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TEORIA GERAL DO DIREITO ADMINISTRATIVO: Evolução do direito administrativo. trata-se de um ramo do direito público: é um ramo do direito, onde o estado fica em uma posição e particular em outra. O privado é apenas os particulares. O direito administrativo Brasileiro se desenvolveu por influência do direito Alemão, Italiano e Francês, herdando deste último as seguintes contribuições. ● existência de cláusulas exorbitantes nos contratos administrativos; ● obrigatoriedade de observância ao princípio da moralidade; ● responsabilidade civil objetiva do Estado; ● conceito de serviço público. Mesmo que se tenha influência do Direito Francês, a coisa julgada administrativa ocorrida no âmbito da Administração Pública Brasileira pode ser revista pelo poder judiciário. Coisa Julgada - é o trânsito em julgado. Coisa julgada administrativa - dentro do órgão administrativo. Não pode mudar de idéia, mas no Brasil dá para recorrer na esfera judicial. INFLUÊNCIA DO DIREITO ALEMÃO: aplicação do princípio da segurança jurídica, especialmente do aspecto subjetivo da proteção á confiança. INFLUÊNCIA DO DIREITO ITALIANO: os conceitos de mérito, autarquia, entidade paraestatal, interesse público e a tecnicidade para o estudo da disciplina. INFLUÊNCIA DO COMMON LAW: sistema de jurisdição una, mandado de segurança, devido processo legal, mandado de injunção. A base por si só é a jurisprudência no caso do common law. CODIFICAÇÃO E CONCEITO: O direito administrativo brasileiro não é codificado. Critérios para a conceituação do direito administrativo: a) legalista, exegético ou francês: legalista lembra da lei e tem por objetivo a interpretação das normas jurídicas, administrativas, desconsiderando os princípios, doutrina e jurisprudência. b) poder executivo ( escola italiana): tem por objeto a atividade exercida pelo poder executivo, desconsiderando que outro ramos do direito também disciplinam atividades do executivo. c) critérios do serviço público: possui como objeto de estudos os serviços públicos, desconsiderados que outras atividades estatais também são normatizados pela disciplina. d) relações jurídicas: tem por objeto as relações jurídicas entre a administração e os administrados, desconsiderando que outros ramos do direito também disciplinam essas relações jurídicas. e) teleológicos: regula as atividades do estado para o cumprimento de seus fins, o que abarca também outras atividades estatais, a exemplo da legislativa. NEGATIVISTA OU RESIDUAL: Tudo o que não for atividade legislativa ou judiciária, considera-se objeto de Direito Administrativo, pois inerente ao Poder Executivo. Todavia destaca-se que algumas atividades do Poder Executivo não são regidas pelo direito administrativo, a exemplo da atividade política. residual é a aquela que sobra CONCEITO DE DIREITO ADMINISTRATIVO: “é o conjunto harmônico de princípios jurídicos que regem os órgãos, os agentes e as atividades públicas tendentes a realizar concreta, direta e imediatamente, os fins desejados pelo Estado” (Hely Lopes Meirelles). A atividade administrativa (função administrativa) pode ser exercida por particulares, é infralegal, sujeito a controle judicial e inerente às relações hierárquicas da Administração Pública. É diferente da função de governo. TAREFAS PRECÍPUAS? função administrativa - ocorre dentro da administração pública. Se dividem em serviço público, fomento, poder de polícia e intervenção na propriedade privada. SISTEMAS ADMINISTRATIVOS DE JURISDIÇÃO: Sistemas francês e inglês, onde o primeiro tem uma dualidade de jurisdição, se chamado de contencioso administrativo. No sistema francês a decisão da administração é definitiva. Já no sistema inglês é jurisdição única ou una, sendo o que vigora no Brasil, onde as decisões administrativas podem ser revistas pelo poder judiciário. FONTES: A) formais: é o (processo legislativo) e materiais (costumes e jurisprudência); B) imediatas e diretas (leis e costumes) x mediatas e indiretas (jurisprudência e doutrina); C) Escritas (leis) e não escritas ou inorganizadas (costumes, jurisprudência e princípios); A lei em sentido amplo é a fonte primordial do direito administrativo. Jurisprudência é diferente de súmula e a mesma é diferente de súmula vinculante ( fonte primária e formal). Os costumes devem ser aplicados secundum legem, praeter legem (ausência da lei) e jamais contra legem. REGIME JURÍDICO-ADMINISTRATIVO: se divide em supremacia do interesse público e a indisponibilidade do interesse público. regime jurídico híbrido. a) supremacia do interesse público: tem uma relação de superioridade, sendo vertical. Se fundamenta a existência de prerrogativas ou poderes especiais da Administração Pública. Se dá por meio de cláusulas exorbitantes, poder de polícia, presunção de legitimidade, entre outras. b) indisponibilidade do interesse público: se fala das limitações/sujeições, ao qual fundamenta a imposição de restrições ou sujeições a atuação da Administração Pública. Ex: realização de concurso público e licitação, obrigatoriedade de motivação, restrições às alienações de bens públicos, etc. CONSTITUCIONALISMO DO DIREITO ADMINISTRATIVO: De acordo com Maria Sylvia Zanella Di Pietro, há dois sentidos: 1) Elevação ao nível constitucional, de matérias antes tratadas por legislação infraconstitucional, a exemplo dos direitos dos servidores públicos; e 2) irradiação dos efeitos das normas constitucionais por todo o sistema jurídico, a exemplo da ampliação do princípio da legalidade (com releitura do Direito administrativo também pelos demais princípios constitucionais) e redução da discricionariedade administrativa.