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APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 1 APOSTILA PORTUGUÊS INTERPRETAÇÃO DE TEXTO COMO INTERPRETAR TEXTOS É muito comum, entre os candidatos a um cargo público a preocupação com a interpretação de textos. Isso acontece porque lhes faltam informações específicas a respeito desta tarefa constante em provas relacionadas a concursos públicos. Por isso, vão aqui alguns detalhes que poderão ajudar no momento de responder as questões relacionadas a textos. TEXTO – é um conjunto de ideias organizadas e relacionadas entre si, formando um todo significativo capaz de produzir INTERAÇÃO COMUNICATIVA (capacidade de CODIFICAR E DECODIFICAR). CONTEXTO – um texto é constituído por diversas frases. Em cada uma delas, há uma certa informação que a faz ligar-se com a anterior e/ou com a posterior, criando condições para a estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa interligação dá-se o nome de CONTEXTO. Nota-se que o relacionamento entre as frases é tão grande, que, se uma frase for retirada de seu contexto original e analisada separadamente, poderá ter um significado diferente daquele inicial. INTERTEXTO - comumente, os textos apresentam referências diretas ou indiretas a outros autores através de citações. Esse tipo de recurso denomina-se INTERTEXTO. INTERPRETAÇÃO DE TEXTO - o primeiro objetivo de uma interpretação de um texto é a identificação de sua ideia principal. A partir daí, localizam-se as ideias secundárias, ou fundamentações, as argumentações, ou explicações, que levem ao esclarecimento das questões apresentadas na prova. Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a: 1. IDENTIFICAR – é reconhecer os elementos fundamentais de uma argumentação, de um processo, de uma época (neste caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os quais definem o tempo). 2. COMPARAR – é descobrir as relações de semelhança ou de diferenças entre as situações do texto. 3. COMENTAR - é relacionar o conteúdo apresentado com uma realidade, opinando a respeito. 4. RESUMIR – é concentrar as ideias centrais e/ou secundárias em um só parágrafo. 5. PARAFRASEAR – é reescrever o texto com outras palavras. EXEMPLO TÍTULO DO TEXTO PARÁFRASES "O HOMEM UNIDO ” A INTEGRAÇÃO DO MUNDO A INTEGRAÇÃO DA HUMANIDADE A UNIÃO DO HOMEM HOMEM + HOMEM = MUNDO A MACACADA SE UNIU (SÁTIRA) CONDIÇÕES BÁSICAS PARA INTERPRETAR Fazem-se necessários: a) Conhecimento Histórico – literário (escolas e gêneros literários, estrutura do texto), leitura e prática; b) Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do texto) e semântico; OBSERVAÇÃO – na semântica (significado das palavras) incluem-se: homônimos e parônimos, denotação e conotação, sinonímia e antonímia, polissemia, figuras de linguagem, entre outros. c) Capacidade de observação e de síntese e d) Capacidade de raciocínio. INTERPRETAR x COMPREENDER INTERPRETAR SIGNIFICA COMPREENDER SIGNIFICA - EXPLICAR, COMENTAR, JULGAR, TIRAR CONCLUSÕES, DEDUZIR. - TIPOS DE ENUNCIADOS • Através do texto, - INTELECÇÃO, ENTENDIMENTO, ATENÇÃO AO QUE REALMENTE ESTÁ ESCRITO. - TIPOS DE ENUNCIADOS: • O texto DIZ que... • É SUGERIDO pelo autor APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 2 INFERE-SE que... • É possível DEDUZIR que... • O autor permite CONCLUIR que... • Qual é a INTENÇÃO do autor ao afirmar que... que... • De acordo com o texto, é CORRETA ou ERRADA a afirmação... • O narrador AFIRMA... ERROS DE INTERPRETAÇÃO É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência de erros de interpretação. Os mais frequentes são: a) Extrapolação (viagem) Ocorre quando se sai do contexto, acrescentado ideias que não estão no texto, quer por conhecimento prévio do tema quer pela imaginação. b) Redução É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção apenas a um aspecto, esquecendo que um texto é um conjunto de ideias, o que pode ser insuficiente para o total do entendimento do tema desenvolvido. c) Contradição Não raro, o texto apresenta ideias contrárias às do candidato, fazendo-o tirar conclusões equivocadas e, consequentemente, errando a questão. OBSERVAÇÃO - Muitos pensam que há a ótica do escritor e a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas numa prova de concurso qualquer, o que deve ser levado em consideração é o que o AUTOR DIZ e nada mais. COESÃO - é o emprego de mecanismo de sintaxe que relacionam palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre si. Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de um pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um pronome oblíquo átono, há uma relação correta entre o que se vai dizer e o que já foi dito. OBSERVAÇÃO – São muitos os erros de coesão no dia-a- dia e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e do pronome oblíquo átono. Este depende da regência do verbo; aquele do seu antecedente. Não se pode esquecer também de que os pronomes relativos têm, cada um, valor semântico, por isso a necessidade de adequação ao antecedente. Os pronomes relativos são muito importantes na interpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que existe um pronome relativo adequado a cada circunstância, a saber: QUE (NEUTRO) - RELACIONA-SE COM QUALQUER ANTECEDENTE. MAS DEPENDE DAS CONDIÇÕES DA FRASE. QUAL (NEUTRO) IDEM AO ANTERIOR. QUEM (PESSOA) CUJO (POSSE) - ANTES DELE, APARECE O POSSUIDOR E DEPOIS, O OBJETO POSSUÍDO. COMO (MODO) ONDE (LUGAR) QUANDO (TEMPO) QUANTO (MONTANTE) EXEMPLO: Falou tudo QUANTO queria (correto) Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria aparecer o demonstrativo O ). ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DO TEXTO Texto narrativo As personagens: São as pessoas, ou seres, viventes ou não, forças naturais ou fatores ambientais, que desempenham papel no desenrolar dos fatos. Toda narrativa tem um protagonista que é a figura central, o herói ou heroína, personagem principal da história. O personagem, pessoa ou objeto, que se opõe aos designos do protagonista, chama-se antagonista, e é com ele que a personagem principal contracena em primeiro plano. As personagens secundárias, que são chamadas também de comparsas, são os figurantes de influencia menor, indireta, não decisiva na narração. O narrador que está a contar a história também é uma personagem, pode ser o protagonista ou uma das outras personagens de menor importância, ou ainda uma pessoa estranha à história. Podemos ainda, dizer que existem dois tipos fundamentais de personagem: as planas: que são definidas por um traço característico, elas não alteram seu comportamento durante o desenrolar dos acontecimentos e tendem à caricatura; as redondas: são mais complexas tendo uma dimensão psicológica, muitas vezes, o leitor fica surpreso com as suas reações perante os acontecimentos. Sequência dos fatos (enredo): Enredo é a sequência dos fatos, a trama dos acontecimentos e das ações dos personagens. No enredo podemos distinguir, com maior ou menor nitidez, três ou quatro estágios progressivos: a exposição (nem sempre ocorre), a complicação, o clímax, o desenlace ou desfecho. Na exposição o narrador situa a história quanto à época, o ambiente, as personagens e certas circunstâncias. Nem sempre esse estágio ocorre, na maioria das vezes, principalmente nos textos literários mais recentes, a história começa a ser narrada no meio APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 3 dos acontecimentos (“in média”), ou seja, no estágio da complicação quando ocorre e conflito, choque de interesses entre as personagens. O clímax é o ápice da história, quando ocorre o estágio de maior tensão do conflitoentre as personagens centrais, desencadeando o desfecho, ou seja, a conclusão da história com a resolução dos conflitos. Os fatos: São os acontecimentos de que as personagens participam. Da natureza dos acontecimentos apresentados decorre o gênero do texto. Por exemplo o relato de um acontecimento cotidiano constitui uma crônica, o relato de um drama social é um romance social, e assim por diante. Em toda narrativa há um fato central, que estabelece o caráter do texto, e há os fatos secundários, relacionados ao principal. Espaço: Os acontecimentos narrados acontecem em diversos lugares, ou mesmo em um só lugar. O texto narrativo precisa conter informações sobre o espaço, onde os fatos acontecem. Muitas vezes, principalmente nos textos literários, essas informações são extensas, fazendo aparecer textos descritivos no interior dos textos narrativo. Tempo: Os fatos que compõem a narrativa desenvolvem-se num determinado tempo, que consiste na identificação do momento, dia, mês, ano ou época em que ocorre o fato. A temporalidade salienta as relações passado/presente/futuro do texto, essas relações podem ser linear, isto é, seguindo a ordem cronológica dos fatos, ou sofre inversões, quando o narrador nos diz que antes de um fato que aconteceu depois. O tempo pode ser cronológico ou psicológico. O cronológico é o tempo material em que se desenrola à ação, isto é, aquele que é medido pela natureza ou pelo relógio. O psicológico não é mensurável pelos padrões fixos, porque é aquele que ocorre no interior da personagem, depende da sua percepção da realidade, da duração de um dado acontecimento no seu espírito. Narrador: observador e personagem: O narrador, como já dissemos, é a personagem que esta a contar a história. A posição em que se coloca o narrador para contar a história constitui o foco, o aspecto ou o ponto de vista da narrativa, e ele pode ser caracterizado por : - visão “por detrás” : o narrador conhece tudo o que diz respeito às personagens e à história, tendo uma visão panorâmica dos acontecimentos narração é feita em 3a pessoa. - visão “com”: o narrador é personagem e ocupa o centro da narrativa que é feito em 1a pessoa. - visão “de fora”: o narrador descreve e narra apenas o que vê, aquilo que é observável exteriormente no comportamento da personagem, sem ter acesso a sua interioridade, neste caso o narrador é um observador e a narrativa é feita em 3a pessoa. Foco narrativo: Todo texto narrativo necessariamente tem de apresentar um foco narrativo, isto é, o ponto de vista através do qual a história está sendo contada. Como já vimos, a narração é feita em 1a pessoa ou 3a pessoa. Formas de apresentação da fala das personagens Discurso direto e indireto O discurso direto identifica-se com a fala dos personagens, quando o narrador está falando e transfere suas falas às personagens, nesse momento as personagens assumem o fio da narrativa. Ocorre a introdução do verbo dizer e outros sinônimos, e dos sinais específicos de pontuação (:- ). Ex: O menino disse: - Hoje não quero ir à escola. A mãe retrucou: - Não posso aceitar que você não vá. No discurso indireto, só o narrador fala pelos personagens. Os sinais de pontuação são trocados pela conjunção que, conservando-se o verbo dizer ou seus sinônimos. Ex: O menino disse que não queria ir à escola, a mão retrucou que não poderia aceitar que ele não fosse. Na passagem do discurso direto para o indireto, os verbos que estão no presente vão para o passado, os que estão no passado vão para o mais-que-perfeito, "isto aqui" vira "aquilo lá" e "esta" vira "aquela". Na passagem do indireto para o direto, fazemos o caminho contrário. Veja alguns exemplos: Do direto para o indireto: - A chuva veio logo, disse ele. Ele disse que a chuva vinha logo. - Estas memórias vão dar o que falar - admitia esfregando as mãos contentes, ao reler esses lances inéditos. Admitia esfregando as mãos contentes, ao reler aqueles lances inéditos, que aquelas memórias iam dar o que falar. Do indireto para o direto: O marido perguntou se Diva queria café no quarto. O marido perguntou: - Quer café no quarto, Diva ? Rodrigo perguntou se tu falaste com o Dr. Brandão. Rodrigo perguntou: - Falaste com o Dr. Brandão ? Policarpo Quaresma me perguntou como ia a família. Policarpo Quaresma me perguntou: - Como vai a família ? Verbos de elocução Observe o verbo grifado: O pai chamou Carlinhos e perguntou: - Quem quebrou o vidro, meu filho ? Observe : A . O pedreiro disse que estava à disposição. B . O pedreiro disse: Estou à disposição. APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 4 Transformamos: A - discurso indireto em B - discurso direto . Faça o mesmo: Observe: A . Intrigado o pai perguntou ao filho: Você viu ontem uma carteira em cima desta mesa ? B . Intrigado, o pai perguntou ao filho se ele vira, no dia anterior, uma carteira em cima daquela mesa. Transformamos: A - discurso direto em B - discurso indireto. O narrador empregou o verbo perguntar para indicar a personagem a que pertence a fala. Denomina-se verbo de elocução (verbos dicendi). Veja agora uma relação dos principais verbos de elocução: dizer (afirmar, declarar) exclamar (gritar, bradar) perguntar (indagar, interrogar) pedir (solicitar, rogar) responder ( retrucar, replicar) exortar (aconselhar) contestar (negar, objetar) ordenar (mandar, determinar) Além desses verbos de sentido geral, existem outros, mais amplos.. Veja alguns: sussurar, murmurar, balbuciar, cochichar, segredar, esclarecer, sugerir, soluçar, comentar, propor, convidar, cumprimentar, repetir, estranhar, insistir, prosseguir, continuar, ajuntar, acrescentar, concordar, consentir, anuir, intervir, repetir, rosnar, berrar, protestar, contrapor, desculpar, justificar-se, suspirar, rir, etc. Pontuação no discurso direto A fala da personagem, no discurso direto, deve vir disposta em parágrafo e introduzida por travessão. Virou-se para o pai e aconselhou: Papai, esse menino do vizinho é um subversivo desgraçado. Os verbos de elocução são pontuados de acordo com sua posição. 1a posição - antes da fala - separa-se por dois pontos : O pai chamou Pedrinho e perguntou :Quem quebrou o vidro, meu filho ? 2a posição - depois da fala - separa-se por travessão ou vírgula : Agora você se chama Teresinha, disse me beijando a face. Agora você se chama Teresinha - disse me beijando a face. 3a posição - no meio da fala - separa-se por travessão ou vírgula: A Sociedade - afirmava Simão - tem obrigação de fazer o enterro. Nesse dia , observou Luís Garcia sorrindo levemente, há de ser tão sincera como hoje. (Machado de Assis) Numa narrativa, nem sempre os verbos de elocução estão expressos. Costuma-se omiti-los principalmente em falas curtas ou para traduzir tensão psicológica das personagens. Utilização do discurso direto na produção de um texto. Seleção das falas mais significativas, isto é, as falas pertinentes ao conflito básico vivido pelas personagens. Não se deve ter a pretensão de retratar fielmente a realidade, relatando tudo o que as personagens poderiam ter dito. Adequação das falas ao nível cultural das personagens e principalmente ao registro linguístico. Discurso indireto Estabelece-se o discurso indireto, quando o narrador, em vez de deixar a personagem falar, reproduz com suas palavras o que foi dito, Exemplo: Chamou um moleque e bradou-lhe que fosse à casa do Sr. João Carneiro chamá-lo, já e já; e se não estivesse em casa, perguntasse onde podia ser encontrado(...)( Machado de Assis) Se o narrador reproduzisse diretamente a fala da personagem, a construção do texto seria assim: APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 5 Chamou um moleque e bradou-lhe : Vá a casa do Sr. João Carneiro chamá-lo, já e já; e se não estiver em casa, pergunte onde pode ser encontrado. No discurso indireto, também podem estar presentes verbos dicendi, mas seguidos de orações substantivas, geralmente iniciadas com a conjunção que ou se. Na passagem do discurso direto para o indireto ou vice- versa, importa observar algumas transformações importantes: discurso direto: primeira pessoa Eles perguntaram : - O que devemos fazer ? 1) Discurso indireto: terceira pessoa 2) Eles perguntaram o que deviam fazer. discurso direto: imperativo O professor ordenou: - Façam o exercício ! 1) Discurso indireto: pretérito imperfeito do subjuntivo 2) O professor ordenou que fizéssemos o exercício. discurso direto: futuro do presente A enfermeira explicou: - Com o medicamento, a criança dormirá calmamente discurso indireto: futuro do pretérito A enfermeira explicou que, com o medicamento, a criança dormiria calmamente. discurso direto: presente do indicativo Ela me perguntou : - A quem devo entregar o trabalho ? 1) Discurso indireto : pretérito imperfeito do indicativo 2) Ela me perguntou a quem devia entregar o trabalho. discurso direto: pretérito perfeito Ele disse : - Estive na escola e falei com o diretor. Discurso indireto: pretérito mais-que-perfeito Ele disse que estivera na escola e falara com o diretor. Discurso indireto livre Às vezes, no entanto, as falas do narrador e da personagem parecem confundir-se numa só, sem que se saiba claramente a quem elas pertencem, Trata-se, neste caso, do discurso indireto livre. Observe, por exemplo, esta passagem de Graciliano Ramos, extraída do romance Vidas secas: O suor umedeceu-lhe as mãos duras. Então ? Suando com medo de uma peste que se escondia tremendo ? Note que a primeira frase pertence ao narrador, porém as interrogações são da personagem; entretanto, não há indicações dessa mudança através de verbos dicendi, o que exclui também as conjunções integrantes. Assim, a narrativa se torna mais fluente, aproximando mais narrador e personagem. Texto Descritivo Descrever é fazer uma representação verbal dos aspectos mais característicos de um objeto, de uma pessoa, paisagem, ser e etc. As perspectivas que o observador tem do objeto, é muito importante, tanto na descrição literária quanto na descrição técnica, é esta atitude que vai determinar a ordem na enumeração dos traços característicos para que o leitor possa combinar suas impressões isoladas formando uma imagem unificada. Uma boa descrição vai apresentando o objeto progressivamente, variando as partes focalizadas e associando-as ou interligando-as pouco a pouco. Podemos encontra distinções entre uma descrição literária e outra técnica. Passaremos a falar um pouco sobre cada uma delas: Descrição Literária: A finalidade maior da descrição literária é transmitir a impressão que a coisa vista desperta em nossa mente através do sentidos. Daí decorrem dois tipos de descrição: a subjetiva, que reflete o estado de espírito do observador, suas preferencias, assim ele descreve o que quer e o pensa ver e não o que vê realmente; já a objetiva traduz a realidade do mundo objetivo, fenomênico, ela é exata e dimensional. Descrição de Personagem: É utilizada para caracterização das personagens, pela acumulação de traços físicos e psicológicos pela enumeração de seus hábitos, gestos, aptidões e temperamento, com a finalidade de situar personagem no contexto cultural, social e econômico modelado de seu como procedimento. Descrição de Paisagem: Neste tipo de descrição, geralmente o observador abrange de uma só vez a globalidade do panorama, para depois ao pouco em ordem de proximidade, abranger as partes mais típicas desse todo. Descrição do Ambiente: Ela dá os detalhes do interiores, dos ambientes em que ocorrem as ações, tentando dar ao leitor uma visualização da suas particularidades, de seus traços distintivos e típicos. Descrição da Cena: Trata-se de uma descrição movimentada que se desenvolve progressivamente no tempo. É a descrição de um incêndio, de uma briga, de um naufrágio. Descrição Técnica: Ela apresenta muitas das características gerais da literatura, com a distinção de que nela se utiliza um vocabulário mais preciso, se salientando com exatidão os pormenores. É predominantemente denotativa tendo como objetivo esclarecer convencendo. Pode aplicar-se a objetos, a aparelhos ou mecanismos, a fenômenos, a fatos, a lugares, a eventos e etc. Texto Dissertativo Dissertar significa discutir, expor, interpretar ideias. A dissertação consta de uma série de juízos a respeito de um determinado assunto ou questão, e pressupõe um APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 6 exame critico do assunto sobre o qual se vai escrever com clareza, coerência e objetividade. A dissertação pode ser argumentativa na qual o autor tenta persuadir o leitor a respeito dos seus pontos de vista, ou simplesmente, Ter com finalidade dar a conhecer ou explicar certo modo de ver qualquer questão. A linguagem usada é a referencial, centrada, na mensagem, enfatizando o contexto. Quanto a forma, ela pode ser tripartida em : Introdução: Em poucas linhas coloca o leitor os dados fundamentais do assunto que esta tratando. É a enunciação direta e objetiva da definição do ponto de vista do autor. Desenvolvimento: Constitui o corpo do texto, onde as ideias colocadas na introdução serão definidas com os dados mais relevantes. Todo desenvolvimento devem estruturar-se em blocos de ideias articuladas entre si, de forma que a sucessão deles resulte num conjunto coerente e unitário que se encaixa na introdução e desencadeia a conclusão. Conclusão: É o fenômeno do texto, marcado pela síntese da ideia central. Na conclusão o autor reforça sua opinião, retomando a introdução e os fatos resumidos do desenvolvimento do texto. Para haver maior entendimento dos procedimentos que podem ocorrer em um dissertação, cabe fazermos a distinção entre fatos, hipótese e opinião. - Fato: É o acontecimento ou coisa cuja veracidade e reconhecida; é a obra ou ação que realmente se praticou. - Hipótese: É a suposição feita a cerca de uma coisa possível ou não, e de que se tiram diversas conclusões; é uma afirmação sobre o desconhecido, feita com base no que já é conhecido. - Opinião: Opinar é julgar ou inserir expressões de aprovação ou desaprovação pessoal diante de acontecimentos, pessoas e objetos descritos, é um parecer particular sentimento que se tem a respeito de algo. Leia o texto a seguir: Tem cada uma na vida Jamais entenderei a moça me procurou para fazer um pedido: queria (quer) ser artista de novela das 7. - Mais eu... - tentei informar. Ela não me deixou concluir a frase: - Até que não estou pedindo muito. Se pedisse para novela das 8, iam dizer que era pretensão. Também não desejo a novela das 6. Quando a gente é modesta demais, botam pra escanteio. - É, mas... - Então eu acho que no meio está a virtude, como gostava de falar o vovô. Vovô era entendido em coisas mil. O senhor conheceu vovô? Ele foi um cara importante no MEC. - Devo Ter conhecido. Qual era o nome dele? - Vovô Marreco. A gente chamava ele assim porque tinha uma cara gozada, cara de marreco. Uma ocasião... Bem, depois eu conto. O senhor vai me ajudar, não vai? Mas uma vez tentei explicar (não consegui) que não tenho nada com televisão, apenas sou amigo do Otton Lara Resende, na Rede Globo, e não me consta que o Otton selecione artista. Mas a moça prosseguia vivendo sonho, que não erasonho era projeto amadurecido. Os pais aprovavam. Mesmo que não aprovassem, estava decidida: - Força do destino. Minha tia-avó fugiu de casa para trabalhar na companhia de Leopoldo Fróis. Naquele tempo não havia televisão imagine como as opções eram limitadas. Minha mãe fez parte do caste da novelas da Rádio Nacional deixou o brodecaste para casar. Meu pai impôs condição. Felizmente, evoluiu, hoje até faz gosto. - E o namorado? – perguntei, desistindo de esclarecer que ela batera à porta errada. - Namorado? Então o senhor acha que vou pedir consentimento a namorado, para trabalhar em novela? A gente tá em 1980, pô. - Lá isso é. - Inclusive meus namorados são todos descartáveis. Não me amarro a nenhum, porque meu futuro não está nos homens. Tá na arte. - Muito bem. - Não é que eu não queira negócio com homem, veja bem. Deus me livre e guarde. Só que minha vocação, minha carreira ficam acima de tudo. - Você tem experiência? - Que é que o senhor chama de experiência? - Experiência mesmo. Já transou cinema, teatro, expressão corporal, laboratório, essas coisas? Pensou para responder. Afinal: - Sim e não. - Sim e não, como? - Quer dizer, transei com gente ligada, mas não me deram chance para começar. - E vai logo começar de novela? - Olha, a base da novela hoje é naturalidade. Sou muito natural, o senhor tá vendo como sou natural. Se me contratarem eu tiro de letra. Aliás, eu treino sozinha. - Como? - Eu ensaio lá em casas, no meu quarto. Já fiz vários papeis, e não era papel mole, de figurante. fiz uma cena da Glória Meneses, que se ela visse fica boba de admiração. Não era para me gabar. Me considero tarimbada. - Ótimo. - O tempo que eu passo estudando as atrizes da tevê , não está no gibi. E só pra elas que olho. Conheço tudo, olhar, franzir dos lábios, cara de tristeza e cara de desejo de Maria Cláudia, Joana Fomm, Lúcia Alves, Débora Duarte... Quer ver? - Não precisa, minha filha. Eu acredito. - Só uma amostrinha pra provar que não estou mentindo. - Está-se vendo que você não mente. Obrigado. - Pois é. Ou eu entro na novela da 7 – qualquer novela, de qualquer época, eu sou como a Lucélia Santos, APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 7 papel de escrava, de estudante, de garota fútil, eu topo – ou.... - Ou o quê? - Sê não entrar, não sei o será de minha vida. - Não diga isto! - Digo. Minha vida depende do senhor, neste momento. Uma palavrinha sua, e... - E ? - Tou contratada. Vamos, não me negue uma colher de chá. Eu sei que você pode fazer isso por mim. desculpe o tratamento, saiu sem querer. Por que você não diz logo que vai me ajudar? Por que não telefona logo pro pessoal da tevê? Por que ficou assim, duro, engasgado, sei lá se descrente de minhas possibilidades? Por que não confia em mim ? Diga, diga pelo amor de Deus! Você é ruim, homem! Você é íntimo do Daniel Filho e não quer mover uma palha em favor de uma pobre artista em potencial! - Tinha se levantado, no ardor da interpretação, agitou os braços, deixou-se cair na poltrona, exausta, pela primeira vez silenciosa. Só então pude jurar-lhe, também por Deus, que não conheço Daniel Filho. Olhou-me com desprezo: - Ah, é assim? E por que não me falou isso logo de começo? Me enganar esse tempo todo! E eu, feito boba, falando com a pessoa errada! Tem cada uma na vida.... ESTUDO DO TEXTO Identifique no texto lido, os elementos da narração estudados. 1 – Quem são os personagens? 2 – Qual o fato central da narrativa? 3 – Qual a natureza do fato contado? 4 – Onde acontecem os fatos narrados? 5 – Quando aconteceram os fatos? 6 – Como foi arrumado o enredo? 7 – Em que foco narrativo está o texto? Respostas 1- As personagens são: o narrador e a moça que quer ser atriz 2 – O narrador é procurado por uma moça que deseja que ele a ajude a tornar-se atriz da novela das sete. 3 – É um fato comum, cotidiano, que mostra a influência da televisão sobre determinadas pessoas. 4 – Não aparecem no texto o lugar onde eles conversaram. 5 – É conveniente observar que o texto está no presente. 