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Questões resolvidas

Com relação ao conceito de normal e patológico no que se diz respeito ao psiquismo humano, avalie as afirmacoes a seguir. I. Aquilo que é considerado normal em determinadas condições e contextos, pode se tornar patológico em outras situações e culturas. II. Existe um consenso entre o conceito de normalidade tanto para a saúde mental como para a psicopatologia, onde tudo é bem definido. III. A fronteira entre o normal e o patológico é imprecisa para diversos indivíduos considerados simultaneamente, mas é precisa quando se considera os contextos de vida do indivíduo. Assinale a alternativa que apresenta a(s) afirmativa(s) correta(s).

A I, II
B I, III
C III
D I
E I, II, III

ência assinale a alternativa CORRETA: I. Normalidade como ausência de doença: Normal, do ponto de vista psicopatológico, seria, então, aquele indivíduo que simplesmente não é portador de um transtorno mental definido. Tal critério é bastante falho e precário, pois, além de redundante, baseia-se em uma 'definição negativa', ou seja, define-se a normalidade não por aquilo que ela supostamente é, mas, sim, por aquilo que ela não é, pelo que lhe falta. II. Normalidade ideal: A normalidade aqui é tomada como uma certa 'utopia'. Estabelece-se arbitrariamente uma norma ideal, o que é supostamente 'sadio', mais 'evoluído'. Tal norma é, de fato, socialmente constituída e referendada. Depende, portanto, de critérios socioculturais e ideológicos arbitrários, e, às vezes, dogmáticos e doutrinários. III. Normalidade subjetiva. Aqui é dada maior ênfase à percepção subjetiva do próprio indivíduo em relação a seu estado de saúde, às suas vivências subjetivas. O ponto falho desse critério é que muitas pessoas que se sentem bem, 'muito saudáveis e felizes', como no caso de sujeitos em fase maníaca, apresentam, de fato, um transtorno mental grave. Assinale a alternativa que apresenta a(s) afirmativa(s) correta(s).

A F, V, V
B V, F, V
C V, V, V
D F, F, F
E V, V, F

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Questões resolvidas

Com relação ao conceito de normal e patológico no que se diz respeito ao psiquismo humano, avalie as afirmacoes a seguir. I. Aquilo que é considerado normal em determinadas condições e contextos, pode se tornar patológico em outras situações e culturas. II. Existe um consenso entre o conceito de normalidade tanto para a saúde mental como para a psicopatologia, onde tudo é bem definido. III. A fronteira entre o normal e o patológico é imprecisa para diversos indivíduos considerados simultaneamente, mas é precisa quando se considera os contextos de vida do indivíduo. Assinale a alternativa que apresenta a(s) afirmativa(s) correta(s).

A I, II
B I, III
C III
D I
E I, II, III

ência assinale a alternativa CORRETA: I. Normalidade como ausência de doença: Normal, do ponto de vista psicopatológico, seria, então, aquele indivíduo que simplesmente não é portador de um transtorno mental definido. Tal critério é bastante falho e precário, pois, além de redundante, baseia-se em uma 'definição negativa', ou seja, define-se a normalidade não por aquilo que ela supostamente é, mas, sim, por aquilo que ela não é, pelo que lhe falta. II. Normalidade ideal: A normalidade aqui é tomada como uma certa 'utopia'. Estabelece-se arbitrariamente uma norma ideal, o que é supostamente 'sadio', mais 'evoluído'. Tal norma é, de fato, socialmente constituída e referendada. Depende, portanto, de critérios socioculturais e ideológicos arbitrários, e, às vezes, dogmáticos e doutrinários. III. Normalidade subjetiva. Aqui é dada maior ênfase à percepção subjetiva do próprio indivíduo em relação a seu estado de saúde, às suas vivências subjetivas. O ponto falho desse critério é que muitas pessoas que se sentem bem, 'muito saudáveis e felizes', como no caso de sujeitos em fase maníaca, apresentam, de fato, um transtorno mental grave. Assinale a alternativa que apresenta a(s) afirmativa(s) correta(s).

A F, V, V
B V, F, V
C V, V, V
D F, F, F
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<p>EXERCÍCIOS PSICOPATOLOGIA GERAL</p><p>TEMA 1</p><p>[FUNDATEC - 2017 - IGP-RS - Perito Criminal - Psicologia] A questão da normalidade e da patologia é crucial na adolescência. Porém, segundo Outeiral (1994), o ato de definir o que é normal não é uma tarefa fácil, especialmente na adolescência. O autor propõe quatro vértices importantes a serem considerados quanto a essa questão. Assinale a alternativa que está em desacordo com as ideias do autor:</p><p>A A normalidade é, na verdade, um critério estatístico.</p><p>B Tratando-se de saúde mental, a normalidade começa a ser atingida quando nos defrontamos com a dor psíquica.</p><p>C A normalidade é definida também em termos da sociedade e da cultura, assim como da época em que vive o adolescente.</p><p>D O adolescente é um ser em desenvolvimento e o que poderá ser anormal em uma etapa poderá ser normal em outra.</p><p>E A presença de um fator desencadeante dos sintomas é de prognóstico menos favorável do que os desenvolvimentos lentos e insidiosos.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>Outeiral fundamenta sua visão sobre o normal e o patológico nos estudos de Canguilhem. Portanto, não há nenhuma especificidade além do que foi estudado no módulo 2. A afirmação "A presença de um fator desencadeante dos sintomas é de prognóstico menos favorável do que os desenvolvimentos lentos e insidiosos" não está correta, pois ela não se aplica aos estudos de normalidade e patologia, mas sim ao curso de tratamento e prognóstico. Em outras palavras, a presença de um fator desencadeante dos sintomas não é um critério para determinar a normalidade ou a patologia, mas sim um indicativo do curso e do prognóstico do tratamento.</p><p>Leia a afirmativa a seguir.</p><p>"Quando um médico se defronta com a grande tarefa de ajudar uma pessoa psiquicamente enferma, vê à sua frente dois caminhos: ele pode registrar o que é mórbido. Irá, então, a partir dos sintomas da doença, concluir pela existência de um dos quadros mórbidos impessoais que foram descritos. [...] Ou pode trilhar outro caminho: pode escutar o doente como se fosse um amigo de confiança. Nesse caso, dirigirá a sua atenção menos para constatar o que é mórbido, para anotar sintomas psicopatológicos e, a partir disso, chegar a um diagnóstico impessoal, e mais para tentar compreender uma pessoa humana na sua singularidade e covivenciar suas aflições, seus temores, seus desejos e suas expectativas pessoais." (BLEUER, 1985, p.1 - adaptado)</p><p>Assinale a alternativa que está em desacordo com a caracterização da psicopatologia.</p><p>A É uma subcategoria da psiquiatria e a ela se reporta.</p><p>B Busca estudar os estados psíquicos relacionados ao sofrimento mental do indivíduo.</p><p>C É o estudo das patologias mentais e suas consequências para o sujeito.</p><p>D Dialoga constantemente com os conceitos de normal e patológico.</p><p>E Fornece a referência, a classificação e a explicação para as modificações do modo de vida, do comportamento e da personalidade de um indivíduo.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>A psicopatologia é uma disciplina que possui um caráter multidimensional, estabelecendo relações com diversas outras áreas do conhecimento, como a Psicologia, a Sociologia e a Psiquiatria. Portanto, não é adequado afirmar que a psicopatologia é uma subcategoria da psiquiatria e que se reporta exclusivamente a ela. A psicopatologia possui uma abordagem própria e complexa, que vai além da simples categorização de doenças mentais, buscando compreender a singularidade do indivíduo e suas experiências pessoais.</p><p>[CESPE/UnB - SESA/ES/2013 - Adaptada] O exame psíquico é a ferramenta essencial para examinar o estado mental do paciente. Os desafios da interação e das habilidades humanas estão presentes no exame psíquico. Com relação às particularidades do exame psíquico de crianças, assinale a opção correta:</p><p>A Distorções do pensamento, como ideias delirantes, só ocorrem após o aparecimento de operações concretas.</p><p>B Os desenhos e jogos simbólicos realizados na avaliação clínica demonstram aprendizado social, não devendo ser utilizados como método de exploração psíquica.</p><p>C Dada a dificuldade de interação com crianças muito novas, a avaliação pode ser realizada somente a partir de entrevista com familiares e de contato com as redes psicossociais envolvidas.</p><p>D Alterações sensoperceptivas geralmente indicam psicopatologia psiquiátrica grave.</p><p>E A avaliação das vestimentas e dos cuidados pessoais é muito importante no exame do estado mental da criança.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>O exame psíquico em crianças e adultos deve sempre considerar a escuta ativa do paciente, sem excluí-lo. Embora a análise de vestimenta e cuidados pessoais seja relevante, esse aspecto não é o mais prioritário. As ideias delirantes podem ocorrer desde a fase pré-operatória. Desenhos e jogos podem ser utilizados como ferramentas valiosas para uma avaliação mais completa da criança. As alterações na sensopercepção, que podem ser ilusões ou alucinações, são geralmente indicativas de psicopatologia psiquiátrica grave. As ilusões são alterações no estímulo recebido e podem ser causadas por diversos fatores, como falta de atenção, limitações naturais dos órgãos sensoriais, alterações no sistema de refração e do sono. As alucinações, por outro lado, envolvem a criação de estímulos inexistentes e são de grande interesse em uma entrevista clínica. Elas podem ser visuais, auditivas, gustativas, motoras, entre outras.</p><p>Com relação ao conceito de normal e patológico no que se diz respeito ao psiquismo humano, avalie as afirmações a seguir.</p><p>I. Aquilo que é considerado normal em determinadas condições e contextos, pode se tornar patológico em outras situações e culturas.</p><p>II. Existe um consenso entre o conceito de normalidade tanto para a saúde mental como para a psicopatologia, onde tudo é bem definido.</p><p>III. A fronteira entre o normal e o patológico é imprecisa para diversos indivíduos considerados simultaneamente, mas é precisa quando se considera os contextos de vida do indivíduo.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a(s) afirmativa(s) correta(s).</p><p>A I, II</p><p>B I, III</p><p>C III</p><p>D I</p><p>E I, II, III</p><p>Gabarito Comentado</p><p>Segundo o pensamento de Canguilhem, a distinção entre o que é considerado normal e patológico pode variar dependendo das diferentes culturas e contextos. Portanto, a afirmativa I está correta. No entanto, as afirmativas II e III estão incorretas. A afirmativa II está errada porque não existe um consenso universal sobre o conceito de normalidade, tanto em relação à saúde mental quanto à psicopatologia. A afirmativa III também está errada, pois a linha que separa o normal do patológico não é precisa, mesmo quando se leva em consideração os contextos de vida do indivíduo. Portanto, a alternativa correta é a D, que apresenta apenas a afirmativa I como correta.</p><p>[IDIB - 2016 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Psicólogo] A Psicopatologia é um termo que se refere ao estudo dos estados mentais psicológicos, quanto à manifestação de comportamentos e experiências que podem indicar um estado mental ou patológico em desequilíbrio. Considerando a temática em questão, analise as afirmativas.