ovo. Verme adulto: Os vermes adultos medem cerca de 3 a 5cm de tamanho, sendo o macho pouco menor que a fêmea; tem cor branca ou rósea e em ambos os sexos, a parte anterior do corpo é afilada e mais longa que a posterior, que é mais larga. O macho apresenta a extremidade posterior enrolada ventralmente em espiral. Assemelham-se com um chicote (cauda) com um cabo (corpo). 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 20 de 56 Imagem 13. Trichuris trichiura- verme adulto. Ciclo de vida: Imagem 14. Ciclo de vida Trichuris trichiura. Ciclo monoxênico. Indivíduo infectado libera milhares de ovos do parasita na evacuação. As fezes entram em contato com o solo, aonde os ovos encontram um local propício para amadurecer. Após cerca de 2 ou 3 semanas, os ovos passam a conter um embrião do verme capaz de infectar quem o consumir. A ingestão de ovos que foram eliminados 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 21 de 56 recentemente nas fezes não é capaz de contaminar outras pessoas, pois o embrião no seu interior precisa deste tempo de 2 semanas de amadurecimento no solo para poder completar o seu ciclo de vida. Uma vez ingeridos, os ovos do parasito conseguem atravessar o estômago e eclodem ao chegar ao intestino delgado, liberando as larvas do verme. Após se tornarem vermes adultos e migrarem para o intestino grosso, a fêmea do parasito é capaz de colocar mais de 20 mil ovos por dia, que serão eliminados pelas fezes, dando início a um novo ciclo. Sintomatologia: As maiorias dos pacientes não apresentam sintomatologia. Quando há, os sintomas mais comuns são de diarreia crônica, que pode ou não vir acompanhada de muco ou sangue misturado às fezes, distensão abdominal, enjoos, perda de peso, flatulência e anemia. Um sinal físico comum é o alargamento da ponta dos dedos e da unha. Outro sinal típico, geralmente presente em crianças com contaminação maciça, é o prolapso retal, uma protusão de parte do reto através do ânus. Nestes casos, é comum conseguirmos ver vermes aderidos à mucosa do reto que está exteriorizado. Diagnóstico: através de exame parasitológico de fezes que irá pesquisar a presença de ovos. Transmissão: Um indivíduo se contamina com o Trichuris trichiura quando ingere acidentalmente ovos do parasita contidos em alimentos, água ou no solo. Prevenção: Higiene pessoal e cuidado com a higiene dos alimentos ingeridos. Tratamento: Mebendazol. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 22 de 56 4.3 Ascaris lumbricoides Na família Ascarididae, subfamília Ascaridinae, são encontradas espécies de grande importância clínica representadas principalmente pelo Ascaris lumbricoides, que parasitam o intestino delgado de humanos e suínos. Este parasita causa a Ascaridíase, verminose intestinal humana mais disseminada no mundo. Morfologia: Ovo: Originalmente são brancos e adquirem cor castanha devido ao contato com as fezes. São grandes, com cerca de 50 pm de diâmetro, ovais e com cápsula espessa, em razão da membrana externa mamilonada. Imagem 15. Ascaris lumbricoides – ovo Verme adulto: As formas adultas são longas, robustas, cilíndricas e apresentam as extremidades afiladas. Possuem machos e fêmeas, sendo as fêmeas um pouco maior. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 23 de 56 Imagem 16. Ascaris lumbricoides – verme adulto Habitat: Em infecções moderadas, os vermes adultos são encontrados no intestino delgado, principalmente no jejuno e íleo, mas, em infecções intensas, estes podem ocupar toda a extensão do intestino delgado. Ciclo de Vida: Imagem 17. Ciclo de vida Ascaris lumbricoides. É do tipo monoxênico. A contaminação ocorre por ingestão de ovos de A. lumbricoides. Chegando ao intestino delgado, cada ovo se rompe liberando uma larva. Cada larva penetra no revestimento intestinal e cai na corrente sanguínea, atingindo fígado, coração e pulmões, onde sofre 26274965572 26274965572 - roger mendonçaParasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 24 de 56 algumas mudanças de cutícula e aumenta de tamanho. Permanece nos alvéolos pulmonares podendo causar sintomas semelhantes ao da pneumonia. Ao abandonar os alvéolos passam para os brônquios, traqueia, laringe e faringe (onde provocam tosse com o movimento que executam). Em seguida, são deglutidas (depois do movimento da tosse) e atingem o intestino delgado, onde crescem e se transformam em vermes adultos. Após o acasalamento, a fêmea inicia a liberação dos ovos. Cerca de 15.000 por dia. Os ovos são eliminados com as fezes. Todo esse ciclo dura cerca de 2 meses. Dentro de cada ovo, dotado de casca protetora, ocorre o desenvolvimento de um embrião que, após algum tempo, origina uma larva infectante. Ovos contidos nas fezes contaminam a água de consumo e os alimentos utilizados pelo homem. Sintomatologia: A maioria das infecções é assintomática. Em várias situações podem surgir sintomas dependendo do órgão atingido. A ascaridíase pode causar dor abdominal, diarreia, náuseas e falta de apetite. Quando há um grande número de vermes pode haver quadro de obstrução intestinal. A larva pode contaminar as vias respiratórias, fazendo o indivíduo apresentar tosse, catarro com sangue ou até crise de asma. Se as larvas obstruírem o colédoco pode haver icterícia obstrutiva. Diagnóstico: Através do Exame Parasitológico de fezes, EPF, onde se encontram os ovos do parasita, geralmente utiliza-se o método de sedimentação espontânea, entretanto, o método de Kato-Katz é bastante eficiente e recomendado pela Organização Mundial de Saúde para inquéritos epidemiológicos. Prevenção: Condições de higiene e saneamento básico, cuidados com os alimentos e água. Tratamento: Albendazol, mebendazol. