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APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 
 
 
 1 
 
 
 
APOSTILA 
 
 
PORTUGUÊS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 
 
COMO INTERPRETAR TEXTOS 
 
É muito comum, entre os candidatos a um cargo público a 
preocupação com a interpretação de textos. Isso acontece 
porque lhes faltam informações específicas a respeito 
desta tarefa constante em provas relacionadas a 
concursos públicos. 
 
Por isso, vão aqui alguns detalhes que poderão ajudar no 
momento de responder as questões relacionadas a textos. 
 
TEXTO – é um conjunto de ideias organizadas e 
relacionadas entre si, formando um todo significativo capaz 
de produzir INTERAÇÃO COMUNICATIVA (capacidade de 
CODIFICAR E DECODIFICAR). 
 
CONTEXTO – um texto é constituído por diversas frases. 
Em cada uma delas, há uma certa informação que a faz 
ligar-se com a anterior e/ou com a posterior, criando 
condições para a estruturação do conteúdo a ser 
transmitido. A essa interligação dá-se o nome de 
CONTEXTO. Nota-se que o relacionamento entre as 
frases é tão grande, que, se uma frase for retirada de seu 
contexto original e analisada separadamente, poderá ter 
um significado diferente daquele inicial. 
 
INTERTEXTO - comumente, os textos apresentam 
referências diretas ou indiretas a outros autores através de 
citações. Esse tipo de recurso denomina-se 
INTERTEXTO. 
 
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO - o primeiro objetivo de 
uma interpretação de um texto é a identificação de sua 
ideia principal. A partir daí, localizam-se as ideias 
secundárias, ou fundamentações, as argumentações, ou 
explicações, que levem ao esclarecimento das questões 
apresentadas na prova. 
 
Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a: 
 
1. IDENTIFICAR – é reconhecer os elementos 
fundamentais de uma argumentação, de um processo, de 
uma época (neste caso, procuram-se os verbos e os 
advérbios, os quais definem o tempo). 
 
2. COMPARAR – é descobrir as relações de semelhança 
ou de diferenças entre as situações do texto. 
 
3. COMENTAR - é relacionar o conteúdo apresentado 
com uma realidade, opinando a respeito. 
 
4. RESUMIR – é concentrar as ideias centrais e/ou 
secundárias em um só parágrafo. 
 
5. PARAFRASEAR – é reescrever o texto com outras 
palavras. 
 
EXEMPLO 
 
TÍTULO DO TEXTO PARÁFRASES 
"O HOMEM UNIDO ” 
A INTEGRAÇÃO DO MUNDO 
A INTEGRAÇÃO DA HUMANIDADE 
A UNIÃO DO HOMEM 
HOMEM + HOMEM = MUNDO 
A MACACADA SE UNIU (SÁTIRA) 
 
 
CONDIÇÕES BÁSICAS PARA INTERPRETAR 
 
 Fazem-se necessários: 
 
a) Conhecimento Histórico – literário (escolas e gêneros 
literários, estrutura do texto), leitura e prática; 
 
b) Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do 
texto) e semântico; 
OBSERVAÇÃO – na semântica (significado das palavras) 
incluem-se: homônimos e parônimos, denotação e 
conotação, sinonímia e antonímia, polissemia, figuras de 
linguagem, entre outros. 
 
c) Capacidade de observação e de síntese e 
 
d) Capacidade de raciocínio. 
 
INTERPRETAR x COMPREENDER 
INTERPRETAR 
SIGNIFICA 
COMPREENDER SIGNIFICA 
- EXPLICAR, 
COMENTAR, JULGAR, 
TIRAR CONCLUSÕES, 
DEDUZIR. 
- TIPOS DE 
ENUNCIADOS 
• Através do texto, 
- INTELECÇÃO, 
ENTENDIMENTO, ATENÇÃO 
AO QUE REALMENTE ESTÁ 
ESCRITO. 
- TIPOS DE ENUNCIADOS: 
• O texto DIZ que... 
• É SUGERIDO pelo autor 
 
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 2 
 
 
INFERE-SE que... 
• É possível DEDUZIR 
que... 
• O autor permite 
CONCLUIR que... 
• Qual é a INTENÇÃO do 
autor ao afirmar que... 
que... 
• De acordo com o texto, é 
CORRETA ou ERRADA a 
afirmação... 
• O narrador AFIRMA... 
 
ERROS DE INTERPRETAÇÃO 
 
É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência de 
erros de interpretação. Os mais frequentes são: 
 
a) Extrapolação (viagem) 
Ocorre quando se sai do contexto, acrescentado ideias 
que não estão no texto, quer por conhecimento prévio do 
tema quer pela imaginação. 
 
b) Redução 
É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção apenas a um 
aspecto, esquecendo que um texto é um conjunto de 
ideias, o que pode ser insuficiente para o total do 
entendimento do tema desenvolvido. 
 
c) Contradição 
Não raro, o texto apresenta ideias contrárias às do 
candidato, fazendo-o tirar conclusões equivocadas e, 
consequentemente, errando a questão. 
 
OBSERVAÇÃO - Muitos pensam que há a ótica do 
escritor e a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas 
numa prova de concurso qualquer, o que deve ser levado 
em consideração é o que o AUTOR DIZ e nada mais. 
 
COESÃO - é o emprego de mecanismo de sintaxe que 
relacionam palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre 
si. Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de 
um pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um 
pronome oblíquo átono, há uma relação correta entre o 
que se vai dizer e o que já foi dito. 
 
OBSERVAÇÃO – São muitos os erros de coesão no dia-a-
dia e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e do 
pronome oblíquo átono. Este depende da regência do 
verbo; aquele do seu antecedente. Não se pode esquecer 
também de que os pronomes relativos têm, cada um, valor 
semântico, por isso a necessidade de adequação ao 
antecedente. 
Os pronomes relativos são muito importantes na 
interpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de 
coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que 
existe um pronome relativo adequado a cada 
circunstância, a saber: 
 
 
QUE (NEUTRO) - RELACIONA-SE COM QUALQUER 
ANTECEDENTE. MAS DEPENDE DAS CONDIÇÕES DA 
FRASE. 
 
QUAL (NEUTRO) IDEM AO ANTERIOR. 
 
QUEM (PESSOA) 
 
CUJO (POSSE) - ANTES DELE, APARECE O 
POSSUIDOR E DEPOIS, O OBJETO POSSUÍDO. 
 
COMO (MODO) 
 
ONDE (LUGAR) 
 
QUANDO (TEMPO) 
 
QUANTO (MONTANTE) 
 
EXEMPLO: 
 
Falou tudo QUANTO queria (correto) 
Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria 
aparecer o demonstrativo O ). 
 
 
ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DO TEXTO 
 
Texto narrativo 
 
 As personagens: São as pessoas, ou seres, 
viventes ou não, forças naturais ou fatores ambientais, que 
desempenham papel no desenrolar dos fatos. 
 
Toda narrativa tem um protagonista que é a figura 
central, o herói ou heroína, personagem principal da 
história. 
 
O personagem, pessoa ou objeto, que se opõe aos 
designos do protagonista, chama-se antagonista, e é com 
ele que a personagem principal contracena em primeiro 
plano. 
 
As personagens secundárias, que são chamadas 
também de comparsas, são os figurantes de influencia 
menor, indireta, não decisiva na narração. 
 
O narrador que está a contar a história também é 
uma personagem, pode ser o protagonista ou uma das 
outras personagens de menor importância, ou ainda uma 
pessoa estranha à história. 
 
Podemos ainda, dizer que existem dois tipos 
fundamentais de personagem: as planas: que são 
definidas por um traço característico, elas não alteram seu 
comportamento durante o desenrolar dos acontecimentos 
e tendem à caricatura; as redondas: são mais complexas 
tendo uma dimensão psicológica, muitas vezes, o leitor 
fica surpreso com as suas reações perante os 
acontecimentos. 
 
 Sequência dos fatos (enredo): Enredo é a 
sequência dos fatos, a trama dos acontecimentos e das 
ações dos personagens. No enredo podemos distinguir, 
com maior ou menor nitidez, três ou quatro estágios 
progressivos: a exposição (nem sempre ocorre), a 
complicação, o clímax, o desenlace ou desfecho. 
 
Na exposição o narrador situa a história quanto à 
época, o ambiente, as personagens e certas 
circunstâncias. Nem sempre esse estágio ocorre, na 
maioria das vezes, principalmente nos textos literários 
mais recentes, a história começa a ser narrada no meio 
 
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dos acontecimentos (“in média”), ou seja, no estágio da 
complicação quando ocorre e conflito, choque de 
interesses entre as personagens. 
 
O clímax é o ápice da história, quando ocorre o 
estágio de maior tensão do conflitoentre as personagens 
centrais, desencadeando o desfecho, ou seja, a conclusão 
da história com a resolução dos conflitos. 
 
 Os fatos: São os acontecimentos de que as 
personagens participam. Da natureza dos 
acontecimentos apresentados decorre o gênero do texto. 
Por exemplo o relato de um acontecimento cotidiano 
constitui uma crônica, o relato de um drama social é um 
romance social, e assim por diante. Em toda narrativa há 
um fato central, que estabelece o caráter do texto, e há os 
fatos secundários, relacionados ao principal. 
 
 Espaço: Os acontecimentos narrados acontecem 
em diversos lugares, ou mesmo em um só lugar. O texto 
narrativo precisa conter informações sobre o espaço, onde 
os fatos acontecem. Muitas vezes, principalmente nos 
textos literários, essas informações são extensas, fazendo 
aparecer textos descritivos no interior dos textos narrativo. 
 
 Tempo: Os fatos que compõem a narrativa 
desenvolvem-se num determinado tempo, que consiste 
na identificação do momento, dia, mês, ano ou época em 
que ocorre o fato. A temporalidade salienta as relações 
passado/presente/futuro do texto, essas relações podem 
ser linear, isto é, seguindo a ordem cronológica dos fatos, 
ou sofre inversões, quando o narrador nos diz que antes 
de um fato que aconteceu depois. 
 
O tempo pode ser cronológico ou psicológico. O 
cronológico é o tempo material em que se desenrola à 
ação, isto é, aquele que é medido pela natureza ou pelo 
relógio. O psicológico não é mensurável pelos padrões 
fixos, porque é aquele que ocorre no interior da 
personagem, depende da sua percepção da realidade, da 
duração de um dado acontecimento no seu espírito. 
 
 Narrador: observador e personagem: O 
narrador, como já dissemos, é a personagem que esta a 
contar a história. A posição em que se coloca o narrador 
para contar a história constitui o foco, o aspecto ou o ponto 
de vista da narrativa, e ele pode ser caracterizado por : 
 
- visão “por detrás” : o narrador conhece tudo o 
que diz respeito às personagens e à história, tendo uma 
visão panorâmica dos acontecimentos narração é feita em 
3a pessoa. 
 
- visão “com”: o narrador é personagem e ocupa o 
centro da narrativa que é feito em 1a pessoa. 
 
- visão “de fora”: o narrador descreve e narra 
apenas o que vê, aquilo que é observável exteriormente no 
comportamento da personagem, sem ter acesso a sua 
interioridade, neste caso o narrador é um observador e a 
narrativa é feita em 3a pessoa. 
 
 Foco narrativo: Todo texto narrativo 
necessariamente tem de apresentar um foco narrativo, isto 
é, o ponto de vista através do qual a história está sendo 
contada. Como já vimos, a narração é feita em 1a pessoa 
ou 3a pessoa. 
 
Formas de apresentação da fala das 
personagens 
 
Discurso direto e indireto 
 
O discurso direto identifica-se com a fala dos personagens, 
quando o narrador está falando e transfere suas falas às 
personagens, nesse momento as personagens assumem o 
fio da narrativa. Ocorre a introdução do verbo dizer e 
outros sinônimos, e dos sinais específicos de pontuação (:-
). 
Ex: O menino disse: - Hoje não quero ir à escola. 
A mãe retrucou: - Não posso aceitar que você não vá. 
 
No discurso indireto, só o narrador fala pelos personagens. 
Os sinais de pontuação são trocados pela conjunção que, 
conservando-se o verbo dizer ou seus sinônimos. 
Ex: O menino disse que não queria ir à escola, a mão 
retrucou que não poderia aceitar que ele não fosse. 
 
Na passagem do discurso direto para o indireto, os verbos 
que estão no presente vão para o passado, os que estão 
no passado vão para o mais-que-perfeito, "isto aqui" vira 
"aquilo lá" e "esta" vira "aquela". 
Na passagem do indireto para o direto, fazemos o caminho 
contrário. 
 
Veja alguns exemplos: 
Do direto para o indireto: 
- A chuva veio logo, disse ele. 
 Ele disse que a chuva vinha logo. 
 
- Estas memórias vão dar o que falar - admitia esfregando 
as mãos contentes, ao reler esses lances inéditos. 
Admitia esfregando as mãos contentes, ao reler aqueles 
lances inéditos, que aquelas memórias iam dar o que falar. 
 
Do indireto para o direto: 
O marido perguntou se Diva queria café no quarto. 
 O marido perguntou: 
- Quer café no quarto, Diva ? 
 
Rodrigo perguntou se tu falaste com o Dr. Brandão. 
 Rodrigo perguntou: 
- Falaste com o Dr. Brandão ? 
 
Policarpo Quaresma me perguntou como ia a família. 
 Policarpo Quaresma me perguntou: 
- Como vai a família ? 
 
Verbos de elocução 
 
Observe o verbo grifado: 
 O pai chamou Carlinhos e perguntou: 
- Quem quebrou o vidro, meu filho ? 
 
Observe : 
 
A . O pedreiro disse que estava à disposição. 
B . O pedreiro disse: Estou à disposição. 
 
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Transformamos: 
A - discurso indireto em B - discurso direto . Faça o 
mesmo: 
 
Observe: 
 
A . Intrigado o pai perguntou ao filho: 
 Você viu ontem uma carteira em cima desta mesa ? 
 
B . Intrigado, o pai perguntou ao filho se ele vira, no dia 
anterior, uma carteira em cima daquela mesa. 
 
Transformamos: A - discurso direto em B - discurso 
indireto. 
 
O narrador empregou o verbo perguntar para indicar a 
personagem a que pertence a fala. Denomina-se verbo de 
elocução (verbos dicendi). 
 
Veja agora uma relação dos principais verbos de elocução: 
 
 
dizer (afirmar, declarar) exclamar (gritar, bradar) 
perguntar (indagar, 
interrogar) 
pedir (solicitar, rogar) 
responder ( retrucar, 
replicar) 
exortar (aconselhar) 
contestar (negar, objetar) ordenar (mandar, 
determinar) 
 
 
Além desses verbos de sentido geral, existem outros, mais 
amplos.. Veja alguns: 
sussurar, 
murmurar, 
balbuciar, 
cochichar, 
segredar, 
esclarecer, 
sugerir, 
soluçar, 
comentar, 
propor, 
convidar, 
cumprimentar, 
repetir, 
estranhar, 
insistir, 
prosseguir, 
continuar, 
ajuntar, 
acrescentar, 
concordar, 
consentir, 
anuir, 
intervir, 
repetir, 
rosnar, 
berrar, 
protestar, 
contrapor, 
desculpar, 
justificar-se, 
suspirar, 
rir, 
etc. 
 
Pontuação no discurso direto 
 
A fala da personagem, no discurso direto, deve vir disposta 
em parágrafo e introduzida por travessão. 
Virou-se para o pai e aconselhou: 
 Papai, esse menino do vizinho é um subversivo 
desgraçado. 
 
Os verbos de elocução são pontuados de acordo com sua 
posição. 
 
1a posição 
- antes da fala - separa-se por dois pontos : 
O pai chamou Pedrinho e perguntou :Quem quebrou 
o vidro, meu filho ? 
 
2a posição 
- depois da fala - separa-se por travessão ou vírgula : 
Agora você se chama Teresinha, disse me beijando a 
face. 
Agora você se chama Teresinha - disse me beijando 
a face. 
 
 3a posição 
- no meio da fala - separa-se por travessão ou 
vírgula: 
 A Sociedade - afirmava Simão - tem obrigação 
de fazer o enterro. 
 Nesse dia , observou Luís Garcia sorrindo 
levemente, há de ser tão sincera como hoje. 
(Machado de Assis) 
 
Numa narrativa, nem sempre os verbos de elocução estão 
expressos. Costuma-se omiti-los principalmente em falas 
curtas ou para traduzir tensão psicológica das 
personagens. 
 
Utilização do discurso direto na produção de um texto. 
 
Seleção das falas mais significativas, isto é, as falas 
pertinentes ao conflito básico vivido pelas personagens. 
Não se deve ter a pretensão de retratar fielmente a 
realidade, relatando tudo o que as personagens poderiam 
ter dito. 
 
Adequação das falas ao nível cultural das personagens e 
principalmente ao registro linguístico. 
 
Discurso indireto 
 
Estabelece-se o discurso indireto, quando o narrador, em 
vez de deixar a personagem falar, reproduz com suas 
palavras o que foi dito, Exemplo: 
Chamou um moleque e bradou-lhe que fosse à casa do Sr. 
João Carneiro chamá-lo, já e já; e se não estivesse em 
casa, perguntasse onde podia ser encontrado(...)( Machado de Assis) 
 
Se o narrador reproduzisse diretamente a fala da 
personagem, a construção do texto seria assim: 
 
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Chamou um moleque e bradou-lhe : 
Vá a casa do Sr. João Carneiro chamá-lo, já e já; e se não 
estiver em casa, pergunte onde pode ser encontrado. 
 
No discurso indireto, também podem estar presentes 
verbos dicendi, mas seguidos de orações substantivas, 
geralmente iniciadas com a conjunção que ou se. 
 
Na passagem do discurso direto para o indireto ou vice-
versa, importa observar algumas transformações 
importantes: 
 
discurso direto: primeira pessoa 
Eles perguntaram : - O que devemos fazer ? 
1) Discurso indireto: terceira pessoa 
2) Eles perguntaram o que deviam fazer. 
 
discurso direto: imperativo 
O professor ordenou: - Façam o exercício ! 
1) Discurso indireto: pretérito imperfeito do subjuntivo 
2) O professor ordenou que fizéssemos o exercício. 
 
discurso direto: futuro do presente 
A enfermeira explicou: - Com o medicamento, a 
criança dormirá calmamente 
 
discurso indireto: futuro do pretérito 
A enfermeira explicou que, com o medicamento, a criança 
dormiria calmamente. 
 
discurso direto: presente do indicativo 
Ela me perguntou : - A quem devo entregar o trabalho 
? 
1) Discurso indireto : pretérito imperfeito do indicativo 
2) Ela me perguntou a quem devia entregar o trabalho. 
 
discurso direto: pretérito perfeito 
Ele disse : - Estive na escola e falei com o diretor. 
Discurso indireto: pretérito mais-que-perfeito 
Ele disse que estivera na escola e falara com o diretor. 
 
Discurso indireto livre 
 
Às vezes, no entanto, as falas do narrador e da 
personagem parecem confundir-se numa só, sem que se 
saiba claramente a quem elas pertencem, Trata-se, neste 
caso, do discurso indireto livre. Observe, por exemplo, esta 
passagem de Graciliano Ramos, extraída do romance 
Vidas secas: 
 
O suor umedeceu-lhe as mãos duras. Então ? Suando 
com medo de uma peste que se escondia tremendo ? 
 
Note que a primeira frase pertence ao narrador, porém as 
interrogações são da personagem; entretanto, não há 
indicações dessa mudança através de verbos dicendi, o 
que exclui também as conjunções integrantes. Assim, a 
narrativa se torna mais fluente, aproximando mais narrador 
e personagem. 
 
 
Texto Descritivo 
 
Descrever é fazer uma representação verbal dos 
aspectos mais característicos de um objeto, de uma 
pessoa, paisagem, ser e etc. 
 
As perspectivas que o observador tem do objeto, é 
muito importante, tanto na descrição literária quanto na 
descrição técnica, é esta atitude que vai determinar a 
ordem na enumeração dos traços característicos para que 
o leitor possa combinar suas impressões isoladas 
formando uma imagem unificada. 
 
Uma boa descrição vai apresentando o objeto 
progressivamente, variando as partes focalizadas e 
associando-as ou interligando-as pouco a pouco. 
 
Podemos encontra distinções entre uma descrição 
literária e outra técnica. Passaremos a falar um pouco 
sobre cada uma delas: 
 
 Descrição Literária: A finalidade maior da 
descrição literária é transmitir a impressão que a coisa 
vista desperta em nossa mente através do sentidos. Daí 
decorrem dois tipos de descrição: a subjetiva, que reflete o 
estado de espírito do observador, suas preferencias, assim 
ele descreve o que quer e o pensa ver e não o que vê 
realmente; já a objetiva traduz a realidade do mundo 
objetivo, fenomênico, ela é exata e dimensional. 
 
 Descrição de Personagem: É utilizada para 
caracterização das personagens, pela acumulação de 
traços físicos e psicológicos pela enumeração de seus 
hábitos, gestos, aptidões e temperamento, com a 
finalidade de situar personagem no contexto cultural, social 
e econômico modelado de seu como procedimento. 
 
 Descrição de Paisagem: Neste tipo de 
descrição, geralmente o observador abrange de uma só 
vez a globalidade do panorama, para depois ao pouco em 
ordem de proximidade, abranger as partes mais típicas 
desse todo. 
 
 Descrição do Ambiente: Ela dá os detalhes do 
interiores, dos ambientes em que ocorrem as ações, 
tentando dar ao leitor uma visualização da suas 
particularidades, de seus traços distintivos e típicos. 
 
 Descrição da Cena: Trata-se de uma descrição 
movimentada que se desenvolve progressivamente no 
tempo. É a descrição de um incêndio, de uma briga, de um 
naufrágio. 
 
 Descrição Técnica: Ela apresenta muitas das 
características gerais da literatura, com a distinção de que 
nela se utiliza um vocabulário mais preciso, se salientando 
com exatidão os pormenores. É predominantemente 
denotativa tendo como objetivo esclarecer convencendo. 
Pode aplicar-se a objetos, a aparelhos ou mecanismos, a 
fenômenos, a fatos, a lugares, a eventos e etc. 
 
Texto Dissertativo 
Dissertar significa discutir, expor, interpretar ideias. 
A dissertação consta de uma série de juízos a respeito de 
um determinado assunto ou questão, e pressupõe um 
 
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exame critico do assunto sobre o qual se vai escrever com 
clareza, coerência e objetividade. 
 
A dissertação pode ser argumentativa na qual o 
autor tenta persuadir o leitor a respeito dos seus pontos de 
vista, ou simplesmente, Ter com finalidade dar a conhecer 
ou explicar certo modo de ver qualquer questão. 
 
A linguagem usada é a referencial, centrada, na 
mensagem, enfatizando o contexto. 
 
Quanto a forma, ela pode ser tripartida em : 
 
 Introdução: Em poucas linhas coloca o leitor os 
dados fundamentais do assunto que esta tratando. É a 
enunciação direta e objetiva da definição do ponto de vista 
do autor. 
 
 Desenvolvimento: Constitui o corpo do texto, 
onde as ideias colocadas na introdução serão definidas 
com os dados mais relevantes. Todo desenvolvimento 
devem estruturar-se em blocos de ideias articuladas entre 
si, de forma que a sucessão deles resulte num conjunto 
coerente e unitário que se encaixa na introdução e 
desencadeia a conclusão. 
 
 Conclusão: É o fenômeno do texto, marcado pela 
síntese da ideia central. Na conclusão o autor reforça sua 
opinião, retomando a introdução e os fatos resumidos do 
desenvolvimento do texto. Para haver maior entendimento 
dos procedimentos que podem ocorrer em um dissertação, 
cabe fazermos a distinção entre fatos, hipótese e opinião. 
 
- Fato: É o acontecimento ou coisa cuja 
veracidade e reconhecida; é a obra ou ação que realmente 
se praticou. 
 
- Hipótese: É a suposição feita a cerca de uma 
coisa possível ou não, e de que se tiram diversas 
conclusões; é uma afirmação sobre o desconhecido, feita 
com base no que já é conhecido. 
 
- Opinião: Opinar é julgar ou inserir 
expressões de aprovação ou desaprovação pessoal diante 
de acontecimentos, pessoas e objetos descritos, é um 
parecer particular sentimento que se tem a respeito de 
algo. 
 
Leia o texto a seguir: 
 
Tem cada uma na vida 
 
Jamais entenderei a moça me procurou para fazer 
um pedido: queria (quer) ser artista de novela das 7. 
- Mais eu... - tentei informar. Ela não me deixou 
concluir a frase: 
- Até que não estou pedindo muito. Se pedisse para 
novela das 8, iam dizer que era pretensão. Também não 
desejo a novela das 6. Quando a gente é modesta demais, 
botam pra escanteio. 
- É, mas... 
- Então eu acho que no meio está a virtude, como 
gostava de falar o vovô. Vovô era entendido em coisas mil. 
O senhor conheceu vovô? Ele foi um cara importante no 
MEC. 
- Devo Ter conhecido. Qual era o nome dele? 
- Vovô Marreco. A gente chamava ele assim porque 
tinha uma cara gozada, cara de marreco. Uma ocasião... 
Bem, depois eu conto. O senhor vai me ajudar, não vai? 
Mas uma vez tentei explicar (não consegui) que 
não tenho nada com televisão, apenas sou amigo do Otton 
Lara Resende, na Rede Globo, e não me consta que o 
Otton selecione artista. Mas a moça prosseguia vivendo 
sonho, que não erasonho era projeto amadurecido. Os 
pais aprovavam. Mesmo que não aprovassem, estava 
decidida: 
- Força do destino. Minha tia-avó fugiu de casa para 
trabalhar na companhia de Leopoldo Fróis. Naquele tempo 
não havia televisão imagine como as opções eram 
limitadas. Minha mãe fez parte do caste da novelas da 
Rádio Nacional deixou o brodecaste para casar. Meu pai 
impôs condição. Felizmente, evoluiu, hoje até faz gosto. 
- E o namorado? – perguntei, desistindo de 
esclarecer que ela batera à porta errada. 
- Namorado? Então o senhor acha que vou pedir 
consentimento a namorado, para trabalhar em novela? A 
gente tá em 1980, pô. 
- Lá isso é. 
- Inclusive meus namorados são todos 
descartáveis. Não me amarro a nenhum, porque meu 
futuro não está nos homens. Tá na arte. 
- Muito bem. 
- Não é que eu não queira negócio com homem, 
veja bem. Deus me livre e guarde. Só que minha vocação, 
minha carreira ficam acima de tudo. 
- Você tem experiência? 
- Que é que o senhor chama de experiência? 
 - Experiência mesmo. Já transou cinema, teatro, 
expressão corporal, laboratório, essas coisas? 
Pensou para responder. Afinal: 
- Sim e não. 
- Sim e não, como? 
- Quer dizer, transei com gente ligada, mas não me 
deram chance para começar. 
- E vai logo começar de novela? 
- Olha, a base da novela hoje é naturalidade. Sou 
muito natural, o senhor tá vendo como sou natural. Se me 
contratarem eu tiro de letra. Aliás, eu treino sozinha. 
- Como? 
- Eu ensaio lá em casas, no meu quarto. Já fiz 
vários papeis, e não era papel mole, de figurante. fiz uma 
cena da Glória Meneses, que se ela visse fica boba de 
admiração. Não era para me gabar. Me considero 
tarimbada. 
- Ótimo. 
- O tempo que eu passo estudando as atrizes da 
tevê , não está no gibi. E só pra elas que olho. Conheço 
tudo, olhar, franzir dos lábios, cara de tristeza e cara de 
desejo de Maria Cláudia, Joana Fomm, Lúcia Alves, 
Débora Duarte... Quer ver? 
- Não precisa, minha filha. Eu acredito. 
- Só uma amostrinha pra provar que não estou 
mentindo. 
- Está-se vendo que você não mente. Obrigado. 
- Pois é. Ou eu entro na novela da 7 – qualquer 
novela, de qualquer época, eu sou como a Lucélia Santos, 
 
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papel de escrava, de estudante, de garota fútil, eu topo – 
ou.... 
- Ou o quê? 
- Sê não entrar, não sei o será de minha vida. 
- Não diga isto! 
- Digo. Minha vida depende do senhor, neste 
momento. Uma palavrinha sua, e... 
- E ? 
- Tou contratada. Vamos, não me negue uma 
colher de chá. Eu sei que você pode fazer isso por mim. 
desculpe o tratamento, saiu sem querer. Por que você 
não diz logo que vai me ajudar? Por que não telefona logo 
pro pessoal da tevê? Por que ficou assim, duro, 
engasgado, sei lá se descrente de minhas possibilidades? 
Por que não confia em mim ? Diga, diga pelo amor de 
Deus! Você é ruim, homem! Você é íntimo do Daniel Filho 
e não quer mover uma palha em favor de uma pobre 
artista em potencial! 
- Tinha se levantado, no ardor da interpretação, 
agitou os braços, deixou-se cair na poltrona, exausta, pela 
primeira vez silenciosa. Só então pude jurar-lhe, também 
por Deus, que não conheço Daniel Filho. Olhou-me com 
desprezo: 
- Ah, é assim? E por que não me falou isso logo de 
começo? Me enganar esse tempo todo! E eu, feito boba, 
falando com a pessoa errada! Tem cada uma na vida.... 
 
ESTUDO DO TEXTO 
 
Identifique no texto lido, os elementos da narração 
estudados. 
1 – Quem são os personagens? 
2 – Qual o fato central da narrativa? 
3 – Qual a natureza do fato contado? 
4 – Onde acontecem os fatos narrados? 
5 – Quando aconteceram os fatos? 
6 – Como foi arrumado o enredo? 
7 – Em que foco narrativo está o texto? 
 
Respostas 
 
1- As personagens são: o narrador e a moça que 
quer ser atriz 
 
2 – O narrador é procurado por uma moça que 
deseja que ele a ajude a tornar-se atriz da novela das sete. 
 
3 – É um fato comum, cotidiano, que mostra a 
influência da televisão sobre determinadas pessoas. 
 
4 – Não aparecem no texto o lugar onde eles 
conversaram. 
 
5 – É conveniente observar que o texto está no 
presente. 
 
6 – Diante da paixão da garota pelo trabalho em 
novelas, o narrador não consegue revelar que ela está 
falando com o homem errado. Quando ele revela que nada 
pode fazer por ela, a moça passa a agredi-lo. 
 
7 – O texto está na primeira pessoa do singular. 
 
Funções da Linguagem 
Para melhor compreensão das funções de 
linguagem, torna-se necessário o estudo dos elementos 
da comunicação. 
Elementos da comunicação 
emissor - emite, codifica a mensagem 
receptor - recebe, decodifica a mensagem 
mensagem - conteúdo transmitido pelo emissor 
código - conjunto de signos usado na transmissão 
e recepção da mensagem 
referente - contexto relacionado a emissor e 
receptor 
canal - meio pelo qual circula a mensagem 
Obs.: as atitudes e reações dos comunicantes são 
também referentes e exercem influência sobre a 
comunicação. 
 
Funções da linguagem 
Função emotiva (ou expressiva) 
centralizada no emissor, revelando sua opinião, sua 
emoção. Nela prevalece a 1ª pessoa do singular, 
interjeições e exclamações. É a linguagem das biografias, 
memórias, poesias líricas e cartas de amor. 
 
Função referencial (ou denotativa) 
centralizada no referente, quando o emissor 
procura oferecer informações da realidade. Objetiva, 
direta, denotativa, prevalecendo a 3ª pessoa do singular. 
Linguagem usada nas notícias de jornal e livros científicos. 
 
Função apelativa (ou conativa) 
centraliza-se no receptor; o emissor procura 
influenciar o comportamento do receptor. Como o emissor 
se dirige ao receptor, é comum o uso de tu e você, ou o 
nome da pessoa, além dos vocativos e imperníveiativo. 
Usada nos discursos, sermões e propagandas que se 
dirigem diretamente ao consumidor. 
 
Função fática 
centralizada no canal, tendo como objetivo 
prolongar ou não o contato com o receptor, ou testar a 
eficiência do canal. Linguagem das falas telefônicas, 
saudações e similares. 
 
Função poética 
centralizada na mensagem, revelando recursos 
imaginativos criados pelo emissor. Afetiva, sugestiva, 
conotativa, ela é metafórica. Valorizam-se as palavras, 
suas combinações. É a linguagem figurada apresentada 
em obras literárias, letras de música, em algumas 
propagandas etc. 
 
Função metalinguística 
centralizada no código, usando a linguagem para 
falar dela mesma. A poesia que fala da poesia, da sua 
função e do poeta, um texto que comenta outro texto. 
Principalmente os dicionários são repositórios de 
metalinguagem. 
Obs.: Em um mesmo texto podem aparecer várias 
funções da linguagem. O importante é saber qual a função 
predominante no texto, para então defini-lo. 
 
 
 
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 8 
 
 
COESÃO E COERÊNCIA 
 
Antes de tudo é preciso saber o que é coesão e coerência, 
pois sem essas duas chaves principais de qualquer texto, 
você não vai a lugar nenhum. 
 
