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Vanessa Rosa Pereira Fidelis
Núbia dos Santos Saad Ferreira
Maria Regina Ayres de Lima
Tecnologia da construção civil
 Teoria das estruturas II
© 2014 by Universidade de Uberaba
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser 
reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, 
eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de 
sistema de armazenamento e transmissão de informação, sem prévia autorização, 
por escrito, da Universidade de Uberaba.
Universidade de Uberaba
Reitor: 
Marcelo Palmério
Pró-Reitora de Ensino Superior:
Inara Barbosa Pena Elias
Pró-Reitor de Logística para Educação a Distância:
Fernando César Marra e Silva
Assessoria Técnica:
Ymiracy N. Sousa Polak
Produção de Material Didático:
• Comissão Central de Produção
• Subcomissão de Produção
Editoração:
Supervisão de Editoração
Equipe de Diagramação e Arte
Capa:
Toninho Cartoon
Edição:
Universidade de Uberaba
Av. Nenê Sabino, 1801 – Bairro Universitário
Catalogação elaborada pelo Setor de Referência da Biblioteca Central UNIUBE
ISBN 978-85-7777-503-3
Sobre as autoras
Vanessa Rosa Pereira Fidelis
Mestre em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Uberlândia 
(UFU). Graduada em Engenharia Civil pela Universidade Federal de 
Uberlândia (UFU). Professora das disciplinas de Materiais de Construção 
Civil e Tecnologia da Construção Civil da Universidade de Uberaba 
(Uniube-Uberlândia). Consultora em sistemas de Gestão da Qualidade 
segundo as normas ISO 9000 e SiAC. 
Núbia dos Santos Saad Ferreira
Mestre em Engenharia de Estruturas, pela Universidade de São Paulo 
(EESC/USP). Graduada em Engenharia Civil pela Universidade Federal 
de Uberlândia (FECIV/UFU). Professora da Faculdade de Engenharia 
Civil (FECIV/UFU) e professora nos cursos de Engenharias na Uniube/
Uberlândia.
Maria Regina Ayres de Lima
Pós-graduada em Engenharia de Estruturas, pela Universidade de São 
Paulo (EESC/USP). Graduada em Engenharia Civil pela Faculdade de 
Engenharia de Barretos – Barretos-SP. Professora da Faculdade de 
Engenharia Civil (FECIV/UFU) e nos cursos de Engenharias na Uniube/
Uberlândia. Atua na área de projeto estrutural.
Sumário
Apresentação ....................................................................................... IX
Parte I Tecnologia da construção civil .................................................... 1
Capítulo 1 Técnicas construtivas: processos iniciais ............................ 3
1.1 Organização de canteiro de obras ...........................................................................5
1.1.1 Conceitos gerais..............................................................................................5
1.1.2 Layout do canteiro de obras ...........................................................................6
1.1.3 A definição do layout do canteiro .................................................................24
1.1.4 Normas regulamentadoras ...........................................................................26
1.2 Locação de obras ...................................................................................................29
1.2.1 Conceitos gerais............................................................................................29
1.2.2 Locação de estacas ......................................................................................30
1.3 Execução de fundações diretas .............................................................................34
1.3.1 Sapata corrida ...............................................................................................35
1.3.2 Radier ............................................................................................................37
1.4 Execução de fôrmas de madeira ............................................................................39
1.4.1 Fôrmas para pilar ..........................................................................................40
1.4.2 Fôrmas para paredes ....................................................................................42
1.4.3 Fôrmas para vigas ........................................................................................43
1.4.4 Fôrmas para lajes .........................................................................................45
1.5 Armação para concreto ...........................................................................................50
1.5.1 Corte e dobra ................................................................................................50
1.5.2 Montagem .....................................................................................................52
1.6 Concretagem com concreto usinado ......................................................................53
1.6.1 Preparação e cuidados para o recebimento do concreto.............................53
1.6.2 Pedido e programação do concreto ..............................................................53
1.6.3 Transporte do concreto na obra ....................................................................54
1.6.4 Lançamento do concreto ..............................................................................55
1.6.5 Adensamento do concreto por meio de vibradores de imersão ...................56
1.6.6 Cura do concreto ...........................................................................................57
1.6.7 Verificação .....................................................................................................57
Capítulo 2 Técnicas construtivas: alvenaria ........................................ 65
2.1 Alvenaria de vedação de blocos cerâmicos ...........................................................67
2.1.1 Introdução .....................................................................................................67
2.1.2 Blocos e tijolos cerâmicos .............................................................................68
2.1.3 Argamassa de assentamento .......................................................................69
2.1.4 Equipamentos de execução ..........................................................................71
2.1.5 Etapas de execução ......................................................................................71
2.1.6 Alvenaria racionalizada .................................................................................81
2.2 Revestimentos argamassados ...............................................................................83
2.2.1 Introdução .....................................................................................................83
2.2.2 Tipos de revestimentos .................................................................................84
2.2.3 Revestimentos verticais ................................................................................84
2.2.4 Funções e características dos revestimentos verticais ................................87
2.2.5 Etapas de execução ......................................................................................90
2.2.6 Revestimentos horizontais ............................................................................93
2.2.7 Funções e características dos revestimentos horizontais ............................94
2.2.8 Etapas de execução ......................................................................................94
2.3 Revestimentos com pasta de gesso.......................................................................96
2.4 Revestimento cerâmico de piso .............................................................................98
2.5 Pintura ...................................................................................................................105
2.5.1 Revestimento argamassado de parede interno .........................................105
2.5.2 Revestimento argamassado de parede externo ........................................106
2.5.3 Esquadrias de metal ferroso .......................................................................1072.5.4 Esquadrias e demais bases de madeira ....................................................107
2.5.5 Revestimentos de gesso corrido e placas de gesso ..................................108
2.5.6 Tubulações ..................................................................................................109
2.6 Instalações hidráulicas e de esgoto .....................................................................110
2.7 Instalações de gás ................................................................................................114
Capítulo 3 Orçamento, planejamento e controle de obras................ 123
3.1 Orçamento ............................................................................................................125
3.1.1 Custo unitário básico ..................................................................................125
3.1.2 Custo por etapa de obra ............................................................................128
3.1.3 Orçamento detalhado .................................................................................130
3.2 Planejamento e controle de obras ........................................................................178
3.2.1 Importância do planejamento e controle ....................................................180
3.2.2 Deficiências do planejamento e controle ....................................................181
3.2.3 Bases para o planejamento e controle .......................................................183
3.2.4 Indicadores do planejamento e controle .....................................................185
3.2.5 Etapas para elaboração do planejamento .................................................186
Parte II Teoria das estruturas II .......................................................... 207
Capítulo 4 Estruturas hiperestáticas: Método dos deslocamentos ... 209
4.1 Grau de deslocabilidade de estruturas .................................................................211
4.1.1 Deslocabilidade interna (di) .........................................................................212
4.1.2 Deslocabilidade externa (de) .......................................................................213
4.2 Descrição do método dos deslocamentos ...........................................................215
4.3 Procedimentos para a aplicação do método dos deslocamentos .......................216
4.4 Problemas de aplicação resolvidos ......................................................................243
Capítulo 5 Estruturas hiperestáticas: Processo de Cross e análise 
 computacional .................................................................. 269
5.1 Descrição do Processo de Cross .........................................................................271
5.1.1 Coeficiente de rigidez (K) ............................................................................272
5.1.2 Coeficiente de distribuição (d) ....................................................................274
5.1.3 Coeficiente de propagação ou transmissão (t) ...........................................275
5.2 Procedimentos para a aplicação do Processo de Cross .....................................276
5.3 Problemas de aplicação resolvidos – PARTE I ....................................................279
5.4 Análise computacional de estruturas ....................................................................310
5.5 Problemas de aplicação resolvidos – PARTE II ...................................................313
Caro(a) aluno(a).
Você está recebendo o livro didático de Tecnologias da Construção 
Civil e Teorias das Estruturas II, da Uniube – Universidade de Uberaba, 
ofertado na modalidade a distância.
O livro contém cinco capítulos e está organizado em duas partes, 
intituladas parte I: Tecnologia e materiais da construção civil e parte II: 
Tecnologia e sistemas estruturais.
No primeiro capítulo, Técnicas Construtivas – processos iniciais, são 
abordados os processos para implantação e execução de uma obra. 
Além disso, verificaremos os principais tipos de estruturas utilizados 
(fundações, pilares, vigas, lajes, etc.). Com base neste assunto, ainda 
iremos trabalhar com as normas regulamentadoras que tratam da 
segurança e medicina do trabalho.
No segundo capítulo, Técnicas Construtivas – alvenaria, daremos 
continuidade ao processo construtivo de uma obra. Aprenderemos os 
processos de execução e os tipos de estruturas. Conheceremos os 
processos para execução da alvenaria de vedação (blocos cerâmicos), 
a execução de revestimentos e pinturas, além dos principais tipos de 
instalações prediais (água, esgoto, gás). 
No terceiro capítulo, Orçamento, Planejamento e Controle de Obras, 
você, educando(a), será capaz de levantar, por meio de orçamentos e 
estimativas de custos, a viabilidade técnico-econômica de uma obra, 
Apresentação
X UNIUBE
de forma detalhada com as etapas mínimas para obtenção de custos 
de materiais, mão de obra, equipamentos, encargos sociais, impostos, 
outras despesas e lucro. 
No quarto capítulo, Estruturas Hiperestáticas: Método dos 
deslocamentos, será apresentado o Método dos Deslocamentos 
utilizado para cálculo de estruturas isostáticas ou hiperestáticas, sendo 
especialmente útil no estudo dessas últimas, através de análise matricial 
de estruturas.
No último capítulo, Estruturas Hiperestáticas: Processo de Cross 
e Análise computacional, serão apresentados os procedimentos 
para a aplicação do Processo de Cross e serão abordadas aplicações 
computacionais para o cálculo de estruturas reticuladas, utilizando o 
programa FTOOL.
