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PEDAGOGIA 1 PEDAGOGIA 1 PEDAGOGIA 2 SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO PEDAGOGIA CLEUSA PETER EICHHOLZ AVALIAÇÃO NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO AVALIAÇÃO NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial para a obtenção do título de Pedagogia EICHHOLZ, Cleusa Peter. Avaliação no Processo de Alfabetização. Alfabetização e Letramento 2019. 29 páginas. Projeto de Ensino (Graduação em Pedagogia) – Centro de Ciências Exatas e Tecnologia. Universidade Norte do Paraná, São Lourenço do Sul, 2019. RESUMO O presente projeto tem como objetivo ressaltar a importância da avaliação da aprendizagem no processo de alfabetização, procurando demonstrar as estratégias e formas utilizadas como instrumentos avaliativos. Instrumentos estes, que visem um novo olhar no processo de ensinar a ler e escrever. Traz também considerações a respeito do ato avaliativo, buscando uma reflexibilidade sobre as práticas avaliativas adotadas nos ciclos iniciais de alfabetização. Salienta-se que, para fundamentar tal análise foi realizada a pesquisa bibliográfica, uma vez que a mesma esclarece e amplia questões referentes à temática em foco. Relata também as contribuições que a avaliação traz para a prática pedagógica do professor e para o âmbito educacional. Demonstrou-se a clara relação existente entre o educador e a ação de avaliar seus alunos. Conclui-se que a avaliação é um grande desafio, pois é preciso um olhar diferenciado do professor, o mediador da aprendizagem, com relação às individualidades de cada aluno. É necessário diversificar os instrumentos avaliativos, já que cada alfabetizando aprende de maneiras e em ritmos diferentes, fazendo com que a avaliação esteja comprometida com o desenvolvimento e progresso da aprendizagem desse aluno. Verifica-se que a avaliação da aprendizagem nessa fase tão importante na vida de uma criança que é o período de alfabetização, precisa estar alicerçada não em uma avaliação tradicional, que se resume em testes, que tem como alvos o julgamento e a classificação do aluno, mas sim, de uma maneira contínua que organize o processo de ensino aprendizagem da alfabetização de um modo que a leitura e a escrita sejam desenvolvidas numa linguagem real, natural, significativa e vivenciada. Palavras-chave: Avaliação. Alfabetização. Professor. Estratégia. Aluno. SUMÁRIO 1 Introdução..............................................................................................................6 2 Revisão Bibliográfica 8 3 Processo de Desenvolvimento do Projeto de Ensino 18 3.1 Tema e linha de pesquisa 18 3.2 Justificativa 18 3.3 Problematização 19 3.4 Objetivo geral 19 3.5 Objetivos específicos 19 3.6 Conteúdos..........................................................................................................19 3.7 Metodologia.......................................................................................................20 3.8 Tempo para a realização do projeto 25 3.9 Recursos humanos............................................................................................25 3.10 Avaliação 26 4 Considerações finais 27 5 Referências..........................................................................................................28 1. INTRODUÇÃO O ato avaliativo está presente na vida do ser humano, na sua história pessoal, coletiva, e muitas vezes estão interligadas aos caminhos que se faz para aprender, agir, interagir ou fazer escolhas. No campo da educação uma das maiores preocupações das escolas brasileiras se refere à avaliação da aprendizagem dos alunos, inclusive nas últimas décadas, a avaliação educacional passou a ocupar lugar central nas políticas públicas de educação no Brasil, em documentos oficiais sobre parâmetros e diretrizes para a educação básica. As razões da escolha deste tema foi a minha identificação pelo mesmo e a necessidade de aprofundamento como futura educadora, por entender que alfabetização e letramento serão conhecimentos importantes na minha profissão, seja como docente ou gestora de Escola da Educação Básica. Busquei a partir de então, compreender melhor este processo de ensino com a ajuda de artigos, autores, os quais me possibilitaram uma maior compreensão ao respeito do assunto, fortalecida também, pela trajetória de uma pesquisa de campo num espaço alfabetizador. Diante desse fato, fica o anseio em encontrar a melhor maneira de avaliar os educandos em seu processo de alfabetização, já que surgem muitas perguntas durante esse percurso com relação ao ato avaliativo. Como avaliar o que as crianças aprendem no ciclo de alfabetização? E de que forma essa avaliação pode estar a serviço do desenvolvimento desses alunos? São questões que permeiam a rotina de muitos alfabetizadores. Por isso, seria de essencial relevância que os professores que trabalham em classes de alfabetização, principalmente com os primeiros, segundos e terceiros anos do ensino fundamental, percebam e tomem consciência do seu papel diante do ato de avaliar seus alunos. Cada indivíduo é único, portanto observa-se quanto a isso, que os instrumentos utilizados muitas vezes na avaliação das aprendizagens das crianças, implica de certa maneira no cotidiano desses sujeitos, pois, por muito tempo a avaliação foi entendida como uma