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BLÉVOT – 1967 – Relatório Final ANAIS DO INSTITUTO TÉCNICO DE CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PÚBLICAS VIGÉSIMO ANO ■ FEVEREIRO 1967 ■ N° 230 Série: SOLOS E FUNDAÇÕES (57) BLOCO SOBRE ESTACAS Métodos de cálculo Relatório de teste Disposições construtivas por J. BLEVOT Engenheiro E.C.P Professor na Escola Central e CHEBAP Diretor Geral adjunto do SOCOTEC e R. FRÉMY Engenheiro E.N.P.C., Engenheiro ligado à Direção do SOCOTEC Tradução: Arlene Maria Alves Revisão: Caio Cesar Pereira de Aguiar Universidade Estadual do Maranhão INSTITUTO TÉCNICO DE CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PÚBLICAS RESUMO O cálculo dos blocos sobre estacas pelo método das bielas é uma extensão do método das bielas para o cálculo de sapatas sobre o solo, já proposto por Sr. Lebelle em 1935. Diferentes hipóteses podem ser adotadas para definir que as bielas assegurem a transmissão dos esforços, dois métodos são mostrados abaixo: – o método das bielas na forma simplificada em que é normalmente aplicado; – e uma extensão do método das bielas levando a uma forma menos restritiva, dada pelo Sr. Frémy. Em seguida, são relatados testes em modelos reduzidos e blocos em escala real, que têm sido realizados por vários anos no Centro Experimental de Pesquisa e Estudos em Construção e Obras Públicas. Como conclusão, são definidas as medidas construtivas recomendadas na prática pela Socotec. I - MÉTODO GERAL E SIMPLIFICADO por J. BLÉVOT Os blocos sobre estacas em edifícios são geralmente calculados nos escritórios de projeto franceses por um método comumente chamado de método das bielas. Anteriormente, este método das bielas havia sido proposto pelo Sr. Lebelle para o cálculo de sapatas sobre o solo após testes realizados sob sua direção no Laboratório de Segurança em 1934- 1935. Foi exibido em particular no folheto de dezembro de 1934 dos Relatórios do Instituto Técnico de Obras Públicas e no quarto volume (1935) das Memórias da Associação Internacional de Pontes e Estruturas. A priori parecia sensato estender o princípio desse método aos blocos sobre estacas. Presume-se que a carga posterior seja transmitida às estacas pela camada do bloco por bielas inclinadas; as forças de tração horizontais resultantes da decomposição das forças transmitidas pelas bielas são equilibradas por armaduras colocados na parte inferior dos blocos e para os quais são possíveis diversos arranjos. Diferentes hipóteses podem ser adotadas para definir que as bielas garantem a transmissão dos esforços. Primeiro, exporemos o método das bielas na forma simplificada em que é normalmente aplicado. Nesta forma, o método aplica-se apenas ao preço de certas extrapolações para os casos de blocos com pilares de seção retangular ou em pontos de apoio solicitados à flexão. O Sr. Frémy propôs uma extensão do método das bielas, levando a uma forma menos restritiva, que possibilita o tratamento de tais casos. A apresentação do método simplificado será, portanto, seguida pela do método dado pelo Sr. Frémy. Em seguida, apresentaremos o relatório dos testes em modelos reduzidos e em tamanho real, realizados por vários anos no Centro Experimental de Pesquisa e Estudos em Edifícios e Obras Públicas, no âmbito da pesquisa realizada pela Socotec e mostraremos muitas lições a serem aprendidas com esses testes. Por fim, exploraremos as disposições construtivas que podemos recomendar na prática. APRESENTAÇÃO DO MÉTODO SIMPLIFICADO Para definir a trajetória das bielas, deve-se especificar: – sua origem na parte superior, no patamar da base do pilar; – sua extremidade na parte inferior. As extremidades inferiores das bielas só podem ser logicamente nos pontos de interseção dos eixos das estacas e no plano médio das armaduras de tração colocadas na parte inferior dos blocos; qualquer outra hipótese levaria a admitir esforços de flexão a priori nas estacas, o que não é admissível. No nível da base do pilar (topo do bloco), pode-se obviamente considerar como origem das bielas o ponto de interseção do eixo do pilar com o topo do bloco, mas essa é uma hipótese desfavorável que negligencia a distribuição da carga na superfície do pilar. Parece que diferentes hipóteses podem ser adotadas, como indicamos a seguir, nos casos correspondentes aos blocos em duas, três e quatro estacas. 1. Bloco sobre duas estacas (fig. 1). Consideremos uma única transmissão da carga de um pilar de seção retangular para duas estacas distantes entre eixos de 𝑙𝑡. Presume-se que a carga Q sobre o pilar esteja centrada; a dimensão do pilar no plano vertical está no meio do bloco. FIG. 1. A origem das bielas no topo da seção pode ser escolhida nos dois pontos localizados na distância 𝑎 4 do eixo do pilar. Nessas condições, se h for a altura útil (ℎ = ℎ𝑡 − 𝑑′ ), o esforço normal de tração que as armações devem equilibrar tem o valor 𝑁′𝑎 = 𝑄 4 ℎ (𝑙𝑡 − 𝑎 2 ) = 𝑄𝑙𝑡 4 ℎ (1 − 𝑎 2 𝑙𝑡 ) Nota 1. A aplicação dos métodos de Resistência dos Materiais a um bloco sobre duas estacas consideradas como viga em dois apoios simples que suportam uma carga centralizada distribuída no comprimento que levou a um valor máximo do momento fletor igual a 𝑄 4 (𝑙𝑡 − 𝑎 2 ). A aplicação do método das bielas equivale, portanto, à determinação dos esforços de tração nas armações, tomando a altura útil como braço de alavanca. Deve-se notar que os blocos sobre duas estacas são geralmente vigas de grande altura relativa, às quais os métodos usuais de Resistência dos Materiais não são aplicáveis sem restrições. Nota 2. As prescrições das Regras BA relativas às cargas aplicadas nas proximidades dos suportes (art. 4.2352) permitiriam dispensar qualquer armadura transversal (armações ou barras dobradas) se a condição ℎ ≥ 2 3 (𝑙𝑡 − 𝑎1) for verificada, sendo 𝑎1 a dimensão das estacas de concreto armado no plano vertical passando pelos eixos do pilar e das estacas. 2. Bloco sobre três estacas (fig. 2). Assumimos que os centros das três estacas são os vértices de um triângulo equilátero com o lado 𝑙𝑡. O pilar é de seção quadrada com lado a; seu centro coincide com o FIG. 2. centro de gravidade do triângulo formado pelas estacas. A carga Q do pilar é transmitida às estacas por três bielas cujos eixos estão localizados nos planos bi setoriais (ou medianos). Parece possível admitir que as origens das bielas no topo do bloco são pontos localizados a uma distância igual a 0,3a do eixo do pilar ao do bloco. Os esforços horizontais de tração podem ser equilibrados por armaduras dispostas ao longo das medianas do triângulo equilátero formado pelos eixos das estacas ou ao longo dos lados do referido triângulo. As armaduras dispostas ao longo das medianas devem equilibrar um esforço 𝑁′𝑎𝑚 = 𝑄 9 ℎ (𝑙𝑡√3 − 0,9 𝑎) ≅ 𝑄𝑙𝑡√3 9 ℎ (1 − 𝑎 2 𝑙𝑡 ) As armaduras dispostas ao longo dos lados devem equilibrar um esforço 𝑁′𝑎𝑐 = 𝑁′𝑎𝑚 √3 ≅ 𝑄𝑙𝑡 9 ℎ (1 − 𝑎 2 𝑙𝑡 ) 3. Bloco sobre quatro estacas (fig. 3). Assumimos que os centros das quatro estacas são os vértices de um quadrado de lado 𝑙𝑡. O pilar tem uma seção quadrada com o lado a, cujo centro coincide com o quadrado formado pelas estacas. A transmissão da carga Q do pilar para as estacas é garantida por bielas cujos eixos estão localizados nos planos diagonais.Parece plausível admitir que a origem das bielas no topo do plano do bloco são os centros dos quatro quadrados nos quais os planos de simetria compartilham com o pilar e o bloco. Os esforços horizontais de tração podem ser equilibrados por armaduras dispostas ao longo das diagonais do quadrado formado pelos eixos das estacas ou ao longo dos lados do referido quadrado. FIG. 3. As armaduras dispostas ao longo das diagonais devem equilibrar um esforço 𝑁′𝑎𝑑 = 𝑄𝑙𝑡√2 8 ℎ (1 − 𝑎 2 𝑙𝑡 ) As armaduras dispostas ao longo dos lados devem equilibrar um esforço 𝑁′𝑎𝑐 = 𝑁′𝑎𝑑 √2 ≅ 𝑄𝑙𝑡 8 ℎ (1 − 𝑎 2 𝑙𝑡 ) O método das bielas assim definido é apenas um esquema que não pode reivindicar a uma representação dos fenômenos como na realidade. Muitas vezes choca certos engenheiros pela própria simplicidade de seus princípios. Deve-se notar, no entanto, que métodos mais complexos não levariam necessariamente a resultados mais precisos. O cálculo de peças cujas dimensões transversais são da mesma ordem de magnitude que os vãos, não se enquadra nos métodos clássicos de Resistência dos Materiais. Seria ilusório esperar da aplicação desses métodos para o cálculo dos blocos uma precisão comparável à obtida em aplicações sobre peças longas. Seria tentado atribuir mais valor à aplicação da Teoria Matemática da Elasticidade, mas isso levaria a desenvolvimentos matemáticos de grande complexidade devido à própria forma dos blocos com mais de duas estacas e complicados arranjos de armaduras e, no final, não haveria ideia dos reais coeficientes de segurança