</p><p>I. Os sintomas psicopatológicos, ao serem nomeados pelo paciente, por seu meio cultural ou pelo médico, passam a ser "símbolos linguísticos" compreendidos dentro de um sistema simbólico em determinado universo cultural.</p><p>II. Quando o sujeito adoece, é este corpo, a princípio, que padece e que sinaliza, através dos sinais vistos e dos sintomas ditos, que algo não vai bem.</p><p>III. Existem autores que defendem que o diagnóstico tem a finalidade de rotular as pessoas, legitimando o controle de pessoas "desadaptadas" ou contestadoras, e outros afirmam ser o diagnóstico imprescindível na direção do tratamento e na evolução da ciência médica acerca dos transtornos mentais.</p><p>Marque a alternativa que apresenta a(s) afirmativa(s) correta(s).</p><p>A III</p><p>B II, III</p><p>C I, II, III</p><p>D I, II</p><p>E I, III</p><p>Gabarito Comentado</p><p>A afirmativa I está correta, pois os sintomas psicopatológicos, quando nomeados pelo paciente, pelo seu meio cultural ou pelo médico, tornam-se "símbolos linguísticos", compreendidos dentro de um sistema simbólico em um</p><p>escuta e a observação do indivíduo para sistematizar os sintomas e sinais, possibilitando a construção do diagnóstico do transtorno mental.</p><p>As demais alternativas estão incorretas. A psicopatologia não se ocupa de qualquer doença, como mencionado na alternativa A, nem utiliza exames de imagem para a sistematização dos sintomas e sinais, como mencionado nas alternativas B e D. Além disso, a psicopatologia possibilita a construção do diagnóstico do transtorno mental, contrariando o que é afirmado na alternativa E.</p><p>( FCC - 2019 - METRÔ - SP - adaptada) Para uma avaliação psicológica clínica, faz-se necessário um diagnóstico diferencial, em que são investigados aspectos como simulação, exclusão do uso de substâncias e demais condições médicas. Para tanto, assinale a alternativa correta que corresponda ao objetivo do diagnóstico diferencial.</p><p>A Condições de prognóstico provável do caso, para que se possam fornecer subsídios para questões relacionadas com ''insanidade''.</p><p>B Regularidades ou consistências do quadro sintomático, para diferenciar alternativas diagnósticas e condutas de natureza profilática.</p><p>C Funções do ego e funcionamento da personalidade, recursos disponíveis para alcance de insights produtivos.</p><p>D Características de nível mais elevado de inferência clínica, havendo uma integração de dados de base teórica.</p><p>E Irregularidades ou inconsistências do quadro sintomático, para diferenciar alternativas diagnósticas, níveis de funcionamento ou a natureza da patologia.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>O objetivo do diagnóstico diferencial é identificar e excluir outras possíveis causas do sofrimento mental, para que se possa chegar ao diagnóstico correto. Isso envolve a análise de irregularidades ou inconsistências no quadro sintomático, a fim de diferenciar entre alternativas diagnósticas, níveis de funcionamento ou a natureza da patologia, como indicado na alternativa E.</p><p>As outras alternativas estão incorretas porque o diagnóstico diferencial não tem como objetivo traçar um prognóstico, avaliar a personalidade ou buscar regularidades no quadro sintomático. O foco está em diferenciar entre os sinais e sintomas apresentados para identificar outras possíveis causas do sofrimento psíquico.</p><p>__________ tem por objetivo primordial o levantamento detalhado da história de desenvolvimento do examinando, perpassando pela história de tratamento pregresso, queixa principal, uso de substâncias e etc.</p><p>Assinale a alternativa correta que preencha a lacuna.</p><p>A Entrevista diagnóstica</p><p>B Entrevista de triagem</p><p>C Anamnese</p><p>D Entrevista motivacional</p><p>E Pródromos</p><p>Gabarito Comentado</p><p>A anamnese tem por objetivo a investigação da história de vida, história de adoecimento pregresso de forma detalhada, contribuindo para a construção do diagnóstico.</p><p>As demais alternativas estão incorretas, pois é a anamnese feita durante a entrevista inicial que inclui os elementos abordados no enunciado.</p><p>A escuta é a principal ferramenta de trabalho do psicólogo, que deve estar atento e aberto durante o atendimento.</p><p>Assinale a opção que baliza a avaliação do psicólogo na construção diagnóstica.</p><p>A história pregressa.</p><p>B Os sinais e sintomas.</p><p>C A narrativa da pessoa.</p><p>D A escuta do familiar.</p><p>E O diagnóstico feito pelo psiquiatra.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>A escuta atenta do que a pessoa em sofrimento psíquico relata é de suma importância para a construção do diagnóstico. Em casos de transtornos mentais, não existem exames laboratoriais ou de imagem que possam determinar o diagnóstico. Este é sempre estabelecido a partir dos fenômenos (sinais e sintomas) relatados pelo indivíduo. Portanto, o exame psíquico é realizado com base no que é dito pelo paciente e avaliado pelo profissional.</p><p>As demais alternativas não estão corretas, pois a narrativa do indivíduo em sofrimento é o único caminho para a avaliação e, consequentemente, o diagnóstico. A história pregressa, os sinais e sintomas, a escuta do familiar e o diagnóstico feito pelo psiquiatra são elementos que podem contribuir para a compreensão do quadro, mas não substituem a importância da narrativa do próprio indivíduo.</p><p>No campo da psicopatologia, os fenômenos observáveis se dão através dos sinais e sintomas que, a partir da classificação e categorização, constroem o diagnóstico do transtorno mental. Nesse sentido, o diagnóstico diferencial atua como:</p><p>A Uma ferramenta para intervenção clínica e psicodiagnóstico.</p><p>B Base da clínica psicopatológica, auxiliando a ampliar os possíveis adoecimentos psíquicos.</p><p>C Base clínica, auxiliando a descartar outros possíveis adoecimentos e garante assertividade no diagnóstico.</p><p>D Uma ferramenta para base clínica, com descarte de outros possíveis adoecimentos e garante assertividade no diagnóstico sendo privado do psicólogo.</p><p>E Uma ferramenta para base clínica, que facilita a inclusão de diagnósticos de clínica médica.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>O diagnóstico diferencial é uma ferramenta essencial na prática clínica, pois auxilia a descartar outros possíveis adoecimentos, garantindo maior assertividade no diagnóstico. Diferentemente do que algumas alternativas sugerem, o diagnóstico diferencial não tem como objetivo ampliar diagnósticos, mas sim, por meio de um processo de exclusão, identificar o transtorno mental mais adequado para a condição do paciente. Além disso, é importante ressaltar que o diagnóstico psicopatológico não é privativo do psicólogo, mas um processo colaborativo com outros profissionais de saúde. Portanto, a alternativa correta é a C, que afirma que o diagnóstico diferencial atua como uma base clínica, auxiliando a descartar outros possíveis adoecimentos e garantindo assertividade no diagnóstico.</p><p>Durante a avaliação inicial, deve-se considerar sintomas anteriores à eclosão do adoecimento que, por vezes, são sutis e passam quase despercebidos pelo indivíduo e seus familiares. Esses sintomas são chamados de:</p><p>A Sintomas clínicos.</p><p>B Sintomas de demência.</p><p>C Sintomas prodrômicos.</p><p>D Sintomas psicopatológicos.</p><p>E Sintomas relacionados ao uso de drogas.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>Os sintomas que surgem antes da eclosão do adoecimento são conhecidos como sintomas prodrômicos. Esses sinais, muitas vezes sutis, podem passar despercebidos, mas são fundamentais para entender o quadro atual e auxiliar no diagnóstico. Geralmente, a labilidade emocional, a perda de interesse por atividades sociais e as fobias são sinais que se manifestam no momento anterior à eclosão do quadro.</p><p>Não é correto afirmar que sejam os sintomas clínicos, pois estes surgem em decorrência de quadros orgânicos, apresentando início súbito e agudo. A alternativa "sintomas de demência" também está incorreta, pois estes costumam surgir na velhice, com esquecimentos progressivos, e não necessariamente apresentam uma história pregressa anormal.</p><p>A opção "sintomas psicopatológicos" está incorreta, pois os sinais e sintomas psicopatológicos nem sempre estiveram presentes na história de vida do indivíduo. Além disso, quando se manifestam, não são sutis e indicam que há algo que precisa ser cuidado.</p><p>Por fim, a alternativa "sintomas relacionados ao uso de drogas" está incorreta, pois os sintomas relacionados ao uso de drogas não são sutis e geralmente são facilmente identificáveis.</p><p>(Prefeitura Municipal de São Francisco do Guaporé/2021 - Adaptada) Ao que se sabe, a Psicopatologia é uma ciência que descreve e sistematiza sintomas e sinais psicopatológicos, tornando possível a construção do diagnóstico do transtorno mental.</p><p>Neste sentido, marque a alternativa que apresenta o conceito que mais se aproxima da Psicopatologia.</p><p>A É um campo clínico e de investigação teórica da psique humana independente da Psicologia, com origem na Medicina.</p><p>B É uma área do conhecimento que objetiva estudar os estados psíquicos relacionados ao sofrimento mental. É a área de estudos que está na base da psiquiatria, cujo enfoque é clínico.</p><p>C É uma abordagem específica, ágil e orientada no problema atual do paciente.</p><p>D Dá ênfase às interações entre as emoções, pensamentos, comportamentos e estados fisiológicos.</p><p>E É uma área polissêmica, multidisciplinar</p><p>e holística de compreensão do sofrimento psíquico.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>A alternativa correta é a B, que define a Psicopatologia como uma área do conhecimento que objetiva estudar os estados psíquicos relacionados ao sofrimento mental, sendo a base da psiquiatria com um enfoque clínico. A Psicopatologia é o estudo dos sinais e sintomas dos transtornos mentais. Ela não é independente da psicologia, como sugere a alternativa A, nem é uma abordagem ágil e focada apenas nas questões atuais do paciente, como propõe a alternativa C. A Psicopatologia não dá ênfase às interações entre emoções, pensamentos, comportamentos e estados fisiológicos, como afirma a alternativa D, e não é uma área polissêmica, como sugere a alternativa E. A Psicopatologia se dedica ao estudo dos fenômenos psíquicos observáveis, sistematizando-os.</p><p>Paciente, 57 anos, primeiro episódio e com relatos de início súbito de desorientação auto e alopsíquica, agitação e rebaixamento de nível de consciência.</p><p>Com base neste caso, marque a alternativa que se deve descartar o diagnóstico.</p><p>A Esquizofrenia.</p><p>B Demência.</p><p>C Demais condições de clínica médica.</p><p>D Depressão.</p><p>E Autismo.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>Considerando a idade do paciente, 57 anos, é imprescindível uma avaliação médica para descartar qualquer causa orgânica dos sintomas psicopatológicos. Não é comum que, aos 57 anos, ocorra o início de confusão mental sem a presença de alguma outra condição clínica.