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ENGENHARIA DE SOFTWARE

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AULA 2 
ENGENHARIA DE SOFTWARE 
Prof. Emerson Antonio Klisiewicz 
 
 
02 
CONVERSA INICIAL 
 Nessa segunda aula estudaremos sobre os modelos clássicos de cálculo 
de esforço para o desenvolvimento de sistemas que fazem parte do processo de 
Engenharia de Software. 
CONTEXTUALIZANDO 
 As métricas para se fornecer os esforços para a 
construção/desenvolvimento de um projeto de software mais utilizadas pela 
indústria são as seguintes: Pontos de Função (PF), Linhas de Código (LOC – Line 
of Code) e Pontos por Casos de Uso (UCP). Vamos a elas. 
TEMA 1 – MÉTODO GUSTAV KARNER? 
 Criado por Gustav Karner, o método serve para informar o esforço que será 
gasto em projetos de software orientados a objetos. Ele baseia-se em casos de 
uso, o que permite ser possível, já no início dos projetos, verificar qual será o 
esforço desprendido para o desenvolvimento. Isso ocorre já na fase do 
levantamento de requisitos. Para utilizar esse método, necessitamos seguir 4 
passos no nosso desenvolvimento: 
Os 4 passos do Método de Gustav Karner. 
1. Avaliar o Ator. 
2. Avaliar o Fluxo (Path). 
3. Fazer o ajuste do UCP pelos fatores técnicos (TF) e pela Equipe EV. 
4. Calcular o Esforço. 
TEMA 2 – USE CASE POINT – CALCULANDO O ESFORÇO 
2.1 Os 4 passos do método de Gustav Karner 
2.1.1 Avaliar o ator: pessoa, sistema ou tempo 
 Pessoa é o ator complexo e vale 3 pontos. 
 Sistema é ator médio e vale 2 pontos. 
 Tempo é ator simples e vale 1 ponto. 
 
 
 
03 
2.1.2 Avaliar o fluxo (path) 
 Conta-se cada fluxo principal e cada fluxo alternativo. Fluxos de exceção 
não são contados: 
 De 1 a 3 fluxos – fluxo SIMPLES - 5 pontos. 
 De 4 a 7 fluxos – fluxo MÉDIO - 10 pontos. 
 De 8 ou acima – fluxo COMPLEXO - 15 pontos. 
 UUCP = soma de pontos dos atores + soma de pontos dos fluxos 
2.1.3 Ajuste do UCP 
 Fazer o ajuste do UCP pelos fatores técnicos (TF) e da Equipe EV, sendo 
UCP = UUCP * TF * EF. 
2.1.3.1 Fatores técnicos 
 Nesse momento, o analista deve responder a 13 perguntas relacionadas a 
questões técnicas do projeto ou do sistema que está sendo desenvolvido. Para 
todas as perguntas, o analista atribuirá um valor de 0 a 5 ao nível de influência 
que tal questão tem dentro do contexto de desenvolvimento. Em cada pergunta, 
existe um peso atribuído que será multiplicado pelo valor de influência atribuída 
pelo analista a tal quesito. Ao final, o analista deve somar os resultados de todas 
as respostas às perguntas e colocar o valor na seguinte fórmula: TCF = (0,6 + 
(0,01 * SOMA DAS RESPOSTAS AS PERGUNTAS)). O resultado dessa conta 
será o valor do fator técnico em nosso processo. 
 As 13 perguntas podem ter variações de empresa para empresa, mas, 
normalmente, seguem o modelo abaixo descrito: 
Quadro 1 – Perguntas técnicas sobre o projeto 
 
 
 
04 
 
2.1.3.2 Fatores ambientais 
 Para este fator, o analista deve responder a 8 perguntas relacionadas a 
questões ambientais do projeto ou do sistema que está sendo desenvolvido. Esse 
fator leva em conta questões relacionadas à equipe que trabalhará no 
desenvolvimento. Seguindo a mesma ideia dos fatores técnicos, para todas as 
perguntas o analista deve atribuir um valor de 0 a 5 ao nível de influência que tal 
questão tem dentro do contexto de desenvolvimento. Em cada pergunta, existe 
um peso fixo atribuído, o qual deve ser multiplicado pelo valor de influência 
atribuída a aquele quesito. Ao final, o analista precisa somar os resultados de 
todas as respostas às perguntas e colocar o valor na seguinte fórmula: EF = (1,4 
+ (-0,03 * SOMA DAS RESPOSTAS AS PERGUNTAS)). 
 As 8 perguntas podem ter variações de empresa para empresa, mas, 
normalmente, seguem o modelo abaixo descrito: 
Quadro 2 – Modelo de perguntas 
 