Coesão - em nossa linguagem cotidiana procuramos 
executar manobras coesivas, muitas vezes, com o intuito 
de melhorar a própria expressividade do enunciado. Veja 
alguns casos: 
 
Em lugar de 
- Comprei sorvetes. Dei os sorvetes a meus filhos. 
usamos 
- Comprei sorvetes. Dei-os a meus filhos. 
Dei-os funciona como relacional que recupera em B o que 
havia sido colocado em A. O objetivo é evidenciar o 
processo de repetição, considerado menos "rico ou 
sofisticado" por uma certa gramática. 
O uso indevido de elementos de ligação invariavelmente 
podem comprometer os processos coesivos do texto. 
 
Coerência - A rigor, existem vários níveis e planos de 
coerência ou incoerência. 
Veja alguns casos: 
- Um sujeito resolve contar a última piada de papagaio 
num velório. Além de impertinente, a piada sofre de uma 
síndrome geral de incoerência contextual. A situação 
lutuosa não permite que o decoro seja quebrado e risos 
apareçam em torno do defunto.- Em vestibular da Fuvest, o candidato saiu-se com a 
seguinte "... a palidez do sol tropical refletia nas águas do 
rio Amazonas". Convenhamos que o sol tropical pode ser 
acusado de muitas coisas, menos de palidez. O riso 
provocado pela leitura daquele texto poético é derivado de 
um caso de incoerência no uso da imagem. 
A lista poderia aumentar muito. Basta reter a ideia que, no 
fundo, o problema básico envolvido na produção da 
coerência é o do acerto das partes com relação ao todo 
textual; do ajuste sequencial das ideias; da progressão dos 
argumentos; das afirmativas que são explicadas... 
Coloque-se sempre no lugar do autor ou do ouvinte para 
sentir se realmente está sendo coerente. 
 
DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO 
 
A denotação é a propriedade que possui uma 
palavra de limitar-se a seu próprio conceito, de trazer 
apenas o seu significado primitivo, original. 
 
A conotação é a propriedade que possui uma 
palavra de ampliar-se no seu campo semântico, dentro de 
um contexto, podendo causar várias interpretações. 
 
Observe os exemplos 
Denotação 
As estrelas do céu. Vesti-me de verde. O fogo do 
isqueiro. 
 
Conotação 
As estrelas do cinema. 
O jardim vestiu-se de flores 
O fogo da paixão 
 
SENTIDO PRÓPRIO E SENTIDO FIGURADO 
 
As palavras podem ser empregadas no sentido 
próprio ou no sentido figurado 
Construi um muro de pedra - sentido próprio 
Maria tem um coração de pedra – sentido figurado. 
A água pingava lentamente – sentido figurado. 
 
 
SEMÂNTICA 
 
Quanto à significação, as palavras podem ser: 
 
 
Sinônimos e antônimos 
 
 
O que são Sinônimos e Antônimos: 
* Sinônimos 
São palavras de sentido igual ou aproximado: 
 alfabeto - abecedário; 
 brado, grito - clamor; 
 extinguir, apagar - abolir. 
Observação: A contribuição greco-latina é responsável 
pela existência de numerosos pares de sinônimos: 
 adversário e antagonista; 
 translúcido e diáfano; 
 semicírculo e hemiciclo; 
 contraveneno e antídoto; 
 moral e ética; 
 colóquio e diálogo; 
 transformação e metamorfose; 
 oposição e antítese. 
* Antônimos 
São palavras de significação oposta: 
 ordem - anarquia; 
 soberba - humildade; 
 louvar - censurar; 
 mal - bem. 
Observação: A antonímia pode originar-se de um prefixo 
de sentido oposto ou negativo: 
 bendizer e maldizer; 
 simpático e antipático; 
 progredir e regredir; 
 concórdia e discórdia; 
 ativo e inativo; 
 esperar e desesperar; 
 comunista e anticomunista; 
 simétrico e assimétrico. 
O que são Homônimos e Parônimos: 
 
* Homônimos 
a) Homógrafos: são palavras iguais na escrita e diferentes 
na pronúncia: 
 rego (subst.) e rego (verbo); 
 colher (verbo) e colher (subst.); 
 jogo (subst.) e jogo (verbo); 
 apoio (subst.) e apoio (verbo); 
 denúncia (subst.) e denuncia (verbo); 
 
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 9 
 
 
 providência (subst.) e providencia (verbo). 
b) Homófonos: são palavras iguais na pronúncia e 
diferentes na escrita: 
 acender (atear) e ascender (subir); 
 concertar (harmonizar) e consertar (reparar); 
 cela (compartimento) e sela (arreio); 
 censo (recenseamento) e senso (juízo); 
 paço (palácio) e passo (andar). 
c) Homógrafos e homófonos simultaneamente: 
São palavras iguais na escrita e na pronúncia: 
 caminho (subst.) e caminho (verbo); 
 cedo (verbo) e cedo (adv.); 
 livre (adj.) e livre (verbo). 
* Parônimos 
São palavras parecidas na escrita e na pronúncia: 
 coro e couro; 
 cesta e sesta; 
 eminente e iminente; 
 osso e ouço; 
 sede e cede; 
 comprimento e cumprimento; 
 tetânico e titânico; 
 autuar e atuar; 
 degradar e degredar; 
 infligir e infringir; 
 deferir e diferir; 
 suar e soar. 
 
NÍVEIS DE LINGUAGEM 
 
Linguagem Coloquial e Culta 
 
O “CERTO” E O “ERRADO” NO USO DA LÍNGUA 
“Ta na cara que eles não teve peito de encará os 
ladrão.”(1) 
“Obviamente faltou-lhes coragem para enfrentar os 
ladrões”.(2) 
 Qual delas é gramaticalmente correta? Não há 
dúvidas que é a frase 2. Mas, se tanto a frase 2 quanto a 
frase 1 dizem a mesma coisa, se qualquer pessoa que 
seja falante do nosso idioma pode entende-las 
perfeitamente, por que então se considera correta a frase 
2 e errada a frase 1? 
 Ou seja, que critérios são usados para determinar o 
que é certo e o que é errado dentro de um mesmo idioma? 
 De modo geral, os falantes são levados a aceitar como 
“correto” o modo de falar do segmento social que, em 
consequência de sua privilegiada situação econômica e 
cultural, tem maior prestigio dentro da sociedade. Assim, o 
modo de falar desse grupo social passa a servir de 
padrão, enquanto as demais variedades linguísticas, 
faladas por grupos sociais menos prestigiados, passam a 
ser consideradas “erradas”. 
 É importante entender que, a principio, não existe uma 
forma melhor (“mais cera”) ou pior (“mais errada”) de se 
falar. Trata-se apenas de uma diferenciação que se dá 
baseada em critérios sociais e também em situação de uso 
efetivo da língua. 
Uma das funções da escola é, através do ensino 
de língua portuguesa, oferecer a você condições de 
dominar a norma-padrão, a fim de que, nas circunstâncias 
sociais convenientes, seja falando, seja escrevendo, você 
possa utiliza-la adequadamente. 
 
LÍNGUA CULTA E LÍNGUA COLOQUIAL 
 Já vimos que, convencionalmente, considera-se 
como “correta” a língua utilizada pelo grupo de maior 
prestigio social. Essa é a chamada língua culta, falada 
escrita, em situações formais, pelas pessoas de maior 
instrução. A língua culta é nivelada, padronizada, 
principalmente pela escola e obedece à gramática da 
língua-padrão. 
 A língua coloquial, por outro lado, é uma variante 
espontânea, utilizada, mas relações informais entre dois 
ou mais falantes. É a língua do cotidiano, sem muita 
preocupação com as normas. O Falante, ao utiliza-la, 
comete deslizes gramaticais com frequência considerável. 
Outra característica da língua coloquial é o uso de 
constantes de expressões populares, frases feitas, gírias 
etc. Fazendo uma comparação entre a língua culta e a 
língua coloquial, é possível constatar que, em certos 
aspectos, as diferenças entre as duas são bastante 
evidentes, mas, em outros, os limites não são tão claros, 
ficando difícil, nesses casos, definir uma “fronteira” entre o 
que é culto e oi que é coloquial. 
 No quadro que segue, estão as diferenças que mais 
facilmente podem ser observadas: 
 
USO COLOQUIAL/ 
POPULAR 
USO CULTO 
Pronuncia mais descuidada 
de certas palavras e 
expressões: nóis, oceis, tá 
bão, num vô, num quê 
Maior cuidado com a 
pronúncia: nóis, vocês, está 
bom, não vou, não quer. 
Não utilização das marcas 
de concordância Ex: Os 
meninos vai/vão bem. 
Uso regular da forma nós. 
Uso constante de a gente 
no lugar de nós. 
Raro uso dessas expressões. 
Mistura de pessoas 
gramaticais. Ex: Você sabe 
que te enganam. 
Uniformidade no uso das 
pessoas gramaticais. Ex: 
Você sabe que o enganam. 
Tu sabes que te enganam. 
Uso “livre” da flexão dos 
verbos. Ex: Se ele fazer; 
enganam. 
Utilização da flexão verbal 
conforme as normas 
gramaticais. Ex: Se ele fizer, 
se ele puser. 
Uso de gírias. Não utilização de gírias. 
 
TEXTO 3 
 Se utilizássemos numa conversa com homens 
medievais a expressão Idade Média, eles não teriam ideia 
do que isso poderia significar. Eles, como todos os 
homens de todos períodos históricos, se viam vivendo na 
época contemporânea. De fato, falarmos em Idade Média 
representa uma rotulação a posteriori, uma satisfação da 
necessidade de dar nome aos momentos passados. No 
caso do que chamamos de Idade Média, foi o século XVI 
que elaborou tal conceito. Ou melhor, tal preconceito, pois 
o termo expressava um desespero indisfarçado pelos 
séculos localizados entre a Antiguidade Clássica e o 
próprio século XVI. 
 
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 10 
 
 
VAMOS ACABAR COM ESSE FOLGA 
 
 O Negócio aconteceu num café. Tinha uma porção de 
sujeitos, sentados nesse café, tomando umas e outras. 
Havia brasileiros, portugueses, franceses, argelinos, 
alemães, o diabo. 
 De repente , um alemão forte pra cachorro levantou e 
gritou que não via homem pra ele ali dentro. Houve a 
surpresa inicial, motivada pela provocação, e logo um 
turco, tão forte como o alemão, levantou-se de lá e 
perguntou: 
 - Isso é comigo? 
 - Pode ser com você também – respondeu o alemão. 
 Ai então o turco avançou para o alemão e levou uma 
traulitada tão segura que caiu no chão. Vai daí o alemão 
repetiu que não havia homem ali dentro pra ele. Queimou-
se então um português que era maior ainda do que o 
turco. Queimou-se e não conversou. Partiu para cima do 
alemão e não teve outra sorte. Levou um murro debaixo 
dos queixos e caiu sem sentidos. 
 O alemão limpou as mãos, deu mais um golpe no 
chope e fez ver aos presentes que o dizia era certo. Não 
havia homem para ele naquele café. Levantou-se então 
um inglês troncudo pra cachorro e também entrou bem. E 
depois do inglês foi a vez de um francês, depois um 
norueguês etc. Até que, lá do canto do café, levantou-se 
um brasileiro magrinho, cheio de picardia, para perguntar, 
como os outros: 
 - Isso é comigo? 
 O alemão voltou a dizer que podia ser. Então o 
brasileiro deu um sorriso cheio de bossa e veio vindo 
gingando assim pro lado do alemão. Parou perto, balançou 
o corpo e ... pimba! O alemão deu-lhe uma porrada na 
cabeça com tanta força que quase desmonta o brasileiro. 
 Como, minha senhora? Qual é o fim da história? Pois a 
história termina aí, madame. Termina ai que é pros 
brasileiros perderem essa mania de pisar macio e pensar 
que são malandros do que os outros. 
(Stanislau Ponte Preta, Dois amigos e uma chato,São 
Paulo, Moderna, 1986.) 
 
Língua Padrão 
Introdução 
As línguas são um conjunto variado de formas linguísticas, 
cada uma tendo sua gramática, sua organização 
estrutural. Cientificamente, nenhuma forma linguística é 
melhor que outra, exceto se não a virmos como ciência, 
mas sim, tendo como critério o preconceito ou o gosto 
pessoal. 
Porém, é certo que há uma diferenciação valorativa 
proveniente não da diferença de formas, mas do 
significado social que adquirem na sociedade. 
Costumamos medir nossas palavras? Porque o ouvinte 
julga além do que se diz, também quem diz, identificando 
assim, a classe social, a região, o ponto de vista, a 
escolaridade, a intenção..., ou seja, a linguagem é também 
um índice de poder. 
Assim, este artigo procura mostrar como a língua padrão é 
privilegiada, ou seja, socialmente aceitável, de falar ou 
escrever. 
 
Língua padrão: um "peixe ensaboado"? 
A língua padrão na sua origem é a língua do poder político, 
econômico e social. Suas formas são asseguradas pelo 
processo social coercitivo agindo em várias direções. Uma 
delas é a própria escola que funciona para transmitir e 
conservar a língua "certa". Outra força é a dos próprios 
usuários da língua que lutam para alcançar a língua 
padrão porque sabem que não usá-las em certos 
contextos implica censura, discriminação e bloqueio à 
ascensão social. 
Entretanto, se todos concordam com a existência e com as 
vantagens da língua padrão, pouca gente - se é que existe 
- é capaz de descrevê-la rigorosamente. Portanto a " 
língua padrão" é um peixe ensaboado! 
Para que não haja “desespero", existem alguns aspectos 
que devem ser observados quando se fala em língua 
padrão: 
a- A língua padrão não é uniforme, ela admite variações. 
Algumas delas são: 
Variação geográfica - De uma região para outra, o padrão 
aceita diferenças de pronúncia, de vocabulário e de 
sintaxe. Porém, não são todas as variações que são 
aceitas. O grau de aceitação depende da importância 
social e econômica da região de origem. 
Níveis de formalidade - O mesmo usuário da língua 
empregará formas linguísticas diferentes de acordo com as 
situações vivenciadas. 
Diferenças estilísticas - Cada usuário da língua tem um 
estilo próprio. 
Língua oral e língua escrita - O padrão oral é mais flexível 
que o padrão escrito. 
b- A língua padrão muda no tempo. Existem algumas 
consequências dessas mudanças: 
Imprecisão de suas características - Quando há uma 
tendência forte na linguagem oral em "fugir" da língua 
padrão e, consequentemente, passa também a fazer parte 
da linguagem escrita. 
"Convivência" entre formas arcaicas e contemporâneas - 
As "novidades" lentamente vão se popularizando e 
disseminando até o momento em que ninguém consegue 
perceber a nova forma como erro. 
 
Língua Padrão: há um referencial? 
Tradicionalmente, a referência era a dos bons escritores 
do passado. Mas, no mundo contemporâneo é levado em 
consideração os meios de comunicação social. 
Diante disto, é importante que aquele que pretende 
dominar a língua não se limite a decorar regras, e sim, 
torne-se parte ativa e integrante da língua que fala e 
escreve. 
O primeiro passo que deve ser dado nesse sentido é 
diversificar as fontes de referência da língua padrão. Não 
podemos nos limitar a uma só gramática tradicional e 
devemos vê-las cautelosamente, uma vez que trabalham 
normalmente com exemplos literários de autores antigos, 
são conservadoras, quando não intolerantes, diante dos 
sinais de mudança da língua. 
Outra fonte importante de referência são os meios de 
comunicação de massa que têm produzido seus próprios 
manuais de redação procurando padronizar a linguagem 
do veículo, estabelecendo um padrão próprio. Mas 
também devemos ter cautela, já que em muitos aspectos 
esses manuais reproduzem (mal) normas das gramáticas 
tradicionais a que eles mesmos desobedecem... 
 
VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS 
 
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 11 
 
 
Variação linguística é um fenômeno que 
acontece com a língua e pode ser compreendida através 
das variações históricas e regionais. Em um mesmo país, 
com um único idioma oficial, a língua pode sofrer diversas 
alterações feitas por seus falantes. Como não é um 
sistema fechado e imutável, a língua portuguesa ganha 
diferentes nuances. O português que é falado no Nordeste 
do Brasil pode ser diferente do português falado no Sul do 
país. Claro que um idioma nos une, mas as variações 
podem ser consideráveis e justificadas de acordo com a 
comunidade na qual se manifesta. 
As variações acontecem porque o princípio 
fundamental da língua é a comunicação, então é 
compreensível que seus falantes façam rearranjos de 
acordo com suas necessidades comunicativas. Os 
diferentes falares devem ser considerados como 
variações, e não como erros. Quando tratamos as 
variações como erro, incorremos no preconceito linguístico 
que associa, erroneamente, a língua ao status. O 
português falado em algumas cidades do interior do estado 
de São Paulo, por exemplo, pode ganhar o estigma 
pejorativo de incorreto ou inculto, mas, na verdade, essas 
diferenças enriquecem esse patrimônio cultural que é a 
nossa língua portuguesa. 
 
 
O modo de falar do brasileiro 
 
Toda língua possui variações linguísticas. Elas podem ser 
entendidas por meio de sua história no tempo (variação 
histórica) e no espaço (variação regional). As variações 
linguísticas podem ser compreendidas a partir de três 
diferentes fenômenos. 
 
1) Em sociedades complexas convivem variedades 
linguísticas diferentes, usadas por diferentes grupos 
sociais, com diferentes acessos à educação formal; note 
que as diferenças tendem a ser maiores na língua falada 
que na língua escrita; 
2) Pessoas de mesmo grupo social expressam-se com 
falas diferentes de acordo com as diferentes situações de 
uso, sejam situações formais, informais ou de outro tipo; 
3) Há falares específicos para grupos específicos, como 
profissionais de uma mesma área (médicos, policiais, 
profissionaisde informática, metalúrgicos, alfaiates, por 
exemplo), jovens, grupos marginalizados e outros. São as 
gírias e jargões. 
Assim, além do português padrão, há outras variedades de 
usos da língua cujos traços mais comuns podem ser 
evidenciados abaixo. 
 
Uso de “r” pelo “l” em final de sílaba e nos grupos 
consonantais: pranta/planta; broco/bloco. 
Alternância de “lh” e “i”: muié/mulher; véio/velho. 
Tendência a tornar paroxítonas as palavras 
proparoxítonas: arve/árvore; figo/fígado. 
Redução dos ditongos: caxa/caixa; pexe/peixe. 
Simplificação da concordância: as menina/as meninas. 
Ausência de concordância verbal quando o sujeito vem 
depois do verbo: “Chegou” duas moças. 
Uso do pronome pessoal tônico em função de objeto (e 
não só de sujeito): Nós pegamos “ele” na hora. 
Assimilação do “ndo” em “no”( falano/falando) ou do 
“mb” em “m” (tamém/também). 
Desnasalização das vogais postônicas: home/homem. 
Redução do “e” ou “o” átonos: ovu/ovo; bebi/bebe. 
Redução do “r” do infinitivo ou de substantivos em “or”: 
amá/amar; amô/amor. 
Simplificação da conjugação verbal: eu amo, você ama, 
nós ama, eles ama. 
 
 
Variações regionais: os sotaques 
Se você fizer um levantamento dos nomes que as pessoas 
usam para a palavra "diabo", talvez se surpreenda. Muita 
gente não gosta de falar tal palavra, pois acreditam que há 
o perigo de evocá-lo, isto é, de que o demônio apareça. 
Alguns desses nomes aparecem em o "Grande Sertão: 
Veredas", Guimarães Rosa, que traz uma linguagem muito 
característica do sertão centro-oeste do Brasil: 
 
Demo, Demônio, Que-Diga, Capiroto, Satanazim, Diabo, 
Cujo, Tinhoso, Maligno, Tal, Arrenegado, Cão, 
Cramunhão, O Indivíduo, O Galhardo, O pé-de-pato, O 
Sujo, O Homem, O Tisnado, O Coxo, O Temba, O 
Azarape, O Coisa-ruim, O Mafarro, O Pé-preto, O Canho, 
O Duba-dubá, O Rapaz, O Tristonho, O Não-sei-que-diga, 
O Que-nunca-se-ri, O sem gracejos, Pai do Mal, Terdeiro, 
Quem que não existe, O Solto-Ele, O Ele, Carfano, 
Rabudo. 
 
Drummond de Andrade, grande escritor brasileiro, que 
elabora seu texto a partir de uma variação linguística 
relacionada ao vocabulário usado em uma determinada 
época no Brasil. 
 
Antigamente 
"Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e 
eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: 
completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, 
mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, 
arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do 
balaio." 
 
Como escreveríamos o texto acima em um português de 
hoje, do século 21? Toda língua muda com o tempo. Basta 
lembrarmos que do latim, já transformado, veio o 
português, que, por sua vez, hoje é muito diferente 
daquele que era usado na época medieval. 
 
Língua e status 
Nem todas as variações linguísticas têm o mesmo 
prestígio social no Brasil. Basta lembrar de algumas 
variações usadas por pessoas de determinadas classes 
sociais ou regiões, para perceber que há preconceito em 
relação a elas. 
 
Veja este texto de Patativa do Assaré, um grande poeta 
popular nordestino, que fala do assunto: 
 
 
O Poeta da Roça 
Sou fio das mata, canto da mão grossa, 
http://www.portugues.com.br/redacao/variacao-linguistica-lingua-movimento.html
http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u79.jhtm
http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u80.jhtm
http://educacao.uol.com.br/biografias/klick/0,5387,1936-biografia-9,00.jhtm
http://educacao.uol.com.br/geografia/ult1694u72.jhtm
http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u426.jhtm
 
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 12 
 
 
Trabáio na roça, de inverno e de estio. 
A minha chupana é tapada de barro, 
Só fumo cigarro de paia de mío. 
 
Sou poeta das brenha, não faço o papé 
De argun menestré, ou errante cantô 
Que veve vagando, com sua viola, 
Cantando, pachola, à percura de amô. 
Não tenho sabença, pois nunca estudei, 
Apenas eu sei o meu nome assiná. 
Meu pai, coitadinho! Vivia sem cobre, 
E o fio do pobre não pode estudá. 
 
Meu verso rastero, singelo e sem graça, 
Não entra na praça, no rico salão, 
Meu verso só entra no campo e na roça 
Nas pobre paioça, da serra ao sertão. 
(...) 
 
Você acredita que a forma de falar e de escrever 
comprometeu a emoção transmitida por essa poesia? 
Patativa do Assaré era analfabeto (sua filha é quem 
escrevia o que ele ditava), mas sua obra atravessou o 
oceano e se tornou conhecida mesmo na Europa. 
 
Leia agora, um poema de um intelectual e poeta brasileiro, 
Oswald de Andrade, que, já em 1922, enfatizou a busca 
por uma "língua brasileira". 
 
Vício na fala 
Para dizerem milho dizem mio 
Para melhor dizem mió 
Para pior pió 
Para telha dizem teia 
Para telhado dizem teiado 
E vão fazendo telhados. 
 
Uma certa tradição cultural nega a existência de 
determinadas variedades linguísticas dentro do país, o que 
acaba por rejeitar algumas manifestações linguísticas por 
considerá-las deficiências do usuário. Nesse sentido, 
vários mitos são construídos, a partir do preconceito 
linguístico. 
 
 
TIPOS DE VARIAÇÕES DA LÍNGUA 
 
A linguagem é a característica que nos difere dos demais 
seres, permitindo-nos a oportunidade de expressar 
sentimentos, revelar conhecimentos, expor nossa opinião 
frente aos assuntos relacionados ao nosso cotidiano, e, 
sobretudo, promovendo nossa inserção ao convívio social. 
 
E dentre os fatores que a ela se relacionam destacam-se 
os níveis da fala, que são basicamente dois: O nível de 
formalidade e o de informalidade. 
 
O padrão formal está diretamente ligado à linguagem 
escrita, restringindo-se às normas gramaticais de um modo 
geral. Razão pela qual nunca escrevemos da mesma 
maneira que falamos. Este fator foi determinante para a 
que a mesma pudesse exercer total soberania sobre as 
demais. 
 
Quanto ao nível informal, este por sua vez representa o 
estilo considerado “de menor prestígio”, e isto tem gerado 
controvérsias entre os estudos da língua, uma vez que 
para a sociedade, aquela pessoa que fala ou escreve de 
maneira errônea é considerada “inculta”, tornando-se 
desta forma um estigma. 
 
Compondo o quadro do padrão informal da linguagem, 
estão as chamadas variedades linguísticas, as quais 
representam as variações de acordo com as condições 
sociais, culturais, regionais e históricas em que é 
utilizada. Dentre elas destacam-se: 
 
Variações históricas: 
 
Dado o dinamismo que a língua apresenta, a mesma sofre 
transformações ao longo do tempo. Um exemplo bastante 
representativo é a questão da ortografia, se levarmos em 
consideração a palavra farmácia, uma vez que a mesma 
era grafada com “ph”, contrapondo-se à linguagem dos 
internautas, a qual fundamenta-se pela supressão do 
vocábulos. 
 
Analisemos, pois, o fragmento exposto: 
 
Antigamente 
“Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e 
eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: 
completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, 
mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, 
arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do 
balaio." Carlos Drummond de Andrade 
 
Comparando-o à modernidade, percebemos um 
vocabulário antiquado. 
 
Variações regionais: 
 
São os chamados dialetos, que são as marcas 
determinantes referentes a diferentes regiões. Como 
exemplo, citamos a palavra mandioca que, em certos 
lugares, recebe outras nomenclaturas, tais como: 
macaxeira e aipim. Figurando também esta modalidade 
estão os sotaques, ligados às características orais da 
linguagem. 
 
 
Variações sociais ou culturais: 
 
Estão diretamente ligadas aos grupos sociais de uma 
maneira geral e também ao grau de instrução de uma 
determinada pessoa. Como exemplo, citamos as gírias, 
os jargões e o linguajar caipira. 
 
As gírias pertencem ao vocabulário específico de certos 
grupos, como os surfistas, cantores de rap, tatuadores, 
entre outros. 
 
Os jargões estão relacionados ao profissionalismo, 
caracterizando um linguajar técnico. Representando a 
classe, podemos citar os médicos, advogados, 
profissionais daárea de informática, dentre outros. 
 
 
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Vejamos um poema e o trecho de uma música para 
entendermos melhor sobre o assunto: 
 
 
Vício na fala 
Para dizerem milho dizem mio 
Para melhor dizem mió 
Para pior pió 
Para telha dizem teia 
Para telhado dizem teiado 
E vão fazendo telhados. 
Oswald de Andrade 
 
 
 
CHOPIS CENTIS 
Eu “di” um beijo nela 
E chamei pra passear. 
A gente fomos no shopping 
Pra “mode” a gente lanchar. 
Comi uns bicho estranho, com um tal de gergelim. 
Até que “tava” gostoso, mas eu prefiro 
aipim. 
Quanta gente, 
Quanta alegria, 
A minha felicidade é um crediário nas 
Casas Bahia. 
Esse tal Chopis Centis é muito legalzinho. 
Pra levar a namorada e dar uns 
“rolezinho”, 
Quando eu estou no trabalho, 
Não vejo a hora de descer dos andaime. 
Pra pegar um cinema, ver Schwarzneger 
E também o Van Damme. 
(Dinho e Júlio Rasec, encarte CD Mamonas Assassinas, 
1995.) 
 
 
Redação 
A linguagem escrita tem identidade própria e não 
pretende ser mera reprodução da linguagem oral. Ao 
redigir, o indivíduo conta unicamente com o significado e a 
sonoridade das palavras para transmitir conteúdos 
complexos, estimular a imaginação do leitor, promover 
associação de ideias e ativar registros lógicos, sensoriais e 
emocionais da memória. 
Redação é o ato de exprimir ideias, por escrito, de 
forma clara e organizada. O ponto de partida para redigir 
bem é o conhecimento da gramática do idioma e do tema 
sobre o qual se escreve. Um bom roteiro de redação deve 
contemplar os seguintes passos: escolha da forma que se 
pretende dar à composição, organização das ideias sobre 
o tema, escolha do vocabulário adequado e concatenação 
das ideias segundo as regras linguísticas e gramaticais. 
Para adquirir um estilo próprio e eficaz é 
conveniente ler e estudar os grandes mestres do idioma, 
clássicos e contemporâneos; redigir frequentemente, para 
familiarizar-se com o processo e adquirir facilidade de 
expressão; e ser escrupuloso na correção da composição, 
retificando o que não saiu bem na primeira tentativa. É 
importante também realizar um exame atento da realidade 
a ser retratada e dos eventos a que o texto se refere, 
sejam eles concretos, emocionais ou filosóficos. O 
romancista, o cientista, o burocrata, o legislador, o 
educador, o jornalista, o biógrafo, todos pretendem 
comunicar por escrito, a um público real, um conteúdo que 
quase sempre demanda pesquisa, leitura e observação 
minuciosa de fatos empíricos. A capacidade de observar 
os dados e apresentá-los de maneira própria e individual 
determina o grau de criatividade do escritor. 
Para que haja eficácia na transmissão da 
mensagem, é preciso ter em mente o perfil do leitor a 
quem o texto se dirige, quanto a faixa etária, nível cultural 
e escolar e interesse específico pelo assunto. Assim, um 
mesmo tema deverá ser apresentado diferentemente ao 
público infantil, juvenil ou adulto; com formação 
universitária ou de nível técnico; leigo ou especializado. As 
diferenças hão de determinar o vocabulário empregado, a 
extensão do texto, o nível de complexidade das 
informações, o enfoque e a condução do tema principal a 
assuntos correlatos. 
Organização das ideias. O texto artístico é em geral 
construído a partir de regras e técnicas particulares, 
definidas de acordo com o gosto e a habilidade do autor. 
Já o texto objetivo, que pretende antes de mais nada 
transmitir informação, deve fazê-lo o mais claramente 
possível, evitando palavras e construções de sentido 
ambíguo. 
Para escrever bem, é preciso ter ideias e saber 
concatená-las. Entrevistas com especialistas ou a leitura 
de textos a respeito do tema abordado são bons recursos 
para obter informações e formar juízos a respeito do 
assunto sobre o qual se pretende escrever. A observação 
dos fatos, a experiência e a reflexão sobre seu conteúdo 
podem produzir conhecimento suficiente para a formação 
de ideias e valores a respeito do mundo circundante. 
É importante evitar, no entanto, que a massa de 
informações se disperse, o que esvaziaria de conteúdo a 
redação. Para solucionar esse problema, pode-se fazer um 
roteiro de itens com o que se pretende escrever sobre o 
tema, tomando nota livremente das ideias que ele suscita. 
O passo seguinte consiste em organizar essas ideias e 
encadeá-las segundo a relação que se estabelece entre 
elas. 
Vocabulário e estilo. Embora quase todas as 
palavras tenham sinônimos, dois termos quase nunca têm 
exatamente o mesmo significado. Há sutilezas que 
recomendam o emprego de uma ou outra palavra, de 
acordo com o que se pretende comunicar. Quanto maior o 
vocabulário que o indivíduo domina para redigir um texto, 
mais fácil será a tarefa de comunicar a vasta gama de 
sentimentos e percepções que determinado tema ou 
objeto lhe sugere. 
Como regras gerais, consagradas pelo uso, deve-se 
evitar arcaísmos e neologismos e dar preferência ao 
vocabulário corrente, além de evitar cacofonias (junção de 
vocábulos que produz sentido estranho à ideia original, 
como em "boca dela") e rimas involuntárias (como na 
frase, "a audição e a compreensão são fatores 
indissociáveis na educação infantil"). O uso repetitivo de 
palavras e expressões empobrece a escrita e, para evitá-
lo, devem ser escolhidos termos equivalentes. 
A obediência ao padrão culto da língua, regido por 
normas gramaticais, linguísticas e de grafia, garante a 
eficácia da comunicação. Uma frase gramaticalmente 
incorreta, sintaticamente mal estruturada e grafada com 
erros é, antes de tudo, uma mensagem ininteligível, que 
 
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não atinge o objetivo de transmitir as opiniões e ideias de 
seu autor. 
Tipos de redação. Todas as formas de expressão 
escrita podem ser classificadas em formas literárias -- 
como as descrições e narrações, e nelas o poema, a 
fábula, o conto e o romance, entre outros -- e não-
literárias, como as dissertações e redações técnicas. 
Descrição. Descrever é representar um objeto 
(cena, animal, pessoa, lugar, coisa etc.) por meio de 
palavras. Para ser eficaz, a apresentação das 
características do objeto descrito deve explorar os cinco 
sentidos humanos -- visão, audição, tato, olfato e paladar -
-, já que é por intermédio deles que o ser humano toma 
contato com o ambiente. 
A descrição resulta, portanto, da capacidade que o 
indivíduo tem de perceber o mundo que o cerca. Quanto 
maior for sua sensibilidade, mais rica será a descrição. Por 
meio da percepção sensorial, o autor registra suas 
impressões sobre os objetos, quanto ao aroma, cor, sabor, 
textura ou sonoridade, e as transmite para o leitor. 
Narração. O relato de um fato, real ou imaginário, é 
denominado narração. Pode seguir o tempo cronológico, 
de acordo com a ordem de sucessão dos acontecimentos, 
ou o tempo psicológico, em que se privilegiam alguns 
eventos para atrair a atenção do leitor. A escolha do 
narrador, ou ponto de vista, pode recair sobre o 
protagonista da história, um observador neutro, alguém 
que participou do acontecimento de forma secundária ou 
ainda um espectador onisciente, que supostamente esteve 
presente em todos os lugares, conhece todos os 
personagens, suas ideias e sentimentos. 
A apresentação dos personagens pode ser feita 
pelo narrador, quando é chamada de direta, ou pelas 
próprias ações e comportamentos deste, quando é dita 
indireta. As falas também podem ser apresentadas de três 
formas: (1) discurso direto, em que o narrador transcreve 
de forma exata a fala do personagem; (2) discurso indireto, 
no qual o narrador conta o que o personagem disse, 
lançando mão dos verbos chamados dicendi ou de 
elocução, que indicam quem está com a palavra, como por 
exemplo "disse", "perguntou", "afirmou" etc.; e (3) discurso 
indireto livre, em que se misturam os dois tipos anteriores. 
O conjunto dos acontecimentos em que os 
personagens se envolvem chama-se enredo. Pode ser 
linear, segundoa sucessão cronológica dos fatos, ou não-
linear, quando há cortes na sequência dos 
acontecimentos. É comumente dividido em exposição, 
complicação, clímax e desfecho. 
Dissertação. A exposição de ideias a respeito de um 
tema, com base em raciocínios e argumentações, é 
chamada dissertação. Nela, o objetivo do autor é discutir 
um tema e defender sua posição a respeito dele. Por essa 
razão, a coerência entre as ideias e a clareza na forma de 
expressão são elementos fundamentais. 
A organização lógica da dissertação determina sua 
divisão em introdução, parte em que se apresenta o tema 
a ser discutido; desenvolvimento, em que se expõem os 
argumentos e ideias sobre o assunto, fundamentando-se 
com fatos, exemplos, testemunhos e provas o que se quer 
demonstrar; e conclusão, na qual se faz o desfecho da 
redação, com a finalidade de reforçar a ideia inicial. 
Texto jornalístico e publicitário. O texto jornalístico 
apresenta a peculiaridade de poder transitar por todos os 
tipos de linguagem, da mais formal, empregada, por 
exemplo, nos periódicos especializados sobre ciência e 
política, até aquela extremamente coloquial, utilizada em 
publicações voltadas para o público juvenil. Apesar dessa 
aparente liberdade de estilo, o redator deve obedecer ao 
propósito específico da publicação para a qual escreve e 
seguir regras que costumam ser bastante rígidas e 
definidas, tanto quanto à extensão do texto como em 
relação à escolha do assunto, ao tratamento que lhe é 
dado e ao vocabulário empregado. 
O texto publicitário é produzido em condições 
análogas a essas e ainda mais estritas, pois sua intenção, 
mais do que informar, é convencer o público a consumir 
determinado produto ou apoiar determinada ideia. Para 
isso, a resposta desse mesmo público é periodicamente 
analisada, com o intuito de avaliar a eficácia do texto. 
Redação técnica. Há diversos tipos de redação não-
literária, como os textos de manuais, relatórios 
administrativos, de experiências, artigos científicos, teses, 
monografias, cartas comerciais e muitos outros exemplos 
de redação técnica e científica. 
Embora se deva reger pelos mesmos princípios de 
objetividade, coerência e clareza que pautam qualquer 
outro tipo de composição, a redação técnica apresenta 
estrutura e estilo próprios, com forte predominância da 
linguagem denotativa. Essa distinção é basicamente 
produzida pelo objetivo que a redação técnica persegue: o 
de esclarecer e não o de impressionar. 
As dissertações científicas, elaboradas segundo 
métodos rigorosos e fundamentadas geralmente em 
extensa bibliografia, obedecem a padrões de estruturação 
do texto criados e divulgados pela Associação Brasileira 
de Normas Técnicas (ABNT). A apresentação dos 
trabalhos científicos deve incluir, nessa ordem: capa; folha 
de rosto; agradecimentos, se houver; sumário; sinopse ou 
resumo; listas (de ilustrações, tabelas, gráficos etc.); o 
texto do trabalho propriamente dito, dividido em 
introdução, método, resultados, discussão e conclusão; 
apêndices e anexos; bibliografia; e índice. 
A preparação dos originais também obedece a algumas 
normas definidas pela ABNT e pelo Instituto Brasileiro de 
Bibliografia e Documentação (IBBD) para garantia de 
uniformidade. Essas normas dizem respeito às dimensões 
do papel, ao tamanho das margens, ao número de linhas 
por página e de caracteres ou espaços por linha, à 
entrelinha e à numeração das páginas, entre outras 
características. 
 