</p><p>As demais alternativas estão incorretas, pois sempre que houver início súbito de um quadro agudo, desorientação e rebaixamento de consciência, deve-se suspeitar de um quadro orgânico. Portanto, a alternativa correta é a "C", que sugere descartar "demais condições de clínica médica". Isso significa que, antes de considerar diagnósticos psiquiátricos como esquizofrenia, demência, depressão ou autismo, é importante investigar e descartar possíveis condições médicas que possam estar causando os sintomas.</p><p>24</p><p>universo cultural específico. A afirmativa II também está correta, pois quando um indivíduo adoece, é o corpo que inicialmente sofre e sinaliza, através de sinais visíveis e sintomas relatados, que algo não está bem. Por fim, a afirmativa III está correta, pois reflete a diversidade de opiniões na área da psicopatologia: enquanto alguns autores veem o diagnóstico como uma forma de rotular e controlar pessoas "desadaptadas" ou contestadoras, outros defendem que o diagnóstico é essencial para direcionar o tratamento e contribuir para o avanço da ciência médica no que diz respeito aos transtornos mentais. Portanto, todas as afirmativas estão corretas.</p><p>(Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares/2014) No trabalho do psicólogo hospitalar, o exame do estado psíquico é muito importante para a avaliação da situação de crise. A respeito desse assunto, assinale a alternativa que apresenta o objetivo desse tipo de exame:</p><p>A Avaliar tanto os aspectos sadios quanto as disfunções e psicopatologias do paciente.</p><p>B Avaliar a conduta do familiar do paciente.</p><p>C Avaliar o funcionamento dos afetos da equipe.</p><p>D Avaliar a interação familiar.</p><p>E Avaliar as experiências prévias.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>O exame do estado psíquico, realizado pelo psicólogo hospitalar, tem como principal objetivo avaliar tanto os aspectos sadios quanto as disfunções e psicopatologias do paciente. Isso significa que o foco está no estado mental do paciente no momento presente. Embora a conduta dos familiares, a interação familiar e as experiências prévias possam ser consideradas para efeitos diagnósticos, elas não são o objetivo central desse tipo de exame. Portanto, a alternativa correta é a A: "Avaliar tanto os aspectos sadios quanto as disfunções e psicopatologias do paciente".</p><p>[Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência e Emergência do Leste de Minas (Consurge - MG) - Psicólogo (2016)] De acordo com Cunha (2000), no exame do estado mental de um paciente, devem ser pesquisados sinais ou sintomas em áreas da conduta humana como atenção, sensopercepção, memória, orientação, pensamento, afetividade. No que se refere à área da atenção, assinale a alternativa que apresenta corretamente sinais ou sintomas que devem ser pesquisados.</p><p>A A presença de ilusões e alucinações, que podem ser visuais, auditivas, gustativas, olfativas, táteis, térmicas, cinestésicas ou motoras.</p><p>B O sentimento de angústia, alterações de humor, como por exemplo distimia (alteração tanto no sentido de exaltação como na inibição na conduta humana) e disforia com irritabilidade.</p><p>C A capacidade de concentração alterada com hipoprosexia, presente em quadros de demência, ou hiperprosexia, em quadros de mania.</p><p>D A fuga de ideias, comum nos quadros maníacos ou inibição comum nos quadros depressivos.</p><p>E A presença de delírios (ideias supervalorizadas).</p><p>Gabarito Comentado</p><p>As ilusões e alucinações são consideradas alterações sensoperceptivas, enquanto a fuga de ideias e os delírios são alterações da função psíquica do pensamento. A hipoprosexia, que é uma alteração na capacidade de concentração, é a única alteração da atenção presente nas alternativas. Esta questão requer a memorização desses conceitos para identificar corretamente a alternativa que se refere à área da atenção.</p><p>[Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência e Emergência do Leste de Minas (Consurge - MG) - Psicólogo (2016)] Analise o caso a seguir:</p><p>O médico da urgência de um posto de saúde encaminhou ao psicólogo da equipe um paciente com a queixa de fortes dores abdominais, sem evidências de gravidade após exames específicos. Ao ser recebido pelo psicólogo, relatou suas dores, com um alto nível de ansiedade e preocupação. Nesse contexto e considerando o processo psicodiagnóstico com o paciente, devem ser observados os seguintes fatores:</p><p>I. Psicológicos e comportamentais que podem afetar negativamente o estado de saúde por interferir em outras condições clínicas.</p><p>II. Presença de um distúrbio alimentar causado por não atendimento às necessidades nutricionais básicas.</p><p>III. A existência ou não de transtorno relacionado a uso de drogas, considerando álcool, cafeína, cannabis, inalantes, hipnóticos e ansiolíticos ou outras substâncias.</p><p>IV. A ocorrência de obnubilação da consciência, alterações da atenção e da cognição que se desenvolveram no decorrer de um curto período de tempo.</p><p>V. A existência de sintomas somáticos acompanhados por pensamentos e sentimentos excessivos relacionados a esses sintomas e/ou preocupações associadas com a saúde.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta os fatores que devem ser observados nesse caso:</p><p>A II, III, IV</p><p>B I, III, V</p><p>C I, II, V</p><p>D I, II, III, IV, V</p><p>E I, II, III, IV</p><p>Gabarito Comentado</p><p>Com base no enunciado, o paciente apresenta fortes dores abdominais, mas sem evidências de gravidade após exames específicos. Ele também apresenta alto nível de ansiedade e preocupação. Portanto, os fatores que devem ser observados são: os psicológicos e comportamentais que podem afetar negativamente o estado de saúde por interferir em outras condições clínicas (I), a existência ou não de transtorno relacionado a uso de drogas, considerando álcool, cafeína, cannabis, inalantes, hipnóticos e ansiolíticos ou outras substâncias (III), e a existência de sintomas somáticos acompanhados por pensamentos e sentimentos excessivos relacionados a esses sintomas e/ou preocupações associadas com a saúde (V). As alternativas II e IV não são aplicáveis ao caso, pois não há indicações de distúrbio alimentar ou de obnubilação da consciência e alterações da atenção e da cognição. Portanto, a alternativa correta é a B (I, III, V).</p><p>[CONSULPLAN/ TRF/2017 - Adaptada] O exame do estado mental, ou exame psíquico, envolve a observação sistemática do comportamento de alguém. O desafio para os clínicos, naturalmente, é organizar as observações de forma que seja possível dispor de informações suficientes para determinar se um transtorno psicológico pode estar presente. Os exames de estado mental podem ser estruturados e detalhados, mas, na maioria das vezes, são desenvolvidos de maneira rápida por clínicos experientes no decorrer da entrevista ou da observação de um paciente.</p><p>(Barlow e Durand Psicopatologia. Uma abordagem integrada, SP, Cencage 2015 páginas 74 e 75.)</p><p>Esses exames cobrem algumas categorias. São elas: 1. Aparência e comportamento. 2. Processos de pensamento. 3. Humor e afeto. 4. Funcionamento intelectual. 5. Orientação.</p><p>De acordo com o exposto sobre o exame do estado mental, assinale a alternativa correta:</p><p>A Somente constam no exame de estado mental: processos de pensamento, humor e afeto e orientação.</p><p>B Somente constam no exame de estado mental: processos de pensamento, função intelectual e orientação.</p><p>C Somente constam no exame de estado mental: aparência e comportamento, processo de pensamento e funcionamento intelectual.</p><p>D Aparência e comportamento, processos de pensamento, humor e afeto, funcionamento intelectual e orientação.</p><p>E Somente constam no exame mental as falas do paciente sobre seu histórico familiar.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>A alternativa correta é "Aparência e comportamento, processos de pensamento, humor e afeto, funcionamento intelectual e orientação", pois abrange todos os elementos mencionados no enunciado da questão como componentes do exame do estado mental. Esses elementos são: 1. Aparência e comportamento. 2. Processos de pensamento. 3. Humor e afeto. 4. Funcionamento intelectual. 5. Orientação. Portanto, a questão requer uma interpretação direta do texto apresentado.</p><p>[FAUEL - 2018 - Prefeitura de Maringá - PR - Psicólogo - NASF] Existem vários critérios de normalidade e anormalidade em medicina e psicopatologia. A adoção de um ou outro depende, entre outros fatores, de opções filosóficas, ideológicas e pragmáticas do profissional (Canguilhem, 1978). Considere as afirmativas abaixo e assinale VERDADEIRO (V) ou FALSO (F) a respeito do que é considerado os principais critérios de normalidade utilizados em psicopatologia, na sequência assinale a alternativa CORRETA:</p><p>I. Normalidade como</p><p>ausência de doença: Normal, do ponto de vista psicopatológico, seria, então, aquele indivíduo que simplesmente não é portador de um transtorno mental definido. Tal critério é bastante falho e precário, pois, além de redundante, baseia-se em uma "definição negativa", ou seja, define-se a normalidade não por aquilo que ela supostamente é, mas, sim, por aquilo que ela não é, pelo que lhe falta.</p><p>II. Normalidade ideal: A normalidade aqui é tomada como uma certa "utopia". Estabelece-se arbitrariamente uma norma ideal, o que é supostamente "sadio", mais "evoluído". Tal norma é, de fato, socialmente constituída e referendada. Depende, portanto, de critérios socioculturais e ideológicos arbitrários, e, às vezes, dogmáticos e doutrinários.</p><p>III. Normalidade subjetiva. Aqui é dada maior ênfase à percepção subjetiva do próprio indivíduo em relação a seu estado de saúde, às suas vivências subjetivas. O ponto falho desse critério é que muitas pessoas que se sentem bem, "muito saudáveis e felizes", como no caso de sujeitos em fase maníaca, apresentam, de fato, um transtorno mental grave.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a(s) afirmativa(s) correta(s).</p><p>A F, V, V</p><p>B V, F, V</p><p>C V, V, V</p><p>D F, F, F</p><p>E V, V, F</p><p>Gabarito Comentado</p><p>As três afirmativas estão corretas e refletem o pensamento de Canguilhem. A primeira afirmação discute a normalidade como ausência de doença, apontando que essa visão é falha e precária, pois define a normalidade não pelo que ela é, mas pelo que ela não é. A segunda afirmação aborda a normalidade como uma "utopia", uma norma ideal que é socialmente construída e depende de critérios socioculturais e ideológicos arbitrários. A terceira afirmação destaca a normalidade subjetiva, que dá ênfase à percepção do próprio indivíduo sobre seu estado de saúde, apontando que esse critério pode ser falho, pois pessoas que se sentem bem podem, na verdade, estar sofrendo de um transtorno mental grave.</p><p>Há vários critérios para se definir o conceito de normalidade em psicopatologia. Entre eles, temos o critério de "normalidade como ausência de doença". A alternativa abaixo, que se relaciona com esse critério, é:</p><p>A Normal é aquilo que se observa com mais frequência.</p><p>B Normal é o indivíduo que não é portador de nenhum transtorno mental existente.</p><p>C Normal é aquilo que não produz sofrimento para o próprio indivíduo ou para o seu grupo social.</p><p>D Normal é o indivíduo que se adapta às normas morais, sociais e políticas.