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UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS 
REGIONAL CATALÃO 
UNIDADE ACADÊMICA ESPECIAL DE ENGENHARIA - FENG 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
IGOR RODRIGUES DOS SANTOS 
 
 
 
 
 
APLICAÇÃO MANUAL DE PASTA DE GESSO COMO REVESTIMENTO 
INTERNO DE PAREDES E LAJES – ESTUDOS DE CASO. 
 
 
 
 
 
 
 
 
CATALÃO – GO 
2016 
 
 
 
IGOR RODRIGUES DOS SANTOS 
 
 
 
 
 
 
APLICAÇÃO MANUAL DE PASTA DE GESSO COMO REVESTIMENTO 
INTERNO DE PAREDES E LAJES – ESTUDOS DE CASO. 
 
 
 
Trabalho de Conclusão de Curso I 
apresentado à Universidade Federal de 
Goiás – Regional Catalão, como 
requisito parcial para a obtenção do 
título de bacharel em Engenharia Civil. 
 
Orientador: Prof. D r . Ricardo 
Cruvinel Dornelas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CATALÃO –GO 
2016 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dedico este trabalho primeiramente a 
Deus, por sempre me abençoar, me 
concedendo ótima saúde, perseverança e 
força para encarar os desafios, aos meus 
pais que, com muito esforço, dedicaram suas 
vidas para minha educação e ao meu querido 
orientador Professor Dr. Ricardo Cruvinel 
Dornelas que, além de ser um ótimo 
profissional, é o meu maior exemplo de 
carreira. 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
 
Primeiramente a Deus pela sua presença em todos os meus passos dados, pela 
motivação que me fez correr atrás de um sonho que é um dia me tornar um excelente 
engenheiro. 
 
Agradeço à minha família, meu pai David, minha mãe Geane e meu irmão Jean, por 
apostarem na minha capacidade, me dando força nas horas difíceis, aconselhando e 
estando ao meu lado em todas as decisões. 
 
Ao meu orientador, Professor Dr. Ricardo Cruvinel Dornelas pelas inúmeras 
conversas, a qual contribuiu bastante para a qualidade deste trabalho, além das dicas 
pessoais e profissionais que sempre me motivaram. 
 
A todos os professores do curso de Engenharia Civil da Regional Catalão que 
proporcionaram um conhecimento de qualidade. Grandes amigos que sempre estarão em 
minhas referências como melhores engenheiros. 
 
 
RESUMO 
A etapa de revestimento em uma obra de construção civil é considerada uma das mais 
onerosas, visto que a alta exigência em qualidade, combinando com o conforto estético e 
visual, disparam os preços no mercado. Sabendo disso faz-se necessário um estudo 
detalhado de algumas técnicas e produtos que contemplam esta etapa, para auxiliar o 
empreendedor ou engenheiro na melhor escolha do revestimento, visando economia e 
satisfação do usuário final da obra. O revestimento de pasta de gesso tomou lugar no 
mercado por se tratar de uma técnica nova que reduz consumo, principalmente de mão de 
obra, e vem sendo utilizada como alternativa para redução de custos em edificações, sem 
interferir na qualidade final da obra. Uma análise de produção, execução e geração de 
resíduos, além de uma comparação entre custos entre diferentes tipos de revestimento se 
torna viável quando o motivo é economia, conforto e segurança, e a pasta de gesso pode ser 
uma solução que mais agrega esses três fatores. 
 
 
ABSTRACT 
 The coatings are considered one of the most onerous steps in construction, since the 
high requirement in quality, mixing esthetic and visual comfort, the market prices are 
increased. Knowing this it is necessary a detailed study of some techniques and products that 
include this step to assist the achiever or the engineer in a better choice of coating aiming 
economy and customer satisfaction. 
 In order to produce a quality coating, it is necessary: the development of rules for the 
standardization of production and the final product; acquisition of equipment compatible 
with the work to be performed; meet appropriate construction techniques for streamlining, 
safety and comfort; predict the unit and overall costs for optimal feasibility analysis of the 
enterprise; recognize, develop and improve techniques for waste management. 
 A production analysis, execution and waste generation, as well as a comparison 
between costs of different types of coatings it becomes practicable when the reason is 
economy, comfort and safety, and the gypsum slurry can be a solution that more add these 
three factors. 
 
 
 
LISTA DE FIGURAS 
Figura 1 - Fluxograma de metodologia de elaboração do trabalho ..............................15 
Figura 2 - Processo de polvilhamento na produção da pasta de gesso..........................21 
Figura 3 - Processo de mistura da água e pó de gesso ..................................................21 
Figura 4 - Início do período de espera 1 .......................................................................22 
Figura 5 - Início do período de espera 2 .......................................................................22 
Figura 6 - Verificação da consistência da massa ..........................................................23 
Figura 7 - Início da consistência da massa ....................................................................23 
Figura 8 - Pasta pronta para ser aplicada ......................................................................24 
Figura 9 - Limpeza do substrato....................................................................................25 
Figura 10 - Aplicação do revestimento com desempenadeiras de PVC .......................26 
Figura 11 - Aplicação da pasta de gesso em laje com desempenadeira de PVC ..........26 
Figura 12 - Regularização do revestimento na parede ..................................................27 
Figura 13 - Acabamento da superfície do revestimento................................................27 
Figura 14 - Dando acabamento ao revestimento ...........................................................28 
Figura 15 - Revestimento desempenado pronto em paredes .........................................28 
Figura 16 - Revestimento de pasta de gesso desempenado aplicado ............................29 
Figura 17 - Execução de Taliscamento .........................................................................30 
Figura 18 - Guias Mestras executadas ..........................................................................30 
Figura 19 - Execução de Sarrafeamento .......................................................................31 
Figura 20 - Execução do acabamento do revestimento .................................................31 
Figura 21 - Revestimento sarrafeado pronto .................................................................32 
Figura 22 - Consumo de gesso aplicado em revestimento desempenado em paredes ou 
tetos ............................................................................................................34 
Figura 23 - Consumo de gesso como revestimento sarrafeado aplicado em paredes ou 
tetos ............................................................................................................34 
Figura 24 - Variação de produtividade do gesseiro e do servente respectivamente. ....36 
Figura 25 - Variação da produtividade global...............................................................36 
Figura 26 - Coleta de resíduos de gesso ........................................................................72 
Figura 27 - Armazenagem de resíduos de gesso ...........................................................73 
Figura 28 – Área de Transbordo e Triagem (ATT).......................................................74 
Figura 29 - Fluxograma de reciclagem do gesso ..........................................................75 
 
 
LISTA DE TABELAS 
Tabela 1 – Custo e consumo de aplicação manual de gesso desempenado em teto. ....38 
Tabela 2 - Custo e consumo de aplicação manual de chapisco em teto ........................44 
Tabela 3 - Custo e consumo de aplicação manual de emboço em teto .........................46 
Tabela 4 - Custo e consumo de aplicação manual de rebocoem teto ...........................48 
Tabela 5 - Custo e consumo de aplicação manual de gesso desempenado em 
paredes ........................................................................................................50 
Tabela 6 - Custo e consumo de aplicação manual de gesso sarrafeado em paredes .....57 
Tabela 7 - Custo e consumo de aplicação manual de chapisco em paredes .................64 
Tabela 8 - Custo e consumo de aplicação manual de emboço em paredes ..................66 
 
 
LISTA DE GRÁFICOS 
Gráfico 1 - Cronograma de execução do trabalho ........................................................17 
Gráfico 2 - Consumo de mão de obra para aplicação de gesso desempenado em teto 
em relação a área e a espessura do revestimento desejado ......................40 
Gráfico 3 - Consumo do material para produção de 1m² de revestimento em relação a 
espessura, aplicado em tetos. ...................................................................40 
Gráfico 4 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo de revestimentos de 
pasta de gesso desempenado com 0,50 cm de espessura em áreas 
menores de 5 m² aplicado em tetos. .........................................................41 
Gráfico 5 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total de revestimentos 
de pasta de gesso desempenado com 0,50 cm de espessura em áreas entre 
5 e 10 m² aplicado em tetos. ....................................................................41 
Gráfico 6 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total de revestimentos 
de pasta de gesso desempenado com 0,50 cm de espessura em áreas 
maiores de 10 m² em tetos .......................................................................42 
Gráfico 7 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total de revestimentos 
de pasta de gesso desempenado com 1,00 cm de espessura em áreas 
menores de 5 m² em tetos. .......................................................................42 
Gráfico 8 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total de revestimentos 
de pasta de gesso desempenado com 1,00 cm de espessura em áreas entre 
5 e 10 m² em tetos. ...................................................................................43 
Gráfico 9 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total do item para 
revestimentos de pasta de gesso desempenado com 1,00 cm de espessura 
em áreas maiores de 10 m² em tetos. .......................................................43 
Gráfico 10 - Custo da mão de obra e do revestimento em relação ao custo total para 
chapisco aplicado em teto. .......................................................................45 
Gráfico 11 - Custo médio da mão de obra e do revestimento em relação ao custo total 
para emboço em teto de acordo com composições da Tabela 3. .............47 
Gráfico 12 - Custo da mão de obra e do revestimento em relação ao custo total para 
reboco em teto com argamassa de cal hidratada e areia peneirada traço 
1:2, e=5 mm .............................................................................................49 
Gráfico 13 - Consumo de mão de obra para aplicação de gesso desempenado em 
paredes em relação a área e a espessura do revestimento desejado .........52 
 
Gráfico 14 - Consumo do material para produção de 1m² de revestimento em relação a 
espessura, aplicado em paredes. ..............................................................53 
Gráfico 15 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total de 
revestimentos de pasta de gesso desempenado com 0,50cm de espessura 
em áreas menores de 5m² aplicado em paredes. ......................................54 
Gráfico 16 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total de 
revestimentos de pasta de gesso desempenado com 0,50cm de espessura 
em áreas entre 5 e 10m² aplicado em paredes. .........................................54 
Gráfico 17 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total de 
revestimentos de pasta de gesso desempenado com 0,50cm de espessura 
em áreas maiores de 10m² aplicado em paredes. .....................................55 
Gráfico 18 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total de 
revestimentos de pasta de gesso desempenado com 1,00cm de espessura 
em áreas menores de 5m² aplicado em paredes. ......................................55 
Gráfico 19 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total de 
revestimentos de pasta de gesso desempenado com 1,00cm de espessura 
em áreas entre 5 e 10m² aplicado em paredes. .........................................56 
Gráfico 20 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total do item para 
revestimentos de pasta de gesso desempenado com 1,00cm de espessura 
em áreas maiores de 10m² aplicado em paredes. .....................................56 
Gráfico 21 - Consumo de mão de obra para aplicação de gesso sarrafeado em paredes 
em relação a área e a espessura do revestimento desejado ......................59 
Gráfico 22 - Consumo do material para produção de 1m² de revestimento em relação a 
espessura, aplicado em paredes. ..............................................................60 
Gráfico 23 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total do item para 
revestimentos de pasta de gesso sarrafeado com 1,00cm de espessura em 
áreas menores que 5m² aplicado em paredes. ..........................................60 
Gráfico 24 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total do item para 
revestimentos de pasta de gesso sarrafeado com 1,00cm de espessura em 
áreas entre 5 e 10m² aplicado em paredes................................................61 
Gráfico 25 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total do item para 
revestimentos de pasta de gesso sarrafeado com 1,00cm de espessura em 
áreas maiores que 10m² aplicado em paredes. .........................................61 
 
Gráfico 26 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total do item para 
revestimentos de pasta de gesso sarrafeado com 1,50cm de espessura em 
áreas menores que 5m² aplicado em paredes. ..........................................62 
Gráfico 27 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total do item para 
revestimentos de pasta de gesso sarrafeado com 1,50cm de espessura em 
áreas entre 5 e 10m² aplicado em paredes................................................62 
Gráfico 28 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total do item para 
revestimentos de pasta de gesso sarrafeado com 1,50cm de espessura em 
áreas maiores que 10m² aplicado em paredes. .........................................63 
Gráfico 29 - Custo médio da mão de obra e do revestimento em relação ao custo total 
para chapisco para parede interna ou externa com argamassa de 
cimentada. ................................................................................................65 
Gráfico 30 – Custo, em média, da mão de obra e do revestimento em relação ao custo 
total para emboço aplicado em paredes com espessura de 15mm. ..........67 
Gráfico 31 – Custo, em média, da mão de obra e do revestimento em relação ao custo 
total para reboco em parede com espessura de 5 mm. .............................69 
 
 
 
