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MATERIAL DIDÁTICO 
 
 
 
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DE 
INSPEÇÃO ESCOLAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
U N I V E R S I DA D E
CANDIDO MENDES
 
CREDENCIADA JUNTO AO MEC PELA 
PORTARIA Nº 1.282 DO DIA 26/10/2010 
 
Impressão 
e 
Editoração 
 
0800 283 8380 
 
www.ucamprominas.com.br 
 
 
 
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Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
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SUMÁRIO 
 
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO ............................................................................................................................ 3 
UNIDADE 2 - ESBOÇO HISTÓRICO DA INSPEÇÃO ESCOLAR ............................................................... 4 
UNIDADE 3 - A INSPEÇÃO ESCOLAR FACE AOS NOVOS PARADIGMAS ........................................... 7 
UNIDADE 4 - O TERMO DE VISITA .............................................................................................................. 15 
UNIDADE 5 - ESCRITURAÇÃO ESCOLAR .................................................................................................. 22 
UNIDADE 6 - ESTUDOS REALIZADOS NO EXTERIOR ........................................................................... 26 
UNIDADE 7 - RECURSOS DIDÁTICOS PEDAGÓGICOS .......................................................................... 38 
UNIDADE 8 - REGIMENTO ESCOLAR E PROPOSTA PEDAGÓGICA DA ESCOLA .......................... 48 
UNIDADE 9 - LEI DELEGADA 122 2007 DE 25/01/2007 .............................................................................. 51 
REFERÊNCIAS .................................................................................................................................................. 58 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO 
 
O trabalho que ora passamos às mãos dos acadêmicos, tem por 
objetivo definir as responsabilidades e âmbito de atuação do Inspetor Escolar. 
Estabelecemos um perfil para este Profissional e detalhamos assuas 
funções. 
Introduzimos também, temas atuais da pratica do Inspetor Escolar, 
considerando-se o discurso atual de que aprende-se a fazer, fazendo. 
 Empreendemos esta tarefa, com objetividade, cientes da necessidade 
daqueles que reconhecem a importância da teoria, mas necessitam de 
vivências praticas. 
Elaboramos este trabalho com tais características, para romper com o 
tecnicismo e o legalismo que subsidiam o trabalho do Inspetor. 
Necessário, afirmar que a ética permeará todas as ações do Serviço de 
Inspeção Escolar. 
É o Inspetor Escolar, no Sistema Educacional, o agente por excelência 
contra a entropia. Segundo Otaíza Romanelli, “as normas existem não para 
impedir caminhos, mas para evitar desvios.” 
A comunicação estabelecida entre os órgãos Regionais e Escolar, entre 
Inspetores e Diretores, Inspetores e Professores, Alunos e Pais refletirá a 
função social que se espera de cada Profissional. 
Dentro deste contexto, acredito na nova concepção e formação deste 
Educador. 
Contribuir com o fortalecimento da educação nos engrandece. 
Noely Oliveira. 
 
 
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UNIDADE 2 - ESBOÇO HISTÓRICO DA INSPEÇÃO 
ESCOLAR 
 
De acordo com a Secretaria de Estado da Educação, a Inspeção Escolar, há 
tempos necessita de uma reestruturação uma vez que não fora, este Serviço 
adaptado para atender a Lei 4024/61 tendo sido tão somente regulamentada em 
1962 e 1968. 
Até então, cabia ao Estado Autorizar, Reconhecer e Inspecionar as escolas 
de ensino Primário e Normal. Hoje com a Resolução do CEE 449 de 24 de outubro 
de 2002 os termos foram adaptados para Credenciar e Recredenciar estando os 
níveis da educação de acordo com a nova LDB. 
Na antiga Lei 4024/61, todos os estabelecimentos do grau médio, poderiam 
passar para o Sistema Estadual de Ensino, desde que formalizassem sua opção. 
Isto acarretou uma sobrecarga para o Sistema que assumiu a responsabilidade de 
autorizar, reconhecer e inspecionar também escolas de grau médio. 
Entretanto, o Sistema Educacional não contou, de imediato, com as 
necessárias alterações em seu quadro de pessoal, para levar a bom termo a nova 
tarefa. As modificações ocorreram da seguinte forma: o Ensino Normal continuou 
com a Inspeção do Fiscal Permanente de acordo com o Decreto 11.501/34; o Ensino 
Primário passou a contar com os Inspetores Seccionais Municipais e Auxiliares de 
Inspeção; Lei 2.610/62; as Delegacias de Ensino com o Inspetor Sindicante de 
acordo com a Portaria da SEE/MG 68/65 e o Ensino Médio, só em 1968, pela 
Portaria 91/68, do Senhor Secretário de Estado da Educação, passou ser assistido 
pela Inspeção. Esta Portaria permitiu o remanejamento de professores do Ensino 
Médio para a função de Inspetor a título precário. 
Na vigência da lei 4024/61, a Inspeção não conseguiu abranger todo o ensino 
e, além disso, não foram realizados os concurso previstos. Assim, nessa época os 
problemas se avolumavam, sobretudo devido à situação funcional da grande maioria 
dos Inspetores, ou seja: Professores afastados da docência, para o exercício da 
função sem a remuneração correspondente. 
 
 
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A situação se agravou, ainda mais, com a publicação da Lei 5692/71, que 
estabeleceu a organização do ensino em graus: 1º grau (quatro séries do primário, 
mais quatro séries do ginásio) e 2º grau – alternando toda a legislação anterior do 
ensino primário e médio, principalmente, no tocante a organização curricular e a 
estrutura das escolas - e, que também determinou a integração de todos os 
estabelecimentos particulares ao Sistema Estadual de Ensino. 
Além disso, deveriam ser cumpridas as seguintes exigências: formação do 
Inspetor Escolar em curso superior de graduação, com duração curta ou plena ou de 
pós-graduação admissão na carreira de Inspetor Escolar por concurso público de 
provas e títulos; remuneração tendo em vista maior qualificação em cursos ou 
estágios de formação, aperfeiçoamento ou especialização; elaboração de um 
estatuto a carreira do magistério de 1º e 2º graus. 
Com muitas exigências mencionadas demandavam estudo e outras 
providências, sendo, portanto de solução a médio e longo prazo, alguma medida de 
emergência deveria ser tomada. Então, em fevereiro de 1975, numa reunião de 
Diretores das antigas Delegacias Regionais de Ensino, o Diretor da 
Superintendência Educacional solicitou das Delegacias Regionais de Ensino um 
Plano de Reorganização do Serviço de Inspeção Escolar em suas jurisdições, para a 
aprovação da Superintendência Educacional. Esta medida, apesar de experimental 
e de emergência, veio solucionar, em parte, um grande problema: pessoal para o 
exercício da Inspeção. É bom lembrar que, em algumas Delegacias Regionais de 
Ensino não existia “nenhum” professor designado para a Inspeção do Ensino Médio 
e, que para o Ensino Primário o número de Inspetores Escolares não era suficiente. 
Havia Inspetor Escolar com a responsabilidade de assistir mais de 50(cinquenta) 
estabelecimentos de ensino. 
Então, a partir dos planos de Inspeção, as Delegacias Regionais de Ensino 
puderam convocar mais professores para a função de Inspetor e distribuir as escolas 
entre os Inspetores de maneira mais racional eliminando, principalmente, a atuação 
de mais de um Inspetor Escolar em unidades de ensino que mantinham o 1º e 2º 
graus. Esses planos, aprovados, possibilitaram a listagem para efeito de aprovação 
 
 
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de exercício e pagamento como Inspetor Escolar, retroagindo, ao início do exercício, 
desde que não fosse anterior a 01 de Janeiro de 1974. 
Com o intuito de acompanhar, controlar e avaliar os Planos de Inspeção 
Escolar aprovados e, ainda, propor a estruturação de uma Inspeção Escolar que 
atendesse às exigências da Lei nº. 5.692/71, o Diretor da Superintendência 
Educacional solicitou de sua equipe um amplo estudo sobre o assunto. 
Foram realizados estudos referentes à: fundamentação teórica (pesquisa 
bibliográfica de documentos, apostilas, pareceres e normas dos Conselhos Federal 
e Estadual de Educação sobre o assunto); base legal que fundamenta a Inspeção 
Escolar no Estado de Minas Gerais; situação da Inspeção Escolar em outras 
Unidades de Federação; currículos dos cursos de Pedagogia (habilitação em 
Inspeção Escolar), da capital do Estado e, ainda, um diagnóstico em todas as 
Delegacias Regionais de Ensino, que objetivou responder indagações sobre: 
habilitação e nível de atuação do Inspetor Escolar; caracterização pessoal e 
funcional do Inspetor Escolar; atribuições do Inspetor Escolar; fluxo de comunicação 
entre Delegacia Regional de Ensino e Escola; âmbito de atuação do Inspetor 
Escolar; planejamento, coordenação, controle e avaliação do Serviço de Inspeção 
Escolar. 
A partir dos estudos realizados e dos dados levantados, foram elaboradas, 
pela Superintendência Educacional e submetidos a todos os setores do Sistema 
Educacional e Associação de Classe dos Inspetores Escolares, propostas para a 
definição do “Sistema de Inspeção Escolar no Estado de Minas Gerais”. 
 
