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CONTABILIDADE ATUARIAL
1.INTRODUÇÃO
As diretrizes emitidas pelo CFC da matriz curricular para o curso de Ciências Contábeis orientam que seu graduando tenha noções de atuariais.
Seguro é um plano social que combina os riscos de muitos indivíduos dentro de um grupo. Atuarialmente prevê perdas e usa os fundos das contribuições dos membros do grupo para efetuar o pagamento de indenizações, quando são devidas, nas condições e termos do contrato. 
Nesse mecanismo de seguro, as pessoas e as organizações ajudam-se uma as outras em troca de contribuições (prêmios), relativamente pequenas, obtendo tranquilidade e segurança econômica contra as grandes perdas potenciais, que são transferidas para todo o grupo, através de um contrato de seguros.
1.1 Como Surgiu O Estudo Das Ciências “Atuariais”
Surgiu na Inglaterra, no final da metade do século XIX, portanto, há mais de 150 anos, e é considerada área de conhecimento multidisciplinar, pressupondo o domínio de conceitos de economia, administração, contabilidade, matemática, finanças e estatística para o entendimento dos modelos atuariais.
Estudos realizados dão conta de que ela se voltava para o cálculo da expectativa de vida, com interesse nas questões de aposentadoria e pensão. Embora no século XVII, a Inglaterra e a Holanda, empenhavam-se em vender aos seus súditos, títulos públicos que asseguravam ao tomador a percepção de uma renda vitalícia.
Assim, foi necessário determinar com a maior precisão a importância em dinheiro que deveria ser cobrada em contraprestação ao serviço, para que não houvesse prejuízo à coroa, trabalho destinado aos melhores matemáticos da época. 
Com isso, foi-se criando a base para o surgimento da matemática atuaria, principalmente a partir do cálculo da probabilidade de Pascal, de Graunt e Edmond Halley, na Inglaterra, e De Witt, na Holanda, a partir dos registros de nascimentos e óbitos, estudaram o problema levando em conta as leis da probabilidade e a expectativa de vida humana.
Os avanços no cálculo de anuidades apresentados por James Dodson nesta época renderam-lhe o título de inventor da ciência atuarial.
O título de primeiro atuário da História é atribuído à Domitius Ulpiames, prefeito de Roma durante o Império Romano, considerado um dos maiores economistas de sua época. Foi ele quem deu os primeiros passos para o desenvolvimento do seguro de vida, pois se interessou pelo assunto e estudou documentos sobre nascimentos e mortes dos romanos.
No século XX, a área de seguros expandiu a abrangência do estudo atuarial, e a inserção cada vez mais frequente das empresas de seguro e pensão no mercado financeiro, fez com que a ciência atuarial se especializasse cada vez mais em campos econômicos e financeiros.
A partir de então, a atuária se desenvolveu, principalmente à medida que outros matemáticos, economistas e filósofos se interessaram pelo assunto. Cada vez mais houve a construção e especialização das tábuas de vida, como também o desenvolvimento das comutações, ferramenta do cálculo atuarial. 
Também aconteceu nesse período o 1º Congresso Internacional de Atuária em Bruxelas, no ano de 1895.
Assim as empresas seguradoras passaram a oferecer programas de seguro de vida e outras especializações, o que gerou cada vez maior necessidade do desenvolvimento das ciências atuariais.
RESTROPECTIVA HISTORICA NO BRASIL
A primeira seguradora brasileira, denominada Boa Fé, foi autorizada a funcionar em 4 de fevereiro de 1808. Em 1853, foi criada a primeira sociedade de seguros terrestres, a Interesse Publico, e em 1855 a primeira companhia de seguros de vida, chamada de Tranquilidade.
Segundo ainda referida autora, em 1850, as operações de seguros no Brasil se regiam pela legislação portuguesa, quando foi publicado o código comercial brasileiro. Em 1895, o decreto 249 estabeleceu o primeiro regulamento brasileiro que determinava medidas de fiscalização para as companhias (estrangeiras) de seguros que estavam estabelecidas no Brasil que atuavam na área de seguro de vida.
