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UNIVERSIDADE DE UBERABA 
LUCIANO RODRIGUES DOS ANJOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INSTALAÇÕES PREDIAIS EM ALVENARIA ESTRUTURAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UBERLÂNDIA – MG 
2012 
 
 
 
LUCIANO RODRIGUES DOS ANJOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INSTALAÇÕES PREDIAIS EM ALVENARIA ESTRUTURAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
Trabalho apresentado à Universidade de 
Uberaba, como parte das exigências à 
conclusão do curso de graduação em 
Engenharia Civil. 
 
 
 
Professor orientador: George Wilton 
Albuquerque Rangel. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UBERLÂNDIA – MG 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A minha esposa, irmãos, amigos, em 
especial, a meu pai e, em memória, a 
minha mãe. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
 
Primeiramente, agradeço a minha esposa, pela paciência e ajuda durante a 
elaboração do trabalho. 
 
A meu pai, pelo apoio, meus irmãos pelo incentivo, meus amigos da faculdade pela 
força e dificuldades compartilhadas. 
 
Aos professores do Curso de Engenharia Civil, pela colaboração e paciência durante 
todos estes anos. 
 
Agradeço à empresa onde trabalho pela oportunidade e apoio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“Só existem dois dias no ano em que 
nada pode ser feito. Um se chama ontem 
e o outro se chama amanhã, portanto hoje 
é o dia certo para amar, acreditar, fazer e 
principalmente viver...” 
Dalai Lama 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO 
 
A evolução do processo construtivo em alvenaria estrutural permite obter 
ganhos significativos de produtividade, redução de custos e desperdícios de 
materiais. O presente trabalho trata do estudo das instalações prediais em alvenaria 
estrutural, suas vantagens e desvantagens em relação a estruturas convencionais 
de concreto armado. Descreve a importância da execução correta e do 
acompanhamento das instalações prediais em alvenaria estrutural, para não 
prejudicar a parte estrutural do edifício e facilitar futuras manutenções. No estudo de 
caso, realizou-se a análise dos procedimentos de instalações elétricas, instalações 
de esgoto e água fria em etapas construtivas de execução, desde a fundação até a 
primeira laje de um edifício de alvenaria estrutural de 4 pavimentos. São mostrados 
materiais e técnicas construtivas para não haver quebras de blocos e rasgos na 
alvenaria, além de erros de execução. Dessa forma foi possível concluir que as 
instalações prediais podem ser executadas corretamente em edifícios construídos 
com alvenaria estrutural, sem comprometer a estrutura. 
 
 
Palavras-chave: Alvenaria estrutural, instalações prediais, processo construtivo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABSTRACT 
 
The evolution of structural masonry construction process allows significant 
gains in productivity, cost reduction and waste materials. This paper deals with the 
study of structural masonry building facilities, their advantages and disadvantages 
compared to conventional reinforced concrete structures. Describes the importance 
of proper implementation and monitoring of building facilities in structural masonry, 
not to impair the structural part of the building and facilitate future maintenance. In 
the case study, we carried out the analysis procedures for electrical installations, 
bilge and constructive steps in cold water run from the foundation to the first slab of a 
building structural masonry of 4 floors. Shown are construction materials and 
techniques for no breaks in the masonry blocks and tears, and runtime errors. Thus it 
was concluded that the building facilities can be executed properly in buildings 
constructed with masonry structure without compromising the structure. 
 
 
Keywords: Structural masonry, building, construction process. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE FIGURAS 
 
Figura 2.1 - Bloco especial para passagem de tubulações hidráulicas ..................... 15 
Figura 2.2 - Local de instalação do shaft hidráulico .................................................. 16 
Figura 2.3 - Modelo de fechamento das tubulações .................................................. 16 
Figura 2.4 - Prumadas elétricas, o fechamento será com shaft ................................ 17 
Figura 2.5 - Caixas de passagem elétrica 4 x 4" e 4 x 2" .......................................... 18 
Figura 2.6 - Bloco com ranhura ................................................................................. 18 
Figura 2.7 - Primeira fiada ......................................................................................... 19 
Figura 2.8 - Ponta do eletroduto para conexão com a laje ........................................ 19 
Figura 2.9 - Blocos com caixas de passagem ........................................................... 20 
Figura 2.10 - Cortes feitos na alvenaria para instalação hidráulica ........................... 21 
2.11 - Assentamento da tubulação com argamassa ................................................. 21 
2.12 - (a) Desperdício de materiais; (b) Corte na parede para passagem do 
eletroduto .................................................................................................................. 21 
Figura 2.13 - Cortes verticais para instalações elétricas e hidráulicas ...................... 22 
Figura 2.14 - Quebras e cortes na alvenaria para instalação de eletrodutos e quadros 
elétricos ..................................................................................................................... 22 
Figura 2.15 - Laje pré-moldada ................................................................................. 23 
Figura 2.16 - Instalação elétrica ................................................................................ 24 
Figura 2.17 - Interligações dos eletrodutos da laje .................................................... 24 
Figura 3.1 - Tubulações elétricas e hidráulicas sobre o radier .................................. 27 
Figura 3.2 - Tubulação hidráulica e eletrodutos elétricos .......................................... 28 
 
 
 
Figura 3.3 - Impermeabilização e aterro da fiada falsa.............................................. 29 
Figura 3.4 - Piso pobre concretado ........................................................................... 29 
Figura 3.5 - (a) Caixa de passagem para bloco de concreto; (b) Caixa 4 x 2" 
convencional ............................................................................................................. 30 
Figura 3.6 - Local das caixas de passagem .............................................................. 31 
Figura 3.7 - Eletroduto dentro da parede................................................................... 32 
Figura 3.8 - Caixas de distribuição (TV, telefone e interfone) .................................... 33 
Figura 3.9 - Instalações na cozinha ........................................................................... 34 
Figura 3.10 - Instalações de água fria e esgoto ........................................................ 35 
Figura 3.11 - Esgoto sob a laje .................................................................................. 35 
Figura 3.12 - (a) Instalações hidráulicas na cozinha; (b) Esgoto do banheiro ........... 36 
Figura 3.13 - Nicho usado para passagem dos eletrodutos ...................................... 37 
Figura 3.14 – Tubulação elétrica ............................................................................... 37 
Figura 3.15 – Fôrma metálica para passagem das prumadas e conexões ............... 38 
Figura 3.16 - (a) União dos eletrodutos; (b) Grauteamento da laje ........................... 39 
Figura 3.17 - Quebras da alvenaria ........................................................................... 40 
Figura 3.18 - Rasgos na alvenaria ............................................................................40 
Figura 3.19 - Prumadas elétricas obstruídas ............................................................. 41 
Figura 3.20 - Buracos na alvenaria ........................................................................... 42 
Figura 3.21 - Blocos para ensaio à compressão ....................................................... 42 
Figura 3.22 - Ensaio de resistência à compressão .................................................... 43 
 