dos blocos assim calculados. Somente testes sistemáticos realizados até a falha podem, portanto, fornecer informações válidas sobre o fator de segurança apresentado pelos blocos, calculado por qualquer método, e sobre a eficiência comparativa dos diferentes sistemas de armações utilizados. III - RELATÓRIO DE ENSAIOS REALIZADOS por J. BLÉVOT Já indicamos que somente ensaios sistemáticos levados à ruptura poderiam fornecer informações válidas sobre os coeficientes de segurança dos blocos, calculados por qualquer método, e sobre a eficiência comparativa das diferentes disposições de armações utilizadas. Deve-se notar também que os blocos podem perecer não apenas esmagando as bielas comprimidas ou as armações tensionadas insuficientes, mas também pelo efeito de punção; tais rupturas - que parecem especialmente temidas por blocos de baixa altura - podem ocorrer a priori de duas maneiras diferentes: – seja por puncionamento no centro do bloco sob o efeito da carga do pilar; – seja por ruptura de um ângulo do bloco, ao longo de superfícies inclinadas, sob o efeito da reação de uma estaca. Nessas últimas questões, como nas anteriores, apenas ensaios levados a ruptura podem levar a conclusões válidas. É sob essas condições que um programa de ensaios sistemáticos a respeito de blocos sobre estacas foi realizado no Centro Experimental de Pesquisa e Estudos em Edifícios e Obras Públicas, como parte de uma pesquisa geral realizada pelo Laboratório de Segurança e pela Socotec. Este programa tinha duas partes: – o primeiro, realizado entre 1955 e 1958, referia-se a blocos que podem ser considerados modelos reduzidos com uma escala compreendida entre 1/2 e 1/3 de blocos sobre estacas reais; eram blocos sobre quatro estacas, sobre três estacas e alguns blocos sobre duas estacas. – o segundo, realizado de 1958 a 1961, envolvia blocos com duas estacas, três estacas e quatro estacas em tamanho real. I. PRIMEIRA SÉRIE DE ENSAIOS Os ensaios da primeira parte do programa visavam mais especificamente por: 1 ° – determinar qual coeficiente de segurança que conduz à aplicação do método das bielas (em sua forma simplificada) em relação a ruptura por insuficiência das armaduras inferiores; 2 ° – investigar se as diversas disposições das armaduras teoricamente equivalentes têm uma eficiência comparável ao duplo ponto de vista da segurança no momento da ruptura e da segurança na fissuração. Deduzindo eventualmente as disposições que devem ser utilizadas preferencialmente e as que devem ser rejeitadas; 3 ° – procurar determinar sob que condições as rupturas por efeito de punção podem ocorrer no centro do bloco ou nos ângulos. Nesses ensaios, a maior dimensão em planta dos blocos de três e quatro estacas foi de 60 cm; esse limite foi imposto pelo uso da prensa Trayvou de 500 t da C.E.R.E.B.T.P. As estacas de seção quadrada nas quais repousavam os blocos tinham 14 cm de largura; os pilares - também de seção quadrada - tinham geralmente 15 cm de largura, às vezes 18 cm para evitar rupturas prematuras esmagando os pilares. A distância entre os eixos das estacas foi no geral de 42 cm, ou três vezes o lado da estaca, o que corresponde a uma proporção comum. Os blocos ensaiados podem, portanto, ser considerados, como já dissemos, como modelos reduzidos em proporções entre 1/2 e 1/3 dos blocos usuais com cargas de 50 a 100 t por estaca Para que os resultados do ensaio sejam interpretados corretamente, foi necessário centralizar a carga que atua sobre o pilar o mais rigorosamente possível; isso não causou grandes dificuldades: uma esfera de diâmetro suficiente foi inserida entre duas placas grossas, uma em contato com o pilar e a outra em contato com a placa superior da prensa. Também foi necessário garantir: a) a liberdade de rotação das seções inferiores das estacas, que devem ser formadas nos ensaios por peças muito curtas; b) a liberdade de movimento dessas seções no plano horizontal, a fim de eliminar qualquer efeito de reentrância e atrito passível de reduzir os esforços de tração na parte inferior dos blocos, o que distorceria completamente as conclusões tiradas dos resultados do ensaio. Para alcançar essas últimas condições, tínhamos nos primeiros ensaios uma única esfera sob cada pilha entre duas placas de metal, mas esse dispositivo se mostrou ineficaz porque as esferas tinham diâmetro muito pequeno e o metal das placas de dureza insuficiente, e impressões de profundidade apreciável foram encontradas, criando uma certa resistência aos deslocamentos horizontais. Posteriormente, mantendo o dispositivo de esfera única, permitindo a rotação livre das seções inferiores das estacas, produzimos sob cada estaca, para garantir liberdade de movimento horizontal, um suporte que compreende um grande número de esferas interpostas entre duas placas de metal tratado adequadamente; o dispositivo duplo mostrado na figura 30 deu satisfação. FIG. 30. Os ensaios foram realizados em 51 blocos com quatro estacas; 37 blocos com três estacas; 6 blocos com duas estacas; Para os blocos com três e quatro estacas que estudaremos mais especificamente, variamos sucessivamente a altura dos blocos, a disposição das armaduras, a natureza das armaduras (aço macio) e sua seção. As qualidades dos materiais utilizados foram cuidadosamente verificadas: – para o concreto, por ensaios em amostras cúbicas (então regulamentares) e em amostras prismáticas colhidas durante a concretagem do bloco e quebradas por esmagamento ou flexão no mesmo dia que o ensaio do bloco correspondente; – para o aço, por ensaios em amostras de tração retiradas das barras usadas para a armação dos diferentes blocos. Os ensaios foram realizados sob carga crescente. Observamos o desenvolvimento de trincas cujo comprimento e abertura foram anotados. No entanto, os dispositivos de teste só permitiram identificar trincas durante o carregamento nas faces laterais dos blocos e não na parte inferior, não sendo este último acessível para observação. Obviamente, a carga de ruptura e as circunstâncias que acompanhama ruína do bloco foram observadas. Após a ruptura, os blocos, removidos da prensa, foram fotografados (faces laterais e parte inferior) e, na maioria dos casos, a posição das armaduras em relação à parte inferior estava localizada nas seções de ruptura. Todas as informações coletadas durante e após os ensaios e os documentos fotográficos acompanhantes são reunidos em minutos, que representam mais de 700 páginas. Portanto, não há como fornecer neste folheto o relatório completo dos ensaios. Algumas fotografias de blocos durante o teste ou após a ruptura são fornecidas no texto como exemplos. A interpretação dos resultados dos ensaios levanta certas dificuldades devido à complexidade dos fenômenos observados com muita frequência no momento da ruptura, dificuldades das quais certas fotografias anexas dão uma ideia. A principal razão é a seguinte: Nos testes de vigas, muitas vezes é possível estudar separadamente os efeitos do momento fletor e os da força cortante, hipertrofiando sucessivamente, por exemplo, a resistência aos efeitos do momento ou aos efeitos do esforço cortante. No caso dos blocos - pedaços maciços de pequeno alcance - tentamos separar os fatores dessa maneira, mas encontramos grandes dificuldades porque o aumento na seção das armaduras inferiores também corresponde a um aumento na resistência à punção. Assim, nos encontramos, em muitos casos, na presença de fenômenos de ruptura extremamente complexos, difíceis de analisar. Estabeleceremos as conclusões que consideramos capazes de tirar dos ensaios realizados, examinando sucessivamente o caso dos blocos de quatro estacas e depois dos blocos de três estacas. A. BLOCOS SOBRE QUATRO ESTACAS Tentamos blocos de diferentes alturas com as armaduras nas seguintes disposições (fig. 31): 1 ° Armaduras dispostas de acordo com os quatro lados do quadrado, tendo como vértices os centros das seções das estacas. Essas armaduras de seção 𝐴′𝑐 equilibram um esforço de tração 𝑁′𝑎𝑐 = 𝑄𝑙𝑡 8 ℎ (1 − 𝑎 2 𝑙𝑡 ). 2 ° Armaduras dispostas em aros ao longo dos quatro lados do bloco. Essas armaduras, da mesma seção que as anteriores, equilibram a mesma força 𝑁′𝑎𝑐. A única diferença está no layout das ancoragens; Em princípio, existe apenas uma sobreposição para cada um dos aros, enquanto que, no primeiro caso, cada barra deve ser ancorada isoladamente em suas duas extremidades. 3 ° Armaduras dispostas ao longo das diagonais do quadrado, tendo como ápice os centros das seções das estacas. Essas armaduras de seção 𝐴′𝑑 equilibram um esforço de tração 𝑁′𝑎𝑑 = 𝑄𝑙𝑡√2 8 ℎ (1 − 𝑎 2 𝑙𝑡 ). 4 ° Armaduras dispostas em um sistema misto, algumas ao longo dos lados, outras ao longo das diagonais do quadrado formadas pelos eixos das estacas. Pode-se notar que, para a mesma carga Q e a mesma altura útil h, o peso teórico das armaduras é o mesmo nos quatro casos mencionados acima. 