 
RELAÇÕES ENTRE SONS E LETRAS, PRONÚNCIA 
E GRAFIA 
 
FONÉTICA 
 
É a parte da gramática que estuda os sons da fala 
humana, ou seja, os fonemas. 
 
1. Fonemas 
Fonemas são sons da fala humana que, sós ou 
combinados, formam as sílabas que, por sua vez, formam 
as palavras. 
 
2. Fonemas e Sílabas - Diferença 
Não há que confundir fonema e sílaba, são coisas bem 
diferentes. Uma sílaba pode conter um (a-go-ra), dois (a-
 
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go-ra), três (es-tre-la), quatro (cris-tão) e até cinco 
(felds-pa-to) fonemas. 
 
3. Letras 
Letras são as representações gráficas (símbolos 
convencionados) dos fonemas. 
 
4. Fonema e Letra - Diferença 
Fonema pronuncia-se e ouve-se; letra escreve-se e vê-
se. 
Uma palavra pode ter igual número de fonemas e 
letras: 
 
cabelo - 6 letras e 6 fonemas. 
 
O número de letras pode ser maior do que o 
número de fonemas: 
 
hoje - 4 letras e 3 fonemas, pois o “h” não é pronunciado; 
 
guerra - 6 letras e 4 fonemas, pois os dígrafos “gu” e “rr” 
representam apenas um fonema cada um; 
 
tanto - 5 letras e 4 fonemas, pois o “n” apenas faz com que 
o “a” seja nasalizado. 
 
Há, ainda, palavras que possuem mais fonemas do 
que letras: 
 
tóxico - 6 letras e 7 fonemas, pois o “x” equivale a /ks/. 
 
Por outro lado, um mesmo fonema pode ser 
representado por letras diferentes, como podem, também, 
fonemas diferentes ser representados por uma mesma 
letra: 
 
mesa, beleza - as letras s e z representam o mesmo 
fonema /z/; 
 
texto (x = /s/), exame (x = /z/), sexo (x = /ks/), máximo (x = 
/ss/), lixo (x = /ch/) - em cada uma o “x” representa 
fonemas diferentes. 
 
Por aí se vê que não há, rigorosamente, um símbolo 
gráfico (letra) para cada fonema de nossa língua. Essa 
discrepância entre fonemas e letras é a responsável pela 
maior parte das dificuldades ortográficas que enfrentamos. 
 
Nome da letra 
Não confunda o nome da letra com o fonema 
respectivo. Assim, ele, eme, erre, cê são os nomes das 
letras l, m, r, c. 
Os fonemas são os sons que a leitura dessas letras 
produz na palavra. 
 
 
Classificação dos Fonemas 
 
a) VOGAIS 
Não são simplesmente as letras a, e, i, o, u. Em quilo, 
a letra u nem é fonema. 
A vogal é fonema básico de toda sílaba. Não há sílaba 
sem vogal e não pode haver mais de uma vogal numa 
sílaba. Por outra, o número de vogais de um vocábulo é 
igual ao número de sílabas; inversamente, o número de 
sílabas é igual ao número de vogais. 
 
b) CONSOANTES 
Como o próprio nome sugere (com + soante = soar 
com), consoantes são os fonemas que, para serem 
emitidos, necessitam do amparo de outros fonemas, ou 
seja, das vogais. 
 
EX: B /, / C /, / D /, / F /, / G 
SEDA, CURSO, AMIGO 
 
c) SEMIVOGAIS 
Constituem os fonemas intermediários entre as vogais 
e as consoantes. São, na prática, o “I” e o “U”, quando, 
ao lado de uma vogal autêntica, soam levemente, sem a 
força de vogal. O “e” e o “o”, sempre que, na mesma 
circunstância, forem pronunciados, respectivamente, como 
“i” e “u”, também serão semivogais. 
Comparem-se as diferenças de intensidades dos 
fonemas grifados, nas palavras que seguem: 
 
Semivogais Vogais 
pais país 
mau baú 
mágoa Pessoa 
vídeo Leo 
 
Grupos ou Encontros Vocálicos 
 
Chamam-se assim os grupos ou encontros constituídos 
de dois ou mais fonemas vocálicos (vogais e semivogais). 
 
a) DITONGO 
É o grupo constituído de uma vogal e uma semivogal 
ou vice-versa. 
O ditongo pode ser: 
crescente - quando a semivogal vem antes: série, água, 
vítreo, nódoa, quando, frequente; 
decrescente - quando a semivogal vem depois: leite, baixo, 
céu, herói, mão mãe, põe, muito. 
 
 
b) HIATO 
 
É o encontro de duas vogais: pessoa, guria, saúde, 
saída, coordenar. 
 
Observação: 
Todas as vogais repetidas constituem hiatos e, por 
isso, devem ser pronunciadas separadamente: crêem, 
caatinga, vôo, niilismo. 
 
c) TRITONGO 
É o grupo formado por uma vogal entre duas 
semivogais: quais, saguão. 
 
Os tritongos podem ser: 
orais - quando emitidos sem a participação das fossas 
nasais: Uruguai, desiguais; 
nasais - quando emitidos com a participação das fossas 
nasais: saguão, saguões, enxáguam, águem. 
 
Encontros Consonantais 
 
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São as sequências de duas ou mais consoantes: vidro, 
digno, escrita. 
 
Observação: 
Os encontros consonantais disjuntos (separados 
silabicamente), como os de “advogados”, “ritmo”, “opção”,“digno”, por serem de difícil elocução, têm proporcionado 
verdadeiras aberrações fonéticas e até ortográficas. É 
comum ouvirmos e às vezes até vemos tais palavras 
escritas assim: “adevogados”, “rítimo”, “opição”, “diguino”. 
Note-se que, assim, são acrescidas de um fonema e uma 
sílaba. 
 
Dígrafos 
São os grupos de duas letras representando um 
fonema apenas. Não confundamos dígrafo (2 letras = 1 
fonema) com encontro consonantal (cada letra = 1 
fonema). 
 
Estes são os dígrafos: 
ch, lh, nh  cheio, filho, ninho; 
gu, qu, (com o u mudo)  guindaste, querido, requinte, 
segue; 
rr, ss  terra, morro, isso, passa; 
sc, xc (antes de e e de i)  piscina, exceto; 
sç  nasça, desça; 
 
TESTES – BANCA FAURGS E CONESUL 
 
1) As palavras abaixo foram retiradas do texto. Assinale a 
alternativa que contém apenas palavras com dígrafos. 
(A) acossado – escroques – oxalá – consciência 
(B) compromissos – quando – iídiche – acossado 
(C) onisciente – pessoa – frequência – claríssimo 
(D) pessoa – chuveiro – queria – claríssimo 
(E) consciência – quase – oxalá – onisciente 
 
 
2) Assinale a alternativa em que as palavras apresentam, 
respectivamente, ditongo, hiato e dígrafo consonantal, de 
acordo com a pronúncia padrão do português brasileiro. 
 
(A) fósseis (l. 07) – poluindo (l. 02) – muito (l. 34) 
(B) país (l. 41) – poluídos (l. 42) – território (l. 15) 
(C) maneira (l. 37) – poluídos (l. 42) – chegou (l. 22) 
(D) importância (l. 24) – início (l. 37) – padrão (l. 18) 
(E) poluindo (l. 02) – asiático (l. 16) – significa (l. 
19). 
 
 
3) Fonética é a parte da gramática que estuda os sons da 
fala ou fonemas. Sabemos que existe a palavra falada e a 
palavra escrita. Para escrever, usamos letras, que 
pronunciadas, representam um som. Esse som é o 
fonema. Os símbolos que representam graficamente os 
fonemas são chamados de letras. Nem sempre o número 
de letras das palavras corresponde ao de fonemas. 
Diante disso, observe as palavras a seguir e assinale a 
alternativa incorreta: 
a) Complexo: 8 letras, 8 fonemas 
b) Amanhecer: 9 letras, 8 fonemas. 
c) Chatice: 7 letras, 6 fonemas. 
d) Galinha: 7 letras, 7 fonemas. 
 
 
4) Assinale a opção em que o x de todos os vocábulos não 
tem o som de /ks/. 
a) tóxico – axila – táxi. 
b) táxi – êxtase – exame. 
c) exportar – prolixo – nexo. 
d) tóxico – prolixo – nexo. 
e) exército – êxodo – exportar 
 
5) Alguns vocábulos sofrem alteração de timbre da vogal 
tônica ao serem flexionados, como ocorre em olho – 
olhos. 
O mesmo fenômeno pode ser verificado na seguinte 
palavra do texto: 
a) bonecas 
b) concerto 
c) lamentável 
d) infortúnio 
e) defeituosos 
 
 
6) Assinale a alternativa cujas informações acerca de 
palavras do texto estejam corretas. 
a) Em inteira (l. 02) há 6 fonemas, devido à 
ocorrência de um dígrafo. 
b) Na palavra determinado (l. 04), ocorre um dígrafo, 
representado por rm. 
c) Em conhecimentos (l. 11), o segmento nh 
representa um encontro consonantal. 
d) Nas palavras texto (l. 20) e deixam (l. 21), a 
letra x representa o mesmo fonema. 
e) A palavra cabides (l. 25) possui o mesmo número 
de letras e de fonemas. 
 
GABARITO: 
1) D 
2) C 
3) A 
4) E 
5) E 
6) E 
 
 
ORTOGRAFIA OFICIAL 
 
Ao escrever uma palavra com som de 
s, de z, de x ou de j, deve-se procurar a 
origem dela, pois, na Língua Portuguesa, a 
palavra primitiva, em muitos casos, indica 
como deveremos escrever a palavra derivada. 
 
Ç 
Escreveremos com -ção as palavras derivadas de 
vocábulos terminados em -to, -tor, -tivo e os substantivos 
formados pela posposição do -ção ao tema de um verbo 
(Tema é o que sobra, quando se retira a desinência de 
infinitivo - r - do verbo). 
 
Portanto deve-se procurar a origem da palavra terminada 
em -ção. Por exemplo: Donde provém a palavra 
conjunção? Resposta: provém de conjunto. Por isso, 
escrevemo-la com ç. 
 
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 17 
 
 
 
Exemplos: 
 erudito = erudição 
 exceto = exceção 
 setor = seção 
 intuitivo = intuição 
 redator = redação 
 ereto = ereção 
 educar - r + ção = educação 
 exportar - r + ção = exportação 
 repartir - r + ção = repartição 
 
Escreveremos com -tenção os substantivos 
correspondentes aos verbos derivados do verbo ter. 
 
Exemplos: 
 manter = manutenção 
 reter = retenção 
 deter = detenção 
 conter = contenção 
 
Escreveremos com -çar os verbos derivados de 
substantivos terminados em -ce. 
 
Exemplos: 
 alcance = alcançar 
 lance = lançar 
 
S 
Escreveremos com -s- as palavras derivadas de verbos 
terminados em -nder e –ndir 
 
Exemplos: 
 pretender = pretensão 
 defender = defesa, defensivo 
 despender = despesa 
 compreender = compreensão 
 fundir = fusão 
 expandir = expansão 
 
Escreveremos com -s- as palavras derivadas de verbos 
terminados em -erter, -ertir e -ergir. 
 
Exemplos: 
 perverter = perversão 
 converter = conversão 
 reverter = reversão 
 divertir = diversão 
 aspergir = aspersão 
 imergir = imersão 
 
Escreveremos -puls- nas palavras derivadas de verbos 
terminados em -pelir e -curs-, nas palavras derivadas de 
verbos terminados em -correr. 
 
Exemplos: 
 expelir = expulsão 
 impelir = impulso 
 compelir = compulsório 
 concorrer = concurso 
 discorrer = discurso 
 percorrer = percurso 
 
Escreveremos com -s- todas as palavras terminadas em -
oso e -osa, com exceção de gozo. 
 
Exemplos: 
 gostosa 
 glamorosa 
 saboroso 
 horroroso 
 
Escreveremos com -s- todas as palavras terminadas em -
ase, -ese, -ise e -ose, com exceção de gaze e deslize. 
 
Exemplos: 
 fase 
 crase 
 tese 
 osmose 
 
Escreveremos com -s- as palavras femininas terminadas 
em -isa. 
 
Exemplos: 
 poetisa 
 profetisa 
 Heloísa 
 Marisa 
 
Escreveremos com -s- toda a conjugação dos verbos pôr, 
querer e usar. 
 
Exemplos: 
 Eu pus 
 Ele quis 
 Nós usamos 
 Eles quiseram 
 Quando nós quisermos 
 Se eles usassem 
 
Ç ou S? 
 
Após ditongo, escreveremos com -ç-, quando houver 
som de s, e escreveremos com -s-, quando houver som de 
z. 
 
Exemplos: 
 eleição 
 traição 
 Neusa 
 coisa 
 
 
S ou Z? 
 
Escreveremos com -s- as palavras terminadas em -ês e -
esa que indicarem nacionalidades, títulos ou nomes 
próprios. 
 
Exemplos: 
 português 
 norueguesa 
 marquês 
 duquesa 
 Inês 
 
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 Teresa 
 
Escreveremos com -z- as palavras terminadas em -ez e -
eza, substantivos abstratos que provêm de adjetivos, 
ou seja, palavras que indicam a existência de uma 
qualidade. 
 
Exemplos: 
 embriaguez 
 limpeza 
 lucidez 
 nobreza 
 acidez 
 pobreza 
 
 
Escreveremos com -s- os verbos terminados em -isar, 
quando a palavra primitiva já possuir o -s-. 
 
Exemplos: 
 análise = analisar 
 pesquisa = pesquisar 
 paralisia = paralisar 
 
Escreveremos com -z- os verbos terminados em -izar, 
quando a palavra primitiva não possuir -s-. 
 
Exemplos: 
 economia = economizar 
 terror = aterrorizar 
 frágil = fragilizar 
Cuidado: 
 catequese = catequizar 
 síntese = sintetizar 
 hipnose = hipnotizar 
 batismo = batizar 
 
Escreveremos com -s- os diminutivos terminados em -
sinho e -sito, quando a palavra primitiva já possuir o -s- 
no final do radical. 
 
Exemplos: 
 casinha 
 asinha 
 portuguesinho 
 camponesinha 
 Teresinha 
 Inesita 
 
Escreveremos com -z- os diminutivos terminados em -
zinho e -zito, quando a palavra primitiva não possuir -s- 
no final do radical. 
 
Exemplos: 
 mulherzinha 
 arvorezinha 
 alemãozinho 
 aviãozinho 
 pincelzinho 
 corzinha 
 
SS 
 
Escreveremos com -cess- as palavras derivadas de 
verbos terminados em -ceder. 
 
Exemplos: 
 anteceder = antecessor 
 exceder = excesso 
 conceder = concessão 
 
Escreveremos com -press- as palavrasderivadas de 
verbos terminados em -primir. 
 
Exemplos: 
 imprimir = impressão 
 comprimir = compressa 
 deprimir = depressivo 
 
Escreveremos com -gress- as palavras derivadas de 
verbos terminados em -gredir. 
 
Exemplos: 
 agredir = agressão 
 progredir = progresso 
 transgredir = transgressor 
 
Escreveremos com -miss- ou -mess- as palavras 
derivadas de verbos terminados em -meter. 
 
Exemplos: 
 comprometer = compromisso 
 intrometer = intromissão 
 prometer = promessa 
 remeter = remessa 
 
ÇS ou SS 
 
Em relação ao verbos terminados em -tir, teremos: 
 
Escreveremos com -ção, se apenas retirarmos a 
desinência de infinitivo -r, dos verbos terminados em -tir. 
 
Exemplo: 
 curtir - r + ção = curtição 
 
Escreveremos com -são, quando, ao retirarmos toda a 
terminação -tir, a última letra for consoante. 
 
Exemplo: 
 divertir - tir + são = diversão 
 
Escreveremos com -ssão, quando, ao retirarmos toda a 
terminação -tir, a última letra for vogal.] 
 
Exemplo: 
 discutir - tir + ssão = discussão 
 
J 
Escreveremos com -j- as palavras derivadas dos verbos 
terminados em -jar. 
 
Exemplos: 
 trajar = traje, eu trajei. 
 encorajar = que eles encorajem 
 viajar = que eles viajem 
 
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Escreveremos com -j- as palavras derivadas de vocábulos 
terminados em -ja. 
 
Exemplos: 
 loja = lojista 
 gorja = gorjeta 
 canja = canjica 
 
Escreveremos com -j- as palavras de origem tupi, 
africana ou popular. 
 
Exemplos: 
 jeca 
 jiboia 
 jiló 
 pajé 
G 
 
Escreveremos com -g- todas as palavras terminadas em -
ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio. 
 
Exemplos: 
 
 pedágio 
 colégio 
 sacrilégio 
 prestígio 
 relógio 
 refúgio 
 
Escreveremos com -g- todas as palavras terminadas em -
gem, com exceção de pajem, lambujem e a conjugação 
dos verbos terminados em -jar. 
 
Exemplos: 
 a viagem 
 a coragem 
 a personagem 
 a vernissagem 
 a ferrugem 
 a penugem 
X 
Escreveremos com -x- as palavras iniciadas por mex-, 
com exceção de mecha. 
 
Exemplos: 
 mexilhão 
 mexer 
 mexerica 
 México 
 mexerico 
 mexido 
 
Escreveremos com -x- as palavras iniciadas por enx-, com 
exceção das derivadas de vocábulos iniciados por ch- e da 
palavra enchova. 
 
Exemplos: 
 enxada 
 enxerto 
 enxerido 
 enxurrada 
mas: 
 cheio = encher, enchente 
 charco = encharcar 
 chiqueiro = enchiqueirar 
 
Escreveremos -x- após ditongo, com exceção de 
recauchutar e guache. 
 
Exemplos: 
 ameixa 
 deixar 
 queixa 
 feixe 
 peixe 
 gueixa 
 
UIR e OER 
 
Os verbos terminados em -uir e -oer terão as 2ª e 3ª 
pessoas do singular do Presente do Indicativo escritas 
com -i-. 
 
Exemplos: 
 tu possuis 
 ele possui 
 tu constróis 
 ele constrói 
 tu móis 
 ele mói 
 tu róis 
 ele rói 
 
UAR e OAR 
Os verbos terminados em -uar e -oar terão todas as 
pessoas do Presente do Subjuntivo escritas com -e- 
 
Exemplos: 
 Que eu efetue 
 Que tu efetues 
 Que ele atenue 
 Que nós atenuemos 
 Que vós entoeis 
 Que eles entoem 
 
USO DO PORQUÊ 
 
Há quatro maneiras de se escrever o porquê: porquê, 
porque, por que e por quê. Vejamo-las: 
 
Porquê: 
 
É um substantivo, por isso somente poderá ser utilizado, 
quando for precedido de artigo (o, os), pronome adjetivo 
(meu(s), este(s), esse(s), aquele(s), quantos(s)...) ou 
numeral (um, dois, três, quatro) 
 
Ex. 
 Ninguém entende o porquê de tanta confusão. 
 Este porquê é um substantivo. 
 Quantos porquês existem na Língua 
Portuguesa? 
 Existem quatro porquês. 
 
 
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Por quê: Sempre que a palavra que estiver em final de 
frase, deverá receber acento, não importando qual seja o 
elemento que surja antes dela. 
 
Ex. 
 Ela não me ligou e nem disse por quê. 
 Você está rindo de quê? 
 Você veio aqui para quê? 
 
Por que: Usa-se por que, quando houver a junção da 
preposição por com o pronome interrogativo que ou com o 
pronome relativo que. Para facilitar, dizemos que se pode 
substituí-lo por por qual razão, pelo qual, pela qual, 
pelos quais, pelas quais, por qual. 
 
Ex. 
 Por que não me disse a verdade? = por qual 
razão 
 Gostaria de saber por que não me disse a 
verdade. = por qual razão 
 As causas por que discuti com ele são 
particulares. = pelas quais 
 Ester é a mulher por que vivo. = pela qual 
 
Porque: É uma conjunção subordinativa causal ou 
conjunção subordinativa final ou conjunção 
coordenativa explicativa, portanto estará ligando duas 
orações, indicando causa, explicação ou finalidade. Para 
facilitar, dizemos que se pode substituí-lo por já que, pois 
ou a fim de que. 
 
Ex. 
 Não saí de casa, porque estava doente. = já 
que 
 É uma conjunção, porque liga duas orações. = 
pois 
 Estudem, porque aprendam. = a fim de que 
 
A NOVA ORTOGRAFIA 
 
Acento agudo 
 
 O acento agudo desaparece das palavras da 
língua portuguesa em três casos como se pode ver a 
seguir: 
* nos ditongos (encontro de duas vogais proferidas em 
uma só sílaba) abertos ei e oi das palavras paroxítonas 
(aquelas cuja sílaba pronunciada com mais intensidade é a 
penúltima). 
 
COMO ERA 
 
COMO É HOJE 
Assembléia Assembleia 
 
Heróico 
 
Heroico 
Idéia 
 
Ideia 
Jibóia Jiboia 
 
 
 
No entanto, as oxítonas (palavras com acento na última 
sílaba) e os monossílabos tônicos terminados em éi, eu e 
oi continuam com o acento (no singular e /ou plural. 
Exemplos: herói(s), ilhéus(us), chapéu(s), anéis, dói, 
céu. 
 
*Nas palavras paroxítonas com i e u tônicos que 
formam hiato (sequência de duas vogais que pertencem a 
sílabas diferentes) com a vogal anterior quando esta faz 
parte de um ditongo; 
 
COMO ERA 
 
COMO É HOJE 
baiúca baiuca 
boiúna boiuna 
feiúra feiura 
 
 
No entanto, as letras i e u continuam a ser acentuadas se 
formarem hiato mas estiverem sozinhas na sílaba ou 
seguidas de s. 
Exemplos: baú, baús, saída. 
 No caso das palavras oxítonas, nas mesmas 
condições descritas no item anterior, o acento permanece. 
Exemplos: tuiuiú, Piauí. 
 
*Nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com 
o u tônico precedido das letras g e q seguido de e e i. 
Esses casos são pouco frequentes na língua portuguesa: 
apenas nas formas verbais de arguir e redarguir. 
 
COMO ERA 
 
COMO É HOJE 
argúis arguis 
argúem arguem 
redargúis redarguis 
redargúem redarguem 
 
Acento diferencial 
 
O acento diferencial é utilizado para permitir a 
identificação mais fácil de palavras homófonas, ou seja, 
que têm a mesma pronúncia. Atualmente, usamos o 
acento diferencial – agudo ou circunflexo – em vocábulos 
como pára (forma verbal), a fim de não confundir com 
para (a preposição), entre vários outros exemplos. 
Com a entrada em vigor do acordo, o acento 
diferencial não será mais usado nesse caso e também 
nos que estão a seguir: 
 
 Péla ( do verbo pelar) e pela ( a união da 
preposição com o artigo); 
 
 Pólo ( o substantivo) e pólo (a união antiga e 
popular de por e lo); 
 
 Pélo (do verbo pelar) e pêlo (o substantivo); 
 
 Pêra (o substantivo) e péra (o substantivo 
arcaico que significa pedra), em oposição a pêra 
(a preposição arcaica que significa para ). 
 
No entanto, duas palavras obrigatoriamente continuarão 
recebendo o acento diferencial: 
 
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 21 
 
 
 
PÔR (verbo) mantém o circunflexo para que não seja 
confundido com a preposição POR. 
 
PÔDE (o verbo conjugado no passado) também mantém o 
circunflexo para que não haja confusão com pode (o 
mesmo verbo conjugado no presente). 
 
Observação: já em fôrma/forma o acento é facultativo. 
 
 
Acento circunflexo 
 Com o acordo ortográfico, o acento circunflexo 
não serámais usado nas palavras terminadas em oo. 
 
COMO ERA 
 
COMO É HOJE 
enjôo enjoo 
vôo voo 
abençôo abençoo 
corôo coroo 
magôo magoo 
perdôo perdoo 
 
Da mesma forma, deixa de ser usado o 
circunflexo na conjunção da terceira pessoa do plural do 
presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos crer, 
dar, ler, ver e seus derivados. 
COMO ERA 
 
COMO É HOJE 
crêem creem 
dêem deem 
lêem leem 
vêem veem 
descrêem descreem 
relêem releem 
No entanto, nada muda na acentuação dos verbos ter, vir 
e seus derivados. Eles continuam com o acento circunflexo 
no plural (eles têm, eles vêm), e no caso dos derivados, 
com o acento agudo nas formas que possuem mais de 
uma sílaba no singular (ele detém, ele intervém). 
 
Trema 
Um sinal a menos 
 
O trema, sinal gráfico de dois pontos usados em 
cima do u para indicar que essa letra, nos grupos que,qui, 
gue e gui, é pronunciada será abolido. É simples: ele 
deixa de existir na língua portuguesa. Vale lembrar porém, 
que a pronúncia continua a mesma. 
 
 
COMO ERA 
 
COMO É HOJE 
Agüentar aguentar 
Eloqüente eloquente 
Freqüente frequente 
Lingüiça linguiça 
Sagüi sagui 
Seqüestro sequestro 
Tranqüilo tranquilo 
Anhangüera anhanguera 
 
No entanto, o acordo prevê que o trema seja mantido em 
nomes próprios de origem estrangeira, bem como em seus 
derivados. 
Exemplos: Bündchen, Müller, mülleriano. 
 
 
Hífen 
Palavras compostas 
 
O hífen deixa de ser empregado nas seguintes 
situações: 
 
__quando o prefixo termina em vogal e o segundo 
elemento começa com as consoantes s ou r.Nesse caso, 
a consoante obrigatoriamente passa a ser duplicada; 
 
__quando o prefixo termina em vogal e o segundo 
elemento começa com uma vogal diferente. 
 
COMO ERA 
 
COMO É HOJE 
anti-religioso antirreligioso 
anti-semita antissemita 
auto-aprendizagem autoaprendizagem 
auto-estrada autoestrada 
contra-regra contrarregra 
contra-senha contrassenha 
extra-escolar extraescolar 
extra-regulamentação extrarregulamentação 
 
No entanto, o hífen permanece quando o prefixo termina 
com r (hiper, inter e super) e a primeira letra do segundo 
elemento também é r. 
Exemplos: hiper-requintado, super-resistente. 
 
 
Alfabeto 
Novas letras 
 
O acordo prevê que nosso alfabeto passa a ter 26 
letras – hoje são 23. Além das atuais, serão oficialmente 
incorporadas as letras, k, w e y. No entanto, seu emprego 
fica restrito a apenas alguns casos, como já ocorre 
atualmente. Confira os principais exemplos: 
 
__em nomes próprios de pessoas e seus derivados: 
 
Exemplos: Franklin, frankliniano, Darwin, darwinismo, 
Wagner, wagneriano, Taylor, taylorista, Byron, 
byroniano. 
 
__em nomes próprios de lugares originários de outras 
línguas e seus derivados. 
 
Exemplos: Kuwait, kuwaitiano, Washington, Yokohama, 
Kiev. 
 
__em símbolos, abreviaturas, siglas e palavras adotadas 
como unidades de medidas internacionais. 
 
Exemplos: Km (quilômetro), KLM (companhia aérea), K 
(potássio), W (watt), WWW (sigla de world wide web, 
expressão que é sinônimo para a rede mundial de 
computadores). 
 
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 22 
 
 
 
__em palavras estrangeiras incorporadas à língua. 
 
Exemplo: sexy, show, download, megabyte. 
 
 
PONTUAÇÃO 
 
Os sinais de pontuação são sinais gráficos empregados 
na língua escrita para tentar recuperar recursos 
específicos da língua falada, tais como: entonação, jogo de 
silêncio, pausas, etc. 
Ponto ( . ) 
- indicar o final de uma frase declarativa: Lembro-me 
muito bem dele. 
- separar períodos entre si: Fica comigo. Não vá 
embora. 
- nas abreviaturas: Av.; V. Ex.ª 
 
Vírgula ( , ): É usada para marcar uma pausa do 
enunciado com a finalidade de nos indicar que os termos 
por ela separados, apesar de participarem da mesma frase 
ou oração, não formam uma unidade sintática: Lúcia, 
esposa de João, foi a ganhadora única da Sena. 
Podemos concluir que, quando há uma relação sintática 
entre termos da oração, não se pode separá-los por meio 
de vírgula. Não se separam por vírgula: 
- predicado de sujeito; 
- objeto de verbo; 
- adjunto adnominal de nome; 
- complemento nominal de nome; 
- predicativo do objeto do objeto; 
- oração principal da subordinada substantiva (desde 
que esta não seja apositiva nem apareça na ordem 
inversa). 
 
