A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
282 pág.
Lúdico e Musicalização na Educação Infantil

Pré-visualização | Página 6 de 50

a criança se 
encanta com a quebra de uma qualidade inerente a quase todos os objetos que 
é sua queda natural ao solo. Os balões flutuam no ar e estão sempre propensos 
a alçar voo e fugir ao nosso controle. Ao mesmo tempo cada criança ao ganhar 
um balão apropria-se desse objeto como continuidade e extensão de seu corpo. 
Os balões representam a superação de nossos limites físicos e poeticamente 
levam nossos pedidos e mensagens, mais secretos, ao céu. 
Descrição:
Não existem regras fixas para o uso de balões de gás. São objetos lúdicos 
utilizados em grande escala na decoração de aniversários e festas infantis e em 
festas, comemorações e solenidades públicas. 
 
A IMAGEM QUE ILUSTRA A BRINCADEIRA É UMA ESCULTURA DE 
BRONZE DA ARTISTA PLÁSTICA SANDRA GUINLE, INTITULADA: 
BALÕES MÁGICOS – 2003
PULAR CORDA 
 
Número de participantes: 1 
Faixa etária: a partir de 6 anos 
Material: 1 corda de 1,20 m 
Tempo de duração: indeterminado
Curiosidades:
Esta brincadeira assim como a brincadeira de corda em grupo pode 
ser acompanhada de vários versinhos e desafios dependendo da região em 
que é praticada. Quando se brinca de corda, trabalhamos a coordenação dos 
movimentos amplos, o equilíbrio, o ritmo e a memória. 
Descrição:
A criança segura as duas pontas da corda, uma em cada mão. Pode-se 
“pular para frente”, girando a corda de trás pra frente ou, ao contrário, de frente 
para trás “pular para trás”. Pular corda é uma brincadeira de autossuperação, 
a cada vez tenta-se aprimorar a habilidade de pular mais alto, pular rápido ou 
pular mais tempo.
TÓPICO 1 | APRENDER BRINCANDO: A HISTÓRIA DO LÚDICO
17
A IMAGEM QUE ILUSTRA A BRINCADEIRA PULAR CORDA É UMA 
ESCULTURA DE BRONZE DA ARTISTA PLÁSTICA SANDRA GUINLE, 
INTITULADA: PULANDO CORDA – 2003
CARRINHO DE ROLIMÃ 
Número de participantes: indeterminado 
Faixa etária: a partir de 9 anos
Material: 4 rolimãs, 1 tábua de 80 x 40 cm, 2 cabos 
de vassoura ou ripas grossas, pregos grandes e 
ferramentas (martelo e serrote)
Espaço físico: médio de preferência com ladeiras
Tempo de duração: indeterminado
Curiosidades:
Os carrinhos de rolimã provavelmente surgiram como uma das 
brincadeiras inventadas pela criatividade das crianças que habitam os centros 
urbanos. Nada mais é do que a junção de uma prancha com bolinhas de aço 
para desencadear o seu deslocamento e movimento. Até hoje encontramos 
crianças em cidades de todo o Brasil praticando esta modalidade de brincadeira, 
apreciada principalmente pelos meninos pelo seu conteúdo de desafio e 
competitividade. Geralmente na sua fabricação são usados materiais reciclados 
e madeiras de demolição. 
Descrição:
A brincadeira consiste basicamente na construção de carrinhos que 
sejam mais velozes e deslizem com mais facilidade para que sejam feitas as 
apostas e corridas.
A IMAGEM QUE ILUSTRA A BRINCADEIRA CARRINHO DE ROLIMÃ 
É UMA ESCULTURA DE BRONZE DA ARTISTA PLÁSTICA SANDRA 
GUINLE, INTITULADA: CARRINHO DE ROLIMÃ – 2003
FONTE: GUINLE, S. Disponível em: <http://www.sandraguinle.com.br/brincadeiras.php?sessao=
Brincadeiras>. Acesso em: 7 jan. 2010.
UNIDADE 1 | LÚDICO E EDUCAÇÃO INFANTIL 
18
O BRINCAR ATRAVÉS DOS TEMPOS
Lidiane Lurdes Friederichs 
 
Quem é que nunca brincou e que não gosta de brincar, seja lá qual for 
a brincadeira ou o brinquedo? Quem não se lembra do seu brinquedo favorito, 
da sua brincadeira predileta? Desde a época de nossos avós, de nossos pais, e 
desde muito antes, as brincadeiras são transmitidas de geração em geração, onde 
as crianças ou praticam novamente as brincadeiras, ou criam um novo jeito de 
brincar, baseando-se no que ouviram, mas aperfeiçoando-as ao contexto atual, à 
sua forma de brincar. 
 
