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Auditoria - Gustavo Anderson Gimenes Deboleto - UNIGRAN
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Aula 02
A AUDITORIA
Depois de estudar os conceitos desta aula você conseguirá definir quais as atitudes
e os fundamentos da auditoria.
AUDITORIA
Segundo Attie (1998), a auditoria das demonstrações financeiras tem o objetivo de
fazer verdadeiras as informações contidas nessas afirmações. Assim, é evidente que todos os
itens, formas e métodos que as influenciam também serão examinados. O exame de auditoria
engloba a verificação documental; os livros e registros com características controladoras; a
Aula resumida dos livros “Auditoria Contábil”, de Silvio Aparecido Crepaudi, “Auditoria”, de William Attie e “Auditoria Contábil”, de
Hilário Franco e Ernesto Marra.
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obtenção de evidências de informações de caráter interno ou externo que se relacionam com
o controle do patrimônio; a exatidão dos registros e as demonstrações deles decorrentes.
Para saber mais sobre as Normas de Auditoria, visite o site: http://www.cfc.org.br.
Um quadro sinóptico da visão da auditoria pode ser assim resumido:
Atitude Mental
A atividade da auditoria é fundamentalmente crítica, voltada às regras em vigor por
força das normas implantadas para o controle patrimonial, testando todas as suas atividades,
deixando-as invulneráveis às possibilidades de riscos e erros.
Segundo Attie (1998), a ação da auditoria não pode, apenas, limitar-se àquilo que
está registrado nos livros oficiais, deve, também ater-se àquilo que pode ser omitido nos
registros principais. Dependendo das circunstâncias vividas pelas empresas, determinados
dados podem ter sido omitidos propositalmente dos registros principais que, se considerados,
podem acabar transformando, por completo, a situação patrimonial e financeira da empresa
em questão.
A auditoria deve procurar todos os meios existentes para provar a propriedade e a
veracidade dos registros contábeis, mesmo que recorra a provas externas, fora do setor ou
da empresa em exame, até que se sinta satisfeita em suas convicções. Não pode e não deve
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existir, em nenhuma circunstância, falta de comprovação dos documentos na conclusão do
trabalho de auditoria. No caso de dificuldade ou inviabilização de elementos de prova, o
auditor será impedido de relatar sua opinião, pois, caso não haja provas suficientes, as Normas
de Auditoria não permitem tal opinião.
Atitude profissional
A atitude de auditoria, com relação ao objeto em exame, no caso o patrimônio da
empresa, reflete a combinação de uma vasta educação profissional adquirida com o
conhecimento técnico pelo estudo permanente de novas ferramentas de trabalho,
regulamentações, aprimoramento pessoal e pela experiência adquirida através de trabalhos
diferentes com o uso do raciocínio e julgamentos, complementados pela maturação pessoal,
dando ao auditor, capacitação mental e intelectual para avaliar, concluir e julgar os dados
em exame.
Atitude preventiva
Para Attie (1998), a auditoria deve primar pela construção de uma reputação sem
arestas, alicerçada em padrões morais inatacáveis. A aposição da assinatura do auditor no
parecer da auditoria que acompanha as demonstrações financeiras implica no exercício de
uma atitude preventiva, de alguém com força moral suficiente para poder dar credibilidade a
elas e poder dizer, de forma clara e objetiva, o que precisa ser dito, em qualquer circunstância.
Tal julgamento será a base para que as outras pessoas exerçam seus próprios
julgamentos em relação às informações contidas nas demonstrações financeiras e daí seu
comprometimento por ser um juiz de um dado comprovável, atuando de forma capacitada e
lícita na emissão de opiniões.
FUNDAMENTOS DA AUDITORIA
A administração de uma sociedade tem o dever de apresentar demonstrações
contábeis e divulgações adequadas e esclarecedoras à opinião pública. A opinião do auditor
relatada em um parecer sobre tais demonstrativos, é elemento fundamental na extensão que
se traduz em sinônimo de confiabilidade às informações prestadas.
