A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
12 pág.
Anatomia dos Membros Superiores

Pré-visualização | Página 1 de 6

Anatomia dos Membros Superiores 
Introdução: ​os membros superiores são a porção 
látero-inferior pendente, que é sustentado pelo tronco 
(esqueleto axial) e articulações. São adaptados para 
permitir amplos movimentos e habilidades manuais que 
exigem boa coordenação. Essas adaptações se dão por 
músculos extrínsecos inervados pelo plexo braquial. 
Regiões: ​os membros superiores são divididos 
topograficamente em 4 regiões e possuem 3 transições. 
1. Ombro: região de união entre o tórax e a porção 
livre do membro superior. consiste na raíz ou 
cíngulo do membro superior. É dividido em 
região peitoral, representando a parte anterior, 
região escapular, representando a porção 
posterior, região deltóidea lateralmente e região 
látero-cervical medialmente. 
2. Braço: ​consiste no primeiro segmento livre do 
membro superior, sendo também o local do osso 
mais extenso do membro, o úmero. Possui 
grande amplitude de movimento e possui região 
braquial anterior e posterior. 
3. Antebraço: ​região livre entre cotovelo e punho 
que possui região antebraquial anterior e 
posterior. 
4. Mão: ​região mais distal do membro inferior, 
com um dorso, palma, punho e dedos. 
 
Transições 
1. Axila: essa região representa a transição entre o 
ombro e o braço. Tem sua borda medial na 3 a 5 
costelas, borda anterior nos músculos peitoral 
maior e menor, borda lateral na região umeral e 
músculo coracobraquial, base em nível da 5 
costela e ápice no desfiladeiro torácico. 
2. Fossa cubital: delimitada superiormente por uma 
linha imaginária que passa entre os epicôndilos 
do úmero, ínfero-lateralmente pelo músculo 
braquiorradial e ínfero-medialmente pelo 
pronador redondo. Transição para o antebraço. 
 
3. Retináculos: anteriormente se vê o retináculo 
dos flexores, contínuo posteriormente com o dos 
extensores, esses retináculos dos pulsos 
representam a transição de antebraço e mão. 
 
Desfiladeiro torácico: ​região triangular delimitada pela 
margem superior da clavícula, margem lateral da 
primeira costela e ângulo superior da escápula. Esse 
espaço representa o ápice da axila e é muito importante 
pois é um estreito centro de distribuição das estruturas 
neurovasculares que passam à porção pendente dos 
membros superiores. 
 
Topografia do Ombro 
Estruturas Ósseas: ​Os segmentos do membro superior, 
ao contrário do membro inferior, possuem uma ampla 
liberdade de movimentos que se justifica pela sua 
cintura escapular ser, em relação à pélvica, um anel 
ósseo incompleto, de modo que na região posterior há 
ausência de ligamentos e articulações que possibilitam 
amplos movimentos da escápula. Semelhante aos MMII, 
no entanto, notamos que os MMSS possuem 30 ossos. 
→ Clavícula: ​é um osso alongado que possui um 
formato de ‘’S’’, isso é, possui uma depressão e uma 
saliência. Possui uma extremidade esternal, com uma 
faceta articular esternal que é mais arredondada pois 
recebe o disco da articulação esternoclavicular, 
responsável por conferir à região uma grande resistência. 
e uma extremidade chata, com uma faceta articular 
acromial para o acrômio da escápula. Ela ainda possui 
no seu ⅓ distal um tubérculo conóide, medial à linha 
trapezóide, que recebem os ligamentos do mesmo nome 
que se fixam ao processo coracóide da escápula. Há 
também um sulco do músculo subclávio e um forame 
nutrício já próximos ao ⅓ médio. No ⅓ medial, temos a 
impressão do ligamento costoclavicular. 
Para identificar o lado da clavícula é preciso identificar 
suas margens superior (indicada pelo tubérculo conóide) 
e inferior, após isso, se localiza a extremidade esternal, 
indicando que aquele lado é o medial. 
Gabriel Torres→ Uncisal→ Med52→ Anatomia Topográfica de MMSS 
 
