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DISPNÉIA
PROFESSORA: GABRIELA LUSTOSA SAID UCHÔA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ-UFPI
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE- CCS
DEPARTAMENTO DE CLÍNICA GERAL
CURSO: MEDICINA
DISCIPLINA: SEMIOLOGIA I
DISPNÉIA
 Programação de Aula
 1. Conceito
 2. Epidemiologia
 3.Fisiopatologia
 4. Principais Causas
 5. Tipos de Dispnéia
 6. Investigação de Dispnéia
 7. Ritmos Respiratórios
CONCEITO
 Dispnéia = respiração ruim ( do grego dys + pnoia)
 É uma experiência subjetiva de dificuldade ou desconforto respiratório
 Quando o ato de respirar desperta sensações desagradáveis
CONCEITO
Como a dor, a Dispnéia é uma experiência sensitiva 
cuja interpretação depende da percepção do 
paciente modulada por aspectos fisiológicos, 
psicológicos, sociais, fatores ambientais, entre outros
EPIDEMIOLOGIA
 Até 50% dos pacientes que procuram atendimento de urgência, 
apresenta dispnéia
 25% das queixas ambulatoriais
 Associação com Mortalidade
 Limitação da qualidade de vida
 Relacionado com diversas doenças
COMO A DISPNÉIA PODE SER 
RELATADA PELO PACIENTE ?
 Falta de ar
 Respiração difícil/cansada/ trabalhosa
 Fôlego curto
 Cansaço ou canseira
 Aperto no peito
 Fadiga
CUIDADO: GERALMENTE, O TERMO DISPNÉIA NÃO É USADO PELOS PACIENTES
FISIOPATOLOGIA
CAUSAS DE DISPNÉIA
APARELHO 
RESPIRATÓRIO NEUROLÓGICAS
CARDÍACAS PSICOGÊNICAS
ANEMIA
DISTÚRBIOS 
METABÓLICOS
DO PONTO DE VISTA DO APARELHO RESPIRATÓRIO...
Causas Atmosféricas
Causas Obstrutivas
Causas Parenquimatosas
CCausas Toracopulmonares
Causas Diafragmáticas
Causas Pleurais
Dispnéia de Origem Cardíaca
 ICC
 IAM
 Tamponamento Cardíaco
 Arritmias cardíacas
Dispnéia de Origem Cardíaca
 ICC
 Decorre de falência de VE 
 Congestão pulmonar
 Aumento da pressão em AE Elevação da pressão arterial 
pulmonar Aumento da pressão capilar pulmonar
Transudação do líquido capilar para 
interstício pulmonar e alvéolos
Dispnéia por Causas Neurológicas
 Hipertensão Intracraniana
 Miastenia Gravis
 Esclerose Lateral Amiotrófica
Dispnéia Psicogênica
 Está relacionada com transtornos emocionais
 Não apresenta correlação com o grau de atividade física e não é 
progressiva
 Síndrome de Hiperventilação
 Pode ser acompanhado de espasmos musculares e parestesias
Outras causas de Dispnéia
 Anemia
 Hipertireoidismo
 Acidose
 Descondicionamento físico
 Obesidade
 Gravidez
CLASSIFICAÇÃO DAS DISPNÉIAS
Quanto ao Esforço
Quanto ao Decúbito do Paciente
Quanto ao Tempo de Aparecimento
DISPNÉIA AOS ESFORÇOS
Dispnéia aos grandes esforços
Dispnéia aos pequenos esforços
Dispnéia aos médios esforços
Dispnéia ao executar atividades
acima dos habituais
Dispnéia durante realização de
exercícios físicos de intensidade
mediana
Dispnéia ao realizar exercícios de
pequena magnitude
DISPNÉIA DE REPOUSO
 É a dificuldade respiratória mesmo durante o repouso
DISPNÉIA ASSOCIADA AO DECÚBITO
ORTOPNÉIA
 Surge quando o paciente se põe na posição deitada
 Fisiopatologia: Maior afluxo de sangue dos MMII ao deitar 
Congestão pulmonar Dispnéia
 Para aliviar, o paciente adota a posição semideitada para dormir
DISPNÉIA ASSOCIADA AO DECÚBITO
DISPNÉIA PAROXÍSTICA NOTURNA
 Surge à noite, durante o sono 
 Geralmente, vem associado com dor torácica do tipo opressão ,tosse 
seca e cianose
 Ortopnéia X Dispnéia Paroxística Noturna
DISPNÉIA ASSOCIADA AO DECÚBITO
PLATIPNÉIA
 Rara
 Dispnéia ao assumir posição sentada e que melhora ao deitar-se
 shunt direita-esquerda pelo forame oval
DISPNÉIA ASSOCIADA AO DECÚBITO
TREPOPNÉIA
 É a condição no qual o paciente se sente mais confortável para respirar 
em decúbito lateral
 Exemplo: derrame pleural
DISPNÉIA QUANTO AO TEMPO DE APARECIMENTO
 DISPNEÍA AGUDA x CRÔNICA
DISPNÉIA AGUDA X DISPNÉIA CRÔNICA
AGUDA CRÔNICA
Embolia Pulmonar DPOC
Anafilaxia Asma
Pneumótórax Pneumonia
Pneumonia Insuficiência Cardíaca
Infarto Agudo do Miocárdio Doença Pulmonar Intersticial
Paciente chega no PS/ Consultório
QP: “Falta de ar”
O QUE FAZER??