5 ° Finalmente, fornecemos aos blocos, armaduras distribuída de forma regular paralela aos lados. A determinação das armaduras deste último sistema não diz respeito ao método das bielas; fizemos comparações iguais do peso das armaduras com os blocos do tipo I. A 1. Segurança à ruptura. Do ponto de vista da segurança contra ruptura, os sistemas (1), (2), (3) e (4) foram considerados substancialmente equivalentes. O sistema (5) com armaduras distribuídas uniformemente oferece, com o mesmo peso, segurança um pouco menor (de carga de ruptura reduzida em cerca de 20%). Se definirmos o coeficiente de segurança como a razão entre a carga 𝑄𝑢 e a ruptura do bloco em relação à carga calculada aplicando o método das bielas - em sua forma simplificada - para uma tensão das armaduras igual a 6/10 do limite elástico do aço (σ𝑎′ = 0,6 σ𝑐′), de acordo com as normas BA 1960, as seguintes conclusões podem ser tiradas dos ensaios: a) Para inclinações dos eixos das bielas fictícias na horizontal perto de 45 ° - por exemplo, entre 35 ° e 55 °, os coeficientes de segurança para os sistemas de armaduras (1), (2), (3) e (4) variam dentro de limites razoavelmente amplos, mas permanecem entre 1,6 e 2,4 - exceto em casos excepcionais aos quais retornaremos abaixo em d). b) Para inclinações na horizontal inferiores a 35º (blocos muito planos), encontramos coeficientes de segurança claramente mais baixos correspondentes a fenômenos complexos de ruptura difíceis de analisar. c) Para inclinações na horizontal maiores que 55º (blocos relativamente altos), também observamos coeficientes de segurança reduzidos, devido, ao que parece, ao deslizamento das bielas de concreto inclinadas - muito inclinadas - nas proximidades do topo do bloco. Esse é um fenômeno semelhante ao relatado pelo Sr. Caquot para consolos curtos em relação à altura da seção. A obliquidade muito alta das bielas não permite o uso total da resistência das armaduras colocadas na parte inferior do bloco. d) Mesmo para alturas correspondentes às inclinações das bielas vizinhas de 45º, obtivemos coeficientes de segurança significativamente inferiores aos indicados em a) para seções de armaduras relativamente grandes, correspondentes a porcentagens de armaduras que podem ser consideradas anormais. Porém, como é difícil definir com precisão as porcentagens de armaduras nos blocos sobre quatro estacas, pensamos que poderíamos nos referir a uma limitação da validade da aplicação do método das bielas ligadas a um recipiente fictício de compressão nas bielas para eliminar esses casos em que o método não levaria à segurança normal. Essas limitações são indicadas no capítulo sobre disposições construtivas; conduzem a coeficientes de segurança pelo menos iguais a 5 3 para σ𝑎′ = 3 5 σ𝑐′. A 2. Fissuração. No que diz respeito às condições de fissuração, parece que as seguintes conclusões podem ser tiradas dos ensaios: a) Geralmente, sob cargas determinadas nas armaduras das tensões iguais às tensões admissíveis, já se observa fissuras. Em alguns casos, sob cargas iguais às cargas de serviço, observamos fissuras relativamente abertas. Veremos mais adiante que melhorias podem ser feitas em determinadas disposições da armadura. b) Testes demonstraram que os blocos do tipo (3) com armaduras dispostas apenas ao longo das diagonais são muito menos favoráveis que as demais, as fissuras nas faces laterais se abrem rapidamente, como pode ser visto com facilidade, não tem armaduras nas proximidades das faces laterais do bloco. c) Os blocos com armaduras do tipo (1) ao longo dos quatro lados, e mais ainda as do tipo (2) com aros, são afetadas por fissuras menos significativas nas faces laterais, mas pela ausência de armaduras no centro do bloco, permite um desenvolvimento bastante claro de fissuras na parte inferior a partir de uma determinada carga. Parece que essas disposições podem ser melhoradas com a adição de uma armadura de reforço em malha. Essa malha (5) também pode ser levada em consideração nos cálculos, desde que seja atribuída uma eficiência de 80% em comparação com o mesmo peso de reforços dispostos ao longo dos quatro lados do quadrado. Obviamente, para que o sistema misto produzido (1) + (5) ou (2) + (5) permaneça econômico, é necessário equilibrar pelo sistema principal (1) ou (2) a maior parte da carga. d) Os blocos do tipo (4) com armaduras colocadas ao mesmo tempo ao longo dos lados e as diagonais do quadrado formado pelas estacas parecem apresentar uma certa vantagem do ponto de vista de fissuras, o que é bastante lógico desde que as armaduras sejam são distribuídas nas faces laterais do bloco e na parte inferior. A 3. Resistênciaa efeitos de punção. Como já indicamos, a complexidade dos fenômenos observados na vizinhança da ruptura na maioria do blocos relativamente planos não nos permitiu definir com precisão as condições de resistência aos efeitos de punção. Essas condições estão relacionadas à intensidade das tensões normais e dependem, conseqüentemente, da seção das armaduras inferiores e de suas características mecânicas. Deve-se notar também que nunca obtivemos nenhuma ruptura por punção no centro do bloco, mesmo para blocos bastante planos. Observamos, por outro lado, rupturas nas proximidades de um dos ângulos dos blocos sob o efeito da reação da estaca correspondente com o aparecimento de fissuras oblíquas cuja forma é além disso variável. Acreditamos, no entanto, poder afirmar que os blocos calculados pelo método das bielas não apresentam riscos anormais de ruptura por efeito de punção, se as condições especificadas abaixo em relação à obliquidade das bielas e às restrições do concreto são satisfeitos. B. BLOCOS SOBRE TRÊS ESTACAS Esses ensaios envolveram blocos de diferentes alturas com as seguintes disposições: FIG. 32 1° Armaduras dispostas ao longo dos três lados do triângulo equilátero com os vértices dos centros das seções da estaca. Essas armaduras de seção 𝐴′𝑐, que equilibram um esforço de tração 𝑁′𝑎𝑐 = 𝑄𝑙𝑡 9 ℎ (1 − 𝑎 2 𝑙𝑡 ) 2° Armaduras dispostas em aros seguindo o contorno lateral do bloco. Essas armaduras, da mesma seção que as anteriores, equilibram a mesma força 𝑁′𝑎𝑐. Conforme indicado para os blocos de quatro estacas, a única diferença está na disposição das ancoragens; existe apenas uma sobreposição para cada um dos aros, enquanto que, no primeiro caso, cada barra deve ser ancorada isoladamente em suas duas extremidades. 3° Armaduras dispostas ao longo das três medianas do triângulo formadas pelos centros das seções das estacas. Essas armaduras de seção 𝐴′𝑚 equilibram um esforço de tração 𝑁′𝑎𝑚 = 𝑄𝑙𝑡 √3 9 ℎ (1 − 𝑎 2 𝑙𝑡 ). Esse sistema pouco usado é teoricamente lógico; as armaduras transmitem a um núcleo central de concreto armado sob o pilar três forças simultâneas iguais a 𝑁′𝑎𝑚 que estão em equilíbrio. 4 ° Armaduras dispostas de acordo com um sistema misto, alguns ao longo dos lados, outros ao longo das medianas do triângulo equilátero formado pelos centros das estacas. Pode-se notar também que os pesos das armaduras são teoricamente os mesmos nos quatro casos considerados acima. 5 ° Finalmente ensaiamos um bloco com armaduras uniformemente distribuída com barras paralelas a um lado do triângulo formado pelos centros das estacas e na altura correspondente. Esse sistema é a priori ilógico em um bloco de três estacas; no entanto, queríamos tentar porque essa solução é algumas vezes proposta. A determinação das armaduras não se enquadra no método das bielas; adotamos o mesmo peso de aço que nos blocos das séries correspondentes. B 1. Segurança à ruptura. a) Com relação à segurança contra a ruptura, os sistemas (1), (2) e (4) foram considerados substancialmente equivalentes, desde que - com relação ao sistema (4) - que os reforços dispostos ao longo dos lados sejam preponderante. Quando as armaduras que seguem as medianas são preponderantes, as cargas de ruptura dos blocos do tipo (4) são ligeiramente inferiores - todas as condições são iguais - do que as dos blocos (1) e (2). b) Os blocos do tipo (3) com armaduras colocadas apenas ao longo das medianas apresentam fatores de segurança significativamente mais baixos do que os correspondentes aos blocos dos tipos (1) e (2). Como indicamos, o sistema considerado está teoricamente em equilíbrio, mas não o é mais assim que, por qualquer motivo, a carga não é rigorosamente centrada nas três estacas; essa é sem dúvida a explicação para a redução do fator de segurança correspondente a esse arranjo de armaduras. c) O bloco do tipo (5) com armaduras uniformemente distribuídas rompeu sob uma carga substancialmente metade da dos outros blocos da mesma série. A ruptura foi extremamente brutal e quase resultou em um acidente. Uma superfície de