Em 1901, por meio do decreto 4.270, conhecido como decreto” Murtinho” , criou a “ superintendência geral de seguros” , criando um certo desconforto entre as sociedades estrangeiras, a nova regulamentação de 1903, extinguiu a SGS e criou a Inspetoria de Seguros, seus efeitos refletiram ate a Revolução de 1930, neste período o mercado nacional segundo Figueiredo(2012) teve seu empenho prejudicado devido a privilégios que as seguradoras estrangeiras de transferir livremente parte de suas operações para as matrizes que ficavam fora do Pais.
Com o advento do código civil de 1916, atividade de seguros passou a ter uma estrutura legal mais solida e, em 1920 e 1924, foram baixados novos decretos novos decretos que regulavam as operações de seguros de acordo com modelo determinado pelo Código Civil, a mesma autora aferi que em 1932, o decreto nº. 21.828 aprovou o um novo regulamento sobre as operações de seguros.
No ano 1933 a inspetoria de seguros se transferiu para o ministério do trabalho, indústria e comercio e, no ano seguinte, foi substituída pelo departamento Nacional de Seguros Privados e Capitalização (FIGUEIREDO, 2012).
Em 1939, foi criado o IRB (instituto de resseguros no Brasil), o grande mérito do instituto se deve ao fortalecimento das seguradoras brasileiras. O IRB, atualmente é uma sociedade de economia mista com 50% de seu capital pertencente às sociedades seguradoras, permanecendo, ate bem recentemente, como ressegurador exclusivo.
Conforme Figueiredo (2012), com a nova redação dada ao INCISO II artigo nº 192 da constituição de 1988, o monopólio do resseguro, que dava ia IRB a condição de ressegurador exclusivo sofreu mudança.
O decreto n.º 4.986, de 12 de fevereiro de 2004, em seu artigo 1º ratifica a competência do CNSP (Conselho Nacional de Seguros Privados), órgão colegiado integrante da estrutura básica do Ministério da Fazenda: exercer a regulação, normalização e coordenação das atividades de seguros, resseguros, previdência complementar aberta e capitalização. (FIGUEIREDO, p.06, 2012)
1.3 Definição
Atuária, “é a parte da estatística que investiga problemas relacionados à teoria e o cálculo de seguros em uma coletividade”. A ciência atuarial tem sido requerida a evoluir e aprimorar-se de maneira significativa ao longo dos últimos anos, sendo as suas atribuições, como veremos ao longo desta obra, bem mais amplas do que aquelas encontradas na definição acima. 
No século XX, a inserção de Companhias de Seguro, Entidades de Previdência Privada e Fundos de Pensão no mercado financeiro complexo e exigente por informações mais precisas e por vezes técnicas, faz com que as Ciências Atuariais acabem se especializando cada vez mais em áreas que antes não eram abrangidas.
1.4 Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP)
É o órgão responsável por fixar as diretrizes e normas da política de seguros privados e capitalização sendo sua principal atribuição desde sua criação fixar as diretrizes e normas da política governamental para os segmentos.(Figueiredo, 2012)
1.4.2 Atribuição atuais do CNSP
 Regular a contribuição, organização, funcionamento e fiscalização dos que exercem atividades subordinadas ao Sistema Nacional de Seguros Privados, bem como a aplicação das penalidades previstas.
 Fixar as características gerais dos contratos de seguro, previdência privada aberta, capitalização e resseguro.
 Disciplinar a corretagem de seguros e a profissão de corretor.
 Estabelecer as diretrizes gerais das operações de resseguros; prescrever os critérios de constituição das sociedades Seguradoras, de Capitalização, das Entidades de Previdência Privada aberta e resseguradores, com fixação dos limites legais e técnicos das respectivas operações.
