A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
111 pág.
Aula Síndromes Geriátricas 2013

Pré-visualização | Página 1 de 4

FISIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO 
E 
SÍNDROMES GERIÁTRICAS
Santo Antônio de Jesus
Setembro, 2016
Profª Fernanda de Oliveira Souza
OBSERVAÇÃO: Deseja uma imagem diferente neste slide? Selecionea imagem e apague-a. Agora, clique no ícone Imagens no espaço reservado para inserir sua própria imagem.
*
A fisiologia...
Os idosos usam suas reservas fisiológicas para manter a homeostase.
Quando as reservas são necessárias para suprir aumento das demandas de doenças agudas, ocorre falência dos sistemas.
Nossos órgãos e tecidos têm um turnover celular diferente e um padrão de envelhecimento também diferente.
PELE E ANEXOS 
	Derme 
	Redução da espessura 
	Menor celularidade e vascularização 
	Degeneração das fibras de elastina 
	Degeneração das fibras de colágeno 
	Maior mobilidade 
	Rugas 
	Palidez 
	Redução do tamanho e da função de glândulas sudorípara e sebácea 
	Sudorese prejudicada Alteração na regulação da temperatura 
PELE E ANEXOS 
	Palidez devido a menor quantidade de melanócitos 
	Manchas hipercrômicas em áreas expostas ao sol – face e dorso das mãos 
	Melanose senil (púrpura senil pele e subcutâneo menos espessos + trauma) 
Ainda sobre a pele...
Pêlos: 
	Redução geral dos pêlos em todo o corpo, exceto narinas, orelhas e sobrancelhas 
	Perda da pigmentação dos pêlos – cabelos brancos 
	Inativação de células do bulbo capilar – queda de pêlos e calvície 
Unhas: 
	Tornam-se frágeis, sem brilho, com estriações longitudinais e descolamento 
	Grau de crescimento progressivamente menor 
Alteração na audição
Alteração no paladar
Graus de perda do paladar
Perda de olfato...
Água Corporal 
	Redução de 20 a 30% da água corporal total 
	Redução mais importante no conteúdo intracelular 
	“Desidratado crônico” 
	Maior risco de desidratação aguda 
	Alteração no volume de distribuição de drogas hidrossolúveis 
Condição cardíaca
	Retardo no enchimento do ventrículo esquerdo 
	Endurecimento e espessamento da parede ventricular esquerda 
	Menor frequência cardíaca em repouso 
	Menor frequência cardíaca máxima induzida por exercícios 
	Espessamento das válvulas cardíacas (mitral e aórtica) Sopros 
	Aumento progressivo da pressão arterial 
	Aumento da resistência vascular periférica 
Sistema Respiratório
	Perda da retração elástica dos pulmões 
	Perda da capacidade respiratória máxima 
	Menor capacidade de troca de oxigênio e monóxido de carbono ao nível alveolar 
	Reflexos pulmonares como tosse e função ciliar reduzidos 
	Predisposição de indivíduos idosos ao acúmulo de secreções 
Fisiologia da Micção
	A imunossenescência implica no declínio da competência imune que acompanha o envelhecimento. Nesse sistema há o aumento da suscetibilidade a infecções, de autoanticorpos e imunoglobulina monoclonal e tumorigênese.
Sistema Muscular 
	Perda de massa muscular – sarcopenia 
	Diminuição do peso corporal 
	Redução da força muscular, mobilidade, equilíbrio Quedas 
	Menor tolerância a esforço físico 
	Diminuição da sensibilidade à insulina Intolerância à glicose 
Massa óssea 
	Redução do conteúdo mineral ósseo 
	Maior perda de massa óssea após a menopausa 
	Redução dos níveis de hormônio do crescimento 
 
