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ESCOLA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DOUTOR JOSÉ IRAN COSTA DISCIPLINA: SOCIOLOGIA TURMA: 1º ANO “C” FICHAMENTO COMENTADO NOME: Tony Esaú de Oliveira Nº: 41 Referência: Sociologia hoje: ensino médio, volume único / Igor José de Renó Machado, Henrique Amorim, Celso Rocha de Barros. -- 2. ed. -- São Paulo : Ática, 2016. Página Citação Comentários 99 O conceito de cultura está na confluência entre “antropologia interpretativa” e “antropologia simbólica”. O primeiro termo se refere principalmente à Antropologia do estadunidense Clifford Geertz, para quem a cultura é algo que se pode ler e interpretar. Qualquer descrição antropológica é, portanto, uma interpretação do antropólogo sobre a cultura que estuda. Mas essa interpretação é sempre de segunda mão, pois o antropólogo interpreta aquilo que o nativo já interpretou sobre sua própria cultura... Nessa passagem o autor do livro cita o antropólogo Clifford Geertz que foi um importante precursor da chamada antropologia interpretativa. Nessa antropologia havia a afirmação de que a cultura poderia ser lida e interpretada por qualquer um, porém também deveria ser levado em consideração o posicionamento de quem faz a descrição dessa determinada cultura. Nesse viés podemos afirmar que podem ocorrer diferentes descrições de diferentes culturas de acordo com a visão de quem a faz, o autor chama essa interpretação de “segunda mão”, pois ela já havia sido interpretada anteriormente pelos nativos na qual esta cultura está inserida. Entra nesse contexto o relativismo cultural que tenta interpretar as culturas sem um ponto de vista predominante (etnocentrismo). Entre os assuntos atuais que envolvem isso está o racismo, pois muito se discute se todas as pessoas devem observar e interpretar o racismo ou se isso deve ser feito apenas pelas pessoas que sofrem esse ato inconcebível. Em minha opinião acho justo e democrático que todas as pessoas tenham suas posições sobre qualquer assunto desde que seus argumentos e opiniões não atinjam a honra de outras pessoas. ...Geertz vê a cultura como um conjunto de códigos simbólicos que organizam a experiência humana no mundo. Esses códigos funcionam como programas de computador que dão instruções para a vida das pessoas... Nessa passagem novamente é citado Clifford Geertz, porém dessa vez é demonstrado como o antropólogo vê a cultura, isto é, uma tentativa de conceituação feita por ele. Geertz descreve a cultura como sendo algo padronizado que tem a função de construir o intelecto das pessoas da sociedade correspondente. Nessa visão podemos afirmar que as pessoas são o reflexo da sua própria cultura, como se fossem uma pequena variação de algo que é generalizado para todos, que nesse caso é a sua cultura equivalente. A cultura é como uma grande árvore que tem várias raízes ou fundamentos, e os frutos dessa árvore são as pessoas, que embora não sejam iguais, têm os mesmos fundamentos genéricos, ou seja, os fundamentos da sua cultura. Portanto a cultura serve como várias instruções para a vida das pessoas. As diferentes culturas definem uma grande diversidade, por isso mesmo essas devem ser respeitadas e melhor ainda devem ser mantidas para as próximas gerações, caso isso não aconteça séculos de vivência e construções humanas serão perdidas, portanto todas as culturas são importantes. Referência: Sociologia hoje: ensino médio, volume único / Igor José de Renó Machado, Henrique Amorim, Celso Rocha de Barros. -- 2. ed. -- São Paulo : Ática, 2016. Página Citação Comentários 100 Na história recente da Antropologia, o pós- modernismo deu origem ao pós-colonialismo, uma variação das mesmas questões levantadas pelo pós- modernismo. No pós-colonialismo, entretanto, aquilo que parecia apenas autoritário foi pensado como resultado de um sistema de poder, uma herança do colonialismo. Segundo os pós-colonialistas, a Antropologia estaria cheia de preconceitos “coloniais” que precisariam ser superados... Nessa citação o autor do livro tenta demonstrar a evolução dos estudos antropólogos, inicialmente no pós-modernismo e depois no pós-colonialismo que seria uma nova versão do pós-modernismo, pois esse levantaria algumas questões já tratadas anteriormente como é o caso da “autoridade etnográfica”. No pós-colonialismo essa autoridade foi vista como sendo uma herança do colonialismo, ou seja, o fato de o antropólogo interpretar uma sociedade sem antes ouvir os nativos foi algo