Os conteúdos abordados, neste livro, são fundamentais para sua 
atuação profissional. Assim, recomendamos que estude com afinco e 
determinação.
Tecnologia da construção civil
Parte I
Vanessa Rosa Pereira Fidelis
Introdução
Técnicas construtivas: 
processos iniciais
Capítulo
1
Neste primeiro capítulo que aborda a Tecnologia de Construção 
Civil, você terá oportunidade de conhecer os processos iniciais 
para execução de uma obra.
Após a escolha do local de implantação da obra e a conclusão dos 
projetos, segue-se para a organização do canteiro de obras, na 
qual, deve-se também realizar um projeto para definição dos locais 
necessários para as instalações provisórias e suas respectivas 
áreas, juntamente com a avaliação do local para suprimento das 
concessionárias locais de água, esgoto e energia elétrica.
O capítulo define e descreve também os processos de locação 
da obra; execução de fundações diretas; execução de fôrmas de 
madeira, montagem de armadura e concretagem com concreto 
usinado. Os processos executivos abordados foram escolhidos por 
serem mais comuns nas obras convencionais e, por esse motivo, 
foram apresentados de maneira sintetizada, entretanto com a 
apresentação de todas as etapas necessárias para a execução.
A finalidade deste trabalho é orientá-lo(a) na execução de obras de 
construção civil. Com esse intuito, o capítulo apresenta diversas 
ilustrações como forma de lhe aproximar do canteiro de obras e 
elucidar a sequência construtiva de cada processo. 
4 UNIUBE
Ao final do estudo deste capítulo, esperamos que você seja capaz de:
• definir os espaços necessários para implantação de instalações 
provisórias destinadas ao canteiro de obras;
• elaborar layout de implantação do canteiro de obras;
• reconhecer os equipamentos utilizados na produção da obra;
• coordenar a execução de fundações diretas com sapatas 
corridas e radiers;
• coordenar a execução de fôrmas de madeira para vigas, 
pilares e lajes em concreto armado;
• reconhecer as lajes treliçadas, maciças e nervuradas;
• coordenar a execução de montagem de armadura para 
estruturas de concreto armado;
• coordenar o pedido, recebimento e utilização do concreto 
usinado aplicado em estruturas de concreto armado.
Este capítulo apresenta pela ordem prevista de realização os 
diversos assuntos, indicando as respectivas normas brasileiras e 
regulamentadorasnecessárias.
1.1 Organização de canteiro de obras
1.2 Locação de obras
1.3 Execução de fundações diretas
1.4 Execução de fôrmas de madeira
1.5 Armação para concreto
1.6 Concretagem com concreto usinado
Objetivos
Esquema
 UNIUBE 5
Organização de canteiro de obras1.1
1.1.1 Conceitos gerais
1.1.1.1 Canteiro de obras
O canteiro de obras é o local onde todos os recursos de produção 
apresentam-se disponíveis de forma organizada, a fim de proporcionar 
apoio na realização dos trabalhos de produção, e ainda, viabilizar todas 
as ações que buscam a racionalização.
O canteiro mostra-se conforme a NBR 12284 (1991), os Códigos de 
Obras Municipais e as Normas Regulamentadoras do Ministério do 
Trabalho e Emprego. 
O canteiro de obras compreende as áreas em torno da edificação, dentro 
dos limites do terreno, as áreas dentro da própria edificação, os locais 
de apoio e locais de realização dos serviços ligados à execução da obra.
Para uma melhor compreensão deste trabalho, enxergaremos o canteiro 
de obras como o local no qual se dispõem todos os recursos de produção 
(mão de obra, materiais e equipamentos), organizados e distribuídos de 
forma a apoiar e a realizar os trabalhos de construção, observando os 
requisitos de gestão, racionalização, produtividade e segurança/conforto 
dos operários.
1.1.1.2 O espaço físico
No espaço físico disponível para instalação do canteiro é necessária 
a disposição adequada dos recursos, sejam eles recursos humanos, 
materiais ou de equipamentos, de forma a proporcionar um apoio 
satisfatório à produção no canteiro de obras. Podemos dizer que esta 
adequação está diretamente relacionada com o tamanho da obra, tipo 
de obra e processos que serão executados na mesma.
6 UNIUBE
Dentre as classificações mais comuns para os arranjos físicos estão: 
arranjo físico por produto ou linear, arranjo físico por processo ou funcional 
e arranjo físico posicional ou fixo. Neste último, os recursos que serão 
processados não fluem pelas operações. Ao contrário, ficam estáticos e o 
fluxo se dá por meio do movimento de pessoal, máquinas, equipamentos 
e instalações em relação ao produto processado. Este tipo de arranjo é 
empregado quando a escala (tamanho) do produto não permite que ele 
seja deslocado e quando ele abriga diversos processamentos, tal como 
ocorre na indústria da construção. (MAIA e SOUZA, 2003)
É importante ressaltar que, apesar de a construção de edificações, 
propriamente dita, poder ser inserida na classe dos arranjos físicos 
posicionais, dentro de um canteiro de obras, há vários arranjos físicos 
específicos por produto, como por exemplo, nas centrais de aço, fôrmas, 
pré-moldados e de produção de argamassas.
1.1.1.3 Indústria da construção
Segundo Abiko et. al. (2005), a construção civil é dividida em duas as 
partes principais. A primeira é o segmento das edificações, composto 
por obras habitacionais, comerciais, industriais, sociais (escolas, 
hospitais etc.) e destinadas a atividades culturais, esportivas e de lazer 
(quadras, piscinas etc.). O outro segmento é o de construções pesadas 
que engloba as vias de transporte e obras de saneamento, irrigação/
drenagem, geração e transmissão de energia, sistemas de comunicação 
e de infraestrutura.
1.1.2 Layout do canteiro de obras
O canteiro de obras, por ser o espaço para concretizar todo o trabalho 
de concepção de uma obra, acaba recebendo influências de todas as 
atividades que dizem respeito a um empreendimento. Sendo assim, 
 UNIUBE 7
a concepção do canteiro de obras acaba se dando por um processo 
interativo, em que cada modificação quanto à construção da obra acaba 
gerando uma melhor solução para o layout do mesmo. (SOUZA e 
FRANCO, 1997)
A Figura 1 apresenta um fluxograma de atividades para o planejamento 
do canteiro no decorrer das fases do empreendimento e seus respectivos 
detalhamentos.
Figura 1: Fluxograma de atividades que compõem o planejamento do canteiro de obras. 
Fonte: Souza & Franco (1997, p.1).
Cada definição a ser tomada ao longo do planejamento, deverá ser 
adaptada à realidade de cada empresa/empreendimento e continuamente 
discutida e melhorada, tendo como base cada uma das etapas mostradas.
8 UNIUBE
1.1.2.1 Prazos
O prazo de execução da obra é o primeiro item a ser considerado 
na definição do canteiro de obras. Deve-se observar a data início de 
execução, considerando-se períodos de intempéries e mobilidade das 
instalações provisórias do canteiro.
1.1.2.2 Projetos
O bom planejamento do canteiro depende das informações do projeto do 
empreendimento. A falta de projetos detalhados antes do planejamento 
do canteiro de obras gera canteiros mal planejados e custos extras de 
mudanças durante a execução da obra. 
Os projetos detalhados definem: delimitações do terreno; níveis do 
terreno; condições das construções vizinhas se houver; vias de acesso 
ao local para verificação das suas condições e condições de tráfego 
se houver; existência ou não de rede de água e esgoto sanitário; rede 
elétrica da concessionária local.
1.1.2.3 Plano de ataque
O “plano de ataque” de um empreendimento é o plano de execução da 
obra definido a partir do planejamento, constando prazos e sequência 
de execução. Com base na definição desse plano, define-se o layout do 
canteiro e as mudanças que ocorrerão durante o processo de construção.
1.1.2.4 Cronograma físico
Com o projeto e plano de ataque definidos, faz-se o cronograma físico 
com os prazos para execução de cada atividade e a dependência das 
tarefas. 
 UNIUBE 9
A partir deste cronograma, planejam-se os recursos necessários ao longo 
do tempo, podendo ser recursos de pessoal, materiais e equipamentos 
envolvendo: o transporte interno e externo; armazenamento de materiais; 
localização de equipamentos e centrais de produção e outros.
1.1.2.5 Tecnologias
A existência de diferentes tipos de equipamentos disponíveis no mercado 
requer a definição da melhor tecnologia a ser utilizada na execução da 
obra dependendo do tipo de serviço a ser executado em cada fase da 
construção. 
1.1.2.6 As fases do canteiro
Faz parte da execução da obra, a mudança do canteiro ao longo do 
processo, seja para facilitar o processo de execução ou para liberação de 
áreas que serão ocupadas. Assim, é imprescindível o estudo detalhado 
antes do início da obra antevendo as fases, fazendo com que o canteiro 
acompanhe a fase de execução da obra.
A demanda em cada fase é determinada pelo cronograma de mão de 
obra, cronograma de materiais e previsão de equipamentos, em que se 
detectam os picos de produção e a relação de insumos necessários para 
gerar os espaços adequados. As normas NR-18 e NBR 12284 podem 
servir de referência para fixação das áreas no canteiro em cada fase. 
Abaixo apresentamos a Tabela 1 que auxilia na definição das áreas de 
armazenamento:
Tabela 1: Exemplo de definição de espaço para armazenamento do cimento
Material
Quantidade 
no pico
Características 
do estoque
Área (m2) 
necessária
Cimento 200 sacos Pilhas 10 sacos 8,4 m2
10 UNIUBE
1.1.2.7 Elementos do canteiro
Relacionam-se a seguir os principais elementos do canteiro de obras. 
Entende-se por elementos do canteiro todas as partes que o contêm.
a) Elementos ligados à produção:
• Central de argamassa e concreto.
• Central de corte, dobra e montagem de armação (Figura 2).
Figura 2: Central de corte, dobra e montagem de armação.
• Central de produção de pré-moldados (Figura 3).
Figura 3: Central de produção de painéis e de vergas pré-moldadas.