6 – Diante da paixão da garota pelo trabalho em novelas, o narrador não consegue revelar que ela está falando com o homem errado. Quando ele revela que nada pode fazer por ela, a moça passa a agredi-lo. 7 – O texto está na primeira pessoa do singular. Funções da Linguagem Para melhor compreensão das funções de linguagem, torna-se necessário o estudo dos elementos da comunicação. Elementos da comunicação emissor - emite, codifica a mensagem receptor - recebe, decodifica a mensagem mensagem - conteúdo transmitido pelo emissor código - conjunto de signos usado na transmissão e recepção da mensagem referente - contexto relacionado a emissor e receptor canal - meio pelo qual circula a mensagem Obs.: as atitudes e reações dos comunicantes são também referentes e exercem influência sobre a comunicação. Funções da linguagem Função emotiva (ou expressiva) centralizada no emissor, revelando sua opinião, sua emoção. Nela prevalece a 1ª pessoa do singular, interjeições e exclamações. É a linguagem das biografias, memórias, poesias líricas e cartas de amor. Função referencial (ou denotativa) centralizada no referente, quando o emissor procura oferecer informações da realidade. Objetiva, direta, denotativa, prevalecendo a 3ª pessoa do singular. Linguagem usada nas notícias de jornal e livros científicos. Função apelativa (ou conativa) centraliza-se no receptor; o emissor procura influenciar o comportamento do receptor. Como o emissor se dirige ao receptor, é comum o uso de tu e você, ou o nome da pessoa, além dos vocativos e imperníveiativo. Usada nos discursos, sermões e propagandas que se dirigem diretamente ao consumidor. Função fática centralizada no canal, tendo como objetivo prolongar ou não o contato com o receptor, ou testar a eficiência do canal. Linguagem das falas telefônicas, saudações e similares. Função poética centralizada na mensagem, revelando recursos imaginativos criados pelo emissor. Afetiva, sugestiva, conotativa, ela é metafórica. Valorizam-se as palavras, suas combinações. É a linguagem figurada apresentada em obras literárias, letras de música, em algumas propagandas etc. Função metalinguística centralizada no código, usando a linguagem para falar dela mesma. A poesia que fala da poesia, da sua função e do poeta, um texto que comenta outro texto. Principalmente os dicionários são repositórios de metalinguagem. Obs.: Em um mesmo texto podem aparecer várias funções da linguagem. O importante é saber qual a função predominante no texto, para então defini-lo. APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 8 COESÃO E COERÊNCIA Antes de tudo é preciso saber o que é coesão e coerência, pois sem essas duas chaves principais de qualquer texto, você não vai a lugar nenhum. Coesão - em nossa linguagem cotidiana procuramos executar manobras coesivas, muitas vezes, com o intuito de melhorar a própria expressividade do enunciado. Veja alguns casos: Em lugar de - Comprei sorvetes. Dei os sorvetes a meus filhos. usamos - Comprei sorvetes. Dei-os a meus filhos. Dei-os funciona como relacional que recupera em B o que havia sido colocado em A. O objetivo é evidenciar o processo de repetição, considerado menos "rico ou sofisticado" por uma certa gramática. O uso indevido de elementos de ligação invariavelmente podem comprometer os processos coesivos do texto. Coerência - A rigor, existem vários níveis e planos de coerência ou incoerência. Veja alguns casos: - Um sujeito resolve contar a última piada de papagaio num velório. Além de impertinente, a piada sofre de uma síndrome geral de incoerência contextual. A situação lutuosa não permite que o decoro seja quebrado e risos apareçam em torno do defunto.- Em vestibular da Fuvest, o candidato saiu-se com a seguinte "... a palidez do sol tropical refletia nas águas do rio Amazonas". Convenhamos que o sol tropical pode ser acusado de muitas coisas, menos de palidez. O riso provocado pela leitura daquele texto poético é derivado de um caso de incoerência no uso da imagem. A lista poderia aumentar muito. Basta reter a ideia que, no fundo, o problema básico envolvido na produção da coerência é o do acerto das partes com relação ao todo textual; do ajuste sequencial das ideias; da progressão dos argumentos; das afirmativas que são explicadas... Coloque-se sempre no lugar do autor ou do ouvinte para sentir se realmente está sendo coerente. DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO A denotação é a propriedade que possui uma palavra de limitar-se a seu próprio conceito, de trazer apenas o seu significado primitivo, original. A conotação é a propriedade que possui uma palavra de ampliar-se no seu campo semântico, dentro de um contexto, podendo causar várias interpretações. Observe os exemplos Denotação As estrelas do céu. Vesti-me de verde. O fogo do isqueiro. Conotação As estrelas do cinema. O jardim vestiu-se de flores O fogo da paixão SENTIDO PRÓPRIO E SENTIDO FIGURADO As palavras podem ser empregadas no sentido próprio ou no sentido figurado Construi um muro de pedra - sentido próprio Maria tem um coração de pedra – sentido figurado. A água pingava lentamente – sentido figurado. SEMÂNTICA Quanto à significação, as palavras podem ser: Sinônimos e antônimos O que são Sinônimos e Antônimos: * Sinônimos São palavras de sentido igual ou aproximado: alfabeto - abecedário; brado, grito - clamor; extinguir, apagar - abolir. Observação: A contribuição greco-latina é responsável pela existência de numerosos pares de sinônimos: adversário e antagonista; translúcido e diáfano; semicírculo e hemiciclo; contraveneno e antídoto; moral e ética; colóquio e diálogo; transformação e metamorfose; oposição e antítese. * Antônimos São palavras de significação oposta: ordem - anarquia; soberba - humildade; louvar - censurar; mal - bem. Observação: A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido oposto ou negativo: bendizer e maldizer; simpático e antipático; progredir e regredir; concórdia e discórdia; ativo e inativo; esperar e desesperar; comunista e anticomunista; simétrico e assimétrico. O que são Homônimos e Parônimos: * Homônimos a) Homógrafos: são palavras iguais na escrita e diferentes na pronúncia: rego (subst.) e rego (verbo); colher (verbo) e colher (subst.); jogo (subst.) e jogo (verbo); apoio (subst.) e apoio (verbo); denúncia (subst.) e denuncia (verbo); APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 9 providência (subst.) e providencia (verbo). b) Homófonos: são palavras iguais na pronúncia e diferentes na escrita: acender (atear) e ascender (subir); concertar (harmonizar) e consertar (reparar); cela (compartimento) e sela (arreio); censo (recenseamento) e senso (juízo); paço (palácio) e passo (andar). c) Homógrafos e homófonos simultaneamente: São palavras iguais na escrita e na pronúncia: caminho (subst.) e caminho (verbo); cedo (verbo) e cedo (adv.); livre (adj.) e livre (verbo). * Parônimos São palavras parecidas na escrita e na pronúncia: coro e couro; cesta e sesta; eminente e iminente; osso e ouço; sede e cede; comprimento e cumprimento; tetânico e titânico; autuar e atuar; degradar e degredar; infligir e infringir; deferir e diferir; suar e soar. NÍVEIS DE LINGUAGEM Linguagem Coloquial e Culta O “CERTO” E O “ERRADO” NO USO DA LÍNGUA “Ta na cara que eles não teve peito de encará os ladrão.”(1) “Obviamente faltou-lhes coragem para enfrentar os ladrões”.(2) Qual delas é gramaticalmente correta? Não há dúvidas que é a frase 2. Mas, se tanto a frase 2 quanto a frase 1 dizem a mesma coisa, se qualquer pessoa que seja falante do nosso idioma pode entende-las perfeitamente, por que então se considera correta a frase 2 e errada a frase 1? Ou seja, que critérios são usados para determinar o que é certo e o que é errado dentro de um mesmo idioma? De modo geral, os falantes são levados a aceitar como “correto” o modo de falar do segmento social que, em consequência de sua privilegiada situação econômica e cultural, tem maior prestigio dentro da sociedade. Assim, o modo de falar desse grupo social passa a servir de padrão, enquanto as demais variedades linguísticas, faladas por grupos sociais menos prestigiados, passam a ser consideradas “erradas”. É importante entender que, a principio, não existe uma forma melhor (“mais cera”) ou pior (“mais errada”) de se falar. Trata-se apenas de uma diferenciação que se dá baseada em critérios sociais e também em situação de uso efetivo da língua. Uma das funções da escola é, através do ensino de língua portuguesa, oferecer a você condições de dominar a norma-padrão, a fim de que, nas circunstâncias sociais convenientes, seja falando, seja escrevendo, você possa utiliza-la adequadamente. LÍNGUA CULTA E LÍNGUA COLOQUIAL Já vimos que, convencionalmente, considera-se como “correta” a língua utilizada pelo grupo de maior prestigio social. Essa é a chamada língua culta, falada escrita, em situações formais, pelas pessoas de maior instrução. A língua culta é nivelada, padronizada, principalmente pela escola e obedece à gramática da língua-padrão. A língua coloquial, por outro lado, é uma variante espontânea, utilizada, mas relações informais entre dois ou mais falantes. É a língua do cotidiano, sem muita preocupação com as normas. O Falante, ao utiliza-la, comete deslizes gramaticais com frequência considerável. Outra característica da língua coloquial é o uso de constantes de expressões populares, frases feitas, gírias etc. Fazendo uma comparação entre a língua culta e a língua coloquial, é possível constatar que, em certos aspectos, as diferenças entre as duas são bastante evidentes, mas, em outros, os limites não são tão claros, ficando difícil, nesses casos, definir uma “fronteira” entre o que é culto e oi que é coloquial. No quadro que segue, estão as diferenças que mais facilmente podem ser observadas: USO COLOQUIAL/ POPULAR USO CULTO Pronuncia mais descuidada de certas palavras e expressões: nóis, oceis, tá bão, num vô, num quê Maior cuidado com a pronúncia: nóis, vocês, está bom, não vou, não quer. Não utilização das marcas de concordância Ex: Os meninos vai/vão bem. Uso regular da forma nós. Uso constante de a gente no lugar de nós. Raro uso dessas expressões. Mistura de pessoas gramaticais. Ex: Você sabe que te enganam. Uniformidade no uso das pessoas gramaticais. Ex: Você sabe que o enganam. Tu sabes que te enganam. Uso “livre” da flexão dos verbos. Ex: Se ele fazer; enganam. Utilização da flexão verbal conforme as normas gramaticais. Ex: Se ele fizer, se ele puser. Uso de gírias. Não utilização de gírias. TEXTO 3 Se utilizássemos numa conversa com homens medievais a expressão Idade Média, eles não teriam ideia do que isso poderia significar. Eles, como todos os homens de todos períodos históricos, se viam vivendo na época contemporânea. De fato, falarmos em Idade Média representa uma rotulação a posteriori, uma satisfação da necessidade de dar nome aos momentos passados. No caso do que chamamos de Idade Média, foi o século XVI que elaborou tal conceito. Ou melhor, tal preconceito, pois o termo expressava um desespero indisfarçado pelos séculos localizados entre a Antiguidade Clássica e o próprio século XVI. http://www.vestibularseriado.com.br/redacao/index.php?ver=150 APOSTILAELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 10 VAMOS ACABAR COM ESSE FOLGA O Negócio aconteceu num café. Tinha uma porção de sujeitos, sentados nesse café, tomando umas e outras. Havia brasileiros, portugueses, franceses, argelinos, alemães, o diabo. De repente , um alemão forte pra cachorro levantou e gritou que não via homem pra ele ali dentro. Houve a surpresa inicial, motivada pela provocação, e logo um turco, tão forte como o alemão, levantou-se de lá e perguntou: - Isso é comigo? - Pode ser com você também – respondeu o alemão. Ai então o turco avançou para o alemão e levou uma traulitada tão segura que caiu no chão. Vai daí o alemão repetiu que não havia homem ali dentro pra ele. Queimou- se então um português que era maior ainda do que o turco. Queimou-se e não conversou. Partiu para cima do alemão e não teve outra sorte. Levou um murro debaixo dos queixos e caiu sem sentidos. O alemão limpou as mãos, deu mais um golpe no chope e fez ver aos presentes que o dizia era certo. Não havia homem para ele naquele café. Levantou-se então um inglês troncudo pra cachorro e também entrou bem. E depois do inglês foi a vez de um francês, depois um norueguês etc. Até que, lá do canto do café, levantou-se um brasileiro magrinho, cheio de picardia, para perguntar, como os outros: - Isso é comigo? O alemão voltou a dizer que podia ser. Então o brasileiro deu um sorriso cheio de bossa e veio vindo gingando assim pro lado do alemão. Parou perto, balançou o corpo e ... pimba! O alemão deu-lhe uma porrada na cabeça com tanta força que quase desmonta o brasileiro. Como, minha senhora? Qual é o fim da história? Pois a história termina aí, madame. Termina ai que é pros brasileiros perderem essa mania de pisar macio e pensar que são malandros do que os outros. (Stanislau Ponte Preta, Dois amigos e uma chato,São Paulo, Moderna, 1986.) Língua Padrão Introdução As línguas são um conjunto variado de formas linguísticas, cada uma tendo sua gramática, sua organização estrutural. Cientificamente, nenhuma forma linguística é melhor que outra, exceto se não a virmos como ciência, mas sim, tendo como critério o preconceito ou o gosto pessoal. Porém, é certo que há uma diferenciação valorativa proveniente não da diferença de formas, mas do significado social que adquirem na sociedade. Costumamos medir nossas palavras? Porque o ouvinte julga além do que se diz, também quem diz, identificando assim, a classe social, a região, o ponto de vista, a escolaridade, a intenção..., ou seja, a linguagem é também um índice de poder. Assim, este artigo procura mostrar como a língua padrão é privilegiada, ou seja, socialmente aceitável, de falar ou escrever. Língua padrão: um "peixe ensaboado"? A língua padrão na sua origem é a língua do poder político, econômico e social. Suas formas são asseguradas pelo processo social coercitivo agindo em várias direções. Uma delas é a própria escola que funciona para transmitir e conservar a língua "certa". Outra força é a dos próprios usuários da língua que lutam para alcançar a língua padrão porque sabem que não usá-las em certos contextos implica censura, discriminação e bloqueio à ascensão social. Entretanto, se todos concordam com a existência e com as vantagens da língua padrão, pouca gente - se é que existe - é capaz de descrevê-la rigorosamente. Portanto a " língua padrão" é um peixe ensaboado! Para que não haja “desespero", existem alguns aspectos que devem ser observados quando se fala em língua padrão: a- A língua padrão não é uniforme, ela admite variações. Algumas delas são: Variação geográfica - De uma região para outra, o padrão aceita diferenças de pronúncia, de vocabulário e de sintaxe. Porém, não são todas as variações que são aceitas. O grau de aceitação depende da importância social e econômica da região de origem. Níveis de formalidade - O mesmo usuário da língua empregará formas linguísticas diferentes de acordo com as situações vivenciadas. Diferenças estilísticas - Cada usuário da língua tem um estilo próprio. Língua oral e língua escrita - O padrão oral é mais flexível que o padrão escrito. b- A língua padrão muda no tempo. Existem algumas consequências dessas mudanças: Imprecisão de suas características - Quando há uma tendência forte na linguagem oral em "fugir" da língua padrão e, consequentemente, passa também a fazer parte da linguagem escrita. "Convivência" entre formas arcaicas e contemporâneas - As "novidades" lentamente vão se popularizando e disseminando até o momento em que ninguém consegue perceber a nova forma como erro. Língua Padrão: há um referencial? Tradicionalmente, a referência era a dos bons escritores do passado. Mas, no mundo contemporâneo é levado em consideração os meios de comunicação social. Diante disto, é importante que aquele que pretende dominar a língua não se limite a decorar regras, e sim, torne-se parte ativa e integrante da língua que fala e escreve. O primeiro passo que deve ser dado nesse sentido é diversificar as fontes de referência da língua padrão. Não podemos nos limitar a uma só gramática tradicional e devemos vê-las cautelosamente, uma vez que trabalham normalmente com exemplos literários de autores antigos, são conservadoras, quando não intolerantes, diante dos sinais de mudança da língua. Outra fonte importante de referência são os meios de comunicação de massa que têm produzido seus próprios manuais de redação procurando padronizar a linguagem do veículo, estabelecendo um padrão próprio. Mas também devemos ter cautela, já que em muitos aspectos esses manuais reproduzem (mal) normas das gramáticas tradicionais a que eles mesmos desobedecem... VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS http://www.vestibularseriado.com.br/redacao/index.php?ver=150 APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 11 Variação linguística é um fenômeno que acontece com a língua e pode ser compreendida através das variações históricas e regionais. Em um mesmo país, com um único idioma oficial, a língua pode sofrer diversas alterações feitas por seus falantes. Como não é um sistema fechado e imutável, a língua portuguesa ganha diferentes nuances. O português que é falado no Nordeste do Brasil pode ser diferente do português falado no Sul do país. Claro que um idioma nos une, mas as variações podem ser consideráveis e justificadas de acordo com a comunidade na qual se manifesta. As variações acontecem porque o princípio fundamental da língua é a comunicação, então é compreensível que seus falantes façam rearranjos de acordo com suas necessidades comunicativas. Os diferentes falares devem ser considerados como variações, e não como erros. Quando tratamos as variações como erro, incorremos no preconceito linguístico que associa, erroneamente, a língua ao status. O português falado em algumas cidades do interior do estado de São Paulo, por exemplo, pode ganhar o estigma pejorativo de incorreto ou inculto, mas, na verdade, essas diferenças enriquecem esse patrimônio cultural que é a nossa língua portuguesa. O modo de falar do brasileiro Toda língua possui variações linguísticas. Elas podem ser entendidas por meio de sua história no tempo (variação histórica) e no espaço (variação regional). As variações linguísticas podem ser compreendidas a partir de três diferentes fenômenos. 1) Em sociedades complexas convivem variedades linguísticas diferentes, usadas por diferentes grupos sociais, com diferentes acessos à educação formal; note que as diferenças tendem a ser maiores na língua falada que na língua escrita; 2) Pessoas de mesmo grupo social expressam-se com falas diferentes de acordo com as diferentes situações de uso, sejam situações formais, informais ou de outro tipo; 3) Há falares específicos para grupos específicos, como profissionais de uma mesma área (médicos, policiais, profissionaisde informática, metalúrgicos, alfaiates, por exemplo), jovens, grupos marginalizados e outros. São as gírias e jargões. Assim, além do português padrão, há outras variedades de usos da língua cujos traços mais comuns podem ser evidenciados abaixo. Uso de “r” pelo “l” em final de sílaba e nos grupos consonantais: pranta/planta; broco/bloco. Alternância de “lh” e “i”: muié/mulher; véio/velho. Tendência a tornar paroxítonas as palavras proparoxítonas: arve/árvore; figo/fígado. Redução dos ditongos: caxa/caixa; pexe/peixe. Simplificação da concordância: as menina/as meninas. Ausência de concordância verbal quando o sujeito vem depois do verbo: “Chegou” duas moças. Uso do pronome pessoal tônico em função de objeto (e não só de sujeito): Nós pegamos “ele” na hora. Assimilação do “ndo” em “no”( falano/falando) ou do “mb” em “m” (tamém/também). Desnasalização das vogais postônicas: home/homem. Redução do “e” ou “o” átonos: ovu/ovo; bebi/bebe. Redução do “r” do infinitivo ou de substantivos em “or”: amá/amar; amô/amor. Simplificação da conjugação verbal: eu amo, você ama, nós ama, eles ama. Variações regionais: os sotaques Se você fizer um levantamento dos nomes que as pessoas usam para a palavra "diabo", talvez se surpreenda. Muita gente não gosta de falar tal palavra, pois acreditam que há o perigo de evocá-lo, isto é, de que o demônio apareça. Alguns desses nomes aparecem em o "Grande Sertão: Veredas", Guimarães Rosa, que traz uma linguagem muito característica do sertão centro-oeste do Brasil: Demo, Demônio, Que-Diga, Capiroto, Satanazim, Diabo, Cujo, Tinhoso, Maligno, Tal, Arrenegado, Cão, Cramunhão, O Indivíduo, O Galhardo, O pé-de-pato, O Sujo, O Homem, O Tisnado, O Coxo, O Temba, O Azarape, O Coisa-ruim, O Mafarro, O Pé-preto, O Canho, O Duba-dubá, O Rapaz, O Tristonho, O Não-sei-que-diga, O Que-nunca-se-ri, O sem gracejos, Pai do Mal, Terdeiro, Quem que não existe, O Solto-Ele, O Ele, Carfano, Rabudo. Drummond de Andrade, grande escritor brasileiro, que elabora seu texto a partir de uma variação linguística relacionada ao vocabulário usado em uma determinada época no Brasil. Antigamente "Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio." Como escreveríamos o texto acima em um português de hoje, do século 21? Toda língua muda com o tempo. Basta lembrarmos que do latim, já transformado, veio o português, que, por sua vez, hoje é muito diferente daquele que era usado na época medieval. Língua e status Nem todas as variações linguísticas têm o mesmo prestígio social no Brasil. Basta lembrar de algumas variações usadas por pessoas de determinadas classes sociais ou regiões, para perceber que há preconceito em relação a elas. Veja este texto de Patativa do Assaré, um grande poeta popular nordestino, que fala do assunto: O Poeta da Roça Sou fio das mata, canto da mão grossa, http://www.portugues.com.br/redacao/variacao-linguistica-lingua-movimento.html http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u79.jhtm http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u80.jhtm http://educacao.uol.com.br/biografias/klick/0,5387,1936-biografia-9,00.jhtm http://educacao.uol.com.br/geografia/ult1694u72.jhtm http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u426.jhtm APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 12 Trabáio na roça, de inverno e de estio. A minha chupana é tapada de barro, Só fumo cigarro de paia de mío. Sou poeta das brenha, não faço o papé De argun menestré, ou errante cantô Que veve vagando, com sua viola, Cantando, pachola, à percura de amô. Não tenho sabença, pois nunca estudei, Apenas eu sei o meu nome assiná. Meu pai, coitadinho! Vivia sem cobre, E o fio do pobre não pode estudá. Meu verso rastero, singelo e sem graça, Não entra na praça, no rico salão, Meu verso só entra no campo e na roça Nas pobre paioça, da serra ao sertão. (...) Você acredita que a forma de falar e de escrever comprometeu a emoção transmitida por essa poesia? Patativa do Assaré era analfabeto (sua filha é quem escrevia o que ele ditava), mas sua obra atravessou o oceano e se tornou conhecida mesmo na Europa. Leia agora, um poema de um intelectual e poeta brasileiro, Oswald de Andrade, que, já em 1922, enfatizou a busca por uma "língua brasileira". Vício na fala Para dizerem milho dizem mio Para melhor dizem mió Para pior pió Para telha dizem teia Para telhado dizem teiado E vão fazendo telhados. Uma certa tradição cultural nega a existência de determinadas variedades linguísticas dentro do país, o que acaba por rejeitar algumas manifestações linguísticas por considerá-las deficiências do usuário. Nesse sentido, vários mitos são construídos, a partir do preconceito linguístico. TIPOS DE VARIAÇÕES DA LÍNGUA A linguagem é a característica que nos difere dos demais seres, permitindo-nos a oportunidade de expressar sentimentos, revelar conhecimentos, expor nossa opinião frente aos assuntos relacionados ao nosso cotidiano, e, sobretudo, promovendo nossa inserção ao convívio social. E dentre os fatores que a ela se relacionam destacam-se os níveis da fala, que são basicamente dois: O nível de formalidade e o de informalidade. O padrão formal está diretamente ligado à linguagem escrita, restringindo-se às normas gramaticais de um modo geral. Razão pela qual nunca escrevemos da mesma maneira que falamos. Este fator foi determinante para a que a mesma pudesse exercer total soberania sobre as demais. Quanto ao nível informal, este por sua vez representa o estilo considerado “de menor prestígio”, e isto tem gerado controvérsias entre os estudos da língua, uma vez que para a sociedade, aquela pessoa que fala ou escreve de maneira errônea é considerada “inculta”, tornando-se desta forma um estigma. Compondo o quadro do padrão informal da linguagem, estão as chamadas variedades linguísticas, as quais representam as variações de acordo com as condições sociais, culturais, regionais e históricas em que é utilizada. Dentre elas destacam-se: Variações históricas: Dado o dinamismo que a língua apresenta, a mesma sofre transformações ao longo do tempo. Um exemplo bastante representativo é a questão da ortografia, se levarmos em consideração a palavra farmácia, uma vez que a mesma era grafada com “ph”, contrapondo-se à linguagem dos internautas, a qual fundamenta-se pela supressão do vocábulos. Analisemos, pois, o fragmento exposto: Antigamente “Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio." Carlos Drummond de Andrade Comparando-o à modernidade, percebemos um vocabulário antiquado. Variações regionais: São os chamados dialetos, que são as marcas determinantes referentes a diferentes regiões. Como exemplo, citamos a palavra mandioca que, em certos lugares, recebe outras nomenclaturas, tais como: macaxeira e aipim. Figurando também esta modalidade estão os sotaques, ligados às características orais da linguagem. Variações sociais ou culturais: Estão diretamente ligadas aos grupos sociais de uma maneira geral e também ao grau de instrução de uma determinada pessoa. Como exemplo, citamos as gírias, os jargões e o linguajar caipira. As gírias pertencem ao vocabulário específico de certos grupos, como os surfistas, cantores de rap, tatuadores, entre outros. Os jargões estão relacionados ao profissionalismo, caracterizando um linguajar técnico. Representando a classe, podemos citar os médicos, advogados, profissionais daárea de informática, dentre outros. APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 13 Vejamos um poema e o trecho de uma música para entendermos melhor sobre o assunto: Vício na fala Para dizerem milho dizem mio Para melhor dizem mió Para pior pió Para telha dizem teia Para telhado dizem teiado E vão fazendo telhados. Oswald de Andrade CHOPIS CENTIS Eu “di” um beijo nela E chamei pra passear. A gente fomos no shopping Pra “mode” a gente lanchar. Comi uns bicho estranho, com um tal de gergelim. Até que “tava” gostoso, mas eu prefiro aipim. Quanta gente, Quanta alegria, A minha felicidade é um crediário nas Casas Bahia. Esse tal Chopis Centis é muito legalzinho. Pra levar a namorada e dar uns “rolezinho”, Quando eu estou no trabalho, Não vejo a hora de descer dos andaime. Pra pegar um cinema, ver Schwarzneger E também o Van Damme. (Dinho e Júlio Rasec, encarte CD Mamonas Assassinas, 1995.) Redação A linguagem escrita tem identidade própria e não pretende ser mera reprodução da linguagem oral. Ao redigir, o indivíduo conta unicamente com o significado e a sonoridade das palavras para transmitir conteúdos complexos, estimular a imaginação do leitor, promover associação de ideias e ativar registros lógicos, sensoriais e emocionais da memória. Redação é o ato de exprimir ideias, por escrito, de forma clara e organizada. O ponto de partida para redigir bem é o conhecimento da gramática do idioma e do tema sobre o qual se escreve. Um bom roteiro de redação deve contemplar os seguintes passos: escolha da forma que se pretende dar à composição, organização das ideias sobre o tema, escolha do vocabulário adequado e concatenação das ideias segundo as regras linguísticas e gramaticais. Para adquirir um estilo próprio e eficaz é conveniente ler e estudar os grandes mestres do idioma, clássicos e contemporâneos; redigir frequentemente, para familiarizar-se com o processo e adquirir facilidade de expressão; e ser escrupuloso na correção da composição, retificando o que não saiu bem na primeira tentativa. É importante