 
 
05 
 
 
É importante salientar que, no TF, quanto maior o valor encontrado, maior 
será o esforço gasto no desenvolvimento do sistema. No EF é o contrário. Quanto 
maior o valor encontrado, menor será o esforço para o desenvolvimento. 
 Com os fatores calculados, obtém-se o valor dos Use Case Ajustados: UCP 
= UUCP * TF * EF. 
2.1.4 Calcular o esforço 
 Com o UCP calculado, faremos a multiplicação dos pontos UCP pelo fator 
de produtividade (homem.hora por UCP). A produtividade média recomendada é 
entre 15 e 30 homem.hora por UCP, sendo 20 a média internacional. 
 Esforço (homem.hora) = UCP * produtividade 
 Abaixo há um exemplo do esforço calculado levando-se em consideração 
o esquema de fluxos mostrados. Note que os fatores de TC e EF têm os 
respectivos valores: 0,98 e 1,01. 
Quadro 3 – Cálculo de esforço 
 
05
Motivação
São os programadores motivados para trabalhar no projeto? 
Instabilidade no projeto vai sempre levar para as pessoas que 
saem no meio do caminho através do seu código-fonte. E a mão 
sobre torna-se realmente difícil. 
1 none 0 0
06
Requisitos estáveis
É ao usuário clara sobre o que ele quer? Tenho visto as 
expectativas dos clientes são o fator mais importante na 
estabilidade dos requisitos. Se o cliente é de uma natureza 
altamente mudar, colocar esse valor máximo. 
2 none 0 0
07
Part-time trabalhadores
Há pessoal em tempo parcial no projeto, como consultores, etc? -1 none 0 0
08
Difícil linguagem de programação
Qual é a complexidade da linguagem, Assembly, VB 6.0, C + + 
e C ou Framework? 
-1 none 0 0
0
1,4
Efactor
EF - Enviroment Factor = ( 1,4 + ( -0,03 * Efactor) )
 
 
06 
TEMA 3 – ANÁLISE POR PONTOS DE FUNÇÃO 
3.1 NESMA – A associação 
 Para se associar à NESMA (Netherlands Software Metrics Association), a 
composição de custos varia em 250 € por ano. Sem fins lucrativos, ao associar-
se você terá os benefícios de acesso ilimitado ao site, obter uma cópia gratuita de 
cada novo produto da NESMA, poder participar nas comissões e conferências que 
essa associação oferece, ter descontos em atividades (conferências, simpósios, 
workshops etc.) e produtos (estudos, relatórios e manuais) que ela disponibiliza. 
Muitas grandes empresas são sócias da NESMA, como ABN-AMRO Bank NV, 
IBM Nederland e BV. 
3.2 Para que serve a APF? 
 A Análise por Pontos de Função (FPA) é um técnica de medição do 
tamanho de softwares que tenta relacionar a complexidade inerente ao 
processamento com as funcionalidades solicitadas/oferecidas ao usuário por meio 
do software. 
3.3 Quais os objetivos da APF? 
 Os pontos de função têm alguns objetivos. Dentre eles, podemos destacar: 
a. Medir a funcionalidade que o usuário solicita e recebe. 
b. Medir o desenvolvimento e a manutenção de software de forma 
independente da tecnologia utilizada na implementação. 
c. Ser simples o suficiente para minimizar o trabalho adicional envolvido no 
processo de medição e informação da condução do desenvolvimento. 
d. Ser uma medida consistente entre vários projetos e organizações. 
3.4 Como usar a APF nas Organizações? 
 A análise por ponto de função também pode ser usada para verificar o 
tamanho de softwares adquiridos ou já existentes em uma empresa. Também 
pode ser utilizada para dar apoio à análise no desenvolvimento de softwares, 
visando mais qualidade no produto final (software). E, ainda, pode ser utilizada 
como uma ferramenta de apoio à manutenção de software, bem como no controle 
 
 
07 
de custos do desenvolvimento, ajudando nas negociações de contratos nas áreas 
de TI junto aos usuários. 
3.5 Etapas da APF 
 O cálculo da análise de pontos de função terá os seguintes passos para a 
sua obtenção: 
a. Identificação do tipo de contagem a ser utilizado. 
b. Definição da fronteira da aplicação. 
c. Contagem de pontos de função não ajustados. 
d. Cálculo do fator de ajuste. 
e. Contagem de pontos