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LCR - LPI - Consciência, Percepção e Emoção 2020.1

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exame que se pede) 
✓ Indicação do exame 
✓ Preparação do paciente 
✓ Coleta, armazenamento e transporte 
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Consciência, Percepção e Emoção​ 🧠 ​Karen Oliveira 
✓ Cadastro do paciente 
● Nome; idade; médico; tipo de amostra, data e hora de coleta; justificativa do pedido exame; 
TCLE 
 
✓ Cadastro dos exames 
● “Entender a necessidade do solicitante” 
● Exames (Bioquímica, Sorologia, MMicrobiologia, Citologia) 
 
✓ Separação do material necessário 
● Agulha para coleta espinhal 
- Possuir estilete; Calibre entre 20G ou 22G; Adulto: 8,9cm; Criança: 6,3cm; Infantil: 
3,8cm) 
● Material para degermação do local da punctura 
- Assepsia e antissepsia: Solução alcoólica de clorexidina (0,5%) e Solução aquosa de 
povidine 10% com 1% de iodo livre 
- Campos cirúrgicos estéreis (Isolamento da área) 
● Tubos para coleta 
- Estéreis 
- Completamente translúcidos/transparentes 
- Com marcação de volume 
- Tampa com rosqueamento 
- De fundo cônico com apoio 
- Volume entre 8 a 15 mL 
 
● Em alguns casos, manômetro (Acompanhamento da PIC) 
● Luvas estéreis 
 
✓ Separação e identificação dos tubos 
● primeiro tubo é destinado ao setor de análise bioquímica e sorológica 
● o segundo para o setor de microbiologia 
● o terceiro para o setor de citologia 
 
✓ Coleta do material 
1. Colocar o paciente em decúbito lateral 
2. Flexionar os joelhos em direção ao tórax (posição fetal) 
3. Identificação das cristas ilíacas superiores e associação com processos espinhosos das 
vértebras 
4. Fazer assepsia e antissepsia do local 
- Movimentos em círculos concêntricos (do centro para a extremidade) 
5. Aplicar os campos cirúrgicos estéreis 
6. Anestesiar região (cutânea e subcutânea) com xilocaína 2% sem vasoconstrictor 
7. Fazer a punção da região de interesse com a agulha com estilete 
● A agulha com o estilete deve perfurar o tecido em um ângulo de aproximadamente 15 graus 
com relação ao plano sagintal, mirando a direção do umbigo do paciente 
● Independente do tipo de agulha, a seu bisel deve também seguir o plano sagital 
- Permite que as fibras sejam empurradas para lateral ao invés de cortadas 
- Diminui a possibilidade de extravasamento de LCR pós-punção 
8. Após a penetração no ligamento amarelo o profissional sentirá um leve estalo na agulha 
(semelhante a uma agulha furando uma folha de papel) 
9. Inserir a agulha por mais 2 milímetros 
10. Retirar o estilete para verificar o fluxo 
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11. Aparar a amostra em tubos estéreis 
● Quantidade de amostra necessária 
● Gotejamento 
12. Após a coleta, recolocar o estilete e retirar a agulha 
13. Fazer pressão no local da punção por alguns minutos 
14. Armazenar a amostra adequadamente 
15. Descartar cada material utilizado em recipientes adequados 
16. Pedir ao paciente repouso por algumas horas (8 até 48 horas) 
 
✓ Armazenamento e transporte do material 
 
● Bioquímica e sorologia 
- Congelados (-20°C) 
● Microbiologia 
- Temperatura ambiente (25°C) 
● Citologia 
- Análise de preferência imediata 
- Refrigerado (4°C) se não analisar dentro de 1 hora 
 
2. Analítica​ (Realização do exame) 
✓ Exame físico 
● Cor: incolor 
● Aspecto: fluido aquoso e límpido 
 
 
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✓ Pressão liquórica (90 a 150 mL - renovação diária três vezes) 
 
✓ Bioquímico 
● Proteínas​: 
 