SUMÁRIO 
1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................14 
2. OBJETIVO ...........................................................................................................14 
3. METODOLOGIA ................................................................................................14 
4. CRONOGRAMA .................................................................................................16 
5. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA .............................................................................18 
5.1. NORMATIZAÇÃO ......................................................................................185.2. REVESTIMENTO INTERNO VERTICAL E HORIZONTAL COM 
PASTA DE GESSO ...................................................................................19 
5.2.1. Equipamentos utilizados para produção e aplicação manual da pasta 
de gesso. .....................................................................................................19 
5.2.2. Produção da pasta de gesso ................................................................20 
5.2.3. Técnicas de aplicação de pasta de gesso como revestimento .............24 
5.2.4. Vantagens na utilização de pasta de gesso como revestimento..........32 
5.2.5. Desvantagens na aplicação de pasta de gesso como revestimento .....33 
5.3. PRODUTIVIDADE VARIÁVEL PARA REVESTIMENTO EM GESSO 33 
5.4. CÁLCULOS DE CUSTO .............................................................................37 
5.5. CONSUMO E CUSTO DE MATERIAS E MÃO DE OBRA PARA 
REVESTIMENTOS EM TETO .................................................................37 
5.5.1. Custo e consumo de materiais e mão de obra para revestimento de 
gesso em teto ..............................................................................................37 
5.5.2. Custo e consumo de materiais e mão de obra para revestimento de 
argamassa em teto ......................................................................................44 
5.6. CONSUMO E CUSTO DE MATERIAL E MÃO DE OBRA PARA 
REVESTIMENTOS EM PAREDES. ........................................................49 
5.6.1. Custo e consumo de materiais e mão de obra para revestimento de 
pasta de gesso em paredes ..........................................................................49 
5.6.2. Custo e consumo de materiais e mão de obra para revestimento de 
argamassa em paredes. ...............................................................................63 
 
6. RESÍDUOS ..........................................................................................................70 
6.1. PERDAS .......................................................................................................70 
6.2. GESTÃO DE RESÍDUOS DE GESSO ........................................................71 
6.2.1. Coleta do resíduo ................................................................................72 
6.2.2. Armazenagem do resíduo ...................................................................73 
6.2.3. Transporte do resíduo .........................................................................73 
6.2.4. Destinação do resíduo ........................................................................73 
6.3. RECICLAGEM DO RESÍDUO DE GESSO ...............................................74 
7. PRÓXIMOS PASSOS..........................................................................................76 
8. REFERÊNCIAS ...................................................................................................76 
 
14 
1. INTRODUÇÃO 
Todos os procedimentos que visam a aplicação de materiais que protegem e dão 
acabamento sobre as superfícies, tanto horizontal quanto vertical, em uma edificação são 
designados como revestimento. São aplicadas em alvenarias e estruturas, considerando-se 
em três tipos: revestimento de paredes; revestimento de pisos e revestimento de tetos ou 
forros (ZULIAN et al., 2002). 
De acordo com o Manual de Revestimentos de Argamassa (ABCP, 2002) o 
revestimento pode ser entendido como uma proteção de uma superfície porosa com uma ou 
mais camadas sobrepostas, com espessura normalmente uniforme resultando em uma 
superfície apta a receber de maneira adequada uma decoração final. 
Como uma das melhores alternativas construtivas o gesso vem ganhando espaço no 
mercado quando se trata de revestimentos em superfícies ou ambientes que não estão em 
contato direto com umidade, casos específicos de algumas paredes, lajes e forros. 
Torna-se benéfico o uso de pasta de gesso no revestimento interno de paredes e forros 
pois garante-se rapidez na execução, uma vez que as etapas de aplicação do chapisco, reboco 
e opcionalmente a massa corrida são eliminadas, ganhando-se redução de custo, adquirindo 
excelente acabamento e maior conforto do ambiente. 
2. OBJETIVO 
Este trabalho tem por objetivo principal fazer um estudo sobre processo de produção 
de revestimentos de paredes e tetos com a utilização de pasta de gesso. 
Neste estudo os objetivos secundários são: 
a) Estudar o processo de execução; 
b) Calcular o custo por m² de área construída; 
c) Estudar o sistema de gestão de resíduos sólidos. 
3. METODOLOGIA 
O trabalho será constituído de revisão bibliográfica e estudos de casos que devem se 
completar e proporcionar um aprendizado mais amplo. A metodologia será apresentada na 
Figura 1. 
15 
Figura 1 - Fluxograma de metodologia de elaboração do trabalho 
 
Fonte: Próprio autor 
A revisão bibliográfica compreende as seguintes etapas: 
a) Estudo dos trabalhos e normas relacionados com o tema; 
b) Utilização de dados adquiridos em obras. 
Paralelamente, estudos de casos serão realizados nas obras do Centro Municipal de 
Ensino Infantil (CMEI) Cibele Teodoro Teles, localizado na cidade de Anápolis no estado 
Aplicação manual de pasta 
de gesso como revestimento 
interno de paredes e lajes. 
Revisão Bibliográfica 
•Trabalhos e normas sobre o 
tema 
•Dados do autor 
Estudos de caso 
•Centro Municipal de Ensino 
Infantil (Anápolis) 
•Prédio Comercial (Inhumas) 
Análise 
Produção 
Execução 
Consumo e 
Custo por m² 
Resíduos 
Revestimento 
com pasta de 
gesso 
Conclusão 
16 
de Goiás e do prédio comercial da empresa EXCELLENCE BUSINESS Ltda., localizada na 
cidade de Inhumas do mesmo estado. 
 
4. CRONOGRAMA 
O cronograma a seguir define o tempo de execução deste trabalho, englobando tanto a 
execução do Trabalho de Conclusão de Curso I quanto o Trabalho de Conclusão de Curso II. 
17 
Gráfico 1 - Cronograma de execução do trabalho 
 
Fonte: Próprio autor 
18 
5. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 
5.1. NORMATIZAÇÃO 
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) elaborou normas para que fosse 
possível a execução de gesso garantindo a sua maior qualidade, produtividade e segurança 
dos trabalhadores. 
As normas vigentes sobre gesso para a construção civil como revestimento são: 
 NBR 12127 - Gesso para construção civil; determinação das propriedades físicas do 
pó - Método de ensaio (ABNT, 1991); descreve o método que torna possível a 
determinação de propriedades físicas do gesso, ainda em sua forma de pó, definindo 
assim sua granulometria e massa unitária. 
 NBR 12128 - Gesso para construção civil; determinação das propriedades físicas da 
pasta - Método de ensaio (ABNT, 1991); normatiza o método de execução dos 
ensaios físicos da pasta de gesso, definindo sua consistência normal e seu tempo de 
pega. 
 NBR 12129 - Gesso para construção civil; determinação das propriedades mecânicas 
- Método de ensaio (ABNT, 1991); determina um método para obter propriedades 
mecânicas do gessa para a construção, definindo assim sua dureza e sua resistência à 
compressão, comparando com parâmetros mínimos, concluindo se o gesso pode ser 
utilizado com segurança ou descartado. 
 NBR 12130 - Gesso para construção civil; determinação da água livre e de 
cristalização e teores de óxido de cálcio e anidrido sulfúrico - Método de ensaio 
(ABNT, 1991); foi elaborada para obter um método padrão para determinação de 
água livre, água de cristalização e teores de cálcio e anidrido sulfurico. 
 NBR 13207- Gesso para construção civil – Especificação (ABNT, 1994); fixa as 
condições exigíveis para o recebimento do gesso a ser utilizado em fundição ou 
revestimento. 
 NBR 13867 - Revestimento interno de paredes e tetos com pasta de gesso; materiais, 
preparo, aplicação e acabamento – Procedimento (ABNT, 1997). Fixa as condições 
exigíveis quanto aos materiais, preparo, aplicações e acabamento dos revestimentosinternos de paredes e tetos com pastas de gesso. 
 
 
19 
5.2. REVESTIMENTO INTERNO VERTICAL E HORIZONTAL COM PASTA DE 
GESSO 
São diversos os tipos de revestimento, cada um com sua especificação quanto a sua 
aplicação. Este estudo é direcionado para os revestimentos horizontais e verticais de 
ambientes internos. 
São diversos os tipos de revestimento, podendo ser: 
 Chapisco: revestimento comumente utilizado em muros de habitações de baixa 
renda, geralmente feitos de areia grossa e cimento; 
 Emboço: utilizado após o chapisco, é constituído de areia ou saibro sem 
peneirar, cimento e cal hidratada; 
 Reboco: utilizado após o emboço, é composto por areia fina, cimento e cal 
hidratada; 
 Revestimento cerâmico é composto por diversos tipos de placas cerâmicas que 
são fixadas por argamassa colante. 
 Revestimento de gesso desempenado, sarrafeado e com painel de gesso 
acartonado colado diretamente na alvenaria. 
Os revestimentos verticais são aplicados em paredes e divisórias, tendo por finalidade 
garantir estética agradável, resistência ao elemento, proteção contra intempéries e 
durabilidade à parede. Esses revestimentos são aplicados apenas em paredes de alvenaria de 
blocos cerâmicos, blocos de concreto ou em alvenaria estrutural. 
O revestimento horizontal regulariza o ambiente, definindo a altura do pé direito, 
oculta tubulações hidrossanitárias e elétricas, dá conforto térmico e garante estética 
agradável. 
Este tópico detalhará os processos de aplicação de revestimento constituído por gesso 
desempenado ou sarrafeado, tanto horizontal quanto vertical. 
5.2.1. Equipamentos utilizados para produção e aplicação manual da pasta de gesso. 
Tanto os revestimentos desempenados quanto sarrafeados precisam dos mesmos 
equipamentos para preparação da pasta de gesso, pois a única alteração é em sua técnica de 
aplicação. 
Os equipamentos utilizados para este tipo de revestimento são: 
 Masseira: Comumente adaptada como a metade de um recipiente de plástico de 
50 ou 5 litros, dependendo da necessidade de produção. É utilizado para 
20 
preparar a pasta com a mistura dos materiais assim como para acomodar a 
mesma até sua aplicação, como pode ser visto na figura 2 e 3; 
 Reservatório de água: necessário para reservar a água a ser utilizada na mistura 
para obtenção da pasta de gesso; 
 Prumo de face: necessário para garantir o prumo dos elementos horizontais que 
receberão o revestimento; 
 Desempenadeira em chapa de PVC: por ter um tamanho maior, é útil para o 
enchimento e espalhamento da pasta de gesso, assim como para dar 
acabamento. Seu leve peso auxilia no manuseio e atinge uma maior área de 
aplicação; 
 Desempenadeira de aço: corrige as imperfeições deixadas pela desempenadeira 
de chapa de PVC. Ela possui um tamanho menor, conseguindo dar o 
acabamento necessário. É utilizada apenas em revestimentos desempenados; 
 Régua de alumínio: regulariza a superfície do revestimento. Com o auxílio das 
taliscas ela deixa o revestimento com a espessura desejada ou especificada em 
projeto. Equipamento utilizado apenas para revestimento sarrafeado; 
 Cantoneira: auxilia na produção de cantos, trazendo mais perfeição a locais 
com difícil produção, como os cantos; 
 Espátula: Auxilia no manuseio e retira imperfeições finais, como rugas, e 
bolhas, deixando a superfície cada vez mais lisa. 
5.2.2. Produção da pasta de gesso 
Assim como todos os revestimentos feitos in loco, a pasta de gesso é feita por etapas, 
obedecendo uma sequência, que vai desde o preparo da pasta, até sua aplicação final, pronto 
para o recebimento de pintura ou outro tipo de acabamento. 
a) Inicialmente o pó de gesso é colocado em água na masseira (Figura 2), tendo o 
cuidado de preenchê-la toda por igual. A produção de pasta de gesso varia entre 20 
e 32 litros de água para cada 40 kg de gesso (1 saco), ou seja, 0,5 a 0,8 litros por 
quilograma de pó. A quantidade de pó utilizada depende da quantidade a ser 
utilizada e do tempo de espera necessário. Essa etapa é denominada como 
polvilhamento; 
21 
Figura 2 - Processo de polvilhamento na produção da pasta de gesso. 
 
