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NEUROLOGIA AULA 1 - P1 
Anderson Bastos, Guilherme Neves, Lucas Ribeiro 
04/02/2020 
 
1 
EXAME NEUROLÓGICO APLICADO NA PRÁTICA 
CLÍNICA 
Na neurologia a gente tem aquele monte de coisa, são 
não sei quantos passos do exame neurológico, fazemos 
aquele monte de exames com o objetivo de chegar a 
diagnósticos sindrômicos e através do diagnóstico 
sindrômico a gente vai caminhar para tentar localizar 
onde está essa lesão. Por exemplo, síndrome do 1º 
neurônio, 2º neurônio, então o nosso exame neurológico 
vai ser para a gente dizer com qual síndrome estamos 
lidando, se é uma síndrome extrapiramidal, uma 
síndrome cerebelar, então primeiro a gente faz p 
diagnóstico sindrômico, após fazê-lo, a gente vai 
topografar a lesão, dar o diagnóstico topográfico, por 
exemplo, onde nós podemos ter uma síndrome de 1º 
neurônio motor? Encéfalo, tronco, medula e cerebelo. A 
partir disso, após fazer os exames corretos, achar o local 
da lesão, após analisar a cara da lesão e após realizar 
outros exames complementares vamos chegar ao 
diagnóstico etiológico. Então o caminho do Diagnóstico 
Neurológico é sempre esse. Se não seguirmos esse passo 
é fácil errar. 
ANAMNESE 
A gente começa pelo começo, para estabelecer uma boa 
relação os livros recomendam deixar o paciente falar por 
uns 5 min. 
IDENTIFICAÇÃO 
 Nome completo 
 Sexo 
 Idade 
 Cor, etnia, é importante por causa de doenças 
genéticas 
 Naturalidade 
 Estado civil 
 Profissão 
QUEIXA PRINCIPAL 
 Tem que ser com as palavras do paciente, tem 
que ser curta! Ex: perdi a força no braço. 
HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL (HDA) 
 É tudo que tem a ver com a doença atual, tudo 
que tenha a ver com o sintoma da queixa 
principal, aí você tem que pôr quando começou 
esse sintoma, o modo de instalação (agudo ou 
crônico, ou subagudo), a evolução (se foi uma 
coisa que aconteceu e ficou daquele jeito ou se 
é alguma coisa que está evoluindo), a duração 
(quanto tempo durou o sintoma), a localização 
do sintoma é importantíssimo na neurologia, 
porque examinando o local do sintoma a gente 
consegue fazer o diagnóstico sindrômico e 
topográfico pra pedir o exame certo e achar a 
etiologia certa que é o nosso objetivo. Saber se 
tem algum fator precipitante ou atenuante do 
sintoma e se está fazendo uso de alguma 
medicação. 
HISTÓRIA PATOLÓGICA PREGRESSA 
 São as condições gerais da história da saúde do 
paciente, não está relacionada com a queixa 
principal, com a queixa atual, você vai perguntar 
se ele tem alguma comorbidade, se ele é 
hipertenso, diabético. Vai perguntar se ele 
passou por hospitalização, cirurgias, traumas, 
doenças infecciosas e doenças congênitas. 
HISTÓRIA SOCIAL 
 É importante a gente ver o nível educacional e a 
ocupação do paciente (tem doenças que vai 
impossibilitar ele de trabalhar, por exemplo, o 
paciente que tem epilepsia não pode trabalhar 
pilotando avião, como motorista de ônibus, 
porque se ele tiver uma crise coloca ele e outras 
pessoas em risco). A gente questiona também 
sobre dieta, tabagismo, etilismo, uso de drogas 
ilícitas e alergias. 
HISTÓRIA FAMILIAR 
 É importante perguntar se tem história de 
câncer, diabetes, hipertensão, transtorno do 
movimento, miopatia, doença degenerativa, 
enxaqueca e epilepsia. Se tem história de 
alcoolismo e uso de drogas. 
REVISÃO DE SINTOMAS NEUROLÓGICOS 
 Depois que você colhe toda história a gente faz 
uma revisão de sintomas neurológicos. 
Perguntar o que ele esqueceu de falar ou que 
ele não deu a importância que deveria. Então a 
gente vai perguntar se ele já teve convulsão ou 
perca de consciência, cefaleia, vertigem ou 
tontura, amaurose (perda da visão), diplopia 
NEUROLOGIA AULA 1 - P1 
Anderson Bastos, Guilherme Neves, Lucas Ribeiro 
04/02/2020 
 