 UNIUBE 11
• Central de corte e montagem de fôrmas.
• Montagem de kits de instalações (Figura 4).
Figura 4: Kits de esgoto prontos para serem utilizados.
b) Elementos de apoio à produção:
• Baias para estoque de areia e brita (Figura 5), pó de pedra e outros
Figura 5: Baias com estoque de areia
• Local coberto com estrado de madeira para cimento, cal e outros 
materiais ensacados (observar o empilhamento máximo de 10 
sacos).
• Estoque de blocos de concreto, cerâmico e telhas.• Barras de aço livre de contato com o solo separados em bitolas.
12 UNIUBE
• Cavaletes para tubulação hidráulica (Figura 6), elétrica e outros.
Figura 6: Cavalete para armazenamento de tubulação hidráulica por diâmetro.
• Masseiras para estoque de argamassa industrializada a granel.
• Estantes para estoque de conexões (Figura 7).
• Local coberto para estoque de esquadrias (Figura 7).
Figura 7: Almoxarifado com prateleiras para separação de materiais.
 UNIUBE 13
• Local para coleta de resíduos (Figura 8).
Figura 8: Modelo de coleta de resíduos sólidos (baias e latões identificados).
• Estoque de materiais de pintura.
• Local seguro para estoque de metais.
• Estoque de louças.
• Estoque de madeira para fôrmas e estruturas.
• Almoxarifado para empreiteiros.
• Almoxarifado para ferramentas.
• Argamassadeira (Figura 9).
• Betoneira e outros equipamentos (Figura 9 e Figura 10).
• Pontos de água, esgoto e eletricidade.
Figura 9: Betoneira, argamassadeira e compactador tipo “sapo”.
14 UNIUBE
Figura 10: Betoneira autocarregável.
c) Área de Vivência:
• Refeitório (Figura 11).
Figura 11: Refeitório de chapas compensadas e tela mosquiteiro.
• Cozinha (se houver).
• Vestiário.
• Instalações sanitárias.
• Área de lazer.
 UNIUBE 15
• Sala de treinamento.
• Lavanderia.
• Alojamento (se houver).
d) Apoio Técnico / Administrativo:
• Sala engenharia.
• Sala de reuniões (se necessário).
• Recepção / guarita (se necessário).
• Controle de ponto.
• Outros
e) Sistema de Transporte Vertical:
• Elevador de carga (guincho) ou (prancha).
• Elevador de passageiro (gaiola).
• Grua.
• Sarilho.
• Torres.
• Guindastes sobre rodas ou esteiras.
• Bombas de argamassa e concreto.
f) Sistema de Transporte Horizontal:
• Padiola.
• Gerica.
• Balde.
• Carrinho de mão.
• Porta-palet.
• Dumper.
• Bob-cat.
16 UNIUBE
g) Outros Elementos:
• Ligação de água, energia elétrica e esgoto (Figura 12).
Figura 12: Gerador de energia em local sem rede elétrica.
• Portão de entrada de materiais.
• Portão de entrada de pessoal.
• Stand de vendas.
• Tapume, cerca e proteções.
• Área de circulação.
• Sinalização.
• Segurança do trabalho.
• Equipamento de proteção.
• Enfermaria (ambulatório).
• Depósitos.
• Gerador.
• Estacionamento.
• Andaime de marcação e fachada.
 UNIUBE 17
1.1.2.8 Plano de controle de localização e manutenção de equipamentos
Os equipamentos são indispensáveis para o correto andamento do 
processo de produção; assim, o controle de entrada dos equipamentos 
na entrada e durante o período de permanência na obra deve acontecer 
por meio de um plano que envolva o correto recebimento, a localização 
adequada e ainda a forma e periodicidade de manutenção, garantindo o 
perfeito funcionamento durante cada fase de produção. 
Além disso, a localização dos equipamentos no canteiro deve ser de 
forma a não atrapalhar o fluxo de materiais e pessoal, pois sua função é 
tornar o processo produtivo. A Figura 13 mostra uma central de produção 
de argamassa e concreto com acessos facilitados para a chegada de 
carrinhos e padiolas.
Figura 13: Central de produção de argamassa e concreto.
18 UNIUBE
1.1.2.9 Critérios para o arranjo físico dos elementos do canteiro
Após definição dos elementos necessários para a execução das 
atividades de produção e apoio à obra, torna-se necessária a avaliação 
de cada local de instalação do canteiro para que se tenham as melhores 
escolhas e melhor arranjo dentro da área e condições existentes.
Apresenta-se, a seguir, um quadro-resumo (Quadro 1) do detalhamento 
de uma lista com os critérios a serem considerados nas propostas de 
arranjo físico do canteiro de obras.
Quadro 1: Quadro-resumo do detalhamento de critérios determinantes dos arranjos físicos do 
canteiro de obras. 
Critério Definição Fatores
Acessibilidade
Facilidade de entrada 
e saída de pessoas, 
materiais (e seus 
respectivos meios 
de transportes) e 
equipamentos no 
canteiro de obras, 
entre a via pública 
e o seu local de 
descarregamento, 
estoque, posição de 
trabalho / aplicação 
ou até o equipamento 
de transporte vertical.
a) Existência de entrada 
exclusiva para mão de obra.
b) Quantidade e qualidade dos acessos 
para materiais incluindo dimensões.
c) Regiões servidas pelos acessos.
d) Facilidade de acessos aos 
equipamentos de transporte vertical.
f) Local para parada de caminhões 
nas proximidades do canteiro.
Facilidade para 
a movimentação 
de materiais
Indica a facilidade 
com que os materiais 
são levados de 
um ponto a outro, 
dentro do canteiro.
a) Distâncias horizontais reduzidas 
entre o ponto de recebimento e o 
ponto final de utilização dos materiais.
b) Minimização do número de etapas 
do fluxograma de processos.
c) Características das vias 
de transportes internos.
d) Adoção de sistemas de transportes 
adequados para cada tipo de obra.
 UNIUBE 19
Critério Definição Fatores
Facilidade para 
a movimentação 
de pessoal 
(deslocamento 
sem a finalidade 
de transporte 
de materiais).
Indica a a facilidade de 
deslocamento da mão 
de obra, de um ponto a 
outro do canteiro, para 
finalidades diversas 
(não de transportes 
de materiais).
a) Existência de transporte vertical 
mecanizado para o pessoal.
b) Somatório das distâncias 
horizontais percorridas pela 
mão de obra sem finalidade de 
transportar materiais (distâncias a 
partir dos postos de trabalho até 
sanitários, vestiários, almoxarifado, 
refeitório, lazer e outros).
Confiabilidade 
dos 
equipamentos
Confiabilidade denota 
segurança ou certeza 
no cumprimento de uma 
tarefa ou incumbência. 
A confiabilidade de 
um elemento/sistema 
pode ser entendida 
como a conjungação 
da probabilidade de 
falha do mesmo com o 
impacto provocado sobre 
a produção no caso da 
ocorrência da falha.
a) Existência de critérios para o 
recebimento de equipamentos.
b) Existência de plano de 
manutenção preventiva.
c) Existência de cronograma 
de equipamentos que defina 
a quantidade demandada 
por fase da obra. 
Aspectos 
adicionais quanto 
à qualidade do 
armazenamento
A qualidade do 
armazenamento pode 
ser entendida como um 
conjunto de propriedades, 
atributos e/ou condições 
desejáveis do local 
de estoque para que 
seja considerado 
adequado à manutenção 
das características 
físicas e químicas e 
do desempenho de 
determinado material ou 
insumo. Além disso, os 
estoques devem evitar 
a perda de materiais.
a) Dimensionamento 
adequado para cada tipo e 
quantidade de material.
b) Distância de outros fluxos.
c) Acesso e saída facilitados.
d) Os estoques devem ter 
características de proteção 
adequadas com relação à ação 
das intempéries (sol, chuva, 
etc.) para cada tipo de material. 
Acesso e saída facilitados.
20 UNIUBE
Critério Definição Fatores
Segurança 
patrimonial
Conjunto de medidas 
que visam evitar furtos 
de materiais dentro do 
canteiro de obras.
a) Existência da guarita.
b) Número reduzido de 
acessos ao canteiro.
c) Posição reservada dos acessos 
em relação ao estoque de 
materiais de maior valor agregado.
d) Distâncias elevadas 
entre os acessos.
e) Distância elevada e visibilidade 
deficiente dos acessos em relação 
à guarita ou ao almoxarifado.
f) Posição deficiente dos 
estoques em relação à guarita.
Segurança da 
mão de obra
Preservação da saúde e 
do estado físico natural 
dos trabalhadores pela 
proteção dos mesmos 
quanto aos riscos de 
um acidente. A proteção 
contra os acidentes 
dá-se através da redução 
da probabilidade da 
ocorrência de “incidentes” 
e da mitigação e/ou 
eliminação das suas 
consequências.
a) Necessidades minorada do uso 
da mão de obra para o transporte 
de materias dentro do canteiro.
b) Características adequadas 
dos percursos realizados pela 
mão de obra pra diversos fins. 
Para tanto, deve-se evitar a 
existência de trajetos sujeitos a 
quedas de materiais: próximos 
a desníveis; próximos a áreas 
de produção; muito extensos; e 
que demandem elevado esforço 
fisíco para a movimentação(subir escadas, por exemplo).
 UNIUBE 21
Critério Definição Fatores
Estética e 
marketing
Estética e marketing 
são encarados 
como o conjunto 
de características, 
propriedades, atributos 
ou condições visuais 
que denotem e reforcem 
uma imagem (comercial) 
positiva da empresa 
construtura da obra, para 
o público em geral.
a) Posicionamento dos elementos 
que possam causar boa impressão 
aos transeuntes e visitantes.
b) Adoção de equipamentos 
que possam impressionar os 
visitantes ou transeuntes (por 
exemplo, a adoção de grua).
c) Controle da visibilidade da 
obra de fora para dentro quanto 
às partes do canteiro que não 
se quer mostrar ao público 
externo (por exemplo, a produção 
artesanal de argamassa).
d) Facilidade de limpeza 
e retirada do entulho. 
e) Posicionamento privilegiado 
do stand de vendas.