também realizar um exame atento da realidade a ser retratada e dos eventos a que o texto se refere, sejam eles concretos, emocionais ou filosóficos. O romancista, o cientista, o burocrata, o legislador, o educador, o jornalista, o biógrafo, todos pretendem comunicar por escrito, a um público real, um conteúdo que quase sempre demanda pesquisa, leitura e observação minuciosa de fatos empíricos. A capacidade de observar os dados e apresentá-los de maneira própria e individual determina o grau de criatividade do escritor. Para que haja eficácia na transmissão da mensagem, é preciso ter em mente o perfil do leitor a quem o texto se dirige, quanto a faixa etária, nível cultural e escolar e interesse específico pelo assunto. Assim, um mesmo tema deverá ser apresentado diferentemente ao público infantil, juvenil ou adulto; com formação universitária ou de nível técnico; leigo ou especializado. As diferenças hão de determinar o vocabulário empregado, a extensão do texto, o nível de complexidade das informações, o enfoque e a condução do tema principal a assuntos correlatos. Organização das ideias. O texto artístico é em geral construído a partir de regras e técnicas particulares, definidas de acordo com o gosto e a habilidade do autor. Já o texto objetivo, que pretende antes de mais nada transmitir informação, deve fazê-lo o mais claramente possível, evitando palavras e construções de sentido ambíguo. Para escrever bem, é preciso ter ideias e saber concatená-las. Entrevistas com especialistas ou a leitura de textos a respeito do tema abordado são bons recursos para obter informações e formar juízos a respeito do assunto sobre o qual se pretende escrever. A observação dos fatos, a experiência e a reflexão sobre seu conteúdo podem produzir conhecimento suficiente para a formação de ideias e valores a respeito do mundo circundante. É importante evitar, no entanto, que a massa de informações se disperse, o que esvaziaria de conteúdo a redação. Para solucionar esse problema, pode-se fazer um roteiro de itens com o que se pretende escrever sobre o tema, tomando nota livremente das ideias que ele suscita. O passo seguinte consiste em organizar essas ideias e encadeá-las segundo a relação que se estabelece entre elas. Vocabulário e estilo. Embora quase todas as palavras tenham sinônimos, dois termos quase nunca têm exatamente o mesmo significado. Há sutilezas que recomendam o emprego de uma ou outra palavra, de acordo com o que se pretende comunicar. Quanto maior o vocabulário que o indivíduo domina para redigir um texto, mais fácil será a tarefa de comunicar a vasta gama de sentimentos e percepções que determinado tema ou objeto lhe sugere. Como regras gerais, consagradas pelo uso, deve-se evitar arcaísmos e neologismos e dar preferência ao vocabulário corrente, além de evitar cacofonias (junção de vocábulos que produz sentido estranho à ideia original, como em "boca dela") e rimas involuntárias (como na frase, "a audição e a compreensão são fatores indissociáveis na educação infantil"). O uso repetitivo de palavras e expressões empobrece a escrita e, para evitá- lo, devem ser escolhidos termos equivalentes. A obediência ao padrão culto da língua, regido por normas gramaticais, linguísticas e de grafia, garante a eficácia da comunicação. Uma frase gramaticalmente incorreta, sintaticamente mal estruturada e grafada com erros é, antes de tudo, uma mensagem ininteligível, que APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 14 não atinge o objetivo de transmitir as opiniões e ideias de seu autor. Tipos de redação. Todas as formas de expressão escrita podem ser classificadas em formas literárias -- como as descrições e narrações, e nelas o poema, a fábula, o conto e o romance, entre outros -- e não- literárias, como as dissertações e redações técnicas. Descrição. Descrever é representar um objeto (cena, animal, pessoa, lugar, coisa etc.) por meio de palavras. Para ser eficaz, a apresentação das características do objeto descrito deve explorar os cinco sentidos humanos -- visão, audição, tato, olfato e paladar - -, já que é por intermédio deles que o ser humano toma contato com o ambiente. A descrição resulta, portanto, da capacidade que o indivíduo tem de perceber o mundo que o cerca. Quanto maior for sua sensibilidade, mais rica será a descrição. Por meio da percepção sensorial, o autor registra suas impressões sobre os objetos, quanto ao aroma, cor, sabor, textura ou sonoridade, e as transmite para o leitor. Narração. O relato de um fato, real ou imaginário, é denominado narração. Pode seguir o tempo cronológico, de acordo com a ordem de sucessão dos acontecimentos, ou o tempo psicológico, em que se privilegiam alguns eventos para atrair a atenção do leitor. A escolha do narrador, ou ponto de vista, pode recair sobre o protagonista da história, um observador neutro, alguém que participou do acontecimento de forma secundária ou ainda um espectador onisciente, que supostamente esteve presente em todos os lugares, conhece todos os personagens, suas ideias e sentimentos. A apresentação dos personagens pode ser feita pelo narrador, quando é chamada de direta, ou pelas próprias ações e comportamentos deste, quando é dita indireta. As falas também podem ser apresentadas de três formas: (1) discurso direto, em que o narrador transcreve de forma exata a fala do personagem; (2) discurso indireto, no qual o narrador conta o que o personagem disse, lançando mão dos verbos chamados dicendi ou de elocução, que indicam quem está com a palavra, como por exemplo "disse", "perguntou", "afirmou" etc.; e (3) discurso indireto livre, em que se misturam os dois tipos anteriores. O conjunto dos acontecimentos em que os personagens se envolvem chama-se enredo. Pode ser linear, segundoa sucessão cronológica dos fatos, ou não- linear, quando há cortes na sequência dos acontecimentos. É comumente dividido em exposição, complicação, clímax e desfecho. Dissertação. A exposição de ideias a respeito de um tema, com base em raciocínios e argumentações, é chamada dissertação. Nela, o objetivo do autor é discutir um tema e defender sua posição a respeito dele. Por essa razão, a coerência entre as ideias e a clareza na forma de expressão são elementos fundamentais. A organização lógica da dissertação determina sua divisão em introdução, parte em que se apresenta o tema a ser discutido; desenvolvimento, em que se expõem os argumentos e ideias sobre o assunto, fundamentando-se com fatos, exemplos, testemunhos e provas o que se quer demonstrar; e conclusão, na qual se faz o desfecho da redação, com a finalidade de reforçar a ideia inicial. Texto jornalístico e publicitário. O texto jornalístico apresenta a peculiaridade de poder transitar por todos os tipos de linguagem, da mais formal, empregada, por exemplo, nos periódicos especializados sobre ciência e política, até aquela extremamente coloquial, utilizada em publicações voltadas para o público juvenil. Apesar dessa aparente liberdade de estilo, o redator deve obedecer ao propósito específico da publicação para a qual escreve e seguir regras que costumam ser bastante rígidas e definidas, tanto quanto à extensão do texto como em relação à escolha do assunto, ao tratamento que lhe é dado e ao vocabulário empregado. O texto publicitário é produzido em condições análogas a essas e ainda mais estritas, pois sua intenção, mais do que informar, é convencer o público a consumir determinado produto ou apoiar determinada ideia. Para isso, a resposta desse mesmo público é periodicamente analisada, com o intuito de avaliar a eficácia do texto. Redação técnica. Há diversos tipos de redação não- literária, como os textos de manuais, relatórios administrativos, de experiências, artigos científicos, teses, monografias, cartas comerciais e muitos outros exemplos de redação técnica e científica. Embora se deva reger pelos mesmos princípios de objetividade, coerência e clareza que pautam qualquer outro tipo de composição, a redação técnica apresenta estrutura e estilo próprios, com forte predominância da linguagem denotativa. Essa distinção é basicamente produzida pelo objetivo que a redação técnica persegue: o de esclarecer e não o de impressionar. As dissertações científicas, elaboradas segundo métodos rigorosos e fundamentadas geralmente em extensa bibliografia, obedecem a padrões de estruturação do texto criados e divulgados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A apresentação dos trabalhos científicos deve incluir, nessa ordem: capa; folha de rosto; agradecimentos, se houver; sumário; sinopse ou resumo; listas (de ilustrações, tabelas, gráficos etc.); o texto do trabalho propriamente dito, dividido em introdução, método, resultados, discussão e conclusão; apêndices e anexos; bibliografia; e índice. A preparação dos originais também obedece a algumas normas definidas pela ABNT e pelo Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (IBBD) para garantia de uniformidade. Essas normas dizem respeito às dimensões do papel, ao tamanho das margens, ao número de linhas por página e de caracteres ou espaços por linha, à entrelinha e à numeração das páginas, entre outras características. RELAÇÕES ENTRE SONS E LETRAS, PRONÚNCIA E GRAFIA FONÉTICA É a parte da gramática que estuda os sons da fala humana, ou seja, os fonemas. 1. Fonemas Fonemas são sons da fala humana que, sós ou combinados, formam as sílabas que, por sua vez, formam as palavras. 2. Fonemas e Sílabas - Diferença Não há que confundir fonema e sílaba, são coisas bem diferentes. Uma sílaba pode conter um (a-go-ra), dois (a- APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 15 go-ra), três (es-tre-la), quatro (cris-tão) e até cinco (felds-pa-to) fonemas. 3. Letras Letras são as representações gráficas (símbolos convencionados) dos fonemas. 4. Fonema e Letra - Diferença Fonema pronuncia-se e ouve-se; letra escreve-se e vê- se. Uma palavra pode ter igual número de fonemas e letras: cabelo - 6 letras e 6 fonemas. O número de letras pode ser maior do que o número de fonemas: hoje - 4 letras e 3 fonemas, pois o “h” não é pronunciado; guerra - 6 letras e 4 fonemas, pois os dígrafos “gu” e “rr” representam apenas um fonema cada um; tanto - 5 letras e 4 fonemas, pois o “n” apenas faz com que o “a” seja nasalizado. Há, ainda, palavras que possuem mais fonemas do que letras: tóxico - 6 letras e 7 fonemas, pois o “x” equivale a /ks/. Por outro lado, um mesmo fonema pode ser representado por letras diferentes, como podem, também, fonemas diferentes ser representados por uma mesma letra: mesa, beleza - as letras s e z representam o mesmo fonema /z/; texto (x = /s/), exame (x = /z/), sexo (x = /ks/), máximo (x = /ss/), lixo (x = /ch/) - em cada uma o “x” representa fonemas diferentes. Por aí se vê que não há, rigorosamente, um símbolo gráfico (letra) para cada fonema de nossa língua. Essa discrepância entre fonemas e letras é a responsável pela maior parte das dificuldades ortográficas que enfrentamos. Nome da letra Não confunda o nome da letra com o fonema respectivo. Assim, ele, eme, erre, cê são os nomes das letras l, m, r, c. Os fonemas são os sons que a leitura dessas letras produz na palavra. Classificação dos Fonemas a) VOGAIS Não são simplesmente as letras a, e, i, o, u. Em quilo, a letra u nem é fonema. A vogal é fonema básico de toda sílaba. Não há sílaba sem vogal e não pode haver mais de uma vogal numa sílaba. Por outra, o número de vogais de um vocábulo é igual ao número de sílabas; inversamente, o número de sílabas é igual ao número de vogais. b) CONSOANTES Como o próprio nome sugere (com + soante = soar com), consoantes são os fonemas que, para serem emitidos, necessitam do amparo de outros fonemas, ou seja, das vogais. EX: B /, / C /, / D /, / F /, / G SEDA, CURSO, AMIGO c) SEMIVOGAIS Constituem os fonemas intermediários entre as vogais e as consoantes. São, na prática, o “I” e o “U”, quando, ao lado de uma vogal autêntica, soam levemente, sem a força de vogal. O “e” e o “o”, sempre que, na mesma circunstância, forem pronunciados, respectivamente, como “i” e “u”, também serão semivogais. Comparem-se as diferenças de intensidades dos fonemas grifados, nas palavras que seguem: Semivogais Vogais pais país mau baú mágoa Pessoa vídeo Leo Grupos ou Encontros Vocálicos Chamam-se assim os grupos ou encontros constituídos de dois ou mais fonemas vocálicos (vogais e semivogais). a) DITONGO É o grupo constituído de uma vogal e uma semivogal ou vice-versa. O ditongo pode ser: crescente - quando a semivogal vem antes: série, água, vítreo, nódoa, quando, frequente; decrescente - quando a semivogal vem depois: leite, baixo, céu, herói, mão mãe, põe, muito. b) HIATO É o encontro de duas vogais: pessoa, guria, saúde, saída, coordenar. Observação: Todas as vogais repetidas constituem hiatos e, por isso, devem ser pronunciadas separadamente: crêem, caatinga, vôo, niilismo. c) TRITONGO É o grupo formado por uma vogal entre duas semivogais: quais, saguão. Os tritongos podem ser: orais - quando emitidos sem a participação das fossas nasais: Uruguai, desiguais; nasais - quando emitidos com a participação das fossas nasais: saguão, saguões, enxáguam, águem. Encontros Consonantais APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 16 São as sequências de duas ou mais consoantes: vidro, digno, escrita. Observação: Os encontros consonantais disjuntos (separados silabicamente), como os de “advogados”, “ritmo”, “opção”,“digno”, por serem de difícil elocução, têm proporcionado verdadeiras aberrações fonéticas e até ortográficas. É comum ouvirmos e às vezes até vemos tais palavras escritas assim: “adevogados”, “rítimo”, “opição”, “diguino”. Note-se que, assim, são acrescidas de um fonema e uma sílaba. Dígrafos São os grupos de duas letras representando um fonema apenas. Não confundamos dígrafo (2 letras = 1 fonema) com encontro consonantal (cada letra = 1 fonema). Estes são os dígrafos: ch, lh, nh cheio, filho, ninho; gu, qu, (com o u mudo) guindaste, querido, requinte, segue; rr, ss terra, morro, isso, passa; sc, xc (antes de e e de i) piscina, exceto; sç nasça, desça; TESTES – BANCA FAURGS E CONESUL 1) As palavras abaixo foram retiradas do texto. Assinale a alternativa que contém apenas palavras com dígrafos. (A) acossado – escroques – oxalá – consciência (B) compromissos – quando – iídiche – acossado (C) onisciente – pessoa – frequência – claríssimo (D) pessoa – chuveiro – queria – claríssimo (E) consciência – quase – oxalá – onisciente 2) Assinale a alternativa em que as palavras apresentam, respectivamente, ditongo, hiato e dígrafo consonantal, de acordo com a pronúncia padrão do português brasileiro. (A) fósseis (l. 07) – poluindo (l. 02) – muito (l. 34) (B) país (l. 41) – poluídos (l. 42) – território (l. 15) (C) maneira (l. 37) – poluídos (l. 42) – chegou (l. 22) (D) importância (l. 24) – início (l. 37) – padrão (l. 18) (E) poluindo (l. 02) – asiático (l. 16) – significa (l. 19). 3) Fonética é a parte da gramática que estuda os sons da fala ou fonemas. Sabemos que existe a palavra falada e a palavra escrita. Para escrever, usamos letras, que pronunciadas, representam um som. Esse som é o fonema. Os símbolos que representam graficamente os fonemas são chamados de letras. Nem sempre o número de letras das palavras corresponde ao de fonemas. Diante disso, observe as palavras a seguir e assinale a alternativa incorreta: a) Complexo: 8 letras, 8 fonemas b) Amanhecer: 9 letras, 8 fonemas. c) Chatice: 7 letras, 6 fonemas. d) Galinha: 7 letras, 7 fonemas. 4) Assinale a opção em que o x de todos os vocábulos não tem o som de /ks/. a) tóxico – axila – táxi. b) táxi – êxtase – exame. c) exportar – prolixo – nexo. d) tóxico – prolixo – nexo. e) exército – êxodo – exportar 5) Alguns vocábulos sofrem alteração de timbre da vogal tônica ao serem flexionados, como ocorre em olho – olhos. O mesmo fenômeno pode ser verificado na seguinte palavra do texto: a) bonecas b) concerto c) lamentável d) infortúnio e) defeituosos 6) Assinale a alternativa cujas informações acerca de palavras do texto estejam corretas. a) Em inteira (l. 02) há 6 fonemas, devido à ocorrência de um dígrafo. b) Na palavra determinado (l. 04), ocorre um dígrafo, representado por rm. c) Em conhecimentos (l. 11), o segmento nh representa um encontro consonantal. d) Nas palavras texto (l. 20) e deixam (l. 21), a letra x representa o mesmo fonema. e) A palavra cabides (l. 25) possui o mesmo número de letras e de fonemas. GABARITO: 1) D 2) C 3) A 4) E 5) E 6) E ORTOGRAFIA OFICIAL Ao escrever uma palavra com som de s, de z, de x ou de j, deve-se procurar a origem dela, pois, na Língua Portuguesa, a palavra primitiva, em muitos casos, indica como deveremos escrever a palavra derivada. Ç Escreveremos com -ção as palavras derivadas de vocábulos terminados em -to, -tor, -tivo e os substantivos formados pela posposição do -ção ao tema de um verbo (Tema é o que sobra, quando se retira a desinência de infinitivo - r - do verbo). Portanto deve-se procurar a origem da palavra terminada em -ção. Por exemplo: Donde provém a palavra conjunção? Resposta: provém de conjunto. Por isso, escrevemo-la com ç. APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 17 Exemplos: erudito = erudição exceto = exceção setor = seção intuitivo = intuição redator = redação ereto = ereção educar - r + ção = educação exportar - r + ção = exportação repartir - r + ção = repartição Escreveremos com -tenção os substantivos correspondentes aos verbos derivados do verbo ter. Exemplos: manter = manutenção reter = retenção deter = detenção conter = contenção Escreveremos com -çar os verbos derivados de substantivos terminados em -ce. Exemplos: alcance = alcançar lance = lançar S Escreveremos com -s- as palavras derivadas de verbos terminados em -nder e –ndir Exemplos: pretender = pretensão defender = defesa, defensivo despender = despesa compreender = compreensão fundir = fusão expandir = expansão Escreveremos com -s- as palavras derivadas de verbos terminados em -erter, -ertir e -ergir. Exemplos: perverter = perversão converter = conversão reverter = reversão divertir = diversão aspergir = aspersão imergir = imersão Escreveremos -puls- nas palavras derivadas de verbos terminados em -pelir e -curs-, nas palavras derivadas de verbos terminados em -correr. Exemplos: expelir = expulsão impelir = impulso compelir = compulsório concorrer = concurso discorrer = discurso percorrer = percurso Escreveremos com -s- todas as palavras terminadas em - oso e -osa, com exceção de gozo. Exemplos: gostosa glamorosa saboroso horroroso Escreveremos com -s- todas as palavras terminadas em - ase, -ese, -ise e -ose, com exceção de gaze e deslize. Exemplos: fase crase tese osmose Escreveremos com -s- as palavras femininas terminadas em -isa. Exemplos: poetisa profetisa Heloísa Marisa Escreveremos com -s- toda a conjugação dos verbos pôr, querer e usar. Exemplos: Eu pus Ele quis Nós usamos Eles quiseram Quando nós quisermos Se eles usassem Ç ou S? Após ditongo, escreveremos com -ç-, quando houver som de s, e escreveremos com -s-, quando houver som de z. Exemplos: eleição traição Neusa coisa S ou Z? Escreveremos com -s- as palavras terminadas em -ês e - esa que indicarem nacionalidades, títulos ou nomes próprios. Exemplos: português norueguesa marquês duquesa Inês APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 18 Teresa Escreveremos com -z- as palavras terminadas em -ez e - eza, substantivos abstratos que provêm de adjetivos, ou seja, palavras que indicam a existência de uma qualidade. Exemplos: embriaguez limpeza lucidez nobreza acidez pobreza Escreveremos com -s- os verbos terminados em -isar, quando a palavra primitiva já possuir o -s-. Exemplos: análise = analisar pesquisa = pesquisar paralisia = paralisar Escreveremos com -z- os verbos terminados em -izar, quando a palavra primitiva não possuir -s-. Exemplos: economia = economizar terror = aterrorizar frágil = fragilizar Cuidado: catequese = catequizar síntese = sintetizar hipnose = hipnotizar batismo = batizar Escreveremos com -s- os diminutivos terminados em - sinho e -sito, quando a palavra primitiva já possuir o -s- no final do radical. Exemplos: casinha asinha portuguesinho camponesinha Teresinha Inesita Escreveremos com -z- os diminutivos terminados em - zinho e -zito, quando a palavra primitiva não possuir -s- no final do radical. Exemplos: mulherzinha arvorezinha alemãozinho aviãozinho pincelzinho corzinha SS Escreveremos com -cess- as palavras derivadas de verbos terminados em -ceder. Exemplos: anteceder = antecessor exceder = excesso conceder = concessão Escreveremos com -press- as palavrasderivadas de verbos terminados em -primir. Exemplos: imprimir = impressão comprimir = compressa deprimir = depressivo Escreveremos com -gress- as palavras derivadas de verbos terminados em -gredir. Exemplos: agredir = agressão progredir = progresso transgredir = transgressor Escreveremos com -miss- ou -mess- as palavras derivadas de verbos terminados em -meter. Exemplos: comprometer = compromisso intrometer = intromissão prometer = promessa remeter = remessa ÇS ou SS Em relação ao verbos terminados em -tir, teremos: Escreveremos com -ção, se apenas retirarmos a desinência de infinitivo -r, dos verbos terminados em -tir. Exemplo: curtir - r + ção = curtição Escreveremos com -são, quando, ao retirarmos toda a terminação -tir, a última letra for consoante. Exemplo: divertir - tir + são = diversão Escreveremos com -ssão, quando, ao retirarmos toda a terminação -tir, a última letra for vogal.] Exemplo: discutir - tir + ssão = discussão J Escreveremos com -j- as palavras derivadas dos verbos terminados em -jar. Exemplos: trajar = traje, eu trajei. encorajar = que eles encorajem viajar = que eles viajem APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 19 Escreveremos com -j- as palavras derivadas de vocábulos terminados em -ja. Exemplos: loja = lojista gorja = gorjeta canja = canjica Escreveremos com -j- as palavras de origem tupi, africana ou popular. Exemplos: jeca jiboia jiló pajé G Escreveremos com -g- todas as palavras terminadas em - ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio. Exemplos: pedágio colégio sacrilégio prestígio relógio refúgio Escreveremos com -g- todas as palavras terminadas em - gem, com exceção de pajem, lambujem e a conjugação dos verbos terminados em -jar. Exemplos: a viagem a coragem a personagem a vernissagem a ferrugem a penugem X Escreveremos com -x- as palavras iniciadas por mex-, com exceção de mecha. Exemplos: mexilhão mexer mexerica México mexerico mexido Escreveremos com -x- as palavras iniciadas por enx-, com exceção das derivadas de vocábulos iniciados por ch- e da palavra enchova. Exemplos: enxada enxerto enxerido enxurrada mas: cheio = encher, enchente charco = encharcar chiqueiro = enchiqueirar Escreveremos -x- após ditongo, com exceção de recauchutar e guache. Exemplos: ameixa deixar queixa feixe peixe gueixa UIR e OER Os verbos terminados em -uir e -oer terão as 2ª e 3ª pessoas do singular do Presente do Indicativo escritas com -i-. Exemplos: tu possuis ele possui tu constróis ele constrói tu móis ele mói tu róis ele rói UAR e OAR Os verbos terminados em -uar e -oar terão todas as pessoas do Presente do Subjuntivo escritas com -e- Exemplos: Que eu efetue Que tu efetues Que ele atenue Que nós atenuemos Que vós entoeis Que eles entoem USO DO PORQUÊ Há quatro maneiras de se escrever o porquê: porquê, porque, por que e por quê. Vejamo-las: Porquê: É um substantivo, por isso somente poderá ser utilizado, quando for precedido de artigo (o, os), pronome adjetivo (meu(s), este(s), esse(s), aquele(s), quantos(s)...) ou numeral (um, dois, três, quatro) Ex. Ninguém entende o porquê de tanta confusão. Este porquê é um substantivo. Quantos porquês existem na Língua Portuguesa? Existem quatro porquês. APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 20 Por quê: Sempre que a palavra que estiver em final de frase, deverá receber acento, não importando qual seja o elemento que surja antes dela. Ex. Ela não me ligou e nem disse por quê. Você está rindo de quê? Você veio aqui para quê? Por que: Usa-se por que, quando houver a junção da preposição por com o pronome interrogativo que ou com o pronome relativo que. Para facilitar, dizemos que se pode substituí-lo por por qual razão, pelo qual, pela qual, pelos quais, pelas quais, por qual. Ex. Por que não me disse a verdade? = por qual razão Gostaria de saber por que não me disse a verdade. = por qual razão As causas por que discuti com ele são particulares. = pelas quais Ester é a mulher por que vivo. = pela qual Porque: É uma conjunção subordinativa causal ou conjunção subordinativa final ou conjunção coordenativa explicativa, portanto estará ligando duas orações, indicando causa, explicação ou finalidade. Para facilitar, dizemos que se pode substituí-lo por já que, pois ou a fim de que. Ex. Não saí de casa, porque estava doente. = já que É uma conjunção, porque liga duas orações. = pois Estudem, porque aprendam. = a fim de que A NOVA ORTOGRAFIA Acento agudo O acento agudo desaparece das palavras da língua portuguesa em três casos como se pode ver a seguir: * nos ditongos (encontro de duas vogais proferidas em uma só sílaba) abertos ei e oi das palavras paroxítonas (aquelas cuja sílaba pronunciada com mais intensidade é a penúltima). COMO ERA COMO É HOJE Assembléia Assembleia Heróico Heroico Idéia Ideia Jibóia Jiboia No entanto, as oxítonas (palavras com acento na última sílaba) e os monossílabos tônicos terminados em éi, eu e oi continuam com o acento (no singular e /ou plural. Exemplos: herói(s), ilhéus(us), chapéu(s), anéis, dói, céu. *Nas palavras paroxítonas com i e u tônicos que formam hiato (sequência de duas vogais que pertencem a sílabas diferentes) com a vogal anterior quando esta faz parte de um ditongo; COMO ERA COMO É HOJE baiúca baiuca boiúna boiuna feiúra feiura No entanto, as letras i e u continuam a ser acentuadas se formarem hiato mas estiverem sozinhas na sílaba ou seguidas de s. Exemplos: baú, baús, saída. No caso das palavras oxítonas, nas mesmas condições descritas no item anterior, o acento permanece. Exemplos: tuiuiú, Piauí. *Nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com o u tônico precedido das letras g e q seguido de e e i. Esses casos são pouco frequentes na língua portuguesa: apenas nas formas verbais de arguir e redarguir. COMO ERA COMO É HOJE argúis arguis argúem arguem redargúis redarguis redargúem redarguem Acento diferencial O acento diferencial é utilizado para permitir a identificação mais fácil de palavras homófonas, ou seja, que têm a mesma pronúncia. Atualmente, usamos o acento diferencial – agudo ou circunflexo – em vocábulos como pára (forma verbal), a fim de não confundir com para (a preposição), entre vários outros exemplos. Com a entrada em vigor do acordo, o acento diferencial não será mais usado nesse caso e também nos que estão a seguir: Péla ( do verbo pelar) e pela ( a união da preposição com o artigo); Pólo ( o substantivo) e pólo (a união antiga e popular de por e lo); Pélo (do verbo pelar) e pêlo (o substantivo); Pêra (o substantivo) e péra (o substantivo arcaico que significa pedra), em oposição a pêra (a preposição arcaica que significa para ). No entanto, duas palavras obrigatoriamente continuarão recebendo o acento diferencial: APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 21 PÔR (verbo) mantém o circunflexo para que não seja confundido com a preposição POR. PÔDE (o verbo conjugado no passado) também mantém o circunflexo para que não haja confusão com pode (o mesmo verbo conjugado no presente). Observação: já em fôrma/forma o acento é facultativo. Acento circunflexo Com o acordo ortográfico, o acento circunflexo não serámais usado nas palavras terminadas em oo. COMO ERA COMO É HOJE enjôo enjoo vôo voo abençôo abençoo corôo coroo magôo magoo perdôo perdoo Da mesma forma, deixa de ser usado o circunflexo na conjunção da terceira pessoa do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos crer, dar, ler, ver e seus derivados. COMO ERA COMO É HOJE crêem creem dêem deem lêem leem vêem veem descrêem descreem relêem releem No entanto, nada muda na acentuação dos verbos ter, vir e seus derivados. Eles continuam com o acento circunflexo no plural (eles têm, eles vêm), e no caso dos derivados, com o acento agudo nas formas que possuem mais de uma sílaba no singular (ele detém, ele intervém). Trema Um sinal a menos O trema, sinal gráfico de dois pontos usados em cima do u para indicar que essa letra, nos grupos que,qui, gue e gui, é pronunciada será abolido. É simples: ele deixa de existir na língua portuguesa. Vale lembrar porém, que a pronúncia continua a mesma. COMO ERA COMO É HOJE Agüentar aguentar Eloqüente eloquente Freqüente frequente Lingüiça linguiça Sagüi sagui Seqüestro sequestro Tranqüilo tranquilo Anhangüera anhanguera No entanto, o acordo prevê que o trema seja mantido em nomes próprios de origem estrangeira, bem como em seus derivados. Exemplos: Bündchen, Müller, mülleriano. Hífen Palavras compostas O hífen deixa de ser empregado nas seguintes situações: __quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com as consoantes s ou r.Nesse caso, a consoante obrigatoriamente passa a ser duplicada; __quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente. COMO ERA COMO É HOJE anti-religioso antirreligioso anti-semita antissemita auto-aprendizagem autoaprendizagem auto-estrada autoestrada contra-regra contrarregra contra-senha contrassenha extra-escolar extraescolar extra-regulamentação extrarregulamentação No entanto, o hífen permanece quando o prefixo termina com r (hiper, inter e super) e a primeira letra do segundo elemento também é r. Exemplos: hiper-requintado, super-resistente. Alfabeto Novas letras O acordo prevê que nosso alfabeto passa a ter 26 letras – hoje são 23. Além das atuais, serão oficialmente incorporadas as letras, k, w e y. No entanto, seu emprego fica restrito a apenas alguns casos, como já ocorre atualmente. Confira os principais exemplos: __em nomes próprios de pessoas e seus derivados: Exemplos: Franklin, frankliniano, Darwin, darwinismo, Wagner, wagneriano, Taylor, taylorista, Byron, byroniano. __em nomes próprios de lugares originários de outras línguas e seus derivados. Exemplos: Kuwait, kuwaitiano, Washington, Yokohama, Kiev. __em símbolos, abreviaturas, siglas e palavras adotadas como unidades de medidas internacionais. Exemplos: Km (quilômetro), KLM (companhia aérea), K (potássio), W (watt), WWW (sigla de world wide web, expressão que é sinônimo para a rede mundial de computadores). APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 22 __em palavras estrangeiras incorporadas à língua. Exemplo: sexy, show, download, megabyte. PONTUAÇÃO Os sinais de pontuação são sinais gráficos empregados na língua escrita para tentar recuperar recursos específicos da língua falada, tais como: entonação, jogo de silêncio, pausas, etc. Ponto ( . ) - indicar o final de uma frase declarativa: Lembro-me muito bem dele. - separar períodos entre si: Fica comigo. Não vá embora. - nas abreviaturas: Av.; V. Ex.