herdado no processo de colonização europeu. Por isso mesmo muitas vezes os antropólogos e até mesmo pessoas normais, quando veem e julgam outra sociedade, podem estar utilizando preconceitos colônias herdados muitos séculos atrás. Esse problema precisa ser resolvido para que todas as sociedades, nações e culturas possam ser vistas e interpretadas sem nenhum conceito preestabelecido e que não haja o escalonamento entre “melhores” ou “piores”, só assim haverá igualdade na interpretação. Atualmente o que tem se visto é a chamada antropologia mundial não hegemônica em que são considerados novos pontos de vistas por antropólogos dos países centrais. A discussão sobre etnicidade e identidade também pode ser considerado contemporânea, pois, além de recente, levanta questões ainda muito relevantes. As dinâmicas migratórias no mundo contemporâneo e as identitárias baseadas em orientação sexual são alguns exemplos, entre muitos outros... Nesse trecho o autor fala como as discussões pós-colonialistas estão inseridas nas sociedades atuais, ele cita dois exemplos muito pertinentes: as migrações e a identidade sexual. A etnicidade muita vezes tende a excluir algumas minorias do seu meio social, isso ocorre principalmente com a comunidade LGBTQ que são considerados anormais ou não pertencentes aos padrões culturais impostos. Por isso é tão necessário uma ação que promova a igualdade entre todos os cidadãos independente da sua escolha sexual, a antropologia tenta exatamente estudar essas relações existentes e muitas das vezes tentar encontrar um meio de quebrar preconceitos antes estabelecidos pela colonização. Referência: Sociologia hoje: ensino médio, volume único / Igor José de Renó Machado, Henrique Amorim, Celso Rocha de Barros. -- 2. ed. -- São Paulo : Ática, 2016. Página Citação Comentários 101 Autoras como Gayle Rubin (1949-) e Sherry Ortner (1941-) estudaram esse tema a partir dos anos 1970. As duas antropólogas estadunidenses explicaram essas diferenças pelo fato de, em geral, as mulheres ficarem mais segregadas ao mundo doméstico, enquanto os homens circulam na esfera pública. Existe também uma tendência de relacionar a mulher à natureza e o homem á cultura: ás mulheres cabe o parto, a maternidade, a amamentação, enquanto aos homens cabe a produção, a transformação do mundo... Nessa passagem o autor cita as feministas intelectuais Gayle Rubin e Sherry Ortner. Essas antropólogas estudaram as relações e divisões feitas entre homens e mulheres e ao final concluíram que essa segregação de gênero deve se ao fato de que historicamente coube as mulheres o mundo doméstico, enquanto aos homens coube serem os frequentadores da esfera pública. Outra descoberta delas foi a de que se tornou algo natural a associação de que as mulheres têm um vinculo forte com a natureza e as emoções e os homens com a cultura, ou seja, naturalmente cabe as mulheres o parto, a maternidade e a amamentação, enquanto aos homens cabe a produção e a transformação do mundo. Com essa citação do autor nós podemos concluir que há várias associações feitas às mulherese aos homens, porém isso não significa que esses vínculos devam continuar eternamente, pois o mundo muda e as relações e divisões entre homens e mulheres também. Antigamente era natural e coeso que todas as mulheres fossem associadas ao cuidado da casa e da cozinha, porém o que vemos atualmente é um crescente número de homens atuando nesse ambiente também. Ademais podemos perceber que as mulheres estão cada vez mais inseridas em empregos antes considerados somente do gênero masculino, isso é algo normal e crescente. ...Os estudos de gênero passaram a pensar em masculinidades e feminilidades como modo de construir diferenças sociais. A associação entre o que é visto como caracteristicamente masculino e prestígio, por exemplo, é extremamente difundida. As intelectuais feministas se empenham em dissolver tais conexões com base na tese de que elas não são naturais, mas construídas por um sistema que beneficia os homens e lhes garante poder e dominação. Nessa passagem o autor salienta que muitas vezes a masculinidade ou a feminilidade são utilizadas como base para a construção de diferenças sociais, isto é, socialmente os homens poderiam ser melhores que as mulheres simplesmente por serem desse gênero. Por isso as feministas tentam incessantemente destruir os vínculos que lhes associam a natureza (do parto, da amamentação e da maternidade), pois segundo elas os valores dados as mulheres