forma de punição, um processo de seleção, fazendo com que existisse uma classificação do estudante, emergindo o ato de inclusão e exclusão dos mesmos. Analisando esse contexto é que se pretende refletir com relação a algumas concepções sobre a avaliação da aprendizagem, principalmente no processo de alfabetização e sobre o papel do professor diante do ato de avaliar. Ao longo desse artigo também serão apresentados conceitos sobre alfabetização e letramento, enfatizando alguns instrumentos avaliativos utilizados nesse processo. Acredita-se que a forma como se avalia está relacionada à sociedade em que se quer construir, sociedade está onde os sujeitos sejam ativos, conscientes e comprometidos com as mudanças sociais. De acordo com Hoffmann (2001) atualmente, avaliar é dinamizar oportunidades de ação, reflexão, avaliar então seria, pensar sobre ações futuras. 2. Revisão Bibliográfica O termo alfabetização corresponde à ação, ato de ensinar a ler e escrever, ou seja, é o processo de leitura e escrita. A alfabetização é de suma importância na vida de qualquer indivíduo, é através dela que o mesmo desenvolve suas capacidades de comunicação oral e principalmente escrita, podendo conviver de uma forma melhor em sociedade. Sobre os aspectos acerca da palavra alfabetização, busca-se respaldo na literatura que conduz um breve contexto sobre o entendimento desse termo no decorrer do tempo, conforme citado no livro pró- letramento (2007), historicamente, o conceito de alfabetização: “ se identificou ao ensino-aprendizagem da “tecnologia da escrita”, quer dizer, do sistema alfabético de escrita, o que, em linhas gerais, significa, na literatura, a capacidade de decodificar os sinais gráficos, transformando-os em “sons”, e, na escrita, a capacidade de decodificar os sons da fala, transformando-os em sinais gráficos”. (MEC, PRÓ-LETRAMENTO, 2007, p.10). Discutir alfabetização e letramento é algo complexo e dinâmico. Soares (2003) destaca que uma diferença fundamental entre a alfabetização e o letramento está na ênfase posta nas relaçõesentre as práticas sociais da leitura e de escrita e a aprendizagem do sistema da escrita, sendo a alfabetização o ensinar a ler e escrever e o letramento, o proporcionar o uso social dessas técnicas. É importante ressaltar que “No Brasil, o termo letramento não substitui a palavra de alfabetização, mas aparece a ela associada”. ”. (SOARES, 2003, p. 16) É preciso compreender que a alfabetização e o letramento são práticas distintas, porém, indispensáveis, interdependentes e simultâneas de letramento sobre a alfabetização, ressaltando que ambos precisam ocorrer paralelamente. Não é possível que o aluno aprenda apenas com a cultura letrada, é necessário que ele aprenda os códigos escritos, e ele não conseguirá esse aprendizado sozinho. É importante compreender que os problemas não estão apenas no processo de alfabetização, no que se refere ao ato de ler e escrever, mas principalmente, quando se exige a interpretação e raciocínio do que se lê e se escreve. O que acontece é a ausência do letramento no processo de alfabetização. É preciso ter o cuidado em não privilegiar um processo ou outro, pois os dois são importantes, sendo processos diferentes, porém, indissociáveis e simultâneos. É relevante também ter em mente, segundo Alves (2009), que um processo complementa o outro, e que nem a alfabetização, nem o letramento são eficientes e eficazes sozinhos, porém, o que parece estar acontecendo é o detrimento da alfabetização a favor do letramento. Ao abordar questões relacionadas ao processo de alfabetização e letramento, entende-se que são processos indissociáveis que devem caminhar juntos, sendo que alfabetizado é aquele aluno que conhece o código escrito, sabe ler e escrever. Desse modo, letramento, designa a ação educativa de desenvolver o uso de práticas sociais de leitura e escrita em contextos reais de uso, inicia-se um processo amplo que torna o indivíduo capaz de utilizar a escrita de forma deliberada em diversas situações sociais. A construção da linguagem escrita na criança faz parte de seu processo geral, se dá como um trabalho contínuo de elaboração cognitiva por meio de inserção no mundo da escrita pelas interações sociais e orais, considerando a significação que a escrita tem na sociedade. Para Soares (2004) a alfabetização é “[...] a ação de ensinar e aprender a ler e a escrever”, ao tempo que letramento “[...] é estado ou condição de quem não apenas sabe ler e escrever, mas cultiva e exerce as práticas sociais que usam a escrita”. Entende-se alfabetização como sendo um caminho para o letramento, alfabetizado é aquele indivíduo que conhece o código escrito, que sabe ler e escrever, dessa forma foi necessário ampliar esses conhecimentos, os indivíduos precisavam compreender o sentido dos textos. Considerando que a partir dos anos 1980, através das contribuições dos estudos sobre a psicogênese da aquisição da língua escrita, particularmente com os trabalhos de Emília Ferreiro e Ana Taberosky, o conceito de alfabetização foi ampliado. Ambas as pesquisadoras produziram uma contribuição ímpar para as discussões sobre alfabetização no Brasil. A psicogênese forneceu um instrumento que aparelhou as professoras para aferir os conhecimentos linguísticos das crianças, testados por meio da escrita. Suas pesquisas concluíram que as