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Animais que vivem na Caatinga 1. Arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) A arara-azul-de-lear é uma ave que vive somente na Caatinga baiana e está ameaçada de extinção, sendo que sua principal ameaça está relacionada ao tráfico de animais e destruição do habitat em que vive. Encontrada nos paredões de arenito das cidades de Jeremoabo e Canudos, na Bahia, a arara-azul-de-lear aproveita as cavidades existentes para reprodução e repouso. Para se alimentar, elas costumam se deslocar por aproximadamente 60 km. 2. Calango-de-cauda-verde (Ameivula venetacaudus) O calango-de-cauda-verde é um réptil ameaçado de extinção. De hábitos diurnos, se alimenta de pequenos animais, como formigas, grilos, gafanhotos e aranhas. A reprodução ocorre em época de chuva, período em que a fêmea põe seus ovos, que pode chegar até cinco em cada ninhada. O macho mede até 12 cm, sendo sempre maior que a fêmea. 3. Corrupião (Icterus jamacaii) O corrupião é um pássaro pequeno que mede cerca de 25 cm de comprimentos e tem cor amarela ou alaranjada predominante. É muito comum sua presença na caatinga nordestina, onde pode ser visto em bandos ou com seus pares. Para reprodução, este pássaro ocupa ninhos de outras espécies, expulsando até mesmo os filhotes e ovos. 4. Gambá-de-orelha-branca (Didelphis albiventris) O gambá-de-orelha-branca é um animal que pertence a família dos marsupiais americanos e sua reprodução acontece de forma sazonal, onde cada fêmea pode gerar até seis filhotes. O tempo de gestação é de aproximadamente 13 dias e, após esse período, os filhotes ficam dentro da bolsa por cerca de 45 dias. É um animal de porte médio que pesa no máximo 3 kg e tem hábitos noturnos e alimentação baseada em animais, insetos, ovos, frutos e plantas. 5. Jiboia-constritora (Boa constrictor) A jiboia-constritora é um animal vivíparo, sendo que o embrião é desenvolvido no corpo da fêmea e posteriormente, incubado num ovo separado. É um animal que chega a 4 metros e pode ser encontrado em diversos biomas brasileiros, como a Caatinga, Mata Atlântica e Cerrado. Sua alimentação é baseada em pequenos mamíferos, aves e lagartos que são mortos sufocados pela jiboia. Com digestão lenta, que dura cerca de 7 dias, contribui para que este animal fique um longo período de tempo sem se alimentar. 6. Onça-parda (Puma concolor) A onça-parda é o segundo maior felino do Brasil, segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, e está presente em todo os biomas brasileiros.Devido ao crescimento urbano desordenado, a onça-parda tem sido vista com mais frequência em áreas urbanas, fazendo com que o número de animais diminua cada vez mais. 7. Periquito-da-caatinga (Eupsittulacactorum) O periquito-da-caatinga é uma ave muito conhecida no nordeste, também chamada popularmente de periquitinha, jandaia e gangarra. É um animal de pequeno porte, podendo pesar aproximadamente 120 gramas. Muito semelhante ao papagaio, o periquito-da-caatinga possui penas nas cores verde e amarelo, podendo ter variações alaranjadas e bico marrom claro. Costuma viver em bandos, normalmente entre 6 e 8 indivíduos e vem ao solo para beber águas e se alimentar de frutos e sementes. 8. Preguiça-de-chifres (Stenocercus sp. n.) A preguiça-de-chifres é um animal endêmico da Caatinga e vive em ambientes que apresentam galhos secos, para que assim, ele possa se camuflar e se proteger de outros animais. Sua principal característica, os chifres, são protuberâncias de cartilagem, porém não se sabe ao certo se existe usabilidade. Seu caminhar é lento, por isso o nome preguiça. A alimentação da preguiça-de-chifres é baseada em formigas, besouros e insetos em geral. 9. Soldadinho-do-araripe (Antilophia bokermanni) O soldadinho-do-araripe é uma ave típica da Caatinga e encontra-se criticamente em perigo de extinção desde 2003, quando foi incluído na lista vermelha brasileira de animais. Sua alimentação é baseada em frutos e vive em áreas de encosta, com nascentes e curso d'água. 10. Sagui-de-tufos-brancos (Callithrix jacchus) O sagui-de-tufos-brancos é endêmico da Caatinga, especialmente na região norte do Rio São Francisco e litoral de Salvador. Seus pelos são mesclados em cinza e branco, sendo que nas orelhas a cor branca é predominante, daí seu nome. Dentre as espécies de saguis, essa é a que mais sofre com o tráfico de animais. Normalmente vivem em bandos, sendo este liderado pela fêmea mais velha. A alimentação é baseada em frutos, insetos, aranhas e filhotes de pombo-doméstico. 11. Tatu-bola (Tolypeutes tricinctus) O tatu-bola é endêmico do Brasil e vive principalmente na Caatinga, podendo também ser encontrado no Cerrado. Foi inserido na lista de animas ameaçados de extinção na categoria "em perigo" e a principal causa é a destruição e alteração de seu habitat natural. É um animal pequeno que mede aproximadamente 42 cm, seu peso pode chegar até 1,8 kg e possui uma carapaça rígida e móvel que ajuda na fuga de predadores. A alimentação é principalmente feita a base de cupins, porém pequenos invertebrados e alguns frutos também compõe sua dieta. 12. Veado-catingueiro (Mazama gouazoubira) O veado-catingueiro é um mamífero que vive em formações abertas, como a Caatinga, podendo também ser encontrado em outros biomas brasileiros. A caça e a destruição de seu habitat fez com que esse animal passasse a apresentar risco de extinção. Com hábitos solitários, o veado-catingueiro se reúne somente no período de reprodução, mas especificamente para acasalar. O macho costuma ser maior que a fêmea, possui pelos longos em tons de marrom. Sua alimentação é feita basicamente por leguminosas, frutas e flores.