Flexibilidade
Aptidão ou capacidade 
que o canteiro tem de 
adaptar-se às mudanças 
nas características e/ou 
volumes de trabalho.
a) Posicionamento dos 
elementos em locais que 
permitam a sua permanência 
durante o maior tempo possível 
sem sofrerem alterações.
b) Possibilidades de realizar 
modificações no canteiro, quando 
necessárias, o mais rápido possível 
e com o mínimo de interferências 
(por exemplo, compondo um local 
de estoques que possam servir 
para diferentes fases da obra).
c) Área reservada a um elemento, 
maior que a estritamente 
necessária, gerando capacidade 
de abrigar demandas excepcionais.
d) Modularidade das instalações, 
facilitando evetuais acréscimos 
ou reduções de áreas 
destinadas aos elementos.
e) Composição do local que 
abriga o elemento, permitindo 
fácil montagem/remontagem.
22 UNIUBE
Critério Definição Fatores
Salubridade, 
conforto e 
motivação do 
operário 
Conjunto de fatores que promove 
a saúde ocupacional e a higiene 
no ambiente de trabalho, contribui 
para o conforto e bem-estar do 
operário e, além disso, induz 
positivamente a conduta e a 
postura do trabalhador com 
relação ao trabalho que executa.
a) Respeito às normas 
(pelo menos).
Meio-ambiente
Correta destinação de 
resíduos sólidos e liquídos 
gerados pela obra
a) Local para coleta 
seletiva de resíduos sólidos 
destinados à reciclagem.
b) Local para 
posicionamento de 
caçamba para coleta de 
outros resíduos sólidos 
que não serão reciclados.
c) Local de destinação 
de resíduos líquidos 
oriundos de águas de 
lavação das betoneiras e 
ferramentas de trabalho.
Interação 
administração/
produção
Facilidade de gestão / 
acompanhamento “visual” 
das atividades de produção 
dentro do canteiro de obras.
a) O posicionamento da 
área administrativa que 
privilegie a gerência e o 
controle visual da produção 
é desejado, pois, dessa 
forma, o engenheiro pode 
identificar mas facilmente 
problemas na produção.
Custo
Valor despedido na compra 
de material, ferramentas e 
equipamentos e no pagamento 
de mão de obra para a 
construção do canteiro de obras. 
Estão incluídos, também, os 
custos dos equipamentos que 
farão parte do canteiro, tais como 
guinchos, grua, balancins, etc.
Fonte: Adaptado de Maia e Souza (2003, p.8-11).
 UNIUBE 23
Acessibilidade
Note que a Figura 14 apresenta depósito intermediário de telhas cerâmicas 
de frente à unidade habitacional onde o material será utilizado.
Figura 14: Acessibilidade – Depósito de telhas cerâmicas.
Estética e interação administração/produção
A Figura 15 mostra a identificação visual de quadras e lotes de um 
empreendimento de repetições horizontais. A identificação melhora a 
estética da obra, facilita o transporte de pessoas e materiais e, ainda, 
permite um melhor acompanhamento do controle da produção por parte da 
administração.
Figura 15: Identificação visual de quadras e lotes.
EXEMPLIFICANDO!
24 UNIUBE
1.1.3 A definição do layout do canteiro 
Para a definição do layout do canteiro, apenas critérios técnicos não são 
suficientes. O planejamento também deve ser realizado tendo como base 
a criatividade dos planejadores. O objetivo é um espaço que reúna todas 
as características técnicas necessárias para o melhor fluxo produtivo da 
obra; todos os aspectos relacionados à saúde, bem-estar e segurança 
dos operários, e ainda, aspectos que busquem a garantia de um menor 
impacto ambiental dos resíduos líquidos e sólidos gerados pela obra.
A Figura 16 apresenta o layout de um empreendimento composto de 
17 casas térreas. O local de implantação do canteiro de obras ficou 
deslocado das construções em virtude da falta de espaço livre mais 
próximo, e ainda, pela grande declividade do terreno nas demais áreas.
Figura 16: Layout de um canteiro de obras.
Durante essa definição, muitas opções são percebidas, cabe então um 
conselho entre equipe de planejamento e execução da obra para optar 
pela melhor solução. Os elementos essenciais nessa definição estão 
relacionados a seguir:
 UNIUBE 25
1.1.3.1 Fluxograma dos processos
O fluxo de produção abrange, além do caminho a ser percorrido para o 
transporte dos materiais, a quantidade de materiais demandada em cada 
fase do processo. Assim, a localização de elementos essenciais à melhor 
fluidez do processo deve ser cuidadosamente analisada.
1.1.3.2 Proximidade desejável entre os elementos do canteiro
Deve-se observar a interação entre os elementos do processo durante 
cada fase da obra, sejam eles relacionados à produção ou ao apoio à 
produção.
1.1.3.3 Roteiro para posicionamento dos elementos do canteiro
Como não há apenas uma regra para determinação do posicionamento 
dos elementos no canteiro, sugere-se um roteiro simplificado que serve 
de referência de como proceder à disposição (SOUZA e FRANCO, 1997):
• posicionamento do “stand” de vendas;
• escolha do local do(s) acesso(s);
• posicionamento da guarita;
• escolha do posicionamento do(s) equipamento(s) de transporte 
vertical;
• localização da área de alojamento/sanitários;
• localização dos almoxarifados;
• localização, em ordem decrescente de importância, dos principais 
processamentos intermediários (central de argamassa, corte, dobra 
e pré-montagem de armadura) associados a seus respectivos 
estoques;
• localização do escritório.
26 UNIUBE
1.1.3.4 Lista de experiências passadas vividas pela empresa / 
 planejadores
Constantemente estamos aprendendo com as experiências que vivemos, 
e não é diferente quando falamos da definição do layout de um canteiro 
de obras. Portanto, recomenda-se que os planejadores tenham listados 
itens que contribuam para a definição de um layout em uma nova obra, 
seja para evitar a recorrência ou para antever situações que venham a 
prejudicar o bom andamento do processo.
1.1.3.5 Seleção da melhor alternativa
Bom, falar de melhor alternativa seria quase uma pretensão de nossa 
parte, contudo, os estudos apresentados visam minimizar os erros na 
definição de um canteiro de obras personalizado para cada tipo de obra. 
A melhor opção deve ser baseada nesses critérios somada à experiência 
e ao bom senso dos planejadores, conciliando o que há de melhor em 
cada item a ser definido.
1.1.4 Normas regulamentadoras
Dentre as normas que todas as empresas e trabalhadores de todos os 
ramos devem cumprir obrigatoriamente, destacam-se aquelas Normas 
Regulamentadoras do Ministério do Trabalho (NR), inscritas no capítulo 
5 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que tratam da segurança 
e medicina do trabalho.
As principais Normas Regulamentadoras (NRs) que afetam principal e 
diretamente os canteiros de obras da construção civil são as de número 
5,6,7,9 e 18.
 UNIUBE 27
1.1.4.1 NR-5
A NR-5 trata da CIPA: conforme a NR-5 (Portaria n° 8 de 23/02/1999), 
toda construtora tem que constituir e manter em funcionamento uma 
Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). A eleição da 
Comissão é convocada pelo empregador e este deve promover para 
seus integrantes, curso sobre prevenção de acidentes do trabalho, com 
carga horária mínima de 20 horas.
1.1.4.2 NR-6
A NR-6 conceitua os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) como 
tododispositivo de uso individual destinado a proteger a integridade 
física do trabalhador e determina que a construtora deve oferecer, 
gratuitamente, equipamentos de proteção contra acidentes para todos 
os trabalhadores da obra.
À empresa não basta entregar o EPI ao empregado. É necessário instruí-
lo sobre o uso do mesmo e sobre as medidas de proteção individual e 
coletiva. O trabalhador deve usar corretamente o EPI, zelando por sua 
conservação, sua guarda e devolução.
1.1.4.3 NR-7
Com o objetivo de promover e preservar a saúde do conjunto de seus 
trabalhadores, a NR-7 obriga todo empregador a implementar e custear, 
sem ônus para o empregado, todos os procedimentos relacionados ao 
Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO).
O PCMSO tem caráter de prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce 
dos agravos à saúde relacionados ao trabalho, inclusive de natureza 
subclínica, além da constatação da existência de casos de doenças 
profissionais ou danos irreversíveis à saúde do trabalhador. No caso da 
construtora ter mais de 10 empregados, o PCMSO deve ser coordenado 
por um médico do trabalho, funcionário ou não da empresa.
28 UNIUBE
1.1.4.4 NR-9
O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) regulamentado 
na NR-9, determina a obrigatoriedade do construtor em preservar as 
condições de segurança e higiene do ambiente de trabalho, através da 
antecipação, reconhecimento, avaliação e controle dos riscos ambientais, 
bem como a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais.
O PPRA realizado nos canteiros deve estar articulado com os demais 
programas da empresa, especialmente o PCMSO.
1.1.4.5 NR-18
A NR-18 estabelece medidas de proteção durante as obras de 
construção, demolição, reparos, pintura, limpeza e manutenção dos 
edifícios em geral, de qualquer número de pavimentos e ou tipo de 
construção. Esta norma, que é específica das atividades de construção 
civil, trata das Condições e Meio Ambiente de Trabalho na indústria da 
Construção Civil e impõe o Programa de Condições e Meio Ambiente de 
Trabalho (PCMAT).
As obras com 20 ou mais empregados devem elaborar e cumprir o 
programa, responsabilidade única do empregador ou do condomínio. 
O programa deve contemplar as exigências da NR-9 e sua elaboração 
e desenvolvimento devem ser feitos por profissional habilitado na área 
de segurança de trabalho. Esta norma determina, também, a obrigatória 
comunicação prévia sobre o início da obra à Delegacia Regional do 
Trabalho.
