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1 Questão Acerto: 0,2 / 0,2 A Psícopatologia fenoemenológica/ extramoral nos é útil para a teoria e prática do cuidado ao sofrimento subjetivo pois: ao afirmar uma técnica que privilegia a escuta do outro em sua subjetividade, o profissional se atém ao tratamento individualizado, onde a patologia é entendida como um dado da realidade, privilegiando um cuidado que passe pelo fechamento diagnóstico, pois todo transtorno necessita ser bem delimitado para ser tratado. a ligação transdisciplinar entre filosofia, medicina e psicologia favorece um modo de cuidado pautado numa lista de critérios e sintomas, que devem ser necessariamente seguidos para a maior precisão diagnóstica. ao se associar ao modo positivista de compreender a produção de conhecimento, entende a vida de forma livre e positiva, afirmando a subjetividade e a complexidade, entendendo os manuais diagnósticos como instrumentos complementares de estudo. ao conceber que o sujeito precisa ser ouvido, traça uma hipótese diagnóstica aberta, complementando sempre com novos dados, buscando cuidar de forma integral e longitudinal. entende o ser humano como determinado por sua biologia, sublinhando os fatores orgânicos e genéticos dos transtornos mentais, colaborando assim, para uma produção sólida de conhecimento no campo da psiquiatria e psicologia. 2 Questão Acerto: 0,2 / 0,2 É um conceito de normalidade que se aplica especialmente a fenômenos quantitativos, com distribuição na população em geral. O normal passa a ser aquilo que se observa com maior frequência. Normalidade como Processo. Normalidade Subjetiva. Normalidade Funcional. Normalidade como Bem-Estar. Normalidade Estatística. 3 Questão Acerto: 0,2 / 0,2 Sobre a definição de psicopatologia, assinale a alternativa incorreta: Segundo Jaspers, é uma ciência básica, e desassociada da psicologia ou da psiquiatria. Jaspers afirma que sempre se pode reduzir um sujeito completamente à conceitos psicopatológicos. A psicopatologia fenomenológica avalia as alterações psíquicas a partir da experiência do sujeito. A psicopatologia médica ou criteriológica-cintomatológica preocupa-se majoritariamente com a presença ou ausência de sinais patológicos no paciente. A psicopatologia sempre perde, necessariamente, aspectos essenciais do homem, como dimensões existenciais, estéticas, éticas e metafísicas. 4 Questão Acerto: 0,2 / 0,2 Sobre os aspectos que devem ser considerados para a identificação de quadros depressivos em pacientes, é correto afirmar que: Os sintomas depressivos produzidos pelo uso de medicamentos ou substâncias psicoativas são irrelevantes para o diagnóstico de depressão. O rastreio para a existência de quadros depressivos é feito essencialmente pela aplicação de escalas específicas, bem como por manuais como o DSM e a CID. O melhor manejo para pacientes com sintomas depressivos inicia-se logo com a intervenção medicamentosa e posteriormente com abordagem psicossocial. Para avaliação de um quadro depressivo, deve-se considerar exclusivamente os sinais e sintomas que o paciente apresenta ao apresentar sua queixa. Para uma melhor precisão na hipótese de depressão é necessário avaliar de forma complexa a presença de sintomas depressivos, a duração e o grau de comprometimento da vida do paciente. 5 Questão Acerto: 0,2 / 0,2 Dentre os vários critérios de normalidade e anormalidade em psicopatologia, pode-se citar a __________________________________, que atribui maior ênfase à percepção do próprio indivíduo em relação ao seu estado de saúde, às suas vivências subjetivas. Normalidade subjetiva Normalidade como processo Normalidade ideal Normalidade estatística Normalidade funcional 6 Questão Acerto: 0,2 / 0,2 Dentre os critérios abaixo, aponte aquele que NÃO é utilizado para definir ou classificar um transtorno mental desvio criminal desvio comparado a outros pacientes em situações similares desvio da normalidade estatística desvio dos comportamentos e atitudes esperados pela sociedade. desvio dos combinados culturalmente construídos 7 Acerto: 0,2 / 0,2 Questão Existem vários critérios de normalidade e anormalidade em psicopatologia. Quando adota-se um critério assumidamente arbitrário, que define, a priori, o que é normal e o que é patológico, tendo em vista finalidades pragmáticas, o conceito de normalidade é dito: Subjetivo; Estatístico; Ideal. Funcional; Operacional; 8 Questão Acerto: 0,2 / 0,2 Na psicologia clínica costumamos entender que as primeiras sessões são fundamentais pois o vínculo é feito, o que possibilita a continuidade do trabalho. São atos importantes nesse momento: Realizar intervenções que visam desestabilizar o paciente para que a mudança de estado clínico possa acontecer e encaminhar para anamnese psiquiátrica. Escutar a experiência do sujeito acerca do seu próprio sofrimento e fazer a contratação do serviço prestado após decorrido o tempo suficiente para análise da demanda. Coletar informações adicionais com membros da família e fornecer diagnóstico imediatamente. Contratar após estabelecimento da demanda e fornecer diagnóstico tão logo quanto pudermos. Realizar exame de estado global do paciente e encaminhar todos os casos atendidos para anamnese psiquiátrica 9 Questão Acerto: 0,2 / 0,2 Na década de 70, o psicólogo David Rosenham a partir do experimento que ganhou seu nome, demonstrou o baixo índice de fidedignidade dos diagnósticos. O experimento consistiu primeiro em enviar pacientes ditos normais para hospitais psiquiátricos com o objetivo de saber se os psiquiatras os identificariam como impostores, pessoas que fingiriam algum transtorno, ou se seriam pacientes que necessitavam de internação. O que ocorreu foi que todos os enviados de Rosenham foram internados. Em um segundo momento da pesquisa, ele disse que enviaria dez pacientes impostores, que se passariam por pacientes com transtornos mentais; mais uma vez Rosenham atestou que a validade dos diagnósticos é frágil: os médicos dos hospitais disseram que conseguiram identificar os impostores; entretanto Rosenham não havia enviado nenhum. Assim, podemos inferir que: os manuais de classificação são precisos, objetivos, e dispensam a escuta clínica apenas se os profissionais forem bem treinados para utilizá-los. Os manuais de classificação e diagnóstico não possuem serventia prática, uma vez que eles pressupõem um critério de normalidade ideal que nunca poderá ser alcançado. a formação médica em saúde mental é frágil, uma vez que exacerba o uso dos manuais de forma técnica e sistemática, favorecendo o fenômeno da medicalização da vida. A fragilidade dos diagnósticos não se relaciona com a técnica empregada pelos profissionais de saúde mental, mas por imprecisões dos dados fornecidos pelos pacientes. Apesar das fragilidades em relação à fidedignidade, os manuais de classificação e diagnóstico são precisos pois os pacientes sempre são diagnosticados com o mesmo transtorno, independentemente do médico consultado. 10 Questão Acerto: 0,2 / 0,2 O conceito de normalidade é extremamente complexo em psicopatologia, levando alguns a pensar que a normalidade não existe. Contudo, o Psicopatólogo Paulo Dalgalarrondo, em sua obra "Semiologia dos Transtornos Mentais", apresenta alguns critérios de normalidade, como por exemplo, a normalidade definida a partir do sentimento individual de sofrimento. Indique a alternativa que define corretamente este critério: Normalidade estatística Normalidade subjetiva Normalidade psicossocial Normalidade comoausência de doença. Normalidade como recurso de manipulação 1 Questão Acerto: 0,2 / 0,2 Segundo diversos autores, o diagnóstico é o elemento central e mais importante da prática psiquiátrica, pois sem um diagnóstico psicopatológico aprofundado não se pode nem compreender adequadamente o paciente e seu sofrimento, nem escolher o tipo de estratégia terapêutica mais apropriado . Considerando a entrevista diagnóstica, podemos afirmar que: Mesmo que julguemos necessário, não podemos incluir fontes externas, como a participação de um acompanhante para contribuir com a anamnese e com o exame do estado mental. A hipótese diagnóstica de um transtorno é quase sempre baseada preponderantemente nos dados clínicos. Os exames complementares e os manuais de classificação não substituem o essencial do diagnóstico psicopatológico: uma história bem colhida e um exame psíquico minucioso, ambos analisados com habilidade, sempre levando em conta a experiência do sujeito em questão. Um bom profissional sempre deve ser mais ativo, mais participante, falando mais, fazendo muitas perguntas, intervindo frequentemente, de modo a garantir que a entrevista possa oferecer dados significativos para o diagnóstico. É fundamental a aplicação de testes psicológicos capazes de garantir um minucioso exame do estado mental, favorecendo o diagnóstico diferencial. Um bom profissional não pode alterar seu modo de atuar para se adequar ao contexto institucional da entrevista (caso a entrevista se realize em prontosocorro, enfermaria, ambulatório, centro de saúde, CAPS, consultório, etc.). Ele deve sempre ser metódico e rigoroso em relação ao instrumento utilizado para coleta de dados. 