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FATORES QUE CONTRIBUEM PARA AS DOENÇAS CARDIOVASCULARES E MEDIDAS DE PREVENÇÃO

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controversos, a mudança de hábitos alimentares, a prática de atividade física, o absenteísmo do fumo e o combate ao excesso de peso são modificações do estilo de vida que podem melhorar de forma significativa os fatores de risco das doenças cardiovasculares, sendo, além disso, intervenções de custo moderado, quando comparadas com os ascendentes orçamentos dos tratamentos medicamentosos e dependentes de alta tecnologia. 
Castro; Stein (2005) reitera que a atividade física regular melhora a condição cardiovascular do praticante e diminui os principais fatores de risco para infarto do miocárdio e derrame. O exercício colabora para a redução dos níveis de pressão arterial e glicose, melhora o controle do peso e melhora o perfil de colesterol. Além disso, também reduz o stress e a ansiedade. A opção por uma mudança do estilo de vida que envolva a prática de atividade física e uma dieta mais saudável é fundamental para reduzir a incidência de doenças cardiovasculares
Rique; Soares; Meirelles (2012) afirmam que apesar de diversos estudos terem analisado o efeito de nutrientes isolados ou apenas da prática de atividade física na prevenção e controle das doenças cardiovasculares, a abordagem simultânea da nutrição e atividade física é importante, pois engloba grande parte das mudanças de estilo de vida necessárias na prevenção e controle destas doenças. 
A Sociedade Brasileira de Cardiologia enfatiza o consumo de vegetais, frutas e grãos integrais, confirmando a importância das fibras alimentares, antioxidantes e outras substâncias na prevenção e controle das doenças cardiovasculares. Além de melhores hábitos alimentares é preciso que haja controle das doenças crônicas como o diabetes, a hipertensão e os altos níveis de colesterol. 
CONCLUSÃO
Mediante o trabalho elaborado pode-se afirmar que as doenças cardiovasculares representam um termo amplo que inclui várias doenças cardíacas e vasculares especificas e que algumas condições médicas, assim como hábitos cotidianos, podem colocar o indivíduo sob um risco ainda maior à essas doenças, os denominados fatores de risco. 
Esses fatores podem ser divididos em não modificáveis, ou seja, condições que não são passiveis de mudança como idade, sexo e hereditariedade e os fatores de risco modificáveis em que é possível intervir com ações de saúde como a pressão arterial elevada, sedentarismo, obesidade, maus hábitos alimentares, excesso na ingestão de álcool e o tabagismo. 
A pesquisa realizada procurou relatar a influência de diversos componentes alimentares, o controle de doenças crônicas, a importância da atividade física e mudança de hábitos na prevenção e no controle das doenças cardiovasculares através de uma correlação com seus principais fatores que predispõe a doença. 
Mesmo quando não são mortais, as doenças cardiovasculares podem ocasionar sequelas como a invalidez parcial ou total da pessoa, quadro este que pode ocasionar sérios problemas emocionais ao indivíduo e grandes prejuízos para a família.
Portanto, pode-se concluir que no Brasil a taxa de doenças cardiovasculares vem aumentando drasticamente nos últimos anos, para diminuir esses níveis torna-se fundamental o conhecimento dos fatores de risco pela população, a divulgação de hábitos saudáveis, as políticas de saúde públicas voltadas para prevenção destas doenças, e o diagnóstico e tratamento precoce dos fatores de risco.
REFERÊNCIAS
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