 
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UNIDADE 3 - A INSPEÇÃO ESCOLAR FACE AOS NOVOS 
PARADIGMAS 
 
O terceiro milênio requer uma nova escola e um renovado serviço de 
Inspeção Escolar, direcionada para uma escola cidadã – aquela que garante a todos 
os alunos o acesso e a permanência, com uma educação de qualidade. 
Os princípios constitucionais e as normas estabelecidas pelos Conselhos 
Nacionais e Estaduais, a partir da Constituição de 1988, indicam que a 
universalização da educação, a equidade e a qualidade exigem, entre outros: 
 Descentralização das decisões; 
 Autonomia com responsabilidade; 
 Gestão democrática; 
 Avaliação institucional. 
 
Uma escola única de igual padrão assumida pela gestão dependente de 
decisões repassadas pelo poder central vem cedendo lugar à participação e à 
possibilidade de incorporação de demandas específicas da comunidade. Passar 
desse modelo centralizador, autoritário e burocrático e menos controlador, é o 
desafio dos dirigentes escolares. 
Essas mudanças na administração escolar não surgiram isoladas de outros 
contextos. Fundamentam-se também em procedimentos mais amplos de 
organização do trabalho que vêm sendo utilizados por inovadoras técnicas de 
administração em instituições modernas da sociedade. Sob esse novo enfoque, a 
democracia participativa difere da representativa e torna-se o centro do sistema de 
valores modernos. 
A participação dos diferentes segmentos da comunidade permite a criação de 
instituições escolares fortes e articuladas, como os colegiados, conselhos e outros, 
 
 
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mais próximos da realidade do aluno. Em decorrência, as lideranças no processo de 
administração têm que ser, mais que ordenadoras, facilitadoras. 
Pela descentralização, as normas vigentes, em especial a LDB 9.394/96, 
atribuem à escola maior grau de autonomia, definindo ser de sua competência a 
construção da Proposta Pedagógica, com a decorrente administração de seu 
cotidiano. 
Quando falamos em autonomia das escolas, não estamos tratando de 
soberania, pela qual elas podem agir por conta própria sem observância de 
princípios e diretrizes políticas, administrativas e pedagógicas determinados pelos 
órgãos próprios. As escolas, ao trabalharem com as propostas pedagógicas 
construídas pelo coletivo da Escola, observam as diretrizes gerais básicas que 
definem os rumos da educação brasileira. 
Os inspetores escolares podem assumir neste contexto uma função relevante 
e significativa, ao exercerem com competência e responsabilidade as funções de 
acompanhamento, apoio, supervisão, controle e avaliação das instituições escolares 
na implementação das políticas estabelecidas. Sob esta ótica, o Serviço de Inspeção 
Escolar, elo de ligação entre a escola e a Superintendência Regional de Ensino - 
SER, deve funcionar de forma que ajude a escola no esforço de assegurar ao aluno 
o acesso, a permanência e uma educação de qualidade. 
Esta educação de qualidade, necessária ao exercício da cidadania, constitui 
preocupação e aspiração de uma sociedade cada vez mais consciente e exigente. 
A Inspeção Escolar, a partir dos novos paradigmas, passa a ser fortalecida 
pela integração dos profissionais na contribuição efetiva à organização e 
funcionamento das escolas, exercendo competências técnicas e políticas a serviço 
dos amplos objetivos da escola dentro de uma sociedade democrática. Por outro 
lado a deformação da educação desejada é muitas vezes alimentada pelo trabalho 
burocratizado, esvaziado e empobrecido de conteúdo político social e pedagógico 
ficando centrado em rotinas cobrança de papéis e de informações secundárias. 
Muitas das principais limitações à autonomia escolar são decorrentes da 
resistência da burocracia das várias instâncias administrativas. Em consequência o 
cotidiano escolar passa a ser, então, predominantemente ordenado de fora para 
 
 
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dentro. Os ordenamentos definidos pelas burocracias a partir de modelos 
homogêneos, os que não incorporam a diversidade que as escolas apresentam, não 
respeitam as peculiaridades de cada uma. As decisões externas à escola são 
dirigidas a todas as escolas como se todas fossem iguais ou semelhantes. Desta 
forma as escolas sentem-se desobrigadas de responsabilidade pelo êxito do seu 
próprio trabalho. 
A escola de trinta ou cinquenta anos atrás e a escola de hoje são instituições 
diferentes. Mudaram os alunos, mudou a função social da escola exigindo, portanto, 
mudança de sua organização e funcionamento, não permitindo mais que continuem 
sendo formados profissionais para uma escola que não existe mais. O processo 
decisório interno às escolas exige hoje um trabalho em equipe e participação de 
todos os profissionais da educação a partir dos objetivos comuns, das intenções 
definidas pelo coletivo da escola. Além disso a autonomia da escola é fortalecida 
com a responsabilidade de prestar contas e de se submeter a avaliação e ao 
controle externo de seus resultados.Tudo isto reforça o significado de lideranças com autoridade, legitimidade, 
competência administrativa e pedagógica no exercício da Inspeção Escolar. É, pois 
amplamente reconhecido que o inspetor escolar é elemento chave, essencial no 
processo de mudança desejado. De que maneira isso ocorre? 
É que a flexibilidade da Lei ocorre o risco de interpretações equivocadas e 
engessadoras, o que exige um entendimento claro dos princípios básicos e 
fundamentais emanados da Constituição de 1988. Este pode ser um dos desafios da 
Inspeção Escolar. 
Evidentemente, há necessidade de organização e funcionamento da escola, 
em seus aspectos pedagógicos e administrativos, definidoras de uma educação 
desejada. 
É necessário, portanto, ter clareza de que “as normas existem não para 
impedir caminhos, mas para evitar desvios” nas palavras de “Otazia Romanelli.” 
Por último, os princípios que fundamentam as normas legais refletem 
percepções, ideias, valores, visão do mundo e da sociedade. Tais princípios 
orientação a participação do inspetor escolar na interpretação e implementação das 
 
 
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normas que orientam a construção da proposta pedagógica pelo coletivo da escola e 
a avaliação institucional. É desta forma que os inspetores podem contribuir no 
processo de transformação da realidade social, de um lado cobrindo espaços de 
avaliação e controle que permitam ações minimizadas de injustiças sociais, 
especialmente a exclusão escolar e de outro fortalecendo a credibilidade da escola. 
A partir destas reflexões constata-se o importante papel do Inspetor Escolar 
nesse processo de construção que se exime de fórmulas mágicas capazes de 
resolver todos os problemas. Exige sim ao Inspetor vontade política, compromisso, 
competência, segurança e sabedoria. 
O que se espera da atuação do Inspetor Escolar a partir dos novos 
paradigmas educacionais. 
O Inspetor exerce um papel muito peculiar por atuar em dois níveis do 
sistema de ensino: na administração regional de ensino e junto às unidades 
escolares. 
As considerações até aqui formuladas já nos permitem num primeiro 
momento delinear desempenhos e posturas reveladoras de diferentes formas de 
atuação que possam incentivar as escolas na busca da educação de qualidade – 
aquela que seja a melhor para todos os alunos. Estes ensaios de desempenho aqui 
apresentados são alguns dos pilares da Inspeção para uma escola cidadã na sua 
versão mais participativa e libertadora. Acreditamos no Serviço de Inspeção forte, 
competente, atuante e comprometido com a educação de todos. Embora não 
sejamos excessivamente otimistas, tampouco devemos cair no ceticismo e na 
omissão: é preciso sonhar, criar, correr atrás acreditar que a educação pode 
contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e humana. 
Prosseguindo nestas reflexões, os novos paradigmas da educação nacional 
encaminham a questão de ordem prática: são os desafios que se colocam ao 
Inspetor Escolar para a observância da legislação da educação junto às escolas, 
pelo seu papel de legítimo representante da administração central e regional do 
Sistema. Uma leitura mais atenta da LDB e de alguns dos seus artigos remete a 
algumas competências que o Inspetor pode exercer, em ação solidária com as 
 