crianças passam por níveis diferentes de escrita, e que formulam e reformulam hipóteses sobre o sistema de funcionamento da língua escrita. Progressivamente: “o processo de alfabetização não seria apenas de ensinar e aprender as habilidades de codificar e decodificar, e sim seria também o domínio nas práticas sociais de leitura e escrita, posteriormente dando início ao termo letramento”. (MEC, PRÓ-LETRAMENTO, 2007, p.10). Soares (1999, p.18) coloca que letramento é uma palavra que criamos traduzindo “ao é da letra” o inglês literacy: letra-, do latim littera, e o sufixo- mento, que denota o resultado de uma ação (como por exemplo, em ferimento, resultado da ação de ferir). Define também o termo “letramento” (2000, p.47) como “o estado ou condição de quem não apenas sabe ler e escrever, mas cultiva as práticas sociais que usam a escrita”. Sabe-se que qualquer pessoa tem uma forma de contato com a língua escrita, pois se vive diretamente em um mundo letrado. Essa aprendizagem é um processo de letramento. O letramento é, portanto, segundo Soares (1999, p.20), o resultado da ação de letrar e fazer uso social da leitura e da escrita. Considerando que a ação pedagógica mais adequada para desenvolver as práticas de alfabetização seria a que contempla, de maneira articulada e simultânea a perspectiva de alfabetizar letrando como salienta Soares (1998, p.47) “alfabetizar e letrar são duas ações distintas, mas não inseparáveis, ao contrário: ideal seria alfabetizar letrando”, ensinar então a ler e escrever no contexto das práticas sociais da leitura e escrita, de modo que o indivíduo se tornasse, ao mesmo tempo, alfabetizado e letrado. Frente a estas exigências, cabe ao professor e também à escola numa proposta de alfabetizar letrando, trabalhar para que o aluno que é um sujeito social e que aprende e tem função social, possa estabelecer relações acerca de seu papel na sociedade, não ensinando a criança apenas a leitura e escrita habitual da escola, mas levá-la a aprender a ler o seu mundo. Diante deste histórico e partindo desta perspectiva com relação ao alfabetizar letrando, busca-se compreender então, o papel da avaliação da aprendizagem dos alunos, nos três primeiros anos iniciais do Ensino Fundamental, compreendidos como ciclos de alfabetização. Atualmente existe um grande dilema sobre a aprovação ou a reprovação dos alunos até o 3° ano do Ensino Fundamental. A origem da polêmica é a homologação, pelo Ministério da Educação (MEC), da resolução n° 7, de 14 de dezembro de 2010, do Conselho Nacional de Educação, que fixa as diretrizes curriculares nacionais para o Ensino Fundamental de nove anos. Fica explícito, no artigo 30, que os três anos iniciais devem assegurar a alfabetização e o letramento e a “continuidade da aprendizagem, tendo em conta a complexidade do processo de alfabetização e os prejuízos que a repetência pode causar no Ensino Fundamental como um todo e, particularmente, na passagem do primeiro para o segundo ano de escolaridade e deste para o terceiro”. Então, os três anos iniciais passam a ser um ciclo sequencial não passível de interrupção. Devido à implementação desta resolução, gerou-se problematizações por parte dos professores alfabetizadores, já que se questionou sobre o fato de que no sentido de continuidade dos estudos, de evitar a retenção e evasão, foi uma maneira até bem intencionada, mas se a reprovação é condenada pelos danos que pode causar às crianças, outros tantos prejuízos podem ser provocados pela aprovação sem aprendizagem. Não há dúvida de que esse novo segmento implica, sobretudo, na ação pedagógica desenvolvida pelos professores, no momento em que se tornam responsáveis pela aprendizagem de cada um dos seus alunos, no planejamento intencional e sistemático das aulas, nas intervenções didáticas individuais que realizam, nas avaliações ao considerar os conhecimentos prévios e as possibilidades de avanço de todos os alunos. Em razão disso, a avaliação, em especial passou a ter um olhar mais minucioso, pois para quem avalia tão importante como verificar como está a aprendizagem dos alunos, é saber quais sentidos do processo avaliativo, sobretudo no ciclo de alfabetização. Muitos entendem que a alfabetização é simples, o aluno começa os estudos sem saber ler e escrever e termina o ciclo com essas habilidades. Mas essa trajetória é muito mais complexa isso porque, são várias as aprendizagens envolvidas no processo de alfabetização. São muitos os passos que os alunos dão até chegar ao fim da estrada, sabendo ler e escrever. Como Soares define: A alfabetização, portanto, é um processo de aquisição da “tecnologia”da escrita, isto é, conjunto de técnicas, procedimentos, habilidades necessárias para a prática de leitura e da escrita. Sendo essas habilidades de codificação de fonemas em grafemas, decodificação de grafemas, habilidades motoras, postura corporal, direção correta da escrita, organização espacial da escrita, manipulação correta e adequada de leitura”. (SOARES, 2000, P.91). Assim como alfabetizar é um processo complexo, avaliar também é, portanto, precisa-se entender o porquê, e para quê avaliar. O conceito mais comum de avaliar segundo o dicionário online é “determinar ou calcular o valor de alguma coisa”, logo se entende que significa expressar um juízo de valor em relação a algo, o que implica um processo