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 25 de 56 4.4 Ancilostomídeos A família dos ancilostomídeos é uma das mais importantes famílias de Nematoda. A infecção pelos parasitas desencadeia um processo patológico crônico, mas que em alguns casos pode resultar até em morte. Doença conhecida como ancilostomose, ancilostomíase ou amarelão. Existem mais de 100 espécies descritas, mas apenas três são agentes etiológicos das ancilostomoses humanas: Ancylostoma duodenale, Necator americanus e Ancylostoma ceylanicum, sendo este último menos comum em humanos. Ovos: Os ovos dos helmintos causadores da ancilostomíase possuem forma ovalada, casca fina e transparente e um espaço largo e claro entre a casca e o conteúdo dos ovos. Larvas: As larvas rabditóide apresentam bulbo esofageano (esôfago do tipo rabditóide) e vestibulo bucal longo. Já as larvas filarióide apresentam esôfago cilíndrico (do tipo filarióide) e cauda pontiaguda. Vermes Adultos: Os vermes adultos alcançam aproximadamente um centímetro de comprimento sendo que as fêmeas são um pouco maiores que os machos. Possuem o corpo cilíndrico, rígido, somente afilado nas extremidades. Os machos apresentam na extremidade posterior uma expansão chamada de bolsa copuladora. Na porção anterior encontramos a cápsula bucal, que permite a distinção entre os dois parasitas. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 26 de 56 Imagem 18. Ovo de ancilostomídeo Imagem 19. Larva de ancilostomídeo Imagem 20. Ancylostoma duodenales Imagem 21. Necator americanos Ciclo de vida: Imagem 22. Ciclo de ancilostomídeo. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 27 de 56 Ciclo monoxênico. Possui duas fases bem definidas, a primeira que se desenvolve no meio exterior, é de vida livre, e a segunda, que se desenvolve no hospedeiro definitivo, obrigatoriamente de vida parasitária. Os ovos dos ancilostomídeos depositados pelas fêmeas no intestino delgado do hospedeiro são eliminadas pelas fezes. No meio exterior, os ovos necessitam de um ambiente propício, precisam principalmente de boa oxigenação, alta umidade e temperatura elevada. São condições indispensáveis para que se processe a embrionia, formação da larva de primeiro estádio (L1), do tipo rabditoide, dentro do ovo, após sua eclosão e com o contato com o meio ambiente ocorre outra transformação, larva de segundo estádio (L2), também rabditoide, havendo mais uma transformação no meio externo ela se transforma em larva de terceiro estádio (L3), larva filarióide, denominada larva infectante. A infecção para o homem ocorre quando a filarióide penetra ativamente, através da pele, conjuntiva e mucosas, ou passivamente por via oral. Da pele, as larvas alcançam a circulação sanguínea e/ou linfática, e chegam ao coração, indo pelas artérias pulmonares, para os pulmões. Atingindo os alvéolos, as larvas migram para os bronquíolos, dos brônquios atingem a traqueia, faringe e laringe quando, então, são ingeridas, alcançando o intestino delgado, seu hábitat final. Durante a migração pelos pulmões, ocorre mudanças transformando-se em larva do quarto estádio (L4), ocorre a transformação em larva do quinto estádio (L5) quando chegam no intestino delgado, a larva começa a exercer o parasitismo hematófago, fixando a cápsula bucal na mucosa do duodeno, posteriormente há a mutação para vermes adultos. Os espécimes adultos, exercendo o hematofagismo, iniciam a cópula, seguida de postura. Quando a penetração das L3 acontece por via oral, principalmente através de ingestão de alimentos ou água, as larvas chegam ao estômago e migram para o intestino delgado. A altura do duodeno, as larvas penetram na mucosa, atingindo as células de Lieberkühn, onde mudam para L4. Em seguida, as larvas voltam a luz do intestino, se fixam a 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 28 de 56 mucosa e iniciam o repasto sanguíneo, devendo depois mudar para L5, com a diferenciação posterior para adultos, a cópula tem início e os ovos. Sintomatologia: Hipersensibilidade com irritação local, prurido, edema (devido à penetração do verme através da pele). Presença de focos hemorrágicos pulmonares (onde as larvas perfuram as paredes alveolares), edema e presença de líquido na luz alveolar. O indivíduo apresenta um quadro semelhante à pneumonia, com tosse, febre. Hemorragias intestinais (devido às dilacerações da mucosa intestinal), anemias, cólicas abdominais. Transmissão: Penetração ativa das larvas filarióides infestantes na pele ou mucosas, principalmente nas regiões dos pés, pernas, nádegas e mãos, como também pela ingestão das larvas junto com os alimentos. Prevenção: Melhores condições de saneamento básico, utilizar calçados, cuidados e higienização dos alimentos, e higienização pessoal. Diagnóstico: pesquisa de ovos nas fezes, através dos métodos de sedimentação espontânea, método de Willis, entre outros. Ou pesquisa de larvas, utilizando os métodos de Baermann- Moraes ou método de Rugai. Tratamento: Atualmente, o uso de vermífugos a base de pirimidinas (pamoato de pirantel) e de benzimidazóis (mebendazole albendazol) têm sido os mais indicados. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 29 de 56 LARVA MIGRANS CUTÂNEA – BICHO GEOGRÁFICO A. braziliense é o agente causador da Larva Migrans Cutânea, conhecida como bicho geográfico. Parasitam cães e gatos, porém podem parasitar o homem acidentalmente. A contaminação do homem se dá quando há um contato da pele com o solo contaminado por larvas, habitualmente, quando andamos descalços sobre terreno arenoso. Praias, principalmente aquelas onde há fezes de cães e gatos na areia, são locais propícios para conterem larvas de helmintos. As larvas 3º estágio conseguem penetrar a camada mais superficial da pele humana, mas não conseguem atravessar as camadas subjacentes. Sem conseguir invadir mais profundamente, os vermes passam se movimentar ao acaso por baixo da pele, formando um pequeno túnel que dá origem a desenhos na pele, parecendo um mapa, daí o nome popular de bicho geográfico. Outros vermes podem causar também esta patologia: Dirofilaria immitis, Angiostrongylus, Gnathstoma e o Anisakis spp. Mas o mais comum é o A. braziliense. Imagem 23. Paciente com Larva Migrans Cutânea. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Igor Realce Igor Realce Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 30 de 56 4.5 Strongyloides stercoralis A estrongiloidíase é uma verminose causada pelo nematoide Strongyloides stercoralis. Costuma habitar o intestino delgado dos indivíduos infectados e, na maioria dos pacientes com sistema imunológico sadio, não provoca sintomas relevantes. Morfologia: Ovo: São elípticos, de parede fina e transparente, praticamente idênticos aos dos ancilostomídeos. Excepcionalmente, os ovos podem ser observados nas fezes de indivíduos com diarreia grave ou após utilização de laxantes. Larva rabditoide: mede aproximadamente 0,25 mm, possui esôfago rabtitóide, vestíbulo bucal curto e primórdio genital visível. A larva filarióide: mede cerca de 0,5 mm e contém esôfago cilíndrico que se estende quase até a metade do corpo da larva. Possui vestíbulo bucal e a cauda termina como uma pequena bifurcação. Não possuem bainha. Verme adulto: O macho e a fêmea possuem boca com três pequenos lábios, esôfago do tipo rabditóide e vestíbulo bucal curto. A fêmea é maior (1,5 mm) e possui extremidade posterior delgada e voltada ventralmente, apresentando duas espículas pequenas. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Igor Realce Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 31 de 56 Imagem 24. S. stercoralis – larva rabditóide Imagem 25. S. stercoralis – larva filarióide Ciclo e vida: Imagem 26. Ciclo de vida S. stercoralis. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 32 de 56 A infecção humana ocorre quando há penetração da pele por larvas filarióides de Strongyloides stercoralis, geralmente por contato direto com o solo contaminado por fezes humanas. Além da invasão da pele, a estrogiloidíase também pode ser adquirida pela via oral. Após a penetração na pele, atingem o sistema circulatório chegando aos pulmões. Uma vez nos pulmões, elas migram em direção à parte superior das vias aéreas, sendo inconscientemente engolidas ao chegarem próximos à faringe, caindo no sistema gastrointestinal. Quando chegam ao intestino delgado, as larvas amadurecem e evoluem exclusivamente para a forma de fêmeas adultas. Cada fêmea produz ovos e assim, liberando novas larvas rabditóides ainda dentro dos intestinos. As novas larvas são excretadas juntos com as fezes, reiniciando o ciclo de transmissão do verme. As larvas rabtidóides lançadas ao ambiente junto com as fezes podem contaminar outras pessoas ou evoluir para vida adulta no meio ambiente, desta vez, tornando-se macho ou fêmea. Sintomatologia: A maioria dos pacientes infectados pelo Strongyloides stercoralis não apresentam sintomas relevantes. Quando há sintomas, o quadro mais comum é de dor abdominal, que pode ou não vir acompanhada de vômitos, enjoos, diarreia ou perda de apetite. Lesões na pele no local da penetração das larvas também são um achado comum, assim como o prurido. Sintomas respiratórios ocorrem em cerca de 10% dos pacientes, como tosse, garganta irritada, falta de ar, febre e até expectoração sanguinolenta são alguns dos sintomas possíveis, quadros semelhantes à asma ou pneumonia também podem ocorrer. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 33 de 56 Diagnóstico: O diagnóstico da estrongiloidíase é feito através do exame parasitológico de fezes, geralmente são usados os métodos de enriquecimento Rugai e Baermann - Moraes. Prevenção: Usar sempre calçados, praticar a higiene pessoal como lavar as mãos corretamente e cuidados de higiene com os alimentos. Tratamento: O de primeira escolha é o Ivermectina, podendo também ser utilizado o Cambendazol, Albendazol e Tiabendazol. 02) (IDECAN- Biomédico - HC -UFPE – Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco – 2014). Uma das mais importantes razões para o estudo dos micro-organismos é a compreensão das doenças que causam e os meios de controle, para isso é importante o conhecimento dos mecanismos de transmissão utilizados por eles. Relacione adequadamente os organismos aos respectivos mecanismos de transmissão. 1. Entamoeba histolytica 2. Espécies de Plasmodium 3. Ancylostoma duodenale 4. Strongyloides stercoralis. ( ) Mosquito Anopheles. ( ) Indireto (fecal-oral). ( ) Penetração direta na pele através do solo contaminado. ( ) Penetração direta na pele, autoinfecção. A sequência está correta em: A) 2, 1, 4, 3. B) 1, 2, 4, 3. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 34 de 56 C) 2, 1, 3, 4. D) 1, 4, 3, 2. E) 4, 2, 1, 3. Comentário: Esta é uma questão que avalia o seu conhecimento de forma ampla na parasitologia, entretanto como já estudamos todos esses parasitas ficará fácil responder. A transmissão pela E. histolytica ocorre pela ingestão de alimentos contaminados, o parasita causador da malária (Plasmodium spp.) tem como vetor de transmissão o mosquito Anopheles, Ancylostoma duodenale através de infecção na pele, e Strongyloides stercoralis a transmissão ocorre quando indivíduo pisa em solo contaminado descalço sendo a porta de acesso para o parasita entrar pela pele. Resposta: Letra A. 4.6 Filariose A filariose ou elefantiase é a doença causada pelo parasita nemátodes Wuchereria bancrofti. Ele se aloja nos vasos linfáticos causando linfedema. Esta doença é também conhecida como elefantíase, devido ao aspecto de perna de elefante do paciente com esta doença. Tem como transmissor os mosquitos dos gêneros geralmente Culex. Quando o nematódeo obstrui o vaso linfático, o edema é irreversível, por isso a importância da prevenção com mosquiteirose repelentes, além de evitar o acúmulo de águas paradas em pneus velhos, latas, potes e outros. Morfologia: Verme adulto: Corpo delgado e branco-leitoso. Mede de 3,5 a 4 cm. Extremidade anterior afilada e posterior enrolada ventralmente. As fêmeas são maiores que os machos e possuem órgãos genitais duplos, com execssão da vagina que se exterioriza. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Igor Realce Igor Realce Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 35 de 56 Microfilária. Esta forma também é conhecida como embrião. A fêmea grávida faz a postura de microfilárias, que possuem uma membrana extremamente delicada e que funciona como uma ‘bainha flexível’. Larvas: São encontradas no inseto vetor. Imagem 27. W. bancrofti – Microfilária Ciclo de vida: Imagem 28. Ciclo de vida W. bancrofti. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 36 de 56 É do tipo heteroxênico. A fêmea do Culex ao exercer o hematofagismo em pessoas parasitadas, ingere microfilárias que no estômago do mosquito, após poucas horas, perdem a bainha, atravessam a parede do estômago do inseto, caem na cavidade geral e migram para o tórax, onde se alojam nos músculos torácicos e transformam-se em uma larva L1. Após alguns dias ocorre a primeira muda e se transforma em L2, ocorre outra muda e se transforma em L3, esta migra até o aparelho picador do inseto. O inseto durante a picada libera as larvas L3, que penetram na pele do hospedeiro, migram para os vasos linfáticos, tornam-se vermes adultos e, sete a oito meses depois, as fêmeas grávidas produzem as primeiras microfilárias. Sintomas: Muitas vezes apresentam a forma assintomática da doença, embora apresentem microfilárias no sangue e sejam portadores, podendo disseminar a contaminação. Quando sintomáticos apresentam febre elevada, dor de cabeça, urticária, intolerância a luz, dores musculares, zonas do corpo afetado extremamente dilatadas, tecido afetado áspero e grosso, ulcerações, inflamação dos vasos linfáticos, mal- estar. Diagnóstico: Esfregaços de sangue obtidos durante a noite para visualização do parasita. Prevenção: Tratamento dos infectados para eliminar a microfilária do sangue, interrompendo a transmissão e combate ao inseto transmissor. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 37 de 56 5. COLETA DA AMOSTRA As amostras devem ser colhidas sem contato com o vaso sanitário e devem ser utilizados recipientes limpos, isentos de água, urina (destrói motilidade dos trofozoítos) ou outro contaminante, e posteriormente transferir a amostra coletada para o frasco coletor fornecido pelo laboratório. Realizar a identificação do frasco e enviá-lo imediatamente para o laboratório de análise, caso isso não ocorra, será necessário conservar o material. o Conservantes: MIF - mercúrio, iodo e formol – é o mais popular. Formol 10% - proibido mercúrio neste. Formol tamponado SAF – acetado de sódio, ácido acético glacial, formol e água destilada – bom para trofozoítos em fezes diarreicas. Quando as amostras são coletadas em dias alternados elas podem misturar-se e serem homogenizadas. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Igor Realce Igor Realce Igor Realce Igor Realce Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 38 de 56 6. MÉTODOS DIAGNÓSTICOS EM PARASITOLOGIA O exame parasitológico de fezes (EPF) é utilizado no diagnóstico de parasitos intestinais, através das formas parasitárias eliminadas nas fezes. É composto por duas etapas: exame macroscópico e exame microscópico. O exame macroscópico permite a verificação da consistência das fezes, do odor, dos elementos anormais, como, muco e sangue, e de vermes adultos ou parte deles. Na microscopia podemos visualizar ovos e larvas de helmintos, cistos, trofozoítos ou oocistos de protozoários. O exame direto é um procedimento simples, o material na análise é obtido diretamente da amostra fecal, sem conservantes. Devido a pouca concentração do material analisado pode ocorrer alguns falsos-negativos. Exame Direto: Exame Direto resume-se em: colocar duas a três gotas de salina a 0,85% em uma lâmina, tocar com a ponta de um palito em vários pontos das fezes, transferindo uma pequena porção para a lâmina de microscopia, espalhar fazendo um esfregaço, para a identificação cora-se a preparação com LUGOL, o uso de lamínula é facultativo. Examinar ao microscópio nas objetivas de 10x e 40x. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Igor Realce Igor Realce Igor Realce Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 39 de 56 Métodos: Os métodos podem ser qualitativos (definem a presença ou não do parasito) e quantitativos (faz a contagem dos ovos nas fezes, permitindo assim saber a intensidade do parasitismo). Muitas vezes o número de formas parasitárias eliminadas com as fezes é pequeno, havendo necessidade de recorrer a processos de enriquecimento para concentrá-las. As formas parasitárias têm peso e sobrevida diferentes, então, não há um método capaz de detectá-las todas ao mesmo tempo. Alguns métodos são mais abrangentes, como por exemplo, a sedimentação espontânea e métodos de centrifugação, os quais geralmente são utilizados nas rotinas laboratoriais quando não tem a suspeita clínica do paciente, já outros métodos são específicos para determinados parasitas. Os principais processos de enriquecimento são: o Método de Hoffman, Pons e Janer Também conhecido como método de Lutz. Indicação: Permite o encontro de ovos e larvas de helmintos, e, de cistos de protozoários. Princípio do método: Sedimentação espontânea em água (combinação da gravidade e sedimentação). Procedimento: Colocar cerca de 5g de fezes, coletadas de várias partes do bolo fecal, em copo graduado ou béquer, completar com 50 a 60 ml de água e misturar. Preparar a suspensão com 100 ml de água corrente. Filtrar essa suspensão com gaze dobrada em quatro, recolhendo em um cálice cônico. Deixar a suspensão de repouso de 2 a 24h, posteriormente. Com uma pipeta fixada em bulbo de borracha colher um pouco do sedimento e depositá-lo em lâmina com uma gota de lugol. Examinar com as objetivas de 10x e 40x. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 40 de 56 Tem a vantagem de ser barato e a desvantagem de ser demorado. É o método mais utilizado nas rotinas. Imagem 28. Método de sedimentação espontânea em cálice cônico. o Método de Ritchie Indicação: Permite a detecção de cistos de protozoários, ovos e larvas de helmintos (eficiência na pesquisa de cistos de Giardia lamblia). Princípio: Centrífugo-sedimentação. Procedimento: Colocar q ou 2 g de fezes coletadas de todo o bolo em 10 ml de água ou salina 0,85%, homogeneizar. Após, filtrar a suspensão através de gaze dobrada 4 vezese receber o filtrado em tubo cônico de centrífuga. Centrifugar a amostra a aproximadamente 2500 rpm por cerca de 2 minutos. Repetir estas etapas de homogeneização e centrifugação, descartando o sobrenadante, até a obtenção de um sobrenadante límpido. Após lavagem, descartar o sobrenadante e acrescentar 5mL de formaldeído, e deixar em repouso por 5 min. Depois, acrescentar 2 mL de acetato de etila e agitar a solução rigorosamente por cerca de 30 segundos, a solução deve ser centrifugada 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 41 de 56 por cerca de 2 minutos a aproximadamente 2500 rpm. Em seguida, no tubo centrifugado, com a formação de quatro fases, três delas devem ser descartadas, sendo mantido apenas o sedimento para visualização em microscópio. Considerado o teste com a maior eficiência por deixar o produto analisado mais límpido. 03) (IDECAN -Farmacêutico - Bioquímico - Pref. Simonésia/MG - 2016). O método de concentração de Ritchie para exames parasitológicos de fezes é utilizado para: a) evidenciar ovos leves de helmintos. b) fixar protozoários intestinais nas formas cíclicas. c) evidenciar cistos de protozoários e ovos de helmintos. d) pesquisar larvas de Ancilostomídeos e Strongyloides stercoralis através do hidrotropismo. Comentário: Como vimos a técnica de Ritchie tem como finalidade a detecção de cistos de protozoários, e ovos de helmintos. Resposta: Letra C. o Método de Blagg Também conhecido como o método MIFC. Indicação: Permite a detecção de cistos de protozoários, ovos e larvas de helmintos. Princípio: Centrífugo-sedimentação. Procedimento: Igual do método de Ritchie, trocando o formaldeído por MIF. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Igor Realce Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 42 de 56 o Método Coprotest Indicação: quantificação de ovos de helmintos, ou seja, é um método quantitativo! Princípio: concentração em formol acetato de etila. Procedimento: é um método comercial, utilizamos através do coprotest comercial, logo as instruções são de acordo com o fabricante. Mas geralmente segue o seguinte protocolo: homogeneizar o material fecal em uma suspenção com 11ml de água. Transferir 7ml da suspensão obtida para um tubo de centrífuga, adicionar uma gota de detergente doméstico e 3ml de acetato de etila comercial, homogenizar através de agitação manual vigorosa, após centrifugar durante 2 minutos a 1.500rpm. Descartar o sobrenadante e ressuspender o sedimento a 7ml, com água destilada e realizar uma nova centrifugação. Ressuspender o sedimento a 1ml com água destilada, preparar a lâmina para observação e contagem dos ovos ao microscópio. o Método de Willis Indicação: Pesquisa de ovos leves (principalmente ancilostomídeos). Princípio: Flutuação espontânea. Fundamenta-se na propriedade que alguns ovos têm de flutuarem na superfície de uma solução de densidade elevada e de aderirem ao vidro. Procedimento: Colocar 1 a 2g de fezes em um frasco de Borrel, béquer ou cuba e homogeneízar com um pouco de solução saturada de Cloreto de Sódio, completar o volume até a borda do frasco. Na borda do frasco colocar uma lâmina, a qual deverá estar em contato com o líquido. Deixar em repouso por 30 minutos. Ao fim, corar com lugol e examinar com objetiva 10x. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Igor Realce Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 43 de 56 o Método de Faust Indicação: Pesquisa de cistos e alguns oocistos de protozoários, permitindo, também, o encontro de ovos leves. Princípio: Centrífugo-flutuação com solução de sulfato de zinco. Procedimento: Diluir 2 a 3g de fezes em 20 ml de água e homogeneizar. Filtrar em gaze dobrada em quatro e transferir para um tubo de Wasserman. Centrifugar por um minuto a 2.500 rpm, e depois desprezar o líquido sobrenadante e ressuspender o sedimento em água, repetir esse procedimento até que o sobrenadante ficar claro. Desprezar o sobrenadante claro e ressuspender o sedimento com uma solução de sulfato de zinco a 33%, densidade de 1,18 g/ml. Centrifugar novamente por um minuto a 2.500 rpm. Os cistos e os ovos leves presentes estarão na superfície do sedimento e com uma alça de platina recolher e colocar nem uma lâmina junto com uma gota de Lugol e cobrir com lamínula. O material deve ser examinado imediatamente, pois o sulfato de zinco pode deformar os cistos e os ovos. 04) (IDECAN- Farmacêutico Bioquímico - Pref. Pancas/ES – 2014). Qual o exame parasitológico de fezes que precisa utilizar uma centrífuga? a) Método de Lutz. b) Método de Craig. c) Método de Willis. d) Método de Faust. e) Método de BaermamǦMoraes. Comentário: Mole né? A técnica de Faust como o nome do próprio princípio diz (centrifugo-flutuação), é necessária uma centrífuga para a realização. Resposta: Letra D. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Igor Realce Igor Realce Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 44 de 56 o Método de Baermann-Moraes Indicação: Pesquisa de larvas Strongyloides stercoralis e de anciolostomídeos. Princípio: hidrotropismo e termotropismo positivos Procedimento: Encher o funil com água aquecida a 40-45 °C. Abrir a pinça de Mohr, deixando escorrer uma pequena quantidade de água para evitar a formação de bolhas de ar na haste e no tubo de látex. Colocar 8 a 10 g de fezes sobre gaze dobrada quatro vezes e, se necessário, juntar mais água, até que as fezes fiquem submersas. Deixar em repouso durante 1 hora. Abrir a pinça novamente e coletar parte do líquido em vidro de relógio. Deixar em repouso durante alguns minutos, pois desta forma as larvas migrarão para o centro do vidro de relógio. Examinar este sedimento entre lâmina e lamínula e lugol com aumento de 20x. As larvas que saem do material migram para a água quente; por densidade, se depositam no fundo do funil. Imagem 29. Método de Baermann-Moraes. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 45 de 56 05) (VUNESP - Analista em Saúde - Biomédico/ Bioquímico - Pref. São José dos Campos/SP- EBSERH – 2015). “A técnica do funil de_______ é um método sensível e confiável para a recuperação de _______ e de__________ larvas de outros a partir de uma amostra de fezes”. Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas da frase anterior. A) Faust … Schistosoma mansoni … helmintos B) Stoll … ancilostomídeos … protozoários C) Baermann … Strongyloides … nematoides D) Kato-Katz … Enterobius vermiculares … helmintos E) Harada-Mori … Ascaris lumbricoides … trofozoítos Comentário: A técnica de Baermann- Moraes é indicada para a pesquisa de Strongyloides stercoralis e de ancilostomídeos. Resposta: Letra C. o Método de Rugai Indicação: Pesquisa de larvas Strongyloides stercoralis. Princípio: Hidrotropismo e termotropismo positivos Procedimento: Retirar a tampa do recipiente que acondiciona as fezes e envolvê-lo em gazes, fazendo uma pequena “trouxa”. Colocar o material assim preparado, com a abertura voltada para baixo,num cálice de sedimentação, contendo água aquecida (45ºC), em quantidade suficiente para entrar em contato com as fezes. Deixar em repouso por uma hora, posteriormente coletar o sedimento no fundo do cálice, com ajuda de uma pipeta e transferir para uma lâmina, corar com lugol. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 46 de 56 Imagem 30. Método de Rugai. o Método de Kato-Katz É um método semi- quantitativo! Indicação: Verificar a concentração dos ovos de helmintos (principalmente S. mansoni). Princípio: Esfregaço espesso de celofane Procedimento: Preparar uma solução verde-malaquita (essa solução tema a finalidade de conservar as fezes e clarificar as formas parasitárias). Cortar o papel celofane semipermeável em pedaços de 24mm por 30 mm e deixa-los mergulhados na solução verde-malaquita por 24h. Assim teremos a lamínula de celofane. Colocar a amostra fecal sobre papel absorvente e comprimir a tela metálica, fazendo com que parte passe através da malha. Remover os excessos que passam pela malha e transferi-los para o centro do cartão colocando sobre lâmina. Após, remover com cuidado o cartão deixando as fezes em lâmina, cobrir com a lamínula de celofane. Deixar a prepação em repouso em temperatura ambiente por 1 a 2 horas e examinar ao microscópio. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 47 de 56 Cálculo: o número de ovos presentes no material fecal (lâmina) multiplicado pelo fator 23 resultará no número de ovos por grama de fezes. Imagem 31. Esquema do processamento de amostras pelo método Kato-Katz. o Método da Fita Gomada Também chamado de método de Graham. Indicação: Pesquisa de ovos de Enterobius vermicularis, Taenia saginata e Taenia solium. Procedimento: Uma fita adesiva é colocada ao fundo de um tubo de ensaio com a parte colante voltada para fora. A prega anal do paciente é então aberta e assim é encostando diversas vezes a parte colante naquela região perianal. A fita adesiva é então colocada em lâmina e observada em microscópio. o Método de Tamisação Indicação: Pesquisa de helmintos adultos e proglotes de Tênia. Procedimento: Emulsionar as fezes com água, coar a emulsão através de peneira metálica. Necessário jato de água corrente para 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 48 de 56 realizar esta atividade de coar em pia. São encontrados frequentemente na superfície das fezes vermes adultos de helmintos e proglotes de tênia. Processos macroscópicos são vantajosos, pois, algumas vezes, são encontrados vermes adultos e ausência de ovos. 06) (COPEVE/UFAL - Biomédico - Biomedicina – UNCISAL- EBSERH- 2015). A solicitação de um exame parasitológico de fezes fará com que, na maioria das vezes, o material seja submetido ao método de Lutz, que é o mais simples e barato; porém, algumas vezes, é preciso solicitar exames confirmatórios que exibam o máximo de sensibilidade. Dadas as afirmativas, I. O método de Faust baseia-se na flutuação dos ovos “leves” de parasitas em solução salina. II. O método de Willis baseia-se na flutuação dos ovos leves de parasitas em solução saturada de sulfato de zinco. III. O método de Baermann-Moraes permite a detecção de larvas vivas estimuladas pelo calor brando. IV. O método da tamisação consiste em desmanchar o bolo fecal em água e depois passá-lo numa peneira. Verifica-se que estão corretas A) I e II, apenas. B) I e IV, apenas. C) II e III, apenas D) III e IV, apenas. E) I, II, III e IV. Comentário: O método de Faust é baseado na flutuação dos parasitas em solução saturada de sulfato de zinco, e o método de Willis de flutuação em solução de Cloreto de Sódio. Os itens III e IV estão corretos, descrevem exatamente a metodologia usada por cada método, Baermann-Moraes por termotropismo e Tamisação através da técnica de emulsionar as fezes e peneirar o bolo fecal para a pesquisa dos vermes adultos e proglotes de Tenia. Resposta: Letra D. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 49 de 56 07) (FAFIPA - Serviço de Biomedicina - Pref. Londrina/PR- EBSERH – 2015). É correto detectar a presença de formas evolutivas de Entamoeba histolytica em fezes humanas na rotina laboratorial, por meio dos seguintes métodos: A) Faust e Kato. B) Faust e sedimentação por centrifugação. C) Baermann e hematoxilina férrica. D) Kato e hematoxilina férrica. E) Faust e Baermann. Comentário: Como estudamos, cada método tem uma indicação específica, no caso da questão, as opções apresentadas para pesquisa de cisto de protozoários – Entamoeba histolytica – são os métodos de Faust e sedimentação por centrifugação (método de Ritchie). Vejam que a questão não colocou o nome da técnica, colocou a metodologia para você realizar a associação. Fique atento! Resposta: Letra B. Imagem 32. Esquema de metodologias indicadas para cada parasita e suas formas observadas na pesquisa. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 50 de 56 Esfregaços sanguíneos Dois esfregaços são utilizados: espesso e o estirado. Entretanto, a combinação de ambos em uma mesma lâmina pode oferecer melhores resultados. Essas preparações são indicadas para as hemoparasitoses. o Esfregaços estirados Os esfregaços estirados são geralmente empregados para estudo das hemácias, mas também são utilizados para estudo diferencial dos diferentes estágios das espécies de Plasmodium. Quando a densidade dos parasitas for alta, esses efsregaços não apresentam bons resultados em comparação quando a densidade dos parasitas for bixa como os da malária. Procedimento: Colocar em um extremidade da lâmina gota de sangue fresco, com extensora, estirara a gota para o lado oposto, fazer ângulo de 30 a 45º entra a extensora e o sangue. Dessa maneira as células não sendo sobrepostas ou amontoadas. O esfregaço deverá ter no mínimo 2 cm de comprimento, ocupando a parte central da lâmina e deixando as margens livres. o Esfregaços espessos (gota espessa) Os esfregaços espessos são preparações que usam uma quantidades relativamente grandes de sangue em peguena áreaa qual é desemoglobinada para oferecer melhires resultados ao exame microscopico. Procedimento: Colocar em um extremidade da lâmina 3 a 4 gotas de sangue fresco, com a ponta de outra lâmina e com movimentos 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 51 de 56 circulares e contínuos reunir as gotas criando uma área de 2 cm de diâmetro. O Resultado final será uma borda fina e um centro espesso. Deixar secar a temperatura ambiente e oisteriormente mergulhar em água corrente ou solução salina a 0,85%, para que se produza hemólise. As colorações dos esfregaços podem ser: Giemsa, Field, Leishman, ou Wright. 