1.4.3 Entidades subordinadas ao CNSP
• Susep- Superintendência de Seguros Privados
• IRB- Resseguros Brasil
• Sociedades Seguradoras
• Sociedades de Capitalização
• Entidades de Previdência Privada Complementar – Abertas- Decreto lei nº.73/1966 e lei complementar de Seguro – Saúde.
1.5 A superintendência de Seguros Privados (SUSEP)E uma entidade autarquia, subordinada ao Ministério Fazenda. Foi criada pelo decreto lei nº 73, de 21 de novembro de 1966, que também institui o sistema nacional de seguros privados, e responsável pela execução da política de seguros traçados pela CNSP.
1.5.1 Atribuições da Susep
• Fiscalizar a contribuição, organização, funcionamento e operação das sociedades seguradoras de previdência privada aberta e capitalização, na qualidade de executora da política traçada pelo CNSP.
• Atuar no sentido de proteger a captação de poupança popular que se efetua através das operações de seguros, previdência privada aberta e capitalização.
• Zelar pela defesa dos interesses dos consumidores desses mercados.
* Promover o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos operacionais e ela vinculados, com vistas a maior eficiência do sistema nacional de seguros privados e do sistema nacional de capitalização.
• Promover a estabilidade dos mercados sob a jurisdição, assegurando sua expansão e o funcionamento das entidades que neles operam.
• Zelar pela liquidez e solvência das sociedades que integram o mercado.
• Disciplinar e acompanhar os investimentos daquelas entidades, em especial os efetuados em bens garantidos de provisões técnicas.
• Cumprir e fazer cumprir as deliberações do CNSP e exercer as atividades que por este forem delegadas.
• Promover os serviços da secretaria executiva do CNSP.
1.6 Perspectiva do mercado atual
Hoje, o mercado brasileiro e, com ampla margem, o maior da América Latina e, em razão da economia crescente e da melhoria na distribuição de renda da população, além da ampliação da oferta de credito, oferece potencial para torna-se um dos mais importantes centros seguradores no meio-longo prazo, em todos os segmentos, incluindo seguros gerais, seguro de vida e produtos de previdência complementar.
 O mercado de seguros, previdência complementar aberta, saúde suplementar e capitalização cresceu fortemente em 2010 relativamente ao ano anterior. Faturamento bruto do grupo de seguros gerais cresceu 14,2%, o do grupo vida (inclusive previdência) cresceu 18%, o de saúde suplementar, 11%, e o de capitalização 20%.
Conceitos básicos do seguro
1.INTRODUÇÃO
O seguro cobre uma grande variedade de riscos inerentes a todas as atividades humanas, desta forma, utiliza-se como qualquer outro ramo do saber de conceitos e terminologias próprias, devido sua ampliação de conceitos e do objetivo de seguros, para compreender este segmento faz necessário entender os conceitos básicos.
1.1 A profissão de Atuário
O seguro é baseado no conceito de COMPARTILHAMENTO, ou divisão de riscos. Exemplo clássico – Os camelos dos comerciantes da Babilônia no século XIII a.C.
Quem perdesse o camelo, por morte ou desaparecimento, na travessia do deserto em direção aos mercados vizinhos recebia outros pagos pelos demais criadores.
• 1800 a.C. Babilônia – Código de Hamurabi. Previa que os navegadores deveriam associar-se para ressarcir aquele que perdesse seu navio em alguma tempestade.
• Os Hebreus e os Fenícios praticavam o MUTUALISMO. É a formação de um grupo de pessoas com interesses em comum constituindo uma reserva econômica para dividir o risco de um acontecimento não previsto.
A coletividade assumia a responsabilidade pela reparação na ocorrência de sinistros.
Os fenícios para repor as embarcações nas travessias do Mar Mediterrâneo e do Mar Egeu.
Os hebreus para repor os acidentes com os rebanhos dos pastores.
• Na Idade Média o Papa Gregório IX proibiu o mutualismo por considerar uma heresia, um sacrilégio alguém tentar amenizar a vontade divina.