que possui aspectos objetivos. Luckesi afirma: “Avaliar é um ato pelo qual, através de uma disposição acolhedora, qualificamos alguma coisa (um objeto, uma ação ou pessoa) tendo em vista, de alguma forma tomar alguma decisão sobre ela”. (LUCKESI, 2002, p.29). No entanto em uma sala de aula, o professor estará diante de crianças em processo de alfabetização, seres pensantes e ativos, que trazem uma bagagem individual, por isso, uma turma heterogênea. Precisa-se levar em consideração o que cada um traz com relação às suas vivências, como conclui Freire (1989, p.13) a criança antes de ingressar na escola lê o seu mundo. A leitura, de acordo com Freire (1989, p.13), não é somente decifrar signos ou códigos em um papel, mas compreender o que se está a sua volta, são decifrar os contextos, os sujeitos, os acontecimentos. Ler é interpretar o mundo ao seu redor, tornando-se um sujeito ativo, que age sobre seu mundo e o transforma, transformando-se a si próprio. Diante do exposto, deduz-se que é necessário pensar em uma avaliação que contemple individualmente cada sujeito em seu processo de alfabetização. Durante muito tempo as práticas de alfabetização foram baseadas em diferentes métodos de ensino: sintéticos, analíticos, e o método construtivista. Mas os primeiros citados conhecidos também como métodos tradicionais influenciaram a maneira de conduzir o processo de alfabetização por muito tempo, métodos que se diferenciavam apenas na maneira como seria desenvolvida a unidade da língua (ensino da leitura e escrita). Baseavam-se em uma leitura e escrita como decodificação (representação oral de grafemas em fonemas) e codificação (representação oral de grafemas em fonemas). Essa aprendizagem era transmissiva, mecânica e alicerçada na memorização. O sujeito (criança) era um ser passivo e recebedor de algo meramente pronto. Como afirma Ferreiro e Taberosky: Tradicionalmente, conforme uma perspectiva pedagógica, o problema da aprendizagem da leitura e da escrita tem sido exposto como uma questão de métodos. A preocupação dos educadores tem-se voltado para a busca do “melhor” ou “mais eficaz” deles... (FERREIRO E TABEROSKY, 1999, P.21). Nesse sentido, a avaliação utilizada para medir o progresso ou o fracasso do aluno, era classificatória, punitiva, onde o principal instrumento avaliativo utilizado seria a “temida” prova. A avaliação aparece como sinônimo de testes, provas e muito pouco como um entendimento que a mesma é um processo, é o próprio processo de ensinar e aprender. Libâneo diz que: “A avaliação é uma tarefa complexa que não se resume à realização de provas e atribuição de notas- a mensuração apenas proporciona dados que devem ser submetidos a uma apreciação qualitativa- a avaliação, assim, cumpre funções pedagógico-didáticos, de diagnósticos e de controle em relação às quais se recorre a instrumentos de verificação do rendimento”. (LIBÂNEO, 2008, p.125). A prova tem sido confundida com avaliação, muitas vezes os pais e até professores falam sobre avaliação, como se avaliar significasse apenas aplicar prova. A prova é um dos procedimentos de avaliação. Avaliar é um ato mais amplo, mais complexo. A prova é um instrumento escrito avaliativo, elaborado geralmente pelo professor. Mas ela sozinha não resolve todas as necessidades do professor, ela não dá conta de saber se o aluno aprendeu realmente aquilo que ele precisava para prosseguir os estudos. Já que muitas vezes nesse instrumento o aluno escreve aquilo que o professor quer que ele escreva, não tendo autonomia para dizer até mesmo com outras palavras, com outras ideias, o que ele pensa, como ele está aprendendo. Por isso ela não pode ser o único instrumento de avaliação, mas não deve ser rejeitada, de forma alguma. Necessário seria a escola refletir sobre qual é o papel da prova e em qual função da avaliação ela se encaixa, se em uma abordagem classificatória ou formativa. Na visão classificatória seria apenas dar a nota e a formativa verificar o que o aluno ainda não aprendeu. A lei n° 9394/96 de 20 de dezembro de 1996- Lei de Diretrizes e Bases da Educação em seu artigo 24 parágrafos V. estabelece como critério que a avaliação do rendimento escolar deverá ser contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre as eventuais provas finais. Ou seja, esses aspectos citados no referente artigo não seriam as notas, mas sim, o acompanhamento através de registros do caminhar do aluno. A intenção seria priorizar o que o aluno aprendeu, e não a nota que tirou. A nota passa a ser utilizada como um identificador para o professor da necessidade de retomar a sua prática pedagógica. Ela verifica, não avalia. Atualmente nos ciclos de alfabetização espera-se que a avaliação esteja comprometida com as aprendizagens de todos os estudantes. Busca-se uma avaliação formativa, como algo que faz parte do processo de ensinar e aprender, como mais um elemento desses processos que olha para a formação dos sujeitos que estão aprendendo. Algo que não está preocupado com certificação, com aprovação, reprovação, com nota. Ela vai dar o norte, o caminho, vai direcionar os percursos, tanto dos sujeitos que aprendem, quanto dos que ensinam e aprendem. Como afirma Luckesi. “A avaliação da aprendizagem escolar, além de ser praticada com tal independência do processo ensino-aprendizagem, vem ganhando foros de