fissura ocorreu repentinamente ao redor de uma das estacas e as duas armaduras que cruzavam a superfície em questão eram insuficientes para equilibrar a força do concreto; isso resultou em uma ruptura muito brutal com a ejeção de parte do bloco. Parece, portanto, que este sistema com armaduras uniformemente distribuídas deve, em princípio, ser rejeitado para os blocos de três estacas. d) Para inclinações das bielas na horizontal próximas a 45 °, os coeficientes de segurança obtidos para os tipos de armaduras (1), (2) e (4) variam dentro de limites razoavelmente amplos, mas permanecem entre 1,6 e 2.4, exceto em casos excepcionais, para os quais retornaremos abaixo. Os limites de validade desta observação parecem- nos capazes de ser fixados no caso de blocos com três estacas a 40 °, por um lado, e 55 °, por outro. Para inclinações das bielas fictícias na horizontal abaixo de 40 °, são observados coeficientes de segurança reduzidos correspondentes a fenômenos complexos de ruptura. Para inclinações das bielas na horizontal maior que 55 °, geralmente ocorre um deslizamento das bielas de concreto (efeito do console curto) e a resistência das armaduras não é usada com a eficiência total correspondente à altura do bloco. e) Mesmo para alturas correspondentes às inclinações das bielas entre os limites acima, às vezes foram obtidos coeficientes de segurança muito inferiores aos indicados acima em d) para blocos com seções de armaduras relativamente altas. Novamente, pensamos que podemos dizer que tais rupturas não podem ocorrer se a tensão do concreto das bielas não exceder certos limites estabelecidos no capítulo das disposições construtivas. B 2. Fissuração. Com relação à fissuração das faces laterais, o sistema (1) apresentou resultados menos bons que o sistema (2), porque as barras dispostas ao longo dos lados do triângulo formado pelas estacas estão mais distantes das faces laterais do que as armaduras. Pela mesma razão, o sistema (3) deu resultados muito desfavoráveis. O sistema mais favorável é o sistema (4), que inclui armaduras nas faces laterais e barras que cruzam no centro do bloco. Os sistemas (1) e (2) podem ser aprimorados adicionando uma armadura uniformemente distribuída no meio da bloco, que tem o efeito de atrasar ou limitar a fissura na parte inferior. B 3. Condições de resistência sobre efeitos de punção. Quanto aos blocos de três estacas, não observamos punções no centro dos blocos, mas sim rachaduras ao longo de superfícies inclinadas nas proximidades de um ângulo do bloco, pelo efeito da reação da estaca correspondente. Ainda mais do que para os blocos de quatro estacas, os testes que realizamos não nos permitiram especificar as condições de resistência a esses efeitos de punção. Mesmo com blocos relativamente altos correspondentes a inclinações das bielas superiores a 45 °, observamos fissuras ao longo de superfícies inclinadas a partir da vizinhança de uma estaca. Entretanto, acreditamos que somos capazes de afirmar que os blocos calculados pelo método das bielas não apresentam riscos anormais de ruptura por efeito de punção, se as condições especificadas abaixo em relação à obliquidade das bielas e às tensões do concreto estão satisfeitos. C. BLOCOS SOBRE DUAS ESTACAS O estudo desses blocos é levado para o próximo capítulo, referente a testes em escala real, devido ao número limitado de testes em modelos em escala reduzida. II. SEGUNDA SÉRIE DE ENSAIOS EM TAMANHOS REAIS A primeirasérie de ensaios realizados em modelos de blocos reduzidos nos permitiu realizar um número relativamente grande de ensaios; Uma vez mapeado o dispositivo experimental, as despesas foram limitadas devido ao baixo custo dos diferentes blocos e à facilidade de instalação. No entanto, pareceu aos membros das Comissões dos órgãos profissionais responsáveis pela promoção da pesquisa aplicada que era apropriado complementar esses primeiros ensaios com outros, desta vez realizados em blocos de tamanho normal. Esse é o assunto da segunda série de ensaios realizados entre 1958 e 1961. Não havia dúvida neste segundo programa de execução de séries tão completas quanto no primeiro, devido ao alto custo dos elementos de ensaio e dos próprios ensaios; além disso, não era essencial que os ensaios em maquetes já permitissem responder a certas perguntas, em especial as relativas à eficiência dos vários sistemas de armaduras. Finalmente tentamos: – 8 blocos sobre quatro estacas; – 8 blocos sobre três estacas; – 6 blocos sobre duas estacas. A. ENSAIOS DE BLOCOS SOBRE QUATRO ESTACAS Esta série de oito blocos inclui: – um primeiro grupo de quatro blocos cuja altura correspondia a uma inclinação das bielas fictícias substancialmente iguais a 45 °: – dois com armaduras principais ao longo dos quatro lados e uma armadura secundária uniformemente distribuída no centro do bloco; – dois com sistema misto: armaduras nos quatro lados e nas diagonais; – um segundo grupo de quatro blocos, cuja altura correspondia a uma inclinação das bielas fictícias próximas a 55 ° com os mesmos dois sistemas de armaduras acima. Em cada caso, um primeiro bloco foi reforçado com barras lisas, um segundo com barras nervuradas. As dimensões dos blocos foram definidas para garantir a transmissão da carga de um pilar quadrado de 50 x 50 cm para quatro estacas de seção quadrada de 35 x 35 cm distantes entre eixos de 1,20 m. O cubo de concreto de cada bloco era da ordem de 2,6 m³ e seu peso excedia 6,5 t. Os blocos foram testados dentro do túnel protendido da máquina de carga da C.E.R.E.B.T.P. As cargas foram aplicadas usando a tomada de 2000 t. Para permitir a rotação livre e o movimento livre das seções inferiores das estacas, planejamos inicialmente utilizar juntas esféricas constituídas por grandes esferas de aço tratado e rolamentos de esferas de acordo com um dispositivo semelhante ao usado nos ensaios em modelos reduzidos, mas essa solução levantou muitas dificuldades. Finalmente, seguindo o conselho do Sr. Lebelle, fornecemos sob cada pilha quatro folhas de Neoprene com 8 mm de espessura. Este dispositivo, muito mais simples que o dispositivo inicial, provou ser eficaz e deu satisfação. Durante os ensaios, o desenvolvimento de fissuras foi observado não apenas nas faces laterais, mas também na parte inferior do bloco, que era acessível. O comprimento das fissuras e sua abertura medida usando uma ocular micrométrica foram anotados para diferentes valores da carga. Em diferentes níveis de carga, foram identificadas camadas de fissuras na parte inferior. Obviamente, notamos os processos de ruptura e as cargas finais que estavam entre 650 e 900 t. Após o ensaio, os blocos foram fotografados nos quatro lados, em seu estado de ruptura. Obviamente, amostras de concreto em formas cúbicas e prismáticas foram colhidas durante a concretagem e foram rompidas por esmagamento ou flexão no mesmo dia dos ensaios. Da mesma forma, os corpos de prova foram retirados das várias barras de aço e submetidos a ensaios de tração, para que as características mecânicas do aço das barras fossem corretamente identificadas para permitir a interpretação dos ensaios. Após um incidente ocorrido com relação a determinados ensaios, não podemos recomendar aos engenheiros que realizam estudos experimentais em elementos de concreto armado para encomendar barras com comprimentos extras, permitindo a remoção direta de tubos de ensaio nas barras destinadas a fabricação dos elementos; caso contrário, existe o risco de realizar ensaios de tração em colapsos que não têm nada em comum com o aço das armaduras utilizadas! Os resultados obtidos geralmente confirmaram os dos ensaios do modelo reduzido. Os coeficientes de segurança definidos acima como a razão entre a carga correspondente à ruptura e a carga calculada pelo método simplificado das bielas para uma tensão das armaduras igual a 3 5 do limite elástico, de acordo com as regras BA 1960, variam entre 1,67 e 2,15, sendo o valor médio 1,87, um valor ligeiramente inferior ao obtido em média nos ensaios em modelos em escala. Os resultados obtidos com o arranjo das armaduras ao longo dos quatro lados e as armaduras uniformemente distribuídas são ligeiramente superiores aos correspondentes ao arranjo misto de armaduras ao longo dos lados e ao longo das diagonais (1,95 contra 1,79). Da mesma forma, os coeficientes de segurança obtidos com barras nervuradas foram ligeiramente superiores aos obtidos com barras lisas (1,92 contra 1,81). No que se refere à fissuração, deve-se notar que, sob cargas da ordem das cargas de serviço, observou-se fissuras atingindo - e mesmo em alguns casos superando - meio milímetro, apesar da excelente qualidade concreto de tração. Essa descoberta apresenta um problema sério, dado que os blocos das estacas geralmente são enterrados e, portanto, em