ª Vírgula ( , ): É usada para marcar uma pausa do enunciado com a finalidade de nos indicar que os termos por ela separados, apesar de participarem da mesma frase ou oração, não formam uma unidade sintática: Lúcia, esposa de João, foi a ganhadora única da Sena. Podemos concluir que, quando há uma relação sintática entre termos da oração, não se pode separá-los por meio de vírgula. Não se separam por vírgula: - predicado de sujeito; - objeto de verbo; - adjunto adnominal de nome; - complemento nominal de nome; - predicativo do objeto do objeto; - oração principal da subordinada substantiva (desde que esta não seja apositiva nem apareça na ordem inversa). A vírgula no interior da oração É utilizada nas seguintes situações: - separar o vocativo: Maria, traga-me uma xícara de café; A educação, meus amigos, é fundamental para o progresso do país. - separar alguns apostos: Valdete, minha antiga empregada, esteve aqui ontem. - separar o adjunto adverbial antecipado ou intercalado: Chegando de viagem, procurarei por você; As pessoas, muitas vezes, são falsas. - separar elementos de uma enumeração: Precisa-se de pedreiros, serventes, mestre-de-obras. - isolar expressões de caráter explicativo ou corretivo: Amanhã, ou melhor, depois de amanhã podemos nos encontrar para acertar a viagem. - separar conjunções intercaladas: Não havia, porém, motivo para tanta raiva. - separar o complemento pleonástico antecipado: A mim, nada me importa. - isolar o nome de lugar na indicação de datas: Belo Horizonte, 26 de janeiro de 2011. - separar termos coordenados assindéticos: “Lua, lua, lua, lua, por um momento meu canto contigo compactua...” (Caetano Veloso) - marcar a omissão de um termo (normalmente o verbo): Ela prefere ler jornais e eu, revistas. (omissão do verbo preferir) Termos coordenados ligados pelas conjunções e, ou, nem dispensam o uso da vírgula: Conversaram sobre futebol, religião e política. Não se falavam nem se olhavam; Ainda não me decidi se viajarei para Bahia ou Ceará. Entretanto, se essas conjunções aparecerem repetidas, com a finalidade de dar ênfase, o uso da vírgula passa a ser obrigatório: Não fui nem ao velório, nem ao enterro, nem à missa de sétimo dia. A vírgula entre orações É utilizada nas seguintes situações: - separar as orações subordinadas adjetivas explicativas: Meu pai, de quem guardo amargas lembranças, mora no Rio de Janeiro. - separar as orações coordenadas sindéticas e assindéticas (exceto as iniciadas pela conjunção “e”: Acordei, tomei meu banho, comi algo e saí para o trabalho; Estudou muito, mas não foi aprovado no exame. Há três casos em que se usa a vírgula antes da conjunção: - quando as orações coordenadas tiverem sujeitos diferentes: Os ricos estão cada vez mais ricos, e os pobres, cada vez mais pobres. - quando a conjunção e vier repetida com a finalidade de dar ênfase (polissíndeto): E chora, e ri, e grita, e pula de alegria. - quando a conjunção e assumir valores distintos que não seja da adição (adversidade, consequência, por exemplo): Coitada! Estudou muito, e ainda assim não foi aprovada. - separar orações subordinadas adverbiais (desenvolvidas ou reduzidas), principalmente se estiverem antepostas à oração principal: “No momento em que o tigre se lançava, curvou-se ainda mais; e fugindo com o corpo apresentou o gancho.” (O selvagem - José de Alencar) - separar as orações intercaladas: “- Senhor, disse o velho, tenho grandes contentamentos em a estar plantando...”. Essas orações poderão ter suas vírgulas substituídas por duplo travessão: “Senhor - disse o velho - tenho grandes contentamentos em a estar plantando...” - separar as orações substantivas antepostas à principal: Quanto custa viver, realmente não sei. Ponto-e-Vírgula ( ; ) - separar os itens de uma lei, de um decreto, de uma petição, de uma sequência, etc: Art. 127 – São penalidades disciplinares: I- advertência; II- suspensão; III- demissão; IV- cassação de aposentadoria ou disponibilidade; V- destituição de cargo em comissão; VI-destituição de função comissionada. (cap. V das penalidades Direito Administrativo) - separar orações coordenadas muito extensas ou orações coordenadas nas quais já tenham tido utilizado a vírgula:“O rosto de tez amarelenta e feições inexpressivas, numa quietude apática, era pronunciadamente vultuoso, o que mais se acentuava no fim da vida, quando a bronquite crônica de que sofria desde moço se foi transformando em opressora asma cardíaca; os lábios grossos, o inferior um tanto tenso (...)” (Visconde de Taunay) APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 23 Dois-Pontos ( : ) - iniciar a fala dos personagens: Então o padre respondeu: __Parta agora. - antes de apostos ou orações apositivas, enumerações ou sequência de palavras que explicam, resumem ideias anteriores: Meus amigos são poucos: Fátima, Rodrigo e Gilberto. - antes de citação: Como já dizia Vinícius de Morais: “Que o amor não seja eterno posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure.” Ponto de Interrogação ( ? ) - Em perguntas diretas: Como você se chama? - Às vezes, juntamente com o ponto de exclamação: Quem ganhou na loteria? Você. Eu?! Ponto de Exclamação ( ! ) - Após vocativo: “Parte, Heliel!” ( As violetas de Nossa Sra.- Humberto de Campos). - Após imperativo: Cale-se! - Após interjeição: Ufa! Ai! - Após palavras ou frases que denotem caráter emocional: Que pena! Reticências ( ... ) - indicar dúvidas ou hesitação do falante: Sabe...eu queria te dizer que...esquece. - interrupção de uma frase deixada gramaticalmente incompleta: Alô! João está? Agora não se encontra. Quem sabe se ligar mais tarde... - ao fim de uma frase gramaticalmente completa com a intenção de sugerir prolongamento de ideia: “Sua tez, alva e pura como um foco de algodão, tingia-se nas faces duns longes cor-de-rosa...” (Cecília- José de Alencar) - indicar supressão de palavra (s) numa frase transcrita: “Quando penso em você (...) menos a felicidade.” (Canteiros - Raimundo Fagner) Aspas ( “ ” ) - isolar palavras ou expressões que fogem à norma culta, como gírias, estrangeirismos, palavrões, neologismos, arcaísmos e expressões populares: Maria ganhou um apaixonado “ósculo” do seu admirador; A festa na casa de Lúcio estava “chocante”; Conversando com meu superior, dei a ele um “feedback” do serviço a mim requerido. - indicar uma citação textual: “Ia viajar! Viajei. Trinta e quatro vezes, às pressas, bufando, com todo o sangue na face, desfiz e refiz a mala”. (O prazer de viajar - Eça de Queirós) Se, dentro de um trecho já destacado por aspas, se fizer necessário a utilização de novas aspas, estas serão simples. ( ‘ ‘ ) Parênteses ( () ) - isolar palavras, frases intercaladas de caráter explicativo e datas: Na 2ª Guerra Mundial (1939-1945), ocorreu inúmeras perdas humanas; “Uma manhã lá no Cajapió (Joca lembrava-se como se fora na véspera), acordara depois duma grande tormenta no fim do verão”. (O milagre das chuvas no nordeste- Graça Aranha) Os parênteses também podem substituir a vírgula ou o travessão. Travessão ( __ ) - dar início à fala de um personagem: O filho perguntou: __ Pai, quando começarão as aulas? - indicar mudança do interlocutor nos diálogos. __Doutor, o que tenho é grave? __Não se preocupe, é uma simples infecção. É só tomar um antibiótico e estará bom. - unir grupos de palavras que indicam itinerário: A rodovia Belém-Brasília está em péssimo estado. Também pode ser usado em substituição à virgula em expressões ou frases explicativas: Xuxa – a rainha dos baixinhos – é loira. Parágrafo Constitui cada uma das secções de frases de um escritor; começa por letra maiúscula, um pouco além do ponto em que começam as outras linhas. Colchetes ( [] ) Utilizados na linguagem científica. Asterisco ( * ) Empregado para chamar a atenção do leitor para alguma nota (observação). Barra ( / ) Aplicada nas abreviações das datas e em algumas abreviaturas. Hífen (−) Usado para ligar elementos de palavras compostas e para unir pronomes átonos a verbos. Exemplo: guarda- roupa Exercícios 01. Assinale o texto de pontuação correta: a) Não sei se disse, que, isto se passava, em casa de uma comadre, minha avó. b) Eu tinha, o juízo fraco, e em vão tentava emendar- me: provocava risos, muxoxos, palavrões. c) A estes, porém, o mais que pode acontecer é que se riam deles os outros, sem que este riso os impeça de conservar as suas roupas e o seu calçado. d) Na civilização e na fraqueza ia para onde me impeliam muito dócil muito leve, como os pedaços da carta de ABC, triturados soltos no ar. e) Conduziram-me à rua da Conceição, mas só mais tarde notei, que me achava lá, numa sala pequena. 02. Das redações abaixo, assinale a que não está pontuada corretamente: a) Os candidatos, em fila, aguardavam ansiosos o resultado do concurso. b) Em fila, os candidatos, aguardavam, ansiosos, o resultado do concurso. c) Ansiosos, os candidatos aguardavam, em fila, o resultado do concurso. d) Os candidatos ansiosos aguardavam o resultado do concurso, em fila. e) Os candidatos, aguardavam ansiosos, em fila, o resultado do concurso. Instruções para as questões de números 03 e 04: Os períodos abaixo apresentam diferenças de pontuação, APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 24 assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta: 03. a) Pouco depois, quando chegaram, outras pessoas a reunião ficou mais animada. b) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião ficou mais animada. c) Pouco depois, quando chegaram outras pessoas, a reunião ficou mais animada. d) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião, ficou mais animada. e) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião ficou, mais animada. 04. a) Precisando de mim procure-me; ou melhor telefone que eu venho. b) Precisando de mim procure-me, ou, melhor telefone que eu venho. c) Precisando, de mim, procure-me ou melhor, telefone, que eu venho. d) Precisando de mim, procure-me; ou melhor, telefone, que eu venho. e) Precisando, de mim, procure-me ou, melhor telefone que eu venho. 05. Os períodos abaixo apresentam diferenças de pontuação. Assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta: a) José dos Santos paulista, 23 anos vive no Rio. b) José dos Santos paulista 23 anos, vive no Rio. c) José dos Santos, paulista 23 anos, vive no Rio. d) José dos Santos, paulista 23 anos vive, no Rio. e) José dos Santos, paulista, 23 anos, vive no Rio. 06. A alternativa com pontuação correta é: a) Tenha cuidado, ao parafrasear o que ouvir. Nossa capacidade de retenção é variável e muitas vezes inconscientemente, deturpamos o que ouvimos. b) Tenha cuidado ao parafrasear o que ouvir: nossa capacidade de retenção é variável e, muitas vezes, inconscientemente, deturpamos o que ouvimos. c) Tenha cuidado, ao parafrasear o que ouvir! Nossa capacidade de retenção é variável e muitas vezes inconscientemente, deturpamos o que ouvimos. d) Tenha cuidado ao parafrasear o que ouvir; nossa capacidade de retenção, é variável e - muitas vezes inconscientemente, deturpamos o que ouvimos. e) Tenha cuidado, ao parafrasear o que ouvir. Nossa capacidade de retenção é variável - e muitas vezes inconscientemente - deturpamos, o que ouvimos. Nas questões 07 a 10, os períodos foram pontuados de cinco formas diferentes. Leia-os todos e assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta: 07. a) Entra a propósito, disse Alves, o seu moleque, conhece pouco os deveres da hospitalidade. b) Entra a propósito disse Alves, o seu moleque conhece pouco os deveres da hospitalidade. c) Entra a propósito, disse Alves o seu moleque conhece pouco os deveres da hospitalidade. d) Entra a propósito, disse Alves, o seu moleque conhece pouco os deveres da hospitalidade. e) Entra a propósito, disse Alves, o seu moleque conhece pouco, os deveres da hospitalidade. 08. a) Prima faça calar titio suplicouo moço, com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou. b) Prima, faça calar titio, suplicou o moço com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou c) Prima faça calar titio, suplicou o moço com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou. d) Prima, faça calar titio suplicou o moço com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou. e) Prima faça calar titio, suplicou o moço com um leve sorriso que, imediatamente se lhe apagou. 09. a) Era um homem de quarenta e cinco anos, baixo, meio gordo, fisionomia insinuante, destas que mesmo sérias, trazem impresso constante sorriso. b) Era um homem de quarenta e cinco anos, baixo, meio gordo, fisionomia insinuante, destas que mesmo sérias trazem, impresso constante sorriso. c) Era um homem de quarenta e cinco anos, baixo, meio gordo, fisionomia insinuante, destas que, mesmo sérias, trazem impresso, constante sorriso. d) Era um homem de quarenta e cinco anos, baixo, meio gordo, fisionomia insinuante, destas que, mesmo sérias trazem impresso constante sorriso. e) Era um homem de quarenta e cinco anos, baixo, meio gordo, fisionomia insinuante, destas que, mesmo sérias, trazem impresso constante sorriso. 10. a) Deixo ao leitor calcular quanta paixão a bela viúva, empregou na execução do canto. b) Deixo ao leitor calcular quanta paixão a bela viúva empregou na execução do canto. c) Deixo ao leitor calcular quanta paixão, a bela viúva, empregou na execução do canto. d) Deixo ao leitor calcular, quanta paixão a bela viúva, empregou na execução do canto. e) Deixo ao leitor, calcular quanta paixão a bela viúva, empregou na execução do canto. Respostas: 01-C / 02-E / 03-C / 04-D / 05-E / 06-B / 07- D / 08-B / 09-E / 10-B MORFOLOGIA Estrutura e formação das Palavras Estudar a estrutura das palavras é estudar os elementos que formam a palavra, denominados de morfemas. São os seguintes os morfemas da Língua Portuguesa. Radical: O que contém o sentido básico do vocábulo. Ex. fal-ar, com-er, dorm-ir, cas-a, carr-o. APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 25 Obs: Em se tratando de verbos, descobre-se o radical, retirando-se a terminação AR, ER ou IR. Vogal Temática: Nos verbos, são as vogais A, E, I e indicam a que conjugação o verbo pertence: 1ª conjugação = Verbos terminados em AR. 2ª conjugação = Verbos terminados em ER. 3ª conjugação = Verbos terminados em IR. Obs.: O verbo pôr pertence à 2ª conjugação, já que proveio do antigo verbo poer. Nos substantivos e adjetivos, são as vogais A, E, I, O e U, no final da palavra, evitando que ela termine em consoante. Por exemplo, nas palavras meia, pente, táxi, couro, urubu. Tema: É a junção do radical com a vogal temática. Se não existir a vogal temática, o tema e o radical serão o mesmo elemento; o mesmo acontecerá, quando o radical for terminado em vogal. Por exemplo, em se tratando de verbo, o tema sempre será a soma do radical com a vogal temática - estuda, come, parti; em se tratando de substantivos e adjetivos, nem sempre isso acontecerá. Vejamos alguns exemplos: No substantivo pasta, past é o radical, a, a vogal temática, e pasta o tema; já na palavra leal, o radical e o tema são o mesmo elemento - leal, pois não há vogal temática; e na palavra tatu também, mas agora, porque o radical é terminado pela vogal temática. Desinências: é o termo que indica modo, tempo. número e pessoa do verbo e o gênero e o número dos nomes. Desinências verbais: Modo-temporais = indicam o tempo e o modo. São quatro as desinências modo-temporais: -va- e -ia-, para o Pretérito Imperfeito do Indicativo = estudava, vendia, partia. -ra-, para o Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo = estudara, vendera, partira. -ria-, para o Futuro do Pretérito do Indicativo = estudaria, venderia, partiria. -sse-, para o Pretérito Imperfeito do Subjuntivo = estudasse, vendesse, partisse. Número-pessoais = indicam a pessoa e o número. São três os grupos das desinências número-pessoais. Grupo I: i, ste, u, mos, stes, ram, para o Pretérito Perfeito do Indicativo = eu cantei, tu cantaste, ele cantou, nós cantamos, vós cantastes, eles cantaram. Grupo II: -, es, -, mos, des, em, para o Infinitivo Pessoal e para o Futuro do Subjuntivo = Era para eu cantar, tu cantares, ele cantar, nós cantarmos, vós cantardes, eles cantarem. Quando eu puser, tu puseres, ele puser, nós pusermos, vós puserdes, eles puserem. Grupo III: -, s, -, mos, is, m, para todos os outros tempos = eu canto, tu cantas, ele canta, nós cantamos, vós cantais, eles cantam. Desinências nominais: de gênero = indica o gênero da palavra. A palavra terá desinência nominal de gênero, quando houver a oposição masculino - feminino. Por exemplo: cabeleireiro - cabeleireira. A vogal a será desinência nominal de gênero sempre que indicar o feminino de uma palavra, mesmo que o masculino não seja terminado em o. Por exemplo: crua, ela, traidora. de número = indica o plural da palavra. É a letra s, somente quando indicar o plural da palavra. Por exemplo: cadeiras, pedras, águas. Afixos: São elementos que se juntam a radicais para formar novas palavras. São eles: Prefixo: É o afixo que aparece antes do radical. Por exemplo destampar, incapaz, amoral. Sufixo: É o afixo que aparece depois do radical, do tema ou do infinitivo. Por exemplo pensamento, acusação, felizmente. Vogais e consoantes de ligação: São vogais e consoantes que surgem entre dois morfemas, para tornar mais fácil e agradável a pronúncia de certas palavras. Por exemplo flores, bambuzal, gasômetro, canais. Formação das palavras Para analisar a formação de uma palavra, deve-se procurar a origem dela. Caso seja formada por apenas um radical, diremos que foi formada por derivação; por dois ou mais radicais, composição. São os seguintes os processos de formação de palavras: Derivação: Formação de novas palavras a partir de apenas um radical. Derivação Prefixal: Acréscimo de um prefixo à palavra primitiva; também chamado de prefixação. Por exemplo: antepasto, reescrever, infeliz. Derivação Sufixal: Acréscimo de um sufixo à palavra primitiva; também chamado de sufixação. Por exemplo: felizmente, igualdade, florescer. Derivação Prefixal e Sufixal: Acréscimo de um prefixo e de um sufixo, em tempos diferentes; também chamado de prefixação e sufixação. Por exemplo: infelizmente, desigualdade, reflorescer. Derivação Parassintética: Acréscimo de um prefixo e de um sufixo, simultaneamente; também chamado de parassíntese. Por exemplo: envernizar, enrijecer, anoitecer. Obs.: A maneira mais fácil de se estabelecer a diferença entre Derivação Prefixal e Sufixal e Derivação Parassintética é a seguinte: retira-se o prefixo; se a palavra que sobrou existir, será Der. Pref. e Suf.; caso contrário, retira-se, agora, o sufixo; se a palavra que sobrou existir, será Der. Pref. e Suf.; caso contrário, será APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 26 Der. Parassintética. Por exemplo, retire o prefixo de envernizar: não existe a palavra vernizar; agora, retire o sufixo: também não existe a palavra enverniz. Portanto, a palavra foi formada por Parassíntese. Derivação Regressiva: É a retirada da parte final da palavra primitiva, obtendo, por essa redução, a palavra derivada. Por exemplo: do verbo debater, retira-se a desinência de infinitivo -r: formou-se o substantivo debate. Derivação Imprópria: É a formação de uma nova palavra pela mudança de classe gramatical. Por exemplo: a palavra gelo é um substantivo, mas pode ser transformada em um adjetivo: camisa gelo. Composição: Formação de novas palavras a partir de dois ou mais radicais. Composição por justaposição: Na união, os radicais não sofrem qualquer alteração em sua estrutura.Por exemplo: ao se unirem os radicais ponta e pé, obtém-se a palavra pontapé. O mesmo ocorre com mandachuva, passatempo, guarda-pó. Composição por aglutinação: Na união, pelo menos um dos radicais sofre alteração em sua estrutura. Por exemplo: ao se unirem os radicais água e ardente, obtém- se a palavra aguardente, com o desaparecimento do a. O mesmo acontece com embora (em boa hora), planalto (plano alto). Hibridismo: é a formação de novas palavras a partir da união de radicais de idiomas diferentes. Por exemplo: automóvel, sociologia, sambódromo, burocracia. Onomatopeia: Consiste em criar palavras, tentando imitar sons da natureza. Por exemplo: zunzum, cricri, tique- taque, pingue-pongue. Abreviação Vocabular: Consiste na eliminação de um segmento da palavra, a fim de se obter uma forma mais curta. Por exemplo: de extraordinário forma-se extra; de telefone, fone; de fotografia, foto; de cinematografia, cinema ou cine. Siglas: As siglas são formadas pela combinação das letras iniciais de uma sequência de palavras que constitui um nome: Por exemplo: IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística); IPTU (Imposto Predial, Territorial e Urbano). Neologismo semântico: Forma-se uma palavra por neologismo semântico, quando se dá um novo significado, somado ao que já existe. Por exemplo, a palavra legal significa dentro da lei; a esse significado somamos outro: pessoa boa, pessoa legal. Empréstimo linguístico: É o aportuguesamento de palavras estrangeiras; se a grafia da palavra não se modifica, ela deve ser escrita entre aspas. Por exemplo: estresse, estande, futebol, bife, "show", xampu, "shopping center". Substantivos Palavra variável que denomina os seres em geral. Quanto à sua formação, pode ser: primitivo x derivado (jornal x jornalista) simples x composto (água x girassol) Quanto à sua classificação, pode ser: comum x próprio (rio x Amazonas) concreto x abstrato (cadeira x trabalho) Observações: - substantivos próprios são sempre concretos e devem ser grafados com iniciais maiúsculas. - os substantivos abstratos indicam qualidade (tristeza), sentimento (raiva), sensações (fome), ações (briga) ou estados (vida) - dentre os comuns, merecem destaque os coletivos que, mesmo no singular, designam um conjunto de seres de mesma espécie Flexão dos substantivos (gênero e número) Gênero (masculino x feminino) biformes: uma forma para masculino e outra para feminino. (gato x gata, príncipe x princesa). São heterônimos aqueles que fazem distinção de gênero não pela desinência mas através do radical. (bode x cabra, homem x mulher) uniformes: uma única forma para ambos os gêneros. Dividem-se em: - epicenos - usados para animais de ambos os sexos (macho e fêmea) - comum de dois gêneros - designam pessoas, fazendo a distinção dos sexos através de palavras determinantes - sobrecomuns - um só gênero gramatical para designar pessoas de ambos os sexos. Observação: - alguns substantivos, quando mudam de gênero, mudam de sentido. (o cabeça x a cabeça) o cabeça (o chefe, o líder) o capital (dinheiro, bens) o rádio (aparelho receptor) o moral (ânimo) o lotação (veículo) o lente (o professor) a cabeça (parte do corpo) a capital(cidade principal) a rádio (estação transmissora) a moral (parte da Filosofia, conclusão) a lotação (capacidade) a lente (vidro de aumento) Números (singular e plural) Nos substantivos simples, forma-se o plural em função do final da palavra. vogal ou ditongo (exceto -ÃO): acréscimo de -S (porta x portas, troféu x troféus) ditongo -ÃO: -ÕES/-ÃES/-ÃOS, variando em cada palavra (anãos, balões, alemães, cristãos). Apresentam múltiplos plurais: alão- alões, alãos, alães / alazão- alazões, alazães / aldeão- aldeões, aldeãos, APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 27 aldeães / vilão- vilões, vilãos / ancião- anciões, anciãos, anciães / verão- verões, verãos / castelão- castelões, castelãos / rufião- rufiões, rufiães / ermitão- ermitões, ermitãos, ermitães / sultão- sultões, sultães, sultãos. -R, -S ou -Z: -ES (mar x mares, país x países, raiz x raízes). As não-oxítonas terminadas em -S são invariáveis, marcando o número pelo artigo (os atlas, os lápis, os ônibus) -N: -S ou -ES, sendo a última menos comum (hífen x hifens ou hífenes) -X: invariável, usando o artigo para o plural (tórax x os tórax) -AL, EL, OL, UL: troca-se -L por -IS (animal x animais, barril x barris) IL: se oxítono, trocar -L por -S. Se não oxítonos, trocar - L por -EIS. (til x tis, míssil x mísseis) sufixo diminutivo -ZINHO(A)/-ZITO(A): colocar a palavra primitiva no plural, retirar