</p><p>E Normal é o indivíduo que possui o completo bem-estar físico, mental e social.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>A alternativa correta é a letra B, que afirma que "Normal é o indivíduo que não é portador de nenhum transtorno mental existente". Isso se alinha com o critério de "normalidade como ausência de doença" em psicopatologia. No entanto, é importante ressaltar que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), saúde não é apenas a ausência de doença, mas também envolve o completo bem-estar físico, mental e social. Portanto, a definição de normalidade pode variar dependendo do contexto e do critério utilizado.</p><p>[Prefeitura Municipal de Itá - Psicólogo (2021)] Leia o trecho a seguir:</p><p>"Esta é uma forma especial de norma social, definida por uma categoria especial de pessoas. Como as normas sociais, também estas estão sujeitas a certa dose de arbitrariedade. Os atuais sistemas de classificação (DSM-V e CID-10) são formas especiais desta norma que têm por fim reduzir os perigos de arbitrariedade."</p><p>A descrição acima corresponde a:</p><p>A Norma Subjetiva.</p><p>B Norma Funcionalista.</p><p>C Norma dos Especialistas.</p><p>D Norma Venal.</p><p>E Norma Equânime.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>O trecho apresentado corresponde à Norma dos Especialistas. Isso se deve à caracterização feita no texto, que menciona uma "categoria especial de pessoas" que define as formas e sistemas de classificação. Esses sistemas, como o DSM-V e o CID-10, são criados por especialistas na área e visam reduzir a arbitrariedade na classificação de condições e transtornos. A menção à arbitrariedade sugere que essas normas não são absolutas e podem ser sujeitas a interpretações e mudanças. Vale ressaltar que, apesar de buscarem objetividade, essas normas não consideram fenômenos subjetivos (norma subjetiva) e nem sempre levam em conta características desenvolvidas para o bem da funcionalidade, como ocorre no Transtorno de Estresse Pós-Traumático.</p><p>[IDIB - 2016 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE] O objetivo principal de qualquer ciência da vida, seja ela individual ou social, é a definição e explicação do estado normal, bem como a diferenciação do seu estado patológico. Baseado na discussão entre o normal e o patológico, analise as proposições abaixo.</p><p>I. Os critérios de normalidade e de doença em psicopatologia variam consideravelmente em função dos fenômenos específicos com os quais trabalhamos, e também de acordo com as opções filosóficas do profissional. Esta é uma área da psicopatologia que exige uma postura permanentemente crítica e reflexiva dos profissionais.</p><p>II. A distinção entre o normal e o patológico se torna mais fácil de ser delineada em alguns casos em que existem alterações comportamentais e/ou mentais de intensidade acentuada e longa duração.</p><p>III. É possível definir uma patologia baseada apenas em um critério estritamente quantitativo, sendo dispensável o discurso do sujeito ou da família.</p><p>Marque a alternativa que apresenta a(s) afirmativa(s) correta(s).</p><p>A I, III</p><p>B II</p><p>C II, III</p><p>D I, II</p><p>E I, II, III</p><p>Gabarito Comentado</p><p>A alternativa correta é a letra D, que corresponde às afirmações I e II. A afirmação I está correta porque a normalidade e a doença em psicopatologia realmente variam de acordo com os fenômenos específicos e as opções filosóficas do profissional. A psicopatologia exige uma postura crítica e reflexiva dos profissionais. A afirmação II também está correta, pois a distinção entre o normal e o patológico pode ser mais facilmente delineada em casos de alterações comportamentais e/ou mentais de intensidade acentuada e longa duração. No entanto, a afirmação III está incorreta, pois não é possível definir uma patologia baseada apenas em um critério estritamente quantitativo, ignorando o discurso do sujeito ou da família. A constituição do sujeito é multidimensional e biopsicossocial, portanto, sua história e relações interpessoais são fundamentais para o diagnóstico psicopatológico.</p><p>(TJ/PB/2012 - Adaptado) O exame do estado mental, realizado durante entrevistas clínicas iniciais, caracteriza-se por ser:</p><p>A Um exame físico e objetivo, cujo resultado permite visualizar um mapeamento da condição geral do paciente.</p><p>B Uma caracterização fixa acerca da personalidade do paciente que possui queixas circunscritas à sua condição cognitiva.</p><p>C Uma técnica de psicodiagnóstico que inclui atividades a serem realizadas pelo paciente como medida de sua condição médica geral.</p><p>D A parte da avaliação clínica que descreve a totalidade das observações do examinador sobre o paciente no momento da entrevista.</p><p>E O uso exclusivo de testes psicológicos.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>O exame do estado mental é uma parte crucial da avaliação clínica, onde o examinador observa e descreve todas as informações relevantes sobre o paciente no momento da entrevista. Este exame não é necessariamente um exame físico e objetivo, nem se limita ao uso exclusivo de testes psicológicos. Também não é uma caracterização fixa da personalidade do paciente ou uma técnica de psicodiagnóstico que inclui atividades a serem realizadas pelo paciente como medida de sua condição médica geral. Portanto, a alternativa D é a mais correta, pois descreve de forma precisa o que é o exame do estado mental.</p><p>[Adaptado Prefeitura Municipal de São José do Cedro - Psicólogo (2021)] O psicodiagnóstico é um processo científico, limitado no tempo, que utiliza métodos e técnicas psicológicas (entrada), a nível individual ou não, entendendo, à luz de princípios teóricos, os problemas, identificando o caso e prevendo seu curso possível, para comunicar resultados (resultado). (...)</p><p>(CUNHA, Jurema Alcides et al. Psicodiagnóstico. Artes</p><p>Médicas. 1989.2ª ed. Porto Alegre. P.9-11.).</p><p>Analise o que se enuncia a seguir: "Investiga a natureza de irregularidades ou inconsistências no quadro sintomático ou em resultados de testes, para estabelecer distinções entre níveis de funcionamento, quadros psicopatológicos (especialmente, patologias subjacentes), tipo de emergência, etc. A tendência clínica atual é a colocar uma ênfase especial neste tipo de diagnóstico ".</p><p>(CUNHA, Jurema Alcides et al. Psicodiagnóstico. Artes Médicas. 1989.2ª ed. Porto Alegre. P.9-11.).</p><p>O enunciado apresenta elementos que identificam qual tipo de "Diagnóstico":</p><p>A Forense</p><p>B Preventivo</p><p>C Nosológico</p><p>D Diferencial</p><p>E Psicológico</p><p>Gabarito Comentado</p><p>A questão pede para identificar o tipo de diagnóstico apresentado no enunciado. A chave para a resposta correta está na frase "para estabelecer distinções entre níveis de funcionamento, quadros psicopatológicos". Isso caracteriza um diagnóstico diferencial, que é um processo usado para identificar uma doença ou condição específica em um paciente que apresenta sintomas semelhantes a outras doenças ou condições. Portanto, a alternativa correta é a D, que se refere ao diagnóstico diferencial. Essa questão requer a interpretação do texto e a aplicação de conceitos básicos em psicopatologia.</p><p>TEMA 2</p><p>A sensopercepção é a forma como uma pessoa recebe e percebe os estímulos sensoriais, formando uma tecnologia essencial para a aquisição de conhecimento e interação com o mundo. Analise as afirmativas abaixo:</p><p>A hiperestesia é a sensação anormalmente aumentada dos estímulos sensoriais.</p><p>A anestesia é a sensação de perda da sensação.</p><p>A parestesia é a sensação anormal de dor a partir de estímulos externos.</p><p>A hipoestesia é a sensação anormalmente diminuída dos estímulos sensoriais.</p><p>É correto o que se afirma em:</p><p>A Apenas as alternativas I e II estão erradas.</p><p>B Apenas as alternativas I e IV estão corretas.</p><p>C Apenas a alternativa II está correta.</p><p>D Apenas a alternativa IV está correta.</p><p>E Apenas as alternativas I, II e IV estão corretas.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>As afirmativas I, II e IV estão corretas. A hiperestesia é caracterizada por uma sensibilidade aumentada aos estímulos sensoriais, enquanto a anestesia é a perda da sensação e a hipoestesia é uma sensibilidade diminuída aos estímulos sensoriais. A alternativa III, que se refere à parestesia, não está correta, pois a parestesia é uma sensação anormal, como formigamento ou queimação, que ocorre na ausência de estímulos externos, e não a partir deles, como a questão sugere.</p><p>A dimensão do delírio pode ser avaliada conforme sua veracidade de modo que:</p><p>I - A veracidade é medida pela intensidade da reação afetiva do paciente decorrente do delírio</p><p>II - A pressão que o paciente percebe é atribuída pela lógica da organização dos pensamentos.</p><p>A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.</p><p>A As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I.</p><p>B A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.</p><p>C A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.</p><p>D As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I.</p><p>E As asserções I e II são proposições falsas.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>As asserções I e II são falsas. A intensidade da reação afetiva do paciente não é uma medida precisa da veracidade do delírio. O delírio é um estado de confusão mental que pode produzir imagens absurdas e intensas, mas isso não significa que sejam verdadeiras. Além disso, a pressão que o paciente percebe não é necessariamente atribuída à lógica da organização dos pensamentos. O delírio pode distorcer a percepção do paciente, tornando difícil para ele organizar seus pensamentos de maneira lógica.</p><p>Com relação à percepção do espaço, podemos dizer que o espaço profano é caracterizado pelos seguintes aspectos:</p><p>A Liberdade, informalidade e com regras mínimas que favoreçam a convivência.</p><p>B Cerimonialidade, movimentos lentos e com formalidade.</p><p>C Pela experiência pessoal e interior.</p><p>D Pelo tempo lógico e interior.</p><p>E Pela rigidez afetiva e de pensamento.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>O espaço profano é caracterizado pela liberdade, informalidade e a presença de regras mínimas que favoreçam a convivência. Esses aspectos são fundamentais para a constituição dos espaços profanos, pois permitem a expressão individual e coletiva sem a rigidez de normas estritas ou cerimoniais. Portanto, a alternativa A é a correta, pois apresenta essas características de maneira clara e precisa.</p><p>De modo generalizado, qualquer alteração do humor pode ser denominada como:</p><p>A Timopatia.</p><p>B Distimia.</p><p>C Disforia.</p><p>D Euforia.</p><p>E Elação.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>A distimia é um termo geralmente utilizado para descrever qualquer alteração de humor. Ela é caracterizada por um estado de ânimo cronicamente deprimido ou irritado, que ocorre na maior parte do dia, na maioria dos dias, por pelo menos dois anos. Portanto, a alternativa correta é a letra B, "Distimia".</p><p>A estrutura do delírio são:</p><p>____complexo_________, quando são pluritemáticos.</p><p>_____simples________, quando são monotemáticos.</p><p>_____não sistematizados________, quando estão nos quadros confusionais e demências.