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A importância de um planejamento tributário eficiente para as empresas. Gesiel da Silva Nunes [footnoteRef:1] [1: 1 Gesiel da Silva Nunes 2 Jorge Fernando da costa louzeiro 3 Kelina do Socorro Soares Sousa 4 Rafaeli Ribeiro das Neves 5 Tutor: Erikson Drake Araújo de Melo Centro Universitario Leonardo da Vinci – UNIASSELVI – CURSO (CTB0777) – Pratica do modulo IV – 18/06/2019 ] Jorge Fernando da costa louzeiro ² Kelina do Socorro Soares Sousa ³ Rafaeli Ribeiro das Neves Tutor Externo: Erikson Drake Araújo de Melo Resumo: Trata-se de uma pesquisa bibliográfica sobre a área Contábil, mais especificamente sobre o Planejamento Tributário. Este trabalho tem como objetivo principal desenvolver uma análise comparativa sobre os benefícios de uma escolha eficaz de um Planejamento Tributário na existência e maior vantagem sobre a concorrência de uma empresa. O Planejamento Tributário tem uma importância vital para a vida de uma instituição, e através de meios lícitos previstos em lei, visa-se reduzir os tributos e assim aumentar o lucro da empresa. Esse estudo irá demonstrar e comprovar que, uma correta escolha do Planejamento Tributário pode levar a empresa usufruir de uma economia em seu orçamento quando as suas conjunturas e condições estiverem aplicados adequadamente. Palavras- Chaves: Tributos. Regime tributário. Sistema tributário. 1. INTRODUÇÃO Este estudo abordará sobre o regime tributário e a importância de um planejamento tributário eficiente para as empresas. A contabilidade como processo de escrituração tanto da área pública ou privada está tangenciada em diversas interfaces empresariais, governamentais, prestadoras de serviços entre outros. As empresas e o Estado, por exemplo, tem como obrigatoriedade de garantir o funcionamento de suas atividades de forma contínua administrando de forma mais adequada toda a movimentação e desenvolvimento da mesma, seja de cunho orçamentário, financeiro, administrativo, tecnológico e humano (mão de obra). As diversas facetas tributárias englobam um fenômeno fundamental na manutenção do Estado para que este cumpra suas ações designativas em prol dos serviços públicos com caráter de preservar o bem estar coletivo que tem as pessoas jurídicas e físicas como seus principais arrecadadores de recursos que dependem desses serviços para melhor qualidade de vida. As empresas que adotam um eficiente planejamento estratégico organizacional e tributário envolvendo a área contábil e administrativa será possível tornar os exercícios organizacionais e estruturais mais ágeis e concretizáveis. Também é possível diminuir custos de impostos e otimizar gastos sendo vital no cenário tributário brasileiro que é uma das mais complexas mundialmente. Além de ter maior embasamento para conduzir investimentos corretamente e evitar processos penais ao adotar atos ilícitos. Com essas informações ao seguinte questionamento: Quais as principais consequências de uma escolha de um regime tributário para os cofres das empresas? Assim, temos o seguinte objetivo geral do estudo é analisar um contexto simulatório de uma empresa e os específicos são: identificar a importância de um planejamento tributário eficiente; simular um contexto de um processo de escolha de um regime tributário e discutir as consequências dessa escolha. Portanto, este estudo trata-se de uma pesquisa bibliográfica, que segundo Raymundo (2007), essa pesquisa é à base de qualquer trabalho científico. Essa etapa serve para juntar o conhecimento teórico já disponível em outras fontes. O principal arcabouço teórico é configurado com os seguintes autores: Fabretti (2006), Castellin (2012), Silva (2011), entre outros autores relevantes. 