o -S e acrescentar o sufixo com - S (caezitos, coroneizinhos, mulherezinhas) metafonia: -O tônico fechado no singular muda para o timbre aberto no plural, também variando em função da palavra. (ovo x ovos, mas bolo x bolos) Apresentam metafonia: abrolho, contorno, caroço, corcovo, corvo, coro, despojo, destroço, escolho, esforço, estorvo, forno, foro, fosso, imposto, jogo, miolo, olho, osso, ovo, poço, porco, posto, povo, reforço, socorro, tijolo, toco, torto, troco. Grau Os substantivos podem apresentar diferentes graus, porém grau não é uma flexão nominal. São três: normal, aumentativo e diminutivo e podem ser formados através de dois processos: analítico - associando os adjetivos (grande x pequeno) ao substantivo sintético - anexando-se ao substantivo sufixos indicadores de grau (meninão x menininho) Observações: - o grau nos substantivos também pode denotar sentido afetivo e carinhoso ou pejorativo, irônico. (Ele é um velhinho legal / Que mulherzinha implicante) - certos substantivos, apesar da forma, não expressam a noção aumentativa ou diminutiva. (cartão, cartilha) Adjetivos Palavra variável que acompanha o substantivo, indicando qualidades e características deste. Mantém com o substantivo que determina relação de concordância de gênero e número. Adjetivos pátrios: indicam a nacionalidade ou a origem geográfica, normalmente são formados pelo acréscimo de um sufixo ao substantivo de que se originam (Alagoas: alagoano). Podem ser simples ou compostos, referindo-se a duas ou mais nacionalidades ou regiões; nestes últimos casos assumem sua forma reduzida e erudita, com exceção do último elemento (franco-ítalo-brasileiro). Locuções adjetivas: expressões, geralmente, formadas por preposição e substantivo que equivalem a adjetivos (anel de prata = anel argênteo). Flexão dos adjetivos: Gênero Uniforme ou biforme (inteligente x honesto [a]) Número Os adjetivos simples formam o plural segundo os mesmos princípios dos substantivos simples, em função de sua terminação (agradável x agradáveis). Os substantivos utilizados como adjetivos ficam invariáveis (blusas cinza). Os adjetivos terminados em -OSO, além do acréscimo do - S de plural, mudam o timbre do primeiro -O, num processo de metafonia. VERBOS É a palavra que exprime um processo no tempo: ação, fenômeno, estado ou mudança de estado. Exemplos: Eles fizeram suas obrigações. (ação no tempo passado) Está muito frio. (ação no tempo presente) Todos eles tornar-se-ão médicos. (mudança de estado no tempo futuro) CONJUGAÇÕES Em Português existem somente três conjugações: 1a conjugação - com a vogal temática A: cant-a-r 2a conjugação - com a vogal temática E: vend-e-r 3a conjugação - com a vogal temática I: part-i-r Obs.: O verbo POR e seus derivados pertencem à 2a conjugação (vem de POER, do latim). ELEMENTOS ESTRUTURAIS DO VERBO Radical - é a parte que contém o significado da palavra. É a parte que sobra quando tiramos as terminações indicativas das conjugações (ar, er, ir) Exemplo: cant-a-va, vend-e-ra, part-i-ra Sufixo temporal - é o elemento que indica o tempo e o modo. Exemplos:cant-a-va, corr-e-ra, part-i-a Desinência pessoal - é aquela que se flexiona e indica a pessoa e o número. APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 28 Exemplo: cant-o, canta-s, cant-a, canta-mos, canta-is, canta-m Vogal temática - é aquela que vem depois do radical e caracteriza as conjugações. Ex.: and-a-r Tema - é o radical mais a vogal temática. Vogal temática Radical Tema A (1a conjugação) Cant Cant-a E (2a conjugação) Vend Vend-e I (3a conjugação) Part Part-i LOCUÇÃO VERBAL É o conjunto constituído pelo verbo auxiliar + verbo principal. Eis alguns dos verbos auxiliares que formam locuções verbais: Ir - eles vão sair mais tarde. Acabar de - ela acabou de sair. Começar a - começamos a ler faz duas horas. Costumar - costumo sair à noite. Ter de - temos de falar a verdade. Parecer - as crianças parecem estar felizes. Observação: nas locuções verbais há um só sujeito para os verbos. O último verbo é o principal, pois é a sua ideia que prevalece. Formas Rizotônicas e Arrizotônicas Rizotônicas - a tonicidade recai no radical (na raiz) Ex.: canto, cantas, canta, cantam Arrizotônicas - a tonicidade recai na desinência (fora da raiz0 Ex.: cantamos, cantais. FLEXÕES DO VERBO Pessoa e Número 1a pessoa do singular - EU 2a pessoa do singular- TU 3a pessoa do singular - ELE 1a pessoa do plural - NÓS 2a pessoa do plural - VÓS 3a pessoa do plural - ELES Modo: Três são os modos dos verbos: indicativo, subjuntivo e imperativo. Tempo: Três são os tempos fundamentais: presente, passado e futuro Flexão de voz: É a flexão verbal que indica ação praticada ou recebida pelo sujeito. São três as vozes verbais: ativa, passiva e reflexiva MODOS E TEMPOS VERBAIS Modo indicativo: Enuncia o fato de modo a que sobre ele não paire dúvida. Exemplos: Lerei o livro. Senti saudades. Ando de bicicleta. a)Infinitivo:Radical + ar, er ou ir Ex.: am-ar, vend-er, part-ir b)Gerúndio:Radical + ando, endo, indo Ex.: am-ando, vend-endo, part-indo c)Particípio:Radical + ado ou ido Ex.: am-ado, vend-ido, part-ido Obs.: Quando funcionam como verbos, vêm sempre com verbos auxiliares: Ex.: Hei Verbo auxiliar de cantar Infinitivo bem Estou Verbo auxiliar vendo Gerúndio TV Tenho Verbo auxiliar dançado Particípio aos sábados MODO SUBJUNTIVO: Subjuntivo é o modo verbal que expressa uma ação incerta, inacabada, uma ação que está para se realizar e, ainda, um fato imaginado. Nesse sentido, o subjuntivo opõe-se completamente ao indicativo que é o modo da certeza, do fato real. Outra característica desse modo verbal advém da sua extrema dependência com outro verbo. Assim, o modo subjuntivo está sempre presente nos verbos de orações subordinadas. A utilização do modo subjuntivo está ligada ao sentido que se pretende dar à ação verbal. Em geral, verificamos a sua presença em verbos que exprimem: dúvida (ex.: Talvez você possa me esclarecer isso.) hipótese/condição (ex.: Se todos chegassem mais cedo, faríamos a reunião) ordem/pedido (ex.: Pediria a todos que se dirigissem à recepção.) desejo (ex.: Espero que confiem na minha palavra.) Modo Imperativo Quando enuncia o fato com objetivo de uma ordem, pedido, conselho, súplica, exortação. Exemplos: Volte, meu filho! Senhor, tem piedade de nós! APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 29 Obs.: O imperativo pode ser afirmativo e negativo, e não possui formas próprias, mas emprestadas do Presente do Indicativo e do Presente do Subjuntivo. IMPERATIVO AFIRMATIVO FORMAÇÃO PRESENTE DO IMPERATIVO PRESENTE INDICATIVO AFIRMATIVO DO SUBJUNTIVO Canto Cante Cantas Canta (tu) Cantes Canta Cante(você) Cante Cantamos Cantemos (nós) Cantemos Cantais Cantai (vós) Canteis Cantam Cantem (vocês) Cantem Obs.: Pelo que se pode observar, as 2as pessoas foram retiradas do presente do indicativo, sem o s. As demais pessoas provêm do presente do subjuntivo, sem alteração. IMPERATIVO NEGATIVO FORMAÇÃO PRESENTE DO IMPERATIVO SUBJUNTIVO NEGATIVO Cante Cantes Não cantes (tu) Cante Não cante(você) Cantemos Não cantemos (nós) Canteis Não canteis (vós) Cantem Não cantem (vocês) Obs.: Todas as pessoas do Imperativo Negativo são retiradas, sem alteração, do presente do subjuntivo, acrescentando-se apenas a negativa: não No imperativo, o sujeito é oculto. FORMAS NOMINAIS São três as formas nominais do verbo: Infinitivo, Gerúndio e Particípio. INFINITIVO: equivale a um substantivo. Ex.: amar é bom. GERÚNDIO: equivale, normalmente, a um advérbio Ex.: chegando o momento certo, todos falaram. PARTICÍPIO: equivale a um adjetivo, podendo flexionar-se em gênero e número. Ex.: chegado o momento certo, todos falaram. Essas formas têm as seguintes desinências: Infinitivo: radical + ar, er, ou ir Ex.: cant-ar, vend-er, part-ir Gerúndio: radical + ando, endo, ou indo Ex.: cant-ando, vend-endo, part-indo Particípio: radical + ado ou ido (para 2a e 3a conjugação) Ex.: cant-ado, vend-ido, part-ido Obs.: Quando funcionam como verbos, vêm sempre com verbos auxiliares: Ex.: Hei Verbo auxiliar de cantar bem Infinitivo Estou Verbo auxiliar vendo TV Gerúndio Tenho Verbo dançado aos sábados auxiliar particípio VERBOS PARADIGMA (SERVEM COMO MODELOS) - UM DE CADA CONJUGAÇÃO - Modo Indicativo Presente 1ª Conjugação 2ª Conjugação 3ª Conjugação Canto Vendo Parto Cantas Vendes Partes Canta Vende Parte Cantamos Vendemos Partimos Cantais Vendeis Partis Cantam Vendem Partem Pretérito Perfeito 1ª Conjugação 2ª Conjugação 3ª Conjugação Cantei Vendi Parti Cantaste Vendeste Partiste Cantou Vendeu Partiu Cantamos Vendemos Partimos Cantastes Vendestes Partistes Cantaram Venderam Partiram Pretérito Imperfeito 1ª Conjugação 2ª Conjugação 3ª Conjugação Cantava Vendia Partia Cantavas Vendias Partias Cantava Vendia Partia Cantávamos Vendíamos Partíamos Cantáveis Vendíeis Partíeis Cantavam Vendiam Partiam Pretérito mais que perfeito 1ª Conjugação 2ª Conjugação 3ª Conjugação Cantara Vendera Partira Cantaras Venderas Partiras Cantara Vendera Partira Cantáramos Vendêramos Partíramos Cantáreis Vendêreis Partíreis Cantaram Venderam Partiram Futuro do presente 1ª Conjugação 2ª Conjugação 3ª Conjugação Cantarei Venderei Partirei Cantarás Venderás Partirás APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 30 Cantará Venderá Partirá Cantaremos Venderemos Partiremos Cantareis Vendereis Partireis Cantarão Venderão Partirão Futuro do pretérito 1ª Conjugação 2ª Conjugação 3ª Conjugação Cantaria Venderia Partiria Cantarias Venderias Partirias Cantaria Venderia Partiria Cantaríamos Venderíamos Partiríamos Cantaríeis Venderíeis Partiríeis Cantariam Venderiam Partiriam Modo Subjuntivo Presente 1ª Conjugação 2ª Conjugação 3ª Conjugação Cante Venda Parta Cantes Vendas Partas Cante Venda Parta Cantemos Vendamos Partamos Canteis Vendais Partais Cantem Vendam Partam Pretérito imperfeito 1ª Conjugação 2ª Conjugação 3ª Conjugação Cantasse Vendesse Partisse Cantasses Vendesses Partisses Cantasse Vendesse Partisse Cantássemos Vendêssemos Partíssemos Cantásseis Vendêsseis Partísseis Cantassem Vendessem Partissem Futuro 1ª Conjugação 2ª Conjugação 3ª ConjugaçãoCantar Vender Partir Cantares Venderes Partires Cantar Vender Partir Cantarmos Vendermos Partirmos Cantardes Venderdes Partirdes Cantarem Venderem Partirem Modo Imperativo Afirmativo 1ª Conjugação 2ª Conjugação 3ª Conjugação Canta (tu) Vende (tu) Parte (tu) Cante(você) Venda (você) Parta (você) Cantemos (nós) Vendamos (nós) Partamos (nós) Cantai (vós) Vendei (vós) Parti (vós) Cantem (vocês) Vendam (vocês) Partam (vocês) Negativo 1ª Conjugação 2ª Conjugação 3ª Conjugação Não Canta (tu) Não Vende (tu) Não Parte (tu) Não Cante(você) Não Venda (você) Não Parta (você) Não Cantemos(nós) Não Vendamos (nós) NãoPartamos (nós) Não Cantai (vós) Não Vendei (vós) Não Parti (vós) Não Cantem Não Vendam Não Partam (vocês) (vocês) (você) Infinitivo Impessoal Cantar Vender Partir Pessoal Cantar Vender Partir Cantares Venderes Partires Cantar Vender Partir Cantarmos Vendermos Partirmos Cantardes Venderdes Partirdes Cantarem Venderem Partirem Gerúndio Cantando Vendendo Partindo Particípio Cantado Vendido Partido TEMPOS COMPOSTOS Os auxiliares ter e haver formam, juntamente com os particípios dos verbos principais, os chamados tempos compostos. Modo Indicativo Pretérito perfeito composto Tenho/hei Tens/hás Tem/há Temos/havemos Cantado / vendido / partido Tendes/haveis Têm/hão Pretérito mais que perfeito composto Tinha/havia Tinhas/havias Tinha/havia Tínhamos/havíamos Cantado / vendido / partido Tínheis/havíeis Tinham/haviam Futuro do presente composto Terei/haverei Terás/haverás Terá/haverá Teremos/haveremos Cantado / vendido / partido Tereis/havereis Terão/haverão Futuro do pretérito composto Teria/haveria Terias/haverias Teria/haveria Teríamos/haveríamos Cantado / vendido / partido Teríeis/haveríeis Teriam/haveriam Modo Subjuntivo Pretérito perfeito composto APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 31 Tenha/haja Tenhas/hajas Tenha/haja Tenhamos/hajamos Cantado / vendido / partido Tenhais/hajais Tenham/hajam Pretérito mais que perfeito composto Tivesse/houvesse Tivesses/houvesses Tivesse/houvesse Tivéssemos/houvéssemos Cantado / vendido / partido Tivésseis/houvésseis Tivessem/houvessem Futuro Tiver/houver Tiveres/houveres Tiver/houver Tivermos/houvermos Cantado /vendido/ partido Tiverdes/houverdes Tiverem/houverem INFINITIVO Pretérito Impessoal Ter / haver Cantado / vendido / partido Pretérito Impessoal Ter / haver Teres / haveres Ter / haver Termos / havermos Cantado / vendido / partido Terdes / haverdes Terem / haverem GERÚNDIO Pretérito Tendo / havido Cantado / vendido / partido CONJUGAÇÃO DE ALGUNS VERBOS IRREGULARES INDICATIVO Presente : Aboles, abole, abolimos, abolis, abolem IMPERATIVO: Abole, aboli SUBJUNTIVO Presente : Não existe Defectivo nas formas em que ao radical se siga a ou o, o que ocorre apenas no indicativo presente e derivados. Como ele, se conjugam: banir, brandir, carpir, colorir, comedir-sedelir, demolir, extorquir, escapulir, haurir, delinquir, etc. INDICATIVO Presente : Abstenho-me, absténs-te, abstém-se, abstemo- nos, abstendes-vos, abstêm-se Pretérito imperfeito : Abstinha-me, etc. Pretérito perfeito: Abstive-me, etc. Pretérito mais que perfeito: Abstivera-me, etc. Futuro do presente: Abster-me-ei, etc. Futuro do pretérito: Abster-me-ia, etc. IMPERATIVO Abstém-te, abstenha-se, abstenhamo-nos, abstende- vos,abstenham-se SUBJUNTIVO Presente : Que me abstenha, etc. Pretérito imperfeito: Se me abstivesse, etc. Futuro: Se me abstiver, etc. GERÚNDIO: Abstendo-se PARTICÍPIO: Abstido Conjuga-se como ter INDICATIVO Presente : Agrido, agrides, agride, agredimos, agredis, agridem SUBJUNTIVO Presente : Agrida, agridas, agrida, agridamos, agridais, agridam IMPERATIVO Agride, agrida, agridamos, agredi, agridam Regular no resto. VERBO ABOLIR VERBO ABSTER-SE VERBO AGREDIR APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 32 Este verbo muda a vogal e em i nas formas rizotônicas do presente do indicativo, presente do subjuntivo e imperativo, o mesmo ocorrendo com seus derivados. É o caso dos verbos: progredir, regredir, transgredir, denegrir, prevenir, cerzir. Pretérito imperfeito: Dizia, dizias, etc. Pretérito perfeito: Disse, disseste, disse, dissemos, dissestes, disseram Pretérito mais que perfeito: Dissera, disseras, etc. Futuro do presente: Direi, dirás, dirá, diremos, direis, dirão Futuro do pretérito: Diria, dirias, diria, diríamos, diríeis, diriam IMPERATIVO Dize, diga, digamos, dizei, digam SUBJUNTIVO Presente : Diga, digas, digamos, digais, digam Pretérito imperfeito: Dissesse, dissesses, dissesse,disséssemos, dissésseis, dissessem Futuro: Disser, disseres, disser, dissermos,disserdes, disserem Inf. Pres. Impessoal : Dizer Inf. Pres. Pessoal: Dizer, dizeres, etc. GERÚNDIO: Dizendo PARTICÍPIO: Dito Assim se conjugam bendizer, condizer, contradizer, entredizer, desdizer, entredizer, maldizer, predizer, redizer. INDICATIVO Presente : Falimos, falis, etc. Pretérito imperfeito: Falia, falias, etc. Pretérito perfeito: Fali, faliste, faliu, etc. Pretérito mais que perfeito: Falira, faliras, falira, etc. PARTICÍPIO: Falido Verbo regular defectivo. Usa-se apenas nas formas em que ............... INDICATIVO Presente: Faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem Pretérito perfeito: Fiz, fizeste, fez, fizemos, fizestes, fizeram Pretérito mais que perfeito: Fizera, fizeras, etc. Futuro do presente: Farei, farás, fará, faremos, fareis, farão Futuro do pretérito: Faria, farias, faria, faríamos, faríeis, fariam IMPERATIVO Faze, faça, façamos, fazeis, façam SUBJUNTIVO Presente: Faça, faças, faça, façamos, façais, façam Pretérito imperfeito: Fizesse, fizesses, fizesse, fizéssemos, fizésseis, fizessem Futuro: Fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem Inf. Impessoal: Fazer Inf. Pres. Pessoal: Fazer, fazeres, etc. GERÚNDIO:Fazendo PARTICÍPIO: Feito Assim se conjugam afazer-se, desfazer, perfazer, satisfazer, etc. INDICATIVO Presente : Firo, feres, fere, ferimos, feris, ferem IMPERATIVO Fere, fira, firamos, feri, firam SUBJUNTIVO Presente: Fira, firas, fira, firamos, firais, firam Note o i na 1a pessoa do singular do indicativo presente e em todo o subjuntivo presente. Seguem a conjugação de ferir: aderir, compelir, competir, concernir, convergir, despir, divergir, discernir, divertir, gerir, digerir, ingerir, refletir, vestir, servir, desservir, seguir, repelir, conseguir, perseguir, prosseguir, preterir, inserir, revestir, deferir, advertir, aferir, auferir. VERBO DIZER VERBO FALIR VERBO FAZER VERBO FERIR APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 33 INDICATIVO Presente : Vou, Vais, Vai, Vamos, Ides, Vão Pretérito imperfeito: Ia, Ias, Ia, Íamos, Íeis, Iam Pretérito perfeito: Fui, Foste, Foi, Fomos, Fostes, Foram Pretérito mais que perfeito: Fora, Foras, Fora, etc. Futuro do presente: Irei, Irás, Irá, etc. Futuro do pretérito: Iria, Irias, etc. IMPERATIVO Vai, Vá, Vamos, Ide, Vão SUBJUNTIVO Presente: Vá, Vás, Vá, Vamos, Vades, Vão Pretérito imperfeito: Fosse, Fosses, etc. Futuro: For, Fores, For, Formos, Fordes, Forem Inf. Pres. Pessoal: Ir, Ires, Ir, Irmos, Irdes, Irem GERÚNDIO: Indo PARTICÍPIO: Ido INDICATIVO Presente: Jazo, Jazes, Jaz, Jazemos, Jazeis, Jazem Pretérito perfeito: Jazi, Jazeste, Jazeu, Jazemos, Jazestes, Jazeram Futuro do presente: Jazerei, etc. Futuro do pretérito: Jazerei, etc. IMPERATIVOJaze, Jaza, Jazamos, Jazei, Jazam SUBJUNTIVO Presente : Jaza, Jazas, etc. Pretérito imperfeito: Jazesse, etc. Futuro: Jazer, Jazeres, etc. GERÚNDIO: Jazendo PARTICÍPIO: Jazido INDICATIVO Presente: Posso, Podes, Pode, Podemos, Podeis, Podem Pretérito imperfeito: Podia, Podias, Podia, etc. Pretérito perfeito: Pude, Pudeste, Pôde, Pudemos, Pudestes, Puderam Pretérito mais que perfeito: Pudera, Puderas, etc. IMPERATIVO Não existe SUBJUNTIVO Presente; Possa, Possas, Possa, Possamos, Possais, Possam Pretérito imperfeito: Pudesse, Pudesses, etc. Futuro: Puder, Puderes, Puder, Pudermos, Puderdes, Puderem Inf. Pres. Impessoal: Poder, Poderes, Poder, Podermos, Puderdes, Puderem GERÚNDIO: odendo PARTICÍPIO: Podido INDICATIVO Presente: Pulo, Pules, Pule, Polimos, Polis, Pulem IMPERATIVO Pule, Pula, Pulamos, Poli, Pulam SUBJUNTIVO Presente: Pula, Pulas, Pula, Pulamos, Pulais, Pulam Irregular nas formas rizotônicas, nas quais o o do radical muda em u. Segue a conjugação do verbo sortir. Nos demais tempos é regular. INDICATIVO Presente: Ponho, Pões, Põe, Pomos, Pondes, Põem VERBO IR VERBO JAZER VERBO PODER VERBO POLIR VERBO PÔR APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 34 Pretérito imperfeito: Punha, Punhas, Punha, Púnhamos, Púnheis, Punham Pretérito perfeito: Pus, Puseste, Pôs, Pusemos, Pusestes, Puseram Pretérito mais que perfeito: Pusera, Puseras, Pusera, Puséramos, Puséreis, Puseram Futuro do presente: Porei, Porás, Porá, Poremos, Poreis, Porão Futuro do pretérito: Poria, Porias, Poria, Poríamos, Poríeis, Poriam IMPERATIVO Põe, Ponha, Ponhamos, Ponde, Ponham SUBJUNTIVO Presente: Ponha, Ponhas, Ponha, Ponhamos, Ponhais, Ponham Pretérito imperfeito: Pusesse, Pusesses, Pusesse, Puséssemos, Pusésseis, Pusessem Futuro: Puser, Puseres, Puser, Pusermos, Puserdes, Puserem Inf. Pres. Impessoal: Pôr Inf. Pres. Pessoal: Pôr, Pores, Pôr, Pormos, Pordes, Porem GERÚNDIO: Pondo PARTICÍPIO: Posto Assim se conjugam: antepor, apor, compor, contrapor, decompor, depor, descompor, dispor, entrepor, expor, impor, indispor, interpor, justapor, maldispor, opor, pospor, predispor, prepor, pressupor, propor, recompor, repor, sobrepor, sotopor, superpor, supor, transpor. Só se conjuga na 3ª pessoa do singular: INDICATIVO Presente: Praz Pretérito imperfeito: Prazia Pretérito perfeito: Prouve Pretérito mais que perfeito: Prouvera Futuro do presente: Prazerá Futuro do pretérito: Prazeria SUBJUNTIVO Presente: Praza Pretérito imperfeito: Prouvesse Futuro: Prouver GERÚNDIO: Prazendo PARTICÍPIO: Prazido Assim se conjugam aprazer e desprazer. Quanto ao cognato comprazer-se, segue o modelo jazer. INDICATIVO Presente: Precavemos, Precaveis Pretérito imperfeito: Precavia, precavias, precavia, etc Pretérito perfeito: Precavi, Precaveste, Precaveu, Precavemos, Precavestes, Precaveram IMPERATIVO Precavei SUBJUNTIVO Presente: Não há Pretérito imperfeito: Precavesse, Precavesses, etc. Futuro: Precaver, Precaveres, etc. Inf. Pres. Impessoal: Precaver Inf. Pres. Pessoal: Precaver GERÚNDIO: Precavendo PARTICÍPIO: Precavido Este verto é defectivo. Não se usa nas formas rizotônicas. Não é composto de ver nem de vir, sendo, portanto, errôneas as formas precavejo, precavês, precavenho, precavéns, precavém, precavenha, etc. Nas formas em que é defectivo empregaremos os verbos precatar, acautelar, ou prevenir. Usa-se mais frequentemente como verbo pronominal precavemo-nos, precavia-me, precavei- vos, etc. INDICATIVO Presente: Provejo, Provês, Provê, Provemos, provedes, Provêem Pretérito imperfeito: Provia, Provias, etc. Pretérito perfeito: Provi, Proveste, Proveu, Provemos, Provestes, proveram Pretérito mais que perfeito: Provera, Proveras, etc. Futuro do presente: Proverei, Proverás, etc. Futuro do pretérito: Proveria, Proverias, etc IMPERATIVO Provê, Proveja, Provejamos, Provede, Provejam SUBJUNTIVO Presente: Proveja, Provejas, etc. Pretérito imperfeito: Provesse, Provesses, etc. Futuro: Prover, Proveres, Prover, Provermos, Proverdes, Proverem VERBO PRAZER VERBO PRECAVER VERBO PROVER APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 35 GERÚNDIO: Provendo PARTICÍPIO: Provido Este verbo é conjugado como ver, exceto no perfeito e seus derivados e no particípio, em que é regular. INDICATIVO Presente: Quero, Queres, Quer, Queremos, Quereis, Querem Pretérito imperfeito: Queria, Querias, etc. Pretérito perfeito: Quis, Quiseste, Quis, Quisemos, Quisestes, Quiseram Pretérito mais que perfeito: Quisera, Quiseras, Quisera, Quiséramos, Quiséreis, Quiseram Futuro do presente: Quererei, Quererás, etc. Futuro do pretérito: Quereria, Quererias, etc IMPERATIVO Queira, Queiram IMPERATIVO NEGATIVO Não Queiras, Não Queira, Não Queiramos, Não Queirais, Não Queiram Obs.: O imperativo afirmativo só é usado em casos como: "Queira sentar-se, por favor!" SUBJUNTIVO Presente: Queira, Queiras, Queira, Queiramos, Queirais, Queiram Pretérito imperfeito: Quisesse, Quisesses, Quisesse, Quiséssemos, Quisésseis, Quisessem Futuro: Quiser, Quiseres, Quiser, Quisermos, Quiserdes, Quiserem Inf. Pres. Pessoal: Querer, Quereres, Querer, Querermos, Quererdes, Quererem GERÚNDIO: Querendo PARTICÍPIO: Querido INDICATIVO Presente: Requeiro, Requeres, Requer, Requeremos, Requereis, Requerem Pretérito imperfeito Pretérito perfeito: Requeri, Requereste, Requereu, Requeremos, Requerestes, Requereram Pretérito mais que perfeito: Requerera, Requereras, Requerera, etc. Futuro do presente: Requererei, Requererás, etc. Futuro do pretérito: Requereria, Requererias, etc. IMPERATIVO Requere, Requeira, Requeiramos, Requerei, Requeiram. SUBJUNTIVO Presente: Requeira, Requeiras, Requeira, etc. Pretérito imperfeito: Requeresse, Requeresses, Requeresse, etc. Futuro: Requerer, Requereres, Requerer, etc. GERÚNDIO: Requerendo PARTICÍPIO: Requerido Este verbo não segue a conjugação de querer. É irregular apenas na 1ª e na 3ª pessoas do singular do Indicativo- presente e, portanto, no Presente do Subjuntivo e no Imperativo Negativo. INDICATIVO Presente: Sei, Sabes, Sabe, Sabemos, Sabeis, Sabem Pretérito imperfeito: Sabia, Sabias, Sabia, etc. Pretérito perfeito: Soube, Soubeste, Soube, Soubemos, Soubestes, Souberam Pretérito mais que perfeito: Soubera, Souberas, etc. IMPERATIVO Sabe, Saiba, Saibamos, sabei, Saibam SUBJUNTIVO Presente: Saiba, Saibas, Saiba, Saibamos, Saibais, Saibam Pretérito imperfeito: Soubesse, Soubesses, etc. Futuro: Souber, Souberes, etc. INDICATIVO Presente: Trago, Trazes, Traz, Trazemos, Trazeis, Trazem Pretérito imperfeito: Trazia, Trazias, etc. Pretérito perfeito: Trouxe, Trouxeste, Trouxe, Trouxemos, Trouxestes, Trouxeram Pretérito mais que perfeito: Trouxera, Trouxeras, Trouxera, Trouxéramos, Trouxéreis, Trouxeram VERBO QUERER VERBO REQUERER VERBO SABER VERBO TRAZER APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 36 Futuro do presente: Trarei, Trarás, Trará, Traremos, Trareis, Trarão Futuro do pretérito: Traria, Trarias, Traria, Traríamos, Traríeis, Trariam IMPERATIVO Traze, Traga, Tragamos, Trazei, Tragam SUBJUNTIVO Presente: Traga, Tragas, Traga, Tragamos, Tragais, Tragam Pretérito imperfeito: Trouxesse, Trouxesses, Trouxesse, Trouxéssemos, Trouxésseis,Trouxessem Inf. Pres. Pessoal: Trazer, Trazeres, Trazer, Trazermos, Trazerdes, Trazerem GERÚNDIO:Trazendo PARTICÍPIO: Trazido INDICATIVO Presente: Reavemos, Reaveis Pretérito imperfeito: Reavia, Reavias, Reavia, etc. Pretérito perfeito: Reouve, Reouveste, Reouve,Reouvemos, Reouvestes, Reouveram Pretérito mais que perfeito: Reouveram, Reouveras, etc. Futuro do presente: Reaverei, Reaverás, etc. Futuro do pretérito: Reaveria, Reaverias, etc. IMPERATIVO Reavei SUBJUNTIVO Presente Pretérito imperfeito: Reouvesse, Reouvesses, etc. Futuro: Reouver, Reouveres, Reouver, etc. Inf. Pres. Impessoal Inf. Pres. Pessoal GERÚNDIO: Reavendo PARTICÍPIO: Reavido INDICATIVO Presente: Resfolgo, Resfolgas, Resfolga, Resfolegamos, Resfolegais, Resfolgam Pretérito imperfeito: Resfolegava, etc. Pretérito perfeito: Resfoleguei, etc. Obs.: Regular nos demais tempos do indicativo SUBJUNTIVO Presente: Resfolgue, Resfolgues, Resfolgue, Resfoleguemos, Resfolegueis, Resfolguem, etc. Obs.: Regular nos demais tempos do subjuntivo. Este verbo perde o e da penúltima sílaba nas formas rizotônicas. É menos recomendável a conjugação regular (resfólego, resfólegas, etc) que alguns gramáticos adotam. Há a variante resfolgar, inteiramente regular. INDICATIVO Presente: Valho, Vales, Vale, Valemos, Valeis, Valem IMPERATIVO AFIRMATIVO Vale, Valha, Valhamos, Valsi, Valham SUBJUNTIVO Presente: Valha, Valhas, Valha, Valhamos, Valhais, Valham INDICATIVO Presente: Vejo, Vês, Vê, Vemos, Vedes, Vêem Pretérito imperfeito: Via, Vias, Via Víamos, Víeis, Viam Pretérito perfeito: Vi, Viste, Viu, Vimos, Vistes, Viram Pretérito mais que perfeito: Vira, Viras, Vira, Víramos, Víreis, Viram IMPERATIVO Vê, Veja, Vejamos, Vede, Vejam SUBJUNTIVO Presente: Veja, Vejas, Veja, Vejamos, Vejais, Vejam Pretérito imperfeito: Visse, Visses, Visse, etc. Futuro: Vir, Vires, Vir, Virmos, Virdes, Virem GERÚNDIO:Vendo PARTICÍPIO: Visto Assim se conjugam: antever, entrever, prever, rever. VERBO REAVER VERBO RESFOLEGAR VERBO VALER VERBO VER APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 37 INDICATIVO Presente: Venho, Vens, Vem, Vimos, Vindes, Vêm Pretérito imperfeito: Vinha, Vinhas, Vinha, Vínhamos, Vínheis, Vinham Pretérito perfeito: Vim, Vieste, Veio, Viemos, Viestes, Vieram Pretérito mais que perfeito: Viera, Vieras, Viera, Viéramos, Viéreis, Vieram Futuro do presente: Virei, Virás, etc. Futuro do pretérito: Viria, Virias, etc. IMPERATIVO Vem, Venha, Venhamos, Vinde, Venham SUBJUNTIVO Presente: Venha, Venhas, Venha, V enhamos, Venhais, Venham Pretérito imperfeito: Viesse, Viesses, Viesse, Viéssemos, Viésseis, Viessem Futuro: Vier, Vieres, Vier, Viermos, Vierdes, Vierem Inf. Pres. Impessoal Inf. Pres. Pessoal: Vir, Vires, Vir, Virmos, Virdes, Virem GERÚNDIO:Vindo PARTICÍPIO: Vindo Assim se conjugam: advir, convir, intervir, provir, sobrevir, avir-se, desavir-se, desavindo, além de particípio, é adjetivo: casais desavindos. Obs. Importante: Verbos como: odiar, incendiar, passear, pentear, somente são irregulares, nas formas rizotônicas. Ex.: Eu incendeio, tu incendeias, ele incendeia, nós