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TRAUMATISMO RAQUIMEDULAR (TRM) · Tetraplegia: este termo se refere à diminuição ou perda da função motora e/ou sensitiva dos segmentos cervicais · Paraplegia: se refere à diminuição ou perda da função motora e/ousensitiva dos segmentos torácicos, lombares ou sacrais. · Tetraparesia e paraparesia: o uso destes termos não é recomendado, já que descrevem lesões incompletas de maneira imprecisa. · Dermatomo: área da pele invervada por axônios sensitivos dentro de cada nerno sgmentar (raiz) · Miótomo: grupo de fibras musculares inervadas pelos axônios motores de cada nervo segmentar (raiz) · Paraplegia e tetraplegia - lesão medular · Diplegia quadriplegia - lesão no cerebro · Paresia – força, perda parcial da sensibilidade Qual importancia de avaliar um dermatomo ? Partes mais largas onde sai os plexos, braquial, lombo sacral. Exemplo se for acidente em T2, os movimentos de braço não estaram comprometidos. ASPECTOS DA NEUROANATOMIA E NEUROFISIOLOGIA DA MEDULA ESPINHAL A medula espihal é uma importante via de comunicação entre o cérebro e o restante do organismo. Tem a função de conduzir os impulsos nervosos sensitivos, motores e autônomicos entre o cérebro e demais regiões do corpo, além de atuar como centro regulador de funções nobres. A medula tambem elabora respostas simples para determinados estímulos que são os reflexos. Os reflexos permitem uma reação rápida em situações de perigo (ex: reflexo de retirada quando pisamos em um prego) Localização na região posterior da coluna vertebral, atravessa o canal vertebral no sentido craniocaudal. Nos segmentos cervical e lombo-sacro apresenta regiões mais dilatadas, as intumescências cervical (C5 – T1) e lombar (L5 – S2), que correspondem aos plexos braquial e lombo-sacro repectivamente. É revestida por 3 membranas – as meninges (de fora para dentr: dura-mater, aracnóide e pia-mater), que delimitam os espaços epidural, sub-dural e subaracnóideo. MEDULA ESPINHAL Substância Cinzenta - tecido nervoso constituido de neuróglia, corpos celulares neuronais e fibras predominantemente amielinicas. (divididas em três grandes regiões: Funículo anterior; Funículo lateral e Funículo posterior.) Substância Brancas – Tecido nervoso formado de neuróglia e fibras predominantemente mielínicas. Dividida em corno posterior e corno anterior (ventral) Mais escuro mais corpos de neuronios. Mais motores na parte anterior, posterior feixe sensorial, informações chegam pelo corno posterior e a respostas pelo corno anterior. Exemplo lesão incompleta em corno posterior de L2, vai voltar a andar ? SIM, mas com alterações sensoriais. Não percebe como esta a perna dele no espaço. Pode pisar mais forte, pode tropessar. Lesão no trato espino cerebelar - o estimulo sobe, aferente. DEFINIÇÃO Trauma raquimedular é a lesão da medula espinhal que provoca alterações, temporárias ou permanentes, na função motora, sensibilidade ou função autonômica. EPIDEMIOLOGIA Prevalencia: 240 000 casos – 40 casos/ 1 milhão de pessoas Incidencia: 11 000 casos novos por ano Custo: 300 milhões de dolares/ ano Sexo: preferencialmente masculino Faixa etária: entre 15 e 40 anos Mortalidade: 30% no local. 10% 1º ano. 50% tetraplégicos. Neuropraxia – comprime a medula (ex: hernia distacal) Axoniotmese – rompimento parcial da medula Neurotmese – rompimento total da medula ELA – neuronio motor superior e inferiror. Corno lateral. ETIOLOGIA · Acidentes de trânsitos – colisão; atropelamento · Ferimento por projetil de arma de fogo · Quada de altura · Ferimento por arma branca · Acidente de recreação TIPOS DE LESÃO DA COLUNA Luxações (fisioterapeuta não mexe até estar estavel); Espondilolistese Subluxaçã (imagem); Fraturas: Listeses; Rupturaas ligamentares; Contusão medular FISIOPATOLOGIA LESÃO PRIMÁRIA DA MEDULA · Fase aguda (até 8 horas do trauma) · Transferencias de enregia cinética · Rompimento dos axonios · Lesão de células nervosas · Ruptura dos vasos sanguineos · Hemorragia petequial (1º min); necrosa da substacia cinzenta (1ª horas); edema + hemorragia; diminuição de fluxo sanguineo: extensão da lesão