Norma Regulamentadora 18
Leia a seção 4 da NR 18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na 
Indústria da Construção, que estabelece as diretrizes para as áreas de 
vivência do canteiro de obras. Disponível em: 
<http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_18.asp>.
INDICAÇÃO DE LEITURA
 UNIUBE 29
Locação de obras1.2
1.2.1 Conceitos gerais
A locação da obra é a técnica que permite a realização da transferência 
da planta baixa do projeto arquitetônico para o lote onde será edificada 
a construção.
Para a execução da locação da obra, deve-se utilizar equipamentos 
adequados e técnicas que garantam o perfeito controle das dimensões 
da edificação (ver capítulos de Topografia).
A locação é o ponto de partida da obra e definirá todo o controle 
geométrico da edificação.
Os elementos utilizados na execução da locação são:
• aparelhos topográficos;
• níveis – mangueira, bolha e laser (Figuras 17 e 18);
Figura 17: Nível de mangueira.
Figura 18: Nível de bolha.
30 UNIUBE
• régua;
• prumo e trena;
• cavaletes;
• gabarito.
1.2.2 Locação de estacas
Caso haja a necessidade de estaqueamento, a posição das estacas 
é definida inicialmente antes dos demais elementos da estrutura da 
construção. Para a locação das estacas, necessita-se de um projeto de 
locação conforme apresentado parcialmente na Figura 19.
Figura 19: Parte de um projeto de locação de estacas
Inicialmente, deve-se escolher uma origem para os eixos ortogonais, 
posteriormente deve-se marcar as distâncias entre os eixos acumuladas 
a partir da referida origem. A locação pode ser realizada com o auxílio 
de equipamento topográfico (abordado no tópico de Mensuração), 
e utilizando-se ou não cavaletes e gabaritos para a marcação das 
distâncias anotadas no projeto.
 UNIUBE 31
A utilização de gabaritos como auxílio na locação, mostrada na Figura 20, 
é indicada para obras de maior porte com muitos elementos para locação. 
A edificação com cavalete contínuo deve contornar todo o perímetro. Os 
cavaletes são gabaritos em seções menores e são indicados para obras 
de menor porte, pois se utiliza de uma quantidade menor de material 
para execução.
Figura 20: Gabarito para locação de obra.
Com a utilização dos gabaritos procede-se com os seguintes passos:
1. Conferir a área: Antes de iniciar a locação da edificação, faz-se a 
conferência das dimensões da área e posicionamento das divisas em 
relação ao projeto.
2. Referência de Nível (RN): Realiza-se a locação da obra partindo-se 
de um ponto locado pela topografia que denomina-se referência de 
nível. Este ponto pode ser uma marcação deixada pelo topógrafo; 
o alinhamento da rua; os limites da área onde será implantada a 
edificação; um poste de iluminação; um muro vizinho ou outro.
3. Executar o gabarito com pontaletes e sarrafos: O gabarito deverá 
ficar a aproximadamente 50 cm do terreno, à aproximadamente 
1,5 m da edificação a ser construída e ser rigorosamente nivelado 
utilizando-se nível de bolha e mangueira de nível e esquadrejado 
utilizando-se o processo do triângulo retângulo (Figura 21). O gabarito 
deverá ser pintado de tinta esmalte branca para facilitar a realização 
das anotações indicando os elementos estruturais.
32 UNIUBE
Figura 21: Processo do triângulo retângulo.
Fonte: Borges (2009), p.45.
4. Testemunho de concreto: Inicialmente deve-se marcar no gabarito os 
eixos X e Y e abaixo destes eixos cravar no chão um testemunho em 
concreto que garanta checagens futuras dos eixos; 
5. Realizar a marcação no gabarito a partir das medidas do projeto: As 
anotações devem ser realizadas de forma legível para a conferência 
de todos os pontos. As marcações devem ser feitas nos quatro lados 
do gabarito com tinta azul ou vermelha e sobre estas devem ser 
cravados pregos para a fixação e estiramento da linha que cruzará 
no interior do gabarito conforme mostrado na Figura 22; 
Figura 22: Gabarito executado e linhas posicionadas.
Fonte: Azeredo (1997), p.25.
 UNIUBE 33
7. Lançar os pontos na área: Com o auxílio de um prumo de centro 
e piquete (Figura 23), marcar na área as posições das fundações, 
das paredes e pilares e vigas da estrutura, tomando-se por base a 
projeção do cruzamento dos fios perpendicularmente esticados nos 
pregos do gabarito e conforme o projeto de locação, fundações e 
formas fornecidas no projeto estrutural;
Recomenda-se:
1. Realizar conferência do gabarito. Deve-se realizar a conferência 
do esquadro (±0,5mm/m), alinhamento e nível do gabarito antes da 
marcação dos pontos.
2. Preservar gabarito. Impedir que pessoas permaneçam sentadas, 
coloquem pesos ou cruzem o gabarito pisando sobre sua 
superfície: executar proteções ou prever passagens para pessoas e 
equipamentos.
3. Elaborar tabela de marcação. Elaborar uma tabela de marcação com 
as coordenadas dos elementos estruturais em relação à origem dos 
eixos X e Y para facilitar o lançamento dos pontos no gabarito de 
acordo com esta tabela.
4. Evitar acúmulo de erros: Solicitar projeto de locação com medidas 
acumuladas;
Figura 23: Posicionamento do prumo de centro e piquete
Fonte: Borges (2009), p.45.
34 UNIUBE
5. Selecionar instrumentos de medida. Escolher instrumentos que 
tenham a menor possibilidade de variação de medições como trenas 
de aço e trenas plásticas com fibra de vidro.
6. Realizar a marcação dos elementos estruturais. A locação deverá ser 
realizada preferencialmente pelo eixo das peças (estacas, blocos, 
vigas baldrames e paredes). Para elementos de concretocom seção 
triangular, retangular ou poligonal, deve-se descer um prumo em 
duas laterais para definição das faces. Cravar um piquete nos pontos 
definidos pelo prumo e locar as fôrmas.
7. Realizar a conferência da locação. A locação deverá ser realizada 
por um mestre de obras com experiência ou o próprio engenheiro da 
obra e deverá ser conferida por um engenheiro que não participou 
do processo inicial, a fim de evitar os erros antes do lançamento dos 
elementos estruturais na área.
O que marcar quando se faz a locação?
• Eixos ortogonais de referência X e Y.
• Posição central das estacas.
• Eixos de vigas baldrames.
• Centro geométrico e faces dos blocos.
• Eixos de paredes/pilares.
SINTETIZANDO...
Execução de fundações diretas1.3
De acordo com Azeredo (1997), as fundações são elementos estruturais 
destinados a transmitir ao terreno as cardas da estrutura. As fundações 
são divididas em dois grandes grupos:
(a) fundações diretas, superficiais ou rasas; 
(b) fundações indiretas ou profundas.
 UNIUBE 35
O detalhamento de execução de fôrma, armação e concretagem serão 
abordados em itens específicos.
Abordaremos, agora, os dois tipos de fundações diretas: sapata corrida 
e radier. Vejamos, a seguir.
1.3.1 Sapata corrida
A sapata corrida é uma fundação direta executada a uma profundidade 
relativamente pequena de até 1 metro.
A seguir, apresenta-se um processo executivo de sapata corrida projetada 
com pedras de mão, concreto e blocos canaleta:
1o) realizar a escavação (se necessário) na largura da sapata corrida 
alargando as laterais para o posicionamento das fôrmas;
2o) realizar o apiliamento (compactação manual) do fundo da vala;
3o) executar a fôrma conforme projeto e procedimento específico (capítulo 4);
4o) prever a passagem de todas as tubulações;
5o) lançar as pedras de mão, conforme mostrado na Figura 24, para 
concreto ciclópico (30% de pedras de mão e 70% de concreto);
Figura 24: Pedras de mão na base da sapata.
36 UNIUBE
6o) realizar a concretagem, conforme mostrado na Figura 25;
7o) executar a fiada de bloco canaleta sobre a viga de concreto ciclópico, 
conforme Figura 26;
8o) posicionar a armação na canaleta conforme projeto e procedimento 
específico (capítulo 5);
9o) fazer o preenchimento do bloco com concreto, conforme projeto e 
procedimento específico (capítulo 6);
10o) proceder à cura úmida conforme procedimento específico (capítulo 6);
Figura 25: Sapata corrida.
Figura 26: Fiada de bloco canaleta.
 UNIUBE 37
Sapata corrida
Existem outras formas de execução de sapata corrida conforme definido em 
projeto, como por exemplo:
a) sapatas corridas executadas com tijolos maciços em degraus conforme 
mostra a Figura 27;
AMPLIANDO O CONHECIMENTO
Figura 27: Sapata corrida com tijolos maciços 
em degraus.
Fonte: Azeredo (1997).
b) sapatas corridas armadas, apresentada na Figura 28.
Figura 28: Sapata corrida armada.
Fonte: Azeredo (1997).
1.3.2 Radier
O radier é um tipo de fundação direta e assemelha-se a uma laje 
executada no piso. Para a execução do radier, assim como das demais 
fundações diretas, necessita-se de um estudo prévio do terreno para 
análise da viabilidade de implantação.
38 UNIUBE
A seguir, estão os passos para execução do radier:
1o) piquetear o platô conforme definição de projeto;
2o) fazer compactação com compactadores tipo "sapo", preparando a 
plataforma com o máximo de planicidade;
3o) posicionar a fôrma metálica ou de madeira nas laterais do radier, na 
espessura definida em projeto;
4o) lançar todas as tubulações de hidráulica e elétrica;
5o) colocar a lona para evitar perda de pasta do concreto para o solo;
6o) lançar as armações conforme definição em projeto estrutural (capítulo 
5o), conforme Figura 29;
7o) concretar com especial atenção para o nivelamento, conforme 
procedimento de concretagem com concreto usinado ou rodado na 
obra (capítulo 6);
8o) proceder à cura úmida conforme procedimento específico.
Figura 29: Radier executado até o lançamento das armações (6º passo).