A vírgula no interior da oração 
É utilizada nas seguintes situações: 
- separar o vocativo: Maria, traga-me uma xícara de 
café; A educação, meus amigos, é fundamental para o 
progresso do país. 
- separar alguns apostos: Valdete, minha antiga 
empregada, esteve aqui ontem. 
- separar o adjunto adverbial antecipado ou intercalado: 
Chegando de viagem, procurarei por você; As pessoas, 
muitas vezes, são falsas. 
- separar elementos de uma enumeração: Precisa-se de 
pedreiros, serventes, mestre-de-obras. 
- isolar expressões de caráter explicativo ou corretivo: 
Amanhã, ou melhor, depois de amanhã podemos nos 
encontrar para acertar a viagem. 
- separar conjunções intercaladas: Não havia, porém, 
motivo para tanta raiva. 
- separar o complemento pleonástico antecipado: A 
mim, nada me importa. 
- isolar o nome de lugar na indicação de datas: Belo 
Horizonte, 26 de janeiro de 2011. 
- separar termos coordenados assindéticos: “Lua, lua, 
lua, lua, por um momento meu canto contigo compactua...” 
(Caetano Veloso) 
- marcar a omissão de um termo (normalmente o 
verbo): Ela prefere ler jornais e eu, revistas. (omissão do 
verbo preferir) 
Termos coordenados ligados pelas conjunções e, ou, 
nem dispensam o uso da vírgula: Conversaram sobre 
futebol, religião e política. Não se falavam nem se 
olhavam; Ainda não me decidi se viajarei para Bahia ou 
Ceará. Entretanto, se essas conjunções aparecerem 
repetidas, com a finalidade de dar ênfase, o uso da vírgula 
passa a ser obrigatório: Não fui nem ao velório, nem ao 
enterro, nem à missa de sétimo dia. 
 
A vírgula entre orações 
É utilizada nas seguintes situações: 
- separar as orações subordinadas adjetivas 
explicativas: Meu pai, de quem guardo amargas 
lembranças, mora no Rio de Janeiro. 
- separar as orações coordenadas sindéticas e 
assindéticas (exceto as iniciadas pela conjunção “e”: 
Acordei, tomei meu banho, comi algo e saí para o trabalho; 
Estudou muito, mas não foi aprovado no exame. 
Há três casos em que se usa a vírgula antes da 
conjunção: 
- quando as orações coordenadas tiverem sujeitos 
diferentes: Os ricos estão cada vez mais ricos, e os 
pobres, cada vez mais pobres. 
- quando a conjunção e vier repetida com a finalidade 
de dar ênfase (polissíndeto): E chora, e ri, e grita, e pula 
de alegria. 
- quando a conjunção e assumir valores distintos que 
não seja da adição (adversidade, consequência, por 
exemplo): Coitada! Estudou muito, e ainda assim não foi 
aprovada. 
- separar orações subordinadas adverbiais 
(desenvolvidas ou reduzidas), principalmente se estiverem 
antepostas à oração principal: “No momento em que o 
tigre se lançava, curvou-se ainda mais; e fugindo com o 
corpo apresentou o gancho.” (O selvagem - José de 
Alencar) 
- separar as orações intercaladas: “- Senhor, disse o 
velho, tenho grandes contentamentos em a estar 
plantando...”. Essas orações poderão ter suas vírgulas 
substituídas por duplo travessão: “Senhor - disse o velho - 
tenho grandes contentamentos em a estar plantando...” 
- separar as orações substantivas antepostas à 
principal: Quanto custa viver, realmente não sei. 
 
Ponto-e-Vírgula ( ; ) 
- separar os itens de uma lei, de um decreto, de uma 
petição, de uma sequência, etc: 
Art. 127 – São penalidades disciplinares: 
I- advertência; 
II- suspensão; 
III- demissão; 
IV- cassação de aposentadoria ou disponibilidade; 
V- destituição de cargo em comissão; 
VI-destituição de função comissionada. (cap. V das 
penalidades Direito Administrativo) 
- separar orações coordenadas muito extensas ou 
orações coordenadas nas quais já tenham tido utilizado a 
vírgula:“O rosto de tez amarelenta e feições 
inexpressivas, numa quietude apática, era 
pronunciadamente vultuoso, o que mais se acentuava no 
fim da vida, quando a bronquite crônica de que sofria 
desde moço se foi transformando em opressora asma 
cardíaca; os lábios grossos, o inferior um tanto tenso (...)” 
(Visconde de Taunay) 
 
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Dois-Pontos ( : ) 
- iniciar a fala dos personagens: Então o padre 
respondeu: __Parta agora. 
- antes de apostos ou orações apositivas, enumerações 
ou sequência de palavras que explicam, resumem ideias 
anteriores: Meus amigos são poucos: Fátima, Rodrigo e 
Gilberto. 
- antes de citação: Como já dizia Vinícius de Morais: 
“Que o amor não seja eterno posto que é chama, mas que 
seja infinito enquanto dure.” 
 
Ponto de Interrogação ( ? ) 
- Em perguntas diretas: Como você se chama? 
- Às vezes, juntamente com o ponto de exclamação: 
Quem ganhou na loteria? Você. Eu?! 
 
Ponto de Exclamação ( ! ) 
- Após vocativo: “Parte, Heliel!” ( As violetas de Nossa 
Sra.- Humberto de Campos). 
- Após imperativo: Cale-se! 
- Após interjeição: Ufa! Ai! 
- Após palavras ou frases que denotem caráter 
emocional: Que pena! 
 
Reticências ( ... ) 
- indicar dúvidas ou hesitação do falante: Sabe...eu 
queria te dizer que...esquece. 
- interrupção de uma frase deixada gramaticalmente 
incompleta: Alô! João está? Agora não se encontra. Quem 
sabe se ligar mais tarde... 
- ao fim de uma frase gramaticalmente completa com a 
intenção de sugerir prolongamento de ideia: “Sua tez, alva 
e pura como um foco de algodão, tingia-se nas faces duns 
longes cor-de-rosa...” (Cecília- José de Alencar) 
- indicar supressão de palavra (s) numa frase transcrita: 
“Quando penso em você (...) menos a felicidade.” 
(Canteiros - Raimundo Fagner) 
 
Aspas ( “ ” ) 
- isolar palavras ou expressões que fogem à norma 
culta, como gírias, estrangeirismos, palavrões, 
neologismos, arcaísmos e expressões populares: Maria 
ganhou um apaixonado “ósculo” do seu admirador; A festa 
na casa de Lúcio estava “chocante”; Conversando com 
meu superior, dei a ele um “feedback” do serviço a mim 
requerido. 
- indicar uma citação textual: “Ia viajar! Viajei. Trinta e 
quatro vezes, às pressas, bufando, com todo o sangue na 
face, desfiz e refiz a mala”. (O prazer de viajar - Eça de 
Queirós) 
Se, dentro de um trecho já destacado por aspas, se 
fizer necessário a utilização de novas aspas, estas serão 
simples. ( ‘ ‘ ) 
 
Parênteses ( () ) 
- isolar palavras, frases intercaladas de caráter 
explicativo e datas: Na 2ª Guerra Mundial (1939-1945), 
ocorreu inúmeras perdas humanas; “Uma manhã lá no 
Cajapió (Joca lembrava-se como se fora na véspera), 
acordara depois duma grande tormenta no fim do verão”. 
(O milagre das chuvas no nordeste- Graça Aranha) 
Os parênteses também podem substituir a vírgula ou o 
travessão. 
 
Travessão ( __ ) 
- dar início à fala de um personagem: O filho perguntou: 
__ Pai, quando começarão as aulas? 
- indicar mudança do interlocutor nos diálogos. 
__Doutor, o que tenho é grave? __Não se preocupe, é 
uma simples infecção. É só tomar um antibiótico e estará 
bom. 
- unir grupos de palavras que indicam itinerário: A 
rodovia Belém-Brasília está em péssimo estado. 
Também pode ser usado em substituição à virgula em 
expressões ou frases explicativas: Xuxa – a rainha dos 
baixinhos – é loira. 
 
Parágrafo 
Constitui cada uma das secções de frases de um 
escritor; começa por letra maiúscula, um pouco além do 
ponto em que começam as outras linhas. 
 
Colchetes ( [] ) 
Utilizados na linguagem científica. 
 
Asterisco ( * ) 
Empregado para chamar a atenção do leitor para 
alguma nota (observação). 
 
Barra ( / ) 
Aplicada nas abreviações das datas e em algumas 
abreviaturas. 
 
Hífen (−) 
Usado para ligar elementos de palavras compostas e 
para unir pronomes átonos a verbos. Exemplo: guarda-
roupa 
 
Exercícios 
01. Assinale o texto de pontuação correta: 
a) Não sei se disse, que, isto se passava, em casa de 
uma comadre, minha avó. 
b) Eu tinha, o juízo fraco, e em vão tentava emendar-
me: provocava risos, muxoxos, palavrões. 
c) A estes, porém, o mais que pode acontecer é que se 
riam deles os outros, sem que este riso os impeça de 
conservar as suas roupas e o seu calçado. 
d) Na civilização e na fraqueza ia para onde me 
impeliam muito dócil muito leve, como os pedaços da carta 
de ABC, triturados soltos no ar. 
e) Conduziram-me à rua da Conceição, mas só mais 
tarde notei, que me achava lá, numa sala pequena. 
 
02. Das redações abaixo, assinale a que não está 
pontuada corretamente: 
a) Os candidatos, em fila, aguardavam ansiosos o 
resultado do concurso. 
b) Em fila, os candidatos, aguardavam, ansiosos, o 
resultado do concurso. 
c) Ansiosos, os candidatos aguardavam, em fila, o 
resultado do concurso. 
d) Os candidatos ansiosos aguardavam o resultado do 
concurso, em fila. 
e) Os candidatos, aguardavam ansiosos, em fila, o 
resultado do concurso. 
Instruções para as questões de números 03 e 04: Os 
períodos abaixo apresentam diferenças de pontuação, 
 
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 24 
 
 
assinale a letra que corresponde ao período de pontuação 
correta: 
 
03. 
a) Pouco depois, quando chegaram, outras pessoas a 
reunião ficou mais animada. 
b) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a 
reunião ficou mais animada. 
c) Pouco depois, quando chegaram outras pessoas, a 
reunião ficou mais animada. 
d) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a 
reunião, ficou mais animada. 
e) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a 
reunião ficou, mais animada. 
 
04. 
a) Precisando de mim procure-me; ou melhor telefone 
que eu venho. 
b) Precisando de mim procure-me, ou, melhor telefone 
que eu venho. 
c) Precisando, de mim, procure-me ou melhor, telefone, 
que eu venho. 
d) Precisando de mim, procure-me; ou melhor, telefone, 
que eu venho. 
e) Precisando, de mim, procure-me ou, melhor telefone 
que eu venho. 
 
05. Os períodos abaixo apresentam diferenças de 
pontuação. Assinale a letra que corresponde ao período de 
pontuação correta: 
a) José dos Santos paulista, 23 anos vive no Rio. 
b) José dos Santos paulista 23 anos, vive no Rio. 
c) José dos Santos, paulista 23 anos, vive no Rio. 
d) José dos Santos, paulista 23 anos vive, no Rio. 
e) José dos Santos, paulista, 23 anos, vive no Rio. 
 
06. A alternativa com pontuação correta é: 
a) Tenha cuidado, ao parafrasear o que ouvir. Nossa 
capacidade de retenção é variável e muitas vezes 
inconscientemente, deturpamos o que ouvimos. 
b) Tenha cuidado ao parafrasear o que ouvir: nossa 
capacidade de retenção é variável e, muitas vezes, 
inconscientemente, deturpamos o que ouvimos. 
c) Tenha cuidado, ao parafrasear o que ouvir! Nossa 
capacidade de retenção é variável e muitas vezes 
inconscientemente, deturpamos o que ouvimos. 
d) Tenha cuidado ao parafrasear o que ouvir; nossa 
capacidade de retenção, é variável e - muitas vezes 
inconscientemente, deturpamos o que ouvimos. 
e) Tenha cuidado, ao parafrasear o que ouvir. Nossa 
capacidade de retenção é variável - e muitas vezes 
inconscientemente - deturpamos, o que ouvimos. 
Nas questões 07 a 10, os períodos foram pontuados de 
cinco formas diferentes. Leia-os todos e assinale a letra 
que corresponde ao período de pontuação correta: 
 
07. 
a) Entra a propósito, disse Alves, o seu moleque, 
conhece pouco os deveres da hospitalidade. 
b) Entra a propósito disse Alves, o seu moleque 
conhece pouco os deveres da hospitalidade. 
c) Entra a propósito, disse Alves o seu moleque 
conhece pouco os deveres da hospitalidade. 
d) Entra a propósito, disse Alves, o seu moleque 
conhece pouco os deveres da hospitalidade. 
e) Entra a propósito, disse Alves, o seu moleque 
conhece pouco, os deveres da hospitalidade. 
 
08. 
a) Prima faça calar titio suplicouo moço, com um leve 
sorriso que imediatamente se lhe apagou. 
b) Prima, faça calar titio, suplicou o moço com um leve 
sorriso que imediatamente se lhe apagou 
c) Prima faça calar titio, suplicou o moço com um leve 
sorriso que imediatamente se lhe apagou. 
d) Prima, faça calar titio suplicou o moço com um leve 
sorriso que imediatamente se lhe apagou. 
e) Prima faça calar titio, suplicou o moço com um leve 
sorriso que, imediatamente se lhe apagou. 
 
09. 
a) Era um homem de quarenta e cinco anos, baixo, 
meio gordo, fisionomia insinuante, destas que mesmo 
sérias, trazem impresso constante sorriso. 
b) Era um homem de quarenta e cinco anos, baixo, 
meio gordo, fisionomia insinuante, destas que mesmo 
sérias trazem, impresso constante sorriso. 
c) Era um homem de quarenta e cinco anos, baixo, 
meio gordo, fisionomia insinuante, destas que, mesmo 
sérias, trazem impresso, constante sorriso. 
d) Era um homem de quarenta e cinco anos, baixo, 
meio gordo, fisionomia insinuante, destas que, mesmo 
sérias trazem impresso constante sorriso. 
e) Era um homem de quarenta e cinco anos, baixo, 
meio gordo, fisionomia insinuante, destas que, mesmo 
sérias, trazem impresso constante sorriso. 
 
10. 
a) Deixo ao leitor calcular quanta paixão a bela viúva, 
empregou na execução do canto. 
b) Deixo ao leitor calcular quanta paixão a bela viúva 
empregou na execução do canto. 
c) Deixo ao leitor calcular quanta paixão, a bela viúva, 
empregou na execução do canto. 
d) Deixo ao leitor calcular, quanta paixão a bela viúva, 
empregou na execução do canto. 
e) Deixo ao leitor, calcular quanta paixão a bela viúva, 
empregou na execução do canto. 
 
Respostas: 01-C / 02-E / 03-C / 04-D / 05-E / 06-B / 07-
D / 08-B / 09-E / 10-B 
 
 
MORFOLOGIA 
 
Estrutura e formação das Palavras 
 
Estudar a estrutura das palavras é estudar os 
elementos que formam a palavra, denominados de 
morfemas. São os seguintes os morfemas da Língua 
Portuguesa. 
 
Radical: O que contém o sentido básico do 
vocábulo. 
Ex. fal-ar, com-er, dorm-ir, cas-a, carr-o. 
 
 
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 25 
 
 
Obs: Em se tratando de verbos, descobre-se o 
radical, retirando-se a terminação AR, ER ou IR. 
 
Vogal Temática: 
 
Nos verbos, são as vogais A, E, I e indicam a que 
conjugação o verbo pertence: 
 1ª conjugação = Verbos terminados em AR. 
 2ª conjugação = Verbos terminados em ER. 
 3ª conjugação = Verbos terminados em IR. 
Obs.: O verbo pôr pertence à 2ª conjugação, já que 
proveio do antigo verbo poer. 
 
Nos substantivos e adjetivos, são as vogais A, E, I, 
O e U, no final da palavra, evitando que ela termine em 
consoante. Por exemplo, nas palavras meia, pente, táxi, 
couro, urubu. 
 
Tema: 
 
É a junção do radical com a vogal temática. Se não existir 
a vogal temática, o tema e o radical serão o mesmo 
elemento; o mesmo acontecerá, quando o radical for 
terminado em vogal. Por exemplo, em se tratando de 
verbo, o tema sempre será a soma do radical com a vogal 
temática - estuda, come, parti; em se tratando de 
substantivos e adjetivos, nem sempre isso acontecerá. 
Vejamos alguns exemplos: No substantivo pasta, past é o 
radical, a, a vogal temática, e pasta o tema; já na palavra 
leal, o radical e o tema são o mesmo elemento - leal, pois 
não há vogal temática; e na palavra tatu também, mas 
agora, porque o radical é terminado pela vogal temática. 
 
Desinências: é o termo que indica modo, tempo. número 
e pessoa do verbo e o gênero e o número dos nomes. 
 
Desinências verbais: 
 
Modo-temporais = indicam o tempo e o modo. São quatro 
as desinências modo-temporais: 
-va- e -ia-, para o Pretérito Imperfeito do Indicativo 
= estudava, vendia, partia. 
-ra-, para o Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo 
= estudara, vendera, partira. 
-ria-, para o Futuro do Pretérito do Indicativo = 
estudaria, venderia, partiria. 
-sse-, para o Pretérito Imperfeito do Subjuntivo = 
estudasse, vendesse, partisse. 
 
Número-pessoais = indicam a pessoa e o número. São 
três os grupos das desinências número-pessoais. 
 
Grupo I: i, ste, u, mos, stes, ram, para o Pretérito 
Perfeito do Indicativo = eu cantei, tu cantaste, ele cantou, 
nós cantamos, vós cantastes, eles cantaram. 
 
Grupo II: -, es, -, mos, des, em, para o Infinitivo 
Pessoal e para o Futuro do Subjuntivo = Era para eu 
cantar, tu cantares, ele cantar, nós cantarmos, vós 
cantardes, eles cantarem. Quando eu puser, tu puseres, 
ele puser, nós pusermos, vós puserdes, eles puserem. 
 
Grupo III: -, s, -, mos, is, m, para todos os outros 
tempos = eu canto, tu cantas, ele canta, nós cantamos, 
vós cantais, eles cantam. 
 
Desinências nominais: 
 
de gênero = indica o gênero da palavra. A palavra terá 
desinência nominal de gênero, quando houver a oposição 
masculino - feminino. Por exemplo: cabeleireiro - 
cabeleireira. A vogal a será desinência nominal de gênero 
sempre que indicar o feminino de uma palavra, mesmo 
que o masculino não seja terminado em o. Por exemplo: 
crua, ela, traidora. 
 
de número = indica o plural da palavra. É a letra s, 
somente quando indicar o plural da palavra. Por exemplo: 
cadeiras, pedras, águas. 
 
Afixos: São elementos que se juntam a radicais para 
formar novas palavras. São eles: 
Prefixo: É o afixo que aparece antes do radical. Por 
exemplo destampar, incapaz, amoral. 
Sufixo: É o afixo que aparece depois do radical, do tema 
ou do infinitivo. Por exemplo pensamento, acusação, 
felizmente. 
 
Vogais e consoantes de ligação: São vogais e consoantes 
que surgem entre dois morfemas, para tornar mais fácil e 
agradável a pronúncia de certas palavras. Por exemplo 
flores, bambuzal, gasômetro, canais. 
 
Formação das palavras 
 
Para analisar a formação de uma palavra, deve-se 
procurar a origem dela. Caso seja formada por apenas um 
radical, diremos que foi formada por derivação; por dois ou 
mais radicais, composição. São os seguintes os processos 
de formação de palavras: Derivação: Formação de novas 
palavras a partir de apenas um radical. 
 
Derivação Prefixal: Acréscimo de um prefixo à palavra 
primitiva; também chamado de prefixação. Por exemplo: 
antepasto, reescrever, infeliz. 
 
Derivação Sufixal: Acréscimo de um sufixo à palavra 
primitiva; também chamado de sufixação. Por exemplo: 
felizmente, igualdade, florescer. 
 
Derivação Prefixal e Sufixal: Acréscimo de um prefixo e 
de um sufixo, em tempos diferentes; também chamado de 
prefixação e sufixação. Por exemplo: infelizmente, 
desigualdade, reflorescer. 
 
Derivação Parassintética: Acréscimo de um prefixo e de 
um sufixo, simultaneamente; também chamado de 
parassíntese. Por exemplo: envernizar, enrijecer, 
anoitecer. 
 
Obs.: A maneira mais fácil de se estabelecer a diferença 
entre Derivação Prefixal e Sufixal e Derivação 
Parassintética é a seguinte: retira-se o prefixo; se a 
palavra que sobrou existir, será Der. Pref. e Suf.; caso 
contrário, retira-se, agora, o sufixo; se a palavra que 
sobrou existir, será Der. Pref. e Suf.; caso contrário, será 
 
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 26 
 
 
Der. Parassintética. Por exemplo, retire o prefixo de 
envernizar: não existe a palavra vernizar; agora, retire o 
sufixo: também não existe a palavra enverniz. Portanto, a 
palavra foi formada por Parassíntese. 
 
Derivação Regressiva: É a retirada da parte final da 
palavra primitiva, obtendo, por essa redução, a palavra 
derivada. Por exemplo: do verbo debater, retira-se a 
desinência de infinitivo -r: formou-se o substantivo debate. 
 
Derivação Imprópria: É a formação de uma nova palavra 
pela mudança de classe gramatical. Por exemplo: a 
palavra gelo é um substantivo, mas pode ser transformada 
em um adjetivo: camisa gelo. 
 
Composição: Formação de novas palavras a partir de 
dois ou mais radicais. 
 
Composição por justaposição: Na união, os radicais não 
sofrem qualquer alteração em sua estrutura.Por exemplo: 
ao se unirem os radicais ponta e pé, obtém-se a palavra 
pontapé. O mesmo ocorre com mandachuva, passatempo, 
guarda-pó. 
 
Composição por aglutinação: Na união, pelo menos um 
dos radicais sofre alteração em sua estrutura. Por 
exemplo: ao se unirem os radicais água e ardente, obtém-
se a palavra aguardente, com o desaparecimento do a. O 
mesmo acontece com embora (em boa hora), planalto 
(plano alto). 
 
Hibridismo: é a formação de novas palavras a partir da 
união de radicais de idiomas diferentes. Por exemplo: 
automóvel, sociologia, sambódromo, burocracia. 
Onomatopeia: Consiste em criar palavras, tentando imitar 
sons da natureza. Por exemplo: zunzum, cricri, tique-
taque, pingue-pongue. 
 
Abreviação Vocabular: Consiste na eliminação de um 
segmento da palavra, a fim de se obter uma forma mais 
curta. Por exemplo: de extraordinário forma-se extra; de 
telefone, fone; de fotografia, foto; de cinematografia, 
cinema ou cine. 
 
Siglas: As siglas são formadas pela combinação 
das letras iniciais de uma sequência de palavras que 
constitui um nome: Por exemplo: IBGE (Instituto Brasileiro 
de Geografia e Estatística); IPTU (Imposto Predial, 
Territorial e Urbano). 
 
Neologismo semântico: Forma-se uma palavra por 
neologismo semântico, quando se dá um novo significado, 
somado ao que já existe. Por exemplo, a palavra legal 
significa dentro da lei; a esse significado somamos outro: 
pessoa boa, pessoa legal. 
 
Empréstimo linguístico: É o aportuguesamento de 
palavras estrangeiras; se a grafia da palavra não se 
modifica, ela deve ser escrita entre aspas. Por exemplo: 
estresse, estande, futebol, bife, "show", xampu, "shopping 
center". 
 
Substantivos 
 
Palavra variável que denomina os seres em geral. Quanto 
à sua formação, pode ser: 
 
primitivo x derivado (jornal x jornalista) 
simples x composto (água x girassol) 
 
Quanto à sua classificação, pode ser: 
comum x próprio (rio x Amazonas) 
concreto x abstrato (cadeira x trabalho) 
 
Observações: 
- substantivos próprios são sempre concretos e 
devem ser grafados com iniciais maiúsculas. 
- os substantivos abstratos indicam qualidade 
(tristeza), sentimento (raiva), sensações (fome), ações 
(briga) ou estados (vida) 
- dentre os comuns, merecem destaque os 
coletivos que, mesmo no singular, designam um conjunto 
de seres de mesma espécie 
 
Flexão dos substantivos (gênero e número) 
 
Gênero (masculino x feminino) 
 
biformes: uma forma para masculino e outra para 
feminino. (gato x gata, príncipe x princesa). São 
heterônimos aqueles que fazem distinção de gênero não 
pela desinência mas através do radical. (bode x cabra, 
homem x mulher) 
 
uniformes: uma única forma para ambos os gêneros. 
Dividem-se em: 
- epicenos - usados para animais de ambos os 
sexos (macho e fêmea) 
- comum de dois gêneros - designam pessoas, 
fazendo a distinção dos sexos através de palavras 
determinantes 
- sobrecomuns - um só gênero gramatical para 
designar pessoas de ambos os sexos. 
 
Observação: 
- alguns substantivos, quando mudam de 
gênero, mudam de sentido. (o cabeça x a cabeça) 
 
o cabeça (o chefe, o líder) 
o capital (dinheiro, bens) 
o rádio (aparelho receptor) 
o moral (ânimo) 
o lotação (veículo) 
o lente (o professor) 
a cabeça (parte do corpo) 
a capital(cidade principal) 
a rádio (estação 
transmissora) 
a moral (parte da Filosofia, 
conclusão) 
a lotação (capacidade) 
a lente (vidro de aumento) 
 
Números (singular e plural) 
 
Nos substantivos simples, forma-se o plural em função do 
final da palavra. 
vogal ou ditongo (exceto -ÃO): acréscimo de -S (porta x 
portas, troféu x troféus) 
ditongo -ÃO: -ÕES/-ÃES/-ÃOS, variando em cada palavra 
(anãos, balões, alemães, cristãos). 
 
Apresentam múltiplos plurais: alão- alões, alãos, alães / 
alazão- alazões, alazães / aldeão- aldeões, aldeãos, 
 
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aldeães / vilão- vilões, vilãos / ancião- anciões, anciãos, 
anciães / verão- verões, verãos / castelão- castelões, 
castelãos / rufião- rufiões, rufiães / ermitão- ermitões, 
ermitãos, ermitães / sultão- sultões, sultães, sultãos. 
 
-R, -S ou -Z: -ES (mar x mares, país x países, raiz x 
raízes). As não-oxítonas terminadas em -S são invariáveis, 
marcando o número pelo artigo (os atlas, os lápis, os 
ônibus) 
 
-N: -S ou -ES, sendo a última menos comum (hífen x 
hifens ou hífenes) 
 
-X: invariável, usando o artigo para o plural (tórax x os 
tórax) 
 
-AL, EL, OL, UL: troca-se -L por -IS (animal x animais, 
barril x barris) 
 
IL: se oxítono, trocar -L por -S. Se não oxítonos, trocar -
L por -EIS. (til x tis, míssil x mísseis) 
 
sufixo diminutivo -ZINHO(A)/-ZITO(A): colocar a palavra 
primitiva no plural, retirar o -S e acrescentar o sufixo com -
S (caezitos, coroneizinhos, mulherezinhas) 
metafonia: -O tônico fechado no singular muda para o 
timbre aberto no plural, também variando em função da 
palavra. (ovo x ovos, mas bolo x bolos) 
 
Apresentam metafonia: abrolho, contorno, caroço, corcovo, 
corvo, coro, despojo, destroço, escolho, esforço, estorvo, 
forno, foro, fosso, imposto, jogo, miolo, olho, osso, ovo, 
poço, porco, posto, povo, reforço, socorro, tijolo, toco, 
torto, troco. 
 
Grau 
Os substantivos podem apresentar diferentes graus, 
porém grau não é uma flexão nominal. 
 
São três: normal, aumentativo e diminutivo e podem ser 
formados através de dois processos: 
 
analítico - associando os adjetivos (grande x pequeno) ao 
substantivo 
sintético - anexando-se ao substantivo sufixos indicadores 
de grau (meninão x menininho) 
 
Observações: 
- o grau nos substantivos também pode denotar sentido 
afetivo e carinhoso ou pejorativo, irônico. (Ele é um 
velhinho legal / Que mulherzinha implicante) 
- certos substantivos, apesar da forma, não expressam a 
noção aumentativa ou diminutiva. (cartão, cartilha) 
 
Adjetivos 
 
Palavra variável que acompanha o substantivo, indicando 
qualidades e características deste. Mantém com o 
substantivo que determina relação de concordância de 
gênero e número. 
 
Adjetivos pátrios: indicam a nacionalidade ou a origem 
geográfica, normalmente são formados pelo acréscimo de 
um sufixo ao substantivo de que se originam (Alagoas: 
alagoano). Podem ser simples ou compostos, referindo-se 
a duas ou mais nacionalidades ou regiões; nestes últimos 
casos assumem sua forma reduzida e erudita, com 
exceção do último elemento (franco-ítalo-brasileiro). 
 
Locuções adjetivas: expressões, geralmente, formadas por 
preposição e substantivo que equivalem a adjetivos (anel 
de prata = anel argênteo). 
 
Flexão dos adjetivos: 
Gênero 
Uniforme ou biforme (inteligente x honesto [a]) 
 
Número 
Os adjetivos simples formam o plural segundo os mesmos 
princípios dos substantivos simples, em função de sua 
terminação (agradável x agradáveis). 
 
Os substantivos utilizados como adjetivos ficam invariáveis 
(blusas cinza). 
 
Os adjetivos terminados em -OSO, além do acréscimo do -
S de plural, mudam o timbre do primeiro -O, num processo 
de metafonia. 
 
VERBOS 
 
É a palavra que exprime um processo no tempo: ação, 
fenômeno, estado ou mudança de estado. 
Exemplos: 
Eles fizeram suas obrigações. 
(ação no tempo passado) 
 
Está muito frio. 
(ação no tempo presente) 
 
Todos eles tornar-se-ão médicos. 
(mudança de estado no tempo futuro) 
 
CONJUGAÇÕES 
 
Em Português existem somente três conjugações: 
1a conjugação - com a vogal temática A: cant-a-r 
2a conjugação - com a vogal temática E: vend-e-r 
3a conjugação - com a vogal temática I: part-i-r 
 
Obs.: O verbo POR e seus derivados pertencem à 2a 
conjugação (vem de POER, do latim). 
 
 
ELEMENTOS ESTRUTURAIS DO VERBO 
 
Radical - é a parte que contém o significado da 
palavra. É a parte que sobra quando tiramos as 
terminações indicativas das conjugações (ar, er, ir) 
Exemplo: cant-a-va, vend-e-ra, part-i-ra 
 
Sufixo temporal - é o elemento que indica o tempo e o 
modo. 
Exemplos:cant-a-va, corr-e-ra, part-i-a 
 
Desinência pessoal - é aquela que se flexiona e indica a 
pessoa e o número. 
 
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Exemplo: cant-o, canta-s, cant-a, canta-mos, canta-is, 
canta-m 
 
Vogal temática - é aquela que vem depois do radical e 
caracteriza as conjugações. Ex.: and-a-r 
 
Tema - é o radical mais a vogal temática. 
 
Vogal temática Radical Tema 
A (1a conjugação) Cant Cant-a 
E (2a conjugação) Vend Vend-e 
I (3a conjugação) Part Part-i 
 
LOCUÇÃO VERBAL 
 
É o conjunto constituído pelo verbo auxiliar + verbo 
principal. 
Eis alguns dos verbos auxiliares que formam locuções 
verbais: 
Ir - eles vão sair mais tarde. 
 
Acabar de - ela acabou de sair. 
 
Começar a - começamos a ler faz duas horas. 
 
Costumar - costumo sair à noite. 
 
Ter de - temos de falar a verdade. 
 
Parecer - as crianças parecem estar felizes. 
 
Observação: nas locuções verbais há um só sujeito para 
os verbos. O último verbo é o principal, pois é a sua ideia 
que prevalece. 
 
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas 
 
Rizotônicas - a tonicidade recai no radical (na raiz) 
Ex.: canto, cantas, canta, cantam 
 
Arrizotônicas - a tonicidade recai na desinência (fora da 
raiz0 
Ex.: cantamos, cantais. 
 
FLEXÕES DO VERBO 
 
Pessoa e Número 
 
1a pessoa do singular - EU 
2a pessoa do singular- TU 
3a pessoa do singular - ELE 
1a pessoa do plural - NÓS 
2a pessoa do plural - VÓS 
3a pessoa do plural - ELES 
 
Modo: 
Três são os modos dos verbos: indicativo, subjuntivo e 
imperativo. 
Tempo: 
Três são os tempos fundamentais: presente, passado e 
futuro 
Flexão de voz: 
É a flexão verbal que indica ação praticada ou recebida 
pelo sujeito. 
São três as vozes verbais: ativa, passiva e reflexiva 
 
 
MODOS E TEMPOS VERBAIS 
 
Modo indicativo: 
Enuncia o fato de modo a que sobre ele não paire dúvida. 
Exemplos: 
Lerei o livro. 
Senti saudades. 
Ando de bicicleta. 
 
a)Infinitivo:Radical + ar, er ou ir 
 Ex.: am-ar, vend-er, part-ir 
b)Gerúndio:Radical + ando, endo, indo 
Ex.: am-ando, vend-endo, part-indo 
c)Particípio:Radical + ado ou ido 
 Ex.: am-ado, vend-ido, part-ido 
 
 
Obs.: Quando funcionam como verbos, vêm sempre com 
verbos auxiliares: 
Ex.: 
Hei Verbo auxiliar de cantar Infinitivo 
bem 
Estou Verbo auxiliar vendo Gerúndio 
TV 
Tenho Verbo auxiliar dançado Particípio 
aos sábados 
 
MODO SUBJUNTIVO: 
 
Subjuntivo é o modo verbal que expressa uma ação 
incerta, inacabada, uma ação que está para se realizar e, 
ainda, um fato imaginado. Nesse sentido, o subjuntivo 
opõe-se completamente ao indicativo que é o modo da 
certeza, do fato real. 
Outra característica desse modo verbal advém da sua 
extrema dependência com outro verbo. Assim, o modo 
subjuntivo está sempre presente nos verbos de orações 
subordinadas. 
A utilização do modo subjuntivo está ligada ao sentido que 
se pretende dar à ação verbal. Em geral, verificamos a sua 
presença em verbos que exprimem: 
 dúvida (ex.: Talvez você possa me esclarecer 
isso.) 
 hipótese/condição (ex.: Se todos chegassem 
mais cedo, faríamos a reunião) 
 ordem/pedido (ex.: Pediria a todos que se 
dirigissem à recepção.) 
 desejo (ex.: Espero que confiem na minha 
palavra.) 
 
