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ARQUEOLOvia - Pré-história brasileira

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29/04/2020 ARQUEOLOvia - Pré-história brasileira
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 Pré-história brasileira
 
 
Povos pré-históricos:
A antiguidade dos registros rupestres do Brasil
Neste trabalho queremos abordar este assunto e mostrar que uns são
diametralmente opostos aos outros e suscitam inúmeros questionamentos
 
J.A. Fonseca*
De Itaúna-MG
Para ARQUEOLOVIA
12/07/2012 
 
Inscrições encontradas do Estado de Santa Catarina.
 
INTRODUÇÃO
 
O que chamamos regularmente de pré-história brasileira é o estudo dos resquícios que têm sido encontrados,
oriundos de populações indígenas que aqui viveram e outras, de povos denominados caçadores-coletores, que
se espalharam por todo o território sul-americano. Em nossas viagens pelo Brasil e, já tendo percorrido todas
as suas regiões, temo-nos deparado, entretanto, com certos registros que não se coadunam muito com o que
os estudiosos em arqueologia e história classificam como “arte” rupestre ou trabalhos oriundos de povos
primitivos sem nenhum discernimento.
 
É certo que muitos dos registros encontrados no Brasil podem levar-nos a esta interpretação e os seus
rudimentos mostram que foram, de fato, produzidos por homens de cultura muito reduzida, pois, em geral, não
passam de traços, pontos, figuras zoomorfas e antropomorfas e outras marcas de caracteres simples, que
poderiam estar representando acontecimentos comuns da vida destes indivíduos. 
 
Porém, não podemos, nem que o queiramos, colocar numa mesma caixa de avaliação e, indiscriminadamente,
todos os registros que podem ser vistos espalhados sobre o vasto território brasileiro e nem atribuí-los às
populações indígenas que aqui foram encontradas.
 
Sabe-se que a sua maioria não tem nenhuma ligação com aqueles outros povos e, nem mesmo estas
populações mais recentes têm lembranças de que tenham produzido, dentro de suas respectivas culturas, tais
registros rupestres que se encontram espalhados por toda a parte. Então, surge uma grande questão a ser
respondida: quem os teria produzido, especialmente, os mais sofisticados, que demandariam certo grau de
conhecimento e raciocínio lógico para a sua elaboração?
 
Neste trabalho queremos abordar este assunto e mostrar que uns são diametralmente opostos aos outros e
suscitam inúmeros questionamentos, não somente quanto ao seu conteúdo, sempre misterioso e,
especialmente, em relação à forma como e o porquê de terem sido produzidos pelas antigas populações.
 
REGIÃO NORTE
 
Atualmente, não muitos pesquisadores são conscientes do grau de importância que deve ser atribuído às
culturas dos povos amazônicos e ao excepcional acervo arqueológico que esses deixaram, tanto em relação aos
registros gravados nas famosas itacoatiaras (pedras pintadas), quanto nas culturas ceramistas, especialmente,
as marajoaras e tapajônicas, que impressionam por sua sofisticada e variada técnica artística e pelos motivos
nelas incrustados.
 
É fato que muitos resíduos dessas culturas estarão em franca e inexorável deterioração, em face de se
localizarem em regiões de elevada densidade pluviométrica, florestas densas e rios caudalosos. Porém, os
restos das peças em cerâmica que já foram encontrados e a elevada complexidade e simbologia de seus signos,
não deixam dúvidas de que ali teria existido uma ou mais culturas que precisariam ser mais exaustivamente
pesquisadas. Isto, sem falar dos muitos outros mistérios arqueológicos que a floresta ainda vem ocultando.
 
 
Vaso e tanga em cerâmica da cultura Marajó. Ao lado, vaso de cariátides da cultura
Tapajós.
São trabalhos primorosos e que expõem rica simbologia.
 
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Incontestavelmente, o estudo aberto e sem preconceitos das culturas pré-históricas do Brasil poderia muito
fortalecer e desmistificar a verdadeira história desses povos. Destarte, de forma a identificar nestas peças e
inscrições - e em outras descobertas - o que está ligado à sua arte e à aplicabilidade de seus utensílios
domésticos, daqueles outros que se caracterizam por sua conotação cerimonial ou religiosa e, até mesmo, em
relação aos conhecimentos cosmogônicos, sociológicos e lendários que esses povos possuíam.
 
Em verdade, a Amazônia continua sendo um vasto “celeiro” de mistérios em relação às populações humanas
que ali viveram em passado mais remoto, qual a pesquisa nesta região tem ainda muito a revelar daquilo que a
floresta vem ocultando.
 
“Arte Rupestre na Amazônia – Pará”, obra de Edithe Pereira, arqueóloga paraense do Museu Emílio Goeldi, vem
demonstrar com riqueza de detalhes como é vasta e diversificada a incidência de inscrições rupestres naquele
estado e como tem muito ainda a ser pesquisado em toda a Amazônia.
 
Segundo esta autora, o que se chama de arte rupestre é uma “denominação genérica dada aos desenhos
elaborados na superfície das rochas pelas técnicas da pintura ou gravação”. Afirma ainda que tais
demonstrações de “arte” se acham presentes em todos os continentes e podem alcançar mais de trinta mil
anos.
 
 
Inscrições rupestres no Pará. Observa-se a sua sofisticada estrutura e harmonia de
conjunto.
 
Sabemos também que existem muitas inscrições semelhantes a verdadeiras escritas no estado do Amazonas,
algumas, em locais de difícil acesso. O insigne pesquisador brasileiro Bernardo Azevedo da Silva Ramos em sua
obra “Inscrições e Tradições da América Pré-Histórica”, fez incursões em diversas regiões e destacou muitas
delas. Na cidade de Itacoatiara, às margens do rio Amazonas foram encontradas muitas destas inscrições,
semelhantes a uma escrita. Também em outra localidade denominada Sangay, às margens do rio Urubu,
encontram muitas destas inscrições.
 
Se percorrermos toda a região norte, a mais extensa do Brasil, nós vamos encontrar muitos mistérios
arqueológicos ainda por serem explicados e muitos outros por serem desvendados, que estão, ora encobertos
pela selva amazônica, ora pela censura oficial. Neste sentido, podemos destacar os já descobertos geoglifos do
Acre, grandes formações geométricas gravadas no solo e cada vez mais descobertas em tempos recentes, com
o desmatamento e o avanço das fazendas sobre a floresta.
 
Os lados destas imensas figuras são formados por grandes valas que chegam até três metros de profundidade,
sendo algumas retilíneas e outras curvilíneas, formando grandes figuras, ora retângulos, ora quadrados ou
círculos, além de outras formas. Estavam sob a mata densa e devem, portanto, remontar a um tempo bem
antigo.
 
A Pedra Pintada no estado de Roraima é outro mistério. Trata-se de um grande monumento lítico que se eleva
às margens do Rio Parimé, a cerca de 145 km de Boa Vista, subindo pela BR 174 em direção à Venezuela, se
situa na Reserva

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