A Figura 30 apresenta radiers prontos para início da próxima etapa de 
serviços da obra; radiers, sendo curados com aspersão de água (8º passo 
do processo executivo) e radiers, sendo concretados após execução dos 
6 primeiros passos (Figura 29).
 UNIUBE 39
Figura 30: Radiers executados e em concretagem.
Execução de fôrmas de madeira1.4
As estruturas de concreto armado requerem a execução de fôrmas, que 
em suas dimensões internas correspondam exatamente às peças da 
estrutura projetada. Segundo Azeredo (1997), as fôrmas para concreto 
devem satisfazer aos seguintes requisitos:
a) Rigor – as fôrmas deverão ser executadas rigorosamente de acordo 
com as dimensões indicadas em projeto e com resistência necessária 
para suportar os esforços referentes ao peso próprio e pressão do 
concreto fresco com suas armaduras e cargas acidentais;
b) Estanqueidade – as fôrmas deverão ser estanques para que não haja 
perda de cimento arrastado pela água;
c) Facilidade de retirada – as fôrmas deverão ser construídas de maneira 
que permita a sua retirada sem choques;
d) Maior utilização – as fôrmas deverão ser projetadas e executadas de 
maneira que permita o maior número de utilizações em uma mesma obra;
e) Madeira utilizada – as fôrmas deverão ser executadas com madeira 
aparelhada e compensados permitindo um melhor acabamento da 
superfície.
40 UNIUBE
Muitas são as variáveis que devem ser analisadas e estudadas para a 
escolha do sistema mais adequado, como por exemplo, as características 
do projeto, o tipo de concreto, o planejamento, o tipo de escoramento, a 
produtividade na montagem, dentre outros (SLACK et. al., 1997).
As fôrmas devem ser fabricadas em uma central estabelecida no canteiro 
de obras. Para execução é necessário que o profissional tenha em mãos 
os projetos para execução constando dimensões das peças.
1.4.1 Fôrmas para pilar
A base para o dimensionamento de qualquer fôrma para pilar deve ser 
a carga, neste caso, o empuxo do concreto, que depende da altura do 
pilar e da velocidade da concretagem.
Figura 31: Detalhes de fôrmas de madeira para pilar.
 UNIUBE 41
Os passos para a execução de forma para pilar, apresentada na Figura 31, são:
1o) locar e fixar os gastalhos e pontaletes-guia (Figura 33);
2o) passar desmoldante na face interna das fôrmas;
3o) posicionar as duas faces menores e o fundo fixando-as e travando-as 
nas duas direções com mãos-francesas;
4o) nivelar as faces e marcar o nível de concretagem;
5o) posicionar a armadura conferindo os espaçadores;
6o) fechar a fôrma para a concretagem;
Figura 32: Fôrma de madeira nos pilares com chapas compensadas, 
sarrafos e “gravatas”.
Figura 33: Gastalho e pontaletes-guia.
42 UNIUBE
Gastalho
O gastalho é um quadro de madeira ou metálico com o desenho do 
perímetro do pilar mais a espessura do painel da fôrma, que serve para o 
posicionamento do pilar e travamento do seu pé.
SAIBA MAIS
1.4.2 Fôrmas para paredes
São usadas chapas de compensado, estruturadas com sarrafos, 
geralmente, na vertical, conforme demonstrado na Figura 36. O conjunto 
deve ficar preso com peças mais resistentes na horizontal, travando a 
fôrma através de furos.
O processo executivo é o mesmo descrito para os pilares, entretanto, 
deve-se atentar para o travamento da fôrma por meio de tensores, 
conforme apresentado na Figura 34. Após a retirada das fôrmas, a 
estrutura apresenta os furos deixados pelos amarris passantes, conforme 
mostra a Figura 35.
Figura 34: Aplicação de tensão na fôrma por meio de aço utilizado como 
amarril.
 UNIUBE 43
Figura 35: Furos deixados na parede de concreto.
Figura 36: Fôrma de madeira para parede de concreto.
1.4.3 Fôrmas para vigas
Existem inúmeras opções de executar a fôrma da viga em madeira 
(Figura 37). Para tanto, devem-se considerar os critérios:
• número de reaproveitamentos necessários;
• facilidade de executar a fôrma;
44 UNIUBE
• custo;
• qualidade de acabamento.
Figura37: Detalhes de fôrmas de madeira para vigas.
As fôrmas para vigas, em geral, são executadas da seguinte forma:
• lançar os fundos de viga a partir da cabeça dos pilares;
• utilizar garfos aprumados e alinhados para apoio do fundo de viga 
no restante do vão;
• nivelar o fundo da viga utilizando uma linha de nylon unindo os 
pilares;
• posicionar os painéis laterais.
 UNIUBE 45
Garfo
O garfo é um conjunto formado por pontaletes e sarrafos de madeira, cuja 
função é o travamento e escoramento de vigas conforme mostrado na 
Figura 38.
SAIBA MAIS
Figura 38: Posicionamento dos painéis das vigas apoiadas nos garfos.
1.4.4 Fôrmas para lajes
Existem vários tipos de lajes, dentre os quais estão:
• laje maciça;
• laje nervurada;
• laje treliçada.
46 UNIUBE
O sistema mais utilizado na formação dos painéis de laje é composto de 
chapas compensadas e madeira serrada, e variações de cimbramentos 
dependendo do tipo de laje.
1.4.4.1 Laje maciça
A laje maciça, como o próprio nome indica, possui concreto armado 
em todas as suas partes e é executada em forma de um painel na 
horizontal. O concreto é lançado sobre um assoalho de madeira, após o 
posicionamento da armação com espaçadores e as caixas de instalações 
elétricas e hidráulicas, conforme o projeto.
A Figura 39 apresenta uma vista de baixo da fôrma de uma laje maciça. 
O detalhe mostra os cimbramentos metálicos, as longarinas de madeira 
serrada e assoalho de chapa compensada plastificada. A Figura 40 
apresenta uma vista de cima da mesma laje preparada para receber o 
concreto, com armaduras, espaçadores e instalações elétricas. 
Figura 39: Detalhe da forma de madeira para laje maciça com escoramento 
metálico.
 UNIUBE 47
Figura 40: Fôrma de madeira para laje maciça vista de cima.
1.4.4.2 Laje nervurada
A laje nervurada é constituída de uma fina camada de concreto e 
pequenas vigas formadas pela utilização de um elemento que pode ser 
ou não incorporado à laje. Na Figura 41 a laje nervurada é composta 
de fôrmas plásticas em formato de cumbuca e retirada após a cura do 
concreto.
Figura 41: Laje nervurada com formas plásticas e cimbramento metálico.
48 UNIUBE
1.4.4.3 Laje pré-moldada (treliçada)
A laje treliçada é composta de vigotas com base de concreto e treliça 
metálica incorporada. As vigotas são apoiadas nas extremidades do 
vão e entre elas são colocadas lajotas cerâmicas. Em seguida, e após 
posicionamento da armadura, é executada uma fina camada de concreto 
para enrijecer o sistema. A Figura 42 apresenta laje com vigotas treliçadas 
e lajotas cerâmicas apoiadas sobre cimbramentos de madeira.
Figura 42: Laje treliçada com lajotas cerâmicas e cimbramento 
de madeira.
A Figura 43 apresenta uma vista de cima da laje treliçada preparada 
para concretagem com o posicionamento de vigotas, lajotas, caixas e 
tubulação elétrica.
 UNIUBE 49
Figura 43: Laje treliçada com lajotas cerâmicas (vista de cima).
A seguir, apresentam-se os passos para execução de uma laje:
1o) lançar as longarinas apoiando-as em escoras metálicas ou de 
madeira;
2o) lançar o assoalho da laje sobre as longarinas;
3o) demarcar as posições das paredes no assoalho com tinta ou giz 
e, em seguida, demarcar os pontos hidráulicos, elétricos e demais 
conforme projetos;
4o) para facilitar a desforma, deve-se pregar uma alça de corda na 
primeira chapa do assoalho a ser desformada;
5o) transferir os eixos principais da obra para o andar em que está sendo 
montada a fôrma, de maneira a permitir a realização de conferências;
6o) pregar o assoalho nos sarrafos laterais das fôrmas de vigas e 
longarinas;
7o) nivelar o pano de laje com nível laser ou com linha de nylon colocada 
na face superior da fôrma;
8o) depois que a fôrma da laje estiver pronta, fixar os gabaritos de 
passagens hidráulicas, elétricas e demais antes da concretagem.
50 UNIUBE
Cimbramentos metálicos
O mesmo que escoras metálicas. O uso de cimbramentos metálicos facilita 
o posterior nivelamento da laje. O ajuste do nivelamento é feito ajustando as 
alturas das escoras de apoio das fôrmas por meio de cunhas.
IMPORTANTE!
Desforma
O tempo mínimo de desforma de peças concretadas deve ser especificado 
no projeto e dependerá do concreto e do processo e tempo de cura. Segundo 
Souza et al. (1996), para concretos com cura úmida, tem-se:
Painéis laterais de vigas: desforma após 40 horas, seguida de reescoramento.
Assoalho de laje: desforma após 65 horas, seguida de reescoramento.
SAIBA MAIS
Armação para concreto1.5
1.5.1 Corte e dobra
O início das atividades de corte e dobra do aço se dá com a montagem 
da estrutura de bancada de armador. A bancada de armador possui uma 
serra com disco abrasivo, também chamado de policorte, chave de dobra 
e pinos de apoio fixos na bancada.
Os fios e barras de aço são cortados conforme dimensões de projeto de 
armação (Figura 44). Com o objetivo de racionalizar o corte das barras, 
durante o planejamento, deve-se estabelecer um plano de corte para a 
minimização de sobras de pontas de aço.
 UNIUBE 51
As dimensões das dobras são definidas em projeto e são executadas 
conforme a Figura 45, utilizando-se a bancada e pinos afixados na 
mesma para essa finalidade. 
