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28/08/2020 Estácio: Alunos
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A reclamação do consumidor pode se basear na garantia legal concedida explicitamente pela lei. Essa garantia existe
independente da garantia dada pelo fabricante. Assim, se o fabricante dá pela compra de um carro uma garantia de nove
meses, deve-se ainda acrescentar a garantia dada pelo Código de Defesa do Consumidor. Nesse sentido, para o exercício do
direito de reclamação por vícios de produtos e serviços, qual o prazo em que o consumidor poderá reclamar?
O consumidor é protegido contra vícios e fatos de consumo, conforme os arts. 12, 14, 18 e 20 do Código de Defesa do
Consumidor, ou seja, contra produtos e ou serviços que ou não funcionam como deveriam, ou provocam dano ao
consumidor ou a outrem quando de sua utilização. Considerando que um consumidor tenha eventualmente sofrido um
dano, poderá pleitear a reparação civil no prazo de
LEGISLAÇÃO APLICADA AO TURISMO
Lupa Calc.
GST0631_A10_202001341129_V8
Aluno: CASSIO MOUFARREGE NUNES FERREIRA Matr.: 202001341129
Disc.: LEGISL. APLIC.TURIS 2020.3 EAD (G) / EX
Prezado (a) Aluno(a),
Você fará agora seu TESTE DE CONHECIMENTO! Lembre-se que este exercício é opcional, mas não valerá ponto para sua
avaliação. O mesmo será composto de questões de múltipla escolha.
Após responde cada questão, você terá acesso ao gabarito comentado e/ou à explicação da mesma. Aproveite para se
familiarizar com este modelo de questões que será usado na sua AV e AVS.
1.
Em até sessenta dias, se o vício for aparente e, em até cento e vinte dias, se o vício for oculto.
Em até trinta dias, se o vício for aparente e, em até noventa dias, se o vício for oculto.
Em até trinta dias, se o vício for aparente e, em até sessenta dias, se o vício for oculto.
Em até vinte dias, se o vício for aparente e, em até trinta dias, se o vício for oculto.
Em até quarenta dias, se o vício for aparente e, em até cento e vinte dias, se o vício for oculto.
Explicação:
Art. 26. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em:
I - trinta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis;
II - noventa dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis.
§ 1º Inicia-se a contagem do prazo decadencial a partir da entrega efetiva do produto ou do término da execução dos
serviços.
§ 2º Obstam a decadência:
I - a reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor perante o fornecedor de produtos e serviços até a resposta
negativa correspondente, que deve ser transmitida de forma inequívoca;
II - (Vetado).
III - a instauração de inquérito civil, até seu encerramento.
2.
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28/08/2020 Estácio: Alunos
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"No contrato de turismo há a presença de uma série de núcleos contratuais (transporte,
hospedagem, alimentação, seguros, bilhetes para espetáculos, visitas a museus e exposições, e
outras atrações turísticas) que podem sugerir dificuldades na identificação da responsabilidade
do agente de viagem em relação à segurança e ao sucesso da viagem. Prestadores de serviços
envolvidos: agência, operadora, transportadora aérea ou terrestre, hotéis e etc." (SPODE,
Guinther. Turismo e Consumidor. Revista de Direito do Consumidor. Vol. 35, Jul/Set de 2000)
Neste sentido, marque a alternativa que corretamente aponta de que forma esta responsabilidade
civil se dará sobre o serviço de má qualidade prestado no âmbito do turismo.
Para a execução da Política Nacional das Relações de Consumo, conforme o art. 5° do Código de Defesa do Consumidor, o
Poder Público contará com algumas instituições. Aponte, entre as opções abaixo, aquela que NÃO pode ser considerada
como uma instituição voltada para a defesa da Política Nacional das Relações de Consumo.
A Lei nº 8078 de 1990, ou o Código de Defesa do Consumidor (CDC), possui princípios legais e direitos básicos
cinco anos.
um ano.
quatro anos.
três anos.
dois anos.
Explicação:
A prescrição está prevista no artigo 27 do Código de Defesa do Consumidor.
Segundo o referido dispositivo:
¿Art. 27. Prescreve em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados por fato do produto ou do serviço
prevista na Seção II deste Capítulo, iniciando-se a contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria¿
3.
Haverá a extensão da responsabilidade civil a todos aqueles fornecedores que de alguma forma contribuíram para o
planejamento e execução da viagem de forma solidária, conforme estabelecido pelo Código de Defesa do Consumidor.
A responsabilidade civil, pelos serviços prestados de forma insatisfatória, jamais poderá ser reclamada pelo turista,
isso porque se aplicará sempre a legislação estrangeira nos casos ocorridos fora do país, não havendo nenhuma
previsão legal para tanto.
A responsabilidade civil por qualquer dano ocasionado ao turista durante a sua viagem, será atribuída àquele que lhe
deu causa. Desta forma, cada um dos prestadores de serviço envolvidos no transcurso da viagem responderá por seus
danos.
A responsabilidade civil, pelos serviços prestados de forma insatisfatória, será unicamente atribuída à agência de
turismo que não efetuou com presteza os seus serviços, conforme estabelecido pelo Código de Defesa do Consumidor.
Não haverá qualquer tipo de responsabilidade civil pelas prestadoras de serviços envolvidas no decorrer de toda a
viagem, por danos que venham a causar, haja vista que ao turista é dada a opção de escolher a sua agência de
turismo.
4.
Juizados Especiais Cíveis.
Associações de Defesa do Consumidor.
Delegacia de Polícia para o atendimento de consumidores vítimas de infração de consumo.
Assistência jurídica de forma onerosa aos consumidores carentes.
Promotorias de Justiça de Defesa do Consumidor.
