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Quando estudarmos as duas primeiras civilizações urbanas, Mesopotamia e Egito, contaremos com um elemento de grande ajuda: a escrita.
A arquitetura e escultura aparecem como os principais meios de expressao e poucas manifestações pictoricas sobreviveram até nossos tempos.
O Egito
O Egito desenvolveu uma das principals civilizações da Antiguidade e nos deixou uma produção cultural riquissima.
Temos informações
detalhadas dessa cultura e a sua escrita bem estruturada.
A arte refletia essa visão religiosa, que aparece representada em tumulos, esculturas, vasos e outros objetos deixados junto aos mortos.
A religião justificava a sua organização social e politica, determinando o papel de cada classe social. O fundamento ideologico da arte egipcia e a glorificação dos deuses e do rei defunto que, apos a morte, e divinizado, por isso erguiam templos funerários e tumulos grandiosos.
A pedra da união: trata-se do mais antigo documento egipcio, um bloco de pedra com desenhos nas duas faces. Numa delas, o faraó Narmer é representado com a coroa do Alto Egito; na outra, ele aparece com a coroa do Baixo Egito: isso simboliza a unificação das duas nações.
A pedra da uniao.
Como o processo de transformar o corpo em mumia naquela época era muito caro, apenas os faraós e sacerdotes eram mumificados. Além deles, alguns animais como, por exemplo, cães e gatos também foram mumificados no Egito Antigo. características
Dentre as da arte egipcia, podemos destacar:
A lei frontalidade;
A geometricidade;
A esquematização de formas;
A ligação direta com a religiosidade;
A imponência e a grandiosidade das construções arquitetônicas.
A arquitetura egipcia apresenta grandiosas construções mortuarias, que abrigavam os restos mortais dos faraós, além de belos templos dedicados as divindades. São exemplos dessas construções as piramides de Gize, erguidas durante o Antigo Imperio
Arquitetura
egípcia
As caracteristicas gerais :
Solidez e durabilidade; Sentimento de eternidade; Aspecto misterioso e impenetravel.
Templo de Carnac
As contributes mais relevantes dos povos egípcios para a arquitetura estão:
Os primeiros edificios cobertos de pedra, em larga escala;
Formas puras e geometricas como e o caso das piramides;
Invenção da coluna, do capitel, da cornija e do obelisco;
Artesanato fino, inclusive baixos-relevos entalhados como parte integrante do conjunto estético. (STRICKLAND, 2004, p. 08)
Templo de Luxor
Tipos de Colunas Egipcias:
Papiriforme; Palmiforme; Papiriforme aberta; Papiriforme curvada; Lotiforme
Escultura egipcia
A escultura e a mais bela manifestação da arte egipcia no Antigo Imperio.
Apesar das muitas regras existentes para esse tipo de arte, os escultores criaram figuras bastante expressivas. Os egípcios acreditavam que, além de preservar o corpo dos mortos com a mumificação, era importante encomendar a um artista uma escultura que reproduzisse seus traços físicos.
Escriba sentado (2500 a.C.) encontrado em sepulcro da necropole de Sacara. Museu do Louvre, Paris.
Escultura egipcia: o gato. Museu do Louvre, Paris.
Essa concepção de escultura não era aplicada apenas as obras que representavam mortos. Para os egípcios, todas as esculturas deveriam representar as caracteristicas do retratado, como a fisionomia, os traços raciais e a condição social.
Escultura egipcia: rosto
Pintura egípcia
Os egípcios estabeleceram várias regras que foram seguidas durante muito tempo, ao longo do Antigo Imperio. Entre elas, a regra da frontalidade chama atenção pela frequência com que aparece nas obras.
Pintura egipcia em um sarcofago.
Pintura egipcia: a dança do ventre.
Na crença egípcia, o azul era considerado uma cor benefica que os protegeria na vida após a morte por ser associado ao céu e a divindade. Assim como a água e ao rio Nilo. Era a cor da vida, da fertilidade e do renascimento.
As primeiras civilizações a terem esse pigmento em sua arte foram os Mesopotâmicos e Egípcios, na era do Bronze, com a descoberta da pedra semi preciosa Lapis Lazuli, da qual extraiam sua cor e utilizavam em jóias e nas artes. Importa-la da sua origem (deserto do Afeganistão) ao Egito, através de caravanas, era muito caro; portanto, quem obtinha esse pigmento era certamente um povo poderoso.
Curioso: Passado... Presente!!!!
A imagem retirada do Livro dos Mortos, retrata um julgamento. Osiris aparece ao lado do deus Anubis pesando o coração do morto em uma balanga.