SEGUROS NAUTICOS
• Os navegadores passaram a pegar dinheiro emprestado nos bancos, que seria devolvido acrescido de elevados juros se a embarcação voltasse sem sofrer danos ou perdas.
• Assim o SEGURO MARITIMO pode ser considerado como um dos mais antigos e a base para todas as demais formas de seguros.
• O primeiro contrato de seguro marítimo com emissão de apólice foi redigido em Genova – Itália em 1347.
• Os sistemas jurídicos da época consideravam o seguro como um “jogo” por isso sua regulamentação foi muito dificultada.
• 1967 – Londres – um incêndio destrói 13 mil casas, igreja e a Catedral de Saint Paul e quase destrói a cidade.
• 1684 – Londres - foi criado o seguro contra incêndio
• 1690 – Foi criada a LLOYD`S – a maior e mais tradicional empresa de seguros do mundo.
O seguro marítimo foi uma das primeiras formas de seguro.
• CURIOSIDADE, PESQUISA: O TITANIC tinha seguro?
• Brasil – 24/02/1808 – fundada a Cia de Seguros Boa Fé – Bahia – por ser um grande centro de navegação marítima da época.
1.2 Conceitos
Os principais conceitos relacionados com o seguro, e que serão discutidos a seguir são:
Mutualismo; Risco; Segurador; Segurado; Prêmio; Indenização; Contrato; Ramos; Cosseguro; Resseguro.
Conceito de Seguro:
É uma operação que toma forma jurídica de um contrato, em que uma das partes (segurador) se obriga para com a outra (segurado ou beneficiário) mediante o recebimento de uma importância previamente estipulada, a compensá-la por um prejuízo.
1.2.1 Mutualismo
A mutualidade e a forma de estabelecer a participação de cada um na responsabilidade consequentemente da realização do acontecimento previsto que atinge um elemento do grupo (Figueiredo, 2012).
Nas palavras de Figueiredo, p.14,2012 “ O mutualismo e basicamente a divisão de um prejuízo entre um grupo de indivíduos, é um dos princípios fundamentos nos quais tecnicamente se baseia o seguro.
Ainda nas palavras da referida autora, o seguro utiliza como mecanismo de redução de riscos a combinação de número suficiente de unidades de exposição a riscos semelhantes, a fim de tornar as perdas individuais previsíveis e repartidas proporcionalmente por todas as unidades que foram combinadas, a fim de torná-los mais suportáveis economicamente.
1.2.2 Risco 
Risco e um componente inerente do ambiente que se vive. As pessoas são cercadas por inúmeros riscos, desde o seu nascimento até a morte, a maioria dos sobreviventes aprende a conviver com o risco e como se defender dele. (Figueiredo, 2012)
1.2.2.1 Natureza do Risco
Segundo Figueiredo (2014), o risco invade todos os aspectos da vida das pessoas e pode ser visto de muitas e diferentes perspectivas. Define-se aqui risco como uma situação em que as perdas são possíveis, embora existam vários outros aspectos que podem ser considerados numa definição de risco. Perda e entendida como a redução ou desaparecimento de valor. Definir perda em termos econômicos, entretanto, e por demais restritivos, pois implica que a perda deve ser medida ou pelo menos descrita, em termos de unidades econômicas como reais, dólares etc….
Algumas perdas não podem ser medidas em termos econômicos. Por exemplo, a morte do cachorrinho da família pode ser sentida como uma grande perda por alguns dos seus membros, mas não pode ser descrita em termos de valores.
Conforme Figueiredo (2012), no ambiente securitário, a palavra risco tem mais de um significado, e algumas vezes ouvimos as pessoas usarem risco referindo-se a propriedade ou a pessoa que está exposta a perda. Frequentemente propriedades e pessoas seguradas são mencionadas como “o risco”, como também são comuns referências a bons riscos e maus riscos.
