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Manual Caseiro - Direito Tributário II - 2020

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Sumário 
Conteúdo 01: Incidência Tributária ............................................................................................................................. 2 
Conteúdo 02: Obrigação Tributária e Responsabilidade Tributária .......................................................................... 14 
Conteúdo 03: Responsabilidade Tributária ................................................................................................................ 24 
Conteúdo 04: Exclusão do Crédito Tributário ........................................................................................................... 34 
Conteúdo 05: Lançamento/Crédito Tributário ........................................................................................................... 47 
Conteúdo 06: Suspensão do Crédito Tributário ......................................................................................................... 56 
Conteúdo 07: Causas de Extinção do Crédito Tributário .......................................................................................... 68 
Conteúdo 08: Causas de Extinção do Crédito Tributário .......................................................................................... 86 
Conteúdo 09: Garantias e privilégios tributários ....................................................................................................... 96 
Conteúdo 10: Administração Tributária .................................................................................................................. 102 
Conteúdo 11: Processo Administrativo Fiscal ......................................................................................................... 108 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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DIREITO TRIBUTÁRIO II 
Conteúdo 01: Incidência Tributária 
 
1. Fenômeno da Incidência Tributária: o estudo da hipótese de incidência e do fato gerador 
 
A relação jurídico-tributária se desenrola por meio de uma sucessão lógica e cronológica de 
acontecimentos. O ponto de partida será a chamada “hipótese de incidência tributária (HI)*”, que indica um 
paradigma ou modelo (arquétipo ou standard legal) vocacionado a deflagrar a relação jurídico-tributária que unirá o 
credor ao devedor do tributo (e vice-versa). 
O tributo deverá ser pago se houver o encontro de uma hipótese com uma determinada conduta (nexo causal 
que irá gerar consequências), se comparamos com o direito penal, seria a adequação da conduta delitiva com o tipo 
penal. 
No âmbito do direito tributário, quando determinada conduta se amolda a referida hipótese deverá ser pago 
o tributo. A esse encontro, denominamos que houve o fato gerador. Assim, por exemplo, na hipótese de Fernanda 
auferir renda, nasce para esta o dever de pagar o imposto de renda - IR. 
Assim: 
▪ Auferir renda 
▪ Nasce a obrigação tributária 
▪ Dever de pagamento do IR. 
*HI: é uma situação abstrata, hábil a deflagrar a relação jurídico-tributária. 
Ex – auferir renda, circular mercadoria, etc. 
Dotados de HIPOTETICIDADE 
 
➢ Mas o que seria a hipoteticidade? 
 
A hipótese de incidência tributária é dotada de hipoteticidade, que significa que o modelo legal é imaginado pelo 
legislador e transcrito para a norma, ou seja, trabalha-se com situações hipotéticas que podem deflagrar tributos. 
Com efeito, a HI localiza-se no plano da abstração (o mundo dos valores jurídicos), sendo dotada de 
hipoteticidade e tributabilidade (aptidão para deflagrar o tributo). 
Observe que a hipótese vem prevista em um verbo no infinitivo, além de demonstrar abstratamente 
situações que se abrem à incidência tributária, uma vez indicadoras de signos presuntivos de riqueza do contribuinte. 
Assim, a tributabilidade é a aptidão ao constante no enunciado descritivo para a tributação, ou seja, signo 
presuntivo de riqueza alcançável pela tributação. 
 
 
 
 
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Vamos conceituar? 
Segundo Eduado Sabbag (Manual de Direito Tributário, 2016) a hipótese de incidência tributária representa o 
momento abstrato, previsto em lei, hábil a deflagrar a relação jurídico-tributária. Caracteriza -se pela abstração, que 
se opõe à concretude fática, definindo -se pela escolha feita pelo legislador de fatos quaisquer do mundo fenomênico, 
propensos a ensejar o nascimento do episódio jurídico-tributário. 
 
É importante destacar que a hipótese de incidência é demarcada normativamente pelo legislador, constando 
da lei tributária ao lado de outros elementos configuradores da reserva legal ou tipicidade fechada, a saber: a alíquota, 
a base de cálculo, o sujeito e a multa (ver art. 97, CTN). 
TEMA EM CORRELAÇÃO (Princípio da legalidade tributária) 
 
 
 Alíquota 
 Base de cálculo 
 Sujeito Passivo 
Elementos estruturantes da lei tributária Multa 
 FG* (Melhor seria HI) 
 
Legislação 
Art. 97. Somente a lei pode estabelecer: 
I - a instituição de tributos, ou a sua extinção; 
II - a majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o disposto nos artigos 21, 26, 39, 
57 e 65; 
III - a definição do fato gerador da obrigação tributária principal, ressalvado o disposto no 
inciso I do § 3º do artigo 52, e do seu sujeito passivo; 
IV - a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo, ressalvado o disposto nos 
artigos 21, 26, 39, 57 e 65; 
V - a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos, 
ou para outras infrações nela definidas; 
VI - as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa 
ou redução de penalidades. 
 
 
 
 
 
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*Fato gerador 
 Enquanto a HI se mantiver no campo hipotético da abstração, sem a materialização do fenômeno que se 
espera, não se cogitará de obrigação tributária. Todavia, ocorrendo a concretização da HI no plano dos fatos (plano 
fenomênico ou da realidade), transbordará a incidência tributária. 
Esquematizando 
HI → FG → OT 
 
 Surgirá a partir do encontro HI - FG 
 Mundo da realidade (Plano fático) 
Mundo dos valores (Plano abstrato) 
 
HI – Hipótese de incidência tributária 
FG – FATO GERADOR 
OT – OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA 
 
Desse modo, só se cogita a possibilidade da obrigação tributária se houver o fenômeno da incidência, que 
significa o encontro do fato com a hipótese. 
É importante enaltecer que da perfeita adaptação do fato ao modelo ou paradigma legal despontará o 
fenômeno da subsunção. A partir dela, nascerá o liame jurídico obrigacional, que dará lastro à relação intersubjetiva 
tributária. 
➔ JÁ CAIU: 
ESAF: A obrigação tributária nasce com o lançamento. Errado, a obrigação tributária nasce com a hipótese da 
incidência tributária. 
HI →FG →OT 
→Subsunção Tributária (acoplar-se, encaixar-se): 
Vale dizer que a obrigação tributária depende do encontro do plano fático com o plano abstrato (e vice-
versa), fazendo unir, de um lado, o fato à norma, e, de outro, a norma ao fato. Trata-se da chamada “subsunção 
tributária”, geradora da obrigação tributária. 
Esquematizando 
 
 
 
 
 
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HI FG → OT (dever de $) 
 
É o perfeito acoplamento do fato à hipótese (e vice-versa). É um pressuposto para que ocorra o fenômeno 
da incidência tributária. 
 
→Fato Gerador 
Assim, aquele fato que materializa a hipótese, sem o qual não se fala em obrigação tributária, recebe o 
nome de “fato gerador” (fato imponível, fato jurígeno ou fato jurídico-tributário). Insere-se no “mundo da 
realidade”. 
Vamos conceituar? 
Segundo Eduado Sabbag (Manual de Direito Tributário, 2016) o fato gerador ou fato imponível, é a materialização 
da hipótese de incidência, representando o momento concreto de sua realização, que se opõe à abstração do 
paradigma legal que o antecede. 
 
Curiosamente, esse recorte do fenômeno da incidência em duas perspectivas autônomas, mas relativamente 
dependentes (há HI sem FG, mas não há FG sem HI) sempre despertou aplausos e críticas no plano doutrinário.

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