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Texto analisado:
UNIVERSIDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS - UNIPAC
FACULDADE DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS
BARBACENA FADI
CURSO DE GRADUAÇÃO EM DIREITO
CAROLINE SOUSA DE ABREU LIMA
OS LIMITES DA INTERVENÇÃO NO NOVO CONCEITO DE FAMÍLIA
BARBACENA
2018
OS LIMITES DA INTERVENÇÃO NO NOVO CONCEITO DE FAMÍLIA
Caroline Sousa de Abreu Lima
Acadêmica do 10º período do Curso de Graduação em Direito da Universidade Presidente Antônio Carlos UNIPAC
- Barbacena/MG. E-mail: carol.-souza@hotmail.com
Fernando Antônio Mont'Alvão do Prado
Professor Orientador. Professor de Direito Empresarial do Curso de Direito da Universidade Presidente Antônio
Carlos UNIPAC Barbacena/MG. E-mail: fprado@barbacena.com.br
RESUMO
A finalidade do presente artigo é analisar sobre os diversos tipos de família brasileira, tendo em vista que com o
decorrer dos tempos, ocorreram mudanças também na concepção da expressão família, ampliando-a a todos os
gêneros de entidades familiares, mesmo as que não são provenientes do casamento. A análise discorre,
primeiramente, sobre os aspectos gerais do instituto da família e como foi evoluindo sua concepção e aprimorando
na legislação brasileira. Por conseguinte, será abordado sobre os diversos tipos de família brasileira, ou seja, a
matrimonial, informal, monoparental, anaparerental, mosaico e homoafetiva. Diante disso, será oportuno averiguar
que a instituição familiar começou a receber proteção especial do Estado, e em virtude disso, surgiu à igualdade
entre pai e mãe dentro da conjuntura familiar, fazendo também surgir novas formações familiares, presentemente
consagradas pela Constituição Federal, e demais normas brasileiras. Em razão disso, o objetivo principal deste
artigo é averiguar a família na atualidade, verificando seus conceitos e formações. Nesse sentido, enfoca-se em
pesquisa teórica, a qual foi realizada pelo método dedutivo, por meio de bibliografia pré-selecionada, utilizando,
para tanto como recurso metodológico, a pesquisa bibliográfica, realizada por meio de análises e comparações de
preceitos legais e doutrinárias que ponderam sobre a temática sugerida.
Palavras-chave: Família. Novas Formações. Estado.
SUMÁRIO: 1 INTRODUÇÃO 2 ASPECTOS GERAIS SOBRE FAMÍLIA 2.1 Definição sucinta do termo Família 2.2
Evolução do instituto família no ordenamento jurídico pátrio 3 TIPOS DE FAMÍLIA 3.1 Matrimonial 3.2 Informal 3.3
Monoparental 3.4 Anaparerental 3.5 Mosaico 3.6 Eudemonista 3.7 Homoafetiva 4 INTERVENÇÃO DO ESTADO
NA FAMÍLIA 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS
1 INTRODUÇÃO
O presente artigo se propõe a contextualizar uma breve análise sobre os diversos tipos de família brasileira, uma
vez que, trata-se de um assunto que vem repercutindo no âmbito do Direito de Família. Cabendo ressaltar que não
é a pretensão deste trabalho esgotar o tema, dada a complexidade do mesmo.
Para o desenvolvimento do presente trabalho, utilizou-se como recurso metodológico, a pesquisa bibliográfica,
realizada por meio de análises e comparações de preceitos legais, doutrinárias e jurisprudenciais que ponderam
sobre o tema.
O trabalho não trata somente dos tipos de famílias, e sua evolução histórica como também tem o foco principal na
intervenção do Estado no instituto familiar, e como o ordenamento jurídico brasileiro está lidando com a
modernização da família.
O primeiro tipo de organização de grupos sociais foi feitos pelas famílias, que é uma instituição de extrema
importância para a sociedade. É nela que temos o primeiro contato com outros seres humanos, que será
determinante para formação pessoal do indivíduo, aonde também se aprende a conviver em grupo, e se tem os
ensinamentos morais e éticos, que ajudam na convivência com os diversos tipos de grupos sociais que
posteriormente o ser humano é inserido.
Com opassar dos tempos, o conceito de família vem se modernizando cada dia mais, não existe somente a
família tradicional. O ordenamento jurídico deve que ir se atualizando sobre o tema no mesmo passo em que foi
sendo criado pela sociedade outros tipos de denominação e formação familiares, ampliando-a a todos os gêneros
de entidades familiares, mesmo as que não são provenientes do casamento. A Constituição Federal de 1988
passou a aceitar em seu texto constitucional a união estável, a isonomia entre os cônjuges, bem como a igualdade
entre os filhos, sejam eles biológicos ou não.
Posto isto, o presente estudo tende a analisar sobre os aspectos gerais no que concerne o instituto família e, por
conseguinte os tipos de família existentes no ordenamento jurídico pátrio, bem como se há possibilidade de
intervenção do Estado no âmbito familiar.
Ao final do aludido trabalho, serão apresentadas as devidas considerações finais, com o escopo de ratificar o que
fora exposto no presente artigo, bem como trazer a lume as conclusões ocorridas da temática sugerida.
2 ASPECTOS GERAIS SOBRE FAMÍLIA
2.1 Definição sucinta do termo Família
O termo família vem se modificando ao longo dos tempos no que diz respeito a sua instituição, uma vez que não
vem sendo considerado mais um padrão de família patriarcal e sim uma constante variação quanto ao modelo
familiar. Entretanto, independentemente dessa variação, a família permanece sendo de suma importância no
desenvolvimento de sua prole, tendo em vista que, é através do instituto familiar que acontece a primeira interação
social.
Nesse diapasão, calham as palavras de Rodrigues
RODRIGUES, Silvio. Direito civil brasileiro Direito de Família. v.6. 27 ed. São Paulo: Saraiva, 2002, p. 4/5. , no que
diz respeito ao termo família no sentido mais amplo:
O vocábulo Família é usado em vários sentidos. Num conceito mais amplo poder-se-ia definir a Família como
formada por todas aquelas pessoas ligadas por vínculo de sangue, ou seja, todas aquelas pessoas provindas de
um tronco ancestral comum; o que corresponde a incluir dentro da órbita da Família todos os parentes
consangüíneos. Numa concepção um pouco mais limitada, poder-se-ia compreender a Família como abrangendo
os consangüíneos em linha reta e os colaterais sucessíveis, isto é, os colaterais até quarto grau. No sentido ainda
mais restrito, constitui a Família o conjunto de pessoas compreendido pelo pai e sua prole. É com essa conotação,
que a maioria das leis a ela se refere.