um ambiente úmido. Portanto, será necessário buscar melhorias no reforço que permitam reduzir a importância dos fenômenos de fissuração observados durante este ensaio. Vale ressaltar que os blocos com armaduras de alta aderência (barras nervuradas) não apresentaram vantagens em relação aos blocos com armaduras de barras lisas, sob suas respectivas cargas de uso; seria até tentado concluir que as armaduras de alta aderência é menos favorável que as armaduras de barra lisa; é verdade que a primeira não incluiu um dispositivo de ancoragem e que deve ter havido um deslizamento leve das barras. Lembramos que as disposições de armaduras eram de dois tipos: 1° Armaduras dispostas ao longo dos lados + armaduras uniformemente distribuídas colocada nas armaduras anteriores; 2° Armaduras dispostas ao longo dos lados + armaduras dispostas nas diagonais acima das anteriores; Não percebemos nenhuma vantagem de um sistema em relação ao outro. As primeiras fissuras que apareceram nas faces laterais eram geralmente verticais e ocorriam substancialmente no meio do espaço entre as estacas. A carga crescente, vimos, aparece outras fissuras frequentemente inclinadas e que vieram a se conectar com a primeira. No lado de baixo, muitas vezes foram observadas fissuras principais na cruz, de acordo com a teoria da ruptura das placas apoiadas em quatro pontos de apoio; em outros casos, fissuras foram observadas substancialmente paralelas à direção de uma das diagonais do bloco. As cargas de ruptura 𝑄𝑢 observadas sempre foram maiores do que as 𝑄𝑐 calculadas aplicando o método das bielas para uma tensão das armaduras igual ao valor médio do limite elástico; portanto, podemos dizer que a ruptura dos blocos ocorreu por excesso de esforço na armadura inferior. No entanto, os fenômenos observados no momento da ruptura são muito complexos, especialmente para os blocos menos altos (bielas inclinadas a 45°), como mostrado em algumas fotografias anexas. Frequentemente, fissuras bruscas ocorreram no final do ensaio e, em alguns casos, parece que o deslizamento das armaduras foi manifestado, com armaduras dentadas que, deve-se lembrar, não incluíam dispositivos de ancoragem nas extremidades. B. ENSAIOS DE BLOCOS SOBRE TRÊS ESTACAS Esta série de oito blocos inclui: – um primeiro grupo de quatro blocos cuja alturacorrespondia a uma inclinação das bielas fictícias próximas a 40 °: – dois com armaduras nas laterais (ou em aros), complementados por uma grelha no centro do bloco; – dois com sistema misto: armaduras ao longo dos lados (ou aros) e ao longo das medianas; – um segundo grupo de quatro blocos cuja altura correspondia a uma inclinação das bielas fictícias próximas a 52 ° com os mesmos dois sistemas de armaduras acima. Em cada caso, um primeiro bloco foi reforçado com baras lisas, um segundo com barras nervuradas. Mas é importante observar uma diferença essencial. Com as barras lisas, devido à impossibilidade virtual de encontrar as barras ao longo dos lados, ancorando-as à direita de cada estaca devido ao emaranhamento das ancoragens, fornecemos armação em aros, as recuperações foram feitas de maneira mais conveniente nas partes entre as estacas. Por outro lado, para armaduras com alta aderência (barras nervuradas), mantivemos a disposição de armaduras ao longo dos lados, as barras sendo ancoradas por vedação reta. As dimensões dos blocos foram definidas para garantir a transmissão da carga de um pilar quadrado de 45 x 45 cm para três estacas de seção quadrada de 35 x 35 cm distantes entre eixos de 1,20 m. O volume de concreto de cada bloco era da ordem de 1,6 m³ para os blocos altos e seu peso era de 4 t. Assim como os blocos sobre quatro estacas, os ensaios foram realizados dentro do túnel protendido da máquina de carga do C.E.R.E.B.T.P., as cargas sendo aplicadas usando o macaco de 2000 t. O dispositivo de suporte em folhas de Neoprene que havia satisfeito ao bloco de quatro estacas foi preservado. Os resultados obtidos, em geral, confirmaram os dos ensaios em modelos em escala. Os coeficientes de segurança definidos como acima variam entre 1,638 e 2,585; o valor médio é de 2,05, um valor ligeiramente superior ao encontrado em ensaios em modelos em escala e com blocos de quatro estacas. Os resultados obtidos com as armaduras dispostas em aros (barras lisas) foram claramente superiores aos correspondentes as armaduras dispostas ao longo dos três lados (barras nervuradas), coeficientes de segurança 2,25 contra 1,85. Essa observação não deveria ter sido atribuída à qualidade do aço, mas ao fato de que as recuperações bastante amplamente planejadas deram a um certo comprimento entre as estacas uma seção útil maior do que aquela levada em consideração nos cálculos. As cargas de ruptura dos blocos compreendendo armaduras ao longo dos lados ou em aros e armaduras uniformemente distribuídas deram coeficientes de segurança mais altos do que aqueles que compreendem armaduras ao longo das medianas (2,20 contra 1,86). Note-se que, no primeiro, as armaduras uniformemente distribuídas não são levadas em consideração nos cálculos. No que diz respeito a fissuração, pode-se notar também que, sob cargas da ordem de serviço, foram observadas fissuras cuja abertura atinge meio milímetro. Portanto, é aconselhável buscar melhorias nas armaduras, capazes de reduzir a importância dos fenômenos de fissuras observados durante os ensaios. Em alguns casos, a aparência e o desenvolvimento das fissuras foram graduais; em outros, as fissuras apareceram repentinamente após alguns minutos de carregamento sob uma carga determinada; elas apresentaram um tamanho e abertura notáveis. É difícil deduzir das conclusões bastante dispersas feitas, as conclusões gerais fundamentadas. No entanto, parece que as armaduras em aro têm uma certa vantagem sobre as armaduras ao longo dos lados no que diz respeito às fissuras nas faces laterais, o que também é normal, uma vez que as armaduras de aro estão mais próximas dessas faces. Com relação à fissura na parte inferior, as armaduras uniformemente distribuídas parecem apresentar uma pequena vantagem em relação as armaduras ao longo das medianas, provavelmente devido ao fato de os primeiros estarem mais próximos da face inferior. Os fenômenos observados na ruptura são extremamente complexos. As primeiras fissuras que aparecem nas faces laterais são geralmente substancialmente verticais; as que aparecem na parte inferior são normais nos lados do bloco. 1 Não foi informado a unidade do diâmetro das armaduras, acreditamos estar em milímetros. Posteriormente, fissuras inclinadas ocorrem a partir de um ângulo do bloco e se estendem em direção à parte superior. Em alguns casos, a ruptura afeta um ângulo do bloco devido à reação de uma estaca. Muitas vezes, com armaduras de alta aderência, que não incluíam dispositivos para ancoragens curvas em suas extremidades, deslizamento relativo das armaduras e do concreto. Em outros casos, com armaduras em aros, parece que houveram aros no interior do bloco, subtendi ficados pelas armaduras inferiores (aparência de fissuras de curvatura muito apertadas entre as estacas). Seja como for, as cargas correspondentes à ruptura são tais que a tensão das armaduras calculadas pelo método das bielas atinge o limite elástico do aço; podemos, portanto, admitir que as rupturas ocorreram quando a resistência do aço se esgotou. C. ENSAIOS DE BLOCOS SOBRE DUAS ESTACAS Os ensaios focaram em seis blocos: – duas com altura total de 55 cm (inclinação das bielas próximas a 45°); – duas com altura total de 75 cm (inclinação das bielas próximas a 55°); – duas com altura total de 95 cm (inclinação das bielas próximas a 60°). Em cada série, um bloco estava armado com barras lisas de 6 Ø 321 com cruzeta, um segundo de 5 Ø 32 com barras nervuradas sem ganchos nas extremidades. Os blocos garantiam a transmissão da carga de um pilar de seção quadrada (35 x 35 cm²) para duas estacas também de seção quadrada (35 x 35 cm²); a largura dos blocos era de 40 cm. O vão entre os eixos das estacas foi de 1,20 m; as armaduras superiores consistiam em 2 Ø 8; não havia armaduras transversais, exceto 2 armações Ø 8 à direita de cada estaca. Os valores das relações das cargas de ruptura / cargas calculadas pelo método simplificado das bielas para um suporte de aço igual ao limite elástico (σ𝑎′ = σ𝑐′) estão praticamente entre 0,89 e 1,01 (média 0, 94). Os valores são, portanto, no máximo iguais a um e pode-se dizer que a resistência à tração da armadura não foi completamente esgotada; o método das bielas em sua forma simplificada, portanto, parece não se aplicar sem reservas aos blocos sobre duas estacas. A aplicação do método de Sr. Fremy leva a um esforço nas armaduras iguais a 𝑄𝑙𝑡 4 ℎ (1 − 𝑎2 3 𝑙𝑡 2) em vez de 𝑄𝑙𝑡 4 ℎ (1 − 𝑎 2 𝑙𝑡 ). Com os dados