</p><p>____sistematizados_________, quando são marcados pela riqueza de detalhes no modo em que se desencadeia as ideias delirantes.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta os conceitos na ordem correta.</p><p>A Simples, Complexo, Sistematizado e Não sistematizados.</p><p>B Não Sistematizado, Complexo, Simples e Sistematizado.</p><p>C Complexo, Simples, Não sistematizados e Sistematizados.</p><p>D Simples, Complexo, Simples e Complexo.</p><p>E Sistematizado, Não Sistematizados, Sistematizado e Não Sistematizados.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>A alternativa correta é a letra A. A estrutura do delírio é classificada da seguinte forma: é considerado "Simples" quando é monotemático, ou seja, quando o delírio gira em torno de um único tema. É "Complexo" quando é pluritemático, ou seja, quando envolve vários temas. É "Sistematizado" quando é marcado pela riqueza de detalhes no modo em que se desencadeiam as ideias delirantes. E é "Não sistematizado" quando está presente nos quadros confusionais e demências, onde não há uma organização clara das ideias delirantes.</p><p>Um objeto de avaliação e registro de todos os profissionais da saúde que atendem, principalmente no âmbito hospitalar, é a avaliação da consciência. Considerando as alterações da consciência, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas:</p><p>I - As alterações quantitativas e qualitativas da consciência são alterações distintas.</p><p>II - As alterações quantitativas acontecem de maneira gradual e mensurável, enquanto as qualitativas são alterações do campo da consciência, isto é, seu foco e margem.</p><p>A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.</p><p>A As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I.</p><p>B A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.</p><p>C A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.</p><p>D As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I.</p><p>E As asserções I e II são proposições falsas.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>A asserção I afirma que as alterações quantitativas e qualitativas da consciência são distintas, o que é verdadeiro. As alterações quantitativas referem-se a mudanças na quantidade de consciência, como estar mais ou menos consciente, enquanto as alterações qualitativas referem-se a mudanças na natureza da consciência, como alterações no foco ou na margem da consciência. A asserção II, que é uma justificativa da I, explica essas diferenças de maneira mais detalhada, afirmando que as alterações quantitativas ocorrem de maneira gradual e mensurável, enquanto as qualitativas são alterações do campo da consciência. Portanto, ambas as asserções são verdadeiras e a II justifica a I, o que torna a alternativa D a resposta correta.</p><p>Assinale a diferença marcante entre o pensamento mágico e o pensamento deirístico:</p><p>A O pensamento mágico é confuso.</p><p>B O pensamento deirístico é focado</p><p>no tempo.</p><p>C O pensamento mágico é concreto e não consegue entender metáfora.</p><p>D O pensamento deirístico é tendencioso aos desejos do sujeito.</p><p>E O pensamento mágico está associado à esquizofrenia.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>A alternativa correta é a letra D. O pensamento deirístico é caracterizado por ser tendencioso aos desejos do sujeito. Isso significa que as ideias e percepções do indivíduo são fortemente influenciadas por seus desejos pessoais, que não podem ser contrariados e nem perderem o centro da atenção. Esta é uma diferença marcante em relação ao pensamento mágico, que não apresenta essa característica.</p><p>Os processos do pensamento são a forma como o pensamento funciona e flui. Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa verdadeira:</p><p>I- O curso é a estrutura do pensamento e tem relação com o interesse.</p><p>II- O conteúdo do pensamento é o tema do pensamento.</p><p>III- A forma é a velocidade e o ritmo que flui o pensamento.</p><p>É correto o que se afirma em:</p><p>A Estão corretas as afirmativas I e III.</p><p>B Estão incorretas as afirmativas I e III.</p><p>C Somente a alternativa I está correta.</p><p>D Somente a alternativa III está correta.</p><p>E Somente as alternativas II e III estão corretas.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>As afirmativas I e III estão incorretas. A primeira afirmação sugere que o curso do pensamento é a estrutura do pensamento e tem relação com o interesse, o que não é verdade. O curso do pensamento refere-se à velocidade com que o pensamento flui. A terceira afirmação sugere que a forma do pensamento é a velocidade e o ritmo que flui o pensamento, o que também não é correto. A forma do pensamento diz respeito à sua arquitetura, ou seja, como ele é estruturado. Portanto, a única afirmação correta é a segunda, que diz que o conteúdo do pensamento é o tema do pensamento.</p><p>A capacidade que o paciente tem de relatar a percepção de dor e saber localizá-la no seu corpo indica:</p><p>A Que sua orientação alopsíquica está preservada.</p><p>B Que sua orientação autopsíquica está preservada.</p><p>C Que sua orientação somatopsíquica está preservada.</p><p>D Que sua orientação anestésica está preservada.</p><p>E Que sua orientação de idade está preservada.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>A capacidade do paciente de relatar a percepção de dor e saber localizá-la no seu corpo é uma indicação de que sua orientação somatopsíquica está preservada. A orientação somatopsíquica é a habilidade de um indivíduo de perceber e entender a relação entre seu corpo e o espaço ao seu redor. Portanto, se um paciente pode identificar e localizar a dor em seu corpo, isso sugere que ele mantém essa capacidade cognitiva intacta.</p><p>O juízo é um elemento do pensamento que está relacionado à capacidade que alguém tem de julgar alguma coisa com eficiência de modo subjetivo e cultural. Desta maneira, pode-se afirmar que:</p><p>I - A característica principal do juízo delirante é a função egossintônica, de modo que as crenças são admissíveis aos valores do sujeito.</p><p>PORQUE</p><p>II - Nos delírios, as ideias prevalentes não são admissíveis para os valores do sujeito que está alucinando.</p><p>A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.</p><p>A As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I.</p><p>B A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.</p><p>C A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.</p><p>D As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I.</p><p>E As asserções I e II são proposições falsas.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>As asserções I e II são ambas verdadeiras. A asserção I afirma que o juízo delirante é egossintônico, ou seja, as crenças são admissíveis aos valores do sujeito. Isso significa que, no contexto de um delírio, o indivíduo acredita firmemente em suas percepções, mesmo que estas sejam distorcidas ou não correspondam à realidade. A asserção II, por sua vez, afirma que, nos delírios, as ideias prevalentes não são admissíveis para os valores do sujeito que está alucinando. Isso pode ser interpretado como a ideia de que o sujeito não consegue reconhecer a irracionalidade de suas crenças delirantes. No entanto, a asserção II não justifica a I, pois são conceitos que se referem a aspectos diferentes do fenômeno delirante: a admissibilidade das crenças delirantes para o sujeito (I) e a inadmissibilidade das ideias prevalentes para o sujeito que está alucinando (II). Portanto, embora ambas as asserções sejam verdadeiras, uma não justifica a outra.</p><p>TEMA 3</p><p>Frente aos crescentes índices de suicídio em todo o mundo, a OMS pensou em três áreas prioritárias para o desenvolvimento de atividades preventivas ao suicídio. Entre as orientações da Organização Mundial de Saúde identifica-se a:</p><p>A Medicalização de pessoas com transtornos mentais.</p><p>B Informação sobre os métodos de suicídio nos meios de comunicação.</p><p>C Restrição de acesso a métodos utilizados para comportamentos suicidas.</p><p>D Internação de pacientes com risco suicida.</p><p>E Restrição de palestras e informações sobre suicídio ao público.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>De acordo com as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), uma das áreas prioritárias para a prevenção do suicídio é a restrição de acesso a métodos utilizados para comportamentos suicidas, que é a alternativa C. A OMS não recomenda a medicalização indiscriminada de pessoas com transtornos mentais, pois cada caso deve ser avaliado individualmente. Da mesma forma, a internação de pacientes com risco suicida não é uma medida padrão, pois depende da avaliação de cada situação. A OMS também não apoia a divulgação de métodos de suicídio nos meios de comunicação, pois isso pode incentivar comportamentos suicidas. Por fim, a restrição de palestras e informações sobre suicídio ao público não é recomendada, pois a educação e a conscientização são ferramentas importantes na prevenção do suicídio.</p><p>Refletir sobre suicídio é também analisar por que este fenômeno tem sido silenciado ao longo dos anos pela sociedade, autoridades responsáveis, profissionais de saúde e familiares, camuflando assim um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Com base no livro "Sobre a Morte e o Morrer" de Kübler - Ross, pode-se identificar cinco estágios do luto.</p><p>KUBLER-ROSS, E. Sobre a morte e o morrer. Rio de Janeiro: Editora Martins Fontes. 1985.</p><p>Assinale a alternativa correspondente a estes estágios.</p><p>A Negação, raiva, barganha, depressão e aceitação.</p><p>B Negação, ansiedade, negociação, depressão e aceitação.</p><p>C Ansiedade persecutória, negação, negociação, depressão e aceitação.</p><p>D Raiva, negação, ansiedade persecutória, depressão e aceitação.</p><p>E Negação, raiva, negociação, ansiedade e depressão.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>De acordo com o livro "Sobre a Morte e o Morrer" de Kübler-Ross, os cinco estágios do luto são: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. A alternativa A é a única que apresenta corretamente essa sequência. É importante notar que a ansiedade, mencionada em outras alternativas, não é considerada um estágio do luto por Kübler-Ross, mas pode ser uma manifestação sintomática. A depressão, por sua vez, é um estágio do luto e também pode ser considerada um transtorno mental que pode se manifestar como resultado de um luto mal elaborado ou patológico.</p><p>Tendo em vista os crescentes índices de suicídio em todo o mundo, a OMS considera tal problemática uma questão de saúde pública.</p><p>Marque a alternativa que apresenta alguns fatores de risco para o ato suicida apontados pela OMS.</p><p>A Tentativa prévia de suicídio, isolamento social e crise financeira e/ou desemprego.</p><p>B Isolamento social, uso de psicotrópicos e uso abusivo de drogas.</p><p>C Fácil acesso a métodos suicidas, uso abusivo de álcool e personalidade antissocial.</p><p>D Separação conjugal, transtorno psiquiátrico e timidez.</p><p>E Tendências impulsivas, isolamento social e falta de interesses artísticos.