Já no que diz respeito ao sentido estrito da palavra família, Náufel
NÁUFEL, José. Novo dicionário jurídico brasileiro. 9 ed. Rio de Janeiro: Forense, 1997, p.468. assevera que:
Num sentido restrito a Família é um grupo cerrado de pessoas, composto de pais e filhos, apresentando certas
unidades de relações jurídicas, tendo comunidade de nome, economia, domicílio e nacionalidade, fortemente
unido por identidade de interesses e fins morais e materiais, monarquicamente organizado sob a autoridade de um
chefe, que é o pai. Um sentido mais amplo, a Família abrange além dos cônjuges e dos seus filhos, outros
parentes mais remotos e afins, como sogros, tios etc., aos quais o chefe de Família presta alimentos e tem na sua
companhia, e até os criados ou serviçais domésticos.
Compreendida a concepção da palavra família por meio doutrinário, no contexto legal, foi a partir do século XIX,
especificamente no Código Civil de 1916 que começou a aplicar algumas normas com referência ao instituto
família. Pois, tratava a família com ênfase no poder do homem (pai) e com a submissão da esposa e de seus
filhos, inseridos em um matrimônio indissolúvel. Diante disso, se faz necessário averiguar como se deu a evolução
do instituto familiar no ordenamento jurídico brasileiro.
2.2 Evolução do instituto familiar no ordenamento jurídico pátrio
Há algumas décadas, o instituto familiar era considerado patriarcal, ou seja, eram forçoso a figura de homem,
mulher e em consequentemente dos filhos. De acordo com a elucidação de Farias e Rosenvald
FARIAS, Cristiano Chaves; ROSENVALD, Nelson. Curso de Direito Civil. 5ª ed. Jus Podivm, 2013, p.40.:
Mais ainda, compreendia-se a família como unidade de produção, realçados os laços patrimoniais. As pessoas se
uniam em família com vistas à formação de patrimônio, para sua posterior transmissão aos herdeiros, pouco
importando os laços afetivos. Daí a impossibilidade de dissolução do vínculo, pois a desagregação da família
corresponderia à desagregação da própria sociedade. Era o modelo estatal de família, desenhado com os valores
dominantes naquele período da revolução industrial.
Cumpre mencionar que a família sob a ótica do antigo Código Civil Brasileiro (1916) era tão-somente aquela
constituída por relações consanguíneas, ou seja, apenas fundada em uma relação biológica entre os membros de
uma relação originada do casamento. O matrimônio era de suma importância na constituição da família.
Além do mais, fazia-se necessário a figura do pai, da mãe e dos filhos, para que fosse considerada família, isto é,
era tido como um instituto legitimamente patriarcal.
Em seguida, com o surgimento da industrialização e da urbanização, estes levaram ao padrão de família nuclear,
isto é, depois décadas do surgimento do Código Civil de 1916 apareceram no panorama brasileiro novos valores,
como por exemplo, a afetividade na sociedade conjugal, seja ou não matrimonializada
FACHIN, Luiz Edson. Direito de família: elementos críticos à luz do novo Código Civil. Rio de Janeiro: Renovar,
2003..
Com efeito, antes do surgimento da Constituição Federal de 1988 a lei basilar da família encontrava-se prevista no
Código Civil de 1916, entretanto, com o surgimento da nova carta constitucional, ocorreu o feito da
constitucionalização do Direito de Família.
Nesse liame, têm-se os dizeres de Fachin
FACHIN, Luiz Edson. Direito de família: elementos críticos à luz do novo Código Civil. Rio de Janeiro: Renovar,
2003, p. 76. abrem-se as portas deste século com uma dimensão publicizada da família, sob um renovado
estatuto, informado por outros valores distintos do privado clássico.
A Lei Maior de 1988 trouxe alterações de suma relevância para o ramo do Direito de Família, trazendo em seu
bojo a igualdade e a inocência da filiação, bem como, também foi capaz em estabelecer o refúgio: à pluralidade da
família; à família matrimonializada ou não; diárquica; igualitária e eudemonista.
Ibidem.
No entanto, com o passar dos tempos, foram surgindo filhos que não eram concebidos mediante o casamento e,
em virtude disso, eram tratados de forma desigual frente aos filhos advindos de um laço matrimonial. Frente a esse
panorama, surgiu, então, a Constituição Federal de 1988, a qual referendou a igualdade dos filhos.
Com o advento da Constituição Federal de 1988, esta trouxe uma crise de legitimidade no Direito de Família,
sendo consagrado na Carta Magna em apreço, a prioridade absoluta das relações familiares fundadas tanto na
solidariedade social como na dignidade da pessoa humana. Em virtude disso, ocorreu a necessidade de
reconstrução do Direito de Família instituído sob a ótica de um modelo patriarcal.
Contudo, a Constituição Federal de 1988 apenas inseriu no ordenamento jurídico pátrio o entendimento do que
venha a ser o termo família que há muito tempo já era acolhida e vivenciada pela sociedade brasileira.
Na atualidade, na legislação pátria, tem-se a proteção à criança nas situações que envolvam a separação de seus
pais, ou seja, a constituição resguarda e garante o direito da criança de conviver com seus genitores, mesmo que
estes estejam separados.
Frente a isso, se faz necessário trazer a lume, a redação legal do artigo 226 §5º da Constituição Federalde 1988
BRASIL, Constituição Federal de 1988. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao88.htm. Acesso em: 14 de março de 2018., o qual
dispõe que:
Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.
(...)
§ 5º - Os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem e pela mulher.
Com efeito, no decorrer dos tempos, veio a calhar modificações também na definição do termo família,
ampliando-o a todos os gêneros de entidades familiares, mesmo as que não são oriundas do matrimônio.
A Carta Magna de 1988
BRASIL, Constituição Federal de 1988. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao88.htm. Acesso em: 14 de março de 2018., passou a
referendar em seu bojo a união estável, a isonomia entre os cônjuges, bem como a igualdade entre os filhos,
sejam eles biológicos ou não, conforme se denota do artigo 227, § 6º, in verbis:
Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta
prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à
dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma
de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
(...)
§ 6º - Os filhos, havidos ou não da relação do casamento, ou por adoção, terão os mesmos direitos e
qualificações, proibidas quaisquer designações discriminatórias relativas à filiação.