 
Escápula: ​a escápula é um osso triangular rico em 
acidentes, com duas faces, uma costal e uma dorsal. 
Recebem destaque a incisura da escápula e uma incisura 
entre a espinha da escápula e a cavidade glenóide, a 
incisura espinoglenoidal. As duas incisuras são tornadas 
em forames ,respectivamente, pelos ligamentos 
transversos superior e inferior da escápula. Por dentro 
desses forames (anéis ósteo-ligamentares) passam artéria 
e nervo supra-escapulares, o nervo é importante na 
inervação de dois músculos do manguito rotador, o 
supraespinhal e o infraespinhal, que auxiliam a 
estabilizar a articulação glenoumeral, evitando luxação. 
 
 
Obs.: existem variações anatômicas nessa incisura 
supraescapular que podem facilitar a compressão do 
nervo em questão. Também é o caso de indivíduos em 
que durante a vida sofrem calcificação do ligamento 
transverso superior. 
 
Isso tem por consequência, além da dor, uma perda da 
função de dois músculos do manguito rotador, o que 
predispõe à luxação ou subluxação de ombro. 
Estruturas articulares 
Esternoclavicular: ​é uma articulação complexa, pois 
possui disco, também é dita manúbrio-clavicular. 
Funcionalmente, é uma articulação sinovial plana, 
embora morfologicamente é tida como esferóide. Como 
articulação plana, ela possui a importância de 
movimentos de deslizamento bastante limitados em 
praticamente todas as regiões, sua principal função é a 
de transmitir o impacto para o eixo do corpo, 
representado pelo esterno. 
Ela possui uma cápsula articular que a recobre, e 
ligamentos costoclavicular (com a primeira costela), 
manúbrio-clavicular anterior e posterior, interclavicular 
e finalmente, interna a ela, temos o disco que divide a 
articulação em duas cavidades preenchidas por 
membranas sinoviais. 
Acromioclavicular: articulação sinovial plana com 
alguns ligamentos. Há um ligamento próprio da 
escápula, que é bastante delgado e não faz parte 
funcionalmente da articulação, que é o coracoacromial, 
possuindo importância apenas na manutenção dessa 
morfologia. Já os ligamentos próprios da articulação, há 
o ligamento coracoacromial, constituído pela fusão de 
um ligamento lateral e anterior denominado de 
trapezóide com um ligamento posterior e medial 
denominado conóide, importante na escolha de cirurgia 
Gabriel Torres→ Uncisal→ Med52→ Anatomia Topográfica de MMSS 
 
ou não em caso de fraturas de clavícula. Finalmente há 
também o ligamento acromioclavicular. 
 
Obs.: as articulações das clavículas dificultam que haja 
fraturas em seu terço proximal e distal, por esse motivo 
é tão mais comum que ocorram no ⅓ médio. A fratura 
mais preocupante é a distal, que exige cirurgia. 
 
Glenoumeral: ​é uma articulação esferóide e triaxial com 
a cápsula articular mais resistente de todo o corpo. Isso 
ocorre pois a articulação é bem menos presa em relação 
à outra articulação triaxial do corpo humano, a 
coxo-femoral. Isso além de possibilitar movimentos 
mais amplos, facilita que haja luxação de ombro. 
 
Músculos do Ombro: ​os músculos do ombro podem ser 
divididos em músculos extrínsecos, que saem da região 
do pescoço, tórax ou dorso para o ombro. Esses 
músculos ainda são divididos em superficiais e 
profundos. e intrínsecos ou próprios do ombro. 
→ Extrínsecos superficiais 
Trapézio: ​músculo que quando unido ao contralateral se 
assemelha um trapézio, é visto desde a região do 
pescoço até o ombro e parte do dorso. Tem por funções 
a rotação da escápula e tração dela para cima e trás.

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.