2 
(visão dupla), dificuldade de audição, zumbido 
nos ouvidos, dificuldade de fala ou de dicção, 
fraqueza ou dificuldade de se mover, 
movimentos anormais, dormência, 
formigamento, tremores, problemas de marcha, 
problemas de coordenação, disfunção sexual, 
dificuldade de pensamento ou memória, 
problemas de dormir ou sonolência excessiva, e 
sintomas depressivos. 
EXAME NEUROLÓGICO 
CONSCIÊNCIA 
A 1ª coisa que vamos avaliar é a Consciência, que 
capacidade do indivíduo de reconhecer a si mesmo e aos 
estímulos do ambiente. Nela a gente avalia o nível e o 
conteúdo, tem que ficar claro que o nível é o grau de 
alerta e o conteúdo é quanto o paciente sabe quem ele 
é, onde ele está, o dia que é hoje. Nível é o grau, é o que 
vamos medir se ele está Alerta, Torporoso, Sonolento, 
Comatoso e o conteúdo da consciência é se ele está 
orientado, a gente vai perguntar: “quem é essa pessoa 
que está com você? Que dia é hoje? Onde você está? ” 
ESCALA DE COMA DE GLASGOW 
PARAMÊTROS RESPOSTA OBTIDA PONTUAÇÃO 
 
 
ABERTURA 
OCULAR 
ESPONTÂNEA 4 
AO ESTIMÚLO SONORO 3 
AO ESTÍMULO DE PRESSÃO 2 
NENHUMA 1 
 
 
RESPOSTA 
VERBAL 
ORIENTADA 5 
CONFUSA 4 
VERBALIZA PALAVRAS 
SOLTAS 
3 
VERBALIZA SOM 2 
NENHUMA 1 
 
 
 
RESPOSTA 
MOTORA 
OBEDECE A COMANDOS 6 
LOCALIZA ESTÍMULO 5 
FLEXÃO NORMAL 4 
FLEXÃO ANORMAL 3 
EXTENSÃO ANORMAL 2 
NENHUMA 1 
REATIVIDADE PUPILAR 
INEXISTENTE UNILATERAL BILATERAL 
-2 -1 0 
TRAUMA LEVE TRAUMA MODERADO TRAUMA 
GRAVE 
13-15 9-12 3-8 
 
 
AVALIAÇÃO DA FALA 
 Disfonia: é alteração do timbre da voz. 
 Mutismo: incapacidade total do paciente falar 
 Gagueira: fala defeituosa interrompida por 
hesitações involuntárias 
 Dislalia: é a troca de letras 
 DISARTRIA: é a articulação defeituosa de formar 
palavras 
 Disfasia: dificuldade de elaborar fala 
 AFASIA: quando o paciente tiver 
comprometimento na capacidade de produzir 
espontaneamente, compreender e repetir a 
fala, assim como defeito para ler e escrever. 
 
Temos 2 afasias principais a Afasia de Broca e a Afasia de 
Wernicke. 
 AFASIA DE BROCA: “O paciente entende tudo, 
mas não é capaz de falar nada”  É uma afasia 
motora, não-fluente, lesão na área de Broca 
(áreas perissilvianas anteriores), o paciente 
compreende o que está sendo dito, mas ele não 
consegue manifestar a fala dele, por conta de 
defeito motor. Fala espontânea não é fluente, 
com poucas palavras, frases curtas, gramática 
deficiente. Pacientes percebem seu déficit, pois 
a capacidade de compreensão relativamente 
não comprometida. 
 AFASIA DE WERNICKE: fluente, sensorial; Lesão 
na área de Wernicke córtex associativo auditivo 
e giros angular e supramarginal região 
responsável pela compreensão da linguagem; 
Incapaz de compreender a fala fluente fala 
produzida sem esforço, mas desprovida de 
conteúdo significativo não percebe seus erros. 
Caso clínico: Paciente vítima de acidente 
automobilístico observa-se que ele apresenta 
abertura dos olhos quando chamado, resposta verbal 
com palavras desconexas, aperta a mão quando 
solicitado e reflexo fotomotor direto preservado a 
direita e abolido a esquerda. Qual o somatório? 11 
 
 
O mais importante é saber o que é disartria e o que é 
afasia é o que a gente mais verá na neurologia. 
 