 
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escolas e seus diretores, pedagogos e professores e em interação com setores das 
secretárias estadual e municipais e dos órgãos regionais da educação. 
A título de exemplo, relacionam-se algumas delas. 
Acompanhar nas escolas o atendimento à aplicação dos onze princípios 
previstos no art. 3º. 
- acesso/permanência 
-liberdade de aprender, ensinar 
-pluralismo de ideias 
-respeito à liberdade 
-instituições públicas e privadas coexistência 
-gratuidade do ensino público 
-valorização do profissional 
-gestão democrática do ensino público 
-padrão de qualidade nas escolas 
-experiências extra-escolares 
-vinculação educação escolar, trabalho, práticas sociais 
Acompanhar a frequência dos alunos, principalmente no referente à educação 
obrigatória (art.5º) 
Verificar acesso ao ensino obrigatório (art.5º) 
Interpretar, no âmbito da SRE. e das escolas as incumbências que são 
cometidas aos Estados (art. 10), destacadamente na aplicação do inciso IV nas 
escolas, relacionadas à organização de processos para credenciamento, supervisão 
e avaliação de escolas e a autorização e reconhecimento de cursos. 
Articular-se com os estabelecimentos de ensino, no sentido de monitorar o 
cumprimento das incumbências das escolas (art.12), referentes, principalmente a: 
- proposta pedagógica, que a escola tem autonomia para elaborar; 
-cumprimento do calendário e das cargas horárias curriculares; 
 
 
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-cumprimento dos planos de trabalho docente; 
-recursos e estratégias de recuperação dos alunos com menor rendimento; 
-gestão de pessoal material e financeira da escola; 
-articulação da escola com famílias e comunidade, inclusive para informar os 
responsáveis sobre frequência e avaliação dos alunos; 
Articular-se com os responsáveis pela gestão administrativo-pedagógica 
objetivando acompanhar o trabalho dos docentes em relação à participação na 
elaboração e também na execução da proposta pedagógica conforme algumas 
indicações previstas no (art.12). 
Verificar o cumprimento das normas de gestão democrática das escolas 
públicas do sistema estadual (arts 14 e 15). 
Colaborar com as escolas na interpretação das normas aplicáveis à Educação 
Básica (cap II arts. 22 a 38 da LDB).Educação Profissional (cap III arts. 39 a 42) e à 
Educação Especial (cap V arts. 58 a 60). 
Controlar o cumprimento das normas relacionadas à vida escolar dos alunos 
relacionadas à interpretação e aplicação da legislação de ensino 
Incentivar é apoiar as escolas no desenvolvimento de programas e projetos 
de capacitação e de aperfeiçoamento continuado da formação dos professores e 
dos demais profissionais da escola. 
Como na maior parte as normas da LDB já se encontram regulamentadas, as 
responsabilidades e competências do Inspetor – nos âmbitos administrativo e 
pedagógico – decorrem ainda das disposições emanadas dessas regulamentações. 
 
O DESAFIO MAIOR DO INSPETOR ESCOLAR 
 
Como seria possível incorporar todos estes aspectos do desempenho do 
Inspetor Escolar numa prática em que ele se revele principalmente um educador? 
 
 
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Bárbara Freitag chama a atenção para um erro que frequentemente ocorre na 
compreensão da dinâmica educacional, o de confundir o texto da Lei com a própria 
realidade educacional. É preciso que mediante uma análise sociológica, se realize o 
confronto da Lei com os próprios comportamentos reais dos agentes envolvidos no 
processo educacional, para conhecer os desvios, descobrir as barreiras e que as 
escolas se sujeitam muitas vezes e detectar valores e padrões em torno dos quais 
gira a dinâmica real da educação. 
O Inspetor Escolar, ao interpretar a lei e acompanhar sua execução nas 
instituições de ensino, precisa levar em conta esses diferentes interessese valores 
que refletem não só o texto legal como também as posturas dos profissionais da 
escola e as atitudes de alunos e seus pais. 
O Inspetor, como elo de ligação entre a SRE e escola, tem, assim, a 
incumbência de ajudar a interpretar o espírito da lei, isto é, os valores e as normas 
mais genéricas têm sua adaptabilidade e cada contexto. Isto, no entanto, sem deixar 
de observar os princípios básicos, os objetivos e as diretrizes fundamentais que os 
legisladores estabeleceram, uma vez que tais fundamentos também decorrem dos 
valores e dos fatos percebidos por eles na sua análise da sociedade brasileira. 
E, ao aplicá-los ao funcionamento das escolas o Inspetor precisa estar 
suficientemente aberto e sensível para também compreender outros valores, fatos e 
normas que não raras vezes as presidem e compreender a filosofia que perpassa a 
proposta pedagógica de cada uma. 
Além disso, o “Inspetor educador” não será apenas a ponte entre os dois 
níveis do sistema de ensino: o macro (SEE e SRE) e o micro (escolas e instituições 
sociais locais), mas o medidor também dos sistemas valorativos vigentes nas 
normas, na sociedade em geral e no contexto escolar. Para isso o diálogo e a 
interatividade serão as formas de comunicação desejáveis. Se à escola cabem as 
decisões da proposta pedagógica e a ampliação das suas possibilidades, como 
poderia o Inspetor, sem praticar uma ingerência de todo indesejável, exercer pelo 
diálogo uma intervenção saudável para ajudar a escola na sua tomada de 
consciência dessas possibilidades e também dos seus limites? Essa consciência, 
portanto, só pode ser adquirida pela via da comunicação, na dimensão da 
 
 
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inteligência coletiva, pela interação e pela influência recíproca. O Inspetor educador 
deve em síntese, buscar, não a uniformidade entre as escolas, mas sim, a unidade 
de princípios e propósitos educacionais, respeitando as características e o contexto 
social de cada escola. Este é, segundo nos parece, o desafio para o Inspetor, face à 
realidade escolar contemporânea. 
Percebe-se a existência de algumas contradições no exercício da Inspeção 
Escolar. Isto acontece, principalmente, ao procurar compatibilizar as normas da 
Educação Básica com as iniciativas das escolas, a partir da própria autonomia que a 
Lei lhes confere. 
O Inspetor Escolar atual, procurará uma bibliografia atualizada que possa 
auxiliar a definir as principais linhas de ação coerentes com o novo paradigma da 
educação, substituindo o autoritarismo e a diretividade por outras posturas que 
contribuam para o crescimento profissional do professor, para a efetiva 
aprendizagem dos alunos e para a melhoria da qualidade do trabalho na escola em 
geral. 
 
 
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UNIDADE 4 - O TERMO DE VISITA 
 
A Inspeção Escolar tem na comunicação escrita, o seu melhor instrumento de 
trabalho. 
Assim sendo, o Termo de Visita deve ser claro, objetivo, informativo e conter 
sugestões, análise e quando necessário, determinar prazo para cumprimento de 
medidas saneadoras sugeridas. 
Não se deve colocar opinião pessoal e atenção especial quanto a elogios. 
O termo deverá ser lido com o Gestor da Escola antes de colher o ciente-
assinatura. 
O trabalho de campo (visitas) é envolvente e garante o aprimoramento da 
teoria e pratica. 
Há entre os registros efetuados pelo Inspetor a Ata Técnica. A Ata Técnica, 
não deixa de ser um Termo de Visita, porém é lavrado por técnicos das SRE, em 
atendimento à Ordem de Serviço quando a Comissão não conta com a presença de 
um Inspetor Escolar. 
O relatório Circunstanciado é uma explanação minuciosa e descritiva de fatos 
e ocorrências. É utilizado nos processos de verificação preliminar e sindicância; 
Validação e Convalidação de atos escolares, processos de regularização de vida 
escolar e verificação “in loco” e documentos supostamente falsos. 
A seguir, apresentaremos algumas sugestões, dos aspectos a serem 
verificados e redigidos em termos de Visita do Inspetor. 
 
Aspectos Gerais de Funcionamento da Escola 
 
Verificar a situação legal do funcionamento da escola. (olhar o carimbo) 
Verificar autorização de cada modalidade de ensino e habilitações 
profissionais existentes. 
 