Instala��es%20Prediais%20em%20Alvenaria%20Estrutural%20Revisado.doc#_Toc342837530
Instala��es%20Prediais%20em%20Alvenaria%20Estrutural%20Revisado.doc#_Toc342837530
Instala��es%20Prediais%20em%20Alvenaria%20Estrutural%20Revisado.doc#_Toc342837537
Instala��es%20Prediais%20em%20Alvenaria%20Estrutural%20Revisado.doc#_Toc342837541
 
 
 
LISTA DE TABELAS 
 
Tabela 1 - Valores de Ψ em função da quantidade de blocos................................... 26 
Tabela 2 - Valores mínimos de fbk ............................................................................ 26 
Tabela 3 - Dados do ensaio ...................................................................................... 44 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................... 11 
1.1 Objetivos ............................................................................................................. 12 
1.2 Justificativa .......................................................................................................... 12 
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ................................................................................ 13 
2.1 Histórico .............................................................................................................. 13 
2.2 Alvenaria estrutural versus estrutura convencional de concreto armado ............ 14 
2.3 Instalações hidráulicas na alvenaria estrutural .................................................... 14 
2.4 Instalações elétricas na alvenaria estrutural ........................................................ 17 
2.5 Instalações prediais em estrutura convencional de concreto armado ................. 20 
2.6 Lajes pré-moldadas ............................................................................................. 23 
2.7 Controle de qualidade ......................................................................................... 25 
3 ESTUDO DE CASO ............................................................................................ 27 
3.1 Instalações sobre o radier ................................................................................... 27 
3.2 Fiada falsa ........................................................................................................... 28 
3.3 Caixas de passagem elétricas ............................................................................. 30 
3.4 Instalações elétricas na alvenaria estrutural ........................................................ 31 
3.5 Instalações no hall ............................................................................................... 32 
3.6 Instalações na cozinha ........................................................................................ 34 
3.7 Instalações hidráulicas no banheiro .................................................................... 36 
3.8 Instalações hidráulicas e elétricas na laje ........................................................... 36 
 
 
 
3.9 União dos eletrodutos e grauteamento das placas ............................................. 38 
3.10 Erros de execução............................................................................................. 39 
3.11 Controle de qualidade dos blocos de concreto .................................................. 42 
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................ 45 
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 46 
 
 
 
 
 
11 
1 INTRODUÇÃO 
 
A crescente concorrência no mercado da construção civil tem levado as 
construtoras a buscar por soluções para redução de custos e aumento de produção 
nas obras. Nesta busca, estão sendo deixados de lado fatores importantes, como 
qualidade e durabilidade das obras. 
Construir com técnicas que aperfeiçoem as obras é um grande passo, obras 
que possam ser construídas seguindo as etapas e com mão de obra de fácil 
qualificação, gera produtividade e agilidade. A alvenaria estrutural, quando bem 
planejada, pode desenvolver tudo isso. É o método construtivo que vem, aos 
poucos, substituindo as estruturas convencionais de concreto armado, com uma 
economia significativa e bom acabamento. 
Prudêncio Júnior, L., Oliveira e Bedin (2002) definem alvenaria estrutural 
como uma estrutura composta por blocos estruturais, unidos por juntas de 
argamassa, que resistem a cargas verticais do peso próprio e aos carregamentos de 
utilização. 
 Para Ramalho e Corrêa (2003), a alvenaria estrutural se destaca pela 
capacidade de absorver forças de compressão, desenvolvida por intermédio do 
empilhamento de blocos de forma a cumprir a edificação programada. 
 Segundo Barros e Melhado (2006), nas estruturas reticuladas de concreto 
armado, os esforços são transmitidos por meio dos elementos isolados como: lajes, 
pilares e vigas. 
De acordo com Pinheiro, Muzardo e Santos (2003), nas estruturas de 
concreto armado, as lajes suportam seu peso próprio, além de outras ações 
permanentes e o peso das paredes. As lajes transmitem as ações para as vigas, por 
meio de apoio, as vigas transmitem as reações para os pilares. As reações 
recebidas pelos pilares, provenientes do peso próprio e reações das vigas, são 
transferidas para os andares inferiores e estes para a fundação. 
Em alvenaria estrutural e estruturas de concreto armado, a instalação predial 
é um subsistema que requer cuidados especiais, começando com a elaboração dos 
projetos complementares (hidráulico, elétrico, gás, comunicação, incêndio, spda e 
outros), que devem conter uma riqueza de detalhes, possuir compatibilidade entre 
projetos e serem de fácil compreensão, devendo sempre haver uma integração com 
a obra para dar sustentação a possíveis necessidades de alterações. Na alvenaria 
 
12 
 
estrutural, a simplificação nas instalações tem como objetivo principal evitar rasgos e 
quebras das paredes, o que ocasiona menor desperdício de material, além do fácil 
treinamento de mão de obra. As instalações prediais são executadas ao mesmo 
tempo da elevação da alvenaria. Comparando com a alvenaria estrutural, na 
estrutura de concreto armado, as instalações prediais são instaladas após a 
execução da alvenaria, havendo cortes nas paredes para colocar as tubulações, 
gerando desperdício de materiais e entulho na obra. 
Conforme Yazigi (2009), são de fundamental importância as especificações 
técnicas dos componentes hidráulicos, para garantir o devido funcionamento da 
instalação, sua segurança e dos usuários. Frequentemente estas especificações são 
falhas em projetos e em uso de materiais similares aos determinados em normas 
técnicas. As canalizações devem ficar livres para trabalharem suas dilatações e 
contrações, nunca serem embutidas em alvenarias estruturais de concreto, sendo 
permitidos shafts, nunca atravessando vigas ou pilares. 
 
1.1 Objetivos 
 
Apresentar as etapas construtivas de instalações prediais executadas em 
alvenaria estrutural, juntamente com os procedimentos corretos utilizados e apontar 
os erros de execução. Serão expostas novas tecnologias com o objetivo de diminuir 
quebras em blocos estruturais, aumentar a produção e melhorar a qualidade das 
obras. 
 