Após o corte e a dobra, as peças são organizadas em kits para, 
posteriormente, serem montadas. 
Figura 44: Corte de barras de aço.
Fonte: Souza et al. (1996).
Figura 45: Dobra de barras de aço.
Fonte: Souza et al. (1996).
52 UNIUBE
Aço pronto
Atualmente existem empresas que fornecem aço cortado e dobrado para 
serem montados na obra, e ainda, peças montadas apenas para encaixe 
nas respectivas formas. O aço é cobrado por quilo no valor de bitola média 
fornecida para o empreendimento. Para uma quantidade muito grande de 
barras finas utilizadas, o valor cobrado por quilo é maior.
CURIOSIDADE
1.5.2 Montagem 
Após o corte e a dobra, a armadura de cada peça é montada utilizando-
se de aço recozido torcido para união das barras. As peças montadas 
são armazenadas sobre sarrafos de madeira (Figura 46) e identificadas 
para posicionamento nas respectivas fôrmas. 
Figura 46: Aço montado aguardando utilização.
Algumas peças não podem ser totalmente montadas antes da colocação 
nas fôrmas, assim, as peças cortadas e dobradas são transportadas ao 
local de aplicação e montadas na própria fôrma.
Após o serviço de montagem, as fôrmas devem ser limpas com o auxílio de 
um imã para retirada das pontas de arame recozido que ficaram no fundo.
 UNIUBE 53
Concretagem com concreto usinado1.6
Para a utilização de concreto usinado na obra, alguns cuidados especiais 
são necessários:
1.6.1 Preparação e cuidados para o recebimento do concreto
• preparar a entrada da obra, colocando cavaletes, para evitar o 
estacionamento de outros veículos;
• o trajeto a ser percorrido pelo caminhão betoneira até o ponto de 
descarga do concreto deve estar limpo e o terreno firme;
• limpar e molhar as fôrmas antes do lançamento do concreto;
• dimensionar a equipe de trabalho atentando-se para o volume e o 
tempo de concretagem;
• preparar as áreas de acesso à concretagem, desobstruindo e 
demarcando os caminhos conforme a sequência de concretagem.
1.6.2 Pedido e programação do concreto
Para programar o concreto, é necessário ter em mãos os seguintes 
dados:
• local da obra;
• volume do concreto;
• resistência do concreto (fck) conforme projeto estrutural;
• tipo do agregado;
• slump adequado ao tipo de peça a ser concretada;
• volume por caminhão a ser entregue;
• intervalo entre caminhões;
• fazer a programação com antecedência de, pelo menos, 72 horas.
54 UNIUBE
1.6.3 Transporte do concreto na obra
Convencional: o concreto é transportado até as fôrmas por meio de 
carrinhos de mão, gericas, caçambas, calhas, gruas ou através da calha 
do caminhão betoneira, conforme apresentado na Figura 48.
CUIDADO NO TRANSPORTE
Segundo a NBR 14931:2004, o sistema de transporte deve, sempre que 
possível, permitir o lançamento direto do concreto nasfôrmas, evitando o uso 
de depósitos intermediários. Quando estes forem necessários no manuseio 
do concreto, devem ser tomadas precauções para evitar segregação, ou 
seja, a separação dos componentes da mistura.
IMPORTANTE!
Bombeável: o transporte de concreto é feito por tubulação desde o 
caminhão até a peça a ser concretada por meio do caminhão-bomba, 
conforme mostra a Figura 47 e, ainda, por meio da calha do caminhão-
betoneira, conforme mostra a Figura 48 (assim como no concreto 
convencional).
Figura 47: Concretagem com concreto tipo bombeável por meio de 
caminhão-bomba.
 UNIUBE 55
Figura 48: Concretagem com concreto tipo 
bombeável por meio da calha do caminhão-
betoneira.
1.6.4 Lançamento do concreto
• programar o menor percurso para o concreto;
• ao lançar o concreto, não deixar formar acúmulo de material em um 
ponto isolado da fôrma;
• preencher as fôrmas em camadas inferiores a 50 cm de altura, para 
se obter um adensamento adequado;
• sarrafear as lajes com régua de alumínio, tomando o nível das 
mestras como referência;
• durante a concretagem deve ser acompanhado o deslocamento das 
armações, tubulações e desnivelamentos de elementos;
• retirar as mestras logo após o sarrafeamento, para evitar que fiquem 
perdidos na massa de concreto.
Concretagem de lajes em balanço
Para as lajes em balanço é importante o acompanhamento de engenheiro ou 
mestre com atenção especial para o posicionamento da armadura negativa.
IMPORTANTE!
56 UNIUBE
1.6.5 Adensamento do concreto por meio de vibradores de imersão
• aplicar sempre o vibrador na direção vertical, conforme apresenta 
a Figura 49;
• o vibrador deve permanecer no concreto por cerca de 15 segundos;
• várias incisões próximas por menos tempo produz melhor resultado 
que uma incisão por tempo maior (as incisões deverão ser feitas 
lentamente para evitar bolhas);
• evitar o contato da agulha do vibrador com a fôrma;
• não vibrar o concreto pela armadura;
• não desligar o vibrador enquanto este estiver submerso;
• não puxar o vibrador pelo mangote ou cabo elétrico;
• dar atenção ao isolamento dos cabos e motores;
• atentar para ligação dos vibradores em tomadas específicas;
• antes de ligar o mangote, verificar o sentido de rotulação do mesmo;
• limpar todos os equipamentos após o término da concretagem.
Figura 49: Adensamento de concreto com vibrador de imersão.
Fonte: Souza et al. (1996).
 UNIUBE 57
1.6.6 Cura do concreto
• a cura do concreto é iniciada logo que a superfície do concreto 
apresentar condições de ser molhado;
• o concreto deve ser molhado por um período mínimo de 4 dias;
• evitar o trânsito de pessoas e transporte de materiais sobre as peças 
concretadas nas primeiras 12 horas.
1.6.7 Verificação
1.6.7.1 Tempo de pega
Verificar a hora de saída do caminhão, conforme registrado na Nota 
Fiscal, da usina e a hora de utilização (aplicação) do concreto. 
O tempo estimado até o término da concretagem não pode ser superior 
a 2h30, exceto pelo uso de aditivos retardadores de pega. 
1.6.7.2 Consistência 
Para verificação da consistência exigida para o concreto que será 
utilizado, deve-se realizar o teste de abatimento de tronco de cone 
descrito na NBR NM 67 (1998).
Ensaio de abatimento de tronco de cone (NBR NM 67:1998)
Sobre a placa metálica previamente molhada e nivelada, colocar o cone 
e firmá-lo com os pés. Preencher o cone em 3 camadas e, ao final de 
cada uma, aplicar 25 golpes com o soquete de forma uniformemente pela 
camada. Retirar o excesso de concreto e alisar a superfície com uma régua 
metálica. Retirar o cone cuidadosamente invertê-lo e medir com a régua 
metálica o desnível entre a fôrma e o ponto médio do tronco de concreto.
RELEMBRANDO
58 UNIUBE
1.6.7.3 Resistência
Verificar através do ensaio de compressão (NBR 5739:2007), a 
resistência do concreto utilizado na obra. Este ensaio deve ser realizado 
por laboratório especializado. Os corpos de prova podem ser moldados 
pelo pessoal da usina de concreto ou pessoal da obra, conforme a NBR 
5738 (2003).
Moldagem de corpos-de-prova (NBR 5738:2003)
A moldagem dos corpos de prova deve ser da seguinte forma: 
• em quatro camadas, preencher o molde de 15 cm de diâmetro, 
sendo que, ao final de cada camada, deve-se aplicar 30 golpes 
uniformemente. Moldar dois corpos de prova para cada data de ruptura;
• colher amostra após descarregar 1/3 da carga do caminhão. Retirar 
mais ou menos 30 litros de amostra p/ moldagem;
a NBR 12655:1996 preconiza que a amostragem deve ser retirada, no 
mínimo, a cada 50m³ ou para cada andar ou a cada 3 dias de concretagem, 
entretanto, sugere-se que a amostragem não ultrapasse 3 caminhões e, 
para maior rigor, que seja realizada a cada caminhão de concreto entregue 
na obra, conforme apresentado na Tabela 2.
Tabela 2: Valores para formação de lotes de concreto
Limites superiores
Solicitação principal dos elementos da estrutura
Compressão ou 
compressão e flexão
Flexão 
simples
Volume de concreto 50 m3 100 m3
Número de andares 1 1
Tempo de concretagem 3 dias de concretagem 1)
1) Este período deve estar compreendido no prazo total máximo de sete dias, que inclui eventuais 
interrupções para tratamento de juntas.
Fonte: NBR 12655 (2006).
IMPORTANTE!
 UNIUBE 59
Resumo
Este capítulo apresentou subsídios para execução de instalações 
provisórias destinadas ao apoio na execução de obras, o que compreende 
a elaboração de projeto e implantação de canteiro com áreas de vivência, 
área administrativa, de armazenamento e de apoio à produção.
Após a implantação do canteiro, foram apresentados os seguintes 
processos que abrangem a execução de uma obra:
• Locação de obra
Consiste no transporte da planta arquitetônica do projeto constante no 
papel para o terreno onde será executada.
• Fundações superficiais
As fundações superficiais podem ser executadas diretamente sobre o 
terreno ou após a execução de uma fundação profunda. As fundações 
profundas serão estudadas em capítulo específico de Fundações. 
Foram apresentadas, também, fundações do tipo Radier e Sapata Corrida 
que são executadas diretamente sobre o terreno devidamente preparado.
• Fôrmas de madeira
Como as fôrmas de madeira ainda são o método mais utilizado na 
execução de fôrmas para concreto, optamos por sua abordagem. 
Pudemos entender o processo de execução de pilares, vigas e lajes de 
uma estrutura de concreto armado.
• Armação para concreto
A armação executada para estruturas de concreto pode ser executada na 
obra ou adquirida de empresa que fornece as peças cortadas e dobradas 
conforme projeto. Com a abordagem apresentada, pode-se utilizar ambos 
os métodos para execução de um projeto.