 
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O diretor e secretário são habilitados especificamente ou autorizados? 
A escola possui carimbo de: 
- Situação legal conforme publicação no MG (Verificar). 
- Diretor e Secretário (Verificar se ambos contêm os respectivos 
números de habilitações ou autorizações). 
Verificar horário de funcionamento da escola por turno. 
- Horário de recreio 
Verificar se está afixado o Quadro de horários de funcionários e certificar-se 
de sua legalidade e cumprimento. 
Aspectos físicos: 
- Verificar necessidade de aquisição e alienação de bens patrimoniais. 
- Possui prédio próprio? 
- Condições do prédio (descrever sucintamente ). 
- Há necessidade de preenchimento de planilhas? 
- A escola está limpa e bem cuidada? 
- Verificar limpeza dos banheiros. 
- Verificar higiene da cantina e armazenamento de merenda e 
preparação da mesma. 
- Verificar abastecimento de água da escola. 
Água tratada? 
Possui filtro? 
Condições higiênicas do reservatório. 
- Verificar condições da rede elétrica. 
- A área da escola é delimitada? 
A escola cultiva horta? Plantas ornamentais? 
A escola possui biblioteca? Verificar o funcionamento ( relatar ). 
 
 
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- Verificar cobrança de taxa. 
Verificar o regimento escolar. 
- Necessidade de atualização. 
- Cumprimento das normas regimentais. 
Verificar Calendário Escolar e Quadro Curricular. 
- Aprovação. 
- Cumprimento. 
Verificar normas legais para cessão de prédio. 
 
Verificar a Composição do Quadro de Pessoal 
 
Verificar critérios de distribuição de turmas e aulas. 
- Os critérios foram aprovados pelo Colegiado? 
A escola torna pública as designações através da abertura de editais? 
- Divulga com 24 horas de antecedência. 
- Arquiva a 2º via dos editais? 
- Quais os locais onde são fixados os editais? 
São lavradas atas de designações para cada edital? 
A escola exige CAT no ato da designação? 
São arquivados os xérox dos comprovantes da habilitação dos professores? 
O candidato à designação apresenta a documentação exigida? 
- Os exames pré-admissionais foram feitos a partir do ano de 29/06/01? 
Não houve interrupção de trabalho do funcionário por período igual ou superior a 60 
dias 
 
 
 
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Verificar o Desempenho da Escola 
 
Verificar se a escola está divulgando os dados de seu desempenho. 
- Como está sendo divulgado? 
Verificar dados do ano anterior. 
- Número de alunos matriculados. 
- O percentual de alunos aprovados; 
- O percentual de alunos reprovados; 
- O percentual de alunos evadidos; 
- Qual série que mais reprovou no ano anterior? 
Verificar osdados da escola referentes a avaliação sistemática ( SIMAVE – 
PROEB ). 
- O que a escola tem feito para melhorar o seu próprio resultado? 
Quais as providências tomadas para melhoria do desempenho dos alunos e 
diminuição dos índices de evasão? A Resol. PGJ nº 05 está sendo observada. 
Verificar se está sendo registrado o trabalho realizado no livro de ata do 
Colegiado. 
 
Orientar a Organização da Escrituração Escolar 
 
- Verificar a distribuição do trabalho relativo à Escrituração Escolar entre 
secretário e auxiliar. 
Verificar Livro de Ponto. 
- Assinado regularmente? 
- Contém rasuras? 
- Registra horário? 
 
 
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- Registro de observações dos afastamentos legais e faltas. 
A escola possui livro de ATA para registro de reuniões? 
Possui livro de ocorrências? 
Possui livro de matrícula? 
- Já foram registradas as matrículas do ano em curso? 
- O livro contém rasuras? 
- A vida escolar do aluno transferido foi analisada no ato da matrícula? 
Possui livro de atas de resultados finais? 
- Foram registrados os resultados do ano anterior? 
- Contém rasuras? 
Possui livro de Assembléias gerais e reuniões do Colegiado? 
Possui registros de bens? 
- Está atualizado? 
Verificar e orientar preenchimento dos Diários de Classe juntamente com 
especialista, secretário e Diretor. 
- Consta identificação do ano e conteúdo? 
- Consta registro de todas as aulas ministradas com lançamento de 
notas sem rasuras? 
- É feito o controle de aulas previstas e ministradas? 
- Consta registro de conteúdos ministrados com assinaturas do 
professor? 
- Verificar fechamento dos mesmos. 
- São anulados espaços em branco? 
- Todos os diários são arquivados? 
- Verificar matrícula com dependência. 
Verificar arquivo. 
 
 
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As fichas individuais dos alunos estão devidamente preenchidas? Contém 
rasuras? 
Verificar por amostragem fichas individuais do ano anterior, observando 
registro final de aprovado ou reprovado, nota final e assinaturas do Secretário e 
Diretor e carimbo. 
Possui recorte de legislação – MG? 
Verificar aprovação e homologação de: 
- Regimento Grade e Calendário Escolar 
 
Verificar a Legalidade dos Aspectos Pedagógicos 
 
Verificar se a escola possui PPP e PDE. 
A escola possui Planejamento anual, semestral ou bimestral? 
 - O planejamento diário está em consonância com o mesmo? 
Qual o critério de recuperação adotado? Está de acordo com o Regimento? 
- O especialista e o eventual participam do processo de recuperação? 
Verificar alternativas que a escola propõe para atender diferenças individuais 
no processo ensino – aprendizagem. 
- O material didático – pedagógico é utilizado pelos professores? 
- Como estão sendo realizadas as reuniões para discussão, avaliação e 
redimensionamento de prática educativa? 
- Verificar como são ministradas as aulas de Educação Física. 
Verificar organização e funcionamento do ensino conforme o disposto na 
Resolução 521/03. 
- Verificar nº. de alunos em progressão parcial no ano em curso. 
- Verificar pendências de anos anteriores. 
- Como a Escola tem efetuado o registro. 
 
 
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Verificar atendimento ao art. 2º da Resolução 521/03 – reuniões periódicas. 
 
Verificar a Vida Escolar dos Alunos 
 
Verificar cumprimento de normas estabelecidas para matrícula na fase 
introdutória. 
Existe aluno fora de faixa? 
As fichas de matrículas foram feitas corretamente? 
- Contém assinaturas do Secretário e Diretor? 
Verificar por amostragem pastas dos alunos. 
- Possui xérox de certidão de nascimento? 
- Se maior, possui xérox de Carteira de Identidade, título de eleitor, 
reservista (sexo masculino). 
- Declaração provisória de transferência, estão vencidos? Verificar. 
- Declarações – dispensa de Educação Física, Educação religiosa – 
atestado médico etc... 
- Possui histórico ou declaração dando direito a matrícula na série em 
questão. 
Diploma. 
- Todos os diplomas dos anos anteriores já foram liberados? 
- Citar as pendências. 
Existe aluno sujeito a adaptação (suplementação, complementação). 
Como estão sendo oferecidos os estudos com Progressão Parcial? 
Professores não habilitados estão devidamente autorizados? 
O cumprimento do mínimo de 75% de frequência para aprovação está sendo 
cumprido? 
 
 
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UNIDADE 5 - ESCRITURAÇÃO ESCOLAR 
 
Ao solicitar aos Direitos e Secretários uma escrituração dos serviços 
Escolares que a legitimem, é necessário que os responsáveis por esta tarefa fiquem 
atentos quanto a alguns aspectos. 
A escrituração escolar é o registro sistemático dos fatos relativos ao 
estabelecimento de ensino a cada aluno, tendo por finalidade “assegurar a 
verificação da identidade de cada aluno e da regularidade e autenticidade de sua 
vida escola.” 
Todo sistema de escrituração, deverá ter como objetivo obter o melhor no 
mínio tempo, como o menor esforço possível. 
A fim de garantir os objetivos propostos, ou seja, “assegurar a verificação da 
identidade de cada aluno e da regularidade e autenticidade de sua vida escola”, o 
Secretário deve estar atento para os seguintes aspectos: 
 a transcrição de todos os dados deve ser exata e como constam dos 
documentos originais, a fim de permitir a fidedignidade dos documentos 
escolares; 
 a todo documento expedido deverá corresponder uma copia ou 
segunda via no arquivo do estabelecimento do ensino: 
 no documento expedido a escola fará constar, obrigatoriamente, a 
identificação do estabelecimento do ensino com o endereço completo, o 
numero e a natureza do ato de sua criação, de autorização de funcionamento 
ou reconhecimento, conforme o caso, com citação do órgão e da data da 
respectiva publicação; 
 os documentos expedidos pelo estabelecimento de ensino serão 
sempre assinados pelo Diretor e pelo Secretário ambos assumindo a 
responsabilidade dos atos praticados. Deverão seus nomes figurar por 
extenso, carimbo ou em letra de forma com os números dos respectivos 
registros, autorização, ou ato de nomeação masp, sotopostos as assinaturas; 
 