independência da relação professor-aluno. As provas e exames são realizados conforme o interesse do professor ou sistema de ensino. Nem sempre se leva em consideração o que foi ensinado, mais importante do que ser uma oportunidade de aprendizagem significativa, a avaliação tem sido uma oportunidade de prova de resistência do aluno aos ataques do professor, as notas são operadas como se nada tivessem a ver com a aprendizagem. As médias entre números e não expressões de aprendizagens bem mal sucedidas”. (LUCKESI, 2002, P.23). Devido à implementação do novo ciclo de alfabetização (automática), o Ministério da Educação (MEC) criou em âmbito nacional o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), que é um compromisso formal assumido pelos governos federal, estadual e municipal de garantir que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade, ao final do 3° ano do Ensino Fundamental, visto que se acredita que 600 dias letivos são suficientes para que as mesmas estejam alfabetizadas e não mais 200 apenas como se acreditava anteriormente. Para atender as exigências previstas nos ciclos, foram implantados quadros especificando os direitos de aprendizagem dos alunos referentes a cada ciclo de alfabetização, abrangendo todas as disciplinas desenvolvidas nesses ciclos. A partir da proposta, foi realizado em todo o país um programa de formação continuada (PNAIC), direcionado aos professores alfabetizadores. Posto a isso se busca alternativas para que tais direitos de aprendizagem estabelecidos pelo MEC sejam assegurados. Para que isso aconteça é essencial a realização de uma avaliação contínua e diagnóstica, um acompanhamento que se faz dia-a-dia do que se ensina, do que se aprende em sala de aula. Mais do que isso, é algo que faz parte do próprio ensino e daprópria aprendizagem. Como afirma Luckesi, (2002, p.15) “seja pontual ou contínua, a avaliação só faz sentido quando provoca o desenvolvimento do educando”. São avaliadas então, as conquistas dos estudantes ao longo do ano. O erro passa a ser um indicador da forma como os alfabetizandos pensam sobre determinado conhecimento. O erro segundo Demo (2001, p.50), não é um corpo estranho, uma falha na aprendizagem. Ele é essencial, faz parte do processo. Luckesi (2002, p. 25) ainda ressalta que o erro não é mais fonte de castigo, mas suporte para o crescimento. Portanto, pode-se deduzir que se avaliam tanto os alunos, para mapear seus percursos de aprendizagem, como as práticas pedagógicas utilizadas pelo professor, partindo de que errar faz parte do processo. Avalia-se também com o objetivo de analisar estratégias de ensino, relacionando-as às possibilidades dos educandos. Existe então uma auto avaliação. A avaliação então passa a ser processual, isto é, com foco no percurso do aluno, tendo como finalidade compreender o que os alunos já sabem e que precisam aprender. Ela acontece cotidianamente no ciclo, levando em consideração todas as experiências que as crianças têm na sala de aula e fora dela, considerando principalmente como essa criança aprende como ela desenvolve estratégias para poder se apropriar do código escrito ao mesmo tempo em que ela está desvendando o mundo da leitura e escrita. Observando-as também em suas dramatizações de situações reais em que estão envolvidas, como ressalta Luckesi (2002, p. 67) “enquanto é avaliado, o educando expõe sua capacidade de raciocinar e criar histórias, seu modo de entender e viver”. A própria produção escrita, até por meio do desenho, que é uma forma de linguagem, na qual muitas vezes representam um determinado sentido para a criança. É necessário envolver os alunos no processo de avaliação, buscando práticas pedagógicas que possam ajudar a criança a aprender a olhar o seu processo, compreendê-lo, pensar sobre ele, compartilhar com o outro, de tal forma que todos possam se comprometer com a aprendizagem de todos. E a avaliação vai dando elementos não só para o professor, mas aquele grupo que partilha desse processo a ir se conhecendo melhor e buscando caminhos para que a aprendizagem se amplie e, portanto o ensino se realize. Através dessa constatação, cada professor deve elaborar suas próprias formas de registros avaliativos (instrumentos) que podem ser relatórios, portfólios, dossiês, planilhas, cadernos de registros, fichas que narram à trajetória de cada aluno, entre outros... Tais instrumentos servem para acompanhar as aprendizagens dos seus alunos ao longo do ano. Assim, a avaliação não necessita ser padronizada. O docente pode programar intervenções que atendam à diversidade de necessidades pedagógicas de sua turma. Considerando como afirma Faria e Cavalcante (2015, p. 31), que a turma sempre será heterogênea, independente ou não da presença de crianças com necessidades especiais. Hoffmann complementa: “A avaliação é sinônima de evolução. Avaliação é, basicamente, acompanhamento da evolução do aluno no processo de construção do conhecimento. (...) Eu não posso me postar no final do caminho e dizer se o aluno chegou lá. É preciso acompanhá-lo durante todo o caminho. (HOFFMANN, 2010, p.20). Isso significa uma mudança em todos os segmentos educacionais: currículo, gestão escolar e, naturalmente o próprio modo de avaliar. Nesse contexto o processo avaliativo perpassa pelos processos educacionais e pelos sujeitos envolvidos na alfabetização. No