 
Modo Imperativo 
Quando enuncia o fato com objetivo de uma ordem, 
pedido, conselho, súplica, exortação. 
Exemplos: 
Volte, meu filho! 
Senhor, tem piedade de nós! 
 
 
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 29 
 
 
Obs.: O imperativo pode ser afirmativo e negativo, e não 
possui formas próprias, mas emprestadas do Presente do 
Indicativo e do Presente do Subjuntivo. 
IMPERATIVO AFIRMATIVO 
FORMAÇÃO 
 PRESENTE DO 
IMPERATIVO PRESENTE 
 INDICATIVO AFIRMATIVO DO 
SUBJUNTIVO 
Canto Cante 
Cantas Canta (tu) Cantes 
Canta Cante(você) Cante 
Cantamos Cantemos (nós) Cantemos 
Cantais Cantai (vós) Canteis 
Cantam Cantem (vocês) Cantem 
 
 
Obs.: Pelo que se pode observar, as 2as pessoas foram 
retiradas do presente do indicativo, sem o s. As demais 
pessoas provêm do presente do subjuntivo, sem alteração. 
 
IMPERATIVO NEGATIVO 
FORMAÇÃO 
PRESENTE DO IMPERATIVO 
SUBJUNTIVO NEGATIVO 
 Cante 
Cantes Não cantes (tu) 
Cante Não cante(você) 
Cantemos Não cantemos (nós) 
Canteis Não canteis (vós) 
Cantem Não cantem (vocês) 
 
 
Obs.: Todas as pessoas do Imperativo Negativo são 
retiradas, sem alteração, do presente do subjuntivo, 
acrescentando-se apenas a negativa: não 
No imperativo, o sujeito é oculto. 
 
FORMAS NOMINAIS 
 
São três as formas nominais do verbo: 
 
Infinitivo, Gerúndio e Particípio. 
 
 INFINITIVO: equivale a um substantivo. 
Ex.: amar é bom. 
 
 GERÚNDIO: equivale, normalmente, a um advérbio 
Ex.: chegando o momento certo, todos falaram. 
 
 PARTICÍPIO: equivale a um adjetivo, podendo 
flexionar-se em gênero e número. 
Ex.: chegado o momento certo, todos falaram. 
 
Essas formas têm as seguintes desinências: 
 
Infinitivo: radical + ar, er, ou ir 
Ex.: cant-ar, vend-er, part-ir 
 
Gerúndio: radical + ando, endo, ou indo 
Ex.: cant-ando, vend-endo, part-indo 
 
Particípio: radical + ado ou ido (para 2a e 3a conjugação) 
Ex.: cant-ado, vend-ido, part-ido 
 
Obs.: Quando funcionam como verbos, vêm sempre com 
verbos auxiliares: 
Ex.: 
Hei Verbo auxiliar de cantar bem Infinitivo 
Estou Verbo auxiliar vendo TV Gerúndio 
Tenho Verbo dançado aos sábados 
auxiliar particípio 
 
VERBOS PARADIGMA (SERVEM COMO MODELOS) 
- UM DE CADA CONJUGAÇÃO - 
 
Modo Indicativo 
Presente 
 1ª Conjugação 2ª Conjugação 3ª Conjugação 
Canto Vendo Parto 
Cantas Vendes Partes 
Canta Vende Parte 
Cantamos Vendemos Partimos 
Cantais Vendeis Partis 
Cantam Vendem Partem 
 
Pretérito Perfeito 
1ª Conjugação 2ª Conjugação 3ª Conjugação 
Cantei Vendi Parti 
Cantaste Vendeste Partiste 
Cantou Vendeu Partiu 
Cantamos Vendemos Partimos 
Cantastes Vendestes Partistes 
Cantaram Venderam Partiram 
 
Pretérito Imperfeito 
1ª Conjugação 2ª Conjugação 3ª Conjugação 
Cantava Vendia Partia 
Cantavas Vendias Partias 
Cantava Vendia Partia 
Cantávamos Vendíamos Partíamos 
Cantáveis Vendíeis Partíeis 
Cantavam Vendiam Partiam 
 
Pretérito mais que perfeito 
1ª Conjugação 2ª Conjugação 3ª 
Conjugação 
Cantara Vendera Partira 
Cantaras Venderas Partiras 
Cantara Vendera Partira 
Cantáramos Vendêramos Partíramos 
Cantáreis Vendêreis Partíreis 
Cantaram Venderam Partiram 
 
Futuro do presente 
1ª Conjugação 2ª Conjugação 3ª Conjugação 
Cantarei Venderei Partirei 
Cantarás Venderás Partirás 
 
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Cantará Venderá Partirá 
Cantaremos Venderemos Partiremos 
Cantareis Vendereis Partireis 
Cantarão Venderão Partirão 
 
Futuro do pretérito 
1ª Conjugação 2ª Conjugação 3ª Conjugação 
Cantaria Venderia Partiria 
Cantarias Venderias Partirias 
Cantaria Venderia Partiria 
Cantaríamos Venderíamos Partiríamos 
Cantaríeis Venderíeis Partiríeis 
Cantariam Venderiam Partiriam 
 
Modo Subjuntivo 
Presente 
1ª Conjugação 2ª Conjugação 3ª Conjugação 
Cante Venda Parta 
Cantes Vendas Partas 
Cante Venda Parta 
Cantemos Vendamos Partamos 
Canteis Vendais Partais 
Cantem Vendam Partam 
 
Pretérito imperfeito 
1ª Conjugação 2ª Conjugação 3ª Conjugação 
Cantasse Vendesse Partisse 
Cantasses Vendesses Partisses 
Cantasse Vendesse Partisse 
Cantássemos Vendêssemos Partíssemos 
Cantásseis Vendêsseis Partísseis 
Cantassem Vendessem Partissem 
 
Futuro 
1ª Conjugação 2ª Conjugação 3ª ConjugaçãoCantar Vender Partir 
Cantares Venderes Partires 
Cantar Vender Partir 
Cantarmos Vendermos Partirmos 
Cantardes Venderdes Partirdes 
Cantarem Venderem Partirem 
 
Modo Imperativo 
Afirmativo 
1ª Conjugação 2ª Conjugação 3ª Conjugação 
Canta (tu) Vende (tu) Parte (tu) 
Cante(você) Venda (você) Parta (você) 
Cantemos (nós) Vendamos (nós) Partamos (nós) 
Cantai (vós) Vendei (vós) Parti (vós) 
Cantem (vocês) Vendam (vocês) Partam (vocês) 
 
Negativo 
1ª Conjugação 2ª Conjugação 3ª Conjugação 
Não Canta (tu) Não Vende (tu) Não Parte (tu) 
Não Cante(você) Não Venda 
(você) 
Não Parta 
(você) 
Não 
Cantemos(nós) 
Não Vendamos 
(nós) 
NãoPartamos 
(nós) 
Não Cantai (vós) Não Vendei (vós) Não Parti (vós) 
Não Cantem Não Vendam Não Partam 
(vocês) (vocês) (você) 
 
Infinitivo 
Impessoal 
Cantar Vender Partir 
 
Pessoal 
Cantar Vender Partir 
Cantares Venderes Partires 
Cantar Vender Partir 
Cantarmos Vendermos Partirmos 
Cantardes Venderdes Partirdes 
Cantarem Venderem Partirem 
 
Gerúndio 
Cantando Vendendo Partindo 
 
Particípio 
Cantado Vendido Partido 
 
 
TEMPOS COMPOSTOS 
 
Os auxiliares ter e haver formam, juntamente com os 
particípios dos verbos principais, os chamados tempos 
compostos. 
 
Modo Indicativo 
 
Pretérito perfeito composto 
Tenho/hei 
Tens/hás 
Tem/há 
Temos/havemos Cantado / vendido / partido 
Tendes/haveis 
Têm/hão 
 
Pretérito mais que perfeito composto 
Tinha/havia 
Tinhas/havias 
Tinha/havia 
Tínhamos/havíamos Cantado / vendido / partido 
Tínheis/havíeis 
Tinham/haviam 
 
Futuro do presente composto 
Terei/haverei 
Terás/haverás 
Terá/haverá 
Teremos/haveremos Cantado / vendido / partido 
Tereis/havereis 
Terão/haverão 
 
Futuro do pretérito composto 
Teria/haveria 
Terias/haverias 
Teria/haveria 
Teríamos/haveríamos Cantado / vendido / partido 
Teríeis/haveríeis 
Teriam/haveriam 
 
Modo Subjuntivo 
 
Pretérito perfeito composto 
 
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 31 
 
 
Tenha/haja 
Tenhas/hajas 
Tenha/haja 
Tenhamos/hajamos Cantado / vendido / partido 
Tenhais/hajais 
Tenham/hajam 
 
Pretérito mais que perfeito composto 
Tivesse/houvesse 
Tivesses/houvesses 
Tivesse/houvesse 
Tivéssemos/houvéssemos Cantado / vendido / partido 
Tivésseis/houvésseis 
Tivessem/houvessem 
 
Futuro 
Tiver/houver 
Tiveres/houveres 
Tiver/houver 
Tivermos/houvermos Cantado /vendido/ partido 
Tiverdes/houverdes 
Tiverem/houverem 
 
INFINITIVO 
 
Pretérito Impessoal 
Ter / haver Cantado / vendido / partido 
 
Pretérito Impessoal 
Ter / haver 
Teres / haveres 
Ter / haver 
Termos / havermos Cantado / vendido / partido 
Terdes / haverdes 
Terem / haverem 
 
GERÚNDIO 
 
Pretérito 
Tendo / havido Cantado / vendido / partido 
 
 
CONJUGAÇÃO DE ALGUNS VERBOS IRREGULARES 
 
 
INDICATIVO 
Presente : Aboles, abole, abolimos, abolis, abolem 
 
IMPERATIVO: Abole, aboli 
 
SUBJUNTIVO 
Presente : Não existe 
 
Defectivo nas formas em que ao radical se siga a ou o, o 
que ocorre apenas no indicativo presente e derivados. 
Como ele, se conjugam: banir, brandir, carpir, colorir, 
comedir-sedelir, demolir, extorquir, escapulir, haurir, 
delinquir, etc. 
 
 
INDICATIVO 
Presente : Abstenho-me, absténs-te, abstém-se, abstemo-
nos, abstendes-vos, abstêm-se 
Pretérito imperfeito : Abstinha-me, etc. 
Pretérito perfeito: Abstive-me, etc. 
Pretérito mais que perfeito: Abstivera-me, etc. 
Futuro do presente: Abster-me-ei, etc. 
Futuro do pretérito: Abster-me-ia, etc. 
 
IMPERATIVO 
Abstém-te, abstenha-se, abstenhamo-nos, abstende-
vos,abstenham-se 
 
SUBJUNTIVO 
Presente : Que me abstenha, etc. 
Pretérito imperfeito: Se me abstivesse, etc. 
Futuro: Se me abstiver, etc. 
 
GERÚNDIO: Abstendo-se 
 
PARTICÍPIO: Abstido 
 
Conjuga-se como ter 
 
 
 
INDICATIVO 
Presente : Agrido, agrides, agride, agredimos, agredis, 
agridem 
 
SUBJUNTIVO 
Presente : Agrida, agridas, agrida, agridamos, agridais, 
agridam 
 
IMPERATIVO 
Agride, agrida, agridamos, agredi, agridam 
 
Regular no resto. 
 
VERBO
ABOLIR
VERBO
ABSTER-SE
VERBO
AGREDIR
 
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 32 
 
 
 
Este verbo muda a vogal e em i nas formas rizotônicas do 
presente do indicativo, presente do subjuntivo e 
imperativo, o mesmo ocorrendo com seus derivados. É o 
caso dos verbos: progredir, regredir, transgredir, denegrir, 
prevenir, cerzir. 
 
Pretérito imperfeito: Dizia, dizias, etc. 
Pretérito perfeito: Disse, disseste, disse, dissemos, 
dissestes, disseram 
Pretérito mais que perfeito: Dissera, disseras, etc. 
Futuro do presente: Direi, dirás, dirá, diremos, direis, 
dirão 
Futuro do pretérito: Diria, dirias, diria, diríamos, diríeis, 
diriam 
 
IMPERATIVO 
Dize, diga, digamos, dizei, digam 
 
SUBJUNTIVO 
Presente : Diga, digas, digamos, digais, digam 
Pretérito imperfeito: Dissesse, dissesses, 
dissesse,disséssemos, dissésseis, dissessem 
Futuro: Disser, disseres, disser, dissermos,disserdes, 
disserem 
Inf. Pres. Impessoal : Dizer 
Inf. Pres. Pessoal: Dizer, dizeres, etc. 
 
GERÚNDIO: Dizendo 
 
PARTICÍPIO: Dito 
Assim se conjugam bendizer, condizer, contradizer, 
entredizer, desdizer, entredizer, maldizer, predizer, redizer. 
 
 
INDICATIVO 
Presente : Falimos, falis, etc. 
Pretérito imperfeito: Falia, falias, etc. 
Pretérito perfeito: Fali, faliste, faliu, etc. 
Pretérito mais que perfeito: Falira, faliras, falira, etc. 
 
PARTICÍPIO: Falido 
 
Verbo regular defectivo. Usa-se apenas nas formas em 
que ............... 
 
 
INDICATIVO 
Presente: Faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem 
Pretérito perfeito: Fiz, fizeste, fez, fizemos, fizestes, 
fizeram 
Pretérito mais que perfeito: Fizera, fizeras, etc. 
Futuro do presente: Farei, farás, fará, faremos, fareis, 
farão 
Futuro do pretérito: Faria, farias, faria, faríamos, faríeis, 
fariam 
 
IMPERATIVO 
Faze, faça, façamos, fazeis, façam 
 
SUBJUNTIVO 
Presente: Faça, faças, faça, façamos, façais, façam 
Pretérito imperfeito: Fizesse, fizesses, fizesse, 
fizéssemos, fizésseis, fizessem 
Futuro: Fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem 
Inf. Impessoal: Fazer 
Inf. Pres. Pessoal: Fazer, fazeres, etc. 
 
GERÚNDIO:Fazendo 
 
PARTICÍPIO: Feito 
 
Assim se conjugam afazer-se, desfazer, perfazer, 
satisfazer, etc. 
 
 
INDICATIVO 
Presente : Firo, feres, fere, ferimos, feris, ferem 
 
IMPERATIVO 
Fere, fira, firamos, feri, firam 
 
SUBJUNTIVO 
Presente: Fira, firas, fira, firamos, firais, firam 
 
Note o i na 1a pessoa do singular do indicativo presente e 
em todo o subjuntivo presente. 
Seguem a conjugação de ferir: aderir, compelir, competir, 
concernir, convergir, despir, divergir, discernir, divertir, 
gerir, digerir, ingerir, refletir, vestir, servir, desservir, seguir, 
repelir, conseguir, perseguir, prosseguir, preterir, inserir, 
revestir, deferir, advertir, aferir, auferir. 
 
VERBO
DIZER
VERBO
FALIR
VERBO
FAZER
VERBO
FERIR
 
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 33 
 
 
 
INDICATIVO 
Presente : Vou, Vais, Vai, Vamos, Ides, Vão 
Pretérito imperfeito: Ia, Ias, Ia, Íamos, Íeis, Iam 
Pretérito perfeito: Fui, Foste, Foi, Fomos, Fostes, Foram 
Pretérito mais que perfeito: Fora, Foras, Fora, etc. 
Futuro do presente: Irei, Irás, Irá, etc. 
Futuro do pretérito: Iria, Irias, etc. 
 
IMPERATIVO 
Vai, Vá, Vamos, Ide, Vão 
 
SUBJUNTIVO 
Presente: Vá, Vás, Vá, Vamos, Vades, Vão 
Pretérito imperfeito: Fosse, Fosses, etc. 
Futuro: For, Fores, For, Formos, Fordes, Forem 
Inf. Pres. Pessoal: Ir, Ires, Ir, Irmos, Irdes, Irem 
 
GERÚNDIO: Indo 
 
PARTICÍPIO: Ido 
 
INDICATIVO 
Presente: Jazo, Jazes, Jaz, Jazemos, Jazeis, Jazem 
Pretérito perfeito: Jazi, Jazeste, Jazeu, Jazemos, 
Jazestes, Jazeram 
Futuro do presente: Jazerei, etc. 
Futuro do pretérito: Jazerei, etc. 
 
IMPERATIVOJaze, Jaza, Jazamos, Jazei, Jazam 
 
SUBJUNTIVO 
Presente : Jaza, Jazas, etc. 
Pretérito imperfeito: Jazesse, etc. 
Futuro: Jazer, Jazeres, etc. 
 
GERÚNDIO: Jazendo 
 
PARTICÍPIO: Jazido 
 
INDICATIVO 
Presente: Posso, Podes, Pode, Podemos, Podeis, Podem 
Pretérito imperfeito: Podia, Podias, Podia, etc. 
Pretérito perfeito: Pude, Pudeste, Pôde, Pudemos, 
Pudestes, Puderam 
Pretérito mais que perfeito: Pudera, Puderas, etc. 
 
IMPERATIVO 
Não existe 
 
SUBJUNTIVO 
Presente; Possa, Possas, Possa, Possamos, Possais, 
Possam 
Pretérito imperfeito: Pudesse, Pudesses, etc. 
Futuro: Puder, Puderes, Puder, Pudermos, Puderdes, 
Puderem 
Inf. Pres. Impessoal: Poder, Poderes, Poder, Podermos, 
Puderdes, Puderem 
 
GERÚNDIO: odendo 
 
PARTICÍPIO: Podido 
 
INDICATIVO 
Presente: Pulo, Pules, Pule, Polimos, Polis, Pulem 
 
IMPERATIVO 
Pule, Pula, Pulamos, Poli, Pulam 
 
SUBJUNTIVO 
Presente: Pula, Pulas, Pula, Pulamos, Pulais, Pulam 
 
Irregular nas formas rizotônicas, nas quais o o do radical 
muda em u. Segue a conjugação do verbo sortir. Nos 
demais tempos é regular. 
 
 
INDICATIVO 
Presente: Ponho, Pões, Põe, Pomos, Pondes, Põem 
VERBO
IR
VERBO
JAZER
VERBO
PODER
VERBO
POLIR
VERBO
PÔR
 
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 34 
 
 
Pretérito imperfeito: Punha, Punhas, Punha, Púnhamos, 
Púnheis, Punham 
Pretérito perfeito: Pus, Puseste, Pôs, Pusemos, Pusestes, 
Puseram 
Pretérito mais que perfeito: Pusera, Puseras, Pusera, 
Puséramos, Puséreis, Puseram 
Futuro do presente: Porei, Porás, Porá, Poremos, Poreis, 
Porão 
Futuro do pretérito: Poria, Porias, Poria, Poríamos, 
Poríeis, Poriam 
 
IMPERATIVO 
Põe, Ponha, Ponhamos, Ponde, Ponham 
 
SUBJUNTIVO 
Presente: Ponha, Ponhas, Ponha, Ponhamos, Ponhais, 
Ponham 
Pretérito imperfeito: Pusesse, Pusesses, Pusesse, 
Puséssemos, Pusésseis, Pusessem 
Futuro: Puser, Puseres, Puser, Pusermos, Puserdes, 
Puserem 
Inf. Pres. Impessoal: Pôr 
Inf. Pres. Pessoal: Pôr, Pores, Pôr, Pormos, Pordes, 
Porem 
 
GERÚNDIO: Pondo 
 
PARTICÍPIO: Posto 
 
Assim se conjugam: antepor, apor, compor, contrapor, 
decompor, depor, descompor, dispor, entrepor, expor, 
impor, indispor, interpor, justapor, maldispor, opor, pospor, 
predispor, prepor, pressupor, propor, recompor, repor, 
sobrepor, sotopor, superpor, supor, transpor. 
 
Só se conjuga na 3ª pessoa do singular: 
 
INDICATIVO 
Presente: Praz 
Pretérito imperfeito: Prazia 
Pretérito perfeito: Prouve 
Pretérito mais que perfeito: Prouvera 
Futuro do presente: Prazerá 
Futuro do pretérito: Prazeria 
 
SUBJUNTIVO 
Presente: Praza 
Pretérito imperfeito: Prouvesse 
Futuro: Prouver 
 
GERÚNDIO: Prazendo 
 
PARTICÍPIO: Prazido 
 
Assim se conjugam aprazer e desprazer. 
Quanto ao cognato comprazer-se, segue o modelo jazer. 
 
INDICATIVO 
Presente: Precavemos, Precaveis 
Pretérito imperfeito: Precavia, precavias, precavia, etc 
Pretérito perfeito: Precavi, Precaveste, Precaveu, 
Precavemos, Precavestes, Precaveram 
 
IMPERATIVO 
Precavei 
 
SUBJUNTIVO 
Presente: Não há 
Pretérito imperfeito: Precavesse, Precavesses, etc. 
Futuro: Precaver, Precaveres, etc. 
Inf. Pres. Impessoal: Precaver 
Inf. Pres. Pessoal: Precaver 
 
GERÚNDIO: Precavendo 
 
PARTICÍPIO: Precavido 
 
Este verto é defectivo. Não se usa nas formas rizotônicas. 
Não é composto de ver nem de vir, sendo, portanto, 
errôneas as formas precavejo, precavês, precavenho, 
precavéns, precavém, precavenha, etc. Nas formas em 
que é defectivo empregaremos os verbos precatar, 
acautelar, ou prevenir. Usa-se mais frequentemente como 
verbo pronominal precavemo-nos, precavia-me, precavei-
vos, etc. 
 
INDICATIVO 
Presente: Provejo, Provês, Provê, Provemos, provedes, 
Provêem 
Pretérito imperfeito: Provia, Provias, etc. 
Pretérito perfeito: Provi, Proveste, Proveu, Provemos, 
Provestes, proveram 
Pretérito mais que perfeito: Provera, Proveras, etc. 
Futuro do presente: Proverei, Proverás, etc. 
Futuro do pretérito: Proveria, Proverias, etc 
 
IMPERATIVO 
Provê, Proveja, Provejamos, Provede, Provejam 
 
SUBJUNTIVO 
Presente: Proveja, Provejas, etc. 
Pretérito imperfeito: Provesse, Provesses, etc. 
Futuro: Prover, Proveres, Prover, Provermos, Proverdes, 
Proverem 
VERBO
PRAZER
VERBO
PRECAVER
VERBO
PROVER
 
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GERÚNDIO: Provendo 
 
PARTICÍPIO: Provido 
 
Este verbo é conjugado como ver, exceto no perfeito e 
seus derivados e no particípio, em que é regular. 
 
INDICATIVO 
Presente: Quero, Queres, Quer, Queremos, Quereis, 
Querem 
Pretérito imperfeito: Queria, Querias, etc. 
Pretérito perfeito: Quis, Quiseste, Quis, Quisemos, 
Quisestes, Quiseram 
Pretérito mais que perfeito: Quisera, Quiseras, Quisera, 
Quiséramos, Quiséreis, Quiseram 
Futuro do presente: Quererei, Quererás, etc. 
Futuro do pretérito: Quereria, Quererias, etc 
 
IMPERATIVO 
Queira, Queiram 
 
IMPERATIVO NEGATIVO 
Não Queiras, Não Queira, Não Queiramos, Não Queirais, 
Não Queiram 
Obs.: O imperativo afirmativo só é usado em casos como: 
"Queira sentar-se, por favor!" 
 
SUBJUNTIVO 
Presente: Queira, Queiras, Queira, Queiramos, Queirais, 
Queiram 
Pretérito imperfeito: Quisesse, Quisesses, Quisesse, 
Quiséssemos, Quisésseis, Quisessem 
Futuro: Quiser, Quiseres, Quiser, Quisermos, Quiserdes, 
Quiserem 
Inf. Pres. Pessoal: Querer, Quereres, Querer, Querermos, 
Quererdes, Quererem 
 
GERÚNDIO: Querendo 
 
PARTICÍPIO: Querido 
 
INDICATIVO 
Presente: Requeiro, Requeres, Requer, Requeremos, 
Requereis, Requerem 
Pretérito imperfeito 
Pretérito perfeito: Requeri, Requereste, Requereu, 
Requeremos, Requerestes, Requereram 
Pretérito mais que perfeito: Requerera, Requereras, 
Requerera, etc. 
Futuro do presente: Requererei, Requererás, etc. 
Futuro do pretérito: Requereria, Requererias, etc. 
 
IMPERATIVO 
Requere, Requeira, Requeiramos, Requerei, Requeiram. 
 
SUBJUNTIVO 
Presente: Requeira, Requeiras, Requeira, etc. 
Pretérito imperfeito: Requeresse, Requeresses, 
Requeresse, etc. 
Futuro: Requerer, Requereres, Requerer, etc. 
 
GERÚNDIO: Requerendo 
 
PARTICÍPIO: Requerido 
 
Este verbo não segue a conjugação de querer. É irregular 
apenas na 1ª e na 3ª pessoas do singular do Indicativo-
presente e, portanto, no Presente do Subjuntivo e no 
Imperativo Negativo. 
 
INDICATIVO 
Presente: Sei, Sabes, Sabe, Sabemos, Sabeis, Sabem 
Pretérito imperfeito: Sabia, Sabias, Sabia, etc. 
Pretérito perfeito: Soube, Soubeste, Soube, Soubemos, 
Soubestes, Souberam 
Pretérito mais que perfeito: Soubera, Souberas, etc. 
 
IMPERATIVO 
Sabe, Saiba, Saibamos, sabei, Saibam 
 
SUBJUNTIVO 
Presente: Saiba, Saibas, Saiba, Saibamos, Saibais, 
Saibam 
Pretérito imperfeito: Soubesse, Soubesses, etc. 
Futuro: Souber, Souberes, etc. 
 
INDICATIVO 
Presente: Trago, Trazes, Traz, Trazemos, Trazeis, 
Trazem 
Pretérito imperfeito: Trazia, Trazias, etc. 
Pretérito perfeito: Trouxe, Trouxeste, Trouxe, Trouxemos, 
Trouxestes, Trouxeram 
Pretérito mais que perfeito: Trouxera, Trouxeras, 
Trouxera, Trouxéramos, Trouxéreis, Trouxeram 
VERBO
QUERER
VERBO
REQUERER
VERBO
SABER
VERBO
TRAZER
 
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 36 
 
 
Futuro do presente: Trarei, Trarás, Trará, Traremos, 
Trareis, Trarão 
Futuro do pretérito: Traria, Trarias, Traria, Traríamos, 
Traríeis, Trariam 
 
IMPERATIVO 
Traze, Traga, Tragamos, Trazei, Tragam 
 
SUBJUNTIVO 
Presente: Traga, Tragas, Traga, Tragamos, Tragais, 
Tragam 
Pretérito imperfeito: Trouxesse, Trouxesses, Trouxesse, 
Trouxéssemos, Trouxésseis,Trouxessem 
Inf. Pres. Pessoal: Trazer, Trazeres, Trazer, Trazermos, 
Trazerdes, Trazerem 
 
GERÚNDIO:Trazendo 
 
PARTICÍPIO: Trazido 
 
INDICATIVO 
Presente: Reavemos, Reaveis 
Pretérito imperfeito: Reavia, Reavias, Reavia, etc. 
Pretérito perfeito: Reouve, Reouveste, Reouve,Reouvemos, Reouvestes, Reouveram 
Pretérito mais que perfeito: Reouveram, Reouveras, etc. 
Futuro do presente: Reaverei, Reaverás, etc. 
Futuro do pretérito: Reaveria, Reaverias, etc. 
 
IMPERATIVO 
Reavei 
 
SUBJUNTIVO 
Presente 
Pretérito imperfeito: Reouvesse, Reouvesses, etc. 
Futuro: Reouver, Reouveres, Reouver, etc. 
Inf. Pres. Impessoal 
Inf. Pres. Pessoal 
 
GERÚNDIO: Reavendo 
 
PARTICÍPIO: Reavido 
 
INDICATIVO 
Presente: Resfolgo, Resfolgas, Resfolga, Resfolegamos, 
Resfolegais, Resfolgam 
Pretérito imperfeito: Resfolegava, etc. 
Pretérito perfeito: Resfoleguei, etc. 
 
Obs.: Regular nos demais tempos do indicativo 
 
SUBJUNTIVO 
Presente: Resfolgue, Resfolgues, Resfolgue, 
Resfoleguemos, Resfolegueis, Resfolguem, etc. 
 
Obs.: Regular nos demais tempos do subjuntivo. 
 
Este verbo perde o e da penúltima sílaba nas formas 
rizotônicas. 
É menos recomendável a conjugação regular (resfólego, 
resfólegas, etc) que alguns gramáticos adotam. Há a 
variante resfolgar, inteiramente regular. 
 
INDICATIVO 
Presente: Valho, Vales, Vale, Valemos, Valeis, Valem 
 
IMPERATIVO AFIRMATIVO 
Vale, Valha, Valhamos, Valsi, Valham 
 
SUBJUNTIVO 
Presente: Valha, Valhas, Valha, Valhamos, Valhais, 
Valham 
 
 
INDICATIVO 
Presente: Vejo, Vês, Vê, Vemos, Vedes, Vêem 
Pretérito imperfeito: Via, Vias, Via Víamos, Víeis, Viam 
Pretérito perfeito: Vi, Viste, Viu, Vimos, Vistes, Viram 
Pretérito mais que perfeito: Vira, Viras, Vira, Víramos, 
Víreis, Viram 
 
IMPERATIVO 
Vê, Veja, Vejamos, Vede, Vejam 
 
SUBJUNTIVO 
Presente: Veja, Vejas, Veja, Vejamos, Vejais, Vejam 
Pretérito imperfeito: Visse, Visses, Visse, etc. 
Futuro: Vir, Vires, Vir, Virmos, Virdes, Virem 
 
GERÚNDIO:Vendo 
 
PARTICÍPIO: Visto 
Assim se conjugam: antever, entrever, prever, rever. 
 
VERBO
REAVER
VERBO
RESFOLEGAR
VERBO
VALER
VERBO
VER
 
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INDICATIVO 
Presente: Venho, Vens, Vem, Vimos, Vindes, Vêm 
Pretérito imperfeito: Vinha, Vinhas, Vinha, Vínhamos, 
Vínheis, Vinham 
Pretérito perfeito: Vim, Vieste, Veio, Viemos, Viestes, 
Vieram 
Pretérito mais que perfeito: Viera, Vieras, Viera, Viéramos, 
Viéreis, Vieram 
Futuro do presente: Virei, Virás, etc. 
Futuro do pretérito: Viria, Virias, etc. 
 
IMPERATIVO 
Vem, Venha, Venhamos, Vinde, Venham 
 
SUBJUNTIVO 
Presente: Venha, Venhas, Venha, V enhamos, Venhais, 
Venham 
Pretérito imperfeito: Viesse, Viesses, Viesse, Viéssemos, 
Viésseis, Viessem 
Futuro: Vier, Vieres, Vier, Viermos, Vierdes, Vierem 
Inf. Pres. Impessoal 
Inf. Pres. Pessoal: Vir, Vires, Vir, Virmos, Virdes, Virem 
 
GERÚNDIO:Vindo 
 
PARTICÍPIO: Vindo 
 
Assim se conjugam: advir, convir, intervir, provir, sobrevir, 
avir-se, desavir-se, desavindo, além de particípio, é 
adjetivo: casais desavindos. 
 
Obs. Importante: Verbos como: odiar, incendiar, passear, 
pentear, somente são irregulares, nas formas rizotônicas. 
Ex.: Eu incendeio, tu incendeias, ele incendeia, nós 
incendiamos, vós incendiais, eles incendeiam. 
Ex.: Eu penteio, tu penteias, ele penteia, nós penteamos, 
vós penteais, eles penteiam. 
 