incendiamos, vós incendiais, eles incendeiam. Ex.: Eu penteio, tu penteias, ele penteia, nós penteamos, vós penteais, eles penteiam. CONJUGAÇÃO DOS VERBOS IRREGULARES Ter, haver, ser e estar Presente do Indicativo Ter: Tenho, tens, tem, temos, tende, têm Haver: Hei, hás, há, havemos, haveis, hão Ser: Sou, és, é, somos, sois, são Estar: Estou, estás, está, estamos, estais, estão Pretérito Perfeito do Indicativo Ter: Tive, tiveste, teve, tivemos, tiveste, tiveram Haver: Houve, houveste, houve, houvemos, houvestes, houveram Ser: Fui, foste, foi, fomos, fostes, foram Estar: Estive, estiveste, esteve, estivemos, estivestes, estiveram Pretérito Imperfeito do Indicativo Ter: Tinha, tinhas, tinha tínhamos, tínheis, tinham Haver: Havia, havias, havia, havíamos, havíeis, haviam Ser: Era, eras, era, éramos, éreis, eram Estar: Estava, estavas, estavas, estávamos, estáveis, estavam Pretérito Mais-Que-Perfeito do Indicativo Ter: Tivera, tiveras, tivera, tivéramos, tivéreis, tiveram Haver: Houvera, houveras, houvera, houvéramos, houvéreis, houveram Ser: Fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram Estar: Estivera, estiveras, estivera, estivéramos, estivéreis, estiveram Futuro do Presente do Indicativo Ter: Terei, terás, terá, Teremos, tereis, terão Haver: Haverei, haverás, haverá, haveremos, havereis, haverão Ser:Serei, serás, será, seremos, sereis, serão Estar: Estarei, estarás, estará, estaremos, estareis, estarão Futuro do Pretérito do Indicativo Ter: Teria, terias, teria teríamos, teríeis, teriam Haver: Haveria, haverias, haveria, haveríamos, haveríeis, haveriam Ser: Seria, serias, seria, seríamos, seríeis, seriam Estar: Estaria, estarias, estaria, estaríamos, estaríeis, estariam VERBO VIR APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 38 Presente do Subjuntivo Ter: Tenha, tenhas, tenha, tenhamos, tenhais, tenham Haver: Haja, hajas, haja, hajamos, hajais, hajam Ser: Seja, sejas, seja, sejamos, sejais, sejam Estar: Esteja, estejas, esteja, estejamos, estejais, estejam Pretérito Imperfeito do Subjuntivo Ter: Tivesse, tivesses, tivesse, tivéssemos, tivésseis, tivessem Haver: Houvesse, houvesses, houvesse, houvéssemos, houvésseis, houvessem Ser: Fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem Estar: Estivesse, estivesses, estivesse, estivéssemos, estivésseis, estivessem Futuro do Subjuntivo Ter: Tiver, tiveres, tiver, tivermos, tiverdes, tiverem Haver: Houver, houveres, houver, houvermos, houverdes, houverem Ser: For, fores, for, formos, fordes, forem Estar: Estiver, estiveres, estiver, estivermos, estiverdes, estiverem Modo Imperativo Afirmativo Ter: Tem (tu), tenha (você), tenhamos (nós), tende (vós), tenham (vocês) Haver: Há (tu), haja (você), hajamos (nós), havei (vós), hajam (vocês) Ser: És (tu), seja (você), sejamos (nós), sede (vós), sejam (vocês) Estar: Está (tu), esteja (você), estejamos (nós), estai (vós), estejam (vocês) Negativo Ter: Não tenhas, não tenha, não tenhamos, não tenhais, não tenham Haver: Não hajas, não haja, não hajamos, não hajais, não hajam Ser: Não sejas, não seja, não sejamos, não sejais, não sejam Estar: Não estejas, não esteja, não estejamos, não estejais, não estejam Infinitivo Impessoal Ter, Haver, Ser, Estar. Infinitivo Pessoal Ter: Ter, teres, Ter, termos, terdes, terem Haver: Haver, haveres, haver, havermos, haverdes, haverem Ser: Ser, seres, ser, sermos, serdes, serem Estar: Estar, estares, estar, estarmos, estardes, estarem Gerúndio Tendo, Havendo, Sendo, Estando Particípio Tido, Havido, Sido, Estado VOZES VERBAIS O verbo possui três vozes: Voz Ativa: Indica que o sujeito pratica a ação verbal - sujeito agente. Ex.: Ele fechou a janela. Voz Passiva: Indica que o sujeito sobre a ação verbal - sujeito paciente. Ex.: A janela foi fechada por ele. (Voz passiva analítica : verbo ser ou estar mais particípio do verbo principal). Nota: para que se tenha VOZ PASSIVA SINTÉTICA, o SE, classificado como apassivador, deverá acompanhar verbos transitivos diretos ou verbos transitivos diretos e indiretos. Só esses verbos aceitam voz passiva. Voz reflexiva: Indica ação praticada e recebida pelo sujeito. Ex.: Ele feriu-se com a faca. SUBCLASSIFICAÇÃO DOS VERBOS Regular: É o verbo cujo radical não se altera e cujas terminações seguem o modelo da conjugação a que pertence. Exemplos: Eu amo, Tu amas, Ele ama. Irregular: é o verbo cujo radical sofre alteração ou cujas terminações não seguem o modelo da conjugação a que pertence. Exemplos: Eu caibo, eu trago. Anômalo: são verbos que apresentam profundas variações nos seus radicais, não se enquadrando em conjugação alguma. Exemplos: Ser e Ir Abundante: é o que apresenta mais de uma forma de particípio. Ex.: Acendido - aceso Nascido - nato Aceitado - aceito Elegido - eleito Ganhado - ganho Salvado- salvo OBS.: as formas regulares se usam com os verbos auxiliares ter e haver. As formas irregulares se usam com os verbos auxiliares ser e estar. Exemplos: As luzes já estão acesas. A proposta foi aceita. Já tinham aceitado a proposta. Defectivo: é o que não possui algum tempo, algum modo ou alguma pessoa; alguns só podem ser conjugados nas formas arrizotônicas, como precaver-se; outros não possuem a 1ª pessoa do singular do Pres. Ind. E, portando, as formas que derivam desse tempo (presente do subjuntivo, imperativos). Exemplos: APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 39 reaver, precaver-se, gerar, coloria. Auxiliar: é o que auxilia a conjugação de outro, chamado principal. São: ser, estar, ter e haver. Exemplos: tinham feito a lição. Estávamos fazendo compras. Impessoal: verbo que não admite sujeito como: chover, ventar, (fenômeno da natureza), ser, estar, fazer (quando indicam tempo); haver, quando significa existir ou ocorrer. Obs.: Esses verbos só podem ser usados na 3ª pessoa do singular, sendo o verbo ser o único que não obedece a essa norma. Exemplos: Amanheceu rapidamente. Faz meses que... Estava cedo ainda. São oito horas. VERBOS PRONOMINAIS São os que sempre se conjugam com o pronome que corresponde à pessoa do sujeito. Eis alguns: queixar-se, arrepender-se, agachar-se, orgulhar-se, atrever-se, etc. Exemplos: Eu me queixo. Tu te queixas. Ele se queixa. Nós nos queixamos. Vós vos queixais. Eles se queixam. Artigos Palavra colocada antes do substantivo para determiná-lo, mantendo com ele relação de concordância. Pode ser classificado em: definido: o, a, os, as - determinam o substantivo de modo preciso, específico indefinido :um, uma, uns, umas - determinam o substantivo de modo vago, impreciso Podem aparecer combinados com preposições. (numa, do, à ...) O artigo tem a propriedade de substantivar qualquer palavra precedida por ele. Esse processo chama- se substantivação. (fumar-verbo / O fumar faz mal à saúde) Observação: - para se certificar de que uma palavra é artigo, troque o gênero do substantivo posterior. Se o suposto artigo não mudar de gênero, pertence à outra classe. Emprego não se deve usar artigo depois de cujo e suas flexões não se usa artigo diante de expressões de tratamento iniciadas por possessivos é obrigatório o uso do artigo definido entre o numeral ambos e o substantivo a que se refere (ambos os cônjuges) diante do possessivo adjetivo o uso é facultativo; mas se o pronome for substantivo, torna-se obrigatório antes de nomes de pessoas, geralmente, não se utiliza o artigo não se usa artigo diante das palavras casa (=lar, moradia) e terra (=chão firme) a menos que essas palavras sejam especificadas diante de alguns nomes de cidade não se usa artigo, a não ser que venham modificados usa-se artigo definido antes dos nomes de estados brasileiros, exceto: AL, GO, MT, MG, PE, SC, SP e SE não se combina com preposição o artigo que faz parte de nomes de jornais, revistas e obras literárias (li em Os Lusíadas) depois de todo, emprega-se o artigo para conferir ideia de totalidade (Toda a sociedade poderá participar) Numerais Palavra que indica quantidade, número de ordem, múltiplo ou fração. Classifica-se como: cardinal (1, 2, 3, ...), ordinal (primeiro, segundo, terceiro, ...), multiplicativo (dobro, duplo, triplo, ...), fracionário (meio, metade, terço) Valor do Numeral Podem apresentar valor adjetivo ou substantivo. Se estiverem acompanhando e modificando um substantivo, terão valor adjetivo. Já se estiverem substituindo um substantivo e designando seres, terão valor substantivo. Ex.: Ele foi o primeiro jogador a chegar. (valor adjetivo) Ele será o primeiro desta vez. (valor substantivo) Emprego os fracionários têm como forma própria meio, metade e terço, todas as outras representações de divisão correspondem aos ordinais ou aos cardinais seguidos da palavra avos (quarto, décimo, milésimo, quinze avos etc.) designando séculos, reis, papas e capítulos, utiliza- se na leitura ordinal até décimo; a partir daí usam-se os cardinais. (Luís XIV - quatorze, Papa Paulo II - segundo) Observação: - se o numeral vier antes do substantivo, será obrigatório o ordinal (XX Bienal - vigésima, IV Semana de Cultura - quarta) zero e ambos (as) também são numerais cardinais dúzia, centena... são chamados numerais coletivos, por designarem um conjunto de seres um - numeral ou artigo? Nestes casos, a distinção é feita pelo contexto. Numeral indicando quantidade e artigo quando se opõe ao substantivo indicando-o de forma indefinida APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 40 Flexão Variam em gênero e número Gênero Cardinais: um, dois e os duzentos a novecentos; todos os ordinais; os multiplicativos e fracionários, quando expressam uma ideia adjetiva em relação ao substantivo Número: Cardinais terminados em -ão; todos os ordinais; os multiplicativos, quando têm função adjetiva; os fracionários, dependendo do cardinal que os antecede Os cardinais, quando substantivos, vão para o plural se terminarem por som vocálico PRONOMES Pronome é a palavra variável em gênero, número e pessoa que representa ou acompanha o substantivo, indicando-o como pessoa do discurso. Quando o pronome representa o substantivo, dizemos tratar-se de pronome substantivo. Ele chegou. (ele ) Convidei-o (o) Quando o pronome vem determinando o substantivo, restringindo a extensão de seu significado, dizemos tratar-se de pronome adjetivo. Esta casa é antiga. (esta) Meu livro é antigo. (meu ) Classificação dos Pronomes Há, em Português, seis espécies de pronomes: - pessoais: eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas e as formas oblíquas de tratamento: - possessivos: meu, teu, seu, nosso, vosso, seu e flexões; - demonstrativos: este, esse, aquele e flexões; isto, isso, aquilo; - relativos: o qual, cujo, quanto e flexões; que, quem, onde; - indefinidos: algum, nenhum, todo, outro, muito, certo, pouco, vários, tanto quanto, qualquer e flexões; alguém, ninguém, tudo, outrem, nada, cada, algo. - interrogativos: que, quem, qual, quanto, empregados em frases interrogativas. Pronomes Pessoais Pronomes pessoais são aqueles que representam as pessoas do discurso: 1ª pessoa: quem fala, o emissor. Eu sai (eu) Nós saímos (nós) Convidaram-me (me) Convidaram-nos (nós) 2ª pessoa: com quem se fala, o receptor. Tu saíste (tu) Vós saístes (vós) Convidaram-te (te) Convidaram-vos (vós) 3ª pessoa: de que ou de quem se fala, o referente. Ele saiu (ele) Eles sairam (eles) Convidei-o (o) Convidei-os (os) Os pronomes pessoais são os seguintes. Pronomes de Tratamento Na categoria dos pronomes pessoais, incluem-se os pronomes de tratamento. Referem-se à pessoa a quem se fala, embora a concordância deva ser feita com a terceira pessoa. Convém notar que, exceção feita a você, esses pronomes são empregados no tratamento cerimonioso. Veja a seguir alguns desses pronomes. PRONOME ABREVIATURA EMPREGO Vossa Alteza V. A. príncipes, duques Vossa Eminência V .Ema Cardeais Vossa Excelência V.Exa Altas autoridades em geral Vossa Magnificência V. Mag a Reitores de universidades Vossa Reverendíssima V. Revma Sacerdotes em geral Vossa Santidade V.S. Papas Vossa Senhoria V.Sa Funcionários graduados Vossa Majestade V.M. Reis, imperadores São também pronomes de tratamento: o senhor, a senhora, você, vocês Emprego dos Pronomes Pessoais 1. Os pronomes pessoais do caso reto (eu, tu, ele/ela, nós. vós. eles/elas) devem ser empregados na função sintática de sujeito. Considera-se errado seu emprego como complemento. Convidaram ele paraa festa (errado) Receberam nós com atenção (errado) Eu cheguei atrasado (certo) Ele compareceu à festa (certo) 2. Na função de complemento, usam-se os pronomes oblíquos e não os pronomes retos. Convidei ele ( errado) Chamaram nós ( errado) Convidei-o (certo) Chamaram-nos (certo) 3. Os pronomes retos (exceto eu e tu), quando antecipados de preposição, passam a funcionar como oblíquos. Neste caso, considera-se correto seu emprego como complemento: NÚMER O PESSO A CASO RETO CASO OBLÍQUO singular 1ª 2ª 3ª eu tu ele, ela me, mim, comigo te, ti, contigo se, si, consigo, o, a. lhe plural 1ª 2ª 3ª nós vós eles, elas nos, conosco vos, convosco se, si, consigo, os, as lhes APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 41 Informaram a ele os reais motivos Emprestaram a nós os livros Eles gostam muito de nós 4. As formas eu e tu só podem funcionar como sujeito. Considera-se errado seu emprego como complemento. Nunca houve desentendimento entre eu e tu (errado) Nunca houve desentendimento entre mim e ti (certo) Como regra prática, podemos propor o seguinte: quando precedidas de preposição não se usam as formas retas eu e tu, mas as formas oblíquas mim e ti: Ninguém irá sem eu ( errado) Nunca houve discussões entre eu e tu (errado) Ninguém irá sem mim (certo) Nunca houve discussões entre mim e ti (certo) Há, no entanto, um caso em que se empregam as formas retas eu e tu mesmo precedidas por preposição: quando essas formas funcionam como sujeito de um verbo no infinitivo. Deram o livro para EU ler ( ler: sujeito) Deram o livro para TU leres (leres: sujeito) Verifique que, neste caso, o emprego das formas retas eu e tu é obrigatório, na medida em que tais pronomes exercem a função sintática de sujeito. 5. Os pronomes oblíquos se, si, consigo devem ser empregados somente como reflexivos. Considera-se errada qualquer construção em que os referidos pronomes não sejam reflexivos: Querida, gosto muito de si. (errado) Preciso muito falar consigo. (errado) Querida, gosto muito de você. (certo) Preciso muito falar com você. (certo) Observe que nos exemplos que seguem não há erro algum, pois os pronomes se, si, consigo foram empregados como reflexivos: Ele feriu-se Cada um faça por si mesmo a redação O professor trouxe as provas consigo 6. Os pronomes oblíquos conosco e convosco são utilizados normalmente em sua forma sintética. Caso haja palavra de reforço, tais pronomes devem ser substituídos pela forma analítica: Queriam falar conosco = Queriam falar com nós dois Queriam conversar convosco = Queriam conversar com vós próprios 7. Os pronomes oblíquos podem aparecer combinados entre si. As combinações possíveis são as seguintes: A combinação também é possível com os pronomes oblíquos femininos a, as. me+a=ma me + as = mas te+a=ta te + as = tas - Você pagou o livro ao livreiro? - Sim, paguei-lho. Verifique que a forma combinada LHO resulta da fusão de LHE (que representa o livreiro) com O (que representa o livro). 8. As formas oblíquas O, AS, OS, AS são sempre empregadas como complemento verbos transitivos diretos, ao passo que as formas LHE, LHES são empregadas como complemento de verbos transitivos indiretos: O menino convidou-a (V.T.D ) O filho obedece-lhe (V.T. l ) Consideram-se erradas construções em que o pronome O (e flexões) aparece como complemento de verbos transitivos indiretos, assim como as construções em que o nome LHE (LHES) aparece como complemento de verbos transitivos diretos: Eu lhe vi ontem (errado) Nunca o obedeci (errado) Eu o vi ontem (certo) Nunca lhe obedeci (certo) 9. Há pouquíssimos casos em que o pronome oblíquo pode funcionar como sujeito ocorre com os verbos deixar, fazer, ouvir, mandar, sentir, ver seguidos de infinitivo: o nome oblíquo será sujeito desse infinitivo: Deixei-o sair. Vi-o chegar. Sofia deixou-se estar à janela. É fácil perceber a função do sujeito dos pronomes oblíquos, desenvolvendo as orações reduzidas de infinitivo: Deixei-o sair = deixei que ele saísse Colocação de Pronomes Em relação ao verbo, os pronomes átonos (me, te, se, lhe, o. a. nós, vós. lhes, os, as) podem ocupar três posições: 1. Antes do verbo - próclise Eu te observo há dias. 2. Depois do verbo - ênclise Observo-te há dias. 3. No interior do verbo - mesóclise Observar-te-ei sempre. Pronomes Possessivos me+o=mo te+o=to lhe+o=lho nos + o = no- lo vos + o = vo- lo lhes + o = lho me + os = mos te + os = tos lhe + os = lhos nos + os = no- los vos + os = vo- los lhes + os = lhos APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 42 Os pronomes possessivos referem-se às pessoas do discurso. atribuindo-lhes a posse de alguma coisa. Quando digo, por exemplo, meu livro, a palavra meu informa que o livro pertence á 1ª pessoa (eu) Eis as formas dos pronomes possessivos. 1ª pessoa singular meu, minha, meus, minhas. 2ª pessoa singular teu, tua, teus, tuas. 3ª pessoa singular seu, sua, seus, suas. 1ª pessoa plural nosso, nossa, nossos, nossas. 2ª pessoa plural. vosso, vossa, vossos, vossas. 3ª pessoa plural seu, sua, seus, suas. Você bem sabe que eu não sigo a opinião dele. A opinião dela era que Camilo devia tornar à casa deles. Eles batizaram com o nome delas as águas deste rio. Os possessivos devem ser usados com critério Substitui-los pelos pronomes oblíquos comunica á frase desenvoltura e elegância. Crispim Soares beijou-lhes as mãos agradecido (em vez de: beijou as suas mãos). Não me respeitava a adolescência. A repulsa estampava-se-lhe nos músculos da face. O vento vindo do mar acariciava-lhe os cabelos. Além da ideia de posse, podem ainda os pronomes exprimir: 1 . Cálculo aproximado, estimativa: Ele poderá ter seus quarenta e cinco anos 2. Familiaridade ou ironia, aludindo-se á personagem de uma história O nosso homem não se deu por vencido. Chama-se Falcão o meu homem 3. O mesmo que os indefinidos certo, algum Eu cá tenho minhas dúvidas Cornélio teve suas horas amargas 4. Afetividade, cortesia Como vai, meu menino? Não os culpo, minha boa senhora, não os culpo No plural usam-se os possessivos substantivados no sentido de parentes família. É assim que um moço deve zelar o nome dos seus? Podem os possessivos ser modificados por um advérbio de intensidade. Levaria a mão ao colar de pérolas, com aquele gesto tão seu, quando não sabia o que dizer. Pronomes Demonstrativos São aqueles que determinam, no tempo ou no espaço, a posição da coisa designada em relação á pessoa gramatical. Quando digo este livro, estou afirmando que o livro se encontra perto de mim a pessoa que fala Por outro lado, esse livro indica que o livro está longe da pessoa que fala e próximo da que ouve; aquele livro indica que o livro está longe de ambas as pessoas. Os pronomes demonstrativos são estes este (e variações), isto = 1ª pessoa esse (e variações), isso = 2ª pessoa aquele (e variações), próprio (e variações) mesmo (e variações), próprio (e variações) semelhante (e variação), tal (e variação) Pronomes Relativos Veja este exemplo: Armando comprou a casa QUE lhe convinha A palavra que representa o nome casa, relaciona- se com o termo casa é um pronome relativo PRONOMES RELATIVOS são palavras que representam nomes já referidos, com os quais estão relacionados. Daí denominarem-se relativos. A palavra que o pronome relativo representa chama-se antecedente. No exemplo dado, o antecedente de que é casa. Outros exemplos de pronomes relativos: Sejamos gratos a Deus, a quem tudo devemos O lugar onde paramos era deserto. Traga tudo quanto lhe pertence. Leve tantos ingressos quantos quiser. Posso saber o motivo por que (ou pelo qual) desistiudo concurso? Eis o quadro dos pronomes relativos: Observações: 1. O pronome relativo QUEM só se aplica a pessoas, tem antecedente, vem sempre antecedido de preposição e equivale a O QUAL. O médico de quem falo é meu conterrâneo. 2. Os pronomes CUJO, CUJA significam do qual, da qual, e precedem sempre um substantivo sem artigo. Qual será o animal cujo nome a autora não quis revelar? 3. QUANTO(s) e QUANTA(s) são pronomes relativos quando precedidos de um dos pronomes indefinidos tudo, tanto(s), tanta(s), todos, todas. Tenho tudo quanto quero. Leve tantos quantos precisar. Nenhum ovo, de todos quantos levei, se quebrou. 4. ONDE, como pronome relativo, tem sempre antecedente e equivale a em que. A casa onde (= em que) moro foi de meu avô. Pronomes Indefinidos Estes pronomes se referem à 3ª pessoa do discurso, designando-a de modo vago, impreciso, indeterminado. INVARIÁVEIS Masculino Feminino o qual os quais a qual as quais quem cujo cujos cuja cujas que quanto quantos quanta quantas onde APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 43 1. São pronomes indefinidos substantivos: algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, ninguém, outrem, quem, tudo Exemplos: Algo o incomoda? Acreditam em tudo o que fulano diz ou sicrano escreve. Não faças a outrem o que não queres que te façam. Quem avisa amigo é. Encontrei quem me pode ajudar. Ele gosta de quem o elogia. 2. São pronomes indefinidos adjetivos: cada, certo, certos, certa certas. Cada povo tem seus costumes. Certas pessoas exercem várias profissões. Certo dia apareceu em casa um repórter famoso. Pronomes Interrogativos Aparecem em frases interrogativas. Como os indefinidos, referem-se de modo impreciso à 3ª pessoa do discurso. Exemplos: Que há? Que dia é hoje? Reagir contra quê? Por que motivo não veio? Quem foi? Qual será? Quantos vêm? Quantas irmãs tens? Advérbios Pode modificar um verbo, um adjetivo, outro advérbio ou uma frase inteira. Classificam-se de acordo com as circunstâncias que expressam: lugar: longe, junto, acima, atrás, alhures... tempo: breve, cedo, já, dentro, ainda... modo: bem, mal, melhor, pior, devagar, a maioria dos adv. com sufixo -mente negação: não, tampouco, absolutamente... dúvida: quiçá, talvez, provavelmente, possivelmente... intensidade: muito, pouco, bastante, mais, demais, tão... afirmação: sim, certamente, realmente, efetivamente... Obs.: as palavras onde (de lugar), como (de modo), por que (de causa) e quando (de tempo), usadas em frases interrogativas diretas ou indiretas, são classificadas como advérbios interrogativos. São locuções adverbiais: à direita, à frente, à vontade, de cor, em vão, por acaso, frente a frente, de maneira alguma, de manhã, de repente, de vez em quando, em breve, etc. São classificadas, também, em função da circunstância que expressam. Grau Apesar de pertencer à categoria das palavras invariáveis, o advérbio pode apresentar variações de grau comparativo ou superlativo. Comparativo: igualdade: tão+adv+quanto superioridade: mais+adv+(do) que inferioridade: menos+adv+(do) que Superlativo: sintético: + sufixo -íssimo analítico: muito+adv. Obs.: bem e mal admitem grau comparativo de superioridade sintético: melhor e pior. As formas mais bem e mais mal são usadas diante de particípios adjetivados. (Ele está mais bem informado do que eu) Emprego na linguagem coloquial, o advérbio recebe sufixo diminutivo. Nesses casos, embora ocorra o diminutivo, o advérbio assume valor superlativo a repetição de um mesmo advérbio também assume valor superlativo quando os advérbio terminados em -mente estiverem coordenados, é comum o uso do sufixo só no último antes de particípios, bem e mal aparecem nas formas analíticas do comparativo de superioridade (mais bem e mais mal) e não como melhor e pior muito e bastante podem aparecer como advérbio (invariável) ou pron. indefinido (variável - determina subst.) adjetivos adverbializados mantêm-se invariáveis (terminaram rápido o trabalho) Palavras denotativas Série de palavras que se assemelham ao advérbio. A NGB considera-as apenas como palavras denotativas, não pertencendo a nenhuma das 10 classes gramaticais. Classificam-se em função da ideia que expressam: adição: ainda, além disso etc. (Comeu tudo e ainda queria mais) afastamento: embora (Foi embora daqui) afetividade: ainda bem, felizmente, infelizmente (Ainda bem que passei de ano) aproximação: quase, lá por, bem, uns, cerca de, por volta de etc. (É quase 1h a pé) designação: eis (Eis nosso carro novo) exclusão: apesar, somente, só, unicamente, inclusive, exceto, senão, sequer, apenas etc. (Todos saíram, menos ela) explicação: isto é, por exemplo, a saber etc. (Li vários livros, a saber, os clássicos) inclusão: até, ainda, também, inclusive etc. (Eu também vou) limitação: só, somente, unicamente, apenas etc. (Apenas um me respondeu) realce: é que, cá, lá, não, mas, é porque etc. (E você lá sabe essa questão?) APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 44 retificação: aliás, isto é, ou melhor, ou antes etc. (Somos três, ou melhor, quatro) situação: então, mas, se, agora, afinal etc. (Afinal, quem perguntaria a ele?) Preposições Palavra invariável que liga dois termos entre si, estabelecendo relação de subordinação (regente - regido). Divide-se em: essenciais (maioria das vezes são preposições): a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás acidentais (podem exercer função de preposição): afora, conforme, consoante, durante, exceto, salvo, segundo, senão etc. preposições essenciais regem pron. obl. tônicos; enquanto preposições acidentais regem as formas retas dos pron. pessoais. (Falei sobre ti/Todos, exceto eu, vieram) São locuções prepositivas: abaixo de, acerca de, a fim de, além de, ao lado de, apesar de, através de, de acordo com, em vez de, junto de, perto de etc. Obs.: a última palavra da loc. prepositiva é sempre uma preposição, enquanto a última palavra de uma loc. adverbial nunca é preposição Emprego combinação: preposição + outra palavra sem perda fonética (ao/aos) contração: preposição + outra palavra com perda fonética (na/àquela) não se deve contrair de se o termo seguinte for sujeito (Está na hora de ele falar) Pronome pessoal oblíquo x preposição x artigo Preposição - liga 2 termos, sendo invariável Pron. oblíquo - substitui um substantivo Artigo - antecede o substantivo, determinando-o Relações estabelecidas pelas preposições autoria - música de Caetano lugar - cair sobre o telhado / estar sob a mesa tempo - nascer a 15 de outubro / viajar em uma hora modo - chegar aos gritos / votar em branco causa - tremer de frio / preso por vadiagem assunto - falar sobre política fim ou finalidade - vir em socorro / vir para ficar instrumento - escrever a lápis / ferir-se com a faca companhia - sair com amigos meio - voltar a cavalo / viajar de ônibus matéria - anel de prata / pão com farinha posse - carro de João oposição - Flamengo contra Fluminense conteúdo - copo de (com) vinho preço - vender a (por) R$ 300, 00 origem - descender de família humilde destino - ir a Roma Conjunções Palavra que liga orações, estabelecendo entre elas alguma relação (subordinação ou coordenação). As conjunções classificam-se em: Coordenativas: ligam duas orações independentes (coordenadas), ou dois termos que exercem a mesma função sintática dentro da oração. Apresentam 5 tipos: aditivas (adição) - e, nem, mas também, mas ainda etc. adversativas (adversidade, oposição) - mas, porém, todavia, contudo etc. alternativas (alternância, exclusão, escolha)- ou, ou ... ou, ora ... ora, quer ... quer etc. conclusivas (conclusão) - logo, portanto, pois (depois do verbo) etc. explicativas (justificação) - pois (antes do verbo), porque, que etc. Subordinativas: ligam duas orações dependentes, subordinando uma à outra. Apresentam 10 tipos. causais - porque, visto que, já que, uma vez que etc. comparativas - como, que (precedido de mais ou menos) etc. condicionais - se, caso, contanto que, desde que etc. consecutivas (consequência, resultado, efeito) - que (precedido de tal, tanto, tão etc. - indicadores de intensidade), de modo que, de maneira que etc. conformativas (conformidade, adequação) - conforme, segundo, consoante, como etc. concessiva - embora, se bem que, ainda que, mesmo que etc. temporais - quando, enquanto, logo, desde que etc. finais - a fim de que, para que, que etc. proporcionais - à medida que, à proporção que, ao passo que etc. integrantes - que, se As conjunções integrantes introduzem as orações subordinadas substantivas, enquanto as demais iniciam orações subordinadas adverbiais. Muitas vezes a função de interligar orações é desempenhada por locuções conjuntivas. Interjeições Expressa estados emocionais do falante, variando de acordo com o contexto emocional. Podem expressar: alegria: ah!, oh!, oba! etc. advertência: cuidado!, atenção etc. afugentamento: fora!, rua!, passa!, xô! etc. alívio: ufa!, arre! animação: coragem!, avante!, eia! aplauso: bravo!, bis!, mais um! etc. chamamento: alô!, olá!, psit! etc. desejo: oxalá!, tomara! etc. dor: ai!, ui! etc. espanto: puxa!, oh!, chi!, ué! etc. impaciência: hum!, hem! etc. silêncio: silêncio!, psiu!, quieto! APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 45 São locuções interjeitivas: puxa vida!, não diga!, que horror!, graças a Deus!, ora bolas!, cruz credo! etc. FIGURAS DE LINGUAGEM As figuras de linguagem ou de estilo são empregadas para valorizar o texto, tornando a linguagem mais expressiva. É um recurso linguístico para expressar experiências comuns de formas diferentes, conferindo originalidade, emotividade ou poeticidade ao discurso. As figuras revelam muito da sensibilidade de quem as produz, traduzindo particularidades estilísticas do autor. A palavra empregada em sentido figurado, não- denotativo, passa a pertencer a outro campo de significação, mais amplo e criativo. As figuras de linguagem classificam-se em: a)figuras de palavras; b)figuras de harmonia; c)figuras de pensamento; d)figuras de construção ou sintaxe. FIGURAS DE PALAVRA As figuras de palavra consistem no emprego de um termo com sentido diferente daquele convencionalmente empregado, a fim de se conseguir um efeito mais expressivo na comunicação. São figuras de palavras: a) comparação e) catacrese b) metáfora f) sinestesia c) metonímia g) antonomásia d) sinédoque h) alegoria Comparação Ocorre comparação quando se estabelece aproximação entre dois elementos que se identificam, ligados por conectivos comparativos explícitos - feito, assim como, tal, como, tal qual, tal como, qual, que nem - e alguns verbos - parecer, assemelhar-se e outros. Exemplos: "Amou daquela vez como se fosse máquina. Beijou sua mulher como se fosse lógico." (Chico Buarque) "As solteironas, os longos vestidos negros fechados no pescoço, negros xales nos ombros, pareciam aves noturnas paradas..." (Jorge Amado) Metáfora Ocorre metáfora quando um termo substitui outro através de uma relação de semelhança resultante da subjetividade de quem a cria. A metáfora também pode ser entendida como uma comparação abreviada, em que o conectivo não está expresso, mas subentendido. Exemplo: "Supondo o espírito humano uma vasta concha, o meu fim, Sr. Soares, é ver se posso extrair pérolas, que é a razão." (Machado de Assis) Metonímia Ocorre metonímia quando há substituição de uma palavra por outra, havendo entre ambas algum grau de semelhança, relação, proximidade de sentido ou implicação mútua. Tal substituição fundamenta-se numa relação objetiva, real, realizando-se de inúmeros modos: o continente pelo conteúdo e vice-versa: Antes de sair, tomamos um cálice1 de licor. 