Estatura: 
	Perda de 1 cm por década a partir dos 40 anos de idade 
	Aumento da curvatura da coluna vertebral 
	Diminuição dos arcos dos pés 
	Perda de massa óssea 
	Hipercifose torácica 
	Achatamento dos discos intervertebrais 
Gordura 
	Aumento de 20 a 30% na gordura corporal total (2 a 5%/década, após os 40 anos) 
	Tecido adiposo em menor quantidade nos membros 
	Deposição abdominal e visceral da gordura 
	Aumento da meia-vida das drogas lipossolúveis (benzodiazepínicos) 
Indicadores de fragilização na velhice para o estabelecimento de medidas preventivas
	Alguns profissionais de saúde consideram fragilidade como uma condição intrínseca do envelhecimento, atitude essa que pode ocasionar intervenções tardias, com potencial
mínimo de reversão das conseqüências adversas da síndrome, o que inclui a redução da expectativa de vida saudável ou livre de incapacidades.
	A partir da década de 90 a associação entre incapacidade e fragilidade passou a ser questionada com base em três grandes premissas:
a) nem todas as pessoas com declínio funcional são frágeis;
b) nem todas as pessoas frágeis apresentam declínio funcional;
c) medidas preventivas parecem interferir na instalação dessa síndrome.
Por isso...
O conceito de "ser frágil" foi sendo gradativamente substituído pela condição de
"tornar-se frágil.
Capacidade Funcional ao Longo da Vida
Terceira Idade 
Manter independência e
 prevenir incapacidade
Infância 
Crescimento e desenvolvimento
Vida Adulta 
Manter o maior nível funcional possível
 Mudança de
 condicionamento
Suporte ambiental
Reabilitar e garantir qualidade de vida
Idade
Capacidade funcional
Limiar de incapacidade
	 A saúde do idoso está estritamente relacionada com a sua funcionalidade global, definida como a capacidade de gerir a própria vida ou cuidar de si mesmo.
	 Essa capacidade de funcionar sozinho é avaliada por meio da análise de: Atividades de vida diária básicas (AVD) - fundamentais para a auto preservação e sobrevivência do individuo e referem-se as tarefas do cotidiano necessárias para o cuidado com corpo (Independência, dependência completa ou completa); Atividades de vida diária instrumentais (AVDI) - mais complexas que as básicas e são indicadoras da capacidade do idoso de viver sozinho na comunidade. Incluem as atividades relacionados ao cuidado intradomiciliar ou domestico; Atividades de vida diária avançadas (AVDA) - atividades relacionadas a integração social, englobando as atividades produtivas, recreativas e sociais.
Considerações…
FUNCIONALIDADE GLOBAL
Atividades Relacionados ao Auto-Cuidado
Referem-se às tarefas necessárias para o cuidado com corpo ou auto-preservação.
Atividades Relacionados ao Domicílio
Referem-se às tarefas necessárias para o cuidado com o domicílio ou atividades domésticas.
Atividades Relacionados à Integração Social
Referem-se às atividades produtivas, recreativas e sociais.
Atividades de Vida Diária 
AVANÇADAS
Atividades de Vida Diária 
INSTRUMENTAIS
Atividades de Vida Diária 
BÁSICAS
ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA
SAÚDE
	 Toda a abordagem geriátrica tem como ponto de partida a avaliação da funcionalidade global, através das atividades de vida diária básicas, instrumentais e avançadas. O principal sintoma a ser investigado e a presença de declínio funcional. 
	 A saúde do idoso é determinada pelo funcionamento harmonioso de quatro domínios funcionais: COGNIÇÃO, HUMOR, MOBILIDADE E COMUNICAÇÃO.
 Cognição: conjunto de capacidades mentais que permitem ao individuo compreender e resolver os problemas do cotidiano (memória, função executiva, linguagem, praxia, gnosia/percepção e função visuoespacial).
Os testes mais utilizados: Mini-Exame do Estado Mental (MEEM), Lista de palavras do CERAD, Teste de reconhecimento de figuras, Teste de fluência verbal (BRUCKI, 1997) e Teste do relógio.
Considerações…
 Humor: A presença de sintomas depressivos e frequente entre os idosos. Varia desde a tristeza isolada ate a depressão maior.
A escala de depressão mais utilizada em idosos e a “Escala de Depressão Geriátrica” (Geriatric Depression Scale – GDS) + avaliação dos critérios padronizados do DSM-IV.
	 Mobilidade: capacidade de deslocamento é avaliada através: postura, marcha e transferência + alcance, apreensão e pinça + capacidade aeróbica + continência esfincteriana.
	 Comunicação: importante para participação social, capacidade de execução de tomada de decisões. As habilidades comunicativas envolvem a linguagem, audição, motricidade oral e fala/voz.
Os testes mais aplicados: Visão - Teste de Snellen simplificado; Audição - Teste do sussurro; Fala, voz e motricidade orofacial - Avaliação da voz, fala e deglutição.