2. FUNDAMENTÇÃO TEORICA A realidade tributária nacional é publicamente complexa e intricada, tendo como consequência um custo financeiro alto para os que contribuem, não obstante, causa, de forma contínua, um sentimento de amedrontamento e insegurança pela duvida se está cumprindo todas as obrigações previstas na Constituição. O que pode-se pressupor que as empresas necessitam criar estratégias como também escolher o melhor plano tributário para reduzir custos fiscais, considerando que é um agente significativo para permanência da empresa no mercado de forma competitiva e lucrativa. Basicamente, o sistema tributário nacional é toda a arrecadação de tributos no país e as normas, leis e/ou regras que regulamentam e legalizam o exercício do poder de imposição a órgãos, aos quais a Constituição Nacional Federativa encarrega competência tributária. O Código Tributário Nacional, doravante CTN, do ano de 1966 no artigo 96 da lei no 5.172/66, relata que o conceito de legislação tributária abrange as leis, os tratados e as convenções internacionais, as normas complementares e os decretos que referem-se sobre os tributos e relações jurídicas a eles pertinentes seja num todo ou em parte. 2.1. Tributos De forma basilar, o tributo é uma forma de cobrança a pessoas físicas ou jurídicas com o intuito de transferir riquezas para o Estado, ou seja, transfere-se parte da riqueza ou lucro do cidadão para o Estado. Essa entrega da fartura do individuo é essencial para o Estado possa cumprir a execução e a prestação de serviços públicos como obras de infraestrutura, contratação de pessoal para execução desses serviços, iluminação pública, etc. e para ser feita essas atividades é necessária essa repassagem de dinheiro do cidadão para o responsável administrativo. Sabbag (2008) afirma que o tributo deve ser pago em dinheiro sendo impedido o pagamento em in natura ou in labore, ou seja, por meio de transferência de bens, prestação ou produção de serviços em troca da quitação da dívida. Esse fator caracteriza-se na chamada prestação pecuniária em moeda em que há a obrigatoriedade quantificada em dinheiro expressando determinada quantia monetária. Prestação diversa de sanção de ato ilícito: Nessa tipologia a regra jurídica tributária estabelece que o tributo não se gere sobre fato ou ação ilícita. Na própria CTN há diferenciação de multa e tributo, onde o ato ilícito será punido através da multa como, por exemplo, as infrações de trânsito. O tributo somente quanto for fato licito que a será permitida a sua aplicabilidade. Há também uma necessidade iminente das empresas se adaptarem às exigências fiscais do governo, as quais têm se tornado cada vez mais intenso e punitivo com as que não se adaptam. E isso sem mencionar na metodologia de avaliação, constatação, fiscalização e detecção de inexatidão e inconformidades nos relatórios técnicos contábeis das organizações empresariais. Eles estão mais modernos e mais difíceis de fraude graças ao avanço tecnológico. Adotar um regime de tributação adequado exige-se uma análise criteriosa, é de suma importância conhecer cada regime e alguns outros pontos estratégicos para facilitar a escolha que melhor se adapte à realidade da empresa e consequentemente está em dia com os tributos dentro do âmbito da lei. O Sistema Tributário Nacional é prolixo com diversas normas que mudam frequentemente, desconhecer e desconsiderar suas nuances faz com que a escolha adotada seja pelo caminho mais simplório e não o mais adequado para o perfil da empresa. Sabe que a STN é impiedosa na maioria das vezes em casos de erros e principalmente ao perceber conduta ilícita. No Brasil as empresas podem optar por quatro tipos de regimes Tributários distintos: 1. Simples Nacional 1. Lucro Presumido 1. Lucro Real 1. Lucro Arbitrado · SIMPLES NACIONAL, este regime é indicado para microempresas ou empresas de pequeno porte. A sua proposta é simplificar a burocracia para estas organizações, de forma a reduzir a carga tributária e unificar os impostos em uma única guia a pagar, tanto Municipais, Estaduais e Federais. A opção pelo regime para empresas que já estão em atividades somente poderá ser realizada até o ultimo útil do mês de janeiro. O valor para do faturamento