1 O conteúdo de um cálice. a causa pelo efeito e vice-versa: "E assim o operário ia Com suor e com cimento 2 Erguendo uma casa aqui Adiante um apartamento." (Vinicius de Moraes) 2 Com trabalho. o lugar de origem ou de produção pelo produto: Comprei uma garrafa do legítimo porto 3. 3 O vinho da cidade do Porto. o autor pela obra: Ela parecia ler Jorge Amado 4. 4 A obra de Jorge Amado. o abstrato pelo concreto e vice-versa: Não devemos contar com o seu coração 5. 5 Sentimento, sensibilidade. o símbolo pela coisa simbolizada: A coroa 6 foi disputada pelos revolucionários. 6 O poder. a matéria pelo produto e vice-versa: Lento, o bronze 7 soa. 7 O sino. o inventor pelo invento: Edson 8 ilumina o mundo. 8 A energia elétrica. a coisa pelo lugar: Vou à Prefeitura 9. 9 Ao edifício da Prefeitura. o instrumento pela pessoa que o utiliza: Ele é um bom garfo 10. 10 Guloso, glutão. Sinédoque Ocorre sinédoque quando há substituição de um termo por outro, havendo ampliação ou redução do sentido usual da palavra numa relação quantitativa. Encontramos sinédoque nos seguintes casos: o todo pela parte e vice-versa: "A cidade inteira 1 viu assombrada, de queixo caído, o pistoleiro sumir de ladrão, fugindo nos cascos 2 de seu cavalo." (J. Cândido de Carvalho) 1 O povo. 2 Parte das patas. http://www.coladaweb.com/porgramatica/figuras_de_linguagem.htm APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 46 o singular pelo plural e vice-versa: O paulista 3 é tímido; o carioca 4, atrevido. 3 Todos os paulistas. 4 Todos os cariocas. o indivíduo pela espécie (nome próprio pelo nome comum): Para os artistas ele foi um mecenas 5. 5 Protetor. Modernamente, a metonímia engloba a sinédoque. Catacrese A catacrese é um tipo de especial de metáfora, "é uma espécie de metáfora desgastada, em que já não se sente nenhum vestígio de inovação, de criação individual e pitoresca. É a metáfora tornada hábito linguístico, já fora do âmbito estilístico." (Othon M. Garcia) São exemplos de catacrese: folhas de livro pele de tomate dente de alho montar em burro céu da boca cabeça de prego mão de direção ventre da terra asa da xícara sacar dinheiro no banco Sinestesia A sinestesia consiste na fusão de sensações diferentes numa mesma expressão. Essas sensações podem ser físicas (gustação, audição, visão,olfato e tato) ou psicológicas (subjetivas). Exemplo: "A minha primeira recordação é um muro velho, no quintal de uma casa indefinível. Tinha várias feridas no reboco e veludo de musgo. Milagrosa aquela mancha verde [sensação visual] e úmida, macia [sensações táteis], quase irreal." (Augusto Meyer) Antonomásia Ocorre antonomásia quando designamos uma pessoa por uma qualidade, característica ou fato que a distingue. Na linguagem coloquial, antonomásia é o mesmo que apelido, alcunha ou cognome, cuja origem é um aposto (descritivo, especificativo etc.) do nome próprio. Exemplos: "E ao rabi simples 1, que a igualdade prega, Rasga e enlameia a túnica inconsútil; (Raimundo Correia) 1 Cristo Pelé (= Edson Arantes do Nascimento) O Cisne de Mântua (= Virgílio) O poeta dos escravos (= Castro Alves) O Dante Negro (= Cruz e Souza) O Corso (= Napoleão) Alegoria A alegoria é uma acumulação de metáforas referindo-se ao mesmo objeto; é uma figura poética que consiste em expressar uma situação global por meio de outra que a evoque e intensifique o seu significado. Na alegoria, todas as palavras estão transladadas para um plano que não lhes é comum e oferecem dois sentidos completos e perfeitos - um referencial e outro metafórico. Exemplo: "A vida é uma ópera, é uma grande ópera. O tenor e o barítono lutam pelo soprano, em presença do baixo e dos comprimários, quando não são o soprano e o contralto que lutam pelo tenor, em presença do mesmo baixo e dos mesmos comprimários. Há coros numerosos, muitos bailados, e a orquestra é excelente..." (Machado de Assis) FIGURAS DE HARMONIA Chamam-se figuras de som ou de harmonia os efeitos produzidos na linguagem quando há repetição de sons ou, ainda, quando se procura "imitar “sons produzidos por coisas ou seres. As figuras de harmonia ou de som são: a) aliteração c) assonância b) paronomásia d) onomatopeia Aliteração Ocorre aliteração quando há repetição da mesma consoante ou de consoantes similares, geralmente em posição inicial da palavra. Exemplo: "Toda gente homenageia Januária na janela." (Chico Buarque) Assonância Ocorre assonância quando há repetição da mesma vogal ao longo de um verso ou poema. Exemplo: "Sou Ana, da cama da cana, fulana, bacana Sou Ana de Amsterdam." (Chico Buarque) Paronomásia Ocorre paronomásia quando há reprodução de sons semelhantes em palavras de significados diferentes. Exemplo: "Berro pelo aterro pelo desterro berro por seu berro pelo seu erro quero que você ganhe que você me apanhe sou o seu bezerro gritando mamãe." (Caetano Veloso) Onomatopeia Ocorre quando uma palavra ou conjunto de palavras imita um ruído ou som. Exemplo: "O silêncio fresco despenca das árvores. Veio de longe, das planícies altas, Dos cerrados onde o guaxe passe rápido... Vvvvvvvv... passou." (Mário de Andrade) "Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r eterno." (Fernando Pessoa) FIGURAS DE PENSAMENTO APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 47 As figuras de pensamento são recursos de linguagem que se referem ao significado das palavras, ao seu aspecto semântico. São figuras de pensamento: a) antítese d) apóstrofe g) paradoxo b) eufemismo e) gradação h) hipérbole c) ironia f) prosopopeia i) perífrase Antítese Ocorre antítese quando há aproximação de palavras ou expressões de sentidos opostos. Exemplo: "Amigos ou inimigos estão, amiúde, em posições trocadas. Uns nos querem mal, e fazem-nos bem. Outros nos almejam o bem, e nos trazem o mal." (Rui Barbosa) Apóstrofe Ocorre apóstrofe quando há invocação de uma pessoa ou algo, real ou imaginário, que pode estar presente ou ausente. Corresponde ao vocativo na análise sintática e é utilizada para dar ênfase à expressão. Exemplo: "Deus! ó Deus! onde estás, que não respondes?" (Castro Alves) Paradoxo Ocorre paradoxo não apenas na aproximação de palavras de sentido oposto, mas também na de ideias que se contradizem referindo-se ao mesmo termo. É uma verdade enunciada com aparência de mentira. Oxímoro (ou oximoron) é outra designação para paradoxo. Exemplo: "Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer;" (Camões) Eufemismo Ocorre eufemismo quando uma palavra ou expressão é empregada para atenuar uma verdade tida como penosa, desagradável ou chocante. Exemplo: "E pela paz derradeira1 que enfim vai nos redimir Deus lhe pague". (Chico Buarque) 1 paz derradeira: morte Gradação Ocorre gradação quando há uma sequência de palavras que intensificam uma mesma ideia. Exemplo: "Aqui... além... mais longe por onde eu movo o passo." (Castro Alves) Hipérbole Ocorre hipérbole quando há exagero de uma ideia, a fim de proporcionar uma imagem emocionante e de impacto. Exemplo: "Rios te correrão dos olhos, se chorares!" (Olavo Bilac) Ironia Ocorre ironia quando, pelo contexto, pela entonação, pela contradição de termos, sugere-se o contrário do que as palavras ou orações parecem exprimir. A intenção é depreciativa ou sarcástica. Exemplo: "Moça linda, bem tratada, três séculos de família, burra como uma porta: um amor." (Mário de Andrade) Prosopopeia Ocorre prosopopeia (ou animização ou personificação) quando se atribui movimento, ação, fala, sentimento, enfim, caracteres próprios de seres animados a seres inanimados ou imaginários. Também a atribuição de características humanas a seres animados constitui prosopopeia o que é comum nas fábulas e nos apólogos, como este exemplo de Mário de Quintana: "O peixinho (...) silencioso e levemente melancólico..." Exemplos: "... os rios vão carregando as queixas do caminho." (Raul Bopp) Um frio inteligente (...) percorria o jardim..." (Clarice Lispector) Perífrase Ocorre perífrase quando se cria um torneio de palavras para expressar algum objeto, acidente geográfico ou situação que não se quer nomear. Exemplo: "Cidade maravilhosa Cheia de encantos milCidade maravilhosa Coração do meu Brasil." (André Filho) FIGURAS DE SINTAXE As figuras de sintaxe ou de construção dizem respeito a desvios em relação à concordância entre os termos da oração, sua ordem, possíveis repetições ou omissões. Elas podem ser construídas por: a) omissão: assíndeto, elipse e zeugma; b) repetição: anáfora, pleonasmo e polissíndeto; c) inversão: anástrofe, hipérbato, sínquise e hipálage; d) ruptura: anacoluto; e) concordância ideológica: silepse. Portanto, são figuras de construção ou sintaxe: a) assíndeto e) elipse i) zeugma b) anáfora f) pleonasmo j) polissíndeto c) anástrofe g) hipérbato l) sínquise d) hipálage h) anacoluto m) silepse Assíndeto Ocorre assíndeto quando orações ou palavras deveriam vir ligadas por conjunções coordenativas, aparecem justapostas ou separadas por vírgulas. APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 48 Exigem do leitor atenção maior no exame de cada fato, por exigência das pausas rítmicas (vírgulas). Exemplo: "Não nos movemos, as mãos é que se estenderam pouco a pouco, todas quatro, pegando-se, apertando-se, fundindo-se." (Machado de Assis) Elipse Ocorre elipse quando omitimos um termo ou oração que facilmente podemos identificar ou subentender no contexto. Pode ocorrer na supressão de pronomes, conjunções, preposições ou verbos. É um poderoso recurso de concisão e dinamismo. Exemplo: "Veio sem pinturas, em vestido leve, sandálias coloridas." 1 1 Elipse do pronome ela (Ela veio) e da preposição de (de sandálias...) Zeugma Ocorre zeugma quando um termo já expresso na frase é suprimido, ficando subentendida sua repetição. Exemplo: "Foi saqueada a vida, e assassinados os partidários dos Felipes." 1 (Camilo Castelo Branco) 1 Zeugma do verbo: "e foram assassinados..." Anáfora Ocorre anáfora quando há repetição intencional de palavras no início de um período, frase ou verso. Exemplo: "Depois o areal extenso... Depois o oceano de pó... Depois no horizonte imenso Desertos... desertos só..." (Castro Alves) Pleonasmo Ocorre pleonasmo quando há repetição da mesma ideia, isto é, redundância de significado. a) Pleonasmo literário É o uso de palavras redundantes para reforçar uma ideia, tanto do ponto de vista semântico quanto do ponto de vista sintático. Usado como um recurso estilístico, enriquece a expressão, dando ênfase à mensagem. Exemplo: "Iam vinte anos desde aquele dia Quando com os olhos eu quis ver de perto Quando em visão com os da saudade via." (Alberto de Oliveira) "Morrerás morte vil na mão de um forte." (Gonçalves Dias) "Ó mar salgado, quando do teu sal São lágrimas de Portugal" (Fernando Pessoa) b) Pleonasmo vicioso É o desdobramento de ideias que já estavam implícitas em palavras anteriormente expressas. Pleonasmos viciosos devem ser evitados, pois não têm valor de reforço de uma ideia, sendo apenas fruto do descobrimento do sentido real das palavras. Exemplos: subir para cima entrar para dentro repetir de novo ouvir com os ouvidos hemorragia de sangue monopólio exclusivo breve alocução principal protagonista Polissíndeto Ocorre polissíndeto quando há repetição enfática de uma conjunção coordenativa mais vezes do que exige a norma gramatical ( geralmente a conjunção e). É um recurso que sugere movimentos ininterruptos ou vertiginosos. Exemplo: "Vão chegando as burguesinhas pobres, e as criadas das burguesinhas ricas e as mulheres do povo, e as lavadeiras da redondeza." (Manuel Bandeira) Anástrofe Ocorre anástrofe quando há uma simples inversão de palavras vizinhas ( determinante/determinado). Exemplo: "Tão leve estou 1 que nem sombra tenho." (Mário Quintana) 1 Estou tão leve... Hipérbato Ocorre hipérbato quando há uma inversão completa de membros da frase. Exemplo: "Passeiam à tarde, as belas na Avenida. " 1 (Carlos Drummond de Andrade) 1 As belas passeiam na Avenida à tarde. Sínquise Ocorre sínquise quando há uma inversão violenta de distantes partes da frase. É um hipérbato exagerado. Exemplo: "A grita se alevanta ao Céu, da gente. " 1 (Camões) 1 A grita da gente se alevanta ao Céu. Hipálage Ocorre hipálage quando há inversão da posição do adjetivo: uma qualidade que pertence a uma objeto é atribuída a outro, na mesma frase. Exemplo: "... as lojas loquazes dos barbeiros." 2 (Eça de Queiros) 2 ... as lojas dos barbeiros loquazes. Anacoluto Ocorre anacoluto quando há interrupção do plano sintático com que se inicia a frase, alterando-lhe a sequência lógica. A construção do período deixa um ou mais termos - que não apresentam função sintática definida - desprendidos dos demais, geralmente depois de uma pausa sensível. APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 49 Exemplo: "Essas empregadas de hoje, não se pode confiar nelas." (Alcântara Machado) Silepse Ocorre silepse quando a concordância não é feita com as palavras, mas com a ideia a elas associada. a) Silepse de gênero Ocorre quando há discordância entre os gêneros gramaticais (feminino ou masculino). Exemplo: "Quando a gente é novo, gosta de fazer bonito." (Guimarães Rosa) b) Silepse de número Ocorre quando há discordância envolvendo o número gramatical (singular ou plural). Exemplo: Corria gente de todos lados, e gritavam." (Mário Barreto) c) Silepse de pessoa Ocorre quando há discordância entre o sujeito expresso e a pessoa verbal: o sujeito que fala ou escreve se inclui no sujeito enunciado. Exemplo: "Na noite seguinte estávamos reunidas algumas pessoas." (Machado de Assis) VÍCIOS DE LINGUAGEM Qualquer desvio das normas gramaticais pode ser considerado um vício de linguagem. BARBARISMO É o desvio relativo à palavra. É quando grafamos ou pronunciamos uma palavra que não está de acordo com a norma culta. Pode ser: Pronúncia - Pograma (o certo seria programa) - Rúbrica (o certo seria rubrica) Grafia - Etmologia (o certoseria etimologia) - Advinhar (o certo seria adivinhar) - Seguimentos (o certo seria segmentos) - Maizena (o certo seria maisena) Morfologia - Quando eu pôr o vestido (o certo seria puser) Semântica - Assim que chegaram à metrópole, absolveram a poluição (o certo seria absorveram) Estrangeirismos - Show, menu, know-how, hall. SOLECISMO É o desvio em relação à sintaxe. Pode ser: De concordância - Haviam pessoas. (o certo seria havia) - Fazem dois meses. (o certo seria faz) - Faltou muitos alunos. (o certo seria faltaram) De regência - Obedeça o chefe. (o certo seria ao chefe) - Assisti o filme. (o certo seria ao filme) De colocação - Tinha ausentado-me. - Não espere-me. CACÓFATO É o som desagradável, obsceno. - Hilca ganhou. - Vou-me já. - Ele marca gol. - Boca dela. ECO Repetição desagradável de terminações iguais. - Vicente já não sente dores de dente tão frequentemente como antigamente quando estava no Oriente. OBS: O eco na prosa é considerado um vício, um defeito. Já na poesia é o fundamento da rima. COLISÃO Aproximação de sons consonantais idênticos ou semelhantes. - Sua saia saiu suja da máquina. HIATO Aproximação de vogais idênticas - Traga a água. - Trago o ovo. AMBIGUIDADE É o duplo sentido. - O cachorro do seu irmão avançou sobre o amigo. PRECIOSISMO Exagero da linguagem. - Na pretérita centúria, meu progenitor presenciou o acasalamento do astro-rei com a rainha da noite. (ou seja: No século passado, meu avô presenciou um eclipse solar.) ARCAISMOS Uso de expressões que caíram em desuso. PLEBEÍSMO Qualquer desvio que caracteriza a falta de instrução. As gírias são um bom exemplo de plebeísmo. PLEONASMO Repetição desnecessária de uma expressão. - Criar novos… - Hemorragia de sangue - Subir para cima - Panorama geral - Antecipar para antes EXERCÍCIOS DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS 01. A globalização dos anos 90 colocou contra a parede símbolos do capitalismo brasileiro. Isso quer dizer que estamos mal? Não. As empresas que elevaram sua preocupação com a excelência aos limites da paranoia não apenas sobreviveram como estão na vanguarda de um novo - e pujante - ciclo econômico. http://www.infoescola.com/linguistica/estrangeirismo/ http://www.infoescola.com/portugues/vicios-de-linguagem/## http://www.infoescola.com/portugues/vicios-de-linguagem/## http://www.infoescola.com/portugues/hiato/ http://www.infoescola.com/portugues/vicios-de-linguagem/## http://www.infoescola.com/literatura/preciosismo/ http://www.infoescola.com/portugues/vicios-de-linguagem/## http://www.infoescola.com/linguistica/arcaismo/ APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 50 Segundo o autor: a.) A paranoia com a excelência, nos moldes da globalização do anos 90, permitiu que símbolos do capitalismo brasileiro chegassem à vanguarda do novo ciclo econômico. b.) Para sobreviver, precisamos ser paranoicos. c.) O novo ciclo econômico é baseado na paranoia, pois sem ela a globalização dos anos 90 colocaria símbolos do capitalismo brasileiro contra a parede. d.) O novo ciclo econômico é pujante pois colocou os símbolos do capitalismo brasileiro dos anos 80 contra a parede, devido à paranoia com a globalização dos anos 90. e.) Não estamos mal pois os símbolos do capitalismo brasileiro pertencem a outra década, mas a globalização dos anos 90 é a vanguarda do novo ciclo econômico. 02. Considerando-se a afirmação de uma famosa estilista americana de que "os homens sempre estiveram na vanguarda da moda", referindo-se ao terno de duas peças, podemos concluir que: a.) A tendência única para a moda no futuro é o terno. b.) Apesar de vários estilistas de alta costura se esforçarem, o que eles fazem não é moda. c.) O terno é sempre uma roupa atual. d.) Um homem que não use terno não está na moda. e.) As mulheres deveriam usar terno para estarem na moda. 03. Biólogos comprovaram que, em uma determinada floresta, existem dois tipos de roedores. Ambos têm o hábito de cavar buracos. O coelhato cava buracos mais rápido do que o ratoelho. Outra grande diferença entre eles é o tamanho: o roedor ratoelho é maior, em média, do que o coelhato. Diante destas informações, os biólogos poderiam deduzir que: a.) Os buracos cavados pelo ratoelho são maiores do que os do coelhato. b.) Os buracos cavados pelo coelhato são mais profundos do que os do ratoelho. c.) Os buracos cavados pelo coelhato são, provavelmente, mais profundos do que os do ratoelho. d.) O coelhato cava mais buracos do que o ratoelho. e.) Diante das informações, nenhuma das conclusões acima podem ser aceitas como verdade. 04. O mundo está se encaminhando para uma situação em que o trabalhador já não consegue vender a única mercadoria que pode oferecer: sua força de trabalho. É uma mutação violenta de nossa civilização, possivelmente, com consequências ainda piores do que as que sofremos hoje. O conceito de trabalho, que era o fundamento de nossa civilização ocidental, caducou. Agora, milhões de seres humanos já não servem sequer para serem explorado. David Ricardo e, depois dele, Karl Marx, assentaram sua Economia Política sobre a Teoria do Valor do Trabalho, fator de produção que o desemprego vai desvalorizando rapidamente. Segundo o texto: a.) A mutação a que o texto se refere está na força de trabalho, que caducou. b.) Estamos vivenciando um novo paradigma da relação força de trabalho X emprego. c.) David Ricardo e Karl Marx erraram ao assentarem sua Economia Política sobre a Teoria do Valor do Trabalho. d.) Aquelas pessoas que trabalham com vendas não conseguem mais oferecer sua força de trabalho, devido a uma mutação no mercado. e.) O fundamento da civilização ocidental está sofrendo uma mutação violenta, levando-se em conta que o desemprego era a base para a Teoria do Valor do Trabalho. 05. Dois jornais impressos - um da situação e outro da oposição - publicam, todos os dias, notícias sobre os mesmos temas. Eles dedicam o mesmo espaço a cada assunto, além do mesmo número de jornalistas para produzirem seus artigos. Sabe-se que os dois são vendidos na mesma região, pelo mesmo preço, possuem a mesma tiragem e que são concorrentes. Então: a.) Se Pedro lê o jornal A e João lê o jornal B, os dois são de classes diferentes. b.) Se Pedro lê o jornal A e João lê o jornal B, os dois são de classes iguais. c.) Se Pedro lê o jornal A e João o jornal B, os dois compartilham a mesma opinião política. d.) Se Pedro lê o jornal A e João o jornal B, os dois provavelmente recebem informações iguais com enfoques diferentes. e.) Se Pedro lê o jornal A e João o jornal B, os dois provavelmente recebem informações diferentes com enfoques iguais. 06. Se a Internet é uma excelente fonte de informações, e João navega na Internet todo dia, pode-se concluir que: a.) João é muito bem informado. b.) João domina a navegação na Internet c.) (a) e (b) são verdadeiras. d.) (b) é verdadeira, mas (a) não o é. e.) (a) pode ser falsa, mas provavelmente (b) é verdadeira. APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 51 07. Para os restaurantes que fazem entregas em casa terem sucesso, eles precisam entregar rápido a comida ou ter um bom preço, e estar bem localizado. O restaurante COMOMAIS é uma casa de sucesso e possui bom preço. Diante desta afirmação, podemos afirmar que: a.) O restaurante COMOMAIS entrega rápido seus pedidos. b.) O restaurante COMOMAIS não entrega rápido seus pratos. c.) O restaurante COMOMAIS está bem localizado. d.) O restaurante COMOMAIS não é bem localizado. e.) As alternativas (a) e (c) estão corretas. 08. A violência no trânsito aumenta ano após ano. O aumento do número de carros na rua tem evidenciado esse problema, chegando a índices alarmantes. Um especialista renomado declarou que: "O problema do trânsito é o despreparo dos motoristas. Somente aquelesque não aprenderam a dirigir da forma correta causam acidentes. Além disso, afirma que o sr. Astrogildo aprendeu a dirigir corretamente, então ele não causará acidentes." Podemos concluir que: a.) O Sr. Astrogildo recebeu um atestado de que é um ótimo motorista. b.) Para provar que o especialista está correto, devemos esperar um certo espaço de tempo e verificar se o sr. Astrogildo não irá causar acidentes. c.) Caso se assuma a afirmação do especialista como verdadeira, ocorrerá um erro de apelo à autoridade. d.) Realmente, o único problema no trânsito diz respeito a motoristas mal treinados. e.)As alternativas (b) e (d) estão corretas. 09. Segundo a opinião de um leitor do jornal O Estado de São Paulo, "o governo neoliberal - para desespero dos neobobos - resolveu dar interpretação literal ao salário mínimo. O Movimento dos Sem Terra que se cuide, mudando imediatamente de nome, senão bye - bye reforma agrária". Segundo este leitor: a.) O governo irá pagar um salário mínimo aos membros do MST, ao invés de promover a reforma agrária. b.) Se depender do nome, os Sem Terra continuarão sem terra. c.) O MST está desesperado com o aumento do salário mínimo. d.) O MST está desesperado com a necessidade de trocar de nome. e.) O MST que se cuide, o governo quer cobrar um salário mínimo por lote a ser distribuído. 10. "Quando eu era pequeno, meus pais descobriram que eu tinha tendências masoquistas. Aí passaram a me bater todo dia, para ver se eu parava com aquilo" (Woody Allen). O pensamento dos pais de Woody Allen pode ser comparado a: a.) Aumentar o imposto de importação para equilibrar a balança comercial. b.) Comprar uma arma para combater a violência. c.) Aumentar os juros para diminuir o consumo. d.) Pimenta nos olhos dos outros é refresco. e.) As alternativas (a) e (c) estão corretas. 