Gabarito
Comentado
5.
28/08/2020 Estácio: Alunos
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fundamentais:
I. princípio da dignidade da pessoa humana;
II. princípio da transparência;
III. princípio da vulnerabilidade do consumidor;
IV. princípio da liberdade de ação e de escolha;
V. princípio da boa-fé;
VI. princípio da igualdade nas contratações.
No CDC, estão garantidos os princípios enumerados nos seguintes itens
"No contrato de turismo há a presença de uma série de núcleos contratuais (transporte, hospedagem, alimentação,
seguros, bilhetes para espetáculos, visitas a museus e exposições, e outras atrações turísticas) que podem sugerir
dificuldades na identificação da responsabilidade do agente de viagem em relação à segurança e ao sucesso da viagem.
Prestadores de serviços envolvidos: agência, operadora, transportadora aérea ou terrestre, hotéis e etc." (SPODE, Guinther.
Turismo e Consumidor. Revista de Direito do Consumidor. Vol. 35, Jul/Set de 2000) Tendo como base as principais
características da responsabilidade civil nos contratos de turismo, leia as afirmativas abaixo e marque a opção correta.
I - É um contrato que apresenta a obrigação de resultado, pois a execução somente se completa quando o resultado final é
atingido.
II - É um contrato que dispõe acerca da responsabilidade solidária dos fornecedores do serviço de turismo, inclusive das
agências e operadoras.
III - É um contrato que não prevê a inversão do ônus da prova, ou seja, deverá o turista que fora lesado provar a
ocorrência do dano, conforme determina o Código de Defesa do Consumidor.
IV - É um contrato que estabelece a responsabilidade objetiva da agência de turismo, ou seja, o turista deve apenas provar
o dano e o nexo causal. A discussão da culpa será estranha às relações de consumo.
IV a VI.
I a III.
nenhum.
I, IV, V e VI.
todos.
Gabarito
Comentado
6.
Todas as opções são falsas
Todas as opções são verdadeiras
São verdadeiras as opções I, II e IV
São verdadeiras as opções II, III e IV
São verdadeiras as opções I, II e IIIExplicação:
A empresa de turismo é fornecedora de serviços, artigo 3º CDC, e, ao celebrar contrato faz indicações de outras congêneres
para atender ao consumidor nos vários segmentos e etapas da viagem. Registre-se que o contrato enquadra-se tipicamente
como de adesão, no qual a contratante define as cláusulas unilateralmente, mas a lei considera a publicidade dos serviços
prestados como cláusula contratual, art. 30 CDC.
Além de terem uma responsabilidade solidária por todos os atos praticados pelos prestadores de serviços incluídos no
programa ("pacote") turístico, as agências de viagens também respondem perante os consumidores (turistas) de
forma objetiva, isto é, sem que tenham agido com qualquer grau de culpa. Mesmo que não atuem com negligência ou
imperícia ou de qualquer forma contribuam para o cometimento do dano, respondem pela sua reparação. Não importa se
agem de forma cautelosa e conforme os padrões de excelência, ocorrendo um "acidente de consumo" estão obrigadas a
indenizar o consumidor. Como explica Priscilla de Oliveira Remor, "com isso, o sistema protetivo instaurou uma série de
mecanismos com o fim de garantir o efetivo amparo ao consumidor, como a responsabilidade civil objetiva, que exige apenas
prova do dano e do nexo causal, facilitando os meios de os consumidores comprovarem a violação de seus direitos em juízo".
O código de defesa do consumidor, em seu artigo 6º, inciso VIII, determina como direito básico do consumidor, no processo
civil, ter facilitada a sua defesa, inclusive com a inversão do ônus da prova. Sendo assim, há a possibilidade de o consumidor
se isentar de comprovar o fato que alegou, restando ao fornecedor o dever de demonstrar a improcedência do que foi alegado
por ele.
28/08/2020 Estácio: Alunos
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No que concerne às disposições legais previstas no Código de Defesa do Consumidor, analise as seguintes assertivas: I-
Consumidor é apenas a pessoa física ou que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. II- Fornecedor é
toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que
desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição
ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. Tendo em vista as assertivas mencionadas, podemos afirmar que:
III- A informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade,
características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que apresentem são considerados direitos básicos
do consumidor. IV- O fornecedor de serviços responde pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos
relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos,
apenas quando comprovada sua culpa.
Nos dias atuais despontaram diversas iniciativas para definir as relações jurídicas decorrentes da atividade turística. Os
usuários do turismo despertaram para uma necessidade de uma regulamentação do setor para atingir uma maior segurança
jurídica. No caso específico das agências de turismo, como fornecedoras do serviço "pacote turístico", a questão gira em
torno de ser a agência responsável pelos danos ocasionados pelos defeitos dos serviços intermediados, como hotéis,
empresa aérea, tours e restaurantes. Neste sentido, no momento em que ocorrer a violação a quaisquer dos deveres
impostos ao fornecedor (agência de turismo), qual das leis abaixo o turista deverá buscar a sua proteção
7.
Apenas as alternativas II e IV estão corretas;
Apenas as alternativas I e II estão corretas;
Apenas as alternativas I e IV estão corretas.
Apenas as alternativas II e III estão corretas;
Apenas as alternativas III e IV estão corretas;
Gabarito
Comentado
8.
Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 ¿ Código Civil.
Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 ¿ Código de Processo Civil.
Decreto-Lei nº 5.452, de 01 de maio de 1943 ¿ Consolidação das Leis Trabalhistas.
Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 ¿ Código Tributário Nacional.
Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 ¿ Código de Defesa do Consumidor.
Não Respondida Não Gravada Gravada
Exercício inciado em 28/08/2020 16:04:52.
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