CONJUGAÇÃO DOS VERBOS IRREGULARES 
 
Ter, haver, ser e estar 
 
Presente do Indicativo 
Ter: Tenho, tens, tem, temos, tende, têm 
Haver: Hei, hás, há, havemos, haveis, hão 
Ser: Sou, és, é, somos, sois, são 
Estar: Estou, estás, está, estamos, estais, estão 
 
Pretérito Perfeito do Indicativo 
Ter: Tive, tiveste, teve, tivemos, tiveste, tiveram 
Haver: Houve, houveste, houve, houvemos, houvestes, 
houveram 
Ser: Fui, foste, foi, fomos, fostes, foram 
Estar: Estive, estiveste, esteve, estivemos, estivestes, 
estiveram 
 
 
Pretérito Imperfeito do Indicativo 
Ter: Tinha, tinhas, tinha tínhamos, tínheis, tinham 
Haver: Havia, havias, havia, havíamos, havíeis, haviam 
Ser: Era, eras, era, éramos, éreis, eram 
Estar: Estava, estavas, estavas, estávamos, estáveis, 
estavam 
 
Pretérito Mais-Que-Perfeito do Indicativo 
Ter: Tivera, tiveras, tivera, tivéramos, tivéreis, tiveram 
Haver: Houvera, houveras, houvera, houvéramos, 
houvéreis, houveram 
Ser: Fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram 
Estar: Estivera, estiveras, estivera, estivéramos, estivéreis, 
estiveram 
 
Futuro do Presente do Indicativo 
Ter: Terei, terás, terá, Teremos, tereis, terão 
Haver: Haverei, haverás, haverá, haveremos, havereis, 
haverão 
Ser:Serei, serás, será, seremos, sereis, serão 
Estar: Estarei, estarás, estará, estaremos, estareis, 
estarão 
 
Futuro do Pretérito do Indicativo 
Ter: Teria, terias, teria teríamos, teríeis, teriam 
Haver: Haveria, haverias, haveria, haveríamos, haveríeis, 
haveriam 
Ser: Seria, serias, seria, seríamos, seríeis, seriam 
Estar: Estaria, estarias, estaria, estaríamos, estaríeis, 
estariam 
 
VERBO
VIR
 
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Presente do Subjuntivo 
Ter: Tenha, tenhas, tenha, tenhamos, tenhais, tenham 
Haver: Haja, hajas, haja, hajamos, hajais, hajam 
Ser: Seja, sejas, seja, sejamos, sejais, sejam 
Estar: Esteja, estejas, esteja, estejamos, estejais, estejam 
 
Pretérito Imperfeito do Subjuntivo 
Ter: Tivesse, tivesses, tivesse, tivéssemos, tivésseis, 
tivessem 
Haver: Houvesse, houvesses, houvesse, houvéssemos, 
houvésseis, houvessem 
Ser: Fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem 
Estar: Estivesse, estivesses, estivesse, estivéssemos, 
estivésseis, estivessem 
 
Futuro do Subjuntivo 
Ter: Tiver, tiveres, tiver, tivermos, tiverdes, tiverem 
Haver: Houver, houveres, houver, houvermos, houverdes, 
houverem 
Ser: For, fores, for, formos, fordes, forem 
Estar: Estiver, estiveres, estiver, estivermos, estiverdes, 
estiverem 
 
Modo Imperativo Afirmativo 
Ter: Tem (tu), tenha (você), tenhamos (nós), tende (vós), 
tenham (vocês) 
Haver: Há (tu), haja (você), hajamos (nós), havei (vós), 
hajam (vocês) 
Ser: És (tu), seja (você), sejamos (nós), sede (vós), sejam 
(vocês) 
Estar: Está (tu), esteja (você), estejamos (nós), estai (vós), 
estejam (vocês) 
 
Negativo 
Ter: Não tenhas, não tenha, não tenhamos, não tenhais, 
não tenham 
Haver: Não hajas, não haja, não hajamos, não hajais, não 
hajam 
Ser: Não sejas, não seja, não sejamos, não sejais, não 
sejam 
Estar: Não estejas, não esteja, não estejamos, não 
estejais, não estejam 
 
Infinitivo Impessoal 
Ter, Haver, Ser, Estar. 
 
Infinitivo Pessoal 
Ter: Ter, teres, Ter, termos, terdes, terem 
Haver: Haver, haveres, haver, havermos, haverdes, 
haverem 
Ser: Ser, seres, ser, sermos, serdes, serem 
Estar: Estar, estares, estar, estarmos, estardes, estarem 
 
Gerúndio 
Tendo, Havendo, Sendo, Estando 
 
Particípio 
Tido, Havido, Sido, Estado 
 
VOZES VERBAIS 
 
O verbo possui três vozes: 
 
Voz Ativa: 
Indica que o sujeito pratica a ação verbal - sujeito agente. 
Ex.: Ele fechou a janela. 
 
Voz Passiva: 
Indica que o sujeito sobre a ação verbal - sujeito paciente. 
Ex.: A janela foi fechada por ele. 
 
(Voz passiva analítica : verbo ser ou estar mais particípio 
do verbo principal). 
 
Nota: para que se tenha VOZ PASSIVA SINTÉTICA, o SE, 
classificado como apassivador, deverá acompanhar verbos 
transitivos diretos ou verbos transitivos diretos e indiretos. 
Só esses verbos aceitam voz passiva. 
 
Voz reflexiva: 
Indica ação praticada e recebida pelo sujeito. 
Ex.: Ele feriu-se com a faca. 
 
SUBCLASSIFICAÇÃO DOS VERBOS 
 
Regular: 
É o verbo cujo radical não se altera e cujas terminações 
seguem o modelo da conjugação a que pertence. 
Exemplos: 
Eu amo, Tu amas, Ele ama. 
 
Irregular: é o verbo cujo radical sofre alteração ou cujas 
terminações não seguem o modelo da conjugação a que 
pertence. 
Exemplos: 
Eu caibo, eu trago. 
 
Anômalo: são verbos que apresentam profundas variações 
nos seus radicais, não se enquadrando em conjugação 
alguma. 
Exemplos: 
Ser e Ir 
 
Abundante: é o que apresenta mais de uma forma de 
particípio. 
Ex.: 
Acendido - aceso 
Nascido - nato 
Aceitado - aceito 
Elegido - eleito 
Ganhado - ganho 
Salvado- salvo 
 
OBS.: as formas regulares se usam com os verbos 
auxiliares ter e haver. As formas irregulares se usam com 
os verbos auxiliares ser e estar. 
Exemplos: 
As luzes já estão acesas. 
A proposta foi aceita. 
Já tinham aceitado a proposta. 
 
Defectivo: é o que não possui algum tempo, algum modo 
ou alguma pessoa; alguns só podem ser conjugados nas 
formas arrizotônicas, como precaver-se; outros não 
possuem a 1ª pessoa do singular do Pres. Ind. 
E, portando, as formas que derivam desse tempo 
(presente do subjuntivo, imperativos). 
Exemplos: 
 
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reaver, precaver-se, gerar, coloria. 
 
Auxiliar: é o que auxilia a conjugação de outro, chamado 
principal. São: ser, estar, ter e haver. 
Exemplos: 
tinham feito a lição. 
Estávamos fazendo compras. 
 
Impessoal: verbo que não admite sujeito como: chover, 
ventar, (fenômeno da natureza), ser, estar, fazer (quando 
indicam tempo); haver, quando significa existir ou ocorrer. 
 
Obs.: Esses verbos só podem ser usados na 3ª pessoa do 
singular, sendo o verbo ser o único que não obedece a 
essa norma. 
Exemplos: 
Amanheceu rapidamente. 
Faz meses que... 
Estava cedo ainda. 
São oito horas. 
 
VERBOS PRONOMINAIS 
 
São os que sempre se conjugam com o pronome que 
corresponde à pessoa do sujeito. 
Eis alguns: queixar-se, arrepender-se, agachar-se, 
orgulhar-se, atrever-se, etc. 
Exemplos: 
Eu me queixo. 
Tu te queixas. 
Ele se queixa. 
Nós nos queixamos. 
Vós vos queixais. 
Eles se queixam. 
 
 
Artigos 
 
Palavra colocada antes do substantivo para 
determiná-lo, mantendo com ele relação de concordância. 
 
Pode ser classificado em: 
 
definido: o, a, os, as - determinam o substantivo de 
modo preciso, específico 
indefinido :um, uma, uns, umas - determinam o 
substantivo de modo vago, impreciso 
Podem aparecer combinados com preposições. 
(numa, do, à ...) 
 
O artigo tem a propriedade de substantivar 
qualquer palavra precedida por ele. Esse processo chama-
se substantivação. (fumar-verbo / O fumar faz mal à 
saúde) 
 
Observação: 
- para se certificar de que uma palavra é artigo, 
troque o gênero do substantivo posterior. Se o suposto 
artigo não mudar de gênero, pertence à outra classe. 
 
Emprego 
não se deve usar artigo depois de cujo e suas 
flexões 
não se usa artigo diante de expressões de 
tratamento iniciadas por possessivos 
é obrigatório o uso do artigo definido entre o 
numeral ambos e o substantivo a que se refere (ambos os 
cônjuges) 
diante do possessivo adjetivo o uso é facultativo; 
mas se o pronome for substantivo, torna-se obrigatório 
antes de nomes de pessoas, geralmente, não se 
utiliza o artigo 
não se usa artigo diante das palavras casa (=lar, 
moradia) e terra (=chão firme) a menos que essas 
palavras sejam especificadas 
diante de alguns nomes de cidade não se usa 
artigo, a não ser que venham modificados 
usa-se artigo definido antes dos nomes de estados 
brasileiros, exceto: AL, GO, MT, MG, PE, SC, SP e SE 
não se combina com preposição o artigo que faz 
parte de nomes de jornais, revistas e obras literárias (li em 
Os Lusíadas) 
depois de todo, emprega-se o artigo para conferir 
ideia de totalidade (Toda a sociedade poderá participar) 
 
Numerais 
 
Palavra que indica 
quantidade, número de ordem, 
múltiplo ou fração. Classifica-se 
como: cardinal (1, 2, 3, ...), ordinal 
(primeiro, segundo, terceiro, ...), multiplicativo (dobro, 
duplo, triplo, ...), fracionário (meio, metade, terço) 
 
Valor do Numeral 
Podem apresentar valor adjetivo ou substantivo. Se 
estiverem acompanhando e modificando um substantivo, 
terão valor adjetivo. Já se estiverem substituindo um 
substantivo e designando seres, terão valor substantivo. 
 
Ex.: Ele foi o primeiro jogador a chegar. (valor 
adjetivo) 
Ele será o primeiro desta vez. (valor substantivo) 
 
Emprego 
os fracionários têm como forma própria meio, 
metade e terço, todas as outras representações de divisão 
correspondem aos ordinais ou aos cardinais seguidos da 
palavra avos (quarto, décimo, milésimo, quinze avos etc.) 
designando séculos, reis, papas e capítulos, utiliza-
se na leitura ordinal até décimo; a partir daí usam-se os 
cardinais. (Luís XIV - quatorze, Papa Paulo II - segundo) 
Observação: 
- se o numeral vier antes do substantivo, será 
obrigatório o ordinal (XX Bienal - vigésima, IV Semana de 
Cultura - quarta) 
zero e ambos (as) também são numerais cardinais 
dúzia, centena... são chamados numerais coletivos, 
por designarem um conjunto de seres 
um - numeral ou artigo? Nestes casos, a distinção é 
feita pelo contexto. Numeral indicando quantidade e artigo 
quando se opõe ao substantivo indicando-o de forma 
indefinida 
 
 
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Flexão 
 
Variam em gênero e número 
 
Gênero 
 
Cardinais: um, dois e os duzentos a novecentos; 
todos os ordinais; os multiplicativos e fracionários, quando 
expressam uma ideia adjetiva em relação ao substantivo 
 
Número: 
Cardinais terminados em -ão; todos os ordinais; os 
multiplicativos, quando têm função adjetiva; os 
fracionários, dependendo do cardinal que os antecede 
 
Os cardinais, quando substantivos, vão para o 
plural se terminarem por som vocálico 
 
PRONOMES 
 
Pronome é a palavra variável em gênero, número e 
pessoa que representa ou acompanha o substantivo, 
indicando-o como pessoa do discurso. 
Quando o pronome representa o substantivo, 
dizemos tratar-se de pronome substantivo. 
Ele chegou. (ele ) 
Convidei-o (o) 
Quando o pronome vem determinando o 
substantivo, restringindo a extensão de seu significado, 
dizemos tratar-se de pronome adjetivo. 
Esta casa é antiga. (esta) 
Meu livro é antigo. (meu ) 
 
Classificação dos Pronomes 
Há, em Português, seis espécies de pronomes: 
- pessoais: eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas e as 
formas oblíquas de tratamento: 
- possessivos: meu, teu, seu, nosso, vosso, seu e 
flexões; 
- demonstrativos: este, esse, aquele e flexões; isto, 
isso, aquilo; 
- relativos: o qual, cujo, quanto e flexões; que, 
quem, onde; 
 - indefinidos: algum, nenhum, todo, outro, muito, 
certo, pouco, vários, tanto quanto, qualquer e flexões; 
alguém, ninguém, tudo, outrem, nada, cada, algo. 
- interrogativos: que, quem, qual, quanto, 
empregados em frases interrogativas. 
Pronomes Pessoais 
Pronomes pessoais são aqueles que representam 
as pessoas do discurso: 
1ª pessoa: quem fala, o emissor. 
Eu sai (eu) 
Nós saímos (nós) 
Convidaram-me (me) 
Convidaram-nos (nós) 
2ª pessoa: com quem se fala, o receptor. 
Tu saíste (tu) 
Vós saístes (vós) 
Convidaram-te (te) 
Convidaram-vos (vós) 
3ª pessoa: de que ou de quem se fala, o referente. 
Ele saiu (ele) 
Eles sairam (eles) 
Convidei-o (o) 
Convidei-os (os) 
Os pronomes pessoais são os seguintes. 
 
Pronomes de Tratamento 
 
Na categoria dos pronomes pessoais, incluem-se os 
pronomes de tratamento. Referem-se à pessoa a quem se 
fala, embora a concordância deva ser feita com a terceira 
pessoa. Convém notar que, exceção feita a você, esses 
pronomes são empregados no tratamento cerimonioso. 
 
Veja a seguir alguns desses pronomes. 
 
PRONOME ABREVIATURA EMPREGO 
Vossa Alteza V. A. príncipes, duques 
Vossa Eminência V .Ema Cardeais 
Vossa Excelência V.Exa Altas autoridades em 
geral 
Vossa Magnificência V. Mag a Reitores de 
universidades 
Vossa Reverendíssima V. Revma Sacerdotes em geral 
Vossa Santidade V.S. Papas 
Vossa Senhoria V.Sa Funcionários graduados 
Vossa Majestade V.M. Reis, imperadores 
 
São também pronomes de tratamento: o senhor, a 
senhora, você, vocês 
 
Emprego dos Pronomes Pessoais 
 
1. Os pronomes pessoais do caso reto (eu, tu, 
ele/ela, nós. vós. eles/elas) devem ser empregados na 
função sintática de sujeito. Considera-se errado seu 
emprego como complemento. 
Convidaram ele paraa festa (errado) 
Receberam nós com atenção (errado) 
Eu cheguei atrasado (certo) 
Ele compareceu à festa (certo) 
 
2. Na função de complemento, usam-se os 
pronomes oblíquos e não os pronomes retos. 
Convidei ele ( errado) 
Chamaram nós ( errado) 
Convidei-o (certo) 
Chamaram-nos (certo) 
 
3. Os pronomes retos (exceto eu e tu), quando 
antecipados de preposição, passam a funcionar como 
oblíquos. Neste caso, considera-se correto seu emprego 
como complemento: 
NÚMER
O 
PESSO
A 
CASO 
RETO 
CASO OBLÍQUO 
singular 1ª 
2ª 
3ª 
eu 
tu 
ele, ela 
me, mim, comigo 
te, ti, contigo 
se, si, consigo, o, 
a. lhe 
plural 1ª 
2ª 
3ª 
nós 
vós 
eles, elas 
nos, conosco 
vos, convosco 
se, si, consigo, os, 
as 
lhes 
 
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Informaram a ele os reais motivos 
Emprestaram a nós os livros 
Eles gostam muito de nós 
 
4. As formas eu e tu só podem funcionar como 
sujeito. Considera-se errado seu emprego como 
complemento. 
Nunca houve desentendimento entre eu e tu 
(errado) 
Nunca houve desentendimento entre mim e ti 
(certo) 
Como regra prática, podemos propor o seguinte: 
quando precedidas de preposição não se usam as formas 
retas eu e tu, mas as formas oblíquas mim e ti: 
Ninguém irá sem eu ( errado) 
Nunca houve discussões entre eu e tu (errado) 
Ninguém irá sem mim (certo) 
Nunca houve discussões entre mim e ti (certo) 
Há, no entanto, um caso em que se empregam as 
formas retas eu e tu mesmo precedidas por preposição: 
quando essas formas funcionam como sujeito de um verbo 
no infinitivo. 
Deram o livro para EU ler ( ler: sujeito) 
Deram o livro para TU leres (leres: sujeito) 
Verifique que, neste caso, o emprego das formas 
retas eu e tu é obrigatório, na medida em que tais 
pronomes exercem a função sintática de sujeito. 
 
5. Os pronomes oblíquos se, si, consigo devem 
ser empregados somente como reflexivos. Considera-se 
errada qualquer construção em que os referidos pronomes 
não sejam reflexivos: 
Querida, gosto muito de si. (errado) 
Preciso muito falar consigo. (errado) 
Querida, gosto muito de você. (certo) 
Preciso muito falar com você. (certo) 
 
Observe que nos exemplos que seguem não há 
erro algum, pois os pronomes se, si, consigo foram 
empregados como reflexivos: 
Ele feriu-se 
Cada um faça por si mesmo a redação 
O professor trouxe as provas consigo 
 
6. Os pronomes oblíquos conosco e convosco são 
utilizados normalmente em sua forma sintética. Caso haja 
palavra de reforço, tais pronomes devem ser substituídos 
pela forma analítica: 
Queriam falar conosco = Queriam falar com nós 
dois 
Queriam conversar convosco = Queriam 
conversar com vós próprios 
 
7. Os pronomes oblíquos podem aparecer 
combinados entre si. As combinações possíveis são as 
seguintes: 
 
A combinação também é possível com os 
pronomes oblíquos femininos a, as. 
me+a=ma me + as = mas 
te+a=ta te + as = tas 
- Você pagou o livro ao livreiro? 
- Sim, paguei-lho. 
Verifique que a forma combinada LHO resulta da 
fusão de LHE (que representa o livreiro) com O (que 
representa o livro). 
 
8. As formas oblíquas O, AS, OS, AS são sempre 
empregadas como complemento verbos transitivos diretos, 
ao passo que as formas LHE, LHES são empregadas 
como complemento de verbos transitivos indiretos: 
 
O menino convidou-a (V.T.D ) 
O filho obedece-lhe (V.T. l ) 
 
Consideram-se erradas construções em que o 
pronome O (e flexões) aparece como complemento de 
verbos transitivos indiretos, assim como as construções 
em que o nome LHE (LHES) aparece como complemento 
de verbos transitivos diretos: 
 
Eu lhe vi ontem (errado) 
Nunca o obedeci (errado) 
Eu o vi ontem (certo) 
Nunca lhe obedeci (certo) 
 
9. Há pouquíssimos casos em que o pronome 
oblíquo pode funcionar como sujeito ocorre com os verbos 
deixar, fazer, ouvir, mandar, sentir, ver seguidos de 
infinitivo: o nome oblíquo será sujeito desse infinitivo: 
 
Deixei-o sair. 
Vi-o chegar. 
Sofia deixou-se estar à janela. 
 
É fácil perceber a função do sujeito dos pronomes 
oblíquos, desenvolvendo as orações reduzidas de 
infinitivo: 
Deixei-o sair = deixei que ele saísse 
 
 
Colocação de Pronomes 
 
Em relação ao verbo, os pronomes átonos (me, 
te, se, lhe, o. a. nós, vós. lhes, os, as) podem ocupar três 
posições: 
1. Antes do verbo - próclise 
 Eu te observo há dias. 
2. Depois do verbo - ênclise 
 Observo-te há dias. 
3. No interior do verbo - mesóclise 
 Observar-te-ei sempre. 
 
Pronomes Possessivos 
me+o=mo 
te+o=to 
lhe+o=lho 
nos + o = no-
lo 
vos + o = vo-
lo 
lhes + o = lho 
me + os = mos 
te + os = tos 
lhe + os = lhos 
nos + os = no-
los 
vos + os = vo-
los 
lhes + os = lhos 
 
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Os pronomes possessivos referem-se às pessoas 
do discurso. atribuindo-lhes a posse de alguma coisa. 
Quando digo, por exemplo, meu livro, a palavra 
meu informa que o livro pertence á 1ª pessoa (eu) 
Eis as formas dos pronomes possessivos. 
1ª pessoa singular meu, minha, meus, minhas. 
2ª pessoa singular teu, tua, teus, tuas. 
3ª pessoa singular seu, sua, seus, suas. 
1ª pessoa plural nosso, nossa, nossos, nossas. 
2ª pessoa plural. vosso, vossa, vossos, vossas. 
3ª pessoa plural seu, sua, seus, suas. 
 
Você bem sabe que eu não sigo a opinião dele. 
A opinião dela era que Camilo devia tornar à casa 
deles. 
Eles batizaram com o nome delas as águas deste 
rio. 
 
Os possessivos devem ser usados com critério 
Substitui-los pelos pronomes oblíquos comunica á frase 
desenvoltura e elegância. 
Crispim Soares beijou-lhes as mãos agradecido 
(em vez de: beijou as suas mãos). 
Não me respeitava a adolescência. 
A repulsa estampava-se-lhe nos músculos da face. 
O vento vindo do mar acariciava-lhe os cabelos. 
 
Além da ideia de posse, podem ainda os pronomes 
exprimir: 
1 . Cálculo aproximado, estimativa: 
 Ele poderá ter seus quarenta e cinco anos 
2. Familiaridade ou ironia, aludindo-se á 
personagem de uma história 
 O nosso homem não se deu por vencido. 
 Chama-se Falcão o meu homem 
3. O mesmo que os indefinidos certo, algum 
 Eu cá tenho minhas dúvidas 
 Cornélio teve suas horas amargas 
4. Afetividade, cortesia 
 Como vai, meu menino? 
 Não os culpo, minha boa senhora, não os culpo 
 
No plural usam-se os possessivos substantivados 
no sentido de parentes família. 
É assim que um moço deve zelar o nome dos 
seus? 
Podem os possessivos ser modificados por um 
advérbio de intensidade. 
Levaria a mão ao colar de pérolas, com aquele 
gesto tão seu, quando não sabia o que dizer. 
 
Pronomes Demonstrativos 
 
São aqueles que determinam, no tempo ou no 
espaço, a posição da coisa designada em relação á 
pessoa gramatical. 
Quando digo este livro, estou afirmando que o livro 
se encontra perto de mim a pessoa que fala Por outro 
lado, esse livro indica que o livro está longe da pessoa que 
fala e próximo da que ouve; aquele livro indica que o livro 
está longe de ambas as pessoas. 
 
Os pronomes demonstrativos são estes 
 
este (e variações), isto = 1ª pessoa 
esse (e variações), isso = 2ª pessoa 
aquele (e variações), próprio (e variações) 
mesmo (e variações), próprio (e variações) 
semelhante (e variação), tal (e variação) 
 
Pronomes Relativos 
 
Veja este exemplo: 
Armando comprou a casa QUE lhe convinha 
A palavra que representa o nome casa, relaciona-
se com o termo casa é um pronome relativo 
 
PRONOMES RELATIVOS são palavras que 
representam nomes já referidos, com os quais estão 
relacionados. Daí denominarem-se relativos. 
A palavra que o pronome relativo representa 
chama-se antecedente. No exemplo dado, o antecedente 
de que é casa. 
Outros exemplos de pronomes relativos: 
Sejamos gratos a Deus, a quem tudo devemos 
O lugar onde paramos era deserto. 
Traga tudo quanto lhe pertence. 
Leve tantos ingressos quantos quiser. 
Posso saber o motivo por que (ou pelo qual) 
desistiudo concurso? 
 
Eis o quadro dos pronomes relativos: 
 
 
Observações: 
1. O pronome relativo QUEM só se aplica a 
pessoas, tem antecedente, vem sempre antecedido de 
preposição e equivale a O QUAL. 
O médico de quem falo é meu conterrâneo. 
2. Os pronomes CUJO, CUJA significam do qual, 
da qual, e precedem sempre um substantivo sem artigo. 
Qual será o animal cujo nome a autora não quis 
revelar? 
3. QUANTO(s) e QUANTA(s) são pronomes 
relativos quando precedidos de um dos pronomes 
indefinidos tudo, tanto(s), tanta(s), todos, todas. 
Tenho tudo quanto quero. 
Leve tantos quantos precisar. 
Nenhum ovo, de todos quantos levei, se quebrou. 
4. ONDE, como pronome relativo, tem 
sempre antecedente e equivale a em que. 
A casa onde (= em que) moro foi de meu avô. 
 
Pronomes Indefinidos 
 
Estes pronomes se referem à 3ª pessoa do 
discurso, designando-a de modo vago, impreciso, 
indeterminado. 
 
 INVARIÁVEIS 
Masculino Feminino 
o qual 
os quais 
a qual 
as quais 
quem 
cujo 
cujos 
cuja cujas que 
quanto 
quantos 
quanta 
quantas 
onde 
 
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 1. São pronomes indefinidos substantivos: 
algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, 
ninguém, outrem, quem, tudo 
Exemplos: 
Algo o incomoda? 
Acreditam em tudo o que fulano diz ou sicrano 
escreve. 
Não faças a outrem o que não queres que te 
façam. 
Quem avisa amigo é. 
Encontrei quem me pode ajudar. 
Ele gosta de quem o elogia. 
 
 2. São pronomes indefinidos adjetivos: 
cada, certo, certos, certa certas. 
Cada povo tem seus costumes. 
Certas pessoas exercem várias profissões. 
Certo dia apareceu em casa um repórter famoso. 
 
Pronomes Interrogativos 
 
Aparecem em frases interrogativas. Como os 
indefinidos, referem-se de modo impreciso à 3ª pessoa do 
discurso. 
 
Exemplos: 
Que há? 
Que dia é hoje? 
Reagir contra quê? 
Por que motivo não veio? 
Quem foi? 
Qual será? 
Quantos vêm? 
Quantas irmãs tens? 
 
Advérbios 
 
Pode modificar um verbo, um adjetivo, outro 
advérbio ou uma frase inteira. Classificam-se de acordo 
com as circunstâncias que expressam: 
 
lugar: longe, junto, acima, atrás, alhures... 
tempo: breve, cedo, já, dentro, ainda... 
modo: bem, mal, melhor, pior, devagar, a maioria 
dos adv. com sufixo -mente 
negação: não, tampouco, absolutamente... 
dúvida: quiçá, talvez, provavelmente, 
possivelmente... 
intensidade: muito, pouco, bastante, mais, demais, 
tão... 
afirmação: sim, certamente, realmente, 
efetivamente... 
 
Obs.: as palavras onde (de lugar), como (de modo), 
por que (de causa) e quando (de tempo), usadas em 
frases interrogativas diretas ou indiretas, são classificadas 
como advérbios interrogativos. 
 
São locuções adverbiais: à direita, à frente, à 
vontade, de cor, em vão, por acaso, frente a frente, de 
maneira alguma, de manhã, de repente, de vez em 
quando, em breve, etc. São classificadas, também, em 
função da circunstância que expressam. 
 
Grau 
Apesar de pertencer à categoria das palavras 
invariáveis, o advérbio pode apresentar variações de grau 
comparativo ou superlativo. 
 
Comparativo: 
 
igualdade: tão+adv+quanto 
superioridade: mais+adv+(do) que 
inferioridade: menos+adv+(do) que 
 Superlativo: 
 
sintético: + sufixo -íssimo 
analítico: muito+adv. 
 
Obs.: bem e mal admitem grau comparativo de 
superioridade sintético: melhor e pior. As formas mais bem 
e mais mal são usadas diante de particípios adjetivados. 
(Ele está mais bem informado do que eu) 
 
Emprego 
na linguagem coloquial, o advérbio recebe sufixo 
diminutivo. Nesses casos, embora ocorra o diminutivo, o 
advérbio assume valor superlativo 
a repetição de um mesmo advérbio também 
assume valor superlativo 
quando os advérbio terminados em -mente 
estiverem coordenados, é comum o uso do sufixo só no 
último 
antes de particípios, bem e mal aparecem nas 
formas analíticas do comparativo de superioridade (mais 
bem e mais mal) e não como melhor e pior 
muito e bastante podem aparecer como advérbio 
(invariável) ou pron. indefinido (variável - determina subst.) 
adjetivos adverbializados mantêm-se invariáveis 
(terminaram rápido o trabalho) 
 
Palavras denotativas 
 
Série de palavras que se assemelham ao advérbio. 
A NGB considera-as apenas como palavras denotativas, 
não pertencendo a nenhuma das 10 classes gramaticais. 
Classificam-se em função da ideia que expressam: 
 
adição: ainda, além disso etc. (Comeu tudo e ainda 
queria mais) 
afastamento: embora (Foi embora daqui) 
afetividade: ainda bem, felizmente, infelizmente 
(Ainda bem que passei de ano) 
aproximação: quase, lá por, bem, uns, cerca de, por 
volta de etc. (É quase 1h a pé) 
designação: eis (Eis nosso carro novo) 
exclusão: apesar, somente, só, unicamente, 
inclusive, exceto, senão, sequer, apenas etc. (Todos 
saíram, menos ela) 
explicação: isto é, por exemplo, a saber etc. (Li 
vários livros, a saber, os clássicos) 
inclusão: até, ainda, também, inclusive etc. (Eu 
também vou) 
limitação: só, somente, unicamente, apenas etc. 
(Apenas um me respondeu) 
realce: é que, cá, lá, não, mas, é porque etc. (E 
você lá sabe essa questão?) 
 
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retificação: aliás, isto é, ou melhor, ou antes etc. 
(Somos três, ou melhor, quatro) 
situação: então, mas, se, agora, afinal etc. (Afinal, 
quem perguntaria a ele?) 
 
Preposições 
 
Palavra invariável que liga dois termos entre si, 
estabelecendo relação de subordinação (regente - regido). 
Divide-se em: 
 
essenciais (maioria das vezes são preposições): a, 
ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, 
per, perante, por, sem, sob, sobre, trás 
acidentais (podem exercer função de preposição): 
afora, conforme, consoante, durante, exceto, salvo, 
segundo, senão etc. 
preposições essenciais regem pron. obl. tônicos; 
enquanto preposições acidentais regem as formas retas 
dos pron. pessoais. (Falei sobre ti/Todos, exceto eu, 
vieram) 
São locuções prepositivas: abaixo de, acerca de, a 
fim de, além de, ao lado de, apesar de, através de, de 
acordo com, em vez de, junto de, perto de etc. 
 
Obs.: a última palavra da loc. prepositiva é sempre 
uma preposição, enquanto a última palavra de uma loc. 
adverbial nunca é preposição 
 
Emprego 
combinação: preposição + outra palavra sem perda 
fonética (ao/aos) 
contração: preposição + outra palavra com perda 
fonética (na/àquela) 
não se deve contrair de se o termo seguinte for 
sujeito (Está na hora de ele falar) 
Pronome pessoal oblíquo x preposição x artigo 
 
Preposição - liga 2 termos, sendo invariável 
 
Pron. oblíquo - substitui um substantivo 
 
Artigo - antecede o substantivo, determinando-o 
 
Relações estabelecidas pelas preposições 
autoria - música de Caetano 
lugar - cair sobre o telhado / estar sob a mesa 
tempo - nascer a 15 de outubro / viajar em uma hora 
modo - chegar aos gritos / votar em branco 
causa - tremer de frio / preso por vadiagem 
assunto - falar sobre política 
fim ou finalidade - vir em socorro / vir para ficar 
instrumento - escrever a lápis / ferir-se com a faca 
companhia - sair com amigos 
meio - voltar a cavalo / viajar de ônibus 
matéria - anel de prata / pão com farinha 
posse - carro de João 
oposição - Flamengo contra Fluminense 
conteúdo - copo de (com) vinho 
preço - vender a (por) R$ 300, 00 
origem - descender de família humilde 
destino - ir a Roma 
 
Conjunções 
 
Palavra que liga orações, estabelecendo entre elas 
alguma relação (subordinação ou coordenação). As 
conjunções classificam-se em: 
 
Coordenativas: ligam duas orações independentes 
(coordenadas), ou dois termos que exercem a mesma 
função sintática dentro da oração. Apresentam 5 tipos: 
 
aditivas (adição) - e, nem, mas também, mas ainda 
etc. 
adversativas (adversidade, oposição) - mas, porém, 
todavia, contudo etc. 
alternativas (alternância, exclusão, escolha)- ou, ou 
... ou, ora ... ora, quer ... quer etc. 
conclusivas (conclusão) - logo, portanto, pois 
(depois do verbo) etc. 
explicativas (justificação) - pois (antes do verbo), 
porque, que etc. 
Subordinativas: ligam duas orações dependentes, 
subordinando uma à outra. Apresentam 10 tipos. 
 
causais - porque, visto que, já que, uma vez que 
etc. 
comparativas - como, que (precedido de mais ou 
menos) etc. 
condicionais - se, caso, contanto que, desde que 
etc. 
consecutivas (consequência, resultado, efeito) - que 
(precedido de tal, tanto, tão etc. - indicadores de 
intensidade), de modo que, de maneira que etc. 
conformativas (conformidade, adequação) - 
conforme, segundo, consoante, como etc. 
concessiva - embora, se bem que, ainda que, 
mesmo que etc. 
temporais - quando, enquanto, logo, desde que etc. 
finais - a fim de que, para que, que etc. 
proporcionais - à medida que, à proporção que, ao 
passo que etc. 
integrantes - que, se 
As conjunções integrantes introduzem as orações 
subordinadas substantivas, enquanto as demais iniciam 
orações subordinadas adverbiais. Muitas vezes a função 
de interligar orações é desempenhada por locuções 
conjuntivas. 
 