Fonte: Próprio Autor 
b) Após ter introduzido todo o pó necessário, inicia-se o primeiro período de espera, 
correspondendo a um período que varia entre 8 e 10 minutos, quando se produz 
uma elevada quantidade de massa. Quando a quantidade é pouca, caso das Figuras 
3 e 4, a mistura se inicia logo após inserir todo o pó, de forma a tornar a mistura 
homogênea; 
Figura 3 - Processo de mistura da água e pó de gesso 
 
Fonte: Próprio Autor 
22 
Figura 4 - Início do período de espera 1 
 
Fonte: Próprio Autor 
Em grandes quantidades, após o término do período de espera, a pasta de gesso deve 
ser mistura em partes definidas de acordo com a experiência do gesseiro, pois misturando 
ela como um todo, a pasta adquire consistência rápida, impossibilitando o gesseiro de aplica-
la em sua totalidade. 
c) Com a massa já misturada (Figura 5), inicia-se o período de espera, para que a 
massa tome consistência e possa ser utilizada. Este intervalo equivale ao período 
de indução e tem duração entre 3 e 5 minutos, também dependendo da quantidade 
de massa produzida; 
Figura 5 - Início do período de espera 2 
 
Fonte: Próprio Autor 
23 
Periodicamente verifica-se a consistência da massa (Figura 6), para saber se ela já 
adquiriu consistência necessária para sua aplicação. A consistência é verificada com os 
próprios dedos, percebendo-se um estado pastoso do revestimento, com certo aspecto 
colante, como visto na Figura 7. 
Figura 6 - Verificação da consistência da massa 
 
Fonte: Próprio Autor 
Figura 7 - Início da consistência da massa 
 
Fonte: Próprio Autor 
24 
d) Após o término do período de espera a pasta passa a ter uma consistência ideal 
para o seu tipo de aplicação. Percebe-se na Figura 8 o revestimento pronto para 
aplicação. 
Figura 8 - Pasta pronta para ser aplicada 
 
Fonte: OLIVEIRA.. 2013, p. 33 
 
5.2.3. Técnicas de aplicação de pasta de gesso como revestimento 
A aplicação para revestimentos, sarrafeado ou desempenado, é similar tanto aplicada 
horizontalmente quanto verticalmente, diferenciando-se apenas na necessidade de chapisco, 
uma vez que em tetos, a ação gravitacional é mais significativa, havendo uma dependência 
maior do chapisco para uma melhor aderência. 
Em revestimentos verticais a aplicação sarrafeada é mais utilizada em comparação à 
aplicação desempenada. Mesmo consumindo mais material e maior mão de obra, (assunto 
abordado em capítulos posteriores) a demanda de revestimento sarrafeado é maior que o 
desempenado por se tratar de uma maior qualidade final da obra. 
Já em revestimentos horizontais a demanda de gesso desempenado é maior que a do 
gesso sarrafeado, pois não há um controle ou uma exigência maior no nivelamento da 
superfície que está no teto. Neste caso a escolha é mais influenciada pelo custo do que pela 
qualidade. 
 
25 
5.2.2.a) Técnicas De Aplicação De Gesso Desempenado Como Revestimento 
Ao iniciar a aplicação deve-se verificar se os blocos há uma absorção de água 
adequada para a aplicação do revestimento, se as caixas elétricas e demais tubulações 
hidráulicas estão vedadas, se o alinhamento vertical está correto, assim como existência de 
ondulações ou defeitos que possam ser corrigidos. 
Quando a fração da pasta que foi misturada pelo gesseiro adquire a consistência 
mínima adequada para aplicação, determinada pelo mesmo, iniciando-se o período de 
aplicação. Geralmente é iniciada a aplicação pouco antes do começo da pega, dependendo 
da maneira de trabalho do gesseiro. 
Para uma aplicação ideal da pasta de gesso o trabalhador deve seguir as etapas abaixo: 
a) Eliminar sujeiras, incrustações e materiais estranhos como pregos, arames e 
pedaços de aço até que o substrato fique uniformizado. Se necessário, limpar com 
água, pois ela auxilia na aderência do revestimento,como percebe-se na Figura 9; 
Figura 9 - Limpeza do substrato 
 
Fonte: QUINALHA, (2005). 
b) Em paredes, inicia-se a aplicação do revestimento na metade superior da parede, 
com auxílio de desempenadeiras de chapa em PVC, realizando deslizamento de 
baixo para cima, como é visto na Figura 10. Algum tipo de referência - ripa de 
madeira, pequenas taliscas ou batentes - deve ser escolhido para medir a espessura 
da camada de revestimento, porém a aplicação é possível sem essas referências, 
deixando o produto mais ondulado e imperfeito. Em tetos a aplicação é feita da 
frente para trás como toma-se na Figura 11; 
26 
Figura 10 - Aplicação do revestimento com desempenadeiras de PVC 
 
Fonte: QUINALHA, (2005). 
Figura 11 - Aplicação da pasta de gesso em laje com desempenadeira de PVC 
 
Fonte: Próprio Autor 
c) Posteriormente regulariza-se a espessura da camada, aplicando pasta com a 
desempenadeira de PVC, agora, no sentido horizontal em paredes (Figura 12), 
mantendo o mesmo sentido de aplicação em tetos (frente para trás). É 
recomendado que cada faixa deve ser sobreposta a anterior e a espessura da 
camada deve ter de 1 a 3 mm; 
27 
Figura 12 - Regularização do revestimento na parede 
 
Fonte: QUINALHA, (2005). 
d) Utilizando o canto da desempenadeira, limpa-se a superfície para eliminar 
ondulações e falhas, aplicando posteriormente, uma nova camada de massa para 
cobrir os vazios e imperfeições da superfície; 
e) Finalizando, é necessário desempenar cuidadosamente os excessos e rebarbas 
exercendo certa pressão para obter a superfície final (Figuras 13 e 14). A aplicação 
de pintura deve respeitar o período de cura e ser executada após o lixamento da 
superfície; 
Figura 13 - Acabamento da superfície do revestimento 
 
Fonte: QUINALHA, (2005). 
28 
Figura 14 - Dando acabamento ao revestimento 
 
Fonte: Próprio autor 
f) Em paredes todos os processos devem ser repetidos na metade inferior, respeitando 
uma faixa de rodapé para possibilitar a devida limpeza do piso; 
g) Executar o arremate dos cantos com desempenadeira e espátula; 
De acordo com a Figuras 15 e 16 é possível perceber que o revestimento desempenado 
pronto, sendo que a Figura 15 é possível perceber que em paredes não possui superfície final 
plana. 
Figura 15 - Revestimento desempenado pronto em paredes 
 
Fonte: Próprio Autor 
29 
Figura 16 - Revestimento de pasta de gesso desempenado aplicado 
 
Fonte: Próprio Autor 
5.2.2.b) Técnicas De Aplicação De Gesso Sarrafeado Como Revestimento 
Diferentemente do revestimento desempenado, o revestimento sarrafeado é aplicado 
com o auxílio de faixas mestras para que a superfície final possua planeza muito maior que o 
revestimento executado apenas com a desempenadeira (MARTIN, 2013). 
Dependendo da espessura do revestimento sarrafeado é necessário aplicar chapisco 
para melhorar a aderência entre o gesso e a parede. 
As etapas de aplicação são explicadas a seguir: 
a) Similar ao processo de aplicação de gesso desempenado, é necessário eliminar 
sujeiras e manter a superfície de substrato limpa até a aplicação; 
b) Inicialmente executam-se as taliscas (Figura 17), que podem ser cacos cerâmicos 
ou chapas finas de madeira, assentadas com a mesma pasta de gesso que será 
utilizada na execução do revestimento. As taliscas devem ser colocadas a 30 cm 
das bordas das paredes ou teto, respeitando um espaçamento de até 1,80m entre 
elas. Deve-se assegurar o nivelamento e alinhamento delas com régua de alumínio 
e prumo de face; 
30 
Figura 17 - Execução de Taliscamento 
 
Fonte: OLIVEIRA, (2013). 
c) Após o emprego das taliscas, inicia-se a execução das guias mestras (Figura 18). 
As guias tem por objetivo testemunhar o nivelamento e o prumo da camada de 
revestimento; 
Figura 18 - Guias Mestras executadas 
 
Fonte: OLIVEIRA, (2013) 
d) Após a fixação das guias mestras inicia-se a aplicação do gesso de modo que 
chegue até a espessura definida nas mestras, preenchendo todo o vazio; 
e) Aguardar o ponto de sarrafeamento e sarrafear a massa com régua de alumínio, 
apoiando a régua nas mestras e fazendo movimentos como se estivesse cortando a 
31 
massa. Em paredes, sarrafear no sentido vertical e de baixo para cima, conforme 
Figura 19; 
Figura 19 - Execução de Sarrafeamento 
 
Fonte: OLIVEIRA, (2013). 
f) Com auxílio da espátula, retirar o excesso de massa da régua, aplicando a pasta 
excedente nos espaços vazios e passar a régua novamente. Esse processo deve ser 
repetido até que a superfície esteja homogênea; 
g) Aguardar, aproximadamente, 30 minutos após o sarrafeamento para dar início ao 
acabamento, utilizando desempenadeira, passando-a em movimentos horizontais. 
Preencher os poros restantes com a mesma pasta utilizada no revestimento e repetir 
o procedimento de acabamento (Figura 20); 
Figura 20 - Execução do acabamento do revestimento 
 
Fonte: OLIVEIRA, (2013). 
32 
Similar ao processo desempenado, os cantos devem ser arrematados com 
desempenadeira e espátula, avaliando se a qualidade do canto está a mesma do restante da 
parede. 
A Figura 21 demonstra que o revestimento sarrafeado pronto possui maior planeza do 
que em revestimentos desempenados. 
Figura 21 - Revestimento sarrafeado pronto 
 
Fonte: Próprio Autor 
5.2.4. Vantagens na utilização de pasta de gesso como revestimento 
“O gesso possui a propriedade de absorver e liberar umidade ao ambiente, 
apresentando um alto poder de equilíbrio higroscópico. Apresentando também baixa 
condutividade, o que inibe a propagação de chamas, liberando moléculas de água quando em 
contato com o fogo” (NIEDERMAIER. et. al. 2013, p. 11), além de ser um protetor contra 
chamas, também é um excelente isolante térmico. 
Uma grande vantagem valorizada pelos empreendedores é o reduzido tempo de 
aplicação e serviço, uma vez que o gesso é aplicado em uma única camada, enquanto são 
necessárias três para revestimentos em argamassa, reduzindo custos. 
Possui granulometria mais fina, possibilitando acabamento mais liso, diminuindo a 
quase zero o gasto com massa corrida PVA (Acetado de Polivinila), encurtando o custo da 
pintura final. 
Outra vantagem é em relação a rápida pega, apresentando endurecimento acelerado, 
antecipando o processo de produção de revestimento, possibilitando mais rapidamente a 
pintura, reduzindo o cronograma da obra. 
33 
O gesso também proporciona o ganho de área útil devido a sua baixa espessura. É um 
revestimento mais leves que os demais, otimizando o dimensionamento das estruturas e 
fundações, adaptando-se em qualquer tipo de estrutura. 
5.2.5. Desvantagens na aplicação de pasta de gesso como revestimento 
Devido à fina espessura que o revestimento adquire, o substrato deve apresentar, 
obrigatoriamente, boa regularidade e precisão geométrica para que o revestimento não 
obtenha imperfeições, forçando um maior controle de qualidade na execução das paredes e 
lajes. 
O gesso se limita em sua aplicação, podendo ser aplicada apenas em locais secos, onde 
não haja a possibilidade de contato com a umidade. 
 O revestimento apresenta alta fragilidade a choques, baixo suporte para fixação de 
cargas suspensas, não deve receber pinturas a base de cimento, apresenta grande 
suscetibilidade a bolor, desperdício e geração de resíduo e por fim, ele provoca corrosão no 
aço, obrigando haver revestimentos com pintura anticorrosiva em acessórios de aço como 
esquadrias. 
5.3. PRODUTIVIDADE VARIÁVEL PARA REVESTIMENTO EM GESSO 
Para ambos os tipos de revestimento em estudo (desempenado e sarrafeado) foram 
definidos intervalos de consumo, variando do mínimo consumo ao máximo, obtendo um 
consumo médio, aonde é o consumo que possui a maior probabilidade de ocorrer. Tal 
variação foi considerada com associação de fatores que levam a uma expectativa maior ou 
menor quanto ao valor do indicador de consumo unitário, isto é, uma proximidade maior do 
extremo direito ou esquerdo, respectivamente,da faixa (TCPO-14, 2012). 
O consumo de material é o mesmo tanto para revestimento em lajes quanto em 
paredes. 
No caso do gesso desempenado, o consumo varia entre 3,4 e 8,7 kg/m² de 
revestimento aplicado, tendo um consumo médio de 5,9 kg/m². 
Pela Figura 22 percebe-se que o consumo do revestimento desempenado é 
influenciado de acordo com o tipo de substrato, a rapidez da pega e da produção do 
revestimento, da perfeição do substrato e de uma gestão na estocagem e transporte do 
material. 
 