para enquadramento no Simples Nacional ate 31.12.2018 é de R$ 4.800,00 por ano. ANEXO IV DA LEI COMPLEMENTAR Nº 123, DE 14 DE DEZEMBRODE 2006 Alíquotas e Partilha do Simples Nacional – Receitas decorrentes da prestação de serviços relacionados no § 5o-C do art. 18 desta Lei Complementar Receita Bruta em 12 Meses (em R$) Alíquota Valor a Deduzir (em R$) 1a Faixa Até 180.000,00 4,50% - 2a Faixa De 180.000,01 a 360.000,00 9,00% 8.100,00 3a Faixa De 360.000,01 a 720.000,00 10,20% 12.420,00 4a Faixa De 720.000,01 a 1.800.000,00 14,00% 39.780,00 5a Faixa De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 22,00% 183.780,00 6a Faixa De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 33,00% 828.000,00 · LUCRO PRESUMIDO, este regime visando simplificar o calculo dos impostos, é utilizado um valor de “Lucro Presumido”, de forma mais clara, a receita federal presume qual será a o Lucro da empresa baseando na atividade exercida, gerando um valor médio de lucro e alíquota que estas empresas teriam que pagar. Uma vez que a legislação estabelece as alíquotas a serem usadas para cálculos baseadas no faturamento da empresa e por atividade exercida. Este regime é indicado para a empresa cujo o faturamento anual seja menor que R$ 78 milhões maior que R$ 4 milhões. TABELA DE IMPOSTOS DA EMPRESA (LUCRO PRESUMIDO) PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE CONSTRUÇÃO CIVIL SEM FORNECIMENTO DE MATERIAL TRIBUTO BASE DE CALCULO ALIQUOTA DIRETO IRPJ 32% 15% 4,80% CSLL 32% 9% 2,88% COFINS - 3% 3,00% PIS/FATURAMENTO - 0,65% 0,65% SUB TOTAL RECEITA FEDERAL (do total da nota) 11,33% ISS (do serviço) 5% 5,00% INSS (do serviço) - 11% 11,00% TOTAL 27,33% PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE CONSTRUÇÃO CIVIL COM FORNECIMENTO DE MATERIAL (50%) TRIBUTO BASE DE CALCULO ALIQUOTA DIRETO IRPJ 8% 15% 1,20% CSLL 12% 9% 1,08% COFINS - 3% 3,00% PIS/FATURAMENTO - 0,65% 0,65% SUB TOTAL RECEITA FEDERAL (do total da nota) 5,93% ISS (do serviço) 5% 2,50% INSS (do serviço) 50% 11% 5,50% TOTAL 13,93% · LUCRO REAL, a apuração dos impostos pelas empresas que optam por este regime é baseado no faturamento mensal ou trimestral da empresa e o cálculo dos impostos índice sobre o lucro efetivo da mesma. A apuração dos resultados se baseia no calculo das receitas subtraindo as despesas e custos. Para alguns tipos de empresas a opção por este regime se torna obrigatória em razão da atividade exercida, negócios como: bancos comerciais, sociedades de créditos, corretoras de títulos, factoring, investimentos e financiamentos. Incluindo também aquelas empresas cujo faturamento bruto anual seja superior a R$ 48 milhos. Faturamento trimestral: R$ 200.000,00 (100%) Lucro Real Apurado: R$ 40.000,00 (20%) TRIBUTO VALOR % S/ FAT COFINS (7,6% X R$ 100.000,00) 7.600,00 3,8% (1) PIS (1,65% X R$ 100.000,00) 1.650,00 0,82% (1) IRPJ (15% X R$ 40.000,00) 6.000,00 3% CSLL (9% X R$ 40.000,00) 3.600,00 1,8% Totais 18.850,00 9,42 (1) Considerando deduções do PIS e COFINS não cumulativos de 50%. 2) Faturamento trimestral: R$ 300.000,00 (100%) Lucro Real Apurado: R$ 75.000,00 (25%) TRIBUTO VALOR % S/ FAT COFINS (7,6% X R$ 150.000,00) 11.400,00 3,8% (1) PIS (1,65% X R$ 150.000,00) 2.475,00 0,82% (1) IRPJ (15% X R$ 60.000,00) 9.000,00 3,00% IRPJ (25% X R$ 15.000,00) 3.750,00 1,25% CSLL (9% X R$ 75.000,00 6.750,00 2,25% Totais 11,12% (1) Considerando deduções do PIS e COFINS não cumulativos de 50%. 3. MATERIAIS E MÉTODOS Trata-se de uma pesquisa bibliográfica que é desenvolvida baseada em material já efetuado, constituído principalmente de livros e artigos científicos. Não recomenda-se trabalhos oriundos da internet sem uma plataforma bibliotecária online de dados confiáveis e o principal objetivo desse estudo é analisar uma pequena simulação e as ocorrências tributárias usando como cenário de simulação a empresa intitulada LOGG1 Logística Ltda. (nome fictício), do ramo de atividades logísticas, cujo objetivo principal é a prestação de serviços para cessão de espaços, galpões de armazenamento e transporte, a empresa conta com 20 anos de experiência. 