1.2 Justificativa 
 
O tema abordado foi escolhido para mostrar a correta execução das 
instalações prediais emalvenaria estrutural, utilizando métodos construtivos capazes 
de minimizar problemas de quebras de blocos e rasgos nas paredes. Estes 
problemas acontecem usualmente em obras de alvenaria estrutural em Uberlândia, 
realizadas por construtoras do ramo. 
 
 
 
 
13 
 
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 
 
2.1 Histórico 
 
Conforme Prudêncio, Júnior, L., Oliveira e Bedin (2002), há milhares de anos 
a humanidade já utilizava blocos de concreto como elementos estruturais, ou seja, já 
se fazia uso da alvenaria estrutural. Ao longo dos tempos, foram construídas obras 
monumentais pelo mundo, demonstrando a capacidade do sistema. No final do 
século XIX, não havia procedimentos adequados para o dimensionamento estrutural, 
gerando estruturas robustas e inviáveis economicamente. O surgimento das 
estruturas de concreto armado, com sua teoria racional de cálculo e a possibilidade 
de ser usada na arquitetura de edifícios com formas arrojadas e variadas, fez com 
que o sistema se espalhasse rapidamente pelo mundo, deixando em segundo plano 
a alvenaria estrutural. 
De acordo com Coêlho (1998), no decorrer das décadas, na tentativa de 
industrializar os materiais que compõem o sistema, estes eram substituídos por 
outros para melhoria do método construtivo. 
Para Ramalho e Corrêa (2003), os projetos de alvenaria estrutural eram 
baseados em métodos empíricos; a alvenaria era construída com tijolos de barro de 
baixa resistência ou de pedra, e se manteve assim até o século XX. Com o tempo, 
desenvolveram-se materiais com maior resistência. 
 Conforme Prudêncio, Júnior, L., Oliveira e Bedin (2002), a partir de 1966, no 
Brasil, a alvenaria estrutural voltou com força total em construções de edifícios com 
blocos de concreto. Todavia a falta de conhecimento e a inexperiência de 
profissionais da área eram os principais problemas na época, decorrentes da falta de 
pesquisa e apoio no setor. 
 Segundo Coêlho (1998), construtoras de renome se envolveram em grandes 
empreendimentos e começaram a realizar pesquisas mais avançadas em relação ao 
sistema de alvenaria estrutural, pois o interesse de todos era encontrar um sistema 
construtivo mais rápido e econômico, devido à alta concorrência da época. Por se 
tratar de uma construção racionalizada, as equipes técnicas e as de campo devem 
estar sempre em comunicação, observando e discutindo os problemas que surgem e 
saná-los em tempo hábil. 
 
14 
 
 Para Prudêncio, Júnior, L., Oliveira e Bedin (2002), o constante uso do 
sistema indica uma grande diferença de custos em comparação ao sistema 
tradicional. O uso em obras de alto padrão eliminou o preconceito em relação ao uso 
da alvenaria estrutural, e as técnicas desenvolvidas para elaboração de projetos 
estruturais geraram um crescimento no uso do sistema construtivo. 
 Conforme Ramalho e Corrêa (2003), em razão das pesquisas realizadas nos 
últimos 50 anos, os projetos estruturais passaram a ser baseados em princípios 
científicos e não empiricamente como antes. 
 
2.2 Alvenaria estrutural versus estrutura convencional de concreto armado 
 
Para Coêlho (1998), são dois processos construtivos distintos, o estrutural, 
baseado em construções com paredes autoportantes, e o reticulado que se 
fundamenta na associação de materiais e componentes construtivos. Na maioria das 
vezes, haverá necessidade do uso dos dois processos, para adequação ou pela falta 
de recursos construtivos. O importante é, na elaboração do projeto, o projetista 
mostrar as vantagens e desvantagens de cada processo para a escolha mais viável 
tecnicamente. 
 
2.3 Instalações hidráulicas na alvenaria estrutural 
 
 Segundo Coêlho (1998), em alvenaria estrutural, o projeto de instalações 
hidrossanitárias precisa ser bem analisado com possibilidade de adequação durante 
a fase de instalações. A marcação das tubulações deve acontecer antes do início da 
alvenaria; o ideal é que haja locais adequados como paredes não estruturais para a 
utilização de blocos especiais com aberturas para passagem das tubulações 
hidráulicas. Figura 2.1. 
 
 
 
 
 
 
15 
 
Figura 2.1 - Bloco especial para passagem de tubulações hidráulicas 
 
Fonte: Alvenaria Estrutural de Blocos de Concreto (2002, p. 119) 
 
 Conforme Tauil e Nese (2010), deverão ser previstas em projeto soluções 
para evitar rasgos nos blocos e resserviços de instalações, que ocasionam maior 
utilização de mão de obra, desperdício de materiais e deixam a impressão de 
insegurança quanto ao ponto de vista estrutural. Em seguida, apresentam-se 
algumas regras de instalações: 
 
a) Não passar tubulações nos furos dos blocos estruturais; 
b) Usar aberturas de passagens, os shafts; 
c) Utilizar paredes com espessura menor, onde serão instaladas as tubulações; 
d) Fazer a instalação de tubulações aparentes, onde for possível; 
e) Tampar as pontas das tubulações, prevendo entupimentos. 
 
Segundo Roman e outros (2007), é preciso analisar a possibilidade de fazer a 
execução das instalações hidráulicas em uma única parede de alvenaria não 
estrutural, passando as prumadas rentes à alvenaria e fazer seu fechamento com 
painel removível. Isto permitirá trabalhar com kits hidráulicos pré-fabricados e 
facilitará a realização de futuras manutenções. 
 
 De acordo com Tauil e Nese (2010), quanto ao ponto de vista construtivo e 
estrutural, os shafts são as melhores alternativas para a passagem das tubulações, 
desde que sejam bem dimensionados. Em cozinhas e banheiros, as tubulações e 
 
16 
 
prumadas devem ser projetadas o mais próximo possível, para economia dos shafts 
e espaços úteis. Figura 2.2. 
 
Figura 2.2 - Local de instalação do shaft hidráulico 
 
Fonte: Alvenaria Estrutural (2010, p. 167) 
 
 Roman e outros (2007) atentam para que toda a tubulação horizontal passe 
entre a laje do teto e o forro, ao chegar aos pontos hidráulicos (torneiras, chuveiros e 
outros), descer na vertical faceada na parede e ter seu fechamento com shaft. Figura 
2.3. 
 