Construida em 1989 pelo arquiteto chines Ieoh Ming Pei, a piramide situa-se na entrada do Museu do Louvre, em Paris. Tem 22 metros de altura e foi executada em metal e vidro. Foi uma construção muito polêmica. Com o museu ao fundo, parece travar dialogo entre passado, presente e futuro, reforçado por seu caráter futurista que ao mesmo tempo remete ao Egito Antigo.
Arte Mesopotamia
Teocratica e absolutista, a civilização mesopotâmica produziu manifestações artisticas subordinadas aos interesses do Estado e da religião, o que não impediu a criação de formas expressivas de grande originalidade e valor estético.
Arte mesopotâmica
Compreende as obras artísticas das diversas culturas que, na antiguidade,
se desenvolveram na região
Situada entre OS rios Tigre e Sumerios na produção de cevada
Eufrates. Muitos foram os povos que habitaram essa planicie.
Dentre eles destacamos:
Os Sumerios, Os Babilonios, Os Assirios
Pedra com o Codigo de Hamurabi, que esta no Museu do Louvre, Paris.
Assurbanipal ,o ultimo grande rei da Assfria.
Escrita cuneiforme, desenvolvida pelos sumérios
Essa designação e dada a certos tipos de escrita feitas com auxílio de objetos em formato de cunha. Juntamente com os hleroglifos egipcios, e o mais antigo tipo conhecido de escrita, que inicialmente, representava formas do mundo (pictogramas). Os primeiros pictogramas foram gravados em tabuletas de argila, mas por uma questão de praticidade as formas foram se tornando mais simples e abstratas .
Arquitetura Mesopotamia
A arquitetura foi sem sombras de dúvidas, o segmento das artes mais bem desenvolvido pelo povo mesopotâmico.
O material abundante era a terra e as águas dos rios Tigre e Eufrates. Dai' o porque de usarem tijolo de argila (cozido em forno) e o adobe (terra amassada e misturada com palha), que eram secos ao solo.
Figura 2: Tipo de contraforte que reforçava as paredes exteriores dos palacios e templos. Fonte: PINTO; MEIRELES; CAMBOTAS, 2001, p. 67.
Arquitetura Religiosa
A arquitetura era caracterizada pelo exibicionismo e pelo luxo, pois construíram templos e palacios, que eram considerados cópias dos existentes nos céus. Um exemplo disso são os Zigurates (figura 3), torre de vários andares, construção o característica das cidades-estado sumerianas.
central
Templete central “
Sttlidaj de agua
Ejcalera
E$calera$
http://felipesouzasoares.blogspot.com/2013
/04/religiao-na-mesopotamia.html
Zigurate de Ur. Mesopotamia. Função: Templo Localização: Iraque Época da construgao 2113 - 2096 a.C. Dimensões: Altura: 21m; Base 62,5 m x 43 m
Arquitetura Civil: os palacios
As cidades da
Mesopotamia foram
populosas e ricas, pois eram "embelezadas por
imponentes edificios de exotica decoração. Contudo, do faustoso passado so restam alguns monticulos de tijolo e terra, em estado avançado de destruição." Esses palacios eram construidos em area
estratégica das cidades, eram rodeados de muralhas e erguidos sobre altas
plataformas de argila e pedra, que chegavam a 18 metros de altura.
Baixo relevo, Palacio dur Sharrukin
Babilonia extravagante
A Babilonia alcançou o apogeu do luxo por volta de 705 a 562 a.C., cidade conhecida pelos grandes feitos arquitetônicos, principalmente a "Rua da Procissão e a Porta de Istar", que era uma ampla avenida com 22 metros de largura e "pavimentada com calcario branco e marmore rosa", de norte a sul da cidade.
Portal de Isthar, Babilonia [Bagda]
Porta de Istar
Trata-se do mais grandioso legado da fantastica e extravagante Babilonia. Uma fina camada de azulejos esmaltados de azul decora os portões de 4 andares de altura,com fileiras de touros e dragões dourados em tamanho quase natural. Dos dois lados "(...) erguiam-se muros coloridos de 07 m de altura, decorados com azulejos vitrificados azuis e leões esmaltados em relevo vermelho e amarelo-ouro".
(STRICKLAND, 2003, p. 07).
Relacionados a divindades e formas da natureza, o touro representa o Deus Adad, Deus da tempestade e do vento, relacionado ao clima e dai a uma boa colheita. E o dragão representa o patrono da cidade, o Deus Maruk, Deus da inteligência, velocidade e perigo. Podermos observar que verdade o e um desenho hibrido, a cabeça de uma cobra, o corpo de um dragão e os pés de um dragão leão, tendo o objetivo de unir formas.
Curiosidade!!