Posteriormente, com o advento do Código Civil de 2002, este também referendou em seu texto legal casos
habituais que transformaram os paradigmas da realidade familiar que até então eram ignorados.
Por sua vez, o Estatuto da Criança e do Adolescente
________, Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras
providências. Disponível em:<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm>. Acesso em: 25 de mar. de
2018. (ECA), também abarcou em seu texto legal sobre o afeto explicitamente no parágrafo segundo do art. 28, o
qual trata da colocação da criança e do adolescente em família substituta. Preceitua no referido artigo que na
apreciação do pedido levar-se-á em conta o grau de parentesco e a relação de afinidade ou de afetividade, a fim
de evitar ou minorar as consequências decorrentes da medida.
A base das relações familiares está atrelada aos laços de afetividade, a qual se sobrepõe a dos laços
consanguíneos, conforme se verifica nas palavras de Lôbo
LÔBO, Paulo. Direito civil: família. São Paulo: Saraiva, 2011, p. 27.:
As relações de consangüinidade, na prática social, são menos importantes que as oriundas de laços de afetividade
e da convivência familiar, constituintes do estado de filiação, que deve prevalecer quando houver conflito com o
dado biológico, salvo se o princípio do melhor interesse da criança ou o princípio da dignidade da pessoa humana
indicarem outra orientação, não devendo ser confundido o direito aquele estado com o direito á origem genética,
como demonstramos alhures. A adoção foi alçada pela Constituição à mesma dignidade da filiação natural,
confundindo-se com esta e revelando a primazia dos interesses existenciais e repersonalizantes. Até mesmo a
adoção de fato, denominada de adoção á brasileira, fundada no crime nobre da falsificação do registro de
nascimento, é um fato social amplamente aprovado, por suas razões solidárias (salvo quando oriundo de rapto),
convertendo-se em estado de filiação indiscutível após a convivência familiar duradoura (posse de estado de filho).
Diante disso e de forma gradual, o Direito de Família adotou o afeto como o base da entidade familiar na
atualidade, deixando dessa forma, para trás o patriarcalismo e colocando o patrimônio em segundo plano.
Ressalta-se que a família na atualidade democratizou-se, alterando-se em uma estrutura privilegiada de
convivência, de afeto e liberdade, voltada para a integral realização dos filhos.
Por derradeiro, entende-se que a filiação não é somente aquela originada de laços consanguíneos, mas também
aquela que se configura pelo afeto, amor, convivência, dentre outros aspectos, sendo denominada de filiação
socioafetiva. Portanto, são considerados pais ou mães aqueles que têm uma relação de afeto com a criança,
adquirindo responsabilidades e deveres independentemente do vínculo biológico.
3 TIPOS DE FAMÍLIA
No ordenamento jurídico pátrio, há inserido vários tipos de família, fazendo-se necessário abordar cada um de
forma individualizada, mesmo que seja de maneira sucinta para a melhor compreensão do tema proposto.
Nesse sentido, será averiguado no presente tópico, sobre a família matrimonial, informal, monoparental,
anaparental, mosaico, eudemonista e homoafetiva, tendo em vista que são os tipos de família abarcados no
ordenamento jurídico brasileiro no presente momento e, em virtude disso, são de suma relevância para a
compreensão do tópico posterior.
3.1 Matrimonial
A família matrimonial é a procedente do casamento a qual decorre do como ato formal, litúrgico. Contudo, antes do
advento da Constituição de 1988, a família matrimonial era o único vínculo familiar reconhecido no ordenamento
jurídico brasileiro.
De acordo com as palavras de Diniz
DINIZ, Maria Helena. Código Civil anotado. 3 ed. São Paulo: Saraiva, 1997, p. 195-196. o casamento é:
(...) o vínculo jurídico entre o homem e a mulher, livres, que se unem, segundo as formalidades legais, para obter o
auxílio mútuo material e espiritual de modo que haja uma integração fisicopsíquica, e a constituição de uma
família. E o casamento vem a ser um contrato solene pelo qual duas pessoas de sexo diferentes se unem para
constituir uma família e viver em plena comunhão de vida. Na celebração do ato, prometem elas mútua fidelidade,
assistência recíproca, e a criação e educação dos filhos.
Ressalta-se que após a Proclamação da República em 1.889 o casamento religioso, era a única maneira de
constituir uma família, ainda que os nubentes que não eram católicos.
LEITE, Eduardo de Oliveira. Famílias Monoparentais. 2.ed. São Paulo: Revista dos tribunais, 2003.
O Código Civil Brasileiro de 1.916, estabeleceu que a única forma de constituir família era por meio do matrimônio.
Era inaceitável outra maneira de convívio de homem e mulher fora do vínculo matrimonial.
No ano de 1.977 o divórcio foi constituído com a Emenda Constitucional nº 09, sendo regulamentado pela Lei nº
6.515 de 26 de dezembro do mesmo ano, o que ocasionou grande discussão, visto que a Igreja Católica exercia
grande influencia sobre o Estado, não se admitia que os nubentes extinguir-se os vínculos matrimoniais e a
pessoa contraísse outro casamento.
Já a Constituição de 1.988, em seu artigo 226, § 6º, estabelecia que o matrimônio civil pudesse ser dissolvido pelo
divórcio se a separação judicial fosse cumprida por mais de um ano nos casos previstos em lei, ou comprovada a
separação de fato por mais de dois anos.
Finalmente, em 2.010, foi aprovado o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) do Divórcio, com a pretensão de
modificar o § 6º do artigo 226 da Constituição Federal.
Assim sendo, o matrimônio civil pode ser dissolvido pelo divorcio e extinta a exigência previa da separação judicial
por mais de um ano ou de comprovada separação de fato por mais de dois anos. Ficando, finalmente, aprovado o
divórcio direto no ordenamento jurídico pátrio.
Ademais, a Constituição de 1988 limitou-se a preceituar que a família, base da sociedade, tem especial proteção
do Estado e reiterou no § 1º do artigo 226, ser civil o casamento e gratuita a sua celebração. No § 2ºconferiu
efeito civil ao matrimônio religioso, nos termos da lei.
Por derradeiro, é crível constatar que o matrimônio constitui figura intrínseca a família, conforme explana a autora
Dias
DIAS, Maria Berenice. Manual de direito das famílias. 9ª edição. São Paulo, Editora Revista dos Tribunais, 2013,
p.38. é mais ou menos intuitivo identificar família com a noção de casamento, ou seja, pessoas ligadas ao vinculo
do matrimônio.