Figura 2.3 - Modelo de fechamento das tubulações 
 
 
Fonte: Apostila - Análise de Alvenaria Estrutural (2007, p. 168) 
 
17 
 
2.4 Instalações elétricas na alvenaria estrutural 
 
 De acordo com Prudêncio Junior, L., Oliveira e Bedin (2002), os projetos 
complementares devem ser elaborados havendo compatibilidade entre eles. Na 
elevação da alvenaria, estes projetos devem ser seguidos sem haver mudanças na 
execução, os profissionais de cada área farão o acompanhamento, observando, 
principalmente, o posicionamento de blocos especiais e shafts. Figura 2.4. 
 
Figura 2.4 - Prumadas elétricas, o fechamento será com shaft 
 
 
Fonte: Alvenaria Estrutural (2010, p. 168) 
 
Para Prudêncio Junior, L., Oliveira e Bedin (2002), não são permitidos rasgos 
horizontais na parede para passagem de eletrodutos para os pontos elétricos, pois 
este procedimento pode comprometer a estrutura. Os eletrodutos verticais farão o 
caminhamento dentro dos furos dos blocos até as chegar às caixas de passagem 
elétrica 4 x 4” e 4 x 2”. Figura 2.5. 
 
 
 
 
 
18 
 
Figura 2.5 - Caixas de passagem elétrica 4 x 4" e 4 x 2" 
 
 
Fonte: Alvenaria Estrutural (2010, p. 167) 
 
Também conforme Prudêncio Junior, L., Oliveira e Bedin (2002), o 
caminhamento do eletrodutos é realizado quando a alvenaria estiver na sétima fiada 
e um responsável para fazer o trabalho, de preferência, um eletricista ou ajudante, 
irá colocar a caixa de passagem no local determinado em projeto, cortando o bloco 
com ferramenta adequada e fixando a caixa com argamassa. Existem blocos 
especiais para facilitar a execução e instalação dessas caixas, são blocos com 
ranhuras. A resistência fica mais fraca nas ranhuras facilitando a quebra sem 
comprometer o bloco. Figura 2.6 
 
Figura 2.6 - Bloco com ranhura 
 
 
Fonte: Alvenaria Estrutural de Blocos de Concreto (2002, p. 118) 
 
 
O acompanhamento das instalações deve ser feito a partir da elevaçãoda 
primeira fiada, fazendo a marcação com giz, dos pontos elétricos e de comunicação. 
Observar o local de instalação para que não coincida com blocos grauteados, 
 
19 
 
impossibilitando a instalação das caixas e eletrodutos, prevenindo a quebra da 
alvenaria para instalações futuras. Figura 2.7. 
 
Figura 2.7 - Primeira fiada 
 
 
Fonte: Alvenaria Estrutural (2010, p. 58) 
 
Os eletrodutos que ficarão na posição vertical, são inseridos na parede 
através destas caixas de passagens até passar da canaleta, deixando um 
comprimento de, aproximadamente, 20 cm para fora da caixa e 30 cm para cima da 
canaleta. Esta sobra de eletroduto será emendada com o eletroduto que vem da 
caixa de passagem de teto, embutida nas lajes. Eletrodutos com diâmetros maiores 
para prumadas elétricas, prumadas de comunicação e quadros de distribuição, serão 
executados em shafts. Figura 2.8. 
 
Figura 2.8 - Ponta do eletroduto para conexão com a laje 
 
 
Fonte: Procedimento de Execução de Serviços (MRV) (2012, p. 1) 
 
 
 
20 
 
Citado por Tauil e Neve (2010), para a fixação das caixas de passagem 4 x 4” 
e 4 x 2”, verificar a possibilidade de cortar os blocos antes de serem usados na 
execução da alvenaria. Esta atividade terá que ser realizada em um local definido na 
obra. As caixas de passagem podem ser instaladas nos blocos antes ou 
posteriormente à elevação das paredes. Figura 2.9. 
 
Figura 2.9 - Blocos com caixas de passagem 
 
Fonte: Alvenaria Estrutural de Blocos de Concreto (2002, p. 58) 
 
2.5 Instalações prediais em estrutura convencional de concreto armado 
 
A principal diferença nas instalações prediais entre alvenaria estrutural e 
estruturas de concreto é a forma de execução de cada método construtivo. 
Para Fernandes e Silva Júnior, A. (2010), na estrutura convencional de 
concreto armado, para realizar a execução das instalações hidráulicas e elétricas, é 
necessário fazer cortes nas paredes para embutir as tubulações e fixar os quadros 
elétricos e as caixas de passagem. Consequentemente, isso gera desperdício de 
materiais e maior quantidade de mão de obra para o chumbamento da tubulação 
com argamassa e acabamentos como reboco. As figuras a seguir ilustram o que 
está sendo estudado. 
 
 
21 
 
Figura 2.10 - Cortes feitos na alvenaria para instalação hidráulica 
 
 
Fonte: Procedimento de Execução de Serviços (MRV) (2012, p. 3) 
 
 
2.11 - Assentamento da tubulação com argamassa 
 
Fonte: Procedimento de Execução de Serviços (MRV) (2012, p. 3) 
 
 
 
2.12 - (a) Desperdício de materiais; (b) Corte na parede para passagem do eletroduto 
(a) (b) 
 
Fonte: Artigo – Estudo Comparativo da Alvenaria Estrutural com Bloco de Concreto Simples em 
Relação ao Sistema Estrutural de Concreto Armado (2010, p. 10). 
 
22 
 
Figura 2.13 - Cortes verticais para instalações elétricas e hidráulicas 
 
 
Fonte: http://www.celsulengenharia.com.br/ficha.php?cod=9&action=fotos. Acesso em: 20 nov. 2012. 
 
 
 
 
 
 
Figura 2.14 - Quebras e cortes na alvenaria para instalação de eletrodutos e quadros elétricos 
 
 
http://www.pauluzzi.com.br/vedacao.php: Acesso em: 17 nov. 2012. 
 
 
 
 
http://www.celsulengenharia.com.br/ficha.php?cod=9&action=fotos
http://www.pauluzzi.com.br/vedacao.php
 
23 
 
2.6 Lajes pré-moldadas 
 
De acordo com Gaspar (1997), as lajes são peças de fundamental 
importância que compõem as estruturas de concreto, são objetos de constantes 
estudos para aperfeiçoamento e segurança da obra. 
 Para Beltrão (2010), em edifícios de múltiplos pavimentos, as vantagens da 
utilização de lajes pré-moldadas é a redução das etapas de execução, melhorias nos 
acabamentos, diminuição da quantidade de escoramentos e a não utilização de 
fôrmas de madeira. Figura 2.15. 
 