34 
Figura 22 - Consumo de gesso aplicado em revestimento desempenado em paredes ou tetos 
 
A base é emboço 
A base é alvenaria 
Gesso de pega normal Gesso de pega muito rápida 
Alvenaria livre de imperfeições Alvenaria irregular 
A quantidade de pasta é feita coerente com a 
velocidade de aplicação 
A quantidade de pasta não é feira de acordo 
com a velocidade de aplicação 
Não existem problemas com estocagem e 
transporte dos sacos de gesso 
Problemas com estocagem e transporte dos 
sacos de gesso 
 Fonte: Adaptado; TCPO-14 (2012) 
O consumo de gesso sarrafeado é maior que o consumo de gesso desempenado devido 
a sua maior espessura. 
O consumo de pasta de gesso para revestimento sarrafeado está entre um intervalo de 
10,9 e 29,4 kg/m², com um consumo médio de 16 kg/m² (Figura 23) variando de acordo com 
a regularidade da alvenaria (não é viável aplicar gesso sarrafeado em emboço por tornar o 
revestimento muito espesso e oneroso), perfeição de blocos e esquadro de paredes, pois 
esquadros imperfeitos devem ser corrigidos no revestimento, aumentando o consumo. 
Figura 23 - Consumo de gesso como revestimento sarrafeado aplicado em paredes ou tetos 
 
Alvenaria regular, tanto aos blocos 
como ao esquadro entre paredes 
Alvenaria irregular, imperfeição geométrica dos 
blocos e/ou falta de esquadro entre paredes 
Revestimento de piso sem modulação Revestimento de piso modular 
Vigas de mesma espessura da alvenaria Vigas de espessura diferente da alvenaria 
Fonte: Adaptado; TCPO-14 (2012) 
35 
Tem-se por medidas que reduzem o consumo, além dos parâmetros adotados para 
consideração do consumo de gesso, a instrução dos operários quanto ao desperdício, 
definindo previamente os procedimentos de produção, controlando o recebimento do pó de 
gesso, certificando a qualidade do gesso e supervisionando, para evitar retrabalhos. 
A produtividade da mão de obra é dividida entre gesseiro, o ajudante e de forma 
global. O consumo é medido através da Razão Unitária de Produção (RUP) definida pela 
razão entre o tempo de trabalho consumido pela área produzida de revestimento de acordo 
com a Equação 1. 
𝑅𝑈𝑃 =
𝐻ℎ
𝑄𝑠
 (1) 
RUP: Razão unitária de produção (h/m²); 
Hh: Homens-hora de trabalho (h); 
Qs: Quantidade de serviço líquida (a unidade neste caso é m²). 
A RUP do gesseiro varia entre 0,20 e 0,80 Hh/m², possuindo uma média de 0,5 Hh/m² 
e a do servente (ajudante) varia entre 0,05 e 0,20 Hh/m², possuindo uma média de 0,13 
Hh/m² (Figura 24). Tal variação é vista de acordo com o tipo de revestimento, a área de 
aplicação (se maiores, a tendência é diminuir o consumo, pois elimina gastos com 
montagem de andaimes, transporte de materiais e equipamentos, entre outros fatores), 
qualidade do substrato, pagamento, frentes de serviço e oferta de materiais. 
 
36 
Figura 24 - Variação de produtividade do gesseiro e do servente respectivamente. 
 
 
Gesso desempenado Gesso sarrafeado 
Paredes grandes Paredes pequenas 
Base geometricamente regular Base geometricamente irregular 
Pagamento em dia e conforme combinado Problemas com acerto de pagamento 
Baixa rotatividade Rotatividade alta 
Material disponível Falta de material 
Amplas frentes de trabalho Frentes de trabalho pequenas 
Trabalho previamente organizado; equipes 
definidas 
Indefinição quanto à organização do 
trabalho 
Adaptado de TCPO-14 (2012) 
Considerando a produção global envolvendo um gesseiro e um servente possuímos a 
variação observada na Figura 26. A faixa de produtividade varia de acordo com o 
entrosamento entre os profissionais, o empenho dos mesmos, a satisfação em trabalhar junto, 
a maneira de lidar do gesseiro com o servente, entre outros fatores. 
A RUP global varia entre 0,25 e 1,00 Hh/m², possuindo uma média de 0,63 Hh/m². 
Figura 25 - Variação da produtividade global 
 
(Fonte: Próprio autor) 
37 
Nota-se, que a produção mais econômica (0,25 Hh/m²) chega a uma diferença de 
300% em relação a máxima (1,00 Hh/m²). 
5.4. CÁLCULOS DE CUSTO 
As tabelas 1 a 9 separam os custos da mão de obra e do revestimento, de acordo com 
suas respectivas composições, sendo definido como: 
𝐶𝐸 = ∑ 𝑄𝑀𝑂 𝑋 𝐶𝑀𝑂 (2) 
Onde: 
CE: Custo em reais da mão de obra para aplicação do revestimento; 
QMO: Consumo da mão de obra em Homens-hora; 
CMO: Custo unitário da mão de obra em reais por Homens-hora. 
O consumo da mão de obra e o custo unitário da mão de obra são definidos por suas 
respectivas tabelas. 
𝐶𝑅 = ∑ 𝑄𝑀 𝑋 𝐶𝑀 (3) 
Onde: 
CR: Custo do revestimento em reais; 
QM: Consumo dos materiais em quilograma; 
CM: Custo unitário dos materiais em reais por quilograma. 
O consumo dos materiais e o custo dos materiais é definido por suas respectivas 
tabelas. 
Por fim custo total do item é definido: 
𝐶𝑇 = 𝐶𝐸 + 𝐶𝑅 (4) 
CT: Custo total 
As equações 2, 3 e 4 subsidiam os cálculos de custos para todas as composições, tanto 
para revestimentos horizontais quanto verticais. 
5.5. CONSUMO E CUSTO DE MATERIAS E MÃO DE OBRA PARA 
REVESTIMENTOS EM TETO 
5.5.1. Custo e consumo de materiais e mão de obra para revestimento de gesso em teto 
O revestimento de pasta de gesso em teto considerado é apenas o desempenado. Não 
há bibliografia que analisa os consumos e custos de revestimento sarrafeado em teto. 
A Tabela 1 leva em consideração a produção de revestimento de pasta de gesso 
desempenado em teto, considerando o consumo de pó de gesso de acordo com a espessura 
38 
desejada e a RUP é definida levando em consideração a espessura do revestimento e a área 
de trabalho, definindo assim o tempo necessário para aplicação de 1m² de revestimento. 
Tabela 1 – Custo e consumo de aplicação manual de gesso desempenado em teto. (Continua) 
Composição 01- Aplicação manual de gesso desempenado (Sem taliscas) em tetos de ambientes de 
área maior que 10 m², espessura de 0,5 cm por 1 m². 
1. Mão de obra 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
PCI.817-01 88269 
Gesseiro com encargos 
complementares 
Hh 0,30 R$ 13,72 
PCI.817-01 88316 
Servente com encargos 
complementares 
Hh 0,06 R$ 10,34 
2. Revestimento utilizado 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
Preços de 
Insumos 
00003315 Gesso kg 9,65 R$ 0,41 
CE= R$ 4,74 
CR= R$ 3,96 
CT= R$ 8,69 
Composição 02- Aplicação manual de gesso desempenado (sem taliscas) em tetos de ambientes de 
área maior que 10 m², espessura de 1,0 cm por 1 m². 
1. Mão de obra 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
PCI.817-01 88269 
Gesseiro com encargos 
complementares 
Hh 0,37 R$ 13,72 
PCI.817-01 88316 
Servente com encargos 
complementares 
Hh 0,08 R$ 10,34 
2. Revestimento utilizado 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
Preços de 
Insumos 
00003315 Gesso kg 17,13 R$ 0,41 
CE= R$ 5,90 
CR= R$ 7,02 
CT= R$ 12,93 
 Composição 03- Aplicação manual de gesso desempenado (Sem taliscas) em tetos de ambientes de 
área entre 5m² e 10 m², espessura de 0,5 cm por 1 m². 
1. Mão de obraTabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
PCI.817-01 88269 
Gesseiro com encargos 
complementares 
Hh 0,53 R$ 13,72 
PCI.817-01 88316 
Servente com encargos 
complementares 
Hh 0,11 R$ 10,34 
2. Revestimento utilizado 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
Preços de 
Insumos 
00003315 Gesso kg 9,65 R$ 0,41 
CE= R$ 8,41 
CR= R$ 3,96 
CT= R$ 12,37 
 
 
 
39 
Tabela 2 – Custo e consumo de aplicação manual de gesso desempenado em teto. (Conclui) 
Composição 04- Aplicação manual de gesso desempenado (Sem taliscas) em tetos de ambientes de 
área entre 5 m² e 10 m², espessura de 1,0 cm por 1 m². 
1. Mão de obra 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
PCI.817-01 88269 
Gesseiro com encargos 
complementares 
Hh 0,60 R$ 13,72 
PCI.817-01 88316 
Servente com encargos 
complementares 
Hh 0,12 R$ 10,34 
2. Revestimento utilizado 
Preços de 
Insumos 
00003315 Gesso kg 17,13 R$ 0,41 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
CE= R$ 9,47 
CR= R$ 7,02 
CT= R$ 16,50 
 
Composição 05- Aplicação manual de gesso desempenado (Sem taliscas) em tetos de ambientes de 
área menor que 5 m², espessura de 0,5 cm por 1 m². 
1. Mão de obra 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
PCI.817-01 88269 
Gesseiro com encargos 
complementares 
Hh 0,66 R$ 13,72 
PCI.817-01 88316 
Servente com encargos 
complementares 
Hh 0,14 R$ 10,34 
2. Revestimento utilizado 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
Preços de 
Insumos 
00003315 Gesso kg 9,65 R$ 0,41 
CE= R$ 10,50 
CR= R$ 3,96 
CT= R$ 14,46 
 
Composição 06- Aplicação manual de gesso desempenado (sem taliscas) em tetos de ambientes de 
área menor que 5 m², espessura de 1,0 cm por 1 m². 
1. Mão de obra 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
PCI.817-01 88269 
Gesseiro com encargos 
complementares 
Hh 0,74 R$ 13,72 
PCI.817-01 88316 
Servente com encargos 
complementares 
Hh 0,15 R$ 10,34 
2. Revestimento utilizado 
Preços de 
Insumos 
00003315 Gesso kg 17,13 R$ 0,41 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
CE= R$ 11,70 
CR= R$ 7,02 
CT= R$ 18,73 
Fonte:Adaptada; SINAPI, (2015). 
40 
O gráfico 2 expressa a variação da RUP em relação a espessura do revestimento e a 
mão de obra empregada de acordo com a área de aplicação, percebendo-se que o custo tem 
uma variação maior em função da área de trabalho que da espessura aplicada. 
Gráfico 2 - Consumo de mão de obra para aplicação de gesso desempenado em teto em relação a área e a 
espessura do revestimento desejado 
 
Fonte: Próprio autor 
O Gráfico 3 expressa a variação do consumo em relação a espessura do revestimento 
desejado. À medida que a espessura aumenta, o custo e o consumo do material aumentam. 
Nota-se que o gráfico referido é uma reta, ou seja, o consumo de pó de gesso é diretamente 
proporcional à espessura desejada. 
Gráfico 3 - Consumo do material para produção de 1m² de revestimento em relação a espessura, 
aplicado em tetos. 
 
Fonte: Próprio autor 
41 
Os Gráficos 4, 5 e 6 representam a proporção do custo do material e da mão de obra 
em relação ao custo total para revestimento desempenado em teto com espessura de 0,50 
cm, demonstrando que, em áreas menores, a complexibilidade da mão de obra é maior, 
tornando-a mais onerosa em relação ao material, visto que o consumo de material se mantém 
constante, fazendo-se necessário ter uma melhor gestão na produção, qualificando cada vez 
mais os colaboradores envolvidos para redução máxima de custos. 
Gráfico 4 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo de revestimentos de pasta de gesso 
desempenado com 0,50 cm de espessura em áreas menores de 5 m² aplicado em tetos. 
 
Fonte: Próprio autor 
Gráfico 5 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total de revestimentos de pasta de gesso 
desempenado com 0,50 cm de espessura em áreas entre 5 e 10 m² aplicado em tetos. 
 
Fonte: Próprio autor 
42 
Gráfico 6 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total de revestimentos de pasta de gesso 
desempenado com 0,50 cm de espessura em áreas maiores de 10 m² em tetos 
 
Fonte: Próprio autor 
Através Gráficos 7, 8 e 9 percebe-se que a proporção do custo do material e da mão de 
obra em relação ao custo total do revestimento desempenado em teto com espessura de 1,00 
cm. Através destes gráficos, nota-se que quanto maior a área de aplicação, menor será o 
consumo da mão de obra. Já no gráfico 9 percebe-se que para área de trabalho maior que 10 
m², o custo com materiais pode ser maior que com a mão de obra, ou seja, em áreas menores 
a preocupação maior é com a otimização da produção e em áreas maiores as atenções devem 
ser mais voltadas para o desperdício e a gestão de materiais. 
Gráfico 7 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total de revestimentos de pasta de gesso 
desempenado com 1,00 cm de espessura em áreas menores de 5 m² em tetos. 
 