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os fatores "tentativa prévia de suicídio, isolamento social e crise financeira e/ou desemprego" são considerados de alto risco para o ato suicida. Esses fatores são frequentemente observados em pessoas</p><p>que tentaram ou cometeram suicídio. Embora outros fatores como isolamento social, separação conjugal e timidez possam influenciar, eles não são considerados pela OMS como fatores de risco primários para o suicídio. Portanto, a alternativa A é a correta.</p><p>O termo comunidade foi introduzido inicialmente no campo da clínica com o objetivo de humanizar o tratamento do doente mental, através das políticas desenvolvimentistas propagadas por organismos internacionais.</p><p>LIMA, R. S. A Psicologia comunitária no Rio de Janeiro entre 1960 e 1990. Psicol. cienc. prof. V. 32 (spe), p. 154-168, 2012.</p><p>Em relação as áreas consolidadas do trabalho do psicólogo comunitário na saúde, analise as afirmativas a seguir.</p><p>I. Elaboração de políticas de assistência básica em saúde junto às prefeituras.</p><p>II. Atuação nas Clínicas da Família em programas como Programa de Saúde na Escola (PSE), Consultório de Rua, visitas domiciliares, entre outros.</p><p>III. Atuação nos hospitais privados.</p><p>IV. Atuação no NASF, prestando apoio matricial às clínicas da família.</p><p>Assinale a alternativa correta:</p><p>A I, II e IV estão corretas.</p><p>B I, II e III estão corretas.</p><p>C I, III e IV estão corretas.</p><p>D II, III e IV estão corretas.</p><p>E I e III estão corretas.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>O psicólogo comunitário participa da elaboração de políticas de saúde, assistência social e educação junto às prefeituras contratado como consultor ou como membro dos conselhos de direito (afirmação I), também atua na assistência básica à saúde e no NASF, no atendimento direto à população através de diversos programas como PSE e Consultório de Rua (afirmação II e IV). Já a atuação nos hospitais privados (afirmação III), pertence à área da Psicologia Hospitalar e não comunitária e é, via de regra, voltada para uma população economicamente mais privilegiada, que possui planos de saúde ou pode pagar pelos tratamentos, escapando ao público da psicologia comunitária, mais empobrecido.</p><p>Muitos fatores de risco psicossocial estão associados ao suicídio. Condição de vida precária, presença de eventos de vida estressantes, problemas interpessoais no trabalho, conflitos familiares, abuso físico e sexual na infância, escasso suporte social e solidão na velhice constituem fatores de risco. Na página do Ministério da Saúde há informações a respeito da prevenção ao suicídio, entendido como um fenômeno complexo, multifacetado e de múltiplas determinações (PREVENÇÃO DO SUICÍDIO. Ministério da Saúde. 2020. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/prevencao-do-suicidio Acesso em 14/01/2022.</p><p>Sabendo que esse fenômeno pode afetar indivíduos de diferentes origens, classes sociais, idades e identidades de gênero, marque a alternativa correta.</p><p>A Considerando os fatores de risco, definimos a população-alvo de ações de prevenção específicas e certeiras.</p><p>B Pessoas com pensamentos suicidas procuram ajuda e manifestam sempre a sua ideação suicida.</p><p>C O aparecimento ou agravamento de problemas de conduta ou de manifestações verbais relativas ao suicídio podem ser interpretadas como ameaças ou chantagens emocionais, não se apresentando como avisos de alerta para um risco real.</p><p>D Há alguns fatores que vulnerabilizam, ainda que não possam ser considerados como determinantes para o suicídio. São eles, dentre outros: exposição a substâncias tóxicas, perda de emprego, crises políticas e econômicas, discriminação por orientação sexual e identidade de gênero.</p><p>E Sempre que o sujeito leva a cabo seu plano suicida é porque ele apresenta algum transtorno mental específico.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>É importante entender que os sinais de alerta para o suicídio não devem ser interpretados como meras chantagens emocionais ou ameaças, mas sim como pedidos de ajuda. Além disso, é um equívoco acreditar que todo indivíduo que comete suicídio possui algum transtorno mental ou que sempre expressará suas ideias suicidas buscando ajuda. Por outro lado, existem condições que podem aumentar o risco de suicídio, mesmo que não sejam determinantes, como o uso de substâncias tóxicas, a perda de emprego, crises políticas e econômicas, e a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero. Portanto, a alternativa D é a correta, pois reconhece a complexidade do fenômeno do suicídio e a variedade de fatores que podem contribuir para a sua ocorrência.</p><p>Segundo "nos primeiros momentos, a Psicologia comunitária permaneceu voltada para a integração social, porém, seu desdobramento na América Latina, a partir de uma revisão crítica, conduziu a um referencial principalmente marxista, consolidando-se como um conhecimento e uma prática não elitista que visava à transformação da realidade social, política e econômica de uma população alijada dos processos democráticos".</p><p>LIMA, R. S. A Psicologia comunitária no Rio de Janeiro entre 1960 e 1990. Psicol. cienc. prof. V. 32 (spe), p. 154-168, 2012.</p><p>Analise as alternativas a seguir e assinale as primeiras áreas nas quais o psicólogo se insere junto à população empobrecida.</p><p>A Saúde e educação.</p><p>B Saúde e justiça.</p><p>C Saúde e assistência social.</p><p>D Assistência social e educação.</p><p>E Justiça e educação.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>As primeiras áreas de atuação dos psicólogos comunitários no Brasil foram a saúde e a educação. Na área da saúde, os movimentos de Reforma Sanitária e Reforma Manicomial, na década de 1970, foram de grande destaque. No campo da educação, os projetos ligados à Pedagogia da Libertação, fundamentados nas ideias de Paulo Freire, tiveram grande relevância, principalmente nas ligas campesinas. O sistema de justiça só passou a integrar o campo de trabalho dos psicólogos a partir de 1985 e a Assistência Social, mais recentemente, a partir de 2004. Portanto, essas últimas áreas não possuem a importância histórica de serem as primeiras a receberem a atuação dos psicólogos comunitários.</p><p>O estudo da psicodinâmica de um comportamento autolesivo é fundamental para o estabelecimento de estratégias de manejo clínico e o oferecimento de suporte psicológico.</p><p>Gabbard, G. Psiquiatria Psicodinâmica, 4a edição. Porto Alegre: Artmed. 2006.</p><p>Marque a alternativa correta em relação à psicodinâmica do suicídio.</p><p>A Muitos transtornos psiquiátricos diferentes podem culminar em uma evolução trágica para o suicídio.</p><p>B O suicídio está associado, de forma mais importante, aos transtornos depressivos moderados.</p><p>C Em muitos casos, a psicoterapia isolada é suficiente para pacientes seriamente suicidas, pois eles aderem fa cilmente ao tratamento.</p><p>D As motivações para o suicídio são pouco variadas e bem claras, devendo o clínico escutar cuidadosamente cada paciente.</p><p>E Quatro desejos estão envolvidos no ato suicida: desejo de matar, desejo de ser morto, desejo de morrer e desejo de sentir dor.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>A alternativa correta é a "A". A afirmação é verdadeira, pois diversos transtornos psiquiátricos podem levar a um desfecho trágico como o suicídio. Não se limita apenas a transtornos depressivos, como mencionado na alternativa "B". A psicodinâmica do suicídio é complexa e envolve uma série de fatores, incluindo a presença de transtornos mentais, a dor emocional intensa e a dificuldade em lidar com o sofrimento. Portanto, é fundamental que o atendimento a esses pacientes seja realizado por uma equipe multiprofissional, capaz de abordar todas as nuances envolvidas nesse comportamento autolesivo.</p><p>A Psicologia defende a proteção integral da criança e do adolescente, porque esse conceito está vinculado às garantias necessárias para a promoção do desenvolvimento integral. Entre as atuações do psicólogo no sistema de proteção da criança e do adolescente, analise as afirmativas a seguir.</p><p>I. Elaboração de laudos e relatórios sobre situações de conflito para subsidiar decisões judiciais.</p><p>II. Elaborar documentos que justifiquem crimes cometidos por adolescentes, evitando sua punição.</p><p>III. Desenvolver programas terapêuticos para crianças e adolescentes vítimas de violência ou negligência.</p><p>IV. Desenvolver programas de reinserção social nas unidades do sistema socioeducativo, para adolescentes em conflito com a lei.</p><p>Assinale a alternativa correta:</p><p>A I, II e IV estão corretas.</p><p>B I, II e III estão corretas.</p><p>C I, III e IV estão corretas.</p><p>D II, III e IV estão corretas.</p><p>E I e III estão corretas.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>As afirmações I, III e IV estão corretas, enquanto a afirmação II é incorreta. O papel do psicólogo não é justificar crimes cometidos por adolescentes ou evitar suas punições, como mencionado na afirmação II. Na verdade, o psicólogo, seguindo uma perspectiva ética, elabora laudos e relatórios que auxiliam nas decisões judiciais em situações que envolvem adolescentes em conflito com a lei, perda de guarda dos pais, reinserção familiar, adoção, entre outros, conforme indicado na afirmação I. Além disso, o psicólogo também atua no desenvolvimento de programas terapêuticos para crianças e adolescentes vítimas de violência ou negligência (afirmação III) e em programas de reinserção social no sistema socioeducativo para adolescentes em conflito com a lei (afirmação IV). Essas ações são fundamentais para a proteção e o desenvolvimento integral da criança e do adolescente.</p><p>Em avaliação de potencial suicida de pacientes, é também importante considerar recursos pessoais e sociais que o paciente apresenta e que podem ser acessados pelo psicólogo nesse momento de crise.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta somente os fatores de proteção que reduzem o risco de suicídio.</p><p>A Apoio familiar; integração social; e acesso a serviços de saúde mental.</p><p>B Força de vontade, otimismo, positivismo e pensamento positivo.</p><p>C Crenças religiosas, resiliência, generosidade, sociabilidade e força de vontade.</p><p>D Exposição a suicídios e informações sobre suicídio.</p><p>E Apoio familiar; integração pessoal; e pensamento positivo.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>Os fatores de proteção que reduzem o risco de suicídio, conforme apresentados na alternativa A, são o apoio familiar, a integração social e o acesso a serviços de saúde mental. Esses elementos são essenciais, pois proporcionam ao indivíduo um ambiente de suporte e compreensão, além de acesso a tratamentos adequados. Embora aspectos como força de vontade, otimismo e crenças religiosas possam contribuir para a resiliência do indivíduo, eles não são suficientes por si só para prevenir o suicídio. Além disso, a exposição a suicídios e informações sobre suicídio, ao contrário de ser um fator de proteção, pode aumentar o risco de suicídio.</p><p>O suicídio é um problema complexo e difícil de predizer, resultado da interação de múltiplos fatores biológicos, psicológicos e sociais. Consenso sobre esse tópico define o suicídio como o modo intencional de colocar fim à própria vida.