 Tipos de Riscos
O risco pode ser classificado como puro ou especulativo: ele afeta pessoas, propriedades e possibilidades de prejuízo. Um risco especulativo envolve possibilidades de perda ou ganho. 
Exemplo: Uma aposta de jogo.
1.2.3 Segurador
Segurador em seu conceito clássico, e aquele que assume a responsabilidade de determinada riscos mediante o pagamento antecipado de um premio estipulado.
A principal obrigação do segurador e pagar, reparar ou indenizar o dano ou o prejuízo resultante da efetivação dos riscos assumido, conforme condições contratuais.
Outra definição:
Segurador – pessoa jurídica legalmente constituída para assumir e gerir os riscos especificados no contrato de seguro.
No Brasil e na totalidade dos países, somente as empresas organizadas juridicamente para talfim podem exercer o papel de segurador.
O segurador individual praticamente desapareceu, e mesmo a figura do underwriter do Lloyd’s de Londres age quase sempre em conjunto e muito mais como cossegurador. 
A legislação vigente em nosso país somente admite como forma jurídica de atuação na atividade de seguro a forma de sociedade Anônima, Sociedade Cooperativa para os seguros agrícolas e de saúde e previdência social para os seguros de acidente de trabalho.
De acordo com a legislação brasileira Resolução CNSP no. 23, de 17 de junho de 1992, as sociedades de seguros deverão ter um capital social subscrito (realizado de no mínimo de 50%), de acordo com as modalidades que operem.
Uma outra, exigência a que sujeitas as seguradoras e a vinculação dos valores garantidores de suas operações. São as reservas técnicas, que, por forca de lei, estão a constituir.
As reservas técnicas são representadas por bens que, no mínimo, tenham o valor das mesmas e não podem ser alienados, pois, são vinculados a SUSEP.
• Resolução CNSP 14/88
Os tipos de reservas técnicas obrigatórias são:
Grupo 1: reserva suplementar equivalente a 50% do capital social integralizado.
Grupo 2: Reservas matemáticas, para planos que proporcionam pecúlios e pensões.
Grupo 3: Reservas sobre sinistro a liquidar.
 	Figueiredo observa que, o segurador pode, em teoria, assumir riscos de qualquer natureza ou valor, embora existam limitações legais e institucionais da atividade que se limitem essa prática. Desta forma, pode-se concluir que as seguradoras não podem reter responsabilidades superiores aos seus limites operacionais aprovados pela SUSEP.
1.2.4 Segurado
 	Segurado e a pessoa em relação a qual o segurador assume a responsabilidade de determinados riscos (Santos apud Figueiredo, 2014)
Entretanto, no manual básico da Funeseg encontramos ligeira divergência quando e definido.
“Segurado e a pessoa física ou jurídica economicamente interessada no bem exposto a risco e que transfere a seguradora, mediante pagamento de certa importância, o risco de um determinado evento a atingir o bem de seu interesse. Segurado e a pessoa em nome de quem se faz o seguro” (FUNESEG, 1989).
Outra definição:
• Segurado – pessoa física ou jurídica em nome de que se faz o seguro – pessoa que transfere para a seguradora o risco de um evento através do pagamento do prêmio.
 	Na prática corrente, a pessoa do segurado aparece muitas vezes acompanhada de outras figuras, que, de acordo com o tipo de risco que está sendo segurado, podem coincidir ou não com sua pessoa. São elas:
• Beneficiário: titular dos direitos indenizadores que se estabelecem na apólice,
pode ser o próprio segurado que contrata a apólice ou alguém designado como
tal.
• Estipulante: e a pessoa que se obriga aos pagamentos dos prêmios e as prestações em benefício de terceiro; no entanto, nos casos dos seguros obrigatórios, a pessoa do estipulante coincide com a do segurado, para fins de contratação e manutenção do seguro: nos facultativos, e mandatário dos segurados.
O mercado de seguros, previdência complementar aberta, saúde suplementar e capitalização cresceu fortemente em 2010 relativamente ao ano anterior.