3.2 Informal
A família considerada como informal é aquela procedente de relações extramatrimoniais desenvolvidas sem o
disposto legal, sendo consideradas pejorativamente de adulterinas ou concubinárias
Ibidem, p.46..
O legislador brasileiro não quis dar juridicidade à família formada por diferente laço familiar que não fosse o
matrimônio ou quando presentes os requisitos da união estável. A filiação apenas acontecia com relação ao
estado civil dos pais, tendo em vista que ao contrário estavam à mercê de quaisquer direitos, sejam sucessórios,
filiais ou de alimentos entre pai e filho.
Em linhas gerais, os filhos originários de tal relação eram considerados como ilegítimos, bastardos, espúrios,
dentre outros. Existia entre os filhos existentes a prevalência do vínculo sacramental do casamento, até mesmo
que já desfeito, sobre o vínculo atual, o que distinguia a desigualdade entre os filhos.
Apesar disso, mesmo com a ausência da juridicidade começaram a aparecer novos relacionamentos procedentes
de relações anteriores desfeitas. Com o decorrer dos tempos, foi necessário adaptar o ordenamento jurídico à
realidade social presente e encarada por muitas pessoas, sob pena de enriquecimento sem justa razão em virtude
de que a relação extramatrimonial não alcançaria qualquer direito patrimonial ou de reconhecimento de filiação.
Na atualidade, a união estável foi estabelecida como entidade familiar, o que ocasiona a imposição do dever de
mútua assistência e é assegurado o direito a alimentos, não cabendo mais falar em indenização por serviços
prestados
Leis nºs 8.971 de 29.12.1994 e 9.278 de 10.05.1996..
Cumpre ressaltar que a família informal apenas foi considerada dessa forma em razão do momento de seu
surgimento, qual seja, quando do rompimento das relações matrimoniais se formava novos pares. A informalidade
deriva da ausência de suporte social para aceitar e acatar o que ocorria.
Ademais, a família informal nada mais foi do que um tempo vivenciado sem o domínio legal atual, sendo saliente
assegurar que os fatos sociais sempre estarão à frente das modificações e/ou interpretações legislativas.
Em seguida, com o decorrer dos tempos passou-se a aceitar as novas relações como efetivamente de direito de
família e auferiram contornos da ordem constitucional (art. 226 da CRFB/88) quanto da legislação
infraconstitucional pelas Leis de nºs. 8971/94 e 9278/96.
Hoje em dia, não há que se dizer em famílias informais na medida em que presentes a igualdade entre os filhos e
as relações originadas da liberdade de opção entre os pares.
Portanto, a família informal passou a ser reconhecida como entidade familiar respeitada com a evolução da
sociedade, sendo considerados os componentes dessa família como companheiros vinculados pela união estável.
3.3 Monoparental
Já a família monoparental, isto é, a desenvolvida por qualquer dos pais e seus filhos só veio alcançar
reconhecimento jurídico como entidade de família no ramo do Direito Brasileiro a partir de 1988 quando foi
promulgada a Constituição Federal.
Com a promulgação da Carta Magna modificou-se intensamente a definição jurídica que se tinha sobre o termo
família, passando a reconhecer o que acontecia no mundo fático e dando-lhe a seriedade que até então o mundo
jurídico não abrangia.
A modificação expande a definição trazida ao casamento como o único gerador de uma Família e passa a
considerar a definição de entidade familiar abarcando a união estável, bem como a união constituída por qualquer
dos pais e seus descendentes, incluído no art. 226, 4°, da Constituição Federal, Entende-se como entidade
familiar, a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes. Dessa forma, esse novo artigo
constitucional passou a reconhecer como válida a existência das Famílias Monoparentais .
LEITE, Eduardo de Oliveira. Famílias Monoparentais. 2.ed. São Paulo: Revista dos tribunais, 2003, p. 17.
Nesse sentido, Dias
DIAS, Maria Berenice. Manual de direito das famílias. 9ª edição. São Paulo, Editora Revista dos Tribunais, 2013, p.
193. assevera que:
A Constituição Federal, ao alargar o conceito de família, elencou como entidade familiar uma realidade que não
mais podia deixar de ser arrostada (CF 226 4.º): a comunidade formada por qualquer dos pais e seus
descendentes. Esses núcleos familiares passam a ser nominados de famílias monoparentais, para ressaltar a
presença de somente um dos pais na titularidade do vínculo familiar. A expressão é pertinente, pois não se pode
negar caráter familiar à união de afeto que caracteriza as entidades com somente uma parentalidade.
Assim sendo, considera-se família monoparental o grupo formado por qualquer dos pais e seus descendentes.
Esse grupo pode ser formado tanto pela vontade de admitir a família individualmente, quanto por algumas
situações que são alheias a vontade humana.
Para vários doutrinadores, a família formada pelo parentesco biológico está defasada, prevalecendo, na
atualidade, a socioafetividade.
LEITE, Eduardo de Oliveira. Famílias Monoparentais. 2.ed. São Paulo: Revista dos tribunais, 2003, p.23. Dessa
forma, de acordo com Dias, as famílias monoparentais podem ser comandadas por uma pessoa que não seja
necessariamente o genitor ou um parente. A relação constituída por alguém que tenha uma criança ou um
adolescente, parente ou não, sob sua guarda, em seguida, constituiria uma entidade monoparental. Ademais,
assevera a autora supramencionada que nem mesmo é imprescindível a presença de menores de idade na família
para configurar a monoparentalidade. Assim sendo, basta que não ocorra relação sexual entre ambos e que
aconteça diferença de gerações, conforme explicação da autora supracitada:
Dentro da nova realidade familiar, não apenas um dos pais e seus descendentes se caracterizam como família
monoparental. [...] Tanto são prestigiadas tais relações de parentesco que os ascendentes e os parentes colaterais
têm preferência para serem nomeados tutores (CC 1.731). Quando um tio assume a responsabilidade por seus
sobrinhos , ou um dos avós passa
a conviver com os netos, caracteriza-se, também, um a família monoparental.
Mais uma vez devem ser valorados os vínculos de afeto existentes, merecendo essas realidades familiares igual
proteção estatal.
Comungando do mesmo entendimento, Leite
LEITE, Eduardo de Oliveira. Famílias Monoparentais. 2.ed. São Paulo: Revista dos tribunais, 2003, p.29. conceitua
a família monoparental como aquela em que a pessoa considerada (homem ou mulher) encontra-se sem cônjuge,
ou companheiro, e vive com uma ou várias crianças. Dessa forma, o autor não condiciona a configuração da
família monoparental à relação específica entre pai ou mãe e filho.