para susbtancia branca (4-8 horas); migração células inflamatórias + proliferação células da glia; tecido cicatricial + cistos na ME LESÃO SECUNDARIA Alteração do canal vertebral/ hemorragia/ edema - Separação axônio: processos gradual (após alguns dias): relacionado à lesão membrana celular e não da seração física imediata do axônio - Isquemia do SNC: Influxo Ca +2 mais reações metabólicas (falhas mitocôndrias + ativação das fosfolipases, proteases e adenosina trifosfatase); formação radicais livres; peroxidação lipídicas; perda energia e colapso da membrana celualar. - Metilprednisolona até 8 horas pós TRM; inibir peroxidação lipídica. CLASSIFICAÇÃO FRANKEL (1969) desenvolveu um método de classificação simples, que continua sendo utilizado até os dias de hoje. Os níveis de lesão são os seguintes: · FRANKEL A: não há função motora ou sensitiva preservada nos segmentos sacros S4-S5 · FRANKEL B: há função sensitiva porém não há motora presrvada abaixo do nível neurológico · FRANKEL C: há função motora preservada abaixo do nível neurologico e a maioria dos músculos chave abaixo do nível neurológico tem um grau muscular inferior a 3 · FRANKEL D: há função motora preservada abaixo do nível neurológico e pelo menos a metade dos músculos chave abaixo do nível neurológico tem grau maior que 3 · FRANKEL E: o paciente não tem alterações neurológicas NÍVEL NEUROLOGICO MIÓTOMOS Cervical rotação; Toraxica latero lateral; Lombar flexo extensão SINDROMES MEDULARES Síndrome da medula central: ocorre principalmente na região cervical e apresenta comprometimento mais acentuado dos membros superiores que dos inferiores. Síndrome da medula anterior: ocorre preservação da propriocepção e perda da função motora e sensibilidade dolorosa Síndrome de Brown-Séquard: ocorre na hemissecção medular e ocasiona perda da função motora e proprioceptiva do lado da lesão e perda da sensibilidade a dor e a temperatura do lado oposto. Síndrome da medula posterior: ocorre perda da sensibilidade profunda. Bilateral pois pega os dois cornos posteriores. Síndrome da cauda equina: Lesão isolada dos nervos espinhais da cauda equina. Quadro clínico depende da raiz atingida, podendo ser observado: paresia de membros inferiores; arreflexia; distúrbio da sensibilidade; incontinecia vesical e fecal. LESÃO DA COLUNA CERVICAL: As fraturas do corpo vertebral das vértebras cervicais, normalmente decorrem da hiperflexão do pescoço. As faturas de processos espinhosos estão associadas à hiperextensão. A medula cervical pode ser lesionada atraves do movimento do chicote em que há uma combinação de flexo-extensão da coluna. LESÃO DA COLUNA LOMBAR: As lesões de coluna lombar podem cursar com alterações do cone medular e lesão das raízes do plexo lombosacro. Podem cursar com alterações esfincterianas (retenção urinária, priapismo, impotencia sexual liberação de esfincteres, etc.). pode ocorrer comprometimento dos sistemas autonomicos simpatico e parassimpatico. CHOQUE MEDULAR – Ruptura fisiológica das funções da medula espinhal que acompanha o TRM; é a suspensão transitória da função e reflexos abaixo do nível da lesão. Os sintomas são deficts de sensibilidade, paralisia flácida, ausencia de reflexos tendinosos profundos, abolição da tividade somática reflexa e alterações na regulação térmica abaixo do nível da lesão. O choque medular dura dias a semanas, usualmente 4-12 semnas, tendo seu fim marcado pelo retorno dos reflexos tendinosos profundos e do reflexo bulbocavernoso. BEXIGA NEUROGENICA – é um disfunção na bexiga que faz com que o individuo não consiga controlar sua urina adequadamente devido a alterações no sistema nervoso. 2 tipos: Bexiga neurogenica hipoativa – é incapaz de se contrair voluntariamente mas não há um esvaziamento adequado. Precisa ter horario para ir ao banheiro para esvaziar a bexiga. Bexiga neurogênica hiperativa - caracterizada por perda involuntária de urina. O nervo frênico é um nervo que seorigina do 4º nervo cervical (C4), com contribuições do 3º e 5º nervos cervicais (C3 e C5). Possui fibras nervosas simpáticas, motoras e sensitivas. (DEPENDENTE VENTILAÇÃO MECÂNICA).