mais, as práticas avaliativas devem ser diagnósticas, processual e formativa. Entendidas como um instrumento de reflexão para a ação, intervenção e transformação. Busca verificar a capacidade do educando, enfrentando suas dificuldades em situações concretas, sendo que o foco não é apenas a realização da avaliação, mas a mobilização e articulação dos recursos de que o educador dispõe, fornecendo um auxílio para o aluno avançar no processo. A avaliação assume o papel de auxiliar no próprio ato de aprender. Processo de Desenvolvimento do Projeto de Ensino Tema e linha de pesquisa O projeto tem como tema, Avaliação No Processo De Alfabetização, e é de extrema importância, ressaltar a avaliação da aprendizagem no processo de alfabetização, procurando demonstrar as estratégias e formas utilizadas como instrumento avaliativo. Justificativa Relatar também as contribuições que a avaliação traz para a prática pedagógica do professor e para o âmbito educacional. Diante de um diagnóstico feito na escola, observamos algumas dificuldades nos alunos do 1º ao 5º ano, dentre elas: leitura, escrita e interpretação de textos, e fez-se necessário a elaboração desse projeto que visa desenvolver uma maior aprendizagem na alfabetização e no letramento de maneira significativa e lúdica. Serão trabalhadas atividades com a participação de todos os alunos no processo de ensino e aprendizagem, com métodos lúdicos e recursos audiovisuais para que o ensino se torne mais eficaz. O letramento que compreende o domínio da leitura e da escrita como contato com o mundo, é o foco central desse projeto. Tendo em vista os resultados do diagnóstico das turmas, que foi a primeira etapa do projeto, foi definido um plano de trabalho com as metas gerais a serem desenvolvidas durante as próximas etapas. Foram definidas também ações e atividades tendo por base as competências necessárias e que deveriam ser garantidas no processo inicial de alfabetização e letramento. Ao trabalhar a construção dessas competências, acreditar-se-á que cada aluno será capaz, ao longo do desenvolvimento do trabalho, de identificar os diferentes portadores de textos bem como seus usos sociais. Esse projeto será mais um passo dado em prol do aluno, evitando principalmente que ele perca o estímulo na sala de aula. Dessa forma, acredita-se que haverá uma melhora substancial nas produções de textos e, consequentemente, melhores resultados nos estudos, de modo geral. Problematização Como avaliar o que as crianças aprendem no ciclo de alfabetização? E de que forma essa avaliação pode estar a serviço do desenvolvimento desses alunos? Viver num ambiente letrado, onde são cultivadas e exercidas práticas sociais relativas à leitura e à escrita, permite à criança desenvolver conceitos e competências funcionais relacionados à escrita, assim como garantir que as crianças efetivamente aprendam a ler e escrever assim que entram na escola é o objetivo de todo alfabetizador, no entanto isso se tornou um grande desafio. Dessa forma, quais questionamentos a trabalhar: · Por que muitos de nossos alunos passam pelo Pré-escolar e vão do 1º ao 5º ano sem aprender a ler e escrever? · De que forma a leitura, a escrita e a produção de textos terá significado para o aluno? · Como intervir no processo ensino-aprendizagem? · Que estratégias fará o aluno ler, escrever e produzir um texto satisfatoriamente? 3.4 Objetivo geral Contribuir no processo de alfabetização e letramento dos alunos, através de atividades, que alimentem o imaginário, contribuindo assim, para o desenvolvimento da leitura e escrita. 3.5 Objetivos específicos · Estimular a leitura e a escrita; · Escrever ortograficamente correto; · Reconhecer o jogo como ferramenta didática imprescindível no processo ensino aprendizagem; 3.6 Conteúdos Linguagem oral e escrita . 3.7 Metodologia Será utilizada a abordagem sócio interacionista, permitindo que a criança tenha oportunidade de construir sua aprendizagem com as intervenções pertinentes. Portanto, será aplicada uma metodologia que favoreça o desenvolvimento da criança nas diversas fases da alfabetização, respeitando suas características individuais e necessidades pessoais. Também serão valorizadas as diversas contribuições que os diferentes métodos de alfabetização oferecem. Através do resultado do diagnóstico das turmas foi definido um plano de trabalhocom metas a serem desenvolvidas no dia-a-dia na sala de aula. Nos 1º anos os professores trabalharão reforço com aqueles alunos que possuem dificuldades com as letras do alfabeto. Nos 2º anos haverá um reagrupamento, os alunos já alfabetizados ficarão com uma professora, enquanto os não alfabetizados ficarão em outra sala com outra professora, para que as mesmas possam fazer um trabalho mais intensificado com os alunos, suprindo as reais necessidades dos mesmos. Nos 3º, 4º e 5º anos, de certa forma, também haverá um reagrupamento, só que apenas num período da aula (antes ou depois do recreio), assim os alunos que estão com as mesmas dificuldades são alfabetizados por monitores ou estagiários. Estarão sendo desenvolvidas atividades diariamente na sala de aula com materiais concretos como: alfabeto móvel, fantoches, jogos de rimas, jogos de memória com escrita/desenho entre outros. Empréstimos de livros, onde o aluno leva para casa e determina o dia de entrega. Piquenique da