(Fonte: Próprio autor) 
43 
Gráfico 8 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total de revestimentos de pasta de gesso 
desempenado com 1,00 cm de espessura em áreas entre 5 e 10 m² em tetos. 
 
(Fonte: Próprio autor) 
Gráfico 9 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total do item para revestimentos de 
pasta de gesso desempenado com 1,00 cm de espessura em áreas maiores de 10 m² em tetos. 
 
(Fonte: Próprio autor) 
Através dos Gráficos 7, 8 e 9, comparando-os com os Gráficos 4, 5 e 6 percebe-se que 
à medida em que a espessura do revestimento aumenta, a proporção de custo aumenta, 
porém, a mão de obra também aumenta (Tabela 1), sendo que o aumento do custo do 
material é mais relevante em proporção em relação ao custo da mão de obra pois a diferença 
do custo do material é mais onerosa em relação ao custo da mão de obra para diferentes 
espessuras em mesma área de aplicação. 
44 
5.5.2. Custo e consumo de materiais e mão de obra para revestimento de argamassa em 
teto 
As tabelas 2, 3 e 4 levam em consideração a produção de 1 m² de revestimento 
argamassado em teto. O consumo do Servente leva em consideração a preparação da 
quantidade de argamassa necessária para produção de 1 m² de revestimento, e o auxílio na 
aplicação. 
A tabela 2 explicita uma composição de aplicação de chapisco em base resinada, com 
o revestimento em traço de 1:3, possuindo uma espessura de 5 mm, sendo os custos de mão 
de obra apenas para a aplicação, e custo do revestimento englobando os materiais, 
equipamentos e mão de obra necessários para a produção da argamassa. 
Tabela 3 - Custo e consumo de aplicação manual de chapisco em teto 
Composição 01- Chapisco em teto com argamassa de cimento e areia sem peneirar traço 1:3, com 
adição de adesivo a base de resina sintética, e=5 mm por 1m². 
1. Mão de obra 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
PCI.817-
01 
88309 
Pedreiro com encargos 
complementares 
Hh 0,25 R$ 15,11 
PCI.817-
01 
88316 
Servente com encargos 
complementares (p/ preparação e 
aplicação do revestimento) 
Hh 0,25 R$ 10,43 
2. Revestimento utilizado 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
TCPO14 06.003.000027 
Argamassa de cimento e areia sem 
peneirar traço 1:3 
m² 1 R$ 1,90 
CE= R$ 6,39 
CR= R$ 1,90 
CT= R$ 8,29 
Fonte: Adaptada; SINAPI, (2015); TCPO-14, (2012). 
Percebe-se, no Gráfico 10 e na tabela 2, que o custo de mão de obra,em média, pode 
chegar a mais de três-quartos do total do custo. Isso se dá pela dificuldade em aplicação, 
uma vez que, com a ação gravitacional, o chapisco tende a cair, aumentando o consumo da 
mão de obra aplicada. 
45 
Gráfico 10 - Custo da mão de obra e do revestimento em relação ao custo total para chapisco aplicado 
em teto. 
 
Fonte: Próprio autor 
É visto na Tabela 3, duas composições de emboço, sendo compostas de argamassa de 
cimento, cal hidratada e areia grossa, uma em traço de1:2:9, e a outra em traço de 1:2:11, 
respectivamente, ambas com 15 mm de espessura. Posteriormente o Gráfico 11 torna-se 
possível a comparação entre um custo de materiais e mão de obra, em média, de acordo com 
as duas composições, então nota-se que a mão de obra se mantem a mesma, e a variação do 
custo total se dá apenas pela variação no consumo dos insumos para a produção do emboço 
(Tabela 3). 
Assim como em chapisco, o custo de mão de obra leva em consideração apenas a mão 
de obra necessária para a aplicação e o custo do revestimento leva em consideração os 
materiais, equipamentos e mão de obras necessários para produção de uma quantidade de 
argamassa que produz 1 m² de emboço em teto. 
 
46 
Tabela 4 - Custo e consumo de aplicação manual de emboço em teto 
Composição 01- Emboço em teto com argamassa mista de cimento, cal hidratada e areia sem 
peneirar traço 1:2:9, e=15 mm por 1m². 
1. Mão de obra 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
PCI.817-
01 
88309 
Pedreiro com encargos 
complementares 
Hh 0,70 R$ 15,11 
PCI.817-
01 
88316 
Servente com encargos 
complementares (p/ aplicação do 
revestimento) 
Hh 0,70 R$ 10,43 
2. Revestimento utilizado 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
TCPO14 60.003.000071 
Argamassa mista de cimento, cal 
hidratada e areia sem peneirar traço 
1:2:9 
m² 1 R$ 5,09 
CE= R$ 17,88 
CR= R$ 5,09 
CT= R$ 22,97 
Composição 02- Emboço em teto com argamassa mista de cimento, cal hidratada e areia sem 
peneirar traço 1:2:11, e=15 mm por 1m². 
1. Mão de obra 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
PCI.817-
01 
88309 
Pedreiro com encargos 
complementares 
Hh 0,70 R$ 15,11 
PCI.817-
01 
88316 
Servente com encargos 
complementares (p/ aplicação do 
revestimento) 
Hh 0,70 R$ 10,43 
2. Revestimento utilizado 
TCPO14 6.003.000.072 
Argamassa mista de cimento, cal 
hidratada e areia sem peneirar traço 
1:2:11 
m² 1 R$ 4,65 
CE= R$ 17,88 
CR= R$ 4,65 
CT= R$ 22,53 
Fonte: Adaptada; SINAPI, (2015) ; TCPO-14, (2012). 
47 
Gráfico 11 - Custo médio da mão de obra e do revestimento em relação ao custo total para emboço em 
teto de acordo com composições da Tabela 3. 
 
Fonte: Próprio autor 
Mesmo em espessura considerada relativamente alta, o custo da argamassa no custo 
total do emboço é pouco mais de um quinto (21%), priorizando, assim como o chapisco, a 
qualidade e a agilidade da mão de obra, como nota-se no gráfico 11. 
Nota-se na Tabela 4, duas composições de reboco aplicado em teto, sendo compostas 
de argamassa de cal hidratada e areia fina, uma em traço de1:2, e a outra em traço de 1:3, 
respectivamente, ambas com 5 mm de espessura. O custo do revestimento engloba o custo 
do material, mais dos equipamentos e mão de obra utilizada para a produção de argamassa 
necessária para produzir 1 m² de reboco, e o custo da mão de obra representa apenas o valor 
da mão de obra para aplicação do revestimento. 
O Gráfico 12 foi elaborado com a média entre os custos vistos na Tabela 3, então é 
visto que o custo do revestimento está em 10% em média do custo total, pois devido a fina 
espessura e a complexibilidade com a mão de obra por se tratar da fase final do 
revestimento, os cuidados com a qualidade final amenta, onerando a mão de obra. 
 
48 
Tabela 5 - Custo e consumo de aplicação manual de reboco em teto 
Composição 01- Reboco em teto com argamassa de cal hidratada e areia peneirada traço 1:2, e=5 
mm por 1m². 
1. Mão de obra 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
PCI.817-
01 
88309 
Pedreiro com encargos 
complementares 
h 0,60 R$ 15,11 
PCI.817-
01 
88316 
Servente com encargos 
complementares (p/ aplicação do 
revestimento) 
h 0,60 R$ 10,43 
2. Revestimento utilizado 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
TCPO14 06.003.000004 
Argamassa de cal hidratada e areia 
peneirada traço 1:2 
m² 1 R$ 1,94 
CE= R$ 15,32 
CR= R$ 1,94 
CT= R$ 17,26 
 
Composição 02- Reboco em teto com argamassa de cal hidratada e areia peneirada traço 1:3, e=5 
mm por 1m². 
1. Mão de obra 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
PCI.817-
01 
88309 
Pedreiro com encargos 
complementares 
h 0,60 R$ 15,11 
PCI.817-
01 
88316 
Servente com encargos 
complementares (p/ aplicação do 
revestimento) 
h 0,60 R$ 10,43 
2. Revestimento utilizado 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
TCPO14 06.003.000005 
Argamassa de cal hidratada e areia 
peneirada traço 1:3 
m² 1 R$ 1,58 
CE= R$ 15,32 
CR= R$ 1,58 
CT= R$ 16,90 
Fontes: Adaptada; SINAPI, (2015) ; TCPO-14, (2012). 
49 
Gráfico 12 - Custo da mão de obra e do revestimento em relação ao custo total para reboco em teto com 
argamassa de cal hidratada e areia peneirada traço 1:2, e=5 mm 
 
Fonte: Próprio autor 
Somando o custo do reboco com os maiores e menores custos respectivamente do 
emboço e do reboco, obtemos uma variação de R$ 47,34 a R$ 48,52 por metro quadrado de 
revestimento argamassado em teto. 
Já para de gesso desempenado em teto acrescido de chapisco, o preço varia entre R$ 
16,98 e R$ 27,02, somando separadamente o custo total do chapisco com o menor e o maior 
custo da pasta de gesso. Caso não haja a necessidade de aplicação de chapisco para 
revestimento desempenado em pasta de gesso, reduz-se intervalo de custo ficando entre R$ 
8,69 e R$ 18,73. 
5.6. CONSUMO E CUSTO DE MATERIAL E MÃO DE OBRA PARA 
REVESTIMENTOS EM PAREDES. 
Os consumos e custos para revestimentos em paredes deste trabalho considera apenas 
revestimentos feitos com pasta de gesso (sarrafeado e desempenado) e revestimentos 
argamassados, sendo o último considerado com aplicação de chapisco, emboço e reboco. 
5.6.1. Custo e consumo de materiais e mão de obra para revestimento de pasta de gesso 
em paredes 
Os consumos e custos utilizados são para revestimentos de pasta de gesso verticais 
sarrafeado e desempenado 
50 
As tabelas 5 leva em consideração a produção de revestimento de pasta de gesso 
desempenado em paredes, considerando o consumo de material (gesso) de acordo com a 
espessura desejada, definindo a RUP em relação a preparação da pasta, espessura do 
revestimento e a área de trabalho, oferecendo o tempo gasto para produção de 1m² de 
revestimento. 
Tabela 6 - Custo e consumo de aplicação manual de gesso desempenado em paredes (Continua) 
Composição 01- Aplicação manual de gesso desempenado (Sem taliscas) em paredes de ambientes 
de área maior que 10m², espessura de 0,5cm por 1m². 
1. Mão de obra 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
PCI.817-01 88269 
Gesseiro com encargos 
complementares 
Hh 0,33 R$ 13,72 
PCI.817-01 88316 
Servente com encargos 
complementares 
Hh 0,07 R$ 10,34 
2. Revestimento utilizado 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
Preços de 
Insumos 
00003315 Gesso kg 9,65 R$ 0,41 
CE= R$ 5,25 
CR= R$ 3,96 
CT= R$ 9,21 
 
Composição 02- Aplicação manual de gesso desempenado (sem taliscas)em paredes de ambientes 
de área maior que 10m², espessura de 1,0cm por 1m². 
1. Mão de obra 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
PCI.817-01 88269 
Gesseiro com encargos 
complementares 
Hhh 0,43 R$ 13,72 
PCI.817-01 88316 
Servente com encargos 
complementares 
H 0,09 R$ 10,34 
2. Revestimento utilizado 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
Preços de 
Insumos 
00003315 Gesso kg 17,13 R$ 0,41 
CE= R$ 6,83 
CR= R$ 7,02 
CT= R$ 13,85 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
51 
Tabela 7 - Custo e consumo de aplicação manual de gesso desempenado em paredes (Continua) 
Composição 03- Aplicação manual de gesso desempenado (Sem taliscas) em paredes de ambientes 
de área entre 5m² e 10m², espessura de 0,5cm por 1m². 
1. Mão de obra 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
PCI.817-01 88269 
Gesseiro com encargos 
complementares 
Hh 0,35 R$ 13,72 
PCI.817-01 88316 
Servente com encargos 
complementares 
Hh 0,07 R$ 10,34 
2. Revestimento utilizado 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
Preços de 
Insumos 
00003315 Gesso kg 9,65 R$ 0,41 
CE= R$ 5,53 
CR= R$ 3,96 
CT= R$ 9,48 
 