3.4 Anaparental
De acordo com Barros
BARROS, Sérgio Rezende de. Direitos Humanos da Família. São Paulo: Imago, 2003, p. 151., nessa espécie de
família, tem-se a finalidade de buscar o reconhecimento de convivência sob o mesmo teto de pessoas parentes
uma das outras ou, ainda, de não parentes, na qual se presume que a convivência mútua tenha como escopo de
propósito comum, conjugando esforços para a formação de um patrimônio.
Não se baseia em existência de relação sexual entre os componentes desse tipo de família, satisfaz com a
convivência mútua e o desejo recíproco de constituira formação de família com finalidades em comum.
Desse modo, nesse tipo de família preserva-se o fim comum dos componentes para a configuração da família,
bem como, que tenham construído ou sustentado patrimônio em comum, sob pena de desprivilegiar a ordem de
vocação hereditária.
3.5 Mosaico
Conforme verificou-se anteriormente, a família é um núcleo social composto por, no mínimo, duas pessoas
atreladas através de relações de consanguinidade (parentesco), adoção ou casamento e possui três funções ou
dimensões vitais
ALVES, José Eustáquio Diniz. A família mosaico. 2008. Disponível em:<
http://www.ie.ufrj.br/aparte/pdfs/a_familia_mosaico_16nov08.pdf>. Acesso em: 08 de abril de 2018.:
1) Criar, respeitar ou inovar normas para o casamento e a sexualidade (tabu do
incesto, virgindade, monogamia, fidelidade, etc.);
2) Garantir a procriação dos filhos e a sucessão de gerações;
3) Estabelecer e cumprir normas de convivência pessoais, sociais e econômicas.
Em linhas gerais, pode-se dizer de maneira sintética que no sistema burguês hegemônico de família nuclear um
homem e uma mulher unem-se em casamento por toda uma vida, com objetivo generativo.
O sexo pré-marital é admitido somente para os homens (que deveriam já ter experiência na noite de núpicias) e a
virgindade ordenada para as mulheres, que deveriam se se manter castas e fieis pelo resto da vida ao seu único
parceiro.
Este padrão de família traz encravado uma forte desigualdade de gênero. A menor autonomia das mulheres na
família é, na maioria das vezes, reforçada pela desigualdade social, em específico, pela baixa taxa de atividade de
trabalho e pela segregação no mercado de trabalho. O menor poder, autoridade e prestígio feminino transcorre da
desigualdade de acesso e de controle sobre os diferentes recursos econômicos, sociais e culturais.
Apesar disso esta família considerada modelo começou a desabar na mesma época do fim da padronização
fordista de produção, isto é, com o período da revolução sexual dos anos 60, com a disponibilidade de métodos
contraceptivos, a entrada demasiada da mulher no mercado de trabalho e a aceitação mais comum de novos
modelos familiares.
Para Alves
ALVES, José Eustáquio Diniz. A família mosaico. 2008. Disponível em:<
http://www.ie.ufrj.br/aparte/pdfs/a_familia_mosaico_16nov08.pdf>. Acesso em: 08 de abril de 2018.:
Dá-se o nome de família mosaico o arranjo familiar em que os filhos do casal compõem um quadro formado por
irmãos, meio-irmãos e não-irmãos, pois os filhos de união (ou uniões) anteriores do marido e da esposa não são
irmãos, mas ambos são meio-irmãos dos novos filhos do casal. Desta forma, nem todos os membros da família
mosaico são parentes entre si, mas todos tem um grau de parentesco com a prole resultante da união do casal
reconstituído.
Em síntese, a família mosaica é somente mais um tipo de padrão familiar e /ou doméstico dentre o leque de
modelos possíveis em uma sociedade cada vez mais caracterizada pela pluralidade e por dinâmicas inovadoras e
fora do modelo padrão.
3.6 Eudemonista
O Estado prescreve a assistência à família na pessoa de cada um dos seus integrantes, o que recomenda a visão
de que a pessoa busca a realização pessoal para a finalidade de emancipar os horizontes de sua família, não
competindo mais a estática de uma instituição com a dinâmica de somente um componente com vontade reinante
e absoluta.
A família não se apresenta mais a consentir os anseios de uma única pessoa. É cediço e notório que as relações
familiares saudáveis e afetuosas são o alicerce para o pleno desenvolvimento do indivíduo, ou seja, a
personalidade do integrante da família é decorrente daquela relação familiar desempenhada e vivenciada
diariamente, ou seja, o afeto e o amor devem estar sempre presentes, uma vez que o sucesso de um membro
defende toda a família que se identifica com o ganho pessoal.
Dias
DIAS, Maria Berenice. Manual de direito das famílias. 9ª edição. São Paulo, Editora Revista dos Tribunais, 2013,
p.55. assevera que:
(...) pode-se evidenciar com clarividência que no momento em que o formato hierárquico da família cedeu espaço
à sua democratização, o que significa que as relações são de igualdade e de respeito mútuo, possuindo como
traço primordial a lealdade, não mais existem razões morais, religiosas, políticas, físicas ou naturais que
justifiquem a excessiva e indevida ingerência do Estado na vida das pessoas.
Destarte, para uma sociedade justa e sem debates, basta a aceitação das diferenças e a luta para um fim
igualitário e de ajuda mútua e recíproca entre todos os integrantes da família. Em seguida, a família eudemonista
reflete o ideal da sociedade e se funda na própria ordem constitucional originária.
3.7 Homoafetiva
A família homoafetiva é formada pela união de duas pessoas de mesmo sexo (gênero), as quais desenvolvem
entre si laços afetivos. Apesar de uma grande parcela da sociedade não queira reconhecer a entidade familiar de
casais homoafetivos, já há algum tempo a jurisprudência a reconheceu, bem como o Supremo Tribunal Federal, no
julgamento da ADI 4.277 e ADPF 132, de relatoria do Min. Ayres Britto, que, em face do efeito vinculante do
julgado, deve sobressair perante todo o ordenamento jurídico.
A Resolução nº 175, de 14 de maio de 2013, aprovada durante a 169ª Sessão Plenária do Conselho Nacional de
Justiça (CNJ), aprovou o casamento homoafetivo. Segundo o conselheiro Guilherme Calmon do CNJ:
A Resolução veio em uma hora importante. Não havia ainda no âmbito das corregedorias dos tribunais de Justiça
uniformidade de interpretação e de entendimento sobre a possibilidade do casamento entre pessoas do mesmo
sexo e da conversão da união estável entre casais homoafetivos em casamento.