NEUROLOGIA AULA 1 - P1 
Anderson Bastos, Guilherme Neves, Lucas Ribeiro 
04/02/2020 
 
3 
 AFASIA DE CONDUÇÃO: o paciente entende e 
consegue falar, mas ele não consegue repetir o 
que é dito. 
 AFASIA TRANSCORTICAL: vai ser naquelas fibras 
que vão comunicar a área de Broca com a área 
de Wernicke, então vamos dividir a Transcortical 
em Motora e Sensitiva quando o paciente tiver 
um déficit parcial, se o paciente tem uma Afasia 
Parcial Motora a gente vai falar que é uma Afasia 
Transcortical Motora. Se o paciente tem uma 
perda parcial do entendimento a gente vai falar 
que ele tem uma Afasia Transcortical Sensitiva. 
 AFASIA GLOBAL: é total, ela é tanto sensitiva 
quanto expressiva, o paciente não consegue 
nem entender, nem falar. 
MOVIMENTOS INVOLUNTÁRIOS 
O que mais vemos na prática é o tremor, temos 2 tipos 
de tremor,o tremor de Repouso e o tremor de Ação. 
Tremor  série de movimentos oscilatórios 
involuntários, relativamente rítmicos, não dirigidos a 
uma finalidade. 
ESTÁTICOS: de repouso, presentes durante o 
relaxamento e se atenuam por uso daquela parte do 
corpo 
DE AÇÃO: aparecem ao executar uma atividade. EXAME: 
colocar uma folha de papel sobre os dedos estendidos 
1. TREMOR DE REPOUSO: a gente pensa em uma 
síndrome parkisoniana. 
2. TREMOR DE AÇÃO: a gente pensa em tremor 
essencial, em outras causas. 
3. COREIA: é uma doença neurológica dos núcleos da 
base, parece que o paciente é histérico, psiquiátrico, 
parece que está debochando. hipercinesia não 
rítmica, involuntária, irregular, sem finalidade e ao 
acaso. 
a. Movimentos espontâneos, abruptos, breves, 
rápidos, espasmódicos e não duradouros. 
b. Presentes no repouso e se exacerbam em 
situações de estresse 
c. Desaparecem durante o sono 
4. ATETOSE: é como se ele estivesse serpentiando e aos 
poucos apresentando movimento involuntário, é 
diferente da coreia. 
a. hipercinesia mais lenta e prolongada que na 
coréia 
b. Involuntárias, irregulares, grosseiras, algo 
rítmicas e de natureza sinuosa ou serpenteante 
c. Desaparece no sono 
d. Lesão nos gânglios da base 
5. DISTONIA: é uma contração que é mais 
prolongada 
6. HEMIBALISMO: é diferença também, parece 
que o paciente está jogando alguma coisa. 
Amplitude do movimento é muito maior, atinge 
só um membro, é unilateral, diferentemente da 
coréia. 
Temos também: discinesias, mioclonia, tiques, 
espasmo, câimbra. 
7. FASCICULAÇÃO: contração de só um 
grupamento muscular, é sinal de doença 
periférica, a gente pensa em neuropatia motora 
e na esclerose lateral amiotrófica uma das 
doenças mais severas que há. Pode também 
acontecer em decorrência de estresse, nem 
sempre é sinal de doença neurológica. 
MARCHA 
Depois que avalia isso tudo com o paciente sentado 
vamos avaliar a marcha. 
 Solicitar que paciente caminhe em linha reta, 
até determinado ponto e retorne. 
 Andar em linha reta com os dedos de um pé 
tocando o calcanhar do outro. 
 Andar nas pontas dos pés. 
 Andar com os calcanhares. 
EQUILÍBRIO 
Aproveitando que o paciente está em pé testaremos o 
equilíbrio e o TESTE DE ROMBERG: pediremos para o 
paciente colocar os 2 pés juntos, juntar as mãos e fechar 
os olhos mas temos que fazer um Romberg dando 
segurança ao paciente logo com ele de frente para a 
maca, porque se o Romberg for positivo ele vai cair, logo 