Composição 04- Aplicação manual de gesso desempenado (Sem taliscas) em paredes de ambientes 
de área entre 5m² e 10m², espessura de 1,0cm por 1m². 
1. Mão de obra 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
PCI.817-01 88269 
Gesseiro com encargos 
complementares 
Hh 0,45 R$ 13,72 
PCI.817-01 88316 
Servente com encargos 
complementares 
Hh 0,09 R$ 10,34 
2. Revestimento utilizado 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
Preços de 
Insumos 
00003315 Gesso kg 17,13 R$ 0,41 
CE= R$ 7,10 
CR= R$ 7,02 
CT= R$ 14,13 
 
Composição 05- Aplicação manual de gesso desempenado (Sem taliscas) em paredes de ambientes 
de área menor que 5m², espessura de 0,5cm por 1m². 
1. Mão de obra 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
PCI.817-01 88269 
Gesseiro com encargos 
complementares 
Hh 0,4 R$ 13,72 
PCI.817-01 88316 
Servente com encargos 
complementares 
Hh 0,08 R$ 10,34 
2. Revestimento utilizado 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
Preços de 
Insumos 
00003315 Gesso kg 9,65 R$ 0,41 
CE= R$ 6,32 
CR= R$ 3,96 
CT= R$ 10,27 
 
 
 
 
 
52 
Tabela 8 - Custo e consumo de aplicação manual de gesso desempenado em paredes (Conclui) 
Composição 06- Aplicação manual de gesso desempenado (sem taliscas) em paredes de ambientes 
de área menor que 5m², espessura de 1,0cm por 1m². 
1. Mão de obra 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
PCI.817-01 88269 
Gesseiro com encargos 
complementares 
Hh 0,5 R$ 13,72 
PCI.817-01 88316 
Servente com encargos 
complementares 
Hh 0,1 R$ 10,34 
Revestimento utilizado 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
Preços de 
Insumos 
00003315 Gesso kg 17,13 R$ 0,41 
CE= R$ 7,89 
CR= R$ 7,02 
CT= R$ 14,92 
Fontes: Adaptada; SINAPI, (2015). 
O gráfico 13 expressa a variação da RUP em relação a espessura do revestimento e a 
mão de obra empregada de acordo com a área de trabalho aplicado como desempenado em 
paredes, podendo notar que o consumo da mão de obra do gesseiro é significativamente 
maior que a do servente, além de perceber que na medida que a área aumenta, o consumo de 
ambas mãos de obra diminui. Comparando ele com o gráfico 2 confirma-se que o consumo 
em tetos é maior que em paredes e que a diference entre o consumo das diferentes mãos de 
obra não é mais significativa. 
Gráfico 13 - Consumo de mão de obra para aplicação de gesso desempenado em paredes em relação a 
área e a espessura do revestimento desejado 
 
Fonte: Próprio autor 
53 
O gráfico 14 informa a variação do consumo do material em relação a espessura do 
revestimento. Diretamente proporcional, a medida em que a espessura do revestimento 
aumenta, o consumo do material aumenta, assim como visto no Gráfico 3. 
 
Gráfico 14 - Consumo do material para produção de 1m² de revestimento em relação a espessura, 
aplicado em paredes. 
 
(Fonte: Próprio autor) 
Comparando o Gráfico 14 com o Gráfico 3 é possível perceber que o consumo do 
material não varia de acordo com a aplicabilidade. 
É visto nos gráficos 15, 16 e 17 a proporção de custo de material e de mão de obra em 
relação ao custo total para revestimentos de pasta de gesso, com 0,50cm de espessura, 
desempenado em parede. Assim como em tetos, os três gráficos referidos demonstram que o 
maior custo está na mão de obra, e que à medida que a área de trabalho aumenta, o custo 
com mão de obra diminui, como é percebido na Figura 24. 
Por se tratar de um revestimento relativamente fino, a mão de obra se torna mais 
difícil, fazendo com que o custo aumente. Então faz-se necessário um aprimoramento 
constante da mão de obra para redução de consumo da mesma. A experiência do gesseiro é 
determinante para a redução dos custos neste caso. 
 
54 
Gráfico 15 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total de revestimentos de pasta de 
gesso desempenado com 0,50cm de espessura em áreas menores de 5m² aplicado em paredes. 
 
Fonte: Próprio autor 
Gráfico 16 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total de revestimentos de pasta de 
gesso desempenado com 0,50cm de espessura em áreas entre 5 e 10m² aplicado em paredes. 
 
Fonte: Próprio autor 
55 
Gráfico 17 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total de revestimentos de pasta de 
gesso desempenado com 0,50cm de espessura em áreas maiores de 10m² aplicado em paredes. 
 
Fonte: Próprio autor 
Os gráficos 18, 19 e 20 definem a proporção do custo d material e da mão de obra em 
relação ao custo total do revestimento de pasta de gesso com 1,00cm de espessura 
desempenado em paredes. 
Fazendo uma comparação entre os três gráficos citados percebe-se que a proporção do 
custo da mão de obra diminui de acordo com a aumento da área de aplicação, ou seja, em 
áreas maiores de 10 m² o consumo de material passa a ser maior que o de mão de obra, visto 
que, há um elevado consumo de material devido à grande espessura, priorizando a gestão 
dos materiais. Em contrapartida, em áreas menores de 10 m², a prioridade é a racionalização 
da mão de obra. 
Gráfico 18 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total de revestimentos de pasta de 
gesso desempenado com 1,00cm de espessura em áreas menores de 5m² aplicado em paredes. 
 
Fonte: Próprio autor 
56 
Gráfico 19 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total de revestimentos de pasta de 
gesso desempenado com 1,00cm de espessura em áreas entre 5 e 10m² aplicado em paredes. 
 
Fonte: Próprio autor 
Gráfico 20 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total do item para revestimentos de 
pasta de gesso desempenado com 1,00cm de espessura em áreas maiores de 10m² aplicado em paredes. 
 
Fonte: Próprio autor 
A tabela 6 apresenta o consumo e custo de pasta de gesso sarrafeado em paredes. As 
considerações feitas para adquirir tais dados são as mesmas feitas para revestimentos 
desempenados em paredes. 
 
57 
 
Tabela 9 - Custo e consumo de aplicação manual de gesso sarrafeado em paredes (Continua) 
Composição 01- Aplicação manual de gesso sarrafeado (Com taliscas) em paredes de ambientes de 
área maior que 10m², espessura de 1,0cm por 1m². 
1. Mão de obra 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
PCI.81701-01 88269 
Gesseiro com encargos 
complementaresHh 0,71 R$ 13,72 
PCI.817-01 88316 
Servente com encargos 
complementares 
Hh 0,15 R$ 10,34 
2. Revestimento utilizado 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
Preços de 
Insumos 
00003315 Gesso kg 17,13 R$ 0,41 
CE= R$ 11,29 
CR= R$ 7,02 
CT= R$ 18,32 
 
Composição 02- Aplicação manual de gesso sarrafeado (Com taliscas) em paredes de ambientes de 
área maior que 10m², espessura de 1,5cm por 1m². 
1. Mão de obra 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
PCI.817-01 88269 
Gesseiro com encargos 
complementares 
H 0,78 R$ 13,72 
PCI.817-01 88316 
Servente com encargos 
complementares 
H 0,16 R$ 10,34 
2. Revestimento utilizado 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
Preços de 
Insumos 
00003315 Gesso kg 22,43 R$ 0,41 
CE= R$ 12,36 
CR= R$ 9,20 
CT= R$ 21,55 
 
Composição 03- Aplicação manual de gesso sarrafeado (Com taliscas) em paredes de ambientes de 
área entre 5m² e 10m², espessura de 1,0cm por 1m². 
1. Mão de obra 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
PCI.817-01 88269 
Gesseiro com encargos 
complementares 
Hh 0,74 R$ 13,72 
PCI.817-01 88316 
Servente com encargos 
complementares 
Hh 0,15 R$ 10,34 
2. Revestimento utilizado 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
Preços de 
Insumos 
00003315 Gesso kg 17,13 R$ 0,41 
CE= R$ 11,70 
CR= R$ 7,02 
CT= R$ 18,73 
 
 
 
58 
Tabela 10 - Custo e consumo de aplicação manual de gesso sarrafeado em paredes (Conclui) 
Composição 04- Aplicação manual de gesso sarrafeado (Com taliscas) em paredes de ambientes de 
área entre 5m² e 10m², espessura de 1,5cm. por 1m². 
1. Mão de obra 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
PCI.817-01 88269 
Gesseiro com encargos 
complementares 
Hh 0,81 R$ 13,72 
PCI.817-01 88316 
Servente com encargos 
complementares 
Hh 0,16 R$ 10,34 
2. Revestimento utilizado 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
Preços de 
Insumos 
00003315 Gesso kg 22,43 R$ 0,41 
CE= R$ 12,77 
CR= R$ 9,20 
CT= R$ 21,96 
 
Composição 05- Aplicação manual de gesso sarrafeado (Com taliscas) em paredes de ambientes de 
área menor que 5m², espessura de 1,0cm por 1m². 
1. Mão de obra 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
PCI.817-01 88269 
Gesseiro com encargos 
complementares 
Hh 0,78 R$ 13,72 
PCI.817-01 88316 
Servente com encargos 
complementares 
Hh 0,16 R$ 10,34 
2. Revestimento utilizado 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
Preços de 
Insumos 
00003315 Gesso kg 17,13 R$ 0,41 
CE= R$ 12,36 
CR= R$ 7,02 
CT= R$ 19,38 
 
Composição 06- Aplicação manual de gesso sarrafeado (Com taliscas) em paredes de ambientes de 
área menor que 5m², espessura de 1,5cm por 1m². 
1. Mão de obra 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
PCI.817-01 88269 
Gesseiro com encargos 
complementares 
Hh 0,85 R$ 13,72 
PCI.817-01 88316 
Servente com encargos 
complementares 
Hh 0,17 R$ 10,34 
2. Revestimento utilizado 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
Preços de 
Insumos 
00003315 Gesso kg 22,43 R$ 0,41 
CE= R$ 13,42 
CR= R$ 9,20 
CT= R$ 22,62 
Fontes: Adaptada; SINAPI, (2015) 
59 
Os custos totais dos itens descritos na tabela 6 são maiores do que na tabela 5, pois o 
consumo de material em gesso sarrafeado é maior que em gesso desempenado, demandando 
mais pasta de gesso, assim como tempo para aplicação do revestimento. 
O gráfico 27 representa a variação da RUP em relação a espessura do revestimento e 
mão de obra de acordo com a área de trabalho aplicado como sarrafeado em paredes. 
Através do gráfico percebe-se que a variação do consumo é mais influenciada pela espessura 
do que pela área de trabalho e que a diferença entre o consumo das duas mãos de obra é 
relativamente alta, pois devido a exigência em qualidade, o gesseiro é mais demandado que 
o servente. 
Gráfico 21 - Consumo de mão de obra para aplicação de gesso sarrafeado em paredes em relação a área 
e a espessura do revestimento desejado 
 
Fonte: Próprio autor 
O gráfico 22 informa a variação do consumo em relação a espessura do revestimento. 
Comparando-o com o gráfico 14 e 3 percebe-se que a proporcionalidade se matem, pois, o 
consumo e o custo para o revestimento de 1,00cm são os mesmos independentemente da 
área, técnica ou local de aplicação, confirmando que o consumo de material é diretamente 
relacionado apelas com a espessura do revestimento. 
60 
Gráfico 22 - Consumo do material para produção de 1m² de revestimento em relação a espessura, 
aplicado em paredes. 
 
Fonte: Próprio autor 
Os gráficos 23, 24 e 25 definem a proporção dos custos de material e de mão de obra 
em relação ao custo total para revestimento de pasta de gesso, com 1,00cm de espessura 
sarrafeado em paredes. 
Gráfico 23 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total do item para revestimentos de 
pasta de gesso sarrafeado com 1,00cm de espessura em áreas menores que 5m² aplicado em paredes. 
 
Fonte: Próprio autor 
61 
Gráfico 24 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total do item para revestimentos de 
pasta de gesso sarrafeado com 1,00cm de espessura em áreas entre 5 e 10m² aplicado em paredes. 
 
Fonte: Próprio autor 
Gráfico 25 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total do item para revestimentos de 
pasta de gesso sarrafeado com 1,00cm de espessura em áreas maiores que 10m² aplicado em paredes. 
 
Fonte: Próprio autor 
Comparando os Gráficos 23, 24 e 25 com os gráficos 18, 19 e 20 percebe-se que, 
mesmo com a espessura igual, o revestimento sarrafeado consome, em proporção, mais mão 
de obra do que o desempenado, devido a maior qualidade em execução. 
Os gráficos 26, 27 e 28 representa a proporção dos custos de material e mão de obra 
em relação ao custo total para 1,50cm de espessura de revestimento sarrafeado em paredes. 
Através deles, podemos perceber o elevado consumo de material, porém, a mão de obra 
ainda é grande, pois, mesmo com a elevada espessura, a execução demanda maior tempo, 
tanto para enchimento do revestimento, quando para a regularização da qualidade. 
62 
Gráfico 26 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total do item para revestimentos de 
pasta de gesso sarrafeado com 1,50cm de espessura em áreas menores que 5m² aplicado em paredes. 
 