BRASIL, Resolução nº 175, do Conselho Nacional de Justiça. Disponível em:
http://www2.stf.jus.br/portalStfInternacional/cms/destaquesNewsletter.php?sigla=newsletterPortalInternacionalDest
aques&idConteudo=238515. Acesso em: 09 de abril de 2018.
A Resolução foi uma maneira de tornar unanime a interpretação nacional, sem a possibilidade de recursos, haja
vista que os tribunais brasileiros divergiam em suas decisões acerca da temática abordada.
Nesse sentido, veja-se o julgado do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro:
APELAÇÃO CÍVEL. PROCEDIMENTO DE JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA. REGISTRO PÚBLICO. CONVERSÃO DE
UNIÃO ESTÁVEL EM CASAMENTO. RELACIONAMENTO HOMOAFETIVO. POSSIBILIDADE. ARGUIÇÃO DE
DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL Nº 132 E AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE
Nº 4277. EFICÁCIA ERGA OMNES E EFEITO VINCULANTE. RECONHECIMENTO PELO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL DA UNIÃO HOMOAFETIVA COMO ENTIDADES FAMILIARES. INTERPRETAÇÃO DO ART. 1.723 DO
CÓDIGO CIVIL CONFORME A CONSTITUIÇÃO. RECOMENDAÇÃO CONSTITUCIONAL CONFERINDO À
UNIÃO ESTÁVEL HOMOAFETIVA OS MESMOS DIREITOS E DEVERES DOS CASAIS HETEROSSEXUAIS. 1.
O Supremo Tribunal Federal, no julgamento conjunto da ADI 4277 e da ADPF 132, equiparou as uniões
homoafetivas as uniões estáveis heterossexuais, sem qualquer ressalva quanto à sua extensão, afastando, de
forma expressa, todo e qualquer entendimento que pudesse diferenciar estas duas formas de união. Logo,
qualquer interpretação que subdivida a união estável em união estável homoafetiva e união estável heteroafetiva é
vedada, como sinaliza a nossa Corte Constitucional. 2. Negar a conversão de união estável homoafetiva em
casamento civil seria conferir posição hierárquica superior à entidade familiar heteroafetiva sobre a homoafetiva o
que implicaria afronta aos princípios da igualdade e da dignidade da pessoa humana, ante a arbitrariedade de tal
conduta e a inexistência de norma proibitiva ou limites semânticos do texto impeditivos de talexegese
constitucional inclusive de abrangência da união homoafetiva no regime jurídico do casamento civil e da união
estável. 3. Qualquer raciocínio ou conclusão que parta de premissa distinta se mostra discriminatório e
inconstitucional, por sobrepor a literalidade de dispositivos legais à realidade social em que devem ser aplicados.
4. Agora, a concepção constitucional do casamento diferentemente do que ocorria com os diplomas superados -,
deve ser necessariamente plural, porque plurais também são as famílias e, ademais, não é ele, o casamento, o
destinatário final da proteção do Estado, mas apenas o intermediário de um propósito maior, que é a proteção da
pessoa humana em sua inalienável dignidade. PROVIMENTO PARCIAL DO RECURSO.
BRASIL, TJ-RJ - APL: 00798814120128190021 RJ 0079881-41.2012.8.19.0021, Relator: Des. Jose Carlos
Maldonado de Carvalho, Data de Julgamento: 02/07/2013, Primeira Câmara Cível. Data de Publicação:
31/10/2013.
Desta feita, atualmente, o casamento é estabelecido pela doutrina como a união entre homem e mulher. Portanto,
a expressão mais coerente na conceituação de casamento a partir da Resolução em comento é a união entre duas
pessoas, que se amam e desejam constituir uma família.
Todavia, no Brasil não há legislação que trate da família homoafetiva, mesmo que ela seja uma realidade social
dos nossos tempos, sendo meramente debatida somente no âmbito da jurisprudência e doutrina.
Segundo Dias
DIAS, Maria Berenice. Manual de direito das famílias. 9ª edição. São Paulo, Editora Revista dos Tribunais, 2013, p.
46. , é que a própria Constituição Federal mostrou-se silente ao tratar de uniões estáveis, atribuindo juridicidade
apenas às uniões estáveis entre homens e mulheres, deixando uma verdadeira lacuna sobre o tema.
Ainda de acordo com a autora supracitada, apesar de vivermos no século XXI, e também em um Estado laico, o
qual prega como Princípios máximos a liberdade e igualdade ainda persistem um preconceito acentuado ante esse
tipo de família.
4 INTERVENÇÃO DO ESTADO NA FAMÍLIA
De acordo com a elucidação anterior, a família vem passando, no decorrer dos tempos, por expressivas
modificações em sua constituição, função e finalidade. Contudo, é cediço que em determinados casos o Estado
necessita intervir nas relações familiares, especialmente quando têm menores envolvidos nos conflitos diários,
objetivando, portanto criar uma estabilidade social e, sobretudo, impedir que o menor cresça em um ambiente
desestruturado.
Em razão disso, o Estado interfere de forma efetiva no âmbito familiar, protegendo legalmente por normas jurídicas
que, além de prevenirem a licitude dessa intervenção, determinam-na, visando-se a assegurar a efetividade dos
direitos referentes à infância e à juventude.
Segundo Dias
DIAS, Maria Berenice. Manual de direito das famílias. 9ª edição. São Paulo, Editora Revista dos Tribunais, 2013, p.
97., o Estado é legítimo para adentrar o recesso familiar, com a perspectiva de defender os menores que o
habitam. Assim, fiscaliza o adimplemento de tal encargo, podendo suspender ou até excluir o poder familiar.
Comungando do mesmo entendimento, a jurisprudência gaúcha já se posicionou a respeito do assunto:
APELAÇÃO CÍVEL. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. AÇÃO DE DESTITUIÇÃO DO PODER
FAMILIAR. SUSPENSÃO DO PODER FAMILIAR DA GENITORA E DESTITUIÇÃO DO PODER FAMILIAR DO
PAI. SENTENÇA MANTIDA. 1. Comprovado que, nada obstante evidenciado o profundo vínculo afetivo existente,
a mãe dos infantes não tem condições de exercer, de forma adequada, o poder familiar, necessitando
acompanhamento especializado, é de rigor a manutenção do abrigamento das crianças e da suspensão do poder
familiar da genitora. 2. Comprovado que o genitor não tem condições de cumprir com os deveres inerentes ao
poder familiar, submetendo os filhos à negligência e ao abandono material e afetivo, bem como à condutas
sexualmente abusivas, impõe-se a destituição do poder familiar, diante da prevalência do princípio do superior
interesse da criança. APELO DESPROVIDO. (Apelação Cível Nº 70072946411, Sétima Câmara Cível, Tribunal de
Justiça do RS, Relator: Sandra Brisolara Medeiros, Julgado em 28/06/2017).