Figura 2.15 - Laje pré-moldada 
 
Fonte: Uso de pré-moldados – estudo e viabilidade (2008, p. 42) 
 
 Seguem algumas orientações de instalações nas lajes, conforme o site: 
http://comofaz.com/como-fazer-lajes-instalacoes/: Acesso em: 13 nov. 2012. 
 
a) Fazer uso do projeto elétrico e hidráulico aprovado por profissional; 
b) Utilizar materiais elétricos e hidráulicos de qualidade; 
c) Utilizar eletrodutos corrugados para instalação elétrica; 
d) Dar preferência a caixas de teto de plástico, pois inibem a ocorrência de 
curtos circuitos; 
e) Deixar, no mínimo, um eletroduto descendo em cada cômodo, para a sua 
iluminação; 
f) Tampas as pontas dos eletrodutos e tubulações, para evitar a entrada de 
concreto. Figura 2.16. 
 
http://comofaz.com/como-fazer-lajes-instalacoes/
 
24 
 
Figura 2.16 - Instalação elétrica 
 
Fonte: Uso de pré moldados – estudo e viabilidade (2008, p. 43) 
 
Conforme Brumatti (2008), com as instalações concluídas e conferidas, as 
lajes são concretadas obedecendo aos padrões estabelecidos. A desforma e 
içamento da laje são realizados se o fck de 30 Mpa for atingido na cura. No dia 
seguinte ao içamento, são feitas as interligações elétricas entre as lajes e o 
grauteamento das juntas e aberturas. Figura 2.17. 
 
Figura 2.17 - Interligações dos eletrodutos da laje 
 
Fonte: Procedimento de Execução de Serviços (MRV) (2012, p. 7) 
 
 
 
 
 
 
25 
 
2.7 Controle de qualidade 
 
A NBR 6136 (2007) define blocos de concreto, como sendo o elemento de 
alvenaria, com área líquida igual ou inferior a 75% da área bruta do bloco. A 
classificação dos blocos, conforme a norma é a seguinte? 
 
a) Classe A: Com função estrutural, para uso em elementos de alvenaria acima 
ou abaixo do nível do solo; 
b) Classe B: Com função estrutural, para uso em elementos acima do nível do 
solo; 
c) Classe C: Com função estrutural, para uso em elementos acima do nível do 
solo; 
d) Classe D: Com função estrutural, para uso em elementos de alvenaria acima 
do nível do solo. 
 
O ensaio de resistência à compressão é utilizado para verificar a capacidade 
de carga que os blocos suportam, quando submetidos a forças exercidas 
perpendicularmente sobre suas faces. 
De acordo com a NBR 6136 (2007), os blocos devem atender às classes de 
resistência mínima à compressão, dada pela resistência característica à compressão 
estimada do lote de blocos (fbk, est.). Admite-se como estimativa da quantidade de 
5% da distribuição de resistência à compressão do lote de blocos, os valores são 
estipulados pela seguinte equação: 
 
 
 
fbk,est - é a resistência característica estimada da amostra, em MPA; 
fb(1), fb(2), ..., fbi – são os valores de resistência à compressão individual dos 
corpos de prova da amostra, ordenados crescentemente; 
i = n/2, se n for par; 
i = (n-1)/2, se n for ímpar; 
n - quantidade de blocos da amostra. 
 
26 
 
Não se deve adotar, para fbk, est, valor maior que 85% da média dos blocos 
da amostra, nem menor que Ψ6 × fb1; sendo Ψ6 dado na tabela a seguir: 
 
Tabela 1 - Valores de Ψ em função da quantidade de blocos 
Quantidade 
de blocos 
6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 18 
Ψ 0,89 0,91 0,93 0,94 0,96 0,97 0,98 0,99 1,00 1,01 1,02 1,04 
 
Fonte: NBR 6136 (2007) 
 
 Os blocos devem atender às classes de resistência mínima à compressão, 
estimada do lote de blocos (fbk, est). Tabela 2. 
 
Tabela 2 - Valores mínimos de fbk 
Classe 
 
Resistência característica (fbk) 
MPa 
 
A ≥ 6,0 
B ≥ 4,0 
C ≥ 3,0 
D ≥ 2,0 
 
Fonte: NBR 6136 (2007) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
27 
 
3 ESTUDO DE CASO 
 
O estudo de caso é referente às instalações prediais de um empreendimento 
em fase de construção com edifícios de alvenaria estrutural. O objetivo foi analisar 
as etapas de instalações e os erros mais frequentes de execução. Foram colhidos 
dados em campo, observações de profissionais, análise de projetos e arquivo 
fotográfico. 
 
3.1 Instalações sobre o radier 
 
Radier é um tipo de fundação que funciona como uma laje de concreto armado, 
primeiramente, é feita uma fiada falsacom blocos estruturais, dividindo os 
apartamentos e seus respectivos cômodos. Após a fiada falsa concluída, os 
eletricistas e encanadores fazem a marcação dos pontos elétricos e tubulações 
hidráulicas. 
As prumadas de esgoto são montadas a uma altura de, aproximadamente, 1 m, 
para a conexão com as prumadas de subida dos apartamentos do segundo 
pavimento. Essas prumadas são instaladas faceadas na alvenaria, não sendo 
passada nenhuma dentro da alvenaria estrutural. Elas serão protegidas por meio de 
shaft em gesso acartonado. Um dos principais cuidados é deixar a ponta das 
tubulações tamponadas, para não caírem resíduos de blocos e argamassas, 
podendo causar entupimentos. Figura 3.1. 
 
Figura 3.1 - Tubulações elétricas e hidráulicas sobre o radier 
 
Fonte: Autor 
 
28 
 
 A instalação elétrica é executada ao mesmo tempo da hidráulica, os 
eletrodutos das tomadas baixas são montados sobre o radier, passando por dentro 
dos blocos da fiada falsa e, assim que a elevação da alvenaria começar, os 
eletrodutos sobem juntos com a alvenaria dentro dos blocos até o ponto elétrico, 
determinado em projeto. As pontas dos eletrodutos devem estar fechadas para 
proteção contra possíveis entupimentos, e principalmente, guiar os eletrodutos com 
arame para assegurar a passagem da fiação em possível amassamento. As 
prumadas elétricas, assim como as hidráulicas, são executadas faceadas na 
alvenaria e protegidas por shafts. Figura 3.2. 
 