temos que dar a ele segurança. 
MANUTENÇÃO DO EQUILÍBRIO: visão, labirinto e 
cerebelo, propriocepção (noção de posição segmentar); 
é necessário que pelo menos 2 estejam íntegros para que 
o paciente consiga estar em equilíbrio. 
NEUROLOGIA AULA 1 - P1 
Anderson Bastos, Guilherme Neves, Lucas Ribeiro 
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4 
1. DÉFICIT PROPRIOCEPTIVO: paciente cai assim 
que fecha os olhos ou nem consegue juntar os 
pés 
2. DÉFICIT LABIRÍNTICO/CEREBELAR: queda 
preferencialmente para o lado lesado 
COORDENAÇÃO MOTORA 
Exige a integração da via piramidal, sistema cerebelar, 
sistema vestibular e a sensibilidade proprioceptiva. Sento 
o paciente na maca e começo examinando de cima pra 
baixo. 
a) Prova dedo nariz 
b) Prova dedo-dedo 
c) Prova calcanhar joelho se alteradas: dismetria 
sugestivo de lesão cerebelar ou alteração proprioceptiva. 
d) Diadococinesia: Movimentos alternados de 
pronação/supinação nas mãos sobre a coxa. Se paciente 
incapaz, chama se de disdiadococcinesia sugestivo de 
lesão cerebelar. 
NERVOS CRANIANOS 
NC I: OLFATÓRIO 
Responsável pelo olfato, como testá-lo? De olho fechado, 
tampa uma narina e desta uma de cada vez. O paciente 
pode ter um hiposmia (perda do olfato). 
NC II: ÓPTICO 
É responsável por tudo que é aferente, tudo que é 
sensitivo do olho, então tudo que chega de informação 
através do olho é o 2º nervo, então se a gente vê cores é 
o 2º nervo, se a gente vê acuidade visual é o 2º nervo, se 
a gente consegue enxergar os quatro quadrantes na hora 
que faz a campimetria de confrontação é o 2º nervo, se a 
gente faz o reflexo fotomotor quem faz a aderência do 
reflexo é o 2º nervo, então ele é relacionado a tudo que 
for sensitivo a visão e ao olho. 
NC III, IV E VI: OCULOMOTOR, TROCLEAR E 
ABDUCENTE 
Examinamos junto lll, lV e Vl nervos: Oculomotor, 
Troclear e Abducente. Como vamos examinar? Em H, mas 
temos que separar cada um. O lV nervo: vai olhar pra 
baixo em direção ao nariz, o Vl nervo é a abdução, olhar 
para fora horizontalmente, o restante do H é o lll nervo, 
mas além disso o lll também faz abertura palpebral e 
contração pupilar. 
NC V: TRIGÊMEO 
O V Nervo é o Trigêmeo, é um nervo misto, ele tem três 
raízes sensitivas e três raízes motoras, diferente do 2º 
nervo que é só sensitivo, e do 3º, 4º e 6º que são só 
motores. Tem três ramos: Oftálmico, Mandibular e 
Maxilar e os Ramos motores que atuará no músculo 
temporal, músculo masseter e pterigoides. 
NC VII: FACIAL 
É responsável pela gustação dos 2/3 anteriores da língua, 
mas principalmente pela motricidade da face. Então 
quando o paciente tem uma hemiparesia facial a gente 
precisa identificar clinicamente se é uma paralisia motora 
ou central, o paciente 
não consegue mexer 
a hemiface é uma 
paralisia periférica, se 
o paciente não 
consegue mexer só a 
parte inferior da face 
é uma paralisia 
central. 
OS 4 RELA 6 O RESTO É 3 
Oblíquo superior – IV 
Reto lateral – VI 
Restantes - III 
NEUROLOGIA AULA 1 - P1 
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NC VIII: VESTIBULOCOCLEAR 
A gente já falou sobre o Teste de Romberg, tem a parte 
vestibular dele. Já na parte coclear vamos testar a parte 
auditiva esfregando os dedos no ouvido dele ou 
cabelinho e também tem o teste de WEBER ou de RINE. 
 