 
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OBS.: nenhum funcionário poderá assinar pelo Diretor ou Secretário sem a devida 
autorização como alto legal. 
 a documentação expedida pelo estabelecimento de ensino tanto quanto a 
apresentada pelo aluno devem estar registradas com letra legível, sem rasuras e 
incorreções; 
 os espaços não preenchidos deverão ser inutilizados com um traço; 
 os espaços destinados a observação deverão conter todas as indicações 
consideradas necessárias à maior compreensão dos dados contidos no documento, 
bem como outros dados significativos não previstos no formulário. 
 a apresentação da cópia autenticada dispensa a apresentação do documento 
original. Se a cópia não for autenticada, deverá ser exigido o original, para que o 
próprioservidor compare os dois documentos e autentique a copia, no alto, 
devolvendo o original ao interessado; 
 ao serem apresentados documentos oficiais de identificação, estes deverão 
ser devolvidos aos seus proprietário, por não ser licita a retenção de qualquer 
documento de identificação pessoal; 
 no caso de transferência, a escola (Secretário) deverá expedir o histórico 
escolar ao aluno e/ou responsável pelo prazo máximo de até 30 (trinta) dias a partir 
da data do requerimento do mesmo. 
 
Em Escrituração Escolar são consideradas: 
rasuras: os erros e alterações de digitação ou escrita manual corrigidas com o 
auxilio de borracha, removedor de tinta rebatidas ou raspadas; 
incorreções: as divergências entre os nomes, datas e locais lançados nos registros 
escolares e os constantes em documentação e identificação civil; 
... as divergências quanto ao registro de rendimento escolar nos diversos 
instrumentos escolares; 
 
 
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... a falta de assinatura, numero de registro ou autorização ou MASP e do nome, por 
extenso em letra de forma do diretor e do Secretário responsável pela escrituração 
escolar; 
 ... assinatura de outro funcionário do estabelecimento de ensino no histórico escolar 
sem autorização para tal; 
... falta de data e o não lançamento de conceitos, pontos notas ou menções. 
 
SERVIÇO DE INSPEÇÃO ESCOLAR 
SUGESTÕES PARA VERIFICAÇÃO DE ESCRITURAÇÃO ESCOLAR 
 
ESPECIFICAÇÃO ATUALIZADO RASURA DATA OBSERVAÇÕES 
 SIM NÃO SIM NÃO 
Matrícula 
Livro de Ponto 
Transferência 
Ata 
Regimento Escolar 
Calendário Escolar 
Pasta-Processo 
Funcional 
 
Diário Classe 
Pasta Aluno 
Ficha Individual 
Histórico Escolar 
Ata de Reuniões Adm. 
Ata de Reuniões Ped. 
Ata de 
Reuniões/Colegiado 
 
Termo de ocorrência 
Correspondências 
recebidas 
 
Correspondências 
expedidas 
 
 
 
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Caderneta Escolar 
Boletins 
Inventário/patrimoniais 
Documentos Pessoais 
Ocorrência/Aluno 
Ocorrência/Professor 
Documentos Pessoais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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UNIDADE 6 - ESTUDOS REALIZADOS NO EXTERIOR 
 
Entre as atividades inerentes ao Serviço de Inspeção Escolar, a transferência 
de alunos de outros países para o Brasil, constitui uma das maiores dificuldades 
encontradas pelos Secretários em relação ao preenchimento dos Históricos 
Escolares. Apresentaremos a seguir as instruções de preenchimento com a 
exemplificação e o embasamento legal com o objetivo de subsidiar este serviço. 
 
LEGISLAÇÃO 
 
Lei Federal nº. 9394/96 § 1º do art. 23 
§ 1º - A escola poderá reclassificar os alunos, inclusive quando se tratar de 
transferências entre estabelecimentos situados no País e no exterior, tendo como 
base as normas curriculares gerais. 
 
RESOLUÇÃO CEE nº. 441/2001, de 04/04/2001. 
Dispõe sobre a declaração de equivalência de estudos e revalidação de 
diplomas ou certificados expedidos no exterior, em nível de educação básica e de 
educação profissional. 
 
PROCEDIMENTO A SER ADOTADO 
 
a) Equivalência dos Estudos realizados no exterior 
É da competência da Secretaria de Estado de Educação analisar e emitir 
Parecer de equivalência dos estudos realizados no exterior, em nível de conclusão 
do ensino médio. 
 
 
 
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1. A declaração de equivalência de estudos será analisada mediante: 
 
Para o aluno brasileiro 
 Cópia autenticada dos estudos realizados no Brasil (histórico escolar e ficha 
individual, quando houver necessidade de comprovar algum período letivo cursado); 
 Cópia autenticada dos comprovantes dos estudos realizados no exterior 
(histórico escolar, diploma e outros) com sua autenticidade legalizada pela 
autoridade consular do país de origem (visto consular) e o pagamento dos 
emolumentos: 
 Cópia autenticada dos comprovantes dos estudos realizados no exterior 
(histórico escolar, diploma e outros), traduzido por um tradutor juramentado; 
 Oficio ou requerimento à SEE solicitando a equivalência ao ensino médio 
brasileiro de seus estudos realizados no exterior. 
 
Para o aluno estrangeiro 
 Cópia autenticada dos estudos realizados no exterior (histórico escolar de 
todo o ensino n diploma de conclusão desse nível de ensino), com a autenticidade 
legalizada pela autoridade consular brasileira e pagamento dos emolumentos; 
 Cópia autenticada dos comprovantes dos estudos realizados no exterior 
(histórico escolar, diploma e outros) traduzido por tradutor juramentado; 
 Cópia autenticada do documento de identidade do país de origem. 
 
OBSERVAÇÕES: 
 
 A apresentação de cópia autenticada em cartório dispensa a apresentação do 
documento original. Se a cópia não for autenticada deverá ser exibido o original, que 
o próprio servidor da SRE ou SEE compare os documentos aos dois documentos e 
autentique a cópia no ato, devolvendo o original ao interessado. 
 
 
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 A SRE poderá receber via Protocolo estes documentos e encaminhá-los à 
Diretoria de Funcionamento Escolar/SEE para análise e pronunciamento. 
 
2. Os estudos realizados no exterior será analisado levando-se em 
conta: 
 os conteúdos cumpridos no exterior, três dos quais vinculados às áreas de 
conhecimento definidas nas Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio. 
 a carga horário e o tempo de escolaridade cumpridos. 
 a autenticidade legalizada pela autoridade consular. 
 
3. A declaração será concedida quando o interessado comprovar: 
 
 11 (onze) anos ou mais de escolaridade; 
 a conclusão do curso de nível médio no exterior (histórico escolar e diploma). 
 
b) Revalidação de diploma ou certificado expedido no exterior para 
efeitos de registro e exercício profissional: 
 Os documentos são os mesmos solicitados para a declaração de equivalência 
e se necessário o plano de curso do Curso Técnico concluído. 
 A SEE através de parecer indicará uma escola que ministre a habilitação 
pretendida ou afim, cabendo a ela a análise e manifestação conclusiva. 
 
c) Aproveitamento dos estudos realizados no exterior: 
 
 
 
 
 
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Competência da Instituição Escolar onde o aluno encontra-se 
matriculado: 
 
 os documentos necessários são os mesmos para a declaração de 
equivalência, porém se o documento estiver redigido em inglês, espanhol ou francês 
e a escola tiver um professor que domine este idioma, poderá fazer a tradução; 
 analisar toda a documentação e verificar se o mesmo está com a 
autenticidade legalizada pela autoridadeconsular brasileira no exterior. 
 
