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Evolução humana
Prof. Adriane Hager
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DISCIPLINA: GENÉTICA
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A história da humanidade pode ser ilustrada como uma grande árvore genealógica que conecta indivíduos e populações por meio dos seus ancestrais que existiram durante as 8.000 gerações (ou 200.000 anos) de nossa espécie. 
Nossos ancestrais deixaram fósseis e artefatos do passado, além de transmitir inúmeras características físicas e culturais aos seus descendentes atuais, que compõem as evidências utilizadas por arqueólogos, antropólogos, biólogos e linguistas para reconstruir esta história que é tão importante para entendermos nossa origem (SANTOS, 2014).
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Evolução é a mudança das características hereditárias de uma população de seres vivos de uma geração para outra. Este processo faz com que as populações de organismos mudem e se diversifiquem ao longo do tempo.
A ideia principal da evolução biológica é que todos os seres vivos compartilham um mesmo ancestral. 
Pode-se dizer que a evolução é o processo pelo qual os organismos modernos se desenvolveram, a partir de antigos ancestrais.
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A origem do homem e do mundo são questões que ocupam a mente do homem nas mais diversas culturas e tempos históricos.
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CRIACIONISMO
O criacionismo é uma forma de explicar sobre essa origem, buscando atribuir a constituição das coisas a um Ser criador.
Até meados do século XIX, predominava a ideia do criacionismo. De acordo com o criacionismo, as espécies foram criadas por ato divino e se mantém imutáveis até hoje.
Para os Egípcios, antes do mundo existir, só haviam trevas e a “água primordial”, a partir destas foi criado o deus Atum, e deste, aos ares, terra e céu. Para os gregos, o criacionismo seria fruto dos filhos gerados a partir de Caos, com a união de Urano e Gaia, o mundo teria surgido.
E para as religiões judaico-cristãs, o criacionismo bíblico, relata que Deus teria criado os seres da Terra, em sete dias.
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DARWINISMO
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Ainda em meados do século XIX, começa a ganhar força a teoria evolucionista. Nesse contexto, as ideias de Charles Darwin e Alfred Russel Wallace são as mais consistentes para explicar a evolução dos seres vivos. Darwin afirmou que os seres vivos, inclusive o homem, descendem de ancestrais comuns, que modificaram-se ao longo do tempo.
Para a teoria evolucionista, o homem é o resultado de um lento processo de alterações, todos os seres se originaram de seres mais simples, que foram se modificando ao longo do tempo.
A grande contribuição de Darwin para a Teoria evolucionista foi a ideia da Seleção Natural – os seres vivos sofrem modificações que podem ser passadas para as gerações seguintes.
NEODARWINISMO
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Atualmente, a teoria do neodarwinismo explica a evolução dos seres vivos. Ela surgiu no século XX e representa a união dos estudos de Darwin, principalmente a seleção natural, com as descobertas na área da genética, como as leis de Mendel e as mutações.
O neodarwinismo respondeu a esta pergunta salientando que a causa da variação genética das populações ocorre por dois fatores fundamentais: o aparecimento de fenômenos aleatórios como as mutações (mudanças no material genético) e a recombinação genética (intercâmbio de genes entre os cromossomos na formação das células sexuais).
Os cientistas acreditam que a maioria das espécies surgiu depois de cumprir pelo menos três etapas: isolamento geográfico, diversificação gênica e isolamento reprodutivo. A partir daí, essas subpopulações são consideradas espécies distintas..
Evidências da Evolução Biológica
Entre as principais evidências da evolução biológica estão: o registro fóssil, a adaptação dos seres vivos aos seus ambientes e as semelhanças entre as espécies.
REGISTRO FÓSSIL
O fóssil é qualquer vestígio de organismos muito antigos que foram preservados com o passar dos anos por meio de processos naturais.
O estudo dos fósseis permite reconstruir a imagem de uma espécie já desaparecida e contribui para o estudo da evolução dos seres vivos. A partir das análises entre semelhanças e diferenças entre as espécies, pode-se concluir sobre o seu surgimento e desaparecimento.
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Adaptação
A adaptação corresponde ao ajustamento que todos os organismos apresentam em relação ao ambiente em que vivem.
As adaptações são características mantidas nas populações ou fixadas nas espécies por seleção natural porque têm uma importância relativa na sobrevivência e reprodução dos organismos. 
São exemplos de adaptação, a camuflagem (é uma estratégia de defesa na qual os seres vivos assemelham-se com o ambiente em que vivem). e o mimetismo (uma característica adaptativa de animais ou plantas de imitar outro organismo para obter vantagens).
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Semelhanças entre as espécies
A semelhança entre diversos grupos de seres vivos, reforça a ideia de que eles podem ter um ancestral comum durante sua história evolutiva. Veja algumas evidências:
Órgãos Homólogos
São aqueles com a mesma origem embrionária e semelhanças anatômicas, porém com funções diferentes. 
O processo que originou órgãos homólogos é chamado de divergência evolutiva (Tendência de separação de uma população ou espécies próximas de separarem-se em função de processos naturais, como a seleção natural). Um exemplo são os membros anteriores de grande parte dos vertebrados.
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Órgãos Análogos 
São aqueles com a origem embrionária e estruturas anatômicas diferentes, mas que exercem a mesma função. 
Os órgãos análogos surgem por convergência evolutiva (Espécies diferentes tendem ao longo do tempo a adquirirem forma semelhante, apesar de não terem uma relação evolutiva próxima). Um exemplo são as asas de aves e insetos.