Figura 3.2 - Tubulação hidráulica e eletrodutos elétricos 
 
Fonte: Autor 
 
3.2 Fiada falsa 
 
Com as instalações concluídas no radier, a fiada falsa é grauteada e 
impermeabilizada. O grande cuidado com as instalações neste momento é o 
acompanhamento para que não haja quebra e garantia de prumo desta. No ato da 
limpeza prévia para o grauteamento, observar se algum eletroduto não está 
danificado. 
 A próxima etapa é o aterramento das instalações na fiada falsa, a 
compactação é feita manualmente com soquete, mesmo assim, a conferência indica 
se há quebra na tubulação e cortes nos eletrodutos provenientes do uso de 
ferramentas de corte, usadas para espalhar a terra do aterro. Figura 3.3. 
 
 
 
 
29 
 
Figura 3.3 - Impermeabilização e aterro da fiada falsa 
 
Fonte: Autor 
 
A última etapa antes da elevação da alvenaria é a concretagem do piso 
pobre, executado sobre o aterro compactado. As proteções das tubulações e dos 
eletrodutos, feitas no começo da execução das instalações, têm sua importância 
nesse momento. O concreto é bombeado diretamente sobre o aterro, podendo cair 
alguns resíduos sobre os eletrodutos que estão dentro dos blocos na fiada falsa. 
Como os eletrodutos estão com as pontas fechadas, evita-se que caia concreto 
dentro e cause entupimentos, o mesmo caso ocorre com as tubulações que estão 
com tampões. Figura 3.4. 
 
Figura 3.4 - Piso pobre concretado 
 
Fonte: Autor 
 
 
 
30 
 
3.3 Caixas de passagem elétricas 
 
Uma das principais causas de quebra de blocos na alvenaria estrutural são os 
cortes executados nas paredes para a colocação das caixas de passagem elétricas 
4 x 4” e 4 x 2”. Para fixação das caixas de passagem convencionais, o correto é 
fazer os cortes na alvenaria com ferramentas adequada, para não haver quebras. 
Porém poucos profissionais aderem ao uso das ferramentas de corte, utilizando, 
sem responsabilidade alguma, marretas para quebrar os blocos. 
Na obra em estudo, está sendo utilizada uma nova tecnologia, são as caixas 
de passagem específicas para blocos de concreto. Sua instalação é rápida e 
simples. São executados furos em pontos específicos na alvenaria, utilizando uma 
furadeira elétrica com broca de 4”; coloca-se a caixa no furo, e sua fixação é feita por 
meio de parafusos que expandem a lateral e a ancoram na alvenaria. Este tipo de 
instalação dispensa a utilização de chumbamento com argamassa, gera pouca 
sujeira, realiza o alinhamento perfeito das caixas e obtém um ótimo acabamento. 
Figura 3.5. 
 
 
 
(a) (b) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: Autor 
 
 
Figura 3.5 - (a) Caixa de passagem para bloco de concreto; (b) Caixa 4 x 2" convencional 
 
31 
 
3.4 Instalações elétricas na alvenaria estrutural 
 
Para a correta instalação elétrica na alvenaria, seguem algumas orientações: 
 
a) Utilizar o projeto elétrico para fazer a marcação dos pontos elétricos (tomadas 
baixas, médias, altas e interruptores); 
b) Utilizando furadeira com serra copo de 4”, fazer os furos nos pontos elétricos 
marcados na alvenaria; 
c) Retirar de dentro dos blocos as pontas dos eletrodutos, que acompanharam 
a elevação da alvenaria; 
d) Fazer a fixação das caixas de passagem elétricas, recorrendo aos 
procedimentos citados no item 3.3; 
e) Conferir os pontos executados em relação ao projeto; 
f) Fazer a limpeza do local. 
 
Esse procedimento evita cortes e quebras indesejáveis na alvenaria, não 
danifica a estrutura, obtém maior produtividade e gera pouco entulho na obra. Figura 
3.6. 
 
Figura 3.6 - Local das caixas de passagem 
 
Fonte: Autor 
 
 
 
32 
 
Os pontos das tomadas médias e interruptores estão localizados na sexta 
fiada. Assim que a alvenaria estiver concluída, é feita uma abertura na junta 
horizontal entre a sexta e sétima fiada, por essa abertura, insere-se o eletroduto 
dentro dos blocos deixando, aproximadamente, 30 cm de fora da parede e 30 cm 
acima da canaleta, para a conexão com o eletroduto da laje. Posteriormente, as 
caixas de passagem 4 x 2” serão instaladas. Atentar para que este procedimento 
seja feito antes do grauteamento da canaleta, para facilitar sua execução. Figura 
3.7. 
 
Figura 3.7 - Eletroduto dentro da parede 
 
Fonte: Autor 
 
3.5 Instalações no hall 
 
O hall de entrada principal de um edifício, geralmente, passa aos visitantes da 
obra uma primeira impressão de qualidade e organização. Preocupando-se com este 
fator, as instalações no hall merecem uma atenção na fase de acabamento. 
No hall da obra estudada, estão localizados os quadros de distribuição de 
circuitos (QDC) do condomínio na oitava fiada, caixas de passagem 4 x 2” e quadros 
de distribuição para comunicação. Esses quadros, com dimensões de 40 x 40 cm, 
têm a função de receber da área externa os eletrodutos de comunicação (TV, 
 
33 
 
telefone e interfone), e distribuir para os apartamentos. Esta distribuição é feita 
através de eletrodutos que já se encontram instalados no radier do primeiro 
pavimento e nas lajes para os pavimentos superiores. Em cada pavimento, será 
instalado um quadro para TV e outro para telefone. Os quadros serão parafusados 
na alvenaria, a atenção é para o nivelamento dos mesmos. 
As prumadas de TV sairão da caixa de distribuição no primeiro pavimento, 
subirão faceadas na alvenaria, passando por uma abertura deixada em cada laje 
dos pavimentos superiores, até chegar à laje do quarto pavimento, onde será 
instalada a antena comum. No canto direito do hall, sobe a tubulação de água fria 
faceada na alvenaria. O fechamento das prumadas e o acabamento dos quadros de 
distribuição e proteção da tubulação dar-se-ão por meio de shaft. Figura 3.8. 
 
