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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINTER ÁREA DE EDUCAÇÃO CURSO DE GRADUÇÃO EM: PSCICOPEDAGOGIA DISCENTE (S): SOLANGE ILZA MAAS VISNADI NÚMERO (S) DO (S) RU: 1135183 FICHAMENTO DE ARTIGO REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA CAMARA, J. D. A. Crianças com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. 2012.. Monografia (Especialização em Métodos e Técnicas em Educação). Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Medianeira, 2012.p.1- 67. PALAVRAS-CHAVE: Transtorno. Déficit de atenção. Aprendizagem RESUMO DA INTRODUÇÃO DO ARTIGO A pesquisa busca analisar no que concerne a área da educação, de maneira específica o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), o qual é definido como um transtorno neurobiológico que acontece em crianças, adolescentes e adultos, sendo também um transtorno neuropsiquiátrico reconhecido pela Organização Mundial de Saúde e registrado oficialmente pela Associação Americana de Psiquiatria no manual chamado de Diagnostic and Statistic Manual (DSM). Este tema merece uma atenção especial de todos os envolvidos na área educacional, tendo em vista que o número de alunos com TDAH tem se tornado bastante expressivo nesse meio, e juntamente com o aumento desse público também surgem dúvidas e questionamentos, as quais infelizmente muitas vezes culminam em um diagnóstico errôneo, prejudicando o aluno em toda a sua extensão escolar, bem como na sua vida. Na área educacional, ou seja, nas escolas esses alunos acabam sendo rotulados como incapazes e sem limites devido sua inquietude e comportamento inadequado em sala de aula, pois muitas vezes os educadores não sabem como lidar com os mesmos e suas dificuldades, isso ocorre infelizmente por uma formação inadequada destes educadores e desconhecimento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Os problemas escolares costumam ser devido aos três sintomas principais do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), os quais apresentam-se como desatenção, hiperatividade e impulsividade. O presente estudo, busca então, ressaltar a importância de conhecer o transtorno, bem como saber ajudar o aluno a em sua trajetória escolar a superá-lo ou então minimizá-lo, pois os educadores privilegiam-se de contato direto com os mesmos, portanto são os primeiros a detectar possíveis problemas no processo de ensino aprendizagem. SÍNTESE SOBRE A LEITURA DO ARTIGO O presente estudo preocupa-se com um problema cada vez mais notório no cenário educativo, o qual requer conhecimento dos educadores, bem como de toda a equipe escolar, pois este quando diagnosticado de forma errônea pode trazer consequências desastrosas para a vida do educando como um todo. A primeiro momento se faz necessário conceituar o que é aprendizagem, pois a mesma consiste em um processo continuo e cumulativo, onde o indivíduo se relaciona com o meio, interagindo com este, compartilhando experiências, realizando intercâmbios, porém nem todos conseguem faze-lo, apresentando dificuldades excessivas, as quais comprometem a aprendizagem de forma significativa, tornando-se um empecilho ao indivíduo em toda sua vida escolar, estendendo-se a profissional. O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), define-se como um transtorno neurobiológico de causas genéticas e influenciado também por fatores ambientais tendo como sintomas marcantes a impulsividade, a irritabilidade e o déficit de atenção, os quais acarretam muitos problemas de ordem social, levando ao baixo rendimento escolar, dificuldade em seguir regras, comportamentos violentos, agressividade, dificuldade de concentração e realização de tarefas simples, entre outros. Diante de uma criança com TDHA, se faz necessário que todos os cenários educacionais, bem como a família do mesmo, estejam em sintonia visando um atendimento diferenciado ao mesmo, também é de suma importância que o diagnostico seja correto, pois ao contrário os resultados podem ser desastrosos tanto na vida escolar quanto pessoal e profissional do indivíduo. A família deve ser vista como um ponto chave na busca de informações sobre o comportamento do indivíduo a ser diagnosticado, pois o TDAH, pode ser resultante de fatores genéticos, onde os próprios pais apresentam o problema, quanto ambientais como por exemplo o tabaco, drogas, complicações na gravidez, má alimentação, falta de vitaminas, desnutrição, violência doméstica, maus-tratos, entre outras situações relevantes. O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), revela-se com maior intensidade no ambiente escolar, local onde os educadores, os quais possuem contato direto com esses alunos, devem estar atentos, bem como capacitados para identificá-los, visando posteriormente encaminhá-los aos profissionais especializados. Após o diagnóstico, torna-se extremamente importante um trabalho em conjunto, entre profissionais como psicólogos, psicopedagogos, neurologistas, fonoaudiólogos e a área educacional para que o educando possa obter êxito em sua vida como um todo. CITAÇÕES RELEVANTES Nas palavras de Drouet (2001, p.07): “(...) A aprendizagem é um processo Cumulativo, ou seja, cada nova aprendizagem vai se juntar ao repertório de conhecimentos e de experiências que o indivíduo já possui, indo construir sua bagagem cultural”. Segundo Bock (1999, p.124): Para Vigotsky, a aprendizagem sempre inclui relações entre as pessoas. A relação do indivíduo com o mundo está sempre mediada pelo outro. Não há como aprenderem aprender o mundo se não tivermos o outro, aquele que nos fornece os significados que permitem pensar o mundo a nossa volta (...). De acordo com Zacharias. (2005, p, 302) :(...) a dificuldade de aprendizagem afeta a capacidade para compreender, recordar e transmitir informações. Raramente ela pode ser atribuída a uma única causa. Só é possível falar de dificuldade de aprendizagem quando se faz referências a alunos que: Tem um quociente intelectual normal ou muito próximo da normalidade, ainda superior; seu ambiente sócio familiar é normal; não apresentam deficiências sensoriais nem afecções neurológicas significativas. Segundo Associação Brasileira de Transtorno de Déficit de Atenção (ABDA) o TDAH é um transtorno neurobiológico de causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. O TDAH é caracterizado basicamente por Sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade. (TEIXEIRA 2011, p.234). A impulsividade é um sintoma marcante do TDAH o que pode resultar crianças e adolescentes muito irritados, com baixo linear de frustração, que se envolvem constantemente em brigas com colegas e familiares. (TEIXEIRA 2011 209). Uma criança com TDAH normalmente é desorganizada, comete erros por descuido, apresenta dificuldade para se concentrar e seguir ordens evita a execução de exercícios ou atividades que exijam muita atenção, é esquecida e se distrai com facilidade. Muitas vezes, parece não escutar quando alguém lhe dirige a palavra, não termina os deveres de casa e perde o material escolar, chaves, dinheiro e brinquedos. De acordo com Teixeira (2011 p.124) Teixeira (2011, p 167): São alterações químicas cerebrais provocadas por mudanças do código genético e que podem envolver diversas áreas do cérebro a principal é o córtex pré-frontal. A alteração do funcionamento dessa região provoca problemas no controle das funções executivas do cérebro, responsável pelo planejamento, organização e controle dos impulsos. Barkley (2008, p.115) conclui: O TDAH adquiriu maturidade como transtorno e tema de estudo científico sendo amplamente aceito pelos profissionais pediátricos e da saúde mental como uma deficiência legítima do desenvolvimento. Atualmente, ele é um dos transtornos da infância mais estudados[...]. De acordo com Teixeira (2011, p. 128), o diagnóstico do TDAH é essencialmente clínico: [...] deverá envolver um estudo clínico detalhado, uma avaliação comportamental completa, que pode ser dividida em cinco etapas: avaliação com os pais ou responsáveis, avaliação da escola, avaliações complementares, aplicaçãocomplementar de escalas padronizadas para o TDAH e avaliação da criança/adolescente.