2 Questão Acerto: 0,2 / 0,2 A tal normalidade é um conceito enganoso. Em português comum, ser "normal" significa ser saudável, perfeito. Matematicamente, contudo, "normal" é apenas aquele que cai no centro da distribuição estatística de um parâmetro. E, dada a complexidade do ser humano, dificilmente alguém matematicamente normal é também perfeitamente saudável. Assim como a pessoa "média" não existe, a chance de alguém ser normal a vida toda, sem qualquer transtorno, é ínfima. De perto ninguém é normal. Nem deveria ser: porque normal, afinal, é não ser normal. (HERCULANO- HOUZEL. S. De perto ninguém é normal. Folha de São Paulo, 21/07/2015). Avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I- O conceito de normalidade/ anormalidade apresenta diferentes nuances e definições de autores da epistemologia do conhecimento em saúde. PORQUE II- Aquilo que se define como psicopatológico não é algo que existe a priori, mas é resultante de uma construção social e histórica que estabelece os critérios de normalidade/anormalidade Acerca dessas asserções, assinale a opção correta. A asserção I é falsa, e a asserção II é verdadeira As asserções I e II são proposições falsas A asserção I é verdadeira, e a II é uma proposição falsa. I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é justificativa correta da I. I e II são proposições verdadeiras, e a II é justificativa correta da I. 3 Questão Acerto: 0,2 / 0,2 Segundo Dalgalarrondo (2008), os critérios de normalidade em psicopatologia variam consideravelmente em função dos fenômenos específicos com os quais se trabalha. No que se refere à prática clínica do psicólogo, é correto afirmar: O profissional deve observar os aspectos cognitivos e intelectuais do paciente e realizar testes de inteligência para averiguar possíveis disfunções neurológicas. O profissional deve observar o que o paciente relata sobre os seus sintomas. A verificação de ausência de sintomas significa normalidade, que pode ser concebida como saúde. O profissional deve ter a capacidade de discriminar no processo de avaliação psicodiagnóstica se o fenômeno apresentado pelo paciente é normal ou patológico, isto é, se parte de um momento existencial na vida do sujeito ou se é um transtorno mental persistente. O profissional deve se basear no conceito de normalidade apoiado em critérios socialmente construídos e referendados, com base na adaptação do indivíduo às normas e políticas vigentes numa dada sociedade. O que foge a essas normas é considerado patológico. O profissional deve ater-se a fazer um exame clínico utilizando testes de personalidade que identifiquem potenciais transtornos psiquiátricos. 4 Questão Acerto: 0,2 / 0,2 Às vezes, os ditos populares carregam que nos ajudam a analisar o imaginário e os preconceitos de uma determinada sociedade. Por exemplo, quando dizemos que "de perto ninguém é normal" é porque estamos considerando uma concepção de normalidade utópica, simplificada, muito exigente, na qual as pessoas de verdade não se encaixam. A essa concepção de normalidade, damos o nome de: estatística funcional subjetiva ideal operacional 5 Questão Acerto: 0,2 / 0,2 Uma das características mais marcantes presente nas pessoas acometidas por sofrimento psíquico grave ou persistente é: Uso compulsivo de substâncias psicoativas ilícitas Patologias orgânicas graves em comorbidade com transtornos mentais de base Vida social ajustada e relações interpessoais frutíferas Confusão mental e pensamento prolixo Exclusão do convívio social e hipermedicação 6 Questão Acerto: 0,2 / 0,2 Assassinos em série não necessariamente possuem algum transtorno mental. Porém, costumeiramente fazem declarações do tipo: "O que eu fiz não foi por prazer sexual. Mais do que isso, trouxe-me certa paz de espírito" (frase de Andrei Chikatilo, assassino em série ucraniano, também conhecido como Açougueiro de Rostov, O Estripador Vermelho e O Estripador