Minha avó conta que gostava muito de brincar com as bonecas de pano 
e colocando caranguejos, no lugar dos cavalos, para puxarem carrocinhas feitas 
de madeira. Minha mãe adorava brincar com bichinhos e andar de bicicleta. 
Eu também aprendi a gostar de bichinhos, e tinha grande preferência pelas 
brincadeiras de casinha, com bonecas. Mas gostava também de muitas outras 
brincadeiras que aprendi com meus pais, como esconde-esconde, empinar pipa, 
andar de balanço, diversas cantigas de roda. 
 
Também há as brincadeiras com soldadinhos de chumbo, pião, peteca, 
bilboquê, pular amarelinha, cabra-cega, bolinhas de gude, tiro ao alvo, carrinhos 
de rolimã, recitar parlendas, trava-línguas, entre tantas outras brincadeiras 
tradicionais que nos foram ensinadas pelos nossos pais, avós, irmãos mais velhos. 
 
Ainda que muitas vezes uma brincadeira seja característica de um 
determinado povo, peculiar a uma determinada cultura, certas formas de 
brincar são reconhecidamente universais, como a boneca e o pião. Transmitidas 
de geração em geração, de país para país, recebem muitas vezes modificações 
que ora respeitam as características fundamentais, ora, por um processo de 
criatividade que é inerente ao ser humano, dão origem a outros brinquedos. 
A tradicionalidade e universalidade das brincadeiras ocorrem porque muitas, 
ainda hoje, ocorrem fundamentalmente da mesma maneira de quando foram 
criadas. Por exemplo, a amarelinha que é jogada, basicamente, seguindo o mesmo 
ritual de quando foi criada antigamente, na Grécia, sendo utilizada por diversos 
povos do mundo. (KISHIMOTO, 1993).
Os tipos de brincadeiras utilizados retratam a cultura de diversas 
sociedades e diferentes momentos históricos, demonstrando o tipo de relações 
sociais, a forma educacional, a importância que se dedica à infância e o papel das 
crianças em determinadas épocas. Vemos na década de 50 a criação de muitos 
brinquedos espaciais, como aviões, astronautas, foguetes, representando a época 
da chegada do homem à lua. Na década de 80, com a revolução tecnológica, temos 
a criação dos video games, do supergênio, das bonecas que falam, dos carrinhos de 
controle remoto etc. 
LEITURA COMPLEMENTAR
TÓPICO 1 | APRENDER BRINCANDO: A HISTÓRIA DO LÚDICO
19
 As brincadeiras, além de diversão, proporcionam o desenvolvimento da 
criança, auxiliando na estruturação de pensamento, na construção do simbólico, 
estimulando a linguagem, a coordenação motora etc. Ao brincar, principalmente 
quando se utiliza o faz de conta, a criança expressa a compreensão da realidade 
vivenciada, reconstruindo o seu significado, flutuando entre o real e um mundo de 
fantasia, de imaginação, onde poderá interagir com seus medos, suas angústias. 
Freud (apud SANTOS e KOLLER, 2003) relata que as crianças simbolizam seus 
problemas por meio da brincadeira, resolvendo-os em um outro contexto, e 
trazem para um mesmo momento o presente, o passado e o futuro. 
Autores como Brougère (1198), Uldwin e Shmukler (1981) e Vygotsky (1984) 
afirmam que ao brincar as crianças reproduzem aspectos de uma sociedade e do 
mundo adulto, como uma forma de compreender, por meio da simulação, a moral 
dominante do meio, na qual estão inseridas (apud SANTOS e KOLLER, 2003).
Acredita-se que o brincar existe desde o surgimento do homem, pois com 
qualquer objeto pode-se inventar uma brincadeira, pode-se criar um brinquedo, 
desde um simples cabo de madeira, que se pode fazer de cavalo, como uma folha, 
uma pedrinha de que se podem inventar diferentes brinquedos, dependendo da 
imaginação de cada um. 
Há referências de que durante a Antiguidade, há mais de 2500 anos, a 
garotada se divertia com bigas de brinquedo (carros puxados por dois cavalos), 
que eram justamente os veículos que iriam usar quando crescessem. As bonecas 
são outro exemplo de brinquedo antigo, sendo que inicialmente eram de pano ou 
de barro, aperfeiçoando-se com o passar do tempo e surgimento da tecnologia, 
sendo que hoje se podem encontrar bonecas que falam. De certa forma, as bonecas 
surgiram para ensinar as meninas a cuidar dos bebês, o que era útil para quando 
se tornassem mães.
Referências ao pião são abundantes na literatura histórica e 
antropológica. Apesar de o pião ter chegado

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.