NC IX: GLOSSOFARÍNGEO 
Pede para o paciente 
abrir a boca e falar “A” 
se o paciente tiver um 
desvio do véu palatino a 
gente diz que ele tem 
uma paralisia e a gente 
também testa o reflexo 
do glossofaríngeo pega 
o abaixador de língua e 
estimula a úvula desvia 
para o lado que foi 
estimulado. 
 
 
NC X: VAGO 
Nós não o conseguimos avaliar diretamente pois inerva 
muitos órgãos, é muito importante por isso não 
conseguimos isolar sua função para estudá-lo, ele inerva 
tireoide, laringe, traqueia, pulmão, coração, estômago, 
fígado, rim, intestino, baço, ele emite ramo para todos 
esses órgãos. 
NC XI: ACESSÓRIO 
Vamos ver a motricidade do pescoço e do ombro. 
NC XII: HIPOGLOSSO 
É o nervo motor da língua, o lado que tem a força 
preservada vai ganhar e empurrar a língua para o lado 
afetado. 
FORÇA MUSCULAR 
A gente vai fazer o teste da força muscular, vamos fazer: 
abdução e adução do braço, flexão e extensão dos 
braços, mãos e punhos, abdução e extensão do quadril, 
flexão e extensão da coxa, flexão e extensão da perna e 
do pé. Vai fazer esses movimentos todos. Tem que falar 
o local e o grau de força. 
 Força normal grau 5, paciente vence a sua força. 
 Força muscular grau 4, moderadamente 
reduzida, vence a resistência mais um lado é 
mais fraco que o outro. 
 Força muscular grau 3: paciente não vence a 
resistência embora vença a gravidade (levanta). 
 Força muscular grau 2: paciente não vence a 
gravidade. 
 Força muscular grau 1: pouca reação 
 Força muscular grau 0: nenhum movimento. 
De 1 a 4 vamos chamar de hemiparesia, já o grau 0 
chamaremos de plegia, então é importante saber para 
falar certo, porque um tem movimento o outro não. 
 Se o paciente tem um lado do corpo todo 
afetado a gente fala Hemiparesia ou pode ser 
hemiplegia. 
 Se o paciente tem as duas pernas afetadas pode 
ser paraparesia ou paraplegia. 
 Se o paciente tem um membro afetado pode ser 
menoparesia ou monoplegia. Se for os 4 
membros tetraparesia ou tetraplegia. 
REFLEXOS PROFUNDOS 
Iremos testar os reflexos profundos com martelinho. 
Lembrar quetestaremos Bíceps, tríceps, braquioradial, 
patelar e Aquileo. 
REFLEXOS SUPERFICIAIS 
 Cutâneo abdominal 
 Cremasterico 
 CUTÂNEO PLANTAR: faremos um estímulo na 
borda do pé, o normal é o paciente fletir o Hálux, 
se o paciente extende o Hálux será patológico 
NEUROLOGIA AULA 1 - P1 
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caracterizando o sinal de Babinski, que significa 
uma lesão de 1º neurônio motor, isso é 
importante para localizar a lesão. 
 SUCEDÂNEOS DE BABINSKI: 
o Sinal de Oppenheim: vai aparecer a 
extensão do hálux quando fazemos o 
estímulo na crista tibial. 
o Sinal de Gordon: quando a gente 
aperta a panturrilha. 
o Sinal de Chaddock: quando a gente faz 
estímulo na face lateral do pé ao invés 
de fazer na sola. 
o Sinal de Schaffer: a gente vai apertar o 
tendão de Aquiles. 
Nós membros superiores a gente tem a pesquisa do 
SINAL DE HOFFMAN: a gente vai percutir o 3º dedo e o 
paciente vai fazer uma extensão se tiver teste positivo. 
SENSIBILIDADE 
Temos que ver tanto a tátil como a vibratória, dolorosa 
também. 
EXAME DO TÔNUS MUSCULAR 
Temos que saber se o tônus está normal, diminuído ou 
aumentado. 
 Tônus diminuído é hipotonia 
 Tônus aumentado é hipertonia, que se divide 
em dois tipos: a espástica e a plástica, a 
espástica será o sinal do canivete que a gente 
encontra no paciente, vai ter uma resistência, 
mas depois a gente consegue realizar o 
movimento. A plástica é como se o paciente 
estivesse rodando uma catraca a gente sente 
uma resistência aumentando aos poucos como 
se fosse girando uma roda denteada. O primeiro 
sinal a gente vai ser em síndrome de 1º neurônio 
e o 2º em síndrome extra-piramidal. É 
importante esses sinais para ver onde está a 
lesão. 
TÔNUS MUSCULAR 
Lembrando que tônus é diferente de trofismo, trofismo a 
gente vai ver músculo, já tônus é o movimento passivo 
do paciente. No trofismo veremos se ele tem uma 
hipertrofia, hipotrofia ou atrofia. 
 
