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CITOLOGIA E 
COLPOSCOPIA
CENTRO UNIVERSITÁRIO
ESTÁCIO DE SERGIPE
PROF. DRA. GILMARA BEATRIZ SILVA
PROF MSC LUIZA NAUANE BORGES BENEVIDES
Elementos que agem modificando a microbiota vaginal 
HORMONAIS 1. Gestação 2. Parto 3. Menarca 4. Menopausa 
5. Menstruação 6. Desequilíbrios hormonais 7. Contraceptivos 
FATORES LOCAIS 1. DIU 2. Pomadas, cremes, óvulos 3. Traumatismos 
4. Abortos 5. Infecções 6. Erosões e ulcerações 
DROGAS OU DOENÇAS 1. Desordens metabólicas 3. Drogas que 
simulam hormônios 4. Antibióticos 
Coleta
A VAGINA 
NORMAL
Composição:
Secreções vulvares das glândulas sebáceas, 
sudoríparas, de Bartholin
Transudato da parede vaginal
Células vaginais e cervicais esfoliadas
Muco cervical
Líquidos endometriais e das trompas uterinas
Microorganismos e seus produtos metabólicos
INFLUÊNCIA DO ESTRÓGENO E DA PROGESTERONA = DO CICLO MENSTRUAL
Um esfregaço cervical benigno convencional 
ou em meio líquido deverá conter:
• Células epiteliais escamosas da ectocérvice
• Células escamosas superficiais
• Células escamosas intermediárias
• Células escamosas parabasais
• Células naviculares
• Epitélio Colunar do canal endocervical
• Células endocervicais
• Células escamosas metaplásicas da zona de transformação
• Flora vaginal comensal
• Lactobacilos, Gardnerella vaginalis, Leptothrix vaginalis
• Muco cervical
Um esfregaço cervical benigno convencional ou em 
meio líquido poderá conter:
Células endometriais exfoliadas (dependendo da fase do ciclo 
menstrual)
• Células epiteliais
• Células estromais superficiais
• Células estromais profundas
• Histiócitos, leucócitos e glóbulos vermelhos (hemácias)
Contaminantes
• e.g. espermatozóide, grânulos de talco 
• Células escamosas Superficiais 
(PAVIMENTOSAS)
• Células grandes, de formato poligonal que 
variam de 40 a 60 mícrons de tamanho, com 
núcleos picnóticos centrais e abundante 
citoplasma eosinofílico / cianofílico translúcido, 
que pode conter grânulos de querato hialina. 
Nos esfregaços cervicais ou nos preparados em 
meio líquido, as células escamosas superficiais 
geralmente se apresentam como células 
isoladas discretas.
• Células escamosas Intermediárias
• As células escamosas intermediárias têm 
tamanho semelhante às células escamosas 
superficiais, com núcleos vesiculares centrais 
ligeiramente maiores que as superficiais, com 
um padrão de cromatina fino e uniforme, 
citoplasma cianofílico / eosinofílico
transparente e abundante. As células 
escamosas intermediárias podem se 
apresentar isoladamente ou em agrupamentos 
celulares.
• Células Naviculares representam uma variante de 
células intermediárias, muitas vezes presentes na 
gravidez ou no pós-parto. Essas células apresentam 
um formato de "barco" com uma borda externa 
espessada de citoplasma cianofílico / eosinofílico e 
núcleos excêntricos. A coloração citoplasmática 
central marrom / amarelada indica a produção de 
glicogénio.
• • As células naviculares são observadas na 
presença de altos níveis de progesterona e quando 
as células escamosas superficiais se exfoliam mais 
facilmente, portanto, as células naviculares podem 
ser vistas com a utilização de anticoncepcionais à 
base de progestágenos exclusivos.
• • As células intermediárias frequentemente sofrem 
citólise. Este é um processo fisiológico normal e a 
presença de lactobacilos é vista particularmente no 
final do ciclo menstrual ou no uso de pílulas 
anticoncepcionais a base de progesterona 
exclusiva. Essa citólise resulta em núcleos 
desnudos no esfregaço convencional ou em meio 
líquido.
Células escamosas 
Parabasais
• Células escamosas 
parabasais são células 
escamosas pequenas, 
imaturas, ovais a 
redondas. As células 
possuem um grande 
núcleo vesicular central 
com cromatina fina e um 
citoplasma cianofílico
denso. As células podem 
ser vistas isoladamente 
ou em grupos.
•
Células escamosas anucleadas
• As células escamosas anucleadas são exatamente o que o nome se refere, 
ou seja, células escamosas sem núcleo. Estas células não são normalmente 
esfoliadas do colo do útero ou do terço superior da vagina, mas estão 
presentes no terço inferior da vagina e da vulva. A sua presença em um 
esfregaço cervical pode indicar:
• Paraceratose e hiperceratose (leucoplasia) da ectocérvice.