Fonte: Próprio autor 
Gráfico 27 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total do item para revestimentos de 
pasta de gesso sarrafeado com 1,50cm de espessura em áreas entre 5 e 10m² aplicado em paredes. 
 
Fonte: Próprio autor 
63 
Gráfico 28 - Custo de mão de obra e material em relação ao custo total do item para revestimentos de 
pasta de gesso sarrafeado com 1,50cm de espessura em áreas maiores que 10m² aplicado em paredes. 
 
Fonte: Próprio autor 
Comparando os gráficos 23, 24, 25, 26, 27 e 28 é possível concluir que à medida em 
que a espessura e a área de aplicação aumentam, o custo do material aumenta, e 
simultaneamente o custo com a mão de obra diminui. 
5.6.2. Custo e consumo de materiais e mão de obra para revestimento de argamassa em 
paredes. 
Para comparação, faz-se necessária a aquisição de consumos e custos de materiais e 
mão de obra para revestimentos de argamassa, visto que tal revestimento é o mais utilizado 
nas construções civis brasileiras. 
O consumo da mão de obra é definido somente para a aplicação da argamassae o do 
revestimento é definido com todos os materiais e equipamentos utilizados, além da mão de 
obra necessária para a produção da argamassa. 
A tabela 7 define o consumo e o custo de aplicação de dois tipos de chapisco em 
paredes mais comumente utilizados, sendo um de argamassa de cimento e areia grossa, com 
traço de 1:3, numa espessura de 9mm e outro de argamassa cimentada com pedriscos, com 
traço de 1:4, em espessura de 7mm. 
A tabela se completa com o Gráfico 29, onde é possível ver a proporção em média 
aritmética do custo da mão de obra para aplicação e da produção do revestimento. 
 
64 
 
Tabela 11 - Custo e consumo de aplicação manual de chapisco em paredes 
Composição 01- Chapisco para parede interna ou externa com argamassa de cimento e areia sem 
peneirar traço 1:3, e=9 mm por 1m². 
1. Mão de obra 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
PCI.817-
01 
88309 
Pedreiro com encargos 
complementares 
Hh 0,10 R$ 11,75 
PCI.817-
01 
88316 
Servente com encargos 
complementares (p/ aplicação do 
revestimento) 
Hh 0,10 R$ 10,43 
2. Revestimento utilizado 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
TCPO14 06.003.000027 
Argamassa de cimento e areia sem 
peneirar traço 1:3 
m² 1,00 R$ 3,42 
CE= R$ 2,22 
CR= R$ 3,42 
CT= R$ 5,64 
 
Composição 02- Chapisco para parede interna ou externa com argamassa de cimento e pedrisco 
traço 1:4, e=7 mm por 1m². 
1. Mão de obra 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
PCI.817-
01 
88309 
Pedreiro com encargos 
complementares 
Hh 0,20 R$ 15,11 
PCI.817-
01 
88316 
Servente com encargos 
complementares (p/ aplicação do 
revestimento) 
Hh 0,20 R$ 10,43 
Revestimento utilizado 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
TCPO14 06.003.000032 
Argamassa de cimento e pedrisco traço 
1:4 
m² 1,00 R$ 1,59 
CE= R$ 5,11 
CR= R$ 1,59 
CT= R$ 6,70 
Fontes:Adaptada; SINAPI, (2015); TCPO-14, (2012). 
De acordo com a Tabela 7 é possível notar que o custo do revestimento está 
diretamente relacionado ao traço utilizado e a espessura do revestimento. Dependendo 
desses fatores, o material pode se tornar mais oneroso que a mão de obra, então, para cada 
tipo de traço faz-se necessário uma análise da gestão cabível. 
65 
Gráfico 29 - Custo médio da mão de obra e do revestimento em relação ao custo total para chapisco para 
parede interna ou externa com argamassa de cimentada. 
 
Fonte: Próprio autor 
Através do Gráfico 29 nota-se que, mesmo com a facilidade de aplicação do chapisco, 
a mão de obra, em média, tem uma proporção de custo superior ao custo do material, para os 
chapiscos comumente utilizados. 
A tabela 8 expressa os consumos e custos de emboço em paredes internas. Ela 
expressa quatro composições de emboços comumente utilizados, sendo o primeiro em 
argamassa de cal hidratada e areia grossa (traço de 1:3), a segunda em argamassa de cimento 
e areia grossa (traço de 1:4), a terceira e a quarta em argamassa de cimento, cal hidratada e 
areia grossa (traço de 1:2:8 e 1:2:9 respectivamente), sendo todas as composições contendo 
15 mm de espessura. 
 
66 
Tabela 12 - Custo e consumo de aplicação manual de emboço em paredes (Continua) 
Composição 01- Emboço para parede interna com argamassa de cal hidratada e areia sem peneirar 
traço 1:3, e=15 mm por 1m². 
1. Mão de obra 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
PCI.817-
01 
88309 
Pedreiro com encargos 
complementares 
Hh 0,57 R$ 15,11 
PCI.817-
01 
88316 
Servente com encargos 
complementares (p/ aplicação do 
revestimento) 
Hh 0,34 R$ 10,43 
2. Revestimento utilizado 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
TCPO14 06.003.000008 
Argamassa de cal hidratada e areia 
sem peneirar traço 1:3 
m² 1,00 R$ 4,48 
CE= R$ 12,16 
CR= R$ 4,48 
CT= R$ 16,64 
 
Composição 02- Emboço para parede interna com argamassa de cimento e areia sem peneirar traço 
1:4, e=15 mm por 1m². 
1. Mão de obra 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
PCI.817-
01 
88309 
Pedreiro com encargos 
complementares 
Hh 0,57 R$ 15,11 
PCI.817-
01 
88316 
Servente com encargos 
complementares (p/ aplicação do 
revestimento) 
Hh 0,34 R$ 10,43 
2. Revestimento utilizado 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
TCPO14 06.003.000028 
(Argamassa de cimento e areia sem 
peneirar traço 1:4) 
m² 1,00 R$ 4,94 
 
CE= R$ 12,16 
CR= R$ 4,94 
CT= R$ 17,10 
Composição 03- Emboço para parede interna com argamassa mista de cimento, cal hidratada e areia 
sem peneirar traço 1:2:8, e = 15 mm por 1m². 
1. Mão de obra 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
PCI.817-
01 
88309 
Pedreiro com encargos 
complementares 
Hh 0,57 R$ 15,11 
PCI.817-
01 
88316 
Servente com encargos 
complementares (p/ aplicação do 
revestimento) 
Hh 0,34 R$ 10,43 
2. Revestimento utilizado 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
TCPO14 06.003.000070 
Argamassa mista de cimento, cal 
hidratada e areia sem peneirar traço 
1:2:8 
m² 1,00 R$ 5,40 
CE= R$ 12,16 
CR= R$ 5,40 
CT= R$ 17,55 
 
67 
Tabela 13 - Custo e consumo de aplicação manual de emboço em paredes (Conclui) 
Composição 04- Emboço para parede interna com argamassa mista de cimento, cal hidratada e areia 
sem peneirar traço 1:2:9, e=15 mm por 1m². 
1. Mão de obra 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
PCI.817-
01 
88309 
Pedreiro com encargos 
complementares 
Hh 0,57 R$ 15,11 
PCI.817-
01 
88316 
Servente com encargos 
complementares (p/ aplicação do 
revestimento) 
Hh 0,34 R$ 10,43 
2. Revestimento utilizado 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
TCPO14 06.003.000071 
Argamassa mista de cimento, cal 
hidratada e areia sem peneirar traço 
1:2:9 
m² 1,00 R$ 5,09 
CE= R$ 12,16 
CR= R$ 5,09 
CT= R$ 17,25 
Fontes:Adaptada; SINAPI, (2015); TCPO-14, (2012). 
De acordo com a Tabela 8, a mão de obra não tem o custo variado em relação as 
composições citadas, por se tratar de revestimentos que possuem a mesma espessura, tendo 
custos variados apenas em relação ao revestimento, devido a diversificação entre os 
materiais utilizados e/ou ao traço envolvido. 
Pelo Gráfico 30 é definido, em média, pelo custo da mão de obra, que é de 71% em 
relação ao total do valor para produção de emboço em paredes, com espessura de 15mm. 
Essa relação é significativamente alta, pois o emboço, além de ter uma espessura 
relativamente grande, exige maior esforço da mão de obra, consequentemente encarecendo-
a. 
Gráfico 30 – Custo, em média, da mão de obra e do revestimento em relação ao custo total para emboço 
aplicado em paredes com espessura de 15mm. 
 
Fonte: Próprio autor 
68 
A tabela 9 define os consumos e custos para aplicação de reboco em paredes, 
apresentando duas composições comumente utilizadas, sendo compostas de argamassa de 
cal e areia, com 5mm de espessura, se diferenciando no traço que é 1:2 e 1:3 
respectivamente. 
Tabela 14 - Custo e consumo de aplicação manual de reboco em paredes 
Composição 01- Reboco para parede interna ou externa, com argamassa de cal hidratada e areia 
peneirada traço 1:2, e=5 mm por 1m². 
1. Mão de obra 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
PCI.817-
01 
88309 
Pedreiro com encargos 
complementares 
Hh 0,50 R$ 15,11 
PCI.817-
01 
88316 
Servente com encargos 
complementares (p/ aplicação do 
revestimento) 
Hh 0,50 R$ 10,43 
2. Revestimento utilizadoTabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
TCPO14 06.003.000004 
Argamassa de cal hidratada e areia 
peneirada traço 1:2 
m² 1,00 R$ 1,94 
CE= R$ 12,77 
CR= R$ 1,94 
CT= R$ 14,71 
 
Composição 02- Reboco para parede interna ou externa, com argamassa de cal hidratada e areia 
peneirada traço 1:3, e=5 mm por 1m². 
1. Mão de obra 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
PCI.817-
01 
88309 
Pedreiro com encargos 
complementares 
Hh 0,50 R$ 15,11 
PCI.817-
01 
88316 
Servente com encargos 
complementares (p/ aplicação do 
revestimento) 
Hh 0,50 R$ 10,43 
2. Revestimento utilizado 
Tabela Código Descrição Un. Consumo Custo unitário 
TCPO14 06.003.000005 
Argamassa de cal hidratada e areia 
peneirada traço 1:3 
m² 1,00 R$ 1,58 
CE= R$ 12,77 
CR= R$ 1,58 
CT= R$ 14,35 
Fontes: Adaptada; SINAPI, Ago.(2015); TCPO-14, (2012). 
O Gráfico 31 expressa a proporção, em média, dos custos pela aplicação e pela 
produção do revestimento em relação ao total. 
Comparando-o com os Gráficos 29 e 30 percebe-se que o custo da mão de obra é 
relativamente maior em relação ao chapisco e emboçoi, pois, por ser a fase final do 
revestimento, o reboco necessita de uma maior qualidade, afinal é ele que receberá o 
acabamento final, torna-se assim, oneroso a aplicação de reboco. 
69 
Gráfico 31 – Custo, em média, da mão de obra e do revestimento em relação ao custo total para reboco 
em parede com espessura de 5 mm. 
 
Fonte: Próprio autor 
Somando os maiores, posteriormente os menores custos do chapisco, reboco e 
emboço, obtemos uma variação de R$ 36,63 a R$ 38,96 por metro quadrado de 
revestimento. 
Para revestimento de gesso desempenado em parede com o auxílio de chapisco, a 
variação de preço fica entre R$ 14,85 e R$ 21,62, somando separadamente o custo total do 
chapisco com o menor e o maior custo da pasta de gesso. Caso não haja a necessidade de 
aplicação de chapisco para revestimento desempenado em pasta de gesso, reduz-se intervalo 
de custo ficando entre R$ 9,21 e R$ 14,92. 
Para revestimento de gesso sarrafeado em parede acrescido de chapisco, a variação 
entre os preços fica na ordem de R$ 23,96 e R$ 29,32, somando o menor custo do chapisco 
com o menor da pasta de gesso, posteriormente somando os maiores dos mesmos 
respectivamente. O revestimento sarrafeado de gesso pode chegar a variar entre R$ 8,69 e 
R$ 18,73, caso não haja necessidade de aplicação de chapisco para melhorar a aderência. 
De acordo com o estudo feito sobre os custos e consumos é possível concluir e 
confirmar que os revestimentos em pasta de gesso, tanto vertical quanto horizontal, aplicado 
internamente, é mais viável do que revestimentos argamassados. 
 