</p><p>Com relação ao suicídio, assinale a alternativa correta.</p><p>A Os profissionais de saúde que não conseguiram prever que seus pacientes estavam prestes a cometer tal ato, negligenciaram seus pacientes.</p><p>B É determinado sempre por estados alterados de consciência.</p><p>C Quem diz que vai se matar, realmente não o faz.</p><p>D Os meios de comunicação não deveriam veicular notícias sobre o assunto.</p><p>E A Organização Mundial de Saúde atesta que está entre as dez principais causas de morte na maioria dos países.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>As alternativas apresentadas na questão abordam alguns mitos comuns sobre o suicídio. A alternativa correta é a letra E, que afirma que a Organização Mundial de Saúde atesta que o suicídio está entre as dez principais causas de morte na maioria dos países. Isso é verdadeiro, e destaca a importância de se discutir e entender o suicídio como um problema de saúde pública. As demais alternativas apresentam afirmações incorretas ou simplistas sobre o suicídio. Por exemplo, não é verdade que os profissionais de saúde que não conseguem prever um suicídio negligenciaram seus pacientes, pois o suicídio é um fenômeno complexo e multifatorial, que nem sempre pode ser previsto. Da mesma forma, não é correto afirmar que quem diz que vai se matar não o faz, pois muitas vezes essas declarações são um pedido de ajuda e devem ser levadas a sério. A mídia tem um papel importante na prevenção do suicídio, ao informar corretamente sobre o assunto e promover o diálogo.</p><p>O preconceito atua de diversas formas, associando valores a segmentos de pessoas, segundo critérios de sexo, raça e classe social, que são reproduzidos pelos grupos e circulam nos discursos do senso comum, sem que, na maioria das vezes, os sujeitos tenham consciência disto. Analise as afirmativas a seguir, sobre os preconceitos mais difundidos no Brasil.</p><p>I. Malandragem dos sulistas.</p><p>II. Preguiça aos nordestinos e índios.</p><p>III. Periculosidade ao homem negro.</p><p>IV. Hipersexualização das mulheres, principalmente indígenas e negras.</p><p>Assinale a alternativa correta:</p><p>A I, II e IV estão corretas</p><p>B I, II e III estão corretas</p><p>C I, III e IV estão corretas</p><p>D II, III e IV estão corretas</p><p>E I e III estão corretas</p><p>Gabarito Comentado</p><p>As afirmações II, III e IV são corretas, enquanto a afirmação I não é. A ideia de malandragem é frequentemente atribuída a todos os brasileiros, mas raramente incide sobre os sulistas, que são, na maioria, descendentes diretos de europeus e, portanto, associados à honestidade, ao trabalho e à ordem social. Por outro lado, os nordestinos e os índios são frequentemente alvo de estereótipos que os associam à preguiça (afirmação II). Os homens negros são mais frequentemente alvos de batidas policiais ou de seguranças de lojas, por serem considerados mais perigosos ou propensos ao crime (afirmação III). As mulheres brasileiras, especialmente as negras e indígenas, são frequentemente hipersexualizadas, ou seja, são alvos de estereótipos relacionados ao sexo, como serem consideradas fogosas ou ardentes (afirmação IV). Diversos estudos linguísticos do senso comum sobre preconceitos podem facilmente comprovar a existência desses estereótipos.</p><p>Por volta de 1840, Augusto Comte deu à palavra normal sua primeira conotação médica. Exprimia sua esperança de que, logo que as leis relativas ao estado normal do organismo fossem conhecidas, seria possível empreender o estudo da patologia comparada.</p><p>(BRAATZ e KRAEMER. A norma, o saber e o poder. X Congresso Nacional de Educação. PUCPR, 2011).</p><p>Seguindo esta lógica, a palavra norma, da qual deriva a palavra normal, expressa a ideia de:</p><p>A Diversidade.</p><p>B Saúde.</p><p>C Padrão.</p><p>D Diferença.</p><p>E Qualidade de vida.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>A palavra norma, expressa a ideia de frequência e regularidade, derivando o conceito de normal, como aquilo que se repete com mais frequência. Já as palavras diversidade e diferença expressam uma ideia antagônica a esta, enquanto padrão e qualidade de vida são conceitos muito mais complexos e que dependem sempre dos marcadores teóricos ao qual estão vinculados.</p><p>Nos Estados Unidos, no início do século, ganha força um movimento acadêmico que equipara o conceito de normalidade ao de adequação ou adaptação social, fazendo com que a Psicologia se volte para oferecer instrumentos de mensuração desse novo índice, os testes psicológicos.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a teoria da qual deriva esse movimento.</p><p>A Teoria do Estado Natural, de Thomas Hobbes.</p><p>B Teoria da Conspiração, de Robert Smith.</p><p>C Teoria da Evolução das Espécies, de Charles Darwin.</p><p>D Teoria da Gravidade, de Isaac Newton.</p><p>E Teoria da Eugenia, de Francis Galton.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>O movimento acadêmico mencionado no enunciado é derivado da Teoria da Evolução das Espécies, de Charles Darwin. Seguidores desta teoria estenderam o conceito de adaptação, que é um sinal desejável de evolução, ao comportamento humano. Isso levou ao desenvolvimento de técnicas para aprimorar habilidades humanas e instrumentos para mensurá-las e prever a possibilidade de sua ocorrência. As outras teorias mencionadas nas alternativas não têm relação com esses conceitos. A Teoria do Estado Natural, de Thomas Hobbes, discute a função do Estado. A Teoria da Conspiração, de Robert Smith, não existe. A Teoria da Gravidade, de Isaac Newton, é uma teoria da física. E a Teoria da Eugenia, de Francis Galton, é uma teoria sobre a estrutura cerebral dos criminosos.</p><p>Sabemos que as ações e os serviços</p><p>de saúde devem ser organizados em níveis de complexidade tecnológica crescente (primário, secundário, terciário e quaternário).</p><p>Sobre a participação do profissional de psicologia nas equipes do SUAS, marque a alternativa correta.</p><p>A participa apenas no nível da complexidade básica, atuando nos CRAS.</p><p>B participa apenas no nível da complexidade média, atuando nos CREAS.</p><p>C participa apenas no nível da complexidade alta, atuando nas unidades de acolhimento integral.</p><p>D participa apenas da vigilância social, fiscalizando as situações de infrações aos direitos.</p><p>E participa de todos os níveis de complexidade, pois sua presença é obrigatória nas equipes mínimas.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>A participação de um profissional de Psicologia está prevista em todas equipes mínimas de atendimento do SUAS, de acordo com a LOAS (Lei Orgânica da Assistência Social) e com a PNAS (Política Nacional de Assistência Social), fazendo com que este profissional participe de todos os níveis de complexidade, desde a básica até a alta, em uma gama variada de atividades específicas de cada nível. As alternativas de expressas em outras letras estão, portanto, erradas, pois restringem a participação dos profissionais a apenas um dos níveis.</p><p>Analise as asserções abaixo.</p><p>1ª Sigmund Freud criou um inovador método de cura pela fala, a Psicanálise, constituindo as primeiras bases daquilo que hoje conhecemos por Psicologia Clínica, ainda no século XIX, que só chegaria à psicologia décadas mais tarde</p><p>POR QUE</p><p>2ª Naquele momento histórico, a psicanálise e o tratamento da população manicomial eram atividades restritas a médicos e a Psicologia se detinha na confecção dos testes psicológicos que nutriam o mundo da educação e do trabalho.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a relação correta entre elas.</p><p>A As duas asserções são verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira.</p><p>B As duas asserções são verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa correta da primeira.</p><p>C A primeira asserção é uma proposição falsa, e a segunda é uma proposição verdadeira.</p><p>D A primeira asserção é uma proposição verdadeira, e a segunda é uma proposição falsa.</p><p>E Tanto a primeira como a segunda asserções são falsas.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>As duas asserções são verdadeiras. Sigmund Freud, no final do século XIX, desenvolveu um método inovador de cura pela fala, a Psicanálise, que se tornou a base para o que hoje conhecemos como Psicologia Clínica. Naquele momento histórico, a psicanálise e o tratamento da população manicomial eram atividades exclusivas dos médicos. A Psicologia, por sua vez, estava focada na criação de testes psicológicos que contribuíam para os campos da educação e do trabalho. A Psicologia Clínica só se expandiu e começou a se intersectar com a psicanálise décadas mais tarde, quando as reformas psiquiátricas retiraram da medicina a exclusividade dos tratamentos. Portanto, a segunda asserção justifica corretamente a primeira, explicando o contexto histórico e a evolução da Psicologia e da Psicanálise.</p><p>Pacientes com depressão melancólica, histórico de doença psiquiátrica grave, com tentativas anteriores de suicídio, pacientes em estado terminal ou com falta de apoio familiar, podem apresentar risco aumentado para suicídio.</p><p>Em contexto hospitalar, o psicólogo em contato com um paciente com tais características, deve avaliar se o paciente apresenta pensamentos com conteúdos de ideação suicida e se tem meios para realizar esses planos.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a conduta correta do psicólogo, ao diagnosticar risco aumentado para suicídio.</p><p>A Comunicar de imediato a situação à equipe médica e de enfermagem; registrar sua avaliação e as providências tomadas em prontuário; solicitar interconsulta psiquiátrica e programar maior número de atendimentos psicológicos para acompanhar o caso.</p><p>B Comunicar de imediato e verbalmente sua avaliação para as equipes de enfermagem e médica, sem efetuar nenhum registro em prontuário.</p><p>C Solicitar interconsulta psiquiátrica e interromper os atendimentos psicológicos até que o paciente se reestabeleça.</p><p>D Recomendar que o paciente fique em observação 24 horas por dia, deixando seu acompanhamento a cargo do psiquiatra e retomando o acompanhamento psicológico apenas quando solicitado.</p><p>E Interromper o atendimento e avisar à família do paciente para que eles tomem os cuidados necessários.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>Sempre que houver uma ocorrência de tentativa de suicídio, além de acolher a pessoa, deve-se registrar no prontuário, manter os acompanhamentos e realizar os encaminhamentos necessários, além de avaliar os tipos de cuidados que a pessoa precisará.</p><p>Segundo "nos primeiros momentos, a Psicologia comunitária permaneceu voltada para a integração social, porém, seu desdobramento na América Latina, a partir de uma revisão crítica, conduziu a um referencial principalmente marxista, consolidando-se como um conhecimento e uma prática não elitista que visava à transformação da realidade social, política e econômica de uma população alijada dos processos democráticos".</p><p>LIMA, R. S. A Psicologia comunitária no Rio de Janeiro entre 1960 e 1990. Psicol. cienc. prof. V. 32 (spe), p. 154-168, 2012.</p><p>Analise as alternativas a seguir e assinale as primeiras áreas nas quais o psicólogo se insere junto à população empobrecida.</p><p>A Saúde e educação.