de Rostov; matou 53 pessoas entre 1978 e 1990). "Bem, divertir-se é uma razão tão boa como qualquer outra" diz Dennis Nilsen, sobre o porquê de matar; ele é um assassino britânico que matou pelo menos 15 homens entre 1978 e 1983; "Eu gostava de dirigir pelos bolsões ao redor do país e pensar nas mulheres que eu depositei lá. Eu matei tantas mulheres que não consigo precisar quantas" Gary Ridgway (também conhecido como o "Assassino do Rio Verde", era um pai de família, casado três vezes, com filhos e emprego fixo; foi condenado por 48 assassinatos confessados por ele.) Os relatos acima demonstram a sensação de profundo bem-estar pelo seus crimes, o que demonstra que o conceito de normalidade é algo difícil de precisar . O critério de normalidade que melhor se relaciona aos relatos das experiências acima é: normalidade funcional normalidade ideal Completo bem-estar físico, mental e social; normalidade estatística normalidade subjetiva 7 Questão Acerto: 0,2 / 0,2 A avaliação do paciente em psicopatologia é feita principalmente por meio da entrevista que permite a realização dos dois principais aspectos da avaliação, a saber: a anamnese e o exame do estado mental atual. Indique, dentre as opções abaixo, as características da anamnese. Levantamento do histórico dos sinais e sintomas que o paciente tem apresentado ao longo de sua vida, seus antecedentes pessoais e familiares, assim como de sua família e meio social. Solicitação de exames laboratoriais complementares. Exame físico do paciente do ponto de vista somático. Solicitação de exames de neuroimagem a fim de averiguar possíveis alterações a nível de sistema nervoso central. Avaliação neurológica do paciente através da reatividade reflexa do mesmo. 8 Questão Acerto: 0,2 / 0,2 Analise as assertivas abaixo: I- A semiologia psicopatológica se refere ao estudo dos sinais e dos sintomas que indicam a existência de algum transtornomental. II- Os sintomas são comportamentais, objetivos, verificáveis pela observação direta do paciente. III- Os sinais abrangem as vivências subjetivas relatadas pelos pacientes, suas queixas e narrativas comunicadas. É correto o que se afirma em: As assertivas I, II e III. Apenas a I. Apenas a I e III. Apenas a II e III. Apenas a I e II. 9 Questão Acerto: 0,2 / 0,2 Durante a realização de uma entrevista inicial para psicoterapia individual, além de investigar a queixa, é importante que o psicólogo defina papéis e funções do terapeuta e do paciente, assim como discuta, com seu cliente, as condições que vão conduzir a relação terapêutica. Essa tarefa define a: Apresentação do contrato terapêutico Criação de uma transferência positiva Criação da aliança terapêutica existência de aceitação incondicional Proteção contra acting-outs 10 Questão Acerto: 0,2 / 0,2 Sobre a classificação e diagnóstico em psicopatologia, podemos dizer que: as transformações constantes no campo da psiquiatria, uma vez que temos inúmeras versões e revisões tanto do DSM quanto da CID, inviabilizam a validade e a precisão diagnóstica, tornando assim, extremamente difícil encontrar um padrão de comportamento observável útil para uma boa avaliação diagnóstica. a imprecisão do diagnóstico psiquiátrico deve-se ao fato de o paciente, alienado de si, trazer inconsistências e devaneios no seu discurso que não podem ser adequadamente avaliados pelos instrumentos médicos e racionalidade científica. apesar dos manuais diagnósticos serem instrumentos limitados, a avaliação do paciente depende do binômio instrumento-profissional, que ao mesmo tempo que retira do instrumento o poder de decidir sobre um diagnóstico, transformando o profissional em um aplicador de técnica, oportuniza a humanização da prática profissional, a partir da justa medida entre a escuta subjetiva do outro e os critérios dos manuais. os sistemas de classificação são muitas vezes instrumentos imprecisos e tendenciosos, que refletem unicamente a visão capitalista da indústria farmacêutica e não oferecem utilidade alguma ao campo da avaliação psicológica. os erros ocorridos no diagnóstico derivam da crença médica de que a humanidade é multideterminada, necessitando-se fazer uma avaliação global e holística do sujeito, portanto, apenas os critérios dos manuais seriam suficientes para a boa prática profissional de reconhecimento dos transtornos e julgamento do que é normal ou patológico.