70 
6. RESÍDUOS 
O canteiro de obras que possui uma boa gestão, além do cumprimento da legislação 
também garante qualidade e produtividade, contribuindo para a diminuição dos acidentes de 
trabalho, redução dos custos de produção e destinação de resíduos, além de beneficiar o 
meio ambiente, gerando menos resíduos, consequentemente utilizando menos recursos 
naturais. 
6.1. PERDAS 
Uma das principais preocupações na gestão da execução de uma obra diz respeito a 
minimização de eventuais ineficiências quanto ao seu consumo, normalmente citadas como 
perdas de materiais (SOUZA, U. E. L, 2005). 
“Perda é toda quantidade de material consumida além da quantidade teoricamente 
necessária, que é aquela indicada no projeto e seus memoriais, ou demais descrições do 
executor, para o produto sendo executado.” (SOUZA, U. E. L, 2005, p.21) 
Devido à rápida reação de hidratação, temperatura, umidade ambiente, da técnica de 
preparo a aplicação da pasta de gesso gera uma quantidade significativa de resíduo. 
O desperdício também está diretamente ligado com a técnica de aplicação. Para que 
haja uma redução das perdas, é necessário haver um equilíbrio entre o consumo e a 
produtividade. 
Quando se analisa desperdícios, para que se tenha uma otimização da produção, se faz 
necessário o levantamento tanto da perda do material quanto da perda da mão-de-obra. 
De acordo com Sá e Pimentel (2009) para quantificar a perda de material deve-se 
seguir uma rotina que está expressa nos seguintes tópicos: 
 Ter o conhecimento da quantidade de material utilizado em um determinado período; 
 Definir as áreas de aplicação do revestimento de gesso, tanto para paredes quanto 
para tetos; 
 Manter o ambiente limpo para evitar qualquer tipo de contaminação; 
 Medir temperatura e umidade relativa do ar no momento de execução da aplicação; 
 Quantificar o gesso e a água a serem empregados no processo de preparo da mistura; 
 Recolher e ensacar, identificando-os corretamente, o gesso hidratado do piso e 
equipamentos após o término do processo de revestimento; 
 Colher uma amostra de 5 kg do gesso utilizado no preparo da mistura; 
 Em laboratório, pesar o resíduo hidratado e calcular a umidade; 
71 
 Com o valor da umidade, calcular a massa seca equivalente do resíduo hidratado e 
em seguida calcular a porcentagem de perda, de acordo com a seguinte equação: 
%𝑃 =
𝑅𝑠
𝑀𝑔
∗ 100 (4) 
Onde: %P = Porcentagem de perda 
 Rs = Resíduo seco equivalente ao coletado no piso e equipamento da obra 
 Mg = Massa de gesso colhido na mistura para aplicação. 
De uma forma mais simples, o método de quantificar a produtividade consiste na razão 
entre o tempo de aplicação do revestimento e a área definida, em seguida comparar com os 
parâmetros de consumo de mão de obra expresso no Item 4, definindo que quando a 
produção for mais elevada que a média, pode haver desperdício de mão de obra. 
A porcentagem de perda de material é em média 31,0%. Este 
resultado pode ser justificado em função da falta de técnicas de 
aplicação (movimento não uniforme durante o processo de 
aplicação) e da velocidade de aplicação, também podendo concluir 
que o desperdício de gesso é um dos principais problemas deste 
material como revestimento. Porém, foi possível observar que as 
técnicas de aplicação e as habilidades do gesseiro são dois fatores 
que influenciam no resultado final do processo de avaliação do 
desperdício (SÁ. PIMENTEL. 2009, p. 5). 
Após a quantificação das perdas em canteiro, além da melhoria na gestão do consumo 
de materiais, torna-se necessário pensar na “[...] melhoria da produção, com base na busca 
da melhoria contínua da eficiência no uso dos materiais, e, ao seu final, procura inserir a 
preocupação quanto ao consumo de materiais nas demais fases que compõem a vida dos 
empreendimentos” (SOUZA, U. E. L. 2005, p. 117). 
6.2. GESTÃO DE RESÍDUOS DE GESSO 
Gerenciamento de resíduos é o sistema de gestão que visa reduzir, 
reutilizar ou reciclar resíduos, incluindo planejamento, 
responsabilidade, práticas, procedimentos e recursos para 
desenvolver e implantar ações necessárias ao cumprimento das 
etapas previstas em programas e planos. (CONAMA, 2015) 
72 
. A resolução 469/2015 define reutilização como processo de reaplicação do resíduo e 
reciclagem como processo de reaproveitamento do resíduo após ter sido submetido a 
transformação. 
O gesso por possuir características específicas em suas várias formas 
de aplicação na construção civil necessita de adequada segregação 
dos diversos materiais utilizados no canteiro de obra. Todavia, 
atualmente ainda há pouca efetividade no controle e gestão dos 
resíduos de gesso gerado em obra (SILVA, 2013). 
O artigo I da Resolução 307 do CONAMA, determina “estabelecer diretrizes, critérios 
e procedimentos para gestão dos resíduos da construção civil, disciplinando as ações 
necessárias de forma a minimizar os impactos ambientas.”. Com isso a Associação 
Brasileira de Drywall elaborou um planode gestão de resíduos em gesso que define coleta; 
armazenagem; transporte; e destinação, como melhor solução para o tratamento do resíduo. 
6.2.1. COLETA DO RESÍDUO 
Na coleta há a necessidade de definir um local específico para armazenamento nos 
canteiros, separando-os de outros materiais como madeira, metais, papéis, restos de 
alvenaria e lixo orgânico. 
A Associação Brasileira de Drywall (ABD; 2012) afirma que a coleta seletiva melhora 
a qualidade do resíduo a ser enviado para a reciclagem, tornando-a mais fácil. 
Figura 26 - Coleta de resíduos de gesso 
 
Fonte: ABD; (2012) 
73 
6.2.2. ARMAZENAGEM DO RESÍDUO 
O local de armazenagem dos resíduos de gesso na obra deve ser seco. A armazenagem 
pode ser feita em caixas com piso concretado ou em caçamba. Em ambos os casos, o local 
deve ser coberto e protegido das chuvas e outros possíveis contatos com a água 
(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DRYWALL, 2012). 
Figura 27 - Armazenagem de resíduos de gesso 
 
Fonte: ABD; (2012) 
6.2.3. TRANSPORTE DO RESÍDUO 
O órgão municipal responsável pelo meio ambiente e/ou pela limpeza pública são os 
encarregados de estabelecer regras para o transporte de resíduos, então é de suma 
importância consultar o órgão antes que seja feito o transporte de forma irregular. 
6.2.4. DESTINAÇÃO DO RESÍDUO 
O local mais apropriado para destinação de resíduos de gesso são as Áreas de 
Transbordos e Triagem (ATTs), que também podem receber outros tipos de materiais. As 
ATTs possuem o processo de triagem e homogeneização dos resíduos, em que, logo após 
esses processos, os resíduos vão para setores de reciclagem ou reutilização. 
Essa alternativa não está implantada em todos os municípios brasileiros, porém a 
Resolução CONAMA 307 de 2002 determina que é responsabilidade de todos os municípios 
elaborarem o plano integrado de gerenciamento de resíduos da construção civil, entretanto, 
como é sabido que isso não ocorre com prioridade na prática, para municípios que não 
possuem ATT, a única alternativa, devido ao alto custo de reciclagem, são os aterros 
sanitários. 
74 
A Associação Brasileira de Drywall mantém em seu site (http://www.drywall.org.br/) 
a relação atualizada das ATTs capacitadas a receber resíduos de gesso em operação nas 
capitais brasileiras e em outras localidades. 
Figura 28 – Área de Transbordo e Triagem (ATT) 
 
(Fonte: ABD; (2012) 
6.3. RECICLAGEM DO RESÍDUO DE GESSO 
Os impactos dos resíduos de gesso no meio ambiente são acentuados, devido à sua 
constituição que é de sulfato de cálcio di-hidratado, em contato com o oxigênio da água 
oxida-se e torna-se tóxico para o meio ambiente e a solubilização do material provoca 
sulfurizarão dos solos e a contaminação do lençol freático, logo para que se possa diminuir o 
impacto ambiental causado por esse material, as soluções mais viáveis são a redução na 
geração de resíduos com treinamento de mão de obra e políticas “anti-desperdício”, além da 
reciclagem. 
De acordo com a Engenheira Dr. Sayonara Maria de Moraes Pinheiro (2011) o gesso 
descartado pode ser recuperado inúmeras vezes, mantendo as mesmas propriedades físicas e 
mecânicas do original. A simples moagem já pode ser considerada como um processo de 
reciclagem, tornando possível a reutilização do material, sendo considerado pelas Resolução 
469/2015 do CONAMA, como resíduo de Classe “B”, resíduos recicláveis para outras 
destinações, sendo grande o seu potencial de reciclagem. Antes o resíduo de gesso era 
classificado como classe “C” que definia os resíduos como não recicláveis, ou com 
inviabilidade para reciclagem devido aos custos, mas com o investimento em tecnologias e 
técnicas, a reciclagem do gesso passa a ser viável, tanto economicamente, quanto para o 
meio ambiente. 
75 
Para que se possa realizar reciclagem ou reutilização é necessário fazer o levantamento 
das propriedades do material reciclado, que contribui para o surgimento de tecnologias 
relacionadas ao desenvolvimento de novos produtos, técnicas de reciclagem e à análise de 
sustentabilidade do setor. 
As avaliações, com fundamentação científica, das propriedades 
físicas e mecânicas, e das características químicas e microestruturais 
do gesso reciclado permitem o desenvolvimento de novos processos 
para produção de componentes viáveis técnicas e economicamente, 
para inserção do mercado da construção (PINHEIRO, 2011. P. 5). 
Figura 29 - Fluxograma de reciclagem do gesso 
 
Fonte: ABD; (2012) 
O fluxograma acima define as etapas de reciclagem do resíduo de gesso, valorizando a 
vasta aplicabilidade do gesso reciclado, mostrando que com a reciclagem, várias áreas 
poderão der beneficiadas com um eficiente processo de gestão de resíduos sólidos. 
A reciclagem do resíduo se torna cada vez mais possível, à medida que surge novas 
técnicas de reaproveitamento do mesmo, porém esse procedimento ainda se encontra em 
fase de aprimoramento, pois só houve uma maior preocupação na reciclagem recentemente. 
76 
7. PRÓXIMOS PASSOS 
As próximas etapas deste trabalho contarão com um estudo prático, levantando dados 
nas obras definidas, comparando-os com as referências bibliográficas, além de detalhar 
experiências vividas pelo autor em relação ao tema estudado. 
8. REFERÊNCIAS 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND (ABCP). Manual de 
revestimentos. ABCP, 2002, p. 3CON 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 12127 - Gesso 
para construção civil; determinação das propriedades físicas do pó - Método de ensaio. Rio 
de Janeiro, 1991. 
______. NBR 12128 - Gesso para construção civil; determinação das propriedades físicas da 
pasta - Método de ensaio. Rio de Janeiro, 1991. 
______. NBR 12129 - Gesso para construção civil; determinação das propriedades 
mecânicas - Método de ensaio. Rio de Janeiro, 1991. 
______. NBR 12130- Gesso para construção civil; determinação da água livre e de 
cristalização e teores de óxido de cálcio e anidrido sulfúrico - Método de ensaio. Rio de 
Janeiro, 1991. 
______. NBR 13207: Gesso para construção civil – Especificações. Rio de Janeiro, 1994. 
______. NBR 13867: Revestimento interno de paredes e tetos com pastas de gesso – 
Materiais, preparo, aplicação e acabamento. Rio de Janeiro, 1997. 
CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE (CONAMA). Resolução nº 469, de 30 
de jul 2015. Brasília 2015. 
______. Resolução nº 307, de 05 de jul 2002. Brasília 2002. 
NIEDERMAIER, C.T.; POSSEBON, J.; SOUZA, V. Gesso para revestimento de parede, 
pavimentos sintéticos e pavimentação asfaltica básica.Trabalho de Técnicas Construtivas 
II (Bacharelado em Engenharia Civil) – Universidade Comunitária Regional de Chapecó. 
Chapecó, Santa Catarina, 2013. 
OLIVEIRA, D. R. B. Estudo comparativo de alternativas para vedações internas de 
edificações. 2013. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Engenharia Civil) – 
Universidade Federal do Paraná, Curitiba, Paraná, 2013. 
PINHEIRO, Soyanara Maria de Moraes. Gesso Reciclado: Avaliação de Propriedades 
para Uso em Componentes. Campinas, Faculdade de Engenharia civil, Arquitetura e 
Urbanismo, Universidade Estadual de Campinas, 2011. 352p. Tese (Doutorado) 
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77 
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