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO Para a LOGG1 o Lucro real pode ser o mais interessante, pois, é um termo utilizado na legislação fiscal para definir uma tipologia de regime tributário, que tem a finalidade de apurar o Imposto de Renda (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das empresas, incidem sobre esse regime alíquotas de 15% e 9% respectivamente e PIS e COFINS que dependendo do caso podem ser de 0,65% a 7,60%, além das contribuições e demais impostos comuns as empresas. (SEBRAE, 2017). É considerado o mais complexo. No entanto, é compensatório já que o lucro previsto estará acima de 78 milhões de reais já que seu Faturamento previsto para 2019- R$ 100.000.000,00. IMPOSTOS ALIQUOTA FATURAMENTO TOTAL IRPJ 15% R$ 100.000.000,00 R$ 15.000.000,00 CSLL 9% R$ 100.000.000,00 R$ 9.000.000,00 COFINS 7,60% R$ 100.000.000,00 R$ 7.600.000,00 PIS/Pasep 2,49% R$ 100.000.000,00 R$ 2.490.000,00 Fonte: Elaborado pelo próprio autor. Conforme Fabretti (2006, p. 152), o objetivo do planejamento tributário é obter a maior economia fiscal possível, sem pagar encargos altos, diminuindo a carga tributária para o valor realmente exigido por lei sendo menos oneroso para as empresas. As empresas têm no planejamento tributário um fator contribuinte para a administração de suas despesas e tributos. Não Pode ser o lucro presumido, pois conforme Fernandes (2014) afirma que é uma forma de tributação simplificada para destinada a uma base de cálculo específica do imposto de renda (IR) e da Contribuição Social Sobre o Lucro (CSSL) das pessoas jurídicas que não estiverem obrigadas ao lucro real e mesmo tendo O limite de R$ 48 milhões foi aumentado pela Lei 12.814/2013 para R$ 78 milhões ano, ou R$ 6,5 milhões mês, para vigorar a partir de 1º de janeiro de 2014 não tangencia com o faturamento da LOOG1 para 2019. Assim, o planejamento tributário é uma ferramenta, que tem o objetivo de atender e proteger as atividades econômicas da empresa contra impostos demasiados ou escolher regimes errados que podem trazer complicações para a empresa, conhecendo as possíveis alternativas legais dentro da legislação vigente, buscando mediante a uma analise criteriosa, avaliá-las, optando aquela que melhor se adeque ao perfil da instituição, a fim de diminuir o montante dos tributos. CONCLUSÃO Por tudo isso, o planejamento tributário é um instrumento de eficácia para assegurar a competitividade perante o mercado e molda-se numa forma preventiva e prevista em lei de economia na carga tributária, onde através de espaços na lei pode-se buscar alternativas para dedução de impostos e tomadas de decisões e, assim, ser menos onerosos para os cofres das empresas, que repercutem de forma positiva nos resultados da empresa. REFERÊNCIAS BRASIL. Código Tributário Nacional. Lei 5. 172 de 25 de outubro de 1966. CASTELLIN, Fernando. Noções de Direito Tributário. São Paulo: LFG, 2012. FABRETTI, Láudio Camargo; FABRETTI, Dilene Ramos. Direito Tributário para os Cursos de Administração e Ciências Contábeis. 3a ed. São Paulo: Atlas, 2014. FABRETTI, Laúdio. C. Contabilidade tributária. 10a ed. São Paulo: Atlas, 2006. MARTINS, Franklin Pereira. O princípio da legalidade tributária e a instituição de tributos. Disponível em < https://jus.com.br/artigos/54007/o-principio-da-legalidade-tributaria-e-a-instituicao-de-tributos#>. Acesso em 10 de junho de 2019. NOGUEIRA, Ruy Barbosa. Curso de Direito Tributário. 5a ed. São Paulo: Saraiva, 1980. RAYMUNDO, Mauro. Tipos de pesquisas. São Paulo: Atlas, 2007. SABBAG, Eduardo de Moraes. Direito Tributário. 9a ed. São Paulo: Premier Máxima, 2008 SILVA, José Afonso de. Curso de Direito Constitucional Positivo. 34a ed. São Paulo: Malheiros, 2011. SILVA, Vander Brusso. Direito Tributário. 2a ed. São Paulo: Rideel, 2014. http://www.cebrasse.org.br/downloads/html/lucro_presumido_real.html