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Aterosclerose e dislipidemia

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Patologias do Aparelho Cardiovascular 
Pamela Barbieri – T23 – FMBM 
Prof. Nelson Vega 
 
Homem, 64 anos, obeso, tabagista, HAS, portador também de Asma, DM e doença do refluxo gastro-esofágico. Paciente agendou consulta 
de rotina com clinico geral para realizar Check-up. Negou dor torácica ou palpitação; porém referiu dispneia aos moderados esforços. Negou 
náuseas e vómitos
BEG, eupneico. PA: 150 x 110 mmHg, FC 89 bpm. 
Ausculta cardíaca normal. 
Realizou exames de sangue: 
Colesterol Total: 224 mg/dL 
Trigliceridios: 199 mg/dL 
HDL: 32 mg/dL 
Esse paciente é considerado dislipidêmico ? 
Quais os fatores de risco para doença aterosclerótica ? 
Quais medidas comportamentais devem ser indicadas para esse paciente? 
Esse paciente tem síndrome metabólica? 
Pelos critérios / estudo de Framingham; Qual o risco desse paciente ter infarto do miocárdio (IAM) em relação a um individuo sem comorbidades? 
Definição: aterosclerose 
→ É uma inflamação, com a formação de placas de gordura, cálcio e outros elementos na parede das artérias do coração e de outras 
localidades do corpo humano (cérebro, membros inferiores, entre outros, de forma difusa ou localizada) 
→ Caracteriza pelo estreitamento e enrijecimento das artérias devido ao acúmulo de gordura em suas paredes, conhecido como ateroma. 
Dislipidemia: 
Doença que se caracteriza por anomalias nos níveis de lipídio no sangue, principalmente do 
colesterol total e dos triglicerídeos. 
Outras alterações incluem: 
▪Colesterol do baixa densidade baixo (HDL-C) 
▪Níveis elevados de colesterol e lipoproteína de baixa densidade (LDL-C). 
→ Um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares ao promover o surgimento da aterosclerose. 
Dislipidemia é um problema global: 
▪12,9% dos adultos norte-americanos apresentam CT elevado (≥ 240 mg/dL) e 
▪17,4% HDL-c baixo (< 40 mg/dL); Dados do National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) 
▪36,5% da população apresenta dislipidemia mista - Shangai (China) 
▪59,7% da população de obesos em São Paulo possuem dislipidemia 
Fatores de risco - aterosclerose: 
Constitucionais 
Modificáveis 
Adicionais 
Fatores de riscos adicionais: 
Hiper-homocisteinemia 
Inflamação 
Síndrome metabólica 
Lipoproteina (LDL) – tipo Lp (A) = forma alterada de LDL 
Hemostasia (ex: inibidor do ativador de plasminogênio 1 elevado ) 
Outros fatores: sedentarismo, stress, depressão, individuo personalidade Tipo A (competitivo) 
Classificação dislipidemia: 
Causas primárias: distúrbio lipídico é de origem genética 
Causas secundárias: a dislipidemia é decorrente de estilo de vida inadequado, de certas condições mórbidas, ou de medicamentos. 
Dislipidemia mista: colesterol e trigliceres 
elevados. 
Dislipidemia isolada: só o colesterol ou o 
trigliceres aumentados. 
Patologias do Aparelho Cardiovascular 
Pamela Barbieri – T23 – FMBM 
Prof. Nelson Vega 
 
 
Estudo Farmigham – fatores de risco para doenças cardiovasculares: 
 
Somando fatores: maior risco de doença 
cardiovascular. 
2 fatores de risco:4x mais chances de apresentar 
doença coronariana; 3 fatores: 7x mais chances. 
→Síndrome metabólica: 
Caracterizada pelas alterações: 
Individuo com gordura central: aumento da gordura 
abdominal – homens America do Sul homens cintura 
> 90; mulheres > 80; 
Baixo HDL ("colesterol bom"): homens, < 40mg/dl; 
mulheres < 50mg/dl; 
Triglicerídeos elevados (nível de gordura no sangue): 
> 150mg/dl 
Pressão sanguínea alta (HAS): > 130/85 mmHg ou se está utilizando algum medicamento para reduzir a pressão; 
Glicose elevada (jejum): > 100mg/dl 
Ter três ou mais dos fatores acima é um sinal da presença da resistência insulínica (base da Síndrome metabólica) . 
 
 
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Pamela Barbieri – T23 – FMBM 
Prof. Nelson Vega 
 
Patogenia: 
Lesão endotelial – desequilibrio hemodinamicos, acúmulo de lipídios, processo inflamatório (camada intima dos vasos), infecção associada, 
proliferação muscular lisa, síntese da matriz vascular (diminui luz do vaso). 
Lesõa endotelial → resposta inflamatória crônica e reparativa da parede arterial → interação 
de lipoproteinas modificadas, macrófagos, linfócitos T, células musculares lisas e endoteliais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Patologias do Aparelho Cardiovascular 
Pamela Barbieri – T23 – FMBM 
Prof. Nelson Vega 
 
 
Lesão da camada íntima dos vasos causando protusão da luz dos vasos = ateromas ou placas ateroscleróticas 
▪ ATEROMAS: lesão elevada, na parede do vaso, com centro mole e grumoso de lipidíos (principalmente colesterol e ésteres de colesterol) 
coberta por uma capa fibrosa. 
Morfologia: 
→Estrias Gordurosas 
→Placas ateroscleróticas: 
↘ Ruptura, ulceração, erosão 
↘ Hemorragia dentro da placa 
↘ Ateroembolismo 
 
Placa vulnerável: paredes mais finas, maior facilidade de lesão endotelial. 
Placa estável: placa fibrótica mais larga, mais protetora, núcleo lipídico mais fora do vaso, maior chance de lesão endotelial. 
 
Principais alvos da aterosclerose: 
Aorta, carótida, ilíaca, coronárias e poplíteas. 
 
Diagnóstico – exame clínico e exame de sangue. 
↑ dos pacientes são assintomáticos 
Placas ateroscleróticas estáveis: sintomas de isquemia crônica (dor) 
Placas ateroscleróticas instáveis: sintomas relacionados ruptura aguda vascular ou trombose. 
Objetivo: identificar os pacientes com fatores de risco 
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Pamela Barbieri – T23 – FMBM 
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Exame de sangue: 
 
Exames de imagem: 
Aortas com placas de colesterol/gordura. 
 
→ Consequências/complicações: 
 
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Pamela Barbieri – T23 – FMBM 
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▪Estenose aterosclerótica 
▪Alteração Aguda da Placa 
▪Trombose 
▪Vasoconstrição 
▪Aneurismas 
ATEROSCLEROSE: basicamente uma lesão da camada intima, composta 
por capa fibrosa e núcleo ateromatoso (células inflamatórias, lipídios, 
restos necróticos 
ATEROGENESE: interação de lesão endotelial e processo inflamatório 
PLACAS ATEROSCLERÓTICAS: desenvolvem lentamente (estáveis ou 
instáveis) 
CLINICA: identificar população de risco. Medidas preventivas. 
 
 
▪ Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) 
▪ Acidente Vascular cerebral (AVC) 
▪ Aneurisma de Aorta 
▪ Doença Vascular periférica (gangrena dos membros inferiores) 
▪ Tromboembolismo pulmonar (TEP) 
▪ Hipertensão arterial sistêmica (HAS)