11. Cinco garotos, por brincadeira, compraram 2 litros de álcool e incendiaram um homem que dormia em um ponto de ônibus. A ideia era se divertir assustando um mendigo. Só que, na verdade, além de mendigo, tratava-se também de um índio da tribo dos Pataxós. Eles incendiaram e assassinaram um ser humano. A justificativa e o pedido de desculpas foi que se enganaram, pensaram tratar-se apenas de um mendigo. Segundo o texto, não podemos concluir que: a.) Trata-se de um crime ecológico, pois afeta a comunidade indígena. b.) Os 5 garotos não considerariam suas atitudes um crime, caso fosse apenas um mendigo. c.) O conceito de diversão para estes 5 garotos é deveras violento. d.) 5 garotos inconsequentes tiraram a vida de outro ser humano. e.) Um índio Pataxó não deveria estar dormindo em um ponto de ônibus. 12. Uma pesquisa realizada em uma faculdade apontou que o índice de comparecimento às aulas está diretamente relacionado ao nível de aproveitamento do aluno. Quanto mais faltas, menor o aproveitamento do aluno. Cláudio está sempre presente em todas as aulas, então: a.) Cláudio é um excelente aluno. b.) Cláudio não é um excelente aluno. c.) O aproveitamento de Cláudio está acima da média. d.) Cláudio pode ter notas baixas. e.) Cláudio não pode ter notas baixas. 13. Constatou-se que, na cidade de Brigmuch, a população está dividida entre : 1. Briguentos; 2. Não briguentos; 3. Pacifistas. Além disso, sabe-se que: I - Muitos não briguentos são também pacifistas. II - Nenhum briguento é pacifista. III - Alguns pacifistas podem brigar para defender a paz. APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 52 IV - Brigas nunca ocorrem entre pacifistas. V - Um não briguento nunca briga. Caso ocorra uma briga entre A e B, pode-se concluir, com certeza, que: a.) A é pacifista e B é briguento. b.) A é briguento e B é pacifista. c.) Ambos são briguentos d.) A pode ser um não briguento pacifista e B um briguento. e.) Se A é um pacifista, B é um briguento. 14. Ao comprar um saco de balas, um garoto espalha todas sobre uma mesa, conta e descobre que o saco continha 116 balas. 58 balas são vermelhas e 58 são azuis. Após esta grande descoberta, coloca todas novamente no saco e se pergunta quantas balas seriam necessárias tirar do saco para ter certeza de que pelo menos 2 seriam da mesma cor? Quantas você responderia? a.) 59 b.) 29 c.) 15 d.) 7 e.) 3 15. Segundo Karl Kraus, "o segredo do demagogo é se fazer passar por tão estúpido quanto sua plateia, para que esta imagine ser tão esperta quanto ele." De acordo com este raciocínio podemos concluir que: a.) Todas as pessoas que vão a palestras são estúpidas. b.) Para ser um bom palestrante você precisa ser um demagogo. c.) O demagogo induz sua plateia. d.) O demagogo é tão esperto quanto sua plateia. e.) O demagogo é a pessoa que guarda segredos. 16. O feminismo acabou. A tese, defendida pela psicóloga americana Jo Anne Randall num artigo do Wall Street Journal, foi erguida a partir de um episódio vivido pela própria Jo Anne. Folheando um catálogo de roupas íntimas femininas, ela notou que os modeladores de corpo, versão atual dos antigos espartilhos, estão em falta. "A queda do Muro de Berlim marcou o fim da Guerra Fria", escreveu ela. "A fotografia do catálogo com o carimbo esgotado marca o fim do feminismo. Acabou". De acordo com o texto, podemos concluir que: a.) Para a psicóloga, o fato de a mulher usar uma versão atual de espartilho, impede que ela defenda seus direitos de igualdade com os homens. b.) A queda do Muro de Berlim tem a mesma importância que o fim do estoque de uma peça de roupa íntima de mulher. c.) O feminismo acabou devido ao término da Guerra Fria. d.) As mulheres que usam modeladores de corpo assumem uma importância histórica. e.) Uma pessoa tão preocupada com o feminismo não deveria estar folheando tal catálogo. 17. Em um hotel existem 300 quartos, divididos em 3 andares, sendo cada andar decorado com base em uma determinada cor. A chave dos quartos de um determinado andar seguem a cor do andar e possuem tonalidades para identificar o lado que fica o quarto. Se forem de tonalidade clara, ficam à direita do elevador. Caso sejam de tonalidade escura, ficam à esquerda do elevador. Além disso, ao invés de números, os andares seguem a ordem alfabética dos nomes das cores. Sendo assim, com certeza, se você achar uma chave de cor: a.) azul-escura, ela será do primeiro andar, à esquerda do elevador. b.) azul-escura, ela será do primeiro andar, à direita do elevador. c.) cinza, com tonalidade escura, ela será do terceiro andar, à esquerda do elevador. d.) Impossível determinar a localização. e.) as alternativas (a) e (c) estão corretas. 18. Os lucros obtidos em 1996 pelas 900 maiores companhias americanas, de acordo com um levantamento feito pela revista Business Week, superam todas as expectativas. Graças a um ótimo quarto trimestre, eles cresceram 14% em relação ao ano anterior. A campeã foi a Esso. Com um lucro de 7,5 bilhões, a Esso ocupou uma posição que pertencera à General Motors em 1995. O faturamento da Esso, de 119,7 bilhões de dólares, foi o terceiro entre as empresas americanas. No ranking das 10 empresas que tiveram os maiores lucros no ano passado a Intel destacou-se com um crescimento de 45% em relação a 1995. A IBM, que até recentemente estava na berlinda, viu seus lucros aumentarem em 30% nesse período. Agora, novamente os economistas estão pessimistas. Na opinião deles, dificilmente em 1997 o índice de crescimento dos lucros alcançará dois dígitos. De acordo com o texto: a.) Dificilmente os índices de crescimento dos lucros se repetirá de 1996 para 1997, apesar do resultados obtidos de 1995 para 1996. b.) Apesar do maior faturamento da Esso em 1996, ela ocupa a terceira posição em lucros, conquistando a posição da General Motors. c.) A Intel destacou-se com um crescimento de 45% no seu faturamento. d.) Os lucros obtidos em 1996 superaram todas as expectativascrescendo, no quarto trimestre do ano passado, 14%. e.) A IBM elevou 30% seus lucros de 1996 para 1997. APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 53 19. Numa recente viagem aos Estados Unidos, o economista Octavio de Barros descobriu que os americanos investiram no Brasil quase 4,6 bilhões de dólares em 1995. Dessa quantia, 2,2 bilhões representam reinvestimentos de subsidiárias já instaladas aqui. O que surpreende é a discrepância entre esses dados e a estatística do Banco Central. Estas indicam que o investimento direto de todos os países no Brasil em 1995 foi de 3,5 bilhões de dólares e o reinvestimento, de 200 milhões. As estatísticas brasileiras estão subestimadas, segundo o economista, porque não é mais necessário atualizá-las anualmente, a fim de gozar de benefícios fiscais, como no passado. De acordo com o texto, podemos concluir que: a.) Por não ser mais necessário atualizar as informações para obter benefícios fiscais, as estatísticas brasileiras estão superestimadas. b.) Os americanos reinvestiram 2,2 bilhões de dólares, em 1995, ao contrário das estatísticas brasileiras que indicam apenas 200 milhões de dólares. c.) Para Octavio de Barros é um grande erro o Brasil manter estas estatísticas discrepantes. d.) Na verdade, o erro das estatísticas brasileiras é muito maior do que 31% na diferença de investimentos diretos, pois leva em conta todos os países que aqui investiram. e.) Octavio de Barros descobriu que as estatísticas do Banco Central apresentam discrepâncias quanto ao volume de investimentos para as empresas usufruírem dos benefícios fiscais. 20. "Os casais, quando não se divertem, se deixam atingir seriamente e a família paga o alto preço que o desequilíbrio cobra, cujo desequilíbrio passa a dominar tudo e todos e, como entendem os netos e os tios já não entendem os sobrinhos, o que causa um verdadeiro desastre social." (O Raciocínio - Brasil / fonte: Internet). De acordo com o texto: a.) Os sobrinhos não entendem os netos e os tios. b.) A diferença de interpretação dos fatos entre os membros de uma única família causam um verdadeiro desastre social. c.) A diversão dos casais tem um alto preço, pago pelo restante da família. d.) O desequilíbrio, quando passa a dominar, causa um desentendimento entre o casal e os sobrinhos. e.) O verdadeiro desastre social é causado pela falta de entendimento dos sobrinhos. GABARITO 01. A 05. D 09. B 13. E 17. D 02. C 06. E 10. B 14. E 18. A 03. E 07. C 11. A 15. C 19. D 04. B 08. C 12. D 16. A 20. B SIMULADO LÍNGUA PORTUGUESA Responda as questões de 1 a 10 de acordo com o texto abaixo: O primeiro dever passado pelo novo professor de português foi uma descrição tendo o mar como tema. A classe inspirou-se, toda ela, nos encapelados mares de Camões, aqueles nunca dantes navegados; o episódio do Adamastor foi reescrito pela meninada. Prisioneiro no internato, eu vivia na saudade das praias do Pontal onde conhecera a liberdade e o sonho. O mar de Ilhéus foi o tema de minha descrição. Padre Cabral levara os deveres para corrigir em sua cela. Na aula seguinte, entre risonho e solene, anunciou a existência de uma vocação autêntica de escritor naquela sala de aula. Pediu que escutassem com atenção o dever que ia ler. Tinha certeza, afirmou, que o autor daquela página seria no futuro um escritor conhecido. Não regateou elogios. Eu acabara de completar onze anos. Passei a ser uma personalidade, segundo os cânones do colégio, ao lado dos futebolistas, dos campeões de matemática e de religião, dos que obtinham medalhas. Fui admitido numa espécie de Círculo Literário onde brilhavam alunos mais velhos. Nem assim deixei de me sentir prisioneiro, sensação permanente durante os dois anos em que estudei no colégio dos jesuítas. Houve, porém, sensível mudança na limitada vida do aluno interno: o padre Cabral tomou-me sob sua proteção e colocou em minhas mãos livros de sua estante. Primeiro "As Viagens de Gulliver", depois clássicos portugueses, traduções de ficcionistas ingleses e franceses. Data dessa época minha paixão por Charles Dickens. Demoraria ainda a conhecer Mark Twain, o norte-americano não figurava entre os prediletos do padre Cabral. Recordo com carinho a figura do jesuíta português erudito e amável. Menos por me haver anunciado escritor, sobretudo por me haver dado o amor aos livros, por me haver revelado o mundo da criação literária. Ajudou-me a suportar aqueles dois anos de internato, a fazer mais leve a minha prisão, minha primeira prisão. Jorge Amado 1. Padre Cabral, numa determinada passagem do texto, ordena que os alunos: a)façam uma descrição sobre o mar; b)descrevam os mares encapelados de Camões; c)reescrevam o episódio do Gigante Adamastor;. d)façam uma descrição dos mares nunca dantes navegados; e)retirem de Camões inspiração para descrever o mar. 2. Segundo o texto, para executar o dever imposto por Padre Cabral, a classe toda usou de um certo: a)conhecimento extraído de "As viagens de Gulliver"; b)assunto extraído de traduções de ficcionistas ingleses e franceses; c)amor por Charles Dickens; APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 54 d)mar descrito por Mark Twain; e)saber já feito, já explorado por célebre autor. 3.Apenas o narrador foi diferente, porque: a)lia Camões; b)se baseou na própria vivência; c)conhecia os ficcionistas ingleses e franceses; d)tinha conhecimento das obras de Mark Twain; e)sua descrição não foi corrigida na cela de Padre Cabral. 4.O narrador confessa que no internato lhe faltava: a)a leitura de Os Lusíadas; b)o episódio do Adamastor; c)liberdade e sonho; d)vocação autêntica de escritor; e)respeitável personalidade. 5.Todos os alunos apresentaram seus trabalhos, mas só foi um elogiado, porque revelava: a)liberdade; b)sonho; c)imparcialidade; d)originalidade; e)resignação. 6.Por ter executado um trabalho de qualidade literária superior, o narrador adquiriu um direito que lhe agradou muito: a)ler livros da estante de Padre Cabral; b)rever as praias do Pontal; c)ler sonetos camonianos; d)conhecer mares nunca dantes navegados; e)conhecer a cela de Padre Cabral. 7.Contudo, a felicidade alcançada pelo narrador não era plena. Havia uma pedra em seu caminho: a)os colegas do internato; b)a cela do Padre Cabral; c)a prisão do internato; d)o mar de Ilhéus; e)as praias do Pontal. 8.Conclui-se, da leitura do texto, que: a)o professor valorizou o trabalho dos alunos pelo esforço com que o realizaram; b)o professor mostrou-se satisfeito porque um aluno escreveu sobre o mar de Ilhéus; c)o professor ficou satisfeito ao ver que um de seus alunos demonstrava gosto pela leitura dos clássicos portugueses; d)a competência de saber escrever conferia, no colégio, tanto destaque quanto a competência de ser bom atleta ou bom em matemática; e)graças à amizade que passou a ter com Padre Cabral, o narrador do texto passou a ser uma personalidade no colégio dos jesuítas. 9.O primeiro dever... foi uma descrição... Contudo nesse texto predomina a: a)narração; b)dissertação; c)descrição; d)linguagem poética; e)linguagem epistolar. 10.Por isso a maioria dos verbos do texto encontra-se no: a)presente do indicativo; b)pretérito imperfeito do indicativo; c)pretérito perfeito do indicativo; d)pretérito mais que perfeito do indicativo; e)futuro do indicativo. Releia a primeira estrofe e responda as questões de 11 a 13 Cheguei, Chegaste, Vinhas fatigada E triste, e triste e fatigado eu vinha. Tinhas a alma de sonhos povoada. E a alma de sonhos povoada eu tinha. 11.À ordem alterada, que o autor elabora no texto, em busca da eufonia e ritmo, dá-se o nome de: a)antítese; b)metáfora; c)hipérbato; d)pleonasmo; e)assíndeto. 12.E a alma de sonhos povoada eu tinha. Na ordemdireta fica: a)E a alma povoada de sonhos eu tinha. b)E povoada de sonhos a alma eu tinha. c)E eu tinha povoada de sonhos a alma. d)E eu tinha a alma povoada de sonhos. e)E eu tinha a alma de sonhos povoados. 13.Predominam na primeira estrofe as orações: a)substantivas; b)adverbiais; c)coordenadas; d)adjetivas; e)subjetivas. Releia a segunda estrofe para responder as questões de 14 a 17: E paramos de súbito na estrada Da vida: longos anos, presa à minha A tua mão, a vista deslumbrada Tive da luz que teu olhar continha 14.O objetivo preso (presa) refere-se a: a)estrada; b)vida; c)minha mão; d)tua mão; e)vista. 15.Coloque nos espaços em branco os verbos ao lado corretamente flexionados no imperativo afirmativo, segunda pessoa do singular. .................................(parar) na estrada da vida; ........................(manter) a luz de teu olhar a)pára - mantém b)paras - manténs c)pare - mantenha d)pares - mantenhas e)parai - mantende APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 55 16.Tive da luz que teu olhar continha. Com luz no plural teríamos que escrever assim: a)Tive das luzes que teu olhar continha. b)Tive das luzes que teus olhares continha. c)Tive das luzes que teu olhar continham. d)Tive das luzes que teus olhares continham. e)Tiveram das luzes que teus olhares continham. 17.Tive da luz que teu olhar continha. A oração destacada, em relação ao substantivo luz, guarda um valor de: a)substantivo; b)adjetivo; c)pronome; d)advérbio; e)aposto. Releia as duas últimas estrofes para responder as questões de 18 a 20: Hoje, segues de novo... Na partida Nem o pranto os teus olhos umedece, Nem te comove a dor da despedida. E eu, solitário, volto a face, e tremo, vendo o teu vulto que desaparece Na extrema curva do caminho extremo. 18.Sujeito do verbo umedecer (umedece): a)a partida; b)os teus olhos; c)tu; d)ela; e)o pranto. 19.O verbo comover (comove) refere-se no texto (e por isso concorda com ela) à palavra: a)o pranto; b)a dor; c)teus olhos; d)te; e)partida. 20.Assinale a alternativa onde aparece um verbo intransitivo. a)Hoje seques de novo. b)Nem o pranto os teus olhos umedece. c)Nem te comove a dor de despedida. d)E eu, solitário, volto a face. e)Vendo o teu vulto. GABARITO 01A - 02E - 03B - 04C - 05D - 06A - 07C - 08D - 09A - 10C - 11C - 12 D 13C - 14D - 15A - 16A - 17B - 18E - 19B - 20A TESTES GERAIS 1. "A ............... de uma guerra nuclear provoca uma grande .............. na humanidade e a deixa ............... quanto ao futuro." a) espectativa - tensão - exitante b) espectativa - tenção - hesitante c) expectativa - tensão - hesitante d) expectativa - tenção - hezitante e) espectativa - tenção – exitante 2. "Os textos são bons e entre outras coisas demonstram que há criatividade". Cabem no máximo: a) 3 vírgulas b) 4 vírgulas c) 2 vírgulas d) 1 vírgula e) 5 vírgulas 3. "Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heróico o brado retumbante..." O sujeito desta afirmação com que se inicia o Hino Nacional é: a) indeterminado b) "um povo heróico" c) "as margens plácidas do Ipiranga" d) "do Ipiranga". e) "o brado retumbante" 4. "Saberão que nos tempos do passado o doce amor era julgado um crime." a) 1 preposição b) 3 adjetivos c) 4 verbos d) 7 palavras átonas e) 4 substantivos 5. ( Ortografia ) S ou Z ? a) ananás, logaz, vorás, lilaz b) maciez, altivez, pequenez, tez c) clareza, duqueza, princesa, rez d) guizo, granizo siso, rizo 6. ( Ortografia ) E ou I ? a) femenino, sequer, periquito b) impecilho, mimeógrafo, digladiar c) intimorato, discrição privilégio d) penico, despêndio , selvícola 7. ( Ortografia ) X ou CH ? a) xingar, xisto, enxaqueca b) mochila, flexa, mexilhão c) cachumba, mecha, enchurrada d) encharcado, echertado, enxotado 8. ( Ortografia) G ou J ? a) monje tijela lojista ultraje b) anjinho, rijidez, angina jia c) herege, frege, pajé, jerimum d) rabujento, rigeza, goló, jesto 9. ( Ortografia) S ou Z ? a) aridez, pesquizar, catalizar b) abalizado, escassez, clareza c) esperteza, hipnotisar, deslise d) atroz, obuz, paralização 10. (Ortografia) X ou CH ? a) mexerico, bruxelear, chilique b) faixa, xalé, chaminé APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 56 c) charque, chachim, caximbo d) charque, chachim, caximbo 11. (Ortografia) G ou J ? a) agiota, beringela, canjica b) jeito, algibeira, tigela c) estranjeiro, gorjeito, jibóia d) enjeitar, magestade, gíria 12. (Ortografia) S ou Z ? a) atrazo, paralizar, reprezália b) balisa, bazar, aprazível, frizo c) apoteoze, briza, gaze, griz d) espezinhar, cerzir, proeza, paz 13. (Ortografia) S, SS, Ç, C, SC ? a) assédio, discente, suscinto b) oscilar, mesce, néscio, lascivo c) víscera, fascinar, discernir d) ascenção, ressuscitar, suscitar 14. (Ortografia) SS ou Ç ? a) endosso, alvíssaras, grassar b) lassidão, palissada, massapê c) chalassa, escasso, massarico d) arruassa, obsessão, sossobrar 15. A alternativa em que todas as palavras apresentam correta separação silábica: a) ex-ces-so, cres-ci-men-to, me-io b) ins-tru-ção, ex-ci-tar, eu-ro-pe-u c) ex-ce-len-te, mai-o-ri-a, a-vi-ão d) pers-pe-cti-va, dig-no, ri-t-mo 16. A alternativa em que todas as palavras apresentam separação carreta de sílabas é: a) ex - ce - ção / cre - sci - men - to / pro - fes - sor b) ins - tru - ção / ex - ci - tar / eu - ro - pe - u c) ex - ce - len - te / a - vi - ão / me - io d) pers - pe - cti - va / am - bi - guo / trans - por - te e) rit - mo / dig - no / ap – to 17. A alternativa em que todas as palavras correta divisão silábica: a) bis-a-vô, sa-sa-do, in-tro-mis-são b) cir-cun-scri-to, ab-di-car, pneu c) en-san-guen-tar, re-crei-o, abs-ces-so d) in-tro-ver-são, ne-ces-si-da-de, ri-tmo 18. A alternativa que apresenta pontuação incorreta é: a) Jorge Amado, um dos autores brasileiros mais conhecido a mundialmente publicou mais um livro. b) Casa de ferreiro, espeto de pau. c) Olha, José, não precisa mais voltar hoje. d) Os passantes chegam, olham, perguntam e prosseguem. e) A História, diz Cícero, é e mestra da vida 19. A alternativa que apresenta um verbo indevidamente flexionado no presente do subjuntivo é: a) Vade b) Pulais c) Meçais d) Valham e) Caibamos 20. A frase em que todas as palavras estão corretas quanto a acentuação gráfica é: a) A contiguidade de suas atitudes retilíneas conduzí-lo-à ao objetivo proposto. b) A frequência dos alunos em sala de aula é indispensável a uma boa avaliação. c) Apaziguemos os ânimos intranquilos. d) Os gramáticos preparam a reforma da acentuação e) Cinquenta delinquetes destruíram o armazém. GABARITO: 1-C 2-C 3-C 4-E 5-B 6-C 7-A 8-C 9-B 10-B 11-B 12-D 13-C 14-A 15-C 16-E 17-C 18-a 19-A 20-a SIMULADO PORTUGUÊS - 30 QUESTÕES – COM GABARITO 1- O plural de "qualquer cidadão" é: a- qualquer - cidadãos b- quaisquer - cidadões c- quaisquer - cidadães d- quaisquer - cidadãos e- qualquer - cidadões 2 - "Anos a fio..." A expressão significa: a- Há muitos anos. b- Há anos atrás c- Por muitos anos. d- Por uma sequência de anos. e- Nos últimos anos. 3- A violação era ...............: assim, o fiscal lavrou o .................. para aplicação das .............. cabíveis. a- fragrante - auto de infração - sanções b- flagrante - auto de infração - sanções c- fragrante - auto de inflação - sansões d- fragrante - alto de infração - sansões e- flagrante - auto de inflação - sanções 4- Nas alternativas abaixo, temos um substantivo e um adjetivo, "exceto" em: a- tributo - tributável b- isenção - isento c- fisco - fiscal d- desembaraçar - desembaraço e- câmbio - cambial 5- Quanto ao uso da crase a frase errada é: a- Refiro-me à isenção de imposto. b- Ao viajarà Europa, cuidado para não ultrapassar a cota. c- Tenho dúvidas à respeito de franquia. d- Esta mercadoria é atentatória à ordem pública. e- Dirigi-me à fiscal de plantão. APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 57 6- Quanto à concordância nominal, a única frase correta é: a- Eles mesmo preencherão a declaração de bagagem. b- Seguem anexo as provas do processo. c- Estamos quites com o fisco. d- A mercadoria estava meio escondida. e- É proibida a entrada de frutas cítricas no país. 7- A frase onde há erro de concordância verbal é: a- Houveram muitos turistas atravessando a ponte. b- Faz vinte minutos que esse carro espera para ser liberado. c- Deve haver poucas declarações para serem examinadas. d- São oito horas de trabalho. e- Existem pessoas tentando burlar a fiscalização. 8- Escolha o item que apresenta "antônimo" da palavra sublinhada na frase abaixo: A água está calma, transparente e riscada de sol. a- concentrada b- excitada c- perturbada d- agitada e- desequilibrada 9- Escolha a opção em que há "substantivos" que se referem, respectivamente, a "ação" e "sentimento": a- homem - passos b- passado - medo c- diferença - raízes d- inteligência - criação e- trabalho - tristeza 10- A alternativa em que todas as palavras obedecem à mesma norma de acentuação gráfica é: a- saúde - solúvel - saída b- café - você - corrói c- pátria - indícios - critério d- pólo - álbum - táxi e- caráter - juízo - artéria 11- O substantivo classificado como comum, concreto, simples, coletivo e derivado é: a- justiça b- habitantes c- romanceiro d- pedra-sabão e- computadores 12 - Dos substantivos abaixo, o que se classifica, quanto ao gênero, como sobrecomum é: a- ré b- tatu c- ente d- aldeã e- analista 13- Pões o coração de lado. Mudando-se o tempo verbal da oração acima, a identificação está incorreta em: a- pores / infinitivo pessoal b- põe / imperativo afirmativo c- pôs / pretérito perfeito do indicativo d- puseres / pretérito mais que perfeito do indicativo e- punhas / pretérito imperfeito do indicativo 14- O verbo chamar está empregado como transitivo indireto em: a- Ninguém nos chama de loucos. b- Ora chamam por ele, ora por mim. c- Parece que chamei a pessoa errada. d- O presidente, chamam-no de esperto. e- O guarda chamou o chofer de incauto. 15- O final do passeio deve ser na praia. Se colocarmos o verbo em azul no pretérito imperfeito do indicativo teremos: a- deverá b- devia c- devesse d- devera e- deva 16- "Eis o que escreveu aquela moça magra" O termo em azul é: a- sujeito b- objeto direto c- predicativo do sujeito d- adjunto adnominal e- adjunto adverbial 17- A opção em que as duas palavras formam o plural da mesma maneira é: a- substituição / nação b- administração / pão c- ficção / alemão d- demonstração / capitão e- talão / cristão 18- Escolha a opção em que os vocábulos devem ser graficamente acentuados por serem proparoxítonos. a- anonima - problematico b- sinonimo - aspereza c- ambito - intolerante d- proximo - celular e- impeto - carater 19- Escolha a frase em que não deve ser usado o sinal indicativo de crase. a- A noite, costumava ler revistas antigas. b- Andava a procura de um computador. c- Ficávamos frente a frente numa convivência diária. d- Fui a praia e depois procurei-o. e- O dinheiro se destinava a compra de um carro. 20- Pode-se substituir a expressão "solicitações impertinentes" por: a- avisos descabidos b- apelos inconvenientes c- sinais insolentes d- pedidos inusitados e- chamadas esquisitas 21- Todos os verbos apresentam uma irregularidade no futuro do subjuntivo em: a- pôr - ver - rir b- dar - saber - ouvir c- dizer - equivaler - medir d- fazer - dispor - vir APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS 58 e- incendiar - caber - intervir 22 - Escolha a opção cujas palavras estão corretamente acentuadas. a- cajú - cortêsmente - ilhéu b- jabotí - disséssemos - rítimo c- linguístico - outrém - filézinho d- sequência - idólatra - amabilíssimo e- esfôrço - abdômen - inglêses 23- Nos períodos abaixo, o pronome oblíquo encontra-se colocado antes do verbo. Indique a opção que também admite a colocação do pronome após o verbo principal. a- João se calará diante das denúncias. b- José o defende em todas as circunstâncias. c- Quem me procurou na minha ausência? d- Não se sabe quem ficou com as promissórias. e- O professor o tinha avisado sobre a data de entrega dos trabalhos. 24- Escolha a opção cujos substantivos masculinos têm a flexão para o feminino, respectivamente, como ã, oa e ona . a- sultão - vilão - ladrão b- ancião - leitão - valentão c- anão - leão - pavão d- anfitrião - cortesão - solteirão e- cristão - tabelião - zangão 25- Indique o período cuja forma verbal pode ser transformada em passiva com auxiliar. a- Na excursão, visitou-se um país a cada três dias. b- Na assembleia escolar, falou-se muito em inovações curriculares. c- Eles se desentenderam várias vezes durante a viagem. d- Ele se lembrou dos bons momentos do passado. e- vaidosa, enfeitou-se com laços e babados. 26- As letras que completam de modo correto as palavras escasse__ , depre__ão , aquie__er são respectivamente: a- z - ç - c b- z - ss - sc c- s- ç - c d- s - s - ss e- s -ss - sc 27- Todas as frases abaixo estão corretas quanto à concordância, exceto uma: a- A maior parte das pessoas desconhece o problema. b- Resta ainda, em alguns trechos, áreas preservadas. c- Alguns de vós acompanham o noticiário sobre o assunto. d- Foi um agrônomo pernambucano quem nos alertou sobre o que está ocorrendo. e- Cerca de dois milhões de quilômetros quadrados viraram deserto. 28- As alternativas estão corretas, exceto: a- Porque era um mau programa, diminuiu o Ibope da emissora de TV. b- Por que se forma desertos na ausência de áreas verdes? c- Não sabemos o porque de sua ausência. d- Formamos nossa personalidade através das dificuldades por que passamos. e- Ela não veio, por quê? 29- Escolha a opção em que o fonema s ocorre em todas as palavras. a- exatoria - reconhecido - diversificado b- máximo - explícita - precursor c- acionar - sucesso - invisível d- manuseável - conceder - auxílio e- essencial - êxito - patrício 30- Com relação à regência verbal, escolha a opção correta. a- O datilógrafo deve conhecer a todas as possibilidades da máquina de escrever. b- Aconselho-o uma leitura atenta ao manual. c- Alguns itens podem parecê-lo mais importante. d- As margens protegem à margem escrita. e- Cabe ao datilógrafo o estabelecimento das medidas da margem. GABARITO: 1. D 2. D 3. B 4. D 5. C 6. D 7. A 8. D 9. E 10. C 11. C 12. C 13. D 14. B 15. B 16. A 17. A 18. A 19. C 20. B 21. D 22. D 23. B 24. B 25. A 26. B 27. B 28. C 29. B 30. E