• Contaminação do esfregaço cervical por células da vulva ou terço inferior 
da vagina.
• Resposta inflamatória.
• Ruptura das membranas fetais, isto é, células escamosas anucleadas fetais
• A amostra é um esfregaço vulvar.
Células Endocevicais
Células endocervicais são as células epiteliais da endocérvice. Estas podem ser 
apresentar individualmente, em tiras formando uma paliçada ou em arranjos 
com uma arquitetura muito regular. Ocasionalmente, o efeito “favo de mel"
pode ser visualizado nas células endocervicais contendo muco abundante. O 
núcleo está situado basalmente, com cromatina finamente granular e 
uniformemente distribuída. A multinucleação e o aumento do tamanho 
nuclear são frequentemente visto em infecção, incluindo infecção pelo 
papilomavírus humano (HPV) e gravidez. As células são colunares e simétricas 
em todo o seu plano longitudinal. O citoplasma é descrito como delicado e 
muitas vezes vacuolizado, podendo conter uma cauda citoplasmática, como 
remanescente da membrana basal.
• Células endometriais podem ser exfoliadas 
teoricamente, ao redor dos dias 0-12 do ciclo 
menstrual, mas dependendo de certas alterações 
fisiológicas e patológicas como sangramento uterino 
disfuncional, pólipo endometrial, hiperplasia 
endometrial, dispositivo intrauterino (DIU) ou 
carcinoma endometrial bem diferenciado, células 
endometriais podem ser vistas a qualquer momento.
• As células epiteliais podem ser exfoliadas 
individualmente ou em arranjos tridimensionais, muitas 
vezes denominados "formações de amoras" (formações 
em bolas). As células endometriais têm uma elevada 
relação N/C com citoplasma cianofílico delicado, às 
vezes difícil de ser visualizado. Os núcleos têm 
cromatina grosseira, uniformemente distribuída e um 
único e pequeno nucléolo.
• Como a presença de células endometriais pode ser um 
indicador de patologia em uma mulher na pós-
menopausa, sua presença deve ser valorizada e uma 
investigação mais aprofundada deve ser sugerida ao 
profissional que realizou a colheita.
A flora vaginal é aeróbica
Presença de:
lactobacillus acidophillus
(bacilo de Doederlein)
bactéria que se alimenta 
de glicogênio produzido 
pelas células da região
Ph vaginal ácido: 3,5 - 4,5
normalidade
Células vaginais recobertas por 
cocobacilos com corrimento branco-
leitoso e pH vaginal acima de 4,5 
(indício de vaginose bacteriana)
Vaginites bacterianas
Microbiota patogênica
https://www.google.com.br/imgres?imgurl=x-raw-image:///0be10b932c4c3b3126761bfec813afa243c116eacd2542de33b9d1bd422530cd&imgrefurl=https://www.febrasgo.org.br/images/arquivos/manuais/Manual_de_Patologia_do_Trato_Genital_Inferior/Manual-PTGI-Cap-06-Vulvovaginites.pdf&docid=n_QjT7R1JQYsyM&tbnid=MTtMLJML4QsOFM:&vet=10ahUKEwi0jqb36K3iAhWGxFkKHYG1DHAQMwgoKAAwAA..i&w=378&h=283&bih=1007&biw=1920&q=vaginite%20colposcopia&ved=0ahUKEwi0jqb36K3iAhWGxFkKHYG1DHAQMwgoKAAwAA&iact=mrc&uact=8
Os desequilíbrios da flora, vaginites 
bacterianas
https://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://blog.hardydiagnostics.com/wp-content/uploads/2017/08/G-vaginalis.jpg&imgrefurl=http://blog.hardydiagnostics.com/2017/09/does-gardnerella-vaginalis-play-an-important-role-in-urinary-tract-infections/&docid=lmAdYUTcOW33sM&tbnid=pPnyVJ7AE6LazM:&vet=10ahUKEwiQvJHE5K3iAhWuLLkGHQNrChEQMwhbKBEwEQ..i&w=518&h=417&bih=1007&biw=1920&q=gardnerella&ved=0ahUKEwiQvJHE5K3iAhWuLLkGHQNrChEQMwhbKBEwEQ&iact=mrc&uact=8
Neisseria 
Gonorrhoeae
• Presença de diplococos no citoplasma 
de leucócitos
(parecem grãos de feijão)
• Responsável pela gonorréia
Chlamydia trachomatis
• Pequenos corpos esféricos eosinofílicos (vermelhos) dentro do 
citoplasma das células
• Vacúolos com grande dimensões
Não 
confundir 
comhalo 
perinuclear 
nem com 
vacúolo 
vazio!