são adquiridos por uma sociedade ou sistema que beneficia majoritariamente os homens, dando lhes poder e dominação sobre as próprias mulheres. Realmente sempre houve associações e divisões entre os dois gêneros, porém no mundo contemporâneo varias dessas ligações, segregações e preconceitos vêm sendo quebrados e remodelados graças principalmente aos esforços das intelectuais feministas que lutam por direitos iguais e o fim da sociedade que enaltece o homem ou o coloca acima das mulheres. A humanidade e as sociedades estão em constante mudança e hoje mais do que nunca faz se necessário algumas mudanças que proporcionem direitos iguais e que incentivem a democracia atual. Referência: Sociologia hoje: ensino médio, volume único / Igor José de Renó Machado, Henrique Amorim, Celso Rocha de Barros. – 2. 5d. – São Paulo : Ática, 2016. Página Citação Comentários 102 ...Antropólogas feministas perceberam que, se a teoria não trata necessariamente da reprodução biológica, mas da produção de relações, não haveria uma verdade natural/biológica no papel atribuído às mulheres... Nessa citação novamente o autor volta ao assunto das divisões ou da natureza dos gêneros. Estudos de feministas indicaram que a natureza da mulher não é uma questão biológica, mas sim uma construção social, ou seja, as mulheres não necessariamente precisam ter a função do parto, amamentar ou estar, quase que exclusivamente, no ambiente doméstico, pois isso é uma construção de relações sociais feitas por civilizações anteriores. Por isso o fato de a mulher ter uma natureza própria deriva de ideias criadas através de relações sociais de séculos atrás. As pesquisadoras concluíram por fim que não há uma verdade natural/biológica para o papel atribuído as mulheres. Podemos concluir que não há um papel preestabelecido para as mulheres na sociedade, ou seja, elas podem e devem escolher livremente o que irão fazer com a sua vida ou o que é a sua própria natureza. Esse pensamento foi importantíssimo para que as mulheres saíssem dos seus cargos antes atribuídos por uma sociedade majoritariamente machista e ingressar em novas oportunidades e experiências próprias, quebrando assim os conceitos preestabelecidos anteriormente. Estudiosos da questão de gênero e orientação sexual passaram a defender que o parentesco homoafetivo é tão legítimo quanto o parentesco “tradicional”. A ideia de que o parentesco não depende de fatores biológicos deu margem a tanto à luta contra a opressão da mulher – e contra a ideia de que cuidar dos filhos e se responsabilizar pelo mundo doméstico é um destino natural – como à luta pelo direito de casais homoafetivos formarem famílias reconhecidas pelo Estado. ... Nesse último trecho o autor mostra outras consequências advindas da descoberta que a natureza anteriormente ligada às mulheres é apenas uma simples construção social que dura há séculos, entre essas consequências está o fato de que como o parentesco não é algo intimamente ligado a fatores biológicos ou naturais, as relações homoafetivas ou homossexuais poderiam ser consideradas tão normais ou legítimas quanto ao parentesco tradicional (homem e mulher). No momento em que descobrem que as mulheres não têm uma natureza preestabelecida as feministas conseguem reaplicar esse conceito nas relações homossexuais que muitas das vezes são consideradas erradas ou não coerentes, e exatamente por não haver um vinculo biológico envolvido nessas relações ou nas famílias construídas por elas o Estado deve reconhecê-las oficialmente. As relações homossexuais são crescentes em nossa sociedade e sem sombra de dúvidas devem ser respeitadas, porém como diria o intelectual Enéas Carneiro: “o homossexualismo deve ser respeitado e não aplaudido”, eu concordo plenamente, pois de forma generalizada e crescente esse grupo representaria o fim da espécie humana. Nesse viés concluímos que o homossexualismo deve ser respeitado, porém não muitas das vezes incentivado. ATENÇÃO ➢ O aluno deverá buscar dentro das páginas estudadas fatos importantes que mereçam destaques e posteriormente pontuá-los, ➢ Após pontuar os pontos relevantes de cada página o mesmo deverá fazer um comentário sobre os pontos destacados colocando seu ponto de vista sobre o mesmo. ➢ Cada página deverá ser apresentada no mínimo dois pontos. IMPORTANTE ➢ Não havendo possibilidade de fazer uma avaliação global, tendo como justificativa a quantidade de conteúdo apresentado esta atividade servirá como base para a pontuação da mesma.