08) (FAFIPA - Serviço de Biomedicina - Pref.Londrina/PR- EBSERH – 2015). São exemplos de parasitoses humanas que podem ser identificadas no sangue: A) Malária e esquistossomose. B) Leishmaniose e ascaridíase. C) Doença de Chagas e Leishmaniose. D) Estrogiloidíase e esquistossomose. E) Esquistossomose e Doença de Chagas. Comentário: A metodologia de esfregaço de lâmina é indicada para detecção dos parasitas T.cruzi, causador da Doença de Chagas, Plasmodium spp., causador da Malária e Leishmania spp., causador da Leishmaniose que são encontrados no sague dos indivíduos infectados. Resposta: Letra C. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 52 de 56 7. Lista de Questões Apresentadas. 01. (IDECAN -Farmacêutico - Bioquímico - Pref. Gonçalves Dias/MA – 2011). A teníase e a cisticercose são duas entidades mórbidas distintas, causadas pela mesma espécie, porém com fase de vida diferente. Como se dá a denominação da larva da Taenia solium? a) Cysticercus cellulosae b) Cysticercus bovis c) Cercocisticerco d) Microcisticerco 02. (IDECAN- Biomédico - HC -UFPE – Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco – 2014). Uma das mais importantes razões para o estudo dos micro-organismos é a compreensão das doenças que causam e os meios de controle, para isso é importante o conhecimento dos mecanismos de transmissão utilizados por eles. Relacione adequadamente os organismos aos respectivos mecanismos de transmissão. 1.Entamoeba histolytica 2. Espécies de Plasmodium 3. Ancylostoma duodenale 4. Strongyloides stercoralis. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 53 de 56 ( ) Mosquito Anopheles. ( ) Indireto (fecal-oral). ( ) Penetração direta na pele através do solo contaminado. ( ) Penetração direta na pele, autoinfecção. A sequência está correta em: A) 2, 1, 4, 3. B) 1, 2, 4, 3. C) 2, 1, 3, 4. D) 1, 4, 3, 2. E) 4, 2, 1, 3. 03. (IDECAN -Farmacêutico - Bioquímico - Pref. Simonésia/MG - 2016). O método de concentração de Ritchie para exames parasitológicos de fezes é utilizado para: a) evidenciar ovos leves de helmintos. b) fixar protozoários intestinais nas formas cíclicas. c) evidenciar cistos de protozoários e ovos de helmintos. d) pesquisar larvas de Ancilostomídeos e Strongyloides stercoralis através do hidrotropismo. Comentário: Como vimos a técnica de Ritchie tem como finalidade a detecção de cistos de protozoários, e ovos de helmintos. Resposta: Letra C. 4. (IDECAN- Farmacêutico Bioquímico - Pref. Pancas/ES – 2014). Qual o exame parasitológico de fezes que precisa utilizar uma centrífuga? a) Método de Lutz. b) Método de Craig. c) Método de Willis. d) Método de Faust. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 54 de 56 e) Método de BaermamǦMoraes. 5. (VUNESP - Analista em Saúde - Biomédico/ Bioquímico - Pref. São José dos Campos/SP- EBSERH – 2015). “A técnica do funil de_______ é um método sensível e confiável para a recuperação de _______ e de__________ larvas de outros a partir de uma amostra de fezes”. Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas da frase anterior. a) Faust… Schistosoma mansoni … helmintos b) Stoll … ancilostomídeos … protozoários c) Baermann … Strongyloides … nematoides d) Kato-Katz … Enterobius vermiculares … helmintos e) Harada-Mori … Ascaris lumbricoides … trofozoítos 6. (COPEVE/UFAL - Biomédico - Biomedicina – UNCISAL- EBSERH- 2015). A solicitação de um exame parasitológico de fezes fará com que, na maioria das vezes, o material seja submetido ao método de Lutz, que é o mais simples e barato; porém, algumas vezes, é preciso solicitar exames confirmatórios que exibam o máximo de sensibilidade. Dadas as afirmativas, V. O método de Faust baseia-se na flutuação dos ovos “leves” de parasitas em solução salina. VI. O método de Willis baseia-se na flutuação dos ovos leves de parasitas em solução saturada de sulfato de zinco. VII. O método de Baermann-Moraes permite a detecção de larvas vivas estimuladas pelo calor brando. VIII. O método da tamisação consiste em desmanchar o bolo fecal em água e depois passá-lo numa peneira. Verifica-se que estão corretas A) I e II, apenas. B) I e IV, apenas. C) II e III, apenas D) III e IV, apenas. E) I, II, III e IV. 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 55 de 56 7. (FAFIPA - Serviço de Biomedicina - Pref. Londrina/PR- EBSERH – 2015). É correto detectar a presença de formas evolutivas de Entamoeba histolytica em fezes humanas na rotina laboratorial, por meio dos seguintes métodos: a) Faust e Kato. b) Faust e sedimentação por centrifugação. c) Baermann e hematoxilina férrica. d) Kato e hematoxilina férrica. e) Faust e Baermann. 8. (FAFIPA - Serviço de Biomedicina - Pref. Londrina/PR- EBSERH – 2015). São exemplos de parasitoses humanas que podem ser identificadas no sangue: a) Malária e esquistossomose. b) Leishmaniose e ascaridíase. c) Doença de Chagas e Leishmaniose. d) Estrogiloidíase e esquistossomose. e) Esquistossomose e Doença de Chagas. 8. GABARITO 1 2 3 4 5 6 7 8 A A C D C D B C 26274965572 26274965572 - roger mendonça Parasitologia Teoria e exercícios comentados Prof. (a). Thaiana Cirqueira ʹ Aula 02 Prof(a). Thaiana Cirqueira www.estrategiaconcursos.com.br 56 de 56 9. Referências Bibliográficas. Neves, D. Parasitologia Humana. Atheneu, 2009. Cinerman, B. Parasitologia Humana. Atheneu, 2000. Spicer, W. Bacteriologia, Micologia e Parasitologia Clínicas. Guanabara, 2000. De Carli, G. Diagnóstico Laboratorial das Parasitoses Humanas Métodos e Técnicas. Medsi, 1994. 26274965572 26274965572 - roger mendonça