1. Se os documentos estiverem de acordo com as normas legais 
vigentes, a escola poderá matricular o aluno: 
 
 na mesma série , quando a transferência ocorrer durante o ano letivo em 
curso. A escola ao proceder o aproveitamento dos estudos realizados no exterior 
deverá registrar o embasamento legal conforme modelo de histórico escolar - 1. A. 
 
 ou na análise seguinte à indicada no documento expedido da escola do 
exterior devendo para tal ser submetido a avaliação conforme orientações do 
Parecer CEE n.º 388/03. Modelo de histórico escolar 1. B 
 
Obs.: os documentos dos estudos realizados no exterior quando revestidos 
das formalidades consulares deverão SRE anexados ao histórico escolar. 
2. Se a documentação não estiver revestida das normas legais (visto 
consular) a escola deverá submetê-lo a avaliação para classificá-lo e posicioná-lo 
na série adequada observando a idade e as habilidades e competências daquela 
série. O embasamento legal é a alínea C, do inciso II, do artigo 24 da Lei Federal n.º 
9394/96. Modelo 1-C. 
 
 
 
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Os documentos que fundamentam a classificação (atas, provas e outros 
trabalhos que venham a ser exigidos dos alunos), deverão ser arquivados na pasta 
individual do aluno. 
 
OBSERVAÇÃO: 
 
 os documentos dos estudos realizados no exterior deverão ser arquivados na 
pasta individual do aluno. (cópia autenticada). 
 
Se a SRE tiver dúvidas quanto as orientações, solicitar desta DIFE 
informações quanto as grades cursadas no exterior: 
 
3. Preenchimento de Histórico Escolar de aluno transferido de escola do 
exterior. 
a) Modelo 1-A 
2002  (1º semestre) – 5ª série - Brasil. 
 (2° semestre) - 1° semestre da Grade 7 – EUA (correspondente a 6ª série do 
sistema brasileiro) 
 
2003  (1° semestre) - 2° semestre da Grade 7 - EUA. 
( 2° semestre) - 6° série - Brasil 
 
b) Modelo 1-B 
2002  (10 semestre) – 5ª série - Brasil 
( 2° semestre) - 1° semestre Grade 7 - EUA ( correspondente a 6ª série do 
sistema brasileiro) 
2003  (1° semestre) - 2° semestre da Grade 7 – EUA 
 
 
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( 2° semestre) – 7ª série - Brasil 
 
c) Modelo 1-C 
2002  (1° semestre) – 5ª série - Brasil 
2002/2003 - Cursou a Grade 7 - EUA (documento sem visto consular) 
 
 a escola deverá submeter o aluno a avaliação em todos os conteúdos para 
posicioná-lo na série adequada, observando a idade e as habilidades e 
competências daquela série. 
 
ANEXOS: 
 Históricos Escolares (Modelo 1-A, Modelo 1-C). 
 Parecer CEE n° 155/05. 
 Tabela de Equivalência em anos, de escolaridade (Argentina, Brasil, 
Paraguai, Uruguai). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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UNIDADE 7 - RECURSOS DIDÁTICOS PEDAGÓGICOS 
 
A LDB 9394/96 trouxe entre suas inovações, os recursos didáticos 
pedagógicos da classificação, reclassificação, avanço e aceleração de estudos com 
o objetivo de permitir a adaptação do aluno ao que se fizer necessário considerando-
se, contudo as normas legais. 
Não se trata, de forma alguma, de resolver questões relativas as 
irregularidades escolares nem, tampouco, fornecer respostas a questões ilegais 
requeridas. A seriedade com as quais estes atos serão utilizados respaldarão as 
decisões da escola ao adotá-los. 
Apresentaremos a seguir cada um deles, juntamente com o embasamento 
legal. 
 
CLASSIFICAÇÃO 
 
 
 
A classificação em qualquer série ou etapa, exceto a primeira do ensino 
fundamental, pode ser feita: 
por promoção, para alunos que cursaram, com aproveitamento, a série ou 
fase anterior, na própria escola; 
por transferência, para candidatos procedentes de outras escolas; 
independentemente de escolarização anterior, mediante avaliação feita pela 
escola, que defina o grau de desenvolvimento e experiência do candidato e 
permita sua inscrição na série ou etapa adequada, conforme regulamentação 
do respectivo sistema de ensino. 
 
A – Lei n.º 9394/96 – Inciso II, Art. 
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Classificar significa posicionar o aluno em séries anuais, períodos 
semestrais, ciclos ou outras formas de organização compatíveis com sua idade, 
experiência, nível de desempenho ou de conhecimento, segundo processo de 
avaliação definido pela escola em seu Regimento Escolar. 
a) por transferência para candidatos que comprovem conclusão do ensino 
fundamental, a classificação se dará na série, ciclo, período, etapa ou fase inicial do 
ensino médio. 
 
 
 
A Classificação pode ser para posicionar o aluno na série, período, etapa ou 
ciclo por ocasião da matricula do aluno na escola, (matricula inicial) ou por 
transferência de candidatos procedentes de outras escolas situadas no País e no 
exterior, ou por promoção na própria escola ou por avaliação independentemente de 
escolarização anterior ajustando o aluno de acordo com suas experiências, seu nível 
de desempenho. 
 
 
 
Esclarece que a Classificação e a Reclassificação, pelo recurso da 
avaliação acontecerão de forma a "posicionar o aluno dentro do curso e não para 
emitir certificado de conclusão" próprio dos exames de massa, de competência da 
SEE, que poderá credenciar instituiçõespara realização de tais exames, nos termos 
das normas vigentes. 
Não há, pois impedimento para que a escola promova, conforme disposto em 
seu regimento, a classificação de alunos ao longo do percurso escolar, seja no 
PARECER CEE N.º 1132/97 
PARECER CEE N.º 1158/98 
PARECER CEE N.º 651/2003 
 
 
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ensino fundamental ou médio. Que fique bem claro o impedimento da classificação 
com intuito de expedir certificado de terminalidade de grau. 
A classificação poderá ocorrer em qualquer época, de modo a garantir ao 
aluno o direito de acesso, permanência e educação de qualidade. 
 
RECLASSIFICAÇÃO 
 
 
 
A escola poderá reclassificar os alunos, inclusive quando se tratar de 
transferências entre estabelecimentos situados no País e no exterior, tendo como 
base as normas curriculares gerais. 
 
 
 
Reclassificar significa reposicionar o aluno em série, ciclo, período, fase ou 
etapa diferente daquela indicada em seu histórico escolar. 
 
É recomendável que a decisão de reclassificação seja decorrente de 
manifestação de uma comissão formada de docentes, bem como dos profissionais 
responsáveis pela coordenação e ou supervisão das atividades pedagógicas, 
presididas pelo Diretor da escola. 
 
É de todo conveniente que a reclassificação de alunos compreenda avaliação 
que permita demonstrar o grau de aproveitamento do aluno nos pré-requisitos 
necessários ao acompanhamento das atividades na turma na qual ele será 
classificado ou reclassificado. 
 
LEI N.º 9394/96 – ART. 23 § 1º 
PARECER CEE N.º 1132/97 
 
 
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 A descrição do processo de reclassificação deverá fazer parte do Regimento 
Escolar e estar em vigor antes do início do período letivo em curso. Um cuidado 
deve ser tomado com os documentos que fundamentam a reclassificação( atas, 
provas e outros trabalhos que venham a ser exigidos dos alunos), os quais deverão 
ficar arquivados na pasta de cada transferência ou conclusão do curso, informação 
sobre processo de classificação ou reclassificação a que ele tenha se submetido. 
 
 
A Reclassificação é o reposicionamento do aluno na série, período, etapa ou 
ciclo e pode ser feita quando ocorrer: 
 Avanço 
 Aceleração 
 Transferência indicando uma posição do aluno que será modificada na escola 
de destino. 
A Reclassificação deverá constituir um recurso de adaptação do aluno na 
série, etapa, período, ciclo, de acordo com a idade, experiência e nível de 
desempenho, sempre no sentido de reforçar a auto-estima positiva, o gosto pelos 
estudos e pela escola. 
 
No caso de desempenho satisfatório do aluno e de frequência inferior a 75%, 
no final do período letivo, a escola poderá usar o recurso de reclassificação para 
posicionar o aluno na série, ou ciclo ou etapa do período letivo. 
 
 
A Reclassificação deve ter um caráter de excepcionalidade, pois implica em 
um posicionamento do aluno, para fins de prosseguimento de seus estudos, tendo 
em vista comprovada. 
PARECER CEE N.º 1158/98 
PARECER CEE N.º 654/2001 
 
 
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42 
 
 
 
...a Reclassificação por frequência é, portanto, a forma do aluno com mais de 
25% de faltas o prosseguimento dos seus estudos, desde que comprove habilidades 
e competências através de avaliação especial em todos os conteúdos, 
demonstrando melhoria de aprendizagem, situação esta que deve ser nos 
regimentos escolares. 
 