correspondentes aos ensaios a = 0,35, 𝑙𝑡 = 1,20, o método do Sr. Fremy leva a um esforço nas armaduras que é 1,13 vezes o encontrado pelo método simplificado. Se, portanto, considerarmos as proporções de carga de ruptura / cargas calculadas pelo método de Sr. Fremy para σ𝑎′ = σ𝑐′, seus valores estão entre 1,02 e 1,15. Com exceção de uma, todas as rupturas ocorreram esmagando o concreto ao longo de uma fenda inclinada que unia uma face do pilar à estaca vizinha; a fissura termina no interior da estaca, no eixo da estaca ou na direção da face externa da estaca. A única exceção de ruptura é a do bloco de menor altura com armadura circular nervurada; houve um descolamento da armadura inferior, cujo comprimento de ancoragem a partir do interior da estaca era de apenas 12 Ø; esse desapego causou uma fissura substancialmente inclinada a 45° e levou à ruína do bloco. Pode-se notar que as tensões de cisalhamento calculadas para a carga de ruptura pela fórmula convencional τ𝑢 = 𝑇𝑢 𝑏𝑜𝑧 = 𝑄𝑢 2 𝑏𝑜𝑧 com z = 7 8 ℎ, são em média, muito altas; elas variam de 60 kg / cm² a 107 kg / cm², portanto, dentrode limites amplos; É verdade que as resistências à tração do concreto, em geral muito boas, são elas próprias muito variáveis - as relações τ𝑢 σ′ variam de 2,27 a 3,48. Como as rupturas geralmente ocorreram esmagando as bielas de concreto, garantindo a transmissão da carga, calculamos a tensão compressiva correspondente pela fórmula σ𝑏𝑢 = 𝑄𝑢 𝐵 𝑠𝑒𝑛2𝜃 (ângulo de inclinação θ do eixo da biela na horizontal) e comparamos com a resistência à compressão medida em cubos. Encontramos valores da razão σ𝑏𝑢 σ𝑗 𝑐𝑢𝑏𝑒𝑠 entre 0,856 e 1,281 com um valor médio ligeiramente superior a 1. Se nos referirmos à resistência nos cilindros, os valores da razão σ𝑏𝑢 σ𝑗 𝑐𝑖𝑙𝑖𝑛𝑑𝑟𝑜𝑠 são em média 1,20. Antes de fechar este relatório de teste, gostaríamos de prestar uma homenagem sincera à memória de J. Chefdeville, chefe de serviço da C.E.R.E.B.T.P., que liderou esses vários programas de ensaios com sua consciência e habilidade habituais. Gostaríamos de agradecer ao Sr. Festa e seus colaboradores, que assumiram a pesada tarefa de realizar esses ensaios e redigir as atas, bem como ao Sr. Czitrom, engenheiro da Socotec, que nos ajudou a analisar os resultados. IV – DISPOSIÇÕES CONSTRUTIVAS IV. DISPOSIÇÕES CONSTRUTIVAS Generalidades 1. Os esforços transmitidos às bases das estacas são frequentemente avaliados no início do estudo de um projeto de construção com uma certa imprecisão. Isso resulta do fato de que o sistema de vigas que garante a transmissão de cargas verticais nem sempre é perfeitamente definido no momento do estudo preliminar, tanto em suas disposições quanto na prestação dos elementos. Certas sobrecargas permanentes são frequentemente subestimadas pelas calculadoras (formato da inclinação dos terraços, partições de distribuição). Por outro lado, as sobrecargas que atuam nas fundações são geralmente menores do que as levadas em consideração, mesmo na aplicação das regras usuais para redução de cargas, pelo menos em edifícios que não sejam edifícios industriais. 2. Devem ser levados em consideração os desvios resultantes da instalação real das estacas em comparação com a instalação teórica. Não há necessidade de insistir nesse ponto; basta pensar nas condições em que as estacas são arquivadas e batidas, sejam elas moldadas antecipadamente ou no solo, para conceber que, no final da cravação, o centro de uma estaca pode estar 10 ou 15 cm do centro de localização teórico. No entanto, os blocos das estacas são peças relativamente curtas e as diferenças de instalação têm repercussões significativas na determinação dos blocos e, em particular, na seção das armaduras. Para remediar essas desvantagens, existe apenas uma solução: é necessário fazer um levantamento do layout real e estabelecer o projeto dos blocos a partir desse levantamento. 3. No método das bielas, as armaduras são determinadas para equilibrar os esforços de tração resultantes da decomposição das forças oblíquas transmitidas pelas bielas. Se alguém se referir às Regras BA 1960, é aconselhável adotar como tensão admissível as armaduras relacionadas à tensão de tração simples, que é σ′𝑎 = 3 5 σ′𝑐𝑘, e não à tensão de flexão simples, ou seja, σ′𝑎 = 2 3 σ′𝑐𝑘; Os ensaios mostraram que, se os blocos cujas armaduras são calculadas pelo método das bielas com a restrição σ′𝑎 = 3 5 σ′𝑐𝑘 têm, em geral, coeficientes de segurança pelo menos iguais a 5 3 , pode não ser assim para blocos calculados com σ′𝑎 = 2 3 σ′𝑐𝑘. 4. Acreditamos também que é necessário chamar a atenção dos projetistas para a importância relativa dos valores da distância entre o nível médio das armaduras e a parte inferior do bloco - devido à sobreposição, na maioria dos casos, várias camadas de barras de grande diâmetro. 5. O valor de d’ não deve, portanto, ser subestimado; se alguém adota um valor d’ muito baixo, haverá bielas mais inclinadas do que se supõe e a tensão das armaduras provavelmente será consideravelmente mais alta do que a permitida. Vimos que certos ensaios foram realizados em blocos em tamanho real com armadura de alta aderência, sem ganchos nas extremidades; descolamentos foram então observados em certos casos; portanto, consideramos aconselhável fornecer sistematicamente ganchos nas extremidades das barras, tanto com armadura de alta aderência quanto com armadura em barras lisas. Por ganchos, queremos dizer ganchos normais ou cruzetas e ganchos com retornos a 45 °; salvo indicação em contrário, os raios de curvatura das peças curvas devem ser pelo menos 3 Ø para barras de aço liso e 5 Ø para barras com características mecânicas mais altas. Acreditamos que é aconselhável evitar, nas barras muito solicitadas dos blocos, ancoragens por dobras simples a 90°, devido ao risco de rompimento do concreto no final da parte curva, a menos que os cotovelos não estejam localizados dentro de uma área transversalmente armada por aros. 6. Para reduzir o diâmetro das barras e, assim, ganhar alguns centímetros no valor de d', geralmente é vantajoso usar nos blocos barras com alto limite elástico; mas, como vimos, essas barras devem ser facilmente moldadas nas extremidades. Recordados esses princípios gerais, revisamos as disposições a serem adotadas para os diferentes tipos de blocos. Blocos sobre duas estacas Vimos que a aplicação estrita do método simplificado pode levar a coeficientes de segurança inferiores aos exigidos. Portanto, é necessário determinar a força 𝑁′𝑎 que deve equilibrar as armaduras inferiores – aplicando a fórmula 𝑁′𝑎 = 𝑄𝑙𝑡 4 ℎ (1 − 𝑎2 3 𝑙𝑡 2) resultante do estudo do Sr. Frémy, – ou se queremos nos referir à teoria simplificada, aumentando o esforço 𝑁′𝑎 = 𝑄𝑙𝑡 4 ℎ (1 − 𝑎 2 𝑙𝑡 ) em 15%, esse valor corresponde às disposições mais usuais. A altura do bloco deve ser tal que a inclinação das bielas fictícias na horizontal (no método simplificado) seja pelo menos igual a 45°. Então devemos ter ℎ ≥ 0,50 (𝑙𝑡 − 𝑎 2 ). Na realidade, os blocos com bielas a 45° são muito planos e é melhor escolher uma altura maior, a menos que seja absolutamente impossível. Vimos, no entanto, que em blocos relativamente altos existe o risco das bielas de concreto deslizarem nas proximidades do pilar. Podemos admitir que é aconselhável limitar a inclinação das bielas a 55° na horizontal. Portanto, recomendamos que a altura útil do bloco seja próxima de ℎ = 0,70 (𝑙𝑡 − 𝑎 2 ) Apresentamos abaixo, para diferentes valores da razão 𝑎 𝑙𝑡 de h em função de 𝑙𝑡 e os de 𝑁′𝑎 em função de Q pela fórmula do Sr. Frémy: Obviamente, é possível fornecer blocos com altura maior que ℎ = 0,70 (𝑙𝑡 − 𝑎 2 ), mas é prudente determinar o valor de 𝑁′𝑎 pelas fórmulas correspondentes a ℎ = 0,70 (𝑙𝑡 − 𝑎 2 ), porque, com as bielas muito inclinadas, a resistência das barras não pode ser usada na íntegra. Duas outras condições devem ser verificadas: 1) A tensão de cisalhamento τ𝑢 = 𝑇𝑢 𝑏𝑜𝑧 = 𝑄𝑢 2 𝑏𝑜𝑧 (b largura do bloco, z braço da alavanca igual à 7 8 ℎ) pode atingir um valor alto, mas não deve exceder 1,2 𝜎′𝑗 (𝜎′𝑗 resistência à tração do concreto). Se essa condição não for verificada, as barras dobradas deverão estar disponíveis se a altura do bloco não puder ser aumentada. 2) A tensão do concreto nas bielas deve ser limitada pelas seguintes desigualdades: σ𝑏 = 𝑄 𝐵 𝑠𝑒𝑛2𝜃 < 0,6 𝜎𝑗 σ𝑏1 = 𝑄 2 B1 𝑠𝑒𝑛2𝜃 < 0,6 𝜎𝑗 em que B é a área da seção do pilar; B1 área da seção de uma estaca; 𝜃 inclinação do eixo das bielas fictícias, em teoria, simplificado na horizontal; 𝜎𝑗 resistência à compressão medida em amostras cilíndricas(h = 2 Ø) Tomaremos em princípio 𝜎𝑗 = 𝜎28. Devido a possíveis diferenças de instalação, os eixos das estacas e do pilar podem não estar no mesmo plano vertical; é de boa construção ter apoios perpendiculares ao plano vertical médio do bloco para equilibrar, por sua resistência à flexão, os momentos que a excentricidade da carga produziria em relação ao plano vertical que contém os eixos das estacas. De qualquer forma, é bom dar a esses blocos uma certa resistência à torção tendo: 1° armaduras superiores (fig. 33) cuja seção deve ser da ordem de 1/8 a 1/5 da das armaduras inferiores, o valor mais baixo só deve ser permitido quando as condições de execução são muito rigorosas no que diz respeito à precisão dos layouts (pilhas furadas de grandes diâmetros); FIG. 33. 