SINAIS DE IRRITAÇÃO MENINGEA 
Sinal de Kernig e Sinal de Brudzinski 
COMO INTERPRETAR OS ACHADOS NO EXAME 
FÍSICO NEUROLÓGICO? 
Nosso objetivo é fazer o diagnóstico sindrômico! 
SÍNDROME DE 1º NEURÔNIO 
1. Fraqueza Muscular - (Paresia = força 1 - 4) 
(Plegia = força 0) 
2. Hiperreflexia 
3. Hipertonia (Sinal do Canivete) 
4. Marcha Ceifante - (hemiplégica, hemiparética 
ou espástica) 
5. Perda dos reflexos: 
a. Cutâneo-abdominal 
b. Cremasteriano (elevação do testículo 
após estimular a pele da região medial 
do terço superior da coxa) 
6. Presença dos sinais: 
a. Babinski 
b. Sucedâneos: 
 Gordon (compressão 
panturrilha) 
 Openheim (estimulação da 
crista tibial) 
 Scheifer (tendão de Aquiles) 
 Chaddock (estimulação da 
borda lateral do pé) 
7. Clônus (ocorrência de contrações musculares 
repetitivas após estiramento do tendão de 
Aquiles - clônus de calcâneo, ou do quadríceps - 
clônus de patela) 
8. Sincinesia (Movimentos associados anormais e 
se evidenciam nos membros deficitários quando 
o paciente executa determinado movimento) 
9. Sinreflexia (resposta ao estímulo do lado oposto 
também). 
10. Fase aguda (AVE, trauma), há paresia/plegia 
flácida hipo/arreflexa, pode ocorrer o choque 
medular!! 
ETIOLOGIAS 
 AVE 
 TCE 
 Trauma raquimedular 
 Esclerose múltipla 
NEUROLOGIA AULA 1 - P1 
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 Abcessos 
 Tuberculose 
 Neurotoxoplasmose 
 Esclerose lateral amiotrófica 
TOPOGRAFANDO A LESÃO DE 1º NEURÔNIO... 
No cérebro, no tronco, no cerebelo ou na medula. Se a 
lesão de 1º neurônio estiver acima da decussação das 
pirâmides o déficit vai ser contralateral. Se for no tronco 
pode ter hemiparesia de um lado e parestesia do outro 
então pode ter déficit dos dois lados. No tronco também 
pode ter sintomas de nervos cranianos. Se você viu uma 
alteração de nervo craniano pode ser essa síndrome. 
Lembrando: o lobo frontal é movimento e planejamento 
de ação. Pré-frontal é a área de planejamento de ação. 
Área de Broca fica aqui. Esse Giro aqui é o giro pré-central 
é a área motora primária, logo se o doente tiver uma 
lesão aqui terá déficit motor contralateral. Já o giro pós-
central é a área sensitiva primária, se o paciente tem uma 
lesão nesse local a gente espera que ele tenha uma 
deficiência na sensibilidade. Na área parietal tem a parte 
de interpretação da fala. O lobo occipital é todo dedicado 
a visão. Cerebelo tem relação com equilíbrio e 
movimento fino. Bulbo e ponte tem relação pela 
respiração e batimento cardíaco. 
COMO CONFIRMAR E INVESTIGAR A CAUSA 
Qual exame a gente pede quando o paciente tem 
síndrome de 1º neurônio? Exame de imagem 
(neuroimagem) e dependendo da nossa suspeita 
etiológica a gente pede outros exames: sorologias de 
algumas doenças, LCR, laboratório, etc. 
Quando a gente pede exame de neuroimagem vai vir isso 
aqui, mas nós temos dois exames de neuroimagem a 
tomografia e a ressonância. Como diferencia-las? 
Conseguimos ver os giros muito melhor na ressonância, 
pois ela é mais sensível para detectar as partes moles do 
nosso encéfalo. Então temos que olhar os giros para 
diferenciar. 
Na ressonância nós temos as ponderações e a divisão em 
T1, T2 e Flair isso é importante na prática clínica. 
 Em T1 veremos a substância branca, branca, a 
substância cinzenta (córtex) cinzento e o liquor 
estará mais escuro nos ventrículos. 
 Já na TC nós veremos densidades, onde a 
densidade do osso é maior que a do encéfalo, logo 
o osso fica hiperdenso na TC, já o liquor é menos 
denso que o encéfalo então ele vai ficar hipotenso 
e o encéfalo isodenso. 
 Já na ressonância vamos falar de intensidade. 
Então na ressonância na ponderação em T1 a 
substância branca estará branca, estará 
hiperintensa, a substância cinzenta estará 
cinzenta e o liquor terá densidade diminuída. 
 T2 é o contrário de T1 teremos substância branca 
escura, a substância cinzenta mais clara e o liquor 
vai brilhar, estará mais intenso. 
 Já o Flair: é como se fosse uma mistura dos dois, a 
substância branca vai estar mais escura, a cinzenta 
mais clara e o liquor mais claro também. 
 Essas são as 3 incidências mais importantes. Mas 
podem ter mais. 
SÍNDROME DO 2º NEURÔNIO 
1. Hipotrofia ou atrofia muscular 
2. Fraqueza 
3. Hiporreflexia 
4. Miofascuculações 
5. Cãimbras 
ETIOLOGIAS 
 Síndrome de Guillain-Barré 
 Neuropatias (polineuropatia, mononeuropatia) 
 Radiculopatia 
 Polimielite 
 Vasculites 
 Esclerose lateral amiotrófica 
 