• Faturamento bruto do grupo de seguros gerais cresceu 14,2%, o do grupo vida (inclusive previdência) cresceu 18%, o de saúde suplementar, 11%, e o de capitalização 20%.
1.2.5. Prêmio
E o preço pago pelo Segurado.
Parâmetros utilizados para calcular o prêmio: Prazo do seguro, importância segurada e exposição do risco.
O prêmio e um dos principais elementos na formação de um contrato de seguro, pois ele traduz o preço pelo qual o segurado concorda em assumir o risco. (Figueiredo,2012)
Elementos Formadores do prêmio de seguros:
• Mensuração de risco
• Despesas de administrativas ou gastos de gestão interna
• Despesa de aquisição e produção ou gasto de gestão externa
• Remuneração do capital
• Encargos
• Impostos
1.2.6 Contratos de Seguros
O seguro e efetivado através de documentos legais denominados contratos.
O direito Romano define o contrato como o mutuo consenso de duas ou mais pessoas sobre o mesmo objeto.
Um contrato, ao contrário que possa parecer, não pode ser interpretado apenas sob a ótica jurídica, mas deve ser visto a luz do cenário social e econômico onde foi feito.
1.2.6.1 Elementos de um contrato
O contrato de seguros apresenta as seguintes características especiais:
• Bilateral
• Aleatório
• Solene
• Real
1.2.6.2 Formalização dos contratos de seguro
 	São os seguintes os instrumentos formais dos contratos de seguros: a proposta, a apólice, o endosso, aditivos ou averbações.
• Proposta: e o documento cujo conteúdo representa a vontade do segurado,
contendo assim as condições pretendidas. 
• Apólice: e o documento emitido pelo segurador, e o instrumento do contrato de seguros, constituindo-se de um documento escrito, datado e assinado pelo
segurador ou seu representante legal, nele estão estipuladas todas as condições do segurado e do segurador. Devem ser especialmente declarados na apólice:
a) Os nomes e os domicílios do segurador e do segurado
b) O objeto ou a pessoa segurada
c) A natureza dos riscos garantidos
d) O prazo do seguro, indicando, quando for o caso, o começo e o fim dos riscos por ano, mês, dia e hora.
e) O montante da garantia ou valor segurado
f) O prêmio.
Normas especificas para contabilidade de seguros e plano contábil
Livros Contábeis
Como nas demais atividades, também em seguros, 2 (dois ) são os grupos de livros Contábeis:
a). Obrigatórios: Diário, Razão;
b). Facultativos: Caixa, Contas Correntes, etc
Livros registros auxiliares:
De uso obrigatório pelas seguradoras que operam em Ramos Elementares – RE e Ramo Vida - RV, com Previdência Privada Aberta e Capitalização, são organizados em livros encadernados, fichas ou folhas soltas, numeradas sequencialmente, de forma mecânica, tipográfica, eletrônica ou magneticamente, contendo Termo de Abertura e Termo de Encerramento, compreendendo 3 (três ) grupos:(SILVA, 2015)
a) De emissão de apólice e outros documentos que envolvam prêmios a receber, inclusive Bilhetes de Seguro;
b) De cobrança de apólices e outros documentos que envolvam arrecadação
de prêmios, inclusive Bilhetes de Seguro;
c) De Sinistros avisados e de Sinistros Pagos.