2° armações em torno das barras inferiores e superiores por todo o comprimento do bloco (fig. 33). Parece-nos que, para os blocos menos carregados, é aconselhável fornecer estribos de pelo menos Ø 10 a cada 12 cm; para blocos que transmitem cargas da ordem de 80 t por estaca, devem ser usados pelo menos estribos duplos de Ø 10 a cada 10 cm e para blocos FIG. 34. transmitir cargas mais altas de estribos triplos ou quádruplos. Esses estribos certamente têm uma influência muito favorável na aderência do bloco; eles também realizam um certo aro da zona de ancoragem. Certamente seria de boa construção fornecer, a meia altura do bloco, uma barra longitudinal em cada face cuja seção pudesse ser da ordem da das armaduras superiores. Essas barras seriam unidas transversalmente ao bloco por pinos no mesmo espaçamento que os estribos. No caso de blocos muito carregados, se uma das condições - tensão de cisalhamento ou tensão de compressão das bielas - não for satisfeita, a resistência do bloco pode ser aumentada com as barras dobradas ao longo do caminho indicado na figura 34. Embora não tenhamos ensaiado blocos com barras dobradas, essas barras certamente são eficazes para retardar a fissura inclinada e aumentar a resistência do bloco. Podemos admitir que, se 𝐴′𝑝 é a seção das barras elevadas a 45 °, elas garantem a transmissão de parte da carga igual a 𝐴′𝑝σ′𝑎√2. Blocos sobre três estacas Vamos primeiro considerar o caso em que o pilar suportado pelo bloco é de seção substancialmente quadrada. Atribuímos como limite de validade a aplicação do método das bielas 40 < 𝜃 < 55° mas consideramos que os valores < 45 ° devem ser evitados o máximo possível, porque correspondem a seções relativamente grandes de aço. Portanto, é melhor manter a condição 𝜃 ≥ 45° ao qual corresponde ℎ ≥ 0,58 (𝑙𝑡 − 𝑎 2 ). É aconselhável ter uma altura útil correspondente a uma inclinação das bielas de 55 °, ou ℎ ~ 0,825 (𝑙𝑡 − 𝑎 2 ). Sob essas condições, os esforços de tração nas armaduras têm o valor – armaduras dispostas ao longo das medianas: 𝑁′𝑎𝑚 = 𝑄 4,3 FIG. 35. FIG. 36. – armaduras dispostas ao longo dos lados: 𝑁′𝑎𝑐 = 𝑄 7,4 . Se adotarmos uma altura útil maior que 0,825 (𝑙𝑡 − 𝑎 2 ), é prudente manter, para calcular os esforços nas armaduras, os valores escritos acima. Não parece aconselhável fornecer, para os blocos de três estacas, uma altura variável; em princípio, esses blocos têm, portanto, uma altura constante. Dois sistemas de armaduras são recomendados: 1° armaduras em aros e armaduras ao longo das medianas (fig. 35); 2° armaduras em aros e armaduras uniformemente distribuída (fig. 36). No primeiro caso, as armaduras em aros de seção 𝐴′𝑐 são calculadas para equilibrar uma força 𝑁′𝑎𝑐 = 𝑄′𝑙𝑡 9 ℎ (1 − 𝑎 2 𝑙𝑡 ) (ou 𝑁′𝑎𝑐 = 𝑄′ 7,4 para ℎ ≥ 0,825 (𝑙𝑡 − 𝑎 2 ) com Q' entre 2 3 Q e 4 5 Q – as armaduras ao longo das medianas são determinadas para equilibrar um esforço 𝑁′𝑎𝑚 = (𝑄 − 𝑄′) 𝑙𝑡 √3 9 ℎ (1 − 𝑎 2 𝑙𝑡 ). No segundo caso, as armaduras em aros de seção 𝐴′𝑐 devem equilibrar um esforço 𝑁′𝑎𝑐 = 𝑄𝑙𝑡 9 ℎ (1 − 𝑎 2 𝑙𝑡 ) correspondente à carga total Q do pilar. A seção transversal das armaduras dispostas em uma grelha distribuída só pode ser determinada empiricamente; estimamos que, se quiser limitar a fissura na parte inferior, é aconselhável ter em cada direção uma seção de armaduras da ordem de 20% da seção em aros. As condições relativas às tensões de compressão das bielas são as seguintes: 1°) σ𝑏 = 𝑄 𝐵 𝑠𝑒𝑛2𝜃 < 0,75 𝜎𝑗 2°) σ𝑏1 = 𝑄 3 B1 𝑠𝑒𝑛2𝜃 < 0,75 𝜎𝑗 Onde B é a seção do pilar; B1 seção de cada estaca; 𝜃 ângulo de inclinação das bielas na horizontal; 𝜎𝑗 resistência à compressão do concreto medida em cilindros. Para 𝜃 = 55°, as condições acima são escritas como 𝑄 𝐵 < 0,50 𝜎𝑗 𝑄 3 B1 < 0,50 𝜎𝑗 Essas condições são geralmente satisfeitas, uma vez que a tensão admissível de compressão simples é normalmente limitada no pilar a 0,30𝜎𝑗 . Toda armadura deve ser terminada com ganchos (ganchos normais ou ganchos de 45 °). A menos que haja justificativa especial, as sobreposições dos aros devem ter pelo menos 35 Ø de comprimento. É vantajoso constituir os aros por três barras sobrepostas, que não produzem excessivas e permitem ter uma cobertura em cada lado do bloco. Quando é necessário arrumar vários aros no mesmo plano horizontal, é necessário estudar cuidadosamente as disposições das armaduras (traçado das barras, curvaturas alinhadas com as estacas, sobreposição das barras localizadas no mesmo plano e das barras sobrepostas). A aderência do bloco é certamente aprimorada com um aro adicional à meia altura, cuja seção transversal, não levada em consideração nos cálculos, pode ser de seção significativamente menor que a de cada um dos aros inferiores. No caso em que o pilar apoiado no bloco tem uma seção que se afasta da forma quadrada, ainda é possível aplicar o método das bielas em sua forma simplificada, assumindo a menor dimensão do pilar. Pode-se também aplicar o método do Sr. Frémy para determinar a seção das armaduras. No caso de pilares de seção retangular alongada, tensionados ou não por torques de flexão, o método leva a diferentes armaduras ao longo dos três lados do triângulo formados pelos centros das estacas; É bastante óbvio que, se alguém adotar o arranjo de armaduras nos aros, será necessário tomar como seção do aro o que corresponde ao máximo ou suplementar os aros com armaduras de seção apropriada dispostas ao longo de certos lados do bloco. Blocos sobre quatro estacas Vamos primeiro considerar o caso em que o pilar suportado pelo bloco é de seção substancialmente quadrada. Atribuímos como limite de validade a aplicação do método das bielas 40° < 𝜃 < 55° mas os valores θ < 45° devem ser evitados o máximo possível, pois correspondem a seções relativamente grandes de aço. Portanto, é melhor manter a condição θ ≥ 45 ° ao qual corresponde ℎ ≥ 0,71 (𝑙𝑡 − 𝑎 2 ). É aconselhável ter uma altura correspondente a uma inclinação das bielas de 55°, ou ℎ ~ (𝑙𝑡 − 𝑎 2 ). Sob essas condições, os esforços de tração nas armaduras têm o valor – armaduras dispostas ao longo das diagonais: 𝑁′𝑎𝑑 = 𝑄 √2 8 = 𝑄 5,65 – armaduras dispostas ao longo dos lados: 𝑁′𝑎𝑐 = 𝑄 8 . Se uma altura útil maior que (𝑙𝑡 − 𝑎 2 ), for adotada, é aconselhável manter, para o cálculo dos esforços nas armaduras, os valores indicados acima. Podemos dar aos blocos de quatro estacas uma altura variável, mas não parece prudente adotar uma altura no perímetro do bloco com menos de 2 3 da altura do topo. As condições relativas às tensões de compressão das bielas são as seguintes: 1°) σ𝑏 = 𝑄 𝐵 𝑠𝑒𝑛2𝜃 < 0,9 𝜎𝑗 2°) σ𝑏1 = 𝑄 4 B1 𝑠𝑒𝑛2𝜃 < 0,9 𝜎𝑗FIG. 37. FIG. 38. FIG. 39. Onde B é a seção do pilar; B1 seção de cada estaca; 𝜃 ângulo de inclinação das bielas na horizontal; 𝜎𝑗 resistência à compressão do concreto medida em cilindros. Para 𝜃 ≥ 45°, essas condições são geralmente satisfeitas quando as tensões na base do pilar e no topo das estacas são limitadas às tensões admissíveis. Os sistemas de armaduras a serem recomendados são os seguintes: 1 : armaduras ao longo dos lados + armaduras ao longo das diagonais (fig. 37); 1 bis : armaduras em aros + armaduras ao longo das diagonais (fig. 38); 2 : armaduras ao longo dos lados + armaduras uniformemente distribuídas (fig. 39); 2 bis : armaduras em aros + armaduras uniformemente distribuídas (fig. 40); FIG. 40. – Nos sistemas 1 e 1 bis, as armaduras ao longo dos lados ou dos aros devem equilibrar um esforço 𝑁′𝑎𝑐 = 𝑄′ 8 ℎ 𝑙𝑡 (1 − 𝑎 2 𝑙𝑡 ) as armaduras ao longo das diagonais um esforço 𝑁′𝑎𝑑 = (𝑄 − 𝑄′) √2 8 ℎ 𝑙𝑡 (1 − 𝑎 2 𝑙𝑡 ) Q’ e Q’’ = Q – Q’ pode ser da mesma ordem; podemos tomar, por exemplo: 0,5 Q < Q' < 0,65 Q. – Nos sistemas 2 e 2 bis, as armaduras ao longo dos lados ou dos aros deve equilibrar um esforço 𝑁′𝑎𝑐 = 𝑄′ 8 ℎ 𝑙𝑡 (1 − 𝑎 2 𝑙𝑡 ) Q' deve ser uma fração relativamente grande de Q; devemos tomar 0,75 Q < Q' < 0,85 Q. As armaduras em grelha devem equilibrar em cada direção um esforço 𝑁′𝑎𝑟 = 2,4 𝑄 − 𝑄′ 8 ℎ 𝑙𝑡 (1 − 𝑎 2 𝑙𝑡 ) o coeficiente 2,4 (em vez de 2) é introduzido para levar em conta a eficiência reduzida das barras dispostas em uma grelha (consulte os ensaios do capítulo). No caso dos blocos de quatro estacas, as armaduras dispostas ao longo dos lados não apresentam as mesmas desvantagens quase proibitivas que no caso dos blocos de três estacas. Aqui, no entanto, as barras de armaduras