Estudiosos do assunto e da região acreditam que a "Torre de Babel" citada na bíblia tratava-se de um Zigurate e foi o mais famoso de todos. Tinha cerca de 91,5 m de altura.
Escultura mesopotâmica
Alem da arquitetura, a forma de arte que predominou na Mesopotamia foi o baixo-relevo que descreve cenas de feitos militares. Suas principals caracteristicas sao:
1. Tematica descritiva e narrativa, refletindo o universo social, politico e religioso dos povos mesopotamicos;
2. Formas representadas com predominancia da estilização, geometrização e hieratismo, tanto nos altos como baixos relevos;
3. Diversidade de tipos de suporte: obeliscos, selos, placas, relevos rupestres, estrelas etc. (PINTO; MEIRELES; CAMBOTAS, 2001, p. 78).
4. Expressao formal: Sintetização e estilização na representação do corpo humano, tendo um maior cuidado com o rosto, pes e mãos, que eventualmente são trabalhados com a presença de pormenores;
5. Construgao racional das imagens: As figuras eram reproduzidas como sabiam que eram e não da maneira como eram vistas. A perspectiva nunca foi levada em conta;
6. Tendência para a estilização: Gosto pela geometrizagao das formas e da composição, geralmente em cone ou cilindro (figura 10).
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A geometrizagao na escultura mesopotamica.
https://hav120151.wordpress.com/20
15/12/07/a-cabeca-de-um-soberano/
Lei da Frontalidade
A Lei da Frontalidade nos relevos mesopotamicos.
O convencionalismo nos tamanhos das representações.
Deusa de Ugarit, deusa da fecundidade Seculo XIII a. C., Museu do Louvre
Os jardins mesopotamicos se localizavam em elevados artificiais, os zigurates, nos arredores dos palacios e dos templos. Possuíam função utilitária e religiosa, ja que os governantes promoviam grandes celebrações, como banquetes e cerimonias, desfrutando da sombra e da beleza dos jardins. Nos jardins sagrados dos templos, locais de concentração de poder politico e religioso, eram cultivados legumes e frutas para serem oferecidos as divindades cultuadas pela população.
A Cena do Banquete. Relevo representando o Rei Assurbanipal em uma refeigao. c.654 a.C. - British Museum.
Pintura mesopotamica
A pintura aparece sobre os relevos, e foi utilizada para substituir esses relevos devido a falta da pedra e outros materiais escultoricos. O que resta dessa pintura e muito pouco, como fragmentos de estuque.
As pinturas seguiam o mesmo estilo dos relevos; o colorido era vivo, com incidencia do preto, do branco, do vermelho e do amarelo. Eram pintadas cenas de rituais, como coroamentos.
Os registros mais antigos relacionados aos jardins, foram produzidos pelos babilonios por volta de 3.000 a.C., dentre eles o mais famoso e o dos Jardins Suspensos da Babilonia.
Ilustração do Painel de Pedra do Palacio Norte de Assurbanipal.
Para saber mais
ELIZABETH TAYIOR RICHARD BURTON REX HARRISON
'CLEOPATRA*
Mesopotamia: Retorno ao Eden Documentario Discovery Civilization
Mesopotamia: Retorno ao Eden Documentario Discovery Civilization.
https://www.youtube.com/watch?v=RwGvVVxbR5k
Cleopatra - www.ischia.it - www.visitischia.com
Cleopatra, 1963 ■ Romance/Filme historico ■ 5h 20m
Referencias
PINTO, Ana Lidia; MEIRELES, Fernanda; CAMBOTAS, Manuela Cernadas. Historia da Arte -Ocidental e Portuguesa: das origens ao final do Sec. XX. 2.ed. Portugal: Porto Editora, 2001.
STRICKLAND, Carol. Arte Comentada - Da Pre-Historia ao Pos-Moderno. Trad. Angela Lobo de Andrade. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004.
STRICKLAND, Carol. Arquitetura Comentada. Trad. Fidelity Translations. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.
CHING. Francis D. K. Dicionario Visual de Arquitetura. Sao Paulo: Martins Fontes, 1999.
JONSON, H. W.; JONSON, Anthony F. Inicia^ao a Historia da Arte. Trad. Jefferson Luiz Camargo. 2. Ed. Sao Paulo: Martins Fontes, 1996.
PROEN^A, Graga. Historia da Arte. Sao Paulo: Editora Atica, 2012
ZACCARA, Madalena. Historia das Artes Visuais: Das paredes das cavernas aos afrescos da Renascenga. Vol I. Recife, PE. 2011.
O Egipcio, 1954 ■ Drama/Filme historico, 2h 19m;
Cleopatra, 1963 ■ Romance/Filme historico ■ 5h 20m

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