Interjeições 
Expressa estados emocionais do falante, variando 
de acordo com o contexto emocional. Podem expressar: 
 
alegria: ah!, oh!, oba! etc. 
advertência: cuidado!, atenção etc. 
afugentamento: fora!, rua!, passa!, xô! etc. 
alívio: ufa!, arre! 
animação: coragem!, avante!, eia! 
aplauso: bravo!, bis!, mais um! etc. 
chamamento: alô!, olá!, psit! etc. 
desejo: oxalá!, tomara! etc. 
dor: ai!, ui! etc. 
espanto: puxa!, oh!, chi!, ué! etc. 
impaciência: hum!, hem! etc. 
silêncio: silêncio!, psiu!, quieto! 
 
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São locuções interjeitivas: puxa vida!, não diga!, 
que horror!, graças a Deus!, ora bolas!, cruz credo! etc. 
 
 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 As figuras de linguagem ou de estilo são 
empregadas para valorizar o texto, tornando a linguagem 
mais expressiva. É um recurso linguístico para expressar 
experiências comuns de formas diferentes, conferindo 
originalidade, emotividade ou poeticidade ao discurso. 
 As figuras revelam muito da sensibilidade de quem 
as produz, traduzindo particularidades estilísticas do autor. 
A palavra empregada em sentido figurado, não- 
denotativo, passa a pertencer a outro campo de 
significação, mais amplo e criativo. 
 As figuras de linguagem classificam-se em: 
 a)figuras de palavras; 
 b)figuras de harmonia; 
 c)figuras de pensamento; 
 d)figuras de construção ou sintaxe. 
 
FIGURAS DE PALAVRA 
 
 As figuras de palavra consistem no emprego de um 
termo com sentido diferente daquele convencionalmente 
empregado, a fim de se conseguir um efeito mais 
expressivo na comunicação. 
 São figuras de palavras: 
 a) comparação e) catacrese 
 b) metáfora f) sinestesia 
 c) metonímia g) antonomásia 
 d) sinédoque h) alegoria 
 Comparação 
 Ocorre comparação quando se estabelece 
aproximação entre dois elementos que se identificam, 
ligados por conectivos comparativos explícitos - feito, 
assim como, tal, como, tal qual, tal como, qual, que nem - 
e alguns verbos - parecer, assemelhar-se e outros. 
 
 Exemplos: 
 "Amou daquela vez como se fosse máquina. 
 
 Beijou sua mulher como se fosse lógico." 
 (Chico Buarque) 
 
 "As solteironas, os longos vestidos negros 
fechados no pescoço, negros xales nos ombros, pareciam 
aves noturnas paradas..." 
 (Jorge Amado) 
 Metáfora 
 Ocorre metáfora quando um termo substitui outro 
através de uma relação de semelhança resultante da 
subjetividade de quem a cria. A metáfora também pode ser 
entendida como uma comparação abreviada, em que o 
conectivo não está expresso, mas subentendido. 
 
 Exemplo: 
 "Supondo o espírito humano uma vasta concha, o 
meu fim, Sr. Soares, é ver se posso extrair pérolas, que é 
a razão." 
 (Machado de Assis) 
 Metonímia 
 Ocorre metonímia quando há substituição de uma 
palavra por outra, havendo entre ambas algum grau de 
semelhança, relação, proximidade de sentido ou 
implicação mútua. Tal substituição fundamenta-se numa 
relação objetiva, real, realizando-se de inúmeros modos: 
 
 o continente pelo conteúdo e vice-versa: 
 Antes de sair, tomamos um cálice1 de licor. 
 1 O conteúdo de um cálice. 
 
 a causa pelo efeito e vice-versa: 
 "E assim o operário ia 
 Com suor e com cimento 2 
 Erguendo uma casa aqui 
 Adiante um apartamento." 
 (Vinicius de Moraes) 
 2 Com trabalho. 
 
 o lugar de origem ou de produção pelo produto: 
 Comprei uma garrafa do legítimo porto 3. 
 3 O vinho da cidade do Porto. 
 
 o autor pela obra: 
 Ela parecia ler Jorge Amado 4. 
 4 A obra de Jorge Amado. 
 
 o abstrato pelo concreto e vice-versa: 
 Não devemos contar com o seu coração 5. 
 5 Sentimento, sensibilidade. 
 
 o símbolo pela coisa simbolizada: 
 A coroa 6 foi disputada pelos revolucionários. 
 6 O poder. 
 
 a matéria pelo produto e vice-versa: 
 Lento, o bronze 7 soa. 
 7 O sino. 
 
 o inventor pelo invento: 
 Edson 8 ilumina o mundo. 
 8 A energia elétrica. 
 
 a coisa pelo lugar: 
 Vou à Prefeitura 9. 
 9 Ao edifício da Prefeitura. 
 
 o instrumento pela pessoa que o utiliza: 
 Ele é um bom garfo 10. 
 10 Guloso, glutão. 
 
 Sinédoque 
 Ocorre sinédoque quando há substituição de um 
termo por outro, havendo ampliação ou redução do sentido 
usual da palavra numa relação quantitativa. Encontramos 
sinédoque nos seguintes casos: 
 
 o todo pela parte e vice-versa: 
 "A cidade inteira 1 viu assombrada, de queixo 
caído, o pistoleiro sumir de ladrão, fugindo nos cascos 2 de 
seu cavalo." 
 (J. Cândido de Carvalho) 
 1 O povo. 
 2 Parte das patas. 
 
http://www.coladaweb.com/porgramatica/figuras_de_linguagem.htm
 
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 o singular pelo plural e vice-versa: 
 O paulista 3 é tímido; o carioca 4, atrevido. 
 3 Todos os paulistas. 
 4 Todos os cariocas. 
 
 o indivíduo pela espécie (nome próprio pelo 
nome comum): 
 Para os artistas ele foi um mecenas 5. 
 5 Protetor. 
 Modernamente, a metonímia engloba a sinédoque. 
 Catacrese 
 A catacrese é um tipo de especial de metáfora, "é 
uma espécie de metáfora desgastada, em que já não se 
sente nenhum vestígio de inovação, de criação individual e 
pitoresca. É a metáfora tornada hábito linguístico, já fora 
do âmbito estilístico." 
 (Othon M. Garcia) 
 
 São exemplos de catacrese: 
 folhas de livro pele de tomate 
 dente de alho montar em burro 
 céu da boca cabeça de prego 
 mão de direção ventre da terra 
 asa da xícara sacar dinheiro no banco 
 Sinestesia 
 A sinestesia consiste na fusão de sensações 
diferentes numa mesma expressão. Essas sensações 
podem ser físicas (gustação, audição, visão,olfato e tato) 
ou psicológicas (subjetivas). 
 
 Exemplo: 
 "A minha primeira recordação é um muro velho, no 
quintal de uma casa indefinível. Tinha várias feridas no 
reboco e veludo de musgo. Milagrosa aquela mancha 
verde [sensação visual] e úmida, macia [sensações táteis], 
quase irreal." 
 (Augusto Meyer) 
 Antonomásia 
 Ocorre antonomásia quando designamos uma 
pessoa por uma qualidade, característica ou fato que a 
distingue. 
 Na linguagem coloquial, antonomásia é o mesmo 
que apelido, alcunha ou cognome, cuja origem é um 
aposto (descritivo, especificativo etc.) do nome próprio. 
 
 Exemplos: 
 "E ao rabi simples 1, que a igualdade prega, 
 Rasga e enlameia a túnica inconsútil; 
 (Raimundo Correia) 
 1 Cristo 
 
 Pelé (= Edson Arantes do Nascimento) 
 O Cisne de Mântua (= Virgílio) 
 O poeta dos escravos (= Castro Alves) 
 O Dante Negro (= Cruz e Souza) 
 O Corso (= Napoleão) 
 Alegoria 
 A alegoria é uma acumulação de metáforas 
referindo-se ao mesmo objeto; é uma figura poética que 
consiste em expressar uma situação global por meio de 
outra que a evoque e intensifique o seu significado. Na 
alegoria, todas as palavras estão transladadas para um 
plano que não lhes é comum e oferecem dois sentidos 
completos e perfeitos - um referencial e outro metafórico. 
 
 Exemplo: 
 "A vida é uma ópera, é uma grande ópera. O tenor 
e o barítono lutam pelo soprano, em presença do baixo e 
dos comprimários, quando não são o soprano e o contralto 
que lutam pelo tenor, em presença do mesmo baixo e dos 
mesmos comprimários. Há coros numerosos, muitos 
bailados, e a orquestra é excelente..." 
 (Machado de Assis) 
 
 
FIGURAS DE HARMONIA 
 
 Chamam-se figuras de som ou de harmonia os 
efeitos produzidos na linguagem quando há repetição de 
sons ou, ainda, quando se procura "imitar “sons 
produzidos por coisas ou seres. 
 As figuras de harmonia ou de som são: 
 
 a) aliteração c) assonância 
 b) paronomásia d) onomatopeia 
 Aliteração 
 Ocorre aliteração quando há repetição da mesma 
consoante ou de consoantes similares, geralmente em 
posição inicial da palavra. 
 
 Exemplo: 
 "Toda gente homenageia Januária na janela." 
 (Chico Buarque) 
 Assonância 
 Ocorre assonância quando há repetição da mesma 
vogal ao longo de um verso ou poema. 
 
 Exemplo: 
 "Sou Ana, da cama 
 da cana, fulana, bacana 
 Sou Ana de Amsterdam." 
 (Chico Buarque) 
 Paronomásia 
 Ocorre paronomásia quando há reprodução de 
sons semelhantes em palavras de significados diferentes. 
 
 Exemplo: 
 "Berro pelo aterro pelo desterro 
 berro por seu berro pelo seu erro 
 quero que você ganhe que você me apanhe 
 sou o seu bezerro gritando mamãe." 
 (Caetano Veloso) 
 Onomatopeia 
 Ocorre quando uma palavra ou conjunto de 
palavras imita um ruído ou som. 
 
 Exemplo: 
 "O silêncio fresco despenca das árvores. 
 Veio de longe, das planícies altas, 
 Dos cerrados onde o guaxe passe rápido... 
 Vvvvvvvv... passou." 
 (Mário de Andrade) 
 
 "Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r eterno." 
 (Fernando Pessoa) 
 
FIGURAS DE PENSAMENTO 
 
 
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 As figuras de pensamento são recursos de 
linguagem que se referem ao significado das palavras, ao 
seu aspecto semântico. 
 São figuras de pensamento: 
 a) antítese d) apóstrofe g) paradoxo 
 b) eufemismo e) gradação h) hipérbole 
 c) ironia f) prosopopeia i) perífrase 
 Antítese 
 Ocorre antítese quando há aproximação de 
palavras ou expressões de sentidos opostos. 
 
 Exemplo: 
 "Amigos ou inimigos estão, amiúde, em posições 
trocadas. Uns nos querem mal, e fazem-nos bem. Outros 
nos almejam o bem, e nos trazem o mal." 
 (Rui Barbosa) 
 Apóstrofe 
 Ocorre apóstrofe quando há invocação de uma 
pessoa ou algo, real ou imaginário, que pode estar 
presente ou ausente. Corresponde ao vocativo na análise 
sintática e é utilizada para dar ênfase à expressão. 
 
 Exemplo: 
 "Deus! ó Deus! onde estás, que não respondes?" 
 (Castro Alves) 
 Paradoxo 
 Ocorre paradoxo não apenas na aproximação de 
palavras de sentido oposto, mas também na de ideias que 
se contradizem referindo-se ao mesmo termo. É uma 
verdade enunciada com aparência de mentira. Oxímoro 
(ou oximoron) é outra designação para paradoxo. 
 
 Exemplo: 
 "Amor é fogo que arde sem se ver; 
 É ferida que dói e não se sente; 
 É um contentamento descontente; 
 É dor que desatina sem doer;" 
 (Camões) 
 Eufemismo 
 Ocorre eufemismo quando uma palavra ou 
expressão é empregada para atenuar uma verdade tida 
como penosa, desagradável ou chocante. 
 
 Exemplo: 
 "E pela paz derradeira1 que enfim vai nos redimir 
Deus lhe pague". 
 (Chico Buarque) 
 1 paz derradeira: morte 
 Gradação 
 Ocorre gradação quando há uma sequência de 
palavras que intensificam uma mesma ideia. 
 
 Exemplo: 
 "Aqui... além... mais longe por onde eu movo o 
passo." 
 (Castro Alves) 
 Hipérbole 
 Ocorre hipérbole quando há exagero de uma ideia, 
a fim de proporcionar uma imagem emocionante e de 
impacto. 
 
 Exemplo: 
 "Rios te correrão dos olhos, se chorares!" 
 (Olavo Bilac) 
 Ironia 
 Ocorre ironia quando, pelo contexto, pela 
entonação, pela contradição de termos, sugere-se o 
contrário do que as palavras ou orações parecem exprimir. 
A intenção é depreciativa ou sarcástica. 
 
 Exemplo: 
 "Moça linda, bem tratada, 
 três séculos de família, 
 burra como uma porta: 
 um amor." 
 (Mário de Andrade) 
 Prosopopeia 
 Ocorre prosopopeia (ou animização ou 
personificação) quando se atribui movimento, ação, fala, 
sentimento, enfim, caracteres próprios de seres animados 
a seres inanimados ou imaginários. 
 Também a atribuição de características humanas a 
seres animados constitui prosopopeia o que é comum nas 
fábulas e nos apólogos, como este exemplo de Mário de 
Quintana: "O peixinho (...) silencioso e levemente 
melancólico..." 
 Exemplos: 
 "... os rios vão carregando as queixas do caminho." 
 (Raul Bopp) 
 Um frio inteligente (...) percorria o jardim..." 
 (Clarice Lispector) 
 Perífrase 
 Ocorre perífrase quando se cria um torneio de 
palavras para expressar algum objeto, acidente geográfico 
ou situação que não se quer nomear. 
 
 Exemplo: 
 "Cidade maravilhosa 
 Cheia de encantos milCidade maravilhosa 
 Coração do meu Brasil." 
 (André Filho) 
 
 
FIGURAS DE SINTAXE 
 
 As figuras de sintaxe ou de construção dizem 
respeito a desvios em relação à concordância entre os 
termos da oração, sua ordem, possíveis repetições ou 
omissões. 
 Elas podem ser construídas por: 
 a) omissão: assíndeto, elipse e zeugma; 
 b) repetição: anáfora, pleonasmo e polissíndeto; 
 c) inversão: anástrofe, hipérbato, sínquise e 
hipálage; 
 d) ruptura: anacoluto; 
 e) concordância ideológica: silepse. 
 
 Portanto, são figuras de construção ou sintaxe: 
 a) assíndeto e) elipse i) zeugma 
 b) anáfora f) pleonasmo j) polissíndeto 
 c) anástrofe g) hipérbato l) sínquise 
 d) hipálage h) anacoluto m) silepse 
 Assíndeto 
 Ocorre assíndeto quando orações ou palavras 
deveriam vir ligadas por conjunções coordenativas, 
aparecem justapostas ou separadas por vírgulas. 
 
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 Exigem do leitor atenção maior no exame de cada 
fato, por exigência das pausas rítmicas (vírgulas). 
 
 Exemplo: 
 "Não nos movemos, as mãos é que se estenderam 
pouco a pouco, todas quatro, pegando-se, apertando-se, 
fundindo-se." 
 (Machado de Assis) 
 Elipse 
 Ocorre elipse quando omitimos um termo ou 
oração que facilmente podemos identificar ou subentender 
no contexto. Pode ocorrer na supressão de pronomes, 
conjunções, preposições ou verbos. É um poderoso 
recurso de concisão e dinamismo. 
 
 Exemplo: 
 "Veio sem pinturas, em vestido leve, sandálias 
coloridas." 1 
 1 Elipse do pronome ela (Ela veio) e da preposição 
de (de sandálias...) 
 Zeugma 
 Ocorre zeugma quando um termo já expresso na 
frase é suprimido, ficando subentendida sua repetição. 
 
 Exemplo: 
 "Foi saqueada a vida, e assassinados os 
partidários dos Felipes." 1 
 (Camilo Castelo Branco) 
 1 Zeugma do verbo: "e foram assassinados..." 
 Anáfora 
 Ocorre anáfora quando há repetição intencional de 
palavras no início de um período, frase ou verso. 
 
 Exemplo: 
 "Depois o areal extenso... 
 Depois o oceano de pó... 
 Depois no horizonte imenso 
 Desertos... desertos só..." 
 (Castro Alves) 
 
 Pleonasmo 
 Ocorre pleonasmo quando há repetição da mesma 
ideia, isto é, redundância de significado. 
 
 a) Pleonasmo literário 
 É o uso de palavras redundantes para reforçar uma 
ideia, tanto do ponto de vista semântico quanto do ponto 
de vista sintático. Usado como um recurso estilístico, 
enriquece a expressão, dando ênfase à mensagem. 
 
 Exemplo: 
 "Iam vinte anos desde aquele dia 
 Quando com os olhos eu quis ver de perto 
 Quando em visão com os da saudade via." 
 (Alberto de Oliveira) 
 
 "Morrerás morte vil na mão de um forte." 
 (Gonçalves Dias) 
 
 "Ó mar salgado, quando do teu sal 
 São lágrimas de Portugal" 
 (Fernando Pessoa) 
 
 b) Pleonasmo vicioso 
 É o desdobramento de ideias que já estavam 
implícitas em palavras anteriormente expressas. 
Pleonasmos viciosos devem ser evitados, pois não têm 
valor de reforço de uma ideia, sendo apenas fruto do 
descobrimento do sentido real das palavras. 
 
 Exemplos: 
 subir para cima entrar para dentro 
 repetir de novo ouvir com os ouvidos 
 hemorragia de sangue monopólio exclusivo 
 breve alocução principal protagonista 
 Polissíndeto 
 Ocorre polissíndeto quando há repetição enfática 
de uma conjunção coordenativa mais vezes do que exige a 
norma gramatical ( geralmente a conjunção e). É um 
recurso que sugere movimentos ininterruptos ou 
vertiginosos. 
 
 Exemplo: 
 "Vão chegando as burguesinhas pobres, 
 e as criadas das burguesinhas ricas 
 e as mulheres do povo, e as lavadeiras da 
redondeza." 
 (Manuel Bandeira) 
 Anástrofe 
 Ocorre anástrofe quando há uma simples inversão 
de palavras vizinhas ( determinante/determinado). 
 
 Exemplo: 
 "Tão leve estou 1 que nem sombra tenho." 
 (Mário Quintana) 
 1 Estou tão leve... 
 Hipérbato 
 Ocorre hipérbato quando há uma inversão 
completa de membros da frase. 
 
 Exemplo: 
 "Passeiam à tarde, as belas na Avenida. " 1 
 (Carlos Drummond de Andrade) 
 1 As belas passeiam na Avenida à tarde. 
 Sínquise 
 Ocorre sínquise quando há uma inversão violenta 
de distantes partes da frase. É um hipérbato exagerado. 
 
 Exemplo: 
 "A grita se alevanta ao Céu, da gente. " 1 
 (Camões) 
 1 A grita da gente se alevanta ao Céu. 
 Hipálage 
 Ocorre hipálage quando há inversão da posição do 
adjetivo: uma qualidade que pertence a uma objeto é 
atribuída a outro, na mesma frase. 
 
 Exemplo: 
 "... as lojas loquazes dos barbeiros." 2 
 (Eça de Queiros) 
 2 ... as lojas dos barbeiros loquazes. 
 Anacoluto 
 Ocorre anacoluto quando há interrupção do plano 
sintático com que se inicia a frase, alterando-lhe a 
sequência lógica. A construção do período deixa um ou 
mais termos - que não apresentam função sintática 
definida - desprendidos dos demais, geralmente depois de 
uma pausa sensível. 
 
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 Exemplo: 
 "Essas empregadas de hoje, não se pode confiar 
nelas." 
 (Alcântara Machado) 
 Silepse 
 Ocorre silepse quando a concordância não é feita 
com as palavras, mas com a ideia a elas associada. 
 
 a) Silepse de gênero 
 Ocorre quando há discordância entre os gêneros 
gramaticais (feminino ou masculino). 
 
 Exemplo: 
 "Quando a gente é novo, gosta de fazer bonito." 
 (Guimarães Rosa) 
 
 b) Silepse de número 
 Ocorre quando há discordância envolvendo o 
número gramatical (singular ou plural). 
 
 Exemplo: 
 Corria gente de todos lados, e gritavam." 
 (Mário Barreto) 
 
 c) Silepse de pessoa 
 Ocorre quando há discordância entre o sujeito 
expresso e a pessoa verbal: o sujeito que fala ou escreve 
se inclui no sujeito enunciado. 
 
 Exemplo: 
 "Na noite seguinte estávamos reunidas algumas 
pessoas." 
 (Machado de Assis) 
 
VÍCIOS DE LINGUAGEM 
 
Qualquer desvio das normas gramaticais pode ser 
considerado um vício de linguagem. 
BARBARISMO 
É o desvio relativo à palavra. É quando grafamos ou 
pronunciamos uma palavra que não está de acordo com a 
norma culta. Pode ser: 
Pronúncia 
- Pograma (o certo seria programa) 
- Rúbrica (o certo seria rubrica) 
Grafia 
- Etmologia (o certoseria etimologia) 
- Advinhar (o certo seria adivinhar) 
- Seguimentos (o certo seria segmentos) 
- Maizena (o certo seria maisena) 
Morfologia 
- Quando eu pôr o vestido (o certo seria puser) 
Semântica 
- Assim que chegaram à metrópole, absolveram a poluição 
(o certo seria absorveram) 
Estrangeirismos 
- Show, menu, know-how, hall. 
SOLECISMO 
É o desvio em relação à sintaxe. Pode ser: 
De concordância 
- Haviam pessoas. (o certo seria havia) 
- Fazem dois meses. (o certo seria faz) 
- Faltou muitos alunos. (o certo seria faltaram) 
De regência 
- Obedeça o chefe. (o certo seria ao chefe) 
- Assisti o filme. (o certo seria ao filme) 
De colocação 
- Tinha ausentado-me. 
- Não espere-me. 
CACÓFATO 
É o som desagradável, obsceno. 
- Hilca ganhou. 
- Vou-me já. 
- Ele marca gol. 
- Boca dela. 
ECO 
Repetição desagradável de terminações iguais. 
- Vicente já não sente dores de dente tão frequentemente 
como antigamente quando estava no Oriente. 
OBS: O eco na prosa é considerado um vício, um defeito. 
Já na poesia é o fundamento da rima. 
COLISÃO 
Aproximação de sons consonantais idênticos ou 
semelhantes. 
- Sua saia saiu suja da máquina. 
HIATO 
Aproximação de vogais idênticas 
- Traga a água. 
- Trago o ovo. 
AMBIGUIDADE 
É o duplo sentido. 
- O cachorro do seu irmão avançou sobre o amigo. 
PRECIOSISMO 
Exagero da linguagem. 
- Na pretérita centúria, meu progenitor presenciou o 
acasalamento do astro-rei com a rainha da noite. 
(ou seja: No século passado, meu avô presenciou um 
eclipse solar.) 
ARCAISMOS 
Uso de expressões que caíram em desuso. 
PLEBEÍSMO 
Qualquer desvio que caracteriza a falta de instrução. 
As gírias são um bom exemplo de plebeísmo. 
PLEONASMO 
Repetição desnecessária de uma expressão. 
- Criar novos… 
- Hemorragia de sangue 
- Subir para cima 
- Panorama geral 
- Antecipar para antes 
 
 
EXERCÍCIOS DE 
INTERPRETAÇÃO 
DE TEXTOS 
 
01. A globalização dos anos 90 colocou contra a parede 
símbolos do capitalismo brasileiro. Isso quer dizer que 
estamos mal? Não. As empresas que elevaram sua 
preocupação com a excelência aos limites da paranoia não 
apenas sobreviveram como estão na vanguarda de um 
novo - e pujante - ciclo econômico. 
http://www.infoescola.com/linguistica/estrangeirismo/
http://www.infoescola.com/portugues/vicios-de-linguagem/##
http://www.infoescola.com/portugues/vicios-de-linguagem/##
http://www.infoescola.com/portugues/hiato/
http://www.infoescola.com/portugues/vicios-de-linguagem/##
http://www.infoescola.com/literatura/preciosismo/
http://www.infoescola.com/portugues/vicios-de-linguagem/##
http://www.infoescola.com/linguistica/arcaismo/
 
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Segundo o autor: 
a.) A paranoia com a excelência, nos moldes da 
globalização do anos 90, permitiu que símbolos 
do capitalismo brasileiro chegassem à vanguarda 
do novo ciclo econômico. 
b.) Para sobreviver, precisamos ser paranoicos. 
c.) O novo ciclo econômico é baseado na 
paranoia, pois sem ela a globalização dos anos 
90 colocaria símbolos do capitalismo brasileiro 
contra a parede. 
d.) O novo ciclo econômico é pujante pois colocou 
os símbolos do capitalismo brasileiro dos anos 80 
contra a parede, devido à paranoia com a 
globalização dos anos 90. 
e.) Não estamos mal pois os símbolos do 
capitalismo brasileiro pertencem a outra década, 
mas a globalização dos anos 90 é a vanguarda 
do novo ciclo econômico. 
 
02. Considerando-se a afirmação de uma famosa estilista 
americana de que "os homens sempre estiveram na 
vanguarda da moda", referindo-se ao terno de duas peças, 
podemos concluir que: 
a.) A tendência única para a moda no futuro é o 
terno. 
b.) Apesar de vários estilistas de alta costura se 
esforçarem, o que eles fazem não é moda. 
c.) O terno é sempre uma roupa atual. 
d.) Um homem que não use terno não está na 
moda. 
e.) As mulheres deveriam usar terno para 
estarem na moda. 
 
03. Biólogos comprovaram que, em uma determinada 
floresta, existem dois tipos de roedores. Ambos têm o 
hábito de cavar buracos. O coelhato cava buracos mais 
rápido do que o ratoelho. Outra grande diferença entre 
eles é o tamanho: o roedor ratoelho é maior, em média, do 
que o coelhato. 
Diante destas informações, os biólogos poderiam deduzir 
que: 
a.) Os buracos cavados pelo ratoelho são 
maiores do que os do coelhato. 
b.) Os buracos cavados pelo coelhato são mais 
profundos do que os do ratoelho. 
c.) Os buracos cavados pelo coelhato são, 
provavelmente, mais profundos do que os do 
ratoelho. 
d.) O coelhato cava mais buracos do que o 
ratoelho. 
e.) Diante das informações, nenhuma das 
conclusões acima podem ser aceitas como 
verdade. 
 
04. O mundo está se encaminhando para uma situação em 
que o trabalhador já não consegue vender a única 
mercadoria que pode oferecer: sua força de trabalho. 
É uma mutação violenta de nossa civilização, 
possivelmente, com consequências ainda piores do que as 
que sofremos hoje. O conceito de trabalho, que era o 
fundamento de nossa civilização ocidental, caducou. 
Agora, milhões de seres humanos já não servem sequer 
para serem explorado. 
David Ricardo e, depois dele, Karl Marx, assentaram sua 
Economia Política sobre a Teoria do Valor do Trabalho, 
fator de produção que o desemprego vai desvalorizando 
rapidamente. 
Segundo o texto: 
a.) A mutação a que o texto se refere está na 
força de trabalho, que caducou. 
b.) Estamos vivenciando um novo paradigma da 
relação força de trabalho X emprego. 
c.) David Ricardo e Karl Marx erraram ao 
assentarem sua Economia Política sobre a Teoria 
do Valor do Trabalho. 
d.) Aquelas pessoas que trabalham com vendas 
não conseguem mais oferecer sua força de 
trabalho, devido a uma mutação no mercado. 
e.) O fundamento da civilização ocidental está 
sofrendo uma mutação violenta, levando-se em 
conta que o desemprego era a base para a Teoria 
do Valor do Trabalho. 
 
05. Dois jornais impressos - um da situação e outro da 
oposição - publicam, todos os dias, notícias sobre os 
mesmos temas. Eles dedicam o mesmo espaço a cada 
assunto, além do mesmo número de jornalistas para 
produzirem seus artigos. Sabe-se que os dois são 
vendidos na mesma região, pelo mesmo preço, possuem a 
mesma tiragem e que são concorrentes. 
Então: 
a.) Se Pedro lê o jornal A e João lê o jornal B, os 
dois são de classes diferentes. 
b.) Se Pedro lê o jornal A e João lê o jornal B, os 
dois são de classes iguais. 
c.) Se Pedro lê o jornal A e João o jornal B, os 
dois compartilham a mesma opinião política. 
d.) Se Pedro lê o jornal A e João o jornal B, os 
dois provavelmente recebem informações iguais 
com enfoques diferentes. 
e.) Se Pedro lê o jornal A e João o jornal B, os 
dois provavelmente recebem informações 
diferentes com enfoques iguais. 
06. Se a Internet é uma excelente fonte de informações, e 
João navega na Internet todo dia, pode-se concluir que: 
a.) João é muito bem informado. 
b.) João domina a navegação na Internet 
c.) (a) e (b) são verdadeiras. 
d.) (b) é verdadeira, mas (a) não o é. 
e.) (a) pode ser falsa, mas provavelmente (b) é 
verdadeira. 
 
 
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07. Para os restaurantes que fazem entregas em casa 
terem sucesso, eles precisam entregar rápido a comida ou 
ter um bom preço, e estar bem localizado. 
O restaurante COMOMAIS é uma casa de sucesso e 
possui bom preço. 
Diante desta afirmação, podemos afirmar que: 
a.) O restaurante COMOMAIS entrega rápido 
seus pedidos. 
b.) O restaurante COMOMAIS não entrega rápido 
seus pratos. 
c.) O restaurante COMOMAIS está bem 
localizado. 
d.) O restaurante COMOMAIS não é bem 
localizado. 
e.) As alternativas (a) e (c) estão corretas. 
 
08. A violência no trânsito aumenta ano após ano. O 
aumento do número de carros na rua tem evidenciado 
esse problema, chegando a índices alarmantes. 
Um especialista renomado declarou que: 
"O problema do trânsito é o despreparo dos motoristas. 
Somente aquelesque não aprenderam a dirigir da forma 
correta causam acidentes. Além disso, afirma que o sr. 
Astrogildo aprendeu a dirigir corretamente, então ele não 
causará acidentes." 
Podemos concluir que: 
a.) O Sr. Astrogildo recebeu um atestado de que 
é um ótimo motorista. 
b.) Para provar que o especialista está correto, 
devemos esperar um certo espaço de tempo e 
verificar se o sr. Astrogildo não irá causar 
acidentes. 
c.) Caso se assuma a afirmação do especialista 
como verdadeira, ocorrerá um erro de apelo à 
autoridade. 
d.) Realmente, o único problema no trânsito diz 
respeito a motoristas mal treinados. 
e.)As alternativas (b) e (d) estão corretas. 
 
09. Segundo a opinião de um leitor do jornal O Estado de 
São Paulo, "o governo neoliberal - para desespero dos 
neobobos - resolveu dar interpretação literal ao salário 
mínimo. O Movimento dos Sem Terra que se cuide, 
mudando imediatamente de nome, senão bye - bye 
reforma agrária". 
Segundo este leitor: 
a.) O governo irá pagar um salário mínimo aos 
membros do MST, ao invés de promover a 
reforma agrária. 
b.) Se depender do nome, os Sem Terra 
continuarão sem terra. 
c.) O MST está desesperado com o aumento do 
salário mínimo. 
d.) O MST está desesperado com a necessidade 
de trocar de nome. 
e.) O MST que se cuide, o governo quer cobrar 
um salário mínimo por lote a ser distribuído. 
 
10. "Quando eu era pequeno, meus pais descobriram que 
eu tinha tendências masoquistas. Aí passaram a me bater 
todo dia, para ver se eu parava com aquilo" (Woody Allen). 
O pensamento dos pais de Woody Allen pode ser 
comparado a: 
a.) Aumentar o imposto de importação para 
equilibrar a balança comercial. 
b.) Comprar uma arma para combater a violência. 
c.) Aumentar os juros para diminuir o consumo. 
d.) Pimenta nos olhos dos outros é refresco. 
e.) As alternativas (a) e (c) estão corretas. 
 