parecem preferíveis porque estão mais próximas das faces laterais; eles limitam a abertura das fissuras nessas faces; evitam o acúmulo de âncoras à direita das estacas; eles permitem que as armaduras sejam colocadas ao longo das diagonais ou da grelha mais próxima da parte inferior, portanto em condições de melhor eficiência. Como nos blocos de três estacas, todas as barras devem ser terminadas com ganchos normais ou de 45° e, a menos que haja justificativa especial, as sobreposições dos aros devem ter pelo menos 35 Ø de comprimento. Os aros podem vantajosamente ser constituídos por no máximo quatro barras sobrepostas. Pode-se levar vários aros no mesmo plano horizontal; a disposição das barras deve, portanto, ser cuidadosamente estudada. A aderência do bloco é certamente melhorada com um aro adicional à meia altura. No caso em que o pilar suportado pelo bloco tem uma seção que se afasta da forma quadrada, pode-se aplicar o método das bielas em sua forma simplificada, considerando que possui a menor dimensão do pilar. Pode-se também aplicar o método do Sr. Frémy para determinar a seção das armaduras de acordo com os quatro lados: no caso de colunas de seção retangular alongada, solicitadas ou não por momentos fletores, o método leva a diferentes seções de armaduras ao longo dos diferentes lados do bloco; É bastante óbvio que, se alguém adota o arranjo de armaduras em aros, é necessário tomar como seção de aros o que corresponde ao máximo esforço. Blocos sobre cinco estacas Duas disposições são geralmente encontradas. Embora esses blocos não tenham sido sistematicamente ensaiados, o método das bielas pode ser extrapolado nas seguintes condições: 1° Bloco com quatro estacas dispostas em um quadrado e um pilar central. Devido à rigidez do bloco, pode-se supor que as cinco estacas também sejam carregadas e suportem uma carga 𝑄 5 . Pode-se assumir que a transmissão da carga para a estaca central ocorre diretamente e que a transmissão das cargas para as estacas periféricas ocorre de acordo com as bielas inclinadas. Deve então ser calculado como um bloco com quatro estacas suportando uma carga igual a 4𝑄 5 . Parece lógico armar o bloco (fig. 41). – por barras em aros para equilibrar os esforços devido a uma parte da carga; FIG. 41. – por barras ao longo das diagonais para equilibrar os esforços devido à carga adicional. Os esforços equilibrados pelos dois sistemas de armaduras podem ser da mesma ordem de magnitude. 2° Bloco composto por cinco estacas dispostas no topo de um polígono regular de lado A. Supõe-se que a transmissão da carga às estacas seja efetuada por meio de bielas situadas em planos verticais que passam pelo centro do bloco (centro do círculo circunscrito no pentágono) e pelos eixos das várias estacas. Os esforços de tração resultantes da decomposição das forças são equilibrados por armaduras dispostas em aros, isto é, ao longo dos lados do pentágono formados pelas estacas. Se admitirmos que as bielas vêm, na seção do topo, de pontos distantes de 𝑎 4 do centro do pilar que deveria ter uma seção quadrada no lado a, é fácil estabelecer a expressão de 𝑁′𝑎𝑐, esforço de tração na armadura em aro. Encontramos 𝑁′𝑎𝑐 = 0,725 𝑄𝑙𝑡 5 ℎ (1 − 𝑎 3,4 𝑙𝑡 ). Admitiremos que a altura mínima corresponde à inclinação das bielas a 45°; então devemos ter ℎ > 0,851 𝑙𝑡 (1 − 𝑎 3,4 𝑙𝑡 ). É certamente preferível ter uma altura única correspondente a uma inclinação das bielas fictícias de 55 ° na horizontal, isto é ℎ > 1,20 𝑙𝑡 (1 − 𝑎 3,4 𝑙𝑡 ). Nessas condições, os esforços nos aros valem 𝑁′𝑎𝑐 = 𝑄 8,3 . As armaduras em aros deve, em princípio, equilibrar os esforços devido à carga total Q. Mas, para evitar fissuras excessivas no centro do bloco, é aconselhável fornecer uma grelha de armaduras na parte inferior, a seção de cada camada de armaduras dessa grelha deve ser pelo menos 20% da seção dos aros (fig. 42). FIG. 42. FIG. 43. Obviamente, seria possível ter nos blocos de cinco estacas, além das armaduras em aros, armaduras dispostas ao longo dos lados do pentágono estelar, tendo como vértices o centro das estacas (fig. 43). Pode-se levar em conta essas armaduras nos cálculos do bloco; se Q′ é a parte de Q equilibrada por armaduras em aros de seção 𝐴′𝑐 = 0,725 𝑄′𝑙𝑡 5 ℎ 𝜎′𝑎 (1 − 𝑎 3,4 𝑙𝑡 ) o complemento Q'' = Q - Q' deve ser equilibrado por armaduras colocadas ao longo dos lados do pentágono estelar de seção 𝐴′𝑐 = 1,8 𝑄′′𝑙𝑡 5 ℎ 𝜎′𝑎 (1 − 𝑎 3,4 𝑙𝑡 ) seja no caso particular em que ℎ = 1,20 𝑙𝑡 (1 − 𝑎 3,4 𝑙𝑡 ) 𝐴′𝑐 = 𝑄′′ 3,34 𝜎′𝑎 = 0,3 𝑄′′ 𝜎′𝑎 No entanto, essa disposição tem uma séria desvantagem: a sobreposição no centro do bloco dos cinco leitos de armaduras que se cruzam. Parece ser evitado por esse motivo, na medida do possível. Blocos sobre seis estacas Duas disposições são geralmente encontradas. Parece-nos possível extrapolar o método das bielas nas seguintes condições: 1° Bloco composto por cinco estacas dispostas em um pentágono regular e uma estaca central. Novamente, devido à rigidez do bloco, pode-se supor que as seis estacas também sejam carregadas e que cada uma suporte uma carga 𝑄 6 . Podemos calcular o bloco como um bloco sobre cinco estacas suportando uma carga igual a 5 𝑄 6 . Parece lógico armar o bloco – por barras em aros; – por barras ao longo dos lados do pentágono em estrela ou, mais simplesmente, por barras em grelha. 2° Bloco composto por seis estacas dispostas no topo de um hexágono regular dos lados A. Pode-se supor que a transmissão da carga para as estacas ocorra nos planos verticais diagonais que passam pelos eixos das estacas. Os esforços de tração resultantes da decomposição das forças são balanceados normalmente por armaduras dispostas em aros, ou seja,ao longo dos lados do hexágono formado pelas estacas e por três grupos de armaduras dispostas de acordo com os planos diagonais passando pelos eixos das estacas. (fig. 44). FIG. 44. Se admitirmos que as bielas vêm, na seção superior, de pontos distantes 𝑎 4 do centro do pilar que deveriam ter uma seção quadrada de lado a, é fácil obter as expressões de 𝑁′𝑎𝑐, esforço de tração nas armaduras em aros 𝑁′𝑎𝑐 = 𝑄𝑙𝑡 6 ℎ (1 − 𝑎 4 𝑙𝑡 ) e 𝑁′𝑎𝑑, esforço de tração nas armaduras diagonais 𝑁′𝑎𝑑 = 𝑁′𝑎𝑐 = 𝑄𝑙𝑡 6 ℎ (1 − 𝑎 4 𝑙𝑡 ). Aqui, novamente, admitimos que a altura mínima corresponde à inclinação das bielas a 45 °; então devemos ter h > 𝑙𝑡 (1 − 𝑎 4 𝑙𝑡 ). É certamente preferível ter uma altura única correspondente a uma inclinação das bielas fictícias de 55° na horizontal, isto é h = 1,428 𝑙𝑡 (1 − 𝑎 4 𝑙𝑡 ). Sob essas condições, os esforços 𝑁′𝑎𝑐 e 𝑁′𝑎𝑑 têm o valor comum 𝑁′𝑎𝑐 = 𝑁′𝑎𝑑 = 𝑄 8,6 Na prática, é possível equilibrar os esforços de tração substancialmente pela metade por aros e armaduras diagonais; a seção transversal dos aros e a das armaduras diagonais são iguais. 𝐴′𝑐 = 𝐴′𝑑 = 𝑄 17,2 𝜎′𝑎 . Blocos sobre sete estacas Examinaremos apenas o caso dos blocos apoiados em seis estacas dispostas em um hexágono regular no lado A e em uma estaca central. O bloco é então calculado de acordo com os mesmos princípios acima, como um bloco de seis estacas que carrega uma carga 6 𝑄 7 . Blocos sobre mais de sete estacas É excepcional que possamos aplicar o método das bielas a blocos muito raros em edifícios. Consideramos, então, consolos ou vigas fictícias, cujas armaduras são determinadas pelos métodos usuais de resistência dos materiais. É então necessário calcular as armaduras transversais para equilibrar o esforço de cisalhamento nas condições regulamentares. Notas sobre a aplicação do método do Sr. Frémy No exposto, consideramos mais particularmente o caso dos blocos que suportam um pilar de seção substancialmente quadrada sujeita a uma carga centralizada. Se o pilar é de seção retangular, ainda é possível usar o método simplificado das bielas aplicando as fórmulas anteriores, mas assumindo que possui a menor dimensão do pilar. Quando o pilar é solicitado na sua seção de base por um momento fletor, alguns engenheiros ainda aplicam o método das bielas, mas calculando as armaduras como se o bloco suportasse uma carga centralizada igual a n 𝑄1𝑚𝑎𝑥, sendo n o número de estacas, 𝑄1𝑚𝑎𝑥 sendo a carga máxima sob uma estaca calculada considerando N e M e supondo o bloco infinitamente rígido. Essas extrapolações indubitavelmente levam a uma maior segurança e parece lógico aplicar, nesses casos, o método do Sr. Frémy, que constitui um todo coerente. No entanto, esse método pode ser criticado por levar a seções de armaduras maiores do que o método simplificado nos casos em que este último teve sua validade confirmada por ensaios para os blocos de três e quatro estacas. TRADUÇÃO UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO Traduzido por: Arlene Maria Alves (Monitora de Estruturas de Concreto) Revisado por: Caio Cesar Pereira de Aguiar (Prof.° Substituto de Estruturas de Concreto) 2020