O QUE PENSAR??
HISTÓRIA CLÍNICA
 Início
 Caracterização
 Intensidade
 Periodicidade
 Fatores Desencadeantes
 Fatores que melhoram e pioram
 Sintomas Associados
Instrumentos de Avaliação
ASPECTOS RELEVANTES
 DM
 HAS
 Obesidade/ Dislipidemia
 Coronariopatia
 Tabagismo
 Fraqueza Muscular Progressiva
 História de Atopias
 História de trauma
 Imobilização
DOENÇA HISTÓRIA
Embolia Pulmonar Dispnéia súbita, fatores de risco de 
TVP
Pneumonia Febre, tosse, dor pleurítica
Pneumotórax Início abrupto de dor torácica, 
história de trauma
DPOC/Asma Tabagismo, piora da dispnéia
durante infecções respiratórias, 
tosse
ICC Dispnéia progressiva aos esforços, 
edema de MMII, 
Anafilaxia Exposição a alérgeno, início 
abrupto
Infarto Agudo do Miocárdio Dor torácica, dispnéia
CASO CLÍNICO
 Um agricultor de 54 anos de idade, previamente hígido, começou a se queixar de dispnéia
durante suas atividades habituais. Os sintomas tiveram início há 1 ano, com piora 
progressiva. Inicialmente, a dispnéia ocorria ao realizar esforços maiores, como carregar 
fardos de milho, porém, nos últimos 2 meses, mal consegue caminhar até a cozinha da 
casa. Associado a esse quadro, relata edema em membros inferiores. Para conseguir 
dormir, precisa de três travesseiros e, apesar disso, acorda com falta de ar na madrugada. 
Nega dor torácica, tosse, febre.
 Antecedentes Pessoais: Hipertensão Arterial há 15 anos
RITMOS RESPIRATÓRIOS
 Taquipnéia
Bradipnéia
Apnéia
DISPNÉIA DE CHEYNE-STOKES
Insuficiência 
Cardíaca
Tumores de SNC
Intoxicação por 
opiáceos
DISPNÉIA DE KUSSMAUL
Cetoacidose 
Diabética
Insuficiência Renal 
DISPNÉIA DE BIOT
Tumores do SNC
Hipertensão
Intracraniana
Meningite
DISPNÉIA SUSPIROSA
Transtorno de 
Ansiedade
Checklist
Há quanto tempo você tem sentido falta de ar?
A falta de ar ocorreu subitamente? 
A falta de ar é constante?
A falta de ar ocorre você estando em repouso? Em esforço? Deitado? 
Em pé? Sentado? 
Você já chegou a acordar com falta de ar? 
O que piora a falta de ar? O que alivia? 
A falta de ar é acompanhada por algum chiado? Febre? Tosse? Tosse 
com sangue? Palpitação? Dor no peito? Cianose? Coriza? Prurido 
nasal?
Você fuma? Há quanto tempo? Que quantidade? Se negativo, 
Alguém que convive com você fuma? 
Você cria pombos? 
Você já teve algum tipo de exposição com indivíduos com 
tuberculose?
BIBLIOGRAFIA
Benseñor IM, Atta JA, Martins M de A. Semiologia clinica, 2002
Lopez M, Medeiros JL, Semiologia Médica, As bases do Diagnóstico Clínico, 5ª ed., 
2004
SWARTZ, M.H. Tratado de Semiologia Médica. História e Exame Clínico. 7ª ed. 
Elsevier, 2015.
PORTO, C.C. Semiologia Médica. 8ª ed. Rio de Janeiro. Guanabara, 2019.
Martins MA, Quintino CR, Tibério IFLC, Atta JÁ, Ivanovic LF. Semiologia Clínica, 2021

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