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Lúdico e Musicalização na Educação Infantil

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fadas, 
assombrações, gigantes, príncipes, castelos, tesouro enterrado, sonho de aviso, 
oração forte, medo de escuro, entre outras”.
Kishimoto (2002, p. 28) diz que os jogos são criados e recriados pelo 
homem. “A criança é um ser em pleno processo de apropriação da cultura, 
precisando participar dos jogos de uma forma espontânea e criativa”. Sendo 
assim, ela desenvolve a curiosidade, a criticidade, a confiança e a participação 
na resolução de problemas relacionados ao conhecimento necessário para a 
apropriação do mundo da cultura.
Podemos exemplificar a afirmação de Kishimoto, apontando alguns jogos 
e brincadeiras que há muitas gerações fazem parte do universo da criança e que 
ainda estão presentes no cotidiano infantil. Observe que as imagens que ilustram 
as atividades são esculturas em bronze e a descrição das brincadeiras é o resultado 
de pesquisas realizadas pela artista plástica Sandra Guinle.
AMARELINHA
Número de participantes: 2 a 10 
Faixa etária: até 10 anos
Material: instrumento para riscar o chão (giz, 
lápis de cera, pedaço de pau se for chão de 
areia), uma pedra ou similar para arremessar
Espaço físico: externo ou interno
Tempo de duração: aproximadamente 20 
minutos
Curiosidades:
A amarelinha foi uma das brincadeiras introduzidas pelos portugueses 
junto com seus contos, lendas, histórias e festas. A amarelinha é um jogo muito 
UNIDADE 1 | LÚDICO E EDUCAÇÃO INFANTIL 
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antigo e presente em quase todas as regiões do Brasil. Em Minas Gerais é 
conhecida como maré, no Rio Grande do Norte como avião. Na Bahia dizem 
pular macaco. Em Portugal: jogo da macaca. Na França é marelle, de onde 
provém a nossa amarelinha ou maré. A amarelinha tem relações com mitos sobre 
labirintos que compõem os caminhos dos espíritos para o céu, após a morte. 
Originalmente seria uma maneira de a criança se relacionar ludicamente com 
o sobrenatural. Há vários modelos de desenho, e estes devem ser desenhados 
em proporção ao tamanho dos participantes
Descrição:
Forma-se uma fila para pular na ordem e joga-se uma pedra no quadrado 
1 e pula-se para o quadrado 2, continuando até o quadrado 10. Vira-se e volta-se 
e recolhe-se a pedra sem pisar no quadrado 1, pula-se por cima deste e continua-
se na sequência, atirando a pedra no quadrado 2. Pisa-se em cada quadrado 
com um pé. Naqueles números que estiverem num quadrado isolado, a criança 
deverá se equilibrar num só pé; naqueles em que o quadrado estiver em 
dupla, a criança deverá apoiar-se com um pé em cada quadrado. Ganha quem 
conseguir fazer toda a sequência de pulos até atirar a pedra no número 10. O 
jogador perde a vez quando: atira a pedra fora do quadrado correspondente; 
pisa em alguma risca; perde o equilíbrio ou pisa no quadrado onde está a 
pedra. Quando chega novamente sua vez, recomeça do número onde errou. 
O jogo acaba quando tiverem completado a sequência de saltos, havendo 
segundo colocado, terceiro colocado, e assim por diante.
Variação 1: Com céu e inferno 
Quando o desenho tem inferno, joga-se a pedra posicionando-se do 
lado do mesmo e quem pisar nele perde a vez. Quando o desenho tem céu, 
pula-se nele da forma que se quiser, quando se chega ao número 10.
Variação 2: Com equilíbrio de pedra
Finda a sequência de pulos simples, pode-se continuar com: pedra no 
braço, na perna, na cabeça, no pé, no ombro, no dorso da mão e finalmente sem 
pedra, mas com os olhos fechados. No caso da pedra na perna, deve-se pular 
num pé só em todos os quadrados, já que fica se segurando a pedra na parte 
posterior do joelho, com uma perna dobrada. Nos outros casos não se pula: 
anda-se. No caso da pedra no pé, vai-se empurrando a pedra com o pé direito, 
tendo-se, nesse caso, permissão para passar por cima das riscas.