leitura, onde os alunos vão à Praça, à quadra de esportes ou em outro lugar e levam lanches e livros de história infantis. Estaremos trabalhando atividades diversificadas visando a participação de todos os alunos no processo de ensino aprendizagem, priorizando a leitura e a escrita. Elaboração da Proposta do Projeto de Intervenção · Reunião para exposição do projeto com professores, monitores, estagiários e pais de alunos · Primeira etapa: Diagnóstico dos alunos · Segunda etapa: preparação de material didático (jogos, atividades, cartazes, textos, etc.) · Terceira etapa: reagrupamento dos alunos · Quarta etapa: execução do projeto de intervenção Sugestões das letras das cantigas de roda para serem trabalhadas Proposta de trabalho: Atirei o pau no gato VERSÃO ORIGINAL Atirei o pau no gato tô tô Mas o gato tô tô Não morreu reu reu Dona Chica cá Admirou-se se Do berro, do berro, que o gato deu miau! 2ª VERSÃO Não atire o pau no gato, to Porque isso, so, so Não se faz, faz, faz Jesus Cristo, to, to Nos ensina, na, na A amar, a amar os animais Amém! 3ª VERSÃO Não atire o pau no gato, to Porque isso, so, so Não se faz, faz, faz O gatinho - nho - nho É nosso amigo - go - go Não devemos Não devemos Maltratar os animais Miau! Proposta de sequência didática da música: Atirei o pau no gato 1. Colocar a letra na 1ª versão no quadro; 2. Colocar o CD para as crianças ouvirem e cantar com elas; 3. Questionar: sobre o que fala a cantiga? Se é correto o que está sendo tocado na música? Se eles conhecem outras maneiras de cantar essa mesma cantiga? 4. Realizar a leitura coletiva apontando as palavras e cantando com as crianças; 5. Colocar a letra na 2ª versão no quadro. 6. Colocar a letra na 3ª versão no quadro; 7. Fazer também com as crianças a leitura coletiva da cantiga na 2ª e 3ª versões; 8. Discutir: De qual das três versões gostaram mais? O que mudou em relação a 1ª forma como a música foi cantada? O que essa nova versão nos ensina? 9. Pedir às crianças que brinquem em duplas cantando a música nas três formas; 10. Fazer desenhos ilustrando: a 1ª, 2ª e 3ª versão da cantiga atirei o pau no gato; 11. Pedir que leiam sem cantar, ir apontando enquanto elas lêem; 12. Destacar a palavra: GATO e realizar atividades: (1º oralmente e várias vezes, depois com atividade impressa) fazer com cada palavra em uma aula a depender do nível da turma. Ex.: GATO Quais são as letras utilizadas para escrever a palavra? Qual a 1ª letra? _________________ Qual a última letra? __________ Quantas sílabas? ___________ Qual a 1ª sílaba? __________ Qual a última sílaba? _________ Qual a 2ª sílaba? ________ Quantas letras? _________ Quantas sílabas? ___________ De que outros modos podemos escrever essa mesma palavra? ____________________, _____________________ e ____________ 13. Pedir para que as individualmente escrevam a palavra na lousa (mesmo olhando se for o caso). 14. Pedir para que montem a palavra na sua mesa com o alfabeto móvel. 15. Estudar as famílias silábicas da palavra GATO nos 4 tipos de letras: GA/GO/GU/GÃO e TA/TE/ TI/ TO TU TÃO. 16. Formar palavras usando o alfabeto móvel (com as sílabas que aparecem na palavra: GATO 17. Criar coletivamente frases com a palavra; realizar a leitura das frases coletivamente com os alunos, explicando sobre a questão da segmentação e pontuação e pedir para que os alunos escrevam as frases no quadro. 18. Cantar novamente a letra da cantiga com as crianças acompanhando apontando no cartaz; 19. Fatiar a letra da cantiga em tiras e pedir que os alunos montem a letra no papel metro ou cartolina dado por você e depois leiam para você (pode ser de grupo, dupla ou individual) a depender do nível da turma; 20. Pedir para que os alunos ditem a letra da cantiga e a professora escreve no quadro e faz com eles a leitura coletiva 21. Pedir para que os alunos copiem a letra da cantiga no caderno (orientar sobre o uso do caderno da direita para a esquerda, na linha, margens) 22. Fazer o ditado das palavras da cantiga; 23. Fazer palavra cruzada com e sem banco de dados para as crianças; 24. Fazer a letra da cantiga com lacunas para que as crianças reflitam sobre as palavras que faltam e completem; 25. Colocar o CD novamente e cantar acompanhando no cartaz 26. Fatiar a letra da cantiga em palavras e pedir que os alunos em dupla montem a letra em um cartaz ilustrando e leiam para a turma. 27. Colocar o CD e pedir que as crianças cantem brincando umas com as outras. 28. Recorte e colagem do animal (gato) cada aluno faz o seu. Proposta de trabalho: Pirulito que bate bate Pirulito que bate bate Pirulito que já bateu Quem gosta de mim é ela Quem gosta dela sou eu Pirulito que bate bate Pirulito que já bateu A menina que eu gostava Não gostava como eu Sequência didática Letra da cantiga: Pirulito que bate-bate 1. Colocar a letra no papel AP em letras garrafais; 2. Colocar o CD para a crianças ouvirem e cantar com elas; 3. Questionar: se gostaram? Sobre o que fala? 4. Realizar a leitura coletiva apontando as palavras e cantando com as crianças; 5. Pedir às crianças que brinquem em duplas cantando a música; 6. Pedir que leiam sem cantar, ir apontando enquanto elas lêem; 7. Destacar as palavras: PIRULITO, BATE, EU, ELA, DELA, MENINA, COMO, SOU e realizar atividades: (1º oralmente e várias vezes, depois com atividade impressa) fazer com cada palavra em uma aula a depender do nível da turma. Ex.: PIRULITO Quais são as letras utilizadas para escrever a palavra? Qual a 1ª letra? _________________ Qual a última letra? __________ Quantas sílabas? ___________ Qual a 1ª sílaba? __________ Qual a última sílaba? _________ Qual a 2ª sílaba? ________ Qual a 3ª sílaba? ________ Quantas letras? _________ De que outros modos podemos escrever essa mesma palavra? ____________________ e _________________ 8. Pedir para que as individualmente escrevam a palavra na lousa (mesmo olhando se for o caso). 