 
 
 
 
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TOPOGRAFANDO A LESÃO DE 2º NEURÔNIO... 
A topografia será ou raiz nervosa, ou nervo periférico 
propriamente dito. Precisamos diferenciar se é raiz 
nervosa ou nervo periférico, se tiver alteração de 
sensibilidade vai ser bem útil, se tiver alteração de acordo 
com os dermatómos a gente pensa em radiculopatia, se 
segue o caminho de nervo periférico a gente pode pensar 
em neuropatia periférica. Se tem hiporreflexia do bíceps 
braquial a gente vai desconfiar de lesão do nervo 
musculocutâneo ou da raiz C6, se a gente tem 
hiporreflexia do tríceps a gente vai desconfiar de lesão do 
nervo radial ou C7, hiporreflexia do braquioradial a gente 
vai topografar essa lesão como nervo radial ou C6, uma 
hiporreflexia patelar a gente pensa que a lesão está no 
nervo femoral, no plexo lombar, em L2 e L4, se tem uma 
hiporreflexia do reflexo Aquileu a gente vai suspeitar de 
lesão do nervo ciático, do plexo sacral ou de S1. 
Lesão de Nervos Periféricos mais comum no membro 
superior. 
 Se o paciente tem uma lesão de nervo radial, o 
nervo radial tem por função a extensão do 
punho, então o paciente vai ficar com a mão 
caída, aí a gente não pensa em raiz, pensa no 
nervo. 
 Se tiver uma lesão do nervo mediano o paciente 
terá a mão em benção. 
 Já opaciente com a mão em garra pensaremos 
em lesão do nervo ulnar. 
COMO CONFIRMAR E INVESTIGAR A CAUSA 
1. Eletroneuromiografia 
2. RM de coluna 
Se a gente desconfia em lesão de 2º neurônio não adianta 
pedir ressonância, eletroencefalograma, nada disso! A 
gente precisa pedir um exame para as colunas: cervical, 
torácica, lombar e sacral dependendo de onde está a 
queixa no exame físico e a Eletroneuromiografia que é o 
exame complementar mais importante para nervos 
periféricos, que vai ver a condução nervosa e se a 
velocidade de condução pela fibra está ok. 
 