BRASIL, TJ-RS - AC: 70072946411 RS, Relator: Sandra Brisolara Medeiros, Data de Julgamento: 28/06/2017,
Sétima Câmara Cível, Data de Publicação: Diário da Justiça do dia 30/06/2017.
Nesse diapasão, o Estado pode punir os pais ou responsáveis que descumprem suas obrigações provenientes da
entidade familiar, até mesmo por meio de imposição de multa, de acordo com a previsão legal. Entrementes, essa
sanção se mostra muitas vezes inócua, dada a ocasião econômica difícil e o consequente prejuízo de subsistência
dessas famílias, de forma geral.
Cumpre ressaltar que não deve ocorrer confusão entre o dever da família para com seu filho e o dever do Estado
na influência dessa relação. Afinal, o Código Civil em vigência, em seu artigo 1513, traz em seu bojo que é defeso
que qualquer pessoa de direito público ou privado que interferir na comunhão da vida constituída pela família,
competindo aos pais o controle sobre a família e os filhos deve agir de maneira digna e moral e, em contrapartida
compete ao Estado estabelecer e executar a política de atendimento aos direitos da criança e do adolescente, em
parceria com a sociedade, controlando a esfera negativa da ação dos genitores, tendo responsabilidade para atuar
quando os pais não desempenham o que dispõe na lei.
Ademais, há algum tempo, doutrinadores e operadores do direito preocupam-se com os cuidados conferidos à
criança e ao adolescente, apontando ao seu bem-estar e desenvolvimento saudável.
Com a promulgação da atual Constituição Federal, norteou-se o ramo da infância e da juventude pelo caminho da
dignidade da pessoa humana, transferindo estes indivíduos da qualidade de objetos da relação jurídica para a
qualidade de sujeitos de direitos.
Com o advento do Estatuto da Criança e do Adolescente, este traz em seu bojo, a preocupação do legislador com
o bem estar dos menores do país. Pois, acontece que a história social da criança e do adolescente, bem como as
regras que normatizaram a relação jurídica na qual eles estavam inseridos, evidenciaram que a população
infanto-juvenil sempre foi frágil diante da sociedade.
Afinal, é cediço que nas antigas civilizações, o pai era considerado a autoridade máxima e a ele era facultado o
exercício do poder absoluto sobre os filhos, podendo, até mesmo, abandoná-lo ou matá-lo.
Mas, com o decorrer dos tempos, adotou-se o princípio da situação irregular, pelo qual o Estado começava-se a
ter preocupação com as crianças e com os adolescentes, mas somente em relação àqueles que se encontravam
em circunstância de delinquência ou abandono.
Neste ínterim, a Constituição Federal de 1988 afastou a doutrina da situação irregular, até então em vigor,
difundida, especialmente, pelo Código de Menores, e ergueu a infância e juventude como prioridade absoluta
dentro do Estado de Direito Brasileiro.
Desta maneira, os jovens passaram a ser sujeitos de direitos, sendo que a observância de seus direitos basilares
tornou-se forçoso não apenas para a família na qual estão inseridos, mas também para o Estado e a sociedade.
Nas situações mais graves como, verbi gratia, abandono completo da criança e do adolescente por seus genitores,
o Código Civil vigente e o Estatuto da Criança e do Adolescente preveem a possibilidade de suspensão ou
destituição do poder familiar.
Contudo, devemos registrar que a intervenção do estado na família, somente se deve dar nos casos necessários,
como aqueles que caracterizam abusos por parte dos genitores ou responsáveis ou, ainda, abandono.
Nesse sentido, a jurisprudência já se manifestou:APELAÇÃO CÍVEL. DESTITUIÇÃO DO PODER FAMILIAR. DESCUMPRIMENTO INJUSTIFICADO DOS
DEVERES E OBRIGAÇÕES PREVISTOS NO ART. 22 DO ECA. ABANDONO PREVISTO NO ART. 1.638, II, DO
CC. POSSIBILIDADE. MELHOR INTERESSE DA MENOR. 1. O poder familiar é o conjunto de direitos e
obrigações exercido em igualdade de condições por ambos os pais e que está relacionado ao dever de sustento
dos filhos, além de assegurar-lhes assistência moral, emocional e educacional. 2. Não obstante a regra seja a de
que o poder familiar perdure de forma ininterrupta enquanto durar a menoridade, existem situações em que o
termo do poder familiar é antecipado, sendo a destituição uma delas. 3. Se o contexto probatório coligido aos
autos aponta claramente a impossibilidade de que a criança, já acolhida institucionalmente e sem perspectiva de
êxito na reintegração familiar, possa ser criada em um ambiente familiar saudável e que atenda ao seu melhor
interesse, como estabelecido no art. 3º do ECA, a destituição do poder familiar encontra guarida no
descumprimento injustificado dos deveres e obrigações previstos no art. 22 do ECA, bem como pelo abandono
previsto no art. 1.638, II, do CC. 4. Recurso conhecido e não provido
BRASIL, TJ-DF 20170130042546 - Segredo de Justiça 0004232-54.2017.8.07.0013, Relator: ANA CANTARINO,
Data de Julgamento: 07/06/2018, 8ª TURMA CÍVEL, Data de Publicação: Publicado no DJE : 13/06/2018.. (Grifo
do autor)
A intervenção sem qualquer controle, onde o estado quer ter o poder arbitrário de dizer até mesmo se os pais
podem ou não corrigir seus filhos, e, também por analogia controlar descabidamente a autoridade de professores e
educadores perante alunos, podem e tendem a levar a família, a escola e a sociedade a uma situação de risco, já
que também a falta de autoridade, frise-se autoridade e não arbítrio leva a degradação familiar onde muitas vezes
os próprios pais se tornam reféns dos filhos rebeldes, mal educados, agressivos, e, que quando sentem que
podem ser corrigidos ameaçam os pais dizendo que vão acionar o conselho tutelar e o juiz da infância, que muitas
vezes sem conhecer a situação real e contexto familiar, acabam por punir injustamente os pais, quando na
verdade os filhos é que deveriam ser punidos. Mais uma vez, por analogia, tal situação se repete nas escolas,
onde os professores, não querem mais dar aulas e se responsabilizar pelos menores, muitas vezes sendo até
mesmo agredidos, face ao modelo adotado, que embora tenha boa intenção, mas na prática é falho, somam-se a
isto os péssimos salários e falta de condições de trabalho.