Actinomyces sp.
• São bactérias filamentosas anaeróbicas
• Pelo fio guia do DIU, os actinomices vencem o muco 
cervical, encontrando no endométrio condições propicias 
a sua implantação. Pela via hematogênica ascendem as 
trompas e a cavidade pélvica. Não raro assume esta 
infeção quadros sintomatológicos de doença inflamatória 
pélvica.
Leptotrix vaginalis (bacilo)
LESÕES POR HPV
Lesões intraepiteliais escamosas do colo uterino 
8.3.1 Conceito e sistemas de classificação As 
lesões intraepiteliais (neoplasias intraepiteliais
cervicais - NICs) correspondem a lesões 
proliferativas com maturação anormal e atipias
celulares de grau variável, substituindo parte ou 
toda a espessura do epitélio escamoso cervical. As 
características histológicas dessas lesões 
compreendem: proliferação celular, perda da 
diferenciação, perda da polaridade celular e 
atipias citológicas. Como foi discutido 
anteriormente, a infecção pelo HPV é o principal 
fator causal das lesões pré-cancerosas do colo 
uterino que podem evoluir para câncer. 
COLPOSCOPIA
O QUE É?
• A colposcopia é um exame ginecológico que serve para examinar de forma 
ampliada e detalhada o colo do útero, a vagina e a vulva. Através deste tipo de 
exame é possível diagnosticar lesões precursoras de cancro e lesões malignas.
• Para realizar este tipo de técnica é necessário a utilização de um colposcópio, ou 
seja, um aparelho tipo microscópio que permite obter uma imagem ampliada em 
tempo real, através da visualização por um binóculo. Este equipamento tem 
várias lentes, que permitem diferentes tipos de ampliação, tem diferentes filtros, 
que permitem obter colorações específicas dos tecidos, e uma câmara que 
permite ver e gravar as imagens num ecrã (videocolposcopia).
• A colposcopia é um exame que permite detectar, valorizar e caracterizar 
alterações dos tecidos do colo do útero, da vagina e da vulva, que não são 
possíveis de identificar à vista desarmada. Perante alterações suspeitas ou 
patológicas (doença) é realizada a biópsia dirigida por colposcopia (apenas das 
áreas alteradas) de forma a obter um diagnóstico e posteriormente propor um 
tratamento adequado.
INDICAÇÕES DA COLPOSCOPIA
• O exame está indicado perante alterações citológicas (exame de citologia do colo do útero ou Papanicolau) e em situações 
clínicas específicas.
• São indicações citológicas para a realização de colposcopia:
• Células escamosas atípicas de significado indeterminado (ASC-US) e teste de HPV (Papiloma Vírus Humano) positivo;
• Lesões escamosas intra-epiteliais de baixo grau (LSIL), células escamosas atípicas não se podendo excluir a presença de alterações 
citológicas de alto grau (ASC-H), alterações citológicas de alto grau (HSIL) ou cancro;
• Células glandulares atípicas (AGC), denocarcinoma in situ (AIS) ou adenocarcinoma (ADC);
• Citologias com alteração de inflamação persistente (mais de 3).
• As mulheres submetidas a tratamento por alteração cervical (colo de útero) de neoplasia intra-epitelial (NIC) podem ter indicação 
para manter vigilância colposcópica.
• Mulheres com citologia normal (ou negativa) mas com HPV positivo (tipos 16 e 18) e com mais de 30 anos de idade têm indicação 
para realizar colposcopia.
• Pode ser uma indicação para realizar colposcopia a mulher que tem um colo do útero que é clinicamente suspeito na observação 
ginecológica e que tem associadas queixas de coitorragias (hemorragia nas relações sexuais).
• Faz também parte da avaliação do colo do útero os casos em que existe patologia da vulva ou da vagina.
• Para a realização da colposcopia a mulher não tem de fazer nenhuma preparação 
prévia ao exame. No entanto, há alguns requisitos que devem ser considerados, 
pois determinadas situações não permitem a sua realização.
• Se a mulher tiver um corrimento sugestivo de infeção deve ser avaliada pelo 
médico e fazer o tratamento adequado previamente à realização da colposcopia. 
Após o tratamento e previamente ao exame, não deve ser colocado nenhum 
creme vaginal.
• Se a mulher estiver menstruada, pela presença de sangue na vagina, o exame 
não deve ser realizado. No entanto, se a indicação para a realização do exame 
forem as perdas de sangue fora das menstruações ou com as relações sexuais, o 
exame pode ser realizado.
• A mulher não deve ter relações sexuais no dia antes de realizar a colposcopia, 
pois o esperma pode alterar as características do exame.
• OBRIGADA

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