Com relação a frequência as escolas devem observar: 
 
 Lei Federal n.º 9394/96 (Art. 12, inciso VII e Art. 24, inciso VI) 
 Lei Estadual n.º 15.455, de 12/01/05, publicada no "MG" de 13/01/05 
 Parecer CEE n.º 1132/97 e 1158/98 
 Resolução SEE n.º 521/04 (do Art. 17 ao Art. 19) 
 
ACELERAÇÃO DE ESTUDOS 
 
 
Possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso escolar 
 
 
As Classes de Aceleração são um meio didático-pedagógico e pretendem, 
com metodologia própria, dentro do ensino na faixa de sete a quatorze anos, 
sincronizar o ingresso de estudantes com a distorção idade/ano escolar podendo 
avançar mais celeremente no seu processo de aprendizagem. 
PARECER CEE N.º 388/03 
Lei n.º 9394/96 – Artigo 24, inciso V, alínea “b” 
PARECER CEB N.º 11/2000 
 
 
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Aceleração de estudos é a forma de propiciar a alunos com atraso escolar a 
oportunidade de atingir o nível de desenvolvimento correspondente a sua idade. 
Alunos com atraso escolar são aqueles que se encontram com idade superior 
a que corresponde a série, período ou ciclo que esteja cursando. 
A escola, para aceleração de estudos, incluirá na sua proposta pedagógica 
programação capaz de oferecer condições aos alunos com atraso escolar de 
superá-lo. 
As turmas de aceleração, mediante programação de atividades adequadas ao 
desenvolvimento desses alunos, podem ser organizadas de modo a atender a um ou 
mais componentes curriculares. 
As estratégias de aceleração podem assumir múltiplas formas buscando 
como atender as necessidades desses alunos de acordo com as possibilidades da 
escola. 
 
 
É a forma de propiciar a alunos com atraso escolar a oportunidade de atingir o 
nível de desenvolvimento correspondente a sua idade, mediante organização 
curricular da proposta pedagógica que definirá conteúdos, tempo necessário 
conforme o ritmo e desempenho do aluno, metodologias e procedimentos didáticos 
adequados. 
 
 
 ... A aceleração de estudos é a forma de propiciar a alunos com atraso 
escolar a oportunidade e atingir o nível de desenvolvimento correspondente a sua 
Idade. Evidentemente, para os alunos na situação descrita, a escola haverá de 
programar os procedimentos próprios em sua proposta pedagógica, incluindo o 
PARECER CEE N.º 1132/97 
PARECER CEE N.º 1158/98 
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44 
 
respectivo regimento, capazes de oferecer condições para esses alunos de modo a 
permitir-lhes a superação do atraso. 
 
 
 
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AVANÇO ESCOLAR 
 
 
 
Possibilidade de Avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do 
aprendizado. 
 
 
Avanço Escolar é a forma de propiciar ao aluno que apresente nível de 
desenvolvimento acima de sua idade, a oportunidade de concluir em menor tempo 
séries, períodos, ciclos ou etapas. 
Aluno com desenvolvimento superior é aquele que apresenta características 
especiais, como altas habilidades e comprovada competência. 
 
 
É a forma de propiciar aos alunos, que apresentem nível de desenvolvimento 
acima de sua idade, a oportunidade de concluir, em menor tempo, séries, períodos, 
ciclos ou etapas são alunos portadores de altas habilidades comprovadas por 
comissão avaliadoraindicada pelo diretor da escola ou do coleqiado da escola, se 
houver. 
 
 
Avanço Escolar é a forma de propiciar condições para a conclusão de séries, 
etapas ou ciclos da educação básica em menor tempo, aos alunos com nível de 
inteligência claramente superior ao dos de sua idade, o que só se poderá alcançar 
por meio de programas especiais. 
Lei N.º 9394/96 – Art. 24, Inciso V, alínea 
“C” 
PARECER CEE N.º 1132/97 
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... " em tal caso de excepcionalidade, a escola deverá providenciar programas 
adequados de estudos, em conformidade com a capacidade superior diagnosticada, 
a serem seguidos pelo aluno assim identificado. 
O avanço em relação a grupo se destina ao superdotado que a nova LDB 
preferiu chamar de portador de necessidades especiais, necessidades essas que 
tanto podem se referir a infra como a hiperdotado. 
Por se tratar de situação de identificação individualizada é necessário uma 
avaliação especial empreendida por comissão especificamente constituída para 
diagnosticar a aplicabilidade excepcional do dispositivo legal ao aluno avaliado 
portador de tal condição. 
 
 
Avanços nos cursos, relativo à etapa final da educação final da educação 
básica, que sem concluírem o ensino médio, foram aprovados no vestibular. 
" ... a simples classificação em um processo seletivo (concurso vestibular) 
para ingresso ensino superior de graduação não é razão para que a escola a que o 
aluno pertença, de maneira precipitada e ilegal, deva expedir-lhe, com a 
antecedência de um semestre letivo ainda não vencido, "certificado" e "histórico 
escolar' que induzam a falsa informação de que ensino médio foi concluído." 
A liberdade dada às escolas, livrando-as de certas amarras, não as autoriza a 
promover alunos mediante ?????? 
 
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UNIDADE 8 - REGIMENTO ESCOLAR E PROPOSTA 
PEDAGÓGICA DA ESCOLA 
 
O Regimento Escolar é o documento que define os ordenamentos básicos da 
estrutura e do funcionamento da escola, devendo conter os princípios educacionais 
que orientam as atividades de cada nível de ensino oferecido, bem como registra o 
compromisso formal dos diferentes segmentos da escola para com a comunidade na 
qual está inseri da e as relações entre eles. 
O Regimento Escolar expressará a efetiva autonomia administrativa e 
pedagógica da escola, construída coletivamente. 
Referir-se-à tanto ao perfil da instituição e às suas características 
permanentes, para garantir à comunidade normas estáveis de funcionamento da 
escola, quanto à proposta pedagógica da escola. 
Na elaboração das normas, levando-se em conta a realidade de cada 
estabelecimento, sugere-se sejam considerados pelo menos os seguintes aspectos: 
denominação, instituição legal, entidade mantenedora; 
caracterização da escola (cursos oferecidos, clientela a ser atendida e 
localização ); 
organização administrativa, financeira e técnica: estrutura organizacional 
(colegiados, coordenação e outros órgãos) competência dos diferentes órgãos 
e dos profissionais da escola; 
instituições escolares(Associação de Pais, Caixas Escolares, Grêmios e 
outros); 
d) organização disciplinar: direitos e deveres dos componentes da 
comunidade escolar; 
e) política educacional da escola: 
 objetivos e função social da escola; 
 
 
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 fundamentos éticos, políticos e educacionais; 
 formas de organização de seus cursos (ciclos, séries, ou outras); 
 diretrizes norte adoras da verificação de rendimento escolar; 
 critérios para matrícula, classificação, reclassificação, transferência, 
aceleração e aproveitamento de estudos e outros atos da vida escolar; 
f) normas destinadas ao atendimento dos princípios de gestão democrática na 
escola pública; 
g) outros aspectos que a escola julgar necessários. 
 
ASPECTOS A SEREM OBSERVADOS NA PROPOSTA PEDAGÓGICA 
 
a) justificativa da proposta pedagógica da escola; 
b) organização pedagógica da escola compreendendo entre o seguintes 
aspectos: 
 currículo escolar; 
 descrição de estratégias de verificação de desempenho escolar, 
 recuperação, aceleração de estudos, avanços escolares e outros; 
 programação das atividades escolares, no que se refere a calendário; 
 organização do trabalho escolar; 
 descrição de processos que assegurem a articulação e integração dos 
profissionais da escola; 
 descrição dos processos a serem utilizados para promover a articulação com 
a comunidade; 
 meios que a escola utilizará para informar os pais ou responsáveis quando 
menores, sobre frequência e desempenho dos alunos; 
c) programa de educação continuada dos profissionais da educação; 
 
 
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d) descrição dos processos que garantam a participação dos profissionais da 
escola pública no processo decisório da escola; 
e) procedimentos de avaliação institucional interna e externa; 
f) outros aspectos que a escola julgar necessários. 
 
Recomenda-se que a escola avalie, no final de cada ano, a sua proposta 
pedagógica. Sempre que esta for reformulada, toma-se indispensável ampla 
divulgação à comunidade escolar e novo registro no órgão competente. 
 
 
 
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UNIDADE 9 - LEI DELEGADA 122 2007 DE 25/01/2007 
 
Dispõe sobre a estrutura orgânica básica da Secretaria 
de Estado da Educação e dá outras providências. 
 