TÓPICO 1 | APRENDER BRINCANDO: A HISTÓRIA DO LÚDICO
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A IMAGEM QUE ILUSTRA A BRINCADEIRA AMARELINHA É UMA 
ESCULTURA DE BRONZE DA ARTISTA PLÁSTICA SANDRA GUINLE, 
INTITULADA: AMARELINHA – 2006
BALANÇO DE CORDA
Número de participantes: 2 a 10
Faixa etária: até 10 anos
Espaço físico: proporcional ao comprimento 
da corda 
Tempo de duração: proporcional ao número 
de crianças
Curiosidades: 
É difícil determinar a origem deste saudável divertimento, contudo 
o encontramos em quase todas as praças, playgrounds e locais para crianças 
brincarem. É uma atividade extremamente lúdica podendo ser realizada 
individualmente ou compartilhada com outras crianças que estejam em 
outros balanços. As crianças muitas vezes competem para ver quem consegue 
balançar mais alto. Outras vezes simplesmente se deixam embalar pelo prazer 
do movimento e cantam diversas músicas para se distraírem. 
Descrição:
Amarram-se os dois extremos da corda num galho grosso da árvore. 
As crianças sentam-se na corda e balançam-se. Pode-se colocar uma tábua ou 
pneu, para que as crianças fiquem mais confortáveis.
A IMAGEM QUE ILUSTRA A BRINCADEIRA BALANÇO DE CORDA 
É UMA ESCULTURA DE BRONZE DA ARTISTA PLÁSTICA SANDRA 
GUINLE, INTITULADA: BALANÇO – 2003
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BAMBOLÊ 
Número de participantes: indeterminado
Faixa etária: a partir de 3 anos
Tempo de duração: proporcional ao número de 
crianças 
Espaço físico: pequeno ou médio
Curiosidades:
Muitas brincadeiras foram criadas em centros urbanos muito antigos 
e foram difundidas aos poucos para outras regiões, países e continentes 
através da história. Um exemplo é o bambolê, um brinquedo usado desde o 
Egito Antigo. Feito originalmente de madeira ou vime, nos anos 50 foi um 
dos primeiros brinquedos do mundo a ser confeccionado em plástico, um 
material totalmente inovador dentro da indústria dos brinquedos e que por 
isso se transformou num fenômeno de massa sendo vendidos aos milhões 
em todo mundo. Algumas brincadeiras mesmo ganhando roupagens novas, 
embalagens industriais, entrando, às vezes, para o universo da televisão não 
abandonam o imaginário coletivo do homem. 
Descrição: 
O grande desafio desta brincadeira é fazer com que o bambolê gire em 
volta de partes do corpo sem desequilibrá-lo, o que acarretaria a sua queda ao 
chão. A brincadeira consiste justamente em propor o desafio de quanto tempo 
cada um consegue equilibrar o bambolê. Você pode balançá-lo pelo pescoço, 
pela cintura, pulso, braço, tornozelo etc. 
A IMAGEM QUE ILUSTRA A BRINCADEIRA BAMBOLÊ É UMA 
ESCULTURA DE BRONZE DA ARTISTA PLÁSTICA SANDRA GUINLE, 
INTITULADA: BAMBOLEANDO – 2005
TÓPICO 1 | APRENDER BRINCANDO: A HISTÓRIA DO LÚDICO
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BOLINHA DE SABÃO 
Número de participantes: individual ou 
coletivo 
Faixa etária: todas 
Material: um copo, canudo, sabão e arame.
Espaço físico: médio, de preferência ao ar 
livre
Tempo de duração: indeterminado
BALÃO 
Número de participantes: indeterminado 
Faixa etária: todas 
Material: balões de látex e gás hélio (opcional)
Espaço físico: exterior, amplo
Tempo de duração: indeterminado
Curiosidades:
É muito difícil precisar a origem desta brincadeira simples e 
extremamente lúdica e poética. Sabemos que em quase todas as regiões no 
Brasil é comum encontrarmos crianças se divertindo com a efemeridade das 
bolinhas de sabão se dissolvendo no ar.
Descrição: 
Coloca-se água em um copo ou em outro recipiente e acrescenta-se o sabão 
(barra ou pó), bate-se bem até formar bastante espuma. Caso esteja utilizando 
um canudo (são ótimos canudos de mamão, de abóbora, de bambu ou papel), 
pode-se soprar o canudo para aumentar a espuma. É possível inventar várias 
formas de bolhas utilizando armações de arame revestidas de barbante em 
formatos diferentes que podem ser mergulhadas numa bacia grande com sabão. 
Assim cria-se uma infinidade de possibilidades na realização desta brincadeira. 
A IMAGEM QUE ILUSTRA A BRINCADEIRA BOLINHA DE SABÃO 
É UMA ESCULTURA DE BRONZE DA ARTISTA PLÁSTICA SANDRA 
GUINLE, INTITULADA: BOLINHAS DE SABÃO – 2003
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Curiosidades: 
Além de serem extremamente belos e decorativos os balões fascinam 
as crianças porque desafiam a lei da gravidade; instintivamente

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