Figura 3.8 - Caixas de distribuição (TV, telefone e interfone) 
 
Fonte: Autor 
 
34 
 
3.6 Instalações na cozinha 
 
Por se tratar de um empreendimento com apartamentos pequenos, 40 m² de 
área livre, as instalações prediais precisam ser bem dimensionadas para não perder 
espaço físico. Principalmente na cozinha, onde se localizam quadro de distribuição 
de circuitos (QDC) do apartamento, prumadas elétricas, além das instalações 
hidráulicas, o objetivo é colocar tudo o mais próximo possível para fazer um único 
shaft para fechamento. 
 Sempre com a preocupação de não passar nadapor dentro dos blocos, as 
prumadas e tubulações hidráulicas são montadas faceadas na alvenaria. O QDC, 
com função de receber os eletrodutos da área externa e distribuí-los através dos 
disjuntores para cada circuito do apartamento, se localiza na oitava fiada, sua 
fixação é por meio de parafusos. A elevação das prumadas elétricas e prumada de 
esgoto da máquina de lavar estão localizadas próximas ao QDC, para subirem o 
mais próximo possível para os pavimentos superiores, através de uma abertura com 
dimensões de 70 x 10 cm, deixada na laje, o fechamento será com shaft. Figura 3.9. 
 
Figura 3.9 - Instalações na cozinha 
 
Fonte: Autor 
 
 
 
35 
 
 As tubulações de água fria e esgoto da pia e do tanque são instaladas em 
parede de alvenaria não estrutural, permitindo que sejam feitos cortes com 
ferramenta adequada. O primeiro passo é fazer o taliscamento da parede para que 
os pontos hidráulicos de água fria e esgoto fiquem na profundidade correta. Após a 
execução dos cortes na alvenaria, são instaladas as tubulações de água fria e 
esgoto, sua fixação é por meio de argamassa. Figura 3.10. 
As tubulações de esgoto do tanque e da pia do apartamento superior são 
executadas sob a laje do apartamento inferior. Essas tubulações passam por 
aberturas previstas na laje e chegam diretamente aos pontos hidráulicos. Será feita 
uma sanca de gesso para cobrir a tubulação. Figura 3.11. 
 
 
Figura 3.10 - Instalações de água fria e esgoto 
 
Fonte: Autor 
 
Figura 3.11 - Esgoto sob a laje 
 
Fonte: Autor 
 
36 
 
3.7 Instalações hidráulicas no banheiro 
 
 No banheiro, as instalações hidráulicas são instaladas em uma parede 
hidráulica, que tem a função de receber toda tubulação de água e esgoto, essa 
parede é construída com alvenaria não estrutural. Os procedimentos de instalação 
são os mesmos para alvenaria não estrutural citados no item 3.6. 
 Os isométricos do esgoto e água fria são montados em um local determinado 
na obra chamado de casa de kits, assim que é liberado o apartamento para 
montagem, os kits são levados e instalados. No banheiro, o kit de esgoto é 
conectado às conexões já instaladas na laje e na prumada, o kit de água fria é 
instalado na parede hidráulica. Figura 3.12. 
 
 
(a) (b) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Autor 
 
3.8 Instalações hidráulicas e elétricas na laje 
 
A fabricação de elementos pré-moldados fabricados na obra pode reduzir 
custos e aumento de produção, desde que haja espaço disponível. Nesta obra, foi 
adotado o uso de lajes pré-moldadas de concreto armado, fabricadas in loco. Foram 
construídas pistas de concreto, seguido de polimento queimado com nível zero e 
juntas de dilatação para fabricação das lajes. Na execução das fôrmas metálicas, 
foram previstos nichos para passagem dos eletrodutos elétricos de uma laje para 
outra. Figura 3.13. 
 
 
 
Figura 3.12 - (a) Instalações hidráulicas na cozinha; (b) Esgoto do banheiro 
 
37 
 
Figura 3.13 - Nicho usado para passagem dos eletrodutos 
 
Fonte: Autor 
 
Assim que as lajes são liberadas, os eletricistas e ajudantes começam a fazer 
as instalações elétricas. O uso do projeto elétrico é indispensável, nele, mostra-se o 
caminhamento correto dos eletrodutos que passam de uma laje para outra, além dos 
pontos elétricos e caixas de passagem de teto. O caminhamento dos eletrodutos na 
laje depende do circuito a que ele pertence, por exemplo, no circuito de iluminação, 
para que todos os pontos fiquem interligados, um eletroduto passa por todos os 
pontos de iluminação do apartamento através das caixas passagem de teto e chega 
até o QDC, onde será instalado um disjuntor para este circuito. E assim é feito para 
os demais circuitos do apartamento. Figura 3.14. 
 
Figura 3.14 – Tubulação elétrica 
 
Fonte: Autor 
 
38 
 
 São usadas fôrmas metálicas para deixar passagens das prumadas 
hidráulicas e elétricas, luvas para passagem da tubulação hidráulica e conexões 
para a instalação direta com os kits de esgoto. Assim que se finalizarem as 
instalações, as pontas dos eletrodutos serão protegidas e será colocado areia nos 
nichos, nas fôrmas e nas conexões, para evitar que caia concreto dentro e cause 
entupimentos. Figura 3.15. 
 
Figura 3.15 – Fôrma metálica para passagem das prumadas e conexões 
 
Fonte: Autor 
 
3.9 União dos eletrodutos e grauteamento das placas 
 
No dia seguinte ao içamento das lajes, são realizadas as uniões dos 
eletrodutos entre as placas, por meio do uso de luva de pressão. As juntas entre as 
lajes são seladas mediante grauteamento e protegidas contra as intempéries. Figura 
3.16. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
39 
 
 
(a) (b) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Autor 
 
3.10 Erros de execução 
 
O uso correto da alvenaria estrutural pode trazer grandes vantagens na obra, 
desde que existam projetos desenvolvidos com compatibilidade e a execução seja 
feita por profissionais treinados. A inexistência destes projetos e a falta de 
orientações da equipe por técnicos responsáveis causam sérios prejuízos ao uso do 
método construtivo, e os ganhos com a obra podem ser perdidos. 
 As instalações prediais despertam preocupações e atenções na obra, sua 
execução é simultânea com a elevação das paredes. No exemplo a seguir, observa-
se que não aconteceu isso, o eletroduto não acompanhou a elevação da parede e 
as caixas de passagem elétricas não foram colocadas previamente na alvenaria. É 
inevitável o procedimento de quebras na parede para passar o eletroduto e chumbar 
as caixas. Figura 3.17. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 3.16 - (a) União dos eletrodutos; (b) Grauteamento da laje 
 
40 
 
Figura 3.17 - Quebras da alvenaria 
 
Fonte: Autor 
 
 As instalações elétricas na alvenaria estrutural merecem cuidados especiais, 
e cortes posteriores das paredes para a passagem de eletrodutos são totalmente 
proibidos, além gerar resserviços e comprometer a estrutura da alvenaria. O gesso e 
o reboco devem ser executados depois da fiação. Figura 3.18. 
 