De acordo com Crepaudi (2000), todos nós gostaríamos de saber, em alguma
circunstância, se as informações sobre os recursos gerados e aplicados, o resultado operacional
e a variação patrimonial obedeceram a padrões usuais de medição. Se uma empresa representa
um conjunto de transações complexas que envolvem aspectos operacionais, sociais e
societários de várias grandezas, como saber sobre os controles, as técnicas contábeis, os
procedimentos tributários e a obediência às normas regulamentadoras?
Nesse espaço, a auditoria mostra-se de suma importância. Valendo-se de normas
e padrões de natureza técnica e ética, claramente determinados, a auditoria torna-se
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elemento fundamental no sistema de informações, medição de desempenho e prestação de
contas da administração.
Um exemplo característico de confiabilidade das informações está relacionado com
os dados de desempenho das empresas, extraídos de demonstrações contábeis, (nem sempre
ou quase nunca) submetidas à auditoria. Não quer dizer que estejam errados, mas não há
absoluta certeza, de que o sistema contábil e de controle interno está direcionado para
assegurar, com relativa segurança que as transações foram corretamente contabilizadas,
permitindo informações financeiras práticas, confiáveis e úteis.
Filosofia da Auditoria
Para Crepaudi (2000), a auditoria é uma atividade relativamente nova no Brasil;
podemos até dizer que, nesse momento, ela encontra-se no seu estágio inicial, em termos de
técnicas, haja vista que as legislações específicas brasileiras vêm abordando, superficialmente
o assunto, sem definir de forma clara e precisa os procedimentos que os profissionais da
área deveriam adotar por ocasião de determinadas auditorias.
Por ser relativamente nova no Brasil, como afirma Crepaudi (2000), a atividade de
auditoria vem se mostrando bastante dinâmica, o que permite estar em permanente mutação,
e requer maior atenção dos órgãos específicos ligados a essa área, no sentido de padronizar,
estabelecer e fortalecer os procedimentos de auditoria, e como conseqüência, viabilizar maior
segurança para os investidores.
A filosofia da auditoria consiste de uma forma geral, avaliar a política de sistema
de informações da empresa, em termos de adequação, aceitação, aplicação e controle, se
é necessária na situação, se contribui para atingir os objetivos da empresa, se permite
assegurar a correta utilização dos recursos da empresa, tanto de natureza financeira,
econômica quanto humana.
Para Crepaudi (2000):
A base fundamental da Auditoria está ligada, diretamente, à contabilidade que, embora
exerça o principal papel da empresa, no sentido de registrar e informar os reflexos das
transações nos aspectos econômicos – financeiros, muitas vezes é manipulada, por
interesse estranho ao objetivo maior da empresa, visando a vantagens ilícitas ou
malversação de recursos como empréstimos, aprovação cadastral, financiamentos.
Papel da Auditoria
O papel primeiro da auditoria não é detectar fraudes, mas se no decurso de seu
trabalho ele as descobre, comunica por meio de seu relatório, os efeitos correspondentes.
Nesse momento, conforme Crepaudi (2000), os empresários necessitam do maior
número possível de informações claras e objetivas a respeito do desempenho do seu
empreendimento. É justamente nesse ponto que a auditoria assume importante papel, auxiliando
o empresário a escolher a melhor forma de rever seus conceitos como empresa.
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Utilizando-se deste expediente, a empresa poderá revestir-se da solidez necessária
para o início das novas readequações e, conseqüentemente, os investidores terão a segurança
necessária para aplicar o seu recurso.
Nesse caso, o auditor passa a ser útil tanto à empresa quanto aos investidores, que,
por meio da análise das demonstrações financeiras, devidamente acompanhadasdo parecer
do auditor, podem eleger seguramente as empresas nas quais efetuaram aplicações de sua
poupança pessoal em ações.
Os auditores assistem, a partir de então, a um reconhecimento maior de sua função.
Até algum tempo atrás, muitas empresas consideravam a contratação de auditoria como um
custo, nunca como um benefício e/ou investimento. Cercados pela existência legal da
contratação dos auditores, os empresários, pressionados pela crise econômica, viam-se
obrigados a empregar capital numa atividade que aparentemente não lhes traria nenhum
beneficio ou retorno, “a auditoria”.