● Proteínas aumentadas podem ter como causa: 
- Permeabilidade aumentada (meningite, encefalite, lesões traumática) 
- Produção de IgG 
- Pressão intracraniana elevada (hemorragia, lesões traumáticas, tumores) 
- O aumento de proteínas no LCR é observado em infecções, hemorragias 
intracranianas, esclerose múltipla, Guillain-Barré, malignidades, algumas 
anormalidades endócrinas, uso de alguns medicamentos e uma variedade de 
condições inflamatórias 
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- O aumento de proteínas é a mais comum anormalidade encontrada no exame de 
LCR, porém é um achado inespecífico e deve ser interpretado em correlação à 
apresentação clínica e outros achados laboratoriais 
● Eletroforese de proteínas (fração de proteínas) 
- Relação IgG/Albumina IgG com maior produção no líquor ou aumento nos níveis 
séricos 
- Albumina não é produzida no SNC 
- IgG + albumina barreira hematoencefálica 
- Aumento ou diminuição na fração de IgG/Albumina indica alteração na 
permeabilidade das barreiras. 
● Glicose 
- VR: 60 a 70 % da glicose plasmática (ex: glicose plasmática: 100mg/dL LCR 
65mg/dL) 
- Coleta 2 horas antes do LCR 
- Análise pelos mesmos métodos 
- Elevações geralmente resultado do aumento no plasma. 
- Redução por meningites (leucócitos glicose) 
- Grande redução alterações no mecanismo de transporte e grande utilização por 
células encefálicas. 
- Diminuição indica infecção bacteriana 
- A concentração de glicose no LCR é dependente da idade. 
- Os níveis de glicose no LCR são utilizados para diferenciar meningite bacteriana de 
viral 
- Os níveis de glicose se normalizam antes dos níveis de proteínas e da contagem de 
células durante a recuperação da meningite, tornando-se um parâmetro útil na 
avaliação de resposta ao tratamento 
● Glutamina 
- Produzida no SNC pelas células do encéfalo amônia e alfa-cetoglutarato. 
- Não analisa no sangue 
- VR: 8 a 18 mg/dL. 
- Elevados em distúrbios hepáticos (aumento de amônia -> tóxico) 
- Mais estável que amônia 
- Distúrbios de consciência acima de 35 mg/dL. 
- Diagnóstico de coma desconhecido 
● Lactato 
- Os níveis de lactato no LCR, diferentes dos níveis de glicose, não estão vinculados à 
concentração sanguínea, e sim à sua produção intratecal 
 
- O lactato no LCR se correlaciona inversamente com o valor da relação de glicose no 
LCR/soro. 
 
- Um aumento do nível de lactato pode ser detectado mais cedo do que uma 
concentração reduzida de glicose 
 
- Para a diferenciação de meningite bacteriana de uma meningite asséptica, a 
concentração de lactato é um melhor indicador comparado a outros marca​​dores 
convencionais 
 
- Os níveis de lactato é particularmente importante quando a coloração de Gram é 
negativa e há um predomínio de polimorfonucleares, com glicose baixa 
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- A produção de níveis aumentados de lactato no LCR ocorre devido a uma destruição 
do tecido dentro do SNC, causado pela privação de oxigênio 
● Enzimas 
- Desidrogenase Láctica e Creatina-cinase. 
- LD1, LD2, LD3, LD4 e LD5 destruição celular 
- LD1 e LD2 - Tecido encefálico 
- LD2 e LD3 - Linfócitos 
- LD4 e LD5 - Neutrófilos 
- Dosagem de CK-BB prognóstico de recuperação de parada cardíaca quando inferior a 17 
mg/mL. 
● Adenosina Deaminase (ADA) 
- ADA é uma enzima que está amplamente distribuída em quase todos os tecidos(26) 
e que participa no metabolismo das purinas, onde ela degrada a adenosina 
produzindo inosina. O seu papel crítico e ação fisiológica básica é a proliferação, 
maturação e funcionamento de células linfoides. Sua atividade aumenta em 
pacientes com deficiência na imunidade celular. 
 
- Numerosos estudos têm demonstrado que a dosagem