60 UNIUBE
• Concretagem com concreto usinado
Finalmente, a concretagem das peças executadas na obra pode 
acontecer com concreto rodado na obra ou concreto usinado. A 
abordagem mais segura e que traz um melhor resultado na qualidade 
do serviço executado é o concreto usinado, pela segurança do traço 
utilizado e pelo controle na aplicação.
Devem-se seguir todos os passos para a utilização do concreto usinado, 
não se esquecendo das verificações de tempo de pega, consistência e 
resistência, essenciais para a garantia do projeto e vida útil da estrutura.
Após a execução das etapas de (a) Instalações Provisórias; (b) Locação; 
(c) Fundações e (d) Estrutura, apresentadas neste capítulo, parte-se 
para a execução dos fechamentos em alvenarias que será abordada em 
capítulos posteriores.
Atividades
Você foi contratado para ser o engenheiro responsável da obra de 
construção de uma indústria. Diante disso, e como parte do planejamento, 
é preciso dimensionar as instalações provisórias que atendam às 
necessidades da obra conforme suas características. Assim, a partir dos 
dados de entrada, responda ao que se pede nas atividades de 1 a 5.
Dados de entrada:
a) A alimentação será adquirida de empresa que fornece refeição individual 
e pronta e, por isso, será realizada no mesmo horário por todos os 
funcionários.b) Os funcionários serão alojados no canteiro.
c) Para a execução de rejuntamento dos revestimentos cerâmicos serão 
contratadas cinco mulheres.
 UNIUBE 61
d) Haverá produção de pré-moldados para vergas.
e) Haverá produção de concreto e argamassa na obra em larga escala, 
pois não existe usina para fornecimento em local compatível.
f) As fôrmas e armação serão confeccionadas na obra.
g) Quantidade de funcionários no mês de pico: 50 homens.
h) Os funcionários serão alojados no canteiro.
Atividade 1
Listar os LOCAIS necessários para as áreas de vivência e instalações 
provisórias.
Atividade 2
Apresentar as QUANTIDADES necessárias para cada instalação da área 
de vivência.
Atividade 3
Elaborar croqui com as áreas de vivência mínimas, conforme locais 
listados.
Atividade 4 
Listar os LOCAIS mínimos necessários para armazenamentos na obra.
Atividade 5
Listar os LOCAIS mínimos necessários para produção na obra.
62 UNIUBE
Referências
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construção civil: segmento de edificações. Brasília, SENAI/DN, 2005. 159 p.: 
il. (Série Estudos Setoriais; 5) 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5738: Concreto – 
Procedimento para moldagem e cura de corpos-de-prova. Rio de Janeiro, 2003.
_______. NBR 5739: Concreto - Ensaios de compressão de corpos-de-prova cilíndricos. 
Rio de Janeiro, 2007.
_______. NBR 12284: Áreas de vivência em canteiros de obras. Rio de Janeiro, 1991. 11p.
_______. NBR 12655: Concreto de cimento Portland – Preparo, controle e recebimento 
– Procedimento. Rio de Janeiro, 2006.
_______. NBR 14931: Execução de estruturas de concreto - Procedimento. Rio de 
Janeiro, 2004.
_______. NBR NM 67: Concreto - Determinação da consistência pelo abatimento do 
tronco de cone. Rio de Janeiro, 1998.
AZEREDO, H. A. de. O edifício até sua cobertura. São Paulo: Editora Edgard 
Blücher, 1997.
BORGES, Alberto de Campos. Prática das pequenas construções. Vol.I. Edição 
revista e ampliada de José Simão Neto e Walter Costa Filho. 9. ed. São Paulo: 
Blücher, 2009. 385 p.
MAIA, A. C.; SOUZA, U. E. L. Método para conceber o arranjo físico dos elementos 
do canteiro de obras de edifícios: fase criativa. São Paulo: Boletim Técnico – Escola 
Politécnica da Universidade de São Paulo, 2003. 31p. 
MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. NR 5 Comissão Interna de Prevenção de 
Acidentes. Disponível em: <http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/ 
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_______. NR 6 Equipamentos de Proteção Individual. Disponível em: <http://www.mte. 
gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_06_.pdf>. Acesso em: 04 ago. 2010.
 UNIUBE 63
_______. NR 7 Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional. Disponível em: 
<http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_07_at.pdf>. 
Acesso em: 04 ago. 2010.
_______. NR 9 Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. Disponível em: <http:// 
www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_09_at.pdf>. Acesso em: 
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_______. NR 18 Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção. 
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SLACK, N.; CHAMBERS, S.; HARLAND, C.; HARRISON, A.& JOHNSTON, R. 
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SOUZA, U. E. L.; FRANCO, L. S. Definição do layout do canteiro de obras. São 
Paulo: Boletim Técnico – Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, 1997. 16p. 
SOUZA, R.; MEKBEKIAN, G. Qualidade na aquisição de materiais e execução 
de obras. São Paulo: Pini, 1996.
Vanessa Rosa Pereira Fidelis
Introdução
Técnicas construtivas: 
alvenaria
Capítulo
2
Neste segundo capítulo teórico, que aborda a Tecnologia de 
Construção Civil, você terá a oportunidade de conhecer os 
processos para execução de uma obra a partir da alvenaria de 
vedação.
Após a organização do canteiro de obras, instalações provisórias, 
implantação da obra e execução até de fundações e estruturas, 
executa-se o fechamento em painéis de vedação.
Descrevemos nesse capítulo, além do processo de execução 
de alvenaria de vedação de blocos cerâmicos, os processos 
de execução de revestimentos argamassados em paredes e 
pisos, a execução de revestimento em gesso liso desempenado, 
a execução de revestimentos cerâmicos destinados a pisos e 
paredes e, finalmente, a execução de revestimento em pintura 
interna e externa à construção.
Ademais, apresentam-se as verificações necessárias para as 
instalações prediais de gás, esgoto, água fria e quente.
A finalidade deste capítulo é orientar você, aluno de Engenharia 
Civil, na execução de obras de construção civil. Com esse intuito, o 
66 UNIUBE
Ao final do estudo deste capítulo, esperamos que você seja capaz de:
• reconhecer os equipamentos utilizados na produção da obra;
• coordenar a execução de alvenaria de vedação;
• coordenar a execução de revestimentos argamassados para 
paredes e pisos;
• coordenar a execução de revestimento em gesso liso 
desempenado;
• coordenar a execução de revestimentos cerâmicos de piso 
e parede;
• coordenar a execução de pintura interna e externa;
• contratar e acompanhar a execução de testes de instalações 
hidráulicas; instalações de esgoto e de gás.
capítulo apresenta diversas ilustrações como forma de aproximar 
o aluno do canteiro de obras e elucidar a sequência construtiva 
de cada processo. 
Este capítulo apresenta os diversos assuntos, indicando as 
respectivas normas brasileiras que os regulamentam.
2.1 Alvenaria de vedação de blocos cerâmicos
2.2 Revestimentos argamassados
2.3 Revestimentos com pasta de gesso
2.4 Revestimento cerâmico de piso
2.5 Pintura
2.6 Instalações hidráulicas e de esgoto
2.7 Instalações de gás
Objetivos
Esquema
 UNIUBE 67
Alvenaria de vedação de blocos cerâmicos2.1 
2.1.1 Introdução
Segundo Azeredo (1997), alvenaria é a obra formada de pedras naturais, 
tijolos ou blocos ligados ou não por argamassas e devem possuir 
resistência, durabilidade e impermeabilidade adequadas à função. 
As alvenarias podem ser estruturais e de vedação e, para Azeredo (1997) 
deverá satisfazer às seguintes condições:
• ser isolante térmico;
• ser isolante acústico;
• resistir a impactos;
• não ser combustível;
• ser resistente.
As alvenarias se constituem de materiais diferentes de acordo com as 
especificações definidas em projeto, com base na disponibilidade do 
material e mão de obra, finalidade e prazo de execução desejado. A 
seguir apresentam-se alguns tipos de materiais utilizados em alvenarias:
• tijolos de barro comum;
• blocos cerâmicos de vedação e estruturais;
• blocos de concreto de vedação e estruturais;
• blocos de concreto celulares;
• pedras naturais;
• blocos sílico-calcários;
• tijolos de vidro;
• tijolos de solo-cimentos.
68 UNIUBE
2.1.2 Blocos e tijolos cerâmicos
A NBR 15270-1 (2005) define os termos, dimensões, aspectos físicos, 
químicos e mecânicos exigíveis para o recebimento de blocos cerâmicos. 
Segundo a NBR, consideram-se dois tipos de blocos: com furos na 
horizontal e com furos na vertical, conforme Figuras 1a e 1b.
Figura 1a: Blocos cerâmicos – Furos na horizontal. Figura 1b: Blocos cerâmicos – Furos na vertical.
As dimensões de fabricação (largura – L, altura – H e comprimento – C) 
devem ser correspondentes a múltiplos e submúltiplos do módulo 
dimensional M = 10 cm menos 1 cm, conforme dimensões padronizadas 
indicadas na Tabela 1.
Tabela 1: Dimensões de fabricação de blocos cerâmicos de vedação
LxHxC Largura (L) Altura (H)
Comprimento (C)
Bloco ½ Bloco
(1) M x (1) Mx (2)M
9
9
19 9
(1) M x (1) M x (5/2) M 24 11,5
(1) M x (3/2) M x (2) M
14
19 9
(1) M x (3/2) M x (5/2) M 24 11,5
(1) M x (3/2) M x (3) M 29 14
(1) M x (2) M x (2) M
19
19 9
(1) M x (2) M x (5/2) M 24 11,5
(1) M x (2) M x (3) M 29 :4
(1) M x (2) M x (4) M 39 19
(5/4) M x (5/4) M x (5/2) M
11,5
11,5 2 11,5
(5/4) M x (3/2) M x (5/2) M 14 24 11,5
(5/4) Mx (2) M x (2) M
19

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