Natureza da Auditoria
Para Crepaudi (2000), a auditoria procura determinar se as demonstrações e
respectivos registros contábeis de uma empresa ou entidade merecem ou não confiança, isto
é, a auditoria é um espaço para verificar se as demonstrações contábeis realmente refletem,
ou não, a situação patrimonial, assim como os resultados das operações da empresa ou
entidade que está sendo examinada.
Reconhecem-se como demonstrações contábeis, uma série de afirmações
contabilizadas e relatadas de diversas formas, apresentadas como verdadeiras pela
administração da empresa que as emite. O auditor revisa tais afirmações, de forma crítica e,
quando completa essa revisão, emite relatório em separado, no qual dá seu próprio parecer
quanto à fidelidade das demonstrações feitas pela administração.
Conforme Crepaudi (2000):
Como auditor, ele não é responsável pelas demonstrações contábeis em si. Pode dar à
administração sugestões relacionadas com as demonstrações contábeis, no que tange
a sua forma, conteúdo etc., Contudo, cabe à administração aceitar ou não sugestões.
Em última análise, o auditor é responsável apenas por seu próprio parecer sobre as
demonstrações contábeis elaboradas, refletindo, adequadamente, os fenômenos
patrimoniais que nelas objetivam refletir.
ASPECTOS ADMINISTRATIVOS E DE CONTROLE DA AUDITORIA
Conforme Attie (1998) e Crepaudi (2000), a auditoria atualmente é um meio
indispensável de confirmação da eficiência e eficácia dos controles e dos procedimentos
executados na empresa, é fator de maior tranqüilidade para a administração e de maior garantia
para investidores, bem como para o próprio fisco.
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Para Crepaudi (2000), a principal vantagem da auditoria externa, conforme veremos
na próxima aula, é sua independência, pois não se envolve com o ambiente de trabalho,
evitando embaraços e possíveis constrangimentos.
Vantagens para a administração da empresa
• Fiscaliza a eficiência dos controles internos;
• Assegura maior correção dos registros contábeis;
• Opina sobre a adequação das demonstrações contábeis;
• Dificulta desvios de bens patrimoniais e pagamentos indevidos de despesas;
• Possibilita apuração de omissões no registro das receitas, na realização oportuna
de créditos ou na liquidação oportuna de débitos;
• Contribui para a obtenção de melhores informações sobre a real situação
econômica, patrimonial e financeira das empresas;
• Aponta falha na organização administrativa da empresa e nos controles internos.
Vantagens para os investidores (titulares do capital)
• Contribuem para maior exatidão das demonstrações contábeis;
• Possibilita melhores informações sobre a real situação econômica, patrimonial e
financeira das empresas;
• Assegura maior exatidão dos resultados apurados.
Vantagens para o Fisco
• Permite maior exatidão das demonstrações contábeis;
• Assegura maior exatidão dos resultados apurados;
• Contribui para maior observância das leis fiscais.
DEFINIÇÃO
Conforme Crepaudi (2000):
A partir do exposto pode-se definir a auditoria como a técnica contábil que, por meio de
procedimentos específicos que lhe são peculiares, aplicados no exame de registros e
documentos, inspeções e na obtenção de informações e confirmações relacionadas
com o controle do patrimônio de uma entidade, pretende obter elementos de convicção
que permitam julgar se os registros contábeis foram efetuados de acordo com os
princípios fundamentais de contabilidade e se as demonstrações contábeis deles
decorrentes refletem adequadamente à situação econômico–financeira do patrimônio,
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os resultados do período administrativo examinado e as demais situações nelas
demonstradas.
ATIVIDADE
As atividades referentes a esta aula estão disponibilizadas na ferramenta
“Sala Virtual - Atividades”. Após respondê-las, enviem-nas por meio do Portfólio-
ferramenta do ambiente de aprendizagem UNIGRAN Virtual. Em caso de dúvidas,
utilize as ferramentas apropriadas para se comunicar com o professor.
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