SÍNDROME DA TRANSMISSÃO 
NEUROMUSCULAR 
Temos a junção neuromuscular que é onde o nervo vai 
interagir com o músculo para efetuar a contração. 
CASO CLÍNICO: é uma síndrome de 1º neurônio ou 
2º neurônio? 
Paciente de 42 anos, iniciou a 6 meses quadro de 
fraqueza muscular de membros inferiores, 
engasgos, disfagia e perda ponderal, apresenta 
paraparesia assimétrica, sinal de Babinski bilateral, 
clonus e fasciculações. Qual o diagnóstico? 
Síndrome de 1º ou 2º neurônio? 
R: Trata-se de Síndrome de 1º e 2º neurônio, isso 
está presente em uma doença onde o 1º e o 2º 
neurônio estão afetados, é a ELA (Esclerose Lateral 
Amiotrófica). Uma doença bastante grave. 
NEUROLOGIA AULA 1 - P1 
Anderson Bastos, Guilherme Neves, Lucas Ribeiro 
04/02/2020 
 
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ETIOLOGIAS 
 Miastenia Gravis 
 Síndrome de Eaton Lamber 
 Síndromes miastênicas congênitas 
 Botulismo 
CARACTERÍSTICAS 
Também temos sintomas específicos de quando a lesão 
está na junção neuromuscular. Nesses casos o paciente 
terá só fraqueza e uma fraqueza flutuante, também pode 
ter manifestações oculares como ptose e diplopia e a 
sensibilidade e os reflexos estarão preservados, é uma 
fraqueza com sensibilidade e reflexo normal. 
1. Flutuação da Fraqueza (APENAS FRAQUEZA) 
2. Manifestações oculares: ptose e diplopia 
3. Sensibilidade e reflexos preservados 
Se a fraqueza piora no decorrer do dia a gente vai pensar 
em Miastenia Gravis, se a fraqueza melhora ao longo do 
dia a gente pensa em síndrome de Lambert-Eaton, 
porque uma é pré-sináptica e a outra é pós-sináptica. 
COMO CONFIRMAR E INVESTIGAR A CAUSA 
Quando desconfiamos disso também é 
eletroneuromiografia que a gente vai solicitar só que é 
diferente, a gente tem que pedir estímulo de fibra única 
ou estimulação repetida. Também pode disse anticorpos 
pois são doenças autoimunes. 
1. Eletroneuromiografia com estimulação repetida 
2. Eletroneuromiografia de fibra única 
3. Dosagem de anticorpos 
DOENÇAS ESPECÍFICAS DO MÚSCULO 
(MIOPATIAS) 
 Fraqueza muscular 
 Aumento das enzimas musculares: Ck, Ckmb, 
TGO, TGP 
 Sensibilidade e reflexo estão preservados 
 Não tem flutuação dos sintomas, tem fraqueza 
sem melhora e sem piora ao longo do dia, 
diferentemente das doenças da junção 
neuromuscular. 
 
ETIOLOGIAS 
 Miopatias 
 Distrofias musculares 
 Miosites 
Aqui a doença típica é a Distrofia Muscular de Duchenne, 
que é a distrofia mais comum no mundo, ligada ao X e só 
acontece em meninos. 
SÍNDROME EXTRA-PIRAMIDAL 
 Movimentos anormais de repouso 
 Dificuldade para manter-se em pé 
 Tendência a queda multidirecional 
 Distúrbios da marcha 
 Dificuldade para manter o foco e realizar 
movimentos rápidos, alternados e coordenados 
 Aqui a gente pensa no paciente que tem 
parkinsonismo. 
SÍNDROME CEREBELAR 
Ela vai se manifestar com sintoma de disfunção do 
cerebelo, que vai ser: 
 Desequilíbrio 
 Incoordenação motora 
 Marcha atáxica 
 Disgrafia 
 Disartria 
 Nistagmo 
 
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