O GOVERNADOR DO ESTADO, no uso da atribuição que lhe confere o 
inciso IX do art. 90 da Constituição do Estado e tendo em vista o disposto na 
Resolução nº 5.294, de 15 de dezembro de 2006, da Assembléia Legislativa do 
Estado de Minas Gerais, decreta a seguinte Lei Delegada: 
 
CAPÍTULO I 
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 
 
Art. 1º A Secretaria de Estado de Educação, de que trata o inciso IX do art. 19 
da Lei Delegada nº 112, de 25 de janeiro de 2007, tem sua estrutura orgânica básica 
definida nesta Lei Delegada. 
Parágrafo único. Para os efeitos desta Lei Delegada, a expressão “Secretaria 
de Estado da Educação”, o termo “Secretaria” e a sigla “SEE” se equivalem. 
 
CAPÍTULO II 
DA FINALIDADE E DA COMPETÊNCIA 
 
Art. 2º A Secretaria de Estado de Educação tem por finalidade planejar, dirigir, 
executar, controlar e avaliar as ações setoriais a cargo do Estado relativas à garantia 
e à promoção da Educação, com a participação da sociedade, com vistas ao pleno 
desenvolvimento da pessoa e a seu preparo para o exercício da cidadania e para o 
trabalho, competindo-lhe: 
 
 
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I – formular e coordenar a política estadual de educação e supervisionar sua 
execução nas instituições que integram sua área de competência; 
II – formular planos e programas em sua área de competência, observadas as 
diretrizes gerais de governo, em articulação com a Secretaria de Estado de 
Planejamento e Gestão; 
III – estabelecer mecanismos que garantam a qualidade do ensino público 
estadual; 
IV – promover e acompanhar as ações de planejamento e desenvolvimento 
dos currículos e programas e a pesquisa referente ao desenvolvimento escolar, 
viabilizando a organização e o funcionamento da escola; 
V – realizar a avaliação da educação e dos recursos humanos no setor; 
VI – desenvolver parcerias com União, os Estados, os Municípios e 
organizações nacionais e internacionais, na forma da lei; 
VII – coordenar a gestão e adequação da rede de ensino estadual, o 
planejamento e a caracterização das obras a serem executadas em prédios 
escolares, o aparelhamento e o suprimento das escolas e as ações de apoio ao 
aluno. 
VIII – supervisionar as atividades dos órgãos e entidades de sua área de 
competência; 
IX - exercer outras atividades correlatas. 
 
CAPITULO III 
DA ESTRUTURA ORGÂNICA BÁSICA 
 
Art. 3º A Secretaria de Estado de Educação tem a seguinte estrutura orgânica 
básica: 
I – Gabinete; 
II – Assessoria de Apoio Administrativo; 
 
 
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53 
 
III – Auditoria Setorial; 
IV – Assessoria de Relações Interinstitucionais; 
V – Assessoria de Comunicação Social; 
VI – Assessoria Jurídica; 
VII – Subsecretaria de Desenvolvimento da Educação Básica; 
Superintendência de Educação Infantil e Fundamental; 
Superintendência de Ensino Médio e Profissional; 
Superintendência de Modalidades e Temáticas Especiais de Ensino; 
Superintendência de Organização e Atendimento Educacional. 
VIII – Subsecretaria de Informações e Tecnologias Educacionais: 
Superintendência de Informações Educacionais; 
Superintendência de Tecnologias Educacionais: 
IX – Subsecretaria de Gestão de Recursos Humanos: 
Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Humanos; 
Superintendência de Pessoal; 
X – Subsecretaria de Administração do Sistema Educacional: 
Superintendência de Planejamento e Finanças; 
Superintendência Administrativa; 
Superintendência de Material e Patrimônio; 
Superintendência de Rede Física; 
XI – Superintendências Regionais de Ensino. 
§ 1º As Superintendências Regionais de Ensino, em número de cinquenta e 
cinco, classificam-se como porte I e de porte II, e têm sede nos municípios a seguir 
relacionados: 
I – Águas Formosas; 
II – Almenara; 
 
 
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III – Araçuaí; 
IV – Barbacena; 
V – Belo Horizonte: 
Superintendência Regional Metropolitana A; 
Superintendência Regional Metropolitana B; 
Superintendência Regional Metropolitana C; 
VI – Bocaiúva; 
VII – Bom Despacho; 
VIII – Campo Belo; 
IX – Carangola; 
X – Caratinga; 
XI – Caxambu; 
XII – Conselheiro Lafaiete; 
XIII – Conselheiro Pena; 
XIV – Coronel Fabriciano; 
XV – Curvelo; 
XVI – Diamantina; 
XVII – Divinópolis; 
XVIII – Frutal; 
XIX – Guanhães; 
XX – Governador Valadares; 
XXI – Itajubá; 
XXII – Ituiutaba; 
XXIII – Jaíba; 
XIV – Janaúba; 
 
 
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XXV – Januária; 
XXVI – Juiz de Fora; 
XXVII – Leopoldina; 
XXVIII – Manhuaçu; 
XXIX – Monte Carmelo; 
XXX – Montes Claros; 
XXXI – Muriaé; 
XXXII – Nova Era; 
XXXIII – Ouro Preto; 
XXXIV – Pará de Minas; 
XXXV – Paracatu; 
XXXVI – Passos; 
XXXVII – Patos de Minas; 
XXXVIII – Patrocínio; 
XXXIX – Pirapora; 
XL – Poços de Caldas; 
XLI – Ponte Nova; 
XLII – Pouso Alegre; 
XLIII – Salinas; 
XLIV – São João Del Rei; 
XLV – São Sebastião do Paraíso; 
XLVI – Sete Lagoas; 
XLVII – Teófilo Otoni; 
XLVIII – Ubá; 
XLIX – Uberaba; 
 
 
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E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
56 
 
L – Uberlândia; 
LI – Unaí; 
LII – Varginha; 
LIII – Viçosa. 
 
§ 2º As Superintendências Regionais Metropolitana A, B, C de Belo Horizonte 
e as de Montes Claros, Teófilo Otoni, Governador Valadares e Uberlândia são de 
porte I , e as demais, de porte II. 
§ 3º As competências e a descrição das unidades previstas neste artigo, 
assim como a denominação, a descrição e as competências das unidades da 
estrutura orgânica complementar e a jurisdição das Superintendências Regionais de 
Ensino serão estabelecidas em decreto. 
Art. 4º O Secretário de Estado de Educação, por meio de resolução, atribuirá 
um número de ordem a cada Superintendência Regional de Ensino, para fins de 
controle cadastral, número esse que não integra a denominação da 
Superintendência. 
 
CAPÍTULO IV 
DA ÁREA DE COMPETÊNCIA 
 
Art. 5º Integram a área de competência da Secretaria de Estado de Educação 
os seguintes Conselhos Estaduais: 
I - Conselho Estadual de Educação; 
II – Conselho Estadual de Alimentação Escolar; 
III – Conselho Estadual de Acompanhamento e Controle Social do Fundo de 
Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do 
Magistério – FUNDEF. 
 
 
 
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CAPÍTULO V 
DISPOSIÇÕES FINAIS 
 
Art. 6º - Fica revogada a Lei Delegada nº. 59, de 29 de janeiro de 2003. 
Art. 7º - Esta Lei Delegada entra em vigor na data de sua publicação. 
Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, aos 25 de janeiro de 2007; 219º da 
Inconfidência Mineira e 186º da Independência do Brasil. 
 
Aécio Neves - Governador do Estado. 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
BÁSICA 
 
 LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL – 9394/96 
 PARECER DO CEE/MG 1132/97 
 PARECER DO CEE/MG 1158/98 
 PARECER DO CEE/MG 441/01 
 LEI DELEGADA 122/2007 
 RESOLUÇÃO DA SEE/MG 722/2004 
 PARECER CEE 651/03 
 PARECER CEE 654/01 
 PARECER CEE 388/03 
 PARECER CEB 11/2000 
 
 
REFERÊNCIA COMPLEMENTAR 
 
MENEZES João Gualberto de Carvalho – Princípios e Métodos de inspeção Escolar 
– São Paulo – Saraiva 1977 
 
GHIRALDELLI Paulo – Filosofia e História da Educação 
 
VASQUEZ Valdez Sanches _Ética 
 
SITE SEE/MG www.educacao.mg.gov.br 
 
http://www.educacao.mg.gov.br/

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