Ninguém quer ou pode pretender ou mesmo aceitar agressões e abusos, contudo, tais situações devem ser vistas
e analisadas de forma objetiva e restritiva e não expansiva, ou seja, considerar qualquer correção ou castigo com
abuso ou agressão, uma vez, que em muitas situações tais procedimentos se fazem necessários à devida
correção dos filhos. Também deve se considerar que os filhos que não recebem a devida educação e correção,
quando necessária, no momento que transgride as regras do bom viver ou mesmo o direito, com grande
probabilidade se tornará um adulto mimado, agressivo, egoísta, individualista, e, quem em nada contribuirá para a
sociedade.
Desde os primórdios a família é importante para educar e corrigir os filhos para que possam quando adultos, bem
convier em sociedade e com seus semelhantes:
Diz a Bíblia Sagrada: Provérbios 29:15 A vara da disciplina e as palavras da repreensão dão sabedoria, mas o
jovem abandonado à sua própria sorte envergonhará sua mãe.
Também se deve patrulhar e olhar com reservas e cautela a atuação do estado nas famílias e escolas, já que o
excesso de intervenção do estado nas famílias e escolas, pode nos levar embora vivendo em uma sociedade
definida como democrática, liberal, e social em vários aspectos, pode nos levar a situações perigosas e de risco
para as próprias instituições, a uma prática típica de países socialistas ou bolivarianos, onde o estado usurpou de
forma imoral, ilegítima e ideológica as funções e o direito legítimo de pais e professores de formarem e educarem
as crianças, trazendo grande caos familiar e social no seio da sociedade.
Por fim, ressalta-se que o Estatuto da Criança e do Adolescente veio, portanto, para regulamentar e dar
efetividade ao texto constitucional vigente.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Verificou-se no presente artigo sobre os tipos de família inseridos no ordenamento jurídico pátrio. Desta feita, foi
analisada a nova concepção de família na sociedade atual, e suas diversas espécies de família, na qual todos os
indivíduos seja a mulher ou homem passaram a ter igualdade perante o que dispõe a Lei Maior, podendo inclusive
administrar o lar de maneira independente. Averiguou que no decorrer dos tempos a família foi se expandindo,
passando a ter inúmeras formas delas, como as famílias monoparentais, homossexuais dentre outras.
Afinal, com o advento da atual Constituição Federal, esta consagrou a pluralidade da família, bem como deixou
claro que, como base da sociedade, a família deve ser considerada, como uma união de pessoas, independente
de sexo e quantidade, que se juntam com a finalidade de constituir família, unidas pelo afeto que possuem uma
com a outra. E, em virtude deste fato merece amparo e proteção do Estado.
Além do mais, a família, independente da forma como é estruturada, deve ser o foco de atenção do Estado e,
sobretudo protegida e assegurada pela legislação brasileira, com o intuito de que tenha condições econômicas e
estruturais de continuar com os filhos, protegendo-os e disponibilizando o necessário para um desenvolvimento
pleno deles.
A entidade familiar é obra de um importante processo histórico e para entendê-la se faz necessário reportar-se a
seus paradigmas por meio da análise da dinâmica das relações familiares. Nesse cenário contextual a intervenção
do Estado nas relações familiares é lícita para limitar o poder dos pais, se preciso for, sobretudo ao se tratar de
um menor ou incapaz, quando os direitos dos filhos se cobrem de status constitucional de prioridade absoluta.
Foi oportuno averiguar que no Brasil, o instituto familiar é protegida por meio de dispositivos da Constituição
Federal e do Código Civil, bem como do Estatuto da Criança e do Adolescente, criados com o intuito de resguardar
esta instituição. Portanto, a intervenção Estatal encontra-se respaldo legal na execução da política de atendimento
dos direitos da criança e do adolescente, que se fará também com parceria da sociedade.
Chega-se a conclusão que o Direito, como agente regulador da vida social, deve seguir estas mutações ora
existentes na sociedade e interferir no que for necessário para que os resultados que podem surgir não impliquem
em consequências negativas.
Por derradeiro, conclui-se também que apesar da necessidade do estado interferir para coibir abusos, não se deve
considerar todo tipo de correção ou castigo como abuso ou excesso, nem dos pais e nem da escola, sendo
necessário sempre, conhecer o contexto familiar, escolar e social, bem como a realidade comportamental do filho
e do anulo para se poder medir com justiça se a correção e castigo foram justos e necessários, ou, se
extrapolando caracterizam abusos e excessos que devem ser coibidos.
THE VARIOUS TYPES OF BRAZILIAN FAMILY
ABSTRACT
The purpose of this article is to analyze the different types of Brazilian family, considering that over time, changes
have also occurred in the conception of the expression "family", extending it to all the genera of familiar entities,
even those that not come from marriage. The analysis first deals with the general aspects of the family institute and
how its conception evolved and improved in the Brazilian legislation. Therefore, it will be approached about the
differenttypes of Brazilian family, that is, matrimonial, informal, single parent, anaparental, mosaic and
homoafetiva. In view of this, it should be noted that the family institution began to receive special protection from
the State, and because of this, it emerged to equality between father and mother within the family context, also
creating new family formations, presently enshrined in the Federal Constitution, and other Brazilian standards. For
this reason, the main objective of this article is to verify the family in the present time, verifying its concepts and
formations. In this sense, it focuses on theoretical research, which was performed by the deductive method,
through a pre-selected bibliography, using as a methodological resource the bibliographic research, performed
through analyzes and comparisons of legal and doctrinal precepts who ponder the suggested theme.
Keywords: Family. New Formations. State.
REFERÊNCIAS
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http://www.ie.ufrj.br/aparte/pdfs/a_familia_mosaico_16nov08.pdf>. Acesso em: 08 de abril de 2018.
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_______, Resolução nº 175, do Conselho Nacional de Justiça. Disponível em:
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______, TJ-DF 20170130042546 - Segredo de Justiça 0004232-54.2017.8.07.0013, Relator: ANA CANTARINO,
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segunda-feira, 18 de junho de 2018 08:56