 
Figura 3.18 - Rasgos na alvenaria 
 
Fonte: Autor 
 
 
41 
 
Assim como as prumadas hidráulicas, as prumadas elétricas devem ser 
executadas faceadas na alvenaria estrutural, nunca serem passadas por dentro dos 
blocos. O próximo exemplo mostra que houve entupimentos nas prumadas elétricas, 
impossibilitando a passagem dos cabos de energia. A única saída foi a quebra da 
alvenaria para a retirada das prumadas de dentro dos blocos. Observa-se que há um 
shaft de tijolo que também foi quebrado para achar as prumadas, pois elas estavam 
atrás deste shaft dentro da alvenaria. Figura 3.19. 
 
Figura 3.19 - Prumadas elétricas obstruídas 
 
Fonte: Autor 
 
Os quadros de distribuição de comunicação devem ser parafusados na 
parede do hall e ter seu fechamento com shaft. A profundidade dos quadros é a 
mesma dos blocos, 14 cm, ou seja, estes quadros não podem ser embutidos na 
parede. Quando a obra opta por esse procedimento, os cortes na alvenaria para 
colocar os quadros viram buracos enormes, como no caso abaixo. Nesse caso, 
haverá necessidade de realizar reforços para que as aberturas não comprometam a 
alvenaria estrutural. Figura 3.20. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
42 
 
Figura 3.20 - Buracos na alvenaria 
 
Fonte: Autor 
 
3.11 Controle de qualidade dos blocos de concreto 
 
No laboratório da obra, são realizados ensaios para analisar a resistência dos 
blocos, por meio de ensaio de compressão. São selecionados 6 blocos por lote, 
onde cada lote contém 1.400 unidades Figura 3.21. 
 
Figura 3.21 - Blocos para ensaio à compressão 
 
Fonte: Autor 
 
43 
 
Os ensaios seguem os procedimentos da NBR 6136: 
 
a) Primeiramente se faz a limpeza das superfícies dos blocos, com esponja de 
aço; 
b) Sobre uma base plana e nivelada, faz-seo capeamento dos blocos, através 
de uma pasta de cimento e água (1:3), deixar por 24 horas para cura; 
c) Após esse tempo, os corpos de prova são levados à prensa e aplicadas as 
cargas progressivamente, com velocidade de carregamento da ordem de 
(0,05 ± 0,01) MPa/s, até a ruptura, conforme a figura 3.22. 
d) Obtém as tensões para o cálculo da resistência à compressão; 
e) Calcula-se a resistência à compressão individual do bloco. 
 
Figura 3.22 - Ensaio de resistência à compressão 
 
Fonte: Autor 
 
A tabela 3 mostra os dados obtidos no ensaio, os valores médios de 
resistência obtidos, foram maiores do que o valor característico estimado (fbk, est) 
de acordo com a NBR 6136 (2007), que é no mínimo de 4Mpa. Mediante os 
resultados é elaborado um laudo técnico, liberando o lote de blocos para serem 
utilizados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
44 
 
Tabela 3 - Dados do ensaio 
 
Fonte: Autor 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
45 
 
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Com o crescimento da construção civil, as construtoras procuram novas 
tecnologias para seus empreendimentos, para aumentar a de produção, baixar 
custos e evitar desperdícios nas obras. Porém, pela constante busca por uma fatia 
de mercado, as construtoras que trabalham com alvenaria estrutural estão deixando 
de lado a qualidade e a durabilidade de suas obras. 
Os blocos de concreto usados há milhares de anos, hoje, aparecem como 
uma alternativa para que isto aconteça, a alvenaria estrutural está cada vez mais 
presente nos dias atuais. Há muitas vantagens em construir com alvenaria estrutural, 
principalmente em relação às estruturas de concreto armado 
 Este trabalhou apresentou uma visão geral das instalações hidráulicas e 
elétricas executadas em alvenaria estrutural, bem como os erros e acertos. O 
processo construtivo das instalações prediais deve ser cuidadosamente 
acompanhado e conferido, para evitar quebras e rasgos na alvenaria. 
Os projetos complementares devem ser projetados com grande riqueza de 
detalhes e bom senso, usando materiais adequados e shafts para fechamento das 
instalações. 
Nesse sentido, treinamentos, orientações e acompanhamentos dos processos 
construtivos devem ser uma rotina no canteiro de obras, para que as etapas de 
trabalho sejam seguidas corretamente e que haja harmonia e colaboração entre os 
profissionais. 
Portanto, foi possível mostrar que as instalações prediais podem ser 
executadas corretamente em edifícios construídos com alvenaria estrutural, sem 
comprometer a estrutura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
46 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6136: Blocos vazados 
de concreto simples para alvenaria - requisitos. Rio de Janeiro, 2007; 9 p; 
 
BARROS, Mercia S. Bottura de; MELHADO, Sílvio Burrattino: Recomendações para 
a produção de estruturas de concreto armado em edifícios. São Paulo, 2006. 87 p. 
Apostila. 
 
BELTRÃO, Leandro Mattos. Pré-Lajes em Edifícios Multipavimentos: Estudo 
Comparativo com o Método Construtivo Convencional. 2010. 69 f. Trabalho de 
Diplomação (Especialização) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto 
Alegre, 2010. 
 
BRUMATTI, Dioni O. O Uso de Pré-Moldados – Estudo de Viabilidade. 2008. 54 f. 
Monografia (Especialização) – Universidade Federal de Minas Gerais, Vitória, 2008. 
 
COÊLHO, Ronaldo Sérgio de Araújo. Alvenaria Estrutural. São Luiz: UEMA, 1998. 
 
FERNANDES, Marcos Joaquim Gonçalves; SILVA FILHO, Antônio Freitas: Estudo 
comparativo do uso da alvenaria estrutural com bloco de concreto simples em 
relação ao sistema estrutural em concreto armado, 2010. 18 p. Apostila. 
 
GASPAR, Ricardo. Análise da Segurança Estrutural das Lajes Pré-Fabricadas na 
Fase de Construção. 1997. 103 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – 
Departamento de Engenharia de Estruturas e Fundações, Escola Politécnica da 
Universidade de São Paulo, São Paulo, 1997. 
 
http://comofaz.com/como-fazer-lajes-instalacoes/: Acesso em: 13 de novembro de 
2012. 
 
PINHEIRO, Libânio M.; MUZARDO, Cassiane D.; SANTOS, Sandro P. Estruturas de 
Concreto: Departamento de Engenharia de Estruturas. São Paulo, 2003. 7 p. 
Apostila. 
http://comofaz.com/como-fazer-lajes-instalacoes/
 
 
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