9. Pedir para que montem a palavra na sua mesa com o alfabeto móvel. 10. Criar coletivamente frases com a palavra; realizar a leitura das frases coletivamente com os alunos, explicando sobre a questão da segmentação e pontuação e pedir para que os alunos escrevam as frases no quadro. 11. Cantar novamente a letra da cantiga com as crianças acompanhando apontando no cartaz. 12. Fatiar a letra da cantiga em tiras e pedir que os alunos montem a letra no papel metro ou cartolina dado por você e depois leiam para você (pode ser de grupo, dupla ou individual) a depender do nível da turma. 13. Pedir para que os alunos ditem a letra da cantiga e a professora escreve no quadro e faz com eles a leitura coletiva. 14. Pedir para que os alunos copiem a letra da cantiga no caderno (orientar sobre o uso do caderno da direita para a esquerda, na linha, margens) 15. Fazer o ditado das palavras da cantiga. 16. Fazer palavra cruzada com e sem banco de dados para as crianças; 17. Fazer a letra da cantiga com lacunaspara que as crianças reflitam sobre as palavras que faltam e completem. 18. Colocar o CD novamente e cantar acompanhando no cartaz. 19. Fatiar a letra da cantiga em palavras e pedir que os alunos em dupla montem a letra em um cartaz ilustrando e leiam para a turma. 20. Colocar o CD e pedir que as crianças cantem brincando umas com as outras. 0. Tempo para a realização do projeto 9 meses ou até que todas as etapas sejam concluídas com êxito. 3.9 Recursos humanos e materiais Livros literários e informativos, fantoches, malas de histórias, álbuns de figurinhas, cartazes, desenhos, filmes, folders, gráficos, revistas de histórias em quadrinhos, ilustrações, jornais, quadro de giz, revistas, televisão, vários gêneros textuais, varal didático, etc. 3.10 Avaliação A avaliação será diagnóstica e processual, para que o professor possa rearticular sua prática de acordo com as necessidades da turma. Serão observados os seguintes aspectos: participação, interesse, desempenho, engajamento e colaboração. Considerações finais Com esse trabalho obteve-se um maior entendimento da temática pesquisada, sendo possível concluir que a alfabetização e o letramento em suas especificidades, na verdade não se distinguem, e sim, que se alfabetiza letrando. Paralelo a esse processo está à forma de como o professor alfabetizador avalia o sujeito em ação, no caso o aluno envolvido nesse processo, e até mesmo a si próprio. Ficou especificado que o alfabetizador atualmente de acordo com as mudanças significativas na área da alfabetização necessita avaliar seu aluno, acompanhando-o individualmente e diariamente em seu desenvolvimento referente à sua aprendizagem. Sendo assim a maneira como o educador conduz o seu trabalho é crucial para que a criança construa o conhecimento sobre o objeto escrito e adquira certas habilidades que lhe permitirão o uso efetivo do ler e escrever em situações sociais. O olhar do professor é a chave para o sucesso desses educandos em seu processo de alfabetização. Para atingir tais objetivos o docente pode e deve utilizar diferentes maneiras (instrumentos) para obter uma avaliação mais individualizada do aluno, que poderá ser: através de jogos educativos, brincadeiras dirigidas (que contemplem a alfabetização), portfólios, sequências didáticas, contação de histórias, entre outras... Portanto a avaliação seria mais do que aplicar um teste, fazer uma única observação, saber se o aluno merece ou não aquela nota, este ou aquele conceito. Avaliar é um ato rigoroso de acompanhamento. É a avaliação que permite tomar conhecimento do que se aprendeu e do que não aprendeu e reorientar o educando para que supere suas dificuldades, na medida em que o que mais importa é aprender. Mas será que esses direitos de aprendizagens propostos pelo novo modelo de avaliação da alfabetização, não estão sendo negligenciados atualmente? Nosso sistema de ensino, redes educacionais e até mesmo as escolas estão contribuindo para uma avaliação de qualidade nos ciclos de alfabetização? 5. REFERÊNCIAS SOBRENOME, Nome do autor. Título da obra. Edição. Cidade: Editora, Ano de Publicação. BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica. Brasília: Mec, Seb, Dicei, 2013. ______ . Secretaria da Educação Básica. Pacto Nacional pela Alfabetização na idade Certa: currículo na alfabetização: concepções e princípios. Brasília: Mec, Seb, 2012. ______ . Ministério da Educação e do Desporto. Pró-Letramento: Programa de formação continuada de professores dos anos iniciais do ensino fundamental. Brasília: Mec, 2007. DEMO. P.E. É errando que a gente aprende. Nova Escola. São Paulo, n. 144. pg 49-51. Ago.2001. DICIONÁRIO ONLINE, disponível em: >http://www.google.com.b r> acesso em 18 nov. 2016. FARIA E CAVALCANTE, Mariane. 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