11. Cinco garotos, por brincadeira, compraram 2 litros de 
álcool e incendiaram um homem que dormia em um ponto 
de ônibus. A ideia era se divertir assustando um mendigo. 
Só que, na verdade, além de mendigo, tratava-se também 
de um índio da tribo dos Pataxós. Eles incendiaram e 
assassinaram um ser humano. A justificativa e o pedido de 
desculpas foi que se enganaram, pensaram tratar-se 
apenas de um mendigo. 
Segundo o texto, não podemos concluir que: 
a.) Trata-se de um crime ecológico, pois afeta a 
comunidade indígena. 
b.) Os 5 garotos não considerariam suas atitudes 
um crime, caso fosse apenas um mendigo. 
c.) O conceito de diversão para estes 5 garotos é 
deveras violento. 
d.) 5 garotos inconsequentes tiraram a vida de 
outro ser humano. 
e.) Um índio Pataxó não deveria estar dormindo 
em um ponto de ônibus. 
 
12. Uma pesquisa realizada em uma faculdade apontou 
que o índice de comparecimento às aulas está diretamente 
relacionado ao nível de aproveitamento do aluno. Quanto 
mais faltas, menor o aproveitamento do aluno. 
Cláudio está sempre presente em todas as aulas, então: 
a.) Cláudio é um excelente aluno. 
b.) Cláudio não é um excelente aluno. 
c.) O aproveitamento de Cláudio está acima da 
média. 
d.) Cláudio pode ter notas baixas. 
e.) Cláudio não pode ter notas baixas. 
 
13. Constatou-se que, na cidade de Brigmuch, a 
população está dividida entre : 
1. Briguentos; 
2. Não briguentos; 
3. Pacifistas. 
Além disso, sabe-se que: 
I - Muitos não briguentos são também pacifistas. 
II - Nenhum briguento é pacifista. 
III - Alguns pacifistas podem brigar para defender a paz. 
 
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IV - Brigas nunca ocorrem entre pacifistas. 
V - Um não briguento nunca briga. 
Caso ocorra uma briga entre A e B, pode-se concluir, com 
certeza, que: 
a.) A é pacifista e B é briguento. 
b.) A é briguento e B é pacifista. 
c.) Ambos são briguentos 
d.) A pode ser um não briguento pacifista e B um 
briguento. 
e.) Se A é um pacifista, B é um briguento. 
 
14. Ao comprar um saco de balas, um garoto espalha 
todas sobre uma mesa, conta e descobre que o saco 
continha 116 balas. 58 balas são vermelhas e 58 são 
azuis. Após esta grande descoberta, coloca todas 
novamente no saco e se pergunta quantas balas seriam 
necessárias tirar do saco para ter certeza de que pelo 
menos 2 seriam da mesma cor? Quantas você 
responderia? 
a.) 59 
b.) 29 
c.) 15 
d.) 7 
e.) 3 
 
15. Segundo Karl Kraus, "o segredo do demagogo é se 
fazer passar por tão estúpido quanto sua plateia, para que 
esta imagine ser tão esperta quanto ele." 
De acordo com este raciocínio podemos concluir que: 
a.) Todas as pessoas que vão a palestras são 
estúpidas. 
b.) Para ser um bom palestrante você precisa ser 
um demagogo. 
c.) O demagogo induz sua plateia. 
d.) O demagogo é tão esperto quanto sua plateia. 
e.) O demagogo é a pessoa que guarda 
segredos. 
 
16. O feminismo acabou. A tese, defendida pela psicóloga 
americana Jo Anne Randall num artigo do Wall Street 
Journal, foi erguida a partir de um episódio vivido pela 
própria Jo Anne. Folheando um catálogo de roupas íntimas 
femininas, ela notou que os modeladores de corpo, versão 
atual dos antigos espartilhos, estão em falta. "A queda do 
Muro de Berlim marcou o fim da Guerra Fria", escreveu 
ela. "A fotografia do catálogo com o carimbo esgotado 
marca o fim do feminismo. Acabou". 
De acordo com o texto, podemos concluir que: 
a.) Para a psicóloga, o fato de a mulher usar uma 
versão atual de espartilho, impede que ela 
defenda seus direitos de igualdade com os 
homens. 
b.) A queda do Muro de Berlim tem a mesma 
importância que o fim do estoque de uma peça de 
roupa íntima de mulher. 
c.) O feminismo acabou devido ao término da 
Guerra Fria. 
d.) As mulheres que usam modeladores de corpo 
assumem uma importância histórica. 
e.) Uma pessoa tão preocupada com o feminismo 
não deveria estar folheando tal catálogo. 
 
17. Em um hotel existem 300 quartos, divididos em 3 
andares, sendo cada andar decorado com base em uma 
determinada cor. A chave dos quartos de um determinado 
andar seguem a cor do andar e possuem tonalidades para 
identificar o lado que fica o quarto. Se forem de tonalidade 
clara, ficam à direita do elevador. Caso sejam de 
tonalidade escura, ficam à esquerda do elevador. Além 
disso, ao invés de números, os andares seguem a ordem 
alfabética dos nomes das cores. 
Sendo assim, com certeza, se você achar uma chave de 
cor: 
a.) azul-escura, ela será do primeiro andar, à 
esquerda do elevador. 
b.) azul-escura, ela será do primeiro andar, à 
direita do elevador. 
c.) cinza, com tonalidade escura, ela será do 
terceiro andar, à esquerda do elevador. 
d.) Impossível determinar a localização. 
e.) as alternativas (a) e (c) estão corretas. 
 
18. Os lucros obtidos em 1996 pelas 900 maiores 
companhias americanas, de acordo com um levantamento 
feito pela revista Business Week, superam todas as 
expectativas. Graças a um ótimo quarto trimestre, eles 
cresceram 14% em relação ao ano anterior. A campeã foi 
a Esso. Com um lucro de 7,5 bilhões, a Esso ocupou uma 
posição que pertencera à General Motors em 1995. O 
faturamento da Esso, de 119,7 bilhões de dólares, foi o 
terceiro entre as empresas americanas. No ranking das 10 
empresas que tiveram os maiores lucros no ano passado a 
Intel destacou-se com um crescimento de 45% em relação 
a 1995. A IBM, que até recentemente estava na berlinda, 
viu seus lucros aumentarem em 30% nesse período. 
Agora, novamente os economistas estão pessimistas. Na 
opinião deles, dificilmente em 1997 o índice de 
crescimento dos lucros alcançará dois dígitos. 
De acordo com o texto: 
a.) Dificilmente os índices de crescimento dos 
lucros se repetirá de 1996 para 1997, apesar do 
resultados obtidos de 1995 para 1996. 
b.) Apesar do maior faturamento da Esso em 
1996, ela ocupa a terceira posição em lucros, 
conquistando a posição da General Motors. 
c.) A Intel destacou-se com um crescimento de 
45% no seu faturamento. 
d.) Os lucros obtidos em 1996 superaram todas 
as expectativascrescendo, no quarto trimestre do 
ano passado, 14%. 
e.) A IBM elevou 30% seus lucros de 1996 para 
1997. 
 
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19. Numa recente viagem aos Estados Unidos, o 
economista Octavio de Barros descobriu que os 
americanos investiram no Brasil quase 4,6 bilhões de 
dólares em 1995. Dessa quantia, 2,2 bilhões representam 
reinvestimentos de subsidiárias já instaladas aqui. O que 
surpreende é a discrepância entre esses dados e a 
estatística do Banco Central. Estas indicam que o 
investimento direto de todos os países no Brasil em 1995 
foi de 3,5 bilhões de dólares e o reinvestimento, de 200 
milhões. As estatísticas brasileiras estão subestimadas, 
segundo o economista, porque não é mais necessário 
atualizá-las anualmente, a fim de gozar de benefícios 
fiscais, como no passado. 
De acordo com o texto, podemos concluir que: 
a.) Por não ser mais necessário atualizar as 
informações para obter benefícios fiscais, as 
estatísticas brasileiras estão superestimadas. 
b.) Os americanos reinvestiram 2,2 bilhões de 
dólares, em 1995, ao contrário das estatísticas 
brasileiras que indicam apenas 200 milhões de 
dólares. 
c.) Para Octavio de Barros é um grande erro o 
Brasil manter estas estatísticas discrepantes. 
d.) Na verdade, o erro das estatísticas brasileiras 
é muito maior do que 31% na diferença de 
investimentos diretos, pois leva em conta todos 
os países que aqui investiram. 
e.) Octavio de Barros descobriu que as 
estatísticas do Banco Central apresentam 
discrepâncias quanto ao volume de investimentos 
para as empresas usufruírem dos benefícios 
fiscais. 
 
20. "Os casais, quando não se divertem, se deixam atingir 
seriamente e a família paga o alto preço que o 
desequilíbrio cobra, cujo desequilíbrio passa a dominar 
tudo e todos e, como entendem os netos e os tios já não 
entendem os sobrinhos, o que causa um verdadeiro 
desastre social." (O Raciocínio - Brasil / fonte: Internet). 
De acordo com o texto: 
a.) Os sobrinhos não entendem os netos e os 
tios. 
b.) A diferença de interpretação dos fatos entre os 
membros de uma única família causam um 
verdadeiro desastre social. 
c.) A diversão dos casais tem um alto preço, pago 
pelo restante da família. 
d.) O desequilíbrio, quando passa a dominar, 
causa um desentendimento entre o casal e os 
sobrinhos. 
e.) O verdadeiro desastre social é causado pela 
falta de entendimento dos sobrinhos. 
 
GABARITO 
01. A 05. D 09. B 13. E 17. D 
02. C 06. E 10. B 14. E 18. A 
03. E 07. C 11. A 15. C 19. D 
04. B 08. C 12. D 16. A 20. B 
 
 
 
 
SIMULADO LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 
Responda as questões de 1 a 10 de acordo com o 
texto abaixo: 
 
O primeiro dever passado pelo novo professor de 
português foi uma descrição tendo o mar como tema. A 
classe inspirou-se, toda ela, nos encapelados mares de 
Camões, aqueles nunca dantes navegados; o episódio do 
Adamastor foi reescrito pela meninada. Prisioneiro no 
internato, eu vivia na saudade das praias do Pontal onde 
conhecera a liberdade e o sonho. O mar de Ilhéus foi o 
tema de minha descrição. 
Padre Cabral levara os deveres para corrigir em sua cela. 
Na aula seguinte, entre risonho e solene, anunciou a 
existência de uma vocação autêntica de escritor naquela 
sala de aula. Pediu que escutassem com atenção o dever 
que ia ler. Tinha certeza, afirmou, que o autor daquela 
página seria no futuro um escritor conhecido. Não 
regateou elogios. Eu acabara de completar onze anos. 
Passei a ser uma personalidade, segundo os cânones do 
colégio, ao lado dos futebolistas, dos campeões de 
matemática e de religião, dos que obtinham medalhas. Fui 
admitido numa espécie de Círculo Literário onde brilhavam 
alunos mais velhos. Nem assim deixei de me sentir 
prisioneiro, sensação permanente durante os dois anos em 
que estudei no colégio dos jesuítas. 
Houve, porém, sensível mudança na limitada vida do aluno 
interno: o padre Cabral tomou-me sob sua proteção e 
colocou em minhas mãos livros de sua estante. Primeiro 
"As Viagens de Gulliver", depois clássicos portugueses, 
traduções de ficcionistas ingleses e franceses. Data dessa 
época minha paixão por Charles Dickens. Demoraria ainda 
a conhecer Mark Twain, o norte-americano não figurava 
entre os prediletos do padre Cabral. 
Recordo com carinho a figura do jesuíta português erudito 
e amável. Menos por me haver anunciado escritor, 
sobretudo por me haver dado o amor aos livros, por me 
haver revelado o mundo da criação literária. Ajudou-me a 
suportar aqueles dois anos de internato, a fazer mais leve 
a minha prisão, minha primeira prisão. 
Jorge Amado 
1. Padre Cabral, numa determinada passagem do texto, 
ordena que os alunos: 
a)façam uma descrição sobre o mar; 
b)descrevam os mares encapelados de Camões; 
c)reescrevam o episódio do Gigante Adamastor;. 
d)façam uma descrição dos mares nunca dantes 
navegados; 
e)retirem de Camões inspiração para descrever o mar. 
 
2. Segundo o texto, para executar o dever imposto por 
Padre Cabral, a classe toda usou de um certo: 
a)conhecimento extraído de "As viagens de Gulliver"; 
b)assunto extraído de traduções de ficcionistas ingleses e 
franceses; 
c)amor por Charles Dickens; 
 
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d)mar descrito por Mark Twain; 
e)saber já feito, já explorado por célebre autor. 
 
3.Apenas o narrador foi diferente, porque: 
a)lia Camões; 
b)se baseou na própria vivência; 
c)conhecia os ficcionistas ingleses e franceses; 
d)tinha conhecimento das obras de Mark Twain; 
e)sua descrição não foi corrigida na cela de Padre Cabral. 
 
4.O narrador confessa que no internato lhe faltava: 
a)a leitura de Os Lusíadas; 
b)o episódio do Adamastor; 
c)liberdade e sonho; 
d)vocação autêntica de escritor; 
e)respeitável personalidade. 
 
5.Todos os alunos apresentaram seus trabalhos, mas só 
foi um elogiado, porque revelava: 
a)liberdade; 
b)sonho; 
c)imparcialidade; 
d)originalidade; 
e)resignação. 
 
6.Por ter executado um trabalho de qualidade literária 
superior, o narrador adquiriu um direito que lhe agradou 
muito: 
a)ler livros da estante de Padre Cabral; 
b)rever as praias do Pontal; 
c)ler sonetos camonianos; 
d)conhecer mares nunca dantes navegados; 
e)conhecer a cela de Padre Cabral. 
 
7.Contudo, a felicidade alcançada pelo narrador não era 
plena. Havia uma pedra em seu caminho: 
a)os colegas do internato; 
b)a cela do Padre Cabral; 
c)a prisão do internato; 
d)o mar de Ilhéus; 
e)as praias do Pontal. 
 
8.Conclui-se, da leitura do texto, que: 
a)o professor valorizou o trabalho dos alunos pelo esforço 
com que o realizaram; 
b)o professor mostrou-se satisfeito porque um aluno 
escreveu sobre o mar de Ilhéus; 
c)o professor ficou satisfeito ao ver que um de seus alunos 
demonstrava gosto pela leitura dos clássicos portugueses; 
d)a competência de saber escrever conferia, no colégio, 
tanto destaque quanto a competência de ser bom atleta ou 
bom em matemática; 
e)graças à amizade que passou a ter com Padre Cabral, o 
narrador do texto passou a ser uma personalidade no 
colégio dos jesuítas. 
 
9.O primeiro dever... foi uma descrição... Contudo nesse 
texto predomina a: 
a)narração; 
b)dissertação; 
c)descrição; 
d)linguagem poética; 
e)linguagem epistolar. 
 
10.Por isso a maioria dos verbos do texto encontra-se no: 
a)presente do indicativo; 
b)pretérito imperfeito do indicativo; 
c)pretérito perfeito do indicativo; 
d)pretérito mais que perfeito do indicativo; 
e)futuro do indicativo. 
 
Releia a primeira estrofe e responda as questões de 11 a 
13 
 
Cheguei, Chegaste, Vinhas fatigada 
E triste, e triste e fatigado eu vinha. 
Tinhas a alma de sonhos povoada. 
E a alma de sonhos povoada eu tinha. 
 
11.À ordem alterada, que o autor elabora no texto, em 
busca da eufonia e ritmo, dá-se o nome de: 
a)antítese; 
b)metáfora; 
c)hipérbato; 
d)pleonasmo; 
e)assíndeto. 
 
12.E a alma de sonhos povoada eu tinha. Na ordemdireta 
fica: 
a)E a alma povoada de sonhos eu tinha. 
b)E povoada de sonhos a alma eu tinha. 
c)E eu tinha povoada de sonhos a alma. 
d)E eu tinha a alma povoada de sonhos. 
e)E eu tinha a alma de sonhos povoados. 
 
13.Predominam na primeira estrofe as orações: 
a)substantivas; 
b)adverbiais; 
c)coordenadas; 
d)adjetivas; 
e)subjetivas. 
 
Releia a segunda estrofe para responder as questões de 
14 a 17: 
 
E paramos de súbito na estrada 
Da vida: longos anos, presa à minha 
A tua mão, a vista deslumbrada 
Tive da luz que teu olhar continha 
 
14.O objetivo preso (presa) refere-se a: 
a)estrada; 
b)vida; 
c)minha mão; 
d)tua mão; 
e)vista. 
 
15.Coloque nos espaços em branco os verbos ao lado 
corretamente flexionados no imperativo afirmativo, 
segunda pessoa do singular. 
.................................(parar) na estrada da vida; 
........................(manter) a luz de teu olhar 
a)pára - mantém 
b)paras - manténs 
c)pare - mantenha 
d)pares - mantenhas 
e)parai - mantende 
 
 
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16.Tive da luz que teu olhar continha. Com luz no plural 
teríamos que escrever assim: 
a)Tive das luzes que teu olhar continha. 
b)Tive das luzes que teus olhares continha. 
c)Tive das luzes que teu olhar continham. 
d)Tive das luzes que teus olhares continham. 
e)Tiveram das luzes que teus olhares continham. 
 
17.Tive da luz que teu olhar continha. 
A oração destacada, em relação ao substantivo luz, 
guarda um valor de: 
a)substantivo; 
b)adjetivo; 
c)pronome; 
d)advérbio; 
e)aposto. 
 
Releia as duas últimas estrofes para responder as 
questões de 18 a 20: 
 
Hoje, segues de novo... Na partida 
Nem o pranto os teus olhos umedece, 
Nem te comove a dor da despedida. 
E eu, solitário, volto a face, e tremo, 
vendo o teu vulto que desaparece 
Na extrema curva do caminho extremo. 
 
18.Sujeito do verbo umedecer (umedece): 
a)a partida; 
b)os teus olhos; 
c)tu; 
d)ela; 
e)o pranto. 
 
19.O verbo comover (comove) refere-se no texto (e por 
isso concorda com ela) à palavra: 
a)o pranto; 
b)a dor; 
c)teus olhos; 
d)te; 
e)partida. 
 
20.Assinale a alternativa onde aparece um verbo 
intransitivo. 
a)Hoje seques de novo. 
b)Nem o pranto os teus olhos umedece. 
c)Nem te comove a dor de despedida. 
d)E eu, solitário, volto a face. 
e)Vendo o teu vulto. 
 
GABARITO 
01A - 02E - 03B - 04C - 05D - 06A - 07C - 08D - 09A - 10C 
- 11C - 12 D 
13C - 14D - 15A - 16A - 17B - 18E - 19B - 20A 
 
 
 
TESTES GERAIS 
 
 
1. "A ............... de uma guerra nuclear provoca uma 
grande .............. na humanidade e a deixa ............... 
quanto ao futuro." 
a) espectativa - tensão - exitante 
b) espectativa - tenção - hesitante 
c) expectativa - tensão - hesitante 
d) expectativa - tenção - hezitante 
e) espectativa - tenção – exitante 
 
2. "Os textos são bons e entre outras coisas demonstram 
que há criatividade". Cabem no máximo: 
a) 3 vírgulas 
b) 4 vírgulas 
c) 2 vírgulas 
d) 1 vírgula 
e) 5 vírgulas 
 
3. "Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo 
heróico o brado retumbante..." O sujeito desta afirmação 
com que se inicia o Hino Nacional é: 
a) indeterminado 
b) "um povo heróico" 
c) "as margens plácidas do Ipiranga" 
d) "do Ipiranga". 
e) "o brado retumbante" 
 
4. "Saberão que nos tempos do passado o doce amor era 
julgado um crime." 
a) 1 preposição 
b) 3 adjetivos 
c) 4 verbos 
d) 7 palavras átonas 
e) 4 substantivos 
 
5. ( Ortografia ) S ou Z ? 
a) ananás, logaz, vorás, lilaz 
b) maciez, altivez, pequenez, tez 
c) clareza, duqueza, princesa, rez 
d) guizo, granizo siso, rizo 
 
6. ( Ortografia ) E ou I ? 
a) femenino, sequer, periquito 
b) impecilho, mimeógrafo, digladiar 
c) intimorato, discrição privilégio 
d) penico, despêndio , selvícola 
 
7. ( Ortografia ) X ou CH ? 
a) xingar, xisto, enxaqueca 
b) mochila, flexa, mexilhão 
c) cachumba, mecha, enchurrada 
d) encharcado, echertado, enxotado 
 
8. ( Ortografia) G ou J ? 
a) monje tijela lojista ultraje 
b) anjinho, rijidez, angina jia 
c) herege, frege, pajé, jerimum 
d) rabujento, rigeza, goló, jesto 
 
9. ( Ortografia) S ou Z ? 
a) aridez, pesquizar, catalizar 
b) abalizado, escassez, clareza 
c) esperteza, hipnotisar, deslise 
d) atroz, obuz, paralização 
 
10. (Ortografia) X ou CH ? 
a) mexerico, bruxelear, chilique 
b) faixa, xalé, chaminé 
 
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c) charque, chachim, caximbo 
d) charque, chachim, caximbo 
 
11. (Ortografia) G ou J ? 
a) agiota, beringela, canjica 
b) jeito, algibeira, tigela 
c) estranjeiro, gorjeito, jibóia 
d) enjeitar, magestade, gíria 
 
12. (Ortografia) S ou Z ? 
a) atrazo, paralizar, reprezália 
b) balisa, bazar, aprazível, frizo 
c) apoteoze, briza, gaze, griz 
d) espezinhar, cerzir, proeza, paz 
 
13. (Ortografia) S, SS, Ç, C, SC ? 
a) assédio, discente, suscinto 
b) oscilar, mesce, néscio, lascivo 
c) víscera, fascinar, discernir 
d) ascenção, ressuscitar, suscitar 
 
14. (Ortografia) SS ou Ç ? 
a) endosso, alvíssaras, grassar 
b) lassidão, palissada, massapê 
c) chalassa, escasso, massarico 
d) arruassa, obsessão, sossobrar 
 
15. A alternativa em que todas as palavras apresentam 
correta separação silábica: 
a) ex-ces-so, cres-ci-men-to, me-io 
b) ins-tru-ção, ex-ci-tar, eu-ro-pe-u 
c) ex-ce-len-te, mai-o-ri-a, a-vi-ão 
d) pers-pe-cti-va, dig-no, ri-t-mo 
 
16. A alternativa em que todas as palavras apresentam 
separação carreta de sílabas é: 
a) ex - ce - ção / cre - sci - men - to / pro - fes - sor 
b) ins - tru - ção / ex - ci - tar / eu - ro - pe - u 
c) ex - ce - len - te / a - vi - ão / me - io 
d) pers - pe - cti - va / am - bi - guo / trans - por - te 
e) rit - mo / dig - no / ap – to 
 
17. A alternativa em que todas as palavras correta divisão 
silábica: 
a) bis-a-vô, sa-sa-do, in-tro-mis-são 
b) cir-cun-scri-to, ab-di-car, pneu 
c) en-san-guen-tar, re-crei-o, abs-ces-so 
d) in-tro-ver-são, ne-ces-si-da-de, ri-tmo 
 
18. A alternativa que apresenta pontuação incorreta é: 
a) Jorge Amado, um dos autores brasileiros mais 
conhecido a mundialmente publicou mais um livro. 
b) Casa de ferreiro, espeto de pau. 
c) Olha, José, não precisa mais voltar hoje. 
d) Os passantes chegam, olham, perguntam e 
prosseguem. 
e) A História, diz Cícero, é e mestra da vida 
 
19. A alternativa que apresenta um verbo indevidamente 
flexionado no presente do subjuntivo é: 
a) Vade 
b) Pulais 
c) Meçais 
d) Valham 
e) Caibamos 
 
20. A frase em que todas as palavras estão corretas 
quanto a acentuação gráfica é: 
a) A contiguidade de suas atitudes retilíneas conduzí-lo-à 
ao objetivo proposto. 
b) A frequência dos alunos em sala de aula é 
indispensável a uma boa avaliação. 
c) Apaziguemos os ânimos intranquilos. 
d) Os gramáticos preparam a reforma da acentuação 
e) Cinquenta delinquetes destruíram o armazém. 
 
 
GABARITO: 
 
1-C 2-C 3-C 4-E 5-B 6-C 7-A 8-C 9-B 10-B 
11-B 12-D 13-C 14-A 15-C 16-E 17-C 18-a 19-A 20-a 
 
 
 
 
 
SIMULADO PORTUGUÊS - 30 QUESTÕES – 
COM GABARITO 
 
1- O plural de "qualquer cidadão" é: 
a- qualquer - cidadãos 
b- quaisquer - cidadões 
c- quaisquer - cidadães 
d- quaisquer - cidadãos 
e- qualquer - cidadões 
 
2 - "Anos a fio..." A expressão significa: 
a- Há muitos anos. 
b- Há anos atrás 
c- Por muitos anos. 
d- Por uma sequência de anos. 
e- Nos últimos anos. 
 
 
3- A violação era ...............: assim, o fiscal lavrou o 
.................. para aplicação das .............. cabíveis. 
a- fragrante - auto de infração - sanções 
b- flagrante - auto de infração - sanções 
c- fragrante - auto de inflação - sansões 
d- fragrante - alto de infração - sansões 
e- flagrante - auto de inflação - sanções 
 
4- Nas alternativas abaixo, temos um substantivo e um 
adjetivo, "exceto" em: 
a- tributo - tributável 
b- isenção - isento 
c- fisco - fiscal 
d- desembaraçar - desembaraço 
e- câmbio - cambial 
 
5- Quanto ao uso da crase a frase errada é: 
a- Refiro-me à isenção de imposto. 
b- Ao viajarà Europa, cuidado para não ultrapassar a cota. 
c- Tenho dúvidas à respeito de franquia. 
d- Esta mercadoria é atentatória à ordem pública. 
e- Dirigi-me à fiscal de plantão. 
 
 
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6- Quanto à concordância nominal, a única frase correta é: 
a- Eles mesmo preencherão a declaração de bagagem. 
b- Seguem anexo as provas do processo. 
c- Estamos quites com o fisco. 
d- A mercadoria estava meio escondida. 
e- É proibida a entrada de frutas cítricas no país. 
 
7- A frase onde há erro de concordância verbal é: 
a- Houveram muitos turistas atravessando a ponte. 
b- Faz vinte minutos que esse carro espera para ser 
liberado. 
c- Deve haver poucas declarações para serem 
examinadas. 
d- São oito horas de trabalho. 
e- Existem pessoas tentando burlar a fiscalização. 
 
8- Escolha o item que apresenta "antônimo" da palavra 
sublinhada na frase abaixo: 
A água está calma, transparente e riscada de sol. 
a- concentrada 
b- excitada 
c- perturbada 
d- agitada 
e- desequilibrada 
 
9- Escolha a opção em que há "substantivos" que se 
referem, respectivamente, a "ação" e "sentimento": 
a- homem - passos 
b- passado - medo 
c- diferença - raízes 
d- inteligência - criação 
e- trabalho - tristeza 
 
10- A alternativa em que todas as palavras obedecem à 
mesma norma de acentuação gráfica é: 
a- saúde - solúvel - saída 
b- café - você - corrói 
c- pátria - indícios - critério 
d- pólo - álbum - táxi 
e- caráter - juízo - artéria 
 
11- O substantivo classificado como comum, concreto, 
simples, coletivo e derivado é: 
a- justiça 
b- habitantes 
c- romanceiro 
d- pedra-sabão 
e- computadores 
 
12 - Dos substantivos abaixo, o que se classifica, quanto 
ao gênero, como sobrecomum é: 
a- ré 
b- tatu 
c- ente 
d- aldeã 
e- analista 
 
13- Pões o coração de lado. 
Mudando-se o tempo verbal da oração acima, a 
identificação está incorreta em: 
a- pores / infinitivo pessoal 
b- põe / imperativo afirmativo 
c- pôs / pretérito perfeito do indicativo 
d- puseres / pretérito mais que perfeito do indicativo 
e- punhas / pretérito imperfeito do indicativo 
 
14- O verbo chamar está empregado como transitivo 
indireto em: 
a- Ninguém nos chama de loucos. 
b- Ora chamam por ele, ora por mim. 
c- Parece que chamei a pessoa errada. 
d- O presidente, chamam-no de esperto. 
e- O guarda chamou o chofer de incauto. 
 
15- O final do passeio deve ser na praia. Se colocarmos o 
verbo em azul no pretérito imperfeito do indicativo teremos: 
a- deverá 
b- devia 
c- devesse 
d- devera 
e- deva 
 
16- "Eis o que escreveu aquela moça magra" 
O termo em azul é: 
a- sujeito 
b- objeto direto 
c- predicativo do sujeito 
d- adjunto adnominal 
e- adjunto adverbial 
 
17- A opção em que as duas palavras formam o plural da 
mesma maneira é: 
a- substituição / nação 
b- administração / pão 
c- ficção / alemão 
d- demonstração / capitão 
e- talão / cristão 
 
18- Escolha a opção em que os vocábulos devem ser 
graficamente acentuados por serem proparoxítonos. 
a- anonima - problematico 
b- sinonimo - aspereza 
c- ambito - intolerante 
d- proximo - celular 
e- impeto - carater 
 
19- Escolha a frase em que não deve ser usado o sinal 
indicativo de crase. 
a- A noite, costumava ler revistas antigas. 
b- Andava a procura de um computador. 
c- Ficávamos frente a frente numa convivência diária. 
d- Fui a praia e depois procurei-o. 
e- O dinheiro se destinava a compra de um carro. 
 
20- Pode-se substituir a expressão "solicitações 
impertinentes" por: 
a- avisos descabidos 
b- apelos inconvenientes 
c- sinais insolentes 
d- pedidos inusitados 
e- chamadas esquisitas 
 
21- Todos os verbos apresentam uma irregularidade no 
futuro do subjuntivo em: 
a- pôr - ver - rir 
b- dar - saber - ouvir 
c- dizer - equivaler - medir 
d- fazer - dispor - vir 
 
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e- incendiar - caber - intervir 
 
22 - Escolha a opção cujas palavras estão corretamente 
acentuadas. 
a- cajú - cortêsmente - ilhéu 
b- jabotí - disséssemos - rítimo 
c- linguístico - outrém - filézinho 
d- sequência - idólatra - amabilíssimo 
e- esfôrço - abdômen - inglêses 
 
23- Nos períodos abaixo, o pronome oblíquo encontra-se 
colocado antes do verbo. Indique a opção que também 
admite a colocação do pronome após o verbo principal. 
a- João se calará diante das denúncias. 
b- José o defende em todas as circunstâncias. 
c- Quem me procurou na minha ausência? 
d- Não se sabe quem ficou com as promissórias. 
e- O professor o tinha avisado sobre a data de entrega dos 
trabalhos. 
 
24- Escolha a opção cujos substantivos masculinos têm a 
flexão para o feminino, respectivamente, como ã, oa e ona 
. 
a- sultão - vilão - ladrão 
b- ancião - leitão - valentão 
c- anão - leão - pavão 
d- anfitrião - cortesão - solteirão 
e- cristão - tabelião - zangão 
 
25- Indique o período cuja forma verbal pode ser 
transformada em passiva com auxiliar. 
a- Na excursão, visitou-se um país a cada três dias. 
b- Na assembleia escolar, falou-se muito em inovações 
curriculares. 
c- Eles se desentenderam várias vezes durante a viagem. 
d- Ele se lembrou dos bons momentos do passado. 
e- vaidosa, enfeitou-se com laços e babados. 
 
26- As letras que completam de modo correto as palavras 
escasse__ , depre__ão , aquie__er são 
respectivamente: 
a- z - ç - c 
b- z - ss - sc 
c- s- ç - c 
d- s - s - ss 
e- s -ss - sc 
 
27- Todas as frases abaixo estão corretas quanto à 
concordância, exceto uma: 
a- A maior parte das pessoas desconhece o problema. 
b- Resta ainda, em alguns trechos, áreas preservadas. 
c- Alguns de vós acompanham o noticiário sobre o 
assunto. 
d- Foi um agrônomo pernambucano quem nos alertou 
sobre o que está ocorrendo. 
e- Cerca de dois milhões de quilômetros quadrados 
viraram deserto. 
 
28- As alternativas estão corretas, exceto: 
a- Porque era um mau programa, diminuiu o Ibope da 
emissora de TV. 
b- Por que se forma desertos na ausência de áreas 
verdes? 
c- Não sabemos o porque de sua ausência. 
d- Formamos nossa personalidade através das 
dificuldades por que passamos. 
e- Ela não veio, por quê? 
 
29- Escolha a opção em que o fonema s ocorre em todas 
as palavras. 
a- exatoria - reconhecido - diversificado 
b- máximo - explícita - precursor 
c- acionar - sucesso - invisível 
d- manuseável - conceder - auxílio 
e- essencial - êxito - patrício 
 
30- Com relação à regência verbal, escolha a opção 
correta. 
a- O datilógrafo deve conhecer a todas as possibilidades 
da máquina de escrever. 
b- Aconselho-o uma leitura atenta ao manual. 
c- Alguns itens podem parecê-lo mais importante. 
d- As margens protegem à margem escrita. 
e- Cabe ao datilógrafo o estabelecimento das medidas da 
margem. 
 
GABARITO: 
1. D 
2. D 
3. B 
4. D 
5. C 
6. D 
7. A 
8. D 
9. E 
10. C 
11. C 
12. C 
13. D 
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