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Órgãos Vestigiais
São órgãos atrofiados e sem função aparente. Um exemplo é o apêndice do homem, que representa um vestígio de um compartimento do intestino que abrigava micróbios para a digestão da celulose em nossos ancestrais herbívoros.
Semelhanças Embriológicas
Quando se observa o desenvolvimento embrionário de algumas espécies, nota-se que são muito semelhantes em alguns aspectos. Isso demonstra uma evidência de ancestralidade comum. Por exemplo, peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos são muito diferentes quando adultos, mas seus embriões são muito semelhantes.
Semelhanças Moleculares
Os avanços da Biologia Molecular têm permitido comparar a estrutura genética de diferentes espécies. Esses estudos complementam-se às semelhanças anatômicas e embrionárias e confirmam a relação de parentesco entre as espécies.
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A evolução da espécie humana foi iniciada há pelo menos 6 milhões de anos. Nesse período, uma população de primatas do noroeste da África se dividiu em duas linhagens.
O primeiro grupo permaneceu no ambiente da floresta tropical e originou os chimpanzés. 
O segundo grupo se adaptou a ambientes mais abertos, como as savanas africanas, dando origem ao Homo sapiens. 
1) Primatas: Os mais antigos viveram há cerca de 70 milhões de anos. Esses mamíferos de pequeno porte habitavam as árvores das florestas e alimentavam-se de folhas e insetos.
2) Os pré-australopitecos
Essas primeiras espécies viveram logo após a separação do grupo que originou os hominídeos e os chimpanzés.
Sua principal característica era o modo de vida arborícola.
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3) Hominoides: São primatas que viveram entre aproximadamente 22 e 14 milhões de anos atrás. 
O procônsul, que tinha o tamanho de um pequeno gorila, habitava em árvores, mas também descia ao solo; era quadrúpede, isto é, locomovia-se sobre as quatro patas. Descendente do procônsul, o kenyapiteco às vezes endireitava o corpo e se locomovia sobre as patas traseiras.
4) Hominídeos: Família que inclui o gênero australopitecoe também o gênero humano.
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5) OS AUSTRALOPITECOS
Os primeiros hominídeos.
Constituíram um grupo diversificado e bem sucedido.
Postura ereta, a locomoção bípede, a dentição primitiva e a mandíbula mais semelhante a da espécie humana.
Primeiros hominídeos a dominar o fogo, o que permitiu sua expansão para outros territórios. Além da redução da musculatura da face, pois podiam cozinhar os alimentos, amaciando-os.
5.1 O Australopiteco afarense, que viveu há cerca de 3 milhões de anos, era um pouco mais alto que o chimpanzé. Já caminhava sobre os dois pés e usava longos braços para se pendurar nas  árvores. 
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5.2 Australopithecus africanus: O primeiro fóssil de australopiteco encontrado. Provavelmente, habitou a Terra há 2,8 a 2,3 milhões de anos atrás.
Acredita-se que muitos australopitecos tenham coexistido e competido entre si. Todas as espécies foram extintas.
Porém, uma delas teria sido a ancestral do gênero Homo.
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6 GÊNERO HOMO
A extinção da maioria dos australopitecos possibilitou o surgimento de uma nova linhagem.
O gênero Homo se destaca pelo desenvolvimento do sistema nervoso e da inteligência. Além disso, apresentava adaptações evolutivas, como o bipedalismo.
6.1 Homo habilis: 
Atualmente, com o estudo dos fósseis, o mais aceito é considerá-lo como australopiteco, sendo Australopithecus habilis. A espécie viveu por volta de 2 milhões de anos a 1,4 milhões de anos atrás.
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6.2 Homo erectus: 
Essa espécie se destacou pela fabricação de instrumentos e utensílios de pedra, madeira, pele e ossos. O grupo saiu da África e alcançou a Europa, a Ásia e a Oceania.
Provavelmente o Homo erectus foi a primeira espécie para usar e controlar fogo.
O Homo erectus é a primeira espécie humana para migrar fora de África e adaptar a uma variedade de ambientes no Velho Mundo.
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6.3 Homo neanderthalensis: 
Conhecido por neandertais, tinham o corpo adaptado ao frio, ausência de queixo, testa baixa, pernas arqueadas e cérebro maior do que os dos seres humanos atuais.
Os neandertais apresentavam comunicação verbal rudimentar, organização social e sepultamento de mortos.
Esse grupo conviveu com os primeiros homens modernos. 
Atualmente, acredita-se que o homem moderno surgiu na África entre 200 mil a 150 mil anos atrás, a partir das linhagens de H. ergaster.
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O HOMEM MODERNO
*sabe-se que a espécie humana descende de uma família de primatas chamada Hominidae.
*O Homo sapiens sapiens é a denominação científica do homem moderno, sendo uma subespécie do Homo sapiens.
*A principal característica do homem moderno, comparado aos seus ancestrais, é o cérebro bem desenvolvido.
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A evolução segundo Lamarck 
A teoria de Lamarck explica o crescimento do pescoço da girafa 
No século XIX, o francês Jean Baptiste de Lamarck desenvolveu uma teoria da evolução. Ele estabeleceu que 
as influências do meio ambiente são responsáveis por mudanças nos organismos e estas são herdadas por seus 
descendentes. De acordo com Lamarck, o pescoço da girafa cresceu, pois, esse animal costumava esticá -lo 
constantemente para alcançar o alimento. Em consequência disso, seus filhos nasceram com o pescoço mais 
comprido. 
Lamarck teve méritos em destacar o transformismo, mas estava equivocado na interpretação da transmissão 
de dados adquiridos por falta de metodologia adequada na época. Hoje, sabe -se que os caracteres adquiridos 
não são transmitidos aos desce ndentes.