Formulários
 	Conforme Silva (2015), “Entre os vários formulários adotados pelas seguradoras para formalização de suas operações destacam-se, como de uso obrigatório, os seguintes:
a) Proposta de Seguro: Formulário que precede a emissão da apólice, na qual o segurado manifesta a intenção de contratar a cobertura do risco, podendo ser aceita ou recusada pela seguradora, no prazo de 15 ( quinze ) dias, sendo inaplicável aos seguros contratados através de Bilhete de Seguro.(SILVA, 2015)
b) Nota de Seguro: Face a obrigatoriedade dos prêmios de seguros serem pagos via cobrança bancária, a Nota de Seguro deverá capear cada documento ( apólice, endosso, fatura ou conta mensal ) remetido ao Banco para cobrança, destinando-se a servir de comprovante de quitação do prêmio, após autenticação mecânica impressa pelo Banco em seu corpo. Seu uso não se aplica aos seguros contratados através de Bilhete de Seguro. Atualmente o mercado utiliza, em seu lugar, a Ficha de Compensação, mais adequada junto a rede bancária, emetendo ao segurado a apólice emitida anexa ao aviso de cobrança bancária do prêmio do seguro. (SILVA, 2015)
c) Borderô de Cobrança: Neste formulário deveriam ser relacionados todos os
documentos remetidos ao Banco para cobrança simples, mas, em virtude da adoção da Ficha de Compensação, tornou-se desnecessário.
 Os Bilhetes de Seguro estão excluídos deste procedimento porque são levados pelo segurado para pagamento bancário, por se constituírem em um contrato sumário, e, simultaneamente, comprovante do pagamento do prêmio, após a autenticação bancária pelo banco cobrador.
d) Formulário de Informações Periódicas – FIP : Destina-se a informar, periodicamente, à SUSEP a situação administrativa, econômica e Financeira da Seguradora, onde são apresentados, de forma analítica, os seguintesdemonstrativos:
• Informações Cadastrais;
• Cálculo do LR. e da Margem de Solvência - MS;
• Volume de Prêmios Retidos, Volume de Prêmios Ganhos;
• Produção de Prêmios por Regiões Geográficas;
• Volume de Sinistros Líquidos;
• Comissões Líquidas Diferidas;
• Despesas de Angariação Diferidas;
• Resumo das Provisões Técnicas;
• Cobertura Vinculada das Provisões Técnicas;
• Provisão Para Desvalorização da Carteira de Ações;
• Balancetes Mensais e Balanço Patrimonial;
• Demonstração do Resultado do Exercício;
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido;
• Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados;
• Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos
Modelo de escrituração contábil usada nas operações das seguradoras.
Enunciado: A Cia de Seguros Controlar os Riscos S & A., apresenta a seguinte
movimentação:
1) Constituição da Companhia de seguros “ Cia de Seguros Controlar Riscos S& A” com deposito de capital em dinheiro: R$ 200.000.
2) Emissão de uma apólice de seguros por R$ 30.000 a receber em 60 dias.
3) Registro da comissão 30% sobre uma apólice de seguro de R$ 9.000.
4) Constituição da reserva técnica para cobertura de possíveis sinistros: R$ 28.750.
5) Gastos fixos do mês: R$ 1.300.
6) Registro da variação da despesa de prêmio não ganho: 1/12 das despesas comerciais, no valor de R$ 750.
7) Registro da variação da reserva de prêmio não ganho: 1/12 da reserva de premio não ganho, no valor de R$ 2.500,00.
8) Compra de ações na Bolsa de Valores: R$ 25.000.
9) Compra a prazo de um imóvel: R$ 25.000.
10) Aviso de sinistro no valor de R$ 12.000.
11) Pagamento da indenização no valor R$ 12.000.
12) Recebimento de receita de aplicação financeira, R$ 2.280.
13) Resultado de Equivalência Patrimonial:R$ 5.000.
14) Baixa da Provisão de Sinistro.
Elenco de contas: Capital Social /Disponível / Contas a receber / Receitas de Prêmios / Despesa de Comercialização Diferida / Comissões a pagar / Reservas de Prêmios não Ganhos / Provisões Técnicas / Variação da Reserva de Comercialização Diferida / 
Variação da Reserva de Premio não Ganho / Salários e Encargos sociais / Participações Acionarias Permanentes / Imóveis- Inversões Imobiliárias / Títulos a pagar / Despesas com Indenização de Sinistros / Receita de Aplicação Financeira / Resultado Equiparação Patrimonial
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