</p><p>B Saúde e justiça.</p><p>C Saúde e assistência social.</p><p>D Assistência social e educação.</p><p>E Justiça e educação.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>As primeiras áreas de atuação dos psicólogos comunitários no Brasil foram a saúde e a educação. Na área da saúde, os movimentos de Reforma Sanitária e Reforma Manicomial, na década de 1970, foram de grande destaque. No campo da educação, os projetos ligados à Pedagogia da Libertação, fundamentados nas ideias de Paulo Freire, tiveram grande relevância, principalmente nas ligas campesinas. O sistema de justiça só passou a integrar o campo de trabalho dos psicólogos a partir de 1985 e a Assistência Social, mais recentemente, a partir de 2004. Portanto, essas últimas áreas não possuem a importância histórica de serem as primeiras a receberem a atuação dos psicólogos comunitários.</p><p>No livro "Suicídio e os Desafios para a Psicologia", são identificadas as principais manifestações e o processo de elaboração do luto no âmbito familiar.</p><p>CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA (CFP). O Suicídio e os Desafios para a Psicologia. Brasília: Conselho Federal de Psicologia, 2013.</p><p>Assim, pode-se considerar como manifestações do luto:</p><p>I. Estado de choque, alívio;</p><p>II. Catarse, depressão;</p><p>III. Culpa, preocupação com a perda e raiva;</p><p>IV. Alucinações e delírios</p><p>Assinale a alternativa correta:</p><p>A I e II estão corretas.</p><p>B I, III e IV estão corretas.</p><p>C II e III estão corretas.</p><p>D I, II e III estão corretas.</p><p>E I, II e IV estão corretas.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>As opções I, II e III estão corretas. Elas representam manifestações comuns do luto, como estado de choque, alívio, catarse, depressão, culpa, preocupação com a perda e raiva. No entanto, a opção IV, que menciona alucinações e delírios, não é considerada uma manifestação típica do luto. Esses sintomas podem indicar complicações relacionadas a um transtorno mental e devem ser investigados com mais detalhes.</p><p>Muitos fatores de risco psicossocial estão associados ao suicídio. Condição de vida precária, presença de eventos de vida estressantes, problemas interpessoais no trabalho, conflitos familiares, abuso físico e sexual na infância, escasso suporte social e solidão na velhice constituem fatores de risco. Na página do Ministério da Saúde há informações a respeito da prevenção ao suicídio, entendido como um fenômeno complexo, multifacetado e de múltiplas determinações (PREVENÇÃO DO SUICÍDIO. Ministério da Saúde. 2020. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/prevencao-do-suicidio Acesso em 14/01/2022.</p><p>Sabendo que esse fenômeno pode afetar indivíduos de diferentes origens, classes sociais, idades e identidades de gênero, marque a alternativa correta.</p><p>A Considerando os fatores de risco, definimos a população-alvo de ações de</p><p>prevenção específicas e certeiras.</p><p>B Pessoas com pensamentos suicidas procuram ajuda e manifestam sempre a sua ideação suicida.</p><p>C O aparecimento ou agravamento de problemas de conduta ou de manifestações verbais relativas ao suicídio podem ser interpretadas como ameaças ou chantagens emocionais, não se apresentando como avisos de alerta para um risco real.</p><p>D Há alguns fatores que vulnerabilizam, ainda que não possam ser considerados como determinantes para o suicídio. São eles, dentre outros: exposição a substâncias tóxicas, perda de emprego, crises políticas e econômicas, discriminação por orientação sexual e identidade de gênero.</p><p>E Sempre que o sujeito leva a cabo seu plano suicida é porque ele apresenta algum transtorno mental específico.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>É importante entender que os sinais de alerta para o suicídio não devem ser interpretados como meras chantagens emocionais ou ameaças, mas sim como pedidos de ajuda. Além disso, é um equívoco acreditar que todo indivíduo que comete suicídio possui algum transtorno mental ou que sempre expressará suas ideias suicidas buscando ajuda. Por outro lado, existem condições que podem aumentar o risco de suicídio, mesmo que não sejam determinantes, como o uso de substâncias tóxicas, a perda de emprego, crises políticas e econômicas, e a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero. Portanto, a alternativa D é a correta, pois reconhece a complexidade do fenômeno do suicídio e a variedade de fatores que podem contribuir para a sua ocorrência.</p><p>Reflita sobre as asserções abaixo.</p><p>Existe uma dificuldade em compreender os psicólogos como agentes institucionais, que podem primar pela qualidade de vida dos coletivos que estão ligados aos espaços de atuação em diversas áreas.</p><p>POR QUE</p><p>A imagem do psicólogo no Brasil está muito associada à psicologia clínica e ao atendimento individual realizado em consultórios privados como atividade autônoma.</p><p>Marque a alternativa que apresenta a e a relação correta entre elas.</p><p>AAs duas asserções são verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira.</p><p>B As duas asserções são verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa correta da primeira.</p><p>C A primeira asserção é uma proposição falsa, e a segunda é uma proposição verdadeira.</p><p>D A primeira asserção é uma proposição verdadeira, e a segunda é uma proposição falsa.</p><p>E Tanto a primeira como a segunda asserções são falsas.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>Ao se inserir em um contexto institucional, o profissional de psicologia é frequentemente solicitado a responder clinicamente, ou seja, a oferecer psicoterapia individual. Isso ocorre porque a identidade profissional da Psicologia, devido a diversos fatores históricos, está fortemente associada à Psicologia Clínica. Além disso, a participação do psicólogo nas políticas públicas é um fenômeno relativamente recente. Portanto, a segunda asserção justifica a primeira, pois a imagem predominante do psicólogo como um profissional clínico que atende individualmente em consultórios privados pode dificultar a compreensão de seu papel como agente institucional que trabalha para melhorar a qualidade de vida dos coletivos.</p><p>TEMA 4</p><p>Em "O normal e o patológico", Georges Canguilhem chama atenção para o fato de que o sintoma deve ser avaliado dentro de um contexto, um pano de fundo.</p><p>Quanto a isso, assinale a alternativa correta.</p><p>A Quando um sintoma é classificado como patológico ou um mecanismo funcional isolados, esquecemos que aquilo que os torna patológicos é a sua relação com um corpo biológico.</p><p>B Quando o diagnóstico é classificado como patológico, esquecemos que aquilo que os torna patológicos é a sua relação na totalidade de um comportamento individual.</p><p>C Quando classificamos como patológico um sintoma ou um mecanismo funcional isolados, esquecemos que aquilo que os torna patológicos é a sua relação na totalidade indivisível de um comportamento individual.</p><p>D Quando classificamos como patológico um sintoma, esquecemos que aquilo que os torna patológicos é a sua relação na totalidade indivisível de um comportamento individual sempre atrelada ao que a família relata.</p><p>E Quando classificamos um sintoma esquecemos que aquilo que os torna patológicos é a sua condição médica.</p><p>Gabarito Comentado 33677860</p><p>A alternativa correta é a "C", que destaca a importância de considerar o sintoma ou um mecanismo funcional dentro do contexto total e indivisível do comportamento individual. Isso significa que, ao avaliar um sintoma, é crucial levar em conta o contexto de vida do indivíduo, a fim de entender a fronteira entre o normal e o patológico. As condições de vida e as relações estabelecidas estão intimamente ligadas à vida psíquica de uma pessoa. Portanto, é essencial olhar para o indivíduo como um todo, e não apenas para seus sintomas isolados.</p><p>As outras alternativas são incorretas por diversos motivos. A alternativa "A" é incorreta porque a patologia de um sintoma não se limita à sua relação com o corpo biológico, mas também envolve outros fatores relacionados ao indivíduo. A alternativa "B" é incorreta porque a patologia não se limita à relação do sintoma com o comportamento individual, mas também envolve a relação do indivíduo com o contexto social. A alternativa "D" é incorreta porque a patologia de um sintoma não se limita ao que a família relata, mas também envolve a totalidade indivisível do comportamento individual. Finalmente, a alternativa "E" é incorreta porque a patologia de um sintoma não se limita à sua condição médica, mas também envolve o sofrimento do indivíduo dentro de seu modo de vida.</p><p>O delirium caracteriza-se por ser uma perturbação da atenção e da consciência. Essas perturbações desenvolvem-se por um breve período de tempo e oscilam quanto à gravidade ao longo do dia, sendo mais encontrados em:</p><p>Assinale a alternativa correta:</p><p>A Encontrado com mais frequência em esquizofrenia paranóide.</p><p>B Encontrado com mais frequência em quadros de transtorno afetivo bipolar.</p><p>C Encontrado com mais frequência em outras condições orgânicas.</p><p>D Encontrado com mais frequência em quadros de depressão.</p><p>E Encontrado com mais frequência em pessoas com TEA.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>O delirium geralmente está associado a outras condições de clínica médica, necessitando de uma investigação de doença de base, em outras condições orgânicas.</p><p>As demais alternativas estão incorretas, pois os quadros de delirium estão associados a doenças de base orgânica. Em geral, ao tratar a causa base, o delirium desaparece. Portanto, o delirium é mais frequentemente encontrado em outras condições orgânicas, como indicado na alternativa C.</p><p>Sabe-se que a Psicopatologia se refere a uma área de conhecimento que se dedica aos estudos dos estados psíquicos relacionados ao sofrimento, descrevendo sinais e sintomas que auxiliam no diagnóstico do sofrimento mental.</p><p>Diante do exposto, assinale a alternativa correta.</p><p>A A psicopatologia sistematiza sintomas e sinais de qualquer adoecimento a partir da escuta e observação do indivíduo, tornando possível a construção do diagnóstico do transtorno mental.</p><p>B A psicopatologia sistematiza sintomas e sinais psicopatológicos a partir da observação de exames de imagem, tornando possível a construção do diagnóstico do transtorno mental.</p><p>C A psicopatologia sistematiza sintomas e sinais psicopatológicos a partir da escuta e observação do indivíduo, tornando possível a construção do diagnóstico do transtorno mental.</p><p>D A psicopatologia sistematiza sintomas e sinais psicopatológicos a partir da escuta e observação de exames de imagem do indivíduo, tornando possível a construção do diagnóstico geral.</p><p>E A psicopatologia sistematiza sintomas e sinais psicopatológicos a partir da escuta e observação do indivíduo, e não possibilita a construção do diagnóstico do transtorno mental.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>A psicopatologia é uma disciplina que se dedica ao estudo dos transtornos mentais, sistematizando os